Cidade de Merda, Noites de Merda.

Página 2 de 3 Anterior  1, 2, 3  Seguinte

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Undead Freak em Qua Nov 15, 2017 8:53 pm

-- Philip Diaz, vulgo "Piroca" --


Resumo:
Reserva de Sangue: 10/15.
Força de Vontade: 5/5.
Vitalidade: OK.

(Ofuscação nível 3 ativado)

Off: Exatamente. O que eu disse foi que isso chegou a passar pela sua cabeça na hora do aperto, mas como você nem mesmo sabia se os caçadores conheciam Ted e poderiam já ter uma treta com ele, você logo abandonou a ideia justamente por achá-la estúpida e perigosa demais.

De uma forma discreta, Piroca alcançou o outro lado da rua, "navegando" entre os xeretas que se amontoavam. Isso era bom, porque ninguém prestava atenção nele. De todas as saídas possíveis, ele viu que o bueiro do beco era a sua melhor opção, e não perdeu tempo em entrar no mais tradicional lar dos Nosferatu. Ao menos agora Piroca estava livre daquela situação.

O esgoto da cidade é antigo, com túneis incrivelmente altos e largos, feitos de uma arquitetura que se resumia a tijolos, de um ar vitoriano e até mesmo chique, apesar de feder a bosta como qualquer outro.


Não era muito iluminado, mas as lâmpadas que restavam eram o suficiente para conduzir Piroca de uma forma confortável, sem dar a ele a impressão de estar caminhando as cegas no meio de uma penumbra densa e quase palpável. Decidindo tomar o caminho a sua frente, ele percorre o grande túnel a esmo até chegar em uma bifurcação. No caminho da esquerda, Piroca encontra um corpo ainda fresco, com uma marca de bala que varou o olho esquerdo e a parte de trás do crânio. O cabelo era curto e penteado para trás, e ele usava roupas similares aos tais coletores. Na mão direita, o corpo tem uma uzi e está rodeado de cápsulas de bala.

Spoiler:
Percepção+Investigação (dif. 7): 4,10,5,8,9,5,6,6,9 (Atento/Seguir Pistas) - 4 Sucessos.

Você encontra no cadáver um revólver Raging Bull, Calibre .454, munição extra para o revólver e a Uzi, uma chave de automóvel, uma chave comum, de porta, cigarros, um cantil com uísque e uma foto de uma mulher. Você também percebe que as cápsulas ao redor do cadáver tem o nome I.N.R.I em letras góticas marcadas em ambos os lados e que toda munição do cadáver também tem, além de uma cruz esculpida na ponta de cada bala (Note que você não tocou diretamente em nenhum desses itens).

Quanto ao caminho, você nota que a uns dois metros depois do cadáver, há marcas de sangue seco nas paredes que parecem formar uma trilha, além de mais cápsulas de bala no chão, apesar de estas serem comuns, sem a marca I.N.R.I dos lados.

Piroca se sente tentado a seguir as marcas, afinal o que aconteceu ali foi óbvio: um caçador pulou no esgoto, trocou balas com um nosferatu e se deu mal. O nosferatu ferido saiu pela esquerda deixando marcas de sangue nas paredes. A questão é que balas não ferem vampiros de uma forma tão terrível assim, a menos que essa munição não seja comum...

Quando Piroca se virou para tomar o caminho da esquerda e seguir a trilha, ele ouviu no caminho da direita um urro de algo desumano e gigante, seguido de um grito humano de pavor e um barulho de algo que parecia estar sendo feito em pedaços. O que Piroca iria fazer agora? Ele iria seguir a trilha de sangue ou iria investigar esse novo acontecimento?
avatar
Undead Freak

Data de inscrição : 02/05/2013
Idade : 28
Localização : São Paulo - SP

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Undead King em Qui Nov 23, 2017 11:07 am

(Off: Vixe, então eu que interpretei mal no final...  desculpa aew Freak
On)


Sim, aquilo tudo era uma confusão tremenda, era algo um pouco complicado com aquele bando de gente curiosa empurrando ele para um lado e para o outro, mas logo ele chegava ao objetivo, aquele bueiro, o cheiro acre e forte que ele conhecia muito bem saindo do buraco, o cheiro de merda. Piroca não pensou duas vezes, se agachou, enfiou as pernas ali e escorregou para dentro, agradecendo por todas as pessoas estarem preocupadas com a próxima notícia dos jornais de amanhã.

Finalmente a salvo daqueles caçadores e da alma penada deles! Hehehehehe, não foi tão ruim quanto eu pensei, apesar daquela fantasma ser escrotamente assustadora... e que esgoto chique! Ora ora, até que essa cidade não é tão caipira assim, o que é estranho para uma cidade do interior. É um esgoto antigo pelo que parece... e onde tem coisa antiga tem vampiro, com certeza.
Estava bem escuro, não era como se não desse para ver nada, mas tinha que pisar com cuidado para não tropeçar em alguma coisa largada por aqui. Dei uma olhada para trás, aqueles coletores tinham poucas chances de terem me visto, mas era sempre bom garantir que aquele bando de filhos de uma puta não estavam na minha cola. Ted e Diana tinham medo desses caras, e Diana tinha levantado uma cama como se fosse nada! Com certeza a piranha era boa de briga, e se ela pelo que parecia evitava eles, eu com certeza vou evitar 3 vezes mais!
Piroca andava, não passava muito tempo e ele via uma bifurcação, com um corpo baleado. O cheiro de sangue deixava evidente que tinha sido hoje que o cara tinha partido dessa para melhor, o corpo estava fresco também.
Piroca sabia muito bem o que aconteceu, era algo simples de deduzir, um caçador morto no esgoto, que é o refúgio dos nosferatus. O nosferatu pegou ele e meteu o tiro no olho dele, não antes de tomar outros tiros também, e era estranho que ele tivesse se machucado com os tiros, não era como se balas machucassem tanto vampiros. Mas aquela cidade era maluca, Piroca deduzia que talvez o nosferatu que matou o cara não fosse tão resistente assim, o cara tinha dado uma boa quantidade de tiros antes de morrer, as cápsulas denunciavam isso. Piroca se movia para perto do corpo do coletor, e pegava a Uzi, ele não precisaria mais dela, e se preparava para beber o sangue do desgraçado também, porque ele não iria precisar disso também. E quem sabe mais o que ele não precisaria? Piroca vasculhava o corpo dele procurando qualquer outra coisa de valor, ou que se mostrasse interessante!
Piroca se preparava para seguir pela bifurcação da esquerda, afinal tinha um irmão de clã por ali, que poderia levá-lo ao Tip, mas então...

CARALHO!!! Que merda foi essa?!! Parece que estriparam o capeta! Melhor eu não ir por esse caminho da direita, com certeza! Talvez fosse um coletor que veio junto desse daqui, e esse berro...  talvez fosse um crocodilo, dos bem grandes pelo visto, eu não sei comandar essas coisas, se for um mesmo eu vou me fuder! Azar de quem for pela direita, eu seguia pela esquerda!
avatar
Undead King

Data de inscrição : 03/07/2015
Idade : 19
Localização : Rio de Janeiro

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Undead Freak em Sex Nov 24, 2017 11:29 am

-- Philip Diaz, vulgo "Piroca" --


Resumo:
Reserva de Sangue: 15/15.
Força de Vontade: 5/5.
Vitalidade: OK.

(Ofuscação nível 3 ativado)
+5 pds.

Spoiler:
Itens obtidos:



Uzi 9mm

Dano: 4
Alcance: 50
CdT: 3
Pente: 62+1 (Bônus: Pente Extendido)
Ocultabilidade: I

Obs: O pente atual tem ainda 55 balas e você encontrou mais dois pentes extras.



Taurus Raging Bull .454

Dano: 8
Alcance: 50 (Cano de oito polegadas)
CdT: 2
Capacidade do Tambor: 5
Ocultabilidade: C

Obs: Tambor Cheio, mais 3 speed loaders de 5 tiros cada.



Foto de uma mulher estranha.



Chave de veículo e chave de porta, com um endereço.



Maço de cigarros e isqueiro.



Cantil de uísque.


Fazendo a limpa no cadáver, Piroca ainda aproveita para drenar o restante de sangue fresco que havia nele (off: 5 pontos de sangue). Tendo como decisão óbvia não seguir na direção do urro macabro, ele toma o caminho da esquerda, onde há um caminho de manchas de sangue na parede. Ele poderia ter uma noção do que iria encontrar seguindo aquele sangue, mas não poderia afirmar com certeza, afinal em uma cidade tão filha da puta como aquela, nada pode acabar como desejado e nada nunca é o que parece. Ele se lembra de Diana levantando a cama enquanto reflete sobre essas palavras.

Spoiler:
Percepção+Prontidão (dif. 8 ): 10,7,10,8,10,9,3,5,10,9,4,3 (Atento/Bisbilhotar) - 7 Sucessos.


Uma situação daquelas é o suficiente para deixar Piroca tomado por um bom senso quase paranoico. Mesmo seguindo algo tão chamativo como sangue pelas paredes, ele é capaz de notar claramente cada mínimo detalhe que se passa naquele maldito túnel. Ele ele está com o olhar tão afiado e cauteloso que, em meio a um monte de ratos praticamente idênticos, ele nota que um deles está observando-o de forma muito estranha. Enquanto os demais ratos andam para lá e para cá de forma desordenada, esse preciso rato corre até uma virada à direita, onde ainda um pouco de sangue pode ser visto com outras manchas. Piroca logo entendeu que deveria seguir aquele rato, pois esse comportamento estranho logo indicava uso de animalismo -- algo típico do seu clã.

Ele seguiu o pequeno roedor até uma abertura (falha) na parede. O roedor parou na entrada e ficou olhando para Piroca, como se esperasse que o nosferatu continuasse seguindo-o. Assim que Piroca chegou perto, ele entrou na abertura e continuou seu caminho. A Abertura era grande o bastante para uma pessoa alta passar, então ele não teve problemas em entrar e continuar seguindo o rato.

No fim do caminho uma sala quadrada contendo tubulações grossas de ferro e válvulas com painéis arcaicos de medidores de ponteiros se apresente, iluminada apenas por duas lâmpadas elétricas, uma de cada lado. Era uma sala pequena, e bem no centro havia um corpo. Estava vestido com calça jeans, botas de cowboys e uma camiseta quadriculada nas cores verde limão e preto. O corpo tinha uma cabeleira comprida e ruiva, assim como um grande bigode da mesma cor que se destacava. A pele era azulada, enrugada e com aspecto de podre, com bolhas purulentas e queimaduras que soltavam uma gosma fedida de cor amarelada. O corpo estava tombado de lado e na mão direita tinha uma lupara (uma espingarda de cano serrado muito fácil de se esconder). Ao redor do corpo havia uma espécie de pinça cirurgica e projéteis amassados com cruzes deformadas. Alguns até fumegavam.

Spoiler:
Lupara:



De repente aquele corpo se levantou. O rato que agia de forma estranha voltou a se comportar como um rato comum, dando o fora dali. Aquele corpo era claramente um Nosferatu que estava fazendo uso avançado de Animalismo. Ele tossiu e, com dificuldade, encostou as costas na parede, permanecendo ainda sentado, com as pernas estiradas. Sangue escorria de sua boca e de muitos buracos em seu peito e ombro.


