Dr. Trevor - Tzimisce - Sabá

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Dr. Trevor - Tzimisce - Sabá

Mensagem por Songette em Qua Dez 29, 2010 1:22 am

Nome:Thyago
Personagem:Dr. Trevor
Clã: Tzimisce
Natureza: Excentrico
Comportamento: Mazoquista
Geração: 8ª
Refugio: Casa abandonada, na “downtown” , um lugar reservado e sem muitos curiosos.
Conceito: Em busca da ascenção


Experiência:


ATRIBUTOS (7 - 5 - 3)

Físicos
- Força: 2+1
- Destreza: 2+1
- Vigor: 1+1

Sociais
- Carisma: +1
- Manipulação: 2+1
- Aparência: 1+1

Mentais
- Percepção: 2+1
- Inteligência: 3+1 (Autoridade em Medicina)
- Raciocínio: 2+1


HABILIDADES (13 - 9 - 5)

Talentos
- Prontidão:
- Esportes:
- Briga:2
- Esquiva:
- Empatia:
- Expressão:
- Intimidação:
- Liderança:
- Manha:
- Lábia:3

Perícias
- Empatia c/ Animais:
- Ofícios:3+1(2pb) (Moldar o Corpo)
- Condução:2
- Etiqueta:
- Armas de Fogo:
- Armas Brancas:2
- Performance:
- Segurança:
- Furtividade:2
- Sobrevivência:

Conhecimentos
- Acadêmicos:3
- Computador:
- Finanças:
- Investigação:
- Direito:
- Lingüística:2 (Inglês, Latin, Português)
- Medicina:3
- Ocultismo:3
- Política:
- Ciências:2


VANTAGENS

Antecedentes (5)

Contatos 1 (Detetive Gordon) (pb)
Fama 2 (Assassino em Série) (pb)
Lacaio 2 (Cão do Inferno) (pb)
Mentor 1 (pb)
Geração 5
---------------


DISCIPLINAS(3)

Vicissitude 3 +1(7pb)
-------------



Virtudes (7)
- Consciência ou Convicção:1 +1

- Autocontrole ou Instinto: 2+1

- Coragem: 4+1


HUMANIDADE:5

FORÇA DE VONTADE:5


QUALIDADES e DEFEITOS

Articulações Ultraflexíveis: (1 ponto de Qualidade)
Coração Deslocado: (2 pontos de Qualidade)
Selvageria: (2 pontos de Qualidade)
Ambidestro: (1 ponto de Qualidade)
Senhor Diabólico (Assassino de Membros da Camarilla): (2 pontos de Defeito)
Protegido (Detetive Gordon): (3 pontos de Defeito)
Compulsão (Moldar Corpos): (1 ponto de Defeito)

OBS: Espero que o prelúdio esteja do agrado do Corretor. Talvez existam algumas falhas devido ao fato de eu ter tentado fazê-lo o menor possível para evitar que o Corretor perca muito tempo lendo-o.


