Camarilla

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Camarilla

Mensagem por Cain em Ter Mar 09, 2010 6:43 pm

CAMARILLA


A Camarilla surgiu numa tentativa de manter a sociedade vampírica unida contra o poder da Inquisição no século XV. Sob sua liderança de ferro, a Tradição da Máscara evoluiu de uma sugestão cautelosa para o princípio condutor da sobrevivência dos Membros. Ainda hoje, a Camarilla se preocupa com a execução da Máscara, mantendo a harmonia entre os Membros e os mortais, lutando contra o Sabá, encarado como o oponente direto.
A Camarilla vê a si mesma como a verdadeira sociedade dos Membros e está parcialmente correta. Ela é a maior seita de mortos-vivos do planeta. Praticamente qualquer vampiro, não importando a linhagem, pode reivindicar sua filiação à Camarilla. Na verdade, a Camarilla se assegura de que todos os vampiros se encontrem sob a sua égide, sem considerar a opinião do vampiro em questão.
Através dos anos, a seita tem tentado estender a sua influência sobre outras áreas da vida vampírica e todas as vezes foi fortemente repreendida por sua insolência. Os príncipes não toleram interferências nos assuntos de suas cidades, enquanto os Matusaléns zombam da temeridade dos mais jovens que pensam poder brincar de Jyhad. Na prática, a influência da Camarilla começa e termina com a proteção da Máscara, para assegurar a coexistência entre Membros e mortais.
A Camarilla se diz aberta à filiação de qualquer vampiro interessado, não importando a linhagem, mas a grande maioria de seus integrantes é representada pêlos sete clãs fundadores. Foram os seus membros que fundaram a seita e apenas estes clãs compõem regularmente o Círculo Interno, que governa a Camarilla. Outros vampiros de diferentes linhagens podem participar de Conclaves e reuniões, mas suas vozes frequentemente são ignoradas.
Depois da Revolta Anarquista a Camarilla se colocou verdadeiramente contra o Sabá, percebendo ser este o único meio de mante-los à distância. A Camarilla sozinha manteve a Máscara, protegendo seus pares, enquanto o Sabá ignorou prontamente as Tradições e tudo o que era sagrado, para apoiar seus sonhos paranóicos sobre a Gehenna. A discórdia é um luxo que não deve ser permitido em tempos de guerra e a Camarilla acredita firmemente que aqueles que não estão com a seita estão contra ela. Contudo, para os assustados anciões que constituem o seu alto escalão, a Camarilla tem vários inimigos.
Nas noites atuais, a Camarilla não é mais tão sólida quanto seus defensores dizem que ela é. Os anciões sustentam-se em suas posições, negando-se a deixá-las em favor daqueles que atingiram a idade da razão. Os vampiros mais jovens sentem que foram deixados de fora de uma organização que eles devem apoiar, mas que oferece pouca ou nenhuma recompensa aos seus esforços, a não ser pelas ameaças de punições aos que falham. Os ancillae encontram-se aprisionados no meio do conflito, incapazes de se decidir entre os jovens ou os anciões; juntar-se aos neófitos significaria estar relegado aos níveis mais baixos de poder, enquanto a tentativa de se sujeitar aos anciões envolve o risco de ferir alguma sensibilidade e ser destruído por sua insolência.
Muitos anciões do alto escalão da Camarilla se encontram na posição de relíquias. Uma grande parte deles não está disposta ou é incapaz de se adaptar às novas tecnologias dominadas pêlos mais jovens (telefones celulares, computadores portáteis, Kevlar, granadas de fósforo, lâmpadas ultravioleta, munições incendiárias) e no mundo moderno, ser incapaz de usar telefones ou rádios deixa os anciões em nítida desvantagem. Se eles renunciarem às suas posições, colocando-se fora do poder, eles podem se tornar alvos fáceis, já que seus poderes diminuiriam sem o apoio da Camarilla.
Basta alguns bandos de ancillae com a ideia fixa de diablerie e a tecnologia de ponta em suas mãos e um ancião pode muito bem se tornar obsoleto em mais de um sentido. Portanto, em seus excessivos acessos de paranóia, os anciões matam os melhores e mais espertos: aqueles que em alguma noite poderiam representar uma ameaça. O resultado é uma organização que está canibalizando a si mesma, e uma dessas noites vai acabar lamentando o seu erro.
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Cain