Spoiler:
Percepção+Medicina (dif. 9): 10,2,9,10,2,5 (Atento) - 2 Sucessos.

Mesmo não entendendo nada de medicina, você claramente percebe que esse sujeito está completamente fodido.

Off: Você não consegue deduzir claramente o nível de vitalidade dele, mas claramente aquilo é dano agravado.


-- Ora, ora, ora... -- diz ele, tossindo constantemente -- Um Nosferatu que nunca vi ou ouvi falar... -- agora ele tosse ainda mais forte, de forma mais esganiçada -- Só posso torcer para que você seja o Phillip, que deveríamos encontrar. Caso não seja um amigo, me mata logo e acaba logo com isso. Não aguento mais essa porra de cidade, de qualquer forma...

Piroca tinha certeza que ou ele era Hilltop ou era Burke. Ele lembra que tinham dito a ele que Burke tinha "uma pegada mais irlandesa", então certamente era ele. O que mais espanta Piroca é o jeito deplorável que ele -- finalmente -- encontra seu parceiro de clã.[/color]
avatar
Undead Freak

Data de inscrição : 02/05/2013
Idade : 28
Localização : São Paulo - SP

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Undead King em Sab Nov 25, 2017 2:02 pm

Saciado, Piroca pegava tudo que tinha algum valor do morto. Contudo a foto daquela mulher o chamava a atenção no meio das outras coisas. Era estranha, de certo uma coisa que contrastava com o visual de bad boy do coletor morto, era a única coisa diferente entre cigarros e uísque. Bem, se ela fosse esposa do cara, pensão ela não ia ter. O nosferatu não era bom com armas, mas mesmo assim nunca se sabe quando vai se precisar de uma, e também ele podia vende-las para conseguir uma grana extra, apesar de que essa cidade no meio do nada já deve ter toda população armada. Guardando todos os itens nos bolsos da calça, a pistola na cintura e a Uzi na mão, o vampiro seguia o rastro de sangue do possível irmão de clã.
Talvez fosse por causa daquele urro da bifurcação da direita, uma puta paranóia, o fato era que Piroca estava muito "ligado", até mesmo para os padrões treinados dele. Cada mínimo detalhe era percebido pelo vampiro, tinha a possiblidade do nosferatu que levou os tiros tenha preparado uma armadilha, ou talvez não fosse um nosferatu!
Piroca chegava na parte do corredor daquele esgoto chique em que a rataiada fazia a festa, mas atento daquele jeito, Piroca via um que era diferente, não por causa dos pelos ou tamanho, mas pela atitude estranha do bicho. O filho de uma ratazana ficava encarando Piroca, o vampiro até parava de andar para ver aquela cena. Animalismo, com certeza, Philip já tinha visto o Cagueta fazer uns negócios com ratos, apesar de Piroca nunca ter dominado aquele poder ele sabia como funcionava. O rato saía correndo, e o vampiro sabia que tinha que seguir ele.

Eu entrava naquele buraco, é claro que com todo o cuidado, não sei como quem estava naquela sala iria reagir com um cara invadindo o refúgio dele. E eu via o cara que tinha levado os tiros do coletor. Sim, o desgraçado era um nosferatu, mas algo nele me parecia estranhamente familiar. Ah, claro porra! Esse cara bate bem com a descrição do Burke! Puta merda, ele tá bem fudido! E aquelas balas fumegando e a pinça, o cara estava removendo essas balas com cruzes do corpo. Isso tá parecendo aqueles filmes de Hollywood, cruzes queimando vampiros! Talvez os coletores sejam mais do que um bando de maníacos guiados por um maníaco influenciado por um espírito! Será que o Burke tá em torpor? Eu me aproximava devagar.
De repente aquele corpo se levantou. O rato que agia de forma estranha voltou a se comportar como um rato comum, dando o fora dali. Aquele corpo era claramente um Nosferatu que estava fazendo uso avançado de Animalismo. Ele tossiu e, com dificuldade, encostou as costas na parede, permanecendo ainda sentado, com as pernas estiradas. Sangue escorria de sua boca e de muitos buracos em seu peito e ombro.
O cara estava num estado deplorável, até para um nosferatu! Eu sentia um pouco de pena dele, ele estava bem arrebentando, e ia demorar pro coitado se curar. O rato metia o pé, sim, era um uso bem avançado do Animalismo, ele estava com a consciência dele no rato. Eu não levantava a arma, o cara tinha uma puta arma do lado e nem pegou ela, não tinha motivo pra ser hostil com o coitado.
Ora, ora, ora...-- diz ele, tossindo constantemente-- Um Nosferatu que nunca vi ou ouvi falar...-- agora ele tosse ainda mais forte, de forma mais esganiçada -- Só posso torcer para que você seja o Phillip, que deveríamos encontrar. Caso não seja um amigo, me mata logo e acaba logo com isso. Não aguento mais essa porra de cidade, de qualquer forma...
Mais um que concorda comigo de que essa cidade é um cu, e esse é morador! Coçava minha cabeça careca e enrugada, queria ajudar ele de alguma forma - Se você for o Burke eu sou o Piroca... merda, seus amigos Diana e Ted explodiram sua casa, mataram a mulher que estava presa no armário. Eu não sei o que que houve mas acredito que o ponto de encontro não era para ser esse cara, como posso te ajudar?
avatar
Undead King

Data de inscrição : 03/07/2015
Idade : 19
Localização : Rio de Janeiro

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Undead Freak em Sab Nov 25, 2017 6:34 pm

-- Philip Diaz, vulgo "Piroca" --


Resumo:
Reserva de Sangue: 15/15.
Força de Vontade: 5/5.
Vitalidade: OK.

-- Se você for o Burke eu sou o Piroca... merda, seus amigos Diana e Ted explodiram sua casa, mataram a mulher que estava presa no armário. Eu não sei o que que houve mas acredito que o ponto de encontro não era para ser esse cara, como posso te ajudar?

-- Piroca... Isso mesmo. Me disseram que o seu apelido era Piroca
-- o cara ainda falava com dificuldade, gemendo de dor -- Eu sou o Burke, e vou tentar te resumir tudo, mas te peço paciência porque tá meio foda pra mim agora, como você pode ver...

O Nosferatu ruivo ficou em silêncio alguns instantes, com os olhos fechados. Era como se ele estivesse juntando forças para falar ou puxando algum detalhe da memória. Depois de um longo e sofrido suspiro, seguido de uma tosse fraca, ele continuou.

-- Sim, eu sou o Burke. Muito prazer. Quanto a casa, não se preocupe. A casa não era minha mesmo. O Ted me emprestou ela. O Hilltop e eu saímos para pegar um gado, entende? Nos divertir um pouco. Pegamos aquela garota e zoamos ela um bocadinho -- interrupção com nova tosse de novo -- Aí o Hilltop queria pegar outra e forçar elas a fazer um menage lésbico com scat pra gente dar umas risadas, mas aí deu ruim... Os filhos da puta dos caçadores apareceram e eles tem essas porras de balas bentas, saca? É igual água benta, essa merda. A vadia santa fornece isso pra eles.

Nessa hora Burke tossiu tanto que parecia que ia vomitar as tripas.

-- Foi mal... Voltando. Eles nos detectaram. Hilltop e eu nos separamos e cada grupo correu atrás de um de nós. Eu fiz a merda de vir nesse esgoto achando que os babacas não iam ser loucos de pular aqui dentro, mas eu estava errado. O cara me fodeu inteiro antes de eu conseguir capotar o verme. Tive até que usar um dentuço pra patrulhar os túneis e ficar esperto, de tão fodido que meu corpo tá.

Nessa hora Burke ficou quieto e olhou bem sério para Piroca.

-- Você deve tá se perguntando por que eu disse que "fiz a merda de vir nesse esgoto", já que nós supostamente vivemos nele, certo? Errado, garoto. Isso era antes, quando os lupinos não patrulhavam aqui dentro. Essa cidade tá tão bosta que as merdas que acontecem atraem eles. Na verdade, eu não entrei no dentuço para ver se tinha mais desses bostas armados; eu entrei para ver se eu não ia topar com algum desses homens-lobo do caralho.

Aquilo pegou Piroca de surpresa. Toda aquela informação deixou ele nervoso. Há lupinos no esgoto. Ele não sabe quantos e nem onde eles estão exatamente. Só de saber que ele poderia ter topado com um assim que entrou...

-- Em outras palavras, "Tip" não está aqui. Na verdade, os únicos Nosferatu aqui somos nós. Eles, ou melhor, nós vivemos em uma parte "underground" da boate de Diana. Falando em Diana e Ted, eles vão querer comer o meu cu quando ou se eu conseguir sair daqui. Nossa farra acabou atraindo muita atenção desses bostas de coletores.

Piroca ainda estava meio que em choque. Fantasmas e caçadores em cima, lobisomens em baixo. Não poderia ficar pior.

-- Garoto, é o seguinte: Eu tô fodido. Acho que nunca estive tão fodido na vida quanto estou agora. A única chance que temos é voltarmos para a boate da Diana. O problema é o onde estamos agora... -- diz ele tirando um papel amassado do bolso, com um esboço de mapa escrito com merda seca.

-- Vê aqui? Estamos aqui, olha. A saída mais próxima fica aqui -- ele mostra a saída por onde você entrou -- A saída apropriada é essa -- uma que está muito mais longe --, pois ela nos dá acesso bem no porão da boate. Podemos ir direto pra lá, ou sair em qualquer uma e eu ligo pro Ted pegar a gente -- Nessa hora Piroca lembra que a situação está feia por onde ele entrou -- O caso é que há lupinos aqui embaixo. Eu não sei direito quantos, e nem onde eles estão exatamente. Eu não consigo andar, e topar com um bicho desses nas minhas condições é morte certa.

Piroca estava praticamente amaldiçoando a hora em que resolveram fundar a cidade. Ele estava nervoso, aflito.

-- Tem uma coisa também: A Diana conhece uns traficantes loucos, e ela me deu algumas armas pesadas. Entre essas armas, um lança granada com munições especiais de granadas incendiárias. O arsenel do esgoto fica aqui, vê? -- meio longe, também -- Se você for lá, você pode pegar um carrinho de mercado que tem lá, encher dessas armas e voltar aqui. Você volta, me põe no carrinho, me dá o lança-granadas e, enquanto me empurra e eu te conduzo, eu cuido da nossa segurança. Chances de trombar com lupinos vamos ter de qualquer jeito, mas pelo menos assim vamos ter uma chance caso um apareça na nossa frente. O que acha?

Off:

Burke está te dando duas opções:

1 - Carregar ele e sair direto do esgoto, usando uma saída mais próxima ou ir até uma bem mais longe, que já dá acesso a um porão embaixo da boate de Diana. Nessa opção você teria que andar pra caralho com Burke nas costas, ou arrastando ele feito merda pelo braço ou pelo pé.

2 - A mesma coisa da anterior, mas antes passar no arsenal (indo sozinho) e voltando até Burke (sozinho) com um lança granadas e outras coisas mais legais, além de um carrinho de supermercado que facilitaria para você transportar Burke enquanto ele fica armado, pronto para atirar em qualquer lupino que apareça.

