Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por Arcebispo Altobello em Ter 31 Out 2017 - 3:51


- Então vamos logo. - Disse Jorge, como que se obrigasse a seguir em frente, mesmo sabendo que iria se arrepender muito em breve. Aquele ímpeto que dura apenas alguns instantes e é usado para fazer aquelas coisas das quais não se pode voltar atrás. Ele sente medo, mas seu orgulho é ainda maior. Bierhoff guarda a chave para a salvação de Springfield, seu aliado mais próximo, e também é a porta para o seu objetivo mais sincero desde que se entende por vampiro, aprender Magia de Sangue. Demonstrar fraqueza é, para Altobello, quase tão abominável quanto encarar o Abismo de frente, mas fazer isso para o Cardeal, seria pior do que a própria morte-final.

Em sua mesa, um inofensivo e desprestensioso adorno. Um pote de água com uma singela flor de lótus. O Arcebispo a manusea com o cuidado que uma mãe dedicaria ao filho recém-nascido, guardando no bolso da frente do seu colete. Na segunda gaveta da mesa, ele pega uma pequena garrafa térmica. É uma exigência direta sua para os empregados da copa do La Proposta. Uma garrafa com água quente, fervida, trocada pelo menos 3 vezes todas as noites. É apenas uma garrafa térmica comum, mas de boa qualidade, com água quente. O calor deve ser mantido até o final da noite.

Altobello se levanta e acompanha Bierhoff até a saída. Eleonora, pelo visto já sabia de tudo. O Arcebispo não diz nada, no entanto. Está ansioso, apreensivo, mas é um bom ator. Ele camufla em um misto de determinação e concentração. Assim, a viagem até o apartamento de Springfield segue em um silêncio digno de quem parte para uma jornada inferno adentro. O clima é lúgubre e soturno. Os três chegam até o Central Park e o Lasombra não pode deixar de lembrar dos Lupinos que ali habitam e do incidente com o Arquimago, mas nada disso é capaz de desviar sua atenção do que realmente importa.

Lá em cima, a Sra. Springfield abre a porta e revela um cenário conturbado. O que já fora um apartamento luxuoso agora não passa de um amontoado de cacos e móveis revirados. O Cardeal dá a deixa, e a vampira os deixa. Uma aflição toma conta de Jorge, mas ele se esforça para não deixar transparecer. Quando o Ancião começa a "aula", isso ajuda a aliviar a tensão. A sede de conhecimento de Altobello atua a seu favor. A explicação prende sua atenção, mas quando o ritual tem início, uma hora parecer uma eternidade. A ansiedade é perturbadora.

Durante todo esse tempo pensou ter abraçado suas trevas interiores, mas agora se dá conta que apenas fez o que era lhe mais conveniente. Um "católico não-praticante" da Trilha. Seu Deus, o Abismo, sempre foi algo que ele sabia que estava ali, recorria a ele quando precisava, mas que nunca deu a devida importância. Sempre correndo atrás de mais e mais poder. "Perseguindo sombras" como diria o filósofo em uma metáfora de completa ironia. Agora temia ser regurgitado de dentro dele ou consumido de alguma forma.

Enquanto imerso em pensamentos, o ritual termina, revelando uma criatura de sombras. Algo que até então só havia lido nos livros de seu Senhor tomava forma na frente de seus olhos. É monstruosa, mas obediente. Jorge não está assustado com ela, mas impressionado. A situação como um todo é que o assusta, mas ele se esfoça para afastar esses pensamentos. Bierhoff o agracia com outra leva de informações, dessa vez sobre um ritual fora de seu alcance... por enquanto. Ele inicia a abertura do portal, mas dessa vez ele tem companhia, um objeto de estudo. O Lasombra se aproxima da criatura, observa sua aura, a toca, a cheira com seu sentido aguçado, busca em seus pensamentos. Se é para estudá-la, Altobello decide fazer do jeito certo.

O portal está feito. O negrume nunca lhe pareceu tão devastador quanto agora. O Arcebispo pega a pedra-bússola com a mão esquerda e a mão do Cardeal com a direita. - Vamos. - Em outro daqueles ímpetos que só dura alguns instantes.

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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por Gam em Ter 31 Out 2017 - 4:09

@Altobello
É muito interessante, pra dizer o mínimo. A criatura sombria não é mais uma extensão das vontades de seu criador. Ela de fato possui uma mente pensante. Quando penetra sua cabeça, Altobello tem a perturbadora realização de que ela está visualizando todos os possíveis acidentes fatais que poderiam acontecer aos Lasombra naquela sala. Alguns cômicos, outros particularmente bem elaborados. Ela não fala, contudo. E sua mente não parece pensar em qualquer idioma específico. São apenas conceitos e imagens.

Sua aura é diferente de tudo o que ele já viu. É escura, mas possui leves tons de humor. A criatura parece paciente e subserviente. Ele já entendeu em sua mente a razão. Este ser sabe que só precisa auxiliar na empreitada de seus mestres e será libertado.

