TRUE DARKNESS

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Re: TRUE DARKNESS

Mensagem por Dylan Dog em Qui Abr 06, 2017 2:56 pm

@Damaru


A moça finalmente fica desarmada, afinal, seu mestre sempre teve um jeito mais excêntrico, encarar a nudez como algo mais "científico" era o usual.

as palavras de Damaru são duras para a moça, não era uma bronca, o tom paternal mostrava preocupação de seu mestre com ela e isso sim lhe tocava a alma. Lilo se detinha por alguns instantes e então desabava em choro, coisa de 2 minutos e ela se recompunha o suficiente para falar.

- Mestre, me perdoe - A voz estava embargada mas bem audível - Eu não sei o que está havendo comigo - Ela faz pausas engolindo o choro - Eu me sinto tão... Sozinha... Tudo era tão bom uns anos atrás, mas eu comecei a sentir falta de ter uma família... Eu penso como está minha amiga Claire hoje em dia, ou se o tio Walter ainda é fanático pelo Red Sox... - Ela vira o rosto envergonhada com a própria fraqueza ao mesmo tempo que fecha os braços cobrindo os seios de proporções quase perfeitas - Me perdoe, eu não queria lhe trazer problemas, achei que fosse algo passageiro, mas essa tristeza vem crescendo faz uns dois anos - Ela está visivelmente desnorteada.

De fato, Damaru não notou nenhuma queda na produtividade da moça, mas isso só significa que ela é muito forte emocionalmente a ponto de não deixar este problema interferir em suas tarefas.

- A propósito, parte dos itens que encomendou já estão à caminho - Ela fala com a voz ainda chorosa. Neste momento Lilo parece uma criança desprotegida, não é nem sombra do que Damaru costumava ver. Era visível que ela precisava de ajuda.
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Re: TRUE DARKNESS

Mensagem por Dylan Dog em Qui Abr 06, 2017 3:22 pm

@White Raven/Madeleine


Thomas franze o cenho e levas as mãos próximas ao queixo tocando os dedos ao mesmo tempo que cruza as pernas. Ele fica reflexivo por alguns instantes - Abmussi... Hmmm... Não, talvez seja alguém com negócios aqui mas que não resida aqui, se eu souber de algo lhe informo - Ele diz isso já ficando com o semblante menos contemplativo - Considere-se bem vinda para operar em Los Angeles e lembre-se de ficar longes dos parques ecológicos, é território dos lobisomens - Thomas dá um sorriso meio amarelo nesse momento - Pensando bem, em qual ramo a senhora atua mesmo?
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Re: TRUE DARKNESS

Mensagem por R.Gato em Qui Abr 06, 2017 3:52 pm

Sem muitos dedos Madeleine é direta:

_Atuo no ramo da investigação e nutro um profundo interesse por espíritos, acredito que isso acabe me levando para esse tipo de investigação mais vezes do que o esperado. Posso acreditar que o senhor está sendo franco comigo assim como estou sendo? Não tenho muita paciência para malabarismos sociais e caso queira algo em troca de informação pode ser direto, não é do meu feitio ficar incomodada com isso...é apenas - gira o punho enquanto procura uma palavra - são apenas negócios.

Raven tirava um de seus cartões da bolsa para entregar ao anfitrião, em momento algum ela demonstrava tensão, esse era apenas o jeito dela para chegar aos objetivos, uma linha reta e firme.

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Re: TRUE DARKNESS

Mensagem por Dylan Dog em Qui Abr 06, 2017 4:16 pm

@White Raven/Madeleine



Thomas sorri e ri de forma contida - Me perdoe, eu realmente não faço questão de fazer nenhum malabarismo social, este nome realmente não me é familiar, mas posso tentar descobrir quem é se a senhora quiser fazer um trabalho para a Camarilla e mais especificamente para mim - O sorriso agora tem um tom malicioso. O barman traz uma taça com vitae, Barrow prova um pequeno gole e sente o cheiro como se degustasse um vinho - Pode deixar mais um pouco... Não precisa retirar essa taça, está razoável, mas ficará perfeito se esfriar mais 1 ou dois graus - Diz ele ao barman
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Re: TRUE DARKNESS

Mensagem por Gam em Qui Abr 06, 2017 5:35 pm

Ótimo, finalmente ela se soltou. Seria difícil ajudá-la sem que ela verbalizasse o problema. Damaru prefere que ela não tenha ciência total do tamanho controle que ele tem sobre ela.

Ele recosta-se na beira da piscina, como quem silenciosamente absorve o baque da informação. O ato, contudo, o lembra como estão expostos ali. Não há ninguém vigiando os computadores. Damaru conta com sua invisibilidade, ele duvida que alguém tenha localizado-o aqui até hoje. Mas, ainda assim, não deixa de sentir-se vulnerável. Este risco foi uma pequena aposta válida para lidar com a situação de forma que Lilo se sinta especial, mas já chega. Ele ativa seus sentidos aguçados, recuperando a vigília de centenas de anos.

- Vamos descer, ou você vai pegar um resfriado.

Ele pega sua cueca e a conduz para a entrada principal. Conforme estão caminhando, nus por entre monumentos à luxúria, ele prossegue com o importante diálogo.

- Faz muito tempo desde que não sou mais humano. Me escapou que a interação com outros é uma parte relevante para a sua sanidade mental. Eu vou lhe conceder um dia de folga por semana, quando poderá sair.

Ele digita o código do dia, eles entram na câmara de reconhecimento.

