Cidade de Merda, Noites de Merda.

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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Krauzer em Qui Abr 26, 2018 10:32 pm

Valeu, vou ver se já te envio amanhã mesmo!
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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Undead Freak em Sab Abr 28, 2018 10:22 am

Capítulo II - Mãe de Todas As Merdas.



-- Senhora? Com licença. -- disse Kim Lane timidamente, após bater na porta, permanecendo com os olhos fixos no chão enquanto aguardava permissão de Diana para entrar, parada no batente, sem ousar olha-la nos olhos diretamente.

-- Entre. -- respondeu a Toreador secamente, sem rodeios. Kim deu um ou dois passos, se limitando a parar com as mãos para trás e a cabeça baixa, como uma criança que foi pega aprontando alguma e agora estava aguardando a devida punição.

Diana a encarou e viu que ela estava como sempre esteve. A maquiagem estava borrada e seus olhos vermelhos. O trajeto quase seco das lágrimas ainda podia ser visto em sue rosto, conforme a posição da luz. Seu nariz estava sujo; não apenas de muco pelo choro, como também pela cocaína que ela havia consumido a pouco.

-- Fale logo! Não está vendo que eu estou ocupada?!

Kim se assustou com o grito, quase chegando a recuar um passo por instinto, então disse de forma vaga, reticente e carregada com uma gagueira típica de medo:

-- Sua... Sua convidada chegou.... Mando... Mando ela entrar?

-- Sim. Diga que vou recebê-la. E não volte a mostrar seu rosto patético aqui, a menos que seja realmente importante.

Kim saiu de imediato. Diana levantou-se da poltrona e caminhou uma ou duas vezes pela sala, aguardando sua nova "amiga", enquanto girava lentamente um cálice com vitae em um movimento horário com o pulso direito. Levou apenas alguns segundos para que ela chegasse, sorrindo. Diana sorriu de volta, a abraçou e lhe deu um beijo no rosto, como sinal de boa fé.

-- Vim me reportar, baronesa, como estipulamos no acordo.

-- Seu sorriso me indica que pretende me passar boas notícias. Estou certa?

-- Tivemos alguns problemas, mas nada que não fosse fácil de contornar. De fato essa cidade está um tanto complicada, mas acredito que tudo vai acabar bem no final. A santa trouxe reforços. Nossas fontes apenas disseram um nome: DO-204.

Os olhos de Diana ficaram frios e ainda mais sem vida, se é que é possivel. Como se já soubesse o a Toreador pensava, sua convidada se adiantou.

-- No entanto, o delegado está agora sob o nosso poder, como carniçal. Ter a polícia do nosso lado será útil, visto que somos poucos e o gado muito, sem falar as demais ameaças... Eu também consegui "roubar" um agente da vadia, mas mesmo transformado em um de nós, ele está dando trabalho. Não consegui interrogá-lo ainda.

Diana pareceu intrigada, ao mesmo tempo que aliviada. Ela sabia que estava sendo muito fácil de "ler", mas naquele momento não se importou com isso.

-- Entendo... E quem seria esse seu novo agente?

-- Um padre chamado Uffizi. Eu vim também porque fiquei sabendo que ele está aqui, neste momento. Seus rapazes o resgataram do local do nosso último... desentendimento, não é isso?

Diana sorriu. Sorriu tão maliciosamente quanto foi possível.

-- Me acompanhe, por favor. Fui informado que ele já despertou do torpor.

___________________________________________________________

Uma observação:

Como o King deu uma sumida, eu vou liberar a vaga dele para outro jogador. Caso ele apareça e decida continuar jogando, eu abro uma outra para ele e narro para cinco, ao invés de quatro.

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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Undead Freak em Sab Abr 28, 2018 11:18 am

Leon


Resumo:

Força de Vontade: 6/6
Vitalidade: Ok.



Leon encarava a mulher a sua frente enquanto ela ligava para alguém no celular -- alguém provavelmente igual a ela.

-- Estou aqui com ele. É o nosso quarto refúgio  -- Leon percebeu que ela falava em uma espécie de código. Primeiro ele pensou que ela não queria dizer o endereço real perto dele, mas algo lhe disse que era improvável. Talvez ela só queria tomar cuidado com a linha telefônica -- Venha nos pegar.

Ela foi então até a janela. A janela com os vidros imundos parecia emperrada, mas mesmo assim ela abriu com uma facilidade notável, puxando-a para cima. Ela ficou olhando o céu em silêncio, ignorando Leon, como se ele nem estivesse lá. O delegado a encarava com uma fascinação que ele não conseguia entender. Ele queria beijá-la, queria fodê-la, queria simplesmente acariciá-la, agradá-la... O cheiro dela lhe fazia bem. Ele sentia uma paz estranha perto dela. Ele também se sentia muito mais forte e revigorado. Não era o Leon emocionalmente abalado e fisicamente esgotado de outrora. Ele se sentia cheio de energia, eufórico e cheio de amor; principalmente de amor, por aquela mulher. Ele sabia que ela era um morto-vivo, algo profano e, ainda assim, sentia um súbito, assustador e inexplicável desejo de devoção por ela. Era como estar próximo de algo divino. Ele sequer sabia o nome dela, mas ela significava tudo para ela. Como?! Ele não sabia dizer.

Um longo e agoniante silêncio permaneceu até que o ronco de um motor foi se tornando cada vez mais audível e, depois de estar muito próximo e alto da janela, cessou, dando lugar ao silêncio novamente -- ao menos por alguns segundos.
-- Eles chegaram. Venha. -- disse ela secamente a Leon que, sem saber novamente o motivo, a obedeceu com uma agilidade e disciplina exemplares.

A vampira foi até um sedan preto, de modelo mais antigo. Ao ouvir o "click" da porta, ela a puxou e entrou, fazendo um sinal com a mão para que Leon fizesse o mesmo e fechasse a porta em seguida. Dentro do carro haviam dois homens de ternos negros muito caros e elegantes. Um tinha cabelos compridos, presos em rabo-de-cavalo e usava óculos escuros. O outro era careca, musculoso, mais alto e feio, com uma cicatriz na bochecha esquerda e a orelha mutilada. Eles eram tão pálidos quanto a nova"amada" de Leon e, assim como ela, eles sequer olharam para ele. Era como se Leon fosse um fantasma para os três. Mesmo quando ela falou o endereço da delegacia, ele não ousou perguntar nada. Por alguma razão ele não se sentia confiante para falar com ela normalmente e, de alguma forma, ele começou a sentir confiança nela, mesmo sabendo no fundo que isso era algo absurdo.

O trajeto foi silencioso e sem contato visual por parte dos três. Leon, no entanto, a olhava fascinado e chegou a levantar a mão para acariciar os cabelos dela, mas deteve-se. Pensou que ela não iria gostar disso e então desistiu, embora sentisse uma vontade insana de acariciá-la, beijá-la e despi-la ali mesmo, na frente dos dois estranhos.

Quando o carro parou na frente da delegacia, a mulher finalmente olhou para ele.

-- Meu nome é Anya, e seus amigos estão vivos, em condições semelhantes a sua. Por agora é tudo o que você precisa saber -- Ela então acariciou o rosto de Leon e lhe beijou a boca demoradamente. Ele estremeceu e sentiu um êxtase como nunca antes. Ele sentiu que havia ganhado a noite, por assim dizer. Naquele momento, não havia alma viva ou morta no mundo mais feliz que ele -- Faça o seu trabalho, delegado. Eu o visitarei periodicamente, conforme a necessidade. Me ajude e será recompensado. Se me trair ou me desobedecer, você e todos os seus morrerão, incluindo sua doce Alysha. Agora vá. Sobreviva e mostre que você é digno; mas mais importante ainda: mostre que você é útil.

O carro foi embora com o amor morto-vivo da sua vida, deixando-o na porta da delegacia. Quando ela se afastou, Leon sentiu ser um pouco ele mesmo de novo. Ele não entendia o que aconteceu, não entendia o que o controlava e não entendia como tudo isso ocorreu. Ele só sabia que agora sua casa provavelmente não existia mais, não sabia se o padre ainda existia e não sabia onde estavam seus homens e Alysha. Ele também não sabia como foi se tornar refém, mas sabia menos ainda o porquê de se sentir tão bem como servo de Anya.

Off: Ação livre. Planeje, se organize e veja o que vai fazer em primeiro lugar.


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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Undead Freak em Sab Abr 28, 2018 5:40 pm

Uffizi

Resumo:

Força de Vontade: 6/6
Vitalidade: Aleijado (Agravado, -5)
Pontos de Sangue: 15/15


Uffizi procurava ficar o mais imóvel possível na cama. Qualquer movimento, por menor que fosse, causava um misto de dor lancinante e ardência infernal em todo o seu corpo. Ele se sentia como uma casca dura, ao mesmo tempo que se sentia pegajoso e nojento. Ele olhou para as mãos e viu mãos cadavéricas, deformadas e cheias de feridas, com a pele negra e gosmenta. Ele procurou mover o pescoço o mínimo possível, tentando encontrar um espelho no quarto, mas então se lembrou que, mesmo que houvesse um espelho, não adiantaria nada.

-- Concentre o seu sangue... Consegue fazer isso? -- disse o sujeito que estava com ele no quarto, parecendo mesmo querer ajudá-lo. -- Mentalize-se curado, e contraia um pouco o corpo. Com o tempo você vai aprender a dominar o poder do sangue para fazer isso.


O sujeito loiro a sua frente parecia ser um cara legal para um demônio sugador de sangue -- pelo menos mais legal do que os últimos que ele conheceu na casa do delegado.

Antes que ele pudesse dizer algo, a porta abriu. A primeira pessoa que entrou foi aquela mulher maldita que ele enfrentara com Leon. A outra era uma moça loira, baixinha e mirradinha, mas muito bonita.


