Crônica Livre - O Recomeço, Explorações de um Novo Mundo

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Re: Crônica Livre - O Recomeço, Explorações de um Novo Mundo

Mensagem por Bispo Altobello em Sex Jan 13, 2017 3:02 am

Mesmo vestindo luvas, o contato indireto com a grande cerejeira, que aparentemente servia como portal para um outro plano de existência, foi o bastante para tragar-lhe o corpo para o que julgava ser a Umbra, o mundo dos mortos. Isso era a última coisa que o Feiticeiro esperava, e a experiênia foi forte o bastante para colocar uma expressão de terror na face do homem de gelo. Apesar de já ter lido nos livros da grande Biblioteca de Londres sobre o mundo espiritual, nunca havia se aventurado por essas bandas.

Uma sala fria com chão, paredes e teto etéreis, como hectoplasma, um enorme trono de pedra no final da sala, um cadáver encapuzado segurando um pergaminho dourado... Não tinha como manter uma mentalidade otimista sob aquelas circunstâncias. Se não o medo de ficar aprisionado pela eternidade, a intimidação que a figura lhe causava, fazendo gelar a espinha, certificava de que o otimismo passasse longe. Não bastasse isso, a criatura dispara a esbravejar. Shingeru permanece afastado, em posição defensiva, pistola empunhada como se a arma fosse capaz de protege-lo "daquilo". "Espere, está chorando? É uma mulher? Chorando..." Talvez a criatura fosse uma pobre vítima desafortunada como ele. Talvez a criatura fosse desafortunada, mas não tão vítima.

Para onde quer que olhasse, não encontrava nenhum tipo de porta. Apenas paredes de um sólido cristal leitoso de hectoplasma. Estava preso com a criatura que mais cedo o mais tarde notaria sua presença. Ou confrontava seu medo e tomava as rédeas da situação ou a situação se certificaria de que colocar as rédeas no detetive. Ele respirou aquele ar denso, mesmo sem precisar e caminhou desconfiado na direção da criatura, mantendo uma distância segura. - Quem é você, quem te enganou, e onde diabos estamos? - Questionou a mulher esquelética, quase ignorando seu desejo de autodestruição, em alto e bom som, talvez alto o bastante para se convencer de que não teme a criatura.

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Re: Crônica Livre - O Recomeço, Explorações de um Novo Mundo

Mensagem por Gam em Sex Jan 13, 2017 10:34 am

- Espere, Desu! O primeiro foco de caos não pode ser aqui. Pérola, você está no comando! Puxe esses homens pra dentro e termine com eles sem barulho. - E, apertando o nó que prende a espada nas costas. - Nós estamos entrando.

Assim ele deixa a segunda imediata cuidando do navio e salta na água gelada. Ele mergulha, nadando abaixo da superfície com o carregamento de C4 bem selado. Quando chegar em terra, irá entregar os explosivos para Blurry e caminhar em direção do que lhe parecer o primeiro vigia da costa.

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Re: Crônica Livre - O Recomeço, Explorações de um Novo Mundo

Mensagem por @nDRoid[94] em Sex Jan 13, 2017 2:36 pm



William não iria descobrir culpados em apenas uma conversa, isso era certeza. Mas a suposição do carniçal era possível. Um traidor entre eles era bem plausível visto o tipo de criaturas que os cainitas eram. Confabular contra irmãos era um hobby para os filhos de Caim. O único problema era descobrir quem era o Judas da vez.

- Não se preocupe, Frèddo, mas depois conversaremos melhor, ouviu! Prepare o carro pois o nossa Realeza me espera nesse momento…. - o Ventrue se levanta olhando mais uma vez a tempestade que vertia pesadamente das nuvens - Só mais uma coisa, meu caro: você disse que o infeliz assinalou os documentos com os nossos nomes, correto? O carregamento não sairia um centímetro do porto se essa documentação não fosse enviada para a Junta Comercial da cidade, onde provavelmente poderemos verificar quem foi que deu a canetada… Vá atrás dessa documentação, Fréddo; pague a quem for preciso para conseguí-la! E me traga uma lista com o nome de todos os Membros que fazem parte do acordo com Arthas. RÁPIDO! Estarei esperando o meu carro no salão de entrada.

