Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

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Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por Gam em Qua Out 04, 2017 11:19 pm



Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível


Have you got color in your cheeks?

Faz pouco tempo - não mais de dez anos - que éramos menos monstruosos que hoje. Quando nossas maiores preocupações eram onde esconder os cadáveres de nossas vítimas e quem esfaquear na noite seguinte. Bons tempos, você se lembra? Tempos mais simples. E aí veio o atentado, os cães, os bruxos, Ele... Ainda não me sinto seguro dizendo o nome em voz alta. Sinto que Ele pode nos ouvir lá debaixo, onde quer que esteja.

E afinal, o que conquistamos? Nós evitamos que Ele tornasse este mundo um pouco melhor. Lutamos com garras e dentes pelo direito sagrado de manter tudo igual. É isso que fazemos o tempo todo, não? Estamos presos no tempo.

How many secrets can you keep?

E, pelo sucesso em ser um monstro traiçoeiro, por matar as pessoas certas nas horas certas, nosso líder ascendeu. Hoje ele é virtualmente o dono da cidade mais importante do planeta, praticamente o Obama do Sabá. Me pergunto que tipo de situações bizarras ele deve ter diariamente passando pelo seu escritório naquele puteiro sujo no centro da cidade. Me pergunto o que se passa na cabeça dele. E, aliás, o que aconteceu com Springfield? Matou aquele outro Arcebispo e sumiu do mapa, não antes de dar a melhor festa que a Seita já viu.

Do I wanna know?

E aquele Templário, o que acompanhava ele? Agora vaga por aí com aquela cara de sonso. Pobrezinho, tinha tanto potencial. Ele poderia ter entrado na Mão Negra, poderia subir na vida. Poderia ser um baita agente secreto com múltiplas identidades. Mas não, é basicamente um guarda de trânsito morto-vivo. Uma pena.

Too busy being yours to fall

Me pergunto quantas pessoas esses mais velhos deixaram pra trás. Quantas aparições criadas pelo rastro de morte que acompanha eles. Quantas famílias destruídas, amores perdidos. Me pergunto se, em uma noite dessas, isso tudo poderia voltar com força total pra cima deles. Será que os antigos tem bagagens? Ou eles só pisam nas coisas e continuam olhando pra frente? Não sei se quero envelhecer tanto. Tenho medo do que eu possa me tornar. Tenho medo do mundo que eles estão criando. Tenho tanto medo.

Do you want me crawling back to you?



Última edição por Gam em Ter Out 17, 2017 5:25 pm, editado 4 vez(es)

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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por Gam em Qua Out 04, 2017 11:22 pm

@Altobello
A sensação é como um delicioso déjà-vu.

Ele banhado em sangue da cabeça aos pés. A fila de mortos-vivos vindo receber sua benção. Rostos diferentes, é verdade. E muito mais, muito mais Sabás do que da última vez. E, engraçado, poucos do que estavam lá naquela época se repetem de novo. Springfield sumiu e não entra em contato há anos. A mãe dele, Eleonora, está a um canto observando a tudo com um olhar soturno. Ela não entrou na fila, não se interessou por sua benção. Parece... triste.

Pegando a fila como um membro comum, ele vê Darius. Ele está acompanhado de um homem que Altobello nunca viu na vida, mas lhe transmite confiança. É fácil supor que é algum agente da Mão Negra. Ele se pergunta o que Darius está querendo aqui, trazendo esse acompanhante.

Kameroth, no fim das contas, sempre foi o cachorrinho que estava condenado a ser. Na sua vez de receber a benção, ele olha para Altobello com a neutralidade de um soldado de chumbo. Se houve um vestígio de compannheirismo entre eles no passado, ele não está mais lá. Hoje ele não passa de uma ferramenta sem vida. E Altobello? Ora, Altobello agora é um Arcebispo.

Sem Springfield em lugar nenhum, alguém tinha de acender. E essa escolha era óbvia para todos. Ele pode imaginar que a mão da Regente Melinda está por trás disso, é claro. E pode supor sozinho que ela espera resultados. Ele agora comanda toda a região de New York e Philadelphia, que estava nas mãos de Springfield antes de seu desaparecimento. E, antes disso, do usurpador Arcebispo Pereba. Altobello terá de ser inteligente para não sofrer o mesmo fim que eles. Se antes ele era um Bispo com território demais, agora é um Arcebispo com território demais.

Ele nunca voou tão alto. Nunca sentiu o poder em suas mãos com tanta clareza. É físico, real, bruto e ao mesmo tempo belo e sutil. Mas você pode pensar nisso mais tarde, Altobello. Agora eles querem um discurso.



@No One
No One está em Nova Iorque. Algo nessa cidade o incomoda, embora ele não saiba dizer o que é. O Emissário Darius Molotov é quem o recebeu, e o trouxe esta noite para acompanhá-lo na nomeação do novo Arcebispo. Um tal de Jorge Altobello, um homem distinto e muito sério. Parece um grande líder mas, fora isso, não lhe provoca qualquer sentimento específico.

Eles pegam a fila da benção, conforme o Arcebispo banhado em sangue diz algumas palavras de incentivo para cada Sabá presente. Uma formalidade ritualística, como tantas outras. Depois que esta parte terminar, haverá um discurso e só então eles terão tempo para entrar e conversar a sós com o Arcebispo. Darius diz que tem situações importantes para retomar com ele, e No One será escalado para ajudá-lo diretamente. Parece que o Sabá deposita muita fé neste Arcebispo. É claro, ele tem New York sob seu comando, uma posição de suma importância estratégica.



@Thoreau
Owen "Outis" Thoreau está em New Haven, uma cidade relativamente pequena em comparação com sua vizinha, New York. Desde que o Sabá tomou a Camarilla há quase dez anos, quando houve aquele atentado ao Empire State Building que gerou tanta discussão nas Capelas, New Haven tem sido uma pequena fortaleza. É o mais perto que a Camarilla chega de New York agora, com a segurança dos Membros e protocolos que os sobreviventes do ataque trouxeram para a pequena cidade.

A Capela daqui é pequena, mas ajeitada. Um sebo de dois andares esconde uma torre subterrânea de vários metros de profundidade. Uma manobra arquitetônica muito discreta e complexa, ele não pode deixar de notar. A Regente Felícia, uma mulher de aparência jovem, apesar de seus longos cabelos brancos. Seus dois olhos são completamente desprovidos de pupilas e, apesar disso, ela parece perfeitamente ciente do ambiente ao seu redor. A única coisa mais perturbadora que sua aparência são seus boatos. Gritavam seus oponentes mais fervorosos que ela era uma infernalista perigosíssima, uma verdadeira amante de Demônios e suas artes. Gritavam, pois nenhum deles continua vivo hoje. Em todo o caso, uma Tremere extremamente competente e cheia de boas indicações.

É com ela que Outis está se encontrando agora. Ela está de pé em uma pequena livraria ocultista, de costas para a porta enquanto busca algum livro. Ao seu lado, parado com as mãos sobre o corpo e encarando Outis, está um homem caucasiano de feições tristonhas.

- Outis, não é? - O homem o recebe. - Estamos felizes com a sua presença aqui. Você foi escolhido a dedo para...

- Ora, cale-se. - Corta Felicia. - Você é o capacho mais fácil que poderíamos pegar emprestado, agora que o último que estava cuidando do seu caso está morto. Bom, você e um outro que conseguimos em troca de um favor. Mas ele ainda não chegou.

- Francamente, Senhora... - Ele suspira, ainda sem olhar para ela. - Não sei se esse tipo de brutalidade é saudável para o desempenho dele.

