ET INNOCENTIAE LABEM - Rumo a Estígia

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ET INNOCENTIAE LABEM - Rumo a Estígia

Mensagem por Papa Paradise em Qua Jan 31, 2018 1:58 pm

Et innocentiae labem - Rumo a Estigia.





Cronica especial para o ancião Damaru

Player: Gam

Damaru sentia que era hora de descansar em paz, estar com aquele animal era tudo! Um sono aconchegante se aproximava! A névoa ao redor cheirava como um campo em primavera. A terra e as pedras tinham formato perfeito para um local de descanso! Tudo estava perfeito! 

Um som agudo e agonizante faz Damaru ficar em alerta! O que estava acontecendo? Uma flecha acertara o coração de seu precioso animal! O atirador não havia se escondido, estava ali, mostrando-se destemido!...

Damaru olha novamente para o animal e vê algo diferente! Ao invés de um belo cervídeo, ele vê uma especie de planta demoníaca humanoide, transpassada pela flecha. Ele estava sendo laçado por tentáculos galhos  que vinham desta tal planta! Algo horrendo com minicaveiras e ossos no lugar de folhas! As caveiras pareciam estar sugando seu corpo. Curiosamente, de alguma forma, aquilo e seu corpo estavam com a mesma estrutura física! Damaru sentia que não tinha forças para soltar-se, e mentalmente sua força de vontade estava enfraquecendo (-1FV)!

O atirador banha a ponta de um tecido em um pequeníssimo frasco e besunta a lamina de uma faca...

- Não se mova!- Ele diz para Damaru.

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Re: ET INNOCENTIAE LABEM - Rumo a Estígia

Mensagem por Gam em Qua Jan 31, 2018 2:36 pm


Ah, a paz. Natural que a encontre aqui, na terra dos mortos. Um local de repouso perfeito junto a natureza. Seus mesquinhos desejos de saber e aventura desfazem-se como brumas agora que ele entende que eram pura perda de tempo. A ignorância é uma benção. A paz, uma ascenção. Ele entrega-se ao doce sentimento de descanso, amando o animal como sabe ser amad... flecha?

- Misericórdia! - Ele se assusta, embora esteja grato pela boa mira do atirador. Um pouco para o lado e o teria atingido, imagine o perigo.

Pobre criatura! Tão magnífica, imersa em tamanha pureza. Agora servirá como refeição por alguns poucos dias. Oh injusto fim.

Damaru observa o atirador. Monstro asqueroso, claramente um vilão destas terras. Que vantagem teria ele em eliminar animal tão doce e silencioso? O Ancião vira-se novamente para seu gentil amigo, mas só para ver sua verdadeira e horrenda forma. Ele teria recuado, caso seu corpo não fosse um só com a coisa a essa altura. Um parasita com um truque ilusório barato. Quão irônico! Ele chega até a se identificar com seu predador.

- Suponho que eu não tenha escolha. - Ele responde, mantendo-se imóvel. - Das quatro pessoas que conheci nessas terras estive completamente a mercê de três de vocês, embora o quarto elemento definitivamente abusasse de mim se tivesse a chance. - Ele quase tem saudade do fantasma branco da tormenta. Quase.

Sua decisão de forjar um amuleto de proteção antes de viajar por aqui foi sábia, uma pena não ter conseguido fazê-lo a tempo. Ele tem estado tão frágil e exposto quanto uma virgem em uma orgia pagã. Chega a ser embaraçoso.

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Re: ET INNOCENTIAE LABEM - Rumo a Estígia

Mensagem por Papa Paradise em Seg Mar 05, 2018 10:36 pm


Damaru - FV 4/10 - Forma de projeção psíquica.


- Meu nome é Kurusha!

Com uma voz rouca e suave, e com movimentos lentos, como se dançasse, atirador se identifica enquanto corta os galhos da erva daninha que envolviam Damaru! O arbusto parasita se dissolvia em gritos de agonia enquanto era cortado!

- Esta é uma mandrágora de agouro, não se sabe ao certo mas dizem que nascem de almas antigas e perdidas que nem mesmo o vazio aceitou. Perdem-se em sua própria existência e alimentam-se de sentimentos e emoções de outras criaturas,  são raras e valiosíssimas, veja...

