Thiago Vellado - Kote Baladad - Gangrel Camarilla

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Thiago Vellado - Kote Baladad - Gangrel Camarilla

Mensagem por Beaumont em Qui Jun 03, 2010 11:03 am

Prelúdio

Boa
Noite.
Meu nome é Kote Balabad, sei que não é um nome muito comum,
mas foi o nome que escolhi para viver essa nova vida. Se posso chamar
isso de vida...

Nasci no ano de 1920, morava no Sul do país, mas
quando completei oito anos de idade, tive que mudar para a grande São
Paulo. Meu pai estava começando a ganhar dinheiro com ações, e resolveu
vir para São Paulo e ficar mais perto de grandes oportunidades e poder
acompanhar de perto a Bolsa de Valores.
Como toda criança, eu não
queria mudar de casa, afinal tinha vários amigos na minha cidade natal, e
o medo de chegar em um lugar novo e não conhecer ninguém me dava
aflição. Eu era uma criança tímida e era muito difícil fazer amizades.
Minha infância, se resumia a escola e livros, adora ler, ficava horas
lendo e viajando nas estórias.

Na adolescência as coisas
começaram a melhorar, não tinha tanta timidez e já fazia parte de um
circulo de amigos. Amigos que conheci no clube da esgrima. Um amigo do
meu pai era praticante, e conseguiu introduzir a idéia dentro da minha
casa. Quando menos esperei, lá estava eu, vestido de branco, usando
mascara protetora e um florete de 90 cm na mão direita. No começo minha
roupa voltava toda pintada, pois naquela epoca não existia os sensores
eletricos de hoje em dia. Tinhamos que mergulhar o florete em uma
especie de tinta antes de começar os duelos, e a tinta mostrava onde
tinham sido os golpes, com o tempo e pratica fui me destacando,
pratiquei durante muitos anos. O legal era que tinha muitas garotas no
Clube da esgrima, parece estranho mas as mulheres levam uma pequena
vantagem na esgrima, acho que tem alguma coisa relacionada a
flexibilidade feminina, não sei.
Saía para os bailes da escola, e
arriscava até algumas paqueras, algumas com muito sucesso, outras que me
deixavam com vergonha durante um mês...
Apesar de todas essas
mudanças, minha paixão por livros continuava a mesma, ou até maior.

Aos
17 anos resolvi começar a escrever as minhas próprias estórias. As
primeiras obras sobram para as mães e amigos...E não esperava tanto
assim. Todos elogiaram e me incentivaram a seguir esse caminho. Dez anos
mais tarde, eu já tinha algumas das minhas obras impressas, e já
conseguia ganhar um dinheiro para me sustentar. Não era um escritor
famoso, porem tinha meus fieis leitores. Gostava de escrever coisas
sobre o fantástico e coisas místicas, em especial sobre o folclore.

Lembro-me
de uma ocasião em que estava escrevendo sobre a vida de uma assassino
profissional. Sempre que eu criava um personagem, tentava pelo menos
entender sua natureza, e nessa epoca eu me matriculei em um estande de
tiro, queria sentir na pele a sensação de puxar o gatilho de uma arma.
Eu levava jeito pra coisa. Naquela epoca foi uma boa valvula de escape. E
pratiquei durante muitos anos.

Como qualquer ser humano normal,
eu tinha problemas de relacionamento, dividas, família e todo o resto. E
para escrever um livro, temos que estar com a mente “zen”. E muitas
vezes pra conseguir achar essa paz de espírito eu fazia viagens, gostava
de ter contato com a natureza, e me sentia mil vezes melhor à noite, as
idéias fluíam da minha mente sem nenhum esforço.
Em uma de minhas
viagens ao norte do país, me hospedei em um lugar magnífico, minha
janela dava de frente para uma linda floresta, na verdade era um bosque,
um bosque bem grande, mas como estava acostumado a ver os grandes
edifícios serem construídos, e meus olhos já estarem acostumados com a
cor cinza, qualquer pedacinho de verde que eu via era uma imensa
floresta.

Em uma noite muito quente, impossível de ficar dentro
do quarto do hotel, resolvi dar uma volta nesse “grande bosque”. Andando
por entre as arvores, comecei a reparar nos pequenos detalhes da
natureza, sem perceber entrei mata adentro. Fiquei encantando com os
pequenos seres noturnos que vivam naquela área, insetos e pequenos
roedores completavam o show da noite...após algumas horas sentado
debaixo de uma arvore, senti a estranha sensação de estar sendo vigiado,
estranhamente parecia que essa “presença” estava em todos os lugares.
Cheguei a pensar que eram os animais que tinha visto minutos antes. Hum
quem dera!!!

Quando essa presença deixou de se tornar uma
desconfiança e se transformou em medo, resolvi ir embora. Levantei e
comecei a caminhar de volta para a Pousada. Se tivesse contado, teria
contado exatamente quatro ou cinco passos. Foi quando ela apareceu na
minha frente, uma mulher linda, morena de cabelos curtos, e de estatura
baixa. Ela tinha uma presença intimidadora, no primeiro momento a única
sensação que tive foi medo. Ela olhou pra mim e mais rápido que um
piscar de olhos ela estava atrás de mim, me segurando com uma força
anormal para uma mulher daquele tamanho, não consegui me soltar. Ela me
segurava com mais força, tive a sensação de que alguns ossos iriam se
quebrar. Foi quando senti uma fisgada forte no pescoço, ela estava me
mordendo e bebendo o meu sangue, uma dor alucinante tomou conta do meu
corpo, nos intervalos de cada gole ela dava uma risadinha sinistra, que
estranhamente eu estava gostando. Mas em um certo momento a razão voltou
a minha mente, eu não queria mais estar ali, me lembrei da lapiseira
que carregava no bolso, o que ocorreu foi puro instinto, peguei a
lapiseira e cravei no pescoço da minha agressora, no mesmo instante ela
me soltou e deu um grito, um misto de dor e raiva. Sem saber o que
estava realmente acontecendo, sai correndo sem rumo, a única coisa que
queria era me afastar daquela mulher. Meu pescoço estava latejando,
senti meu corpo fraco, tonturas acompanharam o mal-estar. Olhei pra trás
e ela não estava mais lá. Quando continuei a correr ela apareceu na
minha frente. Desta vez ela estava aterrorizante, imóvel na minha frente
com os olhos vermelhos como sangue que escorria do meu pescoço. Só
deixei de reparar nos olhos dela quando meus olhos se encontraram com as
mãos dela. Unhas gigantes saiam de suas mãos, pareciam garras, mas
muito finas. Não importa, eu não queria estar lá pra saber se também
eram afiadas. Ela caminhou na minha direção, bem devagar. Bem na minha
frente tinha um pedaço de tronco, sem pensar duas vezes, peguei aquele
tronco que podia ser a única forma de eu sair daquele lugar com vida.
Ela riu. Levantei o pedaço de tronco com as duas mãos e ergui até a
altura dos ombros, pronto pra investir contra ela. Antes de eu pensar
ela já estava quase em cima de mim, cheguei a acertar um ou duas vezes
contra ela, mas sem efeito nenhum. E em poucos segundos estava no mesmo
lugar, imóvel e ela se preparando pra beber meu sangue. Dor. Senti meu
corpo leve, eu estava morrendo...

Acordei.
Estava rodeado de
árvores, tudo indicava que eu ainda estava no mesmo bosque, quando olhei
para meu relógio percebi que tinha se passado um dia, e já tinha
anoitecido. Ainda estava fraco, me levantei e senti meu corpo diferente.
A mulher apareceu. Mas dessa vez ela estava mais pacifista. No primeiro
momento eu quis ir embora, mas a atração que sentia por aquela mulher
era mais forte do que eu. Ela apenas me observava, e dizia que tínhamos
muito o que conversar...
Foi quando conheci realmente a minha
senhora. Ela me contou e me ensinou tudo o que eu precisava saber para
me manter vivo. A principio senti ódio por ela ter tirado minha vida.
Era estranho não sentir o coração bater.
Mas depois de alguns meses
comecei a gostar da minha nova vida. Pois tudo aquilo que eu escrevia em
minhas obras eu estava vivendo e sentindo. E essa minha nova vida dava
asas a minha imaginação.

Hoje em dia eu vivo, e danço conforme a
música. Já vivi poucas e boas nesta nova vida como vampiro. Mantenho uma
residência permanente em um humilde apartamento, porem não sei se sou
eu, ou o sangue do meu clã que fala mais alto em determinadas “noites”
que me dá uma vontade de sair sem rumo e dormir em cemitérios ou
parques...e fico dias sem voltar pra casa.
Esse sou eu, um Vampiro.
Um
vampiro jovem, e caminho durante 90 anos sobre a terra, sendo 60 anos
vivendo como um vampiro. Espero poder viver mais, pois aprendi mais do
que qualquer outro mortal poderia aprender...

Kote Balabad...

Ficha

Nome:Thiago Vellado
Personagem:
Kote Balabad
Clã: Gangrel
Seita: Camarilla
Natureza:
Sobrevivente
Comportamento: Gozador
Geração:10°
Refugio:
parques e áreas selvagens
Conceito:intelectual

Experiência:


ATRIBUTOS
(7-5-3)

Físicos
- Força: +1 + 2:3
- Destreza: +1+3:4
-
Vigor: +1+2:3

Sociais
- Carisma: +1+1:2
- Manipulação:
+1+1:2
- Aparência: +1+1:2

Mentais
- Percepção: +1+2:3
-
Inteligência: +1+2:3
- Raciocínio: +1+1:2


HABILIDADES
(13-9-5)

Talentos
- Prontidão:3
- Esportes:1
- Briga:2
-
Esquiva:3
- Empatia:1
- Expressão:2
- Intimidação:1
-
Liderança:
- Manha:
- Lábia:2

Perícias
- Empatia c/
Animais:1
- Ofícios:1
- Condução:1
- Etiqueta:
- Armas de
Fogo:3
- Armas Brancas:2
- Performance:
- Segurança:1
-
Furtividade:
- Sobrevivência:1

Conhecimentos
- Acadêmicos:2
-
Computador:
- Finanças:
- Investigação:1
- Direito:
-
Lingüística:
- Medicina:
- Ocultismo:2
- Política:
-
Ciências:


VANTAGENS

Antecedentes (5)
Recurso : 1
Mentor
: 2
Geração : 3


Disciplinas (3)
Fortitude : 1
Animalismo
: 1
Metamorfose: 2

Virtudes (7)
- Consciência / Convicção:
+1+2:3

- Autocontrole / Instinto: +1+3:4

- Coragem:
+1+2:3



HUMANIDADE / TRILHA:7

FORÇA DE VONTADE:6

PONTOS
DE SANGUE:13/1


QUALIDADES – DEFEITOS:

CABEÇA QUENTE
(DEFEITO: 2 PONTOS)
Você se irrita facilmente. As difuculdades para
evitar o frenesi
aumentam em dois. Os vampiros Bruj ah não podem
adotar este
Defeito, pois já sofrem de um mal semelhante


***(Prelúdio)
Somei mais um paragrafo informando
como e onde, aprendi a manusear armar de fogo e armas brancas

***(Ficha)
Tirei 1(um) ponto de prontidão + 1 (um) ponto de esquiva e investi em
expressão que por sua vez estava divergente.

_________________
Agradecimento a todos os players que gostam da minha narrativa  cheers clown cheers
Melhor Cronica Oficial  = 2008/2009/2010  - A Mascara de Vênus - Herança do Mal
Prêmio Narrador-Grão-Mestre = Por tempo de Narrativa Storyteller
Prêmio Pilar de Vegas = Por Coordenação da Cidade. 
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