Mas enfim o portal está feito. Cardeal e Arcebispo dão as mãos e, juntos, mergulham nas puras trevas.


Altobello; Senso de Perigo
Auspícios = 5 / Dif = 1
6, 4, 1, 4, 6 = 5 sucessos

Não há turbulência, não há estranhos sons de bestas passando. Apenas o silêncio. Silêncio preto.

Seu único sentido que o lembra de sua existência é o tato. Ele pode sentir a mão de Bierhoff desprendendo-se da sua, sumindo no nada. Ele pode sentir a pedra em sua outra mão, ainda fria. Ele pode sentir a escuridão envolvendo seu corpo. Não como uma Mortalha, o cobertor de sombras. Algo muito mais real, como uma presença que o abraça por todos os lados. Uma presença que o envolve com firmeza, mas delicadeza. Algo vivo e consciente, muito maior do que qualquer coisa que ele jamais viu ou sentiu antes. Altobello sabe que aquela presença infinita o sente. Sabe que não consegue passar despercebido por ela, por menor que ele seja. Ele a teme, a respeita.

Altobello; Senso de Perigo
Auspícios = 5 / Dif = 1
10(3), 4, 9, 1, 7 = 6 sucessos

Ele anda, ou ao menos assume que está andando. Tudo parece igual. Não há chão sob si. Não há ar passando por seu rosto para dar-lhe a impressão de movimento. Ele não sabe dizer com qual velocidade se move ali, ou sequer se moveu-se algum centímetro para começo de conversa.

O som continua inexistente, mas alguém fala com ele. Está dentro de sua cabeça.

"Altobello? É você mesmo?"

Sim, ele o encontrou. Definitivamente.

"O que está fazendo aqui?"

Uma direção lhe é dada. É como se fosse um instinto, mas ele sabe que lhe foi implantada ali artificalmente.

"Ajude-me."

Se esticar a mão, ele pode tocá-lo. Através do tato, pode sentir que são suas feições. Mas é como se seu corpo agora fosse parcialmente trevas. Em alguns pontos, os dedos do Arcebispo simplesmente afundam no vazio. Em outros, o rosto continua a existir. Ele está parcialmente consumido pelo Abismo. O desejo de Springfield é exposto claramente em sua mente. Um Beijo em seu pescoço.

"Mate-me. Liberte-me desta casca."

"Não!" Uma segunda voz invade naquela mesma frequência. "Não nos liberte aqui! Aqui não! Leve-nos com você, eu imploro"

Mas de quem é a voz? Não é Springfield e também não é Bierhoff. Mas Altobello tem certeza de que já a ouviu antes, há muitos anos...

Altobello; Senso de Perigo
Auspícios = 5 / Dif = 1
7, 8, 10(4), 2, 3= 6 sucessos

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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por Dylan Dog em Ter 31 Out 2017 - 10:53

A diplomacia não havia trazido muitos frutos, mas rendeu uma informação importante, um nome mais precisamente.

Pensando com o máximo de frieza ele resolve ir ao encontro do príncipe de New Haven novamente, talvez fosse um momento mais propício para uma conversa adequada com ele e talvez com Gorgonier.

Dario mais uma vez usa seu auspícios pra buscar um perseguidor e então chama mais um táxi e ruma para o Elísio.
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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por Arcebispo Altobello em Ter 31 Out 2017 - 16:31

A sombra viva, diferente de muitas porções de sombras invocadas pelos Guardiões, não era apenas um remendo de escuridão que agia por instinto ou sob o controle do invocador, mas sim um ser pensante. Uma criatura com senso de humor negro e sádico. Pensamentos criativos inclusive. Um servo intrigante do qual Jorge poderia recorrer no futuro. O ritual não parece ser nada complicado e o Lasombra sente confiança para replicá-lo sozinho.

___

É como pular de paraquedas. A curva da tensão, com sua crista no exato momento do salto do paraquedista e no instante seguinte o mais puro e sincero deleite. O Abismo é escuro e silencioso como um útero, mas ao contrário do ventre materno, não é quente, mas frio. Uma frieza que provoca calafrios. A sensação é de um abraço infinito. Desconfortavelmente confortável. No entanto, a sensação de incerteza, de estar sendo observado, é de partir a alma.

A mão de Bierhoff faz menção a se soltar, mas Altobello não permite. Agarra-o com firmeza. Por via das dúvidas, cria um Braço do Abismo para prendê-lo a si. É de vital importância que não se separem, caso contrário não teria como escapar dali.