-- Boa noite, Uffizi -- começou a mulher loira, em um tom muito cortês -- Meu nome é Diana, e eu sou como você -- ela fez uma referência educada, e então prosseguiu -- A mulher ao meu lado, que você já conheceu em circunstâncias infelizes é Nadine, e esse bom rapaz próximo de sua cama é James -- o rapaz se limitou a erguer a mão em um cumprimento descontraído -- Uffizi, sei que você já tem consciência da sua nova condição, então procurarei ser breve com você: Você foi abraçado, isto é, transformado, por uma razão. você antes estava a serviço de uma conhecida inimiga. Nadine e eu precisamos que você nos revele tudo o que sabe sobre ela e a ordem que antes você servia, como mortal.

Diana se aproximou da cama e sentou-se na ponta, sem encostar no corpo de Uffizi. Por alguma razão ela o deixava calmo. Diana era estranhamente agradável, apesar de ele não entender por quê. Nadine se limitou a ficar encostada na parede, com os braços cruzados e encarando-o friamente.

-- Nadine disse que você está dando problemas e sugeriu que eu o forçasse a revelar as informações. Eu prefiro não fazer isso. Eu o alimentei duas noites seguidas com o meu próprio sangue, para ajudá-lo a voltar a si. Eu particularmente acredito que você será um membro útil em nosso mundo, mas depende de você.

Ela então se aproximou ainda mais e, por alguma razão, ela pareceu agora mais bonita do que era, embora não estivesse tentando seduzi-lo.

-- Foi lhe dada a chance da imortalidade. Foi lhe dada a chance de viver para sempre. Não desperdice isso. O mundo que você conhecia, a vida que tinha... tudo isso se foi. Você agora é um de nós. Não há volta. Junte-se a nós e será muito bem recompensado, jovem criança da noite. Se possui ressentimentos com Nadine pelo ocorrido a três noites atrás, pode ficar comigo aqui. Prometo cuidar pessoalmente da sua segurança e desenvolvimento. Entende o que eu digo? Ajude-me e eu ajudarei.

Diana sorriu. Por incrível que pareça, ela parecia estar dizendo a verdade em cada palavra.

Off: Ação livre. Veja bem o que vai fazer e não se esqueça que você está com laço de sangue nível 2 com Diana. Você não é um escravo dela -- ainda --, mas essa recém-conhecida significa muito para você, apesar de você não fazer a mínima ideia do porquê.



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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Beaumont em Dom Abr 29, 2018 5:30 am

OFF: Undead na ficha que eu mandei para ti, consta o aumento de FDV de 6 para 7. Só para confirmar !  Very Happy

Ainda era noite quando chegamos a delegacia de policia, nada parecia ter mudado fisicamente na estrutura do estabelecimento, eu olhei para trás quase que em seguida assim que Anya se despediu de mim, era triste vê-la partir. Eu não me importava com os outros dois, apesar de ter observado a maioria dos detalhes que ficaram presos em minha mente. O careca de cicatriz e o homem alto de longos cabelos negros. De todos os três, Anya era quem realmente me importava a chamava a minha atenção. Eu respirei fundo e algo dentro de mim era completamente irreconhecível. Eu não sentia mais aquela dor, aquela culpa por não ter conseguido cumprir o meu dever como amigo de Alysha e de Donovan. Meu dever como delegado de Charleston. Tudo a que havia era um sentimento viciante de quer ver e ter Anya de novo ao meu lado. Eu pensei em gritar e pedir que o carro voltasse para que eu pudesse saber como entrar em contato com ela de novo, mas ela se foi tão rápido que não pude. Eu subi os degraus da DP ainda com a mente desligada, entrei no departamento e disse um brando olá pala as meninas da recepção e dizia "Vou tomar um banho as perguntas ficam pra depois" . Minha face estava um lixo, e minhas roupas precisavam ser trocadas, eu já podia caminhar como normalmente sem demonstrar cansaço, mas eu estava completamente aturdido, ainda sem chão e sem rumo. Fui direto para o vestiário, tirei toda a roupa e tomei um longo banho quente. Eu precisava me lavar e de certa forma retirar toda a mácula da luta anterior com Anya, imagens percorreram a minha mente, Donovan, Leather Face, o Capitão George, Alysha e Ufizzi. Quando me lembrei do padre, meus olhos se abriram, me lembei sobre tudo o que ele disse sobre demônios e sobre o inferno. Então me perguntei, 

Leon : - Será que minha alma também foi levada ?

Isso explicaria meu amor súbito por Anya, mas não explicaria o porque. Ela disse que Alysha e Donovan estavam vivos ? Ela se referia ao Padre também ? Confusão martelava a minha mente como milhões de golpes certeiros, eu precisava de uma boa dose de whiskey. Eu terminei o meu banho e troquei de roupas, como eu não tinha muitas roupas no trabalho eu vesti a calça policial e uma camisa branca lisa usada nos treinos de educação física. Eu voltei para o meu escritório, mas não sem antes fitar por um momento o escritório de Alysha e a mesa de Donovan, olhei por alguns segundos e depois continuei a seguir para o escritório, eu sabia que alguém iria me abordar para perguntar de algo. então eu precisava pensar nas respostas. 

Fui até o meu computador, puxei na gaveta uma garrafa de whiskey e tomei um copo para acordar, eu precisava daquilo ardendo na minha garganta para eu despertar ainda mais e tentar tirar um pouco Anya da minha cabeça, o rosto dela não saía da minha mente e aquele beijo também não...

Preciso me focar outra vez, verifico no computador quais são as informações que o departamento tem sobre a noite da explosão em minha casa, sobre a noite do rapto de Donovan e Alysha no Cemitério e quais as informações atualizadas sobre o Leather Face. Agora eu já sei com quem Alysha e Donovan estão, eles são reféns e eu não passo de uma marionete até então...

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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Undead Freak em Seg Abr 30, 2018 8:24 am

Crowley


Resumo:

Força de Vontade: 8/8
Pontos de Sangue: 14/15
Vitalidade: Ferido (Defeito: Ferimento Permanente)



Hotel Vendue, Três Noites Depois...

Crowley descansava no quarto 205, ao lado do quarto de Thalles. Não foi difícil fazer a reserva, apesar do estado alvoroçado da cidade em relação a estranhos. O Lasombra já tinha tido uma pequena amostra do que aquela porra de cidade poderia oferecer nas atuais circunstâncias e o encontro desagradável com aqueles mortais armados lhe deixou claro que ele deveria ser o mais cauteloso e discreto possível. Caipiras são um saco, mas caipiras amparados por caçadores é algo ainda pior.

Como de praxe, Crowley sentiu-se com dor assim que se levantou da cama. O maldito ferimento que voltava toda noite para atormentá-lo estava ali, fazendo sua carne morta latejar; mas isso não importava. Agns estava na cidade e, depois de três noites que Thalles lhe pediu para garimpar as informações restantes, Crowley tinha a oportunidade que tanto esperava.

"Assim que despertar, venha ao meu quarto", foi o que disse Thalles na noite interior. "Vamos discutir a melhor forma de agir, pois isto significa muito mais que Agns". Ele já imaginava que ir atrás do maldito não seria algo simples e, muito provavelmente, ele teria que passar por alguns outros rostos e fazer alguns favores para cumprir a sua meta.

Off: Lá vamos nós. Como é a "primeira postagem", te dou uma liberdade maior, como é de costume. Você pode ir de imediato no quarto de Thalles ou não. Ele vai entender se você se atrasar um pouco.

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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Krauzer em Seg Abr 30, 2018 2:34 pm

Spoiler:


Uffizi acordava assustado, mas seu corpo estava tão dolorido que ele mal podia se mover. A última coisa que se lembrava era de se sacrificar para acabar com dois demônios.

Ele observava os lados, tentando não se mover muito, sentia como se sua pele estivesse em carne viva, e pelo que podia ver de suas mãos, era algo assim mesmo. Ele estava em uma cama, em um quarto, e não estava sozinho:

-- Vá chamar Diana -- disse o mais alto de dois homens próximos a ele -- O Lasombra despertou do torpor.

Uffizi mal tinha forças para reagir. Quem seriam estes homens? De alguma forma ele sabia que eram como ele.

- Q... quem são... vocês? Onde eu es...tou?

Cada palavra lhe causava um esforço descomunal, seria muito difícil se defender nesta situação.

-- Concentre o seu sangue... Consegue fazer isso? -- disse o sujeito que estava com ele no quarto, parecendo mesmo querer ajudá-lo. -- Mentalize-se curado, e contraia um pouco o corpo. Com o tempo você vai aprender a dominar o poder do sangue para fazer isso.


O sujeito parecia se esforçar para ser legal, mas Uffizi havia sido instruído sobre as artimanhas dos demônios sugadores de sangue. Porém, o ex padre sabia que não poderia fazer nada neste estado e tenta se concentrar para se curar, como a criatura havia dito.

Quase no mesmo instante, a porta se abria e Uffizi era surpreendido pela mesma criatura demoníaca que havia enfrentado anteriormente, acompanhada de... uma jovem loira que por alguma razão o acalmava.

-- Boa noite, Uffizi -- começou a mulher loira, em um tom muito cortês -- Meu nome é Diana, e eu sou como você -- ela fez uma referência educada, e então prosseguiu -- A mulher ao meu lado, que você já conheceu em circunstâncias infelizes é Nadine, e esse bom rapaz próximo de sua cama é James -- o rapaz se limitou a erguer a mão em um cumprimento descontraído -- Uffizi, sei que você já tem consciência da sua nova condição, então procurarei ser breve com você: Você foi abraçado, isto é, transformado, por uma razão. você antes estava a serviço de uma conhecida inimiga. Nadine e eu precisamos que você nos revele tudo o que sabe sobre ela e a ordem que antes você servia, como mortal.

A jovem sentava-se na cama, e a sensação de calma aumentava. Seria isso um truque destes malditos? De qualquer forma, ele não tinha muito o que fazer naquele momento.