Blackwood se retira da sala após as respostas do carniçal. Antes de seguir para o salão que ornava seu casarão, ele adentra o seu quarto. Lá, ele retira uma caixa de charutos Montecristo de dentro da mesa de canto. Ele a abre e seleciona um de seus exemplares, uma das coisas que os cubanos melhor faziam, além de enraivecerem o governo americano. Ele tinha um isqueiro no bolso do terno, acendendo aquela maravilha que tinha em sua boca. Ele deixa a fumaça preencher a sua boca e solta-a em pequenas baforadas. Era certo que o processo não lhe daria os mesmos efeitos de quando era mortal, mas ainda conseguia sentir as propriedades em sua língua. E fumar lhe dava tempo para pensar. Ele fazia isso, agora olhando para a tempestade da janela de seu quarto. Seu rosto brilhava em negro diante da escuridão da noite.

Ele não demora muito, deixando ainda metade do charuto no cinzeiro. Acabaria com ele outra hora, afinal tinha assuntos a tratar com Arthas. Ele desce, rumo ao salão de entrada, onde esperaria seu carro. Não gostava de atrasos.
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Re: Crônica Livre - O Recomeço, Explorações de um Novo Mundo

Mensagem por R.Gato em Sex Jan 13, 2017 4:50 pm

Shingeru Miyamoto
P.T.S.: 14/14
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Já em outra realidade o Tremere, graças as seus anos de estudos rapidamente se localiza. Aquele lugar era sem dúvidas uma parte da mortalha mas nem todas as décadas de estudo lhe revelaram o que era aquela enorme criatura pútrida. Shingeru estava hipnotizado de curiosidade e receio ao mesmo tempo; como uma criança que vê um cachorro grande ele se aproxima com cautela. Os murmúrios que vinham de todos os lugares pareciam ser da criatura, os passos em uma substancia aquosa ressoavam igualmente a voz, não vinha de lugar nenhum e de todos os lugares ao mesmo tempo e o efeito é o mesmo quando ele faz uma pergunta. Assim que o investigador se aproxima um pouco mais do trono ele percebe a real proporção da criatura, era enorme, por volta dos três metros e seus trajes se fundiam com o solo do lugar; acompanhando as nuances do tecido os olhos do investigador são guiados para a parte posterior daquele enorme trono revelando os pés nus de uma mulher, ela parecia estar debruçada escondendo o resto de seu corpo atrás da estrutura e um rastro de sangue revelava que ela havia vindo do mesmo lugar em que Shingeru havia sido teletransportado.



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Re: Crônica Livre - O Recomeço, Explorações de um Novo Mundo

Mensagem por R.Gato em Sex Jan 13, 2017 5:25 pm

Big Boss
P.T.S.: 15/15
Vitalidade: OK
F.V.: 8/8


Desu mostra um leve descontentamento erguendo uma das sobrancelhas e abaixando o enorme rifle que segurava com apenas uma das mãos. Pérola, segunda encarregada da Fatricida, passa uma das mãos pelo ombro da oriental e a descansa em um seus seios e tenta conforta-la: _Se acalme De Chan, logo logo você vai poder explodir varias cabeças por ai, me ajude com esse barco que se aproxima, ok?


Antes de ver o resultado do plano de Pérola, BigB e Blurry saltam ao mar e se surpreendem com a clareza das águas que somada a uma noite de lua cheia lhes dava uma ótima visibilidade. Minutos depois o pequeno barco chega até o navio pirada e se amarra a parte traseira, o marinheiro e sua companheira podiam ver pelos cascos das embarcações ambas partindo em direção ao porto, afinal subir o rio antes que as explosões comecem comprometeria o plano. Alguns metros depois os dois mergulhadores podiam perceber três corpos afundando no mar amarrados a enormes bolas de ferro...é Desu estava puta...bom sinal.

