Children of Midnight - Nuit de la peste

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Children of Midnight - Nuit de la peste

Mensagem por Undead Freak em Sex Abr 07, 2017 9:19 pm

É tão triste morrer na minha idade!
E vou ver os meus olhos, penitentes
Vestidinhos de roxo, como crentes
Do soturno convento da Saudade!

E logo vou olhar (com que ansiedade! ...)
As minhas mãos esguias, languescentes,
De brancos dedos, uns bebês doentes
Que hão-de morrer em plena mocidade!

E ser-se novo é ter-se o Paraíso,
É ter-se a estrada larga, ao sol, florida,
Aonde tudo é luz e graça e riso!

E os meus vinte e três anos ... (Sou tão nova!)
Dizem baixinho a rir: “Que linda a vida! ...”
Responde a minha Dor: “Que linda a cova!”


- Dizeres Íntimos, de Florbela Espanca (Livro de Magóas).

Brian James Fischer (Dylan Dog)


FdV: 06/06;
Vitalidade: Completa.

Off: Por questões de ajustes, vou considerar que Brian já tem certa intimidade com o local citado a seguir, assim como algum de seus npcs menores.


Brass Monkey (Churrascaria e Pub), Milwaukee, 07:30 pm.


Haviam monitores por todos os lados, mostrando algum canal de praxe, com noticiários ou algum reality show idiota. A iluminação de casa noturna até que caia bem, além de ser apropriada para conversas que necessitassem de mais...privacidade.

-- Já estou indo, senhor!
-- diz uma garçonete gostosa, de vestimenta provocante, que anda para lá e para cá, ora trazendo bebidas, ora trazendo um belo bife com batatas.

A música não era ruim, e a cerveja era excelente. Um ótimo local para dar uma  parada, comer algo, beber uma boa cerveja e talvez algo mais (...). Um lugar como muitos outros na cidade. Um lugar que é propriedade de um italiano mafioso, que é point de mafiosos e que serve de fachada para muita sujeira e lavagem de dinheiro.  Um lugar apropriado para Brian, no final das contas.

O líder da Street Dogs para a sua Harley em uma das vagas da frente, entra e localiza uma mesa vazia aos fundos (o local preferido dele). Ele identifica as suas velhas conhecidas, as garçonetes Gil (a ruiva de olhos verdes), Libelle (a francesa loira de peitos enormes), Valerye (cabelos castanhos e lisos até a bunda, pele pálida e rosto de anjo) e Takeda (a japonesinha das pernas deliciosas). O cheiro da carne faz seu estômago roncar e sua boca ficar aguada. Era um lugar maravilhoso, de fato.

-- Buonanotte, paisani! -- Brian se vira e vê um grupo de cinco homens se cumprimentando. Todos são jovens, estão em boa forma e possuem uma pinta de galã, com ternos caros. Ele sabem quem são, e sabe que deve saber seus limites. Ele está em um ambiente da máfia, e uma das regras da máfia passa por sua mente mais uma vez:

"Não pode se apresentar sozinho a um amigo nosso, um terceiro deverá fazer isso"

Embora Brian possa ter tido a impressão de que alguns deles olharam para ele por um instante, ele sabe que não deve se meter com esses tipos sem ter permissão.

-- O que vai ser primeiro, Brian? Bebida, comida ou quem sabe...eu? -- disse Libelle, com um sorriso maldoso, ao se aproximar da mesa.


Off: Jogada inicial. Pode explorar à vontade.
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Re: Children of Midnight - Nuit de la peste

Mensagem por Dylan Dog em Sex Abr 07, 2017 11:01 pm

OFF: Um dia jogador outro mestre... Cuida bem de mim, viu? hahahaha


ON:



As ruas de Milwaukee próximas ao porto revelavam uma bela paisagem no cair da noite. Brian passava por lá simplesmente para curtir o ambiente singelo e de beleza pitoresca da pequena cidade.


Depois da saída da cadeia e a formação da gangue ele foi obrigado a se tornar nômade e sua cidade de atuação nos últimos tempos tem sido a pequena Milwaukee.
Sim, há um reduto da máfia onde ele poderia repousar as ideias e curtir uma boa cerveja com um belo bife com batatas.


Ao adentrar o local ele rapidamente bate o olho em seu lugar favorito e nos suplementares, busca o que estiver vago e vai em sua direção. Um sotaque italiano chama sua atenção o que o faz dar um golpe de olho em um grupo de homens jovens de terno


“Máfia...” - Ele pensa rápido enquanto é acometido por um sentimento de que já usou muito um terno, faria sentido, afinal ele era um advogado de talento quando foi incriminado. O contato visual ocorre rapidamente e Brian apenas assente com a cabeça como se prestasse respeito. Sim, a regra do ambiente era que não se apresentasse, mas a cortesia valia para todos.


Frequentador assíduo do local todas as garçonetes sabiam que ele era um homem educado apesar de sua aparência “sofrida”.


- Olá Libelle, boa noite - Ele sorri com a indireta da moça - Eu gosto de seguir a ordem da refeição direitinho. Por hora eu quero um café e bife da casa com batatas - Sim, ele parecia cansado, apesar de dormir profundamente Brian sentia que não estava descansando mentalmente, coisas da vida - Você eu prefiro de companhia e quem sabe de sobremesa - O Street Dog sorria enquanto coçava o olho cansado. Já havia caído de moto após beber e resolveu evitar acidentes particularmente estúpidos.


Quando o café chega Brian não adoça, ele apenas olha Libelle nos olhos e diz - Movimentado hoje, não? - Dizia Brian para a garçonete enquanto indicava com o olhar o grupo de mafiosos, esperava que ela cantasse a bola de quem eram.
Ali permanecia até o final de sua refeição, com a sua atenção dividida entre a comida, a porta de entrada do restaurante e o grupo de mafiosos.
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Re: Children of Midnight - Nuit de la peste

Mensagem por Undead Freak em Sab Abr 08, 2017 11:57 pm

Jorge Altobello (Bispo)



Observações:

Reserva de Sangue: 10/15.
Força de Vontade: 10/10.
Vitalidade: Completa.


Little Italy, Nova York. 07:30 pm.

Não fazia muito tempo que havia anoitecido. Fazia muito frio e o céu se encontrava nublado. Da cobertura, Altobello tinha uma visão longínqua do bairro. Tudo a mesma merda, como sempre. Italianos discutiam e brigavam tão alto que não era necessário nenhum poder sobrenatural para deduzir que alguma peleja se iniciava por algum motivo estúpido. Um amontoados de bẽbados se reuniam em frente a uma televisão velha de tubo em um boteco repugnante em alguma esquina, gritando e torcendo para algum atleta da moda. Mais distante ainda, sirenes de polícia se misturavam com sirenes de ambulância, que se misturavam com sirenes de caminhões de bombeiros… Nova York se tornava um inferno mais ardente a cada noite, principalmente em um bairro como aquele, com tanta fama e história…

* Trriimmm!!! *

O telefone toca. Quase ninguém tinha aquele número, o que provavelmente uma merda muito grande aconteceu.  

– Ei, Jorge! Não vai adivinhar quem eu prendi aqui.
– o tom rouco da voz era, sem dúvida alguma, o de Willian – Marco Fanucci e alguns de seus homens estão aqui, agora. Estão atrás das grades. Eu os peguei com algumas armas pesadas. E sabe o que é mais engraçado? Eles disseram que estavam indo fazer uma visita a você.

Altobello sabia muito bem quem era Fanucci. Ele era um dos novos “capos” da família Gambino. Não era um homem agradável e muito menos um homem que se deve mexer, mas que diabos um mafioso desse porte iria querer com ele? Ainda mais levando armas pesadas?

– E então? Você quer vir aqui conversar com esses pacóvios ou quer que eu os escolte até aí? Para mim tanto faz, só achei que deveria saber.

O policial corrupto aguardava a resposta do Bispo no outro lado da linha.
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Re: Children of Midnight - Nuit de la peste

Mensagem por Bispo Altobello em Dom Abr 09, 2017 11:27 pm


Como Heimdall, guardião mitológico da ponte arco-íris Bifrost, que lança seu olhar do alto de Asgard para os outro oito reinos, a tudo vigiando com seu olhar de águia, Altobello havia criado o hábito de vigiar seu bairro do alto de sua cobertura. Durante alguns minutos, os sentidos do Lasombra se expandem, e, enquanto ele degusta uma taça de sangue engarrafado em sua própria boate, observa com atenção cada rua imunda de Little Italy, ouve cada ruído distante, como se estivesse lá. Sempre movimentada, mas sempre um lar para Jorge.

Seus sentidos aguçados se retraem em resposta ao vibrar do celular que repousava no criado-mudo. Um número que pouquíssimas pessoas tinham e geralmente, um precursor de notícias ruins. Joey Quinn, seu homem dentro da força policial. Altobello atende o telefone. Marco Fanucci e seu grupo presos portando armamento pesado e em direção ao refúgio do Guardião. - Ora, ora... - Um sorriso no canto da boca se forma no rosto do Bispo. - Ou o desgraçado é muito corajoso, ou é muito idiota.

Até onde Jorge sabe Fanucci não é vampiro. Isso não quer dizer que o serviço não teria sido encomendado por algum cainita. Altobello tem muitos inimigos, a Camarilla, os Giovanni... poderia ser qualquer um. O Lasombra tenta se lembrar o que sabe sobre os Gambino. (Inteligência + Manha/Influência [Submundo]) - Bom, acho que devo o parabenizá-lo pessoalmente, não é mesmo? - Os risos do Guardião podem ser ouvidos baixinhos quando ele desencosta o celular do rosto por breves instantes, enquanto pensa no que fazer. - Faça o seguinte... leve-o até o La Proposta, quero trocar algumas palavras com o safado. Os demais capangas, deixe-os presos.