-- Nadine disse que você está dando problemas e sugeriu que eu o forçasse a revelar as informações. Eu prefiro não fazer isso. Eu o alimentei duas noites seguidas com o meu próprio sangue, para ajudá-lo a voltar a si. Eu particularmente acredito que você será um membro útil em nosso mundo, mas depende de você.

Ela se aproximava mais, e Uffizi quase sentia como se ela fosse uma irmã há muito desconhecida.

-- Foi lhe dada a chance da imortalidade. Foi lhe dada a chance de viver para sempre. Não desperdice isso. O mundo que você conhecia, a vida que tinha... tudo isso se foi. Você agora é um de nós. Não há volta. Junte-se a nós e será muito bem recompensado, jovem criança da noite. Se possui ressentimentos com Nadine pelo ocorrido a três noites atrás, pode ficar comigo aqui. Prometo cuidar pessoalmente da sua segurança e desenvolvimento. Entende o que eu digo? Ajude-me e eu ajudarei.

Uffizi pensava bem em suas palavras.

- Tudo o que eu desejava era jamais ter recebido esta missão ou ter pisado nesta cidade maldita. Gostaria de ser apenas mais uma pessoa ignorante que não sabe da existência de criaturas como vocês, e preferia ter sido morto a ser transformado. Esta imortalidade que vocês oferecem é uma semi-vida de pesadelos, eu nunca escolhi isso, não pedi por isso. Gostaria ao menos de ter tido uma morte honrada e ter a oportunidade de ir para o paraíso com minha alma imaculada, mas isso foi tirado de mim à força! Vocês tiraram tudo de mim!

A visão de Uffizi ficava levemente vermelha e embaçada.

- Eu apenas lhe peço que me diga o porquê de minha vida ter sido destruída! O que vocês procuravam no hotel aquela noite? Onde estava Madre Valesca? Por que eles não compareceram ao ponto de encontro? O que vocês desejam nesta cidade? Qual o objetivo de vocês?
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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Crowley em Ter Maio 01, 2018 1:29 am

Mais um vez a lua se apontava no céu, poderia ser uma noite qualquer onde de costume suas chagas o fazia de se lembra da sua não vida amarga mediante a dor em sua perna, um ferida  eterna para o fazelo lembra de tudo que o levou para esta cidade de merda, poderia estar em um estado pior com tantos caçadores, mas não está tão ruim o quanto esperava, conseguiu se hospedar ao lado de Thalles e já fazia 03 dias nessa merda de cidade sem qualquer perturbação, assim como qualquer tranquilidade antes de uma
tempestade, isso comodava já que o bafo de merda que o guiava até ao presente local disse reportar sua chegada ao seu chefe, claramente ao príncipe da cidade. Mas até o momento o silêncio o perturba.

Teria que se prepara para o pior, agora com suas chagas resolvida ele tentar parece normal, fazendo costumes de quando era vivo no ao despertar, apos o término ele sai do banho, ainda de sunga ele caminha para o quarto, apaga as luzes, se concentra nas sombras, ativa seus sentidos aguçados (auspícios nível 1), eleva seus sentidos sobrenaturais a cada quarto, a cada canto e becos próximos sua localização, nunca se sabe o que se poder ouvir quando está dando uma de curioso...

Após um breve reconhecimento da área ele então se conecta com o abismo, com o ambiente todo escuro e cobertos por sombras ele usa seu conhecimento sobre o abismos para molda-la confirmo seus caprichos, cada técnica após esse conhecimento se tornou mais útil que para muitos lasombra!
Após se sentir conectado ele conjura braços do abismo (Tenebrosidade nível 3),(01 ponto de sangue), ao conjura ele as invocada dos remendo de sombras presente em seu corpo, em seu treinamento aprendeu que: ( livro do clã 3° edição, Pág. 71)"Os Braços do abismo são, obviamente, muito uteis em lutas, mas, também, podem servir em funções que não envolvam um combate. Um tentáculo sombrio pode passar por aberturas muito estreitas( embora seu criador necessite de algum outro meio para enxergar onde ele vai depois disso) e não perde nem força, nem velocida-de por causa da constrição. Um Braço não precisa ser um tencáculo, no sentido de um simples cilindro flexível. Ele pode abrir-se como um leque, dividir-se num nó de fibras entrelaçadas, espalhar-se como uma chapa sobre 0,0 l m~ de qualquer superfície (ou espaço aberto) ou assumir qualquer forma imaginada por seu criador." Com tal conhecimento ele faz com que os tentáculos tenham uma espessura tão fina quanto uma pele, dessa modo ele faz com que os os braços envolva seu corpo por completo parecendo que as sombras tivesse tomando uma forma hominídeo, as sombras pareciam tatuagem sobre  todo seu corpo, desse modo as sombras pareciam uma camada de pele, deixando do topo da cabeça até próximo dos ombros sem as sombras e faz o mesmo para suas mãos as deixando descobertas, das pontas dos dedos até alguns centímetros depois do pulso.
Processo de criação:
Após esse "ritual" de conexão com o abismo ele coloca suas vestes de forma que as sombras ficassem ocultas e pega seus pertences, caso o perímetro esteja limpo ele vai até o quarto do Thalles.
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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Undead Freak em Qua Maio 02, 2018 10:42 am

Uffizi


Resumo:

Força de Vontade: 6/6
Vitalidade: Aleijado (Agravado, -5)
Pontos de Sangue: 15/15


-- Tudo o que eu desejava era jamais ter recebido esta missão ou ter pisado nesta cidade maldita. Gostaria de ser apenas mais uma pessoa ignorante que não sabe da existência de criaturas como vocês, e preferia ter sido morto a ser transformado. Esta imortalidade que vocês oferecem é uma semi-vida de pesadelos, eu nunca escolhi isso, não pedi por isso. Gostaria ao menos de ter tido uma morte honrada e ter a oportunidade de ir para o paraíso com minha alma imaculada, mas isso foi tirado de mim à força! Vocês tiraram tudo de mim!

Nem Diana, tampouco os demais presentes se demonstraram irritados com tais palavras. Todos os vampiros ali tinham uma expressão que se assemelhava muito a o sentimento de compreensão, já que é totalmente previsível que um vampiro jovem, recém-criado esteja confuso, assustado e relutante em aceitar sua nova "vida" e natureza.

-- Semi-vida, você diz? Tem certeza? -- disse Diana em uma fala calma e vagarosa, com um sorriso que podia ser traduzido como piedade -- Me diga, Uffizi: você é o tipo de gente que aceita uma verdade que saiu da boca de terceiros, ou é do tipo que experimenta algo por si próprio para ver se realmente é verdade, ou se ao menos a verdade é como dizem? Veja bem: os humanos nada sabem dessa nossa suposta semi-vida, pois simplesmente não a experimentam. É como afirmar que você sabe o que se passa na cabeça de um lobo sem ser, de fato, um lobo. Entende o que eu digo? É impossível saber tal coisa.

Diana então se levantou e chegou ainda mais perto, parando a poucos centímetros de Uffizi. Ela não lhe causou medo. Na verdade, Uffizi sentia mesmo que ela queria ajudá-lo.

-- Ser um imortal tem lá suas vantagens, para dizer o mínimo... Acredito que agora, estando aqui só entre os nossos, posso ser franca contigo, sim?


De repente a aparência de Diana mudou. Uffizi não achava que Diana podia ficar ainda mais linda, mas ela ficou. Seu rosto, cabelos, olhos, pele... tudo assumiu uma proporção digna dos anjos. Sua beleza era, literalmente, sobrenatural. Uffizi chegou a pensar na palavra "divina", mas se censurou mentalmente e se sentiu ainda mais um pecador por comparar uma vampira daquelas com um anjo. Ele achou que ela estava mudando de forma para ficar mais bela e mais sedutora para persuadi-lo, mas então se assustou, porque percebeu que era exatamente o contrário. Ela estava, na verdade, usando um poder para ficar mais humana e não chamar tanto a atenção. Aquela beleza absurda era a sua verdadeira aparência. Diana tirou sua máscara, por assim dizer, e mostrou o ser que ela realmente era.

Off: Para fins sistemáticos: a aparência de Diana subiu de 5 para 7.

-- Eu não estou acostumada a falar como os mais jovens entre nós falam, mas vou me esforçar, certo? Vejamos... Talvez com estas palavras você entenda: Você estava de quatro, mascando grama enquanto cagava e fazia "Muuu!". Agora você foi tirado do pasto e está entre os fazendeiros, tomando um excelente vinho caro. Viu? Não seja ingrato, meu caro. Nem todos entre nós são pacientes, compreensivos e dispostos a dar uma segunda chance. A maioria de nós, na verdade, não é. Para Nadine e outros, você deu trabalho o suficiente para ser "descartado". No entanto, nas atuais circunstâncias, mais é mais. Precisamos de todos os irmãos sob a mesma bandeira, por assim dizer.

A beleza de Diana era tanto que perturbava Uffizi e embaçava sua visão. Ele agora entendeu: uma mulher daquelas não passaria despercebida jamais nas ruas, mesmo à noite e ainda mais em uma cidade como aquela. Ela não era tola. Foi uma jogada esperta se "enfeiar". Uffizi já tomava noção de como aquela mulher deveria ser poderosa.

-- Eu apenas lhe peço que me diga o porquê de minha vida ter sido destruída! O que vocês procuravam no hotel aquela noite? Onde estava Madre Valesca? Por que eles não compareceram ao ponto de encontro? O que vocês desejam nesta cidade? Qual o objetivo de vocês?