Não demora muitos e os dois batedores chegam à costa que era precariamente iluminada, a areia fina massageava os pés até que um surpresa choca BigB...NEVE?! NA INDONÉSIA?! Aquilo mexia com os senso climático tão apurado do Lassombra, nenhum sinal havia indicado que aquilo aconteceria isso foi um verdadeiro choque e acaba quebrando o ritmo por alguns instantes. Blurry nunca foi uma das mais inteligentes e pouco se importou com os pequenos cristais de gelo caindo em um ambiente tropical e apenas chama a atenção de seu capitão ao velo chocado: _Esfriou não é mesmo? Ei, Big, vamos continuar? Podemos explodir aquele outro porto mais próximo da floresta, o que acha? Deve estar a um quilometro no máximo.  
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Re: Crônica Livre - O Recomeço, Explorações de um Novo Mundo

Mensagem por R.Gato em Sex Jan 13, 2017 6:31 pm

Obàh Nyumma
P.T.S.: 14/14
Vitalidade: OK
F.V.: 8/8


O carniçal escutava atentamente as ordens de seu senhor e prontamente atende seu pedido, tirando seu celular ele promete a Blackwood: _Em no máximo uma hora eu tenho tudo que o senhor pediu.

O enorme homem se retira da sala e seus passos no mármore ecoam pelas paredes de cedro envelhecido. Retirando-se do ambiente para que possa refletir o Ventrue espera seu carro que em questão de minutos chega a porta. O chofer, um homem pequeno e magricela abre um guarda-chuva e com dificuldade cobre seu patrão da chuva. Enquanto saia da propriedade, entre as gotas de chuva que embaçavam as janelas do carro Obàh podia ver Frèddo pegando um carro e indo em direção a junta comercial da cidade.



A viagem era confortável naquele enorme carro mas um pouco demorada devido ao pequeno congestionamento que a chuva causara, o atraso foi o suficiente para que Frèddo retornasse com noticias a poucas quadras do prédio da reunião: _Senhor, creio que peguei o culpado e acho que isso vai surpreende-lo. Quem nos traiu foi o primogêni Malkavian, Lancelott. Estou lhe enviando as copias para o fax do carro. Preciso desligar para mandar o arquivo, adeus.

Poucos segundos depois os documentos saiam da impressora do carro...era verdade Lancelott havia traído a todos, as cópias tinham até a marca do carimbo da junta comercial. Finalmente Frèddo havia feito um bom trabalho. Infelizmente aquilo mostrava o quão frágil era o príncipe, não conseguiu fazer o trabalho de um único carniçal...

A surpresa fez com que o tempo passasse mais rápido e quando William B. volta a si o motorista avisa pelo som do carro: _Chegamos senhor, a reunião é na sala 103, temo que o engarrafamento nos atrasou em cinco minutos.
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Re: Crônica Livre - O Recomeço, Explorações de um Novo Mundo

Mensagem por Gam em Sex Jan 13, 2017 10:44 pm

- Tá errado, não neva aqui. - Ele deixa claro logo de cara. - Fica esperta pra feiticeiros. - E joga o carregamento de C4 para ela. - Sim, aquele porto parece ótimo. Vamos começar.

Ele deixa que Blurry desapareça de sua vista, como ela faz de melhor, e caminha em direção aos vigias que puder ver. Um homem bem definido de sunguinha com uma espada na mão não passa despercebido. Mas não importa, ele não planeja passar despercebido.

Quando a primeira explosão acontecer, Big Boss acelera o passo e corre na direção dos homens para esmagar seus crânios com as mãos nuas. Ele pretende aproveitar o momento de distração deles para fazer sua investida.

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Re: Crônica Livre - O Recomeço, Explorações de um Novo Mundo

Mensagem por Bispo Altobello em Sab Jan 14, 2017 2:41 am

Um pouco mais calmo e agora muito mais confiante, Shingeru finalmente percebe. A voz feminina não é proveniente da criatura que permanece imóvel - o Feiticeiro espera, de coração, que ela fique assim durante todo o tempo -, mas sim de uma mulher que se arrastou para trás do trono. Ele segue o rastro, sem tirar os olhos do enorme cadáver até chegar na mulher. Então ele a questiona, em voz baixa, quase sussurrando com medo de despertar a criatura. - Quem é você, quem te enganou e onde estamos?