___

Altobello está no carro a caminho da sede de sua Diocese, o La Proposta. No carro, apenas ele e seu novo "guarda-costas" que agora faz as vezes de motorista. Faz parte. Nico "Il Brutto" Moreno, "O Feio", é um velho conhecido das ruas de Little Italy, bairro onde a presença de Altobello é mais sentida desde os tempos em que a Camarilla ainda dominava a cidade. Por quase 10 anos, serviu fielmente seu padrinho e conquistou o respeito das ruas. Não há nada de especial no homem. Sem força sobre-humana, sem lealdade incondicional, sem conhecimento sobre o Mundo das Trevas. Nada de especial a não ser o fato de que já está a serviço de Altobello a anos. Com a morte de Jurg, seu antigo carniçal, há uma vaga para seu imediato no mundo do crime e o Lasombra parece enxergar no homem algo de promissor. Não há muita ambição, o que é bom. O empresário não quer que o candidato a lacaio se vire contra ele próprio. No entanto, a desenvoltura do homem em lidar com pessoas, especialmente em se tratando de negócios ilícitos, e o respeito que as ruas nutrem para com ele, foram fatores que pesaram em sua escolha. Essas são boas qualidades quando se quer manter um império urbano.

Os homens chegam até a boate e rumam para o primeiro andar. O La Proposta se divide em três ambientes, sendo eles: a) Térreo: é onde o público geral vai para se divertir e encher os bolsos do Bispo. A boate conta com tudo o que uma boate que se preze possa contar e mais. Fora o que é esperado, no salão do La Proposta, você encontrará strippers fazendo suas performances nos vários "poles" - ou não -, vestidas - ou não - com roupas provantes, e disponíveis para diversão - ou alimentação. Víbora cuida para que as meninas se mantenham dóceis e receptivas ao Beijo, além de se certificar que elas consumam substâncias que podem se mostrar atrativas ao paladar dos membros da Espada, tais como álcool, nicotina, maconha e cocaína. Altobello pode oferecer sangue a seus súditos. Por um preço, é claro. Multilação ou morte de suas meninas podem ensejar multa ou castigos físicos ao vampiro que o fizer. Com os contatos certos, também é possível adquirir armas e drogas no estabelecimento; b) Andar Superior: Há quartos onde os clientes podem desfrutar dos serviços - ou sangue - das garotas, se estiverem dispostos a pagar. Mas mais importante, há o escritório de Altobello, onde ele passa a maior parte do tempo. Um vidro o dá clara visão de tudo o que acontece no térreo, contudo quem olha do outro lado vê apenas um enorme espelho; c) Subsolo: Descendo as escadas, em uma "passagem secreta" dentro do frigorífico do estoque da boate, têm um dos acessos para uma grande cúpula subterrânea onde costuma ocorrer os encontros do Sabá. O lugar é a prova de som e fogo e tem um ótimo esquema de ventilação, permitindo que a fumaça das fogueiras saia livre do lugar, sem sufocar mortais que por ventura participem das reuniões como carniçais ou comida. Há diversas blood dools e bolsas de sangue dispostos pelo lugar, mas não há filantropia, traga sua comida de casa ou pague por ela. Há saídas de emergência estratégicas no lugar, apesar de nunca terem sido usadas até hoje. 

Jorge Altobello, Joey Quinn e Nico "Il Brutto" se encontram no escritório do Bispo. Marco Fanucci também está lá. O Lasombra sabe que muitos membros do crime organizado de Nova Iorque o viu sendo escoltado até seu escritório e isso é parte fundamental de seu plano. - Boa noite, Sr. Fanucci. Devo admitir, o Sr. tem bolas de vir até o meu território com armamento pesado e dizer que queria fazer uma "visita" a mim. - O Guardião pausa, esperando uma resposta e então continua. - Bom, digamos que eu tenho uma proposta... irrecusável. - Altobello gargalha com a referência do clássico filme de mafia, em clara ironia frente à situação presente. (Manipulação + Intimidação) - Opção 1) O Sr. responde os meus questionamentos, e como sinal de boa vontade, eu finjo que nada disso aconteceu, você viverá sua vida normalmente; Opção 2) O Sr. se nega a me dar as respostas que quero ouvir e o Sr. Quinn procede com as acusações. Devo dizer que, prisão em flagrante com armamento restrito é algo que nem o melhor advogado que os Gambino podem pagar safará o Sr. dessa. - O vampiro pausa, deixando Fanucci pensar por alguns momentos. Mas tudo isso não passa de teatro. O homem nunca teve escolha. A vontade de Altobello é poderosa demais para enfrentar qualquer tipo de barreira. Em uma amostra bizarra de poder, o vampiro segue em frente dominando o homem. (Dominação 3) - Me diga, Sr. Fanucci, quem encomendou o ataque e por quê? - Obtendo respostas, Jorge continua seu interrogatório. - Onde posso encontrá-lo? Onde conseguiu essas armas? O que ganharia com isso? Qual é a pena dos Gambino para os delatores? - Liberando-o da hipnose. - Bom, acho que o Sr. cumpriu sua parte do acordo, não? Como sou um homem de palavra, devo dizer que o Sr. é um homem livre. Mande lembranças ao Don por mim. - Um sorriso sádico e sarcástico brotava na face do Lasombra.

Situação de Nova Iorque (Acontecimentos Anteriores):
Nova Iorque, por muitos considerada a Capital do Mundo. No passado, um grande bastião da Camarilla. Há cerca de três anos, no entanto, um atentado terrorista, secretamente arquitetado pela Tecnocracia, vitimou o Empire State, o Elísio da Cidade. O ataque, somado à oportunista investida do Sabá, acabou com qualquer traço de influência que a Bastada exercia sobre a Grande Maçã. Caía o Príncipe Gorgonier e ascendia o Bispo Altobello.

O que o grande público sabe é que o Lasombra exerceu papel fundamental na tomada da cidade. Esse pequeno fragmento da verdade que o Arcebispo Springfield deixou vazar nem de longe corresponde à totalidade das razões que fizeram com que o Guardião fosse a melhor escolha do Arcebispo. Altobello foi o primeiro a vislumbrar e alertá-lo sobre a ameaça tecnocrata e o despertar de Júpiter, um demônio do primeiro escalão. Liderou uma investigação contra as duas forças que culminou em um encontro em um pântano envolvendo um esquadrão tecnocrata oferecendo a chave para a libertação dos poderes totais de Júpiter. O Lasombra, de forma engenhosa, jogou um contra o outro, fazendo iniciar um embate entre as duas forças. Na confusão, destruiu a chave da libertação de Júpiter, que eliminou os agentes tecnocratas. O demônio, em seguida foi banido por um bando a serviço da Inquisição. Os responsáveis pelo despertar de Júpiter, no entanto, nunca foram capturados.

Apesar de alguns rumores envolvendo a Tecnocracia, infernalistas, demônios e a forma espetacular com a qual Jorge Altobello lidou com esses problemas, fazendo-o parecer, inclusive, mais poderoso do que realmente é, o Bispo procura não se pronunciar acerca do assunto, deixando o mistério fluir na mente de seus súditos, e a cada vez que a história é contada sua participação torna-se mais épica e grandiosa.

Com Jorge Altobello no poder, um Lasombra, obviamente o clã ganhou um poder considerável. O Bispo instituiu reuniões mensais para que os Guardiões de sua Diocese discutissem os próximos movimentos da família. Além dos vampiros da própria região, algumas vezes recebiam cainitas de grande poder e influência que vinham de outras cidades, até mesmo países. O próprio Arcebispo Springfield fazia questão de participar dos encontros. A presença de, pelo menos, esses dois membros do alto escalão do Sabá, é um grande incentivo para que os vampiros mais jovens compareçam às reuniões.

Durante os anos em que esteve no comando da cidade, poucas ameaças ousaram insurgir contra sua diocese, sendo a primeira pouco depois de um ano após a queda da Bastarda. Um grupo de caçadores petulantes chegaram a tomar o Bronx, evitando que qualquer vampiro ou carniçal adentrasse no bairro. Mais ou menos na mesma época, Jonh Stewart, Brujah AT, Ductus de um renomado Bando da cidade, se levantou acusando Altobello de assassinar seu carniçal, o Tenente William Salvatore, para que Joey Quinn, lacaio do Bispo, alcançasse o lugar de Salvatore. Tal manobra serviu de aviso para o Diácono. Com o poder completamente centralizado em suas mãos estava fadado ao fracasso dos césares, tal qual Roma.

Bater de frente com o Brujah AT enfraqueceria sua imagem. Depois de esclarecer o mal entendido (Vulgo: Inventar uma desculpa muito boa), Jorge fez uma proposta de paz entre ambos. Ambos se mobilizariam para tomar o Bronx de volta e aquela área se tornaria o "Domínio" do Bando do Brujah AT, respondendo esses apenas ao próprio Bispo. Assim, Altobello faria as pazes com um grande aliado. O Lasombra repetiria esse processo com outras áreas da Grande Maçã, nomeando os Bandos mais notáveis e distribuindo áreas específicas. Manhattan, o centro do poder, e Little Italy, lugar que sempre manteve seu refúgio foram os únicos bairros que permaneceram sob sua guarda. Não apenas ganhou a amizade dos Bandos, como se certificou de que a cidade ficaria mais sólida e melhor estruturado, já que cada território estaria devidamente protegido por seus respectivos protetores.

