Californian Evenings – A Noite do Renascer

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Re: Californian Evenings – A Noite do Renascer

Mensagem por Papa Paradise em Qui Maio 24, 2018 6:12 pm

Um dia de sono era um bom escape! Não que ele se sentisse revigorado, afinal ele estava com a reserva de sangue pela metade. Isso não era desagradável mas também não era agradável, Papa analisaria seus lacaios, e se fosse possível, alimentaria-se de forma a não deixa-los em deficit.

Robert não lembrava-se do ocorrido! Ja era de se esperar, mexeram na mente dele afinal.

- Tudo bem Robert! O importante é que você esta bem agora! Hoje você ficara aqui eu e Dama iremos nos apresentar ao príncipe!

Dama pergunta:

"- Tem o caso da nossa "hóspede" no porão, também. O senhor irá interrogá-la agora ou depois que voltar da apresentação? "

- Embora a curiosidade me corroa, prefiro deixar para interroga-la amanha, com um laço completo. Não quero surpresas hoje! Também, não sabemos se ela é imune ao laço ou se já tem um! As vezes quando você sabe demais você é caçado, então é melhor ir ate o príncipe inocente. Contudo vou visita-la! Me acompanhe!

Papa desce, da mais um pouco de sangue para sua hospede. Antes de sair ele tenta entrar na mente dela (TELEPATIA) e ver se ela nutria algum sentimento forte por alguém, um sentimento tão forte quanto um laço de sangue! Algo que indicasse seu estado emocional e suas ligações através do sangue, até mesmo se ela era imune era possível descobrir, com sorte! Isso era adiantar-e no jogo!

Em seguida Papa pede que dama chame um táxi e eles partem para o Elisium!


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Re: Californian Evenings – A Noite do Renascer

Mensagem por Undead Freak em Sex Maio 25, 2018 1:10 pm

Papa Paradise

Resumo:

Pontos de Sangue: 09/15
Força de Vontade: 6/8
Vitalidade: Ok

Observações:

- Ofuscação 3 Ativa.


Off: Robert não está em condições de lhe ceder sangue, mas vou considerar que você tomou 3 pontos de sangue de Dama. Mais do que isso você pode afetar o desempenho dela.

- Embora a curiosidade me corroa, prefiro deixar para interroga-la amanha, com um laço completo. Não quero surpresas hoje! Também, não sabemos se ela é imune ao laço ou se já tem um! As vezes quando você sabe demais você é caçado, então é melhor ir ate o príncipe inocente. Contudo vou visita-la! Me acompanhe!

Naquele momento, Dama acompanhou o seu mestre Samedi até o porão, onde a vampira do cemitério que atacara Robert jazia empalada desde a noite anterior. Suas expressões e traços, assim como o formato de sua cabeça já tinham voltado ao normal. Ela ainda, contudo, se encontrava imóvel, estacada. Após alimentá-la com um pouco mais do seu sangue, Papa resolve fazer um processo de sondagem, arrancando algumas informações da mulher através da leitura de sua mente.

Off: -1 PdS, por alimentar a vampira.
_____________________________________________________________
Telepatia, Auspícios 4:

-1 FDV.
Inteligência+Lábia (Dif. 8 ): 1 Sucesso.
_____________________________________________________________

Penetrar na mente dos mortos vivos era difícil. Papa não pôde obter muitas informações. O único vislumbre que obteve foi a imagem de um rosto.


Não havia tempo agora para refletir sobre quem poderia ser, pois algo de mais importante aconteceria: a apresentação. Como solicitado, Dama chamou um táxi enquanto Papa se arrumava e separava os itens necessários para a sua apresentação. O destino, como indicado por Liane, era o Millennium Biltmore.

Off: Vou considerar que Dama vai com você, já que ela normalmente paga as corridas.


A entrada do local era um tanto bela. A arquitetura do local parecia algo que realmente tinha o poder de transportar alguém para outra época. A dupla não teve muito tempo para contemplar tamanha beleza, contudo. Alguns instantes depois que o táxi se foi, após ter sido pago por Dama, um homem veio na direção do Samedi e sua carniçal, abordando-os respeitosamente.


-- Bem-vindo ao Millenium Baltimore, Senhor Secretário. -- Disse o homem com um sorriso, cumprimentando Papa, após reconhecê-lo pelas vestes e pelo buquê. Então ele se vira para Dama, cumprimentando-a com a mesma etiqueta. -- Bem-vinda, senhorita! É um prazer. Eu sou o Professor Nolan Folk. Eu sou o responsável pelo hotel. Me sigam, por favor.










A cada aposento visitado era possível ver o tamanho e a beleza de todo aquele local. Não era apenas belo, era um local majestoso em todos os aspectos. O caminhar era lento, o que permitia que a dupla que seguia Nolan podia ver todos os detalhes em quartos, corretores e áreas de alimentação e recreação. Por fim, eles pararam diante de um elevador.

-- Nós vamos para o último andar, na primeira suíte. O Príncipe vai estar lá, aguardando por você. Senhorita, me perdoe, mas antes de prosseguir com o Senhor Secretário, infelizmente preciso pedir que a senhora nos aguarde por aqui. A senhora pode se alimentar à vontade e aguardar na área que mais lhe agradar. Não se preocupe. Não vamos demorar.

Ao chegarem na porta da suíte, Nolan pediu para Papa aguardar um minuto. Ele então bateu na porta e abriu, esticando a cabeça pelo vão.

-- Majestade? Ele está aqui.

Ele então fez sinal para que Papa entrasse, e fechou a porta atrás de si. Era um quarto escuro, enorme e, pelo pouco que Papa podia ver, não tinha absolutamente nada. Não tinha cama, mobília ou aparelhos eletrônicos. Era um grande nada. Não parecia ter ninguém também, mas de repente um círculo de velas se acendeu no chão, com uma vela acendendo após a outra com grande rapidez, até que o círculo estivesse todo acesso. Era um círculo grande, medindo sete por sete metros. Dentro do círculo, havia uma pilha de crânios que atingia, pelo menos, três metros de altura. Acima da pilha havia uma espécie de trono. Primeiro não havia ninguém, mas de repente Papa viu ali, subitamente uma mulher de beleza sobrenatural sentada, olhando para ele.


-- Seja bem-vindo a Los Angeles, filho de Cain. Aproxime-se. -- Sua voz era doce, mas parecia pesada, densa e soava perturbadora. A beleza da mulher era tamanha que chegava a hipnotizar.


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Re: Californian Evenings – A Noite do Renascer

Mensagem por Papa Paradise em Sex Maio 25, 2018 3:12 pm

Papa segue com Dama para o Millennium. No caminho sua mente maquina sobre a imagem que lhe fora revelada na mente de sua prisioneira. Então havia ali uma ligação sanguínea com aquele ser, provavelmente sua progenitora. Agora quem seria? Bem, papa não esqueceria aquele rosto! Agora era hora de se preocupar com a realeza. Eles chegam ao hotel e são recebidos por Nolan folk. Simpático a princípio, ao menos tratou Dama bem, isso é um ponto positivo, mas não era um vampiro, então não seria o zelador, parecia estranho! Eles entram pelo hotel e papa fica alerta para ver outros vampiros. Nolan pede que dama espere e papa a exorta:

- Querida, não devo demorar, de qualquer forma me espere aqui perto, e esteja atenta ao celular, Robert pode precisar de algo!

Na sala de reunião o príncipe se apresenta impressionantemente, Papa se sente lisonjeado, afinal ele foi recebido com atenção, isso já era algo, tratando-se de um príncipe!

"- Seja bem-vindo a Los Angeles, filho de Cain. Aproxime-se."

Papa estava ofuscado em sua aparência social usava de qualquer forma a roupa branca também em sua forma original, era uma forma de respeito mostrar essa preocupação!

- Permita que me aproxime majestade!

Papa deposita as flores aos pés da pilha de crânios!

- Devo apresentar-me oficialmente como Múmia cria de Sangria Negra, que é cria de Alfonse Cédric, Primógeno Nosferatu de Los Angeles. A sua disposição!

Nesse momento Papa desfaz a ofuscação mostrando sua forma original:




- Majestade, não pense que eu ousaria insultar sua inteligência achando que não sabes quem realmente sou. Porém, eu devo usar dentro da sociedade a alcunha de Múmia, não simplesmente por um cuidado comigo, mas também com cuidado e respeito pelo seu domínio. Infelizmente este ser que vos fala é procurado por caçadores e atrair qualquer suspeita seria extremamente desagradável.

- Dessa forma, eu humildemente peço sua permissão para continuar apresentando me assim aos demais. Peço também que aceite minha estadia em seu domínio, assim como de meus dois lacaios. Peço transparentemente, como Papa Paradise, Samedi de progenitura órfã, original de Nova Orleans, oráculo amigo da primigenie de Nova York e Las Vegas. Ofereço meus serviços a sua corte.

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Re: Californian Evenings – A Noite do Renascer

Mensagem por Undead Freak em Sex Maio 25, 2018 3:43 pm

Papa Paradise

Resumo:

Pontos de Sangue: 09/15
Força de Vontade: 7/8
Vitalidade: Ok

- Permita que me aproxime majestade!

Como Liane instruíra, ele depositou o buquê abaixo da pilha de crânios. Ele pôde notar um sorriso de satisfação do Príncipe com esse ato.

- Devo apresentar-me oficialmente como Múmia cria de Sangria Negra, que é cria de Alfonse Cédric, Primógeno Nosferatu de Los Angeles. A sua disposição!

Nesse momento ele corta os efeitos de seu poder, revelando sua verdadeira aparência para ela.

- Majestade, não pense que eu ousaria insultar sua inteligência achando que não sabes quem realmente sou. Porém, eu devo usar dentro da sociedade a alcunha de Múmia, não simplesmente por um cuidado comigo, mas também com cuidado e respeito pelo seu domínio. Infelizmente este ser que vos fala é procurado por caçadores e atrair qualquer suspeita seria extremamente desagradável.

Ela desceu do trono com um salto gracioso, parecendo não se preocupar com os detalhes de ele ser caçado.

- Dessa forma, eu humildemente peço sua permissão para continuar apresentando me assim aos demais. Peço também que aceite minha estadia em seu domínio, assim como de meus dois lacaios. Peço transparentemente, como Papa Paradise, Samedi de progenitura órfã, original de Nova Orleans, oráculo amigo da primigenie de Nova York e Las Vegas. Ofereço meus serviços a sua corte.

Ela se aproximou dele com um sorriso frio. A forma como se movia, a forma como olhava, a forma como falava... Tudo parecia interagir com o ambiente. Era estranha, de fato. Até mesmo sua beleza tinha algo de perturbador.

-- Permissão tu tens, assim como aqueles próximos a você. Eu te peço perdão por essa recepção sem graça, mas no momento seria imprudente aglomerar cainitas, mesmo em um Elísio tão esplendoroso como esse. Eu de fato me sinto frustrada, pois normalmente as apresentações são, literalmente, um espetáculo para toda a nossa sociedade. No entanto, há mais duas pessoas que eu quero que você conheça, aproveitando que estamos aqui... Nishka, venha aqui, por favor.

Dos cantos sombrios do quarto surge uma vampira. Ela olha para Papa e parece não ter nenhum tipo de emoção. Era fria e tão perturbadora quanto o próprio Príncipe. Ela apenas cumprimenta Papa com uma reverência, sem nada dizer.


A mulher então se volta e ajoelha diante do Príncipe, olhando para o chão e permanecendo imóvel, em um sinal completo de submissão.

-- Nishka é a minha xerife. Muito eficiente. A segunda pessoa, na verdade, acredito que já conheça.


Diante de Papa, também surgindo subitamente das trevas do quarto, a mulher do cemitério aparece -- a única do trio que Papa havia deixado fugir. Ela nada dizia, mas olhava furiosa para o Samedi.

-- Veja bem, meu caro: Não quero deixar um gosto amargo na sua apresentação, mas... Foi me dito que você atacou um trio de vampiros no cemitério, deixando um em torpor e o outro, ou melhor, a outra, você levou para o seu refúgio, a prendeu contra a sua vontade e a mantêm estacada, alimentando-a com o seu sangue. Tudo assim que acabou de chegar e antes dessa apresentação. Toda essa informação bate?

Nesse momento Nishka olhou para ele. Seus olhos frios, mesmo sem emoção, pareciam sugerir uma pontada de cólera.

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Re: Californian Evenings – A Noite do Renascer

Mensagem por Papa Paradise em Sex Maio 25, 2018 5:13 pm



- Permissão tu tens, assim como aqueles próximos a você. Eu te peço perdão por essa recepção sem graça, mas no momento seria imprudente aglomerar cainitas, mesmo em um Elísio tão esplendoroso como esse. Eu de fato me sinto frustrada, pois normalmente as apresentações são, literalmente, um espetáculo para toda a nossa sociedade.

- De forma alguma foi uma recepção sem graça majestade, sua imponência e beleza são por si um espetáculo a parte!

"-No entanto, há mais duas pessoas que eu quero que você conheça, aproveitando que estamos aqui... Nishka, venha aqui, por favor. "

- Achei que estávamos a sós, talvez eu tenha compartilhado informações demais, mas acredito que são pessoas de confiança certo?

"- Nishka é a minha xerife. Muito eficiente. "

- Muito prazer Xerife! - Ele faz uma reverencia!

"-A segunda pessoa, na verdade, acredito que já conheça."

- Sim! - Papa sorri. - Permita me explicar a minha versão!

- Ao chegar em LA procurei Liane Harrison, assim como me foi sugerido pela primigenie de NY. Inclusive, gostaria de deixar boas impressões sobre ela, que me recebeu e gentilmente me ofereceu um refugio na cidade! Acontece que, ao sair do Pier de Santa Mônica, meu lacaio foi atacado mentalmente e forçado a seguir para o cemitério por uma criatura maltrapilha de aparência infantil,  pelas minhas analises um vampiro. No telefone a criança disse ter seguido ordens de seu mestre e me deu o endereço do cemitério, quando cheguei vi que meu lacaio estava sendo consumido por 3 vampiros. Tomado em fúria eu os ataquei!

- O lacaio, apesar de humano, é uma peça muito importante para minha sobrevivência, e eu não queria correr o risco de tentar uma diplomacia e perde-lo, ou ser atacado antes. Dessa forma, eu acho que me recordo da colega que me apresentas, embora na ocasião sua expressão facial não fosse tão segura como agora. - Papa olha para a moça e sorri!

- De forma que capturei um deles porque eu precisava interrogar, precisava de informações! Imagine que eu sou um ser discreto e chego um lugar onde mesmo antes de apresentar-me ao príncipe, vampiros já sabem sobre mim e sou sou atacado grosseiramente! Acho que qualquer um, em meu lugar,, faria o mesmo, ou pior! De qualquer forma, a prisioneira esta segura e sem maiores lesões,  posso devolve-la ainda esta noite, se ordenar! E por favor aceite minhas desculpas! - ELe olha para a moça - Tudo que fiz foi em legitima defesa. Como esta seu amigo?

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Re: Californian Evenings – A Noite do Renascer

Mensagem por Undead Freak em Seg Maio 28, 2018 4:12 pm

Papa Paradise

Resumo:


Pontos de Sangue: 09/15
Força de Vontade: 7/8
Vitalidade: Ok


- Sim! - Papa sorri. - Permita me explicar a minha versão!

Sem perder o sorriso, o Príncipe faz um leve aceno de cabeça, deixando claro que Papa teria o direito de fala.

- Ao chegar em LA procurei Liane Harrison, assim como me foi sugerido pela primigenie de NY. Inclusive, gostaria de deixar boas impressões sobre ela, que me recebeu e gentilmente me ofereceu um refugio na cidade! Acontece que, ao sair do Pier de Santa Mônica, meu lacaio foi atacado mentalmente e forçado a seguir para o cemitério por uma criatura maltrapilha de aparência infantil, pelas minhas analises um vampiro. No telefone a criança disse ter seguido ordens de seu mestre e me deu o endereço do cemitério, quando cheguei vi que meu lacaio estava sendo consumido por 3 vampiros. Tomado em fúria eu os ataquei!

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Percepção+Empatia (dif. 9): 1 Sucesso.
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Nesse momento, Papa percebeu que a expressão do Príncipe mudou para traços que sugeriam simultaneamente reflexão e uma certa raiva, no entanto ela não interrompeu o relato do Samedi.

- O lacaio, apesar de humano, é uma peça muito importante para minha sobrevivência, e eu não queria correr o risco de tentar uma diplomacia e perdê-lo, ou ser atacado antes. Dessa forma, eu acho que me recordo da colega que me apresentas, embora na ocasião sua expressão facial não fosse tão segura como agora. - Papa olha para a moça e sorri!

A mulher nada disse, no entanto Papa percebeu que ela demonstrava um desconforto que não conseguia esconder de forma alguma. O desconforto não era por causa dele, mas parecia ser medo, fosse do Príncipe, do xerife ou de ambos. Isso ficou claro quando o Príncipe momentaneamente olhou para ela nos olhos, fazendo-a tremer, literalmente.

- De forma que capturei um deles porque eu precisava interrogar, precisava de informações! Imagine que eu sou um ser discreto e chego um lugar onde mesmo antes de apresentar-me ao príncipe, vampiros já sabem sobre mim e sou atacado grosseiramente! Acho que qualquer um, em meu lugar, faria o mesmo, ou pior! De qualquer forma, a prisioneira esta segura e sem maiores lesões, posso devolvê-la ainda esta noite, se ordenar! E por favor aceite minhas desculpas! - ELe olha para a moça - Tudo que fiz foi em legitima defesa. Como esta seu amigo?

O Príncipe sequer deu oportunidade para a vampira responder. Ela tomou a dianteira da conversa, aproximando-se e tocando amigavelmente o ombro de Papa.

-- Eu entendo. Agiu sabiamente e eu não o reprimo por seus atos. No entanto, para que isso fique "numa boa", como dizem os jovens, infelizmente preciso pedir a você que liberte imediatamente a cainita que está em seu refúgio. E quanto a você, querida,
-- diz ela encarando a outra vampira -- trate de pedir desculpas. Vamos conversar depois, você e eu, já que você não me contou tudo o que realmente houve...

A vampira, temerosa diante do Príncipe e do Xerife, veio até Papa e disse brevemente, antes de se retirar.

-- Me desculpe. Não sabíamos que se tratava do seu carniçal. Não vai acontecer de novo...

Ela então sai da sala, como se fosse impelida por uma força maior a abandonar o local.

-- Bom! -- Disse o Príncipe, alargando o sorriso. -- Aceite minhas desculpas pela ação irresponsável dessa caitiff. Eu, Katherine, da casa da lua, lhe dou as boas-vindas oficiais ao meus domínios de Los Angeles! Agora... Só mais uma coisa, antes de ir: Preciso que me conte mais sobre essa menininha maltrapilha que viste.

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Re: Californian Evenings – A Noite do Renascer

Mensagem por Papa Paradise em Qui Maio 31, 2018 3:29 pm

Foi um tiro no escuro relatar a verdade, mas com 200 anos, você aprende a ter as costas largas, ainda mais com fortitude! Não havia motivos para mentir para o príncipe e ele estava agindo em legitima defesa, ou por fúria com motivo!

"- Eu entendo. Agiu sabiamente e eu não o reprimo por seus atos. No entanto, para que isso fique "numa boa", como dizem os jovens, infelizmente preciso pedir a você que liberte imediatamente a cainita que está em seu refúgio."

- Sim, farei isto com urgência!

"-Só mais uma coisa, antes de ir: Preciso que me conte mais sobre essa menininha maltrapilha que viste."

- Muito bem! Em minha visão auspiciônica, que batia com descrição das pessoas que viram o acontecido, ela tinha a aparência...Papa explica com detalhes o que viu. Outro detalhe importante é que no cemitério eu consegui contactar alguns espíritos que informaram sobre alguém conhecido como ceifadora, ao vasculhar a mente de minha prisioneira também vi o rosto de uma mulher assim... Papa descreve o que viu! Esta mulher é provavelmente quem abraçou os membros que estavam cemitério ou tem um controle de sangue sobre eles muito forte! Não sei no que isso poderia ajudar, mas são as informações que tenho!

-Majestade, eu vim de Los angeles com o titulo de secretario do clã Nosferatus, mas obviamente o título não funciona fora de la! Nesse caso, como não conheço o circulo de seu domínio!

- Como esta Primigenie? Você poderia considerar inserir meu status de alguma forma dentro de algum circulo da Hierarquia local? Peço desculpas se estiver sendo inconveniente, eu apenas estou procurando uma melhor maneira de ser útil!

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Re: Californian Evenings – A Noite do Renascer

Mensagem por Undead Freak em Sex Jun 01, 2018 7:48 pm

Papa Paradise

Resumo:

Pontos de Sangue: 09/15
Força de Vontade: 7/8
Vitalidade: Ok

- Muito bem! Em minha visão auspiciônica, que batia com descrição das pessoas que viram o acontecido, ela tinha a aparência... -- Papa explica com detalhes o que viu. -- Outro detalhe importante é que no cemitério eu consegui contactar alguns espíritos que informaram sobre alguém conhecido como ceifadora, ao vasculhar a mente de minha prisioneira também vi o rosto de uma mulher assim... -- Papa descreve o que viu! -- Esta mulher é provavelmente quem abraçou os membros que estavam cemitério ou tem um controle de sangue sobre eles muito forte! Não sei no que isso poderia ajudar, mas são as informações que tenho!

-- Ceifadora, você disse? -- O Príncipe refletiu por um momento. -- Sim, agora me lembro desse nome. O traidor Giovanni mencionou esse nome para mim uma vez, antes de fugir com a cabeça a prêmio. Quanto a menina, ela é uma das servas de Fabrício, que é o primeiro nome do Giovanni que operava nesta cidade em comum acordo com minhas leis, mas como era de se esperar, ele de repente achou que não tinha mais a obrigação de me obedecer... -- Katherin então riu de forma debochada e breve. -- No píer, certo? -- Ela então se vira para o xerife e diz: -- Junte sua tropa, cara Nishka. Investigue aquele lugar imediatamente. -- Papa então vê a estranha vampira fazer uma reverência exagerada para o Príncipe, e deixa a sala calmamente.

-Majestade, eu vim de Los angeles com o titulo de secretario do clã Nosferatus, mas obviamente o título não funciona fora de la! Nesse caso, como não conheço o circulo de seu domínio!

-- De fato, meu caro. Não creio que terá muita utilidade tão longe de casa, infelizmente.

- Como esta Primigenie? Você poderia considerar inserir meu status de alguma forma dentro de algum circulo da Hierarquia local? Peço desculpas se estiver sendo inconveniente, eu apenas estou procurando uma melhor maneira de ser útil!

Nesse momento o Príncipe fechou os olhos, como que refletindo sobre as palavras de Papa. Subitamente ela abriu os olhos, arregalados, sorriu de uma forma exagerada e riu timidamente, fazendo um movimento de dança no ar, semelhante ao giro de uma bailarina e então, com olhar cortante, falou para Papa sem perder o sorriso:

-- Veja que genial! Giovanni precisa ser destruído, e alguns dos meus melhores aliados, e isso incluí os nosferatu, estão colaborando na caçada, tanto de forma ativa quanto logística. Que tal unir o útil ao agradável? Um dos meus lhe apresenta e você auxilia na caçada. Que tal? -- Dizia ela, com um ânimo súbito e um tanto estranho.

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Re: Californian Evenings – A Noite do Renascer

Mensagem por Papa Paradise em Dom Jun 10, 2018 6:22 pm

Pelo visto a coisa estava um pouco fora de controle no Pier mesmo! E a xerife parecia estar fora, tanto quanto o príncipe! O pior de tudo era o tal Giovanni, Felipe Giovanni! Agora Várias questões surgiam, a tal ceifadora, quem seria? Como o príncipe ouviu falar de alguém em seu domínio, alguém que esta fazendo caitifes, a misteriosa ceifadora da qual os espíritos falaram! Se a menina era serva de Fabrício, então ele sabia sobre Papa? De qualquer forma haveria uma caçada ao Giovanni, isso poderia ser bom!

"-Veja que genial! Giovanni precisa ser destruído, e alguns dos meus melhores aliados, e isso incluí os nosferatu, estão colaborando na caçada, tanto de forma ativa quanto logística. Que tal unir o útil ao agradável? Um dos meus lhe apresenta e você auxilia na caçada. Que tal?

- Acho uma boa proposta Majestade! Estou a disposição! Como sabe  Giovannis são uma ameaça constante para os de minha linhagem. Este parece já sabe algo sobre mim, já que de certa forma, fui recebido por um servo dele. Se importa de me dar mais detalhes sobre o que houve? Que tipo de Aliança existia entre ele e seu domínio? Sabes que tipo de magia ele usa? Ainda não possui este dom mas é algo que me interessa muito!

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Re: Californian Evenings – A Noite do Renascer

Mensagem por Undead Freak em Seg Jun 11, 2018 4:55 pm

Papa Paradise

Resumo:


Pontos de Sangue: 09/15
Força de Vontade: 7/8
Vitalidade: Ok


- Acho uma boa proposta Majestade! Estou a disposição! Como sabe  Giovannis são uma ameaça constante para os de minha linhagem. Este parece já sabe algo sobre mim, já que de certa forma, fui recebido por um servo dele. Se importa de me dar mais detalhes sobre o que houve? Que tipo de Aliança existia entre ele e seu domínio? Sabes que tipo de magia ele usa? Ainda não possui este dom mas é algo que me interessa muito!

Novamente Katherin fecha seus olhos. Ela também estica os braços e começa a caminhar lentamente de um lado para o outro na sala, pondo uma perna na frente da outra com muita cautela; primeiro tocando a ponta dos dedos e depois descendo até o calcanhar tocar o chão, como se estivesse caminhando em uma corda bamba imaginária, indo e voltando a cada cinco passos, de forma metódica. Seus olhos em momento algum abriram novamente enquanto ela continuava a ouvir Papa e responder suas perguntas.

-- Fabrício...
-- Dizia ela em uma voz estranhamente aguda, como se falasse com a voz de outra pessoa ou estivesse incorporando um espírito -- Fabrício é como todos os Giovanni, no entanto seguia minhas regras sem se meter nos assuntos da Camarilla. Era um bom traficante de armas, vê? Nunca havia quebrado as regras até... até... -- e então seus olhos se abrem, sua expressão se contorce em puro ódio e sua voz fica grave gutural -- até ele "vender" seus exércitos de mortos-vivos para o Sabá, destruir San Diego e tentar fazer o mesmo aqui!


Inteligência, dif. 6: 2 Sucessos.

Você se lembra dos acontecimentos recentes na cidade de San Diego. A cidade está supostamente em quarentena devido a uma epidemia que a mídia mortal alega ser de uma variante do vírus da raiva. Os jornais também mencionaram que a dita doença quase escapou para LA. Aparentemente a coisa foi muito mais horrível e bem diferente do que os jornais contam -- como sempre...

Em um salto assustadoramente alto e gracioso, ela retorna de forma acrobática até o seu trono, assumindo as mesmas expressões e voz do início da conversa, quando Papa se apresentou, retomando o diálogo em um tom um tanto melancólico:

-- Pode ir, agora. Retorna para tua morada. Amanhã um amigo Nosferatu estará contigo, e te proverá todos os demais detalhes que precisa. Nolan vai escoltá-lo até a saída -- Disse ela, antes de simplesmente desaparecer.

Quase que na mesma hora Nolan volta a bater na porta, estende a cabeça e pergunta para Papa:

-- Está pronto, senhor? Seja bem-vindo e espero que tudo tenha acabado bem.


Nolan amistosamente o conduz para fora e o acompanha até onde Dama estava. Ela se encontrava sentada em uma mesa de vidro muito elegante, tomando algo que parecia ser uma espécie de milk shake de chocolate. Quando viu Papa retornando, sugou rápido o resto da bebiba, que já se encontrava no fim e foi até seu mestre -- Ela foi sensata a ponto de não dizer nada até que Nolan os conduzisse para fora do Elísio.

-- Se precisar de mim, senhor, basta me chamar -- Nolan então entrega um cartãozinho com o seu número de telefone e se despede, retornando para dentro daquela magnífica construção.

-- Espero que tenha acabado tudo bem -- começou Dama. -- Honestamente fiquei um pouco preocupada, mas... Esqueça. Vamos voltar para "nossa casa" ou precisa ir em algum outro lugar antes?

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Re: Californian Evenings – A Noite do Renascer

Mensagem por Aradia em Ter Jun 19, 2018 1:51 pm


Era como voltar do coma após anos vegetando. Com a visão lograda, tentava enxergar algo além da nebulosa luz. Os olhos cadavéricos desacostumados, depois de meses ou talvez, anos com algo além da escuridão, ardiam.
Ao tocar o próprio rosto, lágrimas de sangue ressecadas na face confundiam o tato que buscava por resposta.
Quem ela era agora? A cama de madeira maciça, com design anoso, tinha um cheiro peculiar não identificado. A luminosidade do ambiente proveniente de uma vela lhe causava um arrepio agudo originado de sua espinha.

Na mesa de apoio ao seu lado, seu diário.

” Passaria por mais um casulo, mais uma transformação. Em meio a gritos e choro, viu sua mãe morrer pelas suas próprias mão mais uma vez, sua mente sendo absorvida, suas emoções tragadas ao nada. O vazio crescia, enquanto a nova estrela era fabricada.

Pulsou agarrada a todos os seus antigos eus. Mirela, Cassandra, Yeva. Doía tanto...
O sol queimava o resto de si, enquanto cada fragmento do seu próprio eu voltava ao universo.

No plano físico, acontecia algo indescritível, trabalhava em si de maneira ininterrupta e sangrenta. Moldava a aparência exterior. Transformava-se em criatura demoníaca para então assumir a própria e nova forma. Mas o que acontecia no plano real, era diferente do que via astralmente, em sua própria cabeça.

Desprendia-se completamente do que havia sido. Passava-se muito tempo. Anos. Seu exterior era criado e re-criado a medida que a metamorfose astral acontecia. Como a colisão entre estrelas, o cenário virava a pior versão de uma catástrofe sangrenta.

Yeva presenciava da forma mais inconsciente o que sempre pregou, sobre o ponto onde a metamorfose encontrava e modificava astralmente a alma. Tudo isso ficou em seu subconsciente, a cada transformação. Mas sempre que recobrava a consciência, perdia todas as respostas.

Uma única gota do que foi Yeva, ficava agarrada a outra gota, do que foi Cassandra, que estava atrelada a outra gota, do que foi Mirela. Era a única essência que sempre ficava. A monstruosidade. Era a única coisa que tinha do que foi. E era a única coisa que as trazia de volta.

Em todo ato monstruoso cometido pela Cainita, não era ela unitária. Eram as três, e agora, serão as quatro.

Ela começava a nascer novamente. A energia astral era reestabelecida. Fragmentos astrais eram colhidos formando a aparência física de seu novo eu. Uma membro completamente nova e sem história, um eu completamente novo e sem história. Carregado de experiência.

Essa gestação durou mais que qualquer outra. Yeva havia dado a luz, e a própria vida a ela.”

Recobrando a consciência, e distinguindo a realidade absoluta. Os finos dedos delicadamente moldados tocavam a única coisa que não mudou. A marca que Yeva deixou, nenhuma outra antes dela jamais deixou. Ingenuidade, arrogância ou demasiada coragem?

Morpheus, entretanto não tinha passado pelo qual devesse se arrepender. A gravura em suas costas contava a historia de outra pessoa. Outra pessoa que só tinha como semelhança a monstruosidade.

Olhou a sua volta e começou a usar os retalhos de tecido e sangue que sobraram no quarto para moldar arabescos que deixavam o recinto de carne, mais rebuscado e suntuoso. Sem ajuda de serviçais, iniciava e terminava a limpeza. Necessitava de muitas coisas, mas presava a etiqueta e a civilidade, então, esperou que seu anfitrião desse o ar da graça. Apreensiva, afinal, seria o primeiro encontro com o Monge, ou com qualquer outro ser consciente.
Embora a gravura nas costas não pertencesse a sua história, ela deixava um vazio grande no alma. Enquanto esperava, as brumas desse vazio tomava sua essência com o medo do que aquilo poderia ser.

"Isso que foi arrancado de você, era a única coisa da qual o monge queria em troca. E agora, o que poderá dar?" Yeva provocava com seu tom sombrio e arrogante.

O que Morpheus poderia entregar ao Monge? Seus pensamentos giravam em torno disso. Sentiu enjoo. E o latente arrepio de medo a fazia encolher.

"O que foi? Dei eu lugar a uma medrosa covarde?" Indagava Yeva, finalizando com uma gargalhada de quem se orgulhava da triste situação que deixara a sua sucessora.
Apagou dentro de si, por medo ou devoção as que vieram antes de si. Morpheus era mais intuição, ela era ligada com tudo o que não era material.
Isso esfarinhava suas antecessoras na dor mais temível que jamais sentiram. As calculistas antes de Morpheus viram seus planos encobertos pela névoa demagoga de Psychopompos.

No âmago da dor espiritual, a nova Tzimisce não era lembrança de um passado. Não era parte do jogo de controle do qual aquele corpo era peça. Preferiu criar seu espaço, se esconder daquelas que pretendiam a dominar e guiar. Morpheus é guia, é encontro, é clareza e sabedoria. No ápice, seu recanto virou refúgio da besta. Sua catedral estava na alma. E nada a faria sair dali, nem o risco da inexistência. Ela era a chama que aquecia o coração morto, que espantava a doença de viver como um defunto.

As suas certezas, convicções vinham de reflexões fora da cultura que habitava. Como se um alien a tivesse levado para o espaço tempo.

Mirela, a carniçal, não tinha forças ou vontade de argumentar. Por mais que sua vida mortal a tivesse maltratado e ferido; ela não aceitava o monstro que havia se tornado. Mas ela, ela foi a raiz de todas as cadeias que fizeram esse monstro crescer, se tornando a Cassandra, a morte Mirela, foi espiritual, e nada sobre o que ela foi, poderia ser lembrado.

Cassandra foi a maior executora da monstruosidade da história daquele corpo. Muito inconsequente, tinha dor suficiente para distribuir, sem pensar em consequência. Mas a sorte, a sorte é e sempre foi dos inconsequentes. Ninguém sobreviveu a tanta estripulias como ela. A sorte não abandonou Cassandra, seu último presente, foi Yeva.

Yeva era sim calculista, tudo paranoico e devidamente planejado. Cada palavra "normativamente" posicionada por seus conjuntos infalíveis de diagramas e análises frias. O mínimo sinal de empatia, era apenas dado e teste. Cada monstruosidade que a alimentava de prazer, também fazia parte de um plano maior. Sua capacidade de improviso, foi forçada ao limite pela Catedral de Carne. O maior de sonhos (ou ambições). Mas a sua frieza, tirou dela a capacidade de seguir em frente.

Mas Morpheus, ela não nasceu para seguir a cadeia. A liberdade desta era ficar presa naquele território, só dela. Semelhante a alguém... Alguém que reluzia como Ouro. E era essa cor que a deixava blindada de todos, inclusive da besta.

Bom, sua aparência externa, já não lembrava mais. Nem lembrava do mago, ou de sua cria. Apenas cultuava o Ouro. Construindo um império, dentro de um grão de ervilha astral. Afinal, além de monstro, era arquiteta. E esse parece ser o fim de Mirela, Cassandra e Yeva. Mas o começo eterno de Morpheus.


Lia cada palavra como se não tivesse sido escrita por ela. Todas as paginas anteriores foram apagadas, assim como suas lembranças. Mas de todas as palavras, Catedral de Carne havia se tornado um eco em sua cabeça até apagar novamente.
Aquela escuridão da inconsciência, essa sim, era sua única conhecida.

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Re: Californian Evenings – A Noite do Renascer

Mensagem por Undead Freak Ontem à(s) 5:04 pm

Cassandra Almodova

Resumo:


Reserva de Sangue: 08/15 (1d10 = 3+5 (8º Geração)
Força de Vontade: 10/10
Vitalidade: Ok



A criatura abriu os olhos mais uma vez. Morpheus havia encarnado. Seria ela de fato, ou ainda era algum resquício de Yeva, Cassandra ou mesmo Mirela teimando em existir, recusando-se em se conformar a ser apenas uma lembrança? Seria imprudente dizer que ela vivia, pois aquele corpo novamente autônomo a muito não sabia o que era vida de fato -- muito menos humanidade. No entanto havia uma força maior ali que animava aquele corpo. Alma, consciência ou mesmo maldição pura, lá estava, em um corpo que ainda era possível identificar sem dificuldades como feminino.

Ela abriu os olhos e, com algum esforço, ergue a parte superior do corpo, permanecendo sentada no que ela percebeu de imediato ser um caixão. Era forte, de madeira reforçada, escura e bem envernizada. O estofamento era confortável e de cor roxa. A tampa estava em pé, encostada no canto da parede. Isso ela pôde notar bem, pois apesar da escuridão do local, haviam várias velas dispostas por todo o lugar -- velas que queimavam sobre crânios, e nem todos aparentavam ser humanos...

Estava frio e o ar era úmido, estagnado e doentio. Ela sentia frio, e foi então que percebeu: estava nua e descalça. Não havia sinal de suas roupas. Na verdade, não havia sinal de nada. As velas davam a ela uma noção razoável do ambiente. Era grande e suas paredes eram de pedra. O chão, abaixo do suporte que elevava seu caixão, era terra pura, fofa em vários locais. Acima dela havia muita escuridão e, embora não pudesse ver com clareza, tudo indicava que o teto era bem alto.

Morpheus, ou quem quer que fosse, parou para analisar o local por alguns momentos, ainda sem se atrever a sair do caixão. Não havia ossos, carne pulsante ou nada que a vinculasse, mesmo que timidamente, com as últimas lembranças que conseguia acessar em sua mente. Ao invés do sons característicos que ainda ecoavam em sua mente, tudo que ouvia eram pequenos ruídos de roedores e outras criaturas nojentas que reviravam a terra, esbarravam nos crânios e ossadas expostas, mal enterradas e guinchavam, quando vez ou outra teimavam em pelejar entre si. Algo como uma goteira também causava um barulho constante, mas o líquido parecia ser algo mais denso e viscoso do que a água, pelo eco do ruído.

Por fim, mas não mais importante, ela pôde ver, bem distante de onde estava, o começo do que parecia ser uma escadaria. O primeiro degrau era visto por uma das velas, mas o restante era uma subida de trevas, por assim dizer.

A pergunta que surgiu na mente daquela nova entidade cainita foi a mais comum de todas: onde estou?

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Re: Californian Evenings – A Noite do Renascer

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