PRELÚDIO

Contarei um pouco sobre mim, se você está realmente tão interessado, mas não diga que não o avisei quando seu estomago começar a revirar.
Tudo bem, vou começar devagar. Lhe contarei a história desde o princípio. Não há muito o que falar sobre minha infância. Era um garoto comum de Londres. Estudava, os valentões adoravam me surrar ou fazer piadas sobre minha inteligência (Ah como eu gostaria de me lembrar de seus nomes...)
As coisas começaram mesmo quando entrei para a faculdade de medicina. Lá, eu me encontrei. Não que eu fosse o tipo de pessoa que quer melhorar a vida dos outros... não... O que realmente me atraía era a morte, mais precisamente, suas causas. Adorava quando íamos fazer uma autópsia e desvendávamos que o cara que tomou um tiro no peito morreu afogado em seu próprio sangue, que invadiu seu pulmão perfurado.
Talvez tenha sido aí que comecei a me perguntar o que acontecia depois que morremos.
Enfim, estou divagando. Após me formar, consegui um estágio no necrotério local. Quantos anos tinha? Trinta e dois. Trinta e dois anos que jamais recuperei, mesmo tendo a eternidade a meu favor.
Naquele necrotério eu realmente descobri o que queria fazer. Passei a entender a morte e até a apreciá-la. Eu estava disposto a tudo para descobrir o que havia depois do tão aclamado “fim do túnel”. Comecei a fazer experimentos com os cadáveres. Fazia transplantes de seus órgãos apodrecidos para tentar reanimá-los. Eu sei, foi burrice. Não se pode acordar um cadáver. Ao menos não da forma como eu tentava. Como fui tolo.
No final do primeiro ano de trabalho naquele necrotério, eu fui demitido. O legista responsável havia esquecido seus estúpidos óculos de leitura sobre sua mesa e voltou para buscá-los. Chegou bem a tempo de me ver colocando um rim novo no corpo frio de uma senhora que o perdera para a cirrose. Você tinha de ter visto a cara daquele pobre coitado. O velho não sabia o que fazer. Querendo evitar um escândalo, simplesmente me mandou ir embora daquele lugar e nunca mais voltar. Eu ainda guardo alguma areia que sobrou após a demolição do prédio dez anos atraz. Está ali, naquele vidro. Está vendo a cor avermelhada? Não, não é o sangue dos mortos, idiota. É argila.
Continuando. Quando saí do necrotério, eu sabia (ou pelo ao menos pensava que sabia) que estava perto da verdade. Estava tão próximo de descobrir qual era o próximo passo. Não podia abandonar minhas pesquisas. Eu fui para minha pequena casa, no subúrbio, ainda pensando no que eu poderia fazer a seguir. Por sorte, havia uma igreja com um pequeno cemitério a menos de duas quadras dali. Tentei continuar minhas experiências usando os cadáveres enterrados, mas a carne podre não ajudava muito. Eu precisava de algo fresco.
Tens certeza de que está bem? Parece-me meio amarelo. Como quiser... vamos continuar.
Eu precisava de algo fresco e só havia um modo de conseguir mortos frescos. Matando.
Não me lembro de nenhum caso tão polemico quanto o meu desde Jack, “the reaper”. Eu não tinha preocupação com o que as chamadas vitimas sentiam. Não podia me dar ao luxo de escutar suas súplicas por piedade. Tinha de continuar minha pesquisa e nada que dissessem poderia me fazer parar. A primeira foi uma mulher. Alta, bonita, saudável. Seus vinte e dois anos sem bebidas ou vícios a faziam perfeita para mim. Eu a vi na rua, indo para casa talvez. As sombras me ajudaram naquele dia e ela não me viu chegar até eu meu bisturi já estava em sua garganta. O sangue jorrou como uma fonte. Levei o corpo para casa e o coloquei sobre esta mesma mesa sobre a qual estão nossos copos. Abri seu peito e vi o estrago que um simples corte na garganta fez em seus órgãos. O coração havia parado, isso é obvio. Os pulmões estavam inundados de sangue que eu tive de drenar. Terminada a limpeza, costurei seu corpo novamente, inclusive a garganta. Aquele primeiro crime me mostrou o quão fácil era tirar a vida dos corpos. O difícil mesmo era restituí-la. Continuei fazendo isso. A cada dia eu precisava de coisas novas. A cada dia, um outro ser humano passava dessa para melhor sentindo a lamina desse bisturi em seus corpos.
