Et innocentiae labem - Fria alma

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Re: Et innocentiae labem - Fria alma

Mensagem por Poeta em Sab Maio 19, 2018 10:18 pm

Sagwon - Alaska

Andrew tentava explicar a sua pseudo função na Igreja Católica, porém a mulher lhe fitava com um ar de descrença. O cainita tentou ler algum rastro da aura dela para tentar obter alguma informação que lhe fosse útil, mas ainda não estava claro, tentaria mais uma vez antes de desistir.

[PERCEPÇÃO DA AURA (Percepção + Empatia (dificuldade 8 ))]

Ao mesmo tempo Andrew utilizou sua disciplina para aguçar seus sentidos e novamente tentar obter mais informações da mortal a sua frente, talvez o cheiro do perfume, o som da sua respiração, algum detalhe em seu corpo... Qualquer coisa poderia lhe ser útil para aquele embate mental.

[SENTIDOS AGUÇADOS]

- Confesso, que não conheço a politica dentro da igreja, mas sei que pode ser tão suja quanto poderosa.

Andrew percebeu a trick question, ele estava sendo testado.

- Nós temos nossos problemas, mais do que gostaria, confesso. Mas qual instituição não possui, concorda ?

Andrew aproveita a oportunidade pra comprar um Telefone Satelital, pré pago mesmo, pois sabia que não tinha tempo para a burocracia que qualquer plano pós pago exigiria. Ele compra também algumas baterias sobressalentes, carregador veicular e o que mais fosse necessário para a utilização do aparelho.

Caso Mary estivesse próxima:

- Para alguma emergência no caminho, imagino que nossos celulares não irão funcionar por muito mais tempo.

"- Mas conte-me, qual o foco da sua pesquisa, aqui nessa região?

- Venho pesquisar os passos de um Santo que viveu por aqui, as pessoas, neste local, possuem uma fé única, você deve ter lido isso em suas pesquisas certamente. Mas não vou enfadar-lhe com minhas baboseiras canônicas, conte-me sobre sua pesquisa, que com certeza deve ser muito mais interessante do que a minha.

- Bem, eu venho estudar as ruínas antigas que são encontradas nessa região, elas parecem datar de tempos tão remotos quanto o aparecimento dos primeiros homens na terra, é algo realmente incrível que intriga a ciência atual. Tenho um mapeamento da região subterrânea que foi o que sobrou dessas construções enigmáticas. Eu sei que a igreja comprou os direitos da região a muito tempo, ao que parece um padre vive la recluso. - Nesse momento sua expressão torna-se mais receptiva - Então acho que sua estoria pode fazer sentido. Eu estudo as escrituras que estão espalhadas por todas as paredes do local. E você qual seria seu foco?

As informações que aquela moça tinha podiam lhe ser úteis, não só a ele mas talvez até mesmo ao próprio ancião ao qual Andrew se reportaria, se necessário.

- Você deve acreditar em coincidência, já eu acredito em “plano de Deus”, não existe outra maneira de explicarmos esse nosso encontro aqui. Tenho certeza que poderemos ser úteis um ao outro. Independente do nosso foco, o importante é a busca pelo conhecimento, trazer ao público histórias guardadas através dos séculos, aprendermos e melhorarmos com isso. Agora se me permite, antes de prosseguirmos, eu preciso ir no banheiro rapidamente.

O feiticeiro sai apressado como se estivesse apertado. Já no Banheiro Andrew liga para Anabelle:

- Querida Anabelle, preciso de alguns favores urgentes, o primeiro deles é que esse telefone [Andrew passa as informações do telefone satelital que acabara de comprar] jamais poderá ficar sem crédito e caso precise me encontrar estarei com ele, segundo, preciso me tornar um pesquisador “autônomo” da Igreja Católica, pra ontem, use sua influência, seus contatos, suborne o cardeal, construa uma igreja como doação, enfim faça o que for necessário para eu me tornar “oficialmente” um pesquisador de alguma paróquia. Preciso desligar.

Andrew retorna:

- Onde estávamos ?

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Re: Et innocentiae labem - Fria alma

Mensagem por Gam em Seg Maio 21, 2018 6:26 pm

Interessante. Apesar de a igreja católica ter escolhido este local para esconder seu santo, há muito tempo que este vilarejo livre de influências externas está idolatrando outros deuses. Aquele pobre padre vive sozinho ali em uma missão absolutamente ingrata, e ainda teve seu mausoléu invadido e destruído por um monstro da noite. Damaru chega a se sentir mal por ele. Nos desígnios do dharma, a vida por muitas vezes é bastante injusta conosco.

- Com licença, com licença. - Ele se aproxima apoiado em sua bengala, uma clara visão de um senhor inofensivo. - Uma ótima noite, senhora. - E a cumprimenta educadamente.

- Não quero parecer grosseiro, mas não pude deixar de notar que vocês parecem ter entrado em um impasse.

- Você precisa estar em outro lugar, Carlos? - Ele tenta ser compreensivo, como se não houvesse escutado a conversa. - Se tiver ao menos como me dar a carona até lá, eu seria grato. Posso pagar pelo seu tempo.

A resposta dele não é de todo relevante. O que realmente importa para Damaru é fazer a mulher falar. Ele precisa compreendê-la um pouco mais para sintonizar suas auras e manipulá-la de acordo. É uma técnica ancestral muito sutil, mas muito poderosa.

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Re: Et innocentiae labem - Fria alma

Mensagem por Papa Paradise em Qui Maio 24, 2018 6:44 pm

Andrew Kingler
pds:15/15 fv: 8/8

“- Nós temos nossos problemas, mais do que gostaria, confesso. Mas qual instituição não possui, concorda?”

- Sim, claro! No final o que importa é como eles são resolvidos!