Nota: Em qualquer escolha que faça, as chances de cruzar com um lupino são bem grandes.
avatar
Undead Freak

Data de inscrição : 02/05/2013
Idade : 28
Localização : São Paulo - SP

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Undead Freak em Seg Nov 27, 2017 1:35 am

-- Crowley Darkness --


Resumo:
Reserva de Sangue: 5/15. (1d10 = 5)
Força de Vontade: 10/10.
Vitalidade: OK.

Crowley finalmente chegou em Charleston. Embora Thalles tinha lhe dito que era uma cidade um tanto perigosa, não parecia nada demais. Parecia uma cidade de bosta do interior como qualquer outra e, na verdade, Crowley não entendia como uma cidade em que nem o Sabá e nem a Camarilla dominavam poderia ter algo de útil.

Crowley deveria encontrar Thalles no velho hotel Vendue para colocar os planos em dia. A parada do Tremere na cidade não foi ao acaso. Thales ouviu um boato de que Agns se envolveu em uma merda muito grande e estava refugiado naquela cidadezinha por algum motivo. Era uma oportunidade de ouro.

O Lasombra estava parado naquele ponto de ônibus em que acabara de descer. Se sentia um pouco faminto, já que não se alimentava bem a dias. Ele tinha o endereço do hotel consigo, mas a noite acabara de começar. Não havia razão para pressa. Talvez ele devesse explorar um pouco o local antes. Quem sabe conseguir algum vitae antes do encontro?


Off: Pode acontecer de eu ter de adaptar um pouco o seu prelúdio para se encaixar melhor na cidade. Por agora, você acabou de chegar na cidadezinha cu-de-mundo após ter de tomar um ônibus do aeroporto mais próximo, na cidade vizinha. Thalles pede para que você o encontre em um hotel chamado Vendue, cujo endereço você tem anotado no seu celular. No entanto, você não precisa necessariamente ir lá de imediato. Se quiser fazer uma jogada de caça, esse é o melhor momento.
avatar
Undead Freak

Data de inscrição : 02/05/2013
Idade : 28
Localização : São Paulo - SP

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Crowley em Seg Nov 27, 2017 11:25 am

Off:
 OK, pode fazer as adaptações necessárias para o jogo de boa!
 Sim vou quer fazer a jogada de caça!
 Você rola os dados ou eu faço a jogada Aqui?

 O sombrio chegar a cidade de merda, puto da viagem por esta sem seu carro, agora está em um ponto de ônibus, o decadência...

 Thalles está de saca comigo só pode me faz vir nessa cidade de bosta e ainda tenho que pegar ônibus...
 Acho bom ele ter informações confiáveis sobre o aparecimento de Agns nessa bosta de cidade!
 Agora ele vai esperar um pouco, vou fazer um lanche no caminho para o hotel!

 O sombrio sabe dia rumores da cidade, sobre os caçadores e os contatos de fantasminhas, talvez estivesse tudo ligado já que esse filho da puta do Agns aqui está!
 O sombrio vai se afastando  ponto do ônibus e conforme vai entrando nas sombras vai esmanhecendo sua presença (usando ofuscação), o sombrio saber que todo cuidado cuidado é pouco, afinal seu objetivo não era acabar com os caçadores e sim com Agns!


 Após a adrenalina da caçada o sombrio usa o GPS do celular para se orientar, caso esta distante irá pegar um táxi até o local!
avatar
Crowley

Data de inscrição : 02/12/2010
Idade : 27
Localização : Rio de janeiro

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Undead Freak em Seg Nov 27, 2017 5:00 pm

-- Crowley Darkness --

Resumo:
Reserva de Sangue: 5/15. (1d10 = 5)
Força de Vontade: 10/10.
Vitalidade: OK.

- Ofuscação Nível 2 Ativo.

O Lasombra, fazendo uso de ofuscação, começa a se afastar do ponto de ônibus, caminhando por uma estrada típica do interior. Era cercada de árvores e grama alta por ambos os lados, estreita e de aspecto sombrio, principalmente a noite, quando é muito comum não encontrar viva alma em uma estrada dessas, mesmo que fosse ainda relativamente cedo. Era possível ouvir grilos, sapos e outros animais. O cheiro da noite era leve, mais puro que nas grandes cidades. Era também carregado daquele cheiro forte de natureza, onde raramente se sente em lugares como Nova York ou Chicago.

Mais adiante, após descer alguns metros da estrada em um movimento de caracol, Crowley pôde ver uma ruazinha mais movimentada, com algumas casas de madeira e um barzinho modesto na esquina, à direita. Haviam duas motos e um jipe parado na porta e um cara com aspecto de motoqueiro mexia no pneu com uma chave de roda enquanto fumava um charuto. O cara parecia ser muito querido, porque muitos civis comuns, até mesmo velhinhos paravam para cumprimentá-lo e falar com ele, cheio de sorrisos. Crowley estranhou isso, porque o cara tinha um aspecto de encrenqueiro e em cidades do interior como essa, todo mundo costuma ser intolerante, preconceituoso e de mentalidade atrasada com tudo que fuja um pouco do padrão.

"Terry's Hole", Crowley leu em um outdoor. Parecia ser um local interessante... Mais para frente ele viu que duas garotas adolescentes conversavam babaquices típicas da idade delas. Elas não deveriam ter mais que dezoito anos, e conversavam despreocupadas na outra esquina. Perto delas, do outro lado da rua, havia um taxista no ponto lendo um jornal, aguardando uma corrida. Era meio gordo e com certeza passava dos quarenta já.

Crowley sentiu a fome. Queria se alimentar de sangue e caçar não seria difícil, mas precisava tomar cuidado. Em cidades como essa, todo mundo conhece todo mundo. Se um estranho aparece, é visto por algumas pessoas e depois gente morta começa a aparecer, isso definitivamente vai acabar em merda.

Off:

Você detectou três possibilidades de "janta".

- O bar parece estar com bastante gente. Você ouve música e todos parecem agitados e felizes. No entanto, é provável que alguns "coletores" estejam por lá, já que você viu veículos suspeitos na entrada, além do cara que está arrumando o pneu. Ainda assim um bar é um bom lugar, contanto que você acha de forma prudente.

- O taxista pode ser enganado com uma corrida. Assim que levar o cara para longe, você pode fazer a festa. Não estou dizendo que é uma oportunidade perfeita e livre de falhas, mas é a mais segura que você tem.

- Adolescentes são... Adolescentes. Não vai ser difícil descer um xaveco nelas, mas isso pode chamar a atenção do taxista e/ou do motoqueiro carrancudo na porta do bar.
avatar
Undead Freak

Data de inscrição : 02/05/2013
Idade : 28
Localização : São Paulo - SP

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Crowley em Ter Nov 28, 2017 10:24 am

 O sombrio "passeia" pela cidade ofuscado, a fome está foda, precisa se alimentar e até o momento essa merda de cidade não lhe oferecer uma oportunidade, Agora entender essa cidade de merda e o motivo de nenhuma​ seita exercer o poder no local!


Mais adiante, após descer alguns metros da estrada em um movimento de caracol, Crowley pôde ver uma ruazinha mais movimentada, com algumas casas de madeira e um barzinho modesto na esquina, à direita. Haviam duas motos e um jipe parado na porta e um cara com aspecto de motoqueiro mexia no pneu com uma chave de roda enquanto fumava um charuto. 

 Bom até onde eu fiquei sabendo parece te um bar nessa cidade de merda onde os membros praticamente se esconde devido aos caçadores locais e esse aqui não está parecendo ser ele!

 O cara parecia ser muito querido, porque muitos civis comuns, até mesmo velhinhos paravam para cumprimentá-lo e falar com ele, cheio de sorrisos. Crowley estranhou isso, porque o cara tinha um aspecto de encrenqueiro e em cidades do interior como essa, todo mundo costuma ser intolerante, preconceituoso e de mentalidade atrasada com tudo que fuja um pouco do padrão.

 Acho que estou em um ponto te encontro desses vermes...

"Terry's Hole", Crowley leu em um outdoor. Parecia ser um local interessante... Mais para frente ele viu que duas garotas adolescentes conversavam babaquices típicas da idade delas. Elas não deveriam ter mais que dezoito anos, e conversavam despreocupadas na outra esquina. Perto delas, do outro lado da rua, havia um taxista no ponto lendo um jornal, aguardando uma corrida. Era meio gordo e com certeza passava dos quarenta já. 


  Isso está meio estranho, uma merda de cidade deserta como essa e justamente onde estão os "caçadores" temos essas possível vítimas, isso parece uma isca...

Crowley sentiu a fome. Queria se alimentar, e caçar não seria difícil, mas precisava tomar cuidado. Em cidades como essa, todo mundo conhece todo mundo. Se um estranho aparece, é visto por algumas pessoas e depois gente morta começa a aparecer, isso definitivamente vai acabar em merda.

 Não muito satisfeito com as opções e também por acho tudo meio estranho, o sombrio se mantém ofuscado nas sombras e usa seus sentidos aguçados para observar melhor toda a cena, primeiro o homem com a chaves de roda ( observa se o mesmo está realmente mexendo nas rodas ou se está apenas fingindo), em seguida ele avança seus sentidos para o taxista ( observar a data do jornal que o mesmo está lendo e se está na mesma página a muito tempo e se ouve algo dentro do carro), depois observar as meninas ( ver se tem algo de diferente nelas, algo que possa entregar essas suspeitas) e por último observar toda a cena, sinais de embarcadas coisas do gênero, o sombrio já foi militar então tem o hábito de sempre averiguar o perímetro antes de qualquer passo!
avatar
Crowley

Data de inscrição : 02/12/2010
Idade : 27
Localização : Rio de janeiro

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Undead Freak em Qui Nov 30, 2017 8:55 pm

-- Crowley Darkness --


Resumo:
Reserva de Sangue: 5/15.
Força de Vontade: 10/10.
Vitalidade: OK.

- Disciplinas Ativadas: Ofuscação 2.

Spoiler:
Testes de Percepção+Prontidão (Dificuldade Reduzidas Pelos Sentidos Aguçados)

1 - (Motoqueiro, dif. 6): 7,9,7,2 - 3 Sucessos.

2 - (Taxista, dif. 7): 8,2,8,8 - 3 Sucessos.

3 - (Garotas, dif. 6): 1,4,5,10 - Falha.

4 - (Análise de Ambiente): 7,4,9,10 - 3 Sucessos.

Crowley se concentrou e fez uso dos seus sentidos naturalmente avançados. Pelo o que ele pôde perceber, não havia nada de anormal com o motoqueiro. Ele parecia ser um cara briguento e provavelmente deveria estar armado com uma pistola ou algo do tipo, mas não parecia fingir ou atuar, aguardando algum neófito babaca fazer cagada para destruí-lo.

Fora o mau humor e o tédio, nada mais poderia ser dito de relevante sobre o taxista. O jornal era atual, da data de hoje, e ele lia especificamente a sessão de esportes -- alguma coisa sobre baseball. Não demorou muito para ele se levantar e ir até o bar. Ele voltou em menos de um minuto com um copinho de plástico com café fumegante, sentou-se de novo na cadeira do ponto, bufando e mudou a sessão do jornal para as tirinhas, vez ou outra dando uma risada com um tom desagradável de voz.

