Cidade de Merda, Noites de Merda.

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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Undead Freak em Qui Dez 14, 2017 8:36 pm

-- Irmão Uffizi --



Resumo:
Força de Vontade: 6/6.
Vitalidade: OK.




Uffizi estava se sentindo calmo naquele quarto. Nenhum luxo ali lhe chamava a atenção. Nem o fato de estar viajando pelo mundo, de certa forma, lhe chamava a atenção. O Hampton Inn era um hotel muito bonito, com uma piscina e tanto, mas nem mesmo isso o estimulou a sair do quarto. Ele estava seguindo suas instruções à risca. Ele deveria aguardar a chegada de Madre Valesca, uma das mais santas autoridades da SdL, que estava agindo em Charleston com o seu grupo particular de caçadores, chamados ali de "Coletores". Talvez a única coisa que pudesse deixar Uffizi um pouco inquieto era a ansiedade de estar cara a cara com ela.

Madre Valesca:


Madre Valesca é considerada quase que uma lenda, mesmo entre os próprios membros da sociedade de leopoldo. Não se sabe muito do passado dela, tampouco onde ela realmente reside. A única coisa que se sabe sobre ela é que ela é vista como uma mulher realmente sábia, santa e bondosa. Existem muitos rumores sobre ela executando verdadeiros milagres, embora ninguém nunca tenha mostrado evidências físicas de tais feitos.


O tempo passava e não havia sinal de Madre Valesca ou algum de seus representantes. Ela já estava meia hora atrasada e Uffizi sabia muito bem que uma mulher como ela jamais se atrasaria, a menos que... alguma coisa ruim deve ter acontecido. De repente esse pensamento lhe inundou a mente, fazendo-o ficar preocupado.



Um barulho do que parecia ser uma porta sendo arrebentada lhe tirou de sua reflexão.



Uma gritaria seguido de barulhos de tiros colocou o irmão em total alerta. Ele não sabia como ou por quê, mas era certo que um grupo estava atacando o hotel. Poderiam ser assaltantes, sequestradores ou coisa pior. Alguma coisa deu terrivelmente errado e os atacantes não tardariam chegar no seu quarto.

Off: Você pode se preparar e escolher suas armas. Considere esse um post introdutório de pura interpretação.

-- Philip Diaz, vulgo "Piroca" --


Resumo:
Reserva de Sangue: 10/15.
Força de Vontade: 4/5.
Vitalidade: OK.

- Força +3.
- Destreza +2.


Philip escreveu:- PORRA! Por que não esperou?! Era um negócio rápido meu, até parece que um lupino iria detectar a gente nesse tem.. - A merda de um rosnado interrompia a minha frase...  puta merda Burke, obrigado! Mas eu ainda tinha que ser rápido! - Puta merda, vira mulher, vira mulher!! O bicho tá vindo!!!

Teste:
(Burke)Ofuscação 3, Manipulação+Performance (dif. 7, 5 dados de penalidade): 6,10,8 - 2 Sucessos.


Burke não discutiu. Ele fechou os olhos e se concentrou. Mesmo todo fodido, ele conseguiu um resultado satisfatório aos olhos dos mortais. Seria fácil para ele se passar por uma mulher jovem caindo de bêbada.

Burke como Mulher (Ofuscação 3):


Piroca carregou a "donzela" no ombro, segurando em sua cintura, assim Burke não iria escorregar e meter a cara no chão. Correndo até a saída, ele volta a abrir a tampa, se preparando para arremessar o companheiro de clã.

Teste:
Força+Esportes (dif. 8 ): 8,1,7,5,9 (+1 FdV) - 2 Sucessos.

Com dificuldade Piroca agarra o amigo e faz um rápido preparo mental. Em seguida, lança o impulso. Burke sobe quase dois metros e cai feito um saco de merda, fazendo um barulho seco ao atingir o chão. Isso não é o suficiente para machucar Burke, mas com certeza deve ter incomodado. Agora era o momento de Piroca repetir o truque de Burke.

Teste:
Ofuscação 3, Manipulação+Performance (dif. 7): 9,3,4,6,10,7 - 3 Sucessos.


Piroca assumiu a forma de um homem de terno, de bom físico e parecido um pouco com Ted, embora não fosse exatamente igual a ele. No desespero, talvez a imagem dele tenha vindo a sua mente, já que ele não tinha tempo para parar e pensar em alguém específico ou diferente. Assim que colocou os pés na escada, se preparando para sair daquele lugar, Piroca teve um vislumbre da criatura que se aproximava dele.

Lupino:


Por sorte, Piroca saiu rápido, bem a tempo de tampar a saída. Ele foi até Burke, que agora estava sentado no chão do beco, parecendo exatamente uma garota embriagada. As pessoas já tinham se dispersado, mas a situação ainda era perigosa. Os coletores com certeza ainda estavam por perto.

-- Muito bem, papai -- dizia Burke, com uma voz feminina -- E agora?

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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Beaumont em Qui Dez 14, 2017 11:59 pm

Minha garganta estava seca, meus olhos arregalados devido a adrenalina, minhas pernas não estavam 100% firmes como costumavam ser, o som da minha bota estalando os galhos e afundando na grama do cemitério pareciam incrivelmente nítidos para mim, eu preparei a bandoleira e deixei a arma presa ao meu ombro para não sofrer um impacto muito grande da escopeta. Não sou especialista em físionomia humana mas eu já ouvi dizer que quando a adrenalina aumenta no nosso corpo todos os nossos sentidos se afloram e esse é o mais próximo dos nossos instintos primitivos que poderiamos ter, eu precisava manter uma precisão suprema. Cara, minha mente estava disparada naquele momento... O momento em que vi a mão de alguém. 


Droga eu nunca poderia descrever aquele momento com palavras...Eu me amaldiçoei por não ter trazido uma lanterna, as luzes do cemitério não seriam o suficiente para iluminar todo o perimetro do local , aquilo era mesmo uma mão ? Eu pensei em me aproximar e verificar mas Alysha estava completamente desfocada, eu não podia sair da formação, eu fechei forte os olhos e respirei fundo mas o que era para melhorar aumentou ainda mais os batimentos cardiacos do meu peito quando eu escutei uma voz. 


Leon : - Mas que merd...!!!!

Eu puxei a alavanca em baixo da arma para colocar o cartucho da escopeta na agulha, eu quase atirei...Mas por que não atirei ? Era só uma menina, uma menina no meio de um cemitério a essa hora da noite ? Puta merda isso não tá certo. Meu dedo quase escorregou e quase eu explodi a face daquela garota, se é que aquilo era uma garota. Eu não poderia fazer aquilo com uma menininha. Minha mão ficou paralisada como se pesasse 10 mil kilos. Presa no angulo de 90 graus o meu corpo não se movia, aquela menininha, era esquesita demais, ela fez uma piada completamente de mal gosto. 
Quando o grito ecoou eu girei a arma para a direção. Depois rapidamente voltei o ohar para a garotinha para ver se ela ainda estava lá. Depois foquei o olhar em Alysha e com uma das mãos eu tentei ergue-la enquanto a outra mirava ainda em um angulo de 90 graus. 

Leon : - Alysha...Você esá bem ? Pegue sua arma garota, isso é uma ordem !!! 

Eu praticamene gritei naquele momento, não sei se era pra estravasar a adrenalina ou por que eu precisava tirar Alysha daquele choque mas eu o fiz. Gritei de novo e de novo puxando Alysha com o máximo de força para ergue-la. Se eu conseguisse eu diria para a garota.
 

Leon : - Garotinha, vá para um lugar e se esconda, esse lugar não é pra você ! 

Eu não sabia se aquilo era uma garota mesmo ou um delírio da minha mente cansada desse caso. Assim que Alysha se ergueu eu pego a sua arma e devolvo para ela, logo em seguida puxo ela para irmos em direção ao local do grito. Sigo na frente puxando-a 

Leon : - Mantenha o foco Alysha precisamos salvar aqueles policiais ! Donovan, aguente firme, por Deus eu espero que aquela mao não seja sua... 

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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Undead Freak em Sex Dez 15, 2017 12:57 am

-- Leon --

Resumo:
Força de Vontade: 6/6.
Vitalidade: OK.


Leon escreveu:- Alysha...Você esá bem ? Pegue sua arma garota, isso é uma ordem !!!

Alysha parecia pesar tanto quanto uma folha de papel. Leon ergueu a garota com extrema facilidade. Embora ele tenha gritado com ela, extravasando a sua raiva e controlando parte da sua adrenalina, Alysha não obedecia as ordens. Era como se não houvesse mais alma no corpo. Era como uma casca. O corpo estava vivo, mas parecia não ter mais consciência anexada a ele.

Leon escreveu:- Garotinha, vá para um lugar e se esconda, esse lugar não é pra você !

A garota nada disse. Leon tentava a todo custo fazer Alysha voltar a si. Por um momento, ele olhou novamente para essa garota. Ela flutuou... Ela foi até ele, mas seus pés não tocavam mais o chão. Quando ela se aproximou de Leon, parando a menos de vinte centímetros dele, seus pés estavam a mais de dez centímetros do chão. Enquanto ela levitava até ele, a situação emocional do delegado piorou.