Narrador escreveu:Blaaarrrr, um enorme vômito antecedia a resposta da mulher, daquele jeito ela não iria durar muito. Ela ergue sua cabeça e mostra a face ao investigador...um arrepio subiu a espinha do oriental, aquela mulher era um Catayo



_Vocês são todos uns cuzões mesmo, precisaram de seis para me render hahaha - blaaaaaaarr- e o que você quer agora seu lixo...apro...apodreça no inferno!

Ela não aguentaria muito mais tempo, a quantidade de sangue perdida era absurda.

O Feiticeiro ignora os insultos, e ajoelha ao lado da mulher, levantando sua cabeça e colocando seu torço sobre uma de suas coxas. - Devia tratar com mais cortesia o homem que a vingou. - Disse, buscando amenizar o ódio dentro da mulher. Aprendera com seu mestre Thrace mais do que gostaria sobre os Kuei-jin. Assim como o poder dos Cainitas vem do sangue, o poder dos cataianos provém do Chi, que é gerado também através do sangue. Shingeru tira do bolso interno do seu paletó um frasco de remédio que contém pequenas bolinhas vermelhas gelatinosas.¹ - Não vou deixar que morra sem que sane minhas dúvidas antes. Coma. - E vira metade do vidro na boca da mulher.

Narrador escreveu:A mulher ingeria o sangue com ímpeto, suas feridas mais superficiais se curavam e o investigador sentia que suas palavras eram vazias à Kuei-jin, ela só queria sangue. Conforme ela fechava as feridas menos graves uma em especial não cicatrizava, era possível ver seu coração inerte no peito. Sua força ia voltando aos poucos, sua pele foi tornando-se escamosa e mais azulada, como um topázio...

Shingeru rapidamente percebe o que aquela mulher estava fazendo, ela pretendia se transformar em um "dragão", uma forma de combate dos vampiros do oriente

A ingratidão da vampira desperta um sentimento de rancor em Shingeru. Agora que ela estava fora de perigo, não precisava se preocupar mais em ser gentil. Ele olha fundo nos olhos da mulher que repousa em seus braços tentando se transformar em um dragão e a coloca em um transe.² Estava à mercê do Feiticeiro para responder com sinceridade todas as suas indagações.

Narrador escreveu:Todo o processo de cura é interrompido assim como a transformação, o olhar da morta-viva fica perdido apenas esperando

- Quem é você?

Narrador escreveu:Cho-Hee, recém iniciada no Darma do Uivo do Tigre Demônio

- Quem te enganou?

Narrador escreveu:_Vampiros

- Quem eram esses vampiros? - Pergunta com a voz mais alta que o usual, de saco cheio.

Narrador escreveu:_Não sei sobre a organização dos vampiros ocidentais, esses eram mais estranhos que o normal. Morreram no incêndio de agora

- Como os conheceu?

Narrador escreveu:Durante uma venda de um lote de artefatos antigos

- Como eles te enganaram?

Narrador escreveu:Prometeram expulsar espíritos que me perturbam e me usaram em um ritual em que minha morte era necessária

- Como se chamavam?

Narrador escreveu:Lúcio, os outros não conheci

- Que lugar é esse?

Narrador escreveu:_Não sei

- De quem era a casa em que aconteceu o ritual?

Narrador escreveu:_Deles provavelmente

- Você foi enganada por Lúcio e seus companheiros, logo depois de receber o golpe final, você me viu ordenando para que Lúcio parasse e se entregasse. Lúcio tentou reagir, mas eu e meus aprendizes o queimamos até a morte enquanto você caminhava até a árvore e veio parar aqui. Você se sentia assustada, triste e sem esperanças. Eu apareci em seguida e te socorri. Você sentiu uma enorme gratidão e sente que me deve sua vida. - Então o Feiticeiro a liberta do transe.