É quando Springfield aparece. Não visualmente, mas mentalmente. Ele se comunica. - "Sim, Excelência! Vim buscá-lo." - Explica Altobello. - "Venha, vamos para casa." - Mas ele o surpreende. Não quer voltar, ele quer morrer. Quer que Jorge o libere do seu corpo parte trevas, parte carne. Antes que Altobello pudesse processar qualquer informação, uma nova voz o interpela. Sua primeira reação é recuar um passo, se é que isso é possível. Um demônio? Não, não poderia ser. A voz é familiar, e o Arcebispo não tem parte com demônio nenhum. Um outro Lasombra, talvez? Isaak, seu senhor? Também veio para cá? Improvável. Pela forma que fala, é como se dividisse o corpo com o próprio Springfield. Pereba? - "Venha, senhor. Conversamos com calma lá fora!" - Tenta dissuadí-lo. Passa o braço esquerdo ao redor da cintura do Ancião e espera que seja guiado até o portal pelo Cardeal.

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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por Gam em Sex 3 Nov 2017 - 15:42

@Pavan
Sentidos Aguçados


Dor, confusão, agonia.
O Tremere não tinha como prever isso. Seu corpo perde o controle conforme sua mente explode em sensações dolorosas. Ele cai na calçada. A dor da queda é escruciante, um pequeno tombo aumentado em 100 vezes. Mas ele não tem muito tempo para sofrer, pois sua audição é substituída por um constante apito agudo que o tortura profundamente, sangue escorre por seus tímpanos. Duas pessoas correm para tentar socorrê-lo. Ele é virado de barriga pra cima, pode ver que estão tentando falar com ele. Alguém parece apontar para alguma direção, uma mulher faz uma ligação no celular enquanto olha preocupada para Dario.





@Altobello
Altobello; Segurar mão
Força = 3 / Potência 5 / Dif = 6
5, 4, 8 = 1+5 = 6 sucessos

???; Soltar mão
Força = ? / Dif = 6
??? = 10 sucessos

Altobello; Senso de perigo
Auspícios = 5 / Dif = 1
3, 9, 8, 4, 4 = 5 sucessos

Não adianta, é forte demais. Mesmo com a força absurda que o Arcebispo é capaz de empregar em seu braço, a mão do Cardeal é puxada furiosamente para longe da sua. Talvez o Cardeal possua uma força de clã ainda maior que a sua. Ou, mais preocupante, talvez algo houvesse o puxado para longe.

Altobello está sozinho quando encontra Springfield. Quando tenta puxá-lo, para seu horror nota que não há cintura. A maior parte de seu corpo já foi consumida pelas trevas, e ele parece tranquilo sobre isso.

"Meu corpo já não tem salvação. Liberte-me, Altobello. 'Eles' vivem aqui sem uma casca, eu também não preciso de uma. Liberte-me aqui, onde pertenço."

"Tenha compaixão! Esse é um destino pior que a morte." Implora a outra voz. Sim, Altobello tem razão. Esta é a voz de Pereba, aquele que foi diablerizado por Springfield. De alguma maneira ele readquiriu consciência agora. "Eu não escolhi esse destino, não mereço isso. Leve-nos com você! Ele agora está na sétima geração, você teria o poder de um Ancião! Pegue esta benção. O poder é meu por direito, e eu estou lhe concedendo."

Não há como mover o que resta de seu corpo. Ele é parte do infinito do Abismo, força nenhuma poderia tirá-lo de lá agora. Altobello vê-se diante do homem que divide a consciência dos antigos reis de seu atual reinado com o poder de uma decisão que pode alterar a sua vida e a deles para sempre.

Altobello; Senso de perigo
Auspícios = 5 / Dif = 1
6, 7, 10(6), 4, 8 = 6 sucessos

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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por Arcebispo Altobello em Sex 3 Nov 2017 - 17:46


Mesmo empregando toda a sua força física tentando impedir que o Cardeal se desvencilhasse de seu aperto, é inútil. É como se não fizesse diferença. E os Guardiões se separam. Restava saber se isso era obra do próprio Bierhoff ou se era outra vítima.

Se fosse vivo, seu coração bateria mais rápido conforme o medo tomava conta de seu ser. É quando ouve uma voz familiar, reconfortante. Springfield pede sua ajuda, não para sair do Abismo, mas para matar seu corpo físico. Liberá-lo para o Abismo. Se o que ele falou fosse verdade, continuaria vivo, mas sem aquela "casca". Um com a escuridão.

Pereba interfere. Para ele é inconcebível passar uma eternidade no "Inferno". Ele tenta Altobello com a promessa de potência de sangue. Um degrau a menos rumo ao Primeiro. Oferece um poder que poderia ser equiparar aos Anciões. O Lasombra hesita, em indecisão.

Pereba é um completo desconhecido, nunca moveu um músculo por Jorge. Ele não lhe deve nenhum favor e não dá a mínima se o Nosferatu passar a eternidade em agonia. Springfield, por outro lado, lhe deu a oportunidade rara de se erguer de fracassado até um dos cargos de maior destaque de toda seita. Altobello tem conhecimento de que o Vincullum que tem pelo irmão de clã é poderoso e sabe que é esperado que os seguidores da Noite não demonstrem qualquer compaixão ou ofereça ajuda. Não bastasse, é uma criatura gananciosa, e a busca por poder sempre foi o norte sobre os quais pautou todas as suas decisões. A Sétima Geração seria um sonho de consumo, sem dúvidas.