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Re: Camarilla

Mensagem por Cain em Ter Mar 09, 2010 6:46 pm

OS JUSTICARES

Estes sete vampiros poderosos são os juizes apontados pelo Círculo Interno para serem os olhos, as mãos e, se necessário, os punhos da Camarilla. Os Justiçares têm a única e verdadeira autoridade sobre a Camarilla e todos os seus Membros, com exceção do Círculo Interno. Somente eles têm o poder definitivo para julgar as questões relacionadas às Tradições. Ninguém é considerado acima deles nestes assuntos. São os Justiçares que decidem as punições àqueles que violam repetidamente as tradições; o réu não deve esperar misericórdia da parte deles. Os Justiçares são obrigados a invocar um Conclave quando decidirem proclamar um verdedito, mas com o passar dos anos vêm ignorando este fato à medida que seus poderes aumentam. Os Justiçares têm o poder de invocar um Conclave a qualquer momento, seja para confirmar uma ordem ou para tomar certas decisões pela qual um Justiçar não deseja ser o único responsável.
Um Justiçar serve por 13 anos e suas ações só podem ser desafiadas por outro Justiçar. Se as coisas esquentarem, um Conclave pode ser convocado pelos oponentes ou por outro Justiçar para que a disputa seja resolvida. Quando Justiçares rivais decidem começar uma batalha, poucos Membros escapam de serem usados e abusados nesta luta de interesses.
Muitos vampiros, sejam eles anciões ou jovens, ressentem-se do poder que os Justiçares possuem e certamente nenhum deles aprecia os abusos que se originam desse fato. Contudo, muito poucos sonhariam em enfrentá-los abertamente devido à idade e à quantidade de recursos. Uma exceção chocante ocorreu em 1997, quando o poderoso Justiçar Nosferatu, Petrodon, foi assassinado por um grupo desconhecido. Qual movimento da Jyhad se esconde por trás deste assassinato ou se este é o precursor de futuros ataques contra os Justiçares, ainda é algo desconhecido.


Os ARCONTES

Cada Justiçar seleciona um numero de lacaios, conhecidos como Arcontes, para atuar em seu nome como lhe convier. Se os Justiçares são as mãos do Círculo Interno, os Arcontes são os dedos destas mãos. Nenhum Justiçar pode (ou deseja) estar em todos os lugares em que precisa, e os Arcontes podem se assegurar que sua presença seja sentida, mesmo que não seja vista. Os Arcontes, apesar de serem parte da hierarquia de poder da Camarilla, não estão inteiramente de fora da típica não-vida dos Membros a ponto de não poderem observar ou ganhar a confiança de outros Membros fora da hierarquia, o que faz deles vigias ideais. Alguns Membros tentam obter a atenção favorável dos Arcontes com a esperança de que estes os mencionem para seus mestres. Essas tentativas frequentemente se voltam contra eles, quando esforços contínuos para conquistar favores atraem apenas suspeitas.
Os Arcontes são geralmente escolhidos entre os altos escalões de ancillae ou ocasionalmente entre os anciões menores. Uma nomeação prestigiada como essa pode construir ou destruir a carreira de um Membro dentro dos corredores do poder. Os Justiçares ocasionalmente escolhem Arcontes para missões específicas e algumas vezes preferem conhecimento político, perspicácia e perícia ao reconhecimento.
A posição de Arconte normalmente dura pelo tempo que o Justiçar deseja mantê-lo ou pelo tempo de serviço do Justiçar. Em alguns casos, um Justiçar eleito mantém o Arconte do seu predecessor, contanto que este reconheça a quem ele deve obediência agora. Na maioria das vezes, porém, os Justiçares preferem selecionar uma equipe inteiramente nova, especialmente se o último Justicar deixou a posição em circunstâncias estranhas ou amargas.