-- Uffizi, aí vai a primeira lição: Nós não desejamos nada nessa cidade, pois ela já é nossa. Apesar da massa mortal ser muito maior do que a quantidade de vampiros no globo, nós sempre controlamos o mundo das sombras. Praticamente todas as cidades estão sob o domínio dos imortais. Os mortais não sabem de nós, e nós os controlamos pela ignorância. O que aconteceu nessa cidade é que os poucos mortais que sabem de nós, chamados de caçadores, ganharam terreno e estão se expandindo cada vez mais. Temos de tomar o controle nessa guerra para tomarmos o controle da cidade novamente, vê? Nessa guerra, Madre Valesca é o comandante inimigo. Ela tem caçadores e caipiras supersticiosos armados como um exército particular. É por isso que sempre andamos entre os mortais sem revelar nossa natureza e, em tempos como este, temos de ser ainda mais cautelosos.

Cada palavra era um choque para o ex-padre. Cada palavra era difícil de digerir com rapidez. A humanidade sempre foi marionete dos malditos. A humanidade sempre esteve um andar abaixo na cadeia alimentar. Quanto mais Uffizi tomava conhecimento disso, mais ele se disiludia. A realidade era terrível.

-- Madre Valesca iria encontrá-lo naquela noite. Ficamos sabendo do encontro, e então aproveitamos para tentar exterminá-la. De alguma forma ela ficou sabendo dos nossos planos e fugiu, sem poder avisá-lo a tempo. O que você deve entender é: se for até Madre Valesca agora, ela não vai tratá-lo como um amigo ou aliado. Ela vai dizer: "Sinto muito, mas você faz parte do inimigo agora", e então vai fazer coisas com você que farão essas queimaduras parecerem meros arranhões. Você é um de nós agora e, por mais que doa, terá de aceitar uma hora ou outra. Isso é normal, no entanto. Muitos de nós tivémos problemas para deixar a humanidade de lado. Levamos um bom tempo para aceitar.

Diana voltou então a ser aquela mulher mais comum, mais humana, apesar de ainda continuar extremamente linda, mesmo entre os padrões mortais.

-- Já falei demais. Vamos todos sair agora e deixar você descansar. Tente se curar. Ferimentos por fogo vão te dar trabalho, mas agora que foi resgato sobreviverá, meu caro. Vou deixar você pensar e digerir tudo o que ouviu, mas lembre-se de uma coisa: você está em prédio que me pertence, e esse local está lotado de cainitas mais velhos, mais fortes e mais maliciosos que você. Não tente nada estúpido. Se precisar de algo, James vai estar do outro lado da porta. Basta chamar por ele.

Todos saíram e deixaram Uffizi na cama, tentando entender tudo o que ouviu. Quando a porta bateu, ele foi tomado por um sentimento agoniante de solidão, e seu coração, que agora não batia, parecia ainda ser capaz de emanar para o seu corpo um medo tão terrível quanto aquele que sentira na casa de Leon, durante o combate com suas "irmãs".

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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Undead Freak em Qua Maio 02, 2018 10:54 pm

Crowley



Resumo:

Pontos de Sangue: 12/15
Força de Vontade: 8/8
Vitalidade:  Ok.

____________________________________________________________________________
Manipulação+Ocultismo (Dif. 7): 8 Sucessos (Especialização: Abismo)
_____________________________________________________________________________

Observações:

- Braços do Abismo Ativado (8 Tentáculos).

Assim que despertou, Crowley foi automaticamente tomado por dois sentimentos: o primeiro foi a dor de seu ferimento; o segundo foi o desagrado da situação atual. Assim que despertou, seu cérebro começou a funcionar rapidamente, fuzilando-o com as lembranças e informações das noites anteriores. Crowley se lembrou do Nosferatu, se lembrou de suas palavras e tomou conhecimento da calmaria que havia na cidade ultimamente. Nada disso o agradava, e ele decidiu que não deveria perder mais tempo. Thalles lhe pediu três noites, e as três noites se passaram.

Ele levou um tempo relativamente pequeno cuidando do seu ferimento e da rotina ordinária, como tomar um banho e separar sua roupa. Antes de se vestir, iniciou um processo muito familiar a ele. É fato que a escuridão em nada incomoda os cainitas, mas para os Lasombra, ela é como uma segunda mãe. Após a conexão mental com a matéria da penumbra, iniciou-se a manipulação. Os tentáculos feitos de sombra entrelaçavam-se em seus braços e expandiram-se por todo o seu corpo, como uma enigmática tatuagem tribal, cada um com uma espessura muito fina, fácil de esconder sob a roupa, muito semelhante ao que os membros da yakuza fazem. Novamente ele tocou o abismo, se tornando uno com as próprias trevas.

Thalles abriu a porta rapidamente após três batidas moderadas. Ele não tinha uma expressão muito feliz no rosto, mas naquela cidade ninguém tinha. Ele fechou a porta e, de uma maneira um tanto agitada, abriu a tela de um notebook que estava em stand by, digitou rapidamente uma senha de dez dígitos e acessou um diretório contendo algumas imagens em formato .bmp, que ele expandiu no visualizador de imagens. A imagem era de um sujeito com uma pose de durão, com um visual a lá Exterminador do Futuro.


-- Talvez você já tenha tomado conhecimento de algo quanto a isso, mas a verdade é que essa maldita cidade está, atualmente, sob o domínio dos caçadores. Este na foto é Hawkins, líder dos coletores, que é como esses caçadores se chamam.

Thalles então mudou para a próxima imagem.


-- Este é o Bispo Lancaster. Alguns dizem que ele está por trás do financiamento desses coletores, mas o verdadeiro líder é esta mulher; uma suposta santa.

A próxima imagem mostrava uma mulher bonita, porém enigmática.


-- Se chama Madre Valeska, pelo o que fiquei sabendo. Alguns dizem que ela realmente tem poderes sagrados, assim como alguns dos caçadores. Quanto a Agns, a informação que consegui é que ele foi capturado. A razão de sua captura eu não sei, mas descobri que ele está sendo mantido cativo em dois lugares possíveis: Na velha catedral da cidade ou em uma antiga fábrica de pregos desativada. Não consegui descobrir com precisão qual deles.

Thalles se levantou e começou a andar de um lado para o outro, refletindo sobre as informações.

-- É muito estranho... Por que um bando de caçadores manteria Agns cativo ao invés de destruí-lo? Poderíamos capturar e interrogar um desses caçadores, mas não sabemos quais deles possui fé, de fato. Precisamos ser muito cuidadosos.

Ele por fim parou, mais calmo.

-- Meu plano é que cada um de nós verifique uma possibilidade. Eu fiz contato com os poucos cainitas desse lugar e eles concordaram em não cruzar o nosso caminho contanto que nós não venhamos a atrair a atenção dos mortais, tampouco venhamos a prejudicá-los. Se está de acordo com o meu plano, qual local deseja investigar? Qualquer coisa que tenha descoberto pode ser útil. Caso não ache boa ideia nos separarmos, sou todo ouvidos para um plano B.

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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Undead Freak em Qui Maio 03, 2018 12:13 pm

Leon

Resumo:

Força de Vontade: 7/7
Vitalidade: Ok.

Era revigorante tomar um banho quente e se livrar daquela roupa empapada de suor. No entanto, embora seu corpo relaxasse, sua mente trabalhava ainda a mil por hora; a única diferença era que ela não estava mais abalada e desgastada como antes. Por alguma razão, a mente de Leon estava estimulada. Vez ou outra a água da ducha soava mais alta, como se uma cachoeira estivesse do lado de seus ouvidos e, quando isso acontecia, ele sentia a água mais quente e caía com mais força em sua pele, chegando até mesmo a incomodar. Essa sensação aguçada de tato e audição alternava vez ou outra, e Leon não sabia o motivo. Era mais um dos mistérios daquela noite.

Voltou ao escritório. Lá, essas anomalias físicas voltaram a acontecer. Vez ou outra a hélice do ventilador soava tão alta que parecia uma turbina gigante. O vento que o aparelho jogava no ambiente era também sentido de forma muito mais acentuada, mais frio. A luz do monitor incomodava os olhos e, em uma das vezes que virou o copo de uísque, ele desceu de forma tão ardente que Leon tossiu, parecendo ácido. A única coisa que Leon se perguntava era "Que diabos está acontecendo comigo?!". Por um momento pareceu ouvir a voz de Anya em sua mente dizendo "acalme-se", mas fora só impressão. Notou que não parava de pensar nela, por mais que tentasse.

Leon acessou a rede privada pelo computador, usando sua senha pessoal. Era um banco de dados que não tinha acesso direto "lá fora", sendo mantido em uma rede da polícia protegida por um firewall constantemente averiguado pelo pessoal da segurança. No banco de dados, ele conseguiu as informações de praxe: "incêndio criminoso", no que se referia a sua casa. "Desaparecidos em ação", e lá estavam os nomes de Alysha e dos outros, seguido da próxima linha do relatório, que dizia "suspeitos não encontrados". Na lista de mortos identificados, lá estava o nome de George. Ele fez menção de buscar algo relacionado a sua pessoa, mas então a mocinha da recepção bate três vezes na porta, estica a cabeça pedindo licença e entra.

OFF: Dê um nome, aparência e personalidade a ela. Como é seu pessoal, prefiro te deixar à vontade para criar, apesar de eu ter criado alguns.


-- Bem... O que posso dizer, senhor? -- diz a menina, parecendo perplexa de ver Leon ali -- Achávamos que estava morto. Ninguém quis entrar aqui para falar com o senhor, então eu vim. Acho que ao invés de bombardeá-lo com as perguntas que o senhor já pode adivinhar, acho melhor deixá-lo falar, pois a verdade é que todos nós estamos perdidos e sequer sabemos o que fazer, agora que tivemos mortes e desaparecimentos estranhos na nossa divisão.

Observações:

Auspícios 1 se manifestou. Agora você possui essa disciplina, apesar de não compreendê-la ainda.