Após anos de tranquilidade, Mama Too Too uma velha senhora mortal, misteriosamente perigosa a ponto do Arcebispo em pessoa o alertar quanto a ela, apareceu na cidade. Seus motivos são uma incógnita para Altobello, mas o Bispo não gostou nada disso. Apesar de aparentar ser uma velhinha inofensiva e simpática, o Lasombra sempre guardou maus pressentimentos sobre sua presença em sua Diocese. O primeiro sinal de que estava certo foi, após o sumiço de um de seus templários, encontrá-lo em companhia de Too Too. Um sanguinário Gangrel caçador de Feiticeiros, agindo como uma empregada doméstica para a velha. Não bastasse, Norma, uma antiga aparição que o auxiliou no passado encarnada e com um "filho de Altobello". A cereja no bolo, um Giovanni em sua Diocese. Tristan Thorn, mas tarde, descobriu se tratar de um vampiro que agia em conluio com o Ex-Príncipe Gorgonier e o Príncipe Fausto para retomar Nova Iorque. 

Os temores do Lasombra ganham força quando a mensagem de um espião da Mão Negra na Camarilla informa intenções de retomar a cidade. Mas Altobello não estava despreparado. Ele já cantava a pedra a muito tempo, desde quando se encontrou com o Giovanni pela primeira vez. Encomendou um grande arsenal para a batalha que sabia que viria, que mantem em um lugar estratégico, oculto dos olhares da polícia graças a Joey Quinn, que agora exerce grande poder na polícia de Nova Iorque. Seu irmão de guerra Gotkken também aguardava em stand-by. Havia o alertado sobre a possibilidade de agir em breve, e requisitado que reunisse suas tropas para um ataque eminente. O relembrou, principalmente, d'A Arte que o prometera. Promessa é dívida. Nesse tempo, também tratou de inserir espiões dentro da Bastarda. 

___

Zóio é Ductus de um dos Bandos mais notáveis de Nova Iorque. O Brooklyn está sob sua guarda. Jorge sabe que é um preço pequeno a se pagar em troca da cooperação de bom grado de Zóio. O Nosferatu AT tem uma rede de informações digna de Ancião. Nos últimos anos, o Nosferatu AT vem se mostrando de grande valia, tanto no serviço de espionagem e inteligência que presta, com espiões inclusive dentro da Bastarda, quando em seus conselhos que dispensam a pompa para lhe entregar a verdade pura aos ouvidos de Altobello.

A pedido de Altobello, Zóio adotou em seu Bando também o azarado Park Young-Lee ou, como é mais conhecido, Faker. Tudo indicava que Lee não passaria do primeiro mês. Seu corpo era frágil demais e suas habilidades sociais abaixo da média, mas foi esperto o bastante para mostrar a única coisa que sabia fazer bem a tempo de impressionar. Sua habilidade com computadores era surpreendente. Podia hackear qualquer coisa. Qualquer coisa. E obter informações, além de, claro, tomar o controle das máquinas. O Bispo tomou ciência de seus talentos e correlacionou suas habilidades com o Bando de Zóio. O Nosferatu AT seria responsável por lapidar as capacidades de Faker para que o Neófito pudesse se tornar uma peça ainda mais valiosa em sua Diocese.

Víbora Del Sangre é uma Sacerdote de renome. Seu Bando foi desfeito ainda no Caribe, lugar de onde veio. Os motivos apenas seus membros podem dizer. Além de um vasto conhecimento dos ritos da Seita, Altobello presenciou a Serpente da Luz executando certos truques que poderiam passar despercebidos pela maioria dos membros da Seita mas que saltaram aos olhos do Bispo. O Lasombra está certo de que se trata de Taumaturgia. Em se tratando do Guardião, tratou de deixa-la bem próxima a si, nomeando-a Sacerdote oficial da Diocese. Conforme crescia a confiança entre ambos, a vampira foi recebendo cada vez mais responsabilidades e poderes na Diocese de Altobello. Hoje ela é a responsavel pela parte burocrática do La Proposta e de sua Diocese, agindo como uma secretária para o Lasombra. Assuntos corriqueiros repousam sob a mesa de Víbora, apenas assuntos de grande relevância chegam a Jorge.

Irina é uma antiga Precursora do Ódio que buscou exílio em sua Diocese. Com o desaparecimento de Ortheos Fley, poderoso Precursor que servia o Sabá na região, Altobello sabe que pode contar com um par de mãos necromânticas dispostas à contribuir para sua Diocese. Especialmente agora com a ameaça de Tristan Thorn, seu antigo rival, e sua Camarilla. O Giovanni havia posto em seu encalço um poderoso caçador de vampiros, que apesar de mortal, contava com muitos recursos a sua disposição.

John Stewart, Brujah AT, Ductus de um Bando de renome e protetor do Bronx é um narcotraficante poderoso. Seu Bando é focado em poderio marcial e o próprio John utiliza seus lacaios criminosos como uma forte milícia. Altobello encarregou o Brujah AT e seu Bando de auxiliar Irina para eliminar o caçador que a incomodava. O Lasombra quer se certificar que a Necromante permanecerá servindo sua Diocese por bastante tempo.

Até mesmo a Mão Negra têm vez em Nova Iorque. Sob o comando de Darius Molotov (Provável alcunha de um Tzimisce com o nome há tempos esquecido), a Mão mantém uma base de operações nos arredores da cidade. A relação de Jorge e Darius é saudável e o Bispo busca não se intrometer no experimentos que o Demônio realiza no seu quintal. Em troca, Molotov oferece seu apoio marcial nas empreitadas que o Lasombra manda destinadas às cidades mais próximas sob o controle da Camarilla. 

Por último, mas não menos importantes, sua trinca de Templários formada por ex-membros de um Bando especialista na caça de Feiticeiros. Durante a tomada da cidade, acabaram cruzando com uma matilha Garou que acabou levando à morte-final quatro dos sete membros do Bando. Quando surgiu o convite para se tornarem os Templários de Altobello consideraram uma grande honra e aceitaram de pronto. São eles: Kitambi (Salubri AT), uma centrada seguidora da Trilha do Acordo Honrado, letal com a Katana, dominadora de Auspícios e Animalismo e sempre atenta aos perigos que podem ameaçar seu Bispo, costumava ser a Ductus do seu ex-Bando, antes da tragédia ocorrer; Ivan, o Estranho (Tzimisce Koldun), um russo barbudo e misterioso. Não é de falar muito. Mas dá conselhos pertinentes, quando resolve abrir a boca. Além de sua feitiçaria, ainda conta com seus carniçais revenantes e experimentos. Costumava ser o Sacerdote do antigo Bando; Jack Buffalo Head (Gangrel Urbano), outrora uma máquina de matar. Mercenário cruel e sangue frio. Tudo mudou quando passou alguns instantes com Mama Too Too. O antes assassino serial se tornou dócil e gentil. Altobello não sabe se pode continuar confiando no homem. Por enquanto ele ainda executa suas ordens, mas vem se tornando mais questionador com o passar dos dias. Jorge se pergunta até quando.

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Re: Children of Midnight - Nuit de la peste

Mensagem por Undead Freak em Seg Abr 10, 2017 11:17 pm

Ivan Markov (Hansolo)

Condomínio Markov, em algum lugar de Nova York. 07:30 pm.


Ivan tinha em mente expandir o seu império o quanto antes. Basicamente “clonar” o poder e a influência que possuia em território russo era a meta que tomava suas noites. No entanto, ele sabia que deveria agir com cautela e calma. Não é de agora que Nova York é um verdadeiro inferno quando se trata de máfias guerreando entre si. Irlandeses que lutam contra as famílias italianas da Cosa Nostra, que por sua vez lutam contra os chineses da tríade, que por sua vez lutam contra as poucas ramificações da Yakuza que estão em território americano.

“A Nova Peste Negra”

Ivan olhava com certa indiferença as notícias em um jornal quando esse título lhe chamou a atenção . Ele decidiu dar uma atenção especial a essa matéria. Não foi a primeira vez que o russo ouviu falar sobre essa nova peste. Já faz algumas noites que esse tema toma conta das mídias. Era o novo “boom” que estava garantindo a audiência dos noticiários.

“Um indigente, identificado como Carlson J. Raynolds, foi a vigéssima sétima pessoa a dar entrada no hospital geral do norte como vítima da nova peste negra. Assim como as demais vítimas, os médicos locais descreveram os mesmos sintomas: aumento de força física inexplicável, comportamento violento e até mesmo irracional e uma rápida degeneração física. A vítima começa a se deteriorar em velocidade assustadora, exibindo feridas pustulentas, cor amarelada e um odor fétido e insuportável. Com as mortes das outras vítimas, não tardará para que alguma pessoa insensível faça piada com a provável morte do senhor Raynolds, alimentando essa nova lenda urbana de extremo mal gosto, de que na verdade a nova doença é um mal demoní...”

Ivan é interrompido com o telefone tocando.

– Falo em nome de Dmitry – a voz é irreconhecível, propositalmente alterada com algum efeito de tom – Não posso falar nada por aqui, mas é importante que venha me ver. Estarei no armazém dezessete do porto até a meia noite.

O estranho então desliga bruscamente, e a noite se inicia…

Off: Sua primeira jogada é mais livre. São sete e meia e você tem muito tempo até a meia noite, portanto, não precisa ficar com pressa. Explore e se planeje à vontade.
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Re: Children of Midnight - Nuit de la peste

Mensagem por Han em Ter Abr 11, 2017 10:10 pm

Uma voz claramente alterada pelo um esforço notável me passava uma mensagem, e antes que eu pudesse dizer qualquer coisa o safado desliga na minha cara; mas confesso que o que acabo de escutar me deixa de certa forma empolgado. Ter de volta um membro da família e portador de um imenso poder seria muito útil. Mas contenho minha empolgação pois uma ligação de alguém desconhecido querendo me encontrar a meia noite num local afastado... sem dúvida muito suspeito. Mas vou arriscar.

