Et innocentiae labem

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Et innocentiae labem

Mensagem por Papa Paradise em Qui Set 21, 2017 8:54 pm

Damru - FV 10/pds 20



O local estava selado pelas ruínas. NO meio do nada Damaru precisava apenas esperar que a morte viesse seu trabalho. Ela viria devagar em uma viagem saborosa e sem pressa, sem esforço. Chegaria para uma ceifa tranquila, talvez anunciada pela loucura como carrasco.

Mas quanto tempo levaria a viagem do ceifeiro? Em maio de 1933, um outro santo principiou uma greve de fome em protesto à opressão britânica contra a Índia. Assim, Gandhi permaneceu por 21 dias em total privação de comida e com apenas alguns goles de água.

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Re: Et innocentiae labem

Mensagem por Gam em Sex Set 22, 2017 2:39 pm

Damaru se via sentado em um tapete, a luz do sol o banhava e por um momento ele até se assusta. A luz entra por uma passagem de uma tenda. Há algumas almofadas de desenhos finos de sua região, o cheiro de incenso lhe é familiar. Diante dele, sentado de forma despreocupada e quase distraída está seu criador.

- Oh, Damaru, aceita um chá? - Ele pergunta sorrindo - Me diga, qual o motivo dessa fascinação pela umbra? - Era uma conversa casual como muitas que tiveram, mas nunca durante o dia.

Olhando para sua própria mão, fascinado pelo calor do Sol que não o fere, ele fala como se estivesse com a mente distante.

- Quando eu era vivo, viajar pelo mundo era uma realidade que eu jamais imaginaria viver. Da pequena e amontoada cidade em que eu estava com minha família, todas as possibilidades do horizonte sempre me fascinaram de um modo lindo e trágico. - Agora ele observa as duas mãos iluminadas pela luz do Sol. - Mas agora nós já vimos tudo, não? Todas as culturas, toda a podridão. Cada sociedade fascinante a seu modo, é verdade, mas no fundo é sempre mais do mesmo. Como formigas, os humanos repetem os mesmos padrões através dos séculos. É interessante, mas existe mais. E não é mais uma questão de crença, eu sei que existe. E quero conhecer. Quero ir além, desbravar o máximo de horizontes que puder enquanto essa existência amaldiçoada me permitir. Eu quero entender tudo. Não preciso mais me contentar com questões sem respostas, eu posso buscá-las por conta própria.

E agora, com o rosto tocado pela luz, ele finalmente se atenta e olha seu mentor nos olhos.

- Mas por que eu estou lhe dizendo isso? Você não é real. Nada disso é, não é mesmo? E esse calor, eu entendo agora. O conheço bem. - Ele toca a própria face, deslizando o dedo pelo seu rosto. - Isso não é luz. Isso é...


- ... Sangue.

O caminhão ainda está ligado, o motor ronronando sozinho contra o silêncio da noite. Os cadáveres de todos os homens que matou estão espalhados por toda parte. Na estrada, na caçamba, sob seus pés. Eles nunca tiveram qualquer chance. O motorista tentou sacar uma pistola do porta-luvas, mas não teve tempo de usá-la. Ele nem saberia em quê atirar. Mesmo em frenesi, a Besta de Damaru é tão familiarizada com ilusões que as produz inconscientemente. Ele é uma constante ameaça à realidade, faz parte de sua essência agora.

Agora bem alimentado, ele caminha pacientemente pela neve e arrasta, um a um, todos os corpos. Ele os joga no caminhão, amontoando-os como os sacos de carne vazios que agora são. Em tempo, a neve cobrirá os rastros de sangue.

Não há qualquer sentimento em seu rosto. Sim, é injusto com estes homens. Mas o leão disserta sobre justiça quando caça sua presa? É uma pena que tenha de ser assim, mas aquele padre não estava em seus planos. Lidar com ele consumiu todas as suas forças. As coisas foram feitas de maneira improvisada, rude. Não é assim que Damaru prefere, mas bem... nem tudo é como a gente prefere.

Encharcado de sangue da cabeça aos pés, ele senta ao volante. Olhando-se no retrovisor, averigua que não está nem um pouco apresentável. Em um segundo, contudo, isso é resolvido. Para todos os efeitos, ele de repente está limpo. E então, sem pressa, observa o mapa offline de seu celular. Quando decide uma rota que não passe por civilização, ele acelera.