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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Crowley em Sex Maio 04, 2018 2:38 pm

Crowley estava se sentindo mais relaxado, sua conexão com abismo o trás uma certa calmaria assim como qualquer lugar antes de uma tempestade, o sombrio moldava com maestria as sombras, ele não lutava contra ela apenas a direcionava assim como qualquer domador faria com uma fera selvagem, o resultado saiu como esperado, agora poderia user os tentáculos para os 03 fins...

Poderia usar os mesmos para absorver danos, caso fosse atingido exceto, cabeça ou mão mas ainda poderia usar para o segundo fim, usaria o mesmo para esconder sua identidade, fazendo com que as escorresse pelo rosto(cabeça) e mãos, deixei apenas uma brecha para os olhos e por fim realizar outras ações física como atacar. Ou o uso simultâneo das 03 coisas já que dispunha de 08 tentáculos, mas por um breve momento sua felicidade e tirada como doce de criança, Thalles entra no quarto...

Antes mesmo que pudesse dizer algo Thalles o metralha com informações, o sombrio percebe a preocupação em seu semblante e não interrompe, deixando o mesmo terminar seu raciocínio, e com uma calmaria terminar de se vestir e ajustar suas duas roupas. Após toda a linha de raciocínio e informações​, Thalles o indaga com algumas perguntas a respeito de um suposto plano em quanto caminha feito louco pelo quarto!

É amigo, estou muito impaciente, mas tem algo que não está me cheirando bem - afirmava mentalmente a idéia, pega sua bengala e então arranha a garanta para falar!!

-Bom velho amigo, também é muito bom vê-lo novamente - dizia Crowley sorrindo. - Fez um excelente trabalho, agora já sabemos quais peças dessa engrenagem não devamos confrontar, mas antes  queria dizer que essa calmaria me perturba, assim que cheguei consegui a ajuda de um Nosferatu da cidade que me guiou por lugares mais seguros e disse reportar minha presença pra seu chefe, e ele sabia até seu nome é quarto que estava hospedado...
-E por 03 noites não recebi uma visita se quer?
-Concerteza tem algo de errado, não só com o fato de Agnes está sendo mantido como prisioneiro mas também por esse passe livre só qual falou, tavez estejam tendo problema mais sérios...
- Bom, já temos dois possível locais, mas antes de irmos poderíamos pesquisar um pouco mais sobre esse dois lugares, olhamos mapas para traça rota de fuga e também pontos de observação, já que você mesmo disse que alguns caçadores também contém fé, e para manter um vampiro cativo sem uma estaca no peito e algo que pode vir a nos surpreende.
- Façamos assim, vamos para o telhado desse prédio, vamos localização esses lugares pelo mapas e traçamos umas rotas de fuga e pontos de observações, ai traçamos um plano, ok?


O sombrio já teria confortado por acidente um grupo desses caçadores pelo caminho, queria agir com mais caltela já que eles são forte mente armados e bastantes corajosos, um confronto direto poderia chamar muito atenção!
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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Beaumont em Sab Maio 05, 2018 4:00 pm

Eu estava verificando o máximo que podia as informações sobre o que aconteceu de acordo com as fontes que a policia obteve, era extremamente difícil manter os olhos focados na tela do computador claro daquele jeito, a cada 10 minutos eu precisava fechar bem os olhos e respirar, uma dor de cabeça se fez presente desde então, até mesmo respirar estava estranho, cada fungada era um carnaval de cheiros, o álcool da garrafa de Whiskey Jack Daniels presente de Donovan, o cheiro de hortelã daquela planta que fica na frente do meu escritório, até aquilo eu podia sentir e era estranho. Perdi a vontade de beber depois do ultimo gole, Goerge e os outros policias ainda estavam mortos, Alysha e Donovan ainda desaparecidos e muita coisa ainda precisava ser resolvida. Foi então que eu tive a curiosidade de ver o que tinha sobre mim, eu me lembrei que o Culto Macabro era bem maior do que eu poderia imaginar, eles tinham pessoas até mesmo ali, na delegacia de Charlerston, mas antes que eu desse enter a Oficial Donaghy, uma policial do setor administrativo apareceu para me assombrar um pouco. 



Spoiler:

Oficial Donaghy escreveu:-- Bem... O que posso dizer, senhor? -- diz a menina, parecendo perplexa de ver Leon ali -- Achávamos que estava morto. Ninguém quis entrar aqui para falar com o senhor, então eu vim. Acho que ao invés de bombardeá-lo com as perguntas que o senhor já pode adivinhar, acho melhor deixá-lo falar, pois a verdade é que todos nós estamos perdidos e sequer sabemos o que fazer, agora que tivemos mortes e desaparecimentos estranhos na nossa divisão. 

Leon : - Droga Donaghy !!! Da próxima vez não bata tão forte ! 

Parecia que a garota havia usado um martelo na porta de madeira. 

Leon: - Me faça o favor de reunir todos no auditório, todos os que estiverem aqui e grave o pronunciamento para que possa passar depois para os que não estiverem de plantão. Eu vou dar as novas coordenadas. 

Eu precisava sair dali e ficar em um lugar mais silencioso, por esse motivo fui o primeiro a chegar no auditório e me sentar. tentei organizar as coisas que iria dizer mentalmente e comecei a treinar o discurso. 

Leon : - Senhores e Senhoras do Segundo Batalhão de Charleston, hoje será o dia que entraremos definitivamente em situação de calamidade. Ou seja, a cidade passa por um perigo do qual vai além de nossas habilidades. Tivemos mortes trágicas de nossos oficiais...

Treinei diversas possibilidades de contar a todos sobre tudo o que ví e nenhuma delas pareceu de uma forma que todos não me achassem louco o suficiente para me afastarem do cargo de delegado. Esperei que todos chegassem. Inclusive, Donaghy da qual eu pedi que gravasse o meu pronunciamento. Eu podia escutar cada passo naquele andar e iss ainda era estranho, era como se eu estivesse sob efeito de alguma droga potente. Esperei que todos se juntassem para que eu pudesse começar o pronunciamento e avaliar cada um dos que estão ali. 


OFF: Farei o pronunciamento no próximo post depois que todos estiverem reunidos.  

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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Krauzer em Ter Maio 08, 2018 8:58 am

-- Ser um imortal tem lá suas vantagens, para dizer o mínimo... Acredito que agora, estando aqui só entre os nossos, posso ser franca contigo, sim?

Então a aparência da succubus mudava para algo próximo ao que Uffizi imaginava que um anjo deveria ser. Por um momento ele se sentiu culpado por ter pensado isso, mas a aparência dela ia além de tudo o que ele jamais havia visto. E o pior de tudo, de alguma forma, Uffizi sabia que esta era sua verdadeira aparência.

-- Eu não estou acostumada a falar como os mais jovens entre nós falam, mas vou me esforçar, certo? Vejamos... Talvez com estas palavras você entenda: Você estava de quatro, mascando grama enquanto cagava e fazia "Muuu!". Agora você foi tirado do pasto e está entre os fazendeiros, tomando um excelente vinho caro. Viu? Não seja ingrato, meu caro. Nem todos entre nós são pacientes, compreensivos e dispostos a dar uma segunda chance. A maioria de nós, na verdade, não é. Para Nadine e outros, você deu trabalho o suficiente para ser "descartado". No entanto, nas atuais circunstâncias, mais é mais. Precisamos de todos os irmãos sob a mesma bandeira, por assim dizer.

Ela parecia estar sendo sincera em seu desejo de acalmar o ex frade, mas ele ainda sentia um horrível mal estar com sua situação. Um mal que ia muito além das queimaduras em sua pele.

-- Eu apenas lhe peço que me diga o porquê de minha vida ter sido destruída! O que vocês procuravam no hotel aquela noite? Onde estava Madre Valesca? Por que eles não compareceram ao ponto de encontro? O que vocês desejam nesta cidade? Qual o objetivo de vocês?

-- Uffizi, aí vai a primeira lição: Nós não desejamos nada nessa cidade, pois ela já é nossa. Apesar da massa mortal ser muito maior do que a quantidade de vampiros no globo, nós sempre controlamos o mundo das sombras. Praticamente todas as cidades estão sob o domínio dos imortais. Os mortais não sabem de nós, e nós os controlamos pela ignorância. O que aconteceu nessa cidade é que os poucos mortais que sabem de nós, chamados de caçadores, ganharam terreno e estão se expandindo cada vez mais. Temos de tomar o controle nessa guerra para tomarmos o controle da cidade novamente, vê? Nessa guerra, Madre Valesca é o comandante inimigo. Ela tem caçadores e caipiras supersticiosos armados como um exército particular. É por isso que sempre andamos entre os mortais sem revelar nossa natureza e, em tempos como este, temos de ser ainda mais cautelosos.

-- Madre Valesca iria encontrá-lo naquela noite. Ficamos sabendo do encontro, e então aproveitamos para tentar exterminá-la. De alguma forma ela ficou sabendo dos nossos planos e fugiu, sem poder avisá-lo a tempo. O que você deve entender é: se for até Madre Valesca agora, ela não vai tratá-lo como um amigo ou aliado. Ela vai dizer: "Sinto muito, mas você faz parte do inimigo agora", e então vai fazer coisas com você que farão essas queimaduras parecerem meros arranhões. Você é um de nós agora e, por mais que doa, terá de aceitar uma hora ou outra. Isso é normal, no entanto. Muitos de nós tivémos problemas para deixar a humanidade de lado. Levamos um bom tempo para aceitar.


As frases geravam um misto de sentimentos no recém criado. A succubus realmente parecia estar sendo sincera com ele, do contrário poderia apenas dizer que a madre o havia abandonado propositalmente ou algo do tipo. Porém, o comentário deles já dominarem a cidade lhe causava algo que beirava o pânico. Eles já haviam vencido a guerra, eles dominavam a humanidade como se fosse gado e a igreja não possuía força suficiente para combate-los.