Kurusha apronta em direção ao que seria a raiz da planta! Ele corta a batata em forma de carranca que se desfaz, deixando uma especie de perola! Ele a coleta e guarda em uma bolsa que carregava a tiracolo. Parecia haver outras la dentro.  Era possível perceber pelo brilho colorido e pulsante que, igualmente a perola coletada, emanava de dentro da bolsa!

- Quem é você e o que o trás a este lado do mundo das almas? Sei que não é um ser comum a este mundo, nunca vi uma mandrágora conseguir capturar uma criatura assim! você precisaria ser feito de puro sentimento! Curioso, curioso...



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Re: ET INNOCENTIAE LABEM - Rumo a Estígia

Mensagem por Gam em Sex Mar 09, 2018 2:20 pm

- É um prazer conhecê-lo, Kurusha. - Ele se endireita, pegando novamente a lanterna. - Antes fosse em melhores circunstâncias. Provavelmente não causei uma boa primeira impressão a mercê de um parasita espiritual.

Enquanto bate a poeira etérea do corpo com a mão livre, Damaru se apresenta apropriadamente.

- Me chamo Damaru. Venho do mundo físico com a intenção de visitar a vasta biblioteca de Alexandria. - Ele faz uma leve mesura. - E você, Kurusha? Se me permite perguntar, qual a sua história?

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Re: ET INNOCENTIAE LABEM - Rumo a Estígia

Mensagem por Papa Paradise em Sex Abr 06, 2018 6:47 pm


Damaru - FV 4/10 - Forma de projeção psíquica

-Oh! A biblioteca! Então vejo que seu destino não é diferente do de todos aqui! Deve estar tentando ir para Estígia pelo atalho! Quase todas as criaturas que encontraras aqui tem o mesmo destino. Eu estou aqui a tanto tempo que as vezes nem me lembro mais de meus propósitos!

- Venha existe uma estalagem aqui próximo se quiser me acompanhar!

- Existe um pedágio a ser pago antes da passagem para o gargalo dos espinhos, que é o atalho em si! O preço é dado em almas, em joias de mandrágoras ou derrotando o guardião! Eu não sou um bom caçador de almas e não ouso desafiar o guardião, a derrota significa  ser transformado em moeda. Então,venho caçando as mandrágoras, mas elas estão cada vez mais raras.

O que é isso que você carrega! Parece um item valioso!

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Re: ET INNOCENTIAE LABEM - Rumo a Estígia

Mensagem por Gam em Sex Abr 06, 2018 7:24 pm

Pelo modo como ele fala, parece estar tentando passar pelo atalho há muito tempo. E há uma estalagem aqui, o que significa que não é o único. Que espécie de atalho é esse, que demora tanto? Damaru começa a cogitar se não seria mais fácil ir pelo caminhno mais longo de uma vez.

- Seria um prazer lhe acompanhar até lá, obrigado. - Ele aceita o convite até a estalagem.

E, enquanto caminham, continua conversando.

- E você tem coletado estas joias há quanto tempo? - Damaru mede suas opções. - Confesso que tenho horror ao comércio de almas. Não gostaria de abrir mão de nenhuma delas. Sendo assim, o que pode me dizer sobre o guardião?

Ele é considerado um ser muito forte por aqui e sabe disso. Sua mente e alma foram fortalecidas por séculos, refletindo em uma presença robusta no mundo astral. Damaru está cansado, porém. Talvez esta estalagem lhe venha a calhar, considerando que Durga não lhe deu um tempo limite para sua tarefa.

- Sim, suponho que seja. - Ele responde, levantando a lanterna. - Mas não é minha. E seu verdadeiro dono é muito poderoso, é melhor que eu cuide muito bem disso. - Ele dá a dica, caso Kurusha esteja criando ideias perigosas.

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Re: ET INNOCENTIAE LABEM - Rumo a Estígia

Mensagem por Papa Paradise em Dom Abr 08, 2018 9:54 pm

Damaru - FV 4/10 - Forma de projeção psíquica

Damaru hamm! HUmmm! A estalagem não fica muito longe, vamos!

- Eu só preciso de mais uma joia de mandrágora, agora que você me ajudou a conseguir a terceira. Essas malditas estão cada vez mais difíceis de serem encontradas. Você parecer ter o poder de atrai-las, e repito que isso é bem incomum, o que é você exatamente? Posso ajuda-lo a conseguir algumas, por um preço camarada!

-Eu estou aqui há algum tempo, porem o tempo é algo muito complexo nesse mundo, é difícil definir! As vezes tenho a impressão que estou aqui a mais tempo do que consigo perceber!

