Um mundo mais escuro - parte II

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Re: Um mundo mais escuro - parte II

Mensagem por Ignus em Ter 7 Nov 2017 - 17:02

-- Peço desculpas pela brincadeira. Em tantos anos brincando sobre tudo com você, não imaginei que houvesse algo que te irritasse. Acho que nunca o vi irritado.


O pedido de desculpas claramente acalme Tao, que recolhe o indicador acusador que apontava para o rosto de Jeong.


-- Engoliu seco novamente e apertou um pouco os olhos. O olhava fixo e respirava um pouco mais pesado. Devagar voltou a falar -- Eu retiro o que disse. Mas eu vou te avisar antes que vire uma constante. Aquela Jeong que chorava pelos cantos morreu. Eu não brinco impropriamente e você não aponta dedo na minha cara. Não avança. Você pode ser nervoso com os outros, não comigo, não dentro de casa. Não tem necessidade disso. Na minha família começou assim, ameaças pequenas, até você começar a me bater igual meu pai batia na minha mãe. Ou apertar meu pescoço como apertou aquela maçaneta no meu quarto. - Se levantou com certa dificuldade. Em pé, olhando para cima, continuou - Eu posso ser deficiente agora, mas ainda não sou e nem vou ser mulher que apanha do homem. -- Virou e saiu andando devagar -- Não esperava isso de você. Estou decepcionada. Parece que ambos conhecemos o limite do outro, não é mesmo. Eu vou respeitar você, e você? Vai controlar essa raiva? -- Olhou para ele virando para trás.


-Eu. Eu acho que me excedi. Me perdoe, pequena, eu não percebi que você estava apenas brincando. Achei que estava falando sério. Não é desculpa, eu sei. Por favor me perdoe por ter perdido a cabeça. Eu acho que ando um pouco stressado por conta de algumas coisas no trabalho.

No dia seguinte Tao enviou uma cesta de café da manhã para Jeong com um cartão com um desenho fofo.

{Por favor informe como Jeong viu o incidente. Se como um ato isolado, se como um farol amarelo, etc.}

*******


Aceitou a ideia. Conversou sobre como fariam para pegar o dinheiro, como fariam para sumir com esse dinheiro, provavelmente passando de nome falso e conta falsas até algum paraíso fiscal. Gastou boa parte de seu tempo pesquisando sobre isso. Antes de fazer qualquer documentação, tinham de ter certeza de como iam fazer. Todas as manhas conversa sobre isso, pesquisava por golpes similares, principalmente o que havia de errado para não fazer o mesmo e também sobre paraísos fiscais


@badmotherfucker propôs que os documentos falsos que ele iria precisar fossem enviador para uma caixa postal indicada por ele. Ele faria o pagamento dentro de uma semana a contar de quando recebesse os documentos. Ele não tinha sugestões particularmente criativas de como enviar o dinheiro, contudo. Ele sugere depósitos anônimos na conta bancária de Jeong ou enviar o dinheiro dentro de livros, em um buraco cavado nas páginas por correio.

{Com finanças 1 e direito 0 vc não consegue bolar um esquema elaborado de lavagem de dinheiro em um paraíso fiscal. Por favor diga qual das propostas do seu comparsa você quer seguir ou se vai propor algo diferente, considerando as limitações da ficha já indicadas}

****

Fez questão de ressaltar

-- Pois leve meu nome de novo. Ou pelo menos meus serviços. Posso demorar um pouco mais, mas vou fazer alguns testes e entender o quanto tempo demoro para não falar que vou fazer o que não posso. No entanto, essa vaga é minha. Esse é meu serviço, eles sabem disso, mesmo que não saibam que eu sou. Eles sabem? Nunca perguntei. De qualquer forma, ficou muito claro que eles não vão conseguir outro que faça tão bem quanto eu, ou vão matar toda Chinatown até achar? Eu ainda quero mais do que só os passaportes. Minha habilidade é rara e eu sei disso, só não estava nem eu mesma dando o devido valor.

-O problema com seu substituto foi que ele garantiu o resultado. A Tríade é bem razoável e sabe que eventualmente alguns negócios dão errado, mas eles não suportam que alguém não entregue o que prometeu, que foi o caso do infeliz. Eles não sabiam quem era meu contato falsário não. Tem muita coisa que eles preferem não saber os detalhes. Chamam de compartilhamento de informação. Se alguém não sabe de algo não tem como dar com a língua nos dentes. Você tem certeza que quer que eu revele sua identidade para eles?

****

Ficou feliz por ter descoberto um novo hobby. Pediu a Tao que comprasse uma arma para deixar em casa, pois iria se sentir mais segura. Caso ele lhe negasse, arrumaria como comprar na internet. Hoje em dia, não havia mais nada que não pudesse comprar. As vzes pedia para Tao lhe trazer um pouco de maconha, para deixar guardado e fumar nos dias de ansiedade, que não eram muito comuns, mas as vzes se sentia agitada e com muita energia, fumar a acalmava.

{Por favor esclareça se quer uma arma legal com registro ou se quer que Tao obtenha uma no submundo. Fechamos essa parte no próximo post}
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Re: Um mundo mais escuro - parte II

Mensagem por DaniEaston em Ter 7 Nov 2017 - 17:48

-Eu. Eu acho que me excedi. Me perdoe, pequena, eu não percebi que você estava apenas brincando. Achei que estava falando sério. Não é desculpa, eu sei. Por favor me perdoe por ter perdido a cabeça. Eu acho que ando um pouco stressado por conta de algumas coisas no trabalho.

-- Vou relevar, Tao. Mas não mudo o que eu falei. Eu espero que essa não seja sua real natureza, pois nunca me pareceu que fosse.


A raiva permaneceu durante todo aquele dia. Tentou lembrar de outros incidentes, mas  nunca havia o visto dessa maneira, era muito provável que fosse apenas stress. Ela mesma havia gritado com o irmão mais de uma vez e as coisas sempre voltavam a ficar bem. Não gostava, porém, de se sentir assim, acoada, ainda mais agora com sua deficiência, parecia que tudo tinha o dobro de peso, incluindo as sensações.
Se acalmou quando recebeu o café da manhã com o bilhete. Não precisava ficar com raiva a vida inteira por causa de uma ação, ainda mais agora que havia deixado claro que não deixaria que aquilo ocorresse, era esperar para ver se tudo voltaria ao normal. Pelo menos ele a desculparia quando ela fizesse alguma merda, o que era bem provável. Acabou mandando uma mensagem carinhosa, dizendo para que ambos seguissem em frente sem tocar mais no assunto e desejando a ele um bom dia.



---

Com o colega que também não entendia nada de finanças, achou melhor a ideia do depósito, no entanto descobriria com o irmão ou sozinha, como declarar que estava vendendo as artes, assim, todo dinheiro que entrasse em sua conta, teria a desculpa de ser comércio de seus quadros. Começou a preparar os documentos para falsificar

----


-O problema com seu substituto foi que ele garantiu o resultado. A Tríade é bem razoável e sabe que eventualmente alguns negócios dão errado, mas eles não suportam que alguém não entregue o que prometeu, que foi o caso do infeliz. Eles não sabiam quem era meu contato falsário não. Tem muita coisa que eles preferem não saber os detalhes. Chamam de compartilhamento de informação. Se alguém não sabe de algo não tem como dar com a língua nos dentes. Você tem certeza que quer que eu revele sua identidade para eles?

-- Agora que você falou eu não tenho certeza. Eu quero receber os créditos apropriados por meus serviços, mas talvez seja ainda muito cedo e muito perigoso. Quem sabe quando eles estiverem usando mais ainda meus serviços, então não ficarão com raiva de ser uma mulher ou deficiente nem nada disso -- Suspirou e olhou para ele, balançando a cabeça negativamente -- Eu sei que não deveria me importar, mas passar tanto tempo nas sombras, estou querendo sair dela. Sabe, mas talvez seja melhor mais adiante. Melhor mesmo meu silêncio, fiz pouca coisas para eles. Mas traga sim mais trabalhos, não os que precisam ser feito em algumas poucas horas, o tempo não é mais meu amigo, mas os que podem ser feito com mais calma ou precisam de uma maior precisão, podem contar comigo. Inclusive, quando eles acharem que é hora de voltar a trazer as meninas, podem me avisar -- Abriu os olhos um pouco surpresa -- Das meninas que ficaram retidas, uma delas era a irmãzinha da Ming? Por que ... eu queria poder ajudar a trazê-la para cá. Eu sei que tem todo um caso complicado, tudo funciona como a engrenagem de um relógio, mas...Ming é uma mulher legal, uma quase amiga -- Deu de ombros --Eu sei o que é querer ajudar o irmão mais novo


-----

{Por favor esclareça se quer uma arma legal com registro ou se quer que Tao obtenha uma no submundo. Fechamos essa parte no próximo post}

Uma das armas, que andaria com ela, seria registrada, não gostaria de ser parada pela polícia e explicar como a havia comprado. Seria para proteção, não atiraria em ninguém por raiva ou briga, apenas queria andar com alguma coisa que a fizesse sentir a potência de sua juventude novamente. Outra arma, porém, ficaria em casa, escondida, se precisasse se defender ou por algum outro motivo, teria aquela arma para reagir.
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Re: Um mundo mais escuro - parte II

Mensagem por Ignus em Sex 10 Nov 2017 - 7:12

Com o colega que também não entendia nada de finanças, achou melhor a ideia do depósito, no entanto descobriria com o irmão ou sozinha, como declarar que estava vendendo as artes, assim, todo dinheiro que entrasse em sua conta, teria a desculpa de ser comércio de seus quadros. Começou a preparar os documentos para falsificar


Os documentos solicitados não eram particularmente difíceis de se forjar e Jeong consegue preparar a primeira leva, que seria suficiente apenas para dois golpes, em alguns dias.

Passados 8 dias de quando ela fez a remessa U$3.000 são depositados em sua conta, oriundos de um caixa eletrônico em Oklahoma City. @badmotherfucker transmite para ela os dados de 2 novas pessoas e pede para ela fazer a falsificação, pedindo para que ela lhe envie as contrafações o quanto antes.

Jeong termina essa segunda leva de falsificações e informa seu contato que irá enviá-las para ele no dia seguinte pouco antes de Pierre lhe mandar uma mensagem de que a visitaria naquela noite.

****


-- Agora que você falou eu não tenho certeza. Eu quero receber os créditos apropriados por meus serviços, mas talvez seja ainda muito cedo e muito perigoso. Quem sabe quando eles estiverem usando mais ainda meus serviços, então não ficarão com raiva de ser uma mulher ou deficiente nem nada disso -- Suspirou e olhou para ele, balançando a cabeça negativamente -- Eu sei que não deveria me importar, mas passar tanto tempo nas sombras, estou querendo sair dela. Sabe, mas talvez seja melhor mais adiante. Melhor mesmo meu silêncio, fiz pouca coisas para eles. Mas traga sim mais trabalhos, não os que precisam ser feito em algumas poucas horas, o tempo não é mais meu amigo, mas os que podem ser feito com mais calma ou precisam de uma maior precisão, podem contar comigo. Inclusive, quando eles acharem que é hora de voltar a trazer as meninas, podem me avisar


Tao dá de ombros e concorda com a decisão de Jeong.

Tao: -É, acho que é mais seguro para você permanecer anônima mesmo.



-- Abriu os olhos um pouco surpresa -- Das meninas que ficaram retidas, uma delas era a irmãzinha da Ming? Por que ... eu queria poder ajudar a trazê-la para cá. Eu sei que tem todo um caso complicado, tudo funciona como a engrenagem de um relógio, mas...Ming é uma mulher legal, uma quase amiga -- Deu de ombros --Eu sei o que é querer ajudar o irmão mais novo


-Não, a irmã da Ming teve sorte de não ser uma das meninas que teve a entrada bloqueada na Inglaterra. Como as duas primeiras que tentaram não conseguiram eles suspenderam a viagem dela até que novos papéis fossem providenciados. Eu vou avisá-los que meu 'antigo contato' está disponível de novo. Acredito que eles irão ter interesse em seus serviços.

****


Uma das armas, que andaria com ela, seria registrada, não gostaria de ser parada pela polícia e explicar como a havia comprado. Seria para proteção, não atiraria em ninguém por raiva ou briga, apenas queria andar com alguma coisa que a fizesse sentir a potência de sua juventude novamente. Outra arma, porém, ficaria em casa, escondida, se precisasse se defender ou por algum outro motivo, teria aquela arma para reagir.


Para obter a arma legal Jeong se dirige a um WalMart e escolhe um discreto revólver Smith & Wesson M640 para chamar de seu. Ela tem de preencher alguns documentos e não pode sair com a arma na hora até que as informações apresentadas sejam verificadas. O processo, contudo, não demora muito e 3 dias depois de dar entrada no pedido ela sai da loja com sua arma registrada. A América era mesmo a terra da liberdade, não é verdade?

Quanto à arma ilegal, Tao se mostra um tanto quanto resistente à ideia de obter uma para Jeong, pois sabia que a pena para o posse de uma dessas era pesada e ela já teria sua arma legalizada. Ele fica de pensar no pedido dela, contudo.

Quanto ao pedido de maconha, a princípio Tao diz que não acha uma boa ideia ela ficar fumando. Jeong conhecia Tao de longa data e sabia que ele nutria aversão por drogas ilícitas, mas ela acaba convencendo-o depois de fazer algum charminho e dizer que era bom para relaxar os músculos depois da fisioterapia.

****

Na hora combinada Pierre chega ao prédio de Jeong. Ele toca o interfone e a garota sente seu coração bater mais rápido ao ouvir sua voz e pedir para ele subir.

Logo ele aparece na porta, trajando calças jeans, uma camisa polo e com uma mochila nas costas. Ele parece um pouco mais despojado do que das outras vezes, mas isso em nada diminui seu charme. A visão dele faz Jeong esquecer de todo o mundo e assim que ela abre a porta ela permanece em silêncio por longos segundos, contemplando-o, até perceber que está agindo de maneira estranha. A garota então lhe da um abraço que ela gostaria que durasse para sempre e o convida a entrar.

Pierre: -Minha querida, eu sinto muito por não ter vindo vê-la antes. Eu fui visitá-la algumas vezes no hospital, mas tive que sair do país a negócios bem no dia que você acordou e voltei apenas hoje. Como vão as coisas?


{Se eu deixei passar alguma coisa que vc queria preparar e que declarou em Macro por favor me avise. Caso contrário, voltamos a interpretar a cena corrente por enquanto, ok?}
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Re: Um mundo mais escuro - parte II

Mensagem por DaniEaston em Sex 10 Nov 2017 - 12:33

(Acho que está tudo resolvido por hora. Depois voltar ao assunto sobre a falsificação com a Tríade, mas além disso...tudo certo)

***

Pierre era um homem maravilhoso, era certo de que todos gostavam de tê-lo por perto. Ela, por sua vez, havia tido a sorte de se tornar sua amiga. Ajeitou a casa para deixar tudo em perfeito estado pois sabia que ele era um homem fino, embora ela estivesse simples, havia se arrumado, como agora era seu costume. Vestia uma calça legging que lembrava couro e uma blusa Rosa queimado, que caia sobre seu ombro. Estava descalça por conta do costume de casa.

Havia algo nele que a encantava. Quando o olhava buscava por esse sentido, mas se perdia em sua imagem, nos pequenos detalhes. Sabia de cabeça como era seu sorriso, como pequenas rugas surgiam próximas ao olho e a linha do nariz que surgem e fazem a bochecha apertar os olhos, que azuis brilham como céu. Se não tivesse apaixonada por Tao, diria que estava apaixonada por Pierre.

Desviou o olhar para baixo, um pouco sem graça, no entanto o corpo inconscientemente foi para frente ao soltar uma pequena risadinha e logo em seguida o abraçar. Era o toque que procurava. O soltou à contragosto, deixando sua mão de leve escorregar pelo seu braço, até virar e começar a andar com sua habitual dificuldade. Entrou e o deixou se acomodar no sofá, insistindo que ele bebesse ou comesse:


-- Não será incômodo algum te preparar algo. Seria bom poder te servir.


Pensou em pegar algo para si, mas apenas ficou entre a cozinha e a sala, as vezes não tinha vontade de fazer certas coisas por conta dos movimentos limitados, ainda mais na frente do Pierre, queria se movimentar o mínimo possível.

-Minha querida, eu sinto muito por não ter vindo vê-la antes. Eu fui visitá-la algumas vezes no hospital, mas tive que sair do país a negócios bem no dia que você acordou e voltei apenas hoje. Como vão as coisas?

-- Meu irmão disse que você foi Pierre. Fiquei feliz em saber. Embora preferisse que não tivesse preocupado todo mundo por tanto tempo.
-- Deu de ombros e sorriu, mas desviou o olhar -- No final das contas, tive sorte. --Balançou a mão como se jogasse o assunto para longe -- E os meninos disseram que alguns quadros foram vendidos, o que é ótimo. Deixei até mesmo alguns separados ali. Quando quiser olhá-los,  são novos. Depois do incidente -- Inclinou o rosto para cima sutilmente e o olhou --Por incrível que pareça, parecem até mesmo melhores.
De resto, estou me adaptando. Não é a melhor das situações, mas, o ser humano se adapta à qualquer coisa, até às merdas que a vida proporciona
-- Disse a o palavrão fazendo uma sutil expressão de desprezo e raiva, pesando um pouco mais na palavra vida. Olhou para ele e balançou a cabeça negativamente -- Me desculpe, saiu sem querer o palavrão.-- O sorriso desabrochou em seu rosto, mas seu olhar parecia mais duro, ainda sim, estava encantada por ele e não conseguia disfarçar quando seus olhos se encontravam com os dele e quase a fazia esquecer o que estava falando
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Re: Um mundo mais escuro - parte II

Mensagem por Ignus em Dom 12 Nov 2017 - 12:50

Desviou o olhar para baixo, um pouco sem graça, no entanto o corpo inconscientemente foi para frente ao soltar uma pequena risadinha e logo em seguida o abraçar. Era o toque que procurava. O soltou à contragosto, deixando sua mão de leve escorregar pelo seu braço, até virar e começar a andar com sua habitual dificuldade. Entrou e o deixou se acomodar no sofá, insistindo que ele bebesse ou comesse:

-- Não será incômodo algum te preparar algo. Seria bom poder te servir.

Pensou em pegar algo para si, mas apenas ficou entre a cozinha e a sala, as vezes não tinha vontade de fazer certas coisas por conta dos movimentos limitados, ainda mais na frente do Pierre, queria se movimentar o mínimo possível.


-Eu agradeço, mas almocei agora pouco. Super tarde e não é bom para a saúde, eu sei, mas meu dia hoje foi tão corrido que simplesmente não tive tempo de comer na hora certa. Mas pelo menos foi produtivo, então acho que não posso reclamar. Por favor não se preocupe em me fazer algo.


-- Meu irmão disse que você foi Pierre. Fiquei feliz em saber. Embora preferisse que não tivesse preocupado todo mundo por tanto tempo. -- Deu de ombros e sorriu, mas desviou o olhar


-As pessoas que se importam com você sempre irão se preocupar, não tem como evitarmos.


-- No final das contas, tive sorte. --Balançou a mão como se jogasse o assunto para longe -- E os meninos disseram que alguns quadros foram vendidos, o que é ótimo. Deixei até mesmo alguns separados ali. Quando quiser olhá-los,  são novos. Depois do incidente -- Inclinou o rosto para cima sutilmente e o olhou --Por incrível que pareça, parecem até mesmo melhores.
De resto, estou me adaptando. Não é a melhor das situações, mas, o ser humano se adapta à qualquer coisa, até às merdas que a vida proporciona -- Disse a o palavrão fazendo uma sutil expressão de desprezo e raiva, pesando um pouco mais na palavra vida. Olhou para ele e balançou a cabeça negativamente -- Me desculpe, saiu sem querer o palavrão.-- O sorriso desabrochou em seu rosto, mas seu olhar parecia mais duro, ainda sim, estava encantada por ele e não conseguia disfarçar quando seus olhos se encontravam com os dele e quase a fazia esquecer o que estava falando


-Sim, claro, vou querer dar uma olhada neles sim. Mas daqui a pouco. - Pierre tira gentilmente um cabelo da frente do rosto de Jeong, fazendo uma carícia em sua face. Ela pode perceber que ele provavelmente irá lhe dar um beijo a seguir.

Spoiler:
Jeong rolou 4 dados de 10 lados com dificuldade 8 para autocontrole que resultou 8, 2, 4, 10 - Total: 2 Sucessos
Serão necessários 5 sucessos para ter a possibilidade de tentar resistir à tentação de deixá-lo avançar (caso queira fazê-lo, claro)
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Re: Um mundo mais escuro - parte II

Mensagem por DaniEaston em Dom 12 Nov 2017 - 14:42

-Sim, claro, vou querer dar uma olhada neles sim. Mas daqui a pouco. - Pierre tira gentilmente um cabelo da frente do rosto de Jeong, fazendo uma carícia em sua face. Ela pode perceber que ele provavelmente irá lhe dar um beijo a seguir.

O coração disparou na hora que seu dedo encostou em seu rosto. Uma ansiedade gostosa tomou conta de seu peito, no entanto, Tao, foi a primeira coisa que passou em sua mente. Estagnada no mesmo lugar, olhava para ele, mas disse disfarçando


-- Não contei a novidade. Eu e Tao estamos... Namorando. Apostando em um relacionamento. Depois de tanto tempo ele agiu e parece ser a coisa certa.


Sorriu para Pierre, mas o coração ainda estava disparado. Havia uma parte de si que o queria ardentemente, mas não gostaria de ser infiel com Tao.

Alguns segundos depois desviou o olhar com muita dificuldade e sentiu o sangue em suas bochechas, corou. A sensação de desejo e a ansiedade de suas possíveis ações era algo bom de se sentir. Era bom se sentir desejada, ainda mais depois de como estava e o que havia lhe acontecido, mais ainda sendo um homem como Pierre.... Pierre... Ouviu ecoar em sua mente, como se alguém falasse o nome dele constantemente


-- Eu agradeço de novo por você ter feito o que fez. Tudo que você faz por mim, inclusive



Achava estranho que tentava continuar fiel à Tao, mas as palavras pareciam puxar Pierre para perto, dando espaço para ele. Queria o próximo, mesmo que não o quisesse. Estava confusa. Virou o rosto ligeiramente.

Se ajeitou, depois de ter conseguido juntar forças, se distanciando ligeiramente para trás.


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Re: Um mundo mais escuro - parte II

Mensagem por Ignus em Dom 12 Nov 2017 - 15:13

Spoiler:
Jeong rolou 4 dados de 10 lados com dificuldade 8 para autocontrole que resultou 3, 8, 5, 5 - Total: 1 Sucessos
Jeong rolou 4 dados de 10 lados com dificuldade 8 para autocontrole que resultou 8, 8, 5, 7 - Total: 2 Sucessos
5 sucessos obtidos


O coração disparou na hora que seu dedo encostou em seu rosto. Uma ansiedade gostosa tomou conta de seu peito, no entanto, Tao, foi a primeira coisa que passou em sua mente. Estagnada no mesmo lugar, olhava para ele, mas disse disfarçando

-- Não contei a novidade. Eu e Tao estamos... Namorando. Apostando em um relacionamento. Depois de tanto tempo ele agiu e parece ser a coisa certa.

Sorriu para Pierre, mas o coração ainda estava disparado. Havia uma parte de si que o queria ardentemente, mas não gostaria de ser infiel com Tao.


-Mas que coisa boa! O Tao é um sujeito super legal. E ele ficou absolutamente morto de preocupação quando você estava no hosptal, sabia?


Alguns segundos depois desviou o olhar com muita dificuldade e sentiu o sangue em suas bochechas, corou. A sensação de desejo e a ansiedade de suas possíveis ações era algo bom de se sentir. Era bom se sentir desejada, ainda mais depois de como estava e o que havia lhe acontecido, mais ainda sendo um homem como Pierre.... Pierre... Ouviu ecoar em sua mente, como se alguém falasse o nome dele constantemente


-- Eu agradeço de novo por você ter feito o que fez. Tudo que você faz por mim, inclusive


Achava estranho que tentava continuar fiel à Tao, mas as palavras pareciam puxar Pierre para perto, dando espaço para ele. Queria o próximo, mesmo que não o quisesse. Estava confusa. Virou o rosto ligeiramente.

Se ajeitou, depois de ter conseguido juntar forças, se distanciando ligeiramente para trás.


Pierre abre um sorriso para a garota, aparentemente recuando.

Spoiler:
Teste oculto - Total: 4 Sucessos
Considere que Jeong está absolutamente fascinada por ele até o fim do mês

O coração de Jeong dispara ao vê-lo se afastar um pouco. O que ela estava fazendo rejeitando ele daquela forma? Pierre por sua vez parece perceber esse momento de agitação e volta a se aproximar, mas ele avança para os lábios da menina, mas sim para seu pescoço, dando-lhe um chupão.

Qualquer resquício de vontade de afastar o homem desaparece no momento em que sua boca toca o pescoço da garota. Um prazer imenso a toma de assalto, afastando imediatamente de sua mente qualquer preocupação com fidelidade ou lembrança de seu namorado. Como era possível que o simples toque dele causasse tudo aquilo?

Após alguns momentos Pierre para com aquilo e se senta em uma poltrona próxima, como se nada tivesse acontecido. Jeong por sua vez sente as pernas um pouco bambas e se senta no sofá, sem saber perfeitamente como reagir. Suas emoções estavam confusas, mas duas parecem se sobrepor às demais: a certeza de que Pierre era o homem mais perfeito do mundo e a culpa de ela ter provocado ele e, por conta disso, gerado aquele incidente.

Tomando a iniciativa Pierre volta a falar como se o contato físico de alguns segundos atrás jamais tivesse acontecido.

-Eventos traumáticos frequentemente desencadeiam nossa melhor veia artística. Sabe, eu conheço um artista que só consegue mover o pé esquerdo. Ele tem obras absolutamente fantásticas! Eu com minhas duas mãos não sou capaz de produzir nada que nem chegue perto aos trabalhos dele. Você está fazendo fisioterapia?

{Resposta em Micro. Considere que a seguir Pierre pergunta como está seu dia a dia, puxando a conversa para descobrir quais tem sido suas atividades. Caso deseje falar tudo abertamente, pode interpretar. Caso queira omitir ou mentir me avise para rolarmos dados}
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Re: Um mundo mais escuro - parte II

Mensagem por DaniEaston em Dom 12 Nov 2017 - 16:09

Pierre por sua vez parece perceber esse momento de agitação e volta a se aproximar, mas ele avança para os lábios da menina, mas sim para seu pescoço, dando-lhe um chupão.

A ansiedade de vê-lo se aproximar saiu com um ligeiro gemido ao tê-lo dando seu beijo. Não havia espaço para dúvidas enquanto ela o sentia. Era um prazer que queria repetir por toda vida. Não havia nada no mundo que fosse tão prazeroso quanto isso.

Pierreeee...pierreeee...

Após alguns momentos Pierre para com aquilo e se senta em uma poltrona próxima, como se nada tivesse acontecido. Jeong por sua vez sente as pernas um pouco bambas e se senta no sofá, sem saber perfeitamente como reagir.

Sentia o coração batendo mais apressado e a respiração ofegante. Não fez questão de disfarçar por saber que seria impossível. Encostou as costas no sofá e olhou para ele, queria sentir mais do que havia sentido. Se um dia fosse morrer, queria que fosse desse forma.


Suas emoções estavam confusas, mas duas parecem se sobrepor às demais: a certeza de que Pierre era o homem mais perfeito do mundo e a culpa de ela ter provocado ele e, por conta disso, gerado aquele incidente.

Quando um pouco da razão tomou conta, sentiu um pouco de culpa, como podia ter se afastado ele e ao mesmo tempo desejava que ele trespassasse as barreiras, assim não carregados a culpa e poderia falar que havia sido ele quem cometera o ato e não ela. Mas nem fizeram nada, como ele poderia, apenas com um beijo em seu pescoço, lhe proporcionar tanto? Um beijo assim não parecia ser uma grande traição, buscava uma desculpa, no entanto, nem com Tao sentira tamanho estase. Pierre era a perfeição que a literatura descrevia, o personagem que os grandes autores aumenjavam..e lá estava ele.

-Eventos traumáticos frequentemente desencadeiam nossa melhor veia artística. Sabe, eu conheço um artista que só consegue mover o pé esquerdo. Ele tem obras absolutamente fantásticas! Eu com minhas duas mãos não sou capaz de produzir nada que nem chegue perto aos trabalhos dele. Você está fazendo fisioterapia?

Pensou no que ele falou enquanto afastava os seus pensamentos. Era difícil voltar a se concentrar e balbuciou antes de começar a respondê-lo. "Porcaria, porque você não consegue ser normal?" Se repreendeu


-- Estou fazendo fisioterapia sim. No entanto os médicos dizem que é difícil que eu tenha alguma melhora. Vou tentar msmo assim. Eu... Eu não gosto de ficar como eu estou, mas não posso dizer que não há um lado positivo. Ou eu tenho extraído esse lado positivo. Ando... Fazendo as coisas por mim mesma. Estou aprendendo computação, continuo pintando e melhorando mais. Até estou aprendendo a atirar, tem se revelado uma atividade muito boa. Uma sensação de...poder.. coisa que eu não sentia muito antes. Desejava ter o domínio sobre minha própria vida, mas isso nunca acontecia, agora, eu sinto um pouco mais... provavelmente vou comandar mais a minha vida, como eu sempre quis.
Falava sem olhar para ele. Parecia que olhá-lo iria a distrair e seria difícil de falar. No fim não resistiu e olhou-o nos olhos... Achou-o lindo -- Eu dedico meu tempo aos estudos e as práticas artísticas. Mas também faço terapia e as aulas de tiro. Na verdade tem sido um pouco difícil apesar de libertador. Saber que agora, mais do que antes, estou longe de fazer parte da sociedade. O que posso dizer? Todos querem fazer parte da sociedade, parte de alguma coisa. Você... você também se sente assim? Distante? O olhou com certa tristeza no olhar, buscou por reciprocidade. Suspirou enquanto pensava em si mesma, o que havia acontecido, estava agora apenas no fundo da sua mente..

Pierre... Pierre...

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Re: Um mundo mais escuro - parte II

Mensagem por Ignus em Dom 12 Nov 2017 - 16:59

Spoiler:
Jeong rolou 4 dados de 10 lados com dificuldade 6 para perc+empatia que resultou 1, 4, 5, 10 - Total: 0 Sucessos


-- Estou fazendo fisioterapia sim. No entanto os médicos dizem que é difícil que eu tenha alguma melhora. Vou tentar msmo assim. Eu... Eu não gosto de ficar como eu estou, mas não posso dizer que não há um lado positivo. Ou eu tenho extraído esse lado positivo. Ando... Fazendo as coisas por mim mesma. Estou aprendendo computação, continuo pintando e melhorando mais.


-Uhum. Sei.

Provavelmente por ainda estar arrebatada por sua experiência recente Jeong não presta muita atenção às reações de Pierre naquele começo de conversa.

Spoiler:
Jeong rolou 4 dados de 10 lados com dificuldade 6 para perc+empatia que resultou 6, 5, 9, 4 - Total: 2 Sucessos


Até estou aprendendo a atirar, tem se revelado uma atividade muito boa. Uma sensação de...poder.. coisa que eu não sentia muito antes. Desejava ter o domínio sobre minha própria vida, mas isso nunca acontecia, agora, eu sinto um pouco mais... provavelmente vou comandar mais a minha vida, como eu sempre quis. Falava sem olhar para ele. Parecia que olhá-lo iria a distrair e seria difícil de falar. No fim não resistiu e olhou-o nos olhos... Achou-o lindo


-A atirar? Não imaginava que você tinha esse gosto. Eu também gosto de dar uns tiros de vez em quando, sabia?

Jeong pode perceber que aquele assunto despertou certo interesse em Pierre. Era algo inesperado. Não encaixava com o perfil que ela tinha dele.


-- Eu dedico meu tempo aos estudos e as práticas artísticas. Mas também faço terapia e as aulas de tiro. Na verdade tem sido um pouco difícil apesar de libertador. Saber que agora, mais do que antes, estou longe de fazer parte da sociedade. O que posso dizer? Todos querem fazer parte da sociedade, parte de alguma coisa. Você... você também se sente assim? Distante? O olhou com certa tristeza no olhar, buscou por reciprocidade. Suspirou enquanto pensava em si mesma, o que havia acontecido, estava agora apenas no fundo da sua mente..

Pierre... Pierre...


-Suponho que todos nós queiramos pertencer a algo maior. Acho que faz parte da natureza humana.

Spoiler:
Jeong rolou 4 dados de 10 lados com dificuldade 6 para perc+empatia que resultou 10, 10, 3, 6 - Total: 3 Sucessos

Jeong tem a terrível impressão de que está entediando Pierre ao falar de suas angústias. Ela se sente muito mal com essa ideia e começam a lhe ocorrer na mente outras linhas de papo para que seu querido Pierre a achasse mais interessante. Antes que ela posso mudar sua linha de ação, contudo, ambos ouvem o som da porta do apartamento se abrindo. Era Tao que chegava.

Tao: -Pierre! Que bom te ver por aqui, meu amigo. Eu pretendia chegar antes de você, mas acabei ficando um pouco enrolado no trabalho. Oi, Jeong.


O homem aperta a mão de Pierre e lhe dá um abraço e a seguir dá um beijinho rápido de "oi" nos lábios de Jeong.
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Re: Um mundo mais escuro - parte II

Mensagem por DaniEaston em Dom 12 Nov 2017 - 17:31

-A atirar? Não imaginava que você tinha esse gosto. Eu também gosto de dar uns tiros de vez em quando, sabia?

-- Podemos ir ao estande de tiro que vou. Quando estiver com alguma folga. Eu comecei a pouco tempo, mas gosto muito. O ruim é colocar os projéteis com facilidade.
Sorriu animada em ter descoberto algo que pudesse fazer com Pierre.

Jeong tem a terrível impressão de que está entediando Pierre ao falar de suas angústias. Ela se sente muito mal com essa ideia e começam a lhe ocorrer na mente outras linhas de papo para que seu querido Pierre a achasse mais interessante.

Provavelmente não tocaria mais nesse assunto. Não sabia como havia escapado de sua boca, talvez por antes ele tê-la ouvido com o caso de sua mãe, mas não era mais assim e nem queria. Era bom que ele não tivesse mesmo gostado, não o incomodaria mais. Passou a fazer uma lista mental do que ele havia gostado e o que não havia. Iria moldar uma maneira de conversar com ele e o deixar feliz para que voltasse mais vezes.


Era Tao que chegava.

Tao: -Pierre! Que bom te ver por aqui, meu amigo. Eu pretendia chegar antes de você, mas acabei ficando um pouco enrolado no trabalho. Oi, Jeong.

Olhou de sobressalto quando Tão entrou. Sorriu ao vê-lo, agiu naturalmente, mas pensou se falaria a verdade ou não sobre Pierre, ainda mais o vendo tão amigo do homem. Passou a pensar na amizade dos dois, mas lembrou de como Tao havia reagido ao seu comentário sobre Pierre. Deixou o pensamento ir embora se esvairindo como neblina

-- Oi Tao. Que bom que chegou.


Respondeu ao selinho e olhou tão nos olhos com certa alegria em vê-lo, mas logo desviou o olhar e de canto olhou para Pierre, como se buscasse sua aprovação. O que o homem pensaria? Eles eram amigos, no entanto, ele a havia dado tanto prazer em instantes. Tao ficaria nervoso novamente ou curioso?.. perdeu-se em pensamentos por um instante e depois falou, a voz saiu um pouco alta, depois se controlou


-- TAO, QUER COMER... desculpa, quer comer alguma coisa? Pierre pode olhar os quadros enquanto esquento algo para você. Quer?


Fez um certo esforço para se levantar, mas não pediu ajuda. Em pé, esperou a resposta dele enquanto o olhava e as vezes de canto para Pierre. Começou a sentir um ligeiro desconforto e se adiantou em ir a cozinha. Ao menos ela comeria algo, se sentia um pouco cansada por algum motivo
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Re: Um mundo mais escuro - parte II

Mensagem por Ignus em Dom 12 Nov 2017 - 17:45

-- TAO, QUER COMER... desculpa, quer comer alguma coisa? Pierre pode olhar os quadros enquanto esquento algo para você. Quer?

Fez um certo esforço para se levantar, mas não pediu ajuda. Em pé, esperou a resposta dele enquanto o olhava e as vezes de canto para Pierre. Começou a sentir um ligeiro desconforto e se adiantou em ir a cozinha. Ao menos ela comeria algo, se sentia um pouco cansada por algum motivo

-Eu aceito sim. Estou morrendo de fome. Obrigado, pequena.


Jeong não pode deixar de estranhar um pouco o comportamento do namorado. Por mais que ela sempre recusasse ele tinha o hábito de sempre se oferecer para ajudá-la nos afazeres domésticos. Hoje, contudo, não houve qualquer sugestão nesse sentido.

Sem que nenhum dos dois de muita bola para ela os homens começam a conversar.

Pierre: -Dia agitado no trabalho?

Tao: Mais ou menos. Um rapaz ficou doente e então não pudemos montar duas equipes de 3, aí demoramos mais para terminar as coisas do dia.

Pierre: As coisas? Alguma tarefa desagradável?

Tao: Ah, nada demais. Passamos em algumas lojas da região para receber a taxa semanal de proteção que eles deviam.

Pierre: Entendo. Alguém criou problemas?

Tao: Nada. Os comerciantes daqui já estão acostumados. Eu poderia até ir sozinho na certeza de que estaria tudo bem, o que por sinal nos permitiria cobrir todo o território muito mais rápido. Mas o Sr. Han insiste para que sempre façamos a coleta em pelo menos 3 para demonstrar força aos nossos protegidos.

Spoiler:
Jeong rolou 4 dados de 10 lados com dificuldade 6 para perc+empatia que resultou 10, 10, 10, 9 - Total: 4 Sucessos

Tendo sido deixada de lado Jeong consegue prestar atenção ao papo como se fosse invisível. Pierre parece incrivelmente interessado em ouvir sobre a máfia e Tao não parece sentir qualquer embaraço em falar a respeito dela para ele.
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Re: Um mundo mais escuro - parte II

Mensagem por DaniEaston em Dom 12 Nov 2017 - 17:58


Por um momento se sentiu até mesmo mal. Mas alguns minutos quieta em seu canto não era tão ruim, mas estranho. Fez as coisas com sua lerdeza habitual. Mas não deixou de prestar atenção ao que conversavam.

Era por isso que não havia achado ruim que contasse para Pierre, ele mesmo estava fazendo isso. Achava estranho que Tao, um homem cuidadoso, estivesse tão solto em sua fala. Logicamente que Pierre não era um homem perigoso ou mal, mas mesmo assim, sempre pensava em Ling nessas horas, o que aquele carrancudo diria se soubesse? Sempre pensava que ele bateria em sua cara antes de queima-la viva por ter falado. Mas, ela sabia sobre a máfia antes de entrar no ambiente. Tao queria subir de posição, era prudente contar seus passos?

Pensou em tudo que falavam e no que ela começou a não contar para ninguém. Poderia até representar um risco para Pierre, a própria máfia tinha seu código, de quanto menos soubessem, mais seguro era. Então essas conversas eram um perigo até mesmo para Pierre, assim como era para ela e Tao.

Era o mesmo que soubesse de seus novos serviços, alguém poderia facilmente dar com a língua nos dentes mesmo que sem querer. Lembrou de como Pierre havia sido tão bajulador com o homem de terno que havia pedido o quadro. Se havia alguém nesse mundo que encantadas o homem mais encantador do mundo, significava que havia alguém para ouvir os segredos dele também. Sempre haveria alguém para ouvir alguém.

Terminou de esquentar a comida, um prato para si e outro para Tão. Serviu três copos e enxeu dois com vinho.vo terceiro deixou vazio



-- Está aqui Tão. Pierre, se quiser vinho, deixei uma taça para você. Mas se não quiser, não vou insistir
Sorriu gentil para ele e se sentou na cadeira daquela cozinha americana, com os pratos no balcão.

Voltou a ficar em silêncio e ouvi-los. Estava curiosa sobre o que eles falaram, até onde Tao iria. Pois sempre que falava tudo para Pierre, não se sentia bem depois, mas com ele, parecia ser diferente. Haviam ficado tão amigos assim? Começou a comer enquanto os olhava

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Re: Um mundo mais escuro - parte II

Mensagem por Ignus em Dom 12 Nov 2017 - 18:31

Jeong mantinha os ouvidos atentos enquanto Tao cantava como um canário. Seu namorado parecia não ter qualquer ressalva em falar sobre os negócios da Tríade para Pierre. Aquilo era muito estranho.

Pierre por sua vez parecia muito curioso sobre o assunto máfia. Ele fez diversas perguntas, sempre pegando os ganchos que Tao ia deixando ao falar. Em dado momento logo antes de Jeong voltar eles chegam no tema "ingresso clandestino de imigrantes".

(...)

Tao: -A Família está prestes a fazer uma operação grande de entrada de estrangeiros aqui por sinal.

Pierre: -De mexicanos, tipo o que os tais coiotes do cartel de drogas fazem?

Tao: -Não, nada disso. Aqueles caras são uns animais grosseiros. O nosso negócio é muito mais sofisticado.


-- Está aqui Tão. Pierre, se quiser vinho, deixei uma taça para você. Mas se não quiser, não vou insistir Sorriu gentil para ele e se sentou na cadeira daquela cozinha americana, com os pratos no balcão.


Pierre: Eu vou aceitar um golinho. Mas bem pouquinho, por favor. -Pierre volta novamente sua atenção para Tao, deixando Jeong enciumada com como ela era deixada de lado enquanto ele estava completamente concentrado em seu namorado -Como que a entrada de vocês é diferente da deles?

A conversa prosseguia, agora regada a vinho.

Tao: -Ah, aqueles caras simplesmente pegam os mexicanos que querem entrar, colocam eles em uma van e se aproveitam a fronteira na esperança de não serem encontrados. No fundo os mexicanos mal precisam dos coiotes. Eles não trazem segurança nem ajudam pra valer na travessia. Com a Família é tudo diferente. Além disso, aqui nós não temos a fronteira com o México como eles tem lá. Tudo tem que ser feito com mais inteligência.

Pierre: Fascinante... Mas como exatamente?

Tao: Bem, depende. Há mais de uma maneira. A mais lenta e grosseira é colocar o povo em navios cargueiros. O pessoal mais pobre e desesperado costuma entrar assim. Com os contatos certos um container pode não ser devidamente fiscalizado na entrada do porto.

Pierre: Acho que faz sentido. Tem um esquema diferente para os mais abastados?

Tao: Ah sim. Isso me lembra de algo, Jeong, eu conversei com o pessoal. Teremos 12 encomendas para entrega assim que possível.

Pierre: Encomendas?
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Re: Um mundo mais escuro - parte II

Mensagem por DaniEaston em Dom 12 Nov 2017 - 18:56

Deixou transparecer um pouco do incomodo. Tanto por não ter a atenção de Pierre quanto pela boca aberta de Tao. Estava inconformada em como ele podia nem sequer cogitar a segurança de Pierre.

Quando ele deixou escapar sobre as encomendas fechou o rosto e sentiu o coração palpitar. As narinas abriram com um pouco de raiva, mas se conteve. Viraram para Tão falou


-- Não precisamos conversar sobre essas coisas agora Tao. Com todo respeito ao Pierre, sei que ele é um homem de ouro, mas é a segurança dele? Você mesmo havia dito que quanto menos uma pessoa souber, melhor.
-- Olhou para Pierre, mas logo abaixou os olhos desviando o olhar e acalmou o tom de voz --Eu sei que você pode se cuidar Pierre e que jamais passaria essas informações à ninguém, mas se um dia alguém nos ouvir conversando. Seja por uma escuta ou passando pelo corredor. Eu nao sei. Você, eu e Tao provavelmente morreríamos. Temos que ter mais cuidado com esse tipo de conversa. Para sua própria segurança. Eu te estimo muito e não gostaria de vê-lo machucado, da forma que fosse Disse falando amorosa, com a mão pousada no peito. Olhou para Tao em seguida, franziu o rosto -- Você não quer nada se mal acontecendo à ele, quer? Ele é muito bom para sofrer como aquele homem que caiu doze vezes em cima de uma faca. Homem desastrado


Olhou de canto de olho para Pierre e depois para Tao. Como que ele não pensava na segurança daquele homem?

Levou a mão para a testa como se quisesse tirar as aflições de sua mente. Suspirou fundo e desejou que Tao finalmente falasse a boca. Mas era possível que eles conversasse depois sem a presença dela. Se sentia sem muita escapatoria. Será que ele acharia bom saber que ela era uma falsificadora? Sentiria orgulho? Mas não queria que ele se machucasse
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Re: Um mundo mais escuro - parte II

Mensagem por Ignus em Ter 14 Nov 2017 - 19:51

Deixou transparecer um pouco do incomodo. Tanto por não ter a atenção de Pierre quanto pela boca aberta de Tao. Estava inconformada em como ele podia nem sequer cogitar a segurança de Pierre.

Quando ele deixou escapar sobre as encomendas fechou o rosto e sentiu o coração palpitar. As narinas abriram com um pouco de raiva, mas se conteve.

Embora a garota não tentasse disfarçar sua expressão de incômodo nenhum dos homens prestava atenção suficiente nela para reparar. Era como se ela fosse invisível ali. Curiosamente a falta de atenção de Pierre para incomodá-la mais do que a do próprio namorado

Viraram para Tão falou

-- Não precisamos conversar sobre essas coisas agora Tao. Com todo respeito ao Pierre, sei que ele é um homem de ouro, mas é a segurança dele? Você mesmo havia dito que quanto menos uma pessoa souber, melhor. -- Olhou para Pierre, mas logo abaixou os olhos desviando o olhar e acalmou o tom de voz --Eu sei que você pode se cuidar Pierre e que jamais passaria essas informações à ninguém, mas se um dia alguém nos ouvir conversando. Seja por uma escuta ou passando pelo corredor. Eu nao sei. Você, eu e Tao provavelmente morreríamos. Temos que ter mais cuidado com esse tipo de conversa. Para sua própria segurança. Eu te estimo muito e não gostaria de vê-lo machucado, da forma que fosse Disse falando amorosa, com a mão pousada no peito. Olhou para Tao em seguida, franziu o rosto -- Você não quer nada se mal acontecendo à ele, quer? Ele é muito bom para sofrer como aquele homem que caiu doze vezes em cima de uma faca. Homem desastrado

Tao em um primeiro momento parece aborrecido por Jeong estar lhe dizendo o que fazer na frente de seu convidado, mas quando ela começa a falar sobre a segurança de Pierre a expressão dele logo muda.

Um tanto sem jeito ele começa a dizer

Tao: Bem, eu...

Pierre: Se é um assunto sensível, deixemos ele para lá. Não quero causar preocupações em minha anfitriã. - Ele sorri para Jeong e então cruza um olhar de cumplicidade com Tao.

O artista então abre sua mochila e tira uma garrafa de vinho de lá de dentro

-Jeong, eu havia prometido ao seu irmão uma garrafa de vinho para ele impressionar uma paquera dele da faculdade. Você poderia entregar para ele oportunamente, por favor?

{Micro}

-Agora, se você não se incomodar, eu gostaria de ver suas telas.

{Por favor descreva o que Jeong pintou nos três quadros. Não há necessidade de enviar imagens}
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Re: Um mundo mais escuro - parte II

Mensagem por DaniEaston em Ter 14 Nov 2017 - 23:12

Pierre: Se é um assunto sensível, deixemos ele para lá. Não quero causar preocupações em minha anfitriã.

-- Desculpe Pierre. É apenas receio de sua segurança. As pessoas sempre acabam abusando do seu lado bom. [color:c5a5=cc66cc] Soltou o ar suspirando, como se tivesse realmente com um peso grande do preocupação em seus ombros.


- Ele sorri para Jeong e então cruza um olhar de cumplicidade com Tao.
Notou o olhar de cumplicidade, como alguém que sempre tentou cuidar da segurança daqueles que gostava, sentiu um incômodo grande no peito. Tal qual adolescente buscando atenção, misturou os sentimentos e disse, não se importando com qualquer Careta que Tao viesse a fazer.
-- Eu não sou besta. Não adianta não conversar agora é conversarem quando eu não estiver. Disse com dureza na voz e olhou afiado para Tao. Suavizou o olhar ao voltar-se à Pierre -- Ah Pierre, no fundo você gosta de grandes emoções Sorriu um pouco preocupada ao olhá-lo, havia falado com carinho, com a mesma apreensão que demonstrava ao cuidar do irmão. Depois sorriu abertamente por encontrar em seu olhar alguma alegria que dispertava a mais pura energia em seu peito.

[Quote]-Jeong, eu havia prometido ao seu irmão uma garrafa de vinho para ele impressionar uma paquera dele da faculdade. Você poderia entregar para ele oportunamente, por favor?


Fez uma cara de surpresa ao ouvi-lo. Esticou a mão e com cuidado pegou a garrafa e deixou em um local seguro -- Pierre. O que fizemos para merecer você? Meu irmão é um abusado. E também um galanteador Riu de leve o olhando e comentou que entregaria à ele o quanto antes. Fez uma reverência no lugar do irmão por conta da gentileza do homem.

-Agora, se você não se incomodar, eu gostaria de ver suas telas.
Fez uma feição de surpresa, havia esquecido naquele momento das telas. O coração palpitou ansiosa. Engoliu seco assentiu com a cabeça. Não havia terminado a comida e a deixou de lado para ir até onde as telas estavam. As palavras que soltou começaram tímidas, mas embriagaram-se de orgulho ao longo da fala. Ela retirava as telas e as deixava exposta para ele.as olhá-la

-- Eu tentei aprimorar algumas técnicas. Mas a verdade é que as técnicas ficaram em segundo plano pois minha mão, solitária no serviço, juntou forças para exprimir tudo que eu sentia no peito. Depois de tudo que aconteceu. À algumas sensações que jamais vou esquecer. A dor de perder quem se ama, sentir-se no mais profundo abismo dentro de você mesmo, a incapacidade de se mover... A sensação de poder domar o mundo, ter forças para enfrentar qualquer pessoa e ou problema. O companheirismo e mais do que tudo... A auto suficiência. Tudo isso é interno, e o mundo.. ele é mais escuro à cada vez que respiro. Ele não é bonito, é agressivo e engole quem se aconchega... Mesmo que haja beleza, e eu acredito que sim, há, o mau parece habitar em cada canto escuro de uma rua iluminada pelo movimento humano. Cada bueiro tem escondido um monstro à expreita, esperando que tropecemos. Ele te agarra pelo calcanhar e o que resta é continuar forçando contra, ele nunca vai te largar, mas você pode avançar, nem que seja se arrastado e então se afastar para receber um pouco de luz. Mesmo que ela luz não seja o calor do sol quente e gostoso, mas sim a iluminação artificial da rua, que finge que nos acolhe, enquanto fingimos que estamos bem e vitoriosos, mesmo que presos pelas sombras de nossos próprios monstros.

Terminou e deu uns passos para trás. Levou a mão direita para o braço esquerdo, cruzando--o sobre o peito, como se estivesse se resguardando e se contendo depois de se abrir. Abaixou a cabeça por um momento, mas o olhou de canto de olho, procurando sua aprovação pelas palavras e pela tela. Transbordava a incerteza, havia feito seu melhor. Havia? Esperava a aprovação de Pierre como havia esperado a aprovação de seu pai. Não se mexeu enquanto ele analisava as obras. Mal respirava tamanha ansiedade.

A primeira tela era uma mulher de costas, ligeiramente virada, com um pouco do seu próprio rosto aparecendo, cima de seu ombro, o espelho refletia suas feições. Pelo espelho, seu rosto era nítido assim como o reflexo das luzes da cidade atrás. O sorriso parecia contente à primeira vista, mas logo se via a apreensão em algumas partes do rosto, demonstrando o sorriso falso. Apesar da tela ser escura, representando a noite, havia bastante luz dentro do espelho, até mesmo com típicas propagandas chinesas dos prédios onde viviam. De fora do espelho, eram impressões de prédios que se misturavam com a escuridão das sombras. Até mesmo seu rosto parecia que a pele, o pouco que se via, estava se desgrudando. Os dedos que segurava mais o espelho, magros e aguniantes. Quase toda a tela era amarelo bem escuro, quase preto, havia um pouco de marrom em alguns pedaços. Em destaque algum vermelho dentro do espelho, as luzes das propagandas. O batom do rosto. Era uma tela pesada, desconfortável depois de perceber o olhar da figura principal, que parecia fora do contexto onde estava.

A segunda tela o rosto de uma mulher oriental. Enquadrado cortado o lado direito, que parecia querer sorrir enquanto o lado esquerdo tinha no olhar o temor. Estava no canto direito na tela, sem o formato inteiro do rosto, cortado também embaixo. De fundo, a visão de uma rua em noite a chuvosa. Muito reflexo no chão e as luzes iluminando o local em um amarelo alaranjado. Mas o que refletia na mulher, era o tom de luz vermelho. Procurando a fonte da luz, um pedaço de propaganda iluminada de vermelho, também cortada de forma brusca no ângulo e incomoda. As pessoas eram borroes amarelo escuro, quase negro, olhando mais de perto, entre o que parecia um beco, uma das figuras era um borrão vermelho que parecia olhar na direção do quadro, era o único de frente. O quadro todo e as figuras pareciam um pouco inclinados, como se quem olhasse estivesse torto e não o local.

O terceiro quadro tinha as cores extremamente fortes. Novamente era uma das ruas de Chinatown, parecia um dia nublado e chuvoso por conta do reflexo no chão que refletia os prédios altos. Esses prédios eram, nas partes melhor desenhadas, preto e amarelo, o fundo, no céu eram espaços vázios, com azul claro e branco que as vezes avançava e tomava o espaço do prédio que não tinha muita forma se olhar rápido. No chão, os reflexos eram do mesmo tom amarelo laranja dos prédios na partes que pareciam ser luzes e propagandas fixadas nos predios e toldos. Muito cinza para representar a rua e azul para ajudar na sensação de reflexo pela chuva. As pinceladas eram fortes, violentas, mais do que as outras. Não havia ninguém olhando para tela, apenas semblante de pequenas pessoas caminhando e dividindo a rua com carros. Parecia uma tela abstrata, mas em segundos os olhos entendiam o que viam.

As três telas eram grandes.

Olhou para as telas e para Pierre. O olhava curiosa e apreensiva. Não movia um músculo, mas sentia o coração pulsar frenético




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