-- Já falei demais. Vamos todos sair agora e deixar você descansar. Tente se curar. Ferimentos por fogo vão te dar trabalho, mas agora que foi resgato sobreviverá, meu caro. Vou deixar você pensar e digerir tudo o que ouviu, mas lembre-se de uma coisa: você está em prédio que me pertence, e esse local está lotado de cainitas mais velhos, mais fortes e mais maliciosos que você. Não tente nada estúpido. Se precisar de algo, James vai estar do outro lado da porta. Basta chamar por ele.


Quando a porta se fechava, lágrimas rubras molhavam seu rosto desfigurado. Aquilo era demais para ele, eram muitos sentimentos conflitantes, e ele sentia o peso do mundo em seus ombros. Uffizi sempre havia sido alertado para fazer o que era certo em detrimento daquilo que era fácil, mas aquilo tudo era demais para ele, nem em seus piores pesadelos ele se imaginava em uma situação como aquela.

Teria Deus realmente o abandonado? Ou seria apenas mais um teste? No momento ele não tinha poder algum para sair dali e enfrentar os demônios, mas o que seria de sua alma caso se juntasse a eles? Aliás, ele ainda possuía uma alma para ser salva?

As dúvidas e o remorso o corroíam por dentro. E quanto aos sentimentos pela Succubus? Ela estava sendo sincera com ele, ele podia sentir isso em seu âmago, mas seria apenas mais um truque dos demônios?

Uffizi ainda não sabia o que fazer, então tenta dormir e se recuperar, na esperança de que alguma solução surja. Até lá, ele ao menos iria evitar qualquer tipo de confronto e se preciso, entrar no jogo deles.
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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Undead Freak em Ter Maio 08, 2018 8:52 pm

Uffizi

Resumo:

Força de Vontade: 6/6
Vitalidade: Aleijado (Agravado, -5)
Pontos de Sangue: 10/15

Uffizi estava sentindo a mais temível sensação, tanto para os mortais quanto para os próprios imortais. Ele sentia o vazio. Era um ser amaldiçoado, perdido e esquecido, com nada além de tristeza e do vazio em si. Não podia sentir a luz de deus com ele, não podia sentir a humanidade de outrora e tampouco sentia-se esperançoso de um dia voltar a ser o que era. Não era como um pesadelo. Era o pesadelo tornado realidade. Os demônios que um dia havia jurado combater eram agora sua família, seus semelhantes e o mais próximo que ele tinha de amigos. Embora seu coração carregador de dor e tristeza lhe gritasse que era essa a cruel realidade, ele tentava relaxar.

Concentre o seu sangue... Consegue fazer isso?
-- as palavras de James ecoaram em sua mente. Uffizi desejou descansar, desejou se recuperar. Ele não entendeu como fez, apenas fez. Ele apenas se concentrou, desejou... Sentiu uma reação no seu organismo profano. Sentia-se cansado, ao mesmo tempo que um bem estar lhe tomava o corpo. Ele percebeu que mais uma vez, de forma inconsciente, estava fazendo uso de mais um de seus novos dons. Embora os ferimentos ainda não demonstrassem melhora aparente, ele de alguma forma sabia que havia dado o primeiro passo em regenerar-se como os demais vampiros faziam.

Um súbito sentimento de frio entrou em conflito com o calor momentâneo que sentia. A temperatura do quarto caia de forma bruta. Antes que Uffizi pudesse se perguntar o que acontecia, ele viu, diante de si, a materialização incompleta do seria um espírito infantil. Uma menina morta olhava-o, causando uma sensação horripilante.


-- Não se preocupe, vampiro. Eu não vim lhe fazer mal
-- dizia a criança -- Eu tentei conduzir o seu amigo delegado nessa situação, mas ele não foi tão cauteloso quanto eu sugeri... -- A aparição não lhe demonstrava hostilidade de forma alguma -- Pode falar comigo, se quiser. Eu escolhi aparecer apenas para você, então os demais não vão me ver ou ouvir.

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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Undead Freak em Ter Maio 08, 2018 9:16 pm

Leon

Resumo:

Força de Vontade: 7/7
Vitalidade: Ok.

-- Droga Donaghy !!! Da próxima vez não bata tão forte !


Donaghy ficou sem reação por um momento. A garota não compreendeu a reação do delegado. Ela não havia batido forte na porta, mas decidiu não criar caso.

-- Me faça o favor de reunir todos no auditório, todos os que estiverem aqui e grave o pronunciamento para que possa passar depois para os que não estiverem de plantão. Eu vou dar as novas coordenadas.

-- Pode deixar, chefe
-- disse ela amistosamente, deixando a sala logo em seguida.

Leon abandonou o escritório com relativa pressa. Não só precisava ensaiar o discurso, como também precisava de um pouco de paz e silêncio. No começo o trajeto até o auditório fora um verdadeiro inferno. As luzes ardiam seus olhos, as vozes irritavam-no como se fossem trovões e os ventiladores faziam sua pele se arrepiar como se estivesse nevando. Até mesmo o cheiro de uma xícara de café a metros de distância era sentido como se Leon estivesse encharcado da bebida. Conforme andava, a intensidade sensorial alternava. Não se sabe se foi pelo desespero ou pela raiva que a situação causava, mas Leon começou a perceber que ele podia se concentrar e controlar essa nova "anomalia", ora expandindo, ora retraindo o alcance de seus sentidos. Por sorte ele aprendeu a fazer isso antes dos discurso.

- Senhores e Senhoras do Segundo Batalhão de Charleston, hoje será o dia que entraremos definitivamente em situação de calamidade. Ou seja, a cidade passa por um perigo do qual vai além de nossas habilidades. Tivemos mortes trágicas de nossos oficiais... -- Leon falava calmamente, escolhendo de forma cuidadosa cada palavra, montando mentalmente o seu "script". Ele se calou cerca de meia hora depois, quando os primeiros policiais entraram e começaram a tomar seus respectivos lugares. Em poucos minutos mais o auditório estava cheio, com cada membro da delegacia encarando Leon. Alguns cruzavam as pernas, outros os braços, alguns limpavam a garganta em uma tosse fajuta, mas todos estavam ali, inquietos, aguardando o delegado falar.

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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Undead Freak em Ter Maio 08, 2018 10:05 pm

Crowley

Resumo:

Pontos de Sangue: 12/15
Força de Vontade: 8/8
Vitalidade:  Ok.

Thalles ouviu o que Crowley dizia, sem interrompê-lo. Crowley foi um bom ouvinte durante seu momento eufórico, então nada mais justo do que dar a ele uma oportunidade de se expressar da mesma forma.

-- O chefe desse lugar é uma anciã Toreador. Seu nome é Diana -- começou ele, calmamente -- Eles tem sim outros problemas maiores, como você disse, e não é de se espantar que saibam sobre você e eu, já que a primeira coisa que descobri foi que ela tinha feito uma aliança em segredo com o sabá para controlar todas as pragas que caíram ao mesmo tempo nessa bosta de cidade. É aquilo: cada um faz o seu trabalho sem pisar do calo do outro. Ao menos por ora é assim.

Thalles então abriu um terminal a parte no notebook. Crowley não entendeu muito dos comandos seguintes, mas tudo indicava que Thalles estava acessando outro computador remotamente sem permissão (a.k.a invadindo).

root@swordsnet:~# ftp
ftp> open
(to) 192.168.0.24
220 ProFTPD 1.2.10 Server (ftp.astranet.org) [192.168.0.24]
Name (ftp.astranet.org:swordsnet): anonymous
331 Password required for anonyomuos
Password: *************
230 Anonymous access granted, restrictions apply
Remote system type is UNIX.
Using binary mode to transfer files.
ftp> cd spygames
250 CWD command successful
ftp> get blueprints.tar.gz
local: blueprints.tar.gz remote: blueprints.tar.gz
200 PORT command successful
150 Opening BINARY mode data connection for blueprints.tar.gz (24264 bytes)
226 Transfer complete
24264 bytes received in 0.17 secs (141.4451 kB/s)
ftp> close
221 Goodbye.
ftp> quit
root@swordsnet:~#



-- Agradeça aos malkavianos dessa merda de lugar por isso
-- disse mais a si mesmo do que para Crowley.

Thalles executou mais alguns comandos, descompactando um arquivo chamado blueprints.tar.gz, o que lhe deu mais duas imagens em formato .bmp.




-- A primeira imagem é a fábrica. Essa planta é atual e é o esboço de uma casa que pretendem fazer por cima dela. Dá para ter uma noção do lugar por aí, ao menos em questões de espaço. A segunda é a catedral. A fábrica é velha e possuí dois andares. Não é maior do que o galpão de uma doca. Já a catedral tem um tamanho considerável, bem mais difícil de cobrir por uma única pessoa. Postos de observação certamente haverão, mas nada óbvio, é claro.

Thalles percebeu que já estava ficando frenético mais uma vez, matracando.

-- Bem, já que o trabalho logístico ficou por minha conta, vou deixar você montar a estratégia. Seguirei tuas decisões, afinal esse tipo de coisa é melhor deixar nas mãos de alguém que já foi soldado.

Off: Você tem total liberdade para planejar. Pode analisar o local por satélite, visitar os lugares de forma discreta, tomar nota de tudo o que lhe parecer relevante, etc. Se for preciso a gente adianta isso por trocas de mp, para economizar posts curtos de apenas detalhes.

