Cidade de Merda, Noites de Merda.

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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Beaumont em Sex Mar 23, 2018 7:02 pm

Meus olhos se focavam no meu perimetro, eu pisquei para arregalar meus olhos e não piscar mais, a adrenalina estava a mil e eu com certeza atiraria em qualquer coisa que se movesse...Essa foi a espectativa mas não a realidade. 

Me deparar com Alysha trouxe a mim uma chance de esperança, de que tudo o que eu estava vivendo poderia ser tomado de volta ao que era antes. Eu não podia atirar, era Alysha quem estava bem na minha frente. Eu guardei a arma no mesmo instante e avancei até ela sem nenhum medo. 

Leon : - Alysha !! Finalmente você está viva ! 

Eu iria abraça-la para poder senti-la mais uma vez e saber que aquilo não era mais uma loucura da minha cabeça. Foi então que ainda sem acreditar que estava tocando em seu corpo e em seu rosto continuei a conversa. 

Leon : - Está tudo bem agora Alysha. Como assim, "te disseram para trazer o padre de volta" tem alguém aqui com você ? Você foi refém de alguém, ou melhor tem alguém aqui com você ? 

Eu olhei quase que imediatamente para o padre e naquele momento eu acho que o meu raciocinio começou a voltar. 

Leon : - Padre, veja como está a condição do Capitão e mantenha a sua postura defensiva. Tem mais alguém aqui Alysha ??? 

Perguntei com o tom de forma firme e se possivel segurando a cabeça de Alysha para ela olhar nos meus olhos, ela parecia em um transe, cansada e meio drogada talvez. Eu saquei o revolver do capitão e tentei trazer Alysha para a nossa formação. Havia mais alguém ali ? 

Leon : - Alysha me ouça bem ! Onde está Donovan ? Quem disse para você levar o padre de volta ? 

Meus olhos sempre fitavam o Padre quando eu falava dele, alguém queria o padre, ele era importante para alguém. Leather Face talvez. 

Leon : - Alysha, você viu o Leather Face ?

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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Krauzer em Seg Mar 26, 2018 5:43 pm

Uffizi ouve uma voz chamando Leon e se vira instantaneamente para aquela direção. Uma jovem loira e bela, porém suja e maltratada olhava para ele. Ele fez menção em disparar, mas no exato instante que seu dedo puxaria o gatilho, ela falava:

- Eles me enviaram... Me disseram que eu precisava pegar o padre de volta... para ser libertada. --

Ainda em posição defensiva e com a arma apontada para ela, o padre percebe que Leon conhecia a garota.

Leon : - Alysha !! Finalmente você está viva !

Enquanto Leon se aproximava da moça, Uffizi o alerta:

Uffizi: - Leon, não se aproxime dela, ela não é mais quem você conheceu! Não acredite no que ela diz!

Leon pede que ele veja a condição do capitão. Uffizi se abaixa e tenta tocar o pescoço de George para perceber o palpitar de seu coração, mas não tirava os olhos da menina por um segundo sequer, ainda mirando a arma carregada nela, à espera de qualquer atitude hostil.
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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Undead Freak em Seg Mar 26, 2018 7:54 pm



Teste(Uffizi):
Percepção+Medicina (dif. 6): 7,2,3,9 - 2 Sucessos.

Quando viu Alysha, Leon guardou a arma e correu até ela. Ele estava tão eufórico e feliz que mal se preocupou em ver se alguém mais rondava a casa, ou se algum perigo similar estava a espreita. Leon tocava a moça e abraçava. Estava muito feliz por ver que era ela. Alysha, apesar do estado semicatatônico, estava ali na sua frente, mais uma vez. Como se tivesse tido todas suas forças exauridas, a moça mal conseguia responder uma da enxurrada de perguntas que saiam da boca do delegado.

Enquanto isso, Uffizi verificava a condição de George. O padre percebeu, sem nenhuma dificuldade, que o pescoço do capitão da Swat estava quebrado. Havia uma coloração negra que se expandia na região atingida e, a julgar pela aparência do osso que quase perfurava a carne, George havia perdido a consciência antes de sufocar.

Leon escreveu:- Alysha, você viu o Leather Face ?

Uffizi acabou por captar a última pergunta de Leon quando voltou a prestar atenção nele e em Alysha. Pelo estado em que a garota estava, o padre logo percebeu que em boa coisa aquele diálogo não iria acabar.

Uffizi escreveu:- Leon, não se aproxime dela, ela não é mais quem você conheceu! Não acredite no que ela diz!

-- Alysha, venha cá!

Uma voz feminina ecoou por trás de Uffizi e Leon. Uma voz feminina com um certo tom imperativo. Quando a dupla se virou, ali estava uma mulher.


Teste(Uffizi):
Coragem (dif. 9): 10,6,9,5 - 2 Sucessos.

Teste(Leon):
Coragem (dif. 9): 9,6,8,6 - 1 Sucesso.

Ela estava ali, estranhamente exuberante, como se tivesse saído do nada. Ela estava ali o tempo todo? Não tinha sido percebida? Caso sim, como isso foi possível? Nem Uffizi e nem Leon sabiam o que fazer ou falar. Assim que ela chamou, Alysha caminhou para perto dela como um zumbi sem vontade e, sem esboçar nenhuma reação, se sentou no chão e abraçou a perna da mulher, permanecendo nessa posição de uma forma que parecia sequer respirar.

-- Boa noite, delegado -- começou ela, em um tom cortês-- Me perdoe pela entrada dramática e por esse infeliz incidente com o seu amigo, mas eu preciso pegar o jovem padre que está com você. Ele precisa vir conosco porque ele nos pertence. Ele não tem mais lugar entre vocês, compreende? Se me entregá-lo sem resistência, eu lhe devolvo sua preciosa Alysha. Caso contrário, não vai gostar de ver o que eu farei com esse rostinho lindo dela, entendeu?  

Aparentemente a mulher não tinha nada de ameaçador. Na verdade, era muito bonita e seu tom de voz era sedutor, mas por alguma razão havia algo nela que incomodava, que intimidava. Uffizi e Leon conseguiram manter-se frente a ela, mas era como se a mulher emanasse uma espécie de vibração ruim, como uma energia genuinamente maligna e inumana.

-- E então? Temos um acordo? -- diz ela sorrindo, deixando grandes presas visíveis.

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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Krauzer em Qui Mar 29, 2018 10:38 am

Uffizi podia facilmente perceber que George estava morto, e quando alertava Leon, uma voz feminina falava:

-- Alysha, venha cá!

Uma mulher aparecia lá dentro como se sempre estivesse ali. Esta não era um demônio qualquer.

A menina caminhava até ela, se senta e abraça a perna da mulher como uma criança precisando da mãe. A tensão do local era palpável, e a cena exaltava ainda mais os ânimos presentes.

-- Boa noite, delegado -- começou ela, em um tom cortês-- Me perdoe pela entrada dramática e por esse infeliz incidente com o seu amigo, mas eu preciso pegar o jovem padre que está com você. Ele precisa vir conosco porque ele nos pertence. Ele não tem mais lugar entre vocês, compreende? Se me entregá-lo sem resistência, eu lhe devolvo sua preciosa Alysha. Caso contrário, não vai gostar de ver o que eu farei com esse rostinho lindo dela, entendeu?  

-- E então? Temos um acordo? -- diz ela sorrindo, deixando grandes presas visíveis.

Como um Succubus, ela era terrível em sua beleza. Uma criatura como esta não deveria existir.

Uffizi esperava a resposta de Leon, sua arma agora apontada para a cabeça da mulher. Ele preferia morrer a ir com eles, e lutaria até o último segundo na esperança de redimir sua alma antes da morte.
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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Beaumont em Qui Mar 29, 2018 3:20 pm

Alysha estava severamente abalada e isso refletia diretamente no modo dela de se portar, a garota parecia manipulada de alguma forma, uma lavagem cerebral realizada em um dia ? Isso era impossivel, ela não passou mais do que algumas horas e isso pode ser efeito de algum tipo de psicotropico forte.

Leon : - Calma nós podemos chegar a um acordo, me diga onde está Donovan o policial que estava com Alysha, o que você fez com Alysha e o que você pretende com isso, a sua brincadeira chamou muito a atenção na noite passada, nós temos a delegacia de Charlerston as forças especiais e até o prefeito no caso, me diga o que pretende fazer com o padre e depois eu decido se ele irá ou não com você.

Eu poderia consegur finalmente um interrogatório, é claro que naquelas condições eu era a base fraca mas eu não poderia deixar ela pensar isso, as perguntas eram de meu interesse, mas o meu objetivo principal era conseguir tempo o suficiente para sacar a minha pistola.

Leon : - Escute lady ! Eu venho investigando o Leather Face a muito tempo, este é o caso da minha vida, o Culto macabro e suas ações estão fugindo do padrão comum de investigação, ora vocês parecem um Culto fanático e ora parecem apenas um bando de loucos exatamente igual ao Leather Face, noite passada eu tive o desprazer de encontrar com cara totalmente deformado que mais parecia ter sido abortado do que um nascimento, então escute bem. Você pode me matar aqui, Alysha e o padre, mas nós estamos avançando nas investigações e eu tenho outros que sabem tanto quanto eu, Julius T entre outros que vão continuar, então que tão você me dar Alysha, o Padre e eu te dou o Calice que encontrei, isso um calice que eu encontrei nas mãos do Culto Macabro e que talvez seja a maior prova investigativa que o FBI poderia ter para dar continuidade em Charleston, você não quer o FBI aqui piorando a sua vida não é ?

Eu respirei fundo por que por mais que eu estivesse tentando intimidar aquela mulher a jogar toda a merda no ventilador, eu sequer teria certeza que Julius iria fazer isso e o pior, comigo, Alysha, Donovan e o padre morto...Do que adiantaria ? Alguém irá pega-los cedo ou tarde, mas eu preciso ser forte. 

Tudo o que eu falei não passava de mero engodo para qe eu tivesse tempo de sacar a pistola e disparar o máximo de balas possveis contra aquela maldita desgraçada. 

Leon : - Padre AGORAAAA !!!!


(Disparo um tiro contra a mulher visando o seu rosto sujeito , 1 FDV no tiro)

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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Krauzer em Seg Abr 02, 2018 1:25 pm

Leon parecia pretender negociar com a mulher, mas Uffizi não pretendia que eles entregassem a taça a ela, e já estava pronto para interceder, quando de repente percebe que era apenas um plano do mesmo para distrair a criatura demoníaca.

Leon : - Padre AGORAAAA !!!!

Uffizi ouve o disparo de Leon, e aproveita o fato de também estar mirando a cabeça da mulher, e dispara diretamente em sua cabeça.

OFF: Também gasto 1FDV no disparo.
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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Undead Freak em Ter Abr 03, 2018 12:36 am

--- Leon & Uffizi ---

Resumo de Leon:
Força de Vontade: 3/6
Vitalidade: Ok.


Resumo de Uffizi:
Reserva de Sangue: 12/15
Força de Vontade: 3/6
Vitalidade: Ok.


Testes:
Obs: Mirar (Cabeça) = Dif. +2

[Leon]Raciocínio+Armas de Fogo (Dif. 8 ): 4,1,1,10,4,3,7,9 (+1 FdV) = 1 Sucesso.
Dano: 8 (.50 Magnum) + 1 (da Manobra Mirar), total 9.
[Ufizzi]Raciocínio+Armas de Fogo (Dif. 8 ): 2,5,4,8,2 (+1 FdV) = 2 Sucessos.
Dano: 6 (.44 Magnum) + 2(+1 Sucesso + 1 da Manobra Mirar), total 8.
Resolução de Dano:

[Mulher (Disparo da .50 de Leon)]Vigor [5](Resistente)+Fortitude [5](Dif. 6): 8,6,7,10,9,6,4,10,9,10, 9,6,2 = 11 Sucessos.
9 de 9 pontos absorvidos.

[Mulher (Disparo da .44 de Uffizi)]Vigor [5](Resistente)+Fortitude [5] (Dif. 6): 10,4,8,10,3,9,3,4,10, 8, 6, 6, 7 = 9 Sucessos.
8 de 8 pontos absorvidos.


A dupla disparou quase que ao mesmo tempo, tendo sido o projétil de Leon que alvejou o alvo um pouco antes do disparo do padre. O projétil .50 era ainda mais terrível do que o .44 que Leon estava acostumado. A arma produziu um estouro assustador e o tranco foi desagradável. Mesmo segurando a arma com firmeza, aquele canhão de mão nada modesto fez seus punhos latejarem com uma dor repentina; no entanto tudo aparentava que tinha valido a pena. A cabeça da mulher foi jogada para trás violentamente com o impacto do projétil.

Vindo logo atrás, com uma força apenas um pouco mais fraca, um projétil magnum .44 cortou o ar após Uffizi ter puxado o gatilho. Seu tiro acertou o pescoço da mulher, fazendo-a cambalear com o segundo impacto, quase vindo a cair no chão. A cena, que poderia ser descrita como uma vitória para ambos, logo se provou o contrário. A  mulher, que foi claramente alvejada por dois potentes projéteis, se recompôs sem dificuldade, olhando-os de forma fria e predatória. Sua cabeça e pescoço não exibiam sequer uma marca, quando deveriam possuir enormes buracos.

-- Não poderia esperar tolice menor de um mortal patético e uma criança-da-noite igualmente digna de pena. Vocês fizeram suas escolhas, então que seja!

Uffizi tremeu. Estava claro para ele que ele não estava diante de uma morta-viva ordinária. Esta fazia parte das grandes, por assim dizer. Se Uffizi estava em choque, Leon estava muito pior. A mente mortal do delegado não podia processar como aquela mulher, que havia sido alvejada na sua frente na cabeça e no pescoço, falava com ele como se nada tivesse acontecido. Ele sentiu suas pernas bambearem e sua visão ficar turva. Ele temeu ter outro colapso ali, naquele momento, pois sabia que isso significaria não somente sua morte, como também de Alysha e seus demais homens.

Iniciativa:
[Leon]6+3 = 9
[Uffizi]5+2 = 7
[Mulher]9+7 = 16

Ordem:

1 - Mulher.
2 - Leon.
3 - Uffizi.

Testes:
[Mulher, Ofuscação 4]Carisma+Furtividade (Dif. 5): 6,8,10,7,3,10 = 4 Sucessos.
[Uffizi] Raciocínio+Coragem (Dif. 5):  6,5,9,4,3,7 = 4 Sucessos.
[Leon] Raciocínio+Coragem (Dif. 9):  9,1,10,1,6,8 = Falha.

A estranha vampira recuperou o seu sorriso habitual e, em uma gargalhada breve e frenética, simplesmente desaparece na frente da dupla. Uffizi e Leon não conseguem mais vê-la ou ouvi-la. Uffizi, após presenciar tal bizarrice, consegue se manter firme, apesar de tudo. Ele sabe que isso não é nada bom. A maldita os atacará assim que eles baixarem a guarda, aproveitando-se da vantagem traiçoeira.

Leon está completamente aparvalhado. Como se não bastasse ter visto a mulher falar depois dos tiros, ele agora a viu desaparecer diante dos seus olhos. Mesmo para um mortal que já viu fantasmas, aquilo é completamente bizarro. Ele se sente impotente, incapaz de agir. Uffizi percebe o quão o delegado está vulnerável. Como se não bastasse se preocupar com um súbito ataque traiçoeiro, agora ele terá de se preocupar (talvez?) com a segurança de Leon.

Off: De acordo com as regras, Leon está confuso e incapaz de agir por dois turnos. Ele pode gastar 1 fdv para cada turno para agir normalmente, ou perderá a vez no combate para cada turno em que ele não gastar fdv (até o máximo de 2, quando a confusão dissipar).

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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Beaumont em Qua Abr 04, 2018 9:37 pm

O tiro de uma calibre .44 acertou em cheio a mulher...Mas absolutamente nada aconteceu, eu só poderia estar delirando outra vez, fuga da realidade, toda essa loucura acontecendo deveria estar sendo demais para mim. 

-- Não poderia esperar tolice menor de um mortal patético e uma criança-da-noite igualmente digna de pena. Vocês fizeram suas escolhas, então que seja! 

Meu dedo não conseguia deslizar pelo gatilho outra vez. Meu raciocinio parou, minhas ideias desapareceram no momento em que eu me vi incapaz de demonstrar algum perigo para aquela mulher, se é que aquilo era realmente uma mulher e foi nesse momento, somente neste momento em que todas as palavras insanas de um padre fanático fizeram sentido e quase sussurrando eu repeti. 

Leon : - "Demônio..." 

O padre não estava errado em nem louco, ele de fato havia sido amaldiçoado, aquela mulher não iria morrer por que ela já estava morta. Eu queria engolir a seco mas eu mal conseguia me mover, deixei a pistola do Capitão escorregar da minha mão. Eu estava completamente sem ação...

E para completar ela começou a sorrir como o verdadeiro simbolo da morte. Talvez eu já estivesse morto e aquilo fosse o inferno da cultura do frade, a menininha fantasma, aquela criatura horrenda que eu vi... Isso era tudo um grande e demorado sonho ruim. 

Minha boca estava seca e uma gota de suor escorria pela minha testa, minha mente deu um blackout e minhas pernas assim como o meu cerebro não me obedeciam. O que eu iria fazer? Eu ainda tinha alguma escapatoria ou estava tudo perdido. Como uma ultima alternativa eu joguei tudo para o ar, um ataque de panico talvez, tentei puxar Alysha pelas mãos e leva-la para dentro de casa, para o meu quarto, quem sabe lá eu estaria seguro, quem sabe... 


(Gasto 1 de FDV para me livrar do blackout por um turno e realizar a ação de correr com o sem Alysha) 

Eu precisava de um porto seguro, um lugar para pensar e tentar colocar as coisas no lugar, eu esperava que o Padre viesse comigo .


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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Krauzer em Qui Abr 05, 2018 11:23 am

A criatura não era ferida pelos disparos. Provavelmente era o demônio mais poderoso que Uffizi já havia visto frente a frente, e se balas no rosto não eram capazes de para-la, poucas coisas seriam. Talvez fogo e fé verdadeira.

-- Não poderia esperar tolice menor de um mortal patético e uma criança-da-noite igualmente digna de pena. Vocês fizeram suas escolhas, então que seja!

Ela então desaparecia diante de seus olhos, e o frade sabia que se preparava para atacar. Leon foge, tentando levar a menina, e Uffizi corre para a cozinha, para recuperar a taça e fugir da casa com ela.

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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Undead Freak em Qui Abr 05, 2018 7:38 pm

--- Leon & Uffizi ---

Resumo de Leon:
Força de Vontade: 2/6
Vitalidade: Ok.


Resumo de Uffizi:
Reserva de Sangue: 12/15
Força de Vontade: 3/6
Vitalidade: Ok.


Tomado pelo pânico e, ainda assim, canalizando uma força interior impressionante para alguém em um estado mental tão delicado, Leon consegue retomar o raciocínio por um instante e, em um ato de desespero, deixa o revólver magnum do finado capitão da Swat escorregar de suas mãos e corre até Alysha, segurando seu braço e tentando arrastá-la para dentro da casa, tentando desesperadamente fornecer um mínimo de proteção para Alysha e para si.

Teste:
[Leon]Força+Esportes (dif. 9):5,8,2,10 - 1 Sucesso.


De um jeito totalmente desengonçado e brusco, Leon arrasta Alysha pelos braços, enquanto suas pernas deslizam por todo o chão até o momento em que ele, com um grande alívio em seu peito, consegue alcançar novamente a sala a tempo, enquanto Alysha murmurava algo que ele não entendia, parte pelo seu abalo, parte porque Alysha falava baixo demais e parte pela situação de perigo em que corriam.

Uffizi, ao ver as intenções do delegado, não perdeu mais tempo se mantendo exposto. Ele correu para junto da dupla, tomando a iniciativa de proteger o cálice enquanto Leon cuidava de Alysha. Embora a dupla tenha ganhado algum tempo, eles estavam longe de estarem seguros. A vampira certamente ainda rondava a casa. Uffizi sabia que a criatura não iria desistir assim, sem mais nem menos.

-- Eu escuto ela na minha cabeça, Leon... Eu... Ela... Ela diz que vai matar a todos nós... -- Alysha parecia ainda mais fraca e delirante.

Off: A situação é a seguinte: A porta pela qual vocês entraram (a dos fundos) ainda está escancarada. Leon sabe muito bem que há outras maneiras de se invadir a casa e vocês possuem muito pouco tempo para reforçar/vigiar todas. Analisem bem o que farão.



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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Beaumont em Sex Abr 06, 2018 7:44 am

Eu avancei pela porta da cozinha em um ímpeto indescritível. Minhas pernas já eram instáveis, o meu folego falhava de tempos em tempos, me joguei batendo com as costas na bancada que antes eu usava para preparar comida em casa sozinho. Puxei um pouco de ar para os pulmões enquanto ainda de boca aberta tentava murmurar algo para a minha própria segurança, eu queria dizer "a porta, fechem !" mas da minha boca não saía mais do que "a po..." "a po..." Eu levei as mãos a testa, tremulas de instabilidade nervosa. Seria esse o nosso fim ? Eu já estava no inferno ? Aquela besta não era humana, não era uma mulher e sim um demonio. 

Leon : - "Demonio" - Eu murmurei tão baixo que quase eu mesmo não escutei. 

As coisas que o padre disse sobre a sua religião começaram a fazer um pouco de sentido. Inferno, demônios e a morte. 

Quando eu percebi que a porta se movimentaria mais uma vez  eu fechei os olhos de medo. Não queria ver o momento da minha morte, mas aí me lembrei de Alysha que estava frágilmente também alí largada na cozinha. Quando abri os olhos novamente vi o padre já na bancada recolhendo o Cálice de Prata. Ele estava lutando, ele tinha esperanças, ele não desistiu. Foi quando meu raciocinio ainda em colapso me fez lembrar que Ufizzi também era um deles, ele temia o Calice, o Sol de quando eu disse que fariamos a missão durante o dia e o fogo. Se ele temia aquelas coisas, nós poderiamos usa isso para a nossa salvação. 

Ainda com as pernas tremulas eu me ergui, usei as mãos para me apoiar na bancada com todas as minhas forças, respiei fundo e mais uma vez coloquei o raciocinio para funcionar. 


(Gasto 1 FDV para dissipar a confusão mental e recuperar a sanidade) 

Juntei as forças que tinha e sem perder tempo chutei com força a válvula da mangueira de que distribuí gás butano para o fogão de casa. Minha pretenção era espalhar gás por toda a cozinha e explodir aquela casa nem com aquele demonio dentro, talvez eu morresse aquela noite, mas eu tinha de tentar, salvar Alysha...o Padre e por um fim naquele demonio que não iria desistir até tragar a alma de todos nós. Assim que espalhasse o gás pela casa eu precisaria criar as chamas de alguma maneira, um curto circuito ou quem sabe atear fogo nas cortinas da casa, seria mais fácil começar pela própria cozinha e fechar as portas, tudo precisava ser feito o mais rápido possível.

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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Krauzer em Sab Abr 14, 2018 4:22 pm

Uffizi corria para a cozinha e enrolava a taça em suas roupas para não toca-la com as mãos expostas. Logo atrás ele ouvia um barulho, e ao se virar percebia que Leon havia chutado a válvula da mangueira do fogão.

Por um instante, o ex frade percebeu o que Leon planejava, e talvez essa fosse a única forma de destruir a criatura.

Uffizi corria para procurar um isqueiro ou uma caixa de fósforos na cozinha. A tática era suicida, mas precisava funcionar.

OFF: creio que existam janelas na cozinha, não?!
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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Undead Freak em Dom Abr 15, 2018 6:31 pm

--- Leon & Uffizi ---

Resumo de Leon:
Força de Vontade: 1/6
Vitalidade: Ok.


Resumo de Uffizi:
Reserva de Sangue: 12/15
Força de Vontade: 3/6
Vitalidade: Ok.


Off: Sim, existe uma quantidade de janelas proporcional a uma casa daquele tamanho e padrão arquitetônico.

Teste (Uffizi):
Percepção+Prontidão (Dif. 6 ): 2,5,8,9,7,5 - 3 Sucessos.


Assim que tomou conhecimento dos planos do delegado, Uffizi cautelosamente tomou o cálice para si, evitando que o mesmo lhe tocasse a pele diretamente,  e então tratou de vasculhar o local a procura de algo que pudesse criar uma ignição com facilidade. Não demorou muito até ele encontrar uma caixa de fósforos quase cheia. Leon já havia chutado a mangueira do gás, provocando um vazamento intencional. Após juntar forças para raciocinar e fechar a porta, o delegado tentava uma técnica suicida, na intenção de destruir a criatura e salvar Alysha e o padre.

A quantidade de gás se espalhou de forma rápida por toda a cozinha.
Uffizi não se incomodava, mas o local estava ficando sufocante para Leon e Alysha que, como desperta de um transe, começou a tossir e se esforçar para colocar de pé.

Teste (Leon):
* Secreto *


-- Leon... Leon, o que é isso? Você... Você vai nos matar, assim... -- Alysha tapou a boca com o antebraço, apertou os olhos e caminhou com dificuldade até Leon, terminando por perder as forças e cair nos braços de Leon, apertando seu rosto contra os ombros dele e iniciando um choro sufocado.

Antes que pudesse falar algo para confortar Alysha, ela abraçou Leon e, quase sem força alguma na voz, disse:

-- De alguma forma eu sei que tudo isso é culpa minha... Me perdoe, por favor! Eu não quis lhe trazer problemas. -- A situação emocional da garota era lamentável.

Enquanto isso, Uffizi patrulhava os demais cômodos, sempre atento a qualquer barulho que pudesse indicar uma entrada forçada.

Teste(Leon):
Percepção+Prontidão (dif. 9): 4,5,8,1 - Falha Crítica.


A bochecha de Alysha já estava encostada com a de Leon enquanto ela sufocava o choro. Leon se limitou a abraçá-la, pois ele também não tinha forças para dizer algo.

Apesar da situação, ele sentiu um pouco de paz em tê-la ali, com ele, aparentemente desperta do que quer que tenham feito com ela. Essa sensação de paz se tornou algo semelhante a alegria e depois em um prazer estranho, muito muito bom. Um prazer tão bom que o deixava totalmente mole. Por um momento ele achou que Alysha estava beijando o seu pescoço, mas quando ele finalmente entendeu o que acontecia, já era tarde. Estava fraco demais para reagir.

-- Tinham dito que seria fácil, mas não pensei que seria tão fácil assim...

Alysha levantou-se e olhou para Leon, com as presas expostas. Leon notou que ele estava fraco, mas não a ponto de ficar imóvel. Por alguma razão ela não tinha drenado-o completamente. Ele ainda vivia, e a última coisa que viu antes de receber um golpe na cabeça e desmaiar foi Alysha virando outra mulher. Uma mulher que ele nunca tinha visto antes.


Uffizi estava no andar de cima da casa, olhando por uma janela, a procura de qualquer movimento do lado de fora. Foi quando, como se por intuição soubesse que algo iria acontecer, voltou para baixo, para ver se Leon e a garota estava bem. O que ele encontrou foi Leon caído no chão, com uma mulher que ele não conhecia despejando sangue do próprio pulso na boca dele. Ele não parecia estar morto. Uffizi notou que a moça loira havia desaparecido.


A mulher de cabelos curtos se limitou a sorrir para ele.

-- Não se preocupe. Ele não está morto, tampouco virou um de nós. Eu apenas o "amarrei". Não queremos alguém como ele dando dores de cabeça. Além disso, um delegado como servo deve ser útil para alguma coisa. Agora quanto a você, criança mal educada... Suas chances estão se esgotando junto com a nossa paciência. Retorne conosco, ou virará cinzas. Simples assim.

Uffizi se limitou a encará-la enquanto ela falava. Não demorou muito para que ele entendesse. Não era a garota desde o começo. A moça loira, que Leon chamava de Alysha, era um engodo desde o começo.

Uma janela se partiu violentamente atrás do padre. Quando ele se virou, viu o corpo do capitão da swat caído no chão, rodeado por cacos. A outra vampira, que antes tinha desaparecido, adentrava pela janela calmamente, cercando-o.

-- Teu senhor é deveras incompetente para cuidar de ti, criança. Não se preocupe. Eu lhe ofereço uma última chance: Volte conosco e fique sob minha tutela. Podemos usar alguém como você. Você só tem uma chance. Escolha tua nova natureza, ou... -- dizia ela sorrindo, enquanto mostrava uma estava de madeira.

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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Krauzer em Qua Abr 18, 2018 8:07 am

Uffizi encontrava uma caixa de fósforos e rapidamente corria para fechar a porta. Por enquanto não percebia nenhum movimento no local, então checava rapidamente a janela. Nada, aquele silêncio era ainda mais assustador do que o caso de um ataque repentino.

Quando o ex frade voltava, encontrava uma mulher desconhecida dando de seu pulso a um Leon desacordado. Seu cérebro forçava para raciocinar rapidamente. A menina não estava lá. Droga, aquela mulher havia se passado pela antiga conhecida de Leon.

-- Não se preocupe. Ele não está morto, tampouco virou um de nós. Eu apenas o "amarrei". Não queremos alguém como ele dando dores de cabeça. Além disso, um delegado como servo deve ser útil para alguma coisa. Agora quanto a você, criança mal educada... Suas chances estão se esgotando junto com a nossa paciência. Retorne conosco, ou virará cinzas. Simples assim.

Enquanto ouvia estarrecido, uma janela atrás dele se estilhaça, e o corpo do capitão da Swat aterrizava no chão, com a outra vampira aparecendo logo atrás.

-- Teu senhor é deveras incompetente para cuidar de ti, criança. Não se preocupe. Eu lhe ofereço uma última chance: Volte conosco e fique sob minha tutela. Podemos usar alguém como você. Você só tem uma chance. Escolha tua nova natureza, ou... -- dizia ela sorrindo, enquanto mostrava uma estaca de madeira.

Uffizi olhava rapidamente para ambas e para Leon. O cheiro de gás em suas narinas indicavam que toda a sala já havia sido tomada.

Ele sentia pena de Leon pelo que estava prestes a acontecer, mas de qualquer forma, se tornar um escravo de criaturas das trevas era um destino ainda pior. Uffizi estava preparado para tomar atitudes drásticas, ele poderia estar condenado, mas jamais se entregaria de boa vontade à criaturas como elas.

Com um último gesto, ele riscava um fósforo na caixa, enquanto sussurrava:

- Que a mão Do Senhor me guie!
- Ainda com a esperança de que O Criador pudesse perdoar sua alma e a de Leon após este último sacrifício.
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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Crowley em Qua Abr 18, 2018 4:19 pm

As suspeitas de Crowley se confirmam, no momento em que o Nosferatu começar a falar com seu bafo de merda...

Bafo de merda escreveu:
-- Sabe, meu jovem... Essa cidade já está fodida o suficiente sem precisar desse clichê de mentiras e intriguinhas. Você acha mesmo que estamos sozinhos aqui?


O sombrio da um sorriso de canto de boca, deixando bem claro que ele já tinha percebido a aproximação dos outros pelas sombras...

Ainda bem que não ataquei esse merda no início, existem mais olhos do que imaginava, e bocas também, esse saco de estrumes no para de falar...


Bafo de merda escreveu:-- Bem, já que você afirma que não está conosco nem com os nossos novos... parceiros, acho que terei que reportar sua presença para o chefe. Faz parte da nossa sobrevivência, sabe? Observar cada cara nova que entra aqui e monitorar se ele pode fazer alguma merda que venha a nos denunciar para os caçadores. Eu me vou agora, jovem, mas não se preocupe, você vai estar bem acompanhado. Aliás, já estava desde que entrou aqui.


- Sinta-se avontade meu amigo!
- Só deixe bem claro que não faça parte de nada que vc diz, sou independente e livre, mas como estou em seu território nada mais que justo que vc tomar as medidas cabíveis já que foi um bom anfitrião, e longe de mim atrair atenção de caçadores!
- Já ouvi muitas histórias para amendrontar os novos cainitas, mas vejo que não...


Então o saco de bosta desaparecia em sua frente enquanto falava, dignos dos Nosferatos, mas o sombrio sabia que não estava sozinho, muitos olhos os espreitava, não resta muitos o que fazer o jeito é entrarno hotel e pedir um quarto e contatar Thalles por mensagem no celular...
Então ele caminha para recepção e envia um sms,  para Thalles:

"Fomos descobertos, fique atento e me enviar o andar e número do seu quarto"
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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

Mensagem por Undead Freak Ontem à(s) 1:08 am

Epílogos...


Uffizi.


Em um ato de desespero, tomando conhecimento através do cheiro que o gás se concentrava fortemente no ambiente -- apesar da janela arrebentada com o corpo de George já permitir uma fuga progressiva do agente explosivo --, Uffizi risca o fósforo, ainda na esperança de algo miraculoso ocorrer, ou ao menos na esperança de que o sacrifício de Leon e dele mesmo não seja em vão. O padre não foi capaz de perceber algumas sutilezas durante o ato, mas assim que abriu a caixa de fósforos, o espanto no rosto das duas vampiras colocou o raciocínio de ambas para funcionar, com ambas tentando escapar do que viria a seguir.

Uffizi escreveu:- Que a mão Do Senhor me guie!


A pequena chama transformou-se em um verdadeiro sopro de dragão e, quase que instantaneamente, tudo ficou negro, silencioso e aparentemente etéreo.

***

O padre acordou subitamente, com um gosto de sangue na boca. Era um sangue diferente, mais forte e mais saboroso, mas ele não foi capaz de prestar atenção nos detalhes, pois acordou urrando, tanto de susto quanto de dor. Seu corpo todo doía demais e ele mal conseguia se mexer. Cada movimento que fazia, por mais tímido que fosse, doía e ardia como um verdadeiro inferno imposto em sua carne. A primeira coisa que seus olhos perceberam foram dois homens que ele jamais tinha visto antes, mas que de alguma forma ele sabia que eram como ele.

-- Vá chamar Diana -- disse o mais alto deles -- O Lasombra despertou do torpor.

Uffizi ainda gritava de dor, mas ele compreendeu muita coisa. Não fora dessa vez que ele foi se encontrar com o criador. Aquela janela arrebentada não permitiu uma concentração total do gás, o que fez toda a diferença, no final das contas. No entanto, se Uffizi escapou, ele logo deduziu que as vampiras também escaparam... talvez até mesmo com Leon. O que seria dele agora, naquele estado miserável, ele não saberia dizer. Quem eram aqueles dois? Quem era Diana? Eles não pareciam aliados das duas vampiras que ele confrontou, mas também não eram humanos.

Torpor... Lasombra... -- foram estas as palavras que mais impregnaram em sua mente atormentada pela terrível dor física.

Off: Vitalidade Atual = Aleijado (Agravado).

Leon


Leon acordou em um quarto sujo, com pouca mobília e mal iluminado. A luz parca e amarela do abajur mal dissipava a escuridão do lugar, permitindo que ele visse apenas algumas rachaduras na parede, um balcão de madeira e o próprio chão encardido em que ele estava estirado. Havia uma janela a sua direita, mas os vidros estavam tão emporcalhados por alguma substância marrom e seca que a luz da lua mal conseguia entrar.

-- Tinham dito que seria fácil, mas não pensei que seria tão fácil assim...

De repente as lembranças voltaram. Ele se colocou de pé subitamente, em um salto. Estava assustado. Leon sabia que não deveria estar ali, e sim em casa. O que aconteceu com o padre? O que aconteceu com aquelas duas... coisas? Se lembrou como aquela mulher o enganou, como se passou por Alysha, como tomou do seu sangue e... como o desmaiou. Sim, era a última coisa que lembrava; de desmaiar na cozinha de sua casa.

Ele estava desarmado. Estava fedendo e sua roupa estava empapada de suor, mas aparentemente não estava ferido; ao menos não fisicamente. Muito pelo contrário, ele parecia melhor do que antes. Ele parecia mais... cheio de energia, talvez? De qualquer forma, ele não sabia onde estava, tampouco quanto tempo tinha se passado desde que desmaiara. Quantas horas ou mesmo dias estivera apagado, naquele quarto?

-- Boa noite, meu servo.

De repente Leon se virou e, subitamente, aquela mulher de cabelos curtos estava ali, próxima da luz do abajur. Ele não sabia se ela estava afastada, no canto escuro ou surgira ali subitamente, como por encanto, mas estava ali, encarando-o com seus olhos cor de âmbar.

-- Você estava nos dando muito trabalho, mortal. Meus superiores queriam que eu o matasse, mas... talvez do nosso lado você seja mais útil, devido a sua posição.

Leon não entendeu de início porque aquela mulher disse que agora ele estava do lado dela. Ele então se lembrou que ela o chamara de servo quando apareceu e, antes que pudesse questioná-la, ele se sentiu estranho. A face direita da mulher estava queimada, mas por alguma razão ela parecia ainda mais atrativa. Quando se deu conta, ele a olhava de forma não com admiração, mas com uma obsessão doentia. Ele não sabia como nem quando, mas ela dominada seus sentimentos e assim podia controlá-lo. Era desesperador o sentimento idólatra que tinha por ela. Leon queria fodê-la, queria agradá-la e queria fazer tudo o que pudesse para vê-la feliz.

-- Venha, meu bichinho...

No fundo ele tentava lutar. No fundo ele gritava, chorava e tentava resistir, mas quando se deu conta seu corpo estava de joelhos aos pés dela, enquanto ela acariciava seus cabelos e, por alguma razão, ele se sentia realizador de estar ali. Leon pode não ter sido transformado em um deles, mas de alguma forma perdeu sua humanidade de qualquer jeito...

Crowley


SMS escreveu:"Fomos descobertos, fique atento e me enviar o andar e número do seu quarto"

Crowley finalmente havia chegado no hotel. Após passar por poucas e boas, ele por fim poderia ter algum tempo para descansar, se encontrar com Thalles e planejar os seus próximos passos nessa cidade de merda, agora que praticamente todos os cainitas locais sabem de sua presença.

Nosferatu escreveu:[...]Eu me vou agora, jovem, mas não se preocupe, você vai estar bem acompanhado. Aliás, já estava desde que entrou aqui.

As palavras do Nosferatu ecoavam em sua mente, lembrando-o o tempo todo que ele está sendo observado e relatado o tempo todo. O que Thalles e ele farão agora que terão de agir sob a "tutela" constante dos Nosferatu desse lugar, que obviamente respondem a alguém muito mais poderoso?

Piroca


Depois de ter uma amostra do que essa porra de cidade tem a oferecer aos cainitas, Piroca finalmente encontrou um local que pode ser considerado o último local de "alívio", não apenas para aqueles do seu clã, mas para todos os membros no geral. Ele se viu em um cenário muito discrepante do que estava acostumado, com vampiros do clã Toreador e Ventrue tratando-o com respeito, além de um encontro quase simultâneo com assombrações, caçadores e lupinos. Por fim, depois de uma provação e tanto, o Nosferatu encontrou com o "mandachuva" do seu clã na cidade, o sofisticado e carismático "Tip".

Piroca escreveu:- Eerr.. Acho que eu que tenho que ajudar você. - Phillip entregava o papel com o endereço da antiga casa de Burke e Hilltop, e voltava a falar - Era para Burke e Hilltop terem me trazido, mas Burke ficou meio ferrado e Hilltop sabe-se lá o que aconteceu com ele, mas você já deve saber. Sou Piroca, Cagueta me enviou pra ajudar vocês.

Ele finalmente havia feito o que cagueta havia pedido. O que mais poderia acontecer nesse maldito lugar? O que ele poderia esperar de Tip e os demais cainitas?
________________________________________________

Bem, pessoal. É isso. Vou trancar por agora, pois no próximo ciclo vou me dedicar a narrar uma oficial.Talvez um capítulo 2 venha mais para frente e, caso estejam a fim de jogar, eu envio uma experiência a parte para os personagens que usaram aqui para dar continuidade.


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Re: Cidade de Merda, Noites de Merda.

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