- Entenda que você não é um ser humano comum. Você nunca terá a vida de um ser humano comum. Você está proibida de recuperar o contato com qualquer uma das pessoas com quem falava. Esqueça Claire, esqueça seu tio Walter. Sua necessidade de socialização será saciada com novos relacionamentos, pessoas que você conhecerá agora sob uma nova identidade que mandarei fazer. Nós montaremos um background falso para você, e implantarei um chip na sola do seu pé para localizá-la em caso de emergência.

Eles adentram a grande fortaleza e a primeira coisa que Damaru faz é verificar os sensores de segurança para garantir que está tudo nos conformes.

- O que eu estou fazendo aqui, Lilo, é uma questão de necessidade. Você não me serve de nada sem sua sanidade mental. Mas tenha em mente que eu estou me colocando em um grande risco. Você será meu elo mais fraco. Nossa maior segurança é que meus inimigos não sabem sequer da sua existência, nem onde vivemos ou que eu cometerei a loucura de te deixar sair semanalmente. É vital que você mantenha esses segredos dentro de você. Perceba que isso significa que sua intimidade com outros humanos terá um limite. Eles nunca poderão saber a verdade, ou sequer chegar perto disso.

Ele agora estava direcionando-a para o quarto dela, mas para no caminho. Ele se vira e a olha fundo nos olhos, provavelmente nunca falou tão sério com ela antes.

- Isso não é uma brincadeira e você não é uma adolescente. Não haverão segundas chances. Se você falhar comigo, eu saberei. E não terei escolha senão realizar uma limpeza. - E então se vira e continua caminhando como se nada demais houvesse acontecido. - É claro que você entende isso, sabe como trabalhamos. Agora venha, quero lhe ensinar algo novo.

Damaru de fato pretende levar a sério o que está dizendo. Dando-lhe 24 horas de folga por semana, ela provavelmente sairá também durante o dia. Mas seus piores inimigos estarão dormindo nesse horário. De noite, quando acordar, ele poderá encontrá-la a partir do chip de localização. Sempre que ela retornar, ele vasculhará sua mente para saber exatamente o que ela tem feito. Será uma inconveniência semanal, mas isso deve prevení-lo de um problema maior. Mas ele ainda não terminou.



- Sente-se.

Eles estão no quarto dela, pois ele quer que ela associe este cômodo a esta experiência. A razão é a mesma de sua intenção primeira de ontem, embora o propósito seja muito mais nobre. Teria sido mais fácil se tudo o que ela precisasse fosse uma âncora sexual e emocional. Mas ela precisa de mais. Ela precisa de uma base sólida, precisa ser seu próprio porto seguro.

- A diferença entre solidão e solitude está no estado de espírito. - Ele diz esta frase com energia, porém serenidade. - Desde crianças somos doutrinados a nos adequar à sociedade. Nós sofremos uma lavagem cerebral que vai contra nossos desejos naturais, aprendemos a segurar-nos, a conter-nos. Aprendemos a não gostar de como nós somos.

- Entre outros, você é julgada. As pessoas te vigiam. Elas lhe julgam quando você falha em cumprir com as expectativas da sociedade. Elas te incentivam quando você o faz. Sua mente, doutrinada, está satisfeita com esse cenário. Sozinha, ninguém está lhe julgando. Você é livre para ser você mesma. E, quando faz isso, você se sente culpada.

- Isso é natural a todos nós. Qualquer um que tenha sido criado por alguém que tenha sido criado por alguém. Não há como escapar, é assim que sobrevivemos como comunidade. Livrar-se da necessidade de estar entre outros, respeitar a si mesma, isso é uma questão de muita prática. A maioria das pessoas comuns não tem tempo ou instrução para isso durante a vida. Mas você tem ambos.

- A diferença entre solidão e solitude - ele repete - está no estado de espírito. Cruze as pernas, feche os olhos.

- Meditar é um modo de estar em sintonia com o todo. Você vive o presente. Sente o universo. Faz parte dele não como Lilo, mas como universo também. Você nunca precisou de ninguém. Valorize a solitude, pois é uma dádiva maravilhosa.

- Inspire. Preencha os seus pulmões, capriche no ato de respirar. É a única coisa que você vai fazer agora. Sinta o ar passando pela entrada de suas narinas, o diafragma abrindo para que ele se aloje. Expire. Perceba o ar saindo pela entrada de suas narinas. Concentrar-se no ritmo da respiração lhe impede de divagar sobre outras coisas. Seja nada, sinta tudo.

Ele prossegue com essa experiência. A princípio, mantendo-se em silêncio e permitindo que ela entregue-se ao seu exercício. Ele mantem vigília sobre sua mente, contudo, e casualmente mantém a instrução verbal para ajudá-la a recuperar as rédeas quando nota que ela começou a divagar.

Ali eles ficam por vinte minutos, quando por fim ele encerra a atividade.

- Muito bem, abra os olhos. Nós vamos repetir este exercício todas as noites, o que não te impede de também praticar sozinha se assim desejar. Como qualquer habilidade, a meditação demanda prática e constância para ser levada à perfeição. Vai ficar cada vez mais fácil, e lhe será cada vez mais natural passar mais tempo nela. Conforme for, vamos aperfeiçoar a sua técnica de respiração e iniciar cânticos para atingir níveis mais elevados.

- Você tem tudo o que precisa para ser plena. Lembre-se, a diferença entre solidão e solitude está no estado de espírito. - Ele então levanta-se para sair. - Em tempo, você perceberá que esse exercício é muito mais importante do que sair por aquela porta para ver outras pessoas. Sobre os objetos, faça como de costume. Ordene que sejam entregues para um acessor de confiança. Marcaremos uma noite apropriada para eu buscar no heliponto do hotel.

Na noite seguinte, Damaru irá alimentar-se e partir para o Alaska. A primeira coisa que fará quando chegar é informar-se sobre o que a equipe que ele enviou descobriu. A localização e o esquema de visitação do túmulo. Naturalmente, ele exigirá um quarto só dele com toda a devida segurança e travas internas.