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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Crowley em Qua Maio 09, 2018 3:16 pm

Crowley falava pausadamente com Thalles, e tinha sua atenção, após os questionamentos de Crowley sobre quais seriam os planos, Crawley se silência, o sombrio parecia ter passado sua tranquilidade para Thalles, ele por sua vez começar a falar pausadamente, informa que quem manda na cidade e uma mulher, Diana era o nome dela, informa também sobre a aliança entre o Sabá e Camarilla, afinal essa era uma terra de ninguém, onde a fé dominava junto com outros seres sobrenaturais, Thalles então entende o que Crowley falava e começa a dar uns comando, Crowley se concentra para gravar o que seu amigo estava fazendo, um dia poderia precisar. Thalles mostra as plantas dos dois suposto cativeiros em seguida seu amigo volta a falar feito louco...
Thalles escreveu:-- A primeira imagem é a fábrica. Essa planta é atual e é o esboço de uma casa que pretendem fazer por cima dela. Dá para ter uma noção do lugar por aí, ao menos em questões de espaço. A segunda é a catedral. A fábrica é velha e possuí dois andares. Não é maior do que o galpão de uma doca. Já a catedral tem um tamanho considerável, bem mais difícil de cobrir por uma única pessoa. Postos de observação certamente haverão, mas nada óbvio, é claro.
-- Bem, já que o trabalho logístico ficou por minha conta, vou deixar você montar a estratégia. Seguirei tuas decisões, afinal esse tipo de coisa é melhor deixar nas mãos de alguém que já foi soldado.

O sombrio prestava atenção em tudo, memorizava as plantas dos dois locais, então seu amigo o endaga...

-- Realmente você tem uns truques muito útil, mas para invadir um lugar não precisa ser um soldado, basta apenas não ser um idiota- dizia tais palavras sorrindo e continua
-- Então vamos ao plano, assim como você disse da segunda planta eles também precisaríam de muitos recursos para proteger um lugar tão grande, então vamos deixar esse por último, vamos nos concentrar na fábrica e precisamos ter informações sobre o lugar para isso precisamos colher dados, vamos até o ponto de observação, veio preparado?

O sombrio queria saber se Thalles teria mais recursos já que ele próprio veio apenas com uma bagagem e não dava para levar muita coisa (descreve itens possíveis para a missão), e em seguida continua...

-- Vamos fazer um reconhecimento no perímetro, ver quantos homens têm protegendo o local, depois precisamos saber contra que tipo de armamento vamos ter que enfrentar, ver se existem câmeras de vigência e equipamentos de segurança no local e por último ter a certeza se do que procuramos está nesse local...

--Vamos, leve seu Notebook vamos precisar dele, pegue suas cosias, e entre no Google mapas para temos imagem do local e achamos pontos de observações.

O sombrio pega sua benga - katana, uma Adaga que ficara presa pelos tentáculos na parte inferior de sua panturrilha por baixo de suas calças!
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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Beaumont em Dom Maio 13, 2018 6:27 am

Esperei até que estivessem a maioria acomodados. Eles não pareciam surpresos, pelo menos não os veteranos que já haviam visto eu fazer aqui duzias de vezes. Eu costumava realizar pronunciamentos não com tanta frequência, mas aqueles homens e mulheres, cada um com suas vidas mais diferentes possíveis, alguns estavam ali tarde da noite lutando para levar um sustento para suas famílias, outros apenas por uma satisfação pessoal. Eu conhecia a vida de cada um deles, alguns mais superficialmente do que outros. 

Leon : - Senhores e Senhoras do Segundo Batalhão de Charleston, hoje será o dia que entraremos definitivamente em situação de calamidade. Ou seja, a cidade passa por um perigo do qual vai além de nossas habilidades. Tivemos mortes trágicas de nossos oficiais...Isso com certeza deixou todos vocês preocupados. A partir de agora, a investigação sobre o caso do Culto Macabro e o assassino serial Leather Face passa a ser de orientação da policia Federal. Um grupo de agentes deve chegar em breve a cidade e se as coisas continuarem nesse estado certamente teremos a intervenção dos militares, tudo isso para assegurar as vidas não só de homens e mulheres civis de nossa cidade Charleston mas também a vida de vocês, membros de nosso pelotão. As vidas de Donovan, Alysha, George e todos os policiais do pelotão A da divisão de Charlerston não serão esquecidas ! Era isso que eu queria dizer.  

Finalizei o discurso com um golpe firme de punho fechado no pedestal de madeira apenas para mostrar minha firmeza e indignação. Nem tudo o que eu disse era verdade ali, mas eu precisava passar essa informação, tanto para acalmar os meus homens quanto para que eles saibam que não é mais importante que eles fiquem perguntando sobre o que houve. Eles nunca iriam acreditar em uma história que envolvesse fantasmas, demônios e uma mulher imortal que tomava tiros na testa vinda do próprio inferno. 

Aproveitei o momento em que eu realizava o discurso para prestar atenção em cada um dos que estavam ouvindo se essa informação vazasse e eu sei que iria é porque alguém daqui realmente esta o fazendo. Estranho como agora eu podia perceber com mais atenção as nuanças das pessoas, me foquei nisso, se alguém mudou a respiração para algo mais ofegante ou dilatou as pupilas na hora que eu falei dos federais. Definidamente o Culto macabro não quer uma cidade infestada de policia, repórteres aqui. Quanto mais eles chamam a atenção menor ficará o cerco para eles e eu farei questão de tornar isso uma verdade.

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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Krauzer em Sex Maio 18, 2018 10:02 am

A solidão e o desespero eram os únicos companheiros de Uffizi naquele quarto. Após se concentrar muito, ele conseguia curar ligeiramente suas feridas, mas ainda não era o suficiente.

Um frio pior que o de sua depressão começava a envolve-lo, e quando ele se virava para o lado, via a forma fantasmagórica de uma menina materializada no local.

-- Não se preocupe, vampiro. Eu não vim lhe fazer mal -- dizia a criança -- Eu tentei conduzir o seu amigo delegado nessa situação, mas ele não foi tão cauteloso quanto eu sugeri... -- A aparição não lhe demonstrava hostilidade de forma alguma -- Pode falar comigo, se quiser. Eu escolhi aparecer apenas para você, então os demais não vão me ver ou ouvir.

Tempos atrás, a primeira ação do ex frade seria realizar uma prece para afugentar o espírito.

- Quem é você? Por que decidiu aparecer para mim?

Talvez se tratasse apenas de uma alucinação... de qualquer forma, Uffizi tinha pouco a perder falando com ela.

- Eu me sinto totalmente destruído e abandonado, não tenho mais razão para viver neste mundo, mas temo por meu destino quando morrer. Minha alma foi maculada, não sei se existe redenção, e mesmo que exista, não faço ideia de como alcança-la neste estado!

Nem o próprio Uffizi sabia o motivo de estar desabafando para um espírito desencarnado, mas no momento era a única "pessoa" que tinha próxima para isso.
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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Undead Freak em Dom Maio 20, 2018 9:24 pm

Uffizi

Resumo:

Força de Vontade: 6/6
Vitalidade: Aleijado (Agravado, -5)
Pontos de Sangue: 10/15

-- Quem é você? Por que decidiu aparecer para mim? -- perguntava Uffizi, de forma cautelosa.


-- Eu sou uma vítima deles, como você; a diferença é que eu estou totalmente morta. Meu corpo morreu e minha alma se desprendeu das limitações materiais, diferente de você, cujo corpo está morto mas ainda serve de hospedeiro para uma alma que não é mais natural... Eu recobrei o que nós chamamos de "consciência astral". O nome que eu tinha, a aparência... Nada mais importa, vê? Era como se eu estivesse ensaiando um personagem. Esta sou eu agora.

A voz do espírito era estranha. Soava como se viesse de vários lugares ao mesmo tempo, penetrando na mente de um jeito bizarro, ao mesmo tempo que causava um sentimento "oco", como se a vida em si fosse a coisa mais insignificante do universo, apesar de ser a mais preciosa para os mortais.

-- Eu me sinto totalmente destruído e abandonado, não tenho mais razão para viver neste mundo, mas temo por meu destino quando morrer. Minha alma foi maculada, não sei se existe redenção, e mesmo que exista, não faço ideia de como alcança-la neste estado!

-- Foi como eu lhe disse: Eu morri e tudo o que eu fui não importa mais. Isso nós temos em comum, vê? Esqueça deus, esqueça sua vida. Você é o que é agora. Sua melhor esperança é manter-se dentro dessa casca morta e sobreviver como puder. O mundo do outro lado, deus... Tudo isso não é muito otimista, de qualquer forma. Até os anjos caem, ex-padre... Acredite, eu já vi. A utopia da luz é algo que raramente se concretiza; nesse mundo ou no outro.

A menina se aproximou e flutuou. Ela agora estava acima de Uffizi. Ele podia ver os seus pés acima da cabeça dele. Embora não estivesse mais olhando-o nos olhos, ela continuou a falar.

-- Essa cidade é assombrada por muitas vítimas de sua nova família. Não vim aqui atrapalhá-los. Não me importa. Você pode confiar nessa Diana, inclusive. Ela realmente quer ajudar. Tudo o que eu quero é vingar-me do vampiro que me matou. Enquanto ele existir, estarei presa aqui, pela força do ódio, da ira e da tristeza de um fim prematuro.


A aparição começou a se desbotar aos poucos, perdendo sua forma material, se tornando cada vez mais transparente.

-- Eu o deixarei descansar agora, mas voltarei em breve. Eu irei propor um acordo quando eu voltar: lhe ajudarei no que puder, contanto que você me ajude na minha vingança. Não se preocupe com deus, padre. Deus odeia todos nós...

E então ela sumiu, deixando Uffizi digerir o que lhe foi dito.

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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Undead Freak em Seg Maio 21, 2018 2:49 pm

Leon

Resumo:

Força de Vontade: 7/7
Vitalidade: Ok.

-- Senhores e Senhoras do Segundo Batalhão de Charleston, hoje será o dia que entraremos definitivamente em situação de calamidade. Ou seja, a cidade passa por um perigo do qual vai além de nossas habilidades. Tivemos mortes trágicas de nossos oficiais...Isso com certeza deixou todos vocês preocupados. A partir de agora, a investigação sobre o caso do Culto Macabro e o assassino serial Leather Face passa a ser de orientação da policia Federal. Um grupo de agentes deve chegar em breve a cidade e se as coisas continuarem nesse estado certamente teremos a intervenção dos militares, tudo isso para assegurar as vidas não só de homens e mulheres civis de nossa cidade Charleston mas também a vida de vocês, membros de nosso pelotão. As vidas de Donovan, Alysha, George e todos os policiais do pelotão A da divisão de Charlerston não serão esquecidas ! Era isso que eu queria dizer.

