Sangue Ruim - Um Novo Começo

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Re: Sangue Ruim - Um Novo Começo

Mensagem por Rian em Sex Dez 15, 2017 5:38 pm

Henry Crow; PdS: 01/15; Força de Vontade: 02/10; Vitalidade: Incapacitado

-Mas eu já devo estar lhe aborrecendo com meus lamentos. Sinto muito por isso. Por mais que eu aprecie uma boa conversa, em especial em comparação com a alternativa de ser torturado, não posso deixar de me perguntar porque o Sr. veio falar comigo. Essa conversa foi uma cortesia derradeira para com um inimigo que se revelou digno em combate antes de sua execução ou o Sr. tem algo diferente em mente?
- Os motivos desta conversa não importam. O passado não volta e o futuro ainda não chegou. Então não há motivos para você se preocupar com o que virá depois, se é que virá algo depois. Atenha-se ao agora, no caso, à conversa.
Ele tinha ficado em silêncio apenas escutando Crow como um bom ouvinte. Não só ele, mas também os outros que se faziam presentes. Ao menos por um instante, Henry ganhava uma pausa na tortura.
- Como você mesmo disse, o único “Ventrue Verdadeiro” (O arcebispo deixava evidenciado a palavra verdadeiro, insinuando que apenas os sangue-azuis do sabá eram ventrues) que você conheceu foi esse conde, que antes de se juntar à Espada, era nada mais que um desprezível e mesquinho ventrue da Bastarda. Como se atreve compará-lo aos verdadeiros Ventrue? Se ele traiu seus compatriotas sob o seu próprio teto, certamente fez apenas o que aprendeu dentro de sua Seita e de seu clã. Como você bem disse... Ele abria as mãos sorrindo enquanto usava as próprias palavras de Crow a favor de Larassa. -
Ele ainda estava no processo de conversão! Já parou para pensar sobre isto?

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Re: Sangue Ruim - Um Novo Começo

Mensagem por Winterfell em Sab Dez 16, 2017 1:57 am

Eu e Lincoln continuamos descendo até o subterrâneo, enquanto Franchesca ainda no térreo liga para o porco. Enfim, cada coisa a seu tempo primeiro “Karla”. Ao atravessar uma porta de madeira nos deparamos com um local escuro, rústico e úmido, com cheiro de terra molhada. Um ambiente acolhedor e familiar a um Tzimisce. Agradável. O que acaba me lembrando de uma necessidade ainda mais premente agora que éramos um “bando”. Preciso de um refúgio coletivo para o Devourers. Algo que já vinha sendo adiado por tempo demais e precisava ser providenciado. Mas como já mencionei, cada coisa a seu tempo e primeiro “Karla”.

Karla estava lá sozinha com o príncipe, que não chegava bem a ser uma “testemunha” de nossa conversa. (Se algo indicar que ele possa nos ouvir, aborte as falas a seguir). – Foi oportuno lhe ver esta noite. Digo de forma natural, enquanto me aproximo também me fazendo notar. Não querendo chegar como um gatuno, de surpresa pelas costas da Brujah AT. Que analisava o príncipe de costas para nós, ainda que tivesse nos fitado sorrateira e brevemente. Continuo me aproximando até parar ao lado dela também olhando na mesma direção que ela, para o príncipe. – Foi um passo importante. Digo me referindo a vitória contra a Camarilla. – Mas não é disso que quero tratar agora. Viro meu rosto para ela, observando-a e falando com seriedade. – Não tenho “memoria seletiva” nem esqueci o que fez por mim e Lionel. Alguns cainitas parecem “esquecer” quem lhes auxilia assim que podem (desonroso, mas relativamente comum). Tzimisces contudo tem honra e quero que o Devourers tenha uma reputação agregadora também nesse sentido, de forma a facilitar transações e negociações futuras com outros bandos.

