ET INNOCENTIAE LABEM - Rumo a Estígia

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ET INNOCENTIAE LABEM - Rumo a Estígia

Mensagem por Papa Paradise em Qua Jan 31, 2018 1:58 pm

Et innocentiae labem - Rumo a Estigia.





Cronica especial para o ancião Damaru

Player: Gam

Damaru sentia que era hora de descansar em paz, estar com aquele animal era tudo! Um sono aconchegante se aproximava! A névoa ao redor cheirava como um campo em primavera. A terra e as pedras tinham formato perfeito para um local de descanso! Tudo estava perfeito! 

Um som agudo e agonizante faz Damaru ficar em alerta! O que estava acontecendo? Uma flecha acertara o coração de seu precioso animal! O atirador não havia se escondido, estava ali, mostrando-se destemido!...

Damaru olha novamente para o animal e vê algo diferente! Ao invés de um belo cervídeo, ele vê uma especie de planta demoníaca humanoide, transpassada pela flecha. Ele estava sendo laçado por tentáculos galhos  que vinham desta tal planta! Algo horrendo com minicaveiras e ossos no lugar de folhas! As caveiras pareciam estar sugando seu corpo. Curiosamente, de alguma forma, aquilo e seu corpo estavam com a mesma estrutura física! Damaru sentia que não tinha forças para soltar-se, e mentalmente sua força de vontade estava enfraquecendo (-1FV)!

O atirador banha a ponta de um tecido em um pequeníssimo frasco e besunta a lamina de uma faca...

- Não se mova!- Ele diz para Damaru.

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Re: ET INNOCENTIAE LABEM - Rumo a Estígia

Mensagem por Gam em Qua Jan 31, 2018 2:36 pm


Ah, a paz. Natural que a encontre aqui, na terra dos mortos. Um local de repouso perfeito junto a natureza. Seus mesquinhos desejos de saber e aventura desfazem-se como brumas agora que ele entende que eram pura perda de tempo. A ignorância é uma benção. A paz, uma ascenção. Ele entrega-se ao doce sentimento de descanso, amando o animal como sabe ser amad... flecha?

- Misericórdia! - Ele se assusta, embora esteja grato pela boa mira do atirador. Um pouco para o lado e o teria atingido, imagine o perigo.

Pobre criatura! Tão magnífica, imersa em tamanha pureza. Agora servirá como refeição por alguns poucos dias. Oh injusto fim.

Damaru observa o atirador. Monstro asqueroso, claramente um vilão destas terras. Que vantagem teria ele em eliminar animal tão doce e silencioso? O Ancião vira-se novamente para seu gentil amigo, mas só para ver sua verdadeira e horrenda forma. Ele teria recuado, caso seu corpo não fosse um só com a coisa a essa altura. Um parasita com um truque ilusório barato. Quão irônico! Ele chega até a se identificar com seu predador.

- Suponho que eu não tenha escolha. - Ele responde, mantendo-se imóvel. - Das quatro pessoas que conheci nessas terras estive completamente a mercê de três de vocês, embora o quarto elemento definitivamente abusasse de mim se tivesse a chance. - Ele quase tem saudade do fantasma branco da tormenta. Quase.

Sua decisão de forjar um amuleto de proteção antes de viajar por aqui foi sábia, uma pena não ter conseguido fazê-lo a tempo. Ele tem estado tão frágil e exposto quanto uma virgem em uma orgia pagã. Chega a ser embaraçoso.

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Re: ET INNOCENTIAE LABEM - Rumo a Estígia

Mensagem por Papa Paradise em Seg Mar 05, 2018 10:36 pm


Damaru - FV 4/10 - Forma de projeção psíquica.


- Meu nome é Kurusha!

Com uma voz rouca e suave, e com movimentos lentos, como se dançasse, atirador se identifica enquanto corta os galhos da erva daninha que envolviam Damaru! O arbusto parasita se dissolvia em gritos de agonia enquanto era cortado!