Ouvindo a voz de Pereba, ali, sabia que para isso condenaria Springfield a esperar, no mínimo, até que ele próprio encontrasse seu fim - uma espera que se dependesse dele, seria bastante extensa. Então mesmo contra sua sede de poder, mesmo contra os dogmas de sua Trilha, mesmo contra sua própria racionalidade... Altobello toma sua decisão. - "Obrigado." - Pensa, soturno. Sua expressão, caso pudessem ver, é de austeridade. Por mais que quisesse desmoronar, se obrigava a manter-se firme. Suas presas saltam e tateia até encontrar a carne do antigo Arcebispo. Seu cerimônia, sua bocarra encontra seu pescoço. Seu objetivo, no entanto, não é a de sorver seu sangue e sim a de estraçalhar. Duas mordidas, até separar a cabeça do corpo. - "Adeus, Springfield."

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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por Dylan Dog em Dom 5 Nov 2017 - 0:42

Atordoado e perdido. Essa era a situação.

Sentidos hiper aguçados podem ser algo maravilhoso, mas estímulos muito intensos podem ferir uma pessoal hiper sensível.

É o risco da estratégia de se manter sempre alerta. Dario desativa seu auspícios ao mesmo tempo que se recupera (-1PDS). Ele se levanta e olha nos olhos da mulher...

- Desligue o celular - Ele era firme e tentava se recompor notavelmente irritado com a situação.

- Não há necessidade de se preocuparem - Ele tenta dispensar as pessoas na medida que observa se são humanas.

- Eu vou pegar um táxi para a cidade - Ele desconversa - Eu estou bem, estou fazendo tratamento para um problema nos ouvidos e isso pode gerar efeitos colaterais como desequilíbrio, acreditem, os sangramentos melhoraram muito desde que comecei - Ele encerra tentando tranquilizar os transeuntes.
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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por Gam em Ter 7 Nov 2017 - 23:40

@No One
    No One reflete sobre as palavras do Lasombra. O intuito inicial era apenas deixá-lo apto a realizar a missão de forma eficiente, mas ele estava tão... perdido. O Gangrel não sentia exatamente compaixão, porém sentia como se fosse um desperdício deixar alguém com tanto potencial simplesmente apodrecer na escuridão quando poderia estar servindo a uma causa muito maior.

    -Springfield, de fato, partiu. Ele lhe deu uma última ordem, no entanto: "Você deve procurar um novo propósito para sua não-vida. Sei o quanto significo para você, e por isso mesmo já imagino o quão perdido ficará sem mim. Porém, não admitirei que você seja simplesmente perdido na escuridão." - O Gangrel fez uma leve pausa para que o Lasombra assimilasse as novas informações - Springfield então entregou-lhe um cartão contendo o número de um influente membro da Mão Negra: "Isso pode lhe ser útil, e você com certeza será útil para eles, se decidir seguir esse caminho. Lembre-se, que apesar de todas as intrigas e hipocrisias de nossa seita, ela tem um ideal, e a Mão Negra nunca se esqueceu disso. Busque conforto em Caim, ele nunca lhe abandonará caso decida seguir o seu caminho." - Ele fez mais uma pausa, um pouco mais longa, e continuou - E então Springfield partiu. Nos primeiros dois meses, você esteve um estado depressivo semelhante ao que de fato passou nesses últimos dias. Porém, pouco a pouco, você foi refletindo sobre o que Springfield lhe dissera e, por fim, resolveu ligar para Jauron, o contato da Mão Negra que Springfield lhe entregara. Após explicar para ele sua indecisão, você foi convidado para um encontro de membros da Mão. Lá, ao cultuar Caim de joelhos ao lado de diversos outros cainitas extremamente devotos, você sentiu seu coração morto ser tocado de um jeito que nunca havia sentido antes, e teve a certeza de que aquele seria o novo propósito de sua não-vida: servir a Caim, alguém que, diferente de Springfield, nunca te abandonaria. - E então descreveu os detalhes do ambiente, dos membros, da cultuação e todos os minímos detalhes antes de, enfim, voltar a falar - Nesse encontro, você conheceu um membro conhecido por No One. Ele era tão devoto e fiel à causa, que você se sentiu incrivelmente inspirado, almejando se entregar um dia com tanta intensidade a Caim.


Geronimo absorve as novas verdades de seu passado com total atenção. O Gangrel sente que conseguiu tocar fundo em seu subconsciente.

    No One então descreveu brevemente os próximos 4 meses. Gerônimo ainda não havia sido recrutado pela Mão, porém já estava tentando provar o seu valor para a sub-seita. Ele se aproximou muito de No One nesses últimos meses, tornando-se seu amigo e enxergando-o como um espelho do que ele almejava ser em questão de devoção e fidelidade. Pouco a pouco, Gerônimo conseguiu deixar a sua dependência de Springfield de lado, transmitindo toda a sua devoção apenas a Caim. Ele ainda sentia falta de seu antigo mestre ocasionalmente, porém havia conseguido superar o sofrimento que anteriormente sentia de uma maneira que nem mesmo ele achava que era capaz. Na verdade, pela primeira vez em muito tempo, Gerônimo sentia-se feliz. Ele finalmente tinha um novo propósito: servir a Caim e à Mão Negra.

    O local onde eles estavam não era mais um depósito da depressão do Lasombra, mas sim apenas um refúgio temporario dele, como qualquer outro. Ele estava esperando por No One, que receberia ordens de um dos emissários da Mão e viria buscá-lo para auxiliá-lo. A sua última lembrança seria o momento em que os dois Gangreis haviam chegado.


Geronimo pisca, conforme sua mente preenche as lacunas e detalhes da hipnose. O homem que sai do transe é completamente diferente do homem que entrou. Ele observa os dois homens de olhos incandescentes a sua frente e ajeita o paletó.

- Senhor. - impassível, ele espera por suas ordens.

    -Fomos atualizados sobre um impasse em nossa cidade - Ele diz, com o mesmo tom frio e seco de costume - Deixe-me atualizá-lo.

    E então, aproximando-se do Lasombra, ele repassa as informações mentalmente, assim como fizera com Avesso anteriormente. Tudo sobre a situação dos magos seria repasso em segundos para Gerônimo.


- Entendo. - Ele responde, por fim.

    "Devemos seguir para o central park, foi lá que tudo isso começou, aparentemente" - Ele diz, mental - "No entanto, caso tenha alguma sugestão, não se hesite. Esses magos não devem ser subestimados, e certamente estão precipitando cada passo que tomamos."


- Entendido. - Ele diz, conforme seu corpo é lentamente engolfado pelas sombras.

Em alguns segundos, ele está todo preto e derrete em forma fluida, desaparecendo por entre as outras sombras do depósito.

    E então, No One e Kameroth seguem para o Central Park. Lá, eles buscariam por quaisquer indícios de atividade sobrenatural, a fim de iniciar enfim a investigação sobre os tais magos.


As ruas ao redor do Central Park estão desertas a essa hora da noite. Os prédios ainda possuem uma ou outra janela acesa, pessoas levando suas vidas mundanas aqui e ali. São edifícios bonitos, embora antigos. O metro quadrado mais caro do planeta.

Os dois Gangréis - aparentemente sozinhos - caminham atentos. Eles não sabem bem por onde começar, seus passos ecoando no asfalto nu. A área em questão é abrangente, capturando algumas quadras e a parte exterior deste lado do parque. Hei que, cortando o silêncio da noite, eles podem ouvir claramente o som de um violino solitário.


Não deve estar a mais que uma quadra daqui. É melancólico e lindo a seu modo. Curioso... apesar de ser tarde da noite em New York, ninguém grita incomodado da janela.





@Altobello
"Adeus, irmão."

O sabor da potente vitae de Springfield toma sua boca, rapidamente misturando-se ao gosto das cinzas. O fraco vestígio do que restou de seu corpo desmancha-se e escapa no infinito do Abismo. O Arcebispo tem a impressão de sentí-lo ao seu redor, regojizando em harmônica liberdade. Sentí-lo mesclando-se à infinita presença da escuridão. Ou talvez ele esteja delirando?

Altobello; Pecado da Trilha
Convicção = 3 / Dif = 9 (Matar intencionalmente + Ajudar alguém)
1(x), 9, 2 = Falha

Mas não termina aí. Ele também sente outra presença. Algo contrastante, infinitamente mais desconfortável. Além de Springfield, alguma outra coisa hedionda foi libertada. Uma coisa tomada pela frustração e fúria, e agora ele pode entender definitivamente que não é Pereba. Nunca foi.

Altobello; Resistir agravado
Fortitude = 4 / Dif = 6
4, 8, 7, 7 = 3 sucessos

A pedra em sua mão queima como uma frigideira no fogo, mas ele é resoluto e não a solta.

Um rugido bestial corta o silêncio do Abismo. Algo sem corpo ou direção certa, muito mais alto e muito mais próximo do que o Arcebispo gostaria.

Altobello; Medo vermelho
Autocontrole = 4 / Dif = 8
10(1), 10( 8 ), 3, 6 = 3 sucessos de 5





@Pavan
As pessoas parecem pouco a pouco despreocupar-se conforme ele se levanta e retoma os sentidos. Ainda assim, o homem e a mulher que estavam mais próximos não saem de seu lado em momento algum até que chegue seu táxi.

- Consegue andar?

- Você está sangrando.

- Precisa de ajuda?

- Não é melhor continuar deitado?

- Quer companhia até um hospital?