O guardião é uma alma muito sagas, tem prazer em fazer o que faz, em geral é justo, e isso quer dizer que não cede as regras! Então você pode levar as almas, as joias ou pode desafia-lo para um duelo! Eu não aconselho! Talvez possamos vender sua lanterna na estalagem certamente algum mercenário pagaria um boa quantia em almas nela! Você a roubou, não é mesmo? O que ela faz exatamente? Posso segura-la?


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Re: ET INNOCENTIAE LABEM - Rumo a Estígia

Mensagem por Gam em Dom Abr 08, 2018 10:23 pm

- Sim, creio que podemos estabelecer uma relação comercial. Eu posso atrair outra mandrágora para você, então buscamos uma pra mim e negociamos sobre as outras que me restarão. Parece razoável? - Ele propõe.

- Em todo o caso, eu gostaria de conhecer o guardião. Talvez vencê-lo me seja mais razoável do que caçar mandrágoras. O tempo não necessariamente me é um problema, mas definitivamente é uma inconveniência. - Ele pensa em voz alta.

- Não, na verdade ela me foi emprestada. Não acho que seja possível se esconder de seu dono. - Ele dá mais uma dica de que não seria uma boa ideia afaná-la. - Ela confina almas e ilumina o caminho, apenas. Mas é um artefato peculiar, de fato.

Ele não vê problema em deixar que Kurusha segure a lanterna, talvez ele até descubra algum efeito inusitado nela. Mas, em todo o caso, Damaru mantém a outra extremidade da corrente em sua mão e não faz menção de soltá-la.

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Re: ET INNOCENTIAE LABEM - Rumo a Estígia

Mensagem por Papa Paradise em Ter Abr 10, 2018 11:36 am


Damaru - FV 4/10 - Forma de projeção psíquica

- Oh perfeito! Imagino que trabalhando juntos podemos sair daqui o mais rápido possível! Na estalagem eu consigo comprar mais lagrimas de mortais para cortar as mandrágoras e ainda podemos nos divertir um pouco, o ambiente é muito animado la!

- O guardião fica a uma distancia considerável, acho que perderemos muito tempo se formos la para depois caçar mandrágoras, as chances de encontrarmos no caminho é baixa. Imagine que todos que percorrem o caminho também aproveitam pra procura-las.

-Haushuahsuahs, você é mesmo uma criatura curiosa Damaru!

Kurusha reage com humor ao comentário sobre duelar com o guardião. Mas sua expressão logo muda quando Damaru informa que a lanterna é uma bolsa de almas!

Kurusha segura o artefato com muita curiosidade e encantamento! Ele o observa com muito cuidado!

- Veja, esses símbolos são conhecidos aqui! Quem lhe entregou este artefato deve ser alguém realmente poderoso! São comuns na legião penitente, uma marca deixada sempre que a Senhora Sorridente passa!




- Damaru! Se isto é uma bolsa de almas, não há por que estar aqui, caçando mandrágoras ou qualquer coisa, podemos passar de primeira classe pelo guardião! Vamos, o que estamos esperando? Por favor aceite minhas joias em troca de algumas almas, ou você pode completar o que falta para eu conseguir minha passagem! Por favor eu lhe imploro!

Kurusha ajoelha-se em pedido.




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Re: ET INNOCENTIAE LABEM - Rumo a Estígia

Mensagem por Gam em Ter Abr 10, 2018 2:08 pm

- Levante-se, Kurusha. - Ele diz, austero.

- Faz pouco tempo que estou neste mundo, mas foi o suficiente para notar a que ponto trágico chegaram. Não vê que não estamos falando de moedas, Kurusha? Não estamos falando de ouro ou jóias. O que há nesta lanterna são almas. Consciências aprisionadas aqui, sem ao menos a esperança da morte como derradeiro fim de seu sofrimento. Cada um deles viveu e morreu em seu universo particular, e ao fim viu-se recompensado com a privação total de sua individualidade, de seu futuro. - Ele fala em tom sério. - Eu não espero modificar todo o odioso sistema monetário desta sociedade milenar, mas Shiva é testemunha de que não irei tomar parte disso.

- Você está perto de seu objetivo, amigo. Não se precipite, por favor. E eu, por minha parte, aceitarei o caminho mais difícil se for isso o necessário para poupar estas almas. Se ainda as mantenho aqui, é apenas porque preciso emprestar sua luz. Quando minha jornada houver terminado, nenhuma delas retornará à prisão.