CONCLAVES

Os Conclaves são os maiores eventos dentro da política da Camarilla — pelo menos são os maiores dos quais todos os vampiros podem participar. Um Membro dos EUA descreveu um Conclave à sua criança como sendo "uma seção do Congresso, a Suprema Corte e um espetáculo de circo agrupados em um só evento."
Um Conclave serve corno a instância mais alta nos tribunais dos Membros da Camarilla, uma seção legislativa para considerar e decidir sobre o futuro da política da Camarilla e a reafirmação da Camarilla como o princípio guia por trás da Máscara e da relação entre Membros e mortais.
Todo e qualquer Membro que souber do Conclave é bem vindo para participar. Estes eventos podem durar desde algumas horas até várias semanas. A cidade que sedia um Conclave pode nem mesmo perceber o que está acontecendo a não ser pela súbita superlotação dos hotéis. Naturalmente, os Conclaves criam situações perigosas; tantos vampiros (muitos deles anciões de sangue poderoso) em um único local representam um alvo tentador para o Sabá e os diableristas. Por isso, muitos participantes podem nem ao menos saber onde o Conclave será realizado até poucas noites antes do evento.
Apenas os Justiçares podem invocar Conclaves, e somente quando necessário, devido a preocupações logísticas. O Conclave é normalmente realizado na região geográfica mais afetada pelo assunto a ser discutido, ou mais central, quando o problema é mais amplo. Os vampiros que comparecem a um Conclave constituem a assembléia, onde qualquer um pode se expressar, desde que seja apoiado por pelo menos dois outros membros. Cada membro da assembléia profere um voto referente ao assunto. Os Conclaves são geralmente convocados para analisar problemas referentes a indivíduos poderosos, como príncipes, ou em casos de graves infrações das Tradições. Qualquer Membro pode levar uma queixa ao Conclave e esperar que esta seja considerada.
Um príncipe pode solicitar uma liberdade maior em relação às Tradições para lidar com o Sabá ou os anarquistas, ou para mediar uma disputa destrutiva entre dois anciões poderosos. O Conclave pode invocar caçadas de sangue contra indivíduos, incluindo príncipes, ou destituir príncipes particularmente poderosos.
O direito de destituir príncipes é mantido sob firme controle pela Camarilla e apesar de um Justicar não ser capaz de derruba um príncipe, ele pode invocar um Conclave com o propósito único de forçar sua abdicação.
Qualquer ação que resulte em infração grave das Tradições tem que ser discutida e decidida pelo Conclave para evitar qualquer punição futura. O Conclave interpreta as Seis Tradições e pode adicionar emendas ou estabelecer jurisprudência. Muitos príncipes já exigiram que certos poderes, que poderiam ser infrações das Tradições, fossem atribuídos a eles para que fosse possível lidar com Membros fora de controle.
Um Membro sob julgamento em um Conclave pode desafiar a decisão exigindo um ordálio. Estas provas de fogo podem ser literalmente qualquer tarefa severa ou missão, com tempo limite de conclusão. Se o ordálio não for cumprido satisfatoriamente, o Justicar pode impor qualquer pena. Se o crime for considerado muito odioso para permitir ao acusado um ordálio, ele pode ser desafiado para um ritual de combate por um de seus acusadores. Assim como no ordálio, praticamente qualquer coisa pode acontecer: disputas com armas, ambos os oponentes vendados, proibição do uso de Disciplinas, etc.
Depois de um Conclave, os príncipes normalmente recompensam aqueles que "votaram a seu favor e punem os que não o fizeram. Alguns vampiros, antecipando-se à fúria do príncipe, concluem seus afazeres e procuram novas formas de vida no Conclave. Outros aproveitam a oportunidade para bajular em busca de tantos favores quanto possível, esperando que sua "lealdade" seja recompensada.
Nem todos os Conclaves invocados são reuniões urgentes. Alguns Justiçares organizam Conclaves anuais dando a todos os Membros que decidirem participar uma oportunidade de se reunir e falar sobre os assuntos daquele ano. Durante a última década, o Justiçar Toreador tem invocado um Conclave no fim de semana mais próximo ao Dia das Bruxas, enquanto um outro é realizado em Nova Orleans a cada três anos. Estas são oportunidades para os vampiros da Camarilla discutirem negócios relacionados com a seita em geral, confraternizar com seus pares ou simplesmente relacionar-se com novos rostos e velhos conhecidos. Contudo, com a coragem crescente dos inimigos da seita, muitos Membros temem que um destes Conclaves forneça o alvo perfeito para um ataque vingativo.


O CÍRCULO INTERNO

Atuando como o verdadeiro eixo condutor da Camarilla, este grupo se reúne a cada 13 anos em Veneza para planejar os negócios e a direção da sociedade vampírica — tanto quanto um grupo pode ter a presunção de ditar os afazeres de uma raça de predadores imortais. A cada clã é permitido enviar um representante, normalmente o membro mais antigo do clã, pois só os mais antigos podem ditar o voto do clã. Outros Membros podem ser levados ao encontro e podem até mesmo discursar, mas somente os anciões podem votar.
Um dos propósitos principais do Círculo é a nomeação dos Justiçares, um para cada um dos sete clãs da Camarilla. A nomeação é um processo longo e feito por eliminação, à medida que cada clã procura colocar seu melhor elemento na melhor posição. Normalmente, quando a discussão termina, os perdedores acabam com Justiçares jovens ou relativamente fracos, que serão ignorados durante seu mandato de 13 anos.
Aqueles que eventualmente são indicados, muitas vezes são candidatos compromissados ou até mesmo Membros obscuros que o Círculo acredita serem facilmente manipulados. Este último tipo muitas vezes exibe uma surpreendente capacidade de iniciativa e podem até mesmo morder a mão que os alimenta.

A VISÃO DE QUEM ESTÁ DE FORA


O SABÁ

Camarilla? A relíquia de anciões amedrontados que consome suas crianças e se prende a sonhos de glória há muito esquecidos.
— Polónia, Arcebispo de Nova York

OS INDEPENDENTES

Seus ideais opressivos de "para o bem dos Membros" os levam a arrastá-lo junto com seus planos, e quando você discorda, é considerado um inimigo. Existe uma razão pela qual nós preferimos nos manter no nosso lado da rua.
— Ambrogrino Giovanni

- Fonte: Vampiros - A Mascara (3º Edição)
- Agradecimentos: Katrine
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Cain

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