O que eu fazia com os corpos que não usava mais? Me livrava deles. Talvez tenha sido minha maior tolice. Apenas os jogava em becos ou valas ou covas rasas. Logo os desaparecimentos foram seguidos pelos corpos e a policia começou a me caçar. Todos os dias os noticiários mostravam fotos do que eu tinha feito aos corpos das “inocentes vitimas”.
O detetive Gordon ficou responsável pelo meu caso. Ele é diferente dos outros detetives que vomitavam ao ver um corpo com os pulmões em lugares trocados. Ele entende até hoje o que eu estava fazendo. Ele percebeu a profundidade das minhas pesquisas. Isso não o impediu de continuar atraz de mim. Chegou bem perto de me pegar certa vez. Foi ai que percebi que ele também estava um passo a frente dos demais. Talvez não tão a frente quanto eu ou até mesmo você, mas com certeza estava a frente dos demais. Um dia, quando ele estiver pronto, pretendo apresentá-lo ao mundo da noite. Talvez daqui a um ano ou daqui a uma vida. Por isso eu tento fazer o máximo para que nenhum de nossos irmãos se aproxime dele.
Também foi quando decidi ir para Portugal e continuar minhas pesquisas sem o olhar assustado da mídia sobre mim.
Porem atraí outro olhar de outra pessoa. Dr Drivicov Hunstin. Ele veio até mim em uma noite como essa, há exatos quatro anos e três meses. Se provou uma companhia maravilhosa até agora. Ele me mostrou o que eu queria ver. Disse que minhas pesquisas eram muito mais importantes do que eu poderia imaginar e que eu poderia dar o próximo passo. Não entendi muito bem na época, mas logo que ele me mostrou o que podia fazer com a carne e os ossos do cadáver que estava a nossa frente eu percebi. Ele estava acima de mim. Estava acima dos humanos. Ele era o próximo passo na evolução. Ele estava morto e continuava ali, parado a minha frente e falando comigo. Eu queria aquilo e ele me deu o que eu queria.
Estamos quase acabando, segure suas entranhas por um pouco mais de tempo. Quer beber mais?
Onde eu estava? Ah sim. Após aquela noite, ele me mostrou a verdade sobre o mundo. Troxe-me para Nova York e ensinou-me sobre os segredos da noite. Me mostrou como funcionavam as coisas. Mostrou como os Guardiões usurparam o título de líderes do Sabá. Mostrou como nós, tzimices, rompemos o laço de sangue. Mostrou como a maldita Camarilla se faz de sonsa enquanto os seus próprios membros aprontam o que querem por baixo da mascara. Enfim, me mostrou o que estava depois do túnel, e não eram nuvens e felicidade.
Estava realmente empolgado com aquilo. Havia conseguido finalmente o que eu queria. Mas de que adianta a eternidade se não temos um objetivo maior, eu lhe pergunto.
Foi essa questão que me fez continuar minhas pesquisas. É essa questão que mantem aquele corpo frio deitado sobre a maca em minha sala.
Agora eu tinha o poder de fazer experiências com meu próprio corpo sem me preocupar com a morte e podia prosseguir na caminhada para o próximo passo. Afinal, se nós estamos acima dos humanos, existe algo acima de nós, e eu descobrirei o que é, nem que isso me custe a eternidade.
Já vai? Não se sente bem? Não se preocupe, logo se acostumará com o cheiro do vitae. Não tem escolha. Vá, pobre Vira-Latas. Mas volte quando quiser. Meu cão agora conhece seu cheiro e não o importunará novamente. E trate de lavar essa mordida... Não gostaria de saber que sua mão caiu devido a um erro de julgamento de meu pobre animal.



Cão do Inferno (tenho dois)

Físicos: Força 4, Destreza 3, Vigor 4
Sociais: Não Aplicável
Mentais: Percepção 5, Inteligência 1, Raciocínio 3
Habilidades: Prontidão 4, Esportes 2, Briga 4, Esquiva 3, Empatia 1, Intimidação 4, Furtividade 2
Disciplinas: Potência 2
Força de Vontade: 6
Pontos de Sangue: 4
Ataques: Mordida/5 dados, Garras/ 3 dados
Níveis de Vitalidade: Ok, Ok, -1, -1, -2, -2, -5, Incapacitado

(Essa ficha está idêntica a do exemplo de Cão do Inferno do Livro do Clã – Tzimice, pag. 62)
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