- Agora, se eu não estiver lhe abusando... Poderia me explicar sobre essa tal legião penitente e a Senhora Sorridente?

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Re: ET INNOCENTIAE LABEM - Rumo a Estígia

Mensagem por Papa Paradise em Qua Abr 11, 2018 6:33 pm


Damaru - FV 5/10 - Forma de projeção psíquica

a exortação da Damaru a criatura Kurusha era algo de dificil aceitação, eles eram de mundos diferentes. Obviamente Kurusha um dia fora um ser que veio do outro lado da película, mas isso já não fazia mais parte do que ele era. Convence-lo a entender a politica filosófica Damarulistica era como convencer um americano que o capitalismo não pode funcionar. Mas Damaru era persuasivo e suas palavras acenderam uma pequena chama no interior de Kurusha(+1FV), ele certamente passou a ver de forma diferente aquela economia canibaslista.

Embora tudo aquilo fosse bastante confuso, Kurusha concorda que talvez seguir procurando as mandrágoras então poderia ser o melhor caminho.

-A Senhora sorridente ou Dama risonha é a criatura que dizem governar a legião das vitimas da loucura, o reino do socorro, um dos 8 existentes. Pode ser que seja uma lenda, eu nunca os vi pessoalmente! Dizem que eles recolhem as almas que tem essa característica em geral, a loucura entende?Deixam essa marca espalhada por vários locais onde passam, dizem que são runas magicas que eles interpretam e usam de várias maneiras!

-Veja estamos chegando na estalagem!



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Re: ET INNOCENTIAE LABEM - Rumo a Estígia

Mensagem por Gam em Seg Abr 16, 2018 2:42 pm

- Isso me parece uma divisão bastante arbitrária, não muito diferente do mundo em que vim. - Damaru divaga. - A existência da loucura depende exclusivamente do ponto de vista da sociedade que a vê. Aos meus olhos, é loucura negociar almas como fossem peças de cobre. Deveriam ser todos governados pela Dama Risonha, portanto.

- Peço encarecidamente que mantenha segredo a respeito da lanterna que carrego. - Ele pede, uma vez que avistam a estalagem. - Prefiro que acreditem em minha miséria, é mais cômodo do que ter de convencer a todos de que não vou abrir mão dessas almas.

Dito isso, Damaru retira uma sacola de pano de suas vestes. Ele encobre a lanterna na sacola, carregando-a pela corrente dependurada por sobre seu ombro. Um truque simples para esconder o artefato e evitar perguntas. Mais que isso, ele também solidifica sua aparência (Máscara das Mil Faces). Uma diferença pequena, apenas tornando sua visão mais natural para os nativos deste plano.

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Re: ET INNOCENTIAE LABEM - Rumo a Estígia

Mensagem por Papa Paradise em Qua Abr 25, 2018 6:24 pm


Damaru - FV 5/10 - Forma de projeção psíquica


Kurusha gesticula concordar com as colocações sobre a Dama risonha:

- Pessoalmente nunca a vi, mas tenho certeza sobre a marca!
- Não pretendo chamar a atenção na estalagem, essa lanterna é motivo para uma guerra imagine uma briga! Todos la são muito divertidos, mas verá que os ânimos podem se alterar facilmente, estão embriagados de essência de flor de névoa. A dona da estalagem é uma amiga intima, certamente irá adora-lo! Ela se chama Flor!



Com a lanterna coberta e sua aparência solida e igualada aos habitantes daquele mundo, Damaru podia ver dentro da estalagem uma festança. Olhando de fora o lugar parecia bem maior dentro. Havia música, musica divertida, Damaru certamente já havia ouvido aquelas notas no mundo mortal. Quem havia inspirado quem?



Kurusha entra acenando para o vampiro entrar também!

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Re: ET INNOCENTIAE LABEM - Rumo a Estígia

Mensagem por Gam em Qui Abr 26, 2018 9:55 pm

Essência de flor de névoa? Aquela peculiar mandrágora que embriagou o próprio Damaru? Não lhe espanta que tenham descoberto um meio de transformar a peste em mais uma droga. A busca por prazeres momentâneos dirige os humanos desde o início dos tempos, por que não os perseguiria para o outro lado?