A respiração de Leon ficava mais ofegante e rápida, assim como o seu ritmo cardíaco. Leon não se deu conta que respirava pela boca, de forma muito rápida. Suas mãos tremiam demais e ele acabou soltando Alysha, que caiu sem esboçar nenhuma reação. Olhando a menina, agora mais perto, Leon notou que ela era de um branco acinzentado. Ela era também levemente transparente e seus olhos eram como todo o ser dela: brancos, sem vida.

-- Se ela ficou assim só de me ver, o que aconteceria com ela se ela visse o que os outros fazem lá dentro? Eles não são legais, acredite. Eu estou morta por causa deles... -- disse ela, antes de desaparecer.

Teste:
Auto-Controle (dif. 10): 2,5,3 - Falha


Leon estava com os nervos à flor da pele. Ele tentava entender tudo o que estava acontecendo, mas sua mente racional estava sendo afetada por uma visão terrível. Era algo que nunca havia acontecido com ele antes. Sua visão escurecia. Seu corpo estava ameaçando "apagar" a qualquer momento. Quanto mais ele tentava processar aquilo, pior era. A única coisa que o ajudou a se manter em si, por assim dizer, foi um novo grito de pavor que ecoou do mausoléu. Apesar de tudo o que viu, Leon sabia que seus homens ainda estavam em perigo. Apesar de tudo o que viu, ele ainda precisava ajudá-los.

Off: Você está a beira de um colapso nervoso. Por agora você vai ter uma penalidade de -2 dados em todos os testes.

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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Beaumont em Sex Dez 15, 2017 1:53 pm

Existiu um dado momento em que a minha mente estava quase trabalhando automaticamente, eu já não sabia como controlar os meus impulsos, o medo era inevitável, eu estava começando a sentir a vista turvar no momento em que tentei fazer força para erguer Alysha, a visão daquela menina flutuando me deu um devaneio na mente, eu queria fugir, eu queria correr ou até mesmo atirar mas logo percebi que eu estava tão paralisado de terror quanto Alysha. O que era aquilo ? Minha mente pregando peças ou eu realmente já estava a um passo da morte ? 


A garota flutuou perante a mim e a única coisa que eu pude fazer foi arquear meu tronco para trás, minhas pernas estavam presas, coladas ao chão. Eu não conseguia me movimentar, eu não estava pronto para me deparar com uma coisa daquelas. Foi então que ela desapareceu, segundos depois dela dizer as palavras que ficaram na minha mente a martelar por um bom tempo. 


Leon : - "Eu estou morta por causa deles ?". Mas o que diabos está acontecendo ? Eu estou enlouquecendo ??

Eu precisava de um tempo para me recobrar, coloquei as mãos nos joelhos e abaixei a cabeça enquanto respirava, uma ânsia de vomito viria logo em seguida, mas eu regurgitei e ergui a face para respirar (Gasto 1 FDV para tentar não apagar ou ignorar a penalidade, o que for mais possível) Eu tive de deixar a arma no chão enquanto suplicava pelo nome de Alysha, ela era a única com quem eu podia contar naquele momento mesmo que ela estivesse pior do que eu, eu precisava de um alicerce ou também acabaria desabando feito ela em uma crise de panico. 


Leon: - Aly...shaaaa ! Alyshaaaa !

Eu juntei o pouco de força que me restava e envolvi Alysha com um braço por cima de mim, eu não iria deixa-la ali, minhas pernas não agiam da forma que eu queria mas eu me esforçava para manter o equilíbrio enfrentando o meu ataque de pânico a melhor forma que eu podia. Eu não podia deixar o Donovan morrer, ele tinha uma família e pessoas que sentiriam sua falta, eu pensei em meus pais e o quão triste meu pai ficaria se eu morresse fazendo justamente aquilo que ele queria que eu fosse. Um policial. Dizem que toda sua vida passa pela sua mente no instante de sua morte, mas eu não iria morrer naquela hora, nem Alysha nem Donovan. Havia um misto de pânico e determinação em meus passos trôpegos em direção daquele Malsoleu, com uma mão eu segurava o braço de Alysha por cima do meu ombro e com o outro eu saquei o meu revolver 357. de cano medianamente longo, ele estava carregado com 6 balas, minha mente estava carregada com milhões de pensamentos.

Leon : - Do..Donovan ? Pessoal ?

Minha mente estava começando a agir no automatico e eu tentava controlar os meus passos em direção aquele malsoléu, ergui minha pistola pronto para disparar em qualquer coisa que não fosse o Donovan ou meus amigos... Amigos...Medo...

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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Undead Freak em Sex Dez 15, 2017 5:26 pm

-- Leon --

Resumo::
Força de Vontade: 5/6
Vitalidade: Ok.


"Jamais esquecerei aquele entardecer em que, pela primeira vez, me deparei com a semioculta casa da morte. Foi em pleno verão, quando a alquimia da natureza transmuda a paisagem silvestre numa única e quase homogênea massa de verde, quando os sentidos estão quase intoxicados com os mares afluentes de verdura úmida e os odores sutilmente indefiníveis do solo e da vegetação. Numa tal ambientação a mente perde suas perspectivas, o tempo e o espaço tornam-se triviais e irreais, e ecos de um esquecido passado pré-histórico batem insistentemente contra a consciência enlevada."

-- "A Tumba", H. P. Lovecraft

Leon escreveu:Eu estou morta por causa deles ?". Mas o que diabos está acontecendo ? Eu estou enlouquecendo ??

A mente girou com a velocidade do processamento de informação. Com o aumento da carga neural, ameaçando até mesmo uma convulsão, a boca se amargou. No momento seguinte, o corpo fraquejou, fazendo o delegado colocar as mãos nos joelhos e se arquear. Vomitou. Pareceu que não estava colocando apenas suco gástrico para fora, mas também toda uma energia espiritual densa, como se expulsasse do seu corpo algo nocivo que não conseguia ver, mas que parecia influenciar sua mente e abalar suas convicções. Naquele momento, como vítima de um milagre, Leon recobrou parte de suas forças e pôde respirar com certa facilidade, embora a tensão total teimasse em desaparecer dos seus músculos.

Leon escreveu:Aly...shaaaa ! Alyshaaaa !

Leon não queria morrer. Leon não podia morrer. Não era só a sua vida que estava em jogo, mas também a vida de seus homens e de sua parceira, Alysha. Depois que ele viu a menina, todo o lugar parecia vivo. Era como se em cada tumba uma voz de timbre próprio o chamasse, convidando-o para se juntar com os espíritos no mundo dos mistérios que ninguém quer desvendar. Vez ou outra as tumbas pareciam mexer, como se fossem labaredas estáticas que vez ou outra se tornavam flexíveis por um segundo graças a ação de uma lufada de vento mais forte.

Com o pouco de força que tinha reunido, ele enrolou o braço de sua parceira ao redor do pescoço, enquanto com a outra mão sacava seu revólver. Alysha era arrastada como uma boneca, ainda totalmente catatônica. Por sorte a garota era leve e agora, nessas circunstâncias, parecia ainda mais leve. Era como arrastar um enfermo nos seus últimos momentos, mas Leon evitava pensar assim. Ele pensou em seus pais e na família de Alysha, na família de seus homens... Não poderiam ter um destino assim. Nenhum dos seus familiares mereciam o fardo de perder um ente querido cumpridor da lei.

Suas botas estalavam pelo chão, já que ele mais arrastava o pé do que caminhava de fato. No curto espaço em que caminhou até a porta do mausoléu, pareceu ter andado um quilômetro ou mais, ouvindo vozes diferentes se amontoando, dizendo coisas irracionais, parecendo ecoar de lugar nenhum e ao mesmo tempo de todos os lugares.


Tendo alcançado a porta, viu que não foi difícil empurrá-la. A corrente não estava encadeada e a fechadura não havia sido trancada. A parca iluminação que ali emanava, vinha de velas amontoadas entre os cantos e quadrantes. Sua mente, ainda atordoada, injetava naquela visão uma força vinda do medo e da confusão. Para Leon, naquele momento, entrar no mausoléu era como entrar em um dos círculos do inferno.

Leon escreveu:Do..Donovan ? Pessoal ?

-- Parado, filho da... Oh! Delegado? Me desculpe, senhor! -- Donovan saía de trás de uma cripta de pedra, sem jeito por ter apontado sua .45 para Leon. Ele parecia ileso e tinha as duas mãos, então aquela mão decepada lá fora certamente não era dele. -- Senhor... O que eu posso te dizer? Como te contar sem parecer um louco?! Sabe, eles me perseguiram até aqui dentro e entraram ali, naquela outra cripta -- Ele aponta para a cripta do quadrante oposto-- Eu não sei, eles... eles simplesmente sumiram!

Donovan estava confuso. Ele estava tão confuso quanto Leon e parecia que era ele que teria agora um ataque de nervos.

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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Krauzer em Sab Dez 16, 2017 9:55 am


Pater noster, qui es in cælis:


Em seu quarto, Irmão Uffizi orava silenciosamente. Esta não seria uma missão qualquer, era sua primeira missão fora de seu país natal.

sanctificétur nomen tuum;

A beleza e luxos do hotel chamaram sua atenção, mas ele apenas via a missão à sua frente. Ele deveria se encontrar com Madre Valesca, uma respeitável autoridade de sua ordem na cidade. Ela já havia ouvido muito sobre ela, e ao ver sua foto, se impressionou como alguém tão jovem pudesse ter alcançado tal posto.

advéniat regnum tuum; fiat volúntas tua sicut in cælo, et in terra.