Narrador escreveu:A mulher completamente ensanguentada mas com apenas um ferimento volta a si e abraça com força seu salvador, entre choros e soluços ela agradece que ele tenha vindo a seu resgate.

O detetive a abraça de volta. - Shhh... - Com os braços envoltos em seu corpo, Shingeru acalenta a mulher que a pouco tentava lhe matar. - Venha, precisamos encontrar uma maneira de sair daqui. - Ele espera, enquanto Cho-hee se recompõe e a ajuda a levantar. - Consegue andar? - Pergunta, atencioso. O Tremere não sabe o que fará com a mulher depois que saírem de lá, se é que conseguirão, mas por hora, acha melhor bancar o príncipe encantado. - Você conhece esse grandão? - Questiona, se referindo ao cadáver enorme e tenebroso que durante todo o tempo permaneceu sentado, inerte, no trono. Miyamoto se aproxima, cauteloso, do cadáver e o inspeciona sem o tocar. Faz o mesmo com o pergaminho.³ Isso poderia muito bem ser uma prisão construída pelos necromânticos, o gigante, seu guardião e o pergaminho a chave para a saída.

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¹ = "Comprimidos de Vitae" produzidos com o ritual Foco Principal de Infusão de Vitae (Nível Dois)
² = Dominação Nv. 3
³ = Teste de Inteligência/Raciocío + Ocultismo para angariar informações sobre o cadáver e o pergaminho dourado

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Re: Crônica Livre - O Recomeço, Explorações de um Novo Mundo

Mensagem por R.Gato em Sab Jan 14, 2017 2:55 am

Big Boss
P.T.S.: 15/15
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Uma gigantesca explosão pode ser vista, Blurry sem duvida exagerou na carga. Era um hobby da garota apostar que conseguia fugir antes que tudo detonasse...não adiantava falar sobre o preço do C4 e a dificuldade de conseguir isso, a garota simplesmente tinha algum vicio em flertar com a morte, para a tristeza das finanças do grupo. O clarão ilumina por um breve momento toda a costa e por sorte os óculos que BigB usava apenas por estilo o protegeram do atordoamento. Infelizmente para os dois policias que olhavam em direção a enorme torre de vigia usar óculos escuros a noite não era um habito...

Com ferocidade o Lassombra se lança em direção aos dois e esmaga suas cabeças contra o concreto. A sincronização não podia ser tão perfeita, parecia até mesmo que o pirata havia apertado um botão, assim que as cabeças dos homens da lei foram esmagadas contra a pedra da calçada as sirenes começam a tocar. Alguns segundos depois Blurry reaparece com alguns cabelos chamuscados e com uma cara de êxtase: _Hahahahahaha, 4 segundos BIG!!!!!!!!!!!Puta que pariu, dessa vez foi muito perto hahahahaha parece até natal com esses floquinhos de neve!! - puxando um sabre das costas ela grita lembrando uma personagem de desenho - CORTEM AS CABEÇAS!!! ♥

Blurry estava eufórica e logo após o berro da Lassombra o barulho da sirenes iam diminuindo ao longe, provavelmente Desu estava destruindo os auto falantes que encontrava no caminho, sinal que a Fatricida iniciou seu movimento. Quatro carros de policia podiam ser vistos chegando em alta velocidade mesclando as sirenes com a da cidade.
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Re: Crônica Livre - O Recomeço, Explorações de um Novo Mundo

Mensagem por Gam em Sab Jan 14, 2017 3:16 am


Big Boss quase tem pena dos humanos que eliminou como insetos. Não por ter finalizado suas vidas, mas por eles terem vivido até então na completa ignorância da grandeza que cerca sua História, grandeza que jamais tiveram a chance de entender. Suas mãos ainda estão pingando sangue e miolos. Ele chupa o dedo mindinho, saboreando o resto de cérebro gelatinoso com sabor de sangue fresco.

Viscoso, mas gostoso!

- Eu vou pegar os dois carros na direita, você cuida dos da esquerda. - Ele instrui calmamente para Blurry. Matar humanos não o excita há muito tempo. Apesar de relaxante, faz mais de um século que isso não gera qualquer desafio.

Ele começa caminhando de encontro às viaturas, enquanto tranquilamente desata o nó que prendia sua espada às costas. Ele a empunha, rodopiando-a no ar e relembrando seu peso. E então a caminhada se torna um trote regular. E o trote se torna uma corrida. E os passos são cada vez mais rápidos.

-1 pds, Braços do Abismo

Ele foca a visão na viatura mais afastada, permitindo que tentáculos emerjam em seu interior, envolvendo as cabeças dos humanos ali dentro para sufocar-lhes até a morte. Isso deve ser o suficiente para cuidar dessa, mas a maior diversão será com a outra. E logo ele está correndo a pleno vapor. Seus pés descalços estapeando o chão com firmeza, um sorriso escancarado de ponta a ponta conforme aproxima-se perigosamente da viatura em alta velocidade.

-2 pds, Vigor

E então, a espada em riste, Big Boss salta mergulhando no vidro da frente do carro.

Ah, como eu amo esse trabalho.

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Re: Crônica Livre - O Recomeço, Explorações de um Novo Mundo

Mensagem por Undead King em Sab Jan 14, 2017 8:29 am

Minhas mãos estavam coçando para saber que tipo de coisa estaria escrita ali. Mas quando vi que não tinha nada, não pude conter a careta - O que?!
Eu podia esperar qualquer coisa desse pergaminho, mensagens escritas em sangue, numa língua que eu não conhecia...  Mas em branco? Era sacanagem! Tentei mexer o pergaminho de forma que aparecesse alguma coisa, enquanto Getsemaní tinha uma reação parecida com a minha, mas com uma voz 10 vezes mais máscula.
- Talvez eu tenha aberto isso na hora errada. Ou quem sabe a instrução seja não fazer nada mesmo.. - De repente uma brisa começou a tomar conta do local, uma brisa bem estranha diga-se de passagem. Um redemoinho de poeira começou a se formar, alguns grãos de poeira começaram a cair em cima do papel, não de forma aleatória, mas formando alguma coisa. Então tudo fez sentido - Se afastem - coloquei o pergaminho aberto no chão e dei alguns passos para trás.
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Re: Crônica Livre - O Recomeço, Explorações de um Novo Mundo

Mensagem por R.Gato em Dom Jan 15, 2017 12:42 pm

Shingeru Miyamoto
P.T.S.: 14/14
Vitalidade: OK
F.V.: 8/8


A jovem estava perceptivelmente grata e se levanta depois de se abraçarem, vagarosamente conferindo suas feridas que se curaram passando as mãos pelo corpo nu ela nota que uma em especial não se fechava nem usando suas habilidades. O buraco no peito da jovem deixava exposto o interior de seu corpo que parecia seco como uma casca, apenas o coração parecia em bom estado. A garota estava calma para alguém que tem uma fenda de 20 centímetros no peito e só depois que o Tremere a indaga sobre a enorme criatura ela o nota: _Nossa, eu devia estar realmente desesperada para não ter notado isso. Essa ferida estranha não se fecha e parece esquentar quando me aproximo disso. E...que estranho nossa voz...ela vem de todos os lugares...

Ocultismo+Inteligência :
Shyngeru rolou 7 dados de 10 lados com dificuldade 6 para ligar os fatos que resultou 10, 9, 8, 5, 8, 9, 1 - Total: 4 Sucessos

Agora que estava mais calmo o investigador conseguiu ligar todos os fatos, tudo se juntou como um quebra cabeça, tudo estava mais claro e...tão óbvio. Aquele lugar não era uma prisão mas sim um cofre e aquela criatura era o protetor do pergaminho que provavelmente era o que estava sendo guardado. Era perceptível que aquela mulher tinha alguma ligação com a criatura, ela não conseguia olhar para dentro do próprio peito mas quando relatava o calor com a aproximação seu coração se iluminava com um tom dourado.
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Re: Crônica Livre - O Recomeço, Explorações de um Novo Mundo

Mensagem por R.Gato em Dom Jan 15, 2017 3:16 pm

Big Boss
P.T.S.: 12/15
Vitalidade: Aleijado -5 (contusivo)
F.V.: 8/8


O vampiro finalmente mostrava que não estava abaixo no nível de insanidade de sua tribulação. Semi nu, vestindo apenas uma sunga com estampa neon, o Lassombra corria em direção aos policiais e cria quatro tentáculos assombrosos dentro de um dos carros que por sua vez derrapa e bate em um poste. Já no meio da rua BigB avança como louco em direção ao carro restante e se lança contra o para brisas com uma manobra totalmente insana. Como uma guilhotina na horizontal ele atravessa o carro e é jogado a vários metros da zona de impacto. O carro, agora com um motorista decapitado perde o controle e acaba indo em direção a praia.

Tudo passava em câmera lenta enquanto estava voando, os braços e pernas do pirada estavam moles como gelatina devido aos ossos quebrados. Seu corpo sem controle girava durante o trajeto até bater com o rosto no chão. Com os óculos trincados ele podia ver várias Blurrys cortando a cabeça dos policias que pararam os carros assim que viram o banhista louco mergulhando em direção às viaturas. O combate havia acabado...mas a que custo?

Blurry corria até seu capitão que em uma posição que não parecia nada confortável olhava o resultado da rápida batalha: _Você é idiota Big? Pular de cara em um carro? Sério?!  

Testes:
Big Boss rolou 10 dados de 10 lados com dificuldade 7 para criar braços do abismo que resultou 4, 8, 4, 8, 8, 4, 6, 9, 6, 6 - Total: 4 Sucessos

Big Boss rolou 7 dados de 10 lados com dificuldade 7 para abridor de latas frontal que resultou 5, 4, 7, 4, 8, 10, 5 - Total: 3 Sucessos

Sorte rolou 1 dados de 10 lados com dificuldade 1 para sorte que resultou 8

Impacto do Carro rolou 20 dados de 10 lados com dificuldade 6 para dano contusão que resultou 9, 2, 1, 10, 4, 8, 10, 4, 6, 5, 8, 1, 1, 1, 10, 7, 6, 7, 6, 8 - Total: 12 Sucessos

Big Boss rolou 4 dado(s) com dificuldade 6 para Absorção que resultou 5, 8, 1, 5 - Total: 0 sucesso(s)
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Re: Crônica Livre - O Recomeço, Explorações de um Novo Mundo

Mensagem por Gam em Dom Jan 15, 2017 3:37 pm

-6 pds para regeneração completa

Lentamente, o corpo de Big Boss começa a se remontar. É como assistir ao playback de um desmoronamento de um castelo de areia. Seus membros lentamente vão se endireitando, rastejando até o lugar que deviam estar conforme estalos crocantes se formam a cada osso remontado. Conforme suas costelas retomam a forma original e seus pulmões voltam a fazer sentido, ele começa a rir. Suas feridas abertas selam como lábios repreendidos, sua pele lentamente cola cada rasgado. E Big Boss está gargalhando, conforme se levanta todo respingado de sangue e colado em cacos de vidro.

- O que foi? - Ele retoma o fôlego. - Não achou sensual?

Ele então esmigalha seus óculos com a mão e os deixa cair ao chão, já não servem de nada. Big B caminha até os policiais que Blurry matou, seus pés deixando pegadas de sangue no asfalto. A sunga, um retalho do que já foi outrora, revela suas nádegas brilhosas para a cainita.

Ele abaixa e drena o sangue dos corpos até encher-se. Então pega as pistolas deles, uma em cada mão. A espada deve ter voado em algum lugar, não importa agora.

- Vamos, temos que acompanhar a Fatricida. - Ele acaba com a brincadeira. - Olho aberto. Seja lá quem causou essa neve, não é natural.