É verdade, Pavan precisa estar sempre atento nessas noites de hoje. Mas ampliar seus sentidos é expor-se a um mundo imprevisível. Um erro leviano que em outra situação poderia custar-lhe a vida. Felizmente, contudo, ele ainda está em território amigo.

Um tanto irritado e de ego ferido, o Tremere pega um táxi e dirige-se até o Elísio. Ele é recebido pelo serviçal fragilizado, que prontamente leva-o até os encarregados.





@Pavan e Thoreau
- Senhor. - A reunião é interrompida pelo servo. - O senhor Pavan. - Ele apresenta.

Dario pode ver que a sala já está cheia. Príncipe Fausto, Gorgonier, seu colega Thoreau e o que ele só pode supor ser dois Nosferatus estão reunidos ao redor de um mapa sobre a escrivaninha.

- Entre. - Permite Fausto.

- Ah, aí está ele. - Diz Gorgonier. - Estávamos falando de você agora, senhor Pavan. Permita-me apresentar, estes são nosso Xerife local Esperma e um de seus Algozes, Viciado.

- Tem sangue na sua orelha. - Diz Esperma, sem levantar os olhos do mapa.

Viciado apenas acena brevemente.

- Estamos lidando com uma situação inusitada. - Gorgonier prossegue. - Vê, esta área próxima ao Central Park possui uma leitura de energia completamente fora dos padrões. Seu amigo estava nos contando que isso deve estar relacionado a um incidente com Magos. O Xerife iria enviar dois homens para investigar, mas o senhor Thoreau preferiu evitar a linha de frente. Suponho que o senhor também não se interesse em participar da empreitada?

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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por Arcebispo Altobello em Qui 9 Nov 2017 - 3:17


É como se o Arcebispo pudesse sentir o êxtase do Ancião em ser liberto da sua prisão de carne. Com ele, foi-se o Vinculum entre os Guardiões e Altobello agora sente-se apático. Ele quase se sente arrependido pela chance que acabara de deixar passar. A Sétima Geração. Mas algo acontece. Algo que não permite que o Lasombra processe essa falha.

A pedra-bússola do ritual queima como fogo em sua mão, mas o vampiro a aperta com mais força conforme sente a presença aterradora do Demônio. A voz que clamava para sair do Abismo não era de Pereba. O rugido do monstro o rodeia e o preenche. Sua Besta se contorce, em um impulso de auto-conservação, mas Altobello consegue manter o controle por enquanto.

O que fazer? A criatura não tem um corpo, então não pode ser atingida. Nem por sombras, nem pelo controle mental da Dominação. E o que sombras poderiam fazer contra o Senhor do Fogo, afinal? No momento em que se transformasse em um Corpo de Sombras, seria incinerado de pronto. Ofuscação também seria inútil, provavelmente. Os Dons de Caim não iriam o ajudar contra algo mais poderoso que o próprio filho de Adão. Até mesmo seu plano B seria inútil, se não tivesse tempo o bastante para o preparo. Estava completamente à mercê de Júpiter.

Mas Altobello sabia o que Ele queria e sabia que, para alcançar seu objetivo, o Demônio não poderia matá-lo agora. - Espere! - O vampiro chama a atenção do Senhor do Fogo. - Júpiter! Consegue me escutar? - O Arcebispo se esforça para limpar sua mente e se concentra apenas nas palavras que deseja usar. - Eu sei o que você quer. Tenho certeza que podemos chegar em um acordo.

O Lasombra recorre à sua arma mais antiga. É a única coisa que restou. Enquanto negocia com o Demônio, o Guardião tateia o bolso do peito de seu colete e pega a Lótus. Em seguida, ele pega no bolso lateral de sua calça a garrafa térmica e a abre. Coloca a flor e fecha. Sua mente, no entanto, permanece límpida, esperando uma resposta de Júpiter.

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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por No One em Sex 10 Nov 2017 - 18:34

O som do violino ecoava uma melodia realmente bela. Se No One ainda tivesse algum resquício de sua humanidade perdida, ele certamente estaria emocionado. Porém, como um agente fanático insensível a tudo exceto sua causa, ele apenas ouvia o som analiticamente.

Era, no mínimo, curioso que alguém resolvesse tocar sozinho em um parque deserto àquela hora da noite. Levando seu indicador à boca, No One olhava para o outro Gangrel enquanto ambos desapareciam dos olhos alheios (ofuscação 5). Cautelosamente, eles se aproximariam da direção de onde vinha o som.
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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por vittal em Sab 11 Nov 2017 - 20:16

Quem é essa mulher? O que é essa mulher? Como ela faz para fazer tão pouco sentido?

Marenariello não estava nada calmo.

Aquela mulher estava o deixando cada vez mais louco.

Ver o vídeo com ela não fazia o menor sentido, mas ele sentia que devia fazê-lo, afinal ele precisava entender o que ela queria com ele e o porque dela saber tanto sobre ele. Precisava de informação, de sentido.

Marenariello precisava analisar a situação e, depois de conseguir informações, traçar um plano.

Depois de uma surpresa dessas, é o mínimo que eu posso fazer.
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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por Gam em Dom 12 Nov 2017 - 15:09

@Filho de Giussepe
- Tu não tens intenção alguma de Me libertar, filho de Giussepe. - A voz soa como um trovão, ressoando por todas as direções simultaneamente. - Tuas mentiras pútridas não tem lugar aqui. Não há nada que possas esconder-Me.

Filho de Giussepe; Temer
Força de Vontade = 10 / Dif = 8
7, 10(6), 1(x), 9, 3, 6, 9, 2, 1(x), 1(x) = Falha

Ele tem certeza de que perdeu, de que não morreu por mera misericórdia. Se o Demônio entende que ele não pretende tirar-lhe de lá, por que não o eliminou de pronto? É como um gato que brinca com a sua presa. Mesmo que seja um gato celestial, magnífico. Rastejar sob as vontades de Júpiter sem dúvida é sua melhor opção agora.

O Arcebispo não é interrompido enquanto inicia o processo de seu rude chá de lótus.

- Sim, faça. - A voz retumba. - Bebai do sangue de jovem Eleniel, e da carne Eu hei de ter. Saciai Minha curiosidade, vejamos quais respostas se selam em sua planta.

Filho de Giussepe sente a presença circundando-o como um tubarão, embora tenha a impressão de que ele só faça isso para zombar-lhe. Aquela presença poderia tomar todo o perímetro simultaneamente sem dificuldade se quisesse.

Em quanto tempo se faz um chá? Cinco minutos? Três, se estiver apressado? Mas será que é prudente se apressar para uma única chance com um artefato místico? Mais importante, será que é prudente passar tanto tempo à mercê de um monstro tão velho quanto a existência?

- Tua vida me instiga, filho de Giussepe. - Ele insiste em chamar-lhe assim. - Tu age como age aquele que não teme a Deus. Mas, ainda, tu teme a Mim. Será loucura ou ignorância?





@No One
Um garoto de estranhos cabelos grisalhos toca seu violino sentado na calçada, suas costas apoiadas contra a grade do Central Park. Há fones de ouvido desplugados em seu pescoço. Seus olhos estão fechados, ele totalmente entregue ao som que produz. É uma criança, talvez entrando agora na pré-adolescência.

Curiosamente, todas as janelas dos prédios mais próximos estão com as luzes apagadas. Diferente de outros prédios mais distantes que possuem algumas acesas, como é de se esperar a qualquer hora da noite em uma cidade grande. Um detalhe irrisório, mas intrigante. (Percepção 4)






@Marenariello
Ele coloca a fita no vídeo, enquanto a mulher se ajeita delicadamente a um canto da sala. Por alguns momentos, nada acontece. Marenariello adianta a gravação até a hora que interessa, e as coisas finalmente começam a acontecer. Ele vê a si mesmo passando pela portaria. Mas o que ele vê passando atrás dele é... estranho. Será má qualidade de gravação? Não, não é possível.

Ele volta e pausa a imagem, olha de novo. É uma pessoa, mas é simplesmente hedionda. Não como alguém com deformidades, mas algo muito mais estranho. Sobrenaturalmente estranho. Um monstro. Seguindo-o como um parasita sorrateiro, encostando-se às paredes e caminhando a longas e perturbadoras passadas. Que tipo de demônio é aquilo?

- Não tem nada de errado com a filmagem, amor. - A voz atrás de si não é mais doce e sensual. Ela é uma versão distorcida daquela. Rasgada, profundamente desagradável.

Marenariello sabe que vai se arrepender, mas a essa altura ele não tem escolha senão virar para olhar.


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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por Gam em Ter 14 Nov 2017 - 23:17

@No One
Precavido, No One analisa a aura do rapaz.

Teste Oculto

Trata-se de um humano perfeitamente comum. Sua aura, sem efeitos sobrenaturais, denota um triste tom cinza com leves e descrentes ondulações de verde claro. Que tipo de desilusão aquele garoto sofreu recentemente?

Ainda curioso, ele vai além, invadindo a mente do rapaz atrás de respostas sobre sua intrigante existência.

Teste Oculto

Ele falha. Não é a mente do garoto que ele sintonizou. Simplesmente não pode ser! No One capta outra coisa, muito maior e mais esplêndida. Ele capta a essência da criação. Bruta, bela, rude, perfeita e explosiva como o Big Bang. Tellurian. Sua pequena mente fragmentada sequer é capaz de começar a compreender as informações que apresentam desenrolando-se e ramificando-se em infinitas possibilidades. Infinitos mundos. Infinitas cores. Em um último esforço para proteger-se do que certamente seria seu fim, seu cérebro desliga. No One colapsa instantaneamente.


Muitas vidas ele vive em sonhos infinitos. Algumas familiares, outras completamente estranhas. Quando acorda, contudo, ele não consegue lembrar de nenhuma delas. Como um sonho fantástico que se perde assim que abrem-se os olhos. No One não faz ideia de quanto tempo se passou, mas lhe pareceu toda uma eternidade.

Ele está se sentindo letárgico. Pode entender os sons ao seu redor, mas é como se o mundo inteiro estivesse em câmera lenta. E ele também. Seu corpo não o obedece direito, e ele sente curiosos formigamentos nas pontas dos dedos de tempos em tempos.

No One está deitado. A superfície onde se encontra é dura e partimentada, como tábuas. Há uma luz ofuscante incomodando seus olhos, e uma pessoa utiliza o que parece ser um scanner de super-mercado para passar um laser pela sua cabeça e olhos.


- Nossa, esse é bem pior. - Ele pode identificar a voz da mulher que está inclinando-se sobre ele. - Você achava esquisito o que fizeram com o outro? Olha só esse cara.


- Sim, eu estou vendo. - Há uma outra pessoa na sala, um pouco mais distante. - Mas ele está acordando, afaste-se. Paranoia disse que esses caras são extremamente psicóticos.

- Mas é claro que são, olha o que fizeram com eles. E eu achava que a lavagem cerebral da Tecnocracia era inumana. - Ela se inclina tão perto de No One que ele é capaz de sentir seu hálito fresco. - Ei, você pode me ouvir?

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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por vittal em Qua 15 Nov 2017 - 4:24

Virgílio estava embasbacado. Aquilo na sua frente não podia ser real.

O que aconteceu com você? Quem é você?

Virgílio se concentra, precisa pensar em alguma forma de escapar dali, mas também precisa acabar com aquilo de uma vez por todas. Aquela fita precisa ser destruída e aquela coisa na sua frente precisa deixar de respirar.

O jeito é utilizar o que lhe resta de sanidade para ir pra cima daquela aberração. "Deve ter algo aqui que possa me dar alguma vantagem." Algo que possa ser usado como arma, ou como distração para uma eventual fuga. Marenariello analisa suas possibilidades e conclui.

Atacar com tudo que tem e, se tudo der errado, destruir a fita fugir para algum local seguro, onde ele pode esquecer essa insanidade e se preparar para um próximo encontro.
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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por Arcebispo Altobello em Qui 16 Nov 2017 - 17:58

A presença de Júpiter é majestosa. Digna de um anjo, um ser criado pelas próprias mãos de Deus. Sua voz trovejante impõe respeito. E medo.

O Arcebispo teme. Foi ingênuo em pensar que poderia enganar um ser onisciente. Mas... Altobello percebe uma falha no raciocínio do Demônio. Sim, de fato, o Guardião evitaria de todas as formas libertar o caído. No entanto, havia uma situação em específico em que Jorge permitiria que o celestial escapasse: Estender sua própria não-vida. O Lasombra preferiria libertá-lo a encontrar o seu fim ali. Tinha certeza que conseguiria encontrar uma forma ardilosa para consertar a situação posteriormente, mas naquele momento, sua principal preocupação era sair vivo dali. E se preciso, ele engoliria o medo e confrontaria a lógica de Júpiter. Encontraria as falhas em seu pensamento e se valeria disso. Ganharia tempo até que a Flor mostrasse seu efeito. [-1FV]

- E tu não tens intenção alguma de me deixar viver, Júpiter. - Altobello toma a palavra. - Você acha mesmo que eu seria tão estúpido de achar que poderia fazer algo contra você? Você me venceu no momento em que eu entrei no Abismo. Eu só estou pedindo clemência! - Jorge percebia o que o anjo caído estava fazendo. Após tantos séculos nesta prisão, Ele provavelmente se sente entediado. E por que não prolongar um pouco a diversão? Demônio sádico.

Júpiter toca no nome de Eleniel. Ele pode ler a sua mente, mas isso não é supresa para Jorge. Limpar sua mente não foi o bastante, Ele pode ir mais fundo do que os seus pensamentos superficiais. - Deseja se vingar de Eleniel? - O Guardião esperava uma postura mais nobre do celestial. Vingança não era um pecado? Mas parece que Ele, em algum nível, também estava corrompido. Imperfeito, pecador. - Onde entra o "Dar a outra face"?

- Deus? - Questiona, em um misto de indignação e desprezo. - Me diga, Júpiter! O que foi que Ele fez por ti? O condenou a passar uma eternidade no Abismo. - Responde por ele. - E o que foi que Ele fez por mim? Me amaldiçoou, Júpiter! - Vocifera. - Ele me incubiu de trazer dor e sofrimento aos filhos de Set no momento em que pesou Sua mão sobre Caim. - Por mais arrogante que possa parecer para um criatura tão jovem colocar razão em outra que participou a criação da Terra, Altobello tenta colocar sua própria razão na mente do anjo. - Nós dois somos seres amaldiçoados e Deus não dá a mínima para nós! Isso só prova que Ele é perverso ou indiferente!

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