Andrew dirigi-se para a loja enquanto tenta entender mais sobre sua colega.

dados:

Dados:4, 5, 3, 5, 7, 8
ANDREW KINGLER rolou 6 dado(s) com dificuldade 8 para percepção de aura e obteve 1 sucesso(s)
Dados:9, 10, 10, 9, 2, 3
ANDREW KINGLER rolou 6 dado(s) com dificuldade 6 para observar detalhes e obteve 6 sucesso(s)

Continuava não sendo possível ler com profundidade a aura de Mary Blosson, mas ao menos não era uma aura pálida, as chances de ser um vampiro eram poucas, mas nada muito além disso foi definido. Andrew então passou a observar os detalhes. Percebeu que ela usava pouco ou nenhum perfume, talvez apenas uma loção hidrante ou algo do tipo, sua pele estava com ótima aparência. O cabelo não estava sujo e não estava com química. Não usava maquiagem. As roupas estavam em bom estado e limpas. Não roía as unhas. Usava óculos e pela espessura das lentes devia ser míope. Contudo algo diferente lhe chamava a atenção, ela usava mangas longas, mas parecia haver marcas nos pulsos, talvez pequenos cortes.
A conversa continua:

“- Para alguma emergência no caminho, imagino que nossos celulares não irão funcionar por muito mais tempo.”

- Não esperava menos de um homem de Deus! È melhor prevenir do que rezar não é mesmo? - Ela sorri -  Desculpe sei que não é padre, mas não podia perder a piada!
Eles trocam informações sobre suas pesquisas...


“- Você deve acreditar em coincidência, já eu acredito em “plano de Deus”, não existe outra maneira de explicarmos esse nosso encontro aqui. Tenho certeza que poderemos ser úteis um ao outro. Independente do nosso foco, o importante é a busca pelo conhecimento, trazer ao público histórias guardadas através dos séculos, aprendermos e melhorarmos com isso. Agora se me permite, antes de prosseguirmos, eu preciso ir no banheiro rapidamente.”

- Não tenho dúvidas de que foi uma grande coincidência nosso encontro, contudo, nos planos de Deus ou não, acho que esse é o momento em que devemos rezar, quem sabe o papa tem um jatinho? Veja...

Mary aponta para uma televisão que dava um noticiário urgente. Uma avalanche teria bloqueado a estrada para Nuiqsut. Todas as viagens estavam canceladas.

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Re: Et innocentiae labem - Fria alma

Mensagem por Gam em Ter Maio 29, 2018 5:44 pm


    -Olá, ! boa noite! A mulher dissimula ser receptiva!A mulher se adianta! Bem, não estou certa de deixar Carlos ir até la! A neve esta densa e é perigoso! Não precisamos de mais um desastre! Alem do mais tem muita gente la ajudando!



- Oh, cada pequena ajuda conta. É trabalhando juntos que humanos conseguiram se adaptar mesmo aos confins do Alaska. - Ele fala calmamente. - Carlos estava me dizendo que vocês fazem parte de um culto. Não há nele o preceito de ajuda ao próximo?

Quase. Ela só precisa falar mais um pouco...


    Carlos era totalmente passivo a situação! era o nítido relacionamento onde a mulher era o alfa!
    A mulher continua:

    - Nossa religião prega sim a cooperação mutua, mas em primeiro lugar devemos ser prudentes. Nos fomos exortados a não nos envolver neste acontecimento, prevê-se que é algo agourento! Aquele lugar tem suas forças ocultas, o que aconteceu é parte de dividas espirituais do homem que estava la  , insistindo em moldar-nos a sua religião!



Oh, ela é uma faladora. Magnífico, isso se torna muito mais fácil assim.

Língua de Crocodilo


    Dados:3, 2, 10, 6, 8, 10, 1DAMARU rolou 7 dado(s) com dificuldade 6 para LINGUÁ DE CROCODILO e obteve 4 sucesso(s)

    - Somos uma comunidade pequena, é muito duro sobreviver aqui, se esta maquina quebrar numa situação assim, como Carlos irá trabalhar? Damaru percebe que havia um problema monetário.



- Ora, pois que tal assim? - Agora, comunicar-se com ela é como um passeio. - Eu contratarei Carlos em nome da minha empresa. Estarei assumindo os custos de seu tempo, equipamento e combustível, bem como qualquer risco proveniente dessa empreitada. Para todos os efeitos, ele estará a trabalho. Posso assinar um rápido contrato para deixá-los mais tranquilos.


    Carlos olha espantado!A mulher pensa por alguns momentos!

    - Mas quem é você? Qual sua empresa? Como saberei se o que esta falando é verdade?

    - Não ha necessidade...- Carlos começa uma frase mas é interrompido pela esposa:

    - Deixe que ele responda Carlos, acalme-se!



- Meu nome é David Broadfield. - Ele pega um cartão de seu bolso e entrega a ela. - eu represento interesses financeiros da Falcon&Cia. - E lhe diz o nome de uma das muitas empresas sob seu Império.

- Aí há meu e-mail e telefone, mas infelizmente o número não funciona aqui. O serviço de atendimento da empresa está nas letras miúdas, caso queira confirmar minha identidade.


    A mulher recebe o cartão boquiaberta!

    - Bem, nesse caso, estamos tratando com um empresario de respeito Carlos!

    - Você não me falou nada e eu aqui sendo ridícula!

    - Senhor David, muito prazer meu nome é Lucy!



- Ora, Carlos não sabia. Nós mal havíamos nos apresentado. - Ele defende o pobre embasbacado. - É um prazer, senhora Lucy.


    - Muito bem! Com essa ideia de empreitar, fico até mais aliviada! O senhor poderia fazer um cheque ou algo assim? Quer dizer, como um homem de negocio o senhor sabe que é difícil fechar negocio assim só com promessas, mesmo que venha de alguém tão ilustre!



- Naturalmente. - Ele já saca um cheque, agora bastante real, e começa a preenchê-lo. - Quanto você cobraria por esse serviço, Carlos?


    -Bem! A hora de trator custa 100 dólares normalmente! Não sei quanto tempo você quer como seria?



- Eu também não sei como está o estrago. Que tal isso então? Eu lhe preencho uma entrada de 600 dólares e mais tarde cubro o excedente se for o caso.


    A expressão de felicidade no rosto de ambos era nítida!- Estamos, acertados então!

    Carlos estende a mão para cumprimentar Damaru!



Quão injusto, quão injusto... Uma esmola para Damaru, um sonho para este triste casal. Ele o cumprimenta de volta, e então entrega-lhe o cheque. Com a luva em pleno Alaska, o frio de seu corpo não o preocupa.

- Sendo assim, podemos nos adiantar? Cada segundo é de vital importância para o pobre homem.


    Ao apertar a mão de Carlos uma aranha sai por debaixo da manga dele, subindo pela mão em direção a Damaru!



Ela é prontamente esmagada pela outra mão de Damaru. Dessa vez sua mão se move com graça e precisão, prevendo o movimento do aracnídeo. É como abater um inseto.

-2FV para Cruel Realidade

Não é prudente continuar queimando vitae para essas pequenas aberrações com mais pernas do que deveriam. A criatura, é claro, está viva. Mas não deve voltar à consciência tão cedo. Após conferir se de fato não se move mais, ele a coloca discretamente no bolso enquanto finge limpar a mão na barra da blusa.


    - Nossa você tem um aperto de mão forte mesmo eim! - Ele parecia não ter visto a aranha!



- Haha isso é valorizado no mundo dos negócios. - Ele vasculha a mente do homem, buscando entender se ele de fato não percebeu o artrópode ou está dissimulando.

- Bom, então é chegada a hora. Foi um prazer, senhora Lucy. - E, não satisfeito, também vasculha a dela.


    Ambos não perceberam a aranha, apenas julgaram a atitude de Damaru grosseira!

    - O prazer é nosso! - Disse ela - Que a astucia da serpente e sabedoria da aranha os guie!

    Ela guarda o cheque animada!



Por um instante, um pensamento sombrio passou pela mente de Damaru. Aquela mulher, sendo parte de um estranho culto, teria trago a aranha como uma das muitas espiãs que já o interceptou. Mas após ler sua mente e vê-la abençoando-o daquela estranha maneira, ele chega a outra conclusão: Eles são usados como peões por seja lá quem está por trás deste culto. Menos mal, na verdade.

- À senhora também. - Na falta de algo melhor para dizer, ele retribui a benção.

Damaru dá a volta no trator e sobe no banco do carona.

- Sem querer ofender, mas não pude deixar de achar exótica a benção de sua esposa. - Ele puxa assunto, quando já estão se afastando de Lucy. - Você poderia me explicar melhor sobre este culto de aranhas e serpentes? Fiquei curioso.

Enquanto conversa, fora da visão de Carlos Damaru observa a aura da aranha que capturou. Em seguida, a prende no estojo de seus óculos antes que ela acorde. Sua coleção de pequenas prisioneiras acabou de duplicar.

Ele também aproveita para enviar uma mensagem para Lilo: "Adicione um falso investidor chamado David Broadfield na empresa Falcon&Cia, de imediato. Obrigado, Lilo."

E, como um toque final, desprende-se de mais uma pequena fração de si para manter aquele cartão existindo para Lucy. (-1 pds para Permanência)


    Damaru - FV 5/10/ pds 8/20


Última edição por Gam em Ter Maio 29, 2018 8:44 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Et innocentiae labem - Fria alma

Mensagem por HaSSaM em Ter Maio 29, 2018 5:54 pm

Foi inesperado, pegando tanto Jack quanto o resto dos passageiros de surpresa. Até mesmo o motorista em sua longa experiencia não parecia estar tão confiante quanto Jack esperava que estivesse, sinalizando o perigo iminente. Estavam fodidos. Jack olha para trás, a criança pedindo ajuda, a velha colocando seu destino nas mãos de alguém lá de cima, o motorista dando seu melhor no volante e Jack olhando ao redor sem fazer a menor ideia de como poderia sair dessa furada. Merda, ele era um imortal, um Deus perante aqueles humanos patéticos, mas, lá embaixo do penhasco, teriam o mesmo fim. A neve negra como a noite descia engolindo tudo a sua frente, por mais rápido que aquele ônibus fosse, era improvável que conseguissem chegar até a ponte, alguém lá em cima estava rindo naquele momento.

- Espero que saiba o que esta fazendo - Sussurra.

O imortal se retirava da cabine, estava na hora de fazer alguma coisa. As opções eram limitadas, poderia facilmente se sentar, afivelar o cinto e torcer para que seus cálculos estivessem errados. Seus olhos pairam sobre a menina chorosa, era uma pena, iria partir desse mundo sem aproveitar o melhor dele. Não poderia proteger-se, como poderia proteger aqueles a seu redor? Maldição. Todos morrem. Esse era o ciclo da vida para eles, talvez fossem para o céu. Mas para Jack as coisas eram diferente, havia quebrado a roda da vida, burlando a leis da natureza. Que futuro ele teria após a morte? Não havia nenhuma esperança.  O nosferato continua caminhando pelo corredor para o fundo do ônibus. Passos lentos. Pensativo. Não havia pressa. 2 min. Era o tempo que precisava para colocar todo seu corpo para trabalhar e burlar, agora, as leis da física. Era tudo ou nada. Jack desaparecia da mente dos presentes, era melhor eles não terem conhecimento do que viria a seguir . (Ofuscação 4).

Jack abria a janela. Sentia a rajada do vento gelado em sua face, deslizava seu corpo pesado entre a brecha que se abria, lutava para que seu corpo coubesse ali. Foi nesse momento que se deu conta de que era impossível mesmo para ele conseguir atravessar a ponte. Poderia usar toda sua energia. Correr mais rápido do que o vento, mas não ultrapassaria a velocidade daquele ônibus. Se aquela maquina feroz não era capaz, o que fazia de Jack ser? O imortal desiste da ideia. Era tolice. Seus olhos perscrutavam todo o lugar. Todas as possibilidade. Mas no final não havia mais nada o que fazer. Apenas aguardar. Voltava então a se sentar, dessa vez, junto da menina. Jack afivelava o cinto como um bom passageiro. Os deuses estavam mortos para ele, mas nesse momento só havia um que poderia salva-lo.

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Re: Et innocentiae labem - Fria alma

Mensagem por Poeta em Qua Maio 30, 2018 4:10 pm

- Não esperava menos de um homem de Deus! È melhor prevenir do que rezar não é mesmo?

A mulher insistia em tentar confrontá-lo.

- Desculpe sei que não é padre, mas não podia perder a piada!

Entre os risos e gestos o Tremere percebeu pequenos cortes nos pulsos da moça, geralmente esses sinais indicavam uma pessoa que já tentou o suicídio. A coragem de tirar a própria vida como um meio de fuga a algo que lhe aflinge, era um assunto que sempre intrigou o Feiticeiro… Teria a moça algum problema psiquiátrico: esquizofrenia, bipolaridade, Síndrome de Borderline… ? Bom, aparentemente não. O cainita ainda usava seus sentidos aguçados, agora concentrava-se em tentar ver algum vestígio de medicamentos, em algum momento a moça abriria a bolsa, talvez uma boca seca, um aviso no celular, uma cartela num bolso, enfim, cedo ou tarde Andrew descobriria esse segredo.

- Não tenho dúvidas de que foi uma grande coincidência nosso encontro, contudo, nos planos de Deus ou não, acho que esse é o momento em que devemos rezar, quem sabe o papa tem um jatinho? Veja...

Na televisão um noticiário urgente informava a ocorrência de uma avalanche justamente próximo do seu destino e todas as viagens estavam canceladas.

- Olhemos pelo lado cheio, se chegassemos no vôo que pousou aqui mais cedo, poderíamos estar mortos agora, com toneladas de neve em cima da gente. - O falso católico faz o sinal da cruz enquanto fala.

Andrew faz uma beve pausa dramática refletindo sobre a situação.

- Você precisa mesmo chegar em Nuiqsut hoje ? Estaria disposta a tentar uma loucura ?


O tremere pega o carrinho com suas malas e parte correndo em direção ao que mais se aproximaria de um Posto de Bombeiros, Defesa Civil…

- Venha me acompanhe!


Chegando lá, fingindo estar esbaforido, Andrew inicia:

- Boa noite, estamos a passeio e vimos pelo noticiário a catástrofe próximo de Nuiqsut, somos enfermeiros no New York-Presbyterian Hospital e as vítimas são mais importantes do que as nossas férias, mais que um juramento temos um dever a cumprir… Estamos nos voluntariando para irmos com as equipes de buscas até a região e prestar o apoio que for necessários, imagino que num evento dessa magnitude toda ajuda será necessária. Precisamos ir com vocês!

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Re: Et innocentiae labem - Fria alma

Mensagem por Papa Paradise em Qua Maio 30, 2018 5:13 pm

Jack Hunter
pds:5/10 fv: 6/6




O som da avalanche estrondava anunciando o fim! O som grave das pedras e gelo chocando-se, fariam o coração de qualquer um bater mais rápido! Jack calcula! Correr adiantaria? Porem  a situação era, se correr, o bicho pega, se ficar,  o bicho come!

O motorista tentava contra a própria vida e contra a vida ,e não-vida, dos passageiros. O ônibus acelera cada vez mais. Dava pra sentir o deslisar dos pneus a cada oscilação da direção. Qualquer movimento brusco os fariam virar antes da avalanche chegar!

A velha rezava pra todos os santos que conhecia, enquanto a menina segurava-se na poltrona aproveitando os solavancos ocasionados pela velocidade do ônibus para se divertir um pouco!  Era trágico ver a inocência da criança brincando com a morte iminente enquanto os outros passageiros tentavam não desesperar-se alem do limite!

Jack a beira da loucura, via um possibilidade de morte final, ou no minimo, ter seu corpo soterrado e torcer para que sua cabeça não fosse esmagada. Se sobrevivesse talvez nunca fosse encontrado. Ele ainda abre  janela planejando tentar uma escapada, mas desiste. Enquanto isso, o motorista acelera cada vez mais, faltava menos de um minuto para serem atingidos. Jack então toma assento junto a menina que fica toda feliz quando vê que ele se aproxima! Jack senta-se e acomoda a criança ao seu lado!

- Olha tio, que lindo!

A menina apronta para a janela, já era possível ver a nuvem de destroços se aproximando. Ônibus faz um curva sinuosa, e naquele momento, foi possível sentir que tudo iria por água, gelo, estrada abaixo. O ônibus inclina-se e derrapa na pista congelada, o motorista tenta com todas as forças não perder o controle da direção, mas precisaria de um milagre.  

- Uhuuuuuuu! A menina se divertia!

O ônibus deslisava  na pista a quase 200km por hora, impossível que aquilo desse certo. O motorista pega a contra mão e ultrapassa alguns outros veículos da caravana, era tudo ou nada. Nesse momento a avalanche já atingia a pista em alguns pontos. O ônibus derrapa na pista, iria rodar e capotar...

dados:
19/05/2018 18:55:25 Dados:10, 10, 6, 7, 2, 8
MOTORISTA rolou 6 dado(s) com dificuldade 8 para dirigir em alta velocidade na nevasca e obteve 5

Algumas pessoas nascem para grandes feitos, e esse seria um contado por gerações pela família de Dalton Burton. O motorista milagrosamente domina a direção do ônibus, impedindo que este capote, conseguindo estabilidade e a velocidade máxima permitida pelo veiculo! A avalanche cobre a pista e eles ultrapassam a ponte a toda velocidade, deixando para trás o outros veículos e passageiros menos afortunados. Quem ficou para trás foi soterrado, não tinham a pessoa certa na hora certa, sem a mesma sorte de todos naquele ônibus eles são esmagados!

O ônibus para alguns metros a frente, apenas 2 veículos da caravana já havia ultrapassado a ponte. Os correios e um caminhão de combustível. O motorista para e tremendo sai do ônibus com as mãos na cabeça, ainda tremendo ele entra em choque. A menina chamava a avó mas essa parecia estar dormindo.

- Vovó acorda! Tio acorda a vovó!

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Re: Et innocentiae labem - Fria alma

Mensagem por Gam em Qui Maio 31, 2018 11:48 pm

    Dados:5, 9, 5, 4, 5, 1, 9
    DAMARU rolou 7 dado(s) com dificuldade 8 para percepção de aura e obteve 1 sucesso(s)

    Não havia muito o que perceber apenas era uma aura normal de um animal.

    Carlos sorri, quando Damaru o questiona sobre o culto de cobras e aranhas.

    - Bem, Nuiqsut não muito famosa mundo afora, mas se fosse certamente seria pela quantidade de cobras e aranhas que podemos encontrar aqui com facilidade.