- Ele não é nenhum neófito acéfalo. - Ela diz, ríspida. - Sabe perfeitamente como as coisas funcionam. - E agora sobe em uma banqueta para olhar os livros superiores. - Coutis, não é? Escute, o trabalho é sério. Você veio porque é considerado alguém de confiança. Continue sendo, sim? É um serviço de Inteligência, assunto extremamente delicado. O Sabá vai atacar de novo, e eles devem estar planejando algo grande. A Camarilla está se preocupando com isso por conta própria, é claro. Mas é do nosso interesse ter um passo a frente para cobrar deles depois.

- Estamos cientes de que você tinha uma tarefa entre as fileiras da Camarilla. Descobrir quem traiu Ulysses. - O homem, calmamente, adiciona.

- Sim, esqueça isso. A bem da verdade seria ótimo se você descobrisse mas, entenda, há razões para crer que ele morreu para alguém de New York. O traidor pode estar refugiado aqui em New Haven, mas é provável que tenha morrido no ataque. Seria perda de tempo desperdiçar você nessa tarefa.

- Por esta razão, estamos lhe realocando. Temos algumas pontas soltas das investigações do Tremere que morreu antes de você, então você e seu parceiro podem decidir por onde começar.

- Bom, ele ainda não chegou. - Ela repete. - Você decide, ele que acompanhe.

E, pelos minutos que se passam, Felicia e o homem triste repassam informações fragmentadas a Outis. Aparentemente o atual Arcebispo do Sabá de New York é um homem muito ativo. Muitas personalidades interessantes foram marcadas por sua passagem cataclísmica, e algumas prosseguem por aí.


  • Em algum lugar na estrada, há o que parece ser o esconderijo da humana mais interessante que o mundo já viu. Uma mulher tão perfeita e doce que é capaz de apavorar as Bestas mais fracas simplesmente com seu sorriso, algo digno de poemas. Por alguma razão que lhes escapa, essa mulher já teve uma reunião com o Arcebispo em pessoa.

  • Em um galpão abandonado à beira de um rio sujo de New York, tudo indica que vive um desertor. O guarda-costas pessoal do Arcebispo anterior, que parecia ser o Mentor do homem que lidera o Sabá agora. Não se sabe o que o faz desertar, mas ele não sai daquele galpão há muitas noites. O relatório indica algum tipo de insanidade perigosa.

  • Príncipe Fausto, atual nomeado de New Haven, pode ter alguma informação relevante. Afinal, ele lida com esta perigosa fronteira há muitos anos e recebeu pessoalmente todos os sobreviventes do ataque Sabá. Inclusive, esses caipiras (como Felícia os chama) já capturaram um Templário uma vez.

  • Durante o ataque ao Empire State, os Sabás se aproveitaram de um momento de fragilidade causado por Garous locais. O relatório contém pistas sobre onde localizar os lupinos envolvidos. Naturalmente é uma manobra arriscada, tanto que foi seguindo esta pista que o Tremere anterior encontrou a morte final. Tratar com cautela.

  • Talvez ainda mais arriscado seja a informação sobre os Magos. Um incidente com um Arquimago no centro de New York há alguns anos Despertou dezenas de mortais nas proximidades. A maioria já foi exterminada pelo Sabá, mas alguns sobreviventes organizaram uma resistência secreta. O Sabá provavelmente nem sabe sobre ela, e estes Magos sem dúvida possuem informações e motivos para vingar-se. Mas, é claro, são completamente imprevisíveis.

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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por Arcebispo Altobello em Qui Out 05, 2017 2:13 pm


Altobello é todo sorrisos e gargalhadas. Sua Besta regozija com tamanha sensação de poder. Na verdade, é difícil dizer até que ponto isso é influência da Besta ou de sua própria personalidade. Entre um aperto de mãos e um tapinha no ombro, o Lasombra se perde em pensamentos, lembrando de uma época que mais parece uma outra vida, de uma outra pessoa que não ele próprio.

Paris. Agosto de 1940.:
Quando os nazistas tomaram Paris, Jorge era apenas um adolescente franzino, sem nenhum egoísmo, maldade ou sede de poder. É difícil saber o que Isaak viu nele naquela época, mas de alguma forma ele sabia. E pouco a pouco, ele o moldou. Primeiro tirou seu pai, seu herói. Preso pela Gestappo por conspiração contra o regime Nazista. Controverso. Tudo o que o velho Altobello queria era que sua comunidade não passasse frio e fome. Isso foi motivo bastante para que os nazi invadisse sua casa batesse em sua esposa e o levasse para nunca mais voltar.

Esse foi o estopim para o Altobello que conhecemos hoje. A chama da vingança acendeu em seu peito e a espiral descendente o tragou direto para o fundo do Abismo. É engraçado como um jovem tão correto só precisava de um pequeno empurrãozinho para se tornar nosso consagrado Arcebispo Altobello. O jovem Jorge teve sua vingança, e dessa vez Isaak não precisou mover um dedo para tirar o segundo bem do seu futuro aprendiz. Sua liberdade. Quase 10 anos em um campo de concentração, obrigado a trabalhar para o inimigo.

Durante esse tempo, aos poucos, teve sua fé na humanidade drenada. Se são tão monstruosos a ponto de fazer isso, Jorge precisava ainda ser pior do que eles. Deveria subir, mesmo que para isso precisasse usar cabeças como degraus. Ah, e quando saiu não havia quem o detivesse. Não havia polícia, nem bandido e nem moralidade. Isaak Sirko enxergou além do menino franzino e acertou na mosca. E por mais que Altobello, hoje, perceba os dedos de Sirko nisso, ele já está tão distante de sua vida mortal que não poderia ligar menos. Em verdade, há apenas gratidão, pois Isaak Sirko fez nascer o Arcebispo Jorge Altobello.

O Lasombra afasta o pensamento da vida passada. Tudo isso passa por sua mente por apenas alguns instantes, é claro. Não é como se alguém fosse perceber, de qualquer maneira. - Que a força de Caim esteja com você! - Abençoa outro súdito, enquanto se pergunta onde estaria Sirko nesse momento. Se pelo menos ainda tivesse algum contato com seu antigo Mentor ainda poderia tê-lo convidado. Toma alguns instantes, no intervalo entre juramentos, para procurar o rosto de seu senhor entre a multidão. Não o encontra, mas encontra Eleonora, a mãe do vampiro que fez as vezes de seu Mentor por algum tempo.

Falando nisso, se pergunta por onde anda o saudoso Arcebispo Springfield. Havia o visto há seis meses atrás, em uma reunião com outros líderes do Sabá, quando disse que iria resolver assuntos em Michigan. Nunca chegou a pisar lá, entretanto. Altobello mandou Bandos para rastreá-lo, mas até agora não obteve resposta alguma. Jorge prefere pensar que Ellioth está resolvendo assuntos pessoais e vivo. Ele voltará eventualmente, entretanto, o Guardião sempre foi do tipo que prefere ter certeza.

Darius chega para prestar seu juramento. Está acompanhado de um outro vampiro. - Irmão! - Cumprimenta o Tzimisce e espera que o apresente o seu companheiro. - Se é amigo de Darius, é meu amigo também. - É um dia a ser celebrado. Altobello ainda está inebriado com o poder do cargo novo, de modo que sua simpatia, hoje, não é falsa. Após os juramentos, o Lasombra convida-os a se servirem em seu Festim. Blood Dolls sadias caminham pelo salão, mas há também presas trazidas para os fiéis mais brutais que não se contentam em deixar suas vítimas vivas.

Kameroth chega. Age estranho como o de costume. Ou talvez ele tivesse agido estranho antigamente, quando se conheceram e esse sempre fora o seu normal. Em verdade, Altobello prefere esse Kameroth. Fácil de controlar. O soldado perfeito. Jorge o abraça, mas apenas para sussurrar em seu ouvido. - Fique. Mais tarde, tenho uma proposta para lhe fazer. - Ele o solta, sorri e se despede. - Que a força de Caim esteja com você!

A Mão Negra e a Inquisição também estavam presente. Gotkken Pavel, seu irmão de armas, Dominante da Mão Negra, também estava lá. Bem como o Cardeal e Inquisidor Khan Phoenix Bierhoff, místico do Abismo, com quem teria negócios a tratar. Na fila, passaram Irina, Zóio, John Stwart, Víbora, Kitambi, Ivan e Jack Buffalo Head, dentre outros. É hora do discuros...

Altobello encara a plateia por alguns instantes e se delicia com o momento. Seus olhos de predador passeiam pela multidão de monstros e seu sorriso com as presas à mostra está de orelha a orelha. Seu corpo coberto de sangue e o cabelo jogado para trás, como em um topete. Uma nova rouba tática, melhor que a antiga, também preta e dessa vez uma grande figura tentacular pintada no peito em branco. - Meus irmãos e irmãs... - Rompe o silêncio doloroso, finalmente. - É uma grande honra para mim, ocupar essa cadeira que um dia pertenceu ao nosso grande e amado Arcebispo Springfield. - Pausa, esperando que seu nome fosse ovacionado. E então segue. - Ellioth Springfield não é apenas um irmão de clã. Tem sido para mim um precioso Mentor e porque não dizer? Um Pai! - Novamente pausa, como se levantasse um grande Ode ao seu nome. - Esse homem que teve a ousadia de se levantar, mesmo contra todas as expectativas, mesmo contra às ordens de um tirano, e agir em prol do Sabá! Se nós estamos aqui hoje e agora, nessa cidade, é porque ele soube agir no momento certo! Tudo o que o Sabá conquistou aqui é um legado de Ellioth Springfield, e dos fiéis irmãos e irmãs que acreditaram quando poucos o fizeram! Façamos um brinde para o Ellioth Springfield, aonde quer que ele esteja! - O Lasombra suspende um saco-de-sangue que permaneceu ajoelhado ao seu lado durante todo o tempo pelo pescoço. - Ao Sprinfield! - E então crava seus caninos no ombro do homem, sugando sua vida para fora de seu corpo e jogando a casca para o lado.

- Oportuno dizer que seguirei a linha de governo de meu antecessor. Serei generoso e justo com quem me prestar lealdade. - Sua face não é mais de alegria e comemoração, mas de determinação e seriedade. - E impetuoso com os traidores. - Altobello os encara, observando suas reações, como em um paralelo do espetáculo de sombras na coroação de Springfield. Ainda que não tenha o mesmo nível de domínio sombrio que o antigo Arcebispo, ele tem seus templários, estrategicamente localizados para impedir que qualquer traidor tentasse fugir. Mas o que aconteceria? O traidor poderia sobreviver intrépido a uma ameaça simples, certo? - Em breve organizarei a próxima inscursão, portanto festejem hoje e preparem suas armas amanhã, pois a supremacia do Sabá começa agora!

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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por Outis em Sex Out 06, 2017 9:06 am


"Damn!" - A coisa tá realmente feia. É o preço que a Camarilla pagou por se acomodar no comando de New York. Claro que pagamos uma parcela dessa conta, mas nada comparado ao restante. Eu preciso ver a cara dos Ventrue! Hehehe! - Não importa o que aconteça, nosso clã sempre permanecerá em pé. Temos a nós mesmos para se apoiar e permanecermos indiferentes, independente do que aconteça.

Confesso que já esperava que uma hora ou outra eu seria trazido à esse lugar. Aqui é a linha de frente mais importante da seita no momento. Isso, é claro, se eles quiserem recuperar o que lhes foi tomado, New York. Se quiserem, ótimo. Se não quiserem, a tomaremos de volta  e firmaremos ainda mais nossa posição de Pilar da Camarilla, quem sabe até elevar esse firmamento. Já se passaram o que? Cerca de dez anos, e ainda não fizeram nada. Lamentável...

O lugar é realmente fascinante, considerando a situação, é claro. Mas fico só imaginando como é a Capela de New York. Aliás, será que foi destruída antes de partirem? Protegida? Ou os malditos do Sabá estão em posse de nossos segredos? Isso seria bem preocupante. Felícia deve saber. Ahhh Felícia... Se os boatos sobre ela forem verdadeiros, isso também seria bem preocupante.

— É. - Respondo como se estivesse falando com um recruta do exército. Descartável.

— Então algum imbecil acabou morrendo metendo a cara aonde não devia? Alias, metendo a cara despreparadamente aonde não devia. O outro está atrasado. Aonde vocês estão recrutando esses pesos mortos? – Fala sério. Quanto amadorismo. Usarei isso ao meu favor. Devem estar esperando que eu seja apenas outro imbecil. Quando os resultados forem entregues, cobrarei caro. Heh!

— Você deveria ter seguido a primeira ordem que lhe foi dada. Não interrompa se não for acrescentar algo importante. - Será que esse maldito está achando que sou apenas mais um?

— Outis, senhora. - Apenas escuto o que a Regente tem a dizer. Mesmo estando de costas, tento manter o olhar na direção dela. Minha expressão é fria, com uma sutil, mas notável, alteração nos poucos momentos em que o tristonho falou, seguida de um rápido olhar de desprezo.

No tempo em que fico absorvendo as informações, tento ver de que tipo de livros tem naquela livraria. Principalmente próximos do local onde Felícia está procurando. Caso ela encontre o que procura, tentarei ver o que é.

— Entendo. Realmente. Não espere que eu siga um incompetente desses. – Era só o que me faltava. — O que temos de recursos na cidade? Políticos, Doutores, Policiais? Algum lugar ou alguém com que eu deva me preocupar? Veja bem, sei me virar, mas qualquer informação é de grande ajuda em território desconhecido.

Independente da resposta, não irei permanecer por muito tempo.

— Irei começar pelo Elísio. Avise o atrasado para me encontrar lá. Até logo.

Parto em direção ao Elísio.

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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por Gam em Sex Out 06, 2017 4:11 pm

@Thoreau
Para o desgosto do homem tristonho, Felícia dá um sorriso satisfeito diante da petulância de Outis.

- Ele veio de longe, não está necessariamente atrasado. - Corrige o homem. E então, sem perder a postura impassível. - Recolha as asinhas, garoto. Você é um subordinado, e vai precisar de mais do que essa língua subversiva se quiser chegar onde eu estou.

- Nós viemos de New York. Os humanos daqui estão todos nas mãos dos caipiras locais, decidimos não contestar a influência deles. A bem da verdade, até que eles tem sido bastante colaborativos quando solicitados. - Engraçado, ela parece até desapontada por isso. Talvez ela preferisse ter um motivo para dar-lhes uma rasteira.

Existem livros de ocultismo diversos, do básico da cabala à feitiçarias escritas em línguas antigas. Sim, há um ou outro sobre Demônios. Mas isso não quer dizer nada por si só. O livro que ela pega está em um idioma que Outis não reconhece, contudo (Linguística 0).

- A mídia está a cargo de Fausto, o Príncipe. Ele mantém a vidinha pacata nessa cidade entediante controlando o que aparece ou não no jornal. Os poucos políticos influentes estão nas mãos de D. Dickson, um Ventrue detestável. A polícia é do Xerife... "Esperma" e sua gangue de Ratos. - O desgosto dela por esse último grupo é praticamente palpável.

- Há um resistência Anarquista na cidade. Nada muito violento, não passam de revolucionários de Facebook. Agora que estamos com uma superlotação da Camarilla, eles estão mais calados que nunca. Mas você não devia baixar a guarda, estamos em plena Faixa de Gaza. Mantenha o olho aberto.

Outis então sai com uma breve despedida. Enquanto está nos corredores, ele pode ouvir claramente um breve diálogo dos dois. Na verdade, tem certeza de que o homem falou alto propositalmente.

- Estamos Abraçando qualquer coisa ultimamente, não?

- Eu gostei dele. - Também pode ouví-la respondendo.

O Elísio de New Haven é uma mansão na pequena área luxuosa da cidade. Grandes fazendeiros detinham estas propriedades em um passado distante, antes do horizonte ser tomado por prédios e avenidas. Carniçais na entrada barram a passagem de Outis a princípio.

Outis; Notar algo
Percepção+Prontidão = 4 / Dif = 7
9, 4, 8, 1 (x) = 1 sucesso

Eles enfim o deixam passar. A princípio Outis pensa que receberam alguma ordem pelo comunicador, mas na verdade ele é capaz de notar que eles olhavam para cima, por cima de seu ombro. Quando se vira, contudo, não há ninguém ali.

Ele entra na mansão, que está relativamente cheia para uma noite corriqueira sem eventos. A Camarilla local está bastante amontoada nessa cidade, realmente.

- Senhor... - O que parece ser um carniçal muito assustado o chama de maneira tímida. - Senhor... por aqui, senhor. Por favor.

Outis não precisa refletir muito para entender o que fizeram com ele. Ele reconhece aquele olhar, o modo de andar, o jeito que ele recolhe as mãos o tempo inteiro. Aquele homem sofreu fortes torturas. Sua mente está em frangalhos.

O curioso carniçal o leva até um escritório no segundo andar. De teto amplo, mobília simples e prática. Bem diferente da ostentação comum a Príncipes da Seita.

Há um homem muito bonito ali conversando com o que só pode ser um monstro mítico.




- Você comandava Nova Iorque, que era muito mais complicado. O que te impede de aceitar minha proposta? - A criatura parece irritada, no meio de uma argumentação com o homem.

- Já lhe disse. Se eu aceitar, não poderei retomar meu lugar em Nova Iorque. Por que não chama o Dickson? Tenho certeza de que ele adoraria.

- Eu não daria esse prazer pra ele. Aquele cara me irrita.

- Errr... senhor? - O modesto carniçal interrompe. - O Tremere. Owen Thoreau.

Só então ambos olham para o visitante.

- Humpf... - A besta funga por suas grandes narinas. - Olá. Sou o Príncipe Fausto, bem vindo ao meu pesadelo.

- Gorgonier. - O homem levanta-se com graça e vem cumprimentar Outis com um gentil aperto de mão. - Sou um dos refugiados de Nova Iorque. É um grande prazer.

- Posso ajudar em alguma coisa? - O Príncipe parece ser um cara muito direto. Rude, a certo ponto.

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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por Gam em Sex Out 06, 2017 6:01 pm

@Pavan
De volta a New York. Bom, ou ao menos algo próximo disso.

Dario é encaminhado para New Haven, uma cidadezinha de fronteira com a Big Apple. Aproveitando-se de uma brecha de oportunidade como nenhuma outra, o Sabá retomou a cidade há uma década. Agora, em tempos especialmente conturbados, a Capela de New Haven o chamou de volta. Devido a sua experiência com a questão, ele era indicado para agir bem no núcleo do ninho de vespas.

- Você será tratado como apenas um capacho disponível, mas a Regente Felícia terá algo importante para lhe mostrar. Quando ela o fizer, não comente com ninguém. Nem mesmo de dentro da Capela. - Foram as últimas instruções de seu Mentor.

E assim, mais uma vez sendo enviado para a linha de frente para dançar com a morte, Dario voa para o Norte.

Em New Haven, ele conhece a capela local. É uma torre subterrânea por baixo de um sebo de dois andares. Felicia, uma assustadora mulher de cabelos brancos e sem pupilas, o recebe com grosseria em uma pequena livraria nos fundos de um corredor.

- Você demorou, latino. - Ela fala enquanto o direciona de volta para a saída. - Você está trabalhando junto com Outis, um homem com qualificações melhores que as suas. Vocês estão seguindo o rastro do Arcebispo, estamos tentando entender seus passos passados para prever os futuros. Tudo indica que o Sabá está planejando algo grande, e nós queremos estar preparados quando acontecer.

Ela repassa para Dario algumas informações que eles já tinham de antemão:

Spoiler:
  • Em algum lugar na estrada, há o que parece ser o esconderijo da humana mais interessante que o mundo já viu. Uma mulher tão perfeita e doce que é capaz de apavorar as Bestas mais fracas simplesmente com seu sorriso, algo digno de poemas. Por alguma razão que lhes escapa, essa mulher já teve uma reunião com o Arcebispo em pessoa.

  • Em um galpão abandonado à beira de um rio sujo de New York, tudo indica que vive um desertor. O guarda-costas pessoal do Arcebispo anterior, que parecia ser o Mentor do homem que lidera o Sabá agora. Não se sabe o que o faz desertar, mas ele não sai daquele galpão há muitas noites. O relatório indica algum tipo de insanidade perigosa.

  • Príncipe Fausto, atual nomeado de New Haven, pode ter alguma informação relevante. Afinal, ele lida com esta perigosa fronteira há muitos anos e recebeu pessoalmente todos os sobreviventes do ataque Sabá. Inclusive, esses caipiras (como Felícia os chama) já capturaram um Templário uma vez.

  • Durante o ataque ao Empire State, os Sabás se aproveitaram de um momento de fragilidade causado por Garous locais. O relatório contém pistas sobre onde localizar os lupinos envolvidos. Naturalmente é uma manobra arriscada, tanto que foi seguindo esta pista que o Tremere anterior encontrou a morte final. Tratar com cautela.

  • Talvez ainda mais arriscado seja a informação sobre os Magos. Um incidente com um Arquimago no centro de New York há alguns anos Despertou dezenas de mortais nas proximidades. A maioria já foi exterminada pelo Sabá, mas alguns sobreviventes organizaram uma resistência secreta. O Sabá provavelmente nem sabe sobre ela, e estes Magos sem dúvida possuem informações e motivos para vingar-se. Mas, é claro, são completamente imprevisíveis.

- Outis está no Elísio. Encontre-o lá. Quando saírem, me procurem neste endereço para eu mostrar uma coisa. - E então ela finalmente para, por um momento. - Você está embaixo da asa de um homem interessante, garoto. Não desperdice essa oportunidade que ele jogou no seu colo. - Ela provavelmente se refere a Michel. O que será que ele lhe arranjou para esta viagem?

Após essa recepção às pressas, Dario vai até o Príncipe local. No Elísio, uma mansão no pequeno bairro de luxo da cidade, ele é recebido por um carniçal bastante temeroso.

- Por... por aqui, senhor. Por favor, senhor. - Ele o direciona a um escritório no segundo andar.

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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por No One em Sex Out 06, 2017 6:35 pm

Algo naquela cidade o incomodava, embora o Gangrel não fizesse ideia do quê. Apesar disso, ele simplesmente ignorava o sentimento incômodo e permanecia em sua posição neutra e apática de costume. Afinal, se a Mão precisava dele ali, era lá que ele estaria. Não havia espaço para parcialidades na vida de um soldado, muito menos para um membro da verdadeira elite do Sabá.

Contudo, o porquê de estarem naquela cidade permanecia uma incógnita para o batedor. Aquele Arcebispo era importante, claro, porém a Mão não tomaria a atitude leviana de retirá-lo de sua missão anterior e mandá-lo até lá apenas para manter as boas aparências. Isso já era o trabalho de Darius, afinal. Logo mais, o indivíduo chamado Jorge Altobello se aproximava. Parecia um homem sério e, aparentemente, um líder competente, mas nada de extraordinário aos olhos do Gangrel. Darius, no entanto, parecia ser muito próximo dele, e o Arcebispo os cumprimentava calorosamente.

Darius chega para prestar seu juramento. Está acompanhado de um outro vampiro. - Irmão! - Cumprimenta o Tzimisce e espera que o apresente o seu companheiro. - Se é amigo de Darius, é meu amigo também.

-Meus parabéns - Dizia o Gangrel cordialmente, apesar de seu ar apático e frio - Que Caim guie seus passos em sua nova posição - Fez uma leve pausa enfática, para enfim se apresentar - Pode me chamar de No One. É um prazer conhecê-lo em pessoa.

Certamente Altobello o reconheceria após ouvir aquela alcunha, caso fosse um líder bem informado. No One tinha desenvolvido uma fama no Sabá maior do que gostaria (Status 3). Nas raras vezes em que tinha tempo livre, ele se camuflava na forma de rato e discretamente ouvia os boates que circulavam sobre si. Diziam que ele havia sido o único sobrevivente dos impiedosos desafios de Kashan, um dominante conhecido por ter admitido pouquíssimos novos membros para Mão entre dezenas de recrutas. Comentavam que, em seu desafio final, ele havia passado uma semana inteira, sem dormir ou se alimentar, vagando por um labirinto gigantesco e repleto de criaturas monstruosas, sendo o único de seu grupo a retornar.

De fato, ele tinha sido um dos poucos sobreviventes de seu grupo, mas não o único. Avesso também tinha conseguido escapar, mas talvez por ser tão incrivelmente recluso e trabalhar na maioria das vezes de forma indireta, ninguém tivesse ouvido falar dele. China não havia sido decretado como morto, porém ele também não havia conseguido escapar na última vez que o Gangrel ouvira falar dele. Órfã e Garfild definitivamente estavam mortos, e... Não, aqueles eram todos de seu grupo.

Altobello enfim se afastou, indo em direção a um outro indivíduo, um cainita que sem dúvidas era um Gangrel. No One não o conhecia, porém ficara surpreso com a semelhança de suas características animalescas. Seus olhos amarelos, seus caninos e até mesmo suas unhas afiadas eram praticamente idênticas. De fato, tais traços não eram exclusividade sua, mas mesmo assim ele não conseguia deixar de achar a coincidência curiosa.

Por fim, o Arcebispo se dirigia ao ponto estratégico onde faria o seu discurso. A maior parte de sua oratória fazia reverência ao Arcebispo Springfield, o cainita que havia tomado a cidade para o Sabá, e dizendo que manteria um governo semelhante ao seu. Na prática, Springfield era praticamente um Cardeal, detendo várias cidades e outros líderes sob o seu comando. No One nunca o conhecera, mas ele procurava se manter informado sobre os cainitas mais influentes dentro da seita. Afinal, por mais que não desse tanta importância ao Sabá "comum", alguns poderiam ser importantes para os objetivos da Mão Negra. Restava saber como esse tal Altobello seria útil...

Por que estamos realmente aqui, Darius? - A mensagem penetrava diretamente a mente do Emissário. Levando em conta o número de cainitas ali presente, o modo mais seguro de conversar seria através da telepatia.
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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por Gam em Sex Out 06, 2017 7:06 pm

@Altobello e No One
'O Sabá está preparando um ataque mundial definitivo contra a Camarilla. Esta é uma das frentes mais importantes que temos e você está aqui para tornar as coisas o mais fácil possíveis para este Arcebispo. A Espada confia na capacidade dele como general, cabe a ele dizer onde podemos ajudar melhor.' - Darius o responde mentalmente.

Há um discurso. O Sabá ama o Arcebispo Altobello. O Sabá ama Springfield. O Sabá se sente bem esta noite.

Ao fim do festejo, Darius educadamente convida Altobello para uma reunião privada entre os três.

- Este é No One. - Ele é apresentado novamente. - Um Removedor de extrema capacidade. Ele estará a sua disposição para ajudar a tornar as coisas mais fluidas nas próximas noites. Cabe a você decidir onde utilizá-lo. E, não se restrinja, ele é muito capaz. - Ele frisa novamente. - Muito capaz.

- Dito isso, gostaria de interá-lo de mais um problema para a sua lista que já deve ser razoável. Aqueles Magos Despertos no incidente no Central Park há alguns anos atrás, lembra-se? Não conseguimos eliminar todos. Alguns foram agariados por outros Magos. Há uma célula de resistência bastante perigosa dentro dos seus limites. Eles estão em relativo silêncio há algum tempo, mas tudo indica que não serão passivos como a maior parte dos Magos. Eles possuem tendências... subversivas, por assim dizer.

Altobello tem certeza absoluta de que nunca viu este No One antes, embora tenha ouvido falar de sua ascenção nos últimos anos. Ele não pode deixar se sentir um certo grau de respeito pelo Removedor. Sente em seu âmago que poderia contar com ele para as missões mais delicadas e pessoais. Um reflexo de seu senso psíquico, talvez.

No One, por sua vez, agora tem calma para encarar o Arcebispo com mais cuidado. Ele sente que pode contar com aquele líder, pode pressentir que terão uma ótima sinergia em trabalhar juntos. O tipo de química que as vezes bate com outra pessoa, e não cabe a nós tentar entender porquê.

- A Mão tem grande interesse no sucesso da nossa grande incursão Sabá. Estamos apostando muita coisa em você, Arcebispo. Tome suas decisões com cautela.

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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por Dylan Dog em Sex Out 06, 2017 7:27 pm


Dario desce de um ônibus e caminha em direção à capela de New Haven. Em sua mente ele repassava seu último encontro com Michel, o regente da capela de São Paulo e seu mentor. O sentimento de gratidão que tinha por Michel era grande e não era fruto de nenhum laço de sangue, ao menos não que lembrasse. Era fato que se não fosse pelo ancião o caitiff teria definhado, se hoje ele está com seus mais de 100 anos é graças ao seu Mentor.

A rua está escura e pouco movimentada, ele é provavelmente a coisa mais perigosa ali no momento, mas isso não o impede de manter seus sentido aguçados (Auspícios 1) para tentar prever eventuais ataques surpresa. Ele olha o topo dos prédios, os telhados das casas, as janelas, tudo. Ao mesmo tempo ele apenas caminha como um transeunte qualquer.

Ele é sempre desconfiado, faz parte do treinamento

As palavras de Michel ainda martelavam na sua cabeça quando ele avistou o sebo, ele já estava pronto para mais humilhação, mas ele queria que dessa vez as coisas fossem diferentes de um jeito bom. Algo o incomodava. Talvez com os anos sobreveio a maturidade como vampiro e agora ele não queria mais ser só mais um infeliz mandado, estava na hora de agir para tomar as rédeas da situação.

Felicia era de uma beleza exótica e uma grosseria de alto nível, ela passava as informações que precisava. Ele deveria encontrar um tal de Outis, um membro de renome na região. Além disso, Felicia o entregou um relatório com as principais pistas até agora sobre o Arcebispo e tudo que Dario fez foi balançar a cabeça afirmativamente e prestar uma reverência tanto na chegada quanto na hora de sair. Dario não gostava de bater de frente com os superiores, era um traço que precisava mudar, costumava ser tão calculista que no fim ele acabava não agindo.

Dario desce do táxi a algumas quadras do Elísio, mas uma vez faria a parte final do caminho andando calmamente com os sentidos aguçados. Entre seus pensamentos estava a lástima por ver a Camarilla tão estupidamente paralisada perante a tomada da cidade. Em 1998 houve um esforço conjunto com vários clãs independentes e com a presença Arcontes. Um estratagema construído cuidadosamente durante meses que culminou em um ataque avassalador.

Ele sobe as escadas da entrada da mansão e é recebido por um carniçal aparentemente amedrontado.

- Boa noite, vim me apresentar ao seu patrão - Dario estende a mão para cumprimentar o carniçal - Está tudo bem? - Ele questiona o carniçal enquanto é guiado para dentro da mansão.
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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por Outis em Sab Out 07, 2017 2:38 pm

— Poderia ter saído mais cedo. - Mas que cara chato. — Pode ter certeza que não utilizarei os mesmos métodos que você, meu amigo. - Falo com um sorriso amarelo no rosto. Deve ter lambido muitas bolas pra chegar em algum lugar com essa cara de pamonha.

— Entendo. Assim fica até fácil demais, né? - Gostei dessa mulher. Preciso ter cautela. — Ao menos podemos nos concentrar no que realmente interessa, depois tiramos o merecido lazer. - É lamentável não poder identificar o livro que Felícia pega. Preciso ampliar meus conhecimentos de línguas, tenho certeza que os melhores segredos não estão escritos em inglês. — Manterei os olhos bem abertos, pode deixar.

Ao sair da livraria, ainda no corredor escuto o diálogo dos dois. Um sorriso de canto é inevitável ao escutar as palavras do tristonho. O leve sorriso, se torna completo com a afirmação de Felícia. - "Jackpot!"

[...]


Não me oponho a barragem feita pelos carniçais, afinal, estão apenas seguindo ordens. Mas noto que olham para um ângulo que não deveriam estar olhando. Tento olhar na mesma direção mas não vejo nada. Não é possível que os dois carniçais sejam vesgos... Definitivamente estavam olhando para algo. "Whatever..."

Ao notar a aglomeração, não deixo de pensar em quão burros esses caras são. Tantos membros juntos em tempos como estes, sendo que com certeza ao menos um é um espião, estão pedindo para morrer mesmo. Não é a toa que perderam a cidade mais importante do país, senão do mundo.

— Mostre o caminho, pobre criatura. - Ao notar a decoração do lugar, Felícia me vem a mente. Agora entendo por ela chama os pobres coitados de caipiras. O pensamento toma ainda mais forma quando vejo a criatura argumentando com o homem. A discussão é de praxe. Um deles quer alguma coisa e está pedindo ajuda. O outro não quer ajudar porque também quer alguma coisa, e essa ajuda pode influenciar nisso. O que será que eles querem? - "Where there is a need, there is an opportunity."

"Time to play nice."

— Muito obrigado pela recepção. O prazer é todo meu, senhores. - O sorriso é de um digno vendedor bem sucedido. Seguido de uma leve reverência, demonstrando respeito. — Vim apenas cumprir com a Quinta Tradição. Podem me chamar de Outis. Estou acompanhando de outro irmão de clã que deve chegar a qualquer momento. Viemos de lugares diferentes.

O carniçal volta acompanhado de outro membro. Será que é o atrasildo? Até que não estava tão atrasado assim. Espero que ele acompanhe a música. Aguardo ele se apresentar, e então continuo.

— Estamos aqui apenas para tratar de pequenos assuntos chatos e burocráticos na Capela. - Falo com convicção, a última coisa que preciso é esses dois tipos preocupados com o que eu vim fazer aqui. Faço uma pequena pausa, então continuo. — Foi inevitável notar que estão com algum tipo de problema. Se for do interesse dos senhores, estamos a disposição para ajudar. - "Desperate times breed desperate measures."

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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por Dylan Dog em Sab Out 07, 2017 3:32 pm

Independentemente do que o carniçal responder não deverá ser de ajuda para Dario, tão pouco importante, sendo assim ele segue ao salão onde dá de cara com um… Fauno e um homem que se diz esperando por um amigo de clã.

“Essa cara de esnobe, deve ser ele...”

Dario se aproxima do príncipe e faz uma reverência - Exaltado, me chamo Dario, da casa Tremere - Ele tem um pouco de sotaque ainda, aquele sotaque brasileiro que ninguém consegue determinar de onde é exatamente - Vim prestar meu respeito ao senhor e lhe pedir humildemente que me conceda hospitalidade - Nesse momento ele olha para o príncipe com um olhar cansado - E claro, estou à disposição se precisar de algo.

Em um segundo momento ele olha para os outros dois homens e os cumprimenta com certa classe - Dario, é um prazer conhecê-los senhores - Ele estendia a mão para cumprimentar cada um separadamente com um aperto de mão firme mas não esmagador.
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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por Gam em Sab Out 07, 2017 11:16 pm

@Pavan
Dario; Notar algo
Percepção+Prontidão = 5 / Dif = 7-1(Ausp)-1(especialização Atento) = 5
8, 2, 9, 7, 1(x) = 2 sucessos

Seu mentor, sabiamente, ensinou Dario a nunca baixar a guarda. Tudo neste mundo está esperando você virar as costas para meter-lhe uma faca, ele dizia. E, efetivamente, a história da sua vida comprovou isso de novo e de novo.

Quando chega no elísio, antes de ser recebido pelo carniçal, ele é barrado por dois seguranças. Ele pode ver, contudo, quando eles recebem um aval e o permitem a passagem. Dario não precisa se virar para saber o que eles estavam vendo. Ele já tinha reparado através do reflexo do vidro. Um homem curvado sobre o telhado do edifício em frente que sinaliza um "ok" e some novamente nas sombras. A segurança está sendo levada bem a sério por aqui.

O carniçal é muito recluso e assustado. Quando Dario demonstra compaixão, ele apenas se fecha e acelera o passo, sem dizer nada.



@Thoreau e Pavan
No escritório, Fausto e Gorgonier os cumprimentam de acordo.

- Eu estava tentando empurrar o principado pra ele. - Fausto diz, na lata. - Nunca gostei dessa merda, e ultimamente tem sido uma tortura ímpar. - Ele parece irritado de verdade.

- Haha eu não poderia aceitar. - Gorgonier sorri, em contraste a seu colega. - Não é segredo pra ninguém que eu pretendo reaver meu cargo de Príncipe de New York quando retomarmos a cidade. E nós vamos retomar. - Ele soa confiante.

- O que me diz, Outis? Quer se tornar o Príncipe de New Haven? - Fausto propõe, como quem oferece uma xícara de café.

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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por Dylan Dog em Dom Out 08, 2017 4:50 pm

Dario escuta com atenção e observa os sinais mais sutis dos interlocutores*.

- Se me permite a palavra, senhor Fausto - o Tremere faz uma pausa - Imagino que o peso seja grande, principalmente se falarmos no tocante ao que houve em New York, entendo também que determinadas coisas vão da têmpera de cada um e há momentos que até mesmo os membros querem mudar os ares da não vida, todavia o senhor é um pilar para os que aqui habitam, tem certeza que agora é o melhor momento? - Ele perguntava não com ar inquisitório, mas de preocupação e solidariedade - Reforço que ficaria feliz em ajudar o senhor no que estiver ao meu alcance - Terminava Pavan esperando que seu colega decidisse o que faria.




*percepção+empada
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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por Outis em Seg Out 09, 2017 8:52 am

— Realmente, com tantos alojados, deve estar sendo no mínimo complicado. - Acabaram com a paz do homem. hehehe. Então esse é o responsável por perder New York? De alguma maneira, não estou surpreso. - "Disappointed but not surprised."

— Quer colocar um Tremere no comando da cidade? Deve estar mesmo sendo uma tortura, hahaha! - Falo em tom descontraído. Se fosse em outros tempos, em outras condições, quem sabe eu até aceitaria essa proposta indecente. Tenho certeza que serviria de algo para o clã. Em tom mais sério, continuo. —Sinto que não poderei lhe ajudar com isso, senhor. Mas tenho certeza que podemos pensar em algo para tornar sua noite-a-noite mais... suportável. Você está cheio de membros em SEU território, coloque esses malditos para trabalhar ao invés de ficarem lambendo as bolas um dos outros. - Faço uma pausa, então olho para Gorgonier. — Gostei da confiança. Pode ter certeza que New York será retomada, de um jeito ou de outro. - Volto a palavra para Fausto. — Com todo respeito, vocês estão pedindo para serem exterminados. Com esse tanto de membros reunidos, acreditam mesmo que não existe ao menos um espião entre eles? Aqui está meu cartão. - Entrego um para Fausto e um para Gorgonier. — Enquanto houver essa aglomeração de membros, dificilmente me verão aqui dentro. Podemos nos encontrar em outro lugar caso precisem de algo. Até logo, senhores.

Faço uma reverência então parto em direção a saída. Chega de perder tempo com esses amadores. Aguardo a saída de Dario, caso ele não saia comigo. Então converso com ele.

— É melhor irmos para algum lugar mais reservado para podermos conversar. Muitos ouvidos por aqui.

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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por Gam em Seg Out 09, 2017 9:06 am

@Thoreau e Pavan
- New Haven é uma cidade muito pequena. A vida aqui era fácil e tranquila, até o dia em que a Camarilla decidiu que seria uma boa decisão estratégica firmar um Principado por aqui. - Fausto conta sua história. - Eu nunca quis isso. Me elegeram a contragosto, em uma armadilha política que eu não poderia evitar.

- Você tem de admitir que eles estavam certos. - Gorgonier intera, sempre sorrindo. - New Haven foi um ótimo plano de contingência quando perdemos New York. Nossa chance de retomar a cidade se deve em grande parte da nossa posição agora.

- Uma coisa é liderar meia dúzia de Membros acomodados. Outra completamente diferente é essa bagunça que a cidade se tornou.

Eles ouvem o que Outis tem a dizer. Fausto, com uma carranca. Gorgonier, paciente e sereno. Os Tremere se preparam para sair mas, quando estão na porta, os Príncipes ainda tem algo a dizer.

- Não nos subestime, Feiticeiro. - É Gorgonier quem toma a palavra, enquanto Fausto só funga em impaciência. - Os espiões estão exatamente onde queremos que estejam.

Eles então partem rumo a um outro compromisso marcado.

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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por Arcebispo Altobello em Seg Out 09, 2017 2:29 pm

Altobello olha para baixo, do alto de seu palanque onde acabara de discursar. A tradição manda que seu território seja chamado de Arquidiocese, uma herança dos antigos Lasombra, tão arraigados na hierarquia clerical que importaram para a seita toda a estrutura da Igreja Católica. Mas o Arcebispo tem um nome mais pessoal... mais intimista... que ele guarda só para si mesmo, é claro. Não seria visto com bons olhos, no fim das contas. Altobello olha para seus súditos, ensandecidos em ovação. Os gritos, o sangue, a carnificina... Arcebispo Altobello observa em contemplação, os peitos cheios de orgulho, por ter construído o seu Império!

Como era de se esperar, Darius se aproxima com No One, o apresentando novamente e cumprindo, finalmente, a formalidade. - É um prazer conhecê-lo, enfim, No One. - Jorge estende a mão para o vampiro. - Eu já ouvi esse nome, mas eu com certeza me lembraria se tivéssemos nos conhecido. - O Lasombra é respeitoso. Uma carta de recomendação de Darius não é uma coisa a se desprezar. E quando ele oferece os serviços do homem, é como se estivesse adivinhando as necessidades do Guardião. - Não duvido que seja muito capaz. - Altobello faz questão de deixar claro que entendeu essa parte. - Mas quais exatamente são seus maiores talentos? - O Arcebispo gosta de utilizar as ferramentas nos lugares onde servem melhor. - Digo, a reputação dos Removedores é de deixarem um grande rastro de morte e destruição por onde passam... poderia contar com você para uma missão mais... discreta?

Ao ouvir sobre os Magos, a espinha do Lasombra gela. Já lidou com alguns no passado. Hoje esses Magos estão destruídos, no entanto, Altobello está aqui. Mas não poderia negar. Foi um movimento completamente oportunista. Ele nunca teria chance em um confronto direto. Até hoje sua estratégia e astúcia o fizeram crescer, porém, não poderia subestimar seu adversário. - Diga-me, Darius... esses Magos são daqueles que se chamam de Tecnocracia? - Consternado, visivelmente preocupado, o Arcebispo pergunta. - O que mais sabem sobre eles?

- Não precisa me dizer isso, Darius. - Sobre a "aposta" da Mão Negra. - A Mão tem sido muito generosa comigo e eu sei que nada é de graça. Também posso ser generoso com meus aliados. - Sagaz, Altobello prefere deixar no ar.

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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por No One em Ter Out 10, 2017 12:05 am

Darius responde-lhe que o Sabá estava planejando um ataque mundial e definitivo contra a Camarilla, sendo aquele Arcebispo um dos líderes mais importantes naquele ataque. De fato, destruir de uma vez por todas os peões dos Antediluvianos era algo memorável, porém era também uma questão difícil e que necessitaria de um enorme planejamento para ser bem sucedida.

O emissário então os apresenta novamente, deixando claro que No One estaria à disposição do Arcebispo Altobello nas próximas noites. O Gangrel aproveitava aquele momento para analisar melhor o Lasombra, e estranhamente percebia que o cainita lhe passava uma enorme confiança, algo que raramente ele sentia com líderes do Sabá "comum". A Mão Negra estava mesmo certa em apostar suas cartas nele, aos seus olhos.

Altobello então o cumprimentava cordialmente, estendendo-lhe a mão, a qual o Gangrel apertava em gesto de solidariedade. Em seguida, o mesmo dizia não duvidar de suas capacidades, porém afirmava conhecer a reputação dos Removedores da Mão Negra, que muitas vezes deixavam enormes rastros de destruição por onde passavam. Questionava, então, se o Gangrel seria apto para missões mais "discretas".

-Não sou apenas um assassino, mas também um excelente espião. - Responde ele, fazendo uma leve pausa - Estou apto a qualquer missão que queira me encarregar, mesmo as que envolvam um cunho mais social ou furtivo.

Darius, então, voltou a sua atenção para uma outra questão de suma importância. Magos formavam um grupo de resistência nas redondezas de Nova York, e tudo indicava que eles não permaneceriam escondidos por muito mais tempo. O Arcebispo demonstrava grande preocupação acerca do assunto, questionando se eles pertenceriam a um grupo denominado "Tecnocratas". No One sabia pouquíssimo sobre tais magos, exceto pela questão óbvia de que eles usavam tecnologias extremamente avançadas como armas. Apesar de sua curiosidade, o Gangrel permaneceu calado, esperando que Darius lhes oferecesse maiores esclarecimentos.

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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por Gam em Ter Out 10, 2017 12:23 am

@Altobello e No One
- Não são tecnocratas. São Magos de talentos muito mais... crus. Diferente da tecnologia que os tecnocratas demonstraram contra nós, eles parecem dominar os elementos de maneira bruta. A maioria dos que eliminamos eram leigos e confusos, mas os que sobreviveram foram os que já detinham alguma maestria no assunto. Só podemos assumir que estes foram instruídos por Magos mais experientes. - Ele revela os detalhes. - Os agentes encarregados nesta missão não sobreviveram. Nossas informações fragmentadas foram retiradas diretamente de suas almas.

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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por Arcebispo Altobello em Qua Out 11, 2017 12:36 am

O Removedor transmite confiança. - Não é exatamente "social ou furtivo", mas demanda discrição. A princípio seria uma missão investigativa, no entanto, pode ser que isso evolua. - Propositalmente, Altobello é vago. Não seria o momento prudente para revelar. - Hoje é um dia de festejo. Amanhã falaremos de negócios. - Como um bon-vivant, o Arcebispo sorri.

- Simples Magos inexperientes não são uma preocupação. - Sorri. - Júpiter está entre nós. Posso sentir sua presença novamente. É uma questão de tempo até que faça seu primeiro movimento. Imagine, como seria um mundo sem nenhum ser sobrenatural. Apenas a pura e crua humanidade. Sem vampiros, lobisomens, magos, fantasmas and shit. Ele vai acabar com todos nós. E dessa vez não serei capaz de pará-lo. Está mais poderoso que antes. Preciso da ajuda da Mão.

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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por No One em Qua Out 11, 2017 3:00 am

No One ouve analiticamente em silêncio o discurso de ambos os vampiros antes de se pronunciar.

-Devo alertá-lo para que não subestime tais magos. - Diz o Gangrel ao perceber o certo menosprezo que o Lasombra exibia pelo assunto. Seu tom não é desrespeitoso, no entanto, sendo mais uma espécie de conselho - Não estou totalmente inteirado nesse assunto, mas todos os agentes da Mão são altamente qualificados, ainda mais os que seriam enviados para uma missão de tal cunho, e se todos foram mortos investigando tais indivíduos, isso deve ser tomado como um sinal de alerta. Além de que, como Darius mencionou, eles devem ser apenas peões nos jogos de magos mais experientes.

Voltou, então, a sua atenção para a criatura mencionada pelo Arcebispo. Ele havia sido informado sobre os acontecimentos mais importantes envolvendo o Sabá nos últimos anos e já tinha ouvido falar daquele Demônio. Embora não soubesse muitos detalhes envolvendo aquele ser, sabia que seus poderes eram absurdamente devastadores e que seu retorno poderia colocar todos os planos do Sabá e da Mão Negra por água abaixo.

-Esse Demônio que mencionou... Já me foi informado sobre os estragos que ele causou e pretendia causar, apesar de não ter tantos detalhes quanto gostaria. - Ele divagou, fazendo uma rápida pausa - Diga-me, há alguma pista a mais que possa nos oferecer? Talvez alguma noção aproximada de seu paradeiro? - Questionou o Gangrel. Ele sabia da fama de sensitivo do Arcebispo, porém não sabia a extensão em que tais habilidades poderiam chegar.
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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por Arcebispo Altobello em Qua Out 11, 2017 3:14 pm

- Não sou um especialista em Demônios, mas entenda dessa forma: Júpiter está entre os mais fortes de sua raça, é como se fosse um Antidiluviano pra eles ou até mesmo o próprio Caim. - Explica para o Emissário. - Eu vi com meus próprios olhos Ele destruindo um esquadrão inteiro da Tecnocracia em questão de segundos. Não Magos inexperientes como esses... estou falando de Agentes treinados. - E responsáveis pela tomada da Nova Iorque. Altobello prefere omitir esse último detalhe. Por mais que os boatos já possam ter corrido. Faz mal para a sua reputação se ele mesmo ficar diminuindo seus grandes feitos.

- Não há uma pista. - Explica. - No passado nós ficamos cara a cara. Isso deixou uma marca, ouso falar, na minha alma. Há uma conexão. Eu posso sentí-lo. Mas essa ligação não é um radar. Ele sabe ocultar sua posição exata. - O Lasombra dá uma pausa, dando tempo para os expectadores processarem a informação. - Ele é poderoso e dessa vez não encontra limitações para os seus poderes. As razões pelas quais ele ainda não fez seu movimento continuam um mistério para mim. Mas há um artefato em específico capaz de aprisionar grande parte de seu poder. Uma gaiola. A última vez que tive notícias desse item místico, estava no Pantano Atchafalaya, em Louisiana. Já mandei um grupo de busca para buscá-lo, mas sinto que não será uma tarefa simples.

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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por Gam em Qui Out 12, 2017 4:58 pm

@Arcebispo Altobello e No One
- Nesse caso, cada segundo conta. - Diz Darius, já se levantando. - Quando for conveniente, me envie informações sobre como podemos ajudar em Louisiana. Você vai ficar com o contato de No One, quando tiver uma tarefa adequada para ele.

E estende a mão para cumprimentar o Arcebispo.

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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por Dylan Dog em Qui Out 12, 2017 11:16 pm

Foi estranho. Era o melhor que Dario conseguia descrever. Ele deixava o ambiente enquanto tentava contato com Felícia.

- Regente, onde fica a tal casa e como se chama tal humana? - Caminhava pelas ruas pensando em chamar um motorista desses aplicativos.

Mais uma vez o Tremere se pegava olhando discretamente ao redor com seus sentidos aguçados. Talvez um espectador invisível? Alguém no topo de um prédio?
Nada daquilo importava muito, no fim o que mais o amedrontava, e sim, causava-lhe medo, era o estilo da regente. Talvez os boatos não fossem mentirosos, era melhor ficar de olho nela.

O uber chegava e o endereço já estava disponível. Uma casa no meio da estrada.

Já dentro do carro, Dario analisa o motorista, o quão perigoso ele poderia ser.
Em seus pensamentos agora havia a humana.

"Quem seria ela? Pela descrição estava longe de ser uma caçadora, então o que? O que tem habilidades para tanto?"
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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por No One em Sex Out 13, 2017 3:35 am

-De fato, é uma questão preocupante. Devemos agir o quanto antes para neutralizar tal criatura antes que ela tome seus primeiros passos. - Responde o Removedor, após ouvir calma e friamente o discurso do Lasombra - Mas suponho que esta noite esteja reservada exclusivamente para celebrar a sua vitória. Aproveite-a. - Ele faz uma rápida pausa, estendendo um papel com seu número anotado para o Arcebispo - Estarei pronto quando precisar de meus serviços.

E então, caso não houvesse nenhuma intervenção por parte do Arcebispo, No One partiria ao lado de Darius.
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No One

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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

Mensagem por Arcebispo Altobello em Sex Out 13, 2017 12:20 pm

O Emissário se dá por satisfeito. O Removedor segue sua deixa e após lhe entregar o número de telefone, se levanta. - Ótimo! - Diz o Arcebispo enquanto passa o número do papel para o seu celular. No One é um nome muito chamativo, suspeito. "John Smith" é mais sutil. - Entrarei em contato em breve. - Levanta e despede-se dos homens com um aperto de mãos e, por fim, fala em voz baixa. - Peço que não espalhem sobre Júpiter por enquanto. Pode causar um alvoroço desnecessário. Precisamos parecer fortes para o nosso inimigo. Se a Camarilla ou esses Magos souberem de Júpiter, podem arquitetar um ataque.

Altobello se despede com isso... E agora? São tantas personalidades para conversar. Quem seria o próximo?

Em situações comuns, sua primeira escolha seria o Cardeal Inquisidor Bierhoff. Precisava informá-lo da situação de Júpiter, requerer ajuda da Inquisição para lidar com essa ameaça. Aproveitaria para fazer política, cair nas graças do seu irmão de clã e com sorte armar um acordo que o permitisse aprender a sonhada Magia de Sangue. Mas seu estimado 'ex'-Arcebispo Springfield estava sumido a mais de seis meses. Ele nunca foi um homem muito presente e é comum que ele suma durante algum tempo. Mas nunca por tanto tempo. Dessa vez, até sua mãe se mostra preocupada. Seu Paladino também não o acompanhou. Há algo de errado e Altobello precisa descobrir o que é e onde Springfield está.

O Arcebispo se aproxima de Elyon Kameroth. - Boa noite, irmão. - Estende a mão, em camaradagem, mas soturno em sua feição. Ele puxa o Gangrel até um lugar mais reservado. - Já faz algum tempo que não ouço falar de Springfield... - Espera que o homem desse alguma satisfação.

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Re: Pré-Guerra; como começou a Primeira Guerra Mundial Invisível

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