   Meu "compromisso" é só daqui a 4 horas e meia, e eu tenho assuntos pessoais a resolver. Já é hora de agir, sair do anonimato. Tomar as rédeas dessa sociedade movida por impulsos fúteis e egoístas que a tempos venho observando das sombras. Pessoas essas que não são capazes de decidir seus próprios destinos, e necessitam de um líder. Esse é meu papel; assumir o controle e ditar as regras. Mas tenho que ir com cuidado, um vacilo e boto tudo a perder. Não existe máfia de um homem só, por isso, preciso de aliados em diferentes áreas e aos poucos ir aumentando os meus domínios.

   Depois de me vestir, (formalmente como todas as noites.) ordeno ao meu mordomo que falasse ao motorista para me esperar em frente a entrada principal  de minha mansão. Enquanto espero, desfruto do prazer de poder fumar um charuto cubano, ato que mantenho desde os tempos da faculdade e não tenho intenção de parar... entre uma tragada e outra, decidia onde exatamente iria primeiro. A vantagem de ter ficado observando  durante muito tempo, me poupa o trabalho de procurar os membros do submundo. Sei onde começar a busca de aliados para ajudar em meus interesses...(Raciocínio+Manha)
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Re: Children of Midnight - Nuit de la peste

Mensagem por Undead Freak em Qua Abr 12, 2017 11:48 pm

Brian James Fischer (Dylan Dog)




FdV: 06/06;
Vitalidade: Completa.


- Olá Libelle, boa noite - Ele sorri com a indireta da moça - Eu gosto de seguir a ordem da refeição direitinho. Por hora eu quero um café e bife da casa com batatas - Sim, ele parecia cansado, apesar de dormir profundamente Brian sentia que não estava descansando mentalmente, coisas da vida - Você eu prefiro de companhia e quem sabe de sobremesa - O Street Dog sorria enquanto coçava o olho cansado. Já havia caído de moto após beber e resolveu evitar acidentes particularmente estúpidos.

– É pra já, gato.

A garçonete volta com uma rapidez notável. Ela traz o pedido de Brian, faz um sinal para Gil “cobri-lá” por alguns instantes e se senta na frente de Brian, olhando de forma simpática e sorridente para ele – ainda assim, sem perder a expressão de interesse sexual.

– A companhia você conseguiu, agora a sobremesa… vai depender unicamente de você – diz ela, com uma piscadela.

Quando o café chega Brian não adoça, ele apenas olha Libelle nos olhos e diz - Movimentado hoje, não? - Dizia Brian para a garçonete enquanto indicava com o olhar o grupo de mafiosos, esperava que ela cantasse a bola de quem eram.
Ali permanecia até o final de sua refeição, com a sua atenção dividida entre a comida, a porta de entrada do restaurante e o grupo de mafiosos.

– Gente do patrão…
– diz ela em tom baixo, apesar de que o barulho do local não iria permitir que alguém ouvisse – Podem ser amigáveis, ou não… dependendo de quem seja. Algum interesse particular neles?

Brian demorou uns instantes para voltar a conversa. O café estava no ponto: nem forte, nem fraco, exatamente como ele gostava. Ele não sabia se era por causa da fome, mas aquele bife estava particularmente delicioso. Estava macio, suculento. Era carne de primeira qualidade, sem dúvidas. Quanto mais comia, mais o seu estômago roncava, querendo mais. A cafeína já começava a dar um “gás a mais” no organismo dele, quando notou os lábios carnudos da garçonete e seu olhar fixo nele.

– Dá gosto de ver um homem com um apetite tão...voraz!

Ele sentiu a perna da garçonete roçando na canela. Um movimento proposital, é claro. Nessa hora, Brian percebe que um dos homens olha para ele e, em seguida, cochica algo no ouvido de outro. O homem então se aproxima.

Mafioso:


– Com licença, eu posso?

O homem se senta e olha para a garçonete sem dizer nada. Constrangida, ela deixa a mesa imediatamente. O homem então se vira para Brian, sorrindo de forma amistosa.

– Então...street dogs, não é? Vou direto ao ponto, certo? Você parece um sujeito interessante, e quem sabe possamos nos ajudar. Don Carlo precisa de um favor, e ele sabe recompensar bem quem faz favores à ele. Interessado?
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Re: Children of Midnight - Nuit de la peste

Mensagem por Undead Freak em Qua Abr 12, 2017 11:54 pm

Jorge Altobello (Bispo)


Reserva de Sangue: 10/15.
Força de Vontade: 10/10.
Vitalidade: Completa.

Observação: Teste desnecessário de inteligência+manha. Sucesso automático.


Altobello havia planejado o que fazer. Foi sábio em ordenar que Fanucci fosse levado para o La Proposta. Ali, nenhum atacante ousaria fazer algo contra ele – nem mesmo mentir para ele. Enquanto “O Feio” dirigia, Altobello reunia com calma as memórias sobre a família Gambino.

A família Gambino era uma das cinco famílias de Nova York. Era uma das cinco cabeças da grande hidra chamada “Cosa Nostra”, que era como a temível máfia italiana é conhecida fora do velho país (Itália). Frank "Franky Boy" Calli era o atual Don da família. Até onde Altobello sabia, “Frank Boy” não era envolvido com o mundo das trevas. Ainda assim, ele deveria ser cuidado. A família Gambino estava entre as mais violentas das cinco famílias.

Assim que o carro para, “O Feio” abre a porta para Altobello. Sem perda de tempo, o bispo se dirige para o La Proposta com Quiin e Nico. A boate está como sempre, um movimento usual. Danças, stripers, drogas e, para os mais observadores, sangue… Altobello não perde tempo e se dirige ao seu escritório, onde sabe que encontrará Fanucci.  Chegando lá, Fanucci está sentado em uma mesa, sem nenhuma marca de agressão. Ele parece entediado, e não esta aparentando medo.

- Boa noite, Sr. Fanucci. Devo admitir, o Sr. tem bolas de vir até o meu território com armamento pesado e dizer que queria fazer uma "visita" a mim.

– Bolas não tem nada a ver com isso, estou apenas cumprindo ordens. E bem, saiba que se o senhor me matar… bem, não vai se beneficiar tanto quanto me deixar viver, isso eu garanto.

- Bom, digamos que eu tenho uma proposta... irrecusável. - Altobello gargalha com a referência do clássico filme de mafia, em clara ironia frente à situação presente. - Opção 1) O Sr. responde os meus questionamentos, e como sinal de boa vontade, eu finjo que nada disso aconteceu, você viverá sua vida normalmente; Opção 2) O Sr. se nega a me dar as respostas que quero ouvir e o Sr. Quinn procede com as acusações. Devo dizer que, prisão em flagrante com armamento restrito é algo que nem o melhor advogado que os Gambino podem pagar safará o Sr. dessa.

– Ah, isso é embaraçoso...

 - Me diga, Sr. Fanucci, quem encomendou o ataque e por quê?

– Aquele Willian trabalha para você, não é? Sinto muito te dizer, mas ele é uma besta. Não foi um ataque, foi uma proposta. As armas não eram para te matar, eram um presente de boa fé. Meu Don fala em nome de outro Don. Um Don de Milwaukee. Um don que está interessado em fazer uma parceria contigo.

Nesse momento o capo para de falar, e ao notar que todos se surpreendem com o que ele fala, ele continua.

– Me disseram para falar que o acordo vem de um arcebispo. Apenas me disseram que isso é um código e que você entenderia. É isso: Eu deveria lhe entregar as armas e falar da proposta em Milwaukee, mas o animal que trabalha para você estragou tudo. É isso. Ele disse que se você tiver interesse, deve contatá-lo por esse número.

O capo então tira um pequeno cartão e mostra para Altobello. Havia nele um número de celular.

– É isso. Posso ir agora?

Tudo isso era constrangedor, mas a verdade é que o italiano falava a verdade. Não havia ataque. Willian não acreditou nele e o prendeu.
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Re: Children of Midnight - Nuit de la peste

Mensagem por Undead Freak em Qua Abr 12, 2017 11:56 pm

Ivan Markov (Hansolo)


Reserva de Sangue: 10/15.
Força de Vontade: 7/7.
Vitalidade: Completa.


Teste de Raciocínio+Manha:
(Dificuldade 6): 8,3,10,8,10,6 – 5 Sucessos.


Ivan fumava tranquilamente o seu charuto, enquanto seu motorista o guiava quase que a esmo pela cidade. Foi bom ter passado um bom tempo observando, estudando e analisando o movimento da cidade, quem fazia o que, onde acontecia o que, etc. O Lasombra conseguiu os seguintes pontos de interesse na cidade.

I – Whitefish Bay.

Estaleiro de grande porte. Ivan percebeu, pela movimentação já manjada por ele, que o local funciona como uma enorme fachada para contrabando de armas.

II – Elm Grove.

Um centro grande de prostituição, além de conter propriedades valiosas. Aparentemente há uma forte atividade de tráfico por ali.

III – Thiensville.

Importadoras, companhias de taxis e bancos. Aparentemente um local ótimo para contrabando, lavagem de dinheiro e falsificação.

IV – Sussex.

Há uma concentração grande de prostituição e indústria pornográfica por ali. Além disso, algo muito estranho está acontecendo por lá, embora Ivan não saiba o que é – algo a mais, além da sujeira comum...

V – Pewaukee.

Bairro sujo, pobre e altamente violento. Grande concentração de viciados e assaltantes.

