Anahí Iosifescu - Brujah

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Anahí Iosifescu - Brujah

Mensagem por Anahí Iosifescu em Ter Dez 27, 2016 9:26 pm

1. Dados

Nome: Marco Bonamichi
Personagem: Anahí Iosifescu
Clã: Brujah
Natureza: Conformista
Comportamento: Monstro
Geração:
Refúgio: Casa Oferecida pelo seu Mentor
Conceito: Intelectual

Saldo de XP: 0/0
_______________________________________
2. Atributos

Físicos (Terciários)
- Força: 2
- Destreza: 2
- Vigor: 2

Sociais (Primários)
- Carisma: 4 (Eloquente)
- Manipulação: 2
- Aparência: 4

Mentais (Secundários)
- Percepção: 3
- Inteligência: 3
- Raciocínio: 2
_______________________________________
3. Habilidades

Talentos
- Prontidão: 2
- Esportes: 1
- Briga: 1
- Empatia: 3 + 1 (+2 P.B.) = 4 (Emoções)
- Intimidação: 3 + 1 (+2 P.B.) = 4 (Ameaças Ocultas)
- Expressão: 3

Perícias
- Empatia c/ Animais: 1
- Condução: 2
- Etiqueta: 3
- Performance: 3

Conhecimentos
- Linguística: 3 (Inglês, Francês, Alemão, Russo e Japonês)
- Ocultismo: 2
_______________________________________
4. Vantagens

Antecedentes
- Geração: 3 + 2 (+6 P.B.) = 5
- Mentor: 2 + 1 (+1 P.B.) = 3
- Status: 3  (+3 P.B.)
- Recursos: 2 (+2 P.B.)

Disciplinas
- Presença: 3
_______________________________________
5. Virtudes
- Consciência: 3
- Autocontrole: 3
- Coragem: 4

Humanidade: 6

Força de Vontade: 4 + 2 (+2 P.B.) = 6
_______________________________________
Qualidades e Defeitos

Qualidades
- Rubor de Saúde (2)
- Voz Encantadora (2)

Defeitos
- Compreensão Falha (1 ponto)
- Sono Pesado (1 ponto)
- Mordida Infecciosa (2)
- Vício (3) - Nicotina
_______________________________________
5. Prelúdio

"A Solidão só te ensina a ser Só"
Uma xícara de café forte, apenas e tão somente: o café da manhã de Anahí Iosifesco...
Embora tivesse um núcleo familiar dito estável para os padrões da sociedade judaico-cristã patriarcal convencional, jamais conheceu o Amor de Pai e Mãe, tampouco a intimidade de dividir o café da manhã com alguém a quem se aprecia - uma xícara de café compartilhava as características da vida de Anahí: Negro e Amargo.

"Olhos Bovinos e Passívos"
Cedo Anahí percebeu que seus pais possuíam a mesma sensibilidade de um cavalo, e com o tempo percebeu que essa era uma constante contínua e ininterrupta entre as pessoas.
Anahí conhecia muito bem a si mesma, e seu coração se enchia de frustração e decepção quando percebia que as pessoas eram autômatos acéfalos, alienadas de si mesmas, entregues a prazeres fúteis, frívolos e supérfluos.
Todos: criaturas simplórias e medíocres.

"Evangélio Apócrifo de Tomé: se trazes à tona o que está dentro de ti, o que está dentro de ti te salva, se não trazes à tona o que está dentro de ti, o que está dentro de ti te destrói."
Anahí sempre foi muito pouco inclinada aos prazeres da carne, sempre preferiu os prazeres da Alma, mas ninguém com quem teve contato compartilhava dessa inclinação, e o Amor que sentia, com o tempo, por não encontrar Identidade e Reflexo em outras pessoas, a fez procurar respostas dentro de si mesma, mas sua alma era governada por sombras, a Solidão soube muito bem como distorcer a riquíssima hierarquia de valores de Anahí.

"A Face do Diabo é tão Linda quanto a Face de Deus"
Mesmo tendo sua alma frequentemente devastada pela Solidão, Anahí sabia que sempre que surge um Demônio, surge também um Anjo, para combatê-lo, então Anahí abraçava seus Demônios, e era grata por todos, e cada um deles, porque sabia que um dia encontraria o Anjo que os combateria.

"Sempre armados da beleza mais lancinante que pudermos inventar"
Por conhecer muito bem a si mesma, Anahí também podia decifrar com muita facilidade a personalidade das outras pessoas.
Ela podia sentir a dor de todos ao seu redor.
Por conhecer as pessoas tão bem, Anahí podia ver seus Defeitos e Qualidades, e podia escolher se preferiria amá-los ou odiá-los.
Como sempre foi vítima de rejeição, Anahí escolheu rejeitar e odiar todos ao seu redor antes que eles a rejeitassem.
Anahí não fazia parte do Mundo das pessoas, e por estar fora dele podia enxergar todas as suas nuances com clareza - embora preferisse fazer parte do Mundo, e ter "amigos"...

"João 1: E o Verbo se fez carne e habitou entre nós"
Sua inépcia social fez com que Anahí se entregasse à leitura, e conhecia o trabalho de muitos escritores independentes, mas um deles chamava sua atenção em especial.
Um dia Anahí descobriria que seu pseudônimo "Louis Cypher" era uma corruptela  arguta de "Lúcifer".
Esse escritor parecia conhecer tão bem quanto ela todo o espectro de emoções que vão da Maldição à Bênção.
Encantada por enfim ter encontrado alguém que sabia tão bem quanto ela como revelar os aspectos profundos da natureza humana Anahí escreveu uma carta.
A primeira carta que escreveu para alguém na vida demonstrando afeto.
Maravilhada por finalmente sentir que poderia ser sincera com alguém, sem precisar medir o impacto de cada palavra, Anahí se permitiu ser plenamente sincera, e poder expressar todos os anos de sentimentos repesados em seu coração - o resultado foi uma carta muito mais extensa do que os padrões de cartas extensas - mas cada palavra foi habitada com tanta entrega que a carta poderia ser, no final, tudo, menos monótona e entediante.
Anahí não esperava uma resposta, apenas por poder se expressar já foi muito libertador, o que a fez ficar ainda mais perplexa quando recebeu a carta com a resposta.

"Sangue Alabastrino"
A correspondência entre ambos se tornou cada vez mais frequente, e abordava cada vez assuntos mais nebulosos e obscuros, percorrendo caminhos tortuosos, pelos quais ninguém poderia segui-los.
Um Bom Livro nunca de exaure, e a correspondência entre os dois era inexaurível.
Sentindo que se conheciam há anos, decidiram se conhecer.
E com o tempo o encontro entre ambos também se tornou mais frequente.
Ambos eram companhias instigantes e perturbadoras, embora revelassem os recortes mais íntimos de suas almas sabiam que ainda havia muito mais para se descobrir.

"Um Lobo não se apaixona por uma Ovelha"
Louis Cypher disse a Anahí que mesmo que duas pessoas dividissem uma vida inteira juntos, ainda assim seria impossível conhecer completamente um ao outro, então perguntou a Anahí o que ela pensava sobre dividir... a Eternidade.
Anahí percebeu que suas palavras não eram metafóricas, e respondeu à altura, dizendo que sabia que Deus não queria que a Humanidade fosse feliz, queria que ela fosse Forte, por isso tanto sofrimento, e que apenas o sofrimento revela o que há de melhor nas pessoas, então uma eternidade de sofrimento faria de um imortal a pessoa mais forte que já pousou os pés sobre a face da Terra.