Já as garotas também não pareciam estar fazendo nada de suspeito, mas elas falavam em um tom tão esganiçado, cheio de gargalhadas e desagradável que Crowley simplesmente não conseguiu -- ou não teve saco de -- prestar atenção na conversa. Pareciam duas jovens normais, vez ou outra mostrando fotos nos celulares uma para as outras. Provavelmente estavam falando de moleques da escola que estavam a fim de transar.

Em uma análise geral, não parecia haver nada de perigoso. Haviam um ou dois becos escuros cá e ali, mas ninguém parecia estar espreitando dentro deles.

Crowley ainda analisava a melhor pessoa para abordar ou o melhor local para ir. Parecia estar tudo limpo e, com a cautela de sempre, ele não teria dificuldades em conseguir vitae. Ele notou que por trás dele um frio súbito, tão denso que era quase palpável, ia aumentando aos poucos. No começo ele não se importou muito, mas quando sentiu algo extremamente gelado na nuca, se virou bruscamente, vendo algo não muito corriqueiro mesmo para um cainita:


Era uma espécie de névoa amarelada que flutuava e tinha um rosto. Era algo macabro.

Spoiler:
Teste de Coragem (dif. 9): 1,3,1,1 - Falha Crítica.

Crowley começou a tremer e logo perdeu a razão. A visão daquela coisa era tão perturbadora que ele gritou e caiu para trás, cancelando imediatamente o efeito da ofuscação, chamando a atenção de todos que estavam no meio da rua.

Spoiler:
Teste de Auto-Controle (dif. 9): 6,2,8 - Falha

A besta, acuada e intimidada por aquela coisa, começa a se manifestar.  Crowley exibe as presas, rosnando como um verdadeiro animal. A consciência começa a falhar e ser subjugada pelo instinto.

-- Ei! Que porra é essa?! Quem é você?!
-- Uma voz masculina soa atrás de Crowley, agora quase que totalmente irracional.

Off: Você está em frenesi, de costas para as pessoas na rua, que ainda não viram suas presas. Você pode usar Força de Vontade para recuperar o controle por um turno, mas se não sair daí logo, vai acabar fazendo alguma carnificina e vai chamar a atenção demais para você.
avatar
Undead Freak

Data de inscrição : 02/05/2013
Idade : 28
Localização : São Paulo - SP

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Undead King em Sex Dez 01, 2017 11:38 am

Puta merda...  Não dava pra deixar de sentir pena do Burke, tava mais fudido que puta em promoção da Black Friday. Eu imaginava a merda que iria acontecer se aqueles caçadores me pagassem, Burke era um vampiro acostumado com esse fim de mundo e estava daquele jeito! Eu olhava pela fenda que eu tinha passado, me certificando de que não tinha espírito, caçador ou qualquer coisa atrás de mim, e então me sentava perto do Burke, me encostando na parede. Essa cidade já estava me cansando e isso não era nem metade da primeira noite!
Burke escreveu: Sim, eu sou o Burke. Muito prazer. Quanto a casa, não se preocupe. A casa não era minha mesmo. O Ted me emprestou ela. O Hilltop e eu saímos parapegar um gado, entende? Nos divertir um pouco. Pegamos aquela garota e zoamos ela um bocadinho-- interrupção com nova tosse de novo --Aí o Hilltop queria pegar outra e forçar elas a fazer um menage lésbico com scat pra gente dar umas risadas, mas aí deu ruim... Os filhos da puta dos caçadores apareceram e eles tem essas porras de balas bentas, saca? É igual água benta, essa merda. A vadia santa fornece isso pra eles.
Igual água benta.. Isso me lembra uma situação que eu fui roubar uma igreja, o padre me viu e achando que eu era um demônio me jogou água benta, mas não aconteceu nada e eu fugi com uns crucifixos bem caros. Santa vadia, se essas balas faziam isso... olhei para a Uzi percebendo que eu tinha na minha mão uma arma fodedora de vampiros...
Burke escreveu: -- Foi mal... Voltando. Eles nos detectaram. Hilltop e eu nos separamos e cada grupo correu atrás de um de nós. Eufiz a merda de vir nesse esgoto achando que os babacas não iam ser loucos de pular aqui dentro, mas eu estava errado. O cara me fodeu inteiro antes de eu conseguir capotar o verme. Tive até que usar um dentuço pra patrulhar os túneis eficar esperto, de tão fodido que meu corpo tá.
- Eu vi o cadáver do cara, o filho da puta vai nascer com dor de cabeça na outra vida. O engraçado é que eu também fugi pra cá por causa dos caçadores, eles estavam fazendo uma festa lá em cima por causa da explosão, tinha até...  uma garota fantasma. E o filho da mãe que você matou tinha umas coisinhas interessantes, principalmente essa foto - Eu pegava a foto da mulher estranha do bolso da minha calça e mostrava pro Burke.
Burke escreveu: -- Você deve tá se perguntando por que eudisse que "fiz a merda de vir nesse esgoto", já que nós supostamente vivemos nele, certo? Errado, garoto. Isso era antes, quando os lupinos não patrulhavam aqui dentro. Essa cidade tá tão bosta que as merdas que acontecem atraem eles. Na verdade, eu não entrei no dentuço para ver se tinha mais desses bostas armados; eu entrei para ver se eu não ia topar com algum desses homens-lobo do caralho.
Lupinos... lobos no esgoto... aqueles cachorros do capeta mijando nas paredes daqui! Eu passava a mão na minha careca enquanto olhava para a fenda de novo, vendo aquele corredor escuro e longo. Aquele urro... sentia como se uma faca tivesse passado pelo meu pescoço, e por pouco não tivesse separado a cabeça do Piroca aqui do resto do corpo. Eu voltava a prestar atenção no Burke, segurando a Uzi com mais firmeza do que eu segurei qualquer outra coisa na minha vida e não-vida.
Burke escreveu: -- Em outras palavras, "Tip" não está aqui. Na verdade, os únicos Nosferatu aqui somos nós. Eles, ou melhor, nós vivemos em uma parte "underground" da boate de Diana. Falando em Diana e Ted, eles vão querer comer o meu cu quando ou se eu conseguir sair daqui. Nossa farra acabou atraindo muita atenção desses bostas de coletores.
Raptar duas mulheres atraem a atenção desses caçadores? Que maravilha... Continuava ouvindo o Burke, sentindo que eu seria o próximo a ficar todo furado assim. Essa cidade é uma bosta, e pelo que parece Burke realmente tem fetiche por bosta, até o mapa tá desenhado com ela!
Burke escreveu: - Tem uma coisa também: A Diana conhece uns traficantes loucos, e ela me deu algumas armas pesadas. Entre essasarmas, um lança granada com munições especiais de granadas incendiárias. O arsenel do esgoto fica aqui, vê?-- meio longe, também-- Se você for lá, você pode pegar um carrinho de mercado que tem lá, encher dessas armas e voltar aqui. Você volta, me põe no carrinho, me dá o lança-granadas e, enquanto me empurra e eu te conduzo, eu cuido da nossa segurança. Chances de trombar com lupinos vamos ter de qualquer jeito, mas pelo menos assim vamos ter uma chance caso um apareça na nossa frente. O que acha?
Piroca ficava quieto por alguns instantes, pensando. Eles tinham uma puta chance de encontrar com lupinos, mas ficar ali por muito tempo era brincar com a sorte. - É...  a gente se fudeu. Eu preferiria tirar você o mais rápido possível daqui, tem a passagem pra fora perto do local que você matou o cara lá Burke. Mas sem querer te assustar, na bifurcação eu ouvi um urro bem animalesco. Merda, essas balas bentas fodem com esses lobisomens também? Seguinte, tenho um plano melhor...  a gente saí pela passagem mais perto da gente, tu entra de novo nesses ratos cheios de pulgas pra ir ver o caminho na frente enquanto eu te carrego. Quando a gente chegar perto do bueiro você saí do corpo do rato e usa ofuscação pra virar uma mina gostosa e eu viro o cara gostoso, vou te carregar até o telefone mais próximo e ninguém vai desconfiar de qualquer coisa. - Philip concentrava seu sangue (2Pds pra mais 1 de força e destreza por uma cena) e se abaixava para colocar o corpo do Burke apoiado no dele, com uma mão segurando o braço dele que dava a volta no pescoço e a outra segurando a Uzi. Ia ser difícil mas era melhor do que ficar andando pelo esgoto por tempo suficiente para um lupino achar eles - Não me leve a mal por não ir lá pegar o carrinho Burke, é que eu já levei uma mordida de cachorro na bunda quando era vivo e não quero repetir a experiência agora que to morto. Se você ver um lobisomem você vem correndo até mim e arranha meu pé um pouco, e faz com a intensidade dependendo da proximidade do desgraçado. Vou tentar ser furtivo. Tu fuma? Tinha uns cigarros no cadáver daquele desgraçado que você matou...
avatar
Undead King

Data de inscrição : 03/07/2015
Idade : 19
Localização : Rio de Janeiro

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Crowley em Sex Dez 01, 2017 1:40 pm

O sombrio como sempre muito cauteloso, percebe que não tem nada de mais sobre os alvos observados, tanto que seu olhar passou despreocupado pelas meninas, talvez estivesse baixando a guarda, mas aí foi onde ele cometeu um pequeno erro...
 O sombrio com sua experiência já deveria estar mais que acostumado a não baixar a guarda em território inimigo. Ao fazer isso ele se compromete e acontece algo terrível...
... escreveu:Ele ainda analisava a melhor pessoa para abordar ou o melhor local para ir. Parecia estar tudo limpo e, com a cautela de sempre, ele não teria dificuldades em conseguir vitae. Ele notou que por trás dele um frio súbito, tão denso que era quase palpável, ia aumentando aos poucos. No começo ele não se importou muito, mas quando sentiu algo extremamente gelado na nuca, se virou bruscamente, vendo algo não muito corriqueiro mesmo para um cainita...
 Era uma espécie de névoa amarelada que flutuava e tinha um rosto. Era algo macabro.Crowley começou a tremer e logo perdeu a razão. A visão daquela coisa era tão perturbadora que ele gritou e caiu para trás, cancelando imediatamente o efeito da ofuscação, chamando a atenção de todos que estavam no meio da rua. 
 O sombrio já deveria estar está acostumado com coisas horripilantes pois constantemente membro de seu clã conseguem se transforma em cosias bem bizarras, mas talvez por se algo nunca presenciado e por ele sempre achar quê era apenas coisa que as pessoas diziam para por medo em crianças [size=48] tenha saído sua falha.[/size]
... escreveu:A besta, acuada e intimidada por aquela coisa, começa a se manifestar.  Crowley exibe as presas, rosnando como um verdadeiro animal. A consciência começa a falhar e ser subjugada pelo instinto.
 O sombrio perde o controle por um instante e compromete sua localização após o susto.
... escreveu:
-- Ei! Que porra é essa?! Quem é você?! -- Uma voz masculina soa atrás de Crowley, agora quase que totalmente irracional. 
 Rapidamente o sombrio se concentrar e usa sua vontade inabalada para suprir sua fera interior, em seguida ele se levanta usando sua "bengala" e já com sua face ao normal ele vira e diz

-Meu Deus, acho que tem um fantasma bem ali...