Até porque, uma aliança com a Brujah AT também me interessa. – Você se arriscou pela gente, irmãos que sequer conhecia e se você não tivesse nos tirado daquela roubada, o Devourers provavelmente não teria brilhado como brilhou. Sorrio sem chegar a mostrar os dentes, um sorriso sutil apenas um definir de um dos lados da face. Mas um sorriso real, sem fingimentos. – Você merece nosso agradecimento, mas como um “agradecimento” só serve ao ego e não lhe seria útil em nada. Preferimos pegar seu contato. Digo falando por mim e por Lincoln, enquanto meu sorriso se torna um pouco mais amplo, a seriedade ainda presente, mas também muita cumplicidade. – Assim na próxima vez que tivermos algo quente em mãos, nos te colocamos na jogada também. O que permitiria a ela colher parte dos “louros” é claro. – Topa a parceria? Tanto eu como Lincoln a vemos com bons olhos e ela devia nos ver de forma semelhante depois da reputação que adquirimos e da “forma correta” com a qual a estou tratando.

(Aguardarei a resposta dela, só seguindo com esse dialogo a seguir depois disso). Falo de forma leve, bem humorada. – E então, tem algum convento ou ponto de encontro por aqui que você recomende? Estamos aceitando indicações. Afinal o Devourers, assim como seus membros. Precisavam se integrar mais a comunidade Sabá local e para tanto precisávamos de informações como essas. Informações que ela também não tinha porque nos negar. – A algum domínio Tzimisce pela região? Também pergunto.

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Re: Sangue Ruim - Um Novo Começo

Mensagem por Ignus em Sab Dez 16, 2017 5:19 am

-Eu ficaria tremendamente surpreso em ver um anfitrião que tentou assassinar seus convidados aprendendo o significado de honra e lealdade. Essa conversão teria que verdadeiramente quebrá-lo e reconstrui-lo em um novo ser.

Henry lembra-se então do relatório do neófito Tremere que se apresentara a ele e que falara sobre infernalistas do Sabá.

-Já que estou tendo a rara oportunidade de ter uma conversa franca com vocês permita-me por favor uma pergunta sincera para aferir o quanto do que nos falam a seu respeito é verdade. Vocês realmente adoram entidades demoníacas?

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Re: Sangue Ruim - Um Novo Começo

Mensagem por Rian em Sab Dez 16, 2017 5:00 pm

Ivan Markov; PS: 11/15; FV: 7/7; Vitalidade: ok

Após o escândalo causado na rua, o Lassombra colocava o corpo desmaiado daquele homem dentro do carro. Peter parecia preocupado e aparentemente conversava sozinho. Assim que Ivan entrava ele acelerava rapidamente para longe dali. Com o carro em movimento não ficava difícil para Markov se alimentar enquanto eles passavam pelas ruas. Logo o vampiro estava quase satisfeito e deixava apenas um pouquinho para o seu motorista.

Peter entrava em um beco, onde parava o carro. Ele então se alimentava do pouco de sangue que havia sobrado. O companheiro de Ivan não recusava o prato dividido pelo Lassombra, afinal sangue é sangue.
- E agora? O que fazemos com esse corpo? Perguntava o nosferatu após sugar a última gota de sangue.

Ivan rolou 3 dados de 10 lados com dificuldade 6 para vigor que resultou 7, 5, 9 - Total: 2 Sucessos

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Re: Sangue Ruim - Um Novo Começo

Mensagem por Rian em Sab Dez 16, 2017 5:36 pm

Marko Cerveni Obertus, PS: 13/13; Força de Vontade: 3/7 Vitalidade: Espancado (agravado) (-2 d);

Karla apenas escutava, em silêncio, as palavras de Marko. Assim que o Tzmisce propunha uma espécie de parceria ela apenas sorria sutilmente e sem dizer nada entregava um papel com seu telefone anotado para ductis. Ela não se demonstrava orgulhosa do que tinha feito, como se o que fizera fosse nada mais que sua obrigação e logo partia para responder a pergunta do Obertus.
- Somos os pioneiros da Espada nesta região. Apenas escolha um lugar que julgas apropriado e toma-lo para ti. O domínio da Bastarda é fraco fora de Denver. Acho que não terás problemas em se estabelecer. Mas se fosse eu, escolheria um pub com porão, ao bom e velho estilo Brujah. Mas, você não é um Brujah... finalizava ela sorrindo.