Estando em um mundo estranho, ele prefere agir com cautela. Antes de entrar, Damaru tenta enxergar se a estalagem é mais do que aparenta ser (Ver o Invisível). Não atrás de necessariamente uma armadilha, ele tenta enxergar por trás de quaisquer maquinações ou disfarces para evitar cometer alguma gafe que o delate tão cedo como um viajante astral.

Então ele caminha pela estalagem atrás de Kurusha, evitando chamar atenção para si. A sacola nas costas, o Ancião observa os locais. A princípio, todos lhe parecem muito mais humanos que seu parceiro. Talvez Kurusha seja mais antigo do que o resto. E o que é aquilo? Carne? Será que precisam se nutrir aqui, ou é apenas um confortável bandaid tentando dar conforto a suas existências vazias?

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Re: ET INNOCENTIAE LABEM - Rumo a Estígia

Mensagem por Papa Paradise em Seg Abr 30, 2018 5:54 pm



Damaru - FV 5/10 - Forma de projeção psíquica

Não havia nada invisível aparentemente.

Kusrusha cumprimenta alguns conhecidos, escolhe uma mesa e retira a mascara revelando ser um humanoide "normal", uma alma, uma coisa normal daquele lugar. Faz um gesto pedindo uma bebida que logo era entregue! Ele bebe com gosto. Enquanto isso, o lugar seguia no caos boêmio.  Comiam bebiam e se divertiam. Eram reflexos do mundo vivo, iriam encontrar uma maneira de escapar dos tormentos daquele mundo! talvez diferente dos tormentos do mundo vivo, mas ainda sim tormentos. Se eles nutriam-se como humanos Damaru ainda não sabia, mas o conceito de nutrição podia ser diferente, momentos atras uma mandrágora nutria-se de sua existência.

Uma mulher aproxima-se, parecia a dona do lugar:

- Kurusha querido, como andam as coisas? E você quem é? - Ela fala com Damaru.

- Nesse momento mais alguém entra na estalagem. A música para e todos ficam em silencio.



Uma criatura sem rosto adentra. Controlava cães de varias cabeças que pareciam loucos para atacar. A voz que saia do capuz era alta e estrondosa.

- Mostrem suas marcas ou paguem o imposto! Os cães irão conferir!

Damaru via que as criaturas abriam suas bocas, de onde saia uma luz fátua formando símbolos de diferentes formatos.



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Re: ET INNOCENTIAE LABEM - Rumo a Estígia

Mensagem por Gam em Qui Maio 03, 2018 2:07 am

- Chamo-me Damaru. É uma estalagem encantadora. - Ele utiliza-se de cautelosa educação.

Mas o papo furado não dura muito tempo. Um homem com o que parece ser um dos piores empregos do universo adentra de maneira abrupta. Ele traz consigo grandes animais claramente mal-tratados. Que descoberta curiosa... a lenda de Cerberus, o grande cão que guarda a entrada do mundo dos mortos, não passava de uma elaborada metáfora para o acompanhante do cobrador de impostos. Bom, supõe-se que essas estradas não se varram sozinhas.

- Do que se trata isso, Kurusha? - Ele cochicha, tentando conseguir alguma informação antes que o homem chegue onde ele está.

Damaru atenta com aguçada curiosidade ao procedimento. Ele observa como as pessoas pagam seus impostos, analisando minuciosamente como é feita a famigerada transação de almas. Mas, ainda de maior interesse, ele observa a marca. O Ravno tenta analisar exatamente quem a ostenta, na intenção de formar um palpite sobre a posição social e o comportamento destes clientes em específico. Mais que isso, ele busca cada detalhe da marca bem como sua posição e o modo como é apresentada. Quais são seus tons? Seu cheiro? Sua impressão astral? (Sentidos Aguçados, Visão de Aura) O ancião as namora apaixonadamente, mas também atenta aos cachorros. O que esses animais vêem na marca? Ele tenta encontrar sinais de inteligência, ou foram apenas treinados para algo específico? Tentando um truque que já lhe falhou antes, ele invade a mente do animal para entender exatamente o que ele procura (Telepatia).

Sua análise é completa e minuciosa, embora em momento algum ele tenha levantado-se de onde está. Quando chegar sua vez, ele espera já saber o suficiente para apresentar sua própria marca.