 O sombrio então aponta o local de qual se referia, mancando e usando sua "bengala" ele caminha em direção o taxista com cara de espanto!!

 Melhor eu sair dessa porra de cidade, ainda estou meio confuso com o que presenciei mas não tenho tempo a perder. Vou me alimenta desse taxista no caminho e no hotel faço outro lanche, Thalles provavelmente deve ter vindo mais preparado que eu para esse fim de mundo!
avatar
Crowley

Data de inscrição : 02/12/2010
Idade : 27
Localização : Rio de janeiro

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Undead Freak em Dom Dez 03, 2017 3:59 am

-- Philip Diaz, vulgo "Piroca" --

Resumo:
Reserva de Sangue: 12/15.
Força de Vontade: 5/5.
Vitalidade: OK.

- Força +1.
- Destreza +2.

Spoiler:
Percepção+Prontidão (dif. 9): 2,8,2,3,10,6,7,2,5 (Atento/Bisbilhotar) - 1 Sucesso.

Você não percebeu nada de perigoso atrás de você.


-- Eu vi o cadáver do cara, o filho da puta vai nascer com dor de cabeça na outra vida. O engraçado é que eu também fugi pra cá por causa dos caçadores, eles estavam fazendo uma festa lá em cima por causa da explosão, tinha até...  uma garota fantasma. E o filho da mãe que você matou tinha umas coisinhas interessantes, principalmente essa foto.

-- É essa mesma! Essa mulher tem algo que me assusta. Te digo que não é a cara feia dela, porque cara feia eu vejo um monte todas as noites. Vou te falar que antes eu não acreditava muito nessa merda de bíblia, mas agora... Essa filha da puta tem algo de santo nela. Posso garantir. Quanto aos fantasmas... Também é verdade! Essa merda de cidade sempre teve fantasmas. É incrível como algumas pessoas conseguem ficar ainda mais babacas quando morrem.

-- É...  a gente se fudeu. Eu preferiria tirar você o mais rápido possível daqui, tem a passagem pra fora perto do local que você matou o cara lá Burke. Mas sem querer te assustar, na bifurcação eu ouvi um urro bem animalesco. Merda, essas balas bentas fodem com esses lobisomens também?

-- Sei lá, parceiro. Nunca tentei atirar em um lupino com uma munição dessas...

-- Seguinte, tenho um plano melhor...  a gente saí pela passagem mais perto da gente, tu entra de novo nesses ratos cheios de pulgas pra ir ver o caminho na frente enquanto eu te carrego. Quando a gente chegar perto do bueiro você saí do corpo do rato e usa ofuscação pra virar uma mina gostosa e eu viro o cara gostoso, vou te carregar até o telefone mais próximo e ninguém vai desconfiar de qualquer coisa.

-- Porra, garoto... Você tá pedindo demais de mim nas minhas condições. Eu nem tô conseguindo ficar de pé e....Ah, quer saber? Foda-se, eu vou tentar. Pelo menos você tá aqui, tentando me ajudar e isso já conta muito. Não vou ser ingrato uma hora dessas.

-- Não me leve a mal por não ir lá pegar o carrinho Burke, é que eu já levei uma mordida de cachorro na bunda quando era vivo e não quero repetir a experiência agora que to morto. Se você ver um lobisomem você vem correndo até mim e arranha meu pé um pouco, e faz com a intensidade dependendo da proximidade do desgraçado. Vou tentar ser furtivo. Tu fuma? Tinha uns cigarros no cadáver daquele desgraçado que você matou...

-- Cigarros? Você não teria um queijinho aí, teria?

Não demorou muito até um rato marrom e gordo passar perto da perna de Burke. O Nosferatu agarrou-o até que rápido, para alguém nas condições dele. Ele segurou o rato de forma que o bichão ficasse constantemente encarando ele, e então tudo ficou silencioso, como se ele estivesse apostando com o rato quem iria piscar primeiro.

Spoiler:
[Burke]Teste de Dominar o Espírito, Animalismo 4 (Manipulação+Empatia com Animais, dif. 8 ): 10,8,8,6,8 (-5 dados de Penalidade) - 4 Sucessos.

De repente as mãos de Burke amoleceram e o corpo dele despencou para o lado, como se tivesse desmaiado subitamente. O ratão gordo saiu em disparada pela saída, se comportando igual ao primeiro rato.

Piroca enrolou o braço de Burke em seu pescoço enquanto seguia a alma dela presa em um rato. O corpo dele lembrava muito aquele filme "Um Morto Muito Louco". Era muito difícil carregar um corpo todo desengonçado, mas ele não tinha escolha. Ele seguia o Burke ratão enquanto o Burke mesmo estava "capotado" no seu ombro.

Spoiler:
[Burke como Rato]Teste de Percepção+Prontidão (dif 7): 10,2,4,5,6,7,9,4,9 (Atento/Bisbilhotar) - 4 Sucessos.
[Piroca]Teste de Percepção+Prontidão (dif 9): 10,7,4,9,10,6,4,10, 2,5,9 (Atento/Bisbilhotar) - 5 Sucessos.

A dupla seguiu de forma furtiva pelos túneis do esgotos, atentos o tempo todo, em um estado de tensão extrema. Tudo ocorreu até que eles chegaram onde estava o corpo do caçador que Burke abateu. O problema é que o corpo não estava mais lá.

Spoiler:
[Burke como Rato]Teste de Raciocínio+Empatia (dif. 8 ): 2,8,4,7,4,1,5 - Falha

De forma súbita a consciência de Burke volta para o corpo. O choque de ver o corpo sumir foi demais, e ele não conseguiu manter-se ligado ao animal por causa do espanto.

-- Puta que pariu, caralho, buceta, satanás! A gente vai morrer nessa porra e vai ser agora! Ô merda! Cacete... -- Burke praguejava em sussurros, mas estava extremamente agitado.

Piroca sabia que agora a saída estava próxima. Bastava virar a direita e seguir mais alguns metros até achar a boca por onde ele tinha entrado para fugir dos caçadores. O problema é que agora ele não sabia o que aconteceu com o corpo. Provavelmente um lupino pegou, mas para onde ele foi? À direita ele vai dar onde entrou. Na frente dele estava o caminho onde ele havia escutado o berro seguido do urro da ferra. Ele tinha de escolher uma rota e rápido. O pior de tudo é ter de pensar rápido com Burke dando chilique e deixando ele mais tenso ainda.

Spoiler:
[Piroca]Teste de Percepção+Prontidão (dif 10):  9,4,9,8,8,2,4,3 - Falha.

...
avatar
Undead Freak

Data de inscrição : 02/05/2013
Idade : 28
Localização : São Paulo - SP

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Undead Freak em Dom Dez 03, 2017 5:01 am

-- Crowley Darkness --


Resumo:
Reserva de Sangue: 15/15.
Força de Vontade: 09/10.
Vitalidade: OK.

-- Meu Deus, acho que tem um fantasma bem ali...

O sombrio então aponta o local de qual se referia, mancando e usando sua "bengala" ele caminha em direção o taxista com cara de espanto!!


Spoiler:
Manipulação+Performance (dif.9): 4,4,9,7,2,6,6 - 1 Sucesso.

Somando uma necessidade súbita em escapar daquela situação com um pavor legítimo, nunca antes experimentado, Crowley realmente consegue desviar a atenção dos mortais para longe dele, apontando com sua bengala para o local onde via a assombração. Enquanto todos viravam com cara de idiotas procurando o dito fantasma, Crowley avança contra o taxista, correndo em sua direção.

-- Eu não vejo nada e... Ei! O que você está...

Antes que pudesse terminar a frase, o taxista foi agarrado no chão e derrubado. Crowley cravou-lhe as presas, alimentando-se sem remorso ou cautela.

-- Fantasma, é? -- diz o motoqueiro, ainda averigando o local em que ele apontou -- Eu acho que você deveria parar de fumar pedra, garoto. É melhor você vazar e... -- ele se vira para olhar para Crowley enquanto fala e... -- Puta que pariu! Que porra é essa?!

As garotas, quando olharam para onde Crowley tinha corrido, correram do local, gritando, fazendo o maior escândalo quando viram Crowley drenar as veias do taxista. Aleister não estava consciente, portanto não viu as garotas fugindo. Quando Aleister voltou ao normal, isto é, voltou a ter consciência, o motoqueiro havia desaparecido. Ele viu o corpo de um taxista morto aos seus pés. Ele só lembra de ter agarrado-o e, a partir daí, mais nada. Ele somou dois mais dois e sabia que as garotas haviam corrido e nesse momento provavelmente estavam ligando para a polícia, enquanto o motoqueiro deve ter entrado no bar para pedir ajuda. Ele estava certo em suas suposições.

-- Ali! É aquele o filho da puta! -- disse o motoqueiro que apareceu de novo, abrindo a porta de forma súbita. Ele está armado com uma calibre 12 automática e com mais três caras -- também armados. Um com uma m16, um com uma calibre 12 pump action e outro com uma submetralhadora mp9.

Combate(Fase 1, Iniciativa):
Resultados de 1d10+Destreza+Raciocínio:

Crowley: 10
Motoqueiro (AA-12):7
Comparsa 01 (M16): 9
Comparsa 02 (12 Pump Action): 9
Comparsa 03 (MP9): 7

Off: Você age primeiro. Lembre-se que não vai demorar muito para a polícia chegar aí.
avatar
Undead Freak

Data de inscrição : 02/05/2013
Idade : 28
Localização : São Paulo - SP

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Undead Freak em Dom Dez 03, 2017 5:10 am

Off:

Atualizando a questão das vagas, os jogadores que estão jogando no momento são o Undead King e o Crowley. Se alguém quiser entrar, ainda tem mais uma vaga.
avatar
Undead Freak

Data de inscrição : 02/05/2013
Idade : 28
Localização : São Paulo - SP

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Undead Freak em Ter Dez 05, 2017 2:44 am


-- Leon --

Resumo:
Força de Vontade: 6/6.
Vitalidade: OK.


Alysha olhava incrédula para a gravação da câmera de segurança. Não dizia uma palavra, mas era possível ver a indignação em seus olhos -- e também pela forma como ela retraia os lábios, como se a qualquer momento fosse praguejar. Não havia som na câmera, mas o conteúdo visual era o bastante para prender a atenção de qualquer um. Leon tomava café em uma xícara, sem também se atrever a dizer nada. Os olhos do delegado estavam grudados no monitor, analisando a cena friamente.

* Triiimmmm!!! *

O telefone do escritório toca uma vez. Nenhum dos dois atende. No monitor, uma gravação de cor azulada e sem vida mostra o que parece ser um homem corcunda, que caminha praticamente saltitando. Ele usa uma máscara que parece ser na verdade um rosto humano arrancado na faca, lembrando muito Leatherface, de O Massacre da Serra Elétrica.

* Triiimmmm!!! *

Alysha parece que nem mesmo respira. O corcunda bizarro empunha uma faca militar. Ele está em um beco escuro, correndo atrás de uma garota que grita e pede por socorro. Mesmo sem som, é evidente que ela está fazendo isso, afinal um psicopata bizarro está atrás dela. Com uma agilidade impressionante, o homem a agarra, enfia a faca em sua garganta e a abre completamente após um movimento em semicírculo, degolando-a de forma violenta. Caída e já sem vida, a mulher começa a ser estripada. Exatamente como nos outros treze corpos encontrados nos quatro meses anteriores.