Em menos de uma hora, o caminhão recheado de cadáveres está afundando nas águas geladas do Alaska. Observando à beira-mar, Damaru busca sinal para mandar uma mensagem para sua lacaia.

"Preciso de uma nova equipe para me buscar o quanto antes, quero partir no máximo amanhã. Envie também um time de mercenários preparados para passar um mês vigiando um lugar aqui para mim. Iremos financiar todos os gastos e lhes pagar bem. Naturalmente não quero que façam perguntas.

Obrigado.
"

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Re: Et innocentiae labem

Mensagem por Papa Paradise em Ter Set 26, 2017 12:40 pm

Damru - FV 10/pds 20

Damaru pretendia pedir ajuda tentando contactar para sua lacaia, mas ele estava muito distante e a região onde ele estava naquele momento, por algum motivo, ainda não recebia cobertura de sinal telefônico. O caminhão afundava escondendo os corpos das pobres inocentes vítimas da besta do Ravnos ancião.

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Re: Et innocentiae labem

Mensagem por Gam em Ter Set 26, 2017 12:55 pm

É, nada de sinal aqui. Compreensível.
Sem pressa, uma vez que a noite no Alaska dura muito mais nessa época do ano, Damaru volta pela neve com as mãos nos bolsos rumo ao vilarejo onde está hospedado.

Sentidos Aguçados

No caminho ele se maravilha com a aurora boreau e o magnífico céu estrelado que apenas um lugar tão alheio da civilização poderia proporcionar. Cada estrela cadente, cada pulsar dos milhões de sóis que queimam no infinito do universo... São coisas que o fazem pensar sobre o quão insignificante é tudo o que ele conquistou em seu meio milênio de existência. Sua pequena jornada para conseguir os preparativos para a Umbra é a única coisa que importa agora. A emocionante busca de sentido para uma vida sem nenhum.

No vilarejo, onde ninguém deve ter ciência das várias mortes que ocorreram na neve esta noite, ele dirige-se tranquilamente para seu quarto. De lá, pode conseguir sinal para contatar Lilo. Na pior das hipóteses, coencta-se ao wifi da estalagem. Hoje, ele dorme. Amanhã, retornará com toda a segurança em seu avião particular. Do aeroporto, o procedimento de sempre com um helicóptero alugado até alcançar seu refúgio.

E, após toda a viagem e os vários procedimentos intrincados que para ele já são praticamente automáticos, ele finalmente encontrará Lilo em frente ao computador.

- A equipe de mercenários já chegou lá? Eu lhe dei a exata latitude e longitude. Diga que vigiem aqueles escombros e não permitam que ninguém se aproxime de lá ou da casa adiante. Deve ser fácil, é uma região distante da civilização. Aconteça o que acontecer, eles não devem tocar nos escombros. Quero relatórios constantes de qualquer incidente ou acontecimento estranho. Estarei de volta em um mês.

O Tremere já foi avisado que o osso pode demorar, então Damaru fica tranquilo quanto a isso. Ele passa um mês, portanto, estudando novos aspectos da Umbra e, para aliviar a cabeça, alguns protótipos de armamento. Talvez se não confiasse tanto em seus talentos sobrenaturais e simplesmente andasse armado como um pistoleiro mundano, aquele padre já estivesse morto. A Bíblia não tem nenhum relato de santos que param projéteis, afinal.

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Re: Et innocentiae labem

Mensagem por Papa Paradise em Qui Set 28, 2017 7:19 pm


Damru - FV 10/pds 20

Nuiqsut  seria o perfeito exemplo do que alguém quer dizer quando diz que vive em  um lugar no fim do mundo. Longe, cerca de 1000km da vila mais próxima, a população era composta de 200 homens e 216 mulheres. Esperava-se que esse número mudasse em breve com o nascimento de uma criança cuja mãe estava no oitavo mês de gestação. A vila tinha apenas uma única hospedaria que também era um dos dois bares locais.



Era inverno, as noites eram longas e o frio do ártico imperava. Após se desfazer do caminhão e seus entulhos, sem conseguir enviar a mensagem para Lilo por conta dos problemas de sinal, o ancião segue um longa caminha até a Villa. Havia matado seus empregados e estava sozinho.

Damaru chega em horário não convencional para os donos do estabelecimento. Sempre que um forasteiro chegava era o mesmo sermão da Senhora Kashahall. Passava  horas repetindo a mesma história: O velho Kolbi não é mais o mesmo, tem problemas para dormir e eles não gostam que os hospedes cheguem tarde ou fiquem bêbados em demasia e que se você quer vencer na vida deve economizar, cada centavo!