    - Os antigos contam que esses animais são os guardiões dessa terra desde os primórdios. A serpente simboliza a astucia, ver uma é sinal de que você esta no caminho certo. Ver um aranha é sinal de alerta, talvez você deva rever suas decisões. Diz-se que os guardiões nunca estão juntos, em geral você é de cobra ou de aranha, como um zodíaco sabe?


- Isso é verdadeiramente fascinante. Como eu lhe disse, estou aqui em uma pesquisa biológica. - Ele continua a conversa. - E uma cobra, de sangue frio, não devia sobreviver aqui. Além disso, você sabia que o modo mais humano de matar uma aranha é com o frio? Sua resistência aqui é absolutamente incomum. Não me impressiona serem tratados como místicos.

Enquanto isso, a aranha é armazenada. Sinal de alerta, ahn? Vamos ver quantas ele consegue colecionar até o fim de sua viagem.

E então ele aproveita o resto da viagem para focar em um outro amigo. Utilizando de sua concentração, ele visualiza o padre. Seus sentidos irão buscá-lo sem que sua alma abandone o corpo desta vez.

"... Vamos, onde estão meus ossos?"

    Dados:10, 8, 4, 4, 7, 2, 8
    DAMARU rolou 7 dado(s) com dificuldade 6 para clarevidência e obteve 5 sucesso(s)

    Damaru transporta sua mente para onde seu alvo estava! A visão era complicada, era possível ver que o padre estava rezando. Parecia estar colocando todas as suas esperanças naquilo!


Pobre homem, deve estar desesperado. Se ao menos soubesse que Damaru só precisa de um mindinho...

Mas ele foca em seus arredores. Observando o lugar em que ele está, Damaru tenta identificar alguma pista. Há janelas? Há tecnologias que necessitem de combustível externo? Ele pode estar recebendo algo para sobreviver ali. Ele também vê a situação do padre. Ele está alimentado, ou sofre das intempéries da fome e do frio? Mais que isso, há algo que denuncie se ele é destro ou canhoto? Damaru pode muito bem ficar com o mindinho que ele não usa, a santidade é a mesma. Para isso ele maximiza seus sentidos astrais (Sentidos Aguçados) e também faz uma varredura na mente do padre em busca da informação (Telepatia).

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Re: Et innocentiae labem - Fria alma

Mensagem por HaSSaM em Sex Jun 01, 2018 4:42 pm

Lutando internamente contra a enorme vontade de fazer merda, Jack volta para seu acento. Confiar sua imortalidade nas habilidades de um mortal era uma das coisas mais desconfortáveis a se fazer, mas a outra opção era fugir pela janela e correr pela neve sozinho, o que não ajudava muito. Aquele ultimo minuto parecia durar uma eternidade, se alongando drasticamente naquela apreensão angustiante. Ele conseguiria? Merda. Poderia ser a porra de um alcoólatra que só estava ali para pagar as contas sem qualquer tipo de pericia. A menina acaba tirando a atenção de Jack de seus pensamentos pessimistas, ela que a segundos atrás estava quase chorando, No momento sorria e se divertia com a morte iminente. Isso o deixava levemente irritado, mas não mais do que a velha que não calava a boca, ou ao motorista que naquele momento dava uma girava brusca no volante jogando o ônibus para a morte certa. "É o fim. E eu fiz a escolha mais estupida que podia" Jack segura forte o cinto de segurança pronto para saltar dali. Mas a visão do ônibus ultrapassando diversos veículos o acalma lentamente "o desgraçado vai conseguir".

A destino era um velho sacana com aquelas piadas sem graça. E aquela viagem era uma delas. O imortal permanecia sentado olhando motorista descer do ônibus. As palavras da menina estavam tão distantes. Só uma coisa pairava por sua mente. Estava entre os vivos. Jack Hunter já passou por maus bocados, e em todas elas ele tinha autonomia para se livrar dos perigos, mas daquela vez ele não pode fazer nada além de sentar e assistir o fim chegando, podia até mesmo jurar que por um momento pode sentir o halito embriagado da morte sussurrando em seu ouvido. Um sorriso singelo se abre em seu rosto. Suas mãos desprendem suavemente o cinto. Olhava para a menina ao seu lado e então para a velha desacordada. "finalmente calou a boca" Ele pensa, seu humor estava começando a melhorar naquele momento, por isso não se incomodou de perder 2 segundos colocando  dois dedos no pescoço da velha para sentir sua pulsação.

- Espero que ela não esteja morta, não é mesmo? - Diz ele sorrindo maldosamente para a menina.

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Re: Et innocentiae labem - Fria alma

Mensagem por Papa Paradise em Dom Jun 03, 2018 10:31 pm



Andrew Kingler
pds:15/15 fv: 8/8

"- Olhemos pelo lado cheio, se chegássemos no voo que pousou aqui mais cedo, poderíamos estar mortos agora, com toneladas de neve em cima da gente."

Mary apenas reflete nas palavras de Andrew, ambos tem esse momento de introspecção. Ate que Andrew pergunta:

"- Você precisa mesmo chegar em Nuiqsut hoje? Estaria disposta a tentar uma loucura?"

Mary não tendo nada  a perder segue Andrew, pagando pra ver.

"- Venha me acompanhe!"

Andrew avista um alguém com fardamento indicativo do corpo de bombeiros e se aproxima:

"- Boa noite, estamos a passeio e vimos pelo noticiário a catástrofe próximo de Nuiqsut, somos enfermeiros no New York-Presbyterian Hospital e as vítimas são mais importantes do que as nossas férias, mais que um juramento temos um dever a cumprir… Estamos nos voluntariando para irmos com as equipes de buscas até a região e prestar o apoio que for necessários, imagino que num evento dessa magnitude toda ajuda será necessária. Precisamos ir com vocês!"

Naquela situação não foi difícil convencer que aquela ajuda seria bem vinda. O bombeiro prontamente responde:

-Senhores obrigado por sua disponibilidade!  È um momento muito oportuno, e acreditem, estamos com dificuldade na equipe médica, Venha, vou leva-los ao posto onde poderemos cadastra-los, infelizmente não poderemos oferecer pagamento, estão dispostos? Tragam sua documentação, sera rápido. Se puderem ir agora temos um helicóptero partindo.

Mary sussura para Andrew assustada enquanto o Bombeiro seguia na frente:

- Você enlouqueceu? Onde vamos conseguir os documentos? - Era nítido que ela tinha interesse, mas também estava com muito medo - E se as pessoas realmente precisarem de nossa ajuda, o que vamos fazer? Não sei se é certo!

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Re: Et innocentiae labem - Fria alma

Mensagem por Papa Paradise em Seg Jun 04, 2018 12:07 am


Damaru - FV 5/10/ pds 8/20

"- Isso é verdadeiramente fascinante. Como eu lhe disse, estou aqui em uma pesquisa biológica. E uma cobra, de sangue frio, não devia sobreviver aqui. Além disso, você sabia que o modo mais humano de matar uma aranha é com o frio? Sua resistência aqui é absolutamente incomum. Não me impressiona serem tratados como místicos."

-Exatamente! Não é incrível? Algumas pessoas já tentaram pesquisar sobre isso, mas em geral desistem, algumas até morreram. O último teve um ataque cardíaco. Parece uma maldição, tubo bem que nós não gostamos que as capturem, são sagrados para nosso povo, mas nunca fizemos mal a ninguém. Se você conseguiu permissão para estudar aqui, você deve mesmo ser alguém importante.

O trator ia a toda velocidade, na verdade, no máximo que podia. Saiam do vilarejo em direção as montanhas.

- Veja! - Disse Carlos. - Existem 4 dessas, uma em cada saída da cidade, não é linda? São um simbolo de proteção. Estão aqui muito antes dos pais, dos pais, dos pais dos nossos pais nascerem.




Em meio a conversa com Carlos, Damaru foca em observar seu alvo. O padre estava num lugar de quase completa escuridão, apenas uma vela iluminava seu em redor. O homem estava de joelhos, em oração constante, molhado de suor. Estava em um local diferente daquele que Damaru o havia encontrado. Não haviam janelas, o teto era extremante alto as paredes de pedras polidas, sem sinais de modernidade. Ele estava próximo a uma escadaria, mas não era possível ver muitos detalhes adiante sem iluminação. As mãos estavam juntas, não era possível detectar se era destro ou não. Damaru então tenta uma abordagem mais profunda entrando na mente do homem que pouco resiste.

Dados:7, 3, 7, 2, 5, 6, 2, 2
DAMARU rolou 8 dado(s) com dificuldade 4 para telepatia e obteve 4 sucesso(s)





Imediatamente Damaru sente o choque da agonia que o homem passava. Ele lutava contra algo que o impelia a duvidar de sua fé. Havia entregue sua vida para proteger o local e parecia ter sido abandonado pelo seu deus. Estava soterrado, quase sem esperanças. Sua unica luz parecia ser aquela vela que já estava no fim. Alem disso, havia uma presença pesada, Damaru lembra de ter sentido algo assim uma vez. Foi em seu encontro com Durga. mergulhado na psique do padre ele sente seu dilema e então compartilha de sua angustia. Estava tão profundo que desliga-se do mundo real sem perceber. Algo diferente acontecia, parecia estar em um lugar diferente, fazia frio e os sentimentos mudavam, então ele vê. O ancião avista algo que não esperava.  

Dados:10, 1, 9, 7, 9
DAMARU rolou 5 dado(s) com dificuldade 6 para coragem e obteve 3 sucessos

Damaru sentia a presença daquele ser inundar sua mente. Era nítido, ele estava sendo inundado por sentimentos malignos de ódio, morte, vingança e dor.

- Ele agora é meu! Sua existência me pertence, sua alma sofrerá! - A criatura disse avançando de encontro direto ao ancião.




Damaru é expulso da mente do padre e retorna a presença de Carlos.

- Senhor David, esta tudo bem? O senhor desmaiou, meu Deus esta gelado! Acho melhor voltarmos!

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Re: Et innocentiae labem - Fria alma

Mensagem por Gam em Seg Jun 04, 2018 8:22 pm

Esta criatura que vem se aproveitando do povo de Nuiqsut há tempos parece proteger bem seus segredos. Mas ela vai descobrir que Damaru é imune a ataques cardíacos. Este falso deus terá que mandar mais do que alguns vermes cheios de patas se quiser pará-lo.

A estátua da cobra é imensa e, Damaru não pode deixar de notar, desconfortavelmente semelhante a um grande defeco. Ele, contudo, guarda este comentário para si. Enquanto ouve o homem falar orgulhoso sobre seus místicos animais rastejantes, ele concentra-se em algo mais importante.

Ele ainda está lá! O velho padre está enterrado onde ele deixou, mas sua fé parece ser testada. O Ravno não sabe se o artefato continuará funcionando se a fé de seu dono original for interrompida, e prefere não arriscar. Talvez valha a pena ser o advogado do diabo dessa vez. O que, no caso, significa ser o advogado de Deus.

E então ele pode vê-la. É uma falsa deusa, então! A criatura tenta atormentá-lo com energias horríveis, dominá-lo em seu próprio jogo.

- Não, víbora! - Damaru encara o horror de frente. - Este homem pertence a Deus, e eu farei questão de que isto continue assim!

Sua presença não recua quando a dela vem ao seu encontro, e talvez este seja seu erro. Ele colapsa, acordando alguns instantes depois. Ele recompõe-se em seu encosto.

- Não, não. - Ele reage a Carlos, conforme sua pele ganha uma temperatura mais saudável ao toque. - Foi apenas uma queda de pressão, é normal.

E então ele retira um sachê de sal do bolso do casaco e deposita seu conteúdo sob a língua.

- Passei o dia tão animado que esqueci-me de me cuidar. Não se preocupe, vamos em frente. Existe alguém que precisa de mais atenção do que eu agora.

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Re: Et innocentiae labem - Fria alma

Mensagem por Poeta em Ter Jun 05, 2018 10:49 am

-Senhores obrigado por sua disponibilidade!  È um momento muito oportuno, e acreditem, estamos com dificuldade na equipe médica, Venha, vou leva-los ao posto onde poderemos cadastra-los, infelizmente não poderemos oferecer pagamento, estão dispostos?

- Por favor! Isso é quase uma ofença. Iremos ajudar, nem que precisemos ir a pé até o local!

Tragam sua documentação, sera rápido. Se puderem ir agora temos um helicóptero partindo.

- Sim, claro! Possuímos apenas nossos documentos de identificação aqui, afinal estamos de férias. Mas posso pedir para enviarem uma cópia dos nossos documentos profissionais, mas pode levar um tempo que talvez não tenhamos.

- Você enlouqueceu? Onde vamos conseguir os documentos? - Era nítido que ela tinha interesse, mas também estava com muito medo - E se as pessoas realmente precisarem de nossa ajuda, o que vamos fazer? Não sei se é certo!

-Não se preocupe com isso, essa é a nossa única chance. Você ouviu o rapaz, não estamos tirando a vaga de nenhum médico ou enfermeiro… E tenho certeza que a minha fé religiosa será de grande ajuda para as vítimas, estaremos ajundando sim… Da maneira que podemos!


Andrew aproveita a distância do bombeiro para fazer uma ligação mais privada:

- Querida Anabelle, aqui estou eu novamente, preciso de mais um favor urgente! Ligue para o chefe de edição da editora… Ele estará  lá, eu fiz questão que todas as repartições mais importantes trabalhassem nesse período, peça que ele faça dois “cartões de indentificação de funcionário” do hospital New York-Presbyterian função enfermeiro, um para mim, utilize o nome que estou usando nesta viagem e outro para Mary Blosson (…) isso com “n” no final, mandarei a foto dela assim que desligar. Após terminado encaminhe uma cópia para o meu e-mail, diga-o que ele tem 30 minutos para isso senão ele pode procurar um novo emprego... em outro ramo, claro.

Após desligar o telefone Andrew se vira para sua “colega” e tira uma foto estilo 3x4 e envia para Anabelle com a seguinte descrição: “favor mudar a cor da camisa”.

O Tremere não gostaria de ter que utilizar os crachás editados, ele realmente confiava que a emergência da situação seria suficiente para dispensar burocracias de identificações pessoais.

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Re: Et innocentiae labem - Fria alma

Mensagem por Papa Paradise em Dom Jun 10, 2018 6:37 pm

Jack Hunter
pds:5/10 fv: 6/6

Jack constata que a velha realmente havia morrido!

La fora os motoristas sobreviventes conversavam sobre os próximos passos. Eles já haviam contactado as autoridades sobre o desastre. Os correios seguiriam em frente e o motorista do ônibus de Jack e o do caminhão de combustível iriam esperar até que o resgate chegasse!

O motorista do ônibus entrava no veículos provavelmente para checar e dar as noticias, embora Jack já soubesse. A menina espera uma resposta sobre a avó!

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Re: Et innocentiae labem - Fria alma

Mensagem por Papa Paradise em Dom Jun 10, 2018 7:08 pm

Andrew Kingler
pds:15/15 fv: 8/8

Annabelle recebe as orientações de Andrew dizendo que faria o possível para atender o pedido.

Eles foram levados para um posto móvel do corpo de bombeiros  ela uma senhora os iria receber para fazer o cadastro.





- Ola Senhores! Eu sou Andra Wills! Muito obrigada por voluntariar-se, é um situação urgente! Por favor, seus documentos ou os números de seus registros profissionais para que eu faça o credenciamento! Só um minuto enquanto eu acesso a plataforma!

A mulher acaba levando mais tempo que isso, enquanto Mary suava frio e Annabele ganhava tempo para tentar fazer sua missão, ou um milagre.

Andra pede licença e vai conversar com alguém dentro da cabine, retornando minutos depois.

- Senhores lamento informar, mas a plataforma de cadastro parece estar offline, receio que não poderei liberar que sigam!    

Mary incorpora coragem, talvez inspirada pela ideia de Andrew, e toma iniciativa tentando persuadir Andra:

- Desculpe Miss Wills, mas devo insistir que esta é uma situação emergencial, pessoas podem ser privadas de viver pela burocracia que você insiste em manter. Que Interesse nos teríamos em mentir em um momento com esse? Por favor o helicóptero esta esperando cada minuto pode ser a decisão entre a vida e a morte! Acho que você vai querer lembrar desse momento como alguém que salvou vidas do que alguém que se ateve ao sistema e carregar  culpa em suas costas!


dados:
Dados:8, 4, 1, 8, 9, 7
MARY BLOSSOM rolou 6 dado(s) com dificuldade 6 para persuadir Andra e obteve 3 sucesso(s)
Dados:6, 2
ANDRA WILLS rolou 2 dado(s) com dificuldade 6 para resistir persuasão e obteve 1 sucesso(s)

Andra respira fundo analisando as palavras de Mary e diz:

- Tem razão! Naquele veiculo temos EPIs, vistam-se, e sigam para o Helicoptero! Que Deus os abençoe!



O bombeiro os apresenta a equipe salva vidas incluindo o cão farejador que não parava de latir para Andrew! O helicóptero parte rumo aos soterrados.

Não demorou muito, em algumas horas eles chegaram ao destino:



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Re: Et innocentiae labem - Fria alma

Mensagem por Papa Paradise em Dom Jun 10, 2018 7:25 pm

Damaru - FV 5/10/ pds 8/20

- Passei o dia tão animado que esqueci-me de me cuidar. Não se preocupe, vamos em frente. Existe alguém que precisa de mais atenção do que eu agora.

- Fico feliz que esteja bem!- Diz Carlos - Se você acha podemos continuar então vamos!

Eles seguem por mais uma hora até chegarem próximo do local onde o padre estava soterrado. Damaru tinha pequenos lapsos sobre serpentes no trajeto, aquilo ficara em sua mente. Em um certo ponto,  ao se aproximarem do local, Damaru sente algo. Alguma coisa parecia impelir sua aproximação, a sensação aumenta e de repente, a medida que o trator avança, ele é impedido de seguir junto.É literalmente barrado, empurrado para fora do veículo. Era como se uma barreira o impedisse.

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Re: Et innocentiae labem - Fria alma

Mensagem por Gam em Dom Jun 10, 2018 8:35 pm

"Mas o que..."

Ele mal tem reação conforme seu corpo é ejetado para fora do veículo. Em uma contenção rápida, ele concentra-se em manter uma versão de si acompanhando Carlos. O verdadeiro continua para trás, ofuscado na escuridão. Mais que isso, redefragmenta sua consciência. Desta vez ele concentra-se em Carlos (Clarividência), de maneira que possa acompanhá-lo para além da barreira.

E assim, dividindo sua atenção secular em três coisas simultâneas, ele aproxima-se de seu impedimento invisível. Ele tenta tocá-la, como fez anteriormente. Talvez reconheça a mesma sensação? Lembra-se que, em uma situação inversa, ele não era capaz de trespassá-la na forma espiritual. Será que agora conseguiria? Mas não, uma viagem astral é muito perigosa. Durga está lá, aguardando-o para forçar-lhe seu trabalho sujo.

Damaru caminha no entorno da barreira, tentando medir sua extensão. Qual será a essência deste efeito? A Falsa Deusa sabe que ele se aproxima, seria razoável assumir que é coisa dela. Mas também há o padre, que já o causou um efeito semelhante no passado. No mais, será que ele está em segurança ali? O ancião busca um local razoável para esconder-se enquanto vasculha seus arredores em busca de perigo.

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Re: Et innocentiae labem - Fria alma

Mensagem por Poeta em Seg Jun 11, 2018 9:52 am

- Desculpe Miss Wills, mas devo insistir que esta é uma situação emergencial, pessoas podem ser privadas de viver pela burocracia que você insiste em manter. Que Interesse nos teríamos em mentir em um momento com esse? Por favor o helicóptero esta esperando cada minuto pode ser a decisão entre a vida e a morte! Acho que você vai querer lembrar desse momento como alguém que salvou vidas do que alguém que se ateve ao sistema e carregar  culpa em suas costas!

Bravo! Pensava o Tremere, aos poucos a jovem ia se soltando.

Desde o início a idéia do Cainita era apenas conseguir chegar ao seu destino o mais rápido possível para poder iniciar o seu trabalho, porém ao pousar no local do acidente a visão era estarrecedora, onde antes deveria-se ter uma estrada, agora tinha-se uma montanha de neve. Ao imaginar a cena daquele braço de gelo esmagando possíveis veículos que passavam por ali, Andrew lembrou-se do próprio desespero que sofreu séculos atrás, numa França Napoleônica e simplesmente não conseguiu ignorar. Dentro da sua eterna luta interior, hoje a Besta perdia. Após o helicóptero desligar seus potentes motores o Feiticeiro [aguçava seus sentidos] e varria a área em [busca de algum vestígio de alma] que estivesse viva. Nem mesmo o sensível faro daqueles cachorros teriam a capacidade investigativa que seus dons sobrenaturais tinham. Se ainda existisse algum sobrevivente, o Tremere o acharia!

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Re: Et innocentiae labem - Fria alma

Mensagem por HaSSaM em Ter Jun 12, 2018 1:59 pm

Nenhum sinal de vida. Nenhuma pulsação de seu corpo. A velha estava morta igual Jack, mas de maneira diferente, ela havia ido para sempre para algum lugar do limbo, Jack ainda estava por ali perambulando pelo mundo e desafiando as leis dos deuses. O imortal retirava suas mãos do cadáver, por mais que gostasse de torturar a pobre criança, pois em sua inocência despertou em Jack amarguras esquecidas e feridas mal fechadas, naquele momento olhando para o fundo de seus olhos apreensivos, Jack perdeu a vontade de atormentá-la, se lembrou, a muitas décadas atrás, do telefone que informaram que sua mãe havia falecido, se lembrou da dor, do desespero, a solidão. Na época ele ainda era  humano, não um predador noturno, como é hoje. Assim ele chorou sem parar aquele dia. Se via sozinho e abandonado.

- Acho que ela esta dormindo. - Ele mente sem olhar nos olhos da menina, preocupado com o cinto que lhe prendia - Acho melhor deixa-la descansar. - Ele se levanta.

Jack se colocava fora daquele ônibus, deixaria outra pessoa dar a más noticias a menina. Não tinha nenhum obrigação quanto a isso. Não era da sua conta.  No momento, tinha problemas maiores para resolver, e talvez o caminhão dos correios pudesse lhe dar uma carona. Jack primeiro se aproxima do Motorista.

- Grande feito lá trás - Jack acaricia levemente o ego do motorista - Parece que perdemos a senhora lá dentro - Ele diz olhando para o ônibus.

Jack se aproxima do outro motorista.

- Boa noite, senhor. - Cumprimenta Jack - Poderia me dar uma carona pra cidade? Parece que eles vão demorar um tempo por aqui ainda - Ele diz olhando pro resto do pessoal.

Off : Jack irá utilizar presença 1

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Re: Et innocentiae labem - Fria alma

Mensagem por Poeta em Seg Jun 18, 2018 10:35 am

- Desculpe Miss Wills, mas devo insistir que esta é uma situação emergencial, pessoas podem ser privadas de viver pela burocracia que você insiste em manter. Que Interesse nos teríamos em mentir em um momento com esse? Por favor o helicóptero esta esperando cada minuto pode ser a decisão entre a vida e a morte! Acho que você vai querer lembrar desse momento como alguém que salvou vidas do que alguém que se ateve ao sistema e carregar  culpa em suas costas!

Bravo! Pensava o Tremere, aos poucos a jovem ia se soltando.

Desde o início a idéia do Cainita era apenas conseguir chegar ao seu destino o mais rápido possível para poder iniciar o seu trabalho, porém ao pousar no local do acidente a visão era estarrecedora, onde antes deveria-se ter uma estrada, agora tinha-se uma montanha de neve. Ao imaginar a cena daquele braço de gelo esmagando possíveis veículos que passavam por ali, Andrew lembrou-se do próprio desespero que sofreu séculos atrás, numa França Napoleônica e simplesmente não conseguiu ignorar. Dentro da sua eterna luta interior, hoje a Besta perdia. Após o helicóptero desligar seus potentes motores o Feiticeiro [aguçava seus sentidos] na busca de algum som de respiração ofegante, algum cheiro de sangue, a visão de algum pertence de vítimas... Assim como ele varria a área em [busca de algum vestígio de alma] que estivesse viva. Nem mesmo o sensível faro daqueles cachorros teriam a capacidade investigativa que seus dons sobrenaturais tinham. Se ainda existisse algum sobrevivente, o Tremere o acharia!

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