* Triiimmmm!!! *

Como se não bastasse, o homem arranca os sapatos e a calça do cadáver e, em um movimento sugestivo, coloca seu pênis -- agora ereto -- para fora e começa a estuprá-la, vez ou outra pegando as víceras e esfregando no peito e no rosto.Nessa hora, até mesmo Alysha vira o rosto. Leon decide pausar a gravação agora.

* Triiimmmm!!! *

O delegado finalmente atende o telefone, colocando o aparelho no viva voz com apenas um apertar de botão, ao invés de tirar o fone do gancho e levá-lo a orelha. A voz e as gírias logo denunciam que a pessoa do outro lado da linha é Julius T.

-- Boa noite, "dotô". Um amigo de um amigo meu disse que agora a pouco deu ruim no cemitério. Gente estranha andando por lá e uma garota morta que um ladrãozinho de cobre achou. Achei que você ia querer saber antes que aqueles retardados dos "coletores" cheguem tocando o puteiro naquela bosta.

Leon se limitou a olhar para Alysha.

-- Eu vou com você. Esse cara já foi longe demais.
avatar
Undead Freak

Data de inscrição : 02/05/2013
Idade : 28
Localização : São Paulo - SP

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Beaumont em Qua Dez 06, 2017 8:20 am


Leon era um homem que unia integridade e trabalho duro. Filho de pais de classe media alta e com uma escolaridade bem desenvolvida, sempre foi bastante dedicado ao Corpus da Lei , por dois motivos óbvios. Ser Advogado trazia a ele a sensação de cumprir a lei, mas não lhe dava o poder que ser chefe de um departamento lhe trazia, ser policial já lhe trazia tangivelmente o poder de fazer justiça mas de nada adiantaria se ele não conhecesse a lei profundamente. Aprendeu com o Chefe Irons tudo o que realmente precisava para ser um grande homem da lei. Dedicado, esforçado e profundo, nada do que foi descrito nas linhas anteriores o preparou para a realidade que ele estava presenciando a sua frente. Ele observava a cena desprezivel de um psicopata que realizou diversos atos hediondos e ainda estava vagando pelas escuras ruas de Charleston como se nada fosse um problema. Havia uma personalidade doentia, fragmentada e incoesa protagonizando as cameras de segurança na frente de Leon Sullivan, ele ficou estarrecido por vários minutos enquanto sua mente fervilhava de teorias sobre aquilo, ele sequer moveu a xícara que estava em sua mão congelada e atônica. 


"Mas...Mas...Por Deus que tipo de mente insana faria uma coisa dessas ? Nem mesmo os piores filmes eu poderia imaginar uma coisa assim. Eu não posso acreditar que exista alguém fazendo esse tipo de coisa e ainda seja capaz de fugir por nossos dedos por tanto tempo, olhe pra esse cara ! Ele não tem escrupulos, ele não tem pudor, ele não pode ser real !!"
Minha vontade era de arremessar essa xícara na tela, mas isso não resolveria nada ! Eu olhei para Alysha e o que eu vi foi uma investigadora da homicidios  hesitando em olhar o ato obsceno e doentio daquele sinistro individuo e isso me fez repensar que até mesmo para uma experiente e durona policial veterana com alguns anos anos a mais do que eupegando nesse monte de merda investigativa isso parecia ser pesado. 
Quando finalmente eu me dei por mim, o telefone não párava de tocar, eu puxei o monofone e já esperava que fosse mais noticia ruim, eu estava enganado em partes. A notícia era quente. T estava ajudando mesmo como disse que faria e eu agradeci sem pestanejar , o ruim é que parece que havia outra vítima, isso nunca é uma notícia. Eu me ergui e levei a caneca até a cozinha onde aproveitei para tomar um copo dágua e repassar tudo o que eu ouvi para Alysha, eu aproveitei para oferecer a ela também, eu nunca saberia o quanto ela estava fragilizada com a cena, todo esse tempo trabalhando juntos e ela ainda parece um muro impenetrável aos seus sentimentos. Me resumi a apenas auxiliar no que ela me permitia enxergar 
Leon : O retrato é o seguinte : Mais um corpo, nome ? desconhecido mas é uma garota, outra na verdade. Parece que dessa vez temos a chance de chegar antes daqueles loucos motoqueiros. 
Naquele momento eu aproveito para ligar para o Call Center do meu departamento . Ligo até que alguém atenda, preciso dos meus homens naquele caso.  
Leon ao Telefone : - "Aqui é o Delegado Sullivan, preciso de duas viaturas próximo ao cemitério em no máximo 12 minutos. Peça para que levem armamento pertinente a um conflito com os motoqueiros, reforço preparado se necessário. Preciso da autópsia também, temos um corpo feminino. Pericia local para completar, isso é urgente !" 
Eu precisava ir pessoalmente desta vez, Alysha certamente teria olhos mais clínicos e críticos do que eu e ir a campo com ela sem dúvidas estava sendo bastante produtivo para ánalisar a mente desses idiotas retardados. Assim que chegasse no carro eu faria uma revisão do meu armamento, revólver no coldre, Escopeta na mala do carro , munições no porta luxas e no estojo da cintura. Ligava o rádio pratrilha do carro para ouvir se algum outro DP da cidade também estava ciente do caso e até mesmo para saber se havia outra incursão em andamento. Espero que as patruhas já estejam no caminho ou os policiais em patrulha próximo ao cemitério terão muito o que me explicar se não chegarem em 12 minutos no local...

_________________
/  
Agradecimento a todos os players que gostam da minha narrativa  cheers clown cheers
Melhor Cronica Oficial  = 2008/2009/2010  - A Mascara de Vênus - Herança do Mal
Prêmio Narrador-Grão-Mestre = Por tempo de Narrativa Storyteller
Prêmio Pilar de Vegas = Por Coordenação da Cidade. 
Narrando no fórum desde 2005
avatar
Beaumont
Administrador
Administrador

Data de inscrição : 06/03/2010
Idade : 29
Localização : Aracaju/SE

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Undead King em Qui Dez 07, 2017 5:36 pm

Burke escreveu: -- É essa mesma! Essa mulher tem algo que me assusta. Te digo que não é a cara feia dela, porque cara feia eu vejo um monte todas as noites. Vou te falar que antes eu não acreditava muito nessa merda de bíblia, mas agora... Essa filha da puta tem algo de santo nela. Posso garantir. Quanto aos fantasmas... Também é verdade! Essa merda de cidade sempre teve fantasmas. É incrível como algumas pessoas conseguem ficar ainda mais babacas quando morrem.
- Realmente, aquela piranha me entregou para os caçadores... O líder dos caçadores parece ser influenciado por ela. Puta merda, nunca imaginei que essas porras de fantasmas existiam!
Burke escreveu: -- Porra, garoto... Você tá pedindo demais de mim nas minhas condições. Eu nem tô conseguindo ficar de pé e....Ah, quer saber? Foda-se, eu vou tentar. Pelo menosvocê tá aqui, tentando me ajudar e isso já conta muito. Não vou ser ingrato uma hora dessas.
Era melhor ele tentar do que morrer sem tentar. Checava se a Uzi estava engatilhada e me preparava para carregar o coitado. Só existia um jeito de descobrir se essas balas eram anti-lobisomens.
Burke escreveu: -- Cigarros? Você não teria um queijinho aí, teria?
- Se te servir, tem um pouco de bebida aqui - Abri o cantil e joguei um pouco do conteúdo no chão, afinal até ratos precisam relaxar de vez em quando.

Eu achava que carregar o Burke iria ser difícil, mas puta merda, que cu! Ele era horrível de carregar, pesado e desengonçado! Ele me atrapalhava demais, mas mesmo assim eu conseguia manter o foco no que eu estava fazendo, conseguia ser furtivo na medida do possível. Meus olhos procuravam um bicho saindo do quinto dos infernos, eu estava pronto pra largar o dedo em qualquer lobisomem que quisesse se meter comigo. Mas parecia que o caminho estava livre. Eu estava me sentido com a sorte grande por não ter encontrado com um lupino, estava quase chegando na bifurcação e nada! Isso, quase lá, quase lá! Mas quando finalmente chegávamos na bifurcação...   - Ah não, meu Deus do céu... - O corpo não estava lá! Uma onda de medo passou por mim, o lobisomem, ele tinha pegado o cadáver do caçador. Minha mão começou a tremer, mas eu me controlei, tentei perceber qualquer som, ou movimento, ou o que diabos entregasse a posição do lobisomem, mas Burke voltava pro corpo e me desconcentrava. Minha vontade foi de socar o Nosferatu, o desespero dele estava me deixando desesperado! - Buceta! Calma caralho, calma! Aquele desgraçado do lupino deve tá ocupado com o cadáver, calma! Mas que maldita hora pra você sair do corpo da ratazana! - Isso fodia comigo, na hora que eu precisava descobrir aonde tinha um cachorro gigante, eu não podia! Merda Burke! Eu carregava o desgraçado até a parede do esgoto, encostava ele ali enquanto tentava acalmar ele. Ele iria me atrapalhar naquele estado. - Calma aí, vou ver se tem algo ali na frente. Se um lupino aparecer você larga o dedo no filho da puta! - Eu entregava a Uzi pra ele - Vou lá, relaxa, não vai acontecer nada. - Eu espero... Saquei a pistola do caçador, depois de sussurrar todo aquele papo pro Burke. Fazia o sinal com o dedo que significa "silêncio", e num ritmo rápido mas silencioso, me movo para perto da bifurcação, com a arma já engatilhada, e usando a ofuscação (2). Olharia para os dois caminhos, certificando que o bicho não estava espreitando, procuraria um rastro de para onde ele podia ter levado o cadáver, um barulho ou cheiro, até olharia para o teto, essa situação tava me lembrando o filme do Alien. Seguiria o caminho que levava até o bueiro, caso nada indicasse que o lupino estaria lá pronto pra morder o Piroca aqui. Não iria muito longe, só o suficiente para ter certeza de que o caminho estava livre, tentaria ser rápido. Mas que cidade de merda!
avatar
Undead King

Data de inscrição : 03/07/2015
Idade : 19
Localização : Rio de Janeiro

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Crowley em Qui Dez 07, 2017 7:44 pm

Por um breve momento o sobrinho estava conseguindo contornar a situação até que uma força antiga do início de sua não vida vem átona e de certa forma o controla, a fome e a besta cegam Crowley ao mesmo tempo e num piscar de olhos ele já estava ali, próximo ao chão, sobre o taxista, e o sangue ainda quente em sua boca o fazia lembra das primeiras noites como imortal...

 Mas Crowley havia quebrado seu "disfarce", ao atacar o homem e sugar sua vida abriu brechas para que chamasse a atenção!
 As meninas em desespero saem correndo, o sombrio voltar a controlar seu corpo e percebe toda a movimentação, e graças aos seus anos como militar e seus reflexos rápidos, percebia que o perigo estava por vir, até que os homens armados saem de dentro do bar...