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Re: ET INNOCENTIAE LABEM - Rumo a Estígia

Mensagem por Papa Paradise em Qui Maio 03, 2018 6:12 pm

Damaru - FV 4/10 - Forma de projeção psíquica

dados:
Damaru rolou 7 dados de 10 lados com dificuldade 8 para percepção de aura que resultou 1, 6, 4, 6, 9, 2, 10 - Total: 1 Sucessos

Damaru rolou 8 dados de 10 lados com dificuldade 4 para ler a mente que resultou 9, 3, 7, 10, 8, 10, 1, 6 - Total: 5 Sucessos

Damaru perspicaz concentra-se em  analisar o animal mitológico que verificava as supostas marcas. A percepção de aura não surtira efeito tão especifico de modo que ele apenas visualizava agressividade no animal. Porem ele consegue entrar com facilidade na mente do cão tricéfalo. O animal procurava visualizar marcas especificas que funcionavam como uma espécie de código de barras ou um documento de identificação geral. Possuir tal código significava ter o imposto pago, não possui-la deixava o individuo a merce do ataque do cão que consumiria o ser inadimplente, ele estava ansioso por isso. As marcas poderiam ser varias, mas o cão não as distinguia por valor ou significado, apenas validava a existência de uma.

O cão inicia a checagem das marcas e a maioria dos indivíduos as tinha. Porem, alguém parecia estar em falta com os impostos. Um dos homens, tenta escapar com uma manobra digna de um herói de quadrinhos. Ele vira a mesa causando o caos enquanto tentava escapar pela janela. No percurso ele carregava uma bolsa que rasga-se ao prender-se em um prego solto na mesa que havia virado. Os objetos que carregava são espalhados. O homem nitidamente fica em um impasse, entre sair pela janela ou recolher os objetos. Dentre estes estavam, 3 perolas de mandrágora, algumas moedas, uma ampulheta, um punhal e alguns recipientes com líquidos brilhantes.


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Re: ET INNOCENTIAE LABEM - Rumo a Estígia

Mensagem por Gam em Qui Maio 03, 2018 6:32 pm

Esplêndido. É como falsificar um cartão de identidade, algo banal para os de seu sangue. Damaru já finalizava seu processo mental de montar sua própria marca quando o homem inicia a confusão. Sua fuga espalhafatosa contudo o custa sua preciosa bolsa. O pouco que Damaru esteve aqui lhe basta para saber que é um criminoso. Quem mais seria tão rico e não pagaria impostos?

Talvez seja sua mente rápida, talvez seja sua Besta sugerindo ideias traiçoeiras em seu subconsciente. Mas a questão é que, no momento em que a bolsa se rasga, ele já sabe o que fazer.

Ele rapidamente corre até onde o homem está, a genuína preocupação estampada em seu rosto.

Tendo em vista a indecisão do homem, o Ravno toma a liberdade de decidir por ele. Rapidamente ele junta suas coisas do chão e as entrega em seus braços. Um detalhe, contudo, há de escapar ao homem. As três pérolas de mandrágora e a ampulheta que ele recebe não são as mesmas que derrubou de sua bolsa. Damaru pegou os objetos virado de costas para ele, de modo que não visse quando embolsasse as versões originais.

- Corra, seu tolo. - Ele cochicha, enquanto empurra os objetos para ele na intenção de apressá-lo.

E então ele vira-se para o coletor e seu cão. Rapidamente ele empunha sua marca para o animal como fosse um escudo. Ele sabe a frustração que o cão irá sentir, e torce para que seja o suficiente para que estaque.

- Eu posso pagar por ele. - Damaru fala para o coletor, em tom conciliador. - Não vamos deixar isso estragar a noite de todos.

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Re: ET INNOCENTIAE LABEM - Rumo a Estígia

Mensagem por Papa Paradise em Qui Maio 03, 2018 8:00 pm

Damaru - FV 4/10 - Forma de projeção psíquica



dados:
iniciativa
Damaru rolou 5 dados de 10 lados com dificuldade 1 para iniciativa que resultou 7, 3, 4, 7, 6
cão 7 + 5=12
deamaru 3 + 6 =9
fugitivo 4 + 7=11
homem sem rosto 7 +7 =14
kurusha 6 + 7=13

O caos toma conta da estalagem de Flor. Agora era um salve-se quem puder, talvez outros alem do primeiro fugitivo estariam em dívida e aproveitaram a deixa para tentar fugir também. Flor gritava para que todos se acalmassem, mas obviamente estava apenas preocupada com a estrutura do lugar, aquele cão poderia destruir tudo. Além disso outros também cobiçaram os "drops" da sacola rasgada.