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Re: TRUE DARKNESS

Mensagem por Dylan Dog em Qui Abr 06, 2017 7:57 pm

@Damaru



Lilo concorda e o segue até a parte interna do bunker. Não havia nenhum sinal de alerta nem nada, tudo permanecia calmo.
A moça caminha com seu mestre e o ouve atentamente, agora ela não estava mais chorosa mas seus olhos estavam inchados devido o pranto.
A carniçal se alegra ao saber que poderá sair uma vez por semana e mesmo quando Damaru é duro e a ameaça ela não se abate - O senhor não vai se arrepender, eu poderei aproveitar o tempo fora para aprimorar ainda mais minhas habilidades - diz ela empolgada.

Já no quarto ela se senta como solicitado por Damaru e o escuta com muita atenção. Seus olhos inchados e vermelhos fitam o Ancião que agora deixa transparecer seu melhor lado, o espiritualizado…

Man + Láb (dif/6) - 1,5,4,4,1,9,5,2,5,8 = 0 sucessos

Lilo - Percep + Empada (dif/6) - 10,8,3,7,9 = 4 sucessos

Damaru sabia exatamente o que estava fazendo, mas suas palavras não pareciam ser convincentes, a moça sentia que aquilo era só papo furado, todavia ele continuava sua explanação e a lacaia seguia as orientações de seu guru de araque.

Car + Lide (dif/6) - 10,2,8,1 = 1 sucesso

Sua persistência contudo parecia trazer algum ânimo à Lilo. A mente da carniçal e monitorada e Damaru percebe por vários momentos que ela está sendo envolta em tristeza e a interrompe para que focar na respiração. O Ancião consegue estabilizar sua lacaia que agora se sente esperançosa…

Car + Medit (dif/6) - 8,1,7,3 = 1 sucesso

- Sim senhor, eu irei praticar, mas gostaria de sua companhia mais vezes… Sinto que posso aprender muito com o senhor - Ainda na mente da carniçal Damaru sente que ela quer um dia se provar digna do abraço.




Na noite seguinte o Ravnos está pronto para ir ao Alaska, Lilo aparece com um tablet revisando tudo - Senhor, o avião de carga o espera no aeroporto na zona particular, seu pessoal mandou uma memo confidencial, eu achei melhor só repassar então não abri, está livre de vírus, pode ficar tranquilo - Ela faz uma pausa enquanto o acompanha. Lilo parece melhor do que ontem, mais descansada - Tem um copo grande de O negativo na bancada da cozinha, eu o aqueci em banho maria para simular uma temperatura corporal, mas beba logo ou vai ficar frio.

Chegando na cozinha Damaru se depara com um daqueles copos de vitamina de 500ml cheio de sangue. Realmente parece bom.
- Se precisar de algo o senhor pode me ligar ou me mandar uma mensagem a qualquer hora, estarei a postos - Fala de maneira firme a carniçal.

Supondo que faça os trâmites de costume até o aeroporto…

A viagem é um tanto monótona. Damaru foi dentro de uma caixa que acabava por simular um caixão, pois ela era estofada por dentro, durante a viagem ele dispõe de um tablet com alguns jogos e os dados que sua equipe irá.

O túmulo fica em um pequeno cemitério próximo à uma capela em um pequeno vilarejo. Toda semana ele recebe visitantes, mas são grupos de 4 ou 6 pessoas geralmentes devotos que vieram de longe, peregrinos diversos. A capela tem um monge capelão na faixa dos 50 anos que reza a missa todos os sábados e cuida da estrutura.
Não há câmeras, nem sensores, nem alarmes, nem casas a menos de 1km.
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Re: TRUE DARKNESS

Mensagem por Gam em Sex Abr 07, 2017 3:38 am

O Caminho do Paradoxo é claramente contrário ao Abraço de mulheres, visto que foi criado em meio a uma antiga tradição patriarcal. Esta, inclusive, é apenas uma das muitas partes que Damaru discorda.

Ele é fiel da Trilha. Principalmente devido ao fato de que muito dela se confunde com os preceitos do hinduísmo, religião que ele já seguia quando humano. Não que Damaru se importe com o direito das mulheres, esse tipo de divisão sexual é irrelevante uma vez que você se torna um vampiro. Mas acontece que Damaru tem a óbvia percepção de que muito do Caminho foi modificado ou explicitamente criado como uma forma de manipulação da base. É fácil notar isso, uma vez que é algo que ele teria feito também. Damaru tem grande interesse em captar a essência crua do Paradoxo por si só, separar o que realmente interessa do que não passa de manipulação de massas. Mas isso requer pesquisa árdua, contato direto com outros vampiros, talvez até saque de refúgios tornados desertos pela Semana dos Pesadelos. Será um trabalho muito delicado, mas algo a se pensar no futuro. Ele tem outros objetivos por agora.

O Abraço, contudo, não é visto de maneira trivial. Cada um de nós possui um svadharma, seu propósito no grande ciclo da vida. Quando alguém é amaldiçoado com o dom vampírico, ele é retirado a força do ciclo. Seu propósito cósmico é sabotado, um direito divino que ninguém deveria ter permissão para cortar. O Abraço, portanto, só é executado em caso de extrema necessidade. Lilo prosseguirá humana enquanto a humanidade lhe bastar para executar seu trabalho. Mas ela não tem que saber disso, deixe que sonhe.

Damaru acredita, contudo, que nada acontece por acaso. O destino rearranja-se e busca novos sentidos. Ele pode ter perdido seu svadharma, mas hoje é inegável sua influência e relevância nas engrenagens do mundo. Ele busca, paciente e cuidadosamente, um novo papel na roda cármica. Um papel que faça valer as várias reencarnações que ele já deixou de ter. Algo que compense todo o carma negativo que vem acumulando com o passar dos anos...

Mas vamos parar com todo esse papo pesado, não é mesmo? Temos coisas mais relaxantes para nos preocupar: Uma viagem para os confins do Alaska para profanar a cripta de um homem santo. Algo tranquilo e diferente para quebrar a rotina. Será que ele terá o prazer de presenciar a aurora boreal?

- Obrigado, Lilo. - É ótimo vê-la se sentindo empolgada. - Quando voltar, cuidaremos dos arranjos para que tenha seus dias de folga.

Damaru parte em viagem. Ele aproveita para estudar a área envolvendo sua estada e o ponto exato do túmulo no mapa, bem como a duração da noite no Alaska durante essa época do ano. Mas no geral passa o tempo em meditação.

Ao chegar lá, ele não perde tempo e logo entra em contato com o encarregado da equipe que enviou previamente.

- Este capelão vive próximo ao túmulo? Vocês tem alguma noção da sua rotina? No mais, qual a distância que estamos de lá? Você acha que dá para ir e voltar ainda hoje?


Última edição por Gam em Sab Abr 08, 2017 9:36 pm, editado 1 vez(es)

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Re: TRUE DARKNESS

Mensagem por R.Gato em Sex Abr 07, 2017 9:49 am

Raven levanta uma das sobrancelhas quando Thomas sorri de maneira maliciosa, isso não a agradava muito¹. Lendo sua aura ela julga se aquele homem é de confiança ou não.

_Preciso receber os detalhes de minha tarefa e só depois saberei o quão prioritárias seriam essas informações sobre meu contratante, assim que eu descobrir isso entro em contato com você. Temos um acordo?

A Malkavian era cuidadosa ao lidar com membros muitas vezes preferindo até dar prioridade a humanos, seus joguetes de poder são perigosos e ela tem noção de sua miudes perante tamanha complexidade da trama, ela não poderia sair por ai firmando contratos por qualquer tipo de empecilho.

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Re: TRUE DARKNESS

Mensagem por Dylan Dog em Sex Abr 07, 2017 9:49 pm

@White Raven/Madeleine

A aura de Barrow tem predominantemente a cor azul clara com alguns lampejos de um cinza quase prateado de tanto que salta aos olhos.

- Evidentemente, eu queria saber se você tinha interesse primeiramente - Ele toma uns instantes para organizar as ideias - Hmmm, veja, notamos uma estranha movimentação recentemente - Nesse momento a aura começa a ser dominada pelo cinza - No Griffin park existia uma alcateia de lobisomens, mas eles sumiram de lá, ao mesmo passo que houve algum tipo de migração em escala preocupante para o Angeles National Park e o Toponga Park perto de Santa Monica Mountains - A aura agora era manchada de verde claro, como se gotas de tinta aquarela caíssem em uma folha cinza - Não é uma tarefa fácil, mas precisamos saber o que eles pretendem fazer, nenhum membro consegue se aproximar ou mesmo investigar, nenhum quer essa incumbência. Ainda que se possa obrigar um xerife ou delegado investigar, infelizmente nenhum dos que estão no cargo detém habilidade para tal. Bem, basicamente precisamos saber quais são as intenções deles com essa movimentação, temos medo de um ataque à cidade - Ele parece se lembrar de algo - Por sinal… Qual é a sua família? - Ele claramente se referia ao clã.
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Re: TRUE DARKNESS

Mensagem por Dylan Dog em Sex Abr 07, 2017 10:04 pm

@Damaru

O quarto ficava em uma pousada 5 estrelas. Era bem reservado e ninguém teria permissão para abrir o quarto durante o dia e o próprio quarto estava equipado com quebra sol o que o tornaria completamente escuro durante o dia. Devido à época do ano as noites estavam se tornando mais longas, era alto outono, mas ainda não eram tão longas como no inverno.

Damaru acordava tarde como de costume e a viagem era relativamente demorada o que o permitiu chegar apenas às 2 da manhã no local.

- Vive sim, a capela bem como o cemitério estão todos no mesmo terreno, levando em conta que nos fundos da capela fica a casa do capelão, é uma dessas construções geminadas sabe? - O encarregado parecia entender um pouco de arquitetura - Só o que sabemos é que todos os sábados ele reza uma missa e durante a semana todo o fim de tarde ele realiza uma pequena cerimônia para alguns poucos aldeões que aparecem de tempos em tempos - Ele sorri quando perguntado se era possível ir e voltar ainda no mesmo dia - Se o senhor estiver disposto a ficar a madrugada toda acordado, enfrentar a neve sim, mas recomendo levar um lanche pois só vamos chegar aqui novamente para o almoço - Ele faz uma pausa - Esta cidade era o lugar mais próximo que poderia lhe assegurar o conforto requisitado, mas daqui até o vilarejo é aproximadamente 1h de carro e de lá até a capela são mais 40min, mas isso só se não tivermos problemas de ficar entalados na neve, afinal a estrada até a capela é péssima e ainda tem um pedaço que deve ser feito em caminhada que leva uns 20min - concluía por fim - Creio que seja melhor ir amanhã de manhã, algo depois do almoço talvez, assim podemos contar com a iluminação do dia, torna tudo muito mais seguro - Ele tinha um ponto.
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Re: TRUE DARKNESS

Mensagem por Gam em Sab Abr 08, 2017 8:51 pm

- Este é um assunto muito pessoal, tem a ver com minha espiritualidade. - Ele faz o papel do milionário excêntrico. - Vamos amanhã, assim que anoitecer. Iremos esperar até ter certeza que a cerimônia do dia termine e só então eu farei a minha visita. Quero estar sozinho, não gostaria de ter de me explicar pra ninguém, nem para ele. - Ele comanda.

Vish.

Esta noite, portanto, será de espera. Damaru passa seu tempo do lado de fora, observando as estrelas (Sentidos Aguçados). Sem as luzes da cidade para ofuscar a visão, este é um dos melhores locais do mundo para observar o céu noturno. Encostado na parede externa, as mãos nos bolsos, ele varre o abismante cinturão espiral da Via Láctea. As estrelas sempre lhe fascinaram, mas se tornaram geometricamente mais impressionantes depois que ele aprofundou-se em astrofísica.

Na multitude de estrelas e mundos que já existiram nos catorze bilhões de anos deste Universo, o que é um animal morto de quatrocentos anos? Que ousemos mais, o que é Caim? Que tenha ele o poder de mover montanhas, a capacidade de comandar exércitos, os dons de um semi-deus. Qual sua relevância no grande sentido de todas as coisas? Tão ínfima, que podemos seguramente aproximar de zero.

As chances de a Terra ser o único mundo habitado por vida em um Universo em constante expansão com uma infinidade tão grande de planetas em órbita ao redor de tantas estrelas é muito pequena. Ingenuidade é pensar que a vida só conseguiu florescer aqui. Dito isso, quantos outros planetas contém histórias e lendas vivendo entre seres inteligentes? Quantos Cains podem existir lá fora, até onde vai seus poderes? Até que ponto são realmente relevantes, cada um deles?

O mundo material é ínfimo demais, por demais inútil no espaço-tempo. Damaru almeja vencer esta barreira física, conquistar além.

Ali ele fica por horas. Observando constelações, absorvendo o brilho de milhões de sóis. Pensando. Até que enfim recolhe-se para seu quarto, onde medita até adormecer. Na noite seguinte, ele passa para buscar sua equipe. Ideal seria ir sem eles, mas os homens se provarão úteis para mostrar o caminho.

Sim, tem foto até do Damaru dirigindo caminhão no frio.

- Estão prontos? Subam, está na hora. - E abre lugar para o encarregado assumir o volante. - Você já sabe chegar lá.


Última edição por Gam em Sab Abr 08, 2017 9:36 pm, editado 1 vez(es)

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Re: TRUE DARKNESS

Mensagem por Dylan Dog em Sab Abr 08, 2017 9:15 pm

@Damaru
PDS 19/20 FV 10/10




O ancião se limita à observar a imensidão do universo nesta noite.
Fazia tempo que não conseguia contemplar o mundo fora de sua fortaleza tão bem. Vivendo escondido porém seguro acaba por perder muito do que o mundo tem a oferecer, mas isso mudará, certo? Afinal ele em breve poderá viajar com seus espírito e ser livre enquanto seu corpo se mantêm seguro na fortaleza.

Talvez ele nunca tenha notado, talvez ele nunca tinha observado o céu com seus sentidos aguçados, mas ele agora enxergava. Sim, de fato, era claro.



A estrela vermelha. O que significaria? Aquele astro curioso que lhe saltava à visão com uma aura hipnótica e vermelha o despertava uma sentimento profundo de medo. Não, não era como olhar para o fogo. Era um medo "espiritual". Era o que os antigos chamariam de mau presságio. Não importa o que é aquela estrela, mas definitivamente ela não simboliza algo bom. Damaru pode sentir o aperto em seu coração morto como quando ainda era vivo. Era um mal quase palpável, maior até do que o próprio Ravnos.

Em sua meditação a imagem do astro vem a sua mente muitas vezes, mas num dado momento Damaru consegue abstrair. A sessação causada por observar a estrela era perturbadora.

Calmo e com o nascer do dia próximo, o ancião preparava um despertador.

Na noite seguinte ele acorda às 19h, ele sente sono. Muito sono. Cabalei pelo quarto enquanto se arruma. Não há tempo para café da manhã, ao menos não há necessidade, não como se Damaru fosse apreciar ovos mexidos com bacon.
O Ravnos busca seus homens e com eles segue até o vilarejo. Uma hora de estrada passa rápido com conversas tolas sobre o cotidiano. O chefe da equipe (formada por ele e mais 2 homens), comenta o quanto gosta de fazer reformas na sua casa e os demais comentam sobre feitos de marcenaria, depois esportes e algo sobre cerveja.
A segunda etapa deveria levar 40 minutos, mas a caminhonete derrapa e atola na neve e o passei leva uma hora por fim.
São 21:30. A camionete não pode mais avançar, é a hora da caminhada. Todo o caminho Damaru teve que ficar na caçamba da mesma para não ter problemas com a ilusão, nada de mais. Suas roupas o mantiveram em bom estado e ele não sofre com o frio como os mortais.
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Re: TRUE DARKNESS

Mensagem por Gam em Sab Abr 08, 2017 9:35 pm

A estrela vermelha... Sim, o suposto sinal da Gehenna. Talvez ela valha uma observação mais apurada, algo com um telescópio prismático. Descobrir sua composição química, sua distância da Terra em anos-luz. Seria desconfortável, mas quem sabe lhe revele algo valioso? Em todo o caso, uma curiosidade para outra hora.

No carro, Damaru não vê necessidade em ser grosseiro. Esse tipo de comportamento superior só atrai atenção negativa. Ele até comenta algo sobre marcenaria ou cerveja, qualquer coisa vinda do seu vasto conhecimento sobre... bom, tudo. Quando chegam, contudo, ele já é mais incisivo.

- A partir daqui é só seguir essa trilha, correto? - Ele confirma. - Podem deixar que eu sigo sozinho. Por favor, me esperem aqui. Vai ser um momento muito emocional pra mim. - Ele mente.

Damaru então faz uma longa inspiração, como se estivesse preparando seu psicológico, e parte pela trilha escura. Por alguns minutos, ele caminha sozinho no escuro. Seus sentidos aguçados e a luz das estrelas são o suficiente para que ele não trombe em alguma árvore, mas ainda assim é necessária certa atenção. Conforme vê a saída da trilha ao fundo, contudo, ele prepara o cenário.

Ventos uivantes cortam a noite escura. Uma nevasca inesperada, traga por uma longa ventania, golpeia a região. Sim, o céu está claro, mas um vento forte que levanta a neve é perfeitamente plausível, apesar de improvável. A neve bate com força contra as janelas da casa do monge solitário. Violenta, incansável. Damaru pode ver que ele está lá, tendo em vista sua chaminé acesa. Isto deve garantir que ele não saia de casa. E, principalmente, que não enxergue nada a um palmo do vidro.

Há um cemitério ao fundo, e é para lá que ele vai. Com suas pegadas cobertas pela neve impiedosa, ele caminha calmamente por entre as lápides a procura de seu santo, o arcebispo Inocêncio do Alasca. Uma vez que encontre a lápide correta, ele começa a cavar. É um crime rápido, ele está exposto e em território desconhecido. Portanto, Damaru não poupa esforços (-5 pds em Força). Sua intenção é arrancar um fêmur e uma tíbia, colocá-los num saco, enterrar o cadáver novamente e voltar pelo caminho que veio.

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Re: TRUE DARKNESS

Mensagem por Dylan Dog em Sab Abr 08, 2017 10:01 pm

@Damaru
PDS 14/20 FV 10/10
+5 força

Está escuro na trilha, mas Damaru consegue ver perfeitamente e sua visão fica ainda mais clara quando chega à capela.
É uma construção apesar de modesta e antiga. A chaminé solta uma fumaça branca suave, sim, o capelão está lá.
O ancião cmainha pelo cemitério tranquilamente coberto pela ilusão da nevasca buscando o túmulo correto. O pequeno cemitério dava a volta indo até a parte de trás da capela onde revela um tipo de mausoléu com escrita em sirilico.

Era possível com a ajuda do celular traduzir o escrito no mausoléu que dizia: Inocêncio de Moscou e membros da ordem.

Cauteloso o Ravnos utiliza o toque do espírito nas grades do mausoléu.

Per + Empa (dif/??) 3,3,9,3,10,7,9 = 3 sucessos

O mausoléu foi construído anos atrás para guardar o corpo não só de Inocêncio, mas de mais alguém importante para a igreja ortodoxa da Rússia, lá no fundo entre muitos corpos está o de Inocêncio, no seu 3º andar. São curtos, mas com muitos caixões de antigos capelães e membros variados da ordem.
Damaru se utiliza do seu poder ancião para arrombar as barras velhas e frias do ferro que mantem a grade. São necessárias duas tentativas para conseguir quebrar uma das barras, se agaixando ele consegue passar pela falha aberta na grade e enfim adentrar o local.

Lá dentro é muito escuro. Sua visão aguçada o ajuda, mas ele não consegue perceber detalhes nas coisas, apenas ver os contornos. O suficiente para não dar uma topada. Seu celular, todavia ainda serve de lanterna.
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Re: TRUE DARKNESS

Mensagem por R.Gato em Dom Abr 09, 2017 1:57 pm

Raven fica claramente confusa diante da proposta.

_Thomas meu querido, acho que você esta me superestimando - riso singelo - acredito que os Giovanni teriam um segurança melhor para investigar a área com seus espíritos, nem mesmo anciões se arriscam com lupinos diretamente. Posso participar dessa suposta investigação mas indiretamente.

_ A proposito, sou da família Malkavian, filha de Pétrus. Acredito que se contatar os Giovanni e ainda sim precisem de minha ajuda me ligue, ficarei feliz em ajuda-los.


É claro que a Malkavian se refere em ter um primeiro contato com a família Giovanni de quem tanto admira. Mas ela não deixa isso muito claro e fala em tom de despedida.

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Re: TRUE DARKNESS

Mensagem por Dylan Dog em Dom Abr 09, 2017 3:21 pm

@White Raven/Madeleine
PDS 13/15 FV 8/8


- Oh, não seria uma investigação direta, creio que com seus dons consiga obter informações de formas mais discretas - Ele faz uma pausa e fica com o semblante bem sério e sua aura fica predominantemente vermelha, um vermelho denso e um pouco escuro - Os Giovanni estão banidos de LA desde a queda de La Croix. Bruno Giovanni, o ancião que os comandava aqui, ele havia feito negócios com os Kuei-Jin e La Croix, quando a Camarilla retomou o controle nós os banimos da cidade até que eles se pronunciem e negociem seu retorno estarão proibidos de operar em LA - Ele fazia outra pausa e agora sua aura tomava um tom cinza novamente e sua expressão era de alguém que daria uma má notícia - Eu devo lhe informar que os Malkavianos de Los Angeles, infelizmente debandaram depois da morte do seu Primogênito - Alastor Grout. Outra triste baixa da luta contra os Kuei-Jin e os joguetes de La Croix - Ele então se levantava e sacando um cartão - Aqui, caso precise de algo na cidade pode entrar em contato comigo.


A não ser que Madeleine tenha algo mais para falar, aquilo era uma despedida.
Do lado de fora o carro dela e de seu carniçal os esperava próximo dos outros.
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Re: TRUE DARKNESS

Mensagem por Dylan Dog em Dom Abr 09, 2017 3:38 pm

Isís Artino




Uma vila com ares vitorianos surge no horizonte.