Fudeu!!!
Merda, merda e merda!!!
É melhor eu evitar uma carnificina nesse local e dar o fora antes que cheguem mais abatedores!

 E então Crowley bombeia o sangue que acabaste de ingerir por todo o seu corpo (gastando 01 ponto de sangue em Rapidez) e usa sua habilidade sobrenatural para se mover velozmente, ele corre para uns dos becos do qual viu quando chegou nesse local, e lá vai procurar uma coberta onde consiga evitar de ser atingindo, caso tiros sejam disparados!
avatar
Crowley

Data de inscrição : 02/12/2010
Idade : 27
Localização : Rio de janeiro

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Undead Freak em Sex Dez 08, 2017 10:50 pm

-- Leon --

Resumo:
Força de Vontade: 6/6.
Vitalidade: OK.

Leon escreveu:-- O retrato é o seguinte : Mais um corpo, nome ? desconhecido mas é uma garota, outra na verdade. Parece que dessa vez temos a chance de chegar antes daqueles loucos motoqueiros.

-- Não podemos deixar esses lunáticos idiotas atrapalharem a nossa investigação mais uma vez. Isso está se tornando algo pessoal, Leon. Nada me daria mais prazer do que pegar esse maldito, dando justiça a essas vítimas.

Informação Complementar: Coletores x Polícia:
Ninguém da força policial nunca viu nenhum dos supostos "trabalhos sagrados" que esses "coletores" afirmam ter feito. Ou seja, nenhum homem da lei encontrou algum resquício de vampiro, bruxo ou lobisomem que esses pirados dizem ter destruído. Eles costumam atrapalhar muito os investigadores nas cenas dos  e por isso não são muito queridos pelos homens e mulheres da lei, por assim dizer. O que salva eles de uma encrenca maior com o delegado é o carinho e estima que esses loucos possuem entre os cidadãos -- principalmente os mais idosos e/ou mais supersticiosos.

Leon escreveu:-- Aqui é o Delegado Sullivan, preciso de duas viaturas próximo ao cemitério em no máximo 12 minutos. Peça para que levem armamento pertinente a um conflito com os motoqueiros, reforço preparado se necessário. Preciso da autópsia também, temos um corpo feminino. Pericia local para completar, isso é urgente!

-- Sim, senhor. Como desejar.

Leon e Alysha se dirigiram ao estacionamento da delegacia, onde tomaram lugar na viatura de Leon sem perda de tempo. Dentro do veículo, o policial checa seu armamento e munição, liga a sirene, o rádio e parte cantando pneus, cruzando as ruas da cidade. Quando tirou os olhos da estrada por um momento para ver parceira, ela apontava sua pistola para a janela, simulando mirar em algo.

-- Eu sei que não sou de falar essas coisas e você provavelmente vai me achar uma tola por dizer isso, mas... Eu estou com um mau pressentimento sobre isso. Sinto que alguma coisa muito ruim vai acontecer.

O tempo passava. Não havia nenhum sinal no rádio de que algum outro departamento estivesse ciente da vítima no cemitério da cidade. Passaram-se cinco, sete, dez minutos... Leon estava começando a ficar ansioso. Finalmente, quando sua ansiedade estava prestes a se transformar em raiva, o rádio transmitiu uma resposta.

-- Oficial Donovan aqui! Confirmado um 10-39 no Cemitério Magnólia. Repito! Temos um 10-39 no Cemitério Magnólia! A vítima é uma jovem mulher e...

Um grito alto e arrepiante cortou o relato do oficial. Barulhos de tiro foram ouvidos logo em seguida.

-- Deus do céu! O que está acontecendo?! -- disse Alysha, quase em um brado.

O rádio volta a ficar silencioso. A policial tenta chamar Donovan, mas ninguém mais responde.


Obs: Considere a imagem como sendo de noite.

A dupla chega no local, encontrando o portão principal do cemitério aberto. Uma das viaturas está no portão, com a porta do motorista escancarada. Não há sinal dos policiais. Seguindo a pé e adentrando o cemitério, Leon e Alysha encontram a segunda viatura sem muita dificuldade, graças as luzes da sirene. As portas desta viatura também estão escancaradas, com o agravante de haver sangue na porta do motorista. Não há sinal de nenhum dos policiais. Mais para frente, em cima de uma sepultura, o corpo que Julius T reportou ao telefone...


-- Maldição! Desgraçado! -- Alysha vira o rosto, não suportando nem a visão, muito menos o cheiro. Mesmo com todo o seu sangue frio, a investigadora quase vomitou.

Teste:
Percepção+Investigação (Dif. 7)
Leon: 3,6,8,9,8 - 3 Sucessos.
Alysha: 7,5,3,5,7,2,8,3 - 3 Sucessos.

Vocês dois percebem a mesma coisa. Próxima ao cadáver, há cápsulas de munição, indicando que houve uma luta entre os policiais desaparecidos e alguém. Essas cápsulas formam uma espécie de trilha dispersa em várias direções do cemitério, indicando que os policiais se separaram enquanto estavam em confronto.
avatar
Undead Freak

Data de inscrição : 02/05/2013
Idade : 28
Localização : São Paulo - SP

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Undead Freak em Sex Dez 08, 2017 11:11 pm

-- Philip Diaz, vulgo "Piroca" --

Resumo:
Reserva de Sangue: 12/15.
Força de Vontade: 5/5.
Vitalidade: OK.

- Força +1.
- Destreza +2.
- Ofuscação 2 ativada.

Teste:
Percepção+Prontidão (dif. 8 ): 10,1,9,1,9,9,9,6 - 3 Sucessos.

Tudo indica que você deu sorte. Não há nada de perigoso no caminho.

Amaldiçoando Charleston e puto da vida com a reação de Burke, Piroca toma a dianteira. Mesmo tremendo e com o cu na mão, o Nosferatu engatilha a arma, se preparando para enfrentar qualquer lupino que venha a aparecer. Aparentemente Piroca conseguiu extrair um pouco de boa sorte daquela situação de merda, pois ele conseguiu chegar até a saída sem topar com nada que pudesse ameaçar sua não-vida ou a de Burke. Falando em Burke, o companheiro de clã veio se arrastando feito um verme pelo chão, botando força nos cotovelos. Antes que Piroca pudesse voltar para pegá-lo ou lhe fazer algum sinal de que a barra estava limpa, Burke já estava ali, perto dele.

-- Eu é que não ia ficar esperando lá... "Vamo" embora daqui logo. Me ajuda a subir essa escada, porque eu tô pior que velho de asilo.



Uma porra de um rosnado ameaçador indica que o lupino havia voltado pelo caminho e agora estava virando no túnel em que eles se encontravam. Claro, em uma cidade de merda dessas nada é fácil.

-- Porra! Caralho! Fodeu!!! Me ajuda a subir... Rápido!

Off:
Você tem dois turnos para conseguir fazer o Burke alcançar o topo e dar o fora junto com ele. Se não conseguir, a fera vai topar com vocês e aí...aí vai dar ruim.
avatar
Undead Freak

Data de inscrição : 02/05/2013
Idade : 28
Localização : São Paulo - SP

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Undead Freak em Sab Dez 09, 2017 12:02 am

-- Crowley Darkness --

Resumo:
Reserva de Sangue: 14/15.
Força de Vontade: 09/10.
Vitalidade: OK.

A prioridade de Crowley naquela hora era evitar ser cercado e atingido. Ele precisava sair do campo aberto, então não pensou duas vezes: ativou sua rapidez queimando o sangue recém-ingerido do taxista e se locomoveu com velocidade espantosa até o beco mais próximo, se atirando atrás de uma grande lixeira de metal enquanto os mortais ainda reagiam a visão de sua presença. Por um momento, todos se sentiram perdidos com a agilidade espantosa do Lasombra.

-- Ali! Ele entrou ali! -- dizia um deles.

O trio vinha furioso pelo beco. Por um momento Crowley, que estava ao mesmo tempo escondido e protegido atrás da grande lixeira, pôde avaliar mais claramente o armamento dos seus inimigos.

Testes:
Inteligência+Armas de Fogo (dif. 6)
Primeiro homem: 8,10,7,4 - 3 Sucessos.
Segundo homem: 3,3,1,9 - Falha.
Terceiro homem: 4,1,7,5 - Falha.

Crowley não é exatamente um especialista em armas de fogo, sendo mais proeficiente com lâminas e armas brancas no geral. Ele não consegue distinguir detalhes das armas mais pesadas e modernas, mas ele consegue detalhes interessantes da arma do homem que entra na frente, por ser a mais comum.

Informações em off:



Remington M870 DM

Calibre: 12
Dano: 9
CdT: 1
Pente: 6 (Municiador Destacável)
Ocultabilidade: N
Alcance: 20

Tendo em vista que a arma mais básica do trio já era o suficiente para lhe dar boas dores de cabeça, o Lasombra entendeu que ele não deveria dar bobeira com esses merdas. Eram mortais, mas ainda assim eram mortais bem armados. Não eram bandidinhos babacas com um .38 em mãos.

Testes:
Percepção+Prontidão (dif. = Raciocínio+Prontidão de Crowley)
Primeiro homem: 8,10,7,10 - 4 Sucessos.
Segundo homem: 2,6,7,4 - 2 Sucessos.
Terceiro homem: 1,5,6,4 - Falha Crítica.

Destreza+Armas de Fogo (dif. 6)

Primeiro homem: 7,1,2,10,4 - 1 Sucesso.
Segundo homem: 2,1,2,1,10 - Falha.
Terceiro homem: perdeu o turno, devido a falha crítica no teste anterior.

Destreza+Esquiva (dif. 6)
Crowley (Cobertura/AA-12): 2,9,9,2,5,4,9 - 3 Sucessos.
Crowley (Cobertura/M16): 9,1,6,7,8,6,5 - 4 Sucessos.

-- Te achei, cuzão!

Uma rajada de três tiros da AA-12 alvejaram a grande lixeira, sendo que o último passou rasgando ao lado dela, acertando a parede a frente. Por pouco a cabeça de Crowley não é acertada enquanto ele espiava o que o trio fazia, tendo tempo apenas de se encolher o máximo possível no canto para não ser atingido. O segundo homem disfere uma rajada pequena de m16 na lixeira, imitando o seu amigo. O Lasombra instintivamente deita de bruços, no entanto uma lixeira grande de metal, totalmente cheia de lixo é o suficiente para impedir que as balas não atravessem. O último cara, que vinha mais atrás, simplesmente não tinha visão para atacar, já que o beco era estreito e não permitia que três homens estivessem lado a lado ao mesmo tempo.

Off:

Vou te dar a vantagem. Na sua frente existe uma bifurcação. Você pode adentrar ainda mais o beco pela esquerda ou pela direita, simplesmente dando no pé, ou se preferir, pode enfrentar os mortais armados.
avatar
Undead Freak

Data de inscrição : 02/05/2013
Idade : 28
Localização : São Paulo - SP

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Beaumont em Sab Dez 09, 2017 7:34 am

Leon : - Eu estou com um mal pressentimento desde de que começamos a investigar o culto macabro e essas outras bizarrisses nesta cidade. - Eu balançava a cabeça negativamente, nada no mundo prepara você para aquilo que estava na camera de segurança - Eu costumava ler alguns artigos enquanto morava em Jersey City mas nunca é a mesma coisa do que presenciar uma ação de um serial killer. Ahghh... 





Eu sentia um misto de ódio e repulsa em minha mente, ódio por não ter certeza se conseguiria resolver este caso essa noite. Noite após noite tem sido assim, ele escapa de nossos dedos como água. Eu sinto repulsa de saber que esse "cara" pode ser qualquer pessoa por de trás daquela máscara, um pai de familia que leva sua filha na escola, um politico desses devasso ou até mesmo um próprio membro da força policial. Enquanto eu não soubesse a indentidade desse Leather Face eu não descansaria. Acelerei ainda mais o carro, mas depois percebi que inflingir e arriscar nossas vidas não ajudaria então eu agi com um pouco mais de prudência. Quando o código 10-39 foi acionado eu acelerei outra vez até entrar no cemitério, olhei para Alysha e em seguida para a viatura largada na frente do cemitério, puxei o rádio patrulha e avisei. 


Leon : - Aqui é o Capitão Sullivan do Batalhão A de Charleston. Temos uma viatura largada no cemitério de Magnolia e dois policiais desaparecidos, repito 1 viatura abandonada. Quero todos as viaturas que estiverem pelo menos a 1km de proximidade aqui no cemitério é uma ordem ! 





Eu largava o microfone do rádio sem me preocupar em deixa-lo no gancho. Meu ohar para Alysha era de que não estavamos em um exercicio de treino. Eu deixei o Revolver no Coldre do ombro e fui até o porta malas pegar a escopeta. Carreguei 7 balas e deixei a primeira pronta e engatilhada. 

Leon : - Alysha, me cubra, isso não é um pedido ! Minha vida está em suas mãos. ão vamos cometer o mesmo erro que esses policiais. Vamos ficar unidos custe o que custar, a segurança dos policiais dependem da parceria entre os dois. (Teste de Carisma + Liderança 4 dados se for preciso)


Se separar mesmo que em um momento de desespero não é a melhor das opções. Eu aproveitei que estava ali para tirar uma ou duas fotos do cadaver principalmente do seu rosto, mas não podia perder mais do que alguns poucos minutos. Aqueles policiais ainda poderiam estar vivos e eu pecisava ajuda-los. A pericia ou até mesmo Alysha poderia vir aqui depois e tirar alguma coisa importante do corpo ou da cena do crime, minha preocupação agora era com a vida de Donovan e meus homens. Eu segui na frente com a escopeta em armada, engatilhada e firma na minha mão esquerda, o dedo da mão direita próxima ao gatilho mas sem encostar, minha respiração precisava ser nivelada e meus olhos estavam ávidos pela adrenalina naquee momento. Eu tentava não olhar para trás mas as vezes eu falava algo com Alysha para saber se ela estava me seguindo de fato, ela era meu backup, meu único backup. Eu segui uma das trilhas de balas com cautela caso não visse nenhum dos policias eu gritaria pelo nome de Donovan, eu precisava encontra-lo, ele era um cara de bem e não merecia perder sua vida para um leather face podre como aquele. 

_________________
/  
Agradecimento a todos os players que gostam da minha narrativa  cheers clown cheers
Melhor Cronica Oficial  = 2008/2009/2010  - A Mascara de Vênus - Herança do Mal
Prêmio Narrador-Grão-Mestre = Por tempo de Narrativa Storyteller
Prêmio Pilar de Vegas = Por Coordenação da Cidade. 
Narrando no fórum desde 2005
avatar
Beaumont
Administrador
Administrador

Data de inscrição : 06/03/2010
Idade : 29
Localização : Aracaju/SE

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Undead Freak em Ter Dez 12, 2017 5:51 pm

-- Leon --


Resumo:
Força de Vontade: 6/6.
Vitalidade: OK.

Leon escreveu:- Aqui é o Capitão Sullivan do Batalhão A de Charleston. Temos uma viatura largada no cemitério de Magnolia e dois policiais desaparecidos, repito 1 viatura abandonada. Quero todos as viaturas que estiverem pelo menos a 1km de proximidade aqui no cemitério é uma ordem !

Leon soltou o rádio com tamanha violência que ele ficou pendurado pelo fio, balançando. Ele olhou rapidamente para Alysha que estava tremendo como uma novata. Ela não era nenhuma investigadora caloura, mas ainda assim tremia. Algo ruim estava acontecendo. Não era um caso comum de assassinato. Algo muito diferente ocorria ali, como se fosse algo... Sobrenatural. Leon deixou sua colt no coldre do ombro, indo até o porta-malas da viatura e se armando com uma calibre 12.

Armamento:
Franchi SPAS-12


Calibre:12
Dano: 8
CdT: 4
Pente: 8+1
Alcance: 20
Ocultabilidade: N ou S (Com coronha retraída)

- Uso de bandoleira: Melhor Precisão.
- Modo de Tiro Semi-Automático/Pump-Action.
- Coronha retrátil: Melhor precisão com a coronha estendida.

Informações adicionais:

A Franchi SPAS-12 é uma escopeta de combate de origem italiana, calibre 12 semiautomática, mas que também opera no modo "pump-action" (sistema manual de bombeamento para extrair cartuchos deflagrados e realimentar a arma, tradução recarga deslizante). Por também ser semiautomática não precisa de recarga manual de munição. São efetuados disparos sequenciais (um disparo a cada vez que o gatilho é pressionado) até que seu carregador interno, com capacidade para 8 cartuchos (mais 1 na câmara), fique vazio. Seu poder de imobilização (chance de tirar o adversário de combate, matando ou ferindo) é de 100% quando o disparo é efetuado a uma distância de no máximo 35 metros do oponente. Após esta distância, sua efetividade diminui drasticamente.

Leon escreveu:- Alysha, me cubra, isso não é um pedido ! Minha vida está em suas mãos. Não vamos cometer o mesmo erro que esses policiais. Vamos ficar unidos custe o que custar, a segurança dos policiais dependem da parceria entre os dois.

Teste:
Carisma+Liderança (dif. 6): 4,6,1,7 - 1 Sucesso.

-- Está...Bem! Está bem!

Após recuperar um pouco da sua frieza, Alysha se colocou em formação de cobertura, costa com costa, cobrindo com uma visão em semicírculo toda a retaguarda do delegado, enquanto ele avançava na frente com a escopeta. Antes de prosseguir, Leon tirou algumas fotos do cadáver para uma investigação posterior. Sua prioridade agora era encontrar Donovan e os demais homens. Eles podiam ainda estar vivos. Eram bons homens e certamente não mereceriam um fim daqueles, nas mãos de um carniceiro demente.

Teste:
(Leon) Percepção+Investigação (dif. 9): 9,6,5,2,1 - Falha.
(Alysha) Percepção+Investigação (dif. 9): 6,2,2,8,9,1,7 - Falha

Tomados pela tensão, a percepção dos investigadores é afetada, o que faz com que um detalhe interessante passe batido.

Adentrando cada vez mais o cemitério, vez ou outra checando se Alysha estava atenta enquanto o seguia, Leon era cada vez mais tomado de uma sensação ruim de adrenalina. O suor escorria pelo seu rosto, empapando sua camisa. Sua boca estava seca e seus batimentos cardíacos ficavam cada vez mais frenéticos. Tudo piorou quando, em um pedaço de terra exposta pela luz do luar, Leon se depara com uma mão decepada segurando um revólver .38 spl cromado. Não se pode deduzir de quem é a mão, mas certamente é de um dos policiais.

-- Le...Leon -- a voz de Alysha sai fraca, sufocada. Ela chama pelo investigador e o nome de Leon quase não sai.

Teste:
(Leon) Auto-Controle (dif. 9): 10,10,1 - 1 Sucesso.
(Alysha) Auto-Controle (dif. 9): 8,1,1,9 - Falha.

Ao se virar, uma visão inesperada surge diante de Leon. Embora ele conseguisse manter a calma diante daquilo, Alysha aparentemente entra em uma espécie de choque catatônico. Sua arma cai de sua mão e lágrimas começam a escorrer de sua face, terminando com ela caindo sentada. Embora ela ainda estivesse de olhos abertos, era como se ela tivesse apagado, ficado inconsciente. Alysha sequer falava.



Enquanto Leon encarava a figura fantasmagórica que olhava para ele, um grito de pavor vindo de um grande mausoléu ecoava alto o bastante para tirar a atenção do delegado daquela coisa.

-- Homens mortos não contam histórias... Ou talvez contem! -- diz a voz feminina da aparição apontando para o mausoléu a poucos metros de Leon -- Diga-me, delegado: o senhor acredita em monstros?
avatar
Undead Freak

Data de inscrição : 02/05/2013
Idade : 28
Localização : São Paulo - SP

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Undead King em Qua Dez 13, 2017 3:02 pm

O Nosferatu andava com cuidado, esperando o próprio Satã saltar nele e transformar o vampiro na putinha dele. Os passos eram rápidos mas com cautela, e parecia que Piroca tinha dado sorte. Ele estava perto da saída, podia ver o bueiro, e não tinha nenhum lobisomem por ali. A angústia sumiu um pouco, dando lugar a ansiedade, faltava tão pouco, era só ele buscar o Burke e meter o pé dali! Ele só tinha que tomar cuidado com os coletores que provavelmente estavam lá em cima, nada que a Ofuscação não resolvesse. Lembrar daqueles putos também fez Piroca se lembra da vagabunda santa que o Burke falou, será que eles tinham tesão por ela pra ficarem com uma foto dela junto deles? Vai saber...  Philip guardava a arma na cintura e se virava pra buscar Burke, mas se surpreendia pois o desgraçado já tinha chegado.
Burke escreveu: -- Eu é que não ia ficar esperando lá..."Vamo" embora daqui logo. Me ajuda a subir essa escada, porque eu tô pior que velho de asilo.
Puta que me pariu, Burke tava de sacanagem com a minha cara! Se um lupino tivesse vindo por trás de mim ele teria comido meu rabo em todos os sentidos! - PORRA! Por que não esperou?! Era um negócio rápido meu, até parece que um lupino iria detectar a gente nesse tem.. - A merda de um rosnado interrompia a minha frase...  puta merda Burke, obrigado! Mas eu ainda tinha que ser rápido! - Puta merda, vira mulher, vira mulher!! O bicho tá vindo!!! - Berrei pro Burke, enquanto pegava ele queimando sangue para carregar ele mais rápido (2Pds em Força, e se necessário manter o gasto no turno seguinte para manter a Força eu gasto), botando ele com o corpo em cima do meu ombro, enrolando meu braço sobre a cintura dele para impedir que ele caísse enquanto eu corria até a saída do esgoto. Chegando ali, eu pegaria o Burke com as duas mãos e esticaria meu braço até o alto, se necessário eu pularia ou até arremessaria ele para o alto (1FdV), e logo depois viraria um cara com o corpo forte aleatório que viesse na minha mente (Máscara das mil faces), e tentaria sair dali o mais rápido possível (1FdV).
avatar
Undead King

Data de inscrição : 03/07/2015
Idade : 19
Localização : Rio de Janeiro

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Página 2 de 3 Anterior  1, 2, 3  Seguinte

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum