Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por Gam em Seg 16 Out 2017 - 16:48

@Marenariello
Virgílio precisava de informação, precisava saber com o que estava lidando, só isso traria a paz ao seu pensamento novamente. No entanto, voltar à cena do crime exigia alguns cuidados, afinal a polícia poderia estar lá, ele poderia ser reconhecido por algum staff do lugar e tudo tomaria proporções ainda maiores.
Uma peruca, algumas roupas de geek, o notebook comprado ontem em uma maleta e um cartão da empresa de segurança mais renomada da cidade.

"Nos pediram pra fazer um orçamento pra modernização do sistema de segurança, você pode me levar até a central?"

Marenariello desce do carro, arruma seu uniforme e adentra o prédio, agora é tudo ou nada.

Marenariello; Disfarçar-se
Raciocínio+Performance = 3 / Dif = 6+2(inaptidão) = 8
9, 6, 3 = 1 sucesso

Marenariello; Ludibriar
Manipulação+Performance = 3 / Dif = 8
6, 3, 1(x) = Falha Crítica

A fantasia é tosca, mas deve ser o suficiente para enganar alguém que nunca o viu. Sua mentira descarada sai aos gaguejos e tropeços. O que houve, Marenariello? Está nervoso? Com pressa? Você nunca vai conseguir encontrar seu caçador assim, se perder a compostura como um amador. Esta pessoa misteriosa que sabe segredos demais orbe você. Essa pessoa que pode encontrá-lo e mexer com a sua cabeça sem sequer mostrar a face.

Depois de sua mentira nervosa e atropelada, ele tem certeza de que nunca entrará no prédio. Ele nunca verá aquelas filmagens. O interfone prossegue mudo, e Marenariello já estava a ponto de desistir e recuar quando, por alguma razão que lhe escapa, o portão se abre.

Quando entra no prédio, já não há ninguém na portaria. Nenhum funcionário à vista, tudo deserto. A porta para a central de filmagens está aberta. É uma salinha mal-iluminada e empoeirada com pilhas de fitas por todo canto. Elas estão rotuladas por data.





@Lewis
Lewis, sentia como se estivesse num pesadelo. Pipe estava morto, em condições, no mínimo, estranhas. Vozes gritando em desespero ao seu redor, James se sentia como se retornasse ao acidente que sofrera anos atrás. No entanto, ele como líder do time, junto com um bando de brutamontes, recém saídos da adolescencia, tinha que manter a calma e tentar agir da forma mais tranquila para que saíssem todos do meio daquela tormenta, por mais que tivessem perdido um soldado nesse meio tempo.
Lewis chegou ao delegado e pediu para que este verificasse se não havia algum sistema de segurança com vídeo tanto na região do hotel onde estavam hospedados, tanto da região onde Pipe fora encontrado caído e desfigurado. Com essas imagens talvez ele e a polícia poderiam verificar se a alegação dos pupilos de Lewis, de que os jogadores do 49ers estariam envolvidos com a morte do garoto, era verdadeira ou não.

- Treinador, o senhor tem de entender que existem... - O delegado parecia prestes a enrolá-lo com alguma meia-verdade, quando para de falar abruptamente. Ele está olhando por cima do ombro de Lewis.

O som da porta da sala se fechando chama a atenção dele, que se vira para olhar. Entrou alguém ali, fechando-se na sala com os dois.


É um homem aparentemente comum. Branco, vestido com um jeans e uma jaqueta velhos e uma camiseta manchada. Mas há algo nele, algo em sua presença. Seu olhar indo de Lewis ao delegado é como uma onda impactando os dois. O barulho da delegacia cheia da porta pra fora agora parece distante, baixo.

- Existem... - O delegado tenta retomar de onde parou. - ...burocracias que devem ser respeitadas, mesmo nessas situações. Veja bem...

- Cale-se, delegado. - O homem ordena, rispidamente. O que deixa Lewis perplexo é que o delegado, de fato, obedece.

- Eu matei o garoto, Lewis. - O homem fala, olhando-o nos olhos. - Era isso que queria saber?

Ele então aproxima-se do treinador. A distância entre eles lhe causa nervosismo, é como se ele fosse beijá-lo.

- Eu bati nele com um cano enferrujado em uma junta de cada vez e sorri enquanto ele chorava perguntando por que aquilo estava acontecendo. - Ele o provoca contando os detalhes, sua presença intimidadora o sufoca como uma manta. - Ele morreu sem entender nada, Lewis.





@Altobello
- Ele partiu em viagem. - Responde Kameroth. - Não disse para onde ia, só partiu. Geronimo não tem suportado bem. Ele está... triste. - Kameroth parece escolher as palavras.





@No One
Eles se afastam, andando pelo La Proposta. Darius então lhe dá uma vaga instrução.

- Agora você está a serviço do Sabá de New York. Aja com perfeição, mas questione se achar necessário. Eu devo partir, parece que por enquanto você está livre até que o Arcebispo entre em contato. Boa sorte. - E se despede apressadamente, sumindo entre as pessoas do bordel.





@Pavan
Sempre atento aos arredores, Pavan ruma em direção à misteriosa humana. Se não é uma caçadora, que tipo de influências estranhas ela tem? E, mais importante, qual a sua relação com vampiros? Talvez uma carniçal de alguém muito poderoso?

O carro o deixa no meio da estrada. É uma região semi-deserta, com uma ou outra casinha bem espaçadas. Ele não tinha o endereço exato, apenas sabia tratar-se dessa região. Melhor começar a procurar.

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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por Dylan Dog em Seg 16 Out 2017 - 19:09

"não é possível que não tenham rastreado a casa exata..."
Pensava o Tremere enquanto caminha com seus sentidos aguçados procurando qual casa poderia ser da gentil senhora.
Olhava de longe pelas janelas se atentava para os sons e cheiros, qualquer coisa que pudesse remeter à uma.pessoa idosa. Um carro muito antigo, cheiro de mofo, mobília velha, etc.
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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por Gam em Seg 16 Out 2017 - 21:18

@Pavan
O agente Tremere anterior claramente não deu muita atenção para esta informação. Como ele sequer descobriu que esta senhora está por ali é um mistério por si só.

Dario Pavan caminha pela estrada, nariz contra o vento.

Pavan; Farejar
Percepção+Prontidão = 5 / Dif = 7
8, 8, 8, 2, 3 = 3 sucessos

As casas são bem espaçadas, e a maioria está fechada e de luzes apagadas. Mas um cheiro em especial chama sua atenção, de fato. Não é cheiro de idoso, pelo contrário. Cheiro de criança. Aquele delicado suor infantil com um toque de produtos aromatizados. Não havia nada sobre isso no relatório, mas definitivamente contrasta com o resto de cheiro de pó e abandono desta estrada.

A casa, contudo, não parece um lugar onde uma senhora agradável viveria. Está caindo aos pedaços, as luzes apagadas e as janelas quebradas. Ele pode ouvir algumas respirações leves lá dentro. Três ou quatro pessoas, todas dormindo ou ao menos em estado bastante letárgico. O cheiro é de produtos químicos fortes, embora ele não saiba identificar do que se trata. O cheiro de criança deve ter se mesclado em algum momento, mas ele tem certeza de que vinha daqui.

A porta está apenas encostada. Não há tranco, alguém claramente já a derrubou a força alguma vez no passado.

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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por Dylan Dog em Seg 16 Out 2017 - 22:35

Levavam alguns minutos até que Dário sentisse um cheiro infantil. Seus sentidos aguçados faziam dele um radar, um caçador perfeito.
O cheiro de criança não era o que ele buscava e o lugar era pouco convidativo, do ponto de vista prático não havia motivo para adentrar o lugar se não fosse estranhamente fácil.

Dario se esforçava para detectar o número de pessoas na casa. Eram aparentemente 4. Se fossem caçadores ele estaria em desvantagem, mas Dario não parecia um vampiro, ele então faz o mais humano a se fazer no momento.

Ele bate na porta e chama até o atenderem. Não, ele não tenta se passar por nada além de uma pessoa chamando na porta. Quando for atendido talvez invente uma história, mas não agora, agora ele só precisava que o vissem como alguém normal e não como uma ameaça.
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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por vittal em Seg 16 Out 2017 - 23:14

Não há tempo a perder! Tenho que conseguir aquela gravação

O desespero já estava tomando conta das ações de Virgílio, no entanto, ele tinha que se concentrar. Agora não era o momento de agir como um amador. Seus conhecimentos em perícia seriam úteis para que nenhum rastro fosse deixado para trás.

A fita da gravação do dia em que ele assassinou Dick tem que estar naquela sala, mas ela de nada serviria se as pessoas pudessem vê-lo entrando ali.

Encontrar as fitas dos últimos dias e sair daquele lugar o mais rápido possível.

Marenariello não estava preocupado com a estranha abertura das portas, seu foco era total na investigação daquele lugar.

Deve ser meu dia de sorte! O karma deve estar me recompensando pelo bem que fiz eliminando essas pessoas do mundo.
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LEWIS

Mensagem por surslash em Ter 17 Out 2017 - 4:43

Lewis parecia ter recebido um tiro. Pipe, um de seus jogadores mais talentosos, havia morrido e seu assassino se apresenta, contando como realizou tal brutalidade e o Delegado apenas estava tentando abafar o caso? QUE CARALHAS ESTE SENHOR ESTÁ FAZENDO QUE NÃO O SEU TRABALHO? A vontade de Lewis é voar no pescoço do assassino de seu pupilo e deste espantalho que se denomina Delegado. No entanto, Lewis sabe que uma reação como a que passa em sua mente poderia lhe por em grandes problemas, o assassino parece ser um figurão da cidade.

Lewis com um fiapo de calma que conseguiu achar dentro de seu corpo disse: Delegado, o Senhor teria como prender este réu confesso? Ou posso assumir que está em conluio com ele? Voce pode me explicar exatamente o que está acontecendo, meu senhor?
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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por Gam em Ter 17 Out 2017 - 20:52

@Pavan
Não é como se ele buscasse uma criança, mas aquele cheiro foi a única peça que não se encaixava no resto do cenário. Um cheiro que já desapareceu, contudo.

Dario bate na porta. Ele pode ouvir conforme alguém preguiçosamente se levanta e arrasta os pés até ali. É um rapaz magro, pálido, de olheiras profundas e um cheiro azedo de sujeira e vômito seco. Ele abre a porta com uma mão e mantém a outra atrás das costas, claramente desconfiado.

- ...Uhm?

Atrás dele, Dario pode ver que a casa está abandonada. É um verdadeiro chiqueiro aproveitado por esses drogados sem futuro. Difícil acreditar que uma senhora com aquela descrição estaria aqui.





@Altobello

    - Ele não disse pra onde ia, mas ele chegou a avisar que estava de partida ou apenas sumiu? - Cuidadoso, Altobello prefere confirmar. É importante ter certeza de que Springfield escolheu sumir e não o contrário.


- Ele avisou. Estaria partindo, não sabia quando voltava. Disse que não queria que o procurássemos.


    - Isso me deixa mais calmo. Springfield sempre teve seus negócios particulares, mas estava preocupado que algo pudesse ter acontecido com ele. - Altobello não pode deixar de reparar que isso parece outra de suas mentiras para encontrar uma abertura. Dessa vez, é sincero, entretanto.

    - Ele é casca-grossa, mas ninguém é invencível. - Então você ainda é jurado a Springfield, eu não poderei fazer o convite. - Lembra sobre a proposta que ficou de fazer no início da noite. O Arcebispo o nomearia Paladino e o mandaria em uma missão para encontrar e resgatar Springfield. Não há necessidade disso, e nem passará pela autoridade do antigo Arcebispo. - No entanto, eu tenho um trabalho para você, se tiver interesse.


- Sim? - Ele é solícito e prestativo como um bom soldado, mas em nada lembra a impetuosidade e força de espírito que demonstrava antigamente.


    Altobello sorri. Conseguiu pescá-lo. É bem verdade que na posição que se encontra agora, poderia simplesmente ordenar, mas Jorge gosta de ser sutil. De fazer parecer com que a própria pessoa teve a ideia.

    - É uma missão delicada, devo alertá-lo. Exige discrição. - Deixa claro. - Há alguns anos atrás um Arquimago passou pela cidade. Seja lá o que ele tenha feito, sua presença foi o suficiente para fazer com que outras pessoas "Despertassem" e se tornassem Magos. A Mão Negra cuidou da maior parte desses novos bruxos, mas alguns escaparam, provavelmente com auxílio de Magos mais experientes. - O Lasombra situa o Gangrel.


O Arcebispo ainda sussurra algo para o Paladino, que assente com a cabeça.

Em silêncio, Kameroth recebe o número.

- Geronimo está neste armazém à beira-rio. - Ele lhe passa um papel previamente rabiscado. - Ele está em um estado delicado, sugiro agir com precaução.


    - Tomarei cuidado com ele. - Responde por fim e se despende.

    Procura por Eleonora, mãe de Springfield. Ela pode saber mais do que o soldado raso, Kameroth. Falar com ela pode extirpar a dúvida de sua cabeça para sempre. Isso permitiria-o focar no que realmente importa.

    - Boa noite, Senhora. Devo agradecer sua presença nesse Festim, foi de grande importância para mim. - Puxa conversa. Prefere rodear antes de chegar no que realmente interessa.


- Boa noite, Arcebispo. - Ela diz, visivelmente abatida. - Me desculpe por não participar do Ritae... Me trouxe lembranças dolorosas.


    - Eu compreendo. - Na verdade, Altobello se ressente pelo fato da vampira não ter lhe prestado juramento. Ainda sabendo que Eleonora possa ter preferido reservar sua lealdade para o filho, manter-se de fora do ritual acendeu a desconfiança do Arcebispo.

    - Você ainda sente falta de Ellioth. - O Lasombra ousa chamá-lo pelo primeiro nome. - Já se passaram seis meses. - E não colocariam Jorge em seu lugar se houvesse alguma previsão de retorno. - Kameroth afirma que ele não corre perigo. Mas eu preciso ter certeza, Eleonora. Preciso ouvir de sua boca. - Altobello se esforça para inspirar confiança na mulher.


- Eu não sei. - Ela responde, honestamente. - Ele pode... - Ela suspira, com um grande peso nas costas. - Eu realmente não sei.

- Ele pode ter sido aceito ou devorado, o que provavelmente será a mesma coisa. - Alguém aproxima-se. É o Cardeal Bierhoff. - Me desculpe, eu os vi aqui e presumi o assunto que tratavam.

Ele fala diretamente com Eleonora agora.

- O que aconteceu foi uma decisão dele. Nunca antes conheci um Guardião tão bravo. Você deveria orgulhar-se.

- Sim, eu entendo. - Ela responde. - Me orgulho muito, só sinto falta dele.

Um leve toque em seu ombro demonstra solidariedade, mas ele então dirige-se ao Arcebispo.

- Podemos conversar em privado?


    Altobello conversava com a mãe do antigo Arcebispo quando o Cardeal Bierhoff, a maior autoridade do Sabá presente no Festim, se aproxima e confirma suas suspeitas. Uma jornada adentro do Abismo. Isso explica a apreensão de todos. Todo Lasombra tem uma relação própria com o Abismo. Alguns recorrem às trevas como um cego tateando no escuro, tentando dominá-las na base da tentativa e erro. Outros, mais audazes, a estudavam a fundo com o objetivo de melhor compreender suas nuances, torna-se mais poderoso. Pouquíssimos mestres ousavam, de fato, entrar no Abismo. Primeiro, obviamente, por lhes faltarem o domínio necessário. E o mais importante, coragem. Altobello se pergunta se teria o necessário para fazer algo assim. Tão apegado a esse plano físico... ao poder mundano... provavelmente não. Jorge venera o Abismo, mas no fundo, seu Deus é o poder.

    - Vossa Excelência... - O Arcebispo reverencia o Cardeal. - É um prazer conhecê-lo pessoalmente, enfim. - Cumprimenta-o e acolhe seu pedido. - Me acompanhe até o meu escritório, por favor. - E o guia até seu escritório particular no La Proposta.

    Lá chegando, começa, fechando a porta atrás dos dois Guardiões.

    - É uma honra indescritível poder contar com sua nobre presença no meu Festim de nomeação.






@No One
No One não tem muito tempo parado. Ele logo recebe uma ligação.

- É você o Removedor? Nós recebemos uma tarefa. Me encontre no lado de fora, por favor.





@Marenariello
Marenariello entra rapidamente, sem questionar a brecha conveniente que o destino lhe concedeu. Ele vai direto para a sala das fitas, buscando freneticamente pela data do assassinato. É uma fita recente, ela deve estar por cima... Mas, será possível? Ele não foi rápido o bastante. Está faltando! A única fita que importa não está aqui! Mas ele não tem muito tempo para se desesperar, pois todos os seus pensamentos são interrompidos por um som característico: A tranca da porta se fechando.

- É essa que você quer?


Ela é espetacular. As circunstâncias são assustadoras, é claro. Mas ele não pode deixar de notar em como é bela. E ela parece estar se divertindo como um gato enquanto levanta a fita nas mãos como quem provoca uma criança.





@Lewis
O delegado, atrás de si, permanece calado. O homem, perto demais da face de Lewis, absorve completamente sua atenção. Ele é incapaz de sequer olhar para o inútil homem da lei.

- O delegado é meu, Lewis. - O homem diz, peitando-o e lhe causando um breve desequilíbrio devido à perna manca. - Ele e tudo o que eu quiser. A injustiça disso te incomoda? Você julga o delegado por ser um vendido filho da puta? E você, Lewis? Você só treina esses garotos pra compensar o seu fracasso. Ninguém realmente acredita que você faz isso por amor ao esporte, francamente. Você me dá nojo, Lewis. Sugando o sucesso deles como um parasita, incapaz de aceitar suas próprias derrotas.

O homem fala com uma convicção tomada de ranço. Pequenas gotas de saliva chovem sobre o rosto de James a cada M ou P pronunciado.

Lewis; Conter-se
Autocontrole = 3 / Dif = 8
4, 10(3), 3 = 1 sucesso

Mas, ao menos por enquanto, ele ainda é capaz de impedir que seus sentimentos tomem conta. Ele consegue pensar racionalmente, a despeito da onda de emoções que o chacoalha por dentro. Vá com calma, James. Qual é a melhor linha de ação agora?

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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por Dylan Dog em Ter 17 Out 2017 - 22:50

- hey, boa noite

Dizia ele meio frustrado.

- estou procurando uma senhora bem idosa muito gentil, ela morava pela região...me diga o que sabe - Dario tentava dominar o aparente mortal.

Era muito estranho o cheiro ter sumido de repente, mas ele teria que lidar com isso e continuar procurando caso ali não fosse lugar.
Como um feiticeiro ele sabia muito bem que feitiços de ocultação poderiam apagar rastros, logo sua intuição sobre a casa era a única coisa que tinha.
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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por Gam em Ter 17 Out 2017 - 23:09

@Pavan
O homem estica o pescoço e olha para os dois lados, vendo se Pavan está acompanhado.

- Olha, a gente não mora aqui há muito tempo. - Ele responde, sua voz rouca e arrastada. - Não sei de senhora nenhuma, foi mal.

E, grosseiramente, fecha a porta de novo.

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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por vittal em Qua 18 Out 2017 - 3:26

Virgílio mal podia conter seu instinto, a fita e a pessoa misteriosa que tanto atormentou seus últimos dias estava ali, bem diante de seus olhos, e ele não podia estar mais enganado sobre sua algoz.

Marenariello teve que se concentrar muito para desviar sua atenção da beleza estonteante de sua inimiga. Seu foco estava abalado pelo desespero da situação e ele mal conseguia pensar num plano.

É então que Virgílio salta em direção à fita, tentando agarrá-la(1 FDV). Ele sabia que seu alvo não se daria por vencido tão facilmente, mas aquela fita precisava ser destruída. Em seguida cuidaria daquela mulher de uma vez por todas. Essa sim teria um gosto realmente especial quando estivesse agonizando em seus braços. Nada mais importa, só com a morte dela a calma voltaria a tomar conta da mente de Virgílio.
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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por Dylan Dog em Qua 18 Out 2017 - 13:16

-1 PDS em força

Dario coloca o pé para impedir o homem de fechar a porta e força a entrada com tudo. O cheiro da criança sumindo no ar era muito suspeito. Era um ato impensado, mas pelo amor, ele era um vampiro, não era hora de morrer de medo de tudo.

Se ele conseguir forçar a entrada...

- Calado.

Ele era enfático na dominação desta vez. Ele olhava nos olhos do homens de maneira intimidadora, mesmo sua voz não era mais suave e solicita como de costume, era como se o predador dentro dele se mostrasse por um instante.
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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por Gam em Qui 19 Out 2017 - 22:11

@No One
    No One segue para o lado de fora com cautela, procurando pelo indivíduo que demonstrasse estar lhe esperando.

    -Sua mão. - Dizia seco e direto. Aquele era quase um protocolo ao lidar com membros desconhecidos da Mão. Uma vez que olhasse com cuidado a palma, usaria seu Auspícius para se certificar de sua veracidade.


Ele está lá, encostado na parede. É Kameroth, o Paladino de Springfield. Aquele com algumas características Gangrel parecidas com as suas. Sem entender, ele mostra a palma sem hesitação. Não há qualquer marca. Seu olhar é de indagação, embora ele espere a análise pacientemente.

    -Esqueça - Ele diz, talvez soando um pouco desapontado - O que se passa?


- Me chamo Elyon Kameroth, sou Paladino do Arce... - Ele se corrige. - de Springfield. O Arcebispo Altobello me ordenou que lhe ajudasse em uma tarefa.

No One; Lembranças Ocultas
Inteligência+Consciência = 4 / Dif = 10
4, 9, 10(1(x)), 8 = 0 Sucessos

Sim, ele já sabia disso. O jovem Gangrel. Ele está em uma posição interessante, talvez tenha potencial. Nada próximo da trajetória de No One, é claro.

- Nós vamos localizar os Magos remanescentes. Ele já te passou alguma informação, suponho.

Sim, os Magos que Despertaram devido a um incidente com um Arquimago no Central Park.

    -Entendo. - Ele diz, sacando o celular e procurando alguém em sua lista de contatos - Conheço alguém que talvez possa nos ajudar nisso.

    E então ligou para Avesso, o único outro sobrevivente de seu grupo. O precursor era claramente muito melhor informado nessas questões do que eles.


- Uhum - Avesso já atende sem delongas ou palavras demais. Ele sempre foi direto, uma clara tentativa de reduzir ao máximo suas relações sociais.

    -Encontre-me em frente ao La Proposta - Ele diz, também sem enrolação - É de interesse da Mão. - Ele fazia questão de deixar isso claro, evitando uma possível esquiva do ancião. Eles não podiam recusar o chamado de seus irmãos de seita.


- Uhum. - E desliga.

    -Não sei o quanto você sabe, mas essa missão já matou muitos agentes experientes - Ele diz pro Paladino - Se conhecer alguém que possa ajudar, não hesite.


- Há alguém, mas... - Ele parece incerto. - Ele é muito competente, mas não sei se está em condições psicológicas.

    -Se ele é competente e confiável, vale o risco. - Ele diz, sem muitas delongas - Convide-o.


- Ele não está comunicável, teríamos que buscá-lo. Não é longe daqui.

    -Entendo. - Ele diz, aproximando-se do Gangrel e tocando levemente a lateral de sua cabeça com um dedo - Deixe-me ver com o que estamos lidando, então. Suponho que precisemos ser cautelosos ao abordá-lo. - E então, se permitido, vasculharia as informações sobre aquele indivíduo na mente de Kameroth.


Um armazém, localizado no centro da cidade, à beira do rio. Dentro, No One vê escuridão. Uma voz, chorando, ordena que vá embora.

No One; Lembranças Ocultas
Inteligência+Consciência = 4 / Dif = 10
3, 7, 2 6 = Falha

A voz é desconhecida, ele nunca ouviu antes. Ele pode perceber que Kameroth não consegue diferenciar a escuridão da pessoa. É como se ele estivesse em todas as partes, e ao mesmo tempo em lugar algum. Alguém se esconde ali em grande pesar. Mas é uma pessoa poderosa. Alguém que foi mais próximo de Springfield que qualquer um já esteve.

    -Precisamos dele. - Ele concluí - Iremos até lá quando Avesso chegar.


Após algum tempo, Avesso vem caminhando pela calçada sem qualquer pressa. Ele está com a aparência modificada, uma face que No One já conhece. Ele se aproxima dos dois sem dizer nada, e ali para.

    No One se aproxima do ancião calmamente e, sem dizer nada, apenas toca em sua cabeça lateralmente, como fizera a pouco tempo com Kameroth. O diálogo de Darius, Altobello e No One passaria rapidamente pela mente do Precursor, bem como a posterior abordagem do Paladino.

    -Precisamos de sua ajuda para investigar esses magos. - Ele reafirma o óbvio - Você é o cainita mais bem informado sobre esses assuntos que conheço.


- Não vou com vocês. Tenho minhas próprias ocupações.

    -Você nunca se dispõe a ajudar quando não há algo de seu interesse por trás - Ele diz, em tom de reprovação - Mesmo quando é a pedido da Mão - Ele complementa, com tom ainda mais desaprovador - Pois bem, faça como quiser.


Inexpressivo, provavelmente irritado por ter vindo até aqui só pra isso, ele se vira e vai embora.

    -Leve-me até o indivíduo do qual falou - Ele diz, voltando-se para o Paladino - Mas antes, fale-me mais sobre ele. Sequer me disse seu nome.


- Se chama Geronimo. Ele era o braço direito de Springfield, sempre estava por perto mesmo quando o Arcebispo parecia estar sozinho. Mas, desde que Springfield partiu, ele não lidou muito bem com a separação. Me parece que ele não consegue conceber uma vida sem o Arcebispo.

    -Entendo. Ele é realmente tão capaz para compensar nosso tempo e risco? - Ele questiona.


- Sim. Desde que consigamos tirar ele de lá.

    -Certo. Você será o primeiro a abordá-lo. É bom que ele saiba que somos aliados. - Ele diz, esperando que Kameroth conduza o caminho.


Juntos, os Gangrel caminham pelas ruas escuras de New York. O armazém possui paredes de latão, porcamente sustentadas por vigas de aço. Ele se ergue grosseirament eem meio ao matagal de um terreno há muito abandonado, cheio de moscas e sapos provenientes do rio que passa no canal ao lado.

A porta, capenga, esconde mal e porcamente a escuridão completa lá dentro. Kameroth pisca, e seus olhos agora brilham com a incandescência da Besta. Cautelosamente, ele empurra a porta com cuidado. A escuridão, tangível, contorce-se brevemente como um animal acuado.

- Gerônimo? - Ele diz do lado de fora, sem entrar no armazém. - Sou eu, Kameroth. Eu vim acompanhado de um membro da Mão. Viemos buscá-lo, o Sabá precisa de você.

Sem resposta. Kameroth olha para No One, como se pedindo por alguma instrução.





@Pavan
Chega de brincadeira. Pavan coloca o pé para impedir que a porta se feche. Ele está pronto para verificar as coisas por conta própria, não é um bando de humanos às portas da morte que vai impedí-lo de conseguir o que quer. Com força, ele empurra a porta de volta com a intenção de dominar o mortal e estabelecer a sua superioridade ali. Mas o que ele vê ali o confunde totalmente.


Não é mais uma casa abandonada, e o drogado sequer está ali. Agora é uma sala agradável, iluminada por uma lâmpada amarela antiga e um abajur de canto. Ele finalmente pode sentir o cheiro que procurava. Aquele característico aroma nostálgico de mofo e coisas velhas. Uma vitrola ligada baixinho. O chão de madeira com poeira entre as frestas. Uma quantidade estonteante de pequenos enfeites e badaluques pendurados por toda parte. Crochê. Um gato branco deitado sobre uma estante de canto. O cheiro de algo no forno.

E ela, ali, sentada em sua poltrona com grandes tamancos amarelados pelo tempo.


- Oh, boa noite. Me desculpe por não levantar, na minha idade isso já é uma luta terrível. - Ela diz, muito devagar. - Norma, querida! Temos visita. - E seu chamado é tão doce e baixo que ele duvida que essa tal de Norma tenha escutado.





@Marenariello
Marenariello; Tomar a fita
Força = 2 / Dif = 6 / FV
5, 6 = 1+1 = 2 sucessos

Ruiva; Segurar a fita
Força = 2 / Dif = 6 / Potência 2
3, 2 = 0+2 = 2 sucessos

É incrível. Tudo bem que Virgílio não é nenhum halterofilista, mas essa mulher possui uma força bem maior do que aparenta. Ela mantém a fita na mão com a facilidade de quem provoca uma criança. Enquanto ele tenta desesperadamente puxar da mão dela, a ruiva cola seu corpo no dele. Seus seios macios roçando por sob a vestimenta, seu hálito doce exalando em seu rosto.

- Se você quer tanto a fita, eu dou pra você... - E então aproxima a boca de seu ouvido, chegando a roçar os lábios quando fala. - Desde que faça amor comigo.

Aparentemente a mulher consegue ser ainda mais perturbada do que ele. Mas, e talvez essa não seja a cabeça apropriada falando, a proposta lhe soa como um win-win. Ela levanta a perna, repuxando o vestido e roçando a firme coxa em sua cintura.

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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por No One em Sex 20 Out 2017 - 2:23

Gerônimo permanecia em silêncio diante da fala de Kameroth, como já era de se esperar. O objetivo de pedir que o abordasse primeiro era apenas para transmitir segurança ao outro cainita, não para convencê-lo. No One, no entanto, conseguia ser bastante convincente quando lhe era necessário. Contudo, ele se precavia antes de se direcionar ao instável cainita, com seus olhos assumindo um brilho avermelhado intenso e seus sentidos se tornando ainda mais ampliados (Metamorfose 1 + Auspícius 1)

-Gerônimo! - Ele exclama o nome do soldado, chamando sua atenção - Sei que você lamenta a ausência de Springfield e não posso dizer que entendo sua dor. Nunca o conheci, ou sequer tive alguém tão querido quanto ele é para você, então lhe pouparei de hipocrisias - Diz o Gangrel, curto e grosso, fazendo uma rápida pausa enfática antes de voltar a falar - Eu entendo, no entanto, que juntos vocês construíram um verdadeiro Império, e esse mesmo está agora prestes a ser tomado de vocês! - Dessa vez, seu tom não é mais frio e apático como de costume, mas sim agressivo, urgente e incisivo, como um líder que incitava uma revolta - Talvez você não enxergue a gravidade disso, ou simplesmente não se importe, mas o que você acha que restará quando Springfield voltar se você não fizer nada? - Ele continua, com o mesmo tom incisivo - E mesmo supondo que ele não volte, você apenas ficará aqui, chorando no escuro como um bebê? - E faz uma leve pausa enfática antes de voltar a falar - Levante-se! O Sabá precisa de você! Sua cidade precisa de você! - Ele concluí, com um tom ainda mais imperativo e auto-confiante do que antes.

No One acreditava que aquele cainita poderia ser realmente útil em sua missão e, consequentemente, para a Mão Negra. Sendo assim, ele se esforçava para ser o mais convincente possível (-1 FV para sucesso garantido - Supercompensação)

[OFF: Favor rolar um teste de oratória (carisma+liderança+líder nato) ou algum outro que achar mais apropriado para tentar convencê-lo]


Última edição por No One em Sex 20 Out 2017 - 22:15, editado 1 vez(es)
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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por Dylan Dog em Sex 20 Out 2017 - 3:01

Dario forçava a porta e entra na casa com certa violência, ele estava a ponto de mostrar suas presas quando deu de cara com um ambiente confortável, tranquilo e... Amável.

Seus caninos não se projetaram, ele simplesmente ficou atônito por alguns segundos, ele não sabe dizer ao certo quanto tempo, mas com certeza foram mais de 5 segundos e menos de 10.

Ele imaginava que aquilo fosse possível de ser feito por um mago, mas ele não esperava dar de cara com tão efeito tão cedo. Ele amplia os sentidos tentando ver através do ambiente e da própria senhora. A expressão de estranhamento passa depois de alguns instantes e Dario finalmente olha a senhorinha...

- Não se preocupe, eu que peço desculpas pelo meu jeito rude de entrar sem ser convidado...- ele vai até a senhora é estende a mão para cumprimenta-la - Josh Lewis

Ainda estupefato com a situação ele tenta se apresentar, claro, mentindo o nome.
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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por vittal em Sex 20 Out 2017 - 11:15

Virgílio estava intrigado, mas feliz com o desenrolar dos fatos. Todo aquele pesadelo que foi seu último dia, as mensagens anônimas de alguém sabia demais, a invasão da sua casa e o desespero de conseguir a fita com a gravação, tudo isso em troca de uma noite com a mulher espetacular que estava na sua frente? Deve ser o último suspiro do espírito de Dick.

No entanto, ele teria que usar de estratégia durante o ato.

Um ataque físico frontal já tinha se provado inútil, o jeito agora era se aproveitar de um momento mais relaxado para eliminar de vez o problema.

E pensar que tudo se resolveria após transar com sua algoz.

Marenariello não era exatamente um ás quando o assunto era esse, dada sua natureza bastante antisocial, mas seu instinto era sempre muito eficaz e agora, mais do que nunca, era hora de colocá-lo em teste.
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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por surslash em Seg 23 Out 2017 - 5:52

Lewis ainda estava atordoado com a sequencia de acontecimentos, mas tinha uma certeza teria que saber exatamente com quem estava lidando. Reuniu toda a calma que ainda podia existir ao seu corpo e resolveu perguntar: Ok, quem é você? E porque fez isso com o Pipe? Foi apenas o prazer em tirar a vida de um jovem?

Com essas perguntas, Lewis pensava em tentar entender esse maldito filha da puta que estava em sua frente e também tinha a ideia de buscar ajuda de alguns de seus companheiros de época do time da faculdade, que conseguiram uma carreira profissional na California, estes amigos poderiam ter contatos fundamentais para saber exatamente como poderia se livrar deste crápula que dividia a sala da delegacia com James.
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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por Gam em Ter 24 Out 2017 - 6:32

@Altobello
- Não seja humilde, não combina com você. - Ele diz, sorrindo. - Você será vital para o Sabá durante a incursão que se aproxima. E é por isso que estou aqui. Sei do seu inclino por Magia de Sangue, e acredito que seja do interesse de todos adicionar este conhecimento ao seu leque de opções.

- Mas faremos algo primeiro. Não é uma condição, e sim uma união do útil ao agradável. - Ele prossegue. - Nós vamos encontrar Springfield. Será um ótimo início prático e teórico para você.


    Altobello é um monstro e sabe que o Cardeal também o é. O Cardeal também sabe as duas coisas e se mostra inclinado para cortar o teatrinho. Altobello aceita, deixando de lado sua máscara e sorrindo com seu ar predatório. - Gotkken te falou, não é? Sim, eu namoro a Magia do Sangue a muito tempo, mas nunca tive a oportunidade de desbravá-la.

    Mas sejamos sinceros. - O Arcebispo havia planejado cada meia verdade para induzir o Cardeal a ensiná-lo. Invocaria o nome de Júpiter, faria se parecer o grande herói, entendido do assunto. Usaria sua ascensão na Espada. Tudo para impressioná-lo, mas não seria necessário. O Cardeal já estava convencido. Ou, mais provavelmente, iria querer algo em troca.

    - Você vai me ensinar Magia do Sangue apenas por julgar ser um acréscimo para o Sabá? - Pergunta o sorridente Altobello, ainda descrente. - Vamos, me diga o que quer de mim. Ninguém ensinaria de graça.


- Não é seguro abrir o portal para o Abismo sozinho. O que Springfield fez foi bravo, porém imprudente. - Ele responde, de pronto. - Você é o candidato perfeito para me ajudar devido a sua posição na Espada e sua proximidade com ele.


    Quando Jorge esteve por baixo, Springfield foi o único que acreditou em seu potencial. O Guardião se sente em grande débito com ele. Em partes por causa disso e em partes por causa do poderoso Vinculum que o afeta. Altobello não pensaria duas vezes para fazer o necessário para ajudar o homem, mas... Springfield iria gostar disso? Ele mesmo falou para não o procurarem. De certa forma, ele pode entender que deve fazer o que quer que ele tenha ido fazer sozinho. Além disso, qual o interesse de Bierhoff em resgatar Springfield. - Não me leve a mal, mas por que você quer se arriscar tanto por Springfield, Cardeal?


- Encare como uma curiosidade científica. Como Cardeal, não posso simplesmente aceitar que um Arcebispo descumpra para com seu compromisso com a Espada e deserte assim. Como um Lasombra, eu estou completamente intrigado sobre o que ele fez. Preciso ver o resultado com meus próprios olhos, mesmo que fracasse em trazê-lo de volta.


    Altobello quer acreditar nas palavras do Cardial, mas parece bom demais para ser verdade. Seus argumentos parecem fracos demais. Jorge se pergunta se Bierhoff já estava tão velho a ponto de se tornar alienígena para ele ou se era um péssimo mentiroso. No entanto, Springfield poderia estar perdido no Abismo, incapaz de voltar, ou mesmo morto. Altobello nunca gostou de ter dúvidas, quanto mais viver em dúvidas. Queria respostas. Mas não se lançaria cegamente. Ao menos um mínimo de evidência de que não seria traído no Abismo queria ter. Então leu a aura do homem.


Altobello; Percepção de Aura
Percepção+Empatia = 10 / Dif = 8
4, 6, 7, 8, 10(7), 5, 1(x), 4, 3, 6 = 1 sucesso

Bierhoff; ???
??? / Dif = ?
???

Altobello; Buscar Mentiras
Percepção+Empatia = 10 / Dif = 5 (Perceber Mentiras)
2, 9, 1(x), 7, 10( 8 ), 10(10(7)), 9, 10(7), 2, 9 = 10 sucessos

Altobello está atiçado, por deveras tomado por sensações mundanas para sintonizar-se agora. Ele não consegue focar direito na aura do Cardeal. O Arcebispo identifica apenas o que ele já sabia, a palidez de sua essência. É um vampiro, naturalmente.

Mas, sem precisar arcar de dons vampíricos, poucas são as mentiras que passam por ele. E, para seu espanto, o Cardeal parece completamente seguro de suas palavras. Todos os seus sinais corporais, seu olhar, mesmo a seriedade de seu semblante. Não há jogos agora. Ou este Antigo é muito bom, ou realmente acredita no que fala. Talvez nem todos os vampiros subam a seus cargos com joguetes verbais, afinal.





@No One
No One; Discurso inspirador
Carisma+Liderança = 8+2(Líder Nato) = 10 / FV / Dif = ? (FV do alvo)
???

Ele pode sentir o próprio Kameroth inspirando-se pelo discurso, conforme o Paladino dá um passo a frente e chega a apoiar-se na batente da porta para tentar entender a reação de Geronimo. Mas a reação dele é... confusa. Com seus sentidos extra-afinados, ele pode reconhecer a Mortalha sombria dentro do armazém encolhendo-se. Ela murcha dando lugar à escuridão comum, crua. Logo desaparece, mas...

Aos olhos do Removedor, a escuridão do armazém agora é clara como a luz do dia. Mas ele não vê ninguém ali.





@Pavan
- É um prazer, senhor Lewis. - Ela o cumprimenta, sua mãozinha é tão delicada que ele tem medo de quebrá-la se apertar demais.

Ele pode ver uma mulher jovem de cabelos castanhos surgindo por detrás da cortina de chita. Ela vira-se por um momento e impede alguém de surgir também ("Não, você fica aí"). Mas é claro, o cheiro de criança...

- Quem é você? - A mulher passa pela cortina, e é bem menos solícita com o invasor do que a senhora.

- Este é Josh Lewis, Norma. - Diz a senhora, calmamente. - Me chamam de Mama TooToo, é um prazer conhecê-lo. A que devemos sua visita hoje, senhor Lewis?

Norma, desgostosa, aproxima-se e encosta a uma parede. A reação dela é muito mais comum do que a da velha, um tanto agressiva para com a visita inesperada. Mas ela parece respeitar seus desígnios, contudo.





@Marenariello
Há algo de deliciosamente perigoso naquela mulher, e ele não precisa ser nenhum sensitivo para saber disso. Mas é difícil tirar conclusões e lidar com suas inquietações enquanto ela desabotoa suavemente sua camisa. É difícil pensar em qualquer coisa enquanto ela chupa seu lábio inferior, enquanto senta-se sobre uma pilha de fitas e o puxa sobre si.

A mulher não precisa que Marenariello seja pró-ativo ou aja como alguma espécie de dominador. Ela tem tudo sob controle e, Cristo, parece sedenta. Após um longo beijo que ele gostaria que tivesse sido ainda maior, ela abaixa-se e violentamente puxa sua calça. A ruiva não tem delongas ou receios, ela passa a língua por toda a sua extensão enquanto o olha nos olhos. Por Deus, Marenariello, você poderia ter depilado isso. Mas ela parece não se importar nem um pouco.

E então, cá estamos nós. Um assassinato, uma perseguição misteriosa pela cidade e, sem mais nem menos, uma ruiva 10/10 o chupando na salinha de um prédio qualquer. No que você estava pensando mesmo? Uma estratégia durante o ato?





@Lewis
- Meu nome é Abraham Goldfish. Eu matei aquele garoto porque eu sabia que você gostava dele e queria ver o que você faria a respeito. - Ele fala com desprezo, gotículas de sua baba voando sobre Lewis. - E aí, James? O que você vai fazer a respeito? Acha que vai sair dessa sala e mandar a lei atrás de mim? Você já não é velho o suficiente pra saber que essa merda não funciona assim?

Ele então lhe dá um empurrão com o peito, fazendo-o perder o equilíbrio e bambear dois passos para trás.

- Mais importante... Você achou que eu ia dizer isso e deixar você sair daqui numa boa?- Ele diz, tirando a jaqueta e jogando-a sobre a cadeira.

Em seguida, Abraham começa a arregaçar as mangas.

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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por Outis em Qua 25 Out 2017 - 22:49

Pensamentos do que acabei de vivenciar perturbam minha mente enquanto volto para o Elísio. Mas me esforço para colocar a cabeça no presente. Apesar de ter aproveitado cada segundo da experiência, foi algo que fez me sentir vivo novamente. Eu pensava já saber muito sobre o Mundo das Trevas, mas agora sinto que era apenas a ponta do iceberg. Era óbvio. Eu apenas fui inocente em pensar que já sabia demais. Chegando no local, repito o processo feito anteriormente para entrar. Já dentro do Elísio, novamente sou recebido pelo pobre carniçal que certamente teve a mente quebrada em pedaços.

— Gorgonier ainda está la dentro? - Pergunto a ele. — Não? Hmm... Na verdade é com ele que quero falar. Não precisa chamá-lo. Seria melhor se eu falasse com ele em particular.

Sigo o carniçal para onde quer que Gorgonier esteja. Preciso ganhar a confiança de Gorgonier. Sinceramente, isso não deve se tornar uma tarefa difícil, ele não tem nada a perder com a ajuda de um de nós. Nossos objetivos são os mesmos. Retomar New York.

— Olá novamante, Príncipe Gorgonier. - O comprimento, sem retirar as luvas, é claro. Usá-las já se tornou parte da minha rotina. — Primeiramente, gostaria de me desculpar caso tenha passado a impressão de estar lhe subestimando. Jamais o faria. Apenas não lido muito bem com brincadeiras. - Falo me referindo ao ato de Fausto me oferecer o controle da cidade. — Tudo bem que New Haven deveria ser uma cidade pacata antes de tudo acontecer, mas se o Príncipe Fausto realmente não deseja o cargo perante a nova realidade da cidade, ele deveria passar para alguém adequado. - Faço uma pequena pausa. — Bom, me desculpe novamente. Não foi para isso que vim até aqui. - Recomponho a postura. — Serei direto com o senhor, em tempos como estes, perder tempo não é do meu interesse. O que é do meu interesse, é a retomada de New York. Já cumpri com as obrigações do clã, e após fazer um pedido pessoal aos meus superiores, tive permissão de permanecer na cidade, com o fim de cooperar  na retomada da cidade. - É isso que chamam de meia-verdade? — Em nosso breve primeiro encontro, notei que falou com muita convicção sobre a retomada da cidade. Se possível, gostaria de ajudar. Sei que não tenho nome dentro da seita¹, mas mesmo antes de me tornar um cainita, eu já era um especialista em estratégia. Se o senhor é familiar com a história da segunda guerra mundial, já deve ter ouvido falar de mim². Tenho a mesma convicção de que posso ser útil em qualquer que seja o seu plano.

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¹. Status 0
². História mortal

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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por Gam em Qui 26 Out 2017 - 0:37

@Thoreau
Outis e o serviçal surpreendem Gorgonier em um corredor deserto do Elísio, bem quando ele está acabando de fechar a janela.

Outis; Notar
Percepção+Prontidão = 4 / Dif = 8
5, 1(x), 3, 8 = Falha

O Feiticeiro não faz ideia do que ele estava fazendo, contudo.

- Ora, boa noite. Outis, não é? - Ele o cumprimenta, sem luvas.

Educado e sempre com um bonito sorriso, Gorgonier o escuta como uma estátua grega.

- Fausto é um homem simples. Muito competente, mas ainda assim... - Ele tenta encontrar as palavras. - Ele acabou sendo pego em uma rede que não lhe agrada, mas não é capaz de abandonar os que contam com ele. A situação que assolou New Haven realmente não é própria para Fausto, nem vice-versa. Talvez ele realmente te desse o cargo, sabe? Eu pagaria pra ver como isso se desenrolaria, haha! - Ele começa a andar pelo corredor, fazendo um discreto sinal para que Outis o acompanhe. O serviçal, sempre calado, fica para trás. - Vê, senhor Outis, nós burocratas da Torre não temos feitiçaria ocultista ou monstros hediondos rastejando pelas paredes para resolver nossos problemas. Mas estamos aqui porque somos bons em alguma coisa.

Ele entra por uma porta corta-fogo e começa a subir as escadas de incêndio da mansão.

- Você sabia que há um espião da Mão Negra entre nós? Ele está vigiando atentamente os passos de Santoro, que é um Brujah daqui há muito acometido pela loucura. O espião acha que ele é importante porque eu quis assim. - Seus passos delicados e firmes ecoam pelas paredes da escadaria de incêndio. - Os Cães também estão tentando nos espionar. Mas cada uma de nossas estruturas foi cuidadosamente pensada para que eles não se aproximassem. É inútil. Provavelmente já estão com suas atenções no Sabá a essa hora. É claro que não estamos só na defensiva, mas eu não vou te dar tudo agora. Em verdade, eu nunca ouvi falar de você.

Ele finalmente chega ao próximo andar, abrindo uma porta que Outis não tinha dado atenção antes. Eles estão ao lado do escritório de Fausto, por onde Gorgonier entra sem bater. Lá ele pode ver uma verdadeira trupe de monstros. Fausto e o que só podem ser dois Nosferatus com roupas de couro e chapéus empoeirados pareciam cochichar enquanto observavam algo sobre a mesa.

- Oh, Gorgonier. - Fausto diz, sem entusiasmo.

Um dos Nosferatu se vira e encara Outis.

- Ele é confiável?

- Sim, Esperma. Ele veio a mando de Felícia, está aqui para tentar fazer os Feiticeiros brilharem um pouco. Vamos ver do que eles são capazes. - Diz ele, sorrindo como um primo implicante. - Outis, este é o Xerife Esperma e um de seus Algozes, o Viciado.

- Uhm. - Esperma parece simplesmente aceitar a decisão, sem necessariamente concordar. - Venha, veja o que temos aqui.

É um mapa de Nova Iorque. Dentre várias ruas e geometrias representando parques e edifícios, estão uma série de rabiscos coloridos que a princípio não fazem qualquer sentido para Outis. Mas eles parecem atentar para uma área em especial que foi furiosamente rabiscada em verde fosforescente, tomando uma grande parte do Central Park.

- Você ia explicar o que diabos é isso. - Retoma Fausto.

- É difícil, eu também não entendo. Mas é pura energia. Energia em todas as frequências conhecidas, algo mais estranho que mera radiação. É como se um buraco na física estivesse acontecendo ali, sabe? Algo que nunca foi documentado antes, nem oficial ou extra-oficialmente, entende?

- Não. - Fausto é bem direto, e parece claramente irritado com a explicação vaga.

- Magia, Excelência. Uma fonte constante e abundante, bem no meio de New York. - Fala Viciado, pela primeira vez. - Mas ninguém aqui entende nada sobre isso.

- Ora, mas não é conveniente? - Diz Gorgonier.

Em um desconfortável momento de realização geral, todos os olhares da sala pousam sobre Outis.

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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por Outis em Qui 26 Out 2017 - 14:32

Avistamos Gorgonier e, apesar de parecer estar fazendo algo, não consigo notar o que. Para um comandante de guerra, até que sou bem desatento. Ao menos ele lembra o meu nome. Já não posso dizer o mesmo de Felícia.

— Sim, sim... Entendo perfeitamente a situação em que ele se encontra. - Com um leve sorriso no rosto, continuo. — Em outras condições, eu certamente aceitaria essa proposta. Tenho certeza que iria ficar surpreso com o desenrolar das coisas! - Falo em tom firme, mas descontraído. — Estou começando a entender tudo isso, senhor. Nós, feiticeiros, nos apegamos muito em nossos conhecimentos, em nossa magia. Mas o mundo certamente não gira em torno dela, afinal, se girasse, seriamos os donos do mundo, não é mesmo?

Continuo seguindo Gorgonier, enquanto subimos por uma escada de incêndio.

— Maldita Mão Negra. Com certeza acredito. Esses malditos estão em todos pontos de interesse. Fico feliz em saber que estão manipulando o espião. Mais feliz ainda em saber que provavelmente não teremos problemas com os Cães. - Continuo prestando total atenção nas palavras de Gorgonier. — Claro, claro... Nada mais justo, senhor. Com o tempo irei provar que minhas intenções e capacidades são verdadeiras.

Ao fim da escada, chegamos em uma sala paralela ao escritório de Fausto. "Interessante." - Juntamente do peculiar Príncipe, estão dois Nosferatus. "Então é aqui que as coisas estão acontecendo?" - Penso enquanto adentro o comodo.

Apenas observo o desenolar da cena, esperando um momento oportuno para acrescentar algo de útil. "Esses ratos realmente gostam de ter apelidos estranhos... Cada louco com sua mania, não é mesmo?" - Pelo visto, também estão preocupados com os magos que Despertaram anos atrás. Será que tem algo a mais envolvendo esses magos? Ou toda essa atenção é apenas medo de um ataque orquestrado por eles? Enquanto penso nas possibilidades, toda a atenção da mesa é voltada para mim.

— Realmente... é bem conveniente. - Faço uma pequena pausa. Minha expressão, que até o momento era tranquila e descontraída, fica séria e focada. — Esse mapa é atual? Como conseguiram rastrear essa energia? - Faço outra pausa, aguardando as respostas, então continuo. — É bem provável que sejam os humanos que Despertaram anos atrás após um incidente envolvendo um poderoso mago no centro de New York. Nosso interesse neles é apenas por precaução ou vocês sabem de algo a mais? O Central Park não é habitado pelos Garous?

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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por Gam em Sex 27 Out 2017 - 7:32

@Thoreau
- Sim, eu rabisquei isso hoje. - Diz o Xerife. - Tenho meus... agentes. - Ele pareceu demorar um pouco para escolher a palavra. Claramente o Rato não quer expor seus truques.

Aos olhos de Outis, parece ser a primeira vez que todos ouvem sobre esses tais Magos Despertos. Felícia realmente estava um passo a frente, afinal.

- Que incidente é esse? - Fausto não parece ser do tipo que tem medo de perguntar o que não sabe. - Nos dê os detalhes, Feiticeiro. Estamos correndo contra o tempo aqui.

- Respondendo sua questão, sim. - Gorgonier responde. - Ao menos até recuarmos de lá, o Central Park sempre foi território daqueles animais. Havia uma relação de boa vizinhança, por assim dizer. Inclusive, tenho razões para crer que eles não são os mesmos Garous que invadiram o Empire State no dia do ataque.

- Eu... não sabia sobre os Magos. - Admite Esperma. - Mas não acho que necessariamente seja algo relacionado aos Garous. Veja, o epicentro da área é na borda do parque. Talvez seja uma coincidência.

- Precisamos de alguém investigando essa área, pra hoje. - Fausto toma uma iniciativa. - Não podemos nos dar ao luxo de não saber de qualquer coisa.

- Eu vou enviar dois homens. - Diz Esperma. - Mas seria bom se o Feiticeiro pudesse acompanhar. Ele parece ter um pé adiante no assunto.

- Mas isso é maravilhoso. - Diz Gorgonier, com certa empolgação. - O senhor Outis estava ansioso para se mostrar prestativo. E você tinha um amigo também, não? Dario, se não me engano. Parece que ele tem um talento para estar sempre atrasado.

- Bom, se ele puder acompanhar... - Diz Esperma. - Mas não mais do que isso. Vocês estarão em território hostil. Menos é mais.

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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por vittal em Sex 27 Out 2017 - 23:44

Marenariello não conseguia pensar com clareza.

Muitos planos e muitas coisas passaram por sua cabeça.

Ele não sentia tanto tesão há algum tempo.

Não vai ser agora que ele vai se preocupar com os fatos daqueles últimos dias.

Agora ele só vai pensar em fazer aquilo durar o máximo possível.
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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por Outis em Seg 30 Out 2017 - 16:26

— Interessente. - Acrescento, enquanto reflito se estou falando demais. Talvez, mas preciso usar algumas cartas se quiser receber outras. — Resumidamente, pense em um Mago de nível de poder igual ou superior a um Matusalém. Algo que ele fez, acarretou na transformação de diversos humanos em Magos. Demais detalhes não são necessários se não conhecem o básico sobre magia. - Finalizo.

Apenas observo enquanto os demais debatem sobre o que fazer. Suas escolhas não me deixam feliz. Parece que estão com o foco totalmente desviado do objetivo principal.

—Xerife esperma, se você tem "agentes" capazes de observar esses magos sem serem comprometidos, lhe garanto que também são capazes de observar o Sabá e seus comandantes, não é mesmo? - Faço uma pequena pausa, intrigado. — Não vejo porque esses Magos são um problema que nós temos que se envolver. Concordo que temos que observá-los, mas se meter com eles é burrice, deixe que o Sabá resolva isso. Nosso foco não deveria estar direcionado a retomar a cidade? Não sei como se meter com esses Magos vai ajudar nisso.

— Com certeza estou ansioso para me mostrar prestativo, mas não para me meter numa missão suicida a troco de nada. O senhor Dario está resolvendo seus próprios assuntos, não viemos juntos para cá, apenas chegamos no mesmo instante. Porém, caso haja necessidade, posso convocá-lo. - Explico, então continuo. — Precisamos de mais mapas como esse, mas que contenham informações sobre o Sabá e seus membros. Seus aliados, seus lacaios, seus inimigos, suas áreas de influência, suas áreas de conflito e etc. O que sabemos sobre o atual Arcebispo?

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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por Gam em Ter 31 Out 2017 - 1:53

@Altobello

    - Você já está a par dos acontecimentos envolvendo Júpiter, eu suponho. - Espera confirmação.


- Sim, Springfield informou-me o suficiente.


    - E mesmo assim você quer me levar para o Abismo? E correr o risco de chamar sua atenção? Creio que minha presença lá embaixo não passaria desapercebida para ele.


- Para quem continua citando o nome dEle em voz alta, você parece preocupado. - Ele sorri, no que Altobello só pode supor ser o seu jeito de fazer uma brincadeira. - Não sabia que eles podem escutar? Nomes são muito importantes pra essa espécie.

- Eu nunca disse que seria seguro. A boa notícia é que o seu 'amigo' é forte demais para passar pelo portal. Desde que nos mantenhamos atentos lá dentro, poderemos recuar com relativa segurança se houver necessidade. Mas outras coisas podem escapar quando abrirmos, e é por isso que eu não quero faze-lo sozinho.

- Há uma série de rituais e variáveis a se cobrir antes de simplesmente abrir o portal, Arcebispo. Eu estaria mentindo se dissesse que estaremos seguros, mas posso afirmar que estaremos preparados.


    - Do que precisa para começarmos? - Aceita, por fim.


- Existe um ritual simples de localização. - Ele tira uma pedra oval perfeitamente polida do bolso, não maior que sua própria palma. - Com o nome real dEle, eu poderia localizar sua direção e distância a qualquer momento. Mas, infelizmente, todo o Bando de Inquisidores que participou de seu banimento está morto ou em Torpor. Você sabia disso? Causas diferentes em momentos diferentes.

Altobello; Pânico
Coragem = 4 / Dif = 8
8, 8, 10(2), 3 = 3 sucessos

- Dito isso, você é o nosso elo mais sólido agora. Eu poderia extrair essa intimidade direto da sua mente, mas não irei lhe fazer um pedido tão invasivo. Ao invés, precisaremos do seu olho preferido. - Ele fala em perfeita serenidade.


    - Não sabia. - Fala sobre os vampiros. - Influência d'Ele?- Eu não tenho um olho preferido. - Para um vampiro, é mais simples entregar um olho do que deixar ter a mente sondada. - Por via das dúvidas, é melhor tirar o direito. - Já que é destro. - É só tirar ou tem algum procedimento específico? - Altobello prepara para curar o ferimento assim que for possível e segurar a dor sem deixar que a Besta o assuma.


- Muito provável. - E, se ele fez isso com todo um Bando, é natural pensar que Altobello está em sua lista.

- Se você é destro, me dê o olho esquerdo. - Ele instrui. - Não há procedimento, encare apenas como a colheita de um ingrediente. Diferente do que os leigos costumam achar, nem tudo na feitiçaria envolve cerimônias e rodeios.


    - Então vamos. - Altobello enfia dois dedos entre sua órbita e o olho esquero, os curva e puxa. A dor é excruciante, mas ele se obriga a permanecer impassível (-1fv). Ele estende a mão com o globo ocular, enquanto cura a ferida com sua Vitae.


Um singelo sorriso de aprovação surge no rosto do Cardeal enquanto o ato é executado. Sangue não escorre de um cadáver, o que torna o processo desconfortavelmente limpo. O globo sai da cavidade com um som oblongo, e Altobello se vê obrigado a dar uma certa torcida para arrebentar os nervos ópticos.

O Cardeal recebe, então, o olho preferido.

- Este é um ritual simples de se executar, mas envolve amplo conhecimento teórico. - Ele diz, enquanto mordisca o dedo e, riscando sangue com a unha, escreve "Júpiter" com fina caligrafia na pedra. - Vitae é a essência da vida. É o que Deus exigia dos sacrifícios de seus súditos, é o que Ele derramava ao puni-los. -
Com as mãos, ele pressiona o olho sob a pedra. Ele parece fazer cada vez mais força, como se fosse esmagá-lo. - Enquanto humanos foram criados à Sua imagem e semelhança e possuem, portanto, a centelha da criação, a Caim só restou agarrar-se à força da vitae. - Por fim, suas mãos começam a unir. O olho não foi esmagado. Ao invés, parece estar penetrando a rocha como se fosse argila. - Nosso potencial está limitado a ela e, com a instrução e persistência corretas, através dela ele é ilimitado.

Altobello; Olfato
Percepção+Ciências = 5 / Dif = 8
6, 9, 6, 9, 8 = 3 sucessos

Durante a mescla dos materiais, Altobello pode sentir o claríssimo cheiro de enxofre impregnando o escritório. O olho, trespassando a rocha, agora revela sua pupila do outro lado. Ele continua centralizado, sem olhar para qualquer direção específica.

- Quando estivermos no mesmo Plano que Ele, este olho apontará a direção em que está. A temperatura da pedra indicará a distância. - Ele então estende o curioso artefato para o Arcebispo. - Tome. É mais prudente que fique com você.

- Ela dura o tempo que o olho leva para apodrecer. Temos, talvez, uma semana. Estes rituais não precisarão de mais do que Lasombras e vitae, então podemos executá-lo quando for mais conveniente para sua agenda. Peço alguma pressa, contudo. A cada dia que passa, temos menos chances de encontrar Springfield do outro lado.


    - Alguma idéia de quanto tempo passaremos fora? Gostaria de resolver isso o quanto antes?


- Não pretendo ficar mais que alguns minutos. - Ele responde, de pronto. - Sim, não há nenhuma pendência me impedindo.


    - Podemos nos utilizar de dois ou três irmãos presentes, se preferir. - Levanta a possibilidade. - Você é o entendido aqui, não sei se isso ajuda mais do que atrapalha.


- São jovens demais, seriam um atraso.


    - Então vamos logo.


Bierhoff então levanta-se, encaminhando-se para a saída. Naturalmente, ele aguarda que o Arcebispo o acompanhe. Lá fora, Eleonora os espera de pé ao lado da porta.

- Ele aceitou. - Diz Bierhoff.

Juntos, os três deixam o La Proposta. Com o próprio Cardeal no volante, eles vão até uma cobertura no Central Park. Eleonora tem a chave.

- Foi aqui. - Ela diz, conforme abre a porta do apartamento.

A sala está uma bagunça. Claramente era um apartamento de muito bom gosto antes de seja lá que tipo de furacão ter passado por aqui. Ademais, a parede de vidro possui um enorme rombo permitindo que entrem fortes rajadas de vento.

O Cardeal não se incomoda em acender as luzes.

- Iremos começar, então. - Ele diz.

Sem uma palavra, Eleonora sai do apartamento e os deixa a sós.

- As manifestações do Abismo que nós ensinamos aos nossos neófitos não passam de técnicas rudes, embora práticas e eficientes. Você já é familiarizado com os pormenores intrínsecos da teoria, está na hora de retirar uma essência realmente viva das trevas. - Ele morde a maçã da mão, deixando que seu sangue escorra livremente e forme uma poça no chão a sua frente. - A vitae nos conecta. Durante o ritual, é importante que você mantenha constantemente a ponte entre a área de invocação e você. É através dela que definimos qual a materialização que desejamos. Vê, o Abismo é um só. E, neste uno, ele é muitos. Através dessa invocação, nós o filtramos para nossa percepção mundana de individualidade. Podemos trazer para cá uma criatura que nada mais é que uma fração do infinito. - Ele então posiciona a palma aberta sobre a poça de sangue. - Agora eu me comunicarei com as trevas. Isso vai demorar um pouco, peço que não interrompa.

Seus olhos reviram, conforme ele entra em transe. O sangue no chão torna-se negro e dá lugar às trevas vivas, em um efeito que Altobello já conhece bem. Mas aquela pequena porção de trevas fica ali, borbulhando e palpitando no mesmo lugar. A boca de Bierhoff balbucia como se ele conversasse sozinho, mas é ininteligível.

Bierhoff; Chamando pela entidade na escuridão
Inteligência+Ocultismo = 10 / Dif = 7
5, 1(x), 7, 10(6), 6, 5, 8, 6, 1(x), 6 = 1 sucesso

Ele leva em torno de uma hora naquela conversa silenciosa. Por fim, retorna do transe e levanta-se.

- Agora que já sei o que quero, posso dar-lhe forma com uma invocação usual dos Braços. - Ele explica.

Bierhoff; Braços do Abismo
Manipulação+Ocultismo = 11 / Dif = 7
4, 4, 4, 2, 7, 4, 9, 8, 2, 7, 5 = 4 sucessos

Aquela pequena poça de trevas começa a crescer. Mas não é um tentáculo dessa vez. Ela toma forma, como um feto sombrio que se desenvolve rápido demais. Ele cria membros, possui uma cabeça. É claramente uma espécie de hominídeo, embora muito grande. Como um humilde primata, o monstro quase bate no teto, erguendo-se entre os dois LaSombra. Seus olhos, contudo, não são os de uma fera sedenta. Ele parece passivo.


- Cá está. - Bierhoff o contempla, satisfeito. - Sob condições normais, a criatura deve durar em torno de uma hora. Será o suficiente para nos auxiliar em nossa empreitada.

A seu modo contido, ele parece animado. Afastando a criatura com um movimento de braço, ele abre espaço perto da parede. Desajeitado, o monstro derruba móveis pesados como se fossem de papel.

- O portal para o Abismo também leva uma hora. O processo é muito parecido, mas receio que você só possa realizar acompanhado de um Ancião. É preciso o domínio de atravessar as sombras. - Ele rasga um pouco mais a própria mão, manchando largamente a parede do apartamento. Ele usa a mão para pintar um portal do tamanho de uma porta real.

- A física no Abismo não respeita as mesmas leis que a nossa. Um portal aberto em um lugar aqui, contudo, sempre levará para o mesmo lugar do outro lado. Por isso viemos até onde Springfield abriu o seu. Seja o quão bravo ele for, eu não acredito que tenha ido muito longe do ponto de onde emergiu. - Ele espalma a mão na parede do mesmo modo que antes, e sua enorme porta de sangue é lentamente tingida de preto. Os olhos, novamente, reviram. Sua boca, outra vez, balbucia ininteligivelmente.

Bierhoff; Descendo às trevas
Inteligência + Ocultismo = 10 / DIf = 7
8, 4, 8, 2, 3, 3, 7, 6, 9, 5 = 4 sucessos

Leva outra hora. Enfim, seus olhos retornam ao normal. Rapidamente, como em um susto, ele afasta a mão da parede. O portal, contudo, parece não mudar. Preto, absoluto.

O monstro enrijece, seus olhos atentos para o portal e seus braços afastados do corpo.

- Está aberto. - Ele cochicha.

Bierhoff; Braços do Abismo
Manipulação+Ocultismo = 11 / Dif = 7
1(x), 9, 7, 9, 10( 8 ), 8, 7, 1(x), 6, 5, 1(x) = 4 sucessos

Quatro tentáculos emergem das trevas do chão, ao lado do portal. Bierhoff parece estar se preparando para algo, embora não tenha dito o quê.

- Vamos logo. Cada segundo é essencial. - Ele estica a mão para que Altobello a segure. - Mantenha a pedra em mãos.

A pedra ritualística que ele recebeu está lá. O olho, contudo, prossegue centralizado sem apontar para nenhuma direção. Talvez só funcione quando passarem para o outro lado?

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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por Gam em Ter 31 Out 2017 - 3:02

@Pavan
    "Josh" olha a moça sair das cortinas - Não se preocupe, não vim causar problemas, mas confesso que o cheiro da criança me permitiu chegar aqui.

    Ele então se volta para Too Too - É um imenso prazer conhecer a famigerada humana que amedronta as bestas dos vampiros - Ele sorri sem mostrar os caninos enquanto busca um lugar para se sentar.

    - Confesso que fiquei curioso com a senhora, as descrições são vagas, você poderia ser uma caçadora, mas depois do que vi ao entrar aqui, eu diria que é uma maga. O que me leva a pergunta fatídica, o que é você Too Too?

    A pergunta não era irônica, a seriedade era quase tangível.


- Hohoho sou só uma velha à beira da morte. - Ela desconversa. - Essa casa foi um presente de um amigo, mas ele já se foi.

Ela dá uma longa pausa para tomar ar, mas ele pode ver em seus pequenos olhinhos que ainda tem algo a dizer.

- E o senhor veio de onde, senhor Lewis?

    - Haha, entendo - um sorriso tímido aceitava a conversa evasiva.

    - Sou da América do sul, mas já moro nos EUA há umas décadas - ele então se acomoda em uma poltrona - Então é isso? Você vive aqui com essa garota é uma criança em uma casa mágica? - ele suspira - receio que em breve a senhora tenha que se mudar, coisa grande vem por aí, gente ruim, gente como eu, mas bem pior


- Ah, não se preocupe conosco. Essa porta - ela aponta com seu dedo trêmulo - só abre quando permitimos.

- Mas realmente, é uma tragédia que tenha de ser assim. Desde sempre vocês garotos insistem nessas brigas desnecessárias... Tanto potencial... Tudo desperdiçado.

- Camarilla? - Pergunta Norma, a mão apoiada no rosto e uma sobrancelha levantada.

    - oh, então você sabe... - ele se volta pra garota lançando um olhar predatório porém sedutor - não, o Sabá. Cedo ou tarde devem começar a expandir, New Haven é o último porto seguro da Camarilla na região de New York e será uma catástrofe se não pudermos nos defender


- Sabemos. - Ela responde. - Se pensa assim, por que não foi pra outro lugar? New Haven não tem nada que valha a pena.

- Todos os lugares tem algo que valha a pena, Norma. - TooToo repreende agradavelmente.

    - Too Too sabe das coisas - ele sorri para a velhinha - Além do mais New York era da Camarilla e voltará a ser, mas precisamos de ajuda e é por isso que vim aqui - Ele olha Norma e Too Too com seriedade

    - o Sabá vai queimar esta casa e subverter todos os habitantes dessa minúscula cidade, não é que eu seja o "mocinho", é só que eu não quero ser um monstro independentemente de ser, já eles... Eles glorificam esse lado - Ele parece triste quando fala essa última frase


E, finalmente, ele consegue tirar Norma do sério. Ela gargalha alta e gostosamente, chegando a lacrimejar com honestidade.

TooToo dessa vez não a repreende. Com um sorrisinho rouco, espera pacientemente até que ela termine. Sua voz já não é alta o bastante para vencer esse barulho.

- É verdade, a Camarilla causa menos estragos do que o Sabá. - Ela consegue dizer, enfim. - Mas eu não sou do tipo que troca um cavalo manco por um cavalo cego. Mesmo se eu tivesse os músculos da minha juventude ou os dentes afiados que vocês têm, não me juntaria a essa bagunça. Vocês garotos precisam aprender a valorizar o que tem. Perder tempo com esses jogos de orgulho e ainda tentar arrastar mais pessoas para isso é realmente... - Ela cansa, parece que falou demais. - Realmente uma pena.

- Mas me diga... -Ela ainda adiciona, claramente se divertindo. - Quem te falou que eu seria uma formidável aliada de guerra?

- Haha, realmente... - Norma ainda está secando os olhos. - Essa foi inédita.

    - Não serei ingênuo, não quero uma senhora frágil cheia de segredos numa guerra - ele continua sério - Você já pensou em salvar pessoas dessa guerra? Eu por exemplo não aguento passar toda a noite apenas esperando o momento em que vão me mandar pra sabe lá o que que pode ser meu último passeio - Dario fica levemente irritado - Quero ajuda pra salvar os magos de NY que o sabá está massacrando noite após noite, acho que você transmite mais confiança do que eu, além do mais... Você fazendo algo ou deixando de fazer não muda o fato que a guerra existe, mas você pode ajudar a minimizar os efeitos, talvez até ajudar a criar um mundo melhor


- Oh, mas você é um doce... - Ela pousa sua leve mão sobre a de Pavan. - O mundo não precisa da nossa ajuda, meu querido. Cada um de nós deve buscar o próprio caminho. Não se preocupe demais com obstáculos rudimentares como a morte. Tudo é temporário. - E, por um momento, um arrepio percorre a espinha de Pavan conforme ela o olha tenramente nos olhos e repete. - Tudo.

- Eu sei sobre os Magos em Nova Iorque. Não são eles que precisam da minha ajuda. Na verdade, acho mais prudente que vocês garotos saiam do caminho deles. Ou essa briga é tão importante pra você?

É peculiar o modo como ela se refere a bestas sugadoras de sangue como "vocês garotos e suas brigas". Parece de uma intimidade inesperada.

    - Não posso simplesmente dar as costas e sumir para uma responsabilidade. Como eu disse, ainda que eu não combata a guerra chegará até mim, se eu não tenho como escapar é melhor eu estar preparado - ele faz uma pausa olhando para o teto e depois olha para as cortinas buscando a tal criança - No fim não importa. Com ou sem sua ajuda o conflito ocorrerá, a diferença é que você só vai assistir até o momento que ele bater a sua porta - ele se levanta - mas eu venho tomar um chá com você quando tiver uma folga, vez ou outra é bom conversar com alguém de fora desse caos - Dario se vira para Norma - e é bom encontrar... Com algo belo também - por fim ele olha as cortinas na direção onde talvez esteja a criança


Norma apenas levanta a sobrancelha. Curiosamente, ela não parece estar muito receptiva a flertes de vampiros.

- Será bem vindo. - TooToo sorri à menção do chá.

Quando Dario já está de partida, a senhora tem algo a adicionar.

- Se você for até eles, não saia de perto do Nero. - Ela diz. - Ele é um bom garoto, pode te ajudar.

    Dario se volta para Too Too - Perdão, mas quem é esse Nero? Algum líder dos magos? - Ele aguarda a resposta - Eu agradeço sua indicação, posso lhe pedir uma última coisa? Há um número de telefone ou local onde eu possa encontrar com ele? - Ele então vai até a porta - Qual o chá favorito de vocês? Visitas supresas de mãos vazias são indelicadas - ele sorri e por fim se vai pela porta - Tomem cuidado.


- Só um garoto. - Diz TooToo.

- Não se preocupe. - Norma responde. - Se você realmente for até lá, ele vai te encontrar. Mas você não deveria ir.

- Uhm... Eu gosto de camomila com mel. - TooToo parece viajar enquanto pensa no doce sabor de um bom chá.

Quando Dario fecha a porta atrás de si o som, o cheiro, o clima da casa de TooToo desaparecem como se nunca houvessem existido. É só mais um casebre largado na beira da estrada, e ele pode ouvir alguém tossindo violentamente ali dentro.





@No One
No One; Lembrar-se
Inteligência + Consciência = 4 / Dif = 10
2, 3, 4, 6 = Falha

Ele não se lembra da incursão Sabá, quando presenciou os Guardiões tornando-se pura sombra. O sumiço de Geronimo lhe parece algo novo, embora não o surpreenda.

    -Mostre-se. - Ele dizia, sem paciência para mais discursos. Porém, dessa vez, sua voz soava incrivelmente imperativa, ou até mesmo sedutora, dependendo do ponto de vista (presença 3).



No One; Transe
Teste oculto

Um homem emerge das sombras, como se estivesse dentro da parede o tempo todo.
Sua aparência, contudo, está acabada. Ele está com um semblante de pura depressão, o terno todo amarrotado e sujo. Alguns botões da camisa faltando. Suas botas e as barras das calças estão pura lama. Geronimo mal tem coragem de olhar nos olhos de No One, embora tenha obedecido seu comando.

    -Então - Ele pergunta, frio e seco - Irá nos ajudar?


- Sim. - Mas ele ainda não levanta os olhos.

    -Muito bem. - Ele diz, em tom de aprovação - Mas antes, tenho uma proposta a lhe fazer... - Ele diz, em tom cauteloso, fazendo uma leve pausa antes de voltar a falar - É visível que você não está no seu melhor, e sem dúvidas está sofrendo bastante - Ele continua falando pausadamente, tentando preparar psicologicamente o Lasombra para o que ele está prestes a lhe oferecer - E se eu dissesse que posso fazer essa dor sumir, ao menos temporariamente? Ouça bem o que tenho a dizer antes de decidir, por favor. - No One deixava bem claro que estava lhe dando uma escolha, não impondo. Certamente ele conseguiria matar o Lasombra caso o mesmo surtasse, mas isso seria um desperdício - Não faria com que você esquecesse Springfield, muito menos mudaria a sua lealdade e sentimento por ele... Mas se você permitir, posso fazer com que você pense que ele está apenas em mais uma viagem e que te deixou encarregado de nos ajudar nessa tarefa. Uma vez que a missão acabe, eu farei com que você lembre-se de tudo novamente, a menos, é claro, que você não queira. Kameroth também pode ficar encarregado de lhe relembrar, caso algo aconteça comigo nesse meio tempo. - Ele faz mais uma pausa, deixando o Lasombra refletir sobre a proposta - A decisão é sua.


Ele parece pensar, de verdade. Por um momento, um brilho de esperança surge em seus olhos. Ele finalmente olha para No One.

- Sim, por favor. E eu não preciso que me lembrem depois, nunca mais.

    No One capta o olhar do Lasombra e se prepara para começar o processo de alteração de memórias.

    -Diga-me sobre a última vez que você esteve com Springfield - Ele questiona, já utilizando a hipnose - Tudo, inclusive o que conversaram antes de ele partir.


O transe se inicia. Os olhares de ambos se encontram e uma ponte mental é estabelecida. Geronimo está entregue aos comandos de No One, sua mente um livro aberto.

- Já faz mais de seis meses. Ele já estava partindo de tempos em tempos. Antes eu sempre ia junto, onde quer que ele fosse. Mas nessas viagens cada vez mais longas ele dizia que precisava ir sozinho. Até que um dia ele disse que talvez não voltasse mais. Ele disse "Dessa vez eu tomei uma decisão definitiva. Vou seguir o meu propósito e, se tudo der certo, nunca mais voltar. Aconteça o que acontecer, não venha atrás de mim. Você está livre, Geronimo". "Eu não sei viver sem você", eu disse, "O que eu devia fazer? Não sei mais como é ser humano. Nunca soube ser um vampiro como os outros". Ele falou "Faça o que quiser, o que te fizer feliz. Busque o que conforta sua alma. A liberdade é uma busca. Eu terminei a minha, está na hora de começar a sua". - Lágrimas de sangue escorrem dos olhos do hipnotizado, conforme ele relembra a cena com vivacidade. - E ele foi embora. E eu não sabia ser livre, então busquei conforto aqui, onde me lembro de servi-lo. E entrei nas sombras. E eu nunca mais iria sair. Eu nunca mais ia...





@Marenariello
Marenariello; Ejaculação precoce
Autocontrole = 3 / Dif = 8(já faz tempo)+1(bela mulher)-1(momento tenso) = 8
9, 5, 1(x) = Falha

Se ele durou quinze segundos, foi muito. É difícil dizer, o tempo definitivamente não estava passando no mesmo passo para Marenariello. O embaraço é inevitável. Mas, no que ele suspira, a mulher lhe sorri. Seu rosto, todo melado, tem um ar safado. Ela obviamente não se deu por vencida ainda, mas não parece preocupada com seu disparo acidental. Ele diria até que está... lisonjeada?

Lenta e sensualmente, ela se levanta. Com beijos sensuais, ela esfrega seu próprio esperma no peito de Marenariello enquanto lambe seus mamilos. É verdade que ele já não está na flor da idade, mas uma mulher como essa com essas habilidades é mais do que capaz de colocá-lo de volta a ação com alguma paciência. Eles dão mais alguns amassos, nos quais ele sente sua boca sedenta morder-lhe os lábios. Ela o lambe e suspira ao pé de seu ouvido e, no momento em que ele está completamente entregue à sua atacante misteriosa, ela se afasta e abre as pernas. Minha nossa, ele enrijeceu e nem se deu conta.

Ela o puxa para si, com pressa. Não há tempo de tirar a calcinha, não há tempo de discutir sobre sexo com segurança. Marenariello penetra. Ela é quente e deliciosa, seu corpo macio batendo contra o dele. Desta vez, após o descarrego inicial, ele dura mais tempo. Ele é capaz de dar-lhe momentos respeitáveis de prazer. E Deus, como ela parece gostar disso.

- Ah... - Ela geme tão gostoso. Que voz angelical. - Dentro, dentro! - Ela implora, puxando-o com firmeza sobre si.

Dado o final do ato, Marenariello está ensopado de suor. A mulher, entretanto, parece perfeitamente bem ajeitada.

- Muito bem, você fez por merecer. - Ela diz, com aquela voz deliciosa.

E então, sem mais jogos, entrega-lhe a fita.

- O que me diz, nós vamos assistir juntos? Ou você é do tipo que goza e vai embora?





@Thoreau
- Nós já estamos cobrindo todas as frentes e VIPs do Sabá que temos conhecimento. - Explica Esperma, paciente. - Esse incidente no Central Park não deveria ser subestimado. Informação é crucial. Nunca vá para a batalha sem saber o que pode estar contra você.

- Sun Tzu. - Viciado completa, baixinho.

- E o senhor continua a nos subestimar. - Diz Gorgonier.

- Eu não vou dividir nossas informações mais valiosas com você assim. - Fausto, por sua vez, não divide da boa vontade dos dois. - Eu não confio em você, e Deus sabe que não confio naquela maníaca pra quem você trabalha. Se quiser ver os outros mapas e participar das discussões diretas sobre o Sabá, se mostre útil primeiro.

- Ora, talvez tenhamos nos precipitado. - Gorgonier, sempre um cavalheiro. - Nós não sabemos as especializações do senhor Outis. Talvez uma incursão na linha de frente seja pedir demais dele. Ainda no âmbito dos Magos, o senhor sente-se apto a ajudar de alguma outra maneira? Talvez na área de pesquisas? - Ele é tão detestavelmente agradável que é difícil saber se está falando sério ou lhe provocando.

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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

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