Segundo as informações, Madre Valesca possuía dons raros, mesmo entre os membros da ordem, sendo capaz de realizar milagres através da fé, como um canal direto com Deus.

Panem nostrum cotidiánum da nobis hódie;

Uffizi havia acordado cedo neste dia, e já havia se preparado para o encontro muito antes do horário combinado, para que pudesse se mostrar apresentável diante de uma autoridade tão importante, porém o horário do encontro já havia se passado, e um atraso não parecia ser algo típico de alguém tão respeitável.

et dimítte nobis débita nostra,

Uffizi aproveitava seu tempo livre para orar enquanto Madre Valesca não aparecia. Ele orava por forças, coragem e para que Deus guiasse sua mão e sua espada.

sicut et nos dimíttimus debitóribus nostris...

Sua oração era repentinamente interrompida pelo som de uma porta sendo aberta bruscamente. Ufizzi abria os olhos, se levantava e lamentava não poder terminar sua prece. Ele pegava sua pistola e sua cimitarra enquanto aproximava o rosto da porta de seu quarto para ouvir melhor.

Perigo!!!

Sons de tiros disparados e gritos, era óbvio que o hotel estava sob ataque. Os sons pareciam estar se aproximando, e logo seria sua vez. Uffizi procurava ouvir o melhor possível os sons de fora do quarto para ter uma ideia de quantos homens se aproximavam do quarto, e quando eles estivessem próximos, ele se recolheria contra a parede logo ao lado da porta, com a pistola em uma mão e a cimitarra em outra, esperando os invasores adentrarem o quarto.
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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Undead King em Dom Dez 17, 2017 8:07 pm

Piroca era rápido, o impulso pela sobrevivência dominava ele. Se concentrando para fazer a coisa direito e não acabar matando o Burke por causa de um erro, o nosferatu arremessava o companheiro de clã bueiro acima, que já estava transformado em uma mulher. Piroca se transformava novamente num Ted diferente do original, ele não estava focado em rostos e sim em escapar da morte certa sem criar novos problemas com isso. Quando ele começou a subir ele viu o lobisomem... o coração morto do vampiro pareceu que foi parar na garganta, Piroca ficou com medo, mais ainda do que quando viu a menina fantasma. A visão do lupino fez com que Piroca subisse mais rápido, ele agora era movido pelo desejo de não ser estraçalhado vivo pelo bicho. O vampiro tinha poucos segundos antes do lobisomem chegar perto, e por sorte conseguiu subir o último degrau da escada a tempo de fechar o bueiro. - AHAHAHAHAH!!!! ME MORDE AGORA, CACHORRO BURRO!!! - Se eu já não estivesse clinicamente morto eu acharia que eu estava tendo a merda de um infarto, puta merda, que cidade desgraçada! Berrei pra tampa do bueiro, não iria ser hoje que o filho da puta iria me matar. Me levantei, me certificando de que eu estava vivo mesmo, que eu realmente tinha escapado do bicho e que eu não tinha virado um espírito desgraçado. Tocava meu rosto, conforme uma sensação de alívio tomava conta de mim, porra, parecia que eu tinha mijado depois de um século segurando. Olhava para o Burke, que agora era uma mulher bêbada e não um nosferatu irlandês baleado. Não tinha tanta gente na rua agora, parecia que as pessoas já estavam indo dormir depois de ver o circo pegar fogo, mas eu não podia deixar a guarda baixa, poderia ter aqueles coletores filhos de uma puta querendo me fuder por aí.
Burke escreveu: - Muito bem, papai -- dizia Burke, com uma voz feminina -- E agora?
Eu me aproximava do Burke e fazia com que ele se apoiasse em mim de novo. - Agora? Agora você vai ligar pra sua mãe Diana pra ela vir nos buscar. Ela não vai gostar nada de saber que a filhinha dela tá se embebedando e fazendo merda por aí, mas ela tem um puta de um carro. Já que você conhece essa área, sabe onde é o telefone mais próximo? - Eu seguiria para onde o Burke falasse que tinha um telefone. Esperava que a Diana fosse rápida, só queria descansar um pouco depois dessa merda toda...  caçador, lobisomem, fantasma, tudo na mesma noite... ninguém merece!

(Obs: Se a força do Philip cair pra 1 de novo eu gasto 1Pds pra subir para 2)
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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Beaumont em Dom Dez 17, 2017 10:17 pm

Entrar na cripta e ver Donovan a salvo era incrivelmente reverberante. Meus músculos relaxaram por um unico instante, mas aquilo ainda não havia acabado. Eu não consigo imaginar como eu voltaria a dormir depois de tudo aquilo nem se eu realmente voltaria a ver meu pai outra vez. Por hora eu resumi em puxar um pouco mais de folego e conversar com Donavan. 

Leon : - Onde estão os outros ? De quem são as viaturas lá fora ? Onde está o seu parceiro e o que eu falei sobre nunca ficarem sozinhos ? Vocês nunca aprendem não é ??? Você vai voltar pro carro com Alysha imediatamente e esperar o reforço chegar, você está me entendendo ? Consegue entender o que eu digo ou estou falando Espanhol ? 


Eu sei que estava sendo muito rude naquea hora, mas se eu não fosse intransigente naquele momento então ele não atenderia com tanta rapidez. Eu peguei a arma de Alysha e guardei a arma dela no meu coldre, ela não iria precisar naquele estado e eu derrubei a escopeta em algum lugar daquele cemitério e eu não voltaria para procurar agora de jeito nenhum. Eu aguardei o relatorio de Donovan falar se ainda havia alguém vivo no lugar que ele apontou, caso a resposta dele seja negativa eu não entraria ali até que o reforço tivesse chegado. Eu voltaria com ele para o carro e esperariamos os 3 até o reforço, e os medicos forenses chegarem Caso Donovan dissesse que havia mais outro policial perdido por ai eu teria que encontra-los mas eu juro que naquele momento eu estava torcendo para Donovan dizer que nenhum dos idiotas do meu batalhão entrou ali sozinho...

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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Undead Freak em Seg Dez 18, 2017 2:16 am

-- Irmão Uffizi --


Resumo::
Força de Vontade: 6/6
Vitalidade: Ok.


Teste::
Percepção+Prontidão (dif. 7): 2,5,9,10,9,9 - 4 Sucessos.

Pelo menos cinco homens estão no corredor do seu quarto. Isso não significa que todos estão indo para o seu quarto, mas que os quartos da sua ala estão sendo devastados por pelo menos cinco indivíduos.


Atrás da porta, Uffizi percebe as hostilidades. Nota com facilidade cada som, diferenciando o que é tiro, passo ou golpe. De repente, os agressores começam a falar entre eles no corredor. Uffizi não tem dificuldade alguma em entender o que eles falam, já que os caras falam praticamente berrando.

-- Ela não está aqui! Está evidente que ela não veio! De alguma forma a vadia ficou sabendo!

-- Não interessa! Vamos fazer conforme o bispo ordenou! Não faz sentido atacarmos um único corredor em sete! Vocês dois vão para a outra ala e vocês três vão para o andar de cima! Natanael e eu vamos terminar esse corredor aqui!

Uffizi ficou reação ao ouvir essas palavras. Os malfeitores em si não seriam problema, já que se dispersaram. Havia apenas dois deles próximo ao seu quarto. O que perturbou sua mente foi ouvir a palavra "Bispo". Um bispo quer Madre Valesca morta?

Teste::
Raciocínio+Furtividade (dif .9): 10,9,3,5 - 2 Sucessos.


Um chute direto e violento arrebenta a porta, revelando duas figuras pálidas como cera, portando fuzis de grosso calibre. Ambos os homens estão usando coturnos e calças e blusas pretas, além de luvas de couro também negras.

Off: Eles acabam de adentrar no quarto com fúria. Por agora você tem a vantagem, mas se não agir no próximo turno, eles vão virar e detectar você.

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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Undead Freak em Seg Dez 18, 2017 2:19 am

-- Leon --


Resumo::
Força de Vontade: 5/6
Vitalidade: Ok.


Leon escreveu:- Onde estão os outros ? De quem são as viaturas lá fora ? Onde está o seu parceiro e o que eu falei sobre nunca ficarem sozinhos ? Vocês nunca aprendem não é ??? Você vai voltar pro carro com Alysha imediatamente e esperar o reforço chegar, você está me entendendo ? Consegue entender o que eu digo ou estou falando Espanhol ?

-- Senhor, eu...-- É evidente que Donovan não esperava aquela reação. Pego de surpresa pela cólera do delegado, ele mal conseguia juntar as palavras -- Nós chegamos em duas viaturas. Mathew e eu entramos com a nossa, enquanto Davis e Jack estacionaram no portão, para ter certeza de que nada suspeito entraria ou sairia. Quando averiguamos o corpo, o assassino já tinha partido, mas encontramos... Encontramos pessoas pálidas como mortos, que nos atacaram de repente, com extrema força e velocidade...-- Ele então suspira e faz uma cara como que estava lembrando de algo terrível-- Atiramos nos suspeitos. Isso fez Davis e Jack correrem até nós, mas.. Eu juro! Juro que acertei três tiros em um dos filhos da puta e eles ainda vinham para cima de nós! Chegaram mais deles e cada um de nós correu para um canto do cemitério. Cada um de nós estava sendo perseguido por dois ou três deles. Acredito que os outros ainda estejam vivos por aí. Quanto aos caras que me perseguiam, eles sumiram perto daquela cripta, como eu disse. Ouvi eles dizerem algo como "já conseguimos o bastante para a montagem", antes de desaparecerem. Não vi exatamente o que fizeram porque estava acuado ali na outra cripta, usando-a como proteção -- Por um momento ele tampou o rosto com as mãos, cambaleou e quase foi para o chão. O sujeito estava mesmo abalado-- Bem, vou ficar lá fora e aguardar reforço, como o senhor disse.

Leon viu Donovan sair desnorteado do lugar. Se não fosse pelo o que ele tinha visto antes, ele certamente diria que Donovan estava delirando.

Teste:
Percepção+Investigação (dif. 7): 7,6,5,6,6 - 1 Sucesso.

Leon percebe que a tampa de pedra da cripta está levemente deslocada.

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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Undead Freak em Seg Dez 18, 2017 2:23 am

-- Philip Diaz, vulgo "Piroca" --


Resumo::
Reserva de Sangue: 10/15.
Força de Vontade: 4/5.
Vitalidade: OK.

- Força +2.
- Ofuscação 3 ativada.


- Agora? Agora você vai ligar pra sua mãe Diana pra ela vir nos buscar. Ela não vai gostar nada de saber que a filhinha dela tá se embebedando e fazendo merda por aí, mas ela tem um puta de um carro. Já que você conhece essa área, sabe onde é o telefone mais próximo?

Burke conduziu Piroca até o próximo quarteirão onde um velho telefone público ainda funcionava. Apesar de estar sendo visto com uma mulher, Piroca não gostava muito da sensação de ter Burke enroscado nele como se fosse um parasita.

-- Diana? Tem como você ou Ted vir pegar a gente? Estou com o Phillip aqui... É! Esse mesmo! Vocês conheceram ele hoje mais cedo e... Ei! Ei! Ei! Calma aí, por favor. Deixa para me dar esporro depois, ok? Deu ruim aqui. Não, foi pior que aquela vez. Sim, deu ruim DO CARALHO aqui. Tá... Beleza, até daqui a pouco.

Burke desligou. Ele olhou para Piroca com uma cara de condenado a morte no último dia de vida.

-- É isso... Vamos esperar... Cara, eu estou COMPLETAMENTE FODIDO. Puta que pariu...

Passaram-se quinze ou vinte minutos até que a lamborghini preta voltasse para salvar a noite, por assim dizer. Nesse tempo, Burke ficou mudo. Talvez estivesse ferido demais para falar ou simplesmente não tinha o que dizer.  Foi um alívio quando Ted abriu a janela do carro após parar o carro do lado deles.

-- E aí, Philip? Mudou de ideia sobre a carona? -- Ted saiu do carro e abriu as portas de trás, pegando Burke e colocando-o de forma cuidadosa no banco.

*****



O "Graceful Sight" era um lugar bacana. Tinha uma decoração legal, pista de dança, mesas afastadas, open bar e tudo mais. Era um verdadeiro "paraíso" para os cainitas.

Todos os cainitas que restaram se refugiavam lá. Tinha uma iluminação baixa, quartos separados para cada membro e também um porão totalmente equipado para os nosferatu (muito melhor que qualquer esgoto). Quando Ted chegou com a dupla, Piroca sabia na mesma hora que ali ele poderia ao menos descansar um pouco.

-- Bem-vindos ao meu humilde lar-- dizia Diana, com pouco ânimo -- Burke, vá com o Ted até o porão. Depois nós conversamos. Quanto a você, Philip, venha comigo até o meu escritório. Vai ter tempo para conhecer mais sobre a casa depois. Por agora preciso falar contigo.

Piroca foi conduzido até uma escada de metal bem adornada, em forma de caracol. Ele desceu com Diana até com um corredor à direita. Nesse corredor, eles entraram na primeira porta à esquerda.



Era uma sala muito bonita, com isolamento acústico. Diana ofereceu uma poltrona para Piroca se sentar e deu a ele em uma taça sangue de uma garrafa, separando para ela também uma taça.

-- Bem, agora que você teve uma aventura que lhe permitiu ver a nossa situação nessa cidade, creio que um bom descanso seja merecido. Eu vou responder o que quiser saber e vou te apresentar melhor o seu novo "hotel". No entanto, eu preciso te conhecer antes, Philip. Me diga: o que você veio fazer aqui, nesse lugar maldito?

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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Krauzer em Seg Dez 18, 2017 10:37 am

Uffizi podia contar cinco pessoas caminhando pelo corredor e atacando os quartos. Quando eles se aproximavam de sua porta, ele podia ouvir facilmente os gritos proferidos pelos homens.

-- Ela não está aqui! Está evidente que ela não veio! De alguma forma a vadia ficou sabendo!

-- Não interessa! Vamos fazer conforme o bispo ordenou! Não faz sentido atacarmos um único corredor em sete! Vocês dois vão para a outra ala e vocês três vão para o andar de cima! Natanael e eu vamos terminar esse corredor aqui!


Eles procuravam por uma mulher, seria Madre Valesca?! O que eles queriam dizer com "Bispo"? Com certeza eles não faziam parte da igreja, talvez fosse algum código, um codinome para o líder de uma facção criminosa ou algo do tipo. Os miseráveis iriam pagar por sua zombaria contra a igreja.

Uffizi percebia que dois deles se aproximavam enquanto os outros se dispersavam, e se afasta da porta, preparando-se para o ataque.

A porta de seu quarto é violentamente aberta por um único chute, Uffizi não se assusta pois já estava preparado para o ataque, mas quando dois homens entram no quarto, ele percebe que havia algo de estranho neles. Dois homens de negro, portando fuzis, nada anormal para criminosos, mas sua palidez tornava óbvio o que eles eram, verdadeiros demônios sugadores de sangue.

O cruzado reage rapidamente, assim que os vê. Ele estava em desvantagem numérica e as armas dos inimigos eram muito mais potentes, então precisaria contar com o fator surpresa e a proteção de Deus.

Com poucas opções, Uffizi procura disparar diretamente na cabeça dos atacantes com sua pistola, um tiro na cabeça de cada um, para em seguida se agachar, na esperança de evitar uma possível rajada de tiros em sua direção.

OFF:
É possível gastar um ponto de FDV para garantir ao menos um acerto nos disparos? Se sim, eu desejo gastar, pois a situação ta meio complicada, LOL.
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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Beaumont em Seg Dez 18, 2017 9:56 pm

Era impressionante como Donovan falava justamente o que eu não queria ouvir. Minha integridade já estava no limite, como eu queria fugir daquele lugar feito um louco e esquecer que aquela noite um dia existiu. Ela não faz sentido, não é segura e sem duvidas parece que está longe de acabar, assim que eu entreguei Alysha quase desfalecida nos braços de Donovan eu levei minhas mãos a cabeça e quase surtei outra vez, surtei porque em vários anos na faculdade e como delegado adjunto eu nunca enfrentei algo assim. Isso era realmente possivel ? Assombrações ? Fantasmas ? Eu não me lembro de ninguém jamais dizendo que essa porcaria toda era de verdade, nunca fui muito religioso, isso veio de familia nunca nem imaginei um casamento dentro de uma igreja e agora eu não paro de pensar como eu queria saber rezar de maneira correta. Eu olhei mais uma vez para a lapide e percebi que talvez aquilo não fosse totalmente verdade. Ou pelo menos era isso que minha mente tentou acreditar quando Donovan falou algo sobre "Montagem"

Leon : - "Montagem" Seria tudo isso uma armação ? 



Eu queria me convencer que era, quem sabe alguém que trabalhe com cinema tenha feito tudo aquilo, quem sabe até mesmo o Leather Face fosse inteligente ou tivesse contatos na área do cinema para criar todo aquele palco e assustar os policiais. Aos poucos o meu racicinio iria criando uma história da qual eu pudesse engolir. Assim que peguei a ara de Alysha e a vi ser levada por Donovan eu acenei com um gesto de que estava tudo bem para o policial. Eu espero que ele consiga chegar ao carro a tempo e em segurança, pois na verdade quem estava realmente em perigo era eu. 

Leon : - Vamos lá Sullivan Daves, Jack e Matthew. Espero que nenhum de vocês 3 tenham perdido a mão no caminho...



Eu respirei fundo, estava com duas armas, o meu revolver e a pistola de Alysha no coldre, eu verifiquei para ver se as 6 balas estavam realmente no tambor e depois me aproximei da tampa da Cripta usando o flash do celular como lanterna. Usei um pouco de força para aumentar o buraco e gritar.

Leon : - Jack !!! Mathew !!! Davis !!! Vocês estão aí ??



Eu tentei ver se enchergava algo com a luz, se nada fosse possivel ver eu entrava com muito cuidado e cautela. Eu precisava manter todos os meus sentidos apurados se quisesse precaver alguma ação hostil e por isso posicionei a luz do flash abaixo da arma como uma espécie de lanterna, mesmo que precária acredito que iluminaria alguma coisa. Precisava achar os 3 e cair fora daquele lugar de merda...

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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Undead Freak em Qua Dez 20, 2017 9:22 pm

-- Leon --

Resumo::
Força de Vontade: 5/6
Vitalidade: Ok.


Off: Ambas as armas estão totalmente carregadas.

A tampa de pedra era grossa e pesada mas, no entanto, Leon não teve muita dificuldade para empurrá-la até que abrisse um espaço de dimensões grandes o suficiente para se esgueirar para dentro da cripta. Assim que a tampa foi empurrada para o lado, Leon sentiu um cheiro horrível. Não era cheiro de carniça de algum corpo em decomposição, mas sim um cheiro de limo e bolor, de um ar ali estagnado, como um aposento que ficou anos lacrado sem uma corrente de ar para ventilá-lo de forma apropriada. Era muito semelhante a um cheiro de pântano, onde um ar de umidade e coisa velha se complementa com um fedor sufocante de algo tóxico.

Leon escreveu:- Jack !!! Mathew !!! Davis !!! Vocês estão aí ??

O flash do celular, que era usado naquele momento como lanterna, revelava uma escadaria de pedras úmidas e cheias de limo. Era uma descida, um túnel extremamente estreito e claustrofóbico. Uma pessoa mais gorda definitivamente não passaria ali de jeito nenhum.

Notando que não houve nenhuma resposta, o delegado não teve outra escolha a não ser descer aquelas escadarias infernais em uma escuridão que o seu flash mal dissipava, acompanhado de um odor incomodo e sufocante.



Conforme Leon descia os degraus, o ar ficava cada vez mais repulsivo. A falta de oxigênio começava a ficar incômoda. Aquele túnel era um local de fato claustrofóbico e delirante. Mesmo quando ele venceu o último degrau, se deparando com uma antiga porta de madeira do padrão medieval, o ar não melhorou em nada. Era fétido e certamente não faria bem para a saúde do delegado se ele permanecesse ali tempo demais.

-- Viu o que ela fez? Aquela vadia? Mesmo depois de morta ela nos dá trabalho. -- uma voz masculina e de timbre estranho, meio rasgado, resmunga do outro lado da porta onde Leon está. O delegado consegue ouvir perfeitamente a conversa.

-- Eu ainda acredito que isso é algum truque da "matrona" dessa merda de cidade.

-- Isso eu já não acredito. Eles estão na merda a tempo demais com esses filhos da puta da igreja. Ela não iria recusar ajuda da Espada de Cain nesse momento. Ela não é burra. Alguém com a idade dela não pode se dar ao luxo de ser burra.
-- a segunda voz também era masculina, mas o timbre desta era mais humano.

Leon prestava atenção nas palavras diziam. Quanto mais ele tentava entender, menos entendia e mais perturbado ficava.

-- Foram só esses três?

-- Não. Tinha pelo menos mais um desses filhos da puta. Os garotos estão fazendo uma última busca antes de partirmos. De qualquer forma esse refúgio já deve ter sido comprometido.


Dentro da escuridão do corredor, sem enxergar ou respirar um ar que não fosse insalubre, o coração do delegado voltou a acelerar. Quem quer que fossem esses "garotos", eles podem estar atrás de Alysha e Donovan agora.

-- Ei, veja isso!

-- O que?

-- Esses filhos da puta ainda estão respirando! Esses policiais são durões mesmo. Talvez deva perguntar ao ductus se eles devem ser abraçados. Caso não, podemos chamar os Szlachta do nosso sacerdote para que se divirtam...


Leon se viu agora em uma situação verdadeiramente maldita. Deveria ele cruzar a porta para salvar o trio de policiais ou voltar correndo para salvar Donovan e Alysha?

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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Undead Freak em Qua Dez 20, 2017 10:06 pm

-- Irmão Uffizi --

Resumo::
Força de Vontade: 5/6
Vitalidade: Ok.


Teste:
Destreza+Armas de Fogo: 2,5,2,5,3 + 1 FdV = 1 Sucesso.


Sem muitas opções, Uffizi mira e dispara contra a cabeça de um dos invasores, o que o faz cair com o impacto da bala. Como era de esperar, o segundo deles, vira-se imediatamente para a direção de onde ouviu o disparo e reage com uma rajada de três tiros.

Testes:
(Vampiro) Destreza+Armas de Fogo (dif. 8 ): 10,10,2,4,2,8,7,4 - 3 Sucessos.
(Uffizi) Raciocínio+Esquiva (Jogar-se no chão, dif. 10): 4,10,5,4 - 1 Sucesso.


Sem muita escolha, Uffizi se joga no chão no momento do disparo. Um dos tiros passa sobre sua cabeça, acertando a parede atrás deles. O segundo acerta o seu ombro de raspão, já o terceiro acerta seu ventre. Nem mesmo as suas roupas reforçadas puderam fazer alguma coisa para evitar o pior. Seus olhos se fecharam no mesmo instante que o impacto do projétil se fez visível e o sangue começou a inundar o chão do quarto.

*************************************************



Uffizi abriu os olhos e se viu com as mãos e pés amarrados por grossas cordas de cânhamo, deitado no chão de um lugar que parecia um aposento subterrâneo ou mesmo uma caverna. Ele pensou por um momento que estava morto, já que não sentia a dor de seus ferimentos. Ele sabia muito bem que tinha tomado um tiro de fuzil e apagado, mas curiosamente não sentia dor alguma.

Assim que, com muita dificuldade se virou para o lado oposto em que estava, viu um corpo com a garganta dilacerada e totalmente branco, sem nenhuma gota de sangue, exceto uma pequena mancha já coagulada na ferida. Ele estava totalmente confuso e amedrontado. Ele não sabia o que havia acontecido, tampouco como havia parado ali.

-- Ah, cara! Por que você foi abraçar um merda desses? Ele já estava praticamente morto!

-- Não seja burro, Alan. Não viu que o filho da puta é da igreja? Ele pode nos ser útil na questão de achar a grande puta de todas as putas? Falando nisso, me faça um favor: vai ver se o filhote já acordou


Vozes ecoavam muito distante. Uffizi não entendia muito o que se passava, mas entendeu que não ia demorar muito para alguém que ele não conhece aparecer e encontrar ele amarrado e indefeso.

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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Krauzer em Qui Dez 21, 2017 2:43 pm

OFF:
Muito louco, é a primeira vez que um personagem meu é abraçado durante a aventura!


Uffizi agia rapidamente e disparava na cabeça do primeiro demônio, conseguindo atingi-lo. Quando o segundo o percebe, Uffizi se joga no chão mas não é rápido o suficiente para se esquivar.

Pelo menos dois disparos o atingem, um certeiro perfura seu ventre, e o homem religioso percebia que sua vida o abandonava quando sua visão escurecia e seu sangue se espalhava no chão. Pelo menos ele morreria em combate, lutando pelo que acreditava, pena não ter tido a oportunidade de se confessar uma última vez...


***


Uffizi abria lentamente os olhos. Ao tentar se mover, percebeu que estava amarrado por grossas cordas. Ele podia sentir o chão de pedra frio em suas costas, e o alcance da visão apenas o permitia ver paredes e poucas luzes iluminando o local.

A última coisa que se lembrava era de ter apagado logo após ser alvejado por múltiplos tiros, ele estaria...? Não, esse não parecia com o paraíso, e seu corpo não ardia nas chamas do inferno, tampouco acreditava estar no purgatório. Ele não sentia dor alguma, como se seus ferimentos nunca tivessem ocorrido, o que afinal estava acontecendo?

Ao se virar com alguma dificuldade, percebia um corpo degolado perto dele. Que diabos de lugar era este? Como ele havia parado lá? A única saída era escapar das cordas e investigar por si mesmo, porém, antes que Uffizi tentasse se soltar, ouvia vozes. Ele decide fingir ainda estar desacordado até elas se distanciarem.

-- Ah, cara! Por que você foi abraçar um merda desses? Ele já estava praticamente morto!

-- Não seja burro, Alan. Não viu que o filho da puta é da igreja? Ele pode nos ser útil na questão de achar a grande puta de todas as putas? Falando nisso, me faça um favor: vai ver se o filhote já acordou


Uffizi não entendia muito bem as gírias que ambos usavam, mas um estranho calafrio percorria sua espinha. O "filhote" que eles se referiam seria ele? Não... isso não podia estar acontecendo...

O sentimento de que talvez tivesse sido transformado no que mais odiava queimava em seu âmago, mas não havia tempo de descobrir isso agora, ele precisava achar uma forma de escapar, e decide continuar com seu plano de se fingir de desacordado até o momento.
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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Beaumont em Sab Dez 23, 2017 12:07 am

Cada vez que eu me afundava naquele breu infindável eu me perguntava porque eu estava avançando. Eu tinha milhões de duvidas na cabeça, a hesitação já estava começando a fazer parte do cardápio de sugestões. Eu olhei pra trás uma ou duas vezes esperando que Alysha e Donovan estivessem bem. Pelo menos eles estavam melhor do que eu, puta merda, por que eu tive de bancar o heroi e descer aqui sem reforço, sem armas e sem uma maldita lanterna que prestasse. O flash desse celular não era próprio para iluminar aquele breu desgraçado. O máximo que eu conseguia ver era uns 2 ou 3 metros na minha frente e com sorte, com a minha respiração ainda mais escarssa eu estava começando a ficar enjoado de novo, minha cabeça parecia querer se render e eu estava sendo movido pela unica necessidade de achar Matthew, Daves e Jack. 

Leon : - Aqueles 3 idiotas vão me dever a vida depois dessa, nunca mais eu quero ouvir reclamação. Porra isso aqui tá cada vez pior !!

Minha face não demonstrava nenhum contentamento por estar ali. Eu me deparei com uma porta, mas o que realmente me chamou a atenção foi a conversa por trás da porta. 

Leon Sussurrando Consigo mesmo : - Eu não acredito !! Eles estão vivos !! Alysha ??

Eu precisava voltar, Alysha e Donovan podiam estar em perigo, Alysha não estava armada e Donovan podia ser um verdadeiro merda com uma arma na mão se estivesse tão aterrorizado como pareceu estar, mas Jack, Daves e Matthew estavam ali, feridos talvez, quem um deles estivesse sem as mãos, isso não é hora para ter outro colapso nervoso Leon...Pense...Pense. Droga esse não é o melhor momento para uma batida policial mas quem sabe seja o melhor momento para... Um Blefe policial ! Eu estava quase caíndo de novo mas meu raciocinio ainda estava funcionando, mas é claro ! antes de vir eu chamei reforços e pedi urgência, Alysha e Donovan precisam estar a salvos e Donovan pode trazer os deais aqui, tudo o que eu preciso é blefar muito, como em um jogo de poker. 

Eu segurei a arma com toda a força, meus dedos firmes como madeira, com a outra mão segurei o flash do celular e usei a minha perna para arrombar a porta com toda a força fazendo o elemento surpresa. 
Leon : - Policia de Charleston !! Eles estão aqui !! Venham Venham todo mundo !! 

Quase no mesmo instante eu precisava causar alarde, disparei o máximo de tiros que pude, não consegui mirar direito em ninguem os disparos eram mais como uma forma de assustar do que acertar, mas claro que eu precisei usar o flash do celular para tentar acertar algo ( Teste de Blefar (Caso seja Carisma + Intimidação ou Lábia 4 Dados com gasto de 1 FDV com o objetivo de assustar disparando 2 tiros do revolver.) 

Assim que eu pudesse dispararia mais dois tiros, meu coração parecia que iria sair pela boca outra vez, mas eu lutei aé o meu ultimo suspiro, se o Leather Face ou esse malditos do culto macabro tem medo da morte certamente serão inteligentes o suficiente para fugir antes que o reforço chegue, ou pelo menos é isso que eu quero que achem . Eu precisava salvar a vida deles, dispararia outros dois tiros assim que eu pudesse, iria afungentar todos. 

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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Undead Freak em Qua Dez 27, 2017 9:18 pm

Off: Desculpem a demora.

-- Irmão Uffizi --

Resumo::
Reserva de Sangue: 13/15
Força de Vontade: 5/6
Vitalidade: Ok.

- Força +2 (3/3 Turnos)


Havia um misto de pavor, repulsa e adrenalina fluindo em Uffizi naquele momento. Ele deveria estar morto, mas não estava. E se...? Havia ali um corpo ao seu lado, claramente morto por um vampiro. E se...? A ideia de ter se tornado uma criatura profana, misturado ao fato de que ele estava amarrado e prestes a ser confrontado sabe-se lá por quem o deixava em um pânico realmente terrível. A ideia de ser atacado não era tão ruim quanto cogitar o fato de agora ser um morto-vivo.

Teste:
Força+Esportes (dif. 9): 9,7,6,6,9,10,5 - 3 Sucessos.


Desesperado, Uffizi começa a se debater quase que de forma irracional. Ele queria tanto soltar aquelas cordas que fez algo acontecer. De repente ele sente um calafrio forte seguido de um leve formigamento que dura cerca de um segundo. O formigamento não era uma sensação ruim, como a perda de tato, mas era algo prazeroso. Depois dessa sensação, ele sentiu uma euforia maravilhosa. Aparentemente ele ativou alguma espécie de poder de forma inconsciente, porque ele se sentia mais forte -- e de fato estava. Em um impulso brusco, girando e forçando o ombro, as cordas afrouxaram e ele conseguiu se soltar, colocando-se de pé no mesmo instante.

Teste:
Percepção+Prontidão (dif. 6): 9,10,9,5,8,1 - 3 Sucessos.


Passos pesados ecoavam pelo lugar. À frente, Uffizi tinha uma bifurcação. Ele foi capaz de perceber claramente que os passos vinham da esquerda, ficando cada vez mais altos e claros. Provavelmente o sujeito usava coturnos ou botas igualmente pesadas. A questão agora é: o que ele fará? Irá ficar e confrontar quem se aproxima ou tentará fugir?

Off: Você percebe um detalhe a mais para cada sucesso adicional no teste anterior. No seu caso você notou:

1 - No canto superior direito da sala em que você se encontra, existem algumas barras enferrujadas tapando uma pequena abertura do que parece ser um túnel de ventilação. Não é muito grande, mas você consegue entrar se espremer o corpo. O problema é que você não tem nada para alcançar as barras, a não ser o banco de pedra visto na imagem. Empurrá-lo não vai ser o problema. O problema vai ser o puta barulho que isso vai fazer.

2 - À esquerda, próximo das lâmpadas, a parede está mais embolorada do que no resto. Talvez indique algo (...)

Você também pode revistar o corpo, mas não é garantia que você vai ter tempo de correr sem ser visto caso escolha fazer isso.

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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Undead Freak em Qua Dez 27, 2017 9:57 pm

-- Leon --

Resumo:
Força de Vontade: 4/6
Vitalidade: Ok.


Teste:
Carisma+Intimidação (dif. 9): 2,1,10,4 + 1 FvD - 1 Sucesso.


Leon escreveu:- Policia de Charleston !! Eles estão aqui !! Venham Venham todo mundo !!

Fazendo uso de um dos poucos recursos que Leon conseguiu pensar em seu estado mental, ele simplesmente entra com tudo, atirando quase que aleatoriamente. Quando entrou, percebeu que a iluminação dentro da cripta era melhor que a do estreito corredor. Leon não precisou mirar com o flash do celular. As tochas queimavam nos suportes da parede. Ele teve tempo de contar duas em cada quadrante antes de disparar.

-- Merda! -- gritava alguém, que se jogava no chão subitamente.

Leon acertou algo. Alguém caiu de bruços. Ele viu que mais três ou quatro estavam jogados no chão por impulso. Quando viram que Leon estava sozinho, se levantaram calmamente. Eram pessoas comuns, só que muito pálidas. Os policiais estavam ilesos. Dois deles. O último estava desaparecido ainda. Daves e Mathew estavam deitados dentro de caixões, inconscientes. Nenhum sinal de Jack...

-- É só um deles. Podem sossegar. -- dizia um cara louro, de jaqueta de couro.

Antes que Leon pudesse fazer alguma coisa, o sujeito que Leon acertou se levantou e virou para ele. Leon sentiu um choque terrível percorrer o corpo. Não apenas pelo fato do sujeito ter levantado normalmente do chão com um buraco no meio da testa, mas também pela sua aparência.


-- Boa noite, jovem mortal... -- dizia aquela coisa, em uma voz tão inumana quanto seu rosto.

Leon sequer conseguiu iniciar um princípio de raciocínio. Ele sentiu uma dor terrível no peito. A dor aumentava a cada segundo e paralisava todos os seus membros. Ele não conseguiu gritar, tampouco se mexer. Sua vista escureceu e a última coisa que ouviu foi um coro destoante de risadas infernais enquanto o rosto daquele monstro era impresso em sua retina até que a completa escuridão da inconsciência o apagou.

_______________________________________________________________________

Leon de repente acordou com um susto, quase saltando. Só saltou de fato porque estava amarrado em uma maca, dentro de uma ambulância. A enfermeira afastou o desfibrilador quando viu que o delegado arregalou os olhos e puxou o ar para os pulmões como se fosse a primeira vez, como um recém-nascido. Ele se mexeu um pouco, tentou falar algo mas foi logo interrompido.

-- Descanse, delegado. Apenas descanse. -- dizia ela.

Ele ergue a cabeça até onde as amarras permitiram e pôde ver muito parcamente o terreno do cemitério com várias luzes piscando, indicando que os reforços estavam por todo o lugar.

Assim que a enfermeira saiu por um momento da ambulância, um policial entrou e olhou preocupado para Leon. Era Drake, outro policial que ele conhecia bem.

-- Sei que o senhor precisa descansar. Prometo que eu logo vou sair, mas por favor! O senhor poderia me dizer o que houve? Alysha, Donovan, Mathew e Daves desapareceram. Ninguém consegue encontrá-los! Já o Jack... Ele...está morto. Não consigo descrever como nós o encontramos... Sinto muito, senhor.

Era como viver o inferno... Literalmente.

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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Krauzer em Qui Dez 28, 2017 10:18 am

Em desespero, Uffizi se debatia tentando livrar-se das cordas. De alguma forma ele encontrou forças internas que o permitiram escapar, mas... Isso apenas o deixava mais aterrorizado. Uma estranha sensação percorria seu corpo, vinda de seu coração e espalhada por todos os seus músculos. Uma sensação que nunca havia sentido antes.

Um misto de alívio e pânico tomava conta do religioso, mas não havia tempo de averiguar, pois ele podia ouvir passos se aproximando. Olhando à sua volta, Ufizzi percebe um túnel de ventilação pelo qual poderia escapar e uma parte da parede onde mofo se proliferava.

Ele não tinha tempo suficiente para pensar ou investigar a parede embolorada. A fuga pelo túnel também poderia chamar a atenção do indivíduo que seguia, então Uffizi opta por esconder-se atrás de uma das colunas, esperar o indivíduo chegar, ataca-lo de surpresa, agarrando sua cabeça e quebrando seu pescoço antes que ele pudesse gritar. Seria uma tática arriscada e mesmo se obtivesse sucesso, Ufizzi não tinha certeza se um pescoço quebrado era suficiente para matar um vampiro, mas acreditava que ao menos seria suficiente para coloca-lo no estado de dormência conhecido como "torpor", dando-o tempo de escapar.

OFF:
Novamente, um ponto de FDV gasto para obter ao menos um sucesso na ação.
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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Beaumont em Ter Jan 02, 2018 10:33 pm

- Ahhhhhhhhhhh !!

Meus olhos estavam arregalados, eu respirei ofegante e incessantemente. Estava tudo girando ainda e uma sensação de que um trem havia acertado minha cabeça ainda continuava. 

Leon : - Alysha, Matthew . Onde eles estão ? 

Apesar de eu ter perguntado por eles, nem mesmo tinha certeza se eu estava falando de forma audivel. Eu fechei meus olhos por um instante tentando recolher na memoria o que aconteceu desde o instante em que eu dei a ordem de prisão até aqui. Eu precisava entender o que havia acontecido, mas eu não tive tempo de buscar na memória. Drake apareceu e perguntou algo que me acertou mais uma vez como outro trem descarrilhado. 

Leon : - Você o que ? Alysha...Donovan ? Não isso é impossivel...O Matthew !! Eu vi ele... 

Eu estava começando a ficar com a respiração acelerada, um surto de fúria começava a me tomar, eu queria me livrar daquelas amarras enquanto meus olhos lacrimejavam, eu era claramene fraco demais para me livrar das cordas de couro que me prendiam e por isso eu acentei minha cabeça de volta e olhei para o teto da ambulancia com o coração tomado por angustia. 

Leon : - Eu não consegui Drake...Eu não consegui...Eu os vi, eles estão lá no Malsoleu, a passagem Drake a Passagem !! Eu vi o maldito Leather Face. Meu deus eu disse para Alysha e o Donovan voltarem e buscar ajuda. DROGAAA !!

Eu falhei drásticamente como Delegado, policial...Como amigo. Eu não párava de pensar na falta que eles fariam na minha vida, mas o pior era a falta que eles fariam as outras pessoas que os amavam. Eu sentia raiva, angustia, ansiedade... Um complexo de sentimentos mas o pior de todos eles era a impotencia de estar ali preso, nao só pelas amarras de couro, mas pelo fato de não ter salvado nenhum deles.

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Beaumont
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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Undead Freak em Qua Jan 03, 2018 12:03 am

-- Irmão Uffizi --

Resumo::
Reserva de Sangue: 13/15
Força de Vontade: 4/6
Vitalidade: Ok.

- Força +2 (2/3 Turnos)


Tomando uma ação rápida após analisar a movimentação de quem se aproximava, Uffizi decide se esconder atrás de uma pilastra, mais longe das lâmpadas, já que ele não teria tempo para analisar a marca na parede, tampouco teria discrição o bastante para escapar pelo túnel sem chamar a atenção. Sem mais alternativas, ele se ocultou e esperou que o homem chegasse.

-- Mas que porra...

Ele vê um homem loiro de jaqueta de couro entrando rapidamente e indo até as cordas no chão. Uffizi nota que ele é branco como papel e parece rosnar de raiva como um animal. Sem perda de tempo, Uffizi se aproxima e o agarra.

Teste Resistido:
(Uffizi) Força+Briga (dif. 6): 9,2,7,1,10, 8, 9 - 4 Sucessos
(Adversário) Força+Briga (dif. 6): 5,5,4,8,4,9,7,5 - 3 Sucessos
(Uffizi) Força+Briga (dif. 6): 5,6,2,3,7,4,6 - 3 Sucessos.

Dano (Força +1 +2 dados temporários de aumento por sangue):6
(Adversário) Vigor: 10,5,3,2 - 1 Sucesso.
(Adversário) Vitalidade = Espancado (Letal), -2 dados.


Assim que Uffizi agarrou o vampiro, ambos foram para o chão, com Uffizi travando o sujeito em uma espécie de golpe de jiu jitsu. O sujeito tentou se soltar, mas a força do sangue havia ajudado o religioso a ter a vantagem, girando o pescoço do imobilizado logo em seguida, causando aquele famoso ruído de ossos se partindo. A cena foi bizarra. Uffizi se levantou, olhando o corpo com a cabeça totalmente girada para trás se debatendo e girando os olhos enquanto rosnava e babava como uma fera. O dano não foi suficiente para destruir a criatura ou mesmo colocá-la em torpor, mas foi o suficiente para dar a Uffizi tempo o suficiente para escapar daquele lugar, seguindo na direção oposta em que o vampiro tinha vindo -- e que ele sabia que havia mais desses demônios.

Uffizi prosseguiu tomando o caminho da direita, correndo por um túnel similar a sala em que estava. Todo aquele lugar era feito de pedra. Ele não sabia ainda o que era, mas tudo indicava ser uma espécie de galeria subterrânea semelhante a arquitetura de antigos esgotos, embora ele não sentisse nenhum cheiro ruim de dejetos ou coisa semelhante. Ele seguiu até um pequeno portão de metal feito de lanças. Ao empurrá-lo, o portão fez um rangido demorado e agoniante e então Uffizi viu uma escada que dava para o teto? Na verdade era um "teto" falso. Uma grande pedra de dimensões de uma pessoa adulta que ele conseguiu empurrar com a ajuda do efeito sobrenatural que havia ativado de forma inconsciente. Ele percebeu então que estava dentro de uma cripta. Muitas vozes eram ouvidas do lado de fora, mas ele nada conseguia ouvir. Estavam abafadas, apesar de obviamente denunciarem ansiedade.

-- Você não vai muito longe, filhote! É melhor parar agora mesmo, se sabe o que é melhor para você! -- Uma voz masculina ecoava aos berros no corredor atrás de Uffizi. Sem perda de tempo, Uffizi empurrou a tampa, que era o obstáculo final daquele labirinto em que estava. Quando saiu da cripta, estava em um mausoléu. Muitas luzes azuis e vermelhas rodopiavam do lado de fora. Uffizi sabia que havia parado em um cemitério, mas o que fazia a polícia aos montes dentro de um lugar assim? De qualquer forma, ele precisava ser cuidadoso.

-- Leon --

Resumo::
Força de Vontade: 4/6
Vitalidade: Ok.


Leon escreveu:- Eu não consegui Drake...Eu não consegui...Eu os vi, eles estão lá no Malsoleu, a passagem Drake a Passagem !! Eu vi o maldito Leather Face. Meu deus eu disse para Alysha e o Donovan voltarem e buscar ajuda. DROGAAA !!

Drake olhava para o delegado totalmente apavorado, sem saber o que dizer ou falar. Ele estava quase chorando também. Isso era muito fácil de perceber. Ele pensou em falar algo, mas então a enfermeira voltou. Quando ela viu Drake lá, ficou louca de raiva.

-- Pelo amor de deus! Qual o seu problema?! Não está vendo que o delegado precisa descansar e ir para o hospital?!

A mulher quase deu um chute na bunda de Drake para ele se afastar. Ele então ergueu as mãos em um gesto rápido querendo dizer "ok! ok!" e então se virou e voltou para onde estavam os outros policiais. A enfermeira voltou a sair para fazer sabe-se lá o que, dando a Leon mais tempo para refletir.

-- Ah, delegado... Que começo de noite, hein?

De repente aquela menina estava lá de novo, flutuando ao lado de Leon. Dessa vez Leon não sentia nenhum temor como antes. Depois de tudo o que passou, parece que sua "blindagem emocional", por assim dizer, estava mais forte. Além disso, de alguma forma, ele sabia que aquela garota, mesmo morta, não era uma ameaça para ele.

-- Quer saber uma coisa legal? Com exceção daquele que o seu amigo disse, os demais estão todos vivos ainda. Você pode ajudá-los.

Isso animou Leon.

-- Quer saber uma coisa chata? Essa enfermeira é uma serva desses monstros. Às vezes os vivos se associam com essas criaturas em uma espécie de laço de servidão. Alguns se transformam neles, outros apenas ganham certos...privilégios. Essa enfermeira vai te levar para o hospital, te drogar e te matar. Você viu demais delegado e isso não é bom para eles, entende? O seu coração sensível é a desculpa perfeita para te dar uma injeção e fazê-lo morrer por parada cardíaca. Mas isso soa tão chato, não é?