- Esta é uma mandrágora de agouro, não se sabe ao certo mas dizem que nascem de almas antigas e perdidas que nem mesmo o vazio aceitou. Perdem-se em sua própria existência e alimentam-se de sentimentos e emoções de outras criaturas,  são raras e valiosíssimas, veja...

Kurusha apronta em direção ao que seria a raiz da planta! Ele corta a batata em forma de carranca que se desfaz, deixando uma especie de perola! Ele a coleta e guarda em uma bolsa que carregava a tiracolo. Parecia haver outras la dentro.  Era possível perceber pelo brilho colorido e pulsante que, igualmente a perola coletada, emanava de dentro da bolsa!

- Quem é você e o que o trás a este lado do mundo das almas? Sei que não é um ser comum a este mundo, nunca vi uma mandrágora conseguir capturar uma criatura assim! você precisaria ser feito de puro sentimento! Curioso, curioso...



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Re: ET INNOCENTIAE LABEM - Rumo a Estígia

Mensagem por Gam em Sex Mar 09, 2018 2:20 pm

- É um prazer conhecê-lo, Kurusha. - Ele se endireita, pegando novamente a lanterna. - Antes fosse em melhores circunstâncias. Provavelmente não causei uma boa primeira impressão a mercê de um parasita espiritual.

Enquanto bate a poeira etérea do corpo com a mão livre, Damaru se apresenta apropriadamente.

- Me chamo Damaru. Venho do mundo físico com a intenção de visitar a vasta biblioteca de Alexandria. - Ele faz uma leve mesura. - E você, Kurusha? Se me permite perguntar, qual a sua história?

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Re: ET INNOCENTIAE LABEM - Rumo a Estígia

Mensagem por Papa Paradise em Sex Abr 06, 2018 6:47 pm


Damaru - FV 4/10 - Forma de projeção psíquica

-Oh! A biblioteca! Então vejo que seu destino não é diferente do de todos aqui! Deve estar tentando ir para Estígia pelo atalho! Quase todas as criaturas que encontraras aqui tem o mesmo destino. Eu estou aqui a tanto tempo que as vezes nem me lembro mais de meus propósitos!

- Venha existe uma estalagem aqui próximo se quiser me acompanhar!

- Existe um pedágio a ser pago antes da passagem para o gargalo dos espinhos, que é o atalho em si! O preço é dado em almas, em joias de mandrágoras ou derrotando o guardião! Eu não sou um bom caçador de almas e não ouso desafiar o guardião, a derrota significa  ser transformado em moeda. Então,venho caçando as mandrágoras, mas elas estão cada vez mais raras.

O que é isso que você carrega! Parece um item valioso!

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Re: ET INNOCENTIAE LABEM - Rumo a Estígia

Mensagem por Gam em Sex Abr 06, 2018 7:24 pm

Pelo modo como ele fala, parece estar tentando passar pelo atalho há muito tempo. E há uma estalagem aqui, o que significa que não é o único. Que espécie de atalho é esse, que demora tanto? Damaru começa a cogitar se não seria mais fácil ir pelo caminhno mais longo de uma vez.

- Seria um prazer lhe acompanhar até lá, obrigado. - Ele aceita o convite até a estalagem.

E, enquanto caminham, continua conversando.

- E você tem coletado estas joias há quanto tempo? - Damaru mede suas opções. - Confesso que tenho horror ao comércio de almas. Não gostaria de abrir mão de nenhuma delas. Sendo assim, o que pode me dizer sobre o guardião?

Ele é considerado um ser muito forte por aqui e sabe disso. Sua mente e alma foram fortalecidas por séculos, refletindo em uma presença robusta no mundo astral. Damaru está cansado, porém. Talvez esta estalagem lhe venha a calhar, considerando que Durga não lhe deu um tempo limite para sua tarefa.

- Sim, suponho que seja. - Ele responde, levantando a lanterna. - Mas não é minha. E seu verdadeiro dono é muito poderoso, é melhor que eu cuide muito bem disso. - Ele dá a dica, caso Kurusha esteja criando ideias perigosas.

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Re: ET INNOCENTIAE LABEM - Rumo a Estígia

Mensagem por Papa Paradise em Dom Abr 08, 2018 9:54 pm

Damaru - FV 4/10 - Forma de projeção psíquica

Damaru hamm! HUmmm! A estalagem não fica muito longe, vamos!

- Eu só preciso de mais uma joia de mandrágora, agora que você me ajudou a conseguir a terceira. Essas malditas estão cada vez mais difíceis de serem encontradas. Você parecer ter o poder de atrai-las, e repito que isso é bem incomum, o que é você exatamente? Posso ajuda-lo a conseguir algumas, por um preço camarada!

-Eu estou aqui há algum tempo, porem o tempo é algo muito complexo nesse mundo, é difícil definir! As vezes tenho a impressão que estou aqui a mais tempo do que consigo perceber!

O guardião é uma alma muito sagas, tem prazer em fazer o que faz, em geral é justo, e isso quer dizer que não cede as regras! Então você pode levar as almas, as joias ou pode desafia-lo para um duelo! Eu não aconselho! Talvez possamos vender sua lanterna na estalagem certamente algum mercenário pagaria um boa quantia em almas nela! Você a roubou, não é mesmo? O que ela faz exatamente? Posso segura-la?


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Re: ET INNOCENTIAE LABEM - Rumo a Estígia

Mensagem por Gam em Dom Abr 08, 2018 10:23 pm

- Sim, creio que podemos estabelecer uma relação comercial. Eu posso atrair outra mandrágora para você, então buscamos uma pra mim e negociamos sobre as outras que me restarão. Parece razoável? - Ele propõe.

- Em todo o caso, eu gostaria de conhecer o guardião. Talvez vencê-lo me seja mais razoável do que caçar mandrágoras. O tempo não necessariamente me é um problema, mas definitivamente é uma inconveniência. - Ele pensa em voz alta.

- Não, na verdade ela me foi emprestada. Não acho que seja possível se esconder de seu dono. - Ele dá mais uma dica de que não seria uma boa ideia afaná-la. - Ela confina almas e ilumina o caminho, apenas. Mas é um artefato peculiar, de fato.

Ele não vê problema em deixar que Kurusha segure a lanterna, talvez ele até descubra algum efeito inusitado nela. Mas, em todo o caso, Damaru mantém a outra extremidade da corrente em sua mão e não faz menção de soltá-la.

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Re: ET INNOCENTIAE LABEM - Rumo a Estígia

Mensagem por Papa Paradise em Ter Abr 10, 2018 11:36 am


Damaru - FV 4/10 - Forma de projeção psíquica

- Oh perfeito! Imagino que trabalhando juntos podemos sair daqui o mais rápido possível! Na estalagem eu consigo comprar mais lagrimas de mortais para cortar as mandrágoras e ainda podemos nos divertir um pouco, o ambiente é muito animado la!

- O guardião fica a uma distancia considerável, acho que perderemos muito tempo se formos la para depois caçar mandrágoras, as chances de encontrarmos no caminho é baixa. Imagine que todos que percorrem o caminho também aproveitam pra procura-las.

-Haushuahsuahs, você é mesmo uma criatura curiosa Damaru!

Kurusha reage com humor ao comentário sobre duelar com o guardião. Mas sua expressão logo muda quando Damaru informa que a lanterna é uma bolsa de almas!

Kurusha segura o artefato com muita curiosidade e encantamento! Ele o observa com muito cuidado!

- Veja, esses símbolos são conhecidos aqui! Quem lhe entregou este artefato deve ser alguém realmente poderoso! São comuns na legião penitente, uma marca deixada sempre que a Senhora Sorridente passa!




- Damaru! Se isto é uma bolsa de almas, não há por que estar aqui, caçando mandrágoras ou qualquer coisa, podemos passar de primeira classe pelo guardião! Vamos, o que estamos esperando? Por favor aceite minhas joias em troca de algumas almas, ou você pode completar o que falta para eu conseguir minha passagem! Por favor eu lhe imploro!

Kurusha ajoelha-se em pedido.




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Re: ET INNOCENTIAE LABEM - Rumo a Estígia

Mensagem por Gam em Ter Abr 10, 2018 2:08 pm

- Levante-se, Kurusha. - Ele diz, austero.

- Faz pouco tempo que estou neste mundo, mas foi o suficiente para notar a que ponto trágico chegaram. Não vê que não estamos falando de moedas, Kurusha? Não estamos falando de ouro ou jóias. O que há nesta lanterna são almas. Consciências aprisionadas aqui, sem ao menos a esperança da morte como derradeiro fim de seu sofrimento. Cada um deles viveu e morreu em seu universo particular, e ao fim viu-se recompensado com a privação total de sua individualidade, de seu futuro. - Ele fala em tom sério. - Eu não espero modificar todo o odioso sistema monetário desta sociedade milenar, mas Shiva é testemunha de que não irei tomar parte disso.

- Você está perto de seu objetivo, amigo. Não se precipite, por favor. E eu, por minha parte, aceitarei o caminho mais difícil se for isso o necessário para poupar estas almas. Se ainda as mantenho aqui, é apenas porque preciso emprestar sua luz. Quando minha jornada houver terminado, nenhuma delas retornará à prisão.

- Agora, se eu não estiver lhe abusando... Poderia me explicar sobre essa tal legião penitente e a Senhora Sorridente?

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Re: ET INNOCENTIAE LABEM - Rumo a Estígia

Mensagem por Papa Paradise em Qua Abr 11, 2018 6:33 pm


Damaru - FV 5/10 - Forma de projeção psíquica

a exortação da Damaru a criatura Kurusha era algo de dificil aceitação, eles eram de mundos diferentes. Obviamente Kurusha um dia fora um ser que veio do outro lado da película, mas isso já não fazia mais parte do que ele era. Convence-lo a entender a politica filosófica Damarulistica era como convencer um americano que o capitalismo não pode funcionar. Mas Damaru era persuasivo e suas palavras acenderam uma pequena chama no interior de Kurusha(+1FV), ele certamente passou a ver de forma diferente aquela economia canibaslista.

Embora tudo aquilo fosse bastante confuso, Kurusha concorda que talvez seguir procurando as mandrágoras então poderia ser o melhor caminho.

-A Senhora sorridente ou Dama risonha é a criatura que dizem governar a legião das vitimas da loucura, o reino do socorro, um dos 8 existentes. Pode ser que seja uma lenda, eu nunca os vi pessoalmente! Dizem que eles recolhem as almas que tem essa característica em geral, a loucura entende?Deixam essa marca espalhada por vários locais onde passam, dizem que são runas magicas que eles interpretam e usam de várias maneiras!

-Veja estamos chegando na estalagem!



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Re: ET INNOCENTIAE LABEM - Rumo a Estígia

Mensagem por Gam em Seg Abr 16, 2018 2:42 pm

- Isso me parece uma divisão bastante arbitrária, não muito diferente do mundo em que vim. - Damaru divaga. - A existência da loucura depende exclusivamente do ponto de vista da sociedade que a vê. Aos meus olhos, é loucura negociar almas como fossem peças de cobre. Deveriam ser todos governados pela Dama Risonha, portanto.

- Peço encarecidamente que mantenha segredo a respeito da lanterna que carrego. - Ele pede, uma vez que avistam a estalagem. - Prefiro que acreditem em minha miséria, é mais cômodo do que ter de convencer a todos de que não vou abrir mão dessas almas.

Dito isso, Damaru retira uma sacola de pano de suas vestes. Ele encobre a lanterna na sacola, carregando-a pela corrente dependurada por sobre seu ombro. Um truque simples para esconder o artefato e evitar perguntas. Mais que isso, ele também solidifica sua aparência (Máscara das Mil Faces). Uma diferença pequena, apenas tornando sua visão mais natural para os nativos deste plano.

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