Uma noite como outra qualquer

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Uma noite como outra qualquer

Mensagem por Vladlasv em Dom Maio 30, 2010 12:35 pm

Belo horizonte, Junho de 2004.

A figura caminhava pela avenida naquela madrugada como se o mundo fosse acabar, e pelas suas perspectivas e isso não ia demorar muito não, as pessoas( as poucas) que dividiam a madrugada com essa figura ignoravam ele, o sobretudo amarelo, velho e sujo, os cabelos loiros despenteados e olhos cinzentos com um ar bestial escondido debaixo de um óculos RaiBan (tr) definitivamente não chamava muita as atenções, bom se chamava ninguém demonstrava isso, mas ele não ligava era o dono da noite, e ele impunha sua máscara. A máscara era um tipo de coisa estúpida mas funcional, é óbvio que ele não expressava essa opinião em público, tá ok, as vezes sim ele falava isso, ele não era necessariamente querido , mas sincera mente foda se, isso não era a porra de um concurso de popularidade, com o Sabá, Setitas e outras bestas rondando querer bajulação de um grupo de assassinos psicopatas suga dores de sangue era a última coisa do mundo que ele queria, ele não era com um desses bastardos da Camarilla, infectado pela praga do ´´ eu sou um vampiro, alá Dracula´´ pro inferno com isso.
Ele alcança uma praça tem uma viatura, algums policiais armados, mas pouco treinados, afinal porque carregar aquele arsenal estando apenas de dois, ou eram estúpidos ou estupidamente confiantes. Não importa, ele entrou no valho prédio tinha dois mendigos deitados no primeiro lance de escadas, subiu tranqüilamente, depois de tantos anos aquela maldita espada Runiken ainda incomodava um bocado, ele abriu instintivamente um botão da camisa, verificou algumas saídas dando razão a sua paranóia e percebeu que tinha bastante saídas de emergência, esperava não usa-las essa noite, essa noite as cosias não sairiam do seu controle, seu mestre ficaria bem puto, não tanto quanto ele está agora, foi difícil explicar a carnificina de algumas semanas, ele incendiou a mansão Giovanni, saldo: dois necromantes viraram cinzas, quatro churrasco de carniçal e um foragido que a essa hora já abriu a boca, recuperou as fitas de segurança, e viu o rosto seu rosto, a vingança está a caminho, e seu mestre claro, não vai se comprometer nessa pocilga que chamam de cidade enraizada no cu do mundo, e isso remete a um pensamento recorrente,´´ por que cargas d ´ agua me enviaram pra cá? ´´
Subiu até o piso final, arrebentou alguns cadeados, e entrou no salão vazio, um salão oval, com imagens de enxus, entidades da mística africana trazida pelos escravos, sangue no chão, e um bode com as patas decepadas ainda agonizando.
Ele se sentou no canto escuro, ascendeu um cigarro tranqüilamente e esperou.
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Scar estava dentro da BMW com duas garotas do seu fâ clube seu carniçal, Bruno dirigia enquanto seu manager estava no celular gritando algo em uma língua da qual ele pouco importava, seu manager Luc Cruz era um experiente agente, promoter, cafetão e traficante, era o dono do pedaço, quando Scar veio para Belo Horizonte fazer os shows de sua última divulgação do Álbum ele logo percebeu que precisaria de alguém bom, tão bom quanto sua cria Edward Blake, e Blake não falava uma palavra em português. Luc desligou o telefone e disse:
- Querido. Scar odiava ser chamado de querido, odiava o jeito afetado de Luc, odiava saber que ele as vezes ganhava por foras com seus shows e fazia contratos exclusos, mas ainda assim tolerava o mortal, pela sua esperteza e perversidade.
- Chegamos, vamos guardar o carro, Bruno vai estar dentro caso o senhor precise....
- Vai dar tudo certo, disse Scar Shantala com um preocupado. - Que seja mas nós vamos ficar de olho nesses bastardos comedores de cadáveres Scar. Retrucou Luc de forma apaixonada. Scar desceu do veiculo, enquanto Bruno contornava o restaurante, a rua era um festival de bares, e carros estacionados, o glamour e a boemia eram onipresentes, essa era a característica dessa região, a região nobre de Belo Horizonte. Scar fechou o o blazer enquanto seu corpo era surrado pelo vento frio daquela madrugada, seu terno um legitimo Ricardo Almeida, azul marinho um perfume 100 % com aroma de rosas, bengala, havia algo no vento, algo familiar e sombrio. Mentor negro, seu guia espiritual, sua inspiração profana.
Ao entrar no restaurante Scar foi recebido por um senhor de Smoking no melhor estilo garçom, o velho após lhe perguntar o nome o levou até uma mesa, onde ele pode ver quem o esperava.
Josef e Videl Giovanni. Josef era jovem, na casa dos trinta, embora obviamente fosse muito mais velho que isso, usava um terno escuro, cabelos negros bem cortados e com gel, Videl era uma mulher com um estilo conservador, vestido branco e fumava um cigarro de canela. Os dois se levantaram quando Scar chegou.
- Boa noite senhor Shantala. cumprimentou Josef em um inglês fluente. - Obrigado por ter vindo, a família Giovanni fica lisonjeada pelo seu interesse.
Scar ouviu atenta mente os cumprimentos de Dom Josef Giovanni seu rival a mais tempo que pudesse contar, tomou as mãos delicadas de Videl e beijou de forma delicada e galanteadora, ela embora estivesse na imagem de mercadora de alma era muito bonita, e isso apetecia Scar.
- È uma honra Josej, disse sem soltar as mão da Giovanni.
- E lamento a perda de vocês, meus pesâmes por Garavachie e Maria Lavgnia, se houver algo que eu possa fazer...
A Giovanni sorriu, o Toreador estava justamente onde ela queria, presa fácil.
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Santiago observava Paulie enquanto esse levantava um homem nú por uma corda e o despejava dentro de um tónel cheio de água, o homem gritava sufocado, seu pulmão era forte, talvez tivesse digerido vitae vampirico, ele estava com algumas costelas quebradas, o nariz quebrado, já tinha recebido uma sessão de choque terapia, mas não abria o bico. Vossa majestade o príncipe Emílio Costa sobral estava irritado com a destruição de dois vampiros Giovanni, não que fizesse alguma diferença, na verdade ele provavelmente não dava a mínima, mas se preocupava quando vampiros eram destruídos em sua cidade, seu feudo isso o enfraqueceria, era uma questão de ordem achar os assassinos, e puni-los exemplarmente, e só a postura firme de Santiago impediu sua majestade de pegar um qualquer e puni-lo como se fosse o assassino.
- Agora garoto, onde estão as fitas? perguntou Paulie friamente.
- Eu não sei...berrou o homem ainda sufocando com vômito e água.
- Sabe existe uma morte mais dolorosa que o afogamento, você já começa a demonstrar sinais de hiportemia, o sangue de seu mestre não vai ajudar, estar sentidno muito frio, de cabeça para baixo vai vomitar, seu vômito vai voltar, e você vai engasgar com ele porque seu pulmão vai se encher de secreção, é uma morte trágica para alguém que tem potencial como você. Santiago era frio, usando essas palavras dava esperança ao homem, e quem sabe pudesse fazer dele seu servo caso ele revelasse onde estava as fitas do ataque a mansão Giovanni.
- tem um cara, Branco, ele fez cópias... ele está nesse número 9999 5258 ah meu pai...me perdoe - Onde eu o encontro? Interrompeu Santiago Xerife de Belo Horizonte.
- Ele está fugindo, eu tenho o número do telefone...meus Deus..o que eu fiz...9999 5258.- Concentre se . Aconselhou Santiago- Sua vida depende disso. Santiago fez um sinal com os olhos, Paulie sacou seu revólver calibre 38 e deu dois tiros na cabeça do mortal. Santiago odiava isso, mas era uma óbvia quebra de máscara, ele não conhecia o contendo do vídeo mas podia revelar a existência de cainitas. Ele saca o celular, com comunicação via satélite e ao discar um número ele dá algumas ordens para Paulie seu Delegado um honrado membro do clã Gangrel que envolvia movimentar contatos na polícia, para achar o serial do número do telefone dado pelo homem que estav morto sangrando dentro do tonel encolhido como apenas um pedaço de carne.
- Senhor achamos algo. Disse Santiago ao telefone.
Do outro lado O Príncipe de Belo Horizonte, Marques Emílio Costa Sobral apenas emitiu um som preocupante.
- Hum hum,...e quando teremos a fita?
- Em breve senhor....está com um mortal, vamos acha-lo. O que indica que a situação.....- Santiago, silêncio. Pede O Príncipe. E apenas limpe essa bagunça, boa noite.




Continua..........

Vladlasv

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Re: Uma noite como outra qualquer

Mensagem por @nonimous em Qua Jun 01, 2011 8:05 pm

Belo Horizonte, 03 de Junho 2004.

22:53.

Ela estava quieta próxima a janela, observando a grande movimentação da rua carros andavam vagarosamente atirando no ar cheiro de gasolina. Sua janela era imensa com cortinas brancas em um material próximo de renda e seda, um jarro de flores estava sob o criado mudo.
Ela estava ponderando sob todos os acontecimentos e como sua vida deu salto desde que voltou de Milão, seu senhor foi destruído por um Tremere em pleno Elísio, a cena ainda dava calafrios em sua espinha, a cabeça dele sendo decapitada com aquela espada esverdeada, o vazio que seguiu esse evento tão lúgubre, como sua linhagem foi reclamada e ela se tornou a Primogénea Ventrue de Belo Horizonte assediada por dezenas de vampiros, sua opinião ganhou peso no escopo das coisas embora ela seja relativamente jovem seu sangue é potente. Combinado a esses fatos e conseqüência do primeiro o príncipe Marques Sobral tem insistido em influencia-la noite pós noite, repeli-lo é tão desafiador quanto perigoso, ele é antigo é integralmente cruel, embora por mais curioso que isso possa soar ele as vezes é tão humano...ah meu Deus...ela se pegou admirando aquele monstro.
A porta se abre e D´´Angelo seu principal conselheiro entra, seu terno impecável, seus modos...óculos finos e cabelos bem penteados, ele tem uma luz incomum, algo raro emana dele, bom pelo ao menos no que toca aos demais vampiros, ele tem sido um confidente nessas noites tumultuadas.
- Senhora, perdoe me, mas precisamos ir, o clã a espera para discursar. Ele diz com uma calma que irradia o lugar.
- Annie? Está tudo bem? Ele inquiri de forma suave, mas preocupada.

- Estou sim D´Angelo, apenas o passado me remoendo....Ela pára e passa a mão fina sob a testa alongada, feições delicadas. Naquela noite o clã como um todo se reunira a pedido do mestre do Diretório Madame Ana Luiza Deveroux ela insistia em uma postura menos ofensiva, e mais política com outros membros, embora ela fosse uma das mais antigas Ventrue que existisse, bom pelo a menos que Annie conhecia, ela precisava do apoio dos demais para implantar sua política externa, seu rival o maquiavélico Príncipe de Belo Horizonte MarquÊs Emílio Costa Sobral pensava justamente o oposto, deveria o clã ser mais tolerante, menos ofensivo com os outros isso gerou um debate amplo, até o momento os dois estão na Berlinda e quem equilibra as coisas é o perigosos Príncipe de Porto Alegre, Wilhelm Salsburg III que enviara um representante.
- Senhora?! Vamos. D`Angelo estende a mão para Annie.

- Obrigada. Diz Annie um pouco nervosa, afinal ela era a chefe política de Belo Horizonte, qualquer que fosse as opiniões dos lados opostos dentro do seu clã nada poderia ser feita dentro de Belo Horizonte sem seu apoio, e Annie em pouco tempo com uma postura humanista angariou seguidores em todo o Brasil.
Ela entra serena dentro do imenso auditório lotado de membros do clã Ventrue de todo o Brasil e de outros países, as cadeiras eram organizadas pela idade do Membro, os mais velhos na frente e os mais jovens atrás, na mesa no centro os lados do conflito, A cadeira do centro era reservada ao senhor da Cidade Emílio Costa Sobral, O Marquês, ao lado uma cadeira vazia era reservada a jovem Ventrue, nos extremos a cadeira de Wilhelm fora ocupada por seu secretário e Primóeneo de Porto Alegre Gustav Gradizzi no outro extremo a Anciã Madame Deveroux estava sentada falando algo no ouvido de sua cria, Caio Belatrarx outros luminares estavam sentados a grande mesa, Edmund Fiori representante de São Paulo, Sigmund Rosa de Brasilia.
_ Annie...A voz rouca de Sobral chama pela jovem que caminhava a mesa de trabalhos daquela venerável Assembléia.
- è sempre tão agradável ter sua presença nesses eventos. O príncipe por mais insano que pudesse ser sabia ser educado e gentil.
- Fico deveras satisfeito que tenha inclinado seu ânimo sob essa discussão, pena haver tantas idéias torpes.
- Meu príncipe, é bom ver sua majestade também, obrigado pelas palavras doces, Annie estava ficando inquieta, a presença desse Ancião era perturbadora.
- Vamos minha cara. Diz o Príncipe de Belo Horizonte estendendo o braço para levar a Ventrue até a grande mesa de trabalhos.
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03:54 da manhã.
Hotel Ouro Minas.
Belo Horizonte.

- Não sei, se isso é saudável a nossos interesses, mas foi ela quem me hostilizou, além do que preciso eu dar uma resposta a essa corte, ainda sou o Príncipe dessa cidade. Diz Sobral com um tom firme aos presentes reunidos ali, naquela suíte que dava uma visão ampla para a noite belo horizontina.
- Senhor, devemos esfriar os ânimos, nesse momento. Retruca Annie em um tom moderado.
- Sobral estava sentado na poltrona de couro cercado pela maioria dos luminares de seu clã, exceto por Madame Deveroux que criou um grande atrito na reunião, os ânimos se exaltarem, por muito pouco uma guerra aberta não foi declarada, rodadas e rodadas de negociação sob a política externa e interna do clã foi mesclada com rancores antigos.
- Não é de meu interesse um confronto, mas a Madame Deveroux é simplesmente pouco sutil, e desrespeitosa em suas palavras, preciso demonstrar que é o senhor dessa cidade. discursa aos presentes o senhor de Belo Horizonte.
- Acalme se Sobral. Tenta dar apoio a Annie oGustav Gradizzi.
- hum hum...um Homem de idade avançada tenta chamar a atençaõ de Sobral em meio a discussão acalorada. -Senhor temos um problema, Madame Deveroux convocou uma reunião do Conselho da Primigenie.
Os olhos de Sobral se encheram de fúria, sua boca secou.
- Então estaremos no conselho....Ele falou isso olhando fixamente para Annie.

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Alameda Boaventura Souza Santos
Mangabeiras. Belo Horizonte. 4:21 da Manhã.


- Não Emílio sinto muito, ao fazer isso estarei dilacerando a paz que demoramos para construir, não posso me sentar no conselho e pedir a cabeça dela, mesmo porque nem sabemos a extensão de seu poder...seria......
- Annie! Interrompe Sobral. Os dois se reuniram depois das reuniões, Annie sentia que Emilio sentia um tipo de amor doentio, ele a perseguia e a tinha como uma posse, as vezes ela pensava que tudo, até era um grande plano dele..a destruição de seu senhor, o cargo de Primogenea.
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Re: Uma noite como outra qualquer

Mensagem por @nonimous em Dom Jun 05, 2011 8:46 pm

Annie estava dentro do Ford Sedan com Emilio, o motorista dirigia confiante e atentamente, logo atras tinha outros dois carros com seguranças armados, as coisas estavam delicadas desde o inicio do conflito entre o Príncipe e Madame Deveroux, já se tem notícias dela aliciar forças em vários grupos a muito tempo e que ativara muitos recursos no intuito de enfraquecer Sobral. Annie sentia um frio na barriga toda vez que pensava na reunião da Primigênie essa noite, todos os maias antigos cainitas de Belo Horizonte se reunindo para emprestar seu apoio ou tira-lo de Sobral, era terrível pensar sobre isso, em todos os casos um banho de sangue iria acontecer, se Sobral caísse Madame Deveroux não demonstraria clemência destruiria Sobral e qualquer um que o protegesse, caso Sobral vencesse aconteceria o mesmo com a outra parte do conflito. Era um conflito declarado, o conflito ainda quando estava na esfera do clã Ventrue seria menos sangrento, mas Madame Deveroux invocou o conselho, ferindo as tradições do clã e isso ferira duplamente o orgulho de Sobral, agora era uma questão de honra e sangue. Aos ganhadores os louros e glória, aos perderores o beijo cruel do sol e caçadas sangrentas, Annie já escolhera o lado, Não!
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Belo Horizonte, Clube dos Cavalheiros do Automóvel Clube.

23:13 h

Uma imensa sala acomodava os luminares representantes da Primigênie, oval e estilo clássico barroco, tapeçaria indiana cortinas brancas e uma pesada mesa de concreto com três cadeiras de um lado, quatro do outro e um trono, uma oitava cadiera é posta para Madame Deveroux se acomodar. Na primeira cadeira estava o representante do clã Toreador o insidioso Scar shantala, em muitas ocasiões ele se mostrou aliado de Sobral, a segunda cadeira era ocupada pelo Primogeneo Tremere Dimitre Anastazia esse dificilmente apoiaria um Sobral, mas também não tem motivos para tomar qualquer lado Annie Oviedo senta na cadeira seguinte usava vestido longo e florido, colar de ouro e olhava com uma ar de desaprovação para Madame Deveroux que senta do lado oposto de Annie, ao lado de Annie na quarta cadeira senta o representante Brujah e também Xerife de Belo Horizonte Santiago, um homem de grandes proezas e respeito. No lado oposto o representante nosferatu era um enviado desconhecido Marcus que tinha residência na cidade vizinha Betim a cadeira Gangrel estava vazia a mais de dez anos, o útimo representante foi Nino que foi destruído no finla da decáda de noventa. Na cadeira Malkavian estava Dionisio o Bispo Negro.

O príncipe entra no aposento sem olhar para nenhum dos presentes, Annie suspira fundo falta lhe chão, ela queria estar longe daquele lugar, muita gente seria destruída sem ao menos saber o porque, um conflito de orgulhos, mas seria só isso ou um grande plano estava no escopo e Annie não conseguia ver.
- Senhoras e senhores, eu Marques Emilio Costa Sobral agradeço a vinda de todos, para essa assembléia, no qual ouviremos a querelante na pessoa da senhora Madame Ana Luiza Deveroux, a qual dirige uma queixa formal contra minha corte, tal queixa até o momento formalizada em uma grande engano, um pensamento torpe infundado. Senhores passo a palavra a anciã de meu clã Ana Luiza Dveroux. O príncipe faz uma pausa dramática, apontando para Deveroux.

- Obrigado meu príncipe. Começa ana Luiza. - In facto concretu, que devo com grande pesar apontar aos presentes minha queixa contra ingerências cometidas em vosso governo, tenho relatórios e o ônus probatorium de atividades nocivas a nossa existência. A noite se estica, com argumentos de ambos os lados, todos ouvem atentamente, Sobral se torna moderado, se defendendo tranqüilamente sem deixar minar seu poder e autoridade.

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Re: Uma noite como outra qualquer

Mensagem por @nonimous em Seg Jun 06, 2011 10:01 am

Uma pausa foi feita na reunião, Sobral, Santiago e Annie foram para uma sala no subterrâneo, Annie sente arrepios nesse lugar, foi aqui que seu senhor Ricardo Costa foi destruído com um golpe fatal que degolou seu pescoço por aquele insano do clã Tremere, o local não tinha pinturas nas paredes era tudo cru, era iluminado por uma pálida luz de uma vela negra.
- Sobral, vejo que ela não demonstrou fraquezas, os membros do conselho não vão apoia-la....a menos que...

- Exato que ela tome o trono. Conclui Sobral. - Esse desde inicio foi o plano, foi tudo um embuste, Santiago ela deseja o trono desde a destruição de Ricardo. Sobral diz isso olhando fixamente para Annie.
- Acho tudo isso perigoso, Sobral, mas temos uma boa oportunidade de eliminar um inimigo que há muito nos têm atacado das sombras, ela tem aliados mais misteriosos que podmeos imaginar, eu a segui e a seus carniçais, e nada local foi achado, exceto ligações para a Europa, e o mais intrigante seja lá quem for que a esteja apoiando está no velho mundo, logo acho melhor sermos cautelosos, podmeos irritar um inimigo desconhecido e perigoso, a essa hora seria melhor um acordo.
- Eu sei o que fazer. diz Annie passando a mão direito e fina na testa arrumando os cabelos que lhe caiam nos olhos claros.
Sobral a olha surpreso, afinal Annie é completamente contra esses conflitos, e agora tentar apoiar.
- Mas vou precisar de sua confiança, e talvez não aprove o que eu vá fazer mas pode salvar sua autoridade....
- Não preciso ser salvo Annie. Brada Sobral em tom de autoridade. - olhe para mim Primógenea Ventrue, eu tenho carrego por um acaso o desespero em meu olhar?!!Não!
- Por favor Sobral. Annie Tenta amenizar as coisas. Essa é a pior hora e o o senhor não pode recusar meu apoio e Sobral não falo em meu nome, nesse momento estou falando em nome de todo o clã Ventrue e o peso de minha voz deve ser considerada onversei com os otros clãs e ses respectivos representantes. Ela faz uma pausa e olha para Santiago.
- Você participou disso Santiago? Inquiriu o príncipe.
- sim majestade, embroa minha atuação é dúbia como vosso Xerife, também tenho deveres com meu clã, e a Senhorita Oviedo me procurou assim como procurou outros, e nós concordamos que o fim do conflito se daria essa noite, está tudo planejado, e eis ......

- Como se atrevem? Grita Sobral.
- Não seja tolo Emílio. Annie se levanta. - Nesse momento somos os únicos que podemo salva-lo...
- Vou perguntar denovo..tenho eu cara de alguém que precisa ser salvo? - Maldição...grita Sobral.
- Te aconselho a ter mais calm Meu príncipe. uma voz suspira na escuridão e um canto do aposento.
- Dimitre! O príncipe olha para o ancião Tremere.
- Exato meu príncipe, nãoc abe volta, a votade dos clãs Ventrue, Tremere e Brujah devem ser respeitadas em nome da paz.
- Paz, não seja tolo Dimitre, você e eu sé conhecemos sangue e guerra. Diz Sobral olhando para dimitre Anastazia.
- Nós faremos isso, com ou sem senhor. Diz Annie olhando e sendo aprovada por Dimitre e Santiago. Ante o silêncio de Dimitre Annie recebe a aprovação, e deixa a sala nesse momento ouve os gritos de Sobral para om seu Xerife e o primogeneo Tremere.
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Mansão Vilalobos.
02:45 d manhã

Annie entra na biblioteca da mansão e é recebida por sua anfitriã, Madame Ana Luiza Deverux.
- Seja bem vinda criança.
- obrigada minha senhora, ela aidna estrava perplexa, a pouco descobrira que Ana Luiza era uma ancestral sua, ela era sengora de Ricardo que era seu progenitor vampirico.
- Vim lhe trazer paz, minha senhora. inicia Annie.
- Em nome de nosso clã, vim oferecer uma trégua.

Annie entra na biblioteca da mansão
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Re: Uma noite como outra qualquer

Mensagem por @nonimous em Seg Jun 27, 2011 7:02 pm

Centro de Belo Horizonte, Junho de 2004


Rezek estava sentado naquela cadeira a mais tempo que sua paciência poderia suportar, se não fosse tão relevante ele simplesmente iria embora, tinha tanta coisa acontecendo que ficar ali parado esperando por Amir seria permitir que Setitas, diabolistas entre outras aberrações andassem por ai, sua limpeza já começara a pedido de Pascek, e ele não parariria até que cada um desses miseráveis sentisse dor. Ele estava pensando na mansão Giovanni que ele incendiou, nos gritos de agonia daqueles bastardos, sentiu um ar quente subindo e uma alegria infantil em pensar no estrago, na dor e vergonha causado nos necromânticos, o regente da Capela de Belo Horizonte ignorara os fatos, sorria om certeza em segredo ante esse incidente, podia ver em algumas noites, Josef ´´ dois canos´´ Giovanni iria até sua majestade o príncipe Sobral, solicitar a captura do responsavel por esse ataque sanguinário, Sobra, passaria o pedido para Dimitre Anastazia, Regente de BH, e esse último engavetaria o pedido sobre o pretexto de que o criminoso fugira mas o clã Tremere iria caça-lo, Josef sairia do gabinete rangendo os dentes, e nas sombras dois inimigos, Sobral e Anastazia brindariam o massacre.
Maldito animal, o bode ainda agonizava, Rezek sacou uma arma e atirou na cabeça do bode.
- Maldito seja você Rezek. Uma voz rouca e lenta se faz ouvir

- Maldito seja você Amir, mestre incontaminado, Rezek sorri exibindo os dentes brancos e cheira o cano de seu Revolver Colt Anaconda .45.
- Tu sabe que não pode atrapalhar meus ritus, ainda que firam sua moralidade humana...A figura, um homem negro magro , uma túnica branca, colar de madeira negra e óculos escuros Raibam.
- Sabe, Amir nem vim discutir Teoria Taumaturgica, vim porque a coisa tá feia sabe?! e olha que já vi bizzarice até chorar sangue.
O homem negro caminha na direção do Tremere e sorri estendo os braços, os dois se abraçam como velhos amigos, Rezek sabe muito pouco, ou quase nada desse Feiticeiro Humano, mas o suficiente para teme-lo, já ouviu várias teorias sob ele, Hermético, adepto da Santeria, Diabolista, cultista Religioso de Matriz Afrcana, Pai de Santo, espirito da Morte, Ogâ, Voodoo negro....mas nenhuma delas se adequa, ou se sustenta, cruel e humano, brilhante.
- Eu perdi, a Mão que Sangra, podia jurar que estava na mansão Giovanni, mas estava lá, e ao que parece eles nunca a viram nesse século.
- Eu sei. Diz o Feiticeiro humano de forma serena.
- c Sabe? Diz Rezek ensaiando perder a calma. - Mano c tem ideia do vou ouvir do chefe, porque fiz o favor para o mundo de passar aqueles imbecis necromantes? Você tinha certeza, que estava lá e agora tem certeza que não estava?!!!!!! Rezek, fica agitado, balança os braços pondo a mão na cabeça, como se o desespero fosse trazer suas vitimas Giovanni de volta.
- Estava errado. Defende se Amir de forma desinteressada.
- Vá a merda, Amir, estava errado...Rezek pára, ensaia tomar um ar em seus pulmões mortos, isso arde um pouco e leva um gosto de sangue até sua boca, talvez o sangue estivesse encrustado em suas vias áreas, ou quem sabe era a fumaça sangrenta de sua aplicação de seu ritus sangunius ignen, que ele aplicara nos malditos carniçais Giovanni.
- Mas agora sei onde está! Diz Amir com firmeza, mas sem perder a calma em sua voz rouca.
- C sabe, como sabia da última vez?!! ironiza Rezek.
- Tem de arriscar e até onde eu saiba sou seu melhor palpite. Diz Amir dando de ombros.
- Tá e onde raios est´´a agora?
- em um lugar onde você só chegará, depois de conhecer a corrpção.
- Vá a merda Amir, agora com charadas? Puta merda cara...estou aqui esperando um tempão e você com essa merda, ......Ao dizer isso Rezek percebe o que Amir que dizer e olha esboçando um sorriso.
- o Clube do Inferno!! Sim, claro. Essa noite promete.


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Re: Uma noite como outra qualquer

Mensagem por @nonimous em Seg Jun 27, 2011 10:15 pm

àrea industrial de Contagem,
Junho de 2004
00:03h

Annie esta apreensiva, esse encontro parecia um embuste, cheirava cilada, não podia negar um pedido de sua Gran Sire, Madame Deveroux, ela era senhor de seu senhor, descobriu isso a poucas noites, após isso a vingança contra Sobral e Rezek fazia pleno sentido, embora aAnnie fosse aberrtamente contra esse conflito.
O galpão estava vazio, seu motorista e carniçal Pedro estava armado, Gio seu segurança acompampanhava cada passo de sua chefe. O lugar era precariamente iluminado por lamparinas, e lâmpadas com fiação exposta, esses encontros eram terríveis, porque os cainitas gostava tanto desses clichês.
Annie era uma humanista, defendia a paz social, a Camarilla como meio de proteção não só da Máscara mas da depredação e excesso dos membros também, por isso era pouco disposta com membros do Sabá e outros opositores, por isso se manteve sob a tutela de Sobral, príncipe de Belo Horizonte, ela chegara em 1999, seu senhor tinha assumido o trono em 1997 após o desaparecimento de seu antecessor do clã Toreador Domenique Ambrosio de Lisboa, Annie tinha certeza que Ricardo não estava envolvido nesse desaparecimento macabro, ela veio para fazer companhia para seu mestre, ela o amava e admirava e ainda se lembra das noites deliciosas em Coimbra, o porto os vinhos, a vista da praia, os passeios em Roma, Oxford, era tudo mágico, o abraço os afastou um pouco, mas no fim o sangue foi mais forte, e sua união seria eterna, até aquele Tremere insano, Vladslav Armstrong, destruir impiedosamente seu senhor, com um golpe que separou sua cabeço do corpo, Annie lembra das últimas palavras de seu mestre..eu te amo Annie.
- Senhora, não tem ninguém. Diz Gio se aproximando de Annie.
- Tem razão, vamos embora.

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Re: Uma noite como outra qualquer

Mensagem por @nonimous em Seg Jun 27, 2011 10:29 pm

Via Industrial, 00:28h
Divisa Belo Horizonte Contagem.

O carro ia a 80 Km/h, pela principal via para a mansão de Sobral no Mangabeiras, Annie estava atras, seu segurança estava no banco de carona, o carro se afastava daquele galpão sujo, e se dirigia ao mundo de Annie, o glamour, o luxo, incríveis intelectuais.
- Vamos par o Grande palácio das Artes- Diz Annie com segurança.
O cheiro maravilhoso dos lírios, as vozes finas e glamour causava conforto em Annie, em apenas alguns minutos, estaria com seus pares longe daquele mundo sujo e macabro, mas seu pensamento é bruscamente interrompido por um zumbido rápido, tiros, o carro sai da pista e bate no mureta, Annie bate a cabeça violentamente no banco, o cinto salva de um impacto maior, o carro gira mais duas vezes e capota, girando pela via, um corpo mortal teria sido estraçalhado, Annie apenas se incomodou, quando o carro para esta de cabeça para baixo, mais tiros, Annie sai do carro atravessando a Avenida, seu ombro é atingido, sangue no chão sua cabeça lateja de dor, seus servos estão mortos. Ela continua correndo, era uma cilada, uma cilada algo atinge sua cabeça ela cai, o chão esta frio, o sangue escorre pelo chão ela esta paralisada, cansada mentalmente seu corpo esta crivado de balas, seu joelho exposto, ela consegue ver a rotula, nem seu poder de cura consegu mante la de pé, uma figura se ajoelha próxima a ela.
- Boa noite, Primogenea Ventrue, que grande honra é estar em vossa companhia, pena que em uma situação tão dramática
- A máscara, estamos em publico. Sussurra Annie.
- Ô claro, me perdoe...Cala boca Monstro grita o homem, e Annie vê o monstro que ele se refere, um besta em carne viva e ossos, a visão lhe causava desespero.
Algo lhe atravessa o coração, ela fica paralisada, seu corpo repuxa e grita em dor.
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Re: Uma noite como outra qualquer

Mensagem por @nonimous em Sab Mar 24, 2012 1:39 pm

Oficina de Carne.
Contagem.

Annie abre seus olhos, sente uma dor terrível no abdômen, pernas e cabeça, sente o cheiro de sangue, a visão embaraçada, sua primeira reação e olhar em volta, tudo escuro, um cheiro carne queimada toma o ar. Está frio, pelo cheiro de terra molhada choveu a pouco, mas não houve o som da água no solo, logo enquanto estava inconsciente, havia chovido, seus pensamentos focam nisso, afinal dependendo onde esteja a chuva pode ajudar, ou atrapalhar sua fuga.
Sobral, o rosto do Príncipe Emilio Sobral surge em sua mente, uma imagem pálida, mas bela, suas roupas desapareceram, está seminua, exceto pela calcinha de renda branca e top preto, cabelos caindo nos olhos, mãos e pés amarradas por correntes. Isso é um pesadelo, está nas mãos de um inimigo cruel, capaz de sequestrar a Primogênea Ventrue,ainda cansada, mas não o suficiente para desistir, ela projeta seus sentidos, os cheiros se tornam mais fortes, carne queimada, sangue, vozes, gritos de dor. A imagem de Rezek surge rapidamente, pelo sangue o maldito Arconte Tremere.
A porta se abre, agora ele pode ver, está dentro de um trem, parado, um homem alto esguio com roupas de couro cru, seu rosto em coberto com pele humana costurada.
- Olá querida, seja bem vinda ao pesadelo de sangue e horror.
Annie segura o grito de medo, lágrimas descem pelos olhos doloridos, ela olha para cima, demonstrando toda a sua dignidade, e nesse momento usa seus poderes de sangue para convocar a sua presença, Emilio, Rezek, Gio, Santiago, Todos que possa a auxiliar.


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Re: Uma noite como outra qualquer

Mensagem por @nonimous em Sab Mar 24, 2012 1:58 pm

Capela Tremere.
Faculdade de Direito da UFMG.

Dimitre se sentou na confortável na poltrona de seu gabinete, passou os olhos rapidamente pelas prateleiras abarrotadas de livros, sua coleção particular e volumes encomendados Para Viena. Ficou pensativo, a guerra foi amenizada, não teve fim, não ainda, não até seus objetivos serem alcançados.
Realmente era um embuste, Dimitre era em segredo aliado de Madame Deveroux, a Ventrue que criou uma rixa não só no seu clã, mas na corte local. A anciã Ventrue não escondia sua vontade se se apossar do trono, mesmo porque sua cria Ricardo Gonçaves fora o príncipe que antecedeu Emilio, e eventos sangrentos impediram a Gran sire de Assumir o trono dos amaldiçoados. Mas a verdade, como de costume é muito mais aterrorizante.
Dimitre passa aquelas últimas horas, cumprindo a agenda mortal, orientado seus empregados e servos de sangue, quanto ao pagamento de contas e investimentos, era um alivio ter influência em bancos, gerentes tinham insônia, e com sistema on line 24 horas, isso era fácil.
Já sua agenda imortal era mais delicada, após aquela reunião com os Primogêneos, um novo conflito poderia ser criado, e dependendo do conflito não era interessante para o clã Tremere.
Pega seu casaco, e ao sair de seu gabinete se depara com Andreas, um promissor aprendiz de São Paulo.
- Meu senhor, boa noite, minhas apologias pela intromissão, mas preciso de sua atenção.
Dimitre olha atento para o aprendiz.
- O que houve caríssimo?! Dimitre era famoso por sua habilidade política, e Andreas era uma peça vital, ele era informante secreto do Xerife.
- Acabamos de receber a noticias que Annie Oviedo foi sequestrada.
Dimitre pasmou, fechou os olhos, e logo se sentou.
- Me explique isso Criança.
Andreas por um bom tempo, explicou de onde veio essa informação, o Xerife de Belo Horizonte foi acionado, depois que a primogenea deveria estar na Mansão Vila Lobos e não apareceu, paranoico como o príncipe era, enviou uma tropa em seu encalço, o carro foi encontrado tombado, em umavia principal que ligava Belo Horizonte a Contagem
.
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Re: Uma noite como outra qualquer

Mensagem por @nonimous em Sab Mar 24, 2012 2:07 pm

Praça da Bandeira.
Alto da Avenida Afonso Pena
Belo Horizonte, 5:01 da Manhã.

Dentro do carro Rezek estava inquieto, desligou o celular, a notícia que ouviu era nada boa, Annie Oviedo a Primogenea Ventrue havia sido sequestrada. E isso era ruim, afinal ela é quem segurava o bastiao da paz na cidade, sem ela uma guerra civil, iria destruir a todos.
Mas quem poderia fazer algo assim?
A letargia e o calor dispensaram a tenção de Rezek, ele rumou para seu refugio, o sol em breve iria nascer.
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Re: Uma noite como outra qualquer

Mensagem por @nonimous em Qua Abr 04, 2012 8:22 pm

04 de Junho de 2004.
Serra do Cipó, Região Metropolitana de Belo Horizonte.

O Marquês Emilio Costa Sobral, o senhor da região metropolitana de Belo Horizonte estava sentado na sua confortavel poltrona de couro, pernas cruzadas, charuto acesso e uma bela taça de crista preenchida com vinho tinto suave, um belo Bourboun 29, enviado para ele pelo diretório Ventrue do suld o país, especialmente encomendado na França, para o Masquês. Seus pensamentos distantes, buscavam a Primogênia de seu clã, ele na noite passada ouvira seu clamor cheio de dor, mas podia ser uma armadilha, ele facilmente dissipou o poder da Ancillae. Isso o fazia corroer de remorso, teve uma oportunidade de salva -la, mas não o fez em detrimento de sua paranóia egoísta.
Um monstro interno o fazia sofrer, um calor lhe subia pelas entranhas, e temia por isso, afinal se perdesse o controle não só ele, mas toda a sua corte seriam dizimados, cruelmente pelos inimigos. A ancião Ventrue, mestre do diretório, enlouquecera, e em fúria se voltou contra seu principado, o sabotando, e juntando outros membros, ao que parece seria uma guerra inevitável. Teria o desaparecimento da doce Annie, a ver, com o golpe da infame Ancião Ventrue?! Dificil saber, bom pelo ao menos por enquanto, mas por hora sua base de poder estava inabalada, seus primogêos, mantiveram firme seu apoio, seu trono estava garantido, enquanto eles mantivesse leais, embora obviamente ele havia traçado, um plano paralelo, caso houvesse um golpe interno, ele se retirou para as montanhas, para reagrupar, digamos, uma força militar móvel, para contra atacar, caso necessário. Esses monstros estava na outra sala o esperando, esperadno suas ordens, ordens do general de guerra.

Ele se levanta vagarosamente e vai em direção de seu pelotão da morte, vampiros crués, especializados em guerra, na outra sala estava dispostos seus homens, um time ímpar, convocado exclusivamente para não só defender, mas sair na ofensiva, caso necessário.
O cabeça do grupo, era Javier Santiago, Xerife e Primogeneo Brujah, sábio, furtivo, letal.
Abaixo dele seu fiel, delegado, Paulie Cordero, um caçador do clã Gangrel, ficara enclausurado no submundo vampirico, cometendo assassinatos furtivos, sua crueldade era tamanha que seu nome era sinônimo de violência e destruição, Andrea era o Algoz, suas funções dispensava, qualquer recolocação, esse Tremere era um hábil torturador e assassino, poucos escapariam de suas mágicas de sangue, suas chamas destruidoras.
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Re: Uma noite como outra qualquer

Mensagem por @nonimous em Qui Set 27, 2012 8:11 pm

Rua São Tomé, Parque dos Managabeiras.
Região nobre de Belo Horizonte - MG
00:35, Junho de 2004


Rezek estacionou seu carro a cerca de 500 metros de uma casa naquela rua escura, ele estava se perguntando o porque da iluminação precária, embora ele inconscientemente saiba a resposta, a casa tinha um aspecto antigo e em uma arquitetura neo gótica, tons escuros e sóbrios adornavam a casa, sua estrtura de madeira, com plantas bem adornadas, os muros encobertos por trepadeiras e rosas.
Tinha alguma iluminação, provavelmente proveniente de velas, não havia sinal de movimentação, sons, ou qualquer coisa que indicasse presença, mas Rezek podia sentir o cheiro fétido que cercava aquela construção, sentia o ar cáustico que exalava, como em uma boca de esgoto, os sentidos aguçados magicamente do arconte estavam disparados, e ele sabia que seu temor não era excessivo.

O clube do inferno, uma reunião de bastardos sugadores de sangue, que adoravam satâ, as trevas e o inferno, faziam seus rituais recheados de orgias e sangue, dor e pecado. Rezek, tinha no passado enfrentado essas bestas, e sabia que eram poderosos, eram mais que adolescentes metaleiros adoradores do demônio, essas aberrações eram a encarnação terrestre de um mal antigo, algo que consumia almas em sacrifícios e abria portais para o inferno.
Ele precisava de apoio, sozinho não iria conseguir infiltrar, neutralizar, por um momento ele pensou em invocar seu poder de sangue e criar uma imensa fogueira, mas ele havia feito isso noites atras, e culminou com a destruição de dignatários do clã Giovanni, o que gerou dores de cabeça maiores que os louros da batalha. Ele precisava de um plano, de um bom plano de ação, de aliados, de expor esses malditos, de receber autorização local para destrui-los, ou pelo ao menos ter certeza que não teria censura pode despachar para o inferno esses malditos.então, uma epifania, e ele concebeu, uma idéia, então ele pegou o telefone e discou para um conhecido, Paulie, uma desgraçado filho da mãe, mas um desgraçado filho da mãe leal a sociedade dos mortos vivos.


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Re: Uma noite como outra qualquer

Mensagem por @nonimous em Qui Set 27, 2012 8:34 pm

Gabinete de sua Majestade o Marquês Sobral.

Mansão De nossa senhora misericordiosa., serra do Cipó, município de Cardeal Mota
200 Km de Belo Horizonte, 00:55.
Junho de 2004


Paulie Cordero, estava de pé no canto daquele luxuoso gabinete, próximo a lareira, ele fitava as chamas que aqueciam a sala, com uma paixão, como de uma presa enfrentando seu algoz. Seus olhos cinzentos percorreram aquela sala oval, com um ar de tradição e pompa, tão típica a corte amaldiçoada, uma pele de leão como tapete, quadros antigos de borrões e anjos renascencenses, bustos do período romano, davam um ar europeu a sala, Paulie se sentia no período colonial, época que foi abraçado, em uma fazenda servindo de capataz, extirpando escravos fugitivos de seu senhor.
Paulie era um cainita rústico, mas muito inteligente, seu aspecto feral diminuía suas capacidades, ele era subestimado, e seus subestimadores descobriam tardiamente que o velho Delegado, era um caçador letal, e raramente falhava em uma caçada, era uma máquina morta viva de destruição em massa, o baluarte da morte final, conforme alguns. Em noites passadas, devido ao temor da violência que Paulie representava, vários membros fizeram lobby, para a imediata desconstrução do cargo, mas sua majestade convenceu a todos do contrário, e da utilidade soberba desse oficial, desde que não entrasse em seu caminho estaria tudo, bom, tudo em paz. Paulie tinha o cabelo despenteado, escuros, jeans rasgado, jaqueta de couro e botas adornadas com facas e uma estaca, o que causava pavor na Família, local. Era um insulto ve-lo, embora o Xerife Santiago o aconselhava a se vestir de maneira adequada, ser mais sociável, ele teimoso como de costume, recusava o conselho de seu colega oficial, parece que inspirar medo no coração dos mortos vivos, era um deleite para o Algoz Paulie Cordero do clã Gangrel, aterrorizar suas presas era seu luxo, sua noturno de prazer. Ele raramente se esquecia de algo, mas essa noite ele se esqueceu de se tornar apresentável, afinal muito raramente via seu príncipe, as reuniões eram mensais, mas ele não ficava mais que alguns minutos, no geral o Xerife Santiago monopolizava as atenções. Presentes na sala estavam seu colega menos pavoroso, o Brujah Santiago, e um membro que despertava desconfiança até mesmo nesse Gangrel secular, um feiticeiro habilidoso, que se chama Andrea lombrosos, O Xerife Brujah, era elegante a sua maneira, jeans acadêmico, colete de lã, casaco pesado e grava, sapatos finos, e uma boina militar somados aos óculos dava a ele um ar superior, o feiticeiro era um jovem moreno, terno escuro coberto de simbolos ´´ tribais´´ runáticos, que davam um frio na espinha da maioria e desperta curiosidade em Paulie, o Delegado tinha sangue Cigano, e até aprendeu Quiromancia.
Quando seu telefone móvel toca, curioso que as únicas pessoas que tinha esse número, estavam na sala exceto o príncipe, que no geral ligava para o Xerife Santiago.
- Boa noite, precisamos nos falar, senhor Delegado, onde posso encontra-lo. Diz uma voz rouca do outro lado, acompanhado de chiados estáticos.

O Xerife levanta seus óculos, e faz uma cara de interrogação, e saca o seu aparelho também, e passa a ouvir a conversa.

- Vocês tem uma base avançada do Sabá na cidade, e eu tenho motivos para acreditar que eles vão atacar....
O telefone é desligado.

As três figuras se entre olham, e começam a fervilhar, facilmente rastreiam a ligação, a porta se abre, o príncipe entra no salão de guerra, ao se deparar com seus três generais agitados, ele percebe, e com sua voz de baritono, questiona.

- Senhores, está acontecendo algo que seu príncipe não sabe?
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Re: Uma noite como outra qualquer

Mensagem por @nonimous em Sex Set 28, 2012 3:26 pm

Belo Horizonte, Junho de 2004.

01:03 da madrugada, centro da Cidade.


Rezek pisou fundo no acelerador, rasgando o vento frio da madrugada, na medida em que o motor de seu Audi A4, rosnava feroz.
Ele conversara com seu aliado O delegado local, Paulie, eles tinham se conhecido em campo de batalha, anos atrás, lutavam contra um ancião que emergira do torpor enlouquecendo os membros locais, Paulie era como um líder para os ´´ Forasteiros´´ verdade seja dita o clã Gangrel, estava se lixando para a preservação da Camarilla, tradições e afins, eram muito presos a seu mundo selvagem, sua cultura primitiva, isso no geral, e depois que pediram o cartão de sócio da seita, isso se tornou explícito. Mas havia alguns Gangrel, que eram ainda muito leais a certos princípios apregoados pela Família, e formidáveis guerreiros e batedores melhores ainda, e curiosamente quando a coisa esquentava, eles sempre estava lá para defender a Seita, enquanto alguns que rogava lealdade fugiam. Ele segue em direção a reunião com seu velho aliado o príncipe Sobral.

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Re: Uma noite como outra qualquer

Mensagem por @nonimous em Qua Out 24, 2012 4:59 pm

Condomínio Piazza viaggiatori.
São Paulo, Capital.
00:25 Junho de 20
04.

O homem de terno azul se sentou vagarosamente na sala de seu anfitrião, a sala era uma espécie de museu de armas antigas, armaduras de puro metal adornavam as laterais daquele aposento luxuoso. Tapete vermelho no corredor de entrada, no centro uma tapeçaria persa, o homem de terno sabia disso porque ele viu essa mesma arte em Veneza muitas noites atras.
Ele passa os olhos muito rapidamente pela sala decorando cada detalhe, e fica impressionado, é tudo muito antigo e não pode deixar de reparar que é uma réplica da loggia Giovanni original na sua terra natal, ´´Venesse´´.
Ele se acomoda confortavelmente naquela poltrona imensa que parece o abraçar, um abraço macio, descansa as pernas esticando as, ele não sente muito os tendões ou sangue fluir, é uma paródia esquizofrênica do ato mortal.
a porta se abre e seu anfitrião entra, Don Carlo giovanni e sua acompanhante uma prostituta canibal conhecida como Berta Pisanob, o anfitrião usava um hobby de seda cinza, barba bem feia cabelos grisalhos, era alto e forte, sua prostituta Pisanob tinha um aspecto juvenil, se os boatos forem verdadeiros, ela fora abraçada com 13 anos.
O homem de terno se levanta em um pulo rápido da cadeira quando o ancião Giovanni entra na sala:
- Boa Noite, Don Carlo, obrigado pela hospitalidade em sua cidade.Ele diz isso em tom solene.
- Quanta bobagem Cicero, deixe de cerimônias e fique a vontade. Retruca o Ancião Giovanni.
Cícero Giovanni solta um sorriso exibindo suas presas, a luz pálida do ambiente proveniente do abajur na mesa principal ilumina a face esquelética do ancillae, pálidas como gelo.
- Mesmo porque, o Singnore, já abusou de minha hospitalidade quando matou aquele grupo de desabrigados, noites atras. Cicero fez menção de retrucar, mas foi interrompido por seu interlocutor.
- Não, não, você é bem vindo, apenas não fique com essa cara de merda, na sala de estar de meu domus .

O visitante obviamente não se ofendeu com o Anzino Giovanni, era sábido do temperamento inflado de Carlo, suas excentricidades.
Naquela noite eles conversaram sobre a família, negócios e o ponto principal da reunião, o ataque a loggia Giovanni em Belo Horizonte, chamas mágicas consumiram, a fita do circuito interno fora recuperada, revelando a face do agressor, Rezek um arconte Tremere, Carlo recebeu a notícia com espanto, era algo raro um Arconte da Camarilla desviar sua atenção e atacar membros do clã Giovanni.
- Tenho certeza Azione. respondeu Cicero a indagação que o que ele poderia ter feito para irrita o arconte. conversaram a noite toda, Carlo apresentou a mansão, mostrou os cavalos, carros, e o cemitério subterrâneo. antes do nascer do sol, Cícero foi dormir nos aposentos de hospedes dda mansão, Cícero fez umas ligações, para entender o porque sua família estava sendo atacada, o que viola o Pacto de neutralidade firmado entre Camarilla e clã Giovanni.
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Re: Uma noite como outra qualquer

Mensagem por @nonimous em Dom Dez 30, 2012 1:10 pm

01 de Julho de 2004.

Oficina da carne.

Em algum lugar na área férrea de Contagem.

- Eles não viram, não há o que fazer minha bela criança da noite. Diz a figura com avental de couro com espirros de sangue.
- Você ficará consco até o fim disso tudo, para que possamos concluir algums planos, mas não se preocupe eu continuarei lhe tratando com o devido carinho.
Annie ouviu essas palavras com repulsa e um ódio ferrenho, sentiu a besta se aproximar da superfície, sentiu a fome urrar, como um animal feroz se debatendo em uma jaula pequena.
Ela era estava naquela prisão imunda a incontáveis dias, perdeera a conta, pois sucumbiu ao Torpor noites atras, fora acordada com um composto de vitae, uma homenzinho nojento derramou um cálice com o sangue daquele grupo, o sangue a alimentou e acalmou noites atras, gerou nela um estranho amor por seus captores, toda noite ela era torturada, espancada, estuprada, e curada.
ela usou seus poderes de sangue para invocar a presença de seus aliados, usou sangue para se curar, mas sem sucesso, é como se algo dentro dela a obrigasse a ficar naquela prisão. algo frio e perigoso.
- O que vocês querem de mim. Diz Annie em uma voz fria, sem rancor por seu captor, toda noite esse mesmo homem com avental surgia para lhe torturar, em outras noites outros homens, em verdade eram Membros do odioso Sabá.
O homem se aproximou da face suja de sangue de Annie e lhe disse:
- Essa noite, apenas lhe apresentar um ´´ amigo´´, você vai gostar dele.

Ela é desamarrada, planejou mentalmente sua fuga, mas seria inúltil, todo o seu poder não era páreo para seu captor, ele tinha um estranho dom de sangue que manipulava tecidos e ossos do corpo da Primogenea Ventrue, e também não saberia quantos outros estariam ne covil de pesadelos. Ela o acompanhou até o caro, pode ver vários outros membros, tão sombrios e aspecto doentio quanto esse, ela andava como uma escrava naquele acampamento dos horrores, podia ouvir os gritos de outros capturados.
Ela andou naquele carro, o motorista era uma jovem Punk, lembrava os Brujah, ela estava sentada ao lado do seu torturador, outros dois homems negros estavam no carro, os dois com jeans e camisa branca, piercings, um deles com jaqueta de couros surrada.
chegaram a uma grande casa, afastada da cidade, pareceu sentido Rio de Janeiro, entraram em um condominio fechado, as beira da estrada, entraram todos menos o motorista, a casa parecia um palácio, moveis antigos, lustre pendurado em uma luxuosa abóboda dourada no chão pele de algo que parecia um lobo. E eis que desce pela escadaria banhada a ouro um senhor de Terno italiano, bem cortado, cinza, cabelos grisalhos, barba alta com um charuto. Annie fica paralisada frente ao senhor da mansão, parecia poderoso, perdeu a voz, emanava uma aura mais cruel que O príncipe de Belo Horizonte, Sobral.
- È uma honra sua presença, em minha humilde morada, Grande Primógenea Ventrue, sou Valentino Allmada
Annie gelou ao ouvir suas palavras, era algo terrível, ela estava de frente com o vampiroso mais cruel, perigoso do que já se ouviu falar, o infame e sanguinário Cardeal Arcebispo Valentino Almada Rubro, mestre dos Sabás.
- Vejo medo nos seus olhos, não se preocupe doce criança, cuidarei de você, ele diz isso abraçando Annie e lhe dando um beijo na boca.

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Re: Uma noite como outra qualquer

Mensagem por @nonimous em Dom Dez 30, 2012 2:16 pm

Belo Horizonte, 02 de Julho de 2004.
03:04.Da madrugada.
Automóvel Clube.

Todos os luminares do clã Ventrue estavam presentes na sala, Príncipes, Primogêneos, secretários e todos aqueles que ouviram o chamado para reunião diretorial do clã, o diretório abarcava vários feudos, até o extremo sul do país, o primeiro a ter a palavra foi o mais antigo Ventrue presente Wilhelm, príncipe de Porto Alegre, e Rei do Diretório do sul do país, ele discursou por mais de uma hora, a favor da manutenção das tradições, unificação dos diretórios, e fortalecimento da economia do país, fomentou em todos a discussão tributária entre outros aspectos administrativos, que cometiam aos líderes da Camarilla e claro, ao Clã Ventrue.
O discurso seguinte foi de Anne Lucie Deveroax, Anciã de Belo horizonte, e mestre do diretório local, ela levantou problemas com os mais jovens e participação dos independentes em Minas Gerais, São Paulo e Rio, falou de sua base de poder na governo mortal, e ofereceu apoio a todos seus colegas de clã, ela foi breve, criticou o Principado de Belo Horizonte, favoreceu uma aliança com o clã Giovanni e Toreador, rescisão com os Tremere, os anciões seguintes fizeram variados discursos, alguns aproveitaram seu tempo para falar de escatologia cainita, história e apontar planilhas de resultados, por volta das 01:00 fizeram pausa, essas pausas as coisas realmente aconteciam, acordos eram firmados, velhas rivalidades eram ressentidas, um tópico preocupante era sem dúvida, o assunto da noite, primeiro a guerra fria entre o Príncipe de Belo Horizonte Marques Sobral e Annie Deverax, a Rainha do diretório, havia sugada dezenas de vidas humanas, carniçais e pelo ao menos dois membros haviam desaparecido nas manobras políticas. Obviamente isso era um gasto desnecessário para o poder do clã Ventrue e claro, uma afronta a imagem do clã, na próxima rodada tentariam um acordo, mas parecia longe, uma vez que a condessa Deveraux nutria um ódio mortal do seu príncipe.
Outro assunto polêmico era o desaparecimento repentino de Annie Oviedo, a Primogenea Ventrue descendente da Condessa, não havia nada que ligasse ao conflito entre sobral e a Condessa, nada.
- Não podemos fazer isso, disse Sobral a Wilhelm. ante a pergunta de providenciar recursos para libertar Annie, as massas podiam não saber, mas a cúpula do clã sabia muito bem onde Annie Oviedo estava, ela era cativa da Mão Negra.
- Seria uma tolice, me dói a alma, mas seria abrir uma janela para ataques futuros. Sem dzer os recursos que eu deveria empregar, par ao fazer. Continuo o Príncipe de Belo Horizonte.
- Mas deve zelar pela paz Sobral, deve superar essas tolices. Retrucou o Ancião de Porto Alegre.
- Lord Wilhelm, aprecio sua preocupação, mas não aceito qualquer interferência sua no meu governo, e quando eu quiser um conselho vou procurar o senhor, até o seu silêncio é musica para meus ouvidos. Retrucou Sobral de forma rápida.
O Wilhelm, se levantou demostrando estar ofendido.
- Você é um tolo que arrastara toda essa poclga que chama de cidade para o inferno. E saiu em passos largos.

A reunião prosseguiu sem o ancião do sul do país, acordos foram traçados, intrigas bem colocadas e nenhum ganhador visivel, mas duas coisas eram certas, primeira, a rivalidade entre Sobral e A Condessa se tornou inimizade, e Annie Oviedo, estava a sua própria sorte, o que se tiver muita, será destruída nas próximas noites, caso não será molestada por muito tempo ainda pelas aberrações do Sabá.

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Re: Uma noite como outra qualquer

Mensagem por @nonimous em Qui Jan 24, 2013 8:03 pm

Elisio, Automovel Clube.
Centro de Belo Horizonte 02 de Julho de 2004.



O Arconte entrou pela porta dos fundos do suntuoso imóvel, facilmente passou pelos seguranças, pulou um pequeno muro, violou uma fechadura e se arrastou até a catacumbas, ela sabia que era ali que o príncipe se reunia com seus conselheiros, e pelos seus cálculos aquela era a noite da primeira reunião mensal. Ela estava preocupado, suas investigações o levaram até um bando Sabá chamado Clube do Inferno, um bando composto por membros incomuns, alguns inclusive eram Taumaturgos, o que deixava as coisas perigosas e imprevisíveis, afinal com a versatilidade da disciplina ão sabia o que esperar de seus inimigos, precisava se certificar que o príncipe saberia disso, e precisava o fazer em segredo, afinal, ela sabe que existe um espião, mas quem tria a audácia.
Ele caminhou pelo prédio se ocultando nas sombras, conforme lhe ensinado por um rato de Esgoto Africano, e foi até a gabinete de Sobral, chegou em frente a porta e a abriu.
Sentado nos seus aposentos, estava Sobral naquele terno do período da coroa, seus olhos se levantaram sem espanto.
- Rezek.
O Arconte Tremere apenas meneou a cabeça, claro, o sistema de câmeras alternativo, surge da escuridão O grandalhão do Xerife primógeneo Santiago e seu sotaque chileno.
- Se não queria ser visto, podia ter me dito, eu teria providenciado isso. Diz o Xerife saindo das sombras, usando uniforme militar, coturno armas brancas e de fogo expostas.
- Meninas, estou sem tempo, para esses jogos, vim aqui porque a coisa é séria, o quintal de vocês está infestado, e temos um traidor entre nós, dedando cada passo, eu não sei quem é, mas sei que vou pega-lo.
- hum. hum.. meneia o príncipe, balançando a cabeça sem muito interesse.
- Obrigado pela informação grande Arconte, mas não seria melhor se o senhor convocasse a cavalaria?
Rezek sorri.

-Eu já convoquei. Diz ele se referindo aos Alastores enviados para investigar a cidade.

*********************************************************************

Mansão Vitorino.

Belo Horizonte, 02 de Julho.

00:32

- Fique no personagem. Disse a jovem para seu acompanhante, um belo exemplo europeu, loiro, cabelos longos, olhos cinzas dentro de um terno branco.
- Like Will. Disse o acompanhante.
- fuck you dude. Retrucou a jovem.
Eles entraram naquela mansão em busca de um suposto espião, um maldito rato que vendia informação Sabá - Camarilla - Clâs Independentes e quem mais pagasse, a ordem era clara, vão até lá e descubram o nome desse maldito.

E eles eram bons nisso, discretos, nunca falharam, mesmo porque nesse ramo de negócio falhar é o mesmo que ser destruído nas mãos de seus investigados, ou serem destruídos pelo Rezek, afinal eram contra espiões, se voltaram bem, foram infectados.

- Aquele ali, o homem de terno escuro, aponta a mulher.
- Por que ele? Retruca o loiro.
-Simples, ele está deslocado, e não se esqueça essa é uma reunião Sabá. E aquele maldito é italiano, e o simbolo na mão esquerda é da familia Giovanni, maldito, e que se foda o pacto de não agressão, filhos da puta.
- Te espero nos fundos, disse o homem loiro.
- Eu o levo até lá em dois minutos.

Carmem segue em direção a sua presa, se aproxima dele calmamente e o cumprimenta:
- Oi, perdido? Que quebra gelo horrível pensou ela.
- Eu? Não, mas você parace que sim!
- Pareço perdida? Disse ela, em tom calmo.
- Olha, eu sei quem é você, Giovanni, e não vai durar um minuto se eu gritt...
- Cala a boca sua piranha! Retrucou o Giovanni.
Ele caiu direitinho pensou Carmem.
- Vamos conversar em particular. Sugeriu o homem.
- Te vejo os fundos em 1 minuto. Perfeito, ela vibrou internamente.

Cada um saiu por um lado, ela liga o ponto auricular.
- Franco, ela está indo pela saída 2, pegue o por lá.
- Sutilidade é seu forte em garota?1 Brinca Loius Franco no rádio.

Minutos depois, Loius Franco, Arconte e Alastor do clã Ventrue e Carmém Arconte do Clã Lasombra Antitribu, consegue ver sua presa fugir, desesperadamente pelas ruas do bairro, a perseguição começa, os dois oficiais pelos telhados, o Giovanni, corre pelas ruas e vielas, Franco vai até um ponto alto, usa seu sangue para ganhar agilidade e força, pula em um telhado, tendo visão privilegiada, Carmem vai pelo solo, são um time e tanto, Franco abre sua valise, monta seu rifle, quando avista um carro vindo em direção a presa Giovanni.
Coloca a arma no pedestal.
- A visão até que é boa essa noite, podemos tomar um vinho essa noite. Ele flerta com a Lasombra.
- Merda Franco, se você errar o tiro eu te enfio uma estaca no rabo, e te mando para o Pasceck, mas que inferno, que você não consegue.....antes que ela termine um som pode ser ouvido de algo cortando o vento, ela ouve um grito, quando se aproxima vê a presa, caída sangrando. O carro acelera em fuga, deixando o Giovanni de baixo escalão a própria sorte.
- Oi gatinho, perdido? Ela brinca com sua presa. - Não perca seu tempo, aposto que tentou se curar e agora senti mais dor, é porquê meu amiguinho no telhado te acertou com munição de mercurio, paralisou você quando você acionou seu Vitae, se o fizer de novo, vai sentir mais dor e tomará outro tiro.Conclui ela.
- Ah Carmém, eu me apaixonei por você, claro, que devo considerar que você é uma cadela Lasombra traidora pervertida.

*********************************************************************
Laboratório de Bioquímica da UFMG.
Belo Horizonte
02 de Julho, 03:25 da Manhã;



Naquela sala estavam Rezek, Sobral, Carmém, Santiago, Delgado Dimitre e o corpo nu do Giovanni.
Passou horas com o Primógeneo Tremere investigando o corpo do Giovani, descobriu que ele tinha um acordo com os Toreador, Sabá e o culto do clube do inferno, e o mais importante quem era o delator.
- È uma honra majestade, mas o senhor está em débito com o clã Tremere. As informações estão na prancheta, fiz análise sanguinea, balistica, usei..
- Dimitre, quem é o traidor? e Onde está Annie?
O Primogeneo Tremere, franze a testa. e Sorri.
- Peraí. Fala o Primogeneo Brujah.
- Como vamos saber que Dimitre, não está apenas nos jogando contra um inmigo seu ou de seu clã?
- Porque se ele fizer isso, nós o destruímos. Alardeou Loius Franco o Arconte Ventrue, e para cada palavra nos vamos ler a aura dele, se acharmos mesmo que uma simples indecisão ele vira cinzas.
O clima fica tenso, mas termina a reunião, com o nome revelado do traídor, e claro onde a Primogenea Annie, naquela mesma noite o clã Tremere é forçado a entregar fotos de satélites da localização dos bandos Sabás em Belo Horizonte.




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Re: Uma noite como outra qualquer

Mensagem por @nonimous em Qui Jan 24, 2013 8:08 pm

- Alô, diz uma voz outro do outo lado da linha.
- Don carlo, seu protegido, seu primo está preso pelas forças da Camarilla, sem nem mesmo ter cometido crime contra os amaldiçoados.Informa a voz melodiosa.
- Providencie minha estadia em Belo Horizonte, já que esses filhos da putana fudeu nossa Loggia, e me mantenha informada. Em seguida desligou o telefone.
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Re: Uma noite como outra qualquer

Mensagem por @nonimous em Seg Jan 28, 2013 10:33 pm

Scar Shantalla o Primógeneo Toreador de Belo Horizonte olhou no espelho e viu sua face, considerada pelos membros superficiais de seu clã como um rosto sujo, obviamente ele era muito bonito do padrão de beleza ocidental. Pele lisa, olhos cerrados e claros, pele clara e lisa, boca fina, de um vermelho aveludado. Então porquê ´´ face suja´´ pensou ele, já com a resposta, barba por você, tatuagem do pescoço até o punho, piercings no nariz, boca, orelhas e nos mamilos.
Usava uma camisa escura e sobretudo, bandana, é como se tivesse ficado preso na década de 80. Era divertido os olhares pesados sobre ele de seus colegas de clã, o viam com desprezo, mas dispensavam e ele o respeito de chefe de clã. Desde os anos noventa ele representava o clã Toreador na Primigênie, mas ele guarda um secreto que é digno do aspecto político de seu clã, ele comprou a cadeira da Primigênie, vendido pelo próprio príncipe. Ninguém exceto ele poderia ocupar a cadeira do conselho, a moeda de troca, ele usaria seu formidável poder para eliminar secretamente os inimigos da coroa, em troca Sobral o manteria no posto.
Através da moeda de troca começa o segundo segredo, esse nem Sobral desconfia, Scar era um formidável infernalista, membro de uma seita de alcance mundial, o Clube do Inferno, que em Belo Horizonte se encarnou como um bando Sabá.
Atuar nas duas seitas era algo delicado, manter as aparências era fácil, mas manter as aparências em duas seitas, e escondendo o segredo de ambas era algo no minimo monumental. e quanto mais fundo na lama, mais ele se afundava, Sobral começou a investigar ele junto com um Arconte, teve de criar ma ilusão para a Camarilla seguir, então ele plantou pistas do envolvimento do clã Giovanni no Sabá, algo relativamente fácil para alguém que joga dos dois lados. Tudo saiu bem, exceto que o Arconte destruiu os Giovanni locais, criando um tumulto geral, até mesmo para Shantala administrar, agora é controlar as coisas, minimizando os danos e aproveitando a situação sem enfraquecer o príncipe Sobral, algo que aparentemente caminha para o inevitável caos.

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Re: Uma noite como outra qualquer

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