De todas essas áreas, apenas Pewaukee é considerada uma “área livre”. As demais tem uma grande concentração e domínio da cosa nostra (máfia italiana). Cada uma das áreas é controlada por uma família. Ivan precisa analisar bem suas próximas ações.
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Re: Children of Midnight - Nuit de la peste

Mensagem por Han em Qui Abr 13, 2017 8:52 am

De fato há muitas opções. Mas no momento a mais interessante sem dúvida é pewaukee. Não que seja grande coisa, mas é um começo. - Chofer, me leve até a região de pewaukee por favor! Não posso começar uma guerra sem exército, sei que os outros territórios são comandados por antigos chefões da máfia. Por isso preciso começar pelo começo. Apesar de ser conhecido pelo caos, com certeza pewake deva ter alguém no comando, um verme incompetente, mas tem. E é com ele que preciso falar. Pewaukee é um tabuleiro de xadrez sem rei e com peões em demasia. Não creio que será difícil toma-la...
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Re: Children of Midnight - Nuit de la peste

Mensagem por Bispo Altobello em Qui Abr 13, 2017 11:32 am

Não é do feitio de Altobello ser descuidado. Não chegaria até onde chegou se assim o fosse. Mesmo sabendo que o Don Gambino não guardava relação com o Mundo das Trevas, decidiu tratar com atenção a matéria, ainda que duvidasse que qualquer grupo mortal pudesse ser mais violento que o Sabá.

Marco Fanucci escreveu:– Bolas não tem nada a ver com isso, estou apenas cumprindo ordens. E bem, saiba que se o senhor me matar… bem, não vai se beneficiar tanto quanto me deixar viver, isso eu garanto.

- Matar o Senhor? - O tom do vampiro, uma oitava acima do usual, revela um misto de ofensa, surpresa e graça. - Por que eu mataria o Senhor, Fanucci? Assassinatos apenas restringem as possibilidades de negócios. E eu sou um homem de negócios. - Jorge sorri. Suas palavras são envolventes, ele definitivamente sabe falar bem, no entanto, não há consolo nelas. Pelo contrário, a Presença Sinistra do Lasombra faz a imaginação do mafioso trabalhar, conjecturando que tipo de situação favorável aos negócios do empresário poderia o colocar em situação mais desfavorável do que a morte.

Marco Fanucci escreveu:– Aquele Willian trabalha para você, não é? Sinto muito te dizer, mas ele é uma besta. Não foi um ataque, foi uma proposta. As armas não eram para te matar, eram um presente de boa fé. Meu Don fala em nome de outro Don. Um Don de Milwaukee. Um don que está interessado em fazer uma parceria contigo.

Nesse momento, o Bispo apenas lança um olhar para o Joey Quinn (Na verdade, o nome do Aliado policial é Joey Quinn. Willian é o Aliado traficante de drogas). É um olhar inquisidor, como quem espera uma resposta a altura da acusação. Após as devidas explicações, Altobello retoma. - Ora, ora... - O Guardião recebe a notícia e toma alguns instantes para processar, mas sua feição não melhora. - Deixe-me ver se eu entendi corretamente... O Senhor é interceptado pela polícia com armamento pesado e, mesmo sem ter certeza se a polícia trabalha para mim, cita meu nome...? - O vampiro pausa, dando tempo de Fanucci compreender seu erro. - Nico, não tem um mandamento que diz "Não entregar os outros para a polícia."? - Altobello é performático. Ao perguntar, faz uma careta, como se não estivesse entendendo mais nada. - O que o Senhor é, Fanucci? Um dedo-duro ou uma besta?

- Veja bem, Franky Boy é um velho conhecido e por isso deixarei que seus homens saiam livres. E você, no entanto, mostrará gratidão, toda vez que me ver se ajoelhará e beijará meus pés. (Dominação 2; -1FV para sucesso automático) - Jorge é um vampiro orgulhoso. Quando lida com um mortal, ele não espera nada menos do que completa submissão. São seres inferiores, afinal, e devem saber seu lugar. Ao dominá-lo para que beije seus pés, o Lasombra cria um gatilho que só pode ser desfeito por outro usuário de Dominação. - Isso é tudo. Sr. Quinn, faça vista grossa para os homens dos Gambino. 

O Bispo espera Gambino sair da sala e chama a atenção do policial. - Não leve as armas para o arsenal, faça com que chegue até John Stewart. - Altobello não sabe quais as intenções por trás da doação, mas duvida que seja puro altruísmo. Se há rastreadores escondidos nas armas, poderiam encontrar seu arsenal e o prejuízo seria milionário. Melhor é entregar para o Brujah AT, seria um reforço na caça ao caçador que está no rastro de Irina e um reforço na gratidão daquele Bando. E se os Gambino tentassem qualquer coisa seguindo as armas, iriam se deparar com o terror no território do Bruto. Nico também é dispensado e instruído a ficar por perto. O Guardião precisava de privacidade para a ligação que estava prestes a fazer. E então discava o número que estava no cartão entregue por Fanucci

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Re: Children of Midnight - Nuit de la peste

Mensagem por Dylan Dog em Qui Abr 13, 2017 4:17 pm

O café era ótimo e a comida melhor ainda. Sim, que bife, e a companhia não era nada mal também - Não é nada, só gosto de saber quem são os que me cercam - Ele faz uma pausa e olha de forma sensual para Libelle - E algumas pessoas eu gosto que fiquem beeem mais perto de mim - Ele por fim sorri sem mostrar os dentes.


Quando o mafioso se aproxima Brian fica temeroso por um instante ou dois, antes que a garçonete saia ele lhe dá um papel com o telefone de contato dele - Quando você estiver com tempo me dê um toque - Ele finaliza com uma piscadela para a moça enquanto ela some dali.
Agora com a atenção totalmente voltada para o homem, Brian muda o semblante pra um bem sério - Boa noite senhor… - Ele faz de propósito esperando ouvir um nome - Tenho interesse sim, mas gostaria de saber qual o serviço antes de poder sair dando minha palavra de que cumprirei. Eu zelo pela minha reputação e se não julgar que dou conta de um trabalho não tenho vergonha em recusar, meu medo é não poder cumprir com um contrato - Sorria com os olhos por fim enquanto tomava um gole de café.


- A propósito… O nome é Brian, mas pode me chamar de Dog se preferir - Repousava a caneca de café sobre a mesa e sacava um guardanapo para limpar a boca.
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Re: Children of Midnight - Nuit de la peste

Mensagem por Undead Freak em Seg Abr 17, 2017 7:16 pm

Brian James Fischer (Dylan Dog)


FdV: 06/06;
Vitalidade: Completa.


- Boa noite senhor… -


- Victório, mas me chame de Vito, sim?


- Tenho interesse sim, mas gostaria de saber qual o serviço antes de poder sair dando minha palavra de que cumprirei. Eu zelo pela minha reputação e se não julgar que dou conta de um trabalho não tenho vergonha em recusar, meu medo é não poder cumprir com um contrato - Sorria com os olhos por fim enquanto tomava um gole de café.

Vito deu um sorriso. Aparentemente tinha gostado de Brian. Ele então se aproxima mais dele, na intenção de falar mais baixo.

– A situação é simples, ao menos na teoria. Alguém está perturbando demais o meu patrão. É alguém com poder e… bem, digamos que não é uma hora muito discreta para o meu chefe resolver a coisa por conta própria. Também seria muito ruim para ele se um dos seus próprios homens o fizesse. Entendeu a jogada?

Vito então olha para os lados, coloca as mãos entrelaçadas sob o queixo, como se segurasse a cabeça com elas.

– Vou direto ao ponto, Dog: queremos que você mate alguém. Pode fazer isso? A recompensa é boa, e os meios para o trabalho nós forneceremos.

Ivan Markov (Hansolo)


Reserva de Sangue: 10/15.
Força de Vontade: 7/7.
Vitalidade: Completa.


Off: Houve um engano com os nomes. Eu troquei os mapas quando falei eles. Os nomes dos locais são, na verdade Red Hook, East Flatbush, Forest Hills, Glendale e Brooklyn. A sua área de interesse é essa última.


Seguindo a ordem, o chofer leva Ivan até a área do Brooklyn.


O local era decadente. Haviam gangues e guetos para todos os lados. Em cada esquina algum ladrão espreitando ou traficante esperando algum cliente. Muita sujeira, barulho e carros com hip hop no último volume. Era uma poluição visual, sonora, espiritual e em todos os demais sentidos. Era um território de gangues. Gangues podem não ter a mesma organização, riqueza ou inteligência que a máfia, mas são igualmente violentas.

– Senhor, tem certeza que é uma boa ideia trafegarmos por aqui?

O chofer estava nitidamente preocupado. Ivan, um russo, um gringo andando por ali, deveria ter muito cuidado com os seus próximos passos.

Jorge Altobello (Bispo)


Reserva de Sangue: 10/15.
Força de Vontade: 09/10.
Vitalidade: Completa.


- Matar o Senhor? - O tom do vampiro, uma oitava acima do usual, revela um misto de ofensa, surpresa e graça. - Por que eu mataria o Senhor, Fanucci? Assassinatos apenas restringem as possibilidades de negócios. E eu sou um homem de negócios. - Jorge sorri. Suas palavras são envolventes, ele definitivamente sabe falar bem, no entanto, não há consolo nelas. Pelo contrário, a Presença Sinistra do Lasombra faz a imaginação do mafioso trabalhar, conjecturando que tipo de situação favorável aos negócios do empresário poderia o colocar em situação mais desfavorável do que a morte.

O mafioso não responde. No entanto, é evidente que ele tenta disfarçar o desconforto que sente com uma postura indiferente.

Quando o capo explica a situação a Altobello, este olha para Quinn, como se esperasse a sua desculpa. Afinal de contas, Quinn fez uma cagada. Não havia como negar.

– E o que você esperasse que eu fizesse, Fanucci?! Você me aparece aqui com uma porra de um arsenal e fala que vai fazer uma visita ao senhor Altobello. Queria o que? Que eu concordasse e falasse “Ah, sem problemas. Vai lá e manda um ‘oi’ por mim”? Vai a merda, italiano.

- Ora, ora... - O Guardião recebe a notícia e toma alguns instantes para processar, mas sua feição não melhora. - Deixe-me ver se eu entendi corretamente... O Senhor é interceptado pela polícia com armamento pesado e, mesmo sem ter certeza se a polícia trabalha para mim, cita meu nome...? - O vampiro pausa, dando tempo de Fanucci compreender seu erro. - Nico, não tem um mandamento que diz "Não entregar os outros para a polícia."? - Altobello é performático. Ao perguntar, faz uma careta, como se não estivesse entendendo mais nada. - O que o Senhor é, Fanucci? Um dedo-duro ou uma besta?

