Freddie M. Thorton — Ventrue — Camarilla

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Freddie M. Thorton — Ventrue — Camarilla

Mensagem por Otcho em Qui Maio 11, 2017 1:21 am

THORTON, m. freddie.

Nome: Otcho
Personagem : Frederico Mancuso Thorton
Clã: Ventrue
Natureza: Infantil
Comportamento: Petulante
Geração: Décima Segunda Geração
Refúgio: Casarão Manfred, Baltimore.
Conceito: Repórter Investigativo.



Atributos:


Físicos (3)                 Sociais (5)                         Mentais (7)
• Força: 1 + 1              • Carisma: 1 + 3                  • Percepção: 1 + 1
• Destreza: 1 + 2               • Manipulação: 1                        • Inteligência: 1 + 3
• Vigor: 1                 • Aparência: 1 + 2                • Raciocínio: 1 + 3




Habilidades:


Talentos (9)                 Perícias (5)                 Conhecimentos (13)
• Prontidão:                • Empatia com animais:          • Acadêmicos: 3
• Esportes:                 • Ofícios:                    • Computador: 3
• Briga:                     • Condução: 1                • Finanças: 2
• Esquiva: 2               • Etiqueta:                • Investigação: 1
• Empatia: 3              • Armas de Fogo:            • Direito: 1
• Expressão:              • Armas Brancas: 1              • Linguística: 1
• Intimidação:              • Performance:             • Medicina: 1
• Liderança:               • Segurança: 1              • Ocultismo:
• Manha: 2                • Furtividade: 2              • Política: 1
• Lábia: 3                  • Sobrevivência:                • Ciências:




Vantagens:


Antecedentes (5)                 Disciplinas (3)                 Virtudes (7)
Geração: 1                  Ofuscação 1                 • Consciência: 1 + 4
Aliados: 2                    Rapidez 2                  • Autocontrole: 1 + 2
Rebanho: 1                                           • Coragem: 1 + 1
Mentor: 1


Humanidade: 8 & Força de Vontade: 2


Qualidades:


Físicos                                      Sociais
Visão Noturna (2)                        Inofensivo (1)
Fisionomia Amigável (1)                    

Mentais                                      Sobrenaturais
Aptidão com Computadores (2)                 Dormir Invisível (2)
Misericordioso (4)


Defeitos:


Físicos                                      Mentais
Cura Demorada (3)                      Pesadelos (1)
Vitae Infértil (5)                       Coração Mole (1)

Sociais                                      Sobrenaturais
Senhor Indigno (1)                      Repulsa a cruzes (3)
Ressentimento do Senhor (1)                  Marca do Amaldiçoado (2)
Apresentação desastrosa (1)
Novato (1)
Caçado (4)
Protegido indefeso (3)


Prelúdio:


Freddie Thorton morreu semanas depois de seu aniversário de dezoito anos. Trágico, diriam alguns. Outros, que certas coisas são do destino.

Freddo nunca soube bem em que acreditar.

Em todo – pouco – tempo que passara vivo, jamais foi coisa alguma além do coadjuvante de sua própria história.

Era o garoto tímido que não se destacava; o rapaz fadado a ter uma paixão por alguém que jamais o veria como mais que um ombro amigo em que chorar.

E não era ela uma beleza?

A garota da rua de baixo, de comprida trança loira e sorriso de covinhas. A menina dos olhos cor de céu, do riso tintilante como cascata.

E como ele a amava!

A havia conhecido nos tempos de primário e esta mesma doçura de garota quebrara o nariz de um valentão para defendê-lo. Fora o começo de uma amizade inseparável e primeira paixão de sua vida. Jamais teve a coragem de confessar-se, embora oportunidades tenham ido e vindo e ele as tenha desperdiçado. Seria este um de seus maiores arrependimentos porquanto durasse aquela vida: o de não ter jamais dito àquela linda menina do bairro o quanto ela lhe era preciosa e querida.

Doce Bridgitta.