"O Plano de Deus"
Segundo a Alquimia um Alquimista precisa enxergar o Plano de Deus, que está por trás de todas as coisas, e que rege o Destino de cada folha que cai de uma árvore, e de cada flor que desabrocha, mas Anahí não desconfiava que o Plano de Deus compreendia todo um universo de Maldição Eterna, com Criaturas Corrompidas rastejando seus ventres no sangue, excrementos e bílis.
Plano ao qual... ela agora estava subordinada, e ao qual ela precisava se curvar...
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Anahí Iosifescu

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Re: Anahí Iosifescu - Brujah

Mensagem por Arcebispo Altobello em Qua Jan 04, 2017 9:15 pm

Prelúdio: Parabéns, seu prelúdio é muito poético e você consegue transmitir bem a forma que a personagem compreende o mundo. Infelizmente falou informações sobre a vida da personagem. Perceba, a única informação substancial é que a personagem cresceu numa família que não lhe dava amor, que ela se tornou antissocial e conheceu seu Senhor por meio de livros que ele escreveu.

Um prelúdio deve conter informações como quando e onde nasceu, com o que trabalhava antes de morrer, como encarou o abraço e sua condição vampírica, o que fez depois disso, como ganhou esses Status 3 (Que por sinal é digno de Ancião, um Membro respeitadíssimo dentro da Seita, exigirei um motivo muito bom para um neófitoser tão reconhecido), como ganhou esses Recursos 2... Suas qualidade e defeitos... É necessário que ao ler sua história eu entenda como você aprendeu seus idiomas, a atuar, intimidar e etc... Eu nem mesmo consigo identificar sua personagem é Sabá ou Camarilla. 

Por essa razão, vou corrigir daqui pra frente, só a parte de pontuação e dar a oportunidade para você refazer o prelúdio.

Pontuação
Atributos: 
- Carisma: Como uma personagem tão antissocial e rejeitada pela humanidade é tão carismática e eloquente?

Habilidades: Ok! (Mas use os modelo do Fórum, com todas as Habilidades Primárias, mesmo que tenha 0 nela. É um padrão que mantemos e ajudará quem quer que precise mexer nela no futuro, como por exemplo, caso você compre uma Habilidade que você ainda não tem com experiência)
Antecedentes: Ok!
Disciplinas: Ok!
Virtudes: Ok!
Pontos Bonus: Ok!
Qualidade e Defeitos: Ok!

Assim que refizer o prelúdio eu volto pra ver se a ficha está compatível com o personagem.

_________________
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E lá, mais alto que as nuvens, serei como o Altíssimo." 
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Re: Anahí Iosifescu - Brujah

Mensagem por Anahí Iosifescu em Qua Jan 04, 2017 11:54 pm

(Obrigado pelas considerações, e perdão por ter escrito um prelúdio tão pouco explicativo - lamento se com as alterações ele tenha ficado muito extenso e prolixo. Correções: -1 em antecedentes/status, +1 em qualidades/Senhor de Prestígio e correções no prelúdio feitas em vermelho. Mais uma vez, obrigado...!)

1. Dados

Nome: Marco Bonamichi
Personagem: Anahí Iosifescu
Clã: Brujah - Camarilla
Natureza: Conformista
Comportamento: Monstro
Geração:
Refúgio: Casa Oferecida pelo seu Mentor
Conceito: Intelectual

Saldo de XP: 0/0
_______________________________________
2. Atributos

Físicos (Terciários)
- Força: 2
- Destreza: 2
- Vigor: 2

Sociais (Primários)
- Carisma: 4 (Eloquente)
- Manipulação: 2
- Aparência: 4

Mentais (Secundários)
- Percepção: 3
- Inteligência: 3
- Raciocínio: 2
_______________________________________
3. Habilidades

Talentos
- Prontidão: 2
- Esportes: 1
- Briga: 1
- Esquiva:
- Empatia: 3 + 1 (+2 P.B.) = 4 (Emoções)
- Expressão: 3
- Intimidação: 3 + 1 (+2 P.B.) = 4 (Ameaças Ocultas)
- Liderança:
- Manha:
- Lábia:

Perícias
- Empatia c/ Animais: 1
- Ofícios:
- Condução: 2
- Etiqueta: 3
- Armas de Fogo:
- Armas Brancas:
- Performance: 3
- Segurança:
- Furtividade:
- Sobrevivência:

Conhecimentos
- Acadêmicos:
- Computador:
- Finanças:
- Investigação:
- Direito:
- Linguística: 3 (Inglês, Francês, Alemão, Russo e Japonês)
- Medicina:
- Ocultismo: 2
- Política:
- Ciências:

_______________________________________
4. Vantagens

Antecedentes
- Geração: 3 + 2 (+6 P.B.) = 5
- Mentor: 2 + 1 (+1 P.B.) = 3
- Status: 2  (+2 P.B.)
- Recursos: 2 (+2 P.B.)

Disciplinas
- Presença: 3
_______________________________________
5. Virtudes
- Consciência: 3
- Autocontrole: 3
- Coragem: 4

Humanidade: 6

Força de Vontade: 4 + 2 (+2 P.B.) = 6
_______________________________________
Qualidades e Defeitos

Qualidades
- Rubor de Saúde (2)
- Voz Encantadora (2)
- Senhor de Prestígio (1 ponto)

Defeitos
- Compreensão Falha (1 ponto)
- Sono Pesado (1 ponto)
- Mordida Infecciosa (2)
- Vício (3) - Nicotina
_______________________________________
5. Prelúdio

"Prefácio: A Estrela da Manhã"
A Cidade de Los Angeles, berço de Anahí Iosifescu, deve ter tido seu nome retirado de um erro de tradução - poderia haver tudo naquela cidade, exceto... Anjos...


"A Solidão só te ensina a ser Só"
Uma xícara de café forte, apenas e tão somente: o café da manhã de Anahí Iosifescu...
Embora tivesse um núcleo familiar dito estável para os padrões da sociedade judaico-cristã patriarcal convencional, jamais conheceu o Amor de Pai e Mãe, tampouco a intimidade de dividir o café da manhã com alguém a quem se aprecia - uma xícara de café compartilhava as características da vida de Anahí: Negro e Amargo.

"Olhos Bovinos e Passívos"
Cedo Anahí percebeu que seus pais possuíam a mesma sensibilidade de um cavalo, e com o tempo percebeu que essa era uma constante contínua e ininterrupta entre as pessoas.
Anahí conhecia muito bem a si mesma, e seu coração se enchia de frustração e decepção quando percebia que as pessoas eram autômatos acéfalos, alienadas de si mesmas, entregues a prazeres fúteis, frívolos e supérfluos.
Todos: criaturas simplórias e medíocres.

"Evangélio Apócrifo de Tomé: se trazes à tona o que está dentro de ti, o que está dentro de ti te salva, se não trazes à tona o que está dentro de ti, o que está dentro de ti te destrói."
Anahí sempre foi muito pouco inclinada aos prazeres da carne, sempre preferiu os prazeres da Alma, mas ninguém com quem teve contato compartilhava dessa inclinação, e o Amor que sentia, com o tempo, por não encontrar Identidade e Reflexo em outras pessoas, a fez procurar respostas dentro de si mesma, mas sua alma era governada por sombras, a Solidão soube muito bem como distorcer a riquíssima hierarquia de valores de Anahí.

"A Face do Diabo é tão Linda quanto a Face de Deus"
Mesmo tendo sua alma frequentemente devastada pela Solidão, Anahí sabia que sempre que surge um Demônio, surge também um Anjo, para combatê-lo, então Anahí abraçava seus Demônios, e era grata por todos, e cada um deles, porque sabia que um dia encontraria o Anjo que os combateria.

"Sempre armados da beleza mais lancinante que pudermos inventar"
Por conhecer muito bem a si mesma, Anahí também podia decifrar com muita facilidade a personalidade das outras pessoas.
Ela podia sentir a dor de todos ao seu redor.
Por conhecer as pessoas tão bem, Anahí podia ver seus Defeitos e Qualidades, e podia escolher se preferiria amá-los ou odiá-los.
Como sempre foi vítima de rejeição, Anahí escolheu rejeitar e odiar todos ao seu redor antes que eles a rejeitassem.
Anahí não fazia parte do Mundo das pessoas, e por estar fora dele podia enxergar todas as suas nuances com clareza - embora preferisse fazer parte do Mundo, e ter "amigos"...

"Palavras Outras"
Algumas poucas palavras, inaceitáveis e intoleráveis, não podem ser pronunciadas em seu idioma nativo - seria uma mácula e uma heresia imperdoável. Por isso Anahí adquiriu tanta curiosidade a respeito de outros idiomas - ela conhecia íntima e visceralmente toda a extensão do sofrimento que a Solidão podia proporcionar, e se recusava a pronunciar essas palavras em seu idioma nativo - quanto mais Anahí aprendia mais queria aprender, poder vociferar os horrores que a perseguiam livrava sua alma de um fardo hercúleo.
Seu apreço pelo desvelar do significado das palavras naturalmente a levou a se interessar por dramaturgia - o Teatro possui uma tradição de 2.500 anos, era um legado que merecia seu respeito - e com isso Anahí adquiriu um vocabulário riquíssimo, aprendeu a utilizar palavras ordinárias para expressar ideias extraordinárias, e a criar estruturas-linguísticas autônomas.


"Mímeses do Cognoscível"
Ela apenas havia trocado os problemas de uma vida social por outros - não precisava enfrentar os problemas de amizades questionáveis e duvidosas, mas precisava compreender e apreender seus humores - com os anos de experiência Anahí se tornou extremamente eficiente, e podia decifrar com clareza seus mais sutis estados de espírito - conhecimento que ela poderia usar a seu bel prazer, se valendo desses artifícios e subterfúgios para cortejar a amizade dos outros, dizendo o que eles queriam ouvir, ou aterrorizá-los, colocando diante dos seus olhos a escuridão de suas almas, que eles se esforçavam tão arduamente para negar e recusar, mas ela podia ver com clareza - as pessoas não respeitam seus próprios sentimentos, por isso são dominadas por eles quando esses crescem desassistidos nas profundezas de suas almas, mas Anahí os respeitava, por isso podia enxergá-los, e podia usá-los a seu favor - embora pudesse, esses eram jogos que não a interessavam, seu tempo era precioso demais para ser desperdiçado com assuntos tão pequenos.


"João 1: E o Verbo se fez carne e habitou entre nós"
Sua inépcia social fez com que Anahí se entregasse à leitura, e conhecia o trabalho de muitos escritores independentes, mas um deles chamava sua atenção em especial.
Um dia Anahí descobriria que seu pseudônimo "Louis Cypher" era uma corruptela  arguta de "Lúcifer".
Esse escritor parecia conhecer tão bem quanto ela todo o espectro de emoções que vão da Maldição à Bênção.
Encantada por enfim ter encontrado alguém que sabia tão bem quanto ela como revelar os aspectos profundos da natureza humana Anahí escreveu uma carta.
A primeira carta que escreveu para alguém na vida demonstrando afeto.
Maravilhada por finalmente sentir que poderia ser sincera com alguém, sem precisar medir o impacto de cada palavra, Anahí se permitiu ser plenamente sincera, e poder expressar todos os anos de sentimentos represados em seu coração - o resultado foi uma carta muito mais extensa do que os padrões de cartas extensas - mas cada palavra foi habitada com tanta entrega que a carta poderia ser, no final, tudo, menos monótona e entediante.
Anahí não esperava uma resposta, apenas por poder se expressar já foi muito libertador, o que a fez ficar ainda mais perplexa quando recebeu a carta com a resposta.

"Sangue Alabastrino"
A correspondência entre ambos se tornou cada vez mais frequente, e abordava cada vez assuntos mais nebulosos e obscuros, percorrendo caminhos tortuosos, pelos quais ninguém poderia segui-los.
Um Bom Livro nunca de exaure, e a correspondência entre os dois era inexaurível.
Sentindo que se conheciam há anos, decidiram se conhecer.
E com o tempo o encontro entre ambos também se tornou mais frequente.
Ambos eram companhias instigantes e perturbadoras, embora revelassem os recortes mais íntimos de suas almas sabiam que ainda havia muito mais para se descobrir.

"Um Lobo não se apaixona por uma Ovelha"
Louis Cypher disse a Anahí que mesmo que duas pessoas dividissem uma vida inteira juntos, ainda assim seria impossível conhecer completamente um ao outro, então perguntou a Anahí o que ela pensava sobre dividir... a Eternidade.
Anahí percebeu que suas palavras não eram metafóricas, e respondeu à altura, dizendo que sabia que Deus não queria que a Humanidade fosse feliz, queria que ela fosse Forte, por isso tanto sofrimento, e que apenas o sofrimento revela o que há de melhor nas pessoas, então uma eternidade de sofrimento faria de um imortal a pessoa mais forte que já pousou os pés sobre a face da Terra.

"O Plano de Deus"
Segundo a Alquimia um Alquimista precisa enxergar o Plano de Deus, que está por trás de todas as coisas, e que rege o Destino de cada folha que cai de uma árvore, e de cada flor que desabrocha, mas Anahí não desconfiava que o Plano de Deus compreendia todo um universo de Maldição Eterna, com Criaturas Corrompidas rastejando seus ventres no sangue, excrementos e bílis.
Plano ao qual... ela agora estava subordinada, e ao qual ela deveria se curvar...

"Do Outro Lado"
A única constante na vida é que ela é inconstante, e Anahí conhecia muito bem toda a volatilidade e instabilidade das forças que a cercavam, por isso sua condição de pós-vida não foi recebida com pânico e desespero - ela precisou de algum tempo para se acostumar à sua nova condição, mas a aceitou de bom grado, e preferiu ver nisso uma Bênção ao invés de uma Maldição.
Louis Cypher estava ao seu lado para guiá-la, e ela não teria escolhido mais ninguém...
Mesmo assim Anahí possui um ponto de vista muito particular a respeito do Mundo, e mesmo L. Cypher a ensinando, ela ainda preferia enxergar a realidade como ela gostaria que fosse, ao invés de como realmente era, então sua compreensão da política cainita era, no mínimo, excêntrica.
Anahí não gostava do mundo em que vivia quando viva, por isso preferia 1.000 vezes continuar dormindo e sonhar, condição que alcançou proporções perigosas depois do abraço, e que estava completamente fora do seu controle - mas mesmo tendo grande dificuldade para despertar ela ainda podia fruir o prazer da nicotina - os cigarros eram seus únicos amigos quando era viva, e agora, podia beijar os lábios de puta de neon da nicotina através do sangue - um prazer ainda mais potente e viciante do que antes - prazer ao qual se entrega sem reservas, e cujo deleite desmedido a compelia a ferir suas vítimas tão perniciosamente que suas feridas não cicatrizavam, e permaneciam abertas...


"É impossível mentir, porque é impossível dizer a verdade."
Existem alguns jogos que são perigosos demais, e poucos se dispõe a jogá-los, não Louis Cypher.
Situações extremas e limítrofes, que precisam ser geridas com discrição e sutileza são sua especialidade.
A maior vitória do Diabo é que ninguém acredita que ele exista, e Louis Cypher dispunha das ferramentas para orquestrar a sociedade humana sem que ela tivesse consciência de que está sendo manipulada.
Abraçar Anahí Iosifescu não foi apenas fruto de seus caprichos infantis, ele havia visto nela qualidades das quais poderia tirar proveito, e com o tempo passou a delegar a ela incumbências que faziam jus à suas qualidades únicas.
Anahí aceitava com prazer as tarefas que lhe competiam - fazer com que os mortais agissem contra a razão, e obedecessem cegamente às emoções que ela distorcia em seus corações era maravilhoso - Louis Cypher se valia de Anahí a fim de resolver assuntos políticos na sociedade humana, mas ela não se importava com essa natureza de jogos de poder, seu prazer provinha do disseminar do pânico nos corações daqueles humanos torpes e parvos, provinha do disseminar da lascívia conspícua e concupiscente em suas almas, a fim de fazê-los agir contra suas vontades - fazer com que seus pecados de depravação e obscenidade se voltassem contra eles era como se tornar instrumento da vontade divina, privilégio esse que ela honrava com diligência e esmero...!
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Re: Anahí Iosifescu - Brujah

Mensagem por Anahí Iosifescu em Qui Jan 05, 2017 1:22 am

(ERRATA - me esqueci de completar com algumas informações... desculpe-me...)

1. Dados

Nome: Marco Bonamichi
Personagem: Anahí Iosifescu
Clã: Brujah - Camarilla
Natureza: Conformista
Comportamento: Monstro
Geração:
Refúgio: Casa Oferecida pelo seu Mentor
Conceito: Intelectual

Saldo de XP: 0/0
_______________________________________
2. Atributos

Físicos (Terciários)
- Força: 2
- Destreza: 2
- Vigor: 2

Sociais (Primários)
- Carisma: 4 (Eloquente)
- Manipulação: 2
- Aparência: 4

Mentais (Secundários)
- Percepção: 3
- Inteligência: 3
- Raciocínio: 2
_______________________________________
3. Habilidades

Talentos
- Prontidão: 2
- Esportes: 1
- Briga: 1
- Esquiva:
- Empatia: 3 + 1 (+2 P.B.) = 4 (Emoções)
- Expressão: 3
- Intimidação: 3 + 1 (+2 P.B.) = 4 (Ameaças Ocultas)
- Liderança:
- Manha:
- Lábia:

Perícias
- Empatia c/ Animais: 1
- Ofícios:
- Condução: 2
- Etiqueta: 3
- Armas de Fogo:
- Armas Brancas:
- Performance: 3
- Segurança:
- Furtividade:
- Sobrevivência:

Conhecimentos
- Acadêmicos:
- Computador:
- Finanças:
- Investigação:
- Direito:
- Linguística: 3 (Inglês, Francês, Alemão, Russo e Japonês)
- Medicina:
- Ocultismo: 2
- Política:
- Ciências:

_______________________________________
4. Vantagens

Antecedentes
- Geração: 3 + 2 (+6 P.B.) = 5
- Mentor: 2 + 1 (+1 P.B.) = 3
- Status: 2  (+2 P.B.)
- Recursos: 2 (+2 P.B.)

Disciplinas
- Presença: 3
_______________________________________
5. Virtudes
- Consciência: 3
- Autocontrole: 3
- Coragem: 4

Humanidade: 6

Força de Vontade: 4 + 2 (+2 P.B.) = 6
_______________________________________
Qualidades e Defeitos

Qualidades
- Rubor de Saúde (2)
- Voz Encantadora (2)
- Senhor de Prestígio (1 ponto)

Defeitos
- Compreensão Falha (1 ponto)
- Sono Pesado (1 ponto)
- Mordida Infecciosa (2)
- Vício (3) - Nicotina
_______________________________________
5. Prelúdio

"Prefácio: A Estrela da Manhã"
A Cidade de Los Angeles, berço de Anahí Iosifescu, deve ter tido seu nome retirado de um erro de tradução - poderia haver tudo naquela cidade, exceto... Anjos...
Anahí sabia que havia nascido no início da década de 70, mas não sabia a data precisa - a Vida é uma Guerra, e não há mérito nenhum em um aniversário, por isso Anahí não dava valor a essas comemorações...
No final da década de 90 Anahí seria abraçada e iniciada na vida cainitia, mas ela também não iria dar valor a essa data, por isso também não se lembrará com precisão...


"A Solidão só te ensina a ser Só"
Uma xícara de café forte, apenas e tão somente: o café da manhã de Anahí Iosifescu...
Embora tivesse um núcleo familiar dito estável para os padrões da sociedade judaico-cristã patriarcal convencional, jamais conheceu o Amor de Pai e Mãe, tampouco a intimidade de dividir o café da manhã com alguém a quem se aprecia - uma xícara de café compartilhava as características da vida de Anahí: Negro e Amargo.

"Olhos Bovinos e Passívos"
Cedo Anahí percebeu que seus pais possuíam a mesma sensibilidade de um cavalo, e com o tempo percebeu que essa era uma constante contínua e ininterrupta entre as pessoas.
Anahí conhecia muito bem a si mesma, e seu coração se enchia de frustração e decepção quando percebia que as pessoas eram autômatos acéfalos, alienadas de si mesmas, entregues a prazeres fúteis, frívolos e supérfluos.
Todos: criaturas simplórias e medíocres.

"Evangélio Apócrifo de Tomé: se trazes à tona o que está dentro de ti, o que está dentro de ti te salva, se não trazes à tona o que está dentro de ti, o que está dentro de ti te destrói."
Anahí sempre foi muito pouco inclinada aos prazeres da carne, sempre preferiu os prazeres da Alma, mas ninguém com quem teve contato compartilhava dessa inclinação, e o Amor que sentia, com o tempo, por não encontrar Identidade e Reflexo em outras pessoas, a fez procurar respostas dentro de si mesma, mas sua alma era governada por sombras, a Solidão soube muito bem como distorcer a riquíssima hierarquia de valores de Anahí.

"A Face do Diabo é tão Linda quanto a Face de Deus"
Mesmo tendo sua alma frequentemente devastada pela Solidão, Anahí sabia que sempre que surge um Demônio, surge também um Anjo, para combatê-lo, então Anahí abraçava seus Demônios, e era grata por todos, e cada um deles, porque sabia que um dia encontraria o Anjo que os combateria.

"Sempre armados da beleza mais lancinante que pudermos inventar"
Por conhecer muito bem a si mesma, Anahí também podia decifrar com muita facilidade a personalidade das outras pessoas.
Ela podia sentir a dor de todos ao seu redor.
Por conhecer as pessoas tão bem, Anahí podia ver seus Defeitos e Qualidades, e podia escolher se preferiria amá-los ou odiá-los.
Como sempre foi vítima de rejeição, Anahí escolheu rejeitar e odiar todos ao seu redor antes que eles a rejeitassem.
Anahí não fazia parte do Mundo das pessoas, e por estar fora dele podia enxergar todas as suas nuances com clareza - embora preferisse fazer parte do Mundo, e ter "amigos"...
Anahí nunca teve muita sorte com empregos, nunca ficou muito tempo em nenhum deles, eram todos efêmeros e esporádicos, porque não respeitava seus patrões e não respeitava seus companheiros de trabalho, ela não via amizade em nenhum deles...

"Palavras Outras"
Algumas poucas palavras, inaceitáveis e intoleráveis, não podem ser pronunciadas em seu idioma nativo - seria uma mácula e uma heresia imperdoável. Por isso Anahí adquiriu tanta curiosidade a respeito de outros idiomas - ela conhecia íntima e visceralmente toda a extensão do sofrimento que a Solidão podia proporcionar, e se recusava a pronunciar essas palavras em seu idioma nativo - quanto mais Anahí aprendia mais queria aprender, poder vociferar os horrores que a perseguiam livrava sua alma de um fardo hercúleo.
Seu apreço pelo desvelar do significado das palavras naturalmente a levou a se interessar por dramaturgia - o Teatro possui uma tradição de 2.500 anos, era um legado que merecia seu respeito - e com isso Anahí adquiriu um vocabulário riquíssimo, aprendeu a utilizar palavras ordinárias para expressar ideias extraordinárias, e a criar estruturas-linguísticas autônomas.


"Mimeses do Cognoscível"
Ela apenas havia trocado os problemas de uma vida social por outros - não precisava enfrentar os problemas de amizades questionáveis e duvidosas, mas precisava compreender e apreender seus humores - com os anos de experiência Anahí se tornou extremamente eficiente, e podia decifrar com clareza seus mais sutis estados de espírito - conhecimento que ela poderia usar a seu bel prazer, se valendo desses artifícios e subterfúgios para cortejar a amizade dos outros, dizendo o que eles queriam ouvir, ou aterrorizá-los, colocando diante dos seus olhos a escuridão de suas almas, que eles se esforçavam tão arduamente para negar e recusar, mas ela podia ver com clareza - as pessoas não respeitam seus próprios sentimentos, por isso são dominadas por eles quando esses crescem desassistidos nas profundezas de suas almas, mas Anahí os respeitava, por isso podia enxergá-los, e podia usá-los a seu favor - embora pudesse, esses eram jogos que não a interessavam, seu tempo era precioso demais para ser desperdiçado com assuntos tão pequenos.


"João 1: E o Verbo se fez carne e habitou entre nós"
Sua inépcia social fez com que Anahí se entregasse à leitura, e conhecia o trabalho de muitos escritores independentes, mas um deles chamava sua atenção em especial.
Um dia Anahí descobriria que seu pseudônimo "Louis Cypher" era uma corruptela  arguta de "Lúcifer".
Esse escritor parecia conhecer tão bem quanto ela todo o espectro de emoções que vão da Maldição à Bênção.
Encantada por enfim ter encontrado alguém que sabia tão bem quanto ela como revelar os aspectos profundos da natureza humana Anahí escreveu uma carta.
A primeira carta que escreveu para alguém na vida demonstrando afeto.
Maravilhada por finalmente sentir que poderia ser sincera com alguém, sem precisar medir o impacto de cada palavra, Anahí se permitiu ser plenamente sincera, e poder expressar todos os anos de sentimentos represados em seu coração - o resultado foi uma carta muito mais extensa do que os padrões de cartas extensas - mas cada palavra foi habitada com tanta entrega que a carta poderia ser, no final, tudo, menos monótona e entediante.
Anahí não esperava uma resposta, apenas por poder se expressar já foi muito libertador, o que a fez ficar ainda mais perplexa quando recebeu a carta com a resposta.

"Sangue Alabastrino"
A correspondência entre ambos se tornou cada vez mais frequente, e abordava cada vez assuntos mais nebulosos e obscuros, percorrendo caminhos tortuosos, pelos quais ninguém poderia segui-los.
Um Bom Livro nunca de exaure, e a correspondência entre os dois era inexaurível.
Sentindo que se conheciam há anos, decidiram se conhecer.
E com o tempo o encontro entre ambos também se tornou mais frequente.
Ambos eram companhias instigantes e perturbadoras, embora revelassem os recortes mais íntimos de suas almas sabiam que ainda havia muito mais para se descobrir.

"Um Lobo não se apaixona por uma Ovelha"
Louis Cypher disse a Anahí que mesmo que duas pessoas dividissem uma vida inteira juntos, ainda assim seria impossível conhecer completamente um ao outro, então perguntou a Anahí o que ela pensava sobre dividir... a Eternidade.
Anahí percebeu que suas palavras não eram metafóricas, e respondeu à altura, dizendo que sabia que Deus não queria que a Humanidade fosse feliz, queria que ela fosse Forte, por isso tanto sofrimento, e que apenas o sofrimento revela o que há de melhor nas pessoas, então uma eternidade de sofrimento faria de um imortal a pessoa mais forte que já pousou os pés sobre a face da Terra.

"O Plano de Deus"
Segundo a Alquimia um Alquimista precisa enxergar o Plano de Deus, que está por trás de todas as coisas, e que rege o Destino de cada folha que cai de uma árvore, e de cada flor que desabrocha, mas Anahí não desconfiava que o Plano de Deus compreendia todo um universo de Maldição Eterna, com Criaturas Corrompidas rastejando seus ventres no sangue, excrementos e bílis.
Plano ao qual... ela agora estava subordinada, e ao qual ela deveria se curvar...

"Do Outro Lado"
A única constante na vida é que ela é inconstante, e Anahí conhecia muito bem toda a volatilidade e instabilidade das forças que a cercavam, por isso sua condição de pós-vida não foi recebida com pânico e desespero - ela precisou de algum tempo para se acostumar à sua nova condição, mas a aceitou de bom grado, e preferiu ver nisso uma Bênção ao invés de uma Maldição.
Louis Cypher estava ao seu lado para guiá-la, e ela não teria escolhido mais ninguém...
Mesmo assim Anahí possui um ponto de vista muito particular a respeito do Mundo, e mesmo L. Cypher a ensinando, ela ainda preferia enxergar a realidade como ela gostaria que fosse, ao invés de como realmente era, então sua compreensão da política cainita era, no mínimo, excêntrica.
Anahí não gostava do mundo em que vivia quando viva, por isso preferia 1.000 vezes continuar dormindo e sonhar, condição que alcançou proporções perigosas depois do abraço, e que estava completamente fora do seu controle - mas mesmo tendo grande dificuldade para despertar ela ainda podia fruir o prazer da nicotina - os cigarros eram seus únicos amigos quando era viva, e agora, podia beijar os lábios de puta de neon da nicotina através do sangue - um prazer ainda mais potente e viciante do que antes - prazer ao qual se entrega sem reservas, e cujo deleite desmedido a compelia a ferir suas vítimas tão perniciosamente que suas feridas não cicatrizavam, e permaneciam abertas...


"É impossível mentir, porque é impossível dizer a verdade."
Existem alguns jogos que são perigosos demais, e poucos se dispõe a jogá-los, não Louis Cypher.
Situações extremas e limítrofes, que precisam ser geridas com discrição e sutileza são sua especialidade.
A maior vitória do Diabo é que ninguém acredita que ele exista, e Louis Cypher dispunha das ferramentas para orquestrar a sociedade humana sem que ela tivesse consciência de que está sendo manipulada.
Abraçar Anahí Iosifescu não foi apenas fruto de seus caprichos infantis, ele havia visto nela qualidades das quais poderia tirar proveito, e com o tempo passou a delegar a ela incumbências que faziam jus à suas qualidades únicas.
Anahí aceitava com prazer as tarefas que lhe competiam - fazer com que os mortais agissem contra a razão, e obedecessem cegamente às emoções que ela distorcia em seus corações era maravilhoso - Louis Cypher se valia de Anahí a fim de resolver assuntos políticos na sociedade humana, mas ela não se importava com essa natureza de jogos de poder, seu prazer provinha do disseminar do pânico nos corações daqueles humanos torpes e parvos, provinha do disseminar da lascívia conspícua e concupiscente em suas almas, a fim de fazê-los agir contra suas vontades - fazer com que seus pecados de depravação e obscenidade se voltassem contra eles era como se tornar instrumento da vontade divina, privilégio esse que ela honrava com diligência e esmero...!
Louis Cypher retribuía também tomando conta das finanças de Anahí - talvez para controlá-la? - Anahí detestava assuntos mundanos como dinheiro, e ficava muita grata - Cypher parecia saber exatamente de quanto dinheiro Anahí precisava, e ela realmente nunca precisou de mais do que dispunha.
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Re: Anahí Iosifescu - Brujah

Mensagem por Arcebispo Altobello em Qui Jan 05, 2017 2:33 am

Carisma x Manipulação:
- A personagem sempre foi antissocial e desprezava as relações interpessoais, mas aprendeu a ver a necessidade de "cortejar a amizade dos outros, dizendo o que elas querem ouvir". Essa descrição é mais próxima de Manipulação do que Carisma. 

Performance: 3
- Performance diz respeito ao seu desempenho no campo das musicais, e artes cênicas (Dança e Atuação). Perceba que a dramaturgia, enquanto literatura não se encaixa em Performance e sim em Expressão. O terceiro nível é alto para uma amadora, permitindo à personagem inclusive viver disso. Porque razão a personagem tem um nível tão alto? Ela não me parece fazer o tipo que desenvolveria essa habilidade.

Ocultismo: 2
- Em que pese Anahí ser uma vampira, ela não necessariamente irá desenvolver Ocultismo, necessitando estudo na área. Todo vampiro (A menos que você tenha o defeito: Iludido) sabe de todo o básico sobre sua situação. Isso inclui saber sobre Diablerie, Laço de Sangue, que Sol e Fogo são perigosos e todo o resto. Se mesmo assim acha que Anahí tem conhecimento Ocultista, coloque no prelúdio por que e como ela estudou Ocultismo.

Compreensão Falha
- O que exatamente Anahí não compreendeu que pode a deixar em apuros com a seita?

Mentor e Status
- Mentor 3 é um vampiro tão influente e respeitado quanto o membro mais antigo do seu clã na cidade, um Primógeno. Isso geralmente indica que é um vampiro Ancião, com aproximadamente 400~600 anos. Apesar de saber que se trata de um homem que gosta de escrever e é rico, nada mais sabemos sobre ele. Conte-nos um pouco mais. Da mesma forma, Status 2 é o equivalente a um Ancilla (Não é tão jovem quanto um Neófito, mas nem tão velho quanto um Ancião, têm geralmente entre 300~100 anos). Nada que Anahí tenha feito de tão espetacular para ser considerada uma Ancilla ainda tão nova. Recomendo que retire o Antecedente. Ela ainda parece estar sob os cuidados de seu senhor, portanto uma criança da noite, sem Status perante a seita.

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Re: Anahí Iosifescu - Brujah

Mensagem por Anahí Iosifescu em Qui Jan 05, 2017 11:24 am

(Correções feitas - removi o antecedente Status, a Perícia Performance e a Vantagem Senhor de Prestígio - adicionei as Vantagens Introspecção e Brigão [que me parecem ilustrar muito melhor minha personagem do que Status, por exemplo - não me senti muito a vontade para explicar as qualidades: Ingerir Comida, Rubor de Saúde e Voz Encantadora, porque me pareciam ser muito mais qualidades de origem genética... é melhor eu explicá-las mesmo assim? - e acrescentei ao prelúdio as justificativas que estavam faltando - obrigado pela paciência!!] )

1. Dados

Nome: Marco Bonamichi
Personagem: Anahí Iosifescu
Clã: Brujah - Camarilla
Natureza: Conformista
Comportamento: Monstro
Geração:
Refúgio: Casa Oferecida pelo seu Mentor
Conceito: Intelectual

Saldo de XP: 0/0
_______________________________________
2. Atributos

Físicos (Terciários)
- Força: 2
- Destreza: 2
- Vigor: 2

Sociais (Primários)
- Carisma: 4 (Eloquente)
- Manipulação: 2
- Aparência: 4 (Imprevisível)

Mentais (Secundários)
- Percepção: 3
- Inteligência: 3
- Raciocínio: 2
_______________________________________
3. Habilidades

Talentos
- Prontidão: 2
- Esportes: 1
- Briga: 1
- Esquiva:
- Empatia: 3 + 1 (+2 P.B.) = 4 (Emoções)
- Expressão: 3
- Intimidação: 3 + 1 (+2 P.B.) = 4 (Ameaças Ocultas)
- Liderança:
- Manha:
- Lábia:

Perícias
- Empatia c/ Animais:
- Ofícios:
- Condução: 2
- Etiqueta: 3
- Armas de Fogo:
- Armas Brancas:
- Performance:
- Segurança:
- Furtividade:
- Sobrevivência:

Conhecimentos
- Acadêmicos: 2
- Computador:
- Finanças:
- Investigação: 1
- Direito:
- Linguística: 3 (Inglês, Francês, Alemão, Russo e Japonês)
- Medicina:
- Ocultismo: 3
- Política:
- Ciências:

_______________________________________
4. Vantagens

Antecedentes
- Geração: 3 + 2 (+6 P.B.) = 5
- Mentor: 2 + 1 (+1 P.B.) = 3
- Recursos: 2 (+2 P.B.)

Disciplinas
- Presença: 3
_______________________________________
5. Virtudes
- Consciência: 3
- Autocontrole: 3
- Coragem: 4

Humanidade: 6

Força de Vontade: 4 + 2 (+2 P.B.) = 6
_______________________________________
Qualidades e Defeitos

Qualidades
- Rubor de Saúde (2)
- Ingerir Comida (1 ponto)
- Voz Encantadora (2)
- Introspecção (1 ponto)
- Brigão (1 ponto)

Defeitos
- Compreensão Falha (1 ponto)
- Sono Pesado (1 ponto)
- Mordida Infecciosa (2)
- Vício (3) - Nicotina
_______________________________________
5. Prelúdio

"Prefácio: A Estrela da Manhã"
A Cidade de Los Angeles, berço de Anahí Iosifescu, deve ter tido seu nome retirado de um erro de tradução - poderia haver tudo naquela cidade, exceto... Anjos...
Anahí sabia que havia nascido no início da década de 70, mas não sabia a data precisa - a Vida é uma Guerra, e não há mérito nenhum em um aniversário, por isso Anahí não dava valor a essas comemorações...
No final da década de 90 Anahí seria abraçada e iniciada na vida cainitia, mas ela também não iria dar valor a essa data, por isso também não se lembrará com precisão...

"A Solidão só te ensina a ser Só"
Uma xícara de café forte, apenas e tão somente: o café da manhã de Anahí Iosifescu...
Embora tivesse um núcleo familiar dito estável para os padrões da sociedade judaico-cristã patriarcal convencional, jamais conheceu o Amor de Pai e Mãe, tampouco a intimidade de dividir o café da manhã com alguém a quem se aprecia - uma xícara de café compartilhava as características da vida de Anahí: Negro e Amargo.

"Olhos Bovinos e Passívos"
Cedo Anahí percebeu que seus pais possuíam a mesma sensibilidade de um cavalo, e com o tempo percebeu que essa era uma constante contínua e ininterrupta entre as pessoas.
Anahí conhecia muito bem a si mesma, e seu coração se enchia de frustração e decepção quando percebia que as pessoas eram autômatos acéfalos, alienadas de si mesmas, entregues a prazeres fúteis, frívolos e supérfluos.
Todos: criaturas simplórias e medíocres.

"Evangélio Apócrifo de Tomé: se trazes à tona o que está dentro de ti, o que está dentro de ti te salva, se não trazes à tona o que está dentro de ti, o que está dentro de ti te destrói."
Anahí sempre foi muito pouco inclinada aos prazeres da carne, sempre preferiu os prazeres da Alma, mas ninguém com quem teve contato compartilhava dessa inclinação, e o Amor que sentia, com o tempo, por não encontrar Identidade e Reflexo em outras pessoas, a fez procurar respostas dentro de si mesma, mas sua alma era governada por sombras, a Solidão soube muito bem como distorcer a riquíssima hierarquia de valores de Anahí.

"A Face do Diabo é tão Linda quanto a Face de Deus"
Mesmo tendo sua alma frequentemente devastada pela Solidão, Anahí sabia que sempre que surge um Demônio, surge também um Anjo, para combatê-lo, então Anahí abraçava seus Demônios, e era grata por todos, e cada um deles, porque sabia que um dia encontraria o Anjo que os combateria.

"Sempre armados da beleza mais lancinante que pudermos inventar"
Por conhecer muito bem a si mesma, Anahí também podia decifrar com muita facilidade a personalidade das outras pessoas.
Ela podia sentir a dor de todos ao seu redor.
Por conhecer as pessoas tão bem, Anahí podia ver seus Defeitos e Qualidades, e podia escolher se preferiria amá-los ou odiá-los.
Como sempre foi vítima de rejeição, Anahí escolheu rejeitar e odiar todos ao seu redor antes que eles a rejeitassem.
Anahí não fazia parte do Mundo das pessoas, e por estar fora dele podia enxergar todas as suas nuances com clareza - embora preferisse fazer parte do Mundo, e ter "amigos"...
Anahí nunca teve muita sorte com empregos, nunca ficou muito tempo em nenhum deles, eram todos efêmeros e esporádicos, porque não respeitava seus patrões e não respeitava seus companheiros de trabalho, ela não via amizade em nenhum deles...

"Palavras Outras"
Algumas poucas palavras, inaceitáveis e intoleráveis, não podem ser pronunciadas em seu idioma nativo - seria uma mácula e uma heresia imperdoável. Por isso Anahí adquiriu tanta curiosidade a respeito de outros idiomas - ela conhecia íntima e visceralmente toda a extensão do sofrimento que a Solidão podia proporcionar, e se recusava a pronunciar essas palavras em seu idioma nativo - quanto mais Anahí aprendia mais queria aprender, poder vociferar os horrores que a perseguiam livrava sua alma de um fardo hercúleo.
Seu apreço pelo desvelar do significado das palavras naturalmente a levou a se interessar por dramaturgia - o Teatro possui uma tradição de 2.500 anos, era um legado que merecia seu respeito - e com isso Anahí adquiriu um vocabulário riquíssimo, aprendeu a utilizar palavras ordinárias para expressar ideias extraordinárias, e a criar estruturas-linguísticas autônomas.

"Mimeses do Cognoscível"
Ela apenas havia trocado os problemas de uma vida social por outros - não precisava enfrentar os problemas de amizades questionáveis e duvidosas, mas precisava compreender e apreender seus humores - com os anos de experiência Anahí se tornou extremamente eficiente, e podia decifrar com clareza seus mais sutis estados de espírito - conhecimento que ela poderia usar a seu bel prazer, se valendo desses artifícios e subterfúgios para cortejar a amizade dos outros, dizendo o que eles queriam ouvir, ou aterrorizá-los, colocando diante dos seus olhos a escuridão de suas almas, que eles se esforçavam tão arduamente para negar e recusar, mas ela podia ver com clareza - - o coração de Anahí possuía tantas cicatrizes que ela havia adquirido uma hipersensibilidade em relação a aspectos da alma, talvez o psicanalista Jung tenha reconhecido 12 Arquétipos inconscientes, mas Anahí conhecia 12 mil deles, e sua habilidade em influenciar as pessoas não era oriunda de uma premeditação lógico-racional, Masculina, Solar, Cartesiana, uma influência do Logos, provinha de sua identificação com o Arquétipo do Feminino, Lunar, uma influencia do Eros - ela podia tecer suas relações com as pessoas através de um diálogo entre inconscientes, ela fazia com que os outros sentissem o que ela queria que eles sentissem porque ela mesma era vítima desses sentimentos, mas em proporções diametralmente imensuráveis - toda técnica revela uma postura existencial, e a técnica de Anahí era neurótica e esquizofrênica - seu consciente se confundia tão visceralmente com seu inconsciente que sua presença emprestava ao ambiente uma aura de terror velado, como uma predadora imprevisível, prestes a atacar e a retalhar a carne de seus inimigos de forma impiedosa e implacável - parecia que os horrores de sua alma eram indisfarçáveis, e impregnavam suas palavras, as tornando venenosas e infecciosas - as pessoas não respeitam seus próprios sentimentos, por isso são dominadas por eles quando esses crescem desassistidos nas profundezas de suas almas, mas Anahí os respeitava, por isso podia enxergá-los, e podia usá-los a seu favor - embora pudesse, esses eram jogos que não a interessavam, seu tempo era precioso demais para ser desperdiçado com assuntos tão pequenos.
Em busca de respostas Anahí começou procurando livros de psicologia, e descobriu que Contos, Lendas e Mitos eram um reflexo do Inconsciente Coletivo, então Anahí passou a se interessar muito por Mitologia - algum Mito deveria conter as respostas para os sofrimentos do seu Inconsciente Pessoal, e ela procuraria essa resposta incansavelmente... embora os Mitos mais interessantes, que falavam sobre Licantropia e Baba Yaga, fossem os que respondiam menos às suas dúvidas, eram os que ela mais gostava...

"João 1: E o Verbo se fez carne e habitou entre nós"
Sua inépcia social fez com que Anahí se entregasse à leitura, e conhecia o trabalho de muitos escritores independentes, mas um deles chamava sua atenção em especial.
Um dia Anahí descobriria que seu pseudônimo "Louis Cypher" era uma corruptela  arguta de "Lúcifer".
Esse escritor parecia conhecer tão bem quanto ela todo o espectro de emoções que vão da Maldição à Bênção.
Encantada por enfim ter encontrado alguém que sabia tão bem quanto ela como revelar os aspectos profundos da natureza humana Anahí escreveu uma carta.
A primeira carta que escreveu para alguém na vida demonstrando afeto.
Maravilhada por finalmente sentir que poderia ser sincera com alguém, sem precisar medir o impacto de cada palavra, Anahí se permitiu ser plenamente sincera, e poder expressar todos os anos de sentimentos represados em seu coração - o resultado foi uma carta muito mais extensa do que os padrões de cartas extensas - mas cada palavra foi habitada com tanta entrega que a carta poderia ser, no final, tudo, menos monótona e entediante.
Anahí não esperava uma resposta, apenas por poder se expressar já foi muito libertador, o que a fez ficar ainda mais perplexa quando recebeu a carta com a resposta.

"Sangue Alabastrino"
A correspondência entre ambos se tornou cada vez mais frequente, e abordava cada vez assuntos mais nebulosos e obscuros, percorrendo caminhos tortuosos, pelos quais ninguém poderia segui-los.
Um Bom Livro nunca de exaure, e a correspondência entre os dois era inexaurível.
Sentindo que se conheciam há anos, decidiram se conhecer.
E com o tempo o encontro entre ambos também se tornou mais frequente.
Ambos eram companhias instigantes e perturbadoras, embora revelassem os recortes mais íntimos de suas almas sabiam que ainda havia muito mais para se descobrir.

"Um Lobo não se apaixona por uma Ovelha"
Louis Cypher disse a Anahí que mesmo que duas pessoas dividissem uma vida inteira juntos, ainda assim seria impossível conhecer completamente um ao outro, então perguntou a Anahí o que ela pensava sobre dividir... a Eternidade.
Anahí percebeu que suas palavras não eram metafóricas, e respondeu à altura, dizendo que sabia que Deus não queria que a Humanidade fosse feliz, queria que ela fosse Forte, por isso tanto sofrimento, e que apenas o sofrimento revela o que há de melhor nas pessoas, então uma eternidade de sofrimento faria de um imortal a pessoa mais forte que já pousou os pés sobre a face da Terra.

"O Plano de Deus"
Segundo a Alquimia um Alquimista precisa enxergar o Plano de Deus, que está por trás de todas as coisas, e que rege o Destino de cada folha que cai de uma árvore, e de cada flor que desabrocha, mas Anahí não desconfiava que o Plano de Deus compreendia todo um universo de Maldição Eterna, com Criaturas Corrompidas rastejando seus ventres no sangue, excrementos e bílis.
Plano ao qual... ela agora estava subordinada, e ao qual ela deveria se curvar...

"Do Outro Lado"
A única constante na vida é que ela é inconstante, e Anahí conhecia muito bem toda a volatilidade e instabilidade das forças que a cercavam, por isso sua condição de pós-vida não foi recebida com pânico e desespero - ela precisou de algum tempo para se acostumar à sua nova condição, mas a aceitou de bom grado, e preferiu ver nisso uma Bênção ao invés de uma Maldição.
Louis Cypher estava ao seu lado para guiá-la, e ela não teria escolhido mais ninguém...
Mesmo assim Anahí possui um ponto de vista muito particular a respeito do Mundo, e mesmo L. Cypher a ensinando, ela ainda preferia enxergar a realidade como ela gostaria que fosse, ao invés de como realmente era, então sua compreensão da política cainita era, no mínimo, excêntrica - Anahí conhecia o valor que tradições deveriam ter, e as Tradições Cainitas pareciam servir muito mais a uma rígida estrutura de controle - tradições que ela não reconhecia e não respeitava, e por nutrir pouquíssima estima por essas Tradições Anahí agia muito mais em resposta ao que ela acreditava que as Tradições deveriam ser...!
Anahí não gostava do mundo em que vivia quando viva, por isso preferia 1.000 vezes continuar dormindo e sonhar, condição que alcançou proporções perigosas depois do abraço, e que estava completamente fora do seu controle - mas mesmo tendo grande dificuldade para despertar ela ainda podia fruir o prazer da nicotina - os cigarros eram seus únicos amigos quando era viva, e agora, podia beijar os lábios de puta de neon da nicotina através do sangue - um prazer ainda mais potente e viciante do que antes - prazer ao qual se entrega sem reservas, e cujo deleite desmedido a compelia a ferir suas vítimas tão perniciosamente que suas feridas não cicatrizavam, e permaneciam abertas...

"É impossível mentir, porque é impossível dizer a verdade."
Existem alguns jogos que são perigosos demais, e poucos se dispõe a jogá-los, não Louis Cypher.
Situações extremas e limítrofes, que precisam ser geridas com discrição e sutileza são sua especialidade.
A maior vitória do Diabo é que ninguém acredita que ele exista, e Louis Cypher dispunha das ferramentas para orquestrar a sociedade humana sem que ela tivesse consciência de que está sendo manipulada.
Abraçar Anahí Iosifescu não foi apenas fruto de seus caprichos infantis, ele havia visto nela qualidades das quais poderia tirar proveito, e com o tempo passou a delegar a ela incumbências que faziam jus à suas qualidades únicas.
Anahí aceitava com prazer as tarefas que lhe competiam - fazer com que os mortais agissem contra a razão, e obedecessem cegamente às emoções que ela distorcia em seus corações era maravilhoso - Louis Cypher se valia de Anahí a fim de resolver assuntos políticos na sociedade humana, mas ela não se importava com essa natureza de jogos de poder, seu prazer provinha do disseminar do pânico nos corações daqueles humanos torpes e parvos, provinha do disseminar da lascívia conspícua e concupiscente em suas almas, a fim de fazê-los agir contra suas vontades - fazer com que seus pecados de depravação e obscenidade se voltassem contra eles era como se tornar instrumento da vontade divina, privilégio esse que ela honrava com diligência e esmero...!
Louis Cypher retribuía também tomando conta das finanças de Anahí - talvez para controlá-la? - Anahí detestava assuntos mundanos como dinheiro, e ficava muita grata - Cypher parecia saber exatamente de quanto dinheiro Anahí precisava, e ela realmente nunca precisou de mais do que dispunha.
Cypher parecia possuir influência em muitas esferas da sociedade humana - ele era íntimo dos círculos sociais menos honrados, círculos inacessíveis para a extravagância Ventrue - seu conhecimento inato da crueldade humana o permitia se mover com muito mais desenvoltura nesses meios, desenvoltura que não poderia ser alcançada se apoiando em uma sobrecarga de protocolos e declamações de linhagens nobiliárquicas, como os Sangue Azuis tanto apreciavam - os Nosferatu poderiam ser exímios traficantes de informações, mas Cypher era um enxadrista extraordinário, que sabia como ninguém como utilizar essas informações da forma mais amena para alcançar os resultados mais interessantes - seus eufemismos sociais engendravam mudanças hiperbólicas - ele sabia como a mudança em Uma Árvore afetaria a Floresta Inteira - ele havia aprendido há muito tempo todos os significados do provérbio oriental que preza por empregar o Mínimo Esforço para alcançar o Máximo Resultado - tanto humanos quanto cainitas ainda se perdiam empregando o Máximo Esforço para alcançar os Mínimos Resultados, por isso sua eficiência e eficácia eram tão respeitadas.
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Re: Anahí Iosifescu - Brujah

Mensagem por Arcebispo Altobello em Ter Jan 10, 2017 2:15 am

Ficha aprovada

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Re: Anahí Iosifescu - Brujah

Mensagem por Anahí Iosifescu em Ter Jan 10, 2017 8:34 am

Que alegria!!!!
=]

Gratidão 1.000!!!!
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Re: Anahí Iosifescu - Brujah

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