Damaru chega cedo da manha, ainda escuro, mas a velha já havia levantado.

- Chegou cedo cedo senhor, por onde tem andando? Estamos no inverno é perigoso!


Última edição por Papa Paradise em Qui Set 28, 2017 11:19 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Et innocentiae labem

Mensagem por Gam em Qui Set 28, 2017 10:42 pm

- Oh, bom dia. - Muito educado, ele cumprimenta a senhora. - É verdade, tive uma noite muito cheia. Estou exausto.

Ciente do horário que o Sol despontará, Damaru está tranquilo. Ele ouve a senhora com toda a atenção e paciência do mundo, até respondendo com pequenos comentários pontuais. Sem muito contato com humanos à exceção de Lilo, ele acha fascinante relembrar seus medos e anseios simplórios. São verdadeiras pérolas, cada um deles. Tão inocentes...

E, quando enfim ela parece dar um sossego em seu pequeno monólogo, ele se despede.

- Vou dormir agora, amanhã já estarei de partida. Por gentileza, peça para não me incomodarem por hoje. - E sobe para seu quarto. - Tenha um ótimo dia, senhora Kashahall.

Damaru sobe para o seu quarto e envia a mensagem para Lilo, deixando claro que irá partir amanhã e que ela envie o quanto antes uma equipe de mercenários para vigiar os escombros sem tocar em nada pelo mês que virá. Em seguida sela bem as janelas, tranca a porta e liga seu pequeno despertador de segurança: Um aplicativo de celular simples que ele encomendou. Uma sirene estridente que toca para acordá-lo ao sinal de qualquer movimentação detectada pela câmera. Uma segurança muito pequena comparada a todos os seus aparatos em casa, mas que um dia pode fazer a diferença entre a vida e a morte.

Ele então deita na cama, se cobre e repousa com as mãos em frente ao corpo. Pleno e confortável, Damaru dorme seu sono de sonhos antigos.

Quando a noite chegar, ele irá partir o quanto antes com seu jato particular de volta para a segurança do lar.


Última edição por Gam em Qui Set 28, 2017 11:46 pm, editado 2 vez(es)

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Re: Et innocentiae labem

Mensagem por Papa Paradise em Sab Set 30, 2017 9:58 pm

Damru - FV 10/pds 20

Jolene Kashahall era uma senhora simpática, falava pelos cotovelos e como dona da estalagem bar, exclusividade na vila, era a fonte de informações mais quentes da região.

- Sim, acredito que esteja cansado- Kashahall responde a despedida de Damaru ignorando o resto da frase -  Imagino que para chegar esse horário o Senhor deve ter passado a noite algum lugar bem interessante, algo que eu não consigo imaginar nesta vila! - Ela sorri despretensiosamente, e continua:

-O senhor já vai?  Uma pena! Sabe, os outros hospedes que chegaram junto com você? Não voltaram ainda.Tudo bem que não deixaram nada nos quartos, mas eu pergunto para saber se vão querer o almoço! Temos baleia fresca, uma raridade nessa época, certamente com o perigo das tempestades os barcos não sairão a pesca por muito tempo.

Damaru consegue mandar a mensagem para Lilo que transparece preocupação em ter que lidar com o desaparecimento dos anteriores, que ela já prevendo a resposta nem questiona. Levaria cerca de 15 dias entre o agendamento e a chegada de outra comitiva.

O sol nascia e Damaru sentia o peso disso recaindo sobre seu corpo antigo, a conversa com Lilo não se estendera muito.

Damaru dormia profundamente quando o aplicativo do celular detectar um movimento e a sirene dispara...


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Re: Et innocentiae labem

Mensagem por Gam em Dom Out 01, 2017 7:24 pm

- Oh, sim. Eles já partiram na frente. Ficaram te devendo alguma coisa? Será por minha conta, se for o caso. - Ele se responsabiliza.

15 dias é muito tempo. Se Damaru bem se lembra, haviam pessoas que compareciam na casa para uma espécie de missa. Se deixar o lugar inatendido, estas pessoas com certeza notarão os escombros e, na pior das hipóteses, podem até resgatar o padre.

"Não, 15 dias é inadmissível. Consiga uma agência que faça isso para hoje, suborne ou ameace quem for preciso. Pensando bem, é melhor que sejam ilegais, pois quero eficiência brutal sem perguntas. Utilize meu contato do mercado negro." - Ele envia uma última mensagem, conforme o sono o deixa mais e mais letárgico.

Lilo é uma profissional eficiente, sabe que não terá que pedir duas vezes. Muitos homens influentes trabalham para os muitos nomes de Damaru, basta ela contatar os certos. Mais tranquilo, ele finalmente adormece...

Por pouco tempo.

A sirene é estridente, ele abre os olhos de sopetão. Não pode ser a senhora Kashahall, uma vez que ele trancou a porta. Alguém forçou a entrada. Perigo. Ele foi relaxado, devia ter deitado sob a cama e deixado uma cópia dormindo nas cobertas. Mas não preveu que teria inimigos aqui, no fim do mundo. Descuidado.

Antes de sequer tentar entender o que está acontecendo, o Ancião enrijece sua pele antiga e força a extremos sua capacidade de ocultar a presença. Ele precisa desaparecer dali.

-5 pds em Vigor
Desaparecimento do Olho da Mente (Ofu 4)


Uma vez feito isso, ele imediatamente levanta da cama e analisa a situação. Quem ou o quê acionou o alarme?

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Re: Et innocentiae labem

Mensagem por Papa Paradise em Ter Out 03, 2017 4:14 pm



Damru - FV 10/pds 15/20

- Oh não se preocupe, já deixaram tudo acertado desde o início! Rezo ao anjo que mais hospedes assim venham nos visitar!

Kashahall pareceu obter a informação que precisava, sequer espera Damaru responder e começa a se retirar, feliz da vida com a notícia!

Ao contactar Lillo e ver sua resposta, Damaru contava com a eficiência da lacaio, se ela havia  estimado 15 dias, com uma pedido mais firme ela certamente conseguiria na metade do tempo! Sim, em uma semana certamente a cavalaria chegaria! Eles finalizam a conversa após ela escrever que avisaria assim que tudo estivesse pronto!

O ancião cai no sono até que algo acontece, pela primeira vez o aparelho servia para alguma coisa, o alarme é acionado!

Damaru consegue sucesso em ofuscar-se, o desaparecimento do olho da mente funcionou e o que quer que estivesse ali não estaria mais o vendo! Ele levanta-se com cuidado, ato que seria suficiente para quebrar a ofuscação, pois se ele estivesse sendo observado as impressões de seu peso sobre o colchão o entregariam ao ao passo que levantasse e o colchão voltasse ao normal. Porem não foi o caso, a ofuscação não foi quebrada. Talvez não estivesse sendo observado, ou o observador não era tão perspicaz!

Olhando ao redor nada foi detectado! Mas ele insiste em procurar, ate que próximo ao aparelho ele pode ver, ali estava o motivo do alarme:

motivo do alarme:


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Re: Et innocentiae labem

Mensagem por Gam em Ter Out 03, 2017 6:27 pm

Alarmado, com os nervos a flor da pele, Damaru vasculha todo o quarto atrás do intruso. Teto, paredes, cada possível esconderijo. Nada. Exceto por...

Uma aranha. Um animal inofensivo. Em silêncio, Damaru ri. Aquele artrópode fascinante acabou de fazê-lo queimar uma criança inteira de vitae. Quão embaraçoso! Ele precisa modificar o aplicativo, adicionar uma variável de limite para o tamanho do intruso. Um deslize amador, que devia ter previsto antes.

Mas, pensando bem, por que devia confiar em uma aranha? Antes de baixar a guarda, Damaru atesta sua segurança novamente. Ele verifica a aura da aranha (Ausp 2). Seria ela um animal mundano ou um espião em disfarce? Ele também a interroga (Anim 1), para ter certeza se suas intenções ali são puras. Em seguida busca por inimigos nas sombras (Ver o Invisível). Verifica novamente as trancas da porta e da janela e vasculha o banheiro. Reativa o aplicativo. E, só então, se permite relaxar.

E, por relaxar, entende-se que ele desta vez dorme embaixo da cama enquanto uma ilusão perfeita de si mesmo dorme sobre ela (-1 pds para Permanência). Segurança nunca é demais.

Ele não pode deixar o padre sem vigia por uma semana inteira. Sua estadia no Alaska, portanto, terá de se estender. Deus, dá fome só de pensar.

Sentindo-se mais tranquilo, o Ancião permite-se dormir novamente.

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Re: Et innocentiae labem

Mensagem por Papa Paradise em Sex Out 06, 2017 2:28 pm


Damru - FV 7/10/ pds 15/20

Acordar e permanecer acordado durante o dia é algo extremo para um vampiro. Damaru tem poderes que facilmente o acordam em situações assim, mas ainda sim, teria que lidar com o peso do sono e enfrentar a situação.

dados:

Damaru rolou 12 dados de 10 lados com dificuldade 8 para acordar que resultou 2, 9, 5, 9, 5, 3, 5, 8, 1, 4, 5, 8 - Total: 3 Sucessos
Damaru rolou 4 dados de 10 lados com dificuldade 8 para permanecer acordado que resultou 3, 9, 1, 7 - Total: 0 Sucessos
1 de fv para permanecer (ofuscar-se)
Damaru rolou 4 dados de 10 lados com dificuldade 8 para permanecer acordado que resultou 4, 3, 2, 10 - Total: 2 Sucessos
2 turnos acordado (levantar e observar)
Damaru rolou 4 dados de 10 lados com dificuldade 8 para permanecer acordado que resultou 8, 1, 3, 3 - Total: 0 Sucessos
1 de fv para permanecer (usar percepção de aura)
Damaru rolou 7 dados de 10 lados com dificuldade 8 para percepção de aura que resultou 4, 1, 10, 7, 3, 6, 10 - Total: 2 Sucessos
Damaru rolou 4 dados de 10 lados com dificuldade 8 para permanecer acordado que resultou 7, 7, 2, 1 - Total: -1 Sucessos
1 de fv para permanecer (tentativa de comunicação e aranha foge )
Damaru rolou 4 dados de 10 lados com dificuldade 8 para permanecer acordado que resultou 8, 4, 8, 10 - Total: 4 Sucessos
4 turnos acordado (ver o invisível)


Uma aranha foi o motivo do despertar inconveniente. Astuto ele desconfia do inseto e tenta desvendar se ha algo por trás do seu visitante. A percepção de aura mostra uma cor Púrpura envolvendo o aracnídeo, isso significava que a criatura estava agressiva. Curiosamente ele teve a sensação de que a aranha o percebia de alguma forma. Damaru então tenta uma comunicação, mas a aranha cai no chão e foge numa velocidade incrível e desparece sem que ele perceba exatamente onde foi. Ele então olha ao redor mas nada parecia fora do comum, na verdade era perceptível que com a aranha a uma sensação pesarosa desapareceu, algo que seu auspicius lhe informava, uma intuição. O relógio marcava 14 horas, ainda levaria cerca de 2 horas até o sol se por!

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Re: Et innocentiae labem

Mensagem por Gam em Sex Out 06, 2017 2:42 pm

Observar a aura de uma aranha dependurada em sua teia é uma experiência exuberante. Linda, como uma pequena chama de vela suspensa no ar, o brilho púrpura o comove por um momento. Mas só por um momento. Animais comuns não possuem essa ira gratuita. Suas suspeitas tinham cabimento, aquele é um inimigo!

Antes de tirar conclusões injustas e interromper o dharma daquela alma, Damaru tenta uma comunicação mais íntima.

- Olá? - Ele interage, cautelosamente.

Mas a criatura imediatamente é acuada, sumindo no escuro. Letárgico, ele não tem tempo de reagir.

Isso deixa o Ravnos em alerta imediato. Ele não pode dormir de novo! Aquilo era um espião, ou talvez algum tipo de vampiro metamorfo muito perigoso! Ele não pode baixar a guarda, precisa sair daqui. Não pode... E dorme por mais duas horas. Babando sobre o travesseiro, o Ancião é entregue à sua maior fraqueza: Um pesado sono sobrenatural. A contragosto, ele se expõe mais um pouco. Estes dias no Alaska tem sido extremamente desconfortáveis, pra dizer o mínimo.

Para a sua surpresa, contudo, ele acorda vivo na noite seguinte. Damaru levanta da cama em um só susto. Ele observa ao redor, apreensivo. Mas não há nenhuma estaca, nenhuma aranha, não há fogo. Nada. Tudo tranquilo.

O Ancião vai até o banheiro. Longe de uma besta secular, ele acorda como um perfeito cavalheiro. Sua barba e cabelo sempre se levantam do tamanho ideal, um cuidado que Lakhpati lhe permitiu antes de Abraçá-lo. Isso não o impede, contudo, de lavar o rosto e pentear-se adequadamente.


Vamos lá. Agora, com a cabeça fresca e algum tempo para refletir. Quais são as possibilidades? Uma aranha comum poderia agir de maneira hostil? Provavelmente não. São animais de comportamento bastante recluso. Ela poderia ser hostil se estivesse caçando, mas não era o caso. Estava ali, parada no meio do quarto. Poderia ser uma espiã vampírica? O próprio Damaru já se valeu disso antes. Mas, ainda assim, isso não altera o comportamento intrínseco do animal. Por mais curiosa que estivesse, por que a hostilidade? Não, é algo ainda mais excêntrico...

Ele começa a se vestir e, encarando o espelho, tenta chegar a alguma conclusão. Talvez algum tipo novo de metamorfo? Ele nunca viu um vampiro transformar-se em um aracnídeo antes, mas talvez esta seja uma casta mais poderosa. Alguma linhagem Gangrel perdida nos confins desta ilha congelada...

Seja como for, era um artrópode inteligente. Inteligente e astuto. E isso significa que Damaru não pode continuar aqui. Isso termina hoje.

- Boa tarde, senhora Kashahall. - Ele cumprimenta a senhora, quando desce para o salão. - A senhora sabe onde posso conseguir uma arma? Hoje decidi sair para caçar.

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Re: Et innocentiae labem

Mensagem por Papa Paradise em Ter Out 10, 2017 1:30 am

Damru - FV 8/10/ pds 14/20

"- Boa tarde, senhora Kashahall. A senhora sabe onde posso conseguir uma arma? Hoje decidi sair para caçar."

- Olá, boa tarde! O senhor aceita um pouco de sopa? Pensei em acorda-lo para o almoço, mas lembrei que pediu para não ser incomodado! Imagino que estava mesmo cansado, acho que precisa regular seu horário de sono!

- Caçar? No inverno? Mas que corajoso! Eu diria que para sua idade  você é bem aventureiro! - Ela sorri desconcertada - Não acho que poderei ajuda-lo com o seu pedido, somos todos a favor do desarmamento aqui na Villa. Bem... talvez o xerife Thompson possa ajuda-lo! Se tiver sorte de que ele vá com sua cara, é claro. Uma boa dica é falar bem dos Redbulls, perderam o título mês passado, ele ficou uma fera!

Mas sabe! Kolbi tem uma velha espingarda... - O velho estava sentado numa poltrona de couro marrom, com mantas cobrindo-lhe as pernas, em frente a Tv numa especie de sala de estar em meio as mesas do bar. Parecia estar em estado vegetativo, mal piscava!

- Se o Senhor quiser pode ser nosso segredo! Posso alugar para o senhor e ainda acho que tenho uns 3 cartuchos em algum lugar nas gavetas da cozinha! Nem cobrarei por eles! Mas, se o for pego com a arma por ai, direi que não sei de nada e você dirá que foi Kolbi quem fez o negocio! - Ali ao lado, o velho tentava desajeitadamente sem sucesso espantar uma mosca que insistia em pousar em seu nariz!

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Re: Et innocentiae labem

Mensagem por Gam em Ter Out 10, 2017 4:21 pm

- Oh, sopa de baleia! - Ele se lembra. - Sim, por favor. Posso levá-la para o quarto?

- E ninguém caça na vila? - Ele pergunta, com curiosidade genuína. - Supus que, principalmente nesse frio, todo suprimento fosse bem vindo.

- Hohoho - Ele ri do pequeno negócio escuso da senhora Kashahall. Praticamente uma vampira! - Eu adoraria. Pode deixar que não serei pego. Só me dê alguns momentos para tomar a sopa e me preparar.

Muito educado e paciente, ele espera senhora Kashahall servir-lhe a sopa e sobe para o quarto com seu prato. Chegando lá, tranca a porta e despeja o conteúdo do prato na privada, dando descarga. Uma pena, provavelmente teria sido uma experiência gastronômica ímpar se ele ainda pudesse apreciá-la.


Damaru então senta-se em posição de lótus no meio do quarto e tira algum tempo para clarear sua mente. Ele não quer tomar decisões precipitadas, nem permitir que seus sentimentos imediatos nublem seus objetivos. Por longos minutos, Damaru limpa sua mente. Ele inspira e expira.

E então, por um breve momento, seus olhos se abrem. É claro, como não pensou nisso antes? Ele pode vigiar o santo de qualquer lugar do mundo. Só não está acostumado a isso, mas a verdade é que sua mente já se iluminou o suficiente para transpor esta casca. Damaru fecha os olhos novamente.

E, em um esforço sem esforço, em um transe semi-consciente paulatinamente alcançado conforme ele desapega-se de todas as camadas de sua mente, o Ancião transcende.

Projeção Psíquica (Ausp 5, -1 FV)

Ele não vai para a Umbra. Ainda não é o momento. Mas este mundo físico, esta barreira sólida e frágil, é o seu território. Em espírito, Damaru atravessa limites de distância e velocidade para colocar-se no mausoléu do santo. Lá, ele procura por sua vítima. Tenta ver o que ela está fazendo, ver se já cedeu ao desespero. Além, ele também verá se há alguém nas proximidades. Qualquer pessoa que possa ter o risco de salvá-lo. Ele não pode permitir que isto aconteça.

Sentidos Aguçados (Ausp 1)

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Re: Et innocentiae labem

Mensagem por Papa Paradise em Ter Out 10, 2017 11:20 pm

“- Oh, sopa de baleia! - Sim, por favor. Posso levá-la para o quarto?"

- Bem, não costumamos levar refeições nos quartos, lavar roupas aqui é um tormento nessa época do ano! Mas posso fazer uma exceção para o Senhor! Esta quase pronta!

"- E ninguém caça na vila? - Supus que, principalmente nesse frio, todo suprimento fosse bem-vindo."

Na verdade, é, mas a melhor caça apor aqui são as aves e no inverno elas migram! O governo abre temporadas de caça para ursos também no verão, as armas são todas registradas! Os suprimentos vêm uma vez por mês em comboios, eles trazem do sul!

Damaru aceita negociar a arma e também a sopa. Ele sobe para o quarto e a velha despede-se animada por ter conseguido fechar mais um negócio com sucesso!

Algum tempo depois ela bate na porta trazendo a sopa!

- Com licença! Me desculpe se estiver com gosto de queimado, é que a desajeitada da moça que me ajuda na cozinha não veio hoje! Metade da vila está empenhada na tragédia que ocorreu com o padre da Capela santa das montanhas! Eu particularmente acho que aquilo deve ter desmoronado de velhice mesmo! E ele já deve ter morrido congelado, perdido em alguma parte daquelas montanhas! O homem desapareceu do nada! Também, decide viver num lugar daquele a troco de que?

Ah! Eu vou limpar a espingarda, estarei lá embaixo se precisar!

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Re: Et innocentiae labem

Mensagem por Gam em Ter Out 10, 2017 11:38 pm

Damaru aguarda no quarto em posição de lótus, até que enfim sua sopa de baleia chega.

- Obrigado, eu prometo não derramar nada. - Ele diz, sempre gentil com a senhora Kashahall.

E hei que ela lhe dá uma notícia terrível.

- Minha nossa, mas que notícia terrível. - Tarde demais, eles já descobriram que o mausoléu desmoronou. Mas, quando ela diz que ele desapareceu... Será que ainda não retiraram os escombros? Ou o bendito possuía outros truques na manga?

- Bom, tomara que o encontrem. - Ele oferece seu apoio. - Está bem, senhora Kashahall. Em breve estarei lá embaixo.

E, agora sim, ele tranca-se no quarto. Enquanto despeja a sopa no toalete, Damaru tenta imaginar as possibilidades. Talvez houvesse outra saída do mausoléu? Mas se é assim, por que ele não voltou para casa? Medo de Damaru, é claro. Minha nossa, encontrar outro homem com aquelas capacidades será um martírio. Mas ele não pode esperar mais um dia. Sua presença aqui já foi notada. Aquela aranha...

Ele senta no centro do quarto. Está na hora de trabalhar rápido, mover-se com a liberdade de um espírito e a velocidade de um pensamento. Ele irá partir em investigação, mas seu corpo não sairá deste quarto.

Projeção Astral (Ausp 5, -1 FV)

Concentrando-se, libertando-se pouco a pouco das amarras de sua casca física, ele lenta e suavemente transcende. Seu destino? O mundo físico, não a Umbra. Ainda não. Hoje ele concentra-se em estar novamente no mausoléu, alcançar aquele território já conhecido com sua pura essência astral.

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Re: Et innocentiae labem

Mensagem por Papa Paradise em Seg Out 16, 2017 12:57 am

Damru - FV 7/10/ pds 14/20

Atravessar a película nunca é algo simples. Projetar-se, exige em entrega total, exige moldar a própria alma, ou seja, seu próprio ser, em substancia tangível ao nível da constituição da malha sobrenatural a ser ultrapassada. Quando mais distante profunda ou densa mais diferente, complexa ou dificultosa é a passagem. Damaru ainda é como uma criança ou um filhote de cão, curioso para explorar, mas ainda se sente mais confortável em uma distância onde ainda pode ver o caminho de volta! O Ravnos atravessa apenas a camada mais simples, se é que é pode-se chamar isso de camada, é como se ele estivesse ainda dentro de um espaço dentro da malha, um espaço que lhe permite ver um reflexo do que seria os outros mundos de películas mais complexas. Damaru está na penumbra, um mundo semelhante ao que se vê e totalmente diferente ao que se sente.

Focado onde pretendia ir, Damaru deixa seu corpo em um quarto da estalagem da velha kashahall e segue em um cone de imagens distorcidas, tão rápido e ao mesmo tempo tão devagar que ele podia sentir todas as partes do seu corpo insólito como um único ponto de visão em 360º. Os sons ecoam mais que o normal e tudo na paisagem parece emanar algo. A matéria parece desfazer-se continuamente sem desgastar-se e as cores são mais pálidas em alguns pontos que em outros. Ele sente que se aproxima do lugar onde pretendia ir, porem algo ocorre! A medida que se aproxima, uma força começa a repelir sua presença! Até que ele para totalmente. Seguia para onde planejou, mas foi barrado pouco antes da parada final. Damaru não conseguia ver, apenas sentia que havia uma barreira ali, era palpável! Parecia queimar como o sol se tentasse se aproximar ou tocar. Era algo que após analisar, entendia-se como uma redoma invisível.

Ele estava próximo ao local onde soterrara o padre. Conseguia ver algo que parecia o semblante de pessoas e até ouvir alguns sons! Estavam trabalhando em tirar os escombros provavelmente, mas era distante demais para detalhes! Era notável que o lugar era cercado de estruturas diferentes, pareciam estruturas destruídas de uma construção ou várias. Pilares, pedaços de paredes e até torres flutuantes semi-destruidas que reluziam como se fossem feitas de metais, ouro provavelmente! Tudo isso dentro da redoma instransponível. Ele olhava como alguém que olha materiais em promoção através da vitrine de uma loja que está fechada.



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Re: Et innocentiae labem

Mensagem por Gam em Seg Out 16, 2017 1:29 pm


Nutrindo um delicado equilíbrio para que o regojizo não interrompa sua concentração, ele vai. Seu espírito é ejetado de seu corpo em uma só erupção, como se fosse grande demais para aquela casca e estivesse esperando por este momento de liberdade.

Ele trespassa sua casca de pele morta, trespassa a parede do quarto, a pousada, a cidade inteira. Tudo se apresenta sob uma nova percepção. Muito mais clara, e justamente por isso também muito mais confusa. Ele passa em um longo rasante sobre a estrada onde esteve antes com o caminhão, se atira por entre e através as árvores da grande floresta e, por fim, pode avistar seu destino.

Mas algo o impede. Dor quente. Ele para, estupefato. Seus pés - se é que esta forma se enquadra no âmbito de partes humanas - tocam o chão. Não que ele precise disso, mas é um mero reconforto psicológico. Uma barreira, mesmo através desta sub-dimensão umbral. Mas será possível? O padre ainda está lá? Ou seria isto alguma espécie de ritual cristão? O poder da verdadeira religiosidade o espanta a cada dia. Mesmo que saia daqui sem o osso, a experiência de estar de frente com este imenso novo espectro do sobrenatural lhe vale mais que ouro.

Fascinado, ele aproxima a mão até onde lhe for suportável. Ele 'alisa' a redoma, caminhando rente a ela para entender sua real dimensão. Não satisfeito, ele também a circunda na vertical, penetrando o solo para ver até onde ela se extende no subterrâneo. O que exatamente ela esconde? Não é a toa que uma parte deste homem o protegerá na Umbra. É incrivelmente poderoso, e muito diferente de tudo o que ele já viu.

Mas não há muito tempo a perder. Eles estão retirando os escombros. Isso não pode acontecer! Este novo universo é fascinante, mas ele estará aqui da próxima vez. Por hora, Damaru retorna para seu corpo com a velocidade de um pensamento.

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Re: Et innocentiae labem

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