Alguns casarões e muitas pequenas construções de aldeões pobres.

No seu centro uma festa, uma fogueira e música. Pessoas dançam sem perceber que a escuridão avança em direção à ela independente da luz do fogo.

No topo de um casarão um pássaro branco observa a pequena cidade. Ele tem sua atenção tomada por uma janela entreaberta de um outro casarão.

É um quarto sem grandes móveis. A luz de uma vela é a única iluminação. Um homem de cabelos e barba brancos deitado em seu leito começa a flutuar e a luz da chama da vela projeta uma sombra desumana que tenta capturar o homem.

No subsolo da cidade há um homem leproso sentado em um grande trono. Pessoas enfermas e deformadas o veneram. A carne de todos é podre e fétida.



Isís acorda. Seu mentor havia pedido que fosse à Los Angeles investigar a morte de Alastor Grout, um ancião malkaviano.
Isís e sua carniçal estão alocadas no Ocean House Hotel, um local misterioso que é especializado em receber cainitas. Seu quarto possui todos os cuidados necessários para manter a segurança contra a luz do sol. Ela ainda não se apresentou.
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Re: TRUE DARKNESS

Mensagem por R.Gato em Dom Abr 09, 2017 4:22 pm

Madeleine, amistosamente se levantava e fazia uma ultima pergunta:

_ Bom, agora que posso ficar na cidade acredito que deva me habituar a tão incrível senário, existem outros Elísios?

Após a resposta, a senhora se retira e vai de encontro a seu companheiro e se despede dos outros carniçais, as leis de hierarquia não se aplicavam à Malkavian, um humano era tão importante quanto um matusalém, talvez pelo fato de um humano ter matado seu mentor ou por pura excentricidade.

Já dentro do carro ela procurava por escutas que poderiam te sido implantadas ali enquanto o carro esteve estacionado e passa para Gael as diretrizes de seu plano.

_ Gael, nos próximos dias iremos iremos levantar o máximo de informação sobre essa cidade, conto com você para fazer isso durante o dia, nossas principais metas são descobrir quem é nosso contratante, procurar boatos sobre esse grande mau e criar contatos importantes para nos integrarmos aos rumores da cidade.

Sua investigação começava aqui, nos próximos dias Madeleine levantaria o máximo de informações sobre aquela cidade, suas figuras e pontos importantes, acontecimentos anormais, principais atividades dos membros e paranormalidades e tentaria lincar com sua visão do circo. Enquanto isso, Gael seria encarregado de levantar informações durante o dia com os rumores que circulam a esse horário. Além disso, no tempo livre ambos iriam procurar informações sobre seu contratante.

A investigação seria feita com cautela, arriscar a vida era algo inaceitável já que o principal objetivo de Madeleine era se vingar do assassino de seu mestre.

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Re: TRUE DARKNESS

Mensagem por Dylan Dog em Dom Abr 09, 2017 5:36 pm

@White Raven/Madeleine



- Oh sim, há um local em Santa Monica, Asylum. É um clube noturno, vez ou outra você encontra alguns membros… Interessantes por lá - Barrow conclui.

INVESTIGAÇÕES:
Int (+2 Gael) + Invest (Dif/6) 8,3,8,5,8,4,1,6,2 = 3 sucessos
4,2,3,1,3,2,3,5,7 = 0 sucessos

7,2,1,1,7,3,10,1,2 = 0 sucessos

6,6,3,6,2,4,6,8,9 = 6 sucessos

2,9,9,9,3,5,10(x2),3,4 = 5 sucessos

5,9,8,1,2,10,5,1,6 = 2 sucessos

TOTAL = 16 sucessos


Após 5 dias e 5 noites Sra. W e Gael descobre que Abmussi é um empresário do ramo de hotéis, todavia ele parece esconder algo com seus negócios.
Todos os hotéis, incluindo o que Sra. W está hospedada tem uma movimentação estranha, alguns funcionários parecem observar os hóspedes, Gael consegue um brecha e verifica o sistema do hotel e nota que alguns desses hóspedes nunca fazem check out, ao mesmo tempo as notícias de desaparecimentos não parecem estourar nos noticiários, tem algo rolando por debaixo do nariz da Camarilla.


Per + Pront (dif/Cool 5,6,10,7,1,5,10(x2),10(x2) = 4 sucessos


O corvo branco todavia sabe que sua investigação foi notada. Ela sabe que os funcionários do hotel onde está hospedada estão monitorando seus passos e sua rotina bem como a de Gael. Eles sabem que ela é um vampira?
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Re: TRUE DARKNESS

Mensagem por R.Gato em Dom Abr 09, 2017 6:13 pm

Em meio a mais uma noite de sua rotina, a gralha branca vês-se sendo observada pelo hotel e sem pestanejar pega o celular e liga para Abmussi. Assim que ele atende ao chamado de Raven, a senhora dispara:

_Olá Sr. Abmussi, creio que nutre da mesma desconfiança que eu. Por que não abre o jogo e diz quem ou o que você é? Eu imagino que se eu soubesse mais sobre o Sr. poderia evoluir com muito mais rapidez nesse caso. Caso contrário estou pronta para me retirar da tarefa.

_Não me surpreendo com qualquer coisa, muito menos tenho lados para defender...isso para não comprometer meu trabalho, logo peço mais uma vez que me fale a verdade.
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Re: TRUE DARKNESS

Mensagem por Gam em Dom Abr 09, 2017 6:24 pm

Mantendo a nevasca em loop, ele aventura-se no mausoléu escuro. Damaru não utiliza a luz do celular, isso chamaria atenção demais para si. Ele segue pelo escuro, valendo-se de seus sentidos aguçados. Seus dons astrais o permitiram localizar o exato local da sepultura de Inocêncio, no terceiro andar. Sempre desconfiado, mas sem perder tempo, ele vai direto pra lá.

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Re: TRUE DARKNESS

Mensagem por Dylan Dog em Dom Abr 09, 2017 6:30 pm

@White Raven/Madeleine
PDS 14/15 FV 7/8


A voz de Abmussi está notavelmente nervosa como uma criança que é pega pela mãe com a mão dentro do pote de biscoitos.

- Hmmm, Senhora White Raven parece que chegamos em uma situação constrangedora - Ele respira ganhando tempo - Que tal me encontrar na Paulhan Street em Compton, preciso resolver umas questões por lá, posso aproveitar e ter com a senhora.

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Re: TRUE DARKNESS

Mensagem por Dylan Dog em Dom Abr 09, 2017 8:40 pm

@Damaru
PDS 14/20 FV 10/10
+5 força




Damaru caminha cauteloso pelo mausoléu. Vez ou outra ele encosta nas paredes para sentir melhor o caminho e sente o frio toque das pedras e o limo no corredor inicial.
O primeiro patamar é pequeno e parece vazio, ele continua e a escuridão se torna mais densa, ele chega a quase escorregar devido uma pedra que se solta, desgastes do tempo nada fatal, apenas encostas com suas nádegas nos degrais frios de pedra.
O segundo patamar está com alguns caixões em covas das paredes, é de fato muito mórbido. Este andar é redondo e possúi uma dimensão muito maior que o outro, as escadas ao fundo levam ao terceiro e último.

No terceiro e último andar Damaru nota uma certa magnificência. O ambiente é circular como o segundo andar, mas com um raio triplicado. A quantidade de corpos guardados ali é incalculável devido à escuridão, mas o Ancião sabe que ando reto encontraria a tumba de Inocêncio. Ele está prestes a enfiar suas mãos no caixão quando ele escuta um barulho...

Metal... Passos... Tem mais alguém no mausoléu... Não chegou naquele andar ainda... O metal range a cada passo... Alguém está murmurando.
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Re: TRUE DARKNESS

Mensagem por Samuel em Seg Abr 10, 2017 2:18 am

O despertar sempre era um pouco assustador para mim, sempre sentia o medo de estar sozinha. Levantava a mão para meu medalhão e tocava entrelaçando os dedos na relíquia familiar, as mãos levemente tremulas envolviam o objeto me dando um pouco de confiança que voltava aos poucos a medida que me sentia mais plena. Colocava a mão no peito respirando fundo e inspirando mais cada vez mais calma, sorria de canto levemente confiante.

-- Helena? *murmurava com a voz baixa enquanto procurava por sua aura e sua voz.*

Ainda levemente sonolenta esticava os braços e levava uma das mãos aos lábios bocejando suavemente, inspirava fundo e me movia devagar sentindo meus músculos do corpo recém desperto voltarem, me virava de lado e colocava os pés descalços para fora da cama sentindo a textura do carpete que encobria o quarto do Hotel, espreguiçava estralando os dedos dos pés voltando a esticá-los e sentir a textura, era um dos poucos prazeres que tinha, meu tato. Sorria de canto um pouco tensa e virava a face ao redor procurando por Helena, procurando uma aura humana.

-- Ah, Helena, - *Eu respirava fundo estendendo as mãos no ar esperando que ela colocasse sua face entre minhas palmas, tocando sua face com carinho. Passava as mãos por sua face lentamente e sorria* - Minha doce e e eterna companhia.

Passava a ponta de meus dedos lentamente através de sua face contornando seu rosto, esticando meus dedos, deslizando através de seu pescoço, subindo lentamente e tocando a ponta de seus cabelos. Era um momento importante para mim da noite, despertar, sentir os cheiros que me cercavam, ver através do toque.

-- Você esta linda como sempre, *Eu soltava minhas mãos de sua face e sorria de canto* -- Vamos para a banheira, quero que você me de banho e me deixe limpa e cheirosa, hoje tenho negócios a tratar. Me levantava e segurava sua mão para que me guiasse e fossemos ao banho.

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Re: TRUE DARKNESS

Mensagem por R.Gato em Seg Abr 10, 2017 9:47 am

A Gralha branca virava os olhos do outro lado da linha, não entendia o porque de tanto mistério nesse mundo carnal sem graça mas infelizmente vez ou outra era preciso entrar no joguinho.

_Tudo bem Abmussi, te espero lá. Porfavor não mande nenhuma sombra para me vigiar.

Raven interrompe a ligação abruptamente. Aquilo não era de seu feitio mas era necessário para demonstrar que ela não estava de brincadeira.

Largar o caso era algo fora de questão mas o blefe era necessário pela sua segurança e de Gael, Raven se envolvia emocionalmente com cada trabalho e mesmo que por compaixão ela dava o melhor de si para livrar seus contratantes do que os inflige.

_Odeio essas grosserias mas infelizmente, algumas horas, são necessárias - falava com seu companheiro

Passado alguns dias a procura da ficha de Abmussi, uma situação incomodava a Malkavian, a tristeza do Senescal. Talvez agora que ela tenha parcialmente resolvido o problema com seu contratante, Thomas possa oferecer algo melhor em troca de tão perigosa investigação.

Mme. White pega o cartão em sua bolsa aveludada e pensa em ligar mas logo desiste.

"Preciso me focar em Abmussi primeiro, depois vejo isso"

_Gael, vamos à Paulhan Street em Compton, iremos descer duas quadras antes do destino e nos separamos. Você irá me dar cobertura caso algo aconteça.

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