E vai com ela acompanhando a foz do rio, buscando alvos de interesse para esmagar e permitir a passagem segura do navio. Caso a tripulação esteja lidando com a tarefa com facilidade Big Boss se adianta e corre rio acima, rumo ao castelo.

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Re: Crônica Livre - O Recomeço, Explorações de um Novo Mundo

Mensagem por R.Gato em Dom Jan 15, 2017 3:57 pm

Amon Eret
P.T.S.: 15/15
Vitalidade: OK
F.V.: 8/8


O destino parecia estar a favor do Setita o mostrando exatamente o que fazer, com perspicácia ele coloca o frágil pergaminho no chão e se afasta. O pedaço de tecido se torna etéreo revelando algumas runas e escrituras que vibrava e estavam numa linguagem que Amon não reconhece. Madaí, curiosa, se aproxima um pouco mais do leve tecido que agora, etéreo, não sofria nenhum efeito do vento: _Espere, isso é aramaico!

A carniçal era uma especialista em línguas e começa a ler em voz alta para que seus companheiros também entendam:_ Guiados pela dor, aqueles que dominam os pilares da Terra se tornaram seus senhores, com o pilar de Anemoi, quem possui esse pergaminho dominara o poder dos ventos e das tempestades.. Mas... não tem nenhuma pista de onde esses tais pilares estão...guiados pela dor? E agora senhor Amon, o que faremos?

Inteligencia+Linguistica:
AMON ERET rolou 7 dado(s) com dificuldade 7 para Interpretar a escritura e obteve 1 sucesso(s)
Link: http://warleiramos.com/rolador/?q=17870

A mensagem não era clara mas o Setita associava a citação da "dor" ao sangue.
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Re: Crônica Livre - O Recomeço, Explorações de um Novo Mundo

Mensagem por @nDRoid[94] em Dom Jan 15, 2017 7:07 pm




Frèddo mostrava proficiência, indo até a Junta Comercial de Nova Orleans. Aquilo era muito bom, afinal ele queria mostrar resultados a Arthas assim que tivesse oportunidade. Se conseguisse fazer isso já nessa reunião seria maravilhoso! Ele vê o carro o carniçal se distanciando do casarão enquanto pedia para seu próprio motorista iniciar o seu percurso. O caminho até o Elísio onde encontraria o Regente é demorada, afinal o trânsito se complicava na chuva. O jazz tocava suavemente ao fundo do carro. O cainita gostava da música, ajudava-o a pensar naquele momento. Pensava nas possibilidades que Frèddo logo traria, mas eram tantas que ele não conseguia sequer imaginar o que poderia fazer. A ligação do carniçal é feita a poucas quadras do local do encontro e a informação dele é excelente, mas ao mesmo tempo decepcionante! A alta cúpula da Corte estava procurando desmoronar o reinado de Arthas, o Primógeno Malkaviano estaria em sérios problemas quando aqueles documentos fossem mostrados. Mas aquilo enfurecia o Ventrue! Suas mãos se fechavam em punho, mostrando o descontentamento a medida que o documento saia pelo fax. Ele lê eles rapidamente, ainda não crendo no que ocorreu. Estava imerso na documentação quando o motorista lhe avisa que haviam chegado.

- Sem problemas, Alfred! Estacione o carro e me espere. Acho que não demorarei muito tempo nessa reunião. Não precisa sair para me levar até a entrada… essa merda é só chuva! - o Ventrue diz isso já saindo do carro, escondendo os documento dentro de seu terno alinhado que começava a ser preenchido pelos pingos d’água.

Lá dentro, ele chega rapidamente até a sala 103, depois de confirmar sua chegada com o secretariado do Príncipe. Aos pés da porta, ele alonga o pescoço, batendo na porta e esperando ser chamado. Assim que permitido, ele adentra a sala de reuniões, dando uma observação rápida nela. Estariam só eles e o Príncipe? Isso ele não sabia. Ele permanece de pé, próximo a provável mesa onde discutiriam logo mais.

- Senhor, creio que temos muito o que conversar, certo?
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Re: Crônica Livre - O Recomