Guerra

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Guerra

Mensagem por Gam em Qua Abr 25, 2018 8:04 am



Esta crônica é continuação de uma sequência. Seguem as anteriores:
Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível
Estopim; o custo da criação

Guerra

Enquanto o grande rei sai de sua toca escura, pequenas peças correm pelo tabuleiro. Um pequeno soldado buscando respostas contra o tempo. Um pequeno predador buscando não tornar-se presa. Uma pequena investidora buscando resultados em uma toca de leões. Um pequeno Davi em busca de Golias. Um antigo soldado em busca de si mesmo.

Alguns deles serão relevantes no decorrer da guerra. Outros, não tanto. Mas bem aventurados são os que sobreviverem à passagem do rei.


Como em toda grande guerra, as emoções são contidas à flor da pele até o fatídico dia que é lançada a primeira bomba. Hoje, a primeira bomba surge em um apartamento revirado sobre os céus de Nova Iorque.

Sua existência é uma ofensa à própria malha da realidade, e ele sabe disso. Não apenas os seres vivos, mas ele tem a clara percepção de que tudo o que existe gostaria de aniquilá-lo, se pudesse. As paredes, o chão, a madeira dos móveis imóveis na escuridão, o ar ondulando temeroso ao seu redor. Mas eles não podem. Não, ele está muito além de qualquer uma dessas existências ou as leis que as regem. Sua mente, fervilhando com novas possibilidades e mal conseguindo imaginar o limite de seu potencial, tem dificuldade em pensar claramente sobre como prosseguir a partir de agora.

Cada passo que ele dá é como um terremoto astral sentido por todos a centenas de metros de distância. Ele sabe como é, já esteve na outra ponta desse tremor. Agora é ele quem destrói florestas, derruba montanhas e vê além da visão. É ele que destrói. A empolgação é proporcional ao terror que ele sente. Tamanha responsabilidade, tamanhas consequências para cada pequena escolha...


Ele nunca esteve tão próximo de Deus.


Última edição por Gam em Qua Abr 25, 2018 9:10 am, editado 1 vez(es)

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Re: Guerra

Mensagem por Gam em Qua Abr 25, 2018 8:24 am

@King
- Víbora. - A mulher se apresenta, dando-lhe a mão e divertindo-se com seus modos antigos. - Sou Sacerdotisa aqui.

E, aproveitando o ato para segurar-lhe delicadamente pelos dedos, ela o puxa por entre a confusão de pessoas no bar escuro. Em algum momento parece fazer um sinal para um par de garotas que conversava com uma trupe de punks próximos ao balcão, no que elas prontamente vêm ao seu encontro.

Víbora abre uma porta, revelando uma sala privada redonda com um grande sofá em meia-lua e uma barra de pole dance no centro.

- Estas são Cristy e Karen. - Vìbora apresenta. - Elas possuem ampla experiência no ramo, trate-as com o devido cuidado. - E então, ela lhe devolve a deixa que usou recentemente. - Meninas, este é...


As garotas são perfeitas, e há algo de maravilhosamente profissional no modo como elas silenciosamente o desejam. Elas não estão assustadas, e possuem aquele olhar de quem sabe o que vai acontecer. King não pode deixar de se perguntar sobre a diversidade de situações que elas já sobreviveram nesse lugar até hoje.

Após a apresentação, Víbora sairá deixando os três a sós.

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Re: Guerra

Mensagem por Gam em Qua Abr 25, 2018 8:41 am

@Marenariello
As ruas são frustrantemente mundanas. Marenariello sente que não tem para onde fugir desses monstros desgraçados, mas ao mesmo tempo vê-se forçado por eles a uma situação sem saída. O rato, respirando em seu bolso, lhe é de zero utilidade. O outro, que disse que o vigiaria, pode estar em qualquer lugar agora. Não há qualquer direção, indício, nada.

Ele ia preguiçosamente acompanhando a curva da calçada quando enfim sente o peso.

É maior que o peso de sentir-se observado. É mais que o embaraço de descobrir que havia alguém assistindo a tudo o que você fazia quando pensou estar sozinho. É mais que uma presença além de você em uma sala completamente vazia. Ele sente o peso de uma plateia. Um estádio lotado observando-o em profundo silêncio, e ele está sozinho no palco.


Ele sente a pressão dos holofotes. Sente seu bolso esvaziando conforme o rato foge em disparada. Não há ninguém vigiando-o agora, exceto a imensa multidão que são os olhos deste gato na janela. Ele poderia tentar fugir, mas não imagina que isso seria apropriado. É a hora do seu espetáculo, afinal. Eles estão esperando.





@Pavan
Naquele canto escuro e úmido, Pavan vigia seu colega inconsciente. Todos estão fazendo alguma coisa, e ele ficou aqui guardando o saco de batata. Ele já começava a imaginar se Testa se incomodará por ter sido colocado sobre uma pequena poça de xixi, visto que ele já fede muito mais do que esse beco jamais poderia sonhar, quando é brutalmente arrancado de suas divagações.

Testa levanta em um impulso só, assustando o Feiticeiro até os ossos conforme o segura pela camisa.

- O gato! - Ele parece lívido, como se houvesse encarado a morte. - É o gato! Você precisa ir lá agora!


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Re: Guerra

Mensagem por Gam em Qua Abr 25, 2018 8:46 am

@Ulisses
- Não, ela nunca Despertou. Mas é uma aliada de confiança. - Thomas responde, e então divide de sua incerteza sobre a transfusão por carneiro. - Não me pergunte, eu também não entendo como isso pode ser possível.

July parece grogue e cansada, mas lentamente retoma o estado de consciência. Ela olha para Ulisses com olhos sonhadores e cansados, sem necessariamente importar-se em decidir se gosta ou não de vê-lo ali.

- Oh... Olá.

Maria afaga-lhe os cabelos, preocupada como uma mãe. Ela parece em paz agora.


Última edição por Gam em Qua Abr 25, 2018 9:17 am, editado 1 vez(es)

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Re: Guerra

Mensagem por Gam em Qua Abr 25, 2018 8:47 am

@Graham
Sob outras circunstâncias, ela provavelmente teria cometido uma gafe constrangedora. Felizmente, sua astúcia em conhecer o terreno com antecedência lhe valeu bem. O Príncipe Fausto, como lhe disse seu novo tutor, é um Gangrel bestial. Tão bestial que não sobrou qualquer traço de sua aparência humana exceto, talvez, o fato de ainda andar sobre duas pernas. Isso é uma clara indicação de seu temperamento difícil, coisa que seria fácil notar mesmo se não estivesse escrita na sua cara.

Alguns pensam que Fausto tornou-se Príncipe com a ajuda de peixes grandes que lhe deviam muito, mas isso não poderia estar mais longe da verdade. Ele foi escolhido a dedo devido a sua completa falta de interesse no cargo. Seu ódio mortal em lidar com pessoas, seu completo desapego a títulos ou bens materiais e, principalmente, sua lealdade incontestável para com a Torre de Marfim lhe tornaram o mais indicado para manter uma cidade pequena, mas cuja importância é inversamente proporcional a seu tamanho. "Um caseiro condecorado", foram as exatas palavras de Bristhon.

O tutor também lhe alertou sobre Gorgonier. O ex-Príncipe de New York, que sobreviveu ao ataque graças à competência lendária de sua equipe de algozes. Ele representa exatamente o que tentaram evitar ao elevar Fausto ao cargo. O Toreador gruda em poder como um sanguessuga, tomando e criando oportunidades e alianças com aquele sorriso interminável. Desde que chegou em New Haven não sai da companhia de Fausto nem por um instante. Uma relação que o Príncipe deve achar muito conveniente, visto seu completo desinteresse em liderar a Camarilla em estado tão frágil neste instante.

Ao fim, a primeira dica de Bristhon possuía um resumo: Dirija-se a Fausto, ouça Gorgonier.

E, com efeito, aqui está Graham recitando toda a sua linhagem a uma besta peluda. O desinteresse do Príncipe em sua longa linhagem é bem óbvio, conforme ele tamborila na mesa e respira fundo enquanto a espera terminar. Gorgonier, por outro lado, lhe dá toda a atenção que ela merece.

- Sim, sim. - Fausto faz um meneio desinteressado quando ela termina sua apresentação. - Mais um membro para tumultuar isso aqui, é exatamente o que precisávamos.

- Ora, nesses tempos difíceis toda a ajuda é bem vinda. - Gorgonier ameniza.

- Que seja. O que você sabe fazer, Lady Julliete Louise Graham? - Ora, ao menos ele prestou atenção.

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Re: Guerra

Mensagem por Gam em Qua Abr 25, 2018 8:55 am

@Altobello
    - Então posso aproximar-te das névoas dos meus inimigos e deixá-los mais claros para ti. - Deduz, mas sua afirmação soa mais como uma pergunta do que qualquer outra coisa.


...

    - Correto?


A proximidade é de valia, mas não o todo. Existem leis mais complicadas regendo este universo. O Branco está longe, mas eu o percebo claramente.

    - Sei que não tens problema em destruir vampiros, mas se por acaso eu for atacado por carniçais ou humanos a serviços dos meus inimigos, irá me proteger ou seu amor pelos filhos de Set irá privá-lo de nosso trato?


Se eles estiverem no caminho de teu sangue e tua glória, não me impedirei.

    - Perfeito.


    - Então suponho que terei que me privar do abrigo que o Sabá me proporcionou. - Diz com pesar. - No Abismo, tu conseguiu ocultar sua presença até mesmo de outros demônios, porque o meu corpo te impede disso agora?


Lá, eu era pleno. Agora, somos um. Nem anjo, nem cria de Caim.

    - Entendo.


    - Diz que meu corpo é frágil. Por acaso o teu poder pode destruir meu corpo? - Jorge pergunta, e então conserta as palavras. - Não de propósito, é claro, mas como efeito colateral.


Sim.

    - ...


    - Então não use-o se não for solicitado. Tu prometeu que não interferiria. - Dá a ordem quando descobre que seu corpo está a mercê de Júpiter.


Prometi que não tomarei teu corpo por completo.

    - Não foi esse o combinado. Pra que quer o controle do meu corpo?


O ajudarei em teu caminho para teu sangue e glória. Se assim for necessário usar este corpo, o farei. Mas não o tomarei de todo.

    - Agora que está nesse plano, porque deseja o meu corpo? Tem uma imensidão de corpos? Deseja tanto assim me destruir?


Agora que estou aqui, teu ser fragilizou-se. É a minha vontade que mantém tuas partes juntas. Eu seria capaz de destruí-lo e encontrar novo hospedeiro, mas temos um pacto. Hei de lhe acompanhar até o derradeiro fim.

    - Precisamos de um lugar para passar o dia. Algum palpite?


Muitos são os bons repousos. Somos como o vulcão erupçado. Podem sentir-nos, mas tola é a criação que ousa incomodar-me. Assim, estaremos em segurança enquanto não nos puserem os olhos.

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Re: Guerra

Mensagem por Dylan Dog em Qua Abr 25, 2018 8:07 pm

Dario teria tido uma parada cardíaca se seu coração ainda batesse. Afinal já era um senhor com mais de 100 anos.

Quase que instantaneamente o Tremere assume uma feição séria e se ajoelha em um dos joelhos de costas para Testa - Diga a direção. É um ataque? O que tem o Gato? - Ele questiona já esperando respostas curtas e até direções militares como "9 horas" e etc.

Após receber as informações ele segue com passos largos, mas nunca correndo. Suas mãos não estão nos bolsos, melhor que isso, estão juntas do seu corpo e ao menor sinal de hostilidade ele apenas levantará as mãos palmadas próximas do rosto em sinal de rendição.

Se a rua estiver sem carros ele aguça os sentidos para entender melhor o que se passa.

Ao chegar onde está o mortal ele espalmará as mãos em sinal de rendição, como um soldado pedindo trégua.
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Re: Guerra

Mensagem por No One em Qui Maio 03, 2018 2:01 am

-July, você lembra o que aconteceu? - Ele diz, tentando transmitir tranquilidade apesar da pressa - você estava possuída por alguma coisa ou alguém, quase matou a Maria e a si própria. - Ele coloca a mão em seu ombro - Mas isso não importa mais, o importante é que essa "coisa" irá voltar por nós. Então, eu preciso que você se esforce e me diga tudo que possa se lembrar sobre ela.

- Sim, sim... - Ela fala devagar. - Sim, eu me lembro. Sinto que preciso te agradecer, não é? Obrigada.
- Ele era mudo, mas dizia tanto... - Ela parece divagar.
-Como assim? - Ele parece intrigado - Como era sua aparência? Ele era um homem de meia-idade, cabelos claros, bem vestido, com um soar britânico? - Obviamente, ele descrevia Bristhon.

- Uhm? - Aparentemente isso não poderia estar mais longe da realidade. - Ele é moreno, muito pobrinho. Pobre coitado, não faça nada com ele... Ele não tinha intenção.
-Não tinha a intenção!? - Ele olha para ela como se fosse uma retardada.

- É diferente... - E dorme.
-Não tenho paciência para esta merda - Ele diz, tocando em sua testa - Se ela é só humana, posso descobrir com o que estamos lidando de forma mais prática.
E então, caso não houvesse objeções, ele adentraria a mente de July. Veria com seus próprios olhos quem era o "pobre coitado" e suas reais intenções.

- Não! - Maria segura seu pulso, tentando impedí-lo.

- Você já se esqueceu o que acontece com quem tenta invadir mentes aqui? - Thomas o relembra. - Precisamos levá-la pra Sala de Scanners.
-Até os humanos tem esse tipo de proteção aqui? Talvez devessem acionar algo desse tipo contra possessões também. - Ele diz, ironicamente - Pois bem, vamos.

- Todos. É uma área de livre pensamento. - Explica Maria, com um toque de orgulho.

- Nem tudo foi inventado ainda. - Diz Thomas, enquanto gentilmente empurra a maca para fora da sala. - Nós temos que pensar no funcionamento das coisas, não ganhamos nenhum poder de graça.

Por fim, sem mais nada a dizer, ele apenas acompanhava os magos e a garota, na esperança de finalmente conseguir algumas respostas.
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Re: Guerra

Mensagem por Arcebispo Altobello em Qui Maio 03, 2018 9:17 pm

Poder. Altobello sempre buscou Poder. Do dia para a noite acumulou mais Poder do que poderia imaginar. Mas a que custo? Ainda tentava mensurar o que precisaria sacrificar.

Importa? No tempo certo, nada disso terá valido a pena. Ou terá? Quanto tempo de não-vida perdeu por conta desse pacto? Ou talvez nem estaria aqui se não fosse por ele. Sua mente era um turbilhão de informações. Se o tempo é curto, é preciso fazer valer. Mas se tomar as decisões erradas, chamará atenção do Branco e tudo terá sido em vão. Seus movimentos precisam ser bem pensados de agora em diante. Milimetricamente pensados.

O Arcebispo (ou deveria dizer Ex-Arcebispo?) se aproxima da janela em uma vã tentativa de buscar na brisa da noite algum fôlego, mas seus pulmões mortos já não poderiam aproveitar ar puro. Ele se senta na bancada do apartamento, os pés balançando em um abismo. Altobello observa o seu Império. O seu Legado. Reflete por alguns momentos se é por isso que quer ser lembrado e por quanto tempo restará vivo nas memórias dos cainitas. Será visto como um grande líder ou como um traidor decadente?

Não pode ser visto por nenhum vampiro, caso contrário saberão sobre Júpiter. A Inquisição travaria uma guerra contra Altobello e seria questão de tempo até que a comoção chamasse a atenção do Branco. Revelar-se para o Sabá seria adiantar sua ruína. Talvez fosse melhor agir pelas sombras. Víbora têm se saído bem. Poderia dar mais poder a ela e deixá-la como sua representante. Guiar o Sabá em vitórias estrondosas contra a Camarilla durante o pouco tempo que tem. Ir para o tudo ou nada. A Ofuscação se quebra, revelando um Jorge banhado em sangue.

O Lasombra considera os danos caso pulasse. Não é lá muito religioso, mas pela ocasião se recorda de uma passagem do livro sagrado. Quando Satanás tenta Jesus no deserto e lhe diz: "Se Tu és o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo, pois está escrito: Dará a teu respeito ordens aos seus anjos; eles suster-te-ão nas suas mãos para que os teus pés não se firam nalguma pedra." De alguma forma deturpada, o vampiro se coloca sobre os passos de Cristo. Satanás é sua própria consciência e seu anjo, um demônio. "Não tentarás o Senhor teu Deus"? Pro inferno. E se atira.

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Re: Guerra

Mensagem por Gam em Ter Maio 08, 2018 6:23 pm

@Altobello


A queda é longa. Uma cobertura luxuosa no Central Park naturalmente estaria muitos metros acima do chão. O vento grita violentamente ao seu redor conforme ele cai, o sangue seco desprendendo-se de suas roupas conforme elas sacodem violentamente ao redor de seu corpo.

Porque a seus anjos Ele dará ordens a teu respeito, para que te guardem em todos os teus caminhos

Ele já não tem certeza se está recitando outro versículo, ou se é Júpiter que o faz. Importa, realmente? Eles são um, finalmente unidos por um mesmo objetivo.

O chão aproxima-se rapidamente, e Altobello surpreende-se pela absoluta ausência de medo conforme formigas tornam-se pessoas e carros de brinquedo inflam-se a olhos nus. Nem mesmo o frio na barriga que poderia esperar, nada. Tudo o que ele pode ver ou imaginar está abaixo de si na hierarquia de todas as coisas. Isso inclui este planeta inteiro do qual ele aproxima-se e a gravidade que ele gostaria de impor-lhe.

Mas não, alguém que criou este mundo com as próprias mãos não está acima apenas da matéria e da vida. As próprias leis da física são como uma massa de modelar. Mais que isso, são como um servo. A gravidade recolhe-se a sua insignificância, embaraçada por tentar lhe assustar. Altobello pode praticamente escutar suas desculpas, conforme sua queda reduz em velocidade e o coloca gentilmente no chão com delicadeza materna.

Não são todos os anjos, espíritos ministradores, enviados para servir em benefício dos que herdarão a salvação?

Mas Júpiter não a perdoa, é claro. Inércia, aceleração, empuxo, elasticidade, são todas regras que regem apenas os mundanos. Quando a ponta de seu pé toca o chão com delicadeza e graça, toda a rua estoura em um impacto como se um meteoro a houvesse atingido. O concreto ergue-se na intenção de formar uma cratera, mas retorna a sua posição original como se feito de borracha. Os carros, contudo, são arremessados.

Na madrugada até então silenciosa, o impacto de diversas latarias amassando-se contra o chão e vidros quebrando é rápido, seguido de uma longa e barulhenta sinfonia de alarmes. Ninguém, contudo, ousa mostrar o rosto na janela.


Última edição por Gam em Ter Maio 08, 2018 7:02 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Guerra

Mensagem por Gam em Ter Maio 08, 2018 7:01 pm

@Pavan & Marenariello
- Não! Ele é diferente! É um gato diferente! - É o que o Nosferatu consegue dizer, na pressa.

Pavan leva algum tempo para alcançar a segunda quadra, onde vê Marenariello parado. O humano parece mesmerizado, imóvel diante do que a princípio parece uma janela escura.

E então ele vê o gato e entende o que assustou Testa. O olhar daquele animal lhe passa a intensa sensação de que ele está diante de uma imensa multidão. Faz muito tempo que ele não se sente tão exposto. É como se todo um estádio de futebol o olhasse nos olhos, esperando sua apresentação.

Mas ele sabe que o humano tem que se apresentar primeiro, então espera...

E hei que todo o circo vem abaixo de uma só vez. Alguém diz alguma coisa e um grande estrondo é ouvido, acordando-o de seu transe.

Pavan; Entender a mensagem
Auspícios = 1 / Dif = ?
10(2) = 1 sucesso

Não são todos os anjos, espíritos ministradores, enviados para servir em benefício dos que herdarão a salvação?

O gato eriça os pelos e berra um miado assustado, pulando para dentro do apartamento. Por alguns instantes vampiro e humano não sabem bem o que fazer, mas a portaria do prédio em questão se abre revelando um garoto.


- Oh, olá. - Ele parece bem tranquilo, a despeito do impacto anormal que ocorreu muito perto dali. E então, encarando Pavan por sobre o ombro de Marenariello. - É você, meu tutor? - E então, para Marenariello. - E você, quem é? Bom, entrem. É perigoso aqui fora.

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Re: Guerra

Mensagem por Gam em Ter Maio 08, 2018 7:13 pm

@Ulisses
O bizarro equipamento está sendo ajustado na cabeça de July. Thomas e Maria trabalham cuidadosamente, verificando duas vezes se todos os fios e números estão no lugar.

E então uma voz diz alguma coisa e um impacto acontece. Um breve tremor chacoalha toda a estrutura, forçando-os a se apoiarem em alguma coisa. Maria se segura em Thomas. Geronimo segura a maca de July. Ulisses não precisa se apoiar em nada.

Ulisses; Entender a mensagem
Auspícios = 5 / Dif = ?
5, 3, 2, 8 = 1 sucesso

Ele consegue entender as poucas palavras finais.

...enviados para servir em benefício dos que herdarão a salvação?

- O que foi isso? - July parece brutalmente assustada.

- Eu não sei. Mas não pode ser bom. - Thomas corre para um comunicador no console. - Ei, o que aconteceu lá fora? Que impacto foi esse?

- E a voz! Pergunte sobre a voz! - July faz menção de levantar-se, mas Maria a mantém na maca.

- Que voz, July? - Ela tenta acalmar a colega.

- Deus do céu, era terrível! Você ouviu, não ouviu? - Ela olha para Ulisses em desespero.

- Você passou por muita coisa agora, vai com calma. - E então pressiona o comunicador novamente. - Alô? Alguém aí fora? Câmbio!?

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Re: Guerra

Mensagem por Dylan Dog em Ter Maio 08, 2018 9:11 pm

Dario chega próximo do mortal e entende o que afinal de contas o nosferatu tanto falava. Por Caim, aquilo era aterrador, não havia forma de não ser visto. Magos possuíam uma magia muito mais complexa do que ele imaginava. Se ainda fosse vivo engoliria seco. Seu olhar já denotava surpresa quando o feiticeiro escuta um estrondo.

Seus sentidos rodopiavam enquanto uma mensagem é dita em sua mente como se um sussurro se sobrepusesse ao caos.

"Não são todos os anjos, espíritos ministradores, enviados para servir em benefício dos que herdarão a salvação?" - Dario acabava de repetir aquilo em tom bem baixo.

Ele tinha certeza que naquele momento algo de proporções inimagináveis havia começado.

A porta se abria e um garoto solicito convidava ele e o mortal para entrar. Dario era chamado de tutor...

- Vamos, ele tem razão, aqui não é seguro - Diz o vampiro para o mortal enquanto o empurra para entrar.

Já perto do garoto, Dario se apresenta - Josh Lewis, creio que Too Too falou sobre mim - Ele faz uma pausa para a resposta do garoto - Você deve ser... - Ele deixa que o menino complete. Evidentemente ele estende a mão em um cumprimento amistoso.
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Re: Guerra

Mensagem por Baruch King, O Anjo Caído em Qua Maio 09, 2018 12:37 am


- Víbora. - A mulher se apresenta, dando-lhe a mão e divertindo-se com seus modos antigos. - Sou Sacerdotisa aqui.

-- É um prazer conhecê-la, Reverenda. - Baruch responde ao título da mulher com a forma respeitosa que lhe fora ensinada, décadas atrás. O jargão arcaico acaba sendo algo comum, quando se lida com os anciões do Santo Ofício... É surpreendente o que se pode conseguir com apenas algumas palavras, seja com humanos ou cainitas, bajuladoras.

Baruch começa a seguir a mulher, cedendo ao seu ímpeto de puxá-lo com o entrelaçar de seus dedos. Aproveitando-se da movimentação para observar o ambiente. Como é o local? Quantos seguranças parecem estar ali? Há alguma movimentação estranha, talvez como se algum cainita proeminente tivesse no local? Ao ver o aparente sinal da Sacerdotisa, o Lasombra também procura observar as duas garotas e os punks com quem elas conversavam. Pareciam outros 'clientes', ou 'funcionários' do local?

- Estas são Cristy e Karen. - Vìbora apresenta. - Elas possuem ampla experiência no ramo, trate-as com o devido cuidado. - E então, ela lhe devolve a deixa que usou recentemente.

"Controle-se, meu Anjo... Nossas Sombras sempre são maiores que nossas Almas... Não há ser que consiga permanecer intocado pela Mácula. Mesmo que nós não façamos com que isso ocorra..."

Baruch praticamente ouvia a voz de sua mentora. Alimentar-se sem seguir um dos seus preceitos morais - O pilar dos Niilistas - de que nenhum ser deve ficar intocado pela Danação.

- Meninas, este é...

-- Baruch. - O Inquisidor respondia à Sacerdotisa, agradecendo por sua reputação como Inquisidor estar associada ao nome de "O Anjo Caído" e não ao seu próprio nome... É claro que alguém conhecia a história bem o suficiente para associar os dois, mas normalmente apenas os membros do Santo Ofício conseguiriam identificá-lo desse modo. -- Baruch King...

-- Eu perguntaria se você não estaria propensa a juntar-se a nós três, Reverenda. - Sugere o cainita, logo após apresentar-se. -- Mas imagino que tenha negócios mais urgentes... - Um leve tom de desapontamento era impresso na voz de Baruch, como se cogitar a ausência da cainita fosse uma ideia nem um pouco tentadora.

O Lasombra mantinha-se parado. Enquanto a Sacerdotisa os deixava a sós, ele aproveitava o momento para procurar as impressões espirituais das duas mortais. A leitura de aura era, sempre, a primeira precaução que o Anjo tomava ao se aproximar de alguém, seja mortal ou cainita.
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Re: Guerra

Mensagem por Gam em Qua Maio 09, 2018 1:08 am

@King
King; Analisar
Percepção+Prontidão = 5 / Dif = 6
1(x), 10(1), 8, 6, 4 = 2 sucessos

La Proposta é uma bagunça, e a priori ele pode ver ao menos quatro homens de camiseta preta que agem como seguranças, parados observando o movimento. Dois na porta, dois próximos ao bar. Parecem humanos, o que o faz pensar que não são a única força do lugar para manter a ordem. Nenhuma movimentação lhe chama a atenção, nada que lhe faça pensar que uma autoridade esteja presente a ponto de impactar os hábitos convencionais. Os dois que elas conversavam pareciam clientes, que parecem irritados com a interrupção. Um deles pega no ombro do outro e o convence a deixar pra lá, demonstrando que sabem respeitar as regras do lugar.

A sala privê cheira a incenso, adocicado com um leve toque de azedume para provocar. King pode notar a clara diferença na manutenção e cuidados aqui em relação ao salão principal lá fora. Parece que lhe direcionaram para um tratamento vip de acordo, provavelmente disponibilizado para qualquer cainita.

Quando King faz seu charme, é pego de surpresa.

- Pelo contrário. - Ela diz, trancando a porta atrás de si. - A noite está tranquila hoje, seria um prazer.

Ao fechar da porta, o barulho lá fora é imediatamente cortado. Apenas a música passa, tocando em som ambiente.

King; Percepção de Aura
Percepção+Empada = 5 / Dif = 8
4, 6, 3, 5, 3 = Falha

A situação é por demais confortávei. Em seu ramo de trabalho, tendo em conta as pessoas com quem lida, por poucas vezes Baruch foi tão bem recebido. Três belíssimas mulheres tratando-lhe como um sultão, e pro inferno se elas não parecem estar gostando disso. Ele não consegue se concentrar para ver suas auras agora. Mas, se pudesse chutar pelos seus olhares, diria que estariam em um lindo tom de violeta com toques de vermelho vivo.

Víbora toma a dianteira e gentilmente empurra King até o sofá, acomodando-se fogosamente ao seu lado, a mão acariciando-lhe o peito por sobre a gola.

- Estamos acostumados a receber cainitas aqui... - Ela parece falar com mais liberdade agora que estão em privado. - Mas não com a sua distinção.

As garotas sentam-se do seu outro lado, e Cristy tranquilamente saca um Lucky Strike para cada uma delas, empinando-se ao lado de King para que o acenda. O peito da moça roça de leve em seu ombro, e ele com prazer denota que ela não está de sutiã por baixo do top.

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Re: Guerra

Mensagem por Arcebispo Altobello em Qua Maio 09, 2018 11:10 am

Altobello nunca considerou enfrentar a queda. Ele tinha absoluta certeza de que Júpiter daria seu jeito de mantê-lo vivo. Não há a sequer uma centelha de medo, isso já era esperado, mas nem mesmo um frio na barriga? Obra do Demônio, com certeza. Talvez não propositalmente. Jorge se pergunta se são suas emoções se unificando como aconteceu com suas próprias almas, se é que isso é possível.

A queda é, de certa forma, libertadora. Por que não dizer divertida? Mas o impacto... o impacto não. Mesmo sendo colocado no chão com ternura, a realidade sofre com a atuação do Semblante do Fogo. Um estardalhaço. Concreto agindo como uma cama elástica e os pobre carros atirados ao ar e espatifando ao chão. Apesar da cacofonia de alarmas, ninguém se atreve a olhar o que ocorreu. Mais um efeito Júpiter. Desse Jorge se recorda. De quando viu sua cria morrer pelas mãos do Demônio e nenhuma alma ouso aparecer na janela.

Agora o Lasombra compreende o que o anjo caído tentou te explicar. Cada ação do Diabo berra à criação. Cada vez que Altobello o obriga a agir, é uma oportunidade a mais de Júpiter chamar o Branco. Isso deve ser evitado.

- "Devo ter perdido algo. Não herdarei coisa alguma além da destruição. Você serve a um condenado." - Fala, em sua mente. - "Deixe que eu assumo daqui." - O Guardião se ofusca, voltando a aparecer duas quadras de distância dali, com a aparência de uma mulher loira de classe média beirando os 30 anos. Chama um táxi. Apesar do horário, deve estar apinhado desses carrinhos amarelos. É o Central Park, afinal. Dá as direções até a casa onde encontrou Jack Buffalo Head usando um avental de dona de casa. A casa onde encontrou Norma criando sua criança. A casa de Mama Too Too.

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Re: Guerra

Mensagem por Gam em Qua Maio 09, 2018 4:11 pm

@Altobello
As ruas estão estranhamente desertas, exceto por um único táxi. O taxista está com o banco inclinado, lendo um jornal. Ele se endireita quando vê a loira chegando, destravando a porta para ela.


É uma viagem silenciosa, na qual Altobello tem a chance de colocar algumas ideias no lugar. Como exatamente ele pode dominar a Camarilla se sequer revelar-se para o Sabá é um risco por si só?

- Essa é por minha conta, amigo. - Diz o taxista, quando param em frente ao casebre maltrapilho no meio da estrada. - Você precisa disso, não é? Eu entendo.

O táxi parte, deixando um Altobello atordoado a beira da estrada. Esta é uma óbvia casa usada por drogados e vagabundos, aquele taxista realmente lhe fez um favor para que injetasse ou cheirasse alguma coisa? Que gentileza duvidosa... essa cidade está realmente condenada. Mas ele nunca mais para pra pensar nisso.

A porta está fechada, e ele não pode escutar som nenhum vindo de dentro. Nem vindo de qualquer lugar, na verdade. Existem uma série de sons comuns, mesmo em lugares silenciosos. Grilos, o vento, buzinas distantes. Mas não, o mundo realmente para em temor à presença de Júpiter. Ele nunca conseguirá se acostumar com isso.

Eu não posso entrar aqui, como não pude entrar na cabana de Eleniel. Ele mesmo fez a...

Pela primeira vez Altobello presencia Júpiter calando-se em estupefação, conforme a porta abre-se sozinha revelando a confortável e suficientemente iluminada casa de Mama Too Too.

- Entre, entre. O chá está quase pronto. - Sua doce voz é muito baixa, mas ninguém teria dificuldade em escutá-la dentre tanto silêncio.

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Re: Guerra

Mensagem por vittal em Qua Maio 09, 2018 8:18 pm

Marenariello ainda estava se recuperando de todo aquele peso que sentiu há pouco, parece que ele se foi junto com o enorme estouro que acabara de ocorrer, e então se apresenta ao garoto: - Sou Virgílio Marenariello, muito prazer, e você? Qual o seu nome?

Virgílio acompanha o dito bruxo, rumo à porta que acaba de se abrir.
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Re: Guerra

Mensagem por Gam em Qua Maio 09, 2018 8:32 pm

@Marenariello & Pavan
- Nero. - Ele se apresenta, cumprimentando ambos com um aperto de mão preguiçoso. - Nero Marshall.

A portaria do prédio parece perfeitamente comum. Paredes frias, um ambiente mal-iluminado e algumas portas de madeira antigas para os apartamentos do andar térreo. O elevador é de grade, e definitivamente já viu dias melhores. Não há porteiro, embora o balcão empoeirado ainda esteja ali para lembrar de sua ausência.

Ele os guia até o elevador, e ambos não podem deixar de notar que não estão sendo levados para o apartamento térreo onde estava o fantástico gato.

O excêntrico trio aguarda pelo elevador em um silêncio constrangedor. Quando ele chega, eles se amontoam lá dentro chegando muito perto da lotação máxima. Estão todos muito próximos um do outro, e agora Marenariello pode notar que seu colega dito Feiticeiro não emana o característico calor humano que se esperaria em uma situação dessas. Ele nota, contudo, que o pré-adolescente Nero emana mais do que deveria. Ele não consegue se decidir qual dos dois o deixa mais desconfortável.

- Minha nossa. - Nero quebra o silêncio, enquanto o elevador sobe lentamente até o terceiro andar. - Você é normal, não é?

Naturalmente, ele se refere a Marenariello.

- Como você veio parar no meio de tudo isso? - E então, para Pavan. - Ele é... seu?

Ele parece receoso em usar essas palavras.

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Re: Guerra

Mensagem por Arcebispo Altobello em Qui Maio 10, 2018 11:34 am

A viagem é calma e sem nenhuma complicação. A mente de Altobello está um turbilhão e ele tenta se distrair. - "O que é Jesus?" - Pergunta com sincera curiosidade. - "Um profeta? Um semi-deus? O próprio Deus encarnado? Ou apenas uma farsa?" - Ao chegar o taxista, talvez por ter achado a forma assumida pelo vampiro atraente ou por qualquer outro motivo banal do gado, prefere não cobrar a viagem. Dinheiro não é problema para o Lasombra, mas que seja... se ele faz questão...

Jorge para em frente à casa de Mama Too Too e a única coisa que consegue pensar é no silêncio aterrador que impera no lugar. Mesmo para a madrugada, deveria haver os sons habituais, mas nada ousa fazer o menor ruído.

Júpiter rompe o silêncio, mas é em sua mente. Fala que não conseguiria entrar aqui e antes que pudesse dizer que o próprio Eleniel fez a proteção, Too Too abre a porta pegando o Demônio com calças curtas. - "Não conseguiu ver essa núvem, Júpiter?" - Provoca. Isso dá ao Arcebispo uma faísca de esperança. Se o caído pode se surpreender dessa forma, talvez haja uma maneira de escapar de seu "Destino". De vencer o Branco.

Aceitando o convite da velhinha, o Lasombra adentra a casa. Ele segue a mulher até ser convidado a sentar. Enquanto isso varre o ambiente, procurando especialmente por Norma e a criança. Provavelmente estarão dormindo esse horário. - Sei que é tarde. - Cortesia, Altobello? - Mas acho que você já estava acordada. Como está a vida por aqui? - Jorge rodeia um pouco antes de ir ao assunto. - Estão precisando de algo? - Finge o preocupado. - Conheceu Eleniel Anderson? - Isso pode ter mudado um pouco seus planos iniciais, mas ainda é possível improvisar um pouco dentro disso. - Gostei do que ele fez na fachada.

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Re: Guerra

Mensagem por Gam em Sab Maio 12, 2018 5:20 pm

@Altobello
Ele era o filho de Deus.

Júpiter lhe dá o segredo de Jesus.

... Assim como qualquer outro homem.

E então, quando estão parados em frente à porta aberta de TooToo, Ele é provocado.

Ela é diferente. Possui a mesma fagulha de Jesus e um punhado de outros como ele durante a História. É sublime.


Na sala, aquela velha vitrola continua tocando. Só TooToo está ali, sentada em uma velha cadeira de balanço. Não há sinal de Norma ou de qualquer Gangrel.

- Ora, então foi você. - Ela diz, quando finalmente cruzam olhares. - Nós sabíamos que ele estava vindo, mas não sabíamos com quem. - Ela parece olhá-lo com uma espécie de pena.

- Está tudo bem, muito bem. Norma faz as compras na cidade, as vezes o menino Jack nos traz alguma surpresa. Mas agora as coisas vão mudar, não é mesmo?

- Eleniel? O nome não me é estranho. Me desculpe, eu já estou ficando velha. Mas quem nos deu a casa foi outra pessoa. Seu nome era Ylvis. Um bom homem... Me pergunto como ele está agora.

Eleniel fez a fórmula. Ele sabe barrar os criadores, dedicou grande parte de sua vida a estudos sobre nós. Assim que Me prendeu.

- Você pode pegar o chá para nós? Está na cozinha. - Ela diz, apontando delicadamente. - Geralmente Norma ou Fofo fariam isso por mim, mas eles não estão agora. Você já experimentou chá desde que se juntou a ele? Oh, vai ser uma experiência maravilhosa. É de abacaxi com hortelã. Tem mel e açúcar ao lado do fogão, na bandeja.

Altobello nota que ela fala de Júpiter como se fosse uma criança qualquer. E nota que o profundo respeito e admiração do Demônio para com a velha faz com que ele de fato assemelhe-se a uma.

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Re: Guerra

Mensagem por Gam em Sab Maio 12, 2018 6:30 pm

@Marenariello & Pavan

    - Nero, quem te disse que eu vinha? - pergunta o vampiro meio sem jeito - Ah, não, ele não é meu, acho que podemos dizer que ele me foi emprestado



    - o que você quer dizer com normal? -  pergunta Virgílio a Nero


- Os oráculos. - Ele responde, com a naturalidade de quem fala de um tio.

O elevador chega, e Nero toma a dianteira abrindo a grade de ferro e caminhando pelo corredor mal-iluminado.

- Normal, entende? Você não suga o sangue dos outros pra sobreviver, nem se transforma em uma criatura gigante. - Ele explica casualmente, conforme bate na porta. - Eles te capturaram? Você pode falar comigo.


    - Ele já está falando com vc - Dario é um tanto ríspido. O problema não é o humano falar, o problema é a perda de tempo - o que será que causou aquele barulho? - fala enquanto acompanha Nero


- Sim, ele está falando. Mas eu disse que ele pode falar. - Ele explica, pacientemente. - Não sei. Mas era bem grande, e definitivamente não fomos nós.


    - Uma ruiva que, aparentemente, era maravilhosa me raptou e me trouxe pra junto de um grupo deles, nos desencontramos depois da grande explosão. - responde Virgílio apesar da interrupção de seu companheiro.


- Os métodos do seu povo são muito agressivos. - Ele repreende Pavan. - Talvez Virgílio tivesse vindo se vocês simplesmente convidassem.

Passos são ouvidos lá dentro, como uma pessoa comum pisando no assoalho de madeira. Mas, quando a porta se abre, a estupefação absoluta toma conta dos dois.


Eles estão do lado de fora, em outro lugar. Uma cidade inteira desdobrando-se atrás da porta daquele apartamento no terceiro andar. E a chuva, por Deus? E onde está a pessoa que abriu a porta? Não tem ninguém do outro lado! Não importa que tipos de explicações suas mentes tentem criar, nada chega perto de fazer o menor sentido.

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Re: Guerra

Mensagem por Gam em Sab Maio 12, 2018 11:12 pm

@Ulisses
    -Sim... - Ele responde, meio desnorteado - Mas não tudo. O que você ouviu? - E então olha para Gerônimo - E você, Gerônimo? Ouviu algo?


- Eu não entendi direito. Algo sobre salvação. - Ela fala, um pouco mais tranquila por não estar louca.

Geronimo apenas meneia a cabeça, indicando que não ouviu essa mensagem.

- Do que diabos vocês estão falando? - Thomas pergunta, e então continua insistindo no comunicador. - Alguém me responda!

    -Também gostaria de saber - Ele diz, indo em direção à porta - Melhor irmos, não creio que seus amigos estejam muito bem.


Quando Ulisses encosta na porta, como que respondendo-o, o comunicador reage.

- Alô, Thomas. Desculpe a demora, estávamos tomando um café. O que houve?

Thomas parece perplexo.

- Como assim "o que houve"? Vocês não ouviram esse estrondo?

Após algum silêncio, vem a resposta.

- ... Não.

    O Gangrel respira fundo, mesmo sem precisar, com a mão encostada na porta

    - Isso está se tornando irritante - E olha novamente para July - Você não tem nada de realmente útil a acrescentar sobre com o que estamos lidando? O que aquele rapaz era? Um caçador, um anjo?


- Um mendigo. - Ela finalmente dá uma informação concreta. - Aquele que fica ali fora. Mas não faça mal a ele, por favor. Ele é tão bonzinho...

    -Tão bonzinho que te mataria sem hesitar - Por fim, olha pra Thomas - E então? Vamos à caça ou esperamos até eles virem aqui?


- Nós somos cientistas, não soldados. Talvez eu deva te apresentar o Major. Mas não sei se ele reagiria bem a... você sabe.

    -Como vocês mataram Kameroth, então? - Ele diz, percebendo em seguida o quanto estranho soava chamar alguém por aquele nome.


- Não fomos nós. - Ele diz. - Foi... bom, o Major.

    -Bom, diga ao major que se ele quiser colaborar conosco, ótimo. Se não, tudo bem também, mas não me darei ao trabalho de limpar os rastros do inimigo até aqui. - Ele diz, seriamente - Na verdade, talvez até os direcione, se isso tirá-los da minha cola.


- Eu vou pedir pra ele vir. Nós vasculhamos a July enquanto você investiga isso.

Em poucos minutos, Ulisses e Geronimo encontram o Major. Eles estão no corredor, em frente ao que parece ser um grande elevador de carga. O Major olha para eles com uma expressão completamente apática, e a bem da verdade sua aparência como um todo não se assemelha a um terrível Mago que matou o falso Kameroth.


- Então nós realmente estamos trabalhando com sanguessugas agora. - Ele fala, sem qualquer vestígio de emoção na voz. - São os tempos modernos...

Despreocupadamente, ele vira-se e chama o elevador.

- Houve um impacto imenso lá fora, não muito longe daqui. Mas parece haver algum tipo de arcanum envolvido, porque a maior parte das pessoas optou por apagá-lo completamente de suas mentes. Diz muito saber que Thomas, Maria e July compreenderam a situação.

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Re: Guerra

Mensagem por Arcebispo Altobello em Dom Maio 13, 2018 9:40 pm

- "Você deve sentir algum tipo de orgasmo quando responde sem sanar as dúvidas." - Responde impaciente, ainda no táxi.

- "Hm." - O fato de Júpiter não conseguir predizer o futuro de seres como Mama Too Too reacende a esperança no coração morto de Altobello. Talvez ela seja a chave para driblar o Destino. Resta saber como faria isso.

- Não tive outra escolha. - Responde a Too Too, logo após voltar a sua aparência original. Omitiria apenas o sangue seco que encobria o seu corpo, aparecendo com um elegante terno risca de giz azul marinho. - Ele soube armar a armadilha direitinho. Ou aceitava o Pacto, ou morreria de maneira medíocre no Abismo. - O Lasombra ressalta a palavra "medíocre" com certa expressão de nojo.

- Talvez mudem, talvez não. - Dá de ombros. - Depende de quanto tempo eu durar neste plano. - O Arcebispo tenta esconder, mas por dentro isso o assusta, o irrita profundamente.

- Conte-me mais sobre Ylvis... - Não se preocupa em esconder a curiosidade. - Não é qualquer um que coloca uma proteção contra Demônios na casa. Ele é um Mago? Ou é alguém como você?

Se Mama Too Too conhecesse Eleniel (e parece que conhece, mas não se lembra), seria seguro deduzir que também conhece Nero. Estaria a velha disposta a auxiliar o Branco em sua missão de destruir Júpiter? Familiarizada com o caído ela já se mostrou ser.

- Hm. - Jorge levanta-se e vai até a cozinha buscar o chá. Não se lembra a última vez que serviu alguém, mas já que está ali com um interesse, não viu motivos para deixar de fazer uma pequena gentileza. - Nunca. Nós não tomamos chá. - Não pode deixar de se lembrar do último chá que tomou e da sensação de frustração que sentiu. Maldito Eleniel e seu presente fajuto. - Vampiros tomam apenas sangue. É mais saudável assim. Açúcar? - Fala, em tom alto o suficiente para a velhinha escutar da sala. E então volta com uma xícara de chá em um pires.

- Onde estão Norma e a criança? - Pergunta, por fim.

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Re: Guerra

Mensagem por Gam em Dom Maio 13, 2018 11:05 pm

@Altobello
- Você morreria de qualquer forma, cedo ou tarde. - Ela fala, sem repreensão. - A estética é indiferente. Até vocês não podem durar pra sempre. Os cientistas dizem que o Sol vai explodir um dia. Mas tudo bem, não faria diferença no final.

- Não fale assim, no fundo eles não gostam. - Ela o corrige. - São anjos, cada um deles. Alguns confusos ou tristes, mas assim também somos nós.

Sim.

- Ylvis era um Mago muito esforçado. Ele viveu muito tempo e alcançou o conhecimento de todas as coisas. - Ela fala muito devagar, é penoso de acompanhar. Mas necessário. - Já aconteceu com alguns outros antes, há muito tempo. Quando isso acontece, eles não podem mais viver aqui. Vão embora, criar seu próprio universo. - Ela então dá uma olhada carinhosa ao redor. - Essa casinha foi um presente dele, um lugar seguro para eu criar a criança. Foi quando ele conseguiu elaborar essa vida que finalmente foi embora. O bebê, assim como o corpo que ele deu à Norma, é... genérico. Embora completamente natural. - E então ela dá aquela risadinha cansada e gostosa. - Hihihi, como meus remédios!

- Agora você pode tomar, se quiser. - Ela diz. - Você pode fazer quase qualquer coisa. Vamos, experimente! Traga o açúcar, o mel. E tem uns biscoitos de queijo no forno, fiz hoje a tarde.

Teu corpo me pertence. Posso fazer que funcione.

- Ah, eles foram embora. - Ela fala sobre Norma com certo pesar. - Agora que vai começar, é mais seguro assim.

Ainda consigo alcançá-los.

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