O plano de Damaru seria perfeito, e certamente funcionaria se ele tivesse tido um pouco mais de tempo. Porem o homem sem face se adianta e ordena ao cão que capture o criminoso.

O cão era uma criatura realmente aterrorizante, de força e tamanhos consideráveis. Não tinha qualquer interesse nos itens da sacola. Seu único foco era consumir aquela alma que perdera a chance de fugir por preocupar-se com seus itens! Que valor aquilo teria para ser mais importante que sua fuga?

O animal avança em direção a sua presa irrompendo tudo a sua frente, seres e objetos! Espalham-se as joias ainda mais. Kurusha não pensa duas vezes e joga-se ao chão na tentativa de pegar uma das perolas. Nessa tentativa ele chuta a ampulheta que rola para debaixo do cão. Os olhos do fugitivo enchem-se de desespero. O cão em investida pisa no objeto estraçalhando-o.

A quebra da ampulheta era o motivo da preocupação do fugitivo. Em movimentos lentos tudo para. As chamas das velas não se movem, as expressões nos rostos estão congelados. objetos no ar estão sem a ação da gravidade... tudo desacelera e o tempo retrocede.

Determinada hora no mundo real a algum tempo atras:

Algum tempo depois ela bate na porta trazendo a sopa!


E, agora sim, ele tranca-se no quarto. Enquanto despeja a sopa no toalete, Damaru tenta imaginar as possibilidades. Talvez houvesse outra saída do mausoléu? Mas se é assim, por que ele não voltou para casa? Medo de Damaru, é claro. Minha nossa, encontrar outro homem com aquelas capacidades será um martírio. Mas ele não pode esperar mais um dia. Sua presença aqui já foi notada.

Ele senta no centro do quarto. Está na hora de trabalhar rápido, mover-se com a liberdade de um espírito e a velocidade de um pensamento. Ele irá partir em investigação, mas seu corpo não sairá deste quarto.


Damaru abre os olhos e antes de projetar-se astralmente tem uma visão do que aconteceria se seguisse em frente...



 

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Re: ET INNOCENTIAE LABEM - Rumo a Estígia

Mensagem por Gam em Sex Maio 04, 2018 11:10 am


Damaru abre os olhos.

A maya se desdobrou para ele? Não, é claro que não. Lhe é muito claro o que aconteceu, e não foi uma visão. O artefato detinha o tempo, e ao quebrar-se devolveu-o a todos ali. Se ao menos ele pudesse retroceder um pouco mais, talvez pudesse pegar o osso do santo. Mas isso não deve ser possível, não é mesmo? Como se quebra algo... mais?

Também há o livro das sombras. Ele poderia ajudá-lo a conquistar o que quer. Ora, ele poderia ajudá-lo a conquistar qualquer coisa. Mas voltar ao mesmo futuro agora é arriscado. Se Damaru se lembra do que passará, significa que no mínimo todas as pessoas na estalagem também se lembram. Durga talvez não, mas a priori o Ravno não consegue pensar em um modo de aproveitar sua pressuposta vantagem sobre ele.

Ele levanta-se. Seja como for, ele está esgotado demais para outra viagem astral agora. E, se bem se lembra, estão vigiando-o aqui. Arriscar-se a ser capturado pelo carrasco Durga novamente e deixar seu corpo desprotegido seria tolice.

Damaru sai do quarto, descendo a passos lentos. Ele não sabe bem para onde está indo, e talvez a caminhada lhe seja apenas para colocar as ideias em ordem. Ele não pode deixar de pensar naquela alma aprisionada. Ela disse para não confiar no algoz, e ao mesmo tempo o algoz disse para não confiar nela. Mas, se tivesse de botar sua mão no fogo, ele diria que a criatura imensa de quatro braços que roubou sua alma é a menos confiável das duas. Bom, não importa agora.

- Senhora Kashahall? A sopa estava ótima, obrigado. - E então, aproximando-se de maneira cúmplice. - A espingarda está pronta?

Se bem se lembra, a gentil senhora estava preparando-lhe uma arma. Se tudo der certo, ele irá pegá-la e, disfarçando-na em uma bengala, sair pela noite em busca de uma carona para ajudar nos escombros. Mesclar-se com os voluntários será uma boa maneira de aproximar-se do morto em segurança. Alterar sua fisionomia seria um exercício de futilidade, uma vez que seu inimigo claramente vê através de seus truques. Ele então contenta-se apenas em esconder sua face sob o pretexto do frio.


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