Conforme Leon dizia as palavras, era fácil para ele perceber a forma com que cada espectador reagia. Alguns respiravam de forma mais ofegante quando os federais eram mencionados, outros se mostraram inquietos o discurso todo; alguns poucos ficaram totalmente frios e controlados, mas no geral, todos ali estavam indignados, querendo agir, querendo resolver as coisas com as próprias mãos. O domínio da nova habilidade vinha rápido.

-- Senhor? -- dizia um dos rapazes, após levantar a mão. Era um dos recrutas. Um jovem nos seus vinte e poucos anos. -- Me desculpe, mas o envolvimento federal levará algum tempo, sim? O que devemos fazer até lá? Não faz muito tempo que tivemos de prender algumas pessoas. Arroaceiros que provocavam um tumulto. Eles falaram de um tiroteio próximo ao bar. Também falavam de vampiros e criaturas malignas rondando as ruas durante a noite e disseram que não estamos fazendo nada, que tudo está ficando nas mãos dos coletores.

Leon sabia muito bem quem eram os coletores. Antes eles pareciam ser apenas um bando de caipiras estúpidos que caiam nas boas graças do povo supersticioso da cidade -- principalmente dos idosos -- No entanto, depois do que ele presenciou, talvez os coletores não fossem apenas caipiras loucos com armas.

-- Minha dúvida, senhor, é: Qual a nossa prioridade? Quais são as ordens até que os federais cheguem?

Leon facilmente notou que a postura de todos mudou e que os homens estavam prestes a elevar as vozes e iniciar uma confusão. Eles, a contra gosto, iriam deixar as perguntas sobre os homens mortos e desaparecidos de lado, mas Leon não podia esperar que eles ficassem de braços cruzados esperando os federais ou o exército resolverem tudo.

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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Undead Freak em Seg Maio 21, 2018 3:42 pm

Crowley

Resumo:

Pontos de Sangue: 12/15
Força de Vontade: 8/8
Vitalidade: Ok.

Thalles levou Crowley até o perímetro onde se encontrava a fábrica, local que Crowley sugeriu primeiro, estacionando a menos de dez metros do local.

-- Não se preocupe. Eu fiz uma coisinha nesse carro aqui. Ele não vai ser visto; pelo menos não com facilidade.

Ele então ligou o seu notebook. Enquanto todo o processo de boot e login era feito na máquina, Crowley prestou atenção no local a sua frente.


Era um local afastado, pouco convidativo e, de certa forma, dava arrepios.

-- Ofuscação...
-- diz Thalles, olhando fixamente para o telhado -- Sete pelo menos, com fuzis de precisão... Uf! Esses caras estão levando essa merda realmente a sério.

Thalles abre a imagem do local pelo google maps. Não revela muito além do que já é possível ver. Se trata de uma construção isolada, com um córrego passando na parte de trás, algumas cercas velhas com falhas, mato crescendo aos arredores e muros pixados, vidros quebrados e portas enferrujadas.

-- Tem a justa imagem do que eles querem passar, mas é óbvio que essa porra de lugar só parece abandonada para mortais. Vê ali? Acima da porta? A falha na estrutura? -- Crowley olha e vê que uma das chapas acima do portão está entortada para cima, o que cria um buraco parcialmente exposto -- Eu aposto que ali tem uma câmera de visão noturna. Já vi um truque parecido ontem. Ela fica escondida na escuridão, enquanto o metal levemente inclinado para cima ajuda de cobertura. Isso significa que... se tem uma câmera, tem mais; e câmeras podem ser controladas a distância por terceiros...

Thalles então faz um desvio com o carro tentando cobrir as direções seguintes. O córrego atrás da fábrica é sujo, lotado de porcarias. Do outro lado, Thalles vê uma luz quase imperceptível acima de uma das janelas -- tão pequena que poderia ser confundida com um reflexo exterior.

-- Ai está... Se você ainda tinha dúvidas de que tinha alguém lá dentro...


Thalles analisa mais uma vez a imagem por satélite, tomando nota.

-- Há uma porta de trás, próxima do córrego, mas parece tão selada quanto a da frente. Acima ficam as janelas e depois os telhados, com snipers ofuscados... Além da entrada da frente e e da entrada de trás, não parece haver outra forma de entrar, a menos que haja uma passagem secreta ou alguma coisa assim. Na minha opnião os caras não iam guardar um lugar tão bem assim a troco de nada, mas é tarde demais para julgar.


O Tremere então abre o porta-luvas. De lá ele tira um ponto (comunicador) e um pen drive.

-- Se você conseguir entrar sem ser detectado, podemos nos manter informado com esse comunicador. No pen drive tem um cavalo-de-tróia que uma malkaviana programou. Ele não é detectado por firewall, por anti-virus ou por nenhuma ferramenta do sistema. Se você achar algum computador lá dentro, provavelmente vai estar controlando as câmeras. Se você colocar esse cavalo-de-tróia nele, eu vou poder entrar por uma porta de trás, e aí posso controlar as câmeras e te passar pelo ponto o que te aguarda. Bem, são apenas ideaias e recursos. É o que temos por enquanto. Como deseja prosseguir?

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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Beaumont em Sex Maio 25, 2018 7:55 am

Por mais que tivesse tentado encontrar o informante que estava vazando informações sobre a polícia para o Culto Macabro do Leather Face, eu não percebi nada, apenas rostos apreensivos ou ávidos por emoção. Entre eles estava um jovem, precisei responde-lo como forma de sanar a indagação de várias pessoas ali. 

Leon : - Nós faremos o que todo policial foi designado e jurou fazer. Servir e proteger a população de Charleston. 

Fui incisivo nas palavras, com os punhos fechados eu soquei levemente o altar de pronunciamento, um punhado da minha franja deslizou pelo meu rosto e eu continuei. 

Leon : - Nós estamos sem os nossos melhores investigadores, perdemos policiais, amigos ! Mas do que nunca faremos o nosso papel na cidade, os federais irão continuar as investigações e coordenar a cidade, mas nós iremos patrulhar as ruas em grupo, enviar relatórios, reúnam os boletins de ocorrência e verifiquem os pontos e que a hostilidade é maior, quero sempre duas viaturas atuando juntas ou seja no minimo 4 policiais em cada patrulha, usem os rádios em cada patrulha, não vamos perder mais homens ! Não quero nenhum de vocês fazendo tolices, irei fazer um pronunciamento no jornal da cidade. 

Dei uma pausa para pensar e continuei 

Leon :  - Donaghy ! Entre em contato com o Jornal de TV local e diga que eu quero fazer um pronunciamento, peça para o prefeito me ligar urgentemente também. Pessoal estamos entendidos da nossa nova formação ? PATRULHEM os locais com maior numero de Boletins de ocorrência da cidade. Em Duplas de Patrulha ou seja 4 policiais no mínimo ! 

Caso não houvessem mais perguntas eu iria me preparar para a conversa com o prefeito e o meu pronunciamento na TV, mas não antes de voltar no computador do meu escritório e fuçar o máximo de informação sobre os coletores, se algum deles ainda estava enjaulado em uma cela, onde eles poderiam ser encontrados. De alguma forma eles se tornariam a chave para que eu pudesse salvar Alysha e Donovan se é que eles ainda estivessem vivos.

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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Krauzer em Qui Maio 31, 2018 1:28 pm

- Eu sou uma vítima deles, como você; a diferença é que eu estou totalmente morta. Meu corpo morreu e minha alma se desprendeu das limitações materiais, diferente de você, cujo corpo está morto mas ainda serve de hospedeiro para uma alma que não é mais natural... Eu recobrei o que nós chamamos de "consciência astral". O nome que eu tinha, a aparência... Nada mais importa, vê? Era como se eu estivesse ensaiando um personagem. Esta sou eu agora.


Ela era um espírito desencarnado, alguém tão amaldiçoado quanto ele.

-- Essa cidade é assombrada por muitas vítimas de sua nova família. Não vim aqui atrapalhá-los. Não me importa. Você pode confiar nessa Diana, inclusive. Ela realmente quer ajudar. Tudo o que eu quero é vingar-me do vampiro que me matou. Enquanto ele existir, estarei presa aqui, pela força do ódio, da ira e da tristeza de um fim prematuro.


A aparição começava a se desvanecer enquanto dizia que iria voltar.

Ele não sabia se podia confiar na palavra da aparição, mas que escolha tinha? Era certo que sua nova "família" deveria ter feito muitas vítimas que agora passavam por um tormento sem fim e precisavam de descanso. Era uma tarefa moral dar a estas vítimas um fim para seu suplício.

A fantasma lhe disse que podia confiar em Diana, então será que alguns deles poderiam não serem tão ruins assim? Em todo caso, ele precisaria se recuperar antes de qualquer coisa, então se concentrava mais uma vez para tentar se curar.

-1FDV e -5PS

Spoiler:

Após muitos minutos de esforço, ele se sentia levemente melhor, mas percebeu que não conseguiria se curar mais do que isso até que tivesse mais repouso. Ele poderia fazer um trato com a aparição, matando seu algoz e em troca ela poderia lhe oferecer algo. Liberdade? Não, não havia liberdade nesta condição amaldiçoada... mas talvez ainda houvesse uma esperança. A taça que ele carregava enquanto era carbonizado ainda existiria? A aparição seria capaz de consegui-la para ele?

Um pingo de esperança começava a brotar no coração frio e morto do padre. Talvez ainda houvesse uma saída afinal!
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