As Noites Finais - Capítulo I: A Sociedade da Luz

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As Noites Finais - Capítulo I: A Sociedade da Luz

Mensagem por Black Thief em Sab Jun 16, 2018 8:52 pm

Trilha Sonora:


The Final Nights






A Segunda Guerra Mundial foi um dos poucos acontecimentos que provou aos vampiros que os humanos podem ser tão monstruosos quanto eles, se não mais... Tantos os lados da Camarilla e do Sabá abriram caminho e não se atreveram a se envolver nos bombardeios dos mortais. Se antes os vampiros, tanto novos quanto velhos acharam que sua superioridade natural, ou maldita, era invencivel, agora eles sentiram o medo da destruição maior que qualquer um dos próprios vampiros pudesse causar.

A facção que foi mais atingida nesta guerra foram os Anarquistas. Com uma ideologia feroz de liberdade, eles acreditaram que a vitória dos Nazistas influenciaria principalmente no mundo Cainita. Foram ousados ao querer se intrometer no fogo cruzado dos mortais tentando utilizar suas habilidades e dons sobrenaturais para influência a vitória dos Aliados mas sua ações foram infrutíferas. Apesar de seu sangue ferver pela queda do Terceiro Reich, os humanos se mostraram tão convictos em suas ideologias, seja a favor dos nazistas, ou contra eles, que nem mesmo a influência vampírica era capaz de manipulá-los por completo. Foi após a queda da França que os Anarquistas finalmente se declararam derrotados pela Guerra e se retiraram do campo de batalha.

Ao fim da Segunda Guerra, não só humanos tiveram de se recompor, como os vampiros também. Os mais prejudicados foram a Camarilla, principalmente na Europa, pois seu poder era extremamente ligado ao mundo mortal que sofrera perdas magnânimas. A Camarilla se recuperava e tentou evitar suas perdas durante a guerra, já o Sabá se escondia, esperava e se preparava para quando a poeira abaixasse, agora que a Camarilla estava enfraquecida, dependente de seu rebanho que estava também enfraquecido, a Espada de Caim atacou com força por toda a Europa destronando Príncipes, diablerizando Primogênitos e pondo seus Arcebispos e conselhos de Bispos no comando.

O maior crédito que o Sabá pode dar a esta investida poderosa fora para a temida Mão Negra. A cada Principado derrotado, uma marca de mão pintada em preto era deixada, a notícia corria, a Camarilla se desesperava, com o pavor se atrapalhava, se equivocava com os poucos recursos, se descuidava e a tomada foi certa. Os membros remanescentes da Camarilla na Europa fugiram deixando para o Sabá todo o poderio. Ao longos dos anos, mais e mais notícias vinham da Europa, ela se tornava um local violento, taxas de crimes que aumentavam até chegar a um ponto altíssimo. Abatimentos eram comuns, brigas de gangues, assassinos em série e justiceiros. Aos poucos a economia do continente diminuía pelo medo das grandes empresas em investir em um lugar que poderiam ter prejuízo com ataques de gangues.

Berlim se tornou a capital do Sabá, enquanto na América, Los Angeles tomava conta dos assuntos da Camarilla expulsando e levando caçada de sangue aos Anarquistas remanescentes. Os dois continentes vivem em pé de guerra, como naturalmente o é, mas agora o Sabá iria saber que seus métodos de tornar seus domínios violentos e decadentes para facilitar sua caçada tinha uma falha... Enquanto eles se fartavam em seus domínios e se aprimoravam na noite, a Camarilla se aprimorava na noite e principalmente no dia. Nos dias atuais a Camarilla finalmente atacou, retornando a Europa, expondo membros do Sabá ao sol com Carniçais treinados, Bispos e Arcebispos foram mortos, bandos do Sabá foram servidos como exemplo aos neófitos do que acontecia com aqueles que se voltavam contra os anciões. O Sabá resistiu e só não veio a se extinguir graças às táticas de emergência que a Mão adotava. A Inquisição do Sabá usara sua força mas sua especialidade era para assuntos internos, apesar dos esforços, o que ela podia fazer era deixar sua santa batalha de lado e focar no inimigo principal, ou então não haveria nem mesmo uma Inquisição para se acabar com os Infernalistas. Mais da metade da Europa fora retomada pela Camarilla e o Sabá, finalmente estava para aprender que teriam de deixar seu orgulho de lado e usar seu rebanho não só como comida, mas como arma, se quisessem vencer os antediluvianos.

Um grande debate quase causara a quarta guerra cívil do Sabá. Os humanos manipulados como a Jyhad ajudam a trazer as Noites Finais, estariam sendo manipulados pelos Antediluvianos da mesma forma que a Torre de Marfim? Mas se não aprendessem a se proteger durante o dia a Torre de Marfim venceria e a Gehenna certamente bateria nas portas. Os debates duraram meses por todos os domínios restantes da Europa e depois pelos refúgios da América e do mundo, até que um Emissário de cada Clã pertencente à Mão, Segundos dos quatro Seraphins, convocram uma reunião com a Regente Melinda Blair do clã Toreador Antitribu e com os 13 Cardeais do Sabá. A Pedra Lacrimejante chorou em abundância e o sangue foi provado. Chegou a hora. Os Seraphins decidiram que pela primeira vez, a Mão Negra chamaria abertamente os Escolhidos de Caim e eles seriam testados, como e quando... Só Caim sabe... A palavra foi espalhada, a Mão Negra queria soldados, e aqueles que forem os verdadeiros Escolhidos de Caim atenderão ao chamado deixando claro para as dependências da Espada de Caim, que irão se juntar à luta.

Após dada a palavra, a Camarilla que ainda estava em sua retomada da Europa encurralou um jovem bando do Sabá em uma cidade chamada Black River na Inglaterra deixando apenas seus líder como remanescente, e este não revelou nem por meios mais poderosos de Dominação as ambições da seita... Os anciões não sabiam explicar como não conseguiam subjugar a mente do vampiro do Sabá, mas a única suspeita era que o fanatismo daquele vampiro era tão grande que era comparada à Fé Verdadeira... Claro que muitos Membros debocharam dessa teoria criada por Neófitos. Após tantas torturas e subjugas à Dominação e à Presença, o fanático do Sabá entrou em frenesi e antes que todos pudessem contê-lo, ele dizimou sete Membros e teria dizimado mais, se não fosse sua Morte-Final e poucos deram importância à suas ultimas palavras: "À Mão Negra, e aos Cainitas!"

Estas ultimas palavras, para os mais velhos, significavam apenas um ultimo suspiro de um fanático, os mais sábios observaram melhor a relação do comportamento do membro do Sabá fanático e suas ultimas palavras, todos sabiam que a Mão Negra, também conhecida como Sabá era uma seita de fanáticos idólatras, diableristas, infernalistas e cultistas à Gehenna, mas eles nunca haviam chegado a um nível tão... Forte... Resistir à vontade de anciões. O ocorrido repercutiu por toda a Camarilla, enquanto uns poucos especulam que algo estava errado em Black River, a maioria acredita que estavam vencendo e que mesmo que o Sabá estivesse com algum plano a retomada da Europa era uma questão de tempo e o Sabá seria extinto. Não havia nada a temer.



A Corte de Black River


Principe - Nicholai Bartes






Por incrível que pareça, não são os Ventrue que lideram este Império, o Malkavian Nicolai Bartes ascendeu ao trono a pouco tempo, ele se provou um estrategista nato e imprevisível, um poderoso e influente ancião que conhece o Rebanho e os Membros em seu íntimo só de olhar para eles e tem poderio o suficiente para derrubar até mesmo metade da Primigênie sozinho, possuindo a mesma influência que eles possuem, porém em escala maior. A maioria dos Primogênitos apoiou a ascensão de Bartes quando este ainda era primogênito de seu clã. Bartes é, como muitos Malkavians, excêntrico, não se sabe se a sua loucura na verdade provem de um dos famosos Oráculados pois ele nunca profetizou nada, mas ele sempre parece estar um passo à frente. Bartes é de pouquissimas palavras, direto, silencioso, sua expressão facial é inexistente tornando difícil imaginar o que está pensando. Dizem que não se consegue olhar diretamente aos olhos de Bartes por mais de um minuto seguido, a peridição de suas órbitas chegam a fazer o observador delirar. Bartes ainda não escolheu um Senescal, isso se ele ainda pretende possuir um.



A Primigênie


Brujah - Klaus Volgemann






Misterioso, discreto e “aparentemente” calmo, é raro ver um Brujah com essas características, mas os que dizem conhecer um pouco mais sobre o primogênito dizem que sua raiva é descontada em seus adversários e é assim que Klaus mostra toda a fúria de seu clã a quem ele põe em primeiro plano (ao menos é o que declara).  O primogênito também é conhecido por ser normalmente o “advogado de defesa” dos jovens neófitos que transgridem as leis vampíricas, nunca de anciões  e raramente de ancilla, pois segundo ele, esses Membros mais experientes podem se defender sozinhos.

Sabe-se que Klaus controla parte do submundo de Black River, o tráfico de drogas e o intermédio entre Ordem e Caos na cidade.



Gangrel



Os Gangrel deixaram a Camarilla quando o Justiçar Xaviar declarou que o clã não tem mais interesse em tomar partido nas decisões da Camarilla nem mais obrigações para com suas politicas e leis. É claro que ainda restam Gangrel em Black River, mas eles tem pouco ou nenhum poder na cidade estando na seita por comodismo, concordancia com os ideias das Tradições ou por necessidade de proteção.



Nosferatu - Calebros





Calebros tem sido o mais poderoso Nosferatu em New York City. Ele é um vampiro recluso, típico de seu clã, e manteve-se um pouco afastado da sociedade da Família de Nova York, mesmo enquanto ele serviu como Príncipe temporário da cidade. Logo depois de assumir o cargo durante a batalha de Nova York, ele abdicou-lo para o interesse imediato de todos os vampiros poderosos de Nova York.

Apesar de ser o Nosferatu mais influente em Nova York nos últimos 50 anos desde que seu senhor desapareceu, Calebros é notavelmente anônimo além de seu clã, e essa é a maneira como ele prefere. Ele mantinha a ordem em seu labirinto debaixo Manhattan e ao mesmo tempo coordenava planos e informações para seus irmãos em todas as Américas e partes da Europa. Ele vive sua vida Cainita com excelência, e seus esforços foram recompensados por seu status de cada vez maior entre os seus companheiros de clã e colegas amaldiçoados. Seu amor pelo conhecimento e solidão são muito aparente e sua abdicação do Estado de Nova York foi um passo muito bem-vindo por Calebros. Foi menos bem-vinda entre outros na cidade, no entanto, que o viam como um movimento irresponsável e egoísta com a posição da Camarilla na cidade tão tênue.

Calebros se mudou para Black River e reclusou em seus labirintos abaixo da cidade, mas poucos depois retornou como o Primogênito Nosferatu por ser o mais antigo e mais capaz dentre todos os Ratos-de-Esgoto e principalmente, com experiência na Jyhad.



Malkavian - Lara Miller





Miller é a cria de Bartes. Como seu criador, é uma Malkavian quieta, de poucas palavras e muita visão. Talvez seja que ela auxilie seu Criador e Príncipe, Bartes, a prever a tática de seus adversários pois ela realmente aparenta ter o dom do oraculado. Algumas previsões já foram anunciadas para alguns Membros, umas se concluíram, outras apenas se demonstraram uma farsa, ou talvez um equívoco da Malkavian, ou quem sabe... Pura loucura.

Quando Lara prevê algo, não se sabe se é confiável, ela acerta, mas também erra, só um Observador do Caos saberia dizer a veracidade da informação, seja a veracidade de Miller, ou da Realidade. Miller apoiou abertamente a posição de seu Criador ao trono.



Toreador - Persephone Deveraux





Ainda não se conhece alguém que tenha uma beleza comparável à Perséfone. Até onde se sabe as raízes mais antigas da anciã são de 300 anos na Grécia. Perséfone é um talento digno de comparação a grandes artes plásticas. Diz-se que sua ancestralidade mortal veio de Michelangelo di Lodovico Buonarroti Simoni.

Perséfone é uma mulher de extrema classe, elegância, inteligência e beleza. É conhecida por apreciar, dentre todas as mitologias, a grega e suas histórias. Perséfone tem influência na industria cinematográfica e das artes plásticas,  é investidora em programas beneficentes e museus culturais embora sua identidade para os mortais seja desconhecida sempre comparece a seus eventos como uma convidada de honra misteriosa. Persfone é a atual liderança da Guilda Toreador em Black River.



Tremere - Andreas Di Pazzi





Andreas Di Pazzi, um Tremere que não é simplesmente o Regente de Black River, mas sim o Lord do Norte da Inglaterra. Andreas é previnido e em reuniões não formais ou reuniões com baixos postos ele utiliza de um Vassalo Mortal com a ajuda da Dominação. Sua ascendência à Lord se dá à alta competência de desenvolvimento em suas trilhas taumaturgicas e o conhecimento nas linhas secretas do clã, rituais exclusivos desenvolvividos a favor do uso do clã na Camarilla, o sucesso constante de seus próprios aprendizes e ascender nos Círculos de Mistério do clã. Andreas apoiou abertamente a ascensão de Bartes ao trono. Ao que aparenta, ele e o Príncipe mantem uma aliança sólida.



Ventrue - Leon Balthazar





O que é mais chamativo no Primogênito Ventrue não são suas grandes habilidades para o mundo corporativo nem seu conhecimento político e muitos menos seu controle dos meios de comunicação mas sim a calma e humor negro que estão sempre presentes em seus ares dando ao Ventrue um ar sombrio funesto, é dificil lembrar algum momento que Leon Balthazar expressou algo semelhante ao medo ou nervosismo. Leon apoiou abertamente a ascensão de Bartes ao trono, seu apoio ao poder de Bartes e não à sua própria ascensão repercutiu na corte até que, segundo as Hárpias, Leon declarou que Bartes defende os interesses da Corte como um todo e adimitiu que o Malkavian era mais poderoso que ele. Alguns julgam essa atitude uma demonstração de fraqueza, outros dizem que um verdadeiro sábio conhece a si mesmo, seus limites e seus adversários e outros dizem que ele apenas espera o momento mais propício para dar o bote.



Xerife/ Algoz - Lionel Mustang





Raramente um Membro é tão poderoso a ponto de conseguir manter dois cargos distintos, embora o Algoz e o Xerife tenham tarefas parecidas, ainda é o Xerife que fica com a maior parte do trabalho se estendendo a todas as tradições e não só à Sexta Tradição, tal como é o dever do Algoz. Assim sendo, Lionel Mustang do clã Ventrue foi chamado por Bartes para ocupar os dois Cargos.

Lionel tem olhos no MI6 e para as execuções ele conta com sua trupe particular de soldados: Os Negros. A Policia Secreta dos Negros é uma trupe treinada para a execução de Cainitas. Essa Policia Secreta já provou ser de Mortais, possivelmente Carniçais pois suas ações destrutivas já foram realizadas durante o dia. Sendo assim não existem Delegados na cidade, ao menos não por enquanto.



Zelador - Serenity Van Gard






Apesar de aparentar ser uma adolescente mortal, Serenity é uma das mais antigas das jovens massas vampíricas. Sendo ela uma das aprendizes do Lord Tremere Andreas Di Pazzi quando este era um Regente, fora fácil indicação do Primogênito à Zeladora, principalmente por dominar um de seus rituais mais requisitados pela Camarilla, a proteção do uso de Disciplinas em Elísio. Além de Zeladora do Elísio em Black River – Malakia Tower -, é também Regente da Capela Tremere.



Mestre das Hárpias - Leonor Ferrari





Uma Toreador dotada de uma habilidade incrível de deixar as pessoas à vontade com sua presença, Leonor tornou-se a Mestre das Hárpias não por pouca coisa. Ela consegue conquistar confiança, sabe como guardar segredos que podem ir túmulo abaixo e sabe como espalhá-los de forma que até mesmo seu ancestral mortal torturado no inferno tenha noticias suas.



Hárpia - Mary Gallavan





Mary é uma Toreador que vive entre os mortais com frequência e assim sabe os podres não só dos Membros mas também daquela incrível celebridade que você tanto ama e nunca ouviu falar de você. Misturando-se sempre entre os mortais, principalmente os que se envolvem com Membros. Mary viaja constantemente e embora seja nova em Black River, não é uma novata no mundo das trevas.



Hárpia -Gary Neilmann





Um Ventrue carismático, bem humorado e disposto a ajudar, ao menos é o que demonstra. Gary foi um dos escolhidos por Leonor para se tornar Hárpia a séculos devido ao seu talento nato para leitura corporal. Gary consegue aprender muito sobre um indivíduo observando-o e ouvindo-o em uma conversa, seja uma conversa com ele, ou não. Assim como Mary, Gary gosta de se envolver com os mortais.



Hárpia - Kylie Altmeyer





Kylie é uma Malkavian conhecida por saber como você é por um incrível dote de empatia, e como toda boa Hárpia, Kylie tem bons modos, apesar de seu outro lado ser arrogante e mal humorado. Como Hárpia ela é conhecida por espalhar dos Membros o melhor lado deles e raramente expõe os lados embaraçosos o que fortalece e muito a boa visão e a confiança dos mais jovens e torna a dos mais velhos a mais tediosa.



A Diocese em Black River


Arcebispo - Sascha Vykos






Apesar de ter nascido entre os picos dos montes Cárpatos, o demônio excêntrico, hoje conhecido como Sascha Vykos, emigrou para o esplendor decadente da Bizâncio medieval. Lá, entre pessoas depravadas da corte Justiniana, Vykos participava do esquema, manipulando vampiros e mortais. A estrutura de poder de Sascha ruiu junto com o império, mas o Tzimisce ligou-se ao Sabá com satisfação e ascendeu rapidamente na hierarquia da seita. Hoje em dia, Vykos serve à seita melhor como um saqueador andarilho, uma arma viva. Tendo entrado em conflito diversas vezes com Lucita, Anatole e Beckett ao longo dos séculos, Vykos os despreza e não há nada que ele gostaria mais do que matá-los muito, muito lentamente.

Sascha é a epítome do Tzimisce pós-Sabá: frio, eficiente, conspirador, sedento de poder e impiedosamente cruel. Ele usou a Viscissitude para modificar a si mesmo a ponto de ser quase irreconhecível como ser humano (embora de forma estranha e sensual – Vykos não é um Nosferatu). Seu rosto é uma máscara inescrutável de beleza inumana que junto com piercings, tatuagens, escarnificações, matizes e outras modificações corporais cbrem sua carcaça pálida e andrógina. Ele é um ex-mestre da Viscissitude (capaz de se transformar em um morcego-monstro e criar armas a partir de seu corpo) e quase capaz de rivalizar com os ancições Tremere em termos de seu domínio da feitiçaria Taumaturgica (inclusive diversas trilhas desconhecidas dos Tremere). Ele é também hábil em controle de animais, PES e controle da mente e já demonstrou ter força sobre-humana. Vykos é um estudioso nodista, um cientista e um historiador – e todos os habitantes do mundo são cobaias em potencial.

Apesar de seu título, Vykos em nada administra ou lidera na cidade ou em qualquer outro domínio que resida. Ele deixa essa tarefa para o conselho dos quatro Bispos de Black River, sua função na cidade é puramente simbólica. Vykos dispensou seus templários e paladinos alegando que para sua proteção tinha seus próprios inimigos escravizados.



Conselho dos Bispos


Meredith Borgia






É exatamente isso. Meredith é uma familiar perdida dos famosos Borgia. Seu passado é mais negro entre os membros do Sabá pois Meredith, do clã Malkavian, já foi Príncipe de uma das cidades da América do Sul. Foi abraçada quando tinha nove anos de idade quando os Bórgias estavam no poder, mas quando decidiu que valia mais a pena estar do lado do Sabá, Meredith entregou de bandeja seus domínios e todos os Cainitas que nele residiam para a Seita dos primeiros Anarquistas. Seu Mentor no caminho do Sabá era um Tzimisce e deu à Meredith um corpo adulto, a versou em uma das trilhas da Sabedoria e apesar de toda a desconfiança de seu novo bando, ela se demonstrou a mais capaz pois não era uma neófita como todos os outros. Rapidamente com a instrução de seu Mentor virou uma sacerdotiza e algum tempo depois demonstrou lealdade e ferocidade para se tornar um Bispo. É graças a sua experiência na Camarilla como uma Príncipe que o Sabá em Black River ainda está de pé.



Kasmir Baal





Kasmir é um Lasombra com conhecimentos taumaturgicos usurpados à força dos Tremere. Sereno,  sombrio e sábio como todo Lasombra deve ser ele é o mais experiente do conselho dos Bispos, se não fosse pela presença de Vykos talvez Kasmir fosse se tornar o próximo Arcebispo, talvez ele realmente se torne quando o Demônio resolver deixar a cidade, mas ele mesmo não parece mostrar interesse em subir mais na hierarquia da seita. Meredith e ele já foram inimigos mas hoje são Cainitas do mesmo bando, se realmente são aliados... Isso é outra história. Kasmir é o mais centrado dentre os quatro Bispos.



Kiana Faure





Kiana é uma Serpente da Luz. Seus conhecimentos ocultistas são os mais vastos dentre os membros do Conselho dos Bispos, também é conhecedora de Rituais Taumaturgicos mas sua especialidade são os rituais Necromanticos adquiridos através dos Nagaraja. Kiana tem uma personalidade estranha, sempre dando uma risada estranha com suas falas em enigmas negros que, segundo ela, os espíritos dos mortos sussurram em seus ouvidos. Alguns dizem que Kiana foi afetada pela loucura dos Malkavian já que antes de se juntar ao Conselho o Sacerdote de seu bando era um Malkavian Antitribu e também por... Ela não parecer muito “normal”.



Christoph Griffith





Como todo Toreador Antitribu Kristof é um Cainita cruel mas ele tem experiência de sobra graças ao seu passado como Inquisidor do Sabá. Apesar dos membros do Sabá não verem necessidade alguma de ficar interagindo com o gado, Kristof ainda é um Toreador Antitribu e gosta de agir entre mortais. Boa parte de sua inspiração para as táticas de cruzadas do Sabá vem com base no estudo psicológico da caça com mortais. O medo é uma arte e a Guerra também. Kristof é famoso por utilizar seus inimigos, tanto mortais quanto imortais capturados como cobaias para aprimorar suas habilidades e sua arte de causar terror com a música, de formas diferentes e outras metodologias únicas.



A Inquisição do Sabá em Black River.


Líder da Inquisisão - Valkyria Van Hogh






Uma Assamita Antitribu com uma fúria comparável a dos Brujah Antitribu. No poder da Inquisição de Berlim, Valkyria espanta a presença de infernalistas, e ela e sua equipe mantem a cidade assim, se a cidade é livre de forças demoníacas hoje é mais graças a ela do que à Camarilla.
Valkyria é uma ladina moderna, o arco e flecha ainda são capazes de carregar o veneno dos Assamitas e suas habilidades de ladina são incomparaveis e altamente requisitadas para investigar infernalistas principalmente em um domínio grande.



Inquisidor - Garlic Monstesquiê





Este Ventrue Antitribu, como muitos outros, ainda mantem os ideais medievais do que era ser um verdadeiro Ventrue. Com um propósito santo, Garlic se juntou à Inquisição do Sabá para livrar o mundo da praga que ajudaria a trazer o fim dos tempos. Garlic é um combatente católico e acredita que mantem sua humanidade livrando o mundo do verdadeiro mal. Embora tenha humanidade como trilha ainda assim é eficiente em seus métodos ortodoxos para extrair informações.



Inquisidora - Samara Seles





Samara é uma Lasombra combatente que teve suas raízes como uma das raríssimas piratas femininas. Treinada nas artes de combate japonês e escravizando mortais é  uma das Cainitas que persegue infernalistas em Black River. Samara é cínica e demonstra se divertir com seu trabalho de caçar malditos infernalistas e graças às habilidades de seu clã em dominarem o ocultismo para invocarem a Tenebrosidade sabe identificar bem os sinais malditos do inferno.



Inquisidor - Alexander Ivanov





Se o Sabá quer destruir o mal e existem ferramentos mais eficazes para fazê-lo rapidamente, porque não usar? Alexander é essa ferramenta. O especialista em armas de fogo e poder bruto da Inquisisão de Berlim acrescentou muito na caça moderna, é o membro mais novo da Inquisição do Sabá mas está longe de ser ineficaz. Alexander é um Brujah Antitribu conhecedor da guerra moderna, sujeito confiante demais e talvez isso um dia seja sua ruína, mas até essa noite chegar, ele aproveita a autoridade que lhe foi concebida.
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Re: As Noites Finais - Capítulo I: A Sociedade da Luz

Mensagem por Black Thief em Sab Jun 16, 2018 9:07 pm

Termática:

Ação, Terror, Suspense, Sobrenatural

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Re: As Noites Finais - Capítulo I: A Sociedade da Luz

Mensagem por Black Thief em Sab Jun 16, 2018 9:58 pm

Friedrich Von Karnstein:
Pontos de Sangue: 9/15
Força de Vontade: 7/7
Vitalidade: OK

Trilha Sonora:

1º Noite - Domingo - 21:20

Friedrich despertava de um longo dia de sono. A primeira coisa que ele conseguia escutar com sua audição extremamente aguçada era o som da leve chuva e o vento lá fora. O quarto estava completamente escuro, nem mesmo sua visão aguçada lhe dava total clareza do ambiente, era apenas um breu, mas ele sabia que o interruptor estava logo em cima da cama. Facilmente ele estendia seu braço e acendia a luz amarelada e fraca pendurada por uma fiação mal acabada e exposta no teto. As paredes estavam amareladas, era um papel de papel de parede, nos cantos do quarto havia infiltração e algumas rachaduras no centro, indicando que aquele quarto era uma velharia de mal gosto. O mesmo se dava com o chão, ao se levantar ele pôde ver um rato que se assustara com seus pés e rapidamente corria para algum canto escuro que não era afetado pela luz ruim.

Havia um armário com as roupas do nazista, o armário parecia ser dos anos 80, qualidade de primeira na época para ter durado até aqui, mas certamente seria derrubado facilmente por qualquer um que quisesse descontar sua raiva ou frustração. Logo, ele ouvia o bater da porta, estava na casa de Karina Van Dort. Karina era uma Toreador Antitribu, uma sacerdote e anciã atualmente sem bando, que a poucas noites havia despertado Friedrich do torpor, mas pouco o Tzimisce sabia sobre ela além de que ela estava sendo paga por alguém para que Friedrich fosse instruído. Karina não disse qual era a moeda de troca que o seu "patrono" estava lhe debitando, da mesma forma, não disse quem era esse patrono, tudo o que ela havia lhe dito é que nada lhe diria até ela achar conveniente. Ao menos ela era sincera. Ela também disse a Friedrich que se não quisesse a ajuda dela, poderia ir embora e dar "seus pulos", mas anos a frente sem nenhuma orientação não parecia algo sábio a se fazer e de todo, Karina não era uma mentora ruim, mas era muito adepta do "merecer para ter" e por isso ela dava a ele um pequeno quarto velho do grande porão enquanto ela ainda tinha uma mansão para desfrutar do conforto, ela dizia ser um incentivo para que ele começasse a construir seu próprio lar.

Como prova de que era um Sabá Verdadeiro, ela recitou o Código de Milão para o Tzimisce e contou à ele um dos códigos de reconhecimento que a Espada de Caim utilizava para identificar alguns Oasis.

Quando Friedrich abria a porta, Karina surgia, ela era uma mulher bonita, embora não tão bela.

Karina Van Dort - Aparência 3:

- Boa noite querido, estamos prontos para o progresso da escuridão de hoje?

Seu ramo artístico, até onde ele sabia, era o mesmo que o de Friedrich, ela adorava fazer molduras de carne e ossos. Não se sabe se o "patrono" havia escolhido Karina para instruir Friedrich por isso, mas isso ajudava os dos Cainitas a terem assuntos agradáveis que não os assuntos do Sabá o tempo todo. Karina já havia mostrado algumas obras à Friedrich e ela tinha um ótimo perfil para ser uma Tzimisce, se ela conhecesse o dom da Vicissitude, ela faria seus trabalhos com mais agilidade, porém, para ela, o caminho era mais agradável que o resultado final e se obtivesse a Vicissitude não seria para aplicar em sua arte, não que Friedrich tivesse insinuado ensinar à ela a Disciplina, mas o assunto surgira como um agradável bate-papo.

Rolagem:
Friedrich Von Karnstein rolou 1 dados de 10 lados com dificuldade 1 para Pontos de Sangue e obteve: 4 + Nível da Geração
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Re: As Noites Finais - Capítulo I: A Sociedade da Luz

Mensagem por Undead Freak em Sab Jun 16, 2018 10:32 pm

O quarto era frio... Frio como um túmulo. O ar era úmido, estagnado e carregado de bolor. Seria fácil para um mortal adoecer naquele quarto. Por sorte Friedrich não precisava mais respirar; e ele agradeceu mentalmente a isso quando acendeu a luz. Aquele desagradável brilho amarelo dissipou a penumbra subitamente, o que incomodou seus olhos por um instante.

-- Scheiße! -- Friedrich tinha uma visão aguçada e, consequentemente, um tanto sensível.

O papel de cor amarelada descascava das paredes. Haviam infiltrações, goteiras e fios elétricos expostos, em péssimas condições de manutenção. O armário, que aparentemente era tão velho quanto a casa, resistia de forma espantosa a degradação temporal. Assim que Friedrich se levantou e tocou o chão com os pés, uma enorme ratazana passou apavorada, procurando refúgio em algum canto ou embaixo de algum móvel, onde a penumbra ainda reinava, livre do brilho cor de mostarda que tomava o quarto.

"Seria essa a minha janta?"
, chegou a pensar o ex-nazista, enquanto ainda analisava o seu "quarto" com feições duras e carrancudas.

Nessa hora ele chegou a pensar se Karina era mesmo uma fervorosa adepta da meritocracia ou estava apenas brincando com ele. Ela o salvou do torpor e o acolheu, mas não lhe disse a razão. Disse apenas que o instruía porque estava sendo paga para isso. Paga como e por quem ela não disse e, segundo ela, não dirá até que ela julgue valer a pena.

"Ao menos ela é sincera"
, pensou o Tzimisce. "...Sincera até demais".

Obviamente ele não era obrigado a acatar as condições dela. Ela deu a ele a opção de se virar por conta própria, falando de um jeito educado que ele podia concordar com as condições ou ir à puta que lhe pariu. O torpor havia o deixado inativo durante muitas décadas. Definitivamente não seria sábio recusar a ajuda de uma anciã; mesmo que fosse uma ajuda paga por um estranho. Friedrich pensou bem e concluiu que começar do zero e ter um porão fedegoso como incentivo para "fazer por merecer" não é algo tão ruim assim.

A análise do ambiente, que era feita toda vez a cada despertar, com o mesmo tom de repulsa estampado nos olhos fora interrompido e, após trocar de roupa e se arrumar, recuperando um pouco de sua antiga dignidade, Friedrich abriu a porta para se encontrar com a anciã. Novamente o ranger da madeira velha foi tão alto que fez seus ouvidos doerem -- como nas noites anteriores desde o seu retorno do torpor.

-- Boa noite querido, estamos prontos para o progresso da escuridão de hoje?

-- Certamente, minha senhora. Quais são suas instruções para esta noite?

O Tzimisce não tinha perdido a sua educação, tampouco o seu bom senso. Embora não fosse uma situação exatamente agradável, ele não era estúpido a ponto de desrespeitar uma anciã -- principalmente uma que, de um jeito ou de outro, está ajudando ele.

Friedrich pensou que seria mais uma noite voltada para a arte das esculturas -- um interesse que ambos tinham em comum --, no entanto se calou e não falou mais do que o necessário, aguardando a resposta de Karina.

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Re: As Noites Finais - Capítulo I: A Sociedade da Luz

Mensagem por Black Thief em Sab Jun 16, 2018 11:01 pm

Friedrich Von Karnstein:
Pontos de Sangue: 9/15
Força de Vontade: 7/7
Vitalidade: OK

Trilha Sonora:

1º Noite - Domingo - 21:20

Karina logo ajeitava os sedosos cabelos com as costas das mãos enquanto respondia ao cumprimento do Tzimisce:

- Não se incomode com esse tratamento, por favor, não sou sua Senhora pois não lhe dei o Abraço e menos ainda sou sua Mestra, embora eu compreenda que sejam apenas seus bons modos falando, levo a sério o Código de Milão. Chame-me como se sentir confortável, conquanto que respeite-me como Cainita.

E após falar isso, ela dizia:

- Me acompanhe.

Assim que Friedrich o fizesse e fechasse a porta de seu quarto, Karina o guiava pelo grande porão que mais parecia um hall de mansão cheio móveis e quinquilharias cobertos por grandes cobertores empoeirados. Eles cruzavam aquele hall e seguiam escadaria acima onde cruzavam uma porta que tinha uma aparência bem melhor que a porta de seu próprio quarto. Assim, o corredor estreito, escuro, e murcho da escadaria do porão dava lugar a uma clara cozinha de arquitetura moderníssima e grande.

Cozinha:

Eles então passavam pela cozinha onde chegavam a uma grande sala de estar, com não tão estranhos aparelhos eletrônicos, apenas muito mais avançados do que em sua época.

Sala de estar:

A sala de estar certamente era luxuosa, confortável e agradável de se habitar, se isso era assim imaginasse como seriam os quartos? Mas como Karina já havia dito, aquela era uma recompensa que Frederich teria de ganhar por si mesmo. Ela indica a poltrona ou o sofá para que o Tzimisce se sentasse e ela diz:

- Fique à vontade, se estiver com fome poderemos caçar juntos logo, mas antes de qualquer coisa, precisamos discutir o seu futuro. Podemos começar com aquela pergunta tão comum que o gado faz aos outros: Como quer estar daqui a cinco anos? Então me diga para que melhor possa guia-lo, senhor Von Karnstein, quais são os seus objetivos?

Karina parecia estar à vontade em seu habitat, ela sentava-se com uma perna para fora do sofá com o pé tocando delicadamente o chão, sentada na outra perna, apoiando seu cotovelo em cima do braço do sofá com a outra mão pousada sobre o colo olhando fixamente ao Tzimisce como se fossem amigos discutindo seus sonhos e ambições.

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Re: As Noites Finais - Capítulo I: A Sociedade da Luz

Mensagem por Undead Freak em Dom Jun 17, 2018 1:45 am

-- Não se incomode com esse tratamento, por favor, não sou sua Senhora pois não lhe dei o Abraço e menos ainda sou sua Mestra, embora eu compreenda que sejam apenas seus bons modos falando, levo a sério o Código de Milão. Chame-me como se sentir confortável, conquanto que respeite-me como Cainita.

-- Que assim seja então, Frau Karina.

-- Me acompanhe.

Friedrich foi conduzido por Karina através do que podia ser chamada de continuação do porão. Era um hall de tamanho considerável, embora de aspecto igualmente maltratado, como o quarto improvisado do Tzimisce. Haviam ali móveis e outras velharias cobertas por cobertores empoeirados e sujos, mas a visão desagradável daquele cômodo não durou muito. Karina conduziu seu protegido por uma escada que dava em uma porta de aspecto um tanto mais atraente, e após cruzá-la houve um breve e estreito corredor, dando acesso a cozinha.

"Wunderbar...", pensou o Tzimisce, tentando manter a admiração para si.

A cozinha destoava completamente do resto da casa -- principalmente do velho porão. Era bonita e suas instalações pareciam altamente modernas, embora Friedrich não pudesse concluir nada com certeza, afinal a lacuna temporal o deixava um tanto inseguro e cauteloso quanto ao progresso tecnológico do mundo.

A sala, isto é, o aposento seguinte, realmente fez os olhos de Friedrich brilharem. Havia ali coisas que ele sequer podia comparar com o que havia em sua época, coisas que ele sequer conhecia. A vista era fascinante e parecia que ele havia cruzado um portal para outra dimensão, deixando aquela velha mansão vitoriana completamente para trás.

-- De fato é um aposento impressionante, meine Frau. Meus parabéns!

Friedrich chegou a indagar para si como seriam os demais aposentos daquele luxuoso refúgio, mas logo lembrou que não seria fácil merecer um local como aquele nas primeiras noites. Karina tinha suas regras, e por agora ele não poderia fazer nada além de jogar o jogo dela, se limitando a sentar no sofá quando ela lhe indicou com um gesto a permissão para fazê-lo.

-- Fique à vontade, se estiver com fome poderemos caçar juntos logo, mas antes de qualquer coisa, precisamos discutir o seu futuro. Podemos começar com aquela pergunta tão comum que o gado faz aos outros: Como quer estar daqui a cinco anos? Então me diga para que melhor possa guiá-lo, senhor Von Karnstein, quais são os seus objetivos?


O Tzimisce nada podia cobiçar. Ele estava em outra época, sem ideia do que aconteceu e do que vai acontecer. Ele agora estava a mercê de uma anciã que era instruída por alguém que ele não conhecia a poupá-lo e guiá-lo. Naquele momento, a simples ideia de sobreviver parecia atraente o bastante para ele.

-- Talvez a minha resposta venha a decepcioná-la, Frau Karina, mas acredito que ela seja previsível o bastante para não surpreendê-la. Eu despertei em seus domínios, depois de décadas de torpor. Eu nada sei do destino do meu criador, tampouco me recordo com precisão de minhas últimas noites antes desse longo sono. Durante a minha ausência, o mundo avançou enquanto eu permaneci estagnado, e agora tenho dificuldades de me adaptar e me emparelhar nessa corrida.

Friedrich fez uma pausa, deu um longo suspiro e, após permanecer em silêncio por um segundo ou dois encarando o chão, prosseguiu.

-- Existem coisas nesse cômodo que eu sequer posso chamar por nome. Alguns não possuem sequer uma mera semelhança com nada que eu tenha visto. A coisa mais moderna que lembro ter visto foi um Panzerkampfwagen VII, com um canhão de 88mm. Concluindo: eu nada de glorioso posso ambicionar por agora. Preciso avançar os poucos, e o ponto de partida para isso é simplesmente procurar sobreviver nessas noites alienígenas. Por agora a única coisa que posso fazer é continuar a exercer meu propósito, isto é, auxiliar o Sabá como eu puder. Se for do teu agrado me incluir em um novo bando que liderar, eu de bom grado aceitarei. Será um prazer auxiliá-la da melhor forma que eu puder, Frau Karina.

O Tzimisce não esperava que essas palavras influenciassem algo de positivo em Karina, pois ele mesmo não achava que foram palavras relevantes o bastante para sequer se justificar, mas havia sido uma resposta lógica. Nas atuais circunstâncias, ele nada poderia fazer além de dar um passo de cada vez. Ele apenas poderia supor que, sendo Karina uma anciã, ela poderia compreendê-lo, já que para ela a virada dos séculos deve ser igualmente dura -- mesmo desperta.

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Re: As Noites Finais - Capítulo I: A Sociedade da Luz

Mensagem por Black Thief em Dom Jun 17, 2018 9:57 am

Friedrich Von Karnstein:
Pontos de Sangue: 9/15
Força de Vontade: 7/7
Vitalidade: OK

Trilha Sonora:

1º Noite - Domingo - 21:20

Friedrich escreveu:-- De fato é um aposento impressionante, meine Frau. Meus parabéns!

- Obrigada, meu querido, não foi muito difícil conquistá-la. Mais tarde o direi como fiz.

Friedrich escreveu:-- Talvez a minha resposta venha a decepcioná-la, Frau Karina, mas acredito que ela seja previsível o bastante para não surpreendê-la. Eu despertei em seus domínios, depois de décadas de torpor. Eu nada sei do destino do meu criador, tampouco me recordo com precisão de minhas últimas noites antes desse longo sono. Durante a minha ausência, o mundo avançou enquanto eu permaneci estagnado, e agora tenho dificuldades de me adaptar e me emparelhar nessa corrida. Existem coisas nesse cômodo que eu sequer posso chamar por nome. Alguns não possuem sequer uma mera semelhança com nada que eu tenha visto. A coisa mais moderna que lembro ter visto foi um Panzerkampfwagen VII, com um canhão de 88mm. Concluindo: eu nada de glorioso posso ambicionar por agora. Preciso avançar os poucos, e o ponto de partida para isso é simplesmente procurar sobreviver nessas noites alienígenas. Por agora a única coisa que posso fazer é continuar a exercer meu propósito, isto é, auxiliar o Sabá como eu puder. Se for do teu agrado me incluir em um novo bando que liderar, eu de bom grado aceitarei. Será um prazer auxiliá-la da melhor forma que eu puder, Frau Karina.

- Oh, Mann Friedrich, não esperava tê-lo como meu auxiliar, não direi que não, mas preciso refletir se este é mesmo o melhor caminho para ti. Por agora, vamos nos focar em nos informar sobre seu criador, saber procurar por informações faz parte de sua adaptação. Aguarde um instante, sim?

Assim, Karina se levantava do sofá e caminhava até algum outro cômodo da direção contrária à cozinha, atrás do sofá ao qual estavam sentados. Ela demora cerca de poucos minutos e logo voltava com uma placa prateada, algum metal talvez. Ela novamente sentava-se ao lado de Friedrich, porém mais perto do que antes, praticamente lado a lado. Ela pousava a placa em seu colo e abria a mesma como se fosse uma espécie de livro, porém na posição vertical, revelando um estranho vidro negro e abaixo vários botões com letras e simbolos. Ela apertava um botão especifico ao campo superior esquerdo e logo luzes começavam a emitir daquele vidro que se revelava uma tela e um estranho simbolo logo surgia.

Simbolo:

E assim, Karina dizia:

- Isto, querido, é algo que já existia em nosso tempo de nacionais socialistas, porém, no meio da Guerra do Führer, e fora muito aprimorado com o passar dos anos. É o resultado de um trabalho que os Aliados desenvolveram para conseguir decodificar suas transmissões secretas da Enigma e a Alemanhã só descobriu tarde demais. Esta é a filha de um dos seus piores inimigos, a Máquina de Alan Turing e agora será sua mais precioso aliado, o Computador Pessoal. Muitos chamam de PC, ou só Computador. Este é um modelo portátil chamado de Notebook, não se engane só por ser portátil, ele tem altas capacidades e dependendo do modelo que conseguir pode até ser melhor que muitos modelos maiores. Uma ideia básica da tecnologia que ainda não mudou é, quanto menor for o aparelho, mais sofisticado ele é.

Logo, a tela mudava para um imagem no minimo estranha.

Imagem:

- Esta imagem é de um filme depois de sua era, chamado de "Centopéia Humana", um filme que muitos gados repudiam embora o considerem um clássico, é uma pequena fonte de inspiração se me perguntar. Podemos assisti-lo juntos se tiver interesse.

Ela então mexia no chamado notebook e enquanto ela mexia no mesmo, uma pequena seta branca se mexia junto, ela estava obviamente comandando aquela seta através do notebook e ela então fazia a seta seguir até um icone que era uma esfera parte vermelha, amarela, e verde com o centro azul e então uma tela branca se abria com uma caixa para que ela digitasse, e ela o faz enquanto explicava:

- Agora, deixe-me lhe apresentar a sua maior fonte de informação e pesquisa: A Internet. Você DEVE aprender a dominá-la pois agora o mundo gira em torno dela, mas, não seja ingenuo, nem toda a informação que ler será verídica, você deve ter discernimento para saber pesquisar o suficiente até chegar na fonte verdadeira de sua informação, e para uma breve nostalgia para ti... Veja isso.

Karina então digitava naquela caixa de espaço "Youtube" e logo um numero de imagens aleatórias surgia e em outra caixa ela digitava "Triumph des Willens", ela clicava na imagem que Friedrich certamente reconhecia do filme lançado por Levi a mando do Fuher, só que numa qualidade de imagem muito superior à de sua época e logo começou a rodá-lo.

- Pois é... Eles preservaram esta relíquia. História é algo muito importante, os humanos hoje em dia a procuram muito, então lembre-se. Em hipótese alguma, revele sua afiliação partidária daquele tempo. Você irá virar uma pária mesmo entre muitos Cainitas, principalmente o Sabá e pode ser morto sem que ninguém saiba, quem sabe até diablerizado e sem direito a uma Monomancia. Se puder, esqueça completamente o que era, queime tudo o que tiver daqueles tempos áureos, assim como eu mesma fiz.
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Re: As Noites Finais - Capítulo I: A Sociedade da Luz

Mensagem por Undead Freak em Dom Jun 17, 2018 12:24 pm

-- Oh, Mann Friedrich, não esperava tê-lo como meu auxiliar, não direi que não, mas preciso refletir se este é mesmo o melhor caminho para ti. Por agora, vamos nos focar em nos informar sobre seu criador, saber procurar por informações faz parte de sua adaptação. Aguarde um instante, sim?

Karina fora de certa forma gentil. Aquilo surpreendeu Friedrich um pouco, o que o levou a pensar que ele talvez fosse muito rígido consigo mesmo. Não obstante, o fato de exigir o melhor de si em todas as circunstâncias nunca fora vista por ele como algo negativo; muito pelo contrário.

A sua tutora retorna com algo em mãos. Uma espécie de placa de metal em formato retangular, de dimensões aproximadas de quarenta centímetros de altura por sessenta e cinco centímetros de largura. O Tzimisce encara aquele estranho objeto, mas se surpreende ainda mais com a aproximação de Karina, que senta ao seu lado, praticamente encostando nele enquanto deposita o estranho objeto em seu colo. A presença da anciã, assim tão próxima dele, é ao mesmo tempo prazerosa e inquietante. É como estar próximo de um animal belo e exótico da natureza, mas ao mesmo tempo saber que tal proximidade é perigosa e pode gerar resultados imprevisíveis.

Antes que pudesse indagar-se ainda mais ou mesmo comentar algo, Karina expande verticalmente uma placa do objeto, que se revela um dispositivo tecnológico. A parte expandida era como um espelho negro, similar a um cristal, que refletia o rosto da dupla cainita e, com alguma precisão, o cenário por trás deles. A parte de baixo era uma espécie de painel. Vários botões contendo números, letras e símbolos de pontuação.

"Certamente adaptado para a língua inglesa, que Karina fala muito bem. Não há presença do beta e de outras peculiaridades ortográficas de minha língua natal..."

E então Karina aperta um dos potões naquele diminuto painel, ligando o dispositivo que exibe um estranho símbolo na tela. Durante a guerra tanto Friedrich quanto o Doutor Mengele ouviram sobre algo interessante chamado televisão, mas nas circunstâncias em que se encontravam eles jamais tiveram o luxo de desfrutar tal aparelho.

"Vejo... Uma suástica oculta nesses blocos?"


-- Isto, querido, é algo que já existia em nosso tempo de nacionais socialistas, porém, no meio da Guerra do Führer, e fora muito aprimorado com o passar dos anos. É o resultado de um trabalho que os Aliados desenvolveram para conseguir decodificar suas transmissões secretas da Enigma e a Alemanhã só descobriu tarde demais. Esta é a filha de um dos seus piores inimigos, a Máquina de Alan Turing e agora será sua mais precioso aliado, o Computador Pessoal. Muitos chamam de PC, ou só Computador. Este é um modelo portátil chamado de Notebook, não se engane só por ser portátil, ele tem altas capacidades e dependendo do modelo que conseguir pode até ser melhor que muitos modelos maiores. Uma ideia básica da tecnologia que ainda não mudou é, quanto menor for o aparelho, mais sofisticado ele é.

-- Entendo... Então esse aparelho é, entre outras coisas, o aprimoramento de um dispositivo de criptografia... Fascinante!


Friedrich tentava assimilar aquilo o melhor que podia, procurando encaixar tudo na lógica rudimentar de uma época que a muito se foi. O aparelho novamente exibe uma nova imagem nessa sua pequena televisão embutida, surpreendendo-se ainda mais.

-- Uma arte dentro de um dispositivo... Uma arte como a nossa arte... Meine Frau, acredito que acabei de ficar fascinado por essa nova assim chamada tecnologia. Tudo indica que é um aparelho deveras poderoso e maravilhoso para ser ignorado.

-- Esta imagem é de um filme depois de sua era, chamado de "Centopéia Humana", um filme que muitos gados repudiam embora o considerem um clássico, é uma pequena fonte de inspiração se me perguntar. Podemos assisti-lo juntos se tiver interesse.

-- Qualquer coisa feita em sua companhia será muito prazerosa para mim; além disso, não perderia uma chance de desbravar qualquer coisa que essa nova era tenha oferecer a mim.

Friedrich reparou que uma espécie de seta branca surgia no espelho negro, como uma flecha minúscula. Ele não compreendia bem o que acontecia intimamente com aquela máquina tão nova para ele, mas deduziu que a flecha estava sendo controlada por Karina, pela forma que suas mãos se mexiam naquele painel de pequenos botões. A flecha se locomoveu até uma pequena imagem semelhante a uma esfera com várias cores e, de repente, uma espécie de clarão toma conta do espelho negro. Era branco, branco como a página de um livro com uma formatação um pouco caótica.

-- Agora, deixe-me lhe apresentar a sua maior fonte de informação e pesquisa: A Internet. Você DEVE aprender a dominá-la pois agora o mundo gira em torno dela, mas, não seja ingenuo, nem toda a informação que ler será verídica, você deve ter discernimento para saber pesquisar o suficiente até chegar na fonte verdadeira de sua informação, e para uma breve nostalgia para ti... Veja isso.

O Tzimisce então viu ela escrever no espelho negro uma palavra com o uso do painel. A palavra era: Youtube. O seu inglês traduziu a palavra de uma forma um tanto esquisita em sua mente, mas ele não pôde refletir muito sobre isso, pois em uma espécie de barra ele viu Karina digitar em claro e bom alemão: Triumph des Willens -- O Triunfo da Vontade. A tela branca, semelhante a um livro caótico começou a operar como o que Friedrich entendia como televisão, e então ele assistiu, notando a coloração preta e branca da época, o filme propaganda do Führer.

-- Ah... -- Friedrich suspirou, como se sua cabeça doesse. Ele fechou os olhos e, por um momento, sentiu sua seu corpo mole. Suas pernas estavam bambas e, se ele não estivesse sentado, poderia ter caído. -- Eu estava lá... Eu vi isso acontecer. Foram dias de glória. A glória de ser mais um unbekannter soldat, mais uma engrenagem da grande máquina de expansão. Agora é bizarro, bizarro de se ver. Eu estava lá...

A reprodução do dispositivo desembaçaram a maioria das memórias de Friedrich que estavam tomadas e ocultas por uma espécie de névoa mental. As experiências no campo, acordar todas as manhãs colocando o uniforme das SS, os combates, os treinamentos e a fuga... Tudo aquilo veio ao mesmo tempo, em um misto violento de informações, forte como um soco na cara. A mente do Tzimisce voltou a funcionar de forma rápida e plena, como se antes estivesse atrofiada e agora voltava a funcionar corretamente.


-- Pois é... Eles preservaram esta relíquia. História é algo muito importante, os humanos hoje em dia a procuram muito, então lembre-se. Em hipótese alguma, revele sua afiliação partidária daquele tempo. Você irá virar uma pária mesmo entre muitos Cainitas, principalmente o Sabá e pode ser morto sem que ninguém saiba, quem sabe até diablerizado e sem direito a uma Monomancia. Se puder, esqueça completamente o que era, queime tudo o que tiver daqueles tempos áureos, assim como eu mesma fiz.

Friedrich se recompôs. A voz da anciã parecia ter um efeito anestésico. Ele gostava de ouvi-la falar. Era mais fácil tornar-se razoável nessas condições.

-- O nazista era um homem, e o homem está morto
-- começou Friedrich, se recompondo. -- O que restou daquele homem foi um monstro. Um monstro que não pode morrer como os homens comuns. Nem mesmo aparência daquele homem existe mais. O que está diante de ti é algo totalmente diferente.

Nesse momento Friedrich tocou seus cabelos longos e negros, que antes eram curtos e loiros, como se buscasse evidência para suas palavras.

-- Eu sou um monstro. Eu sou um Tzimisce. Eu sou um Sabá. Isso me resume... Estou aqui a serviço da seita e, como disse antes, estou apto a lhe ajudar como puder, se esta for tua vontade, Frau Karina.


Foram tempos de glória, mas esses tempos estão mortos. Friedrich, o mortal, está morto. O que existe agora é Friedrich, o Tzimisce do Sabá. Não será da noite para o dia que o processo de dissolver a persona que Friedrich fora será feito totalmente, mas ele está completamente ciente de que precisa ser feito.

-- Frau Karina, -- Disse ele, se levatando de repente e com um sorriso no rosto -- estou pronto para ser dos teus soldados agora -- terminando então com uma reverência para a anciã.

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Re: As Noites Finais - Capítulo I: A Sociedade da Luz

Mensagem por Black Thief em Dom Jun 17, 2018 1:49 pm

Friedrich Von Karnstein:
Pontos de Sangue: 9/15
Força de Vontade: 7/7
Vitalidade: OK

Trilha Sonora:

1º Noite - Domingo - 21:20

O Tzimisce se deliciava com as coisas que Karina lhe mostrava, era como um mundo novo, porém ele sabia que no final era o mesmo mundo sombrio e egoísta a qual sempre viveu. Karina esboçava sorrisos de satisfação à medida que Friedrich se mostrava interessado e surpreso com as coisas que ela lhe mostrava e o Tzimisce começava a enxergar o potencial que todas aquelas coisas eram capazes de fazer abrindo um amplo leque de possibilidades. Ao final de tudo, ela responde:

- Ótimo, então não teremos problemas! Agora começo a entender porque nosso Patrono me escolheu para tutela-lo, são raros aqueles com minha idade se interessarem pelo mundo moderno e temos muito em comum para nos darmos bem. Teremos uma ótima experiência, você e eu.

Ela dá uma pausa e diz fechando o Notebook:

- Há muita coisa a ser mostrada através deste aparelho, ficaríamos noites e noites intermináveis até eu lhe mostrar tudo o que é de interessante, sendo assim, deixarei para que o senhor sacie sua curiosidade quando tiver o seu próprio Notebook.

Karina então se levantava com o aparelho e dizia:

- Vamos sair, precisamos começar a sua instalação em Black River, mas devemos tomar cuidado, a Espada está em luta contra a Torre de Marfim por seu domínio, devemos ser discretos e sagazes. Vamos conseguir a sua casa para que tenha suas próprias regras e saia do meu porão, o senhor não é o único a estar desconfortável por morar lá. Á medida que fizermos esta tarefa irá observar, aprender e agir, e eu ficarei em sua companhia lhe observando, aconselhando e garantindo que nada saia do nosso controle. Ist das gut für dich?
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Re: As Noites Finais - Capítulo I: A Sociedade da Luz

Mensagem por Undead Freak em Dom Jun 17, 2018 2:09 pm

-- Ótimo, então não teremos problemas! Agora começo a entender porque nosso Patrono me escolheu para tutela-lo, são raros aqueles com minha idade se interessarem pelo mundo moderno e temos muito em comum para nos darmos bem. Teremos uma ótima experiência, você e eu.

Karina então se levanta, deixando de lado o notebook. Friedrich percebe que agora o espelho negro era novamente baixado, alinhando-se com o painel e tomando sua forma original, semelhante a um livro fechado visto de outra posição.

-- Há muita coisa a ser mostrada através deste aparelho, ficaríamos noites e noites intermináveis até eu lhe mostrar tudo o que é de interessante, sendo assim, deixarei para que o senhor sacie sua curiosidade quando tiver o seu próprio Notebook.

-- Sim. Acredito que será um bom exercício. Isso me estimulará a não ficar acomodado, como muito dos antigos da Camarila fazem. Ter carniçais é interessante, mas é muito mais saboroso ter o poder em suas mãos do que usá-lo indiretamente através de vassalos.

Nessa hora Friedrich teve a impressão de era exatamente isso. Karina não queria que ele ficasse acomodado. Ele não podia ter certeza das intenções dela, mas certamente julgou que ela seria ainda mais digna de sua simpatia caso fosse essa a verdade. Ela estava fazendo muito bem o seu trabalho como tutora.

-- Vamos sair, precisamos começar a sua instalação em Black River, mas devemos tomar cuidado, a Espada está em luta contra a Torre de Marfim por seu domínio, devemos ser discretos e sagazes. Vamos conseguir a sua casa para que tenha suas próprias regras e saia do meu porão, o senhor não é o único a estar desconfortável por morar lá. Á medida que fizermos esta tarefa irá observar, aprender e agir, e eu ficarei em sua companhia lhe observando, aconselhando e garantindo que nada saia do nosso controle. Ist das gut für dich?

-- Jawohl! Alles Klar, meine Frau!
-- disse Friedrich, com um sorriso simpático. O Tzimisce agora se sentia mais confiante e mais disposto a encarar ruas desconhecidas de um mundo que a muito se esqueceu dele.

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Re: As Noites Finais - Capítulo I: A Sociedade da Luz

Mensagem por Black Thief em Seg Jun 18, 2018 9:50 pm

Friedrich Von Karnstein:
Pontos de Sangue: 9/15
Força de Vontade: 7/7
Vitalidade: OK

Trilha Sonora:

1º Noite - Domingo - 21:20

Friedrich escreveu:-- Sim. Acredito que será um bom exercício. Isso me estimulará a não ficar acomodado, como muito dos antigos da Camarila fazem. Ter carniçais é interessante, mas é muito mais saboroso ter o poder em suas mãos do que usá-lo indiretamente através de vassalos.

Karina assentia diante a resposta do Tzimisce e complementa:

- Carniçais são ferramentas, e nas mãos de leigos de nada servem.

E após o demônio concordar com a ideia de Karina, a mesma o diz para acompanhá-la. Eles passavam pelo sofá indo em direção a uma grande porta dupla, ao que parecia, a entrada. Ela deixava o notebook em uma mesinha ao lado de um vazo com desenhos orientais e seguia para a grande porta, ela abria a mesma e logo eles saíam para o lado frontal da mansão de Karina.

Exterior frontal da mansão:

Era um local calmo, pacífico. Friedrich podia ver que era como um paraíso pessoal, não havia vizinhança, mas havia a estrada, ao longe, não muito distante, podia ver a cidade, a pé daria uma hora de caminhada, de carro uns quinze minutos, talvez menos, mas o lado bom daquele local é que ele era isolado da sociedade. Logo ao sair, Friedrich podia ver dois homens grandes e fortes ao lado da porta dupla, usavam óculos escuros, provavelmente eram os guardas do local. Karina então contornava a área frontal da mansão até uma espécie de galpão, porém, era um galpão também muito bonito. Karina tirava do bolso um pequeno aparelho e apertava um botão, assim, imediatamente a porta do galpão começara a se erguer automaticamente de forma silenciosa e suave até evidenciar algumas coisas que Friedrich claramente identificava como veículos. Em seu tempo haviam veículos, carros, motos, é claro, mas eram todos muito robustos, esses veículos além de pareceram mais lisos, e até mesmo bonitos, pareciam ter algo em sua estética que o tornava mais desejáveis.

Dentro da Garagem:







Karine então com um sorriso perguntava:

- Então, com qual desses você acha que devemos seguir?

E aguardava a resposta do Tzimisce.
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Re: As Noites Finais - Capítulo I: A Sociedade da Luz

Mensagem por Undead Freak em Seg Jun 18, 2018 10:31 pm

Como pedido, Friedrich acompanhou sua mentora, sendo conduzido até a entrada principal. O breve trajeto até as portas duplas que dariam acesso a área exterior da propriedade deixou mais uma vez claro que a anciã tinha bom gosto, conforme Friedrich percebia pequenos detalhes, ornamentos e objetos de decoração.

"Igualmente estonteante!"
, pensou o Tzimisce, enquanto avaliava a arquitetura externa da construção. O local lhe transmitia paz e, em um impulso inconsciente, que ainda carregava um resquício débil de humanidade, Friedrich inspirou fundo o ar, como se nele houvesse algo mágico que lhe aquecesse o coração ou entorpecesse a mente, dando-lhe uma sensação de plenitude semelhante ao que eremitas sentiam nos locais mais ermos. Essa comparação mental foi ainda mais acentuada quando ele se deu conta de que não havia uma vizinhança ao redor, apenas uma estrada que seguia em direção a cidade. Era um verdadeiro santuário cainita, isolado de toda a influência mundana dos homens.

Friedrich examinou a estrada. Seria muito mais rápido alcançar a cidade de carro, mas o local à luz do luar era tão belo que ele não se importaria em caminhar, assimilando e saboreando cada ínfimo detalhe do ambiente -- ainda que, talvez, não fosse exatamente a alternativa mais prudente.

O Tzimisce demorou um pouco a notar que haviam dois homens na entrada, cada um de um lado da porta. Eram seguranças, obviamente, e também mais uma pista sobre a extensão de recursos que Karina possuía.

"A menos que sejam carniçais", indagou a si. No entanto, era um detalhe indiferente e ele decidiu não perder tempo com isso, voltando a seguir Karina, que agora contornava a área até um galpão de arquitetura igualmente bela e dimensões notáveis, embora fosse bem menor que a residência em si.

Friedrich novamente presenciou algo um tanto fascinante. A extensa e retangular porta do galpão, que aparentava ser um tanto pesada, ergue-se como que por mágica. Aquela grossa chapa de metal pareceu levitar assim que Karina tirou um pequeno dispositivo do bolso, do tamanho de um chaveiro e pressionou um botão que havia nele. Não fora algo tão impressionante quanto a "pequena televisão de vários usos", que ela chamava de notebook, mas serviu para esclarecer ainda mais a expansão assombrosa da tecnologia, assim como o seu emprego até mesmo nas tarefas mais ordinárias e corriqueiras.

Ainda admirado, ele cruzou a chapa que "levitava", apenas para novamente se espantar. Haviam carros, muitos carros dentro do galpão. Friedrich havia visto carros, motos, veículos blindados, tanques, aviões de combate e tudo mais; carros não eram exatamente uma novidade para ele. No entanto havia uma beleza peculiar nesses modelos modernos. Era como se intuitivamente fosse possível atestar seu conforto superior, sua ignição mais majestosa e sua potência e agilidades inigualáveis.

-- Então, com qual desses você acha que devemos seguir? -- perguntava a anciã. Friedrich via um sorriso simpático e comum, mas se recusava a crer que não houvesse um quê de orgulho oculto naqueles belos lábios.

-- A noite está bela e parece estar em harmonia conosco e com todo o ambiente
-- disse Friedrich, em tom quase reflexivo. -- Não devemos macular as sombras que nos acolhem -- concluiu, por fim, se aproximando do carro negro que ostentava uma insígnia semelhante a um trevo metálico de três lâminas.

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Re: As Noites Finais - Capítulo I: A Sociedade da Luz

Mensagem por Arcebispo Altobello em Ter Jun 19, 2018 1:29 pm

Me vê uma vaga?

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Re: As Noites Finais - Capítulo I: A Sociedade da Luz

Mensagem por Black Thief em Ter Jun 19, 2018 1:37 pm

claro! Manda ficha por MP. Peculiaridades apenas: forca de vontade limitada inicialmente a 7 e 7 pontos de defeito no máximo. Ficha neófito normal.
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Re: As Noites Finais - Capítulo I: A Sociedade da Luz

Mensagem por Arcebispo Altobello em Ter Jun 19, 2018 2:09 pm

Enviado.

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Re: As Noites Finais - Capítulo I: A Sociedade da Luz

Mensagem por Black Thief em Ter Jun 19, 2018 11:00 pm

Friedrich Von Karnstein:
Pontos de Sangue: 9/15
Força de Vontade: 7/7
Vitalidade: OK

Trilha Sonora:

1º Noite - Domingo - 21:20

O Tzimisce ficava extasiado com a nova não-vida noturna que lhe era apresentada, assim, com facilidade ele conseguia já escolher qual daquelas máquinas tão atraentes o levaria para as noites malditas. Após sua escolha, Karina apenas diz mantendo aquele mesmo sorriso:

- Boa escolha, então vamos.

Ela então se dirige até o carro no lado do motorista enquanto dizia:

- Este é um carro da marca Mitsubishi, é um 3000 GT, é um modelo não tão recente mas ainda é lindo aos olhos.

Karina entrava no carro e não era nada difícil para Friedrich descobrir como abrir a porta do mesmo. Após ele adentrar, sente um cheiro diferente, um cheio que não tinha o costume de sentir, talvez fosse o material daquele couro que servia de banco, era um cheiro que ele não sabia dizer se era agradável ou não, era apenas... Diferente. Logo, Karina tirava do bolso um conjunto de chaves, ela então ligava a chave na ignição embaixo do volante e em seguida, um som poderoso começava a se formar vindo daquele carro, um som barulhento, tão forte que chegara a machucar a audição sensível do Tzimisce.

Som do carro: Considere a partir dos 07 segundos até 23 segundos, e desconsidere a musiquinha eletrônica que irá tocar:

Karina estava com aquele sorriso, naturalmente não reparava nisso, mas após a inevitável reação de incomodo de Friedrich ela imediatamente perguntou.

- Querido, você está bem?
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Re: As Noites Finais - Capítulo I: A Sociedade da Luz

Mensagem por Undead Freak em Ter Jun 19, 2018 11:32 pm

-- Boa escolha, então vamos.

Karina caminhou até o lado oposto, ocupando a porta do motorista.

-- Este é um carro da marca Mitsubishi, é um 3000 GT, é um modelo não tão recente mas ainda é lindo aos olhos.


-- De fato. Não posso debater sobre marcas e modelos, mas falando de forma superficial, é sim uma máquina admirável, sem limitar esse adjetivo a estética.

Karina entrou e assumiu o volante. Friedrich, mesmo se deparando pela primeira vez com um veículo tão moderno, não teve dificuldades em abrir a porta em se acomodar no seu lugar, ao lado do motorista. O couro dos bancos era confortável, mas emitia um odor um tanto peculiar, estranho. Não era exatamente desagradável, mas também não se assemelhava a nenhum odor doce e/ou prazeroso que o Tzimisce se recordava de ter sentido antes.

Karina então tirou um molho de chaves e conectou uma delas abaixo do volante. Um movimento giratório acionou o motor e finalizou a ignição. O veículo roncava de forma poderosa, como o urro de alguma criatura cavernosa. O som era tão alto que fazia Friedrich torcer os lábios em uma expressão de desagrado, tendo sua sensível audição afetada. Sua carranca se retorcia ainda mais conforme Karina afundava o acelerador, fazendo aquele monstro tecnológico rugir.

-- Querido, você está bem?

-- Não é nada demais, meine Frau. Minha audição sensível ainda luta para se acostumar ao barulho dessas novas noites. No entanto, não é nada para se preocupar.

A ansiedade de Friedrich para percorrer as ruas da cidade certamente eram maiores e mais relevantes para ele do que o incômodo de um motor barulhento.

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Re: As Noites Finais - Capítulo I: A Sociedade da Luz

Mensagem por Black Thief em Qua Jun 20, 2018 12:05 am

Friedrich Von Karnstein:
Pontos de Sangue: 9/15
Força de Vontade: 7/7
Vitalidade: OK

Trilha Sonora:

1º Noite - Domingo - 21:20

Friedrich escreveu:-- Não é nada demais, meine Frau. Minha audição sensível ainda luta para se acostumar ao barulho dessas novas noites. No entanto, não é nada para se preocupar.

Após a resposta de Friedrich, Karina dizia em um tom preocupado:

- Tem certeza? Se estiver o incomodando muito podemos trocar de veículo.

Após Friedrich negar a oferta da troca, Karine não escondia o leve semblante de aprovação e diz voltando a emitir o ronco:

- Muito bem... Se está com pressa, é melhor segurar-se e talvez tapar mais os ouvidos.

Logo, ela soltava um sorriso maldoso e dava à Friedrich uma piscada que evidenciava uma cínica e logo o ronco tornara-se ainda maior fazendo os ouvidos de Friedrich doerem ainda mais e assim, num impulso que dava aquela sensação de "frio na barriga" o carro se locomovia rapidamente tomando a estrada como seu destino.

referência até 11 segundos:

O barulho era alto, muito alto, tão alto que Friedrich pensara que sua cabeça ia explodir, e aquele impulso que sentia era rápido de uma maneira que o Tzimisce nunca chegou perto de ter, aquela sensação de que a qualquer momento seu corpo sofreria o pior dos impactos junto daquele barulho insuportável, faziam Freidrich começar a ver tudo de forma embassada, seu corpo começava a ficar amolecido, sentia que tudo a sua volta perdia a consistência, até mesmo aquele barulho começara a sessar, junto com todos os seus outros sentidos...




Trilha Sonora:

Friedrich sentia-se leve como o vento. Estava com sono... Muito sono, embora claramente fosse noite. O vento era forte e batia em seu rosto e suas roupas, as mesmas roupas que costumava utilizar em suas noites modernas. Ele olhava o horizonte e levava sua mão esquerda para proteger seu rosto da forte tempestade de areia que castigava seus olhos. Ele caminhava nas areias de um deserto escandante e frio, sua pele era tão acinzentada quanto as areias em que seus pés afundavam a cada passo... Mas... Como tinha chegado ali? Onde é que estava exatamente? O que estava acontecendo? Friedrich poderia pensar muitas coisas mas jamais teria certeza de nenhuma delas.

Ele caminhava no deserto, cada passo parecia levá-lo a um local mais distante de qualquer destino que ele estivesse rumando, parecia infindável... Se Friedrich gritasse por alguma alva viva, ou quem sabe morta, naquele deserto, ele não obteria resposta alguma além da respostas dos uivos do dos ventos fortes. Ele caminhava e caminhava, era difícil manter-se de pé naquele ambiente. Nada... Nada além de areia, quilômetros e quilômetros de areia e ventos fortes carregando as mesmas para qualquer lugar. Até mesmo ao horizonte não via nada além de "nada"...

"-Friedrich ..."

Ele virava-se imediatamente ao som da voz feminina que o chamara. Uma voz bela... Por mais que tenha chamado pelo seu nome brevemente, Friedrich já reconhecia aquela voz como uma marcante e atraente voz. Era sussurrada... Era leve... Era... Triste... Sim... Mas ele ainda não via nada.

"-Friedrich ..."

Novamente o chamara e ele olhara para uma direção oposto e então... Via algo que... Ele não tinha certeza se estava lá antes... A um pequeno monte de areia via algo diferente no cenário, por incrível que parecesse... Uma rocha...

Cenário:

"- Venha pra mim... Meu Friedrich..."

O Tzimisce sentia um misto de sensações ao ouvir aquela... Aquela rocha... Chamando por ele, como se o conhecesse, ansiando para que o Tzimisce estivesse próximo dela. Era como num transe, ser chamado por aquela voz lhe trazia conforto, segurança, paz... Coisas que sendo um morto-vivo, raramente sentia-se além de fortes momentos e de quando bebia do sangue que roubava dos vivos. Tzimisce se encaminhava até a rocha, era apenas uma rocha ao longe, mas ao se aproximar cada vez mais ele via naquela rocha um rosto... Um rosto de mulher, e aquele rosto assim como ele em uma noite, chorava lágrimas de sangue.

Rocha:

"-Meu Friedrich... Meu Friedrich Von Karnstein... Meu.. Amado filho..."

Friedrich observava as lágrimas de sangue descendo do rosto da mulher de pedra, era como se estivesse viva... O sangue era fresco e o vampiro sentia o gosto do sangue só de simplesmente cheirá-lo... Era delicioso, era sublime... Friedrich sabia, de alguma forma ele sabia que se ele tomasse daquele sangue algo aconteceria com ele, ele não sabia dizer se era algo bom, mas certamente sabia que era algo grande e independente das consequências Friedrich sabia em seu íntimo que ele devia tomar daquelas lagrimas de sangue que chamavam-no.

"- Beba de mim, Friedrich... Não tenha medo... Beba de mim e abra seus olhos..."

Friedrich estava ansioso... Ele expunha sua língua e lentamente, hesitante, ele a aproximava do rosto de pedra sentindo a cada milésimo de segundo o gosto de uma vitae que jamais experimentara em sua não-vida. Friedrich sabia, estava prestes a mudar o rumo de sua existência para sempre.




O Cainita despertava de volta para a luz, a voz de uma Karina irritada e seu toque em seu ombro:

- Friedrich! Friedrich! Acorde!

Assim que o Tzimsice abria seus olhos e mostrava-se consciente, ele via Karina, com um olhar nada simpático, talvez até irritado. Estavam parados na beira da estrada, a luz interna do carro estava ligada, parecia que ela tinha interrompido o trajeto para que pudesse acudir o pupilo, apesar de que pelo seu olhar ela não estava nada feliz de ter que ter feito isso.

- Senhor Von Karnstein, eu acreditava veemente que não era uma tola Criança da Noite para desconhecer suas próprias limitações! Ainda fui gentil em lhe oferecer uma alternativa mais viável para que não houvesse problemas para nós durante o trajeto, tal como agora!

Friedrich estava agora desperto e bem, seus ouvidos ainda sentiam um forte zunido, mas ainda assim ele conseguia escutar Karina com clareza, mas aquela... Visão... Aquele sonho... Freidrich sentia como se tivesse sido muito real, como se estivesse de fato lá a poucos instantes, estar lá, era quase a mesma sensação do que estar ali naquele instante, com Karina.
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Re: As Noites Finais - Capítulo I: A Sociedade da Luz

Mensagem por Undead Freak em Qua Jun 20, 2018 1:15 am

-- Muito bem... Se está com pressa, é melhor segurar-se e talvez tapar mais os ouvidos.

O sorriso cínico e a piscadela de Karina já deixava claro para Friedrich o que viria a seguir. No entanto, o leve brilho de aprovação nos olhos da mentora após a recusa também não lhe passou despercebido, o que fez o Tzimisce retribuir o sorriso, mesmo sabendo que sua audição iria sofrer ainda mais.

"É um teste. Não devo fraquejar", pensou ele, esforçando-se o máximo possível para esconder a expressão de desagrado enquanto o carro urrava em fúria, enquanto cortava a estrada em uma velocidade impressionante, o que causava um certo frio na barriga do Tzimisce, que experimentava aquilo pela primeira vez em muito tempo.

Os seus ouvidos doíam. Doíam tanto que a qualquer momento ele achou que sangrariam. A pressão da velocidade parecia penetrar sua carne e fazer pressão em seus ossos. Quando ele se deu conta, sua visão estava perdendo o foco, seu raciocínio começou a falhar e seu corpo todo formigava e o barulho antes estrondoso e insuportável, parecia débil e tímido, distante e se afastando cada vez mais. De repente toda a cena dentro do carro parecia algo distante, como se ele estivesse revendo uma lembrança muito antiga; por fim, o Tzimisce perdeu a consciência.

Ele acordou. Ao invés de um motor, o som constante do vento batia em seus ouvidos. Ele se sentia leve, sonolento. Estava grogue e demorou para perceber que estava pisando em uma areia que tinha uma cor semelhante ao seu tom de pele morto. Inconscientemente passou a mão no corpo, e viu que estava usando as mesmas roupas de antes.

"Onde estou? Como vim parar aqui?!"


Ele levantou a mão para proteger o rosto de uma tempestade de areia. Estava em um maldito deserto. Não sabia como havia chegado ou porque estava lá, mas havia sido transportado, como que por mágica, para um deserto. O caminhar naquelas areias era vacilante e complicado. Não havia nada, nem ninguém, fosse mortal ou morto-vivo. Era um grande vazio. Um nada. Não importa o quanto ele caminhasse ou o quanto gritasse, não acharia nada, nem ninguém viria ao seu auxílio. Era como um purgatório ou tártaro. Era como se sua alma estivesse condenada a vagar ali, por tempo indeterminado que poderia beirar a eternidade; e ainda assim ele caminhava, seguindo em frente, como se guiado por algo maior.

"Não há nada. O nada gera apenas o nada. É como o limiar entre o vácuo e toda a criação..."

O Tzimisce caminhava e caminhava. Em momemto algum ele teve esperanças de sair dali ou encontrar alguém, pois seu íntimo parecia lhe dizer que tudo estava acabado. No entanto, para o espanto dele, uma voz veio, como se trazida pelo vento. O vento dizia seu nome de forma melodiosa.

-- Friedrich...

Ele parou. Seu corpo foi tomado por uma breve adrenalina e ele começou a olhar ao redor.

-- Friedrich...

A voz soou da mesma forma de antes. Era triste, diminuta e, ainda assim, marcante por sua beleza. Parecia haver algo de mágico nela.

Ele nada via, mas então virou-se, como se fosse guiado ou mesmo controlado pela voz. Em um monte de areia ele viu uma rocha. Não sabia dizer se estava ali antes, mas só agora ele tinha percebido. Só agora ele encontrou algo além de areia e vento.

-- Venha pra mim... Meu Friedrich...

-- Nei... Ich kann nicht...Ich kann nicht...

Relutante, o Tzimisce foi se aproximando com dificuldade, subindo a pequena elevação. A voz era persuasiva, provocando uma espécie de transe. Ela trazia paz em sua melodia, conforto e segurança; algo que ele, como cainita, só conhecia nos momentos em que violentava a vida, roubando-a dos mortais através do sangue. Aquilo não parecia nada bom para ele, mas de alguma forma ele não conseguia evitar. Soava como uma armadilha. Uma armadilha doce e manipuladora.  

Foi então que ele viu, como se fosse entalhado na rocha, um rosto feminino que chorava lágrimas de sangue.

--Meu Friedrich... Meu Friedrich Von Karnstein... Meu.. Amado filho...

A adrenalina começava a tomar conta dele, conforme sentia como se uma força invisível o puxasse para perto do rosto. A mulher parecia viva, sua voz era bela e o odor do seu sangue era mais doce e magnífico que qualquer coisa que ele se lembrava de ter provado. Parecia que sua saliva se misturava com aquele doce vitae só pelo cheiro.

-- Beba de mim, Friedrich... Não tenha medo... Beba de mim e abra seus olhos...


-- Nei...Nei!

Estava mais próximo. Ainda que tentasse resistir, sua língua já estava exposta, a poucos centímetros de tocar o sangue. Ele sabia que algo incrivelmente assombroso iria acontecer se ele tomasse daquele sangue; se fosse algo bom ou ruim, isso ele já não poderia dizer.

-- Maldita seja! Não me tente, criatura desgraçada!

_____________________________________________________________________

-- Friedrich! Friedrich! Acorde!

Ele despertou subitamente, assutado e vociferando. Karina o chacoalhava pelo ombro, com uma expressão pouco amigável.

-- Senhor Von Karnstein, eu acreditava veemente que não era uma tola Criança da Noite para desconhecer suas próprias limitações! Ainda fui gentil em lhe oferecer uma alternativa mais viável para que houvesse problemas para nós durante o trajeto, tal como agora!

Friedrich ignorou completamente a ira de Karina. Ele cuspiu pela janela e começou a passar a mão na boca de forma compulsiva, procurando sangue. Sentia-se nojento, maculado. Foi só quando percebeu que não havia tomado o sangue que ele se acalmou, e voltou a reparar na carranca de Karina. O carro estava parado na beira da estrada e a luz interna estava ligada. Karina deixava evidente que não tinha gostado nem um pouco de ter sido obrigada a parar para acudir Friedrich.

-- Entendo. Você acredita que esse súbito desmaio foi a respeito de minha audição... Sinto muito por tê-la obrigado a parar. Não vai acontecer de novo.


Seus ouvidos ainda zuniam. Ele queria ter dito muitas coisas a Karina, mas decidiu não piorar as coisas. Além disso, as impressões daquele sonho, ou o que quer que tenha sido ainda ressoavam em sua mente. Ele estava confuso, irritado e, acima de tudo, intrigado.

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Re: As Noites Finais - Capítulo I: A Sociedade da Luz

Mensagem por Black Thief em Qui Jun 21, 2018 1:52 pm

Roiran McDrake:
Pontos de Sangue: 11/12
Força de Vontade: 6/6
Vitalidade: OK

Trilha Sonora:

Roiran sentia-se leve como o vento. Estava com sono... Muito sono, embora claramente fosse noite. O vento era forte e batia em seu rosto e suas roupas, as mesmas roupas que costumava utilizar em suas noites modernas. Ele olhava o horizonte e levava sua mão esquerda para proteger seu rosto da forte tempestade de areia que castigava seus olhos. Ele caminhava nas areias de um deserto escandante e frio, sua pele era tão acinzentada quanto as areias em que seus pés afundavam a cada passo... Mas... Como tinha chegado ali? Onde é que estava exatamente? O que estava acontecendo? Roiran poderia pensar muitas coisas mas jamais teria certeza de nenhuma delas.

Ele caminhava no deserto, cada passo parecia levá-lo a um local mais distante de qualquer destino que ele estivesse rumando, parecia infindável... Se Roiran gritasse por alguma alva viva, ou quem sabe morta, naquele deserto, ele não obteria resposta alguma além da respostas dos uivos do dos ventos fortes. Ele caminhava e caminhava, era difícil manter-se de pé naquele ambiente. Nada... Nada além de areia, quilômetros e quilômetros de areia e ventos fortes carregando as mesmas para qualquer lugar. Até mesmo ao horizonte não via nada além de "nada"...

"-Roiran ..."

Ele virava-se imediatamente ao som da voz feminina que o chamara. Uma voz bela... Por mais que tenha chamado pelo seu nome brevemente, Roiran já reconhecia aquela voz como uma marcante e atraente voz. Era sussurrada... Era leve... Era... Triste... Sim... Mas ele ainda não via nada.

"-Roiran ..."

Novamente o chamara e ele olhara para uma direção oposto e então... Via algo que... Ele não tinha certeza se estava lá antes... A um pequeno monte de areia via algo diferente no cenário, por incrível que parecesse... Uma rocha...

Cenário:

"- Venha pra mim... Meu Roiran..."

O Malkavian sentia um misto de sensações ao ouvir aquela... Aquela rocha... Chamando por ele, como se o conhecesse, ansiando para que o Malkavian estivesse próximo dela. Era como num transe, ser chamado por aquela voz lhe trazia conforto, segurança, paz... Coisas que sendo um morto-vivo, raramente sentia-se além de fortes momentos e de quando bebia do sangue que roubava dos vivos. Malkavian se encaminhava até a rocha, era apenas uma rocha ao longe, mas ao se aproximar cada vez mais ele via naquela rocha um rosto... Um rosto de mulher, e aquele rosto assim como ele em uma noite, chorava lágrimas de sangue.

Rocha:

"-Meu Roiran... Meu Roiran McDrake... Meu.. Amado filho..."

Roiran observava as lágrimas de sangue descendo do rosto da mulher de pedra, era como se estivesse viva... O sangue era fresco e o vampiro sentia o gosto do sangue só de simplesmente cheirá-lo... Era delicioso, era sublime... Roiran sabia, de alguma forma ele sabia que se ele tomasse daquele sangue algo aconteceria com ele, ele não sabia dizer se era algo bom, mas certamente sabia que era algo grande e independente das consequências Roiran sabia em seu íntimo que ele devia tomar daquelas lagrimas de sangue que chamavam-no.

"- Beba de mim, Roiran... Não tenha medo... Beba de mim e abra seus olhos..."

Roiran estava ansioso... Ele expunha sua língua e lentamente, hesitante, ele a aproximava do rosto de pedra sentindo a cada milésimo de segundo o gosto de uma vitae que jamais experimentara em sua não-vida. Roiran sabia, estava prestes a mudar o rumo de sua existência para sempre.



Trilha Sonora:

1º Noite - Domingo - 22:00

Roiran abria seus olhos com a primeira coisa que seus sentidos captavam era o som do chuveiro, sentia a água morna caindo em sua pele e uma latente tontura em sua mente. Ele estava caído no box do chuveiro, nu, desmaiado. Olhava à sua volta, não estava mais naquele deserto, algo tão estranho, tão bizarro e tão real.... Roiran apenas se lembrava de, nesta noite, ter acordado após um dia de sono e de pesadelos, pesadelos com a morte de sua avó sendo algo não de causas naturais mas por uma conspiração de seu próprio clã contra ele para no final ver-se cercado de inimigos por todos os lados sem ter para onde correr. Havia um lembrete de que ele teria uma nova paciente ainda aquela noite as 22:30, seu nome era Linda Mayer, Roiran havia se lembrado que aquela era uma paciente especial, por isso tinha marcado um horário no final de semana, se tratava na verdade da Hárpia do Clã Malkavian: Kylie Altmeyer que havia insistido em ter uma sessão de terapia como uma paciente pois ela não poderia ter esse tipo de ajuda com mais ninguém que não um membro do próprio clã. Após ser notificado da sessão que teria logo no inicio da noite ele começara a cuidar de coisas particulares de sua rotina. Aquela aparentava que seria uma noite normal, como todas as outras, até agora... Roiran então voltou para seus aposentos, seu quarto, tudo estava no lugar, estava quieto e ele ainda estava sozinho. No relógio marcava as 22:00 horas.


ROLAGEM:
Roiran McDrake rolou 1 dados de 10 lados com dificuldade 1 para Pontos de Sangue e obteve: 10 + Nível da Geração

Roiran McDrake rolou 6 dados de 10 lados com dificuldade 7 para Pesadelos e obteve: 3 8 1 5 10 5
Roiran McDrake obteve 2 sucessos!

Roiran acordou as 21:20, segundo o que vi, é o horário que anoitece na inglaterra, pelo menos nos dias de hoje. Pode considerar que até esse horário, antes de entrar no banho, Roiran passou o tempo organizando e planejando suas coisas, até entrar no banho, banhar-se, e antes de sair finalmente desmaiar misteriosamente. Caso o Roiran possuir uma banheira ao invés de um chuveiro pode adaptar a cena para isso.
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Re: As Noites Finais - Capítulo I: A Sociedade da Luz

Mensagem por Black Thief em Qui Jun 21, 2018 5:53 pm

Friedrich Von Karnstein:
Pontos de Sangue: 9/15
Força de Vontade: 7/7
Vitalidade: OK

Nova Trilha Sonora:

1º Noite - Domingo - 22:00

Observando as reações estranhas de Friedrich e depois de ouvir suas palavras, o semblante desgostoso de Karina começara a mudar para um semblante curioso. A noite na estrada era completamente escura, não havia luz nenhuma no ambiente que não a do próprio carro e seus faróis, ao redor a vasta escuridão e um estranho fenômeno que assolara a experiência de não-vida do Tzimisce.

- O que quer diz com isso? Se não foi a pressão do som que o fez desfalecer, então o que aconteceu?

O semblante da Toreador Antitribu era completamente centrado em Friedrich.
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Re: As Noites Finais - Capítulo I: A Sociedade da Luz

Mensagem por Undead Freak em Qui Jun 21, 2018 7:13 pm

Acontecera o que Friedrich temia: a ira de Karina dava lugar a sua curiosidade. Isso significava que, na prática, ela não iria simplesmente esquecer o assunto e continuar dirigindo para chegar na cidade o mais rápido possível, tomando Friedrich por um tolo fracote que simplesmente desmaiou pelo barulho e pressão. Ela agora queria saber o que exatamente tinha acontecido. Friedrich não seria tomado como um tolo fracote; ele seria tomado como um tolo estúpido.

-- O deserto era vasto, parecendo ser infinitamente vazio, como se representasse o limiar entre o nada e a existência -- começou a falar calmamente, como se não levasse as próprias palavras a sério. -- Parecia que o véu do imaterial havia sido cruzado, e eu estava caminhando nas areias do mundo dos mortos... Andava, andava e nada encontrava a não ser areia e vento no meu rosto. Um sentimento de morte era constante. Não era um sentimento ameaçador ou violento de alguma forma, mas sim introspectivo, silencioso e melancólico.

Friedrich suspirou longamente e ajeitou algumas mechas de seus cabelos com os dedos. Ele tinha no rosto uma expressão tediosa, como se falar de tudo aquilo fosse extremamente exaustivo e o deixasse fatigado.

-- Foi então que ouvi uma voz chamar-me. Em parte parecia com a sua, pois o timbre era também belo. Mas então percebi que não podia ser você, pois apesar de bela, a voz era muito melancólica e havia algo estranho demais nela. Foi então que notei o som da voz parecia vir de uma rocha, um pouco distante sobre uma elevação. Não havia notado ela antes, mas então comecei a caminhar até ela. Era persuasiva, sim. Se era! Eu caminhava como em transe, ela me chamou de "amado filho", dizendo para vir até ela.

O Tzimisce sorriu de forma breve. Ele talvez não tivesse notado, mas havia um quê de deboche em seus lábios.

-- Então eu vi... Um rosto feminino. Era belo, feito de pedra, falava comigo por telepatia e... Chorava sangue. Sim, sangue. O sangue mais doce e tentador que já senti nessa existência como cainita. Ela me forçava a beber, me persuadindo com suas palavras igualmente doces. Embora eu resistisse e até mesmo amaldiçoasse aquela coisa, minha língua chegou a poucos centímetros de provar daquele líquido, com ela dizendo "Beba de mim. Não tenha medo".


Nessa hora o Tzimisce olhou nos olhos da anciã. Era uma expressão fria e séria, que nada expressava a não ser a sua própria falta de vida e calor humano.

-- Visões... Bobagens para alguns, relevantes para outros. Eu estou morto, meine Frau. Palavras de cólera, xingamentos e humilhações a muito deixaram de me afetar, então sinceramente era melhor ter ficado quieto e ter deixado você me julgar um tolo fraco, do que ter falado tudo isso e agora ter feito papel de um tolo lunático. Sim, teria sido melhor, afinal a cólera realça ainda mais sua beleza.

Friedrich se permitiu sorrir timidamente. Ele se virou para frente e se calou, com o sorriso sumindo aos poucos, dando lugar a uma expressão fria e indiferente para com tudo e todos. Toda aquela situação havia sido desagradável, mas enquanto ele estivesse sobre as asas daquela anciã, ele não teria muito o que fazer a não ser relevar suas palavras e dar-lhe bajulação em retorno. Ele nada mais disse, mas sua postura basicamente insinuava "Pronto quando você estiver"; ansioso para retomar o trajeto até a cidade.

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Re: As Noites Finais - Capítulo I: A Sociedade da Luz

Mensagem por Arcebispo Altobello em Sex Jun 22, 2018 12:37 am

Dr. Roiran McDrake::

Trilha Sonora:

Dizem que para saber se está em um sonho, tudo o que precisa fazer é tentar lembrar como chegou até ali, se não conseguir, está sonhando. Se esquecem do simples fato de que você dificilmente irá cogitar pensar nisso, principalmente se esse sonho for um pesadelo. O sentimento de desespero certamente irá blindar sua mente contra essa possibilidade. E acredite, posso falar sobre pesadelos com propriedade. Meu conhecimento sobre a matéria é vasto, tanto teórico, quanto empírico. E mesmo assim, muitas vezes sou incapaz de discernir o que é um sonho e o que é a realidade.

Depois que acordei desorientado no boxe do banheiro, me esforcei para remontar os acontecimentos que havia acabado de experimentar. A lembrança mais remota e o que julgo ser o início do sonho, ou talvez, como ouso chamar, da visão, era do deserto noturno. O vento forte carregado com a areia das dunas era frio como o de uma nevasca, e parecia cortar minha carne, especialmente por não estar vestido apropriadamente para aquele clima quase polar. Caminhar no solo arenoso, especialmente sem a minha bengala, se mostrou mais penoso do que eu poderia imaginar. Conforme ergui minha mão para proteger-me do vento uivante que lutava para me cegar, percebi que minha pele estava acinzentada.

E como em um click, me vi naquela situação, sem saber o que fazer. "Minha mente me pregou uma peça? Não! Isso nunca me ocorreu antes! Alguém fez isso... alguém está me usando! Mas quem? Quem diabos é esse inimigo oculto? E por que? O que ele ganha com isso? E por que eu?" Não consegui me lembrar de nenhum deserto próximo a Black River, de modo que me vi completamente perdido. Os astros não me mostravam nenhum ponto cardeal, nenhuma dica para me localizar. Minha única escolha seria caminhar no sentido em que já me via direcionado.

Durante todo o trajeto minha mente não me deu sossego. Como se já não fosse agitada o bastante no dia a dia, agora os questionamentos se amontoavam e era impossível seguir um pensamento retilíneo. Conforme adentrava mais naquele deserto em busca de civilização ou qualquer outra coisa que me auxiliasse a retornar para casa ou compreender o que estava acontecendo, apenas me vi mais desolado. Cada vez mais isolado de tudo. Foi quando ouvi uma voz. Uma mulher que me chamava.

Se por um lado anseiava respostas, por outro hesitava. "Dentro dessas circunstâncias, isso só pode ser uma armadilha, um ardil!" Pensei. Mas aquela voz tão... triste? Seria mesmo algum tipo de arapuca ou minha Paranoia nublando meu julgamento? Deveria ter seguido meu curso, mas algo dentro de mim me fez fazer o contrário. Desviei de meu caminho e segui em direção a voz como uma mariposa se atira ao fogo. Logo avistei uma alta rocha que antes passou desapercebida.

Por um breve momento, era como se todo receio escorresse de meu peito. A mulher que me chamava me passou tanta segurança, sua voz transmitia ternura e calor em meio a tempestade fria. Manquei em sua direnção até chegar perto o bastante para decifrar um rosto na pedra. E ela me chamava de "Amado filho", e naquele momento, apesar de, lembrando-me agora de fora daquela visão, sua fisionomia não a lembrar em nada em vista das fotografias que meu pai guardou, eu tive certeza se tratar de minha mãe. Da mãe que não conheci. Da mãe que faleceu para que eu pudesse nascer.

- Mãe? - Perguntei com a voz trêmula. E me logo me veio a mente a história de Orfeu e Euridice em que, em uma das versões da lenda, o herói grego enfrentava uma jornada épica Hades adentro em busca de sua amada e ao encontrá-la parcialmente petrificada no mundo dos mortos, decide ficar ao seu lado por toda eternidade, tocando sua lira para aplacar a dor da ninfa que desposou. "Se existe Inferno, ele deve ser exatamente assim." Pensei. - É você?

Me cortava o coração sentir a dor do mulher na pedra, imaginando que minha genitora pudesse estar sofrendo no Inferno. Eu queria aliviar sua dor assim como Orfeu fez com sua amada. Seu pranto de sangue, contudo, gritava à minha Besta.

Abracei a pedra fria perto de meu peito, como se tivesse em meus braços minha própria mãe. Suas lágrimas sangrentas despertavam o meu desejo, a minha sede. Não era qualquer vitae, isso estava óbvio. E quando sua voz ordenou, senti meus joelhos tremerem, mas me apoiei no mármore e permaneci em pé.

- Deixe-me aplacar a sua dor, mãe. - E enquanto saciava meu desejo, dirigi o dom passado por Malkav até a entidade na pedra. Entorpeci toda sua dor, como faço com meus pacientes mais críticos. E assim eu acordei. Molhado, nu e desnorteado.

Levei alguns momentos tentando entender o que acabou de acontecer. Não era um simples pesadelo, nunca antes perdera os sentidos dessa forma, estava certo de que fora uma visão. Um chamado. Mas quem me chamava?

Levantei-me com dificuldades, apoiando-me nas paredes e desliguei o chuveiro. - Vó? - Peguei a toalha, e saí do box com a velocidade que minha perna manca me permitiu. Enxuguei meu corpo tão rápido quanto pude e, ainda nu, manquei para o quarto buscando meu baralho no criado mudo. - Vó, onde você tá? - Chamei de novo, esperando sua resposta. Liberei espaço na mesa do quarto, próximo a janela próximo, jogando os relatórios de pacientes na cama e comecei a colocar o baralho. Não sem antes rezar pela orientação correta acerca dessa visão - O que pode me dizer sobre isso, vó? - Dizia enquanto aprontava as cartas.

Assim que terminasse, ligaria para sua secretária e avisaria que atrasaria alguns minutos devido problemas pessoais. - Peça desculpas à Senhorita Altmeyer pelo inconveniente. - A última coisa que eu quero é uma Harpia espalhando fofocas de mim, mas essa visão pode ser o prenúncio de algo ainda pior. Assim vesti-me como o de costume, terminei minha higiene pessoal e juntei carteira, celular e minha maleta com notebook e relatórios antes de sair para a clínica.

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"Subirei aos céus, erguerei meu trono acima das estrelas de Deus
E lá, mais alto que as nuvens, serei como o Altíssimo." 
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Re: As Noites Finais - Capítulo I: A Sociedade da Luz

Mensagem por Black Thief em Sex Jun 22, 2018 9:56 am

Friedrich Von Karnstein:
Pontos de Sangue: 9/15
Força de Vontade: 7/7
Vitalidade: OK

Trilha Sonora:

1º Noite - Domingo - 22:05

Enquanto Friedrich falava. uma Karina séria o analisava, parecia engoli-lo com os olhos com um misto de desconfiança e curiosidade e ao terminar do vampiro falar, ela respondia:

- Não parece estar mentindo... Por fim, não vou discutir filosofia com o senhor, Friedrich, não é da minha alçada guiá-lo por seu caminho espiritual e dizer no que deve acreditar ou não, nem se deve defender seu nome e reputação ou não. Sei do que eu acredito e não vou acompanhar uma incógnita durante esse tempo que vou ajudá-lo a se adaptar aos novos tempos. Conheço um sacerdote que irá ouvir esta sua experiência e nos dará alguma resposta, é um místico sábio e se houver algo para nos preocupar, nos preocuparemos. Peço desculpas por tê-lo julgado mal, vamos continuar com o plano original, depois disso vamos à procura do sacerdote que lhe falei para obter algumas respostas....

Ela então voltava sua postura correta no banco do motorista e ligava novamente a ignição do carro...

- ... Ou mais dúvidas.

Dizia completando sua ultima sentença. Aquele som infernal voltava a rugir nos ouvidos de Friedrich e por mais que fosse um rugido completamente desagradável e tirasse sua atenção de todo o mais, era suportável . Demora cerca de cinco minutos, talvez menos, o carro era como um Messerschmitt Me 262 terrestre, embora nunca tivesse voado em um daqueles, sabia que ele era absurdamente rápido para qualquer veículo terrestre de sua época. As luzes da cidade foram vistas no horizonte já quase antes de o Tzimisce ter desmaiado e eles enfim chegavam em Black River.

Nova Trilha Sonora:

A cidade Black River era uma cidade que parecia possuir algum tipo de depressão. As ruas possuíam pessoas como todas as outras, porém poucas, muito poucas, quase como se estivessem evitando sair. Todas que estavam nas ruas estavam vestidas com grandes agasalhos passeando em pequenos grupos pela cidade. Haviam algumas lojas ainda abertas mas que aparentemente não teriam nenhum cliente. As ruas não possuíam nenhum lixo jogado no chão, mas havia tal clima de baixo astral naquele lugar que denunciava que a cidade não precisava de lixo para que as ruas estivessem sujas e contaminadas com algo ruim. O clima na cidade inteira parecia ter uma coloração levemente esverdeada trazendo ao lugar escuro um ambiente estivesse de alguma forma doente e apodrecendo, talvez morrendo aos poucos. As ruas eram úmidas como se recentemente tivesse chovido, as nuvens escuras na noite cobriam o céu por completo trazendo uma sensação de isolamento, de que não havia nenhum tipo de esperança lá fora, nenhum tipo de ser superior que estivesse observando e guiando alguém dos céus, de que tudo isso tinha um propósito maior do que o superficial. Era um lugar que não inspirava a esperança. Algumas tampas de boeiros possuíam uma fumaça saindo de suas frestas, um leve tom de neblina também embaçava a visão e trazia o ar macabro e sobrenatural na cidade, como se essa neblina fosse a influência de algo maligno que pairava no ar dando forças para aquela doença que se alastrava pela cidade.

Imagem da cidade:

A dupla seguia ainda no carro, Karina dizia:

- Essa cidade me inspira, talvez seja por isso que tenha escolhido permanecer aqui apesar da Espada de Cain ter debandado a algumas décadas atrás. Por sorte ela está de volta. Mas vamos ao que te interessa... Que tipo de residência você está pensando?


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Re: As Noites Finais - Capítulo I: A Sociedade da Luz

Mensagem por Black Thief em Sex Jun 22, 2018 6:11 pm

Roiran McDrake:
Pontos de Sangue: 11/12
Força de Vontade: 6/6
Vitalidade: OK

Roiran estava confuso, uma experiência única a assombrosa assolou o inicio da sua noite, e agora o mais natural que poderia se esperar era que o lunático procurasse imediatamente pelas respostas para as perguntas que ele ainda estava refletindo das quais fazer. O Malkavian aprontava seu baralho, era um procedimento de rotina, levou pouco tempo para aprontar uma mesa caso fosse deixá-la cem por cento limpa apenas para as cartas graças a lerdeza de suas pernas, mas nada que um minuto ou dois já não tivesse o feito. Ele punha as cartas na mesa e antes de tentar olhar o que o destino lhe dizia ele consultava sua avó, uma sábia e experiente senhora que residia no mais íntimo das lembranças humanas daquele andarilho da noite.

- O que querido? "Isso" o que? O que você viu, ou melhor, o que você acha que viu? Eu vi que você dormiu apesar de já ter dormido e então eu dormi com você enquanto te fazia carinho, mas você viu algo que eu deveria ter visto? Então meu anjinho, o que você acredita ter visto?

A Vóvó McDrake nunca respondia a Roiran o que exatamente ele perguntava, dizia ela, que a verdade era relativa a percepção de cada um, então ela prefere iluminar as perguntas pois a resposta só ele poderia achar. Após a pergunta/resposta da Vóvó Mcdrake.

OFF:
Como um possível diálogo pode se desenrolar disso e você só fará a ligação depois do tarô que só ocorrerá depois da consulta com a avó ainda não considerei a sua ligação para a secretária.
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Re: As Noites Finais - Capítulo I: A Sociedade da Luz

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