– Me disseram que a polícia trabalhava para o senhor. Por isso não achei que esse idiota iria me parar
– Quinn responde levantando o dedo do meio.

- Veja bem, Franky Boy é um velho conhecido e por isso deixarei que seus homens saiam livres. E você, no entanto, mostrará gratidão, toda vez que me ver se ajoelhará e beijará meus pés.


De uma forma mecânica e estranha, Fanucci obedece. No entanto,e o que é mais bizarro, ninguém acha estranho tal comportamento.

- Isso é tudo. Sr. Quinn, faça vista grossa para os homens dos Gambino. 


Altobello deixa claro suas próximas ordens. Quinn envia o arsenal para Stewart e Nico se mantêm de prontidão. Conforme o número é discado, uma voz suave, quase como a de um galã, atende. Era alguém que já esperava a ligação.

– Ah, senhor Altobello! Boa noite! Me perguntava quanto tempo levaria para o senhor me contatar.
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Re: Children of Midnight - Nuit de la peste

Mensagem por Han em Ter Abr 18, 2017 7:39 am

- Sério? É pra isso que eu te pago um gordo salário? Para me aconselhar? Eu não me lembro de ter pedido o seu conselho motorista. Por favor, não cometa esse erro novamente. Apenas dirija. Preciso arrumar outro motorista...

   Esses bandidinhos não me impressionam. Quero o manda chuva. Preciso ter-lo em minhas mãos... caso ofereça resistência, posso deixar o cargo dele em aberto hahaha. Mas prefiro a primeira opção, me poupara tempo e esforço. e além do mais ele já esta habituado com o procedimento do brooklyn.

   - Quero que me leve direto a esse endereço... Meu tempo de observação me poupa a procura. Conheço bem as ruas dessa cidade, e sei com quem falar. (Raciocínio/Manha) - E vê se anda mais rápido, está muito devagar para o meu gosto. Minha avó dirigia mais rápido do que o sr... Definitivamente eu quero trocar de motorista...
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Re: Children of Midnight - Nuit de la peste

Mensagem por Dylan Dog em Ter Abr 18, 2017 2:10 pm

Brian escuta atentamente a proposta de Vito.

Assassinato nunca foi algo que cogitou, na verdade, Fischer não se considerava alguém violento, mas por algum motivo sentia certos impulsos... "não naturais".

A chance de poder eliminar alguém o excitava, mas ao mesmo tempo ela não queria pegar o trabalho, surgia um conflito interno. Tirar a vida de alguém por dinheiro parecia divertido, ao menos era como se algo sádico falasse bem baixo em seu ouvido que aquilo era o natural, mas quem ele é hoje não concordava.

Pousando a caneca de café sobre a mesa e levando a mão direita ao queixo ele se detêm por alguns instantes pensando - Hmmmmmm... - Ele contempla a situação e sente a confusão no seu interior.

- Vito, eu não trabalho com esse tipo de serviço, ainda que isso possa ser resultado de algum dos meus trabalhos, eu trabalho especificamente com "aquisição de bens". Todavia me tenta a possibilidade, talvez seria um desafio da carreira por assim dizer - Definitivamente Brian não tinha o linguajar ou os modos dos bandidos de seu nível, na verdade isso era extremamente estranho, afinal ele tinha uma postura muito mais parecida com a de um homem de negócios, era quase como se ele não devesse ser o que é.


- Supondo que eu aceite, vocês forneceriam algum equipamento à mim? Digo, não vou envolver meus rapazes nisso, eu mantenho a ética da street dogs, mas eu em separado posso fazer, como disse, um desafio para minha carreira - As palavras, a dicção, tudo era preciso e polido como se Brian fosse... Advogado?

A Street Dogs era uma gangue de roubo/furto de carga, era especialistas nisso, mas o que Brian propunha era que ele sozinho realizasse o serviço como um mercenário autônomo a fim de proteger a integridade mental dos seus parceiros.
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Re: Children of Midnight - Nuit de la peste

Mensagem por Bispo Altobello em Sab Abr 22, 2017 1:39 pm

- Boa noite, Sr. Arcebispo... - Altobello se esforça para puxar na memória o nome do Arcebispo responsável por Milwakee (Inteligência + Cultura do Sabá/Status no Sabá) - Prezo pela celeridade nos negócios. Além do mais, estou curioso com a proposta que o Sr. possa fazer, visto que me parece muito bem equipado. - É comum que outros líderes do Sabá busquem os serviços do Bispo, tendo em vista o desconto camarada que ele concede em troca de simpatia, no entanto, o carregamento que o vampiro mandou entregar para o Lasombra demonstra que esse não seria o caso dessa vez.

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Re: Children of Midnight - Nuit de la peste

Mensagem por Undead Freak em Sab Abr 22, 2017 7:54 pm

Pessoal, amanhã terei que viajar, portanto infelizmente terei que dar uma pausa na narrativa, visto que ficarei sem acesso a internet. Em uma semana eu retorno, e então prosseguiremos.

Grato pela compreensão.
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Re: Children of Midnight - Nuit de la peste

Mensagem por Han em Sab Abr 22, 2017 10:28 pm

off: nossa poderia pelo menos deixar os turnos, ta parado demais Sad
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Re: Children of Midnight - Nuit de la peste

Mensagem por Undead Freak em Seg Maio 08, 2017 7:08 pm

Brian James Fischer (Dylan Dog)




FdV: 06/06;
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- Vito, eu não trabalho com esse tipo de serviço, ainda que isso possa ser resultado de algum dos meus trabalhos, eu trabalho especificamente com "aquisição de bens". Todavia me tenta a possibilidade, talvez seria um desafio da carreira por assim dizer - Definitivamente Brian não tinha o linguajar ou os modos dos bandidos de seu nível, na verdade isso era extremamente estranho, afinal ele tinha uma postura muito mais parecida com a de um homem de negócios, era quase como se ele não devesse ser o que é.

Vito escutou atentamente e de forma calma, sem esboçar nenhuma reação. Tirou uma caixa fina de ouro do paletó e dela tirou um cigarro de cravo e o acendeu. O cheiro era bom, adocicado e suave. Não havia dúvidas que essa gente, esses carcamanos ganhavam bem. Talvez isso tenha "atentado" o lado negro de Dog, que via a oportunidade como algo cada vez mais interessante.

- Supondo que eu aceite, vocês forneceriam algum equipamento à mim? Digo, não vou envolver meus rapazes nisso, eu mantenho a ética da street dogs, mas eu em separado posso fazer, como disse, um desafio para minha carreira - As palavras, a dicção, tudo era preciso e polido como se Brian fosse... Advogado?

Vito sorriu de forma camarada e fez um sinal positivo com a cabeça.

- Você seria como um associado, entende? Não seria um "homem feito", um "soldato", mas sim alguém que tem a nossa simpatia, um amigo. Trabalharia por fora. Vou chamar aqui o meu "capo" e ele te dá os detalhes, sim?

Vito acenou com a cabeça e um outro homem do grupo veio até eles. Era muito bem vestido, como Vito.



- Esse Sonny Boy, o meu "caporegime" -- apresentou Vito.


Dog poderia se sentir um pouco perdido nessa terminologia da máfia, mas entendeu que Sonny Boy estava um degrau acima de Vito na hierarquia da "família".

- Muito prazer, senhor. Desculpe ser tão afobado, mas é algo que realmente precisamos resolver rápido. O que você já adiantou para o rapaz, Vito?

Vito disse brevemente o que estavam conversando e Sonny respondeu com um sorriso simpático. Sonny era educado e simpático, como Vito. Obviamente Dog sabia como a máfia agia e que esses homens não deveriam ser tratados de forma alguma como bons samaritanos inofensivos. Eram brutais, quando necessário. Dog sempre deveria ter isso em mente, apesar de saber que não corria perigo com eles naquele momento.

- Vou dar os detalhes, agora que Vito lhe disse do que se trata. Te pagamos duzentos mil pelo serviço, e oferecemos o armamento e tudo o que for necessário para o serviço. As condições são que você faça sozinho e faça de forma rápida. Fique de boca fechada e não seja pego. Caso seja pego, jamais diga nada. Se tudo der certo, poderemos periodicamente lhe oferecer um serviço ou pedir algum favor como um associado e amigo da família.

Dog ouvia coisas interessantes. Ele sabia como mafiosos davam valor a favores, o que queria dizer que uma mão lavava a outra. Hoje ele faria um favor e amanhã poderia pedir um favor. Ele sabia que ser um amigo de gente assim poderia ter muitas vantagens. As coisas ficavam cada vez mais tentadoras.

- Vito e eu precisamos saber, antes de irmos adiante. Você está dentro?


Jorge Altobello (Bispo)


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- Boa noite, Sr. Arcebispo Baltus. Prezo pela celeridade nos negócios. Além do mais, estou curioso com a proposta que o Sr. possa fazer, visto que me parece muito bem equipado. - É comum que outros líderes do Sabá busquem os serviços do Bispo, tendo em vista o desconto camarada que ele concede em troca de simpatia, no entanto, o carregamento que o vampiro mandou entregar para o Lasombra demonstra que esse não seria o caso dessa vez.

- É uma pequena tradição interna aqui em minha cidade. É um ato de boa fé, por assim dizer. No entanto, os negócios dessa vez são ordens. Ordens globais, que todos nós transmitimos. As ordens, no entanto, são físicas. Brinquedos. Não brinquedos como os que eu lhe enviei, mas brinquedos que farão o senhor não precisar de mais nada, nunca mais.

Aquela conversa soava um tanto estranha e confusa. No entanto, Altobello não precisou perguntar. Baltus, supondo que o tom do diálogo estava obscuro, decidiu esclarecer logo as coisas.

- A Mão Negra produziu uma nova arma em larga escala. Uma arma biológica. Envolveu o trabalho de vários clãs aliados. Cada arcebispo e cada bispo estará recebendo sua "remessa" para administrar em seu território. Obviamente a arma é para fazer o que sempre fizemos: exterminar a Camarilla de uma vez por todas. Não sei como anda a força da torre em sua cidade, bispo Altobello, portanto não vou me atrever a dizer como o senhor deve administrar a sua parcela desse novo "brinquedo", basta apenas que o senhor saiba que a sua carga partiu daqui a um tempo, e deve estar chegando no porto popular de sua cidade essa noite ainda. Qualquer dúvida, fique à vontade para me contatar de novo. No entanto, creio que o senhor gostará de investigar por conta própria, por diversão, não? Minha pista é: procure por um recente surto de peste em minha cidade, há há! Boa noite.

O tzimisce desligou. Foi uma notícia um tanto inesperada e curiosa. Uma nova arma biológica no porto? Uma arma que promete acabar com a Camarilla de uma vez por todas? Parecia algo exagerado, algo bom demais para ser verdade, mas por que um arcebispo brincaria com isso?

Off: Você não precisa ir imediatamente ao porto. Pode resolver antes qualquer pendência ou fazer qualquer coisa que desejar.
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Re: Children of Midnight - Nuit de la peste

Mensagem por Dylan Dog em Qui Maio 11, 2017 4:24 pm

- Hmmm, compreendo - Brian assente com a cabeça e então Vito o apresenta a Soony.

- É um prazer conhecê-lo, senhor Sonny - Dizia Brian enquanto se levantava e estendia a mão para cumprimentá-lo cordialmente.

Ele escuta atentamente o que Sonny tinha a dizer e então confirma sua participação - Estou dentro, mas só posso saber que equipamento usarei depois de me dizerem qual a praga pretendem eliminar.

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Re: Children of Midnight - Nuit de la peste

Mensagem por Bispo Altobello em Seg Maio 15, 2017 4:54 pm

A explicação de Baltus trazia mais dúvidas do que respostas na mente de Altobello. Se alguém manda uma arma química para o seu quintal sem instruções detalhadas de como usá-la, esse alguém deve ser considerado um aliado ou um inimigo? A resposta soa óbvia para Jorge. (Se haver possibilidade de perguntar ao Arcebispo) - Qual é a forma de contágio dessa doença? Ela atinge vampiros e outros seres sobrenaturais? Como? Há uma cura? Qual?

Assim que o Tzimisce desliga o telefone, o Bispo põe a fazer suas ligações. Usaria sua influência, e se necessário recorreria a seus aliados, a fim de suspender o atracamento de novos navios ao porto da cidade. Enquanto não obtivesse as respostas que procurava não seria seguro para ele e a sociedade vampírica local que a arma fosse descarregada. (Manipulação/Carisma + Influência 3/Aliados 3)(Desconsiderar, caso o Arcebispo tiver fornecido as respostas)

Em seguida, posicionou-se a frente do seu computador do escritório, e acessou as páginas dos maiores veiculadores de informações do país, procurando por notícias do "surto" em Milwalkee. Buscaria as informações pertinentes e procuraria casos em Nova Iorque. (Caso Altobello não tenha conseguido fazer as perguntas para Baltus) Ligaria para Darius o Dominante da Mão Negra em Nova Iorque e o questionaria sobre a arma que a Mão desenvolvera, fazendo as mesmas perguntas que teria feito ao Arcebispo. A comunicação entre Molotov e Altobello era saudável e estavam ligados por Valderie de modo que, a príncipio, não havia razão para esconder informações.

Por último, reuniu sua trinca de Templários e preparou-se para ir até o porto.

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E lá, mais alto que as nuvens, serei como o Altíssimo." 
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Re: Children of Midnight - Nuit de la peste

Mensagem por Undead Freak em Qua Maio 17, 2017 6:00 am

Brian James Fischer (Dylan Dog)

FdV: 06/06;
Vitalidade: Completa.


- Estou dentro, mas só posso saber que equipamento usarei depois de me dizerem qual a praga pretendem eliminar.

Sonny boy se aproximou ainda mais de Dog, tirou uma foto velha, meio desbotada, onde um homem gordo aparecia.



- O nome dele é Bruno. Ele ocupa uma posição similar a minha dentro da nossa família, mas começou a agir estranho a algumas semanas. O chefe suspeitou e mandou alguns homens "sondá-lo". É, você sabe, interceptar ligações, espionar e-mails, essas coisas. Ele está conspirando com uma família rival para prejudicar os nossos negócios. Nós sabemos, mas ele não sabe que nós sabemos, então o chefe deu um trabalho falso para ele, supervisionar uma transação de armas no porto.

Sonny sorriu de um modo sarcástico, sacana.

- A parte interessante é essa: não tem transação nenhuma, e é aqui você entra. Ele não vai ter ninguém protegendo ele. Não vai estar esperando. Bem, já que está dentro, vamos adiantar as coisas, sim? Vamos até o nosso depósito, e lá você vai poder escolher o seu equipamento.


Dog sentiu que podia confiar neles. De alguma forma, ele sabia que esses caras estavam falando a verdade, portanto concordou. Vito, Sonny e Dog deixaram o local. Havia uma bmw muito bonita, cor prata, do lado de fora. Vito abriu a porta de trás para Dog e tirou uma venda do bolso.

- Olha, cara. Eu sinto muito, mas vou ter que te vendar até chegarmos, ok? Vamos entrar em um depósito da família, então um cara de fora não pode saber o caminho. Relaxa, não vou amarrar suas mãos nem nada disso, mas é só uma precaução. Regras, entende?

Dog não criou caso. Sabia que essas coisas eram assim mesmo. No lugar de Vito, teriam feito o mesmo. Vito vendou ele e entrou na parte de trás do carro, para garantir que ele não mexeria na venda durante o caminho. Sonny deu a arrancada e, pelo o que ele pôde perceber, chegaram no lugar em menos de vinte minutos.

- Agora vem comigo, assim. Cuidado com a porta, isso... - Vito o conduzia de forma gentil, como se estivesse realmente conduzindo um cego. Quando cruzaram a porta, Vito tirou a venda. Dog via uma escada estreita de metal e uma porta verde de madeira no fim. Vito fez sinal para ele descer, e ele desceu acompanhado por Vito e Sonny logo atrás.

- Pode abrir, Dog. Está destrancada.


Quando Dog abriu a porta, quase pulou com o susto. Era a primeira vez que via tantas armas juntas em um único lugar.



Dog percebeu que, pelo olhar, os dois mafiosos haviam achado a reação dele divertida.

- Pegue o que precisar. Quando estiver pronto, te levaremos ao porto para você fazer o trabalho. - disse Sonny boy.

Off:

Lista de armas disponíveis:


Pistola H&K USP .45.
Revólver S&W .500 (Magnum .50).
Pistola Beretta .9mm
Revólver Colt Anaconda (.44 Magnum)
Espingarda AA12 (automática).
Fuzil M4A1 556.
Fuzil AK-47 762.
Submetralhadora mp7.
Pistola Desert Eagle (.50 AE).
Granadas de fragmentação.
Granadas incendiárias.
Granadas flashbang.
Granadas de fumaça.
Coquitéis molotov.
Revólver Tauros .38 spl.
Pistola Glock 22 .40
Revólver Ruger Redhawk .45
Pistola Ruger LCP II
RUger GP100 .22 LR
Escopeta Mossberg 590
Metralhadora M60
Metralhadora Minigun.
Escopeta DP-12.
Pistola Colt 1911 .45
Pistola Glock 40 10mm
Fuzil Ruger SR 7.62
Submetralhadora Uzi 9mm.
Dinamite
Explosivo C4.
Lança Granadas M203
Submetralhadora M11.
"Lupara" (Famosa 12 de cano serrado).
Escopeta Chiappa Triple (cano triplo)
Fuzil SMI 300.
Fuzil Steyr AUG.
Fuzil FN Fal.
Escopeta UTS 15.
Metralhadora DShK.
Metralhadora M240.
Submetralhadora H&K UMP .45
Lança-Chamas XM42.
Lança-Chamas X15.
RPG (Lança foguetes).
Bazooka AT4.
Lança-Granadas M79.


Amanhã estarei postando a parte do Altobello. Tenho de terminar uns detalhes na parte dele ainda.
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Re: Children of Midnight - Nuit de la peste

Mensagem por Dylan Dog em Qua Maio 17, 2017 7:48 pm

Dog observava a foto e escutava a explicação atentamente.


- Perfeitamente, tenho algumas perguntas mas prefiro fazê-las em outra lugar - O líder da Street Dogs só havia chegado lá por ser um homem cauteloso, não era um cara de porte físico avantajado, mas possuía crédito por seus trabalhos.

No carro ele não se nega a ser vendado, era costume, na verdade ele até oferece a cabeça para proporcionar confiança a quem o estava vendando. Já no caminho ele pergunta…

- No porto? Que horas exatamente? Qual a parte? Como ele vai supervisionar uma transação sem ter segurança? - As perguntas eram uma precaução, mesmo que seu contratante fosse confiável ele parecia ter deixado passar algo, Brian não deixaria.

Chegando ao local, Brian era guiado para fora do carro e para dentro do suposto depósito. Ao ter a venda retirada Brian piscou pesado enquanto seus olhos se acostumavam com a luz. Dog olha ao redor instintivamente para localizar Vito e Sonny e então segue pelo caminho indicado. Ele abre a porta…



Dog se surpreende com o número e variedade de armas e munição, o espanto inicial é engraçado aos olhos dos mafiosos. Dog, não perde tempo e como se fosse uma criança em uma loja de doces começa a examinar qual equipamento usaria, mas por um minuto sua mente se nubla…


Ele enxergava a mulher de antes, a maldita que o fez cair nessa vida. Ela estava em um depósito de armas com ele… Brian escolhia armas como se fosse matar um pelotão e não servir de segurança. Seus sentidos ficam turvos por um instante e ele se vê novamente no depósito de Vito e Sonny, diante dele estam uma C4, um Fuzil Ruger SR 7.62, uma pistola Desert Eagle (.50), um colete, munição, uma granada de fumaça e uma flashbang. Fora tudo automático. Ele não se lembrava de pegar, era como se tivesse feito aquilo dezenas de vezes, mas não se lembrava de quando.


- Ele some com a C4, o resto é só pra garantir caso algo fuja do planejado… Eu devolvo o que não usar - Ele falava com um tom frio, diferente do que tinha anteriormente, nem ele se reconheceu por um momento. Era como se aquilo tudo fosse natural para ele, mas quando isso havia acontecido antes? Ele não se recordava.



O PLANO





A ideia era chegar 2 horas antes do encontro marcado e observar se o local era comumente usado, assim observaria marcas de pneu para poder prever onde Bruno estacionaria e assim instalar de forma discreta a C4 para depois detonar quando o carro estivesse em posição. Só se ele tivesse um tanque de guerra para sobreviver, ainda assim, Dog estaria de campana em algum ponto não muito longe do carro, com o fuzil (com mira telescópica) para executar Bruno caso ainda estivesse vivo. As granadas e a pistola eram para um caso extremo, se algo saísse muito do normal e fosse necessário improviso.


OFF: Considere o plano sendo executado, se por um acaso algo der errado eu pratico minhas ações dali.
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Re: Children of Midnight - Nuit de la peste

Mensagem por Undead Freak em Sex Maio 19, 2017 4:04 am

Jorge Altobello (Bispo)

Reserva de Sangue: 10/15.
Força de Vontade: 09/10.
Vitalidade: Completa.


Altobello voltou-se ao seu computador, seguindo a dica Arcebispo. Não houve oportunidade de questionar mais o Tzimisce, então ele decide expandir por conta própria a quantidade de informações a respeito dessa nova arma. Por alguma razão, Altobello não confia totalmente nas intenções do Arcebispo.

Off: Raciocínio(4)+Computador(0) - dificuldade 6: 2 sucessos.

O bispo faz uma pesquisa mais "incomum" sobre esse assunto. Nos grandes sites de pesquisa, ele encontra matérias envolvendo uma doença, de rápido contágio, que de alguma forma está vinculada a assassinatos brutais e pessoas se comportando de forma agressiva e até mesmo criminosa em grande escala. Parece uma forma de raiva, porém muito mais potente e contagiosa. No entanto, como toda grande mídia tem o péssimo hábito de ser superficial (ou seja, controlada) em notícias como essa, o bispo tem a ideia de buscar na deepweb algo relacionado a isso. Em um fórum obscuro, muitas camadas além do basicão "tor", um usuário de apelido Xd1z!, supostamente um morador da cidade do Arcebispo, alega que o surto é causado pelo contato com seres enormes e deformados. Pessoas podres e alteradas, que fedem de forma terrível. O usuário também postou uma foto, de uma dessas supostas criaturas.


O usuário diz que isso se trata do fim dos tempos, e não de uma arma química do governo. Ele afirma, no último parágrafo da postagem "Se avistar uma dessas criaturas, jamais tente confrontá-las. Fuja o mais rápido possível para longe. Se for contagiado, a mutação se inicia em segundos. Há boatos de que elas soltam um gás que também propaga o contágio. Isso é o inferno sobre nós!".

Aparentemente o Arcebispo não estava brincando -- e nem deveria mesmo, afinal. No entanto, a notícia deixa Altobello mais receoso do que feliz. Ainda tentando obter uma sensação de segurança com tudo isso, ele liga para Darius. Uma saudação rápida e formal de ambas as partes, e Altobello vai direto ao assunto, mostrando urgência em saber sobre a nova arma.

- Qual é a forma de contágio dessa doença? Ela atinge vampiros e outros seres sobrenaturais? Como? Há uma cura? Qual?

- Bem, vamos lá, Bispo... Pelo o que foi me passado, qualquer ferimento feito pela criatura é o suficiente para iniciar o contágio. As criaturas também, pelo o que parece, expelem uma espécie de gás nojento que pode iniciar o contágio pelas vias respiratórias. E, por sorte nossa, vampiros são os únicos seres não afetados. Aparentemente o vírus, ou seja lá o que for, precisa de um organismo vivo para se propagar. Fiquei sabendo que um Arcebispo do México tem um monte de lobisomens infectados servindo a ele. Quanto a cura... bem, creio que não haja. Nada me foi dito, pelo menos. As únicas instruções que todos recebem é: faça com que bebam do seu sangue por três vezes. Isso qualquer um adivinharia.

Não havia mais o que pesquisar, estudar ou procurar. Altobello deveria ver isso com os seus próprios olhos, afinal esses monstros agora eram propriedade dele. Ele reuniu os seus homens, seus templários, e foi até o porto.

Meia hora depois...

Altobello aguardou dentro de seu carro. Levou algum tempo para o navio aparecer e ancorar. Quando chegou, toda a carga começou a ser despejada e transportada para os armazéns. Do carro, Altobello pôde ver diversos containers. Eram enormes, de metal reforçado. Todos eles tinham o seu nome pintado (mais uma cortesia do Arcebispo, provavelmente). Jorge deixou o carro com seus templários quando os homens do porto terminaram de descarregar e transportar todos. Dentro do armazém, próximo aos containers de Jorge, um homem (obviamente um cainita), aguardava pacientemente enquanto o Bispo se aproximava.


- Bispo Altobello, eu presumo?


O homem entrega uma carta selada com o símbolo e a assinatura do Arcebispo. Ao quebrar o lacre, Jorge lê em uma caligrafia artística e antiga, as mesmas palavras que Darius havia dito.

Faça com que bebam do seu sangue por três vezes.

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Re: Children of Midnight - Nuit de la peste

Mensagem por Bispo Altobello em Ter Maio 23, 2017 12:02 am

Altobello já esperava que a mídia de veiculação em massa seria superficial, e tem certeza que tinha dedo da Camarilla ou até mesmo do próprio Sabá na ocultação de informações que poderiam quebrar a Máscara. Mesmo assim, já foi o bastante para instigar sua curiosidade. Uma doença capaz de fazer com que as pessoas entrasse em um estado de fúria incondicional a ponto de matar umas as outras? Precisava saber mais. Acessando a Deep Web encontrou relatos mais esclarecedores. Aparentemente quem quer que seja contaminado se transforma em um monstro enorme em estado de decomposição. Um zumbi gigante. Um frio corre pela espinha de Jorge. A mera possibilidade de isso ser capaz de o transformar em um ser não-pensante e primitivo como a criatura descrita, faz os pêlos da nuca do vampiro eriçar.

Precisava de qualquer forma se certificar de sua desconfiança, então decidiu ligar para o membro da Mão Negra mais próximo de sua Diocese, Darius. A conversa que teve com o Tzimisce foi reconfortante. Vampiros não são afetados, o que significa que se bem administrado, poderia lançar uma cidade da Camarilla em caos total, abrindo oportunidade um golpe fatal desferido pelo Sabá. Por outro lado, conter a doença depois de administrado, poderia se provar um desafio bastante complexo. Valeria a pena destruir a Camarilla com uma arma que não é possível controlar? - Menos mal. Bom, o maior desafio é conter essa arma depois que jogarmos contra a Camarilla. Imagino que o Laço não seja passado para as hordas que forem criadas pelos primeiros lacaios, de modo que isso pode acabar se espalhando mais rápido do que podemos dar conta. - O Bispo pondera e questiona em seguida. - Imagino que os desenvolvedores não chegaram a pensar no que fazer depois que a doença se espalhasse e se voltasse contra nós mesmos, né?

O Lasombra preferiu não envolver mortais. Se alguma coisa saísse de controle, ter possíveis novos hospedeiros para a doença só atrapalharia. Dessa forma, levou apenas seus 3 templários, Ivan, Kitambi e Jack. No caminho para o porto, decidiu que já que teria que alimentar as bestas com seu sangue, seria bom se se alimentasse antes e/ou tivesse uma reserva pra mais tarde, de modo que pediu que Jack encostasse quando visse um mortal mais afastado dos outros. - Entre no carro e fique quieto. - Dominou-o. Caso encontrasse resistência, Kitambi desceria e o forçaria a entrar. 

Chegando no local, com a sua refeição devidamente acalmada na base de Dominação ou estrangulada por Kitambi, esperou cerca de meia hora até o navio aportar e começar a descarregar. Alguns (Quantos?) contâineres vinham escrito o nome de Altobello, identificando como os que tem uma aberração dentro. - Sim. E você é? - Ao se aproximar, um vampiro o entrega uma carta que dizia para alimentá-los por três noites. A mesa orientação de Darius. 

- Kitambi, traga o saco de sangue. - Ordena, se referindo o mortal que sequestraram. Jorge se alimenta, enchendo seu corpo com o sangue do infeliz, que cai desacordado entre a vida e a morte. - Fiquem a postos e me ajudem a conter o monstro, caso mostre-se agressivo. Abra. - Diz para o vampiro que o aguardava, enquanto abre um rasgo em seu pulso com os caninos e faz surgir porções de sombras perto da entrada do contâiner. Os tentáculos conteríam a saída do monstro e Altobello poderia fazer a aberração beber seu sangue, enquanto a segurava com um dos braços.

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Re: Children of Midnight - Nuit de la peste

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