A assombração da garota olhou para as tiras de couro que prendiam Leon e de repente... elas se soltaram sozinhas, como se a menina as tivesse soltado com as mãos.

-- Apesar de tudo foi divertido ver o que você fez. Acredito que vai ser divertido ver como isso vai terminar, então estou te dando outra chance. É melhor escapulir antes de ela voltar, delegado...

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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Krauzer em Qua Jan 03, 2018 10:40 am

Uffizi esperava o maldito adentrar a câmara e agarrava rapidamente sua cabeça. Ele reagia rápido e uma luta se iniciava, mas Uffizi conseguia torcer seu pescoço.

O estalo indicava que havia conseguido, mas o filho da mãe continuava no chão se contorcendo e babando. Sabendo que não teria muito tempo, ele avança pelo corredor da direita, deixando o monstro para trás.

O lugar parecia grande, e algo lhe dizia que estava no subsolo. Após alguns momentos que mais pareciam uma eternidade, o irmão conseguia escapar da cripta, saindo em um cemitério. Ele podia ver luzes vermelhas e azuis dançando e sons de sirene. Uffizi poderia avisa-los sobre o local, mas com certeza seria levado como suspeito, o melhor a fazer seria fugir dali e depois pensar no que fazer.

O irmão tentava escapar furtivamente por entre as lápides, deixando os policiais para trás.

Possíveis ações:
Caso consiga escapar, Uffizi corre para longe, e quando percebe estar sozinho, se esconde em algum canto escuro e tenta checar a pulsação de seu coração para ter certeza se ainda estava vivo.
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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Beaumont em Qua Jan 03, 2018 9:53 pm

Mesmo que eu tivesse desistido, completamente obsoleto naquela maca o mundo a minha volta não parava e não me dava descanso em momento algum, isso se refletia nos meus sentimentos de desilusão que não passavam, eu sempre me culparia por não ter conseguido, me lembro que naquela manhã eu havia visto Jack no escritório de policia, nunca tive a oportunidade de perguntar a ele se ele realmente queria ser policial, ele estava morto agora. A discurssão irrelevante entre a enfermeira e Drake estava tão longe pra mim que eu sequer olhei para eles no momento. Meu rosto fitava o topo da ambulancia, minha mente alcançava o topo da desilusão. O rosto de Matthew preso em minha mente pois foi o ultimo rosto que eu vi...Não espere um segundo, como um rompante eu me lembrei da faze hedionda de uma criatura que parecia ter vindo do próprio inferno. Foi quando eu ouvi aquela voz outra vez. 

Eu poderia jurar que a sensação do frio havia rodeado meu corpo como se eu estivesse com febre ou calafrios, meus olhos se arregalaram mas eu estava me acostumando a visão daquela garota ? Ela não parecia tão tenebrosa quanto antes, claro que parecia mas se ela quisesse ter me levado para o inferno ela já teria feito e foi aí que cada uma das coisas começou a fazer sentido e quando ela falou dos meus amigos eu cogitei tentar falar com ela. Juntei toda coragem que eu tinha para falar, minha voz falhou um pouco mas eu consegui dizer. 

Leon : - Você... Disse que foi assassinada aqui...Não foi ? 

Minha voz estava baixo, fraca, como um se eu ainda esteve fraco de fome ou medo. Foi quando ela me disse que a enfermeira estava envolvida. Seria verdade ? Meu cerebro começou a funcionar como investigador novamente. E se a "morta" estivesse certa ? Eu ainda poderia salva-los. Eu tive de juntar todas as minhas forças mas por milagre as amarras se cederam sozinhas e eu olhei para a visagem mais uma vez, eu estava perplexo e confesso que eu só podia acreditar que estava sob efeito de alum psicotrópico. Nada estava fazendo nenhum sentido de fato, eu me levantei, olhei o relógio rapidamente e levei uma mão a cabeça para limpar os olhos das lágrimas que se acomodaram nos regalos da minha face e a outra eu levei as minhas algemas de aço. Eu as abri rapidamente com toda a mastria de um profissional de alguns anos fazendo aquilo. Saltei da maca, com um olhar de agradecimento na face para a garota e um sentimento de medo misturado a duvida ma minha mente. Meu coração estava rápido de dor, ódio e medo. Eu nunca poderia esquecer que aquele foi a noite mais apavorante da minha vida. Mas com determinação eu rumei para fora do carro em direção da enfermeira para encontra-la. 

Leon : - Ela será detida e levada a policia assim que eu encontra-la. 

Falei alto o suficiente para a visagem ouvir, ainda estava em duvida mas proclamei em voz alta mesmo assim. Eu iria achar aquela enfermeira, dete-la, ler seus direitos e interroga-la no D.P se a morta estivesse certa, ela era a única forma de encontrar os outros policiais e eu iria força-la a contar.

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Agradecimento a todos os players que gostam da minha narrativa  cheers clown cheers
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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Undead Freak em Sex Jan 05, 2018 1:52 am

-- Leon --

Resumo:
Força de Vontade: 4/6
Vitalidade: Ok.


Leon escreveu:- Você... Disse que foi assassinada aqui...Não foi ?

-- Sim e fui torturada durante muitas horas antes de ser morta
-- dizia ela com certa normalidade, como se realmente fosse um detalhe insignificante do passado -- Não creio que seja uma boa hora para falarmos sobre isso, a menos que queira fazer companhia para mim no... outro lugar.

Foi difícil para Leon juntar as forças, mas quando a aparição disse a ele que Alysha e os outros ainda estavam vivos, algo dentro dele renovou suas forças. Ele escutou tudo o que a garota disse e tentava processar as novas informações da mesma forma racional que fazia com tudo. Sua mente de detetive ainda teimava em aceitar a nova realidade que fora apresentada a ela. Quando as correias se afrouxaram como que por mágica, Leon ainda acreditava estar sob o efeito de alguma droga alucinógena. Foi só depois de alguns minutos e reflexão e do aviso da menina que ele se levantou, enxugando as lágrimas nos cantos dos olhos.

Leon escreveu:- Ela será detida e levada a policia assim que eu encontra-la.

Leon falou alto o suficiente para que todos próximos da ambulância. Suas palavras soaram belas, mas também utópicas e ingênuas. A menina fantasma apenas balançou a cabeça em sinal de desaprovação.

-- E você acha que não tem gente da polícia com o rabo preso com esses seres? Não cometa erros, delegado. VOCÊ ESTÁ SENDO CAÇADO -- foi a última coisa que ela disse, antes de desaparecer.

-- Irmão Uffizi --

Resumo:
Reserva de Sangue: 13/15
Força de Vontade: 4/6
Vitalidade: Ok.

- Força +2 (1/3 Turnos)


Teste:
Raciocínio+Furtividade(dif. 9): 10,2,10,8 - 2 Sucessos.


Uffizi se moveu de forma rápida e sorrateira, entre as lápides e viaturas. Ele notou de longe que algumas estavam vazias, então era seguro se aproximar e usá-las temporariamente como um obstáculo para se esconder. Ele também notou que a maior concentração de policiais estava próxima de uma ambulância. De fato não foi tão difícil para ele evitar ser visto pelos demais que estavam espalhados em menor número pelo cemitério. Ele não entendia o que havia acontecido para ter tantos policiais em um cemitério, mas julgando onde estava, só pôde deduzir que os vampiros que o haviam aprisionado naquela tumba modificada haviam aprontado muito mais do que o ataque ao hotel.

E falando em vampiros...

Teste:
Auto-Controle(dif. 9): 6,5,9 - 1 Sucesso.


Uffizi estava prestes a fazer o próximo movimento. Atrás da porta da viatura, ele se ergueu parcialmente para correr até a lápide da frente, quando de forma inconsciente olhou para o vidro da porta e notou que ele não se refletia como as lápides, as árvores ou a luz do luar e das estrelas. Uffizi não tinha reflexo. Ele foi forte o bastante para não surtar, mas o susto repentino o fez perder o equilíbrio e cair. Ele simplesmente caiu e esbarrou a mão em um vaso de rosas que estava na sepultura ao lado. O vaso caiu e se partiu, causando um ruído não muito alto, mas o suficiente para chamar atenção do policial mais próximo que patrulhava os arredores.

Teste:
[Uffizi]Raciocínio+Furtividade(dif. 9): 3,7,1,3 - Falha crítica.

[Guarda]Percepção+Prontidão(dif. 7): 2,7,5,10,6,8 - 3 Sucessos.


Em um movimento de desespero para se esconder, Uffizi se arrasta e movimenta de uma forma brusca e descoordenada. Primeiro ele rastejou de costas rapidamente, depois se virou e começou a correr, mas já era tarde. O guarda estava próximo e o viu perfeitamente.

-- Alto!-- gritou o guarda, antes de dar um disparo para o alto, chamando a atenção de todos.

Off: Tem pelo menos uns doze policiais e todos estão indo para onde você correu. No próximo turno o guarda que atirou para cima vai te alcançar.

-- Leon (Continuação) --

Enquanto pensava no que faria a seguir, Leon viu que de repente um dos guardas mais ao fundo do cemitério correu para um canto que sua vista não podia acompanhar. Ele ouviu o guarda gritar "alto!" e então ouviu um disparo. De repente, todos os policiais estavam correndo pra lá.

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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

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