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Re: Sangue Ruim - Um Novo Começo

Mensagem por Rian em Sab Dez 16, 2017 5:53 pm

Henry Crow; PdS: 01/15; Força de Vontade: 02/10; Vitalidade: Incapacitado


-Eu ficaria tremendamente surpreso em ver um anfitrião que tentou assassinar seus convidados aprendendo o significado de honra e lealdade. Essa conversão teria que verdadeiramente quebrá-lo e reconstrui-lo em um novo ser.
- Não posso dizer que ele tenha assimilado uma nova filosofia de vida. Mas se continuar agindo como um vampiro da Bastarda, certamente sofrerá ou já tenha sofrido um destino condizente com suas atitudes...
Havia algo ali que o arcebispo não revelava, talvez algum costume do Sabá. O fato é que Crow percebia através daquelas palavras que havia muito mais coisas sobre o Sabá do que ele poderia supor.
-Já que estou tendo a rara oportunidade de ter uma conversa franca com vocês permita-me por favor uma pergunta sincera para aferir o quanto do que nos falam a seu respeito é verdade. Vocês realmente adoram entidades demoníacas?
O arcebispo demonstrava um pequeno sorriso no rosto enquanto Crow escutava outras vozes gargalhando daquilo que ele dissera.

- Certamente o que chegou a você sobre isso foi uma informação incompleta ou desviada. Não somos adoradores do diabo, mas admito que infelizmente há bandos que fazem pactos com as profundezes do inferno para crescerem em poder. Muito pelo contrário do que chegou até sua seita, abominamos esta prática. O Sabá, A Espada de Cain, busca a liberdade. Diablerizamos os anciões para nos libertarmos de suas manipulações na Jyhad. Portanto ser escravo de um demônio vai contra todo o nosso ideal. Vampiros que fazem isto são destruídos sem misericórdia. Sim! Cortamos da nossa própria carne, travando duas guerras simultâneas. Uma contra os anciões da Bastarda e outra interna contra esses bastardos. Afirmava após encerrar o seu sorriso.

- Inclusive temos uma Inquisição dentro do Sabá que se ocupa única e exclusivamente de extirpar estes cainitas, como os humanos fizeram conosco na Idade Média. Não é atoa a analogia ao nome.


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Re: Sangue Ruim - Um Novo Começo

Mensagem por Blackwood em Dom Dez 17, 2017 8:49 pm

Peter parecia incomodado com o fato de minha disciplina ter chamado mais atenção do que eu pretendia. Mas essa não era minha intenção, e por isso não irei me culpar. Meu amigo nosferatu da partida no carro e nos leva para um lugar longe dos olhares curiosos e lá podemos nos alimentar sem grandes preocupações. Eu não pude esperar e logo cravei minhas presas naquele mortal. Peter que estava mais saciado, conseguiu ter a calma de encontrar um lugar afastado e desligar o carro para se alimentar. Até mesmo por que ele é quem estava no volante.

Após sugarmos até a última gota de sangue da veia daquele pobre rapaz, Peter me questiona a respeito do descarte do nosso jantar. - Vamos deixá-lo em um terreno baldio e tocar fogo. Ou que sabe joga-lo em um rio? Sinceramente aquilo era as menores de minhas preocupações. Agora que minha besta estava parcialmente saciada, eu conseguia raciocinar de forma esperada.

Primeira atitude que tomo é cicatrizar as feridas do homem com as propriedades encontradas em minha saliva. Feito isso, espero qual das opções Peter irá escolher quanto ao descarte daquele corpo. Ou quem sabe ele tem uma sugestão mais apropriada.
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Re: Sangue Ruim - Um Novo Começo

Mensagem por Winterfell em Seg Dez 18, 2017 2:59 am

Observo Karla com atenção. Vendo que está não demostra orgulho nem pelo que fez, nem pelo meu reconhecimento. Mas, sabendo que a mesma é uma espia competente, não esperava “ler” muita coisa mesmo. Bom... ao menos sua reação não foi ruim, o que seria mais visível creio que posso entender isso como um sucesso. Ela me entrega seu contato, que recebo na ponta dos dedos, tentando não sujar muito o papel de sangue, para mantê-lo legível. Agora só preciso me mover corretamente e logo essa aliança frutífera a disponibilizara como uma de minhas peças. Afinal, só um tolo cresce sem firmar alianças e via muita utilidade na Brutos.

- Somos os pioneiros da Espada nesta região. Apenas escolha um lugar que julgas apropriado e toma-lo para ti. O domínio da Bastarda é fraco fora de Denver. Acho que não terás problemas em se estabelecer. Mas se fosse eu, escolheria um pub com porão, ao bom e velho estilo Brujah. Mas, você não é um Brujah...

Ela me sorri e lhe retribuo o gesto enquanto comento levemente, em uma “conversa despretensiosa” entre camaradas. Ainda que no fundo todas as minhas ações sejam motivadas e a “despretensão” inexistente. – Não. Digo me referindo ao fato obvio de não ser um Brujah. – Mas compartilhamos o apreço por porões, mesmo que você não seja Tzimisce. Digo devolvendo sem o intuito ou intenção de ofender. Finalizando a conversa em tom próximo. – Te mando depois uma mensagem com meu número celular. No fim das contas vou ter de descolar um pré-pago sem GPS. Um descartável assim devia ser relativamente seguro e não comprometer tanto a minha segurança. Enquanto não ter um celular, isso sim estava começando a complicar a minha não-vida. – Nos veremos novamente. Então começo a retroceder com Lincoln aos pisos superiores onde este dessa vez se joga em um sofá, fazendo companhia a Franchesca, Enquanto eu, continuo subindo indo até lá em cima e pegando minha mochila e roupas, também aproveitando para procurar a velha. (Carniçal).

Uma vez encontrando-a, pergunto sem menospreza-la ou de outra forma trata-la mal. – Pode por gentileza me indicar o banheiro? No caminho pergunto. – A um número ao qual deva recorrer para anunciar minha visita antes de propriamente aparecer a porta na próxima vez? Pergunto pelo ramal da casa, talvez da serva ou ainda do próprio Larassa. Afinal nem todos gostam de visitas não anunciadas e preferia anunciar minha vinda antes de bater a porta.

Uma vez no banheiro, agradeço a mulher com um gesto de cabeça e complemento ainda a porta com a mesma: – Você me foi agradável, Senhora...? Digo esperando que ela complete. – (Digo aqui o nome dela), queira posteriormente informar a sua excelência me referindo a Larassa – que estaremos nos estabelecendo, mas tornaremos a visita-lo tão logo tenhamos findado estes por menores ou mesmo antes disso, caso ele assim requeira. Lhe mandarei um número para viabilizar nosso contato no mais tardar até amanhã. Tendo terminado essas tratativas. (Como a mulher está reagindo)? me despeço adentrando o banheiro, onde tomo uma ducha rápida no intuito de me limpar do sangue. Caralho, isso doí pra porra. Tentando também ignorar a dor da água batendo no peito Merda, merda! findando o banho rapidamente e vestindo minhas roupas velhas relativamente limpas de sangue ainda que meio rasgadas e sujas de poeira. Guardo o telefone de Karla em minha carteira, e a carteira no bolso da frente. Voltando por fim para o cômodo em que estão meus companheiros e esperando juntamente com estes a chegada do Porco da Degenerada.

Quando este chegar, caso ninguém queira tratar de mais alguma coisa conosco, partiremos.

Dentro do carro, – Vamos saindo naturalmente, mas ainda não volte para Denver. Só saia dessa área. Vou trocando as roupas que estou usando pela muda que o Porco trouxe dentro do carro mesmo, e depois de passar minha cabeça pela boca da blusa observo meus companheiros e digo: – Teste desagradável, mas já superado. Comento não sendo muito detalhado já que o Porco estava presente, mas ainda assim abrindo e vendo se eles complementam algo ou querem falar a respeito de alguma coisa do que nós houve.

– Precisamos nos reestabelecer Digo me referente a cura tanto minha quanto dos outros dois. Já que mesmo que o Brujah não tenha comentado, sei que ele está em situação tão delicada quanto eu. – e estabelecer em algum lugar. Olho para o porco. – Como taxista, você deve ter algum conhecimento de área. Conhece algum lugar pelos arredores de Denver que sirva a nossa necessidade de privacidade e discrição? Olho para meus companheiros. – Prefiro evitar qualquer “emoção”, ao menos antes de terminar de me curar. Contudo com a vitória do nosso lado, o lado de lá vai começar a reagir e o Baruck fez merda matando o porteiro do prédio em que estávamos. O prédio em que o Porco e Mary vivem. – Há a possibilidade que os bastardos comecem a vigiar o local e permanecer por lá não é um risco que possamos correr enquanto nos recuperamos.

Espero para ver a reação deles ao que disse até então.

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Re: Sangue Ruim - Um Novo Começo

Mensagem por @nDRoid[94] em Seg Dez 18, 2017 5:52 pm

Enquanto via o corpo de Kamilla sendo retirado de suas mãos, o hacker responde:

'- Acredito que o senhor tenha protegido nosso santuário com todo seu conhecimento ritualístico, mas temo na oportunidade que damos a Espada de Caim nesse momento. Não sabemos quantos ainda restam, eles podem estar espreitando para nos seguir até nossa Capela e, com a localização da mesma, organizar um ataque direto ao nosso clã. Seria o desejo mais sincero dos Demônios, acredito.'

Ele faz uma pausa, mas continua:

'- Eu sugeriria, se houvesse a possibilidade, num refúgio secundário ao menos essa noite. Mas não sei se nosso clã, tão forasteiro ainda nessas terras, tenha essa possibilidade. Acredito que não. Se isso não for possível, não temos outra ideia senão ir para nosso santuário. Entretanto, precisamos reforçar nossas proteções. Se o senhor me arranjar um terminal descente, eu posso tentar averiguar algumas coisas.'

Enquanto isso, ele pensava.

*Eu espero que nossa Capela tenha saídas emergenciais para seus Membros. Confiar demais é tolice...*
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Re: Sangue Ruim - Um Novo Começo

Mensagem por Ignus em Ter Dez 19, 2017 9:22 am

~citação~
Não posso dizer que ele tenha assimilado uma nova filosofia de vida. Mas se continuar agindo como um vampiro da Bastarda, certamente sofrerá ou já tenha sofrido um destino condizente com suas atitudes...
Havia algo ali que o arcebispo não revelava, talvez algum costume do Sabá. O fato é que Crow percebia através daquelas palavras que havia muito mais coisas sobre o Sabá do que ele poderia supor
~citação~

“Então eles tem alguma estrutura disciplinar para manter seus membros na linha. Quer dizer, ‘na linha’ de acordo com os padrões éticos deles.”

~citação~
O arcebispo demonstrava um pequeno sorriso no rosto enquanto Crow escutava outras vozes gargalhando daquilo que ele dissera.
~citação~

Embora se esforce para não demonstrar aquelas gargalhadas incomodavam tremendamente Henry. Era incrível que alguém que acabara de ser torturado pudesse se importar com aquilo considerando as provações por que passara, mas a verdade era que ter sua perguntado considerada ridícula atentada contra o orgulho do Ventrue.

As palavras do Arcebispo, contudo, fazem ele colocar aquele pequeno ressentimento em segundo plano. A ideia de viver sem a opressão dos mais antigos era simplesmente revolucionária.

“Não ter a vontade dos mais velhos me sendo imposta? Parece difícil de acreditar. Mesmo como Príncipe eu teria de manter a Primigenie, que nada mais é na verdade do que o clube dos mais antigos, satisfeita ou seria esmagado.”

-Perdoe-me pelo meu ceticismo, mas tenho dificuldade em acreditar que seus anciões não os oprimam. Mesmo como Principe eu não conseguiria ficar imune da influência dos mais velhos. Vocês certamente tem alguma hierarquia em sua seita. Por acaso não são seus mais velhos que ocupam a cúpula da cadeia de comando?


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Re: Sangue Ruim - Um Novo Começo

Mensagem por Rian em Qua Dez 27, 2017 1:26 pm

Henry Crow; PdS: 01/15; Força de Vontade: 02/10; Vitalidade: Incapacitado

- Não estou ofendido, na verdade espero esse tipo de pergunta vindo dos como você.
Ele parece já estar acostumado a esse tipo de "modos pensante".
- Seus anciões os fazem pensar que a "sua maneira" é a única maneira.
Ele sorri, um sorriso sem humor. Um sorriso que na verdade transmite nojo.
- Que não há alternativas.
O próprio Crow não comprovava essa "tese"? Em qualquer que fosse a noite, o Ventrue já cogitou o Sabá? Já pensou que realmente havia algo para ele além da Camarilla?
- O que você não percebe entretanto, ele diz com dissabor. - É que a sua amada máscara, não é um véu só para mortais. Você e todos os jovens são tão enganados quanto o Gado.
Ele o observa muito seriamente.
- Afinal se houvesse realmente uma alternativa, quem engoliria aquela merda toda?
Os outros na sala tornam a rir, mas o Arcebispo se mantém sério, olhando em seus olhos e os outros se calam quando ele torna a falar.
- O Sabá não é governado, mas sim liderado.
Ele continua olhando em seus olhos, não apenas como quem vê através do ventrue (o que ele claramente também faz), mas principalmente como quem transmite uma convicção. Um ideal no qual acredita.
- Vou lhe mostrar a diferença e você que tire suas próprias conclusões.

--

OFF: Você pode continuar dialogando com o Arcebispo. De qualquer forma ele já estava decidido a que atitude tomar em relação ao Crow. Portanto, independente do que for discutido, teremos o seguinte desfecho e, portanto, duas frentes de narrativa até que o diálogo se esgote.


ON: Apenas um olhar frio Larassa dirigia ao torturador, que trazia a taça com o sangue. Mesmo que quisesse recusar aquela bebida por sua própria vontade o ímpeto da besta era mais forte e ela dominava Crow, ele lamberia cada gota naquele cálice. Com os membros quebrados o arcebispo servia o ventrue que quase entrava em convulsão pela fome, ele queria mais, mas não havia o suficiente para saciar toda sua fome. Enquanto sua língua buscava as últimas gotas como um cão sedento, os olhos de Larassa capturavam os olhos de Henry. Este ficava paralisado e o recipiente caía no chão.
Henry Crow sentia uma onda de choque em seu cérebro e então ele apagava como se tivesse caído em torpor novamente.

Arcebispo Larassa: Ordenar Esquecimentos – 5 Sucessos

(...)


Henry Crow; PdS: 03/15; Força de Vontade: 02/10; Vitalidade: Ferido Gravemente


O Ventrue ficava sentado na ponta da maca dentro do pequeno quarto que ficava no porão do convento. Ele reconhecia aquele lugar. Estaria o seu arcebispo no andar superior? Será que tudo não passara de um pesadelo? Quem sabe Helena ainda estaria viva?!

Por Cain! Henry Crow sempre fora o melhor espião do Sabá. Realizou várias missões arriscadas de infiltração, se passando por um Ventrue da Bastarda e agora não entende onde foi o deslize que ele cometeu que os bastardos de Denver lhe capturaram, lhe torturaram e fizeram coisas terríveis com seu corpo. Um dos carniçais do príncipe Máximus chegou a estuprá-lo. Por sorte o seu Arcebispo não o abandonou e ordenou um ataque insano ao elísium retirando Henry Crow das garras do inimigo.

Agora sentado ali naquela maca do quarto daquele porão do convento do Sabá de Boulder ele ainda tenta entender tudo o que aconteceu. Quanto tempo se passou? Difícil dizer...

Crow ainda se lembrava do momento em que Helena, A Toreador AT, sacerdote de seu bando, morria pela lâmina da espada de Máximus tentando salvar a vida de Henry, seu ductus. Sim, ela amava o Ventrue, uma relação que vinha não só com a força do vinculum entre eles, mas pelos anos de convivência. Ela amava o seu Ductus e enfrentaria o mundo inteiro por ele. Mas agora ela não passava de apenas uma lembrança... todo o seu bando destruído na ofensiva e agora Crow era um Ductus sem bando, portanto, ele não era mais nem sequer um ductus. Máximus havia lhe retirado mais do que apenas um posto. Lhe retirou tudo o que ele era....

E o Arcebispo? Ali do porão onde estava ele podia escutar um som distante de uma conversa, talvez uma discussão. Larassa certamente teria problemas com os Cardeais por colocar toda uma arquidiocese em risco para resgatar um único irmão. Crow estava em débito com Larassa, não havia dúvidas nenhuma quanto a isto...

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