Morreria cedo, ela, mesmo em anos mortais e Freddie, tomado pelo abraço dos condenados tanto tempo depois, se afogaria em culpa, remorso e sofrimento. Mas eram jovens e eram risadas e não sabiam que o futuro era uma coisa funesta; que nada nunca acontece como se espera. Fosse como queriam, era provável que acabassem juntos frente a um altar declarando seus votos. Que comprassem uma casinha no subúrbio, tivessem três filhos, cachorros e flores no jardim. Houvesse lhe dito de seu amor era provável que Bridgitta o aceitasse, mas suas vozes inconfessas esconderam deles mesmos pra sempre estes segredos. E, por ela, Freddo aceitaria a eternidade para roubar dela ainda mais este sofrimento.

Havia anarquistas em Baltimore, descontentes com a influência da Máscara, querentes de sobrepujar este mundo a seus desejos e suas vontades; dobrá-lo e moldá-lo com fogo e fúria e fazê-lo arder sob o sangue. Eram grupos pequenos, mas que cresciam depressa, inconformados com as leis que os impunha o anonimato quando eram os mortais que deveriam temer sua presença. Assim, desrespeitavam as tradições e se multiplicavam; seus números aumentavam diante dos olhos dos principados que, mesmo tomando todas as medidas cabíveis, viam-se diante de um bando talentoso de anárquicos, capazes de desvanecer nas sombras e ocultar seus rastros, sobrevivendo mesmo enquanto infratores.

Rumores de monstros rondavam as cidades uma vez mais. De jovens meninas e crianças sugadas até a morte, deixadas para sucumbir em valas, os corpos expostos às moscas. Embora os mais velhos acreditassem, os mais jovens custavam a achar que essas bobagens fossem mais que estórias para meter-lhes medo e tentar dobrar seu espírito. Assim, ninguém acreditava ou desacreditava de fato nestes sussurros e a vida em Baltimore continuava alheia aos horrores que espreitavam na escuridão.

Certa feita, quando voltava do cinema junto de Bridgie, o mal os encontrou. O charme em pessoa; o diabo em escarpins, vestidos curtos, longas unhas vermelhas. Convincente, a vampira desejava o sangue jovem da bela dama. Qual não foi o horror de Freddie ao ver sua amada torpe a expor o longo pescoço branco? Num surto de coragem que jamais tivera, Freddo atacou a morta-viva. Em seu rompante, derrubara Bridgitta e o choque da dor a despertou de seu transe maldito. Freddie gritou para que corresse e ela hesitou. Um momento, só, os olhos cheios d’água. Depois, levantou-se e correu. Um só tapa da vampira o lançou ao chão, os lábios vermelhos esgarçados num sorriso.

“Corajoso, mas estúpido”. Palavras últimas antes de atacar-lhe o pescoço. A dor lancinante fora a única coisa que lhe assaltou os sentidos, única coisa que o manteve vivo, ainda que por um triz. Jurara ter visto uma luz que o guiasse a inconsciência, um escape àquela aversão e tortura infindas. Mas a inconsciência jamais veio. O que veio, a despeito da dor de antes, fora o desejo de morte quando cada um de seus nervos e cada fibra de seu ser gritava por misericórdia. A dor do abraço! Jamais se esqueceria de como desejara que a agonia acabasse, que o tormento partisse, que o coração definhasse e o deixasse para morrer.

A morte nunca veio.

O que veio, ao fim daqueles momentos terríveis em que seu corpo deixava a vida premissa para se tornar outra coisa – anormal, monstruosa e terrível -, fora a Fome. E essa obsessão voraz e implacável o perseguira enquanto rasgava veias com suas presas, enquanto consumia vida após vida para suprimir esse desejo; essa voraz atração, esse impulso, essa necessidade, esse desejo. Sua senhora, Carmilla, jamais se preocupou em guia-lo nesta nova vida que se abria diante de si.
Sempre deixara claro o quão desgostosa estava com seu comportamento – embora nada fizesse para detê-lo ou ajuda-lo. Quando questionada sobre os motivos de tê-lo transformado, diria ter sido culpa daquele assomo de coragem: mero mortal contra uma vampira! Algo assim a fascinara; em tantos anos de experiência imortal, jamais havia visto tamanho ato de tolice e coragem débil. Pensou que seria um bom fledgling mas dia após dia ele se provava o contrário. Era mortal demais, humano demais. Seu temperamento era muito maçante; seu falar eterno e suas piadas a aborreciam e não havia pior coisa no mundo para ela que ter de aturá-lo pelo resto de suas existências.

Assim, certo dia, Freddie viu-se sozinho. Carmilla o havia abandonado, como uma criança que, não querendo mais um cãozinho, o abandonasse como a um vira-latas.

Tornou-se um Caitiff, um desgarrado, sem clã que o quisesse ou família que o acolhesse. Viveu sozinho, noite após eterna noite, sobrevivendo do sangue, confiado à própria sorte. Maldisse cada um dos minutos que vivia esta existência monstruosa, em que tinha de rasgar veias para viver, em que a Fome era tanta que não conseguia parar nem se conter; que deixava cadáveres em seu caminho num rastro de destruição. Odiava-se. Odiava aquela nova vida, aquele abraço dos condenados a que estava eternamente renegado, e a culpa que o consumia. Pensou seriamente em deixar-se ser tragado pela luz da manhã; nada além de cinzas. Mas algo o compelia sempre em frente, apesar da maldição.

Vagou sozinho até que as famiglias o encontraram. Tarefa fácil, visto seu rastro de destruição. Questionado sobre a Máscara, Freddo viu-se sem palavras. Não sabia nada deste novo mundo em que fora arremessado de cabeça, nada sobre as profundas e sagradas tradições vampíricas. Sua sorte fora essa: a condição em que estava – esta de abandonado, deixado para morrer por seu senhor – fazia o ancião que o encontrara a lembrar de si mesmo. Nicanor era um daqueles de sua raça que não podia orgulhar-se de ter sido criado por um bom mestre, nem senhor digno que o houvesse guiado naquela sua nova vida. Ele, também, havia sentido o que era ser um desgarrado, sentido o que havia de pior nesta existência cruel das noites infindas. Olhando para Freddie, Nick via algo de si mesmo; algo de seu passado tão distante que despontava só como ínfima e efêmera lembrança. Assim, o acolhera sob suas asas e tomara para si a condição de mentor daquela Criança da Noite que insistia em continuar vivendo, mesmo quando o mundo parecia querer-lhe morto.

Não fora segredo para os Ventrue a procedência daquele garoto e, também, não o fora os rostos desaprovadores que se voltaram tanto para Freddo quanto para seu mentor. Carmilla era conhecida dentre aqueles que espreitam na escuridão por sua anárquica rebeldia e não era vista com bons olhos pelos pomposos Ventrue. Sua cria era nada mais que um pária, indigno de confiança, relegado às margens do submundo e às margens daquele clã. Nico era um dos poucos que ainda lhe dava ouvidos, embora sua exacerbada humanidade – estes trejeitos, esta alegria, esta incontida emoção pela vida – volta e meia bulissem com seus nervos.

Fora desastroso apresentá-lo ao príncipe, aquela cria malquista que, além de tudo, não sabia fazer outra coisa que não meter os pés pelas mãos, e fora ainda mais desastroso dar-lhe alguma liberdade para enveredar-se sozinho pelas vielas escuras das cidades à noite. Algo em seu sangue – em seu porte, em sua concepção – atraía os olhos dos humanos mais paranoicos; seu profundo desgosto e aversão. Pareciam pressentir que nada de bom advinha daquele sorriso, inda que tão amigável e inspirador de confiança. Mesmo que muitos pudessem por ele ser ludibriados, alguns dos mais sagazes o evitavam como o diabo evita a Cruz. Uns mais inveterados tomaram para si a tarefa de pôr naquilo um fim, crentes de que havia algo de agourento e não-natural naquele pálido rapaz que vagava durante as noites de Baltimore.

Foi assim que Freddo – inofensivo, bondoso, misericordioso Freddo! – viu-se caçado por jovens ranzinzas que ainda criam nas velhas lendas das criaturas que povoavam o escuro. Sob a jurisdição de Nico, Freddie conseguira sobreviver, ao menos o bastante para ver sua querida Bridgitta florescer de menina em mulher e ter uma pequena criança para chamar de sua – Clarissa, como a batizara. Tinha os olhos da mãe, embora os cabelos do pai e era uma ternura de menina que se afeiçoara ao Tio Thorton como nenhuma outra criança poderia.

Ela tinha doze anos quando do acidente dos pais. Estava no banco de trás. Bridgitta e o esposo tiveram morte instantânea e a garota Brightwood fora resgatada dos escombros pelo mesmo Tio Thorton que ela tanto amava. E ali, sob a imensidão sombria de um céu sem estrelas, Freddie prometeu fazer dela sua protegida, em nome daquela que seria eternamente sua amada.



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Re: Freddie M. Thorton — Ventrue — Camarilla

Mensagem por Arcebispo Altobello em Seg Maio 15, 2017 8:41 pm

Olá, boa noite! Serei o avaliador da sua ficha. Gostei da organização. Parabéns.

Natureza/Comportamento: Natureza e Comportamento são mecânicas que permitem o seu personagem recuperar Força de Vontade. Por isso é importante usar os que o livro nos dá, já que eles trazem como cada Arquétipo funcionará para recuperar os pontos de Força de Vontade. Você pode conferir os Arquétipos AQUI!

Talentos: Gastou 1 ponto a mais. (Houve gasto de Pontos Bônus? Se sim, favor destacar de alguma forma, exemplo: Lábia 3 (-2PB))

Disciplinas: As Disciplinas de Clã dos Ventrue são Dominação, Presença e Fortitude. Você pode distribuir 3 pontos entre essas Disciplinas. Você pode desenvolver Ofuscação e Rapidez durante o jogo, mediante o gasto de Experiência, ou comprar a qualidade Disciplina Adicional para começar com uma quarta Disciplina de Clã.

Dormir Invisível: Sem a Disciplina Ofuscação, essa qualidade também não faz sentido.

Pontos Bônus: Mesmo com aqueles 2 pontos bônus em Talentos, só contei 14 pontos gastos. Estou deixando passar alguma coisa? Você colocou muitos defeitos o que quer dizer que você atingiu o teto de bônus e pode distribuir 22 pontos.


Quanto tempo faz desde o abraço de Freddie até os tempos atuais? Uns 20 anos? Se for algo por aí, é o suficiente para não ser mais um Novato.

Você se refere a um "rastro de destruição" que Freddie deixou. Ele chegou a matar alguém ou ferir gravemente? Isso afetaria drásticamente sua Humanidade que é bastante alta, até para mortais.

Que tipo de pesadelos Freddie tem? E essa aptidão com computadores? Como se desenvolveu?

Quem são seus aliados? Como eles ajudam Freddie e vice-versa? E o rebanho? Quem são e como Freddie os convenceu a, de bom grado, oferecer seu sangue?

Aviso: Deixando de ter o Antecedente Recursos, você não terá renda ou qualquer dinheiro. Seus pertences serão modestos e viverá na rua ou de favor. Tenha isso em mente. Caso opte por colocar Recursos em sua ficha, não se esqueça de adicionar no prelúdio de onde a renda é proveniente ou qual a profissão do personagem.

Aviso²: Força de Vontade 2 é um valor extremamente baixo. Talvez isso tenha sido proposital, mas por via das dúvidas, acho melhor esclarecer. Esse nível de Vontade deve ser interpretado como um personagem profundamente desmotivado, até mesmo depressivo. É quase uma regra que se gaste alguns pontos bônus para o personagem não ficar injogável. Um nível 4-5, ao meu ver, é um nível ainda baixo, porém sustentável.

Peço que as alterações que fizer na história, destaque com alguma cor para agilizar o processo ao invés de eu precisar ler todo o prelúdio novamente. É bom pra nós dois assim! Eu leio menos e a sua ficha é aprovada mais rápido! No mais, é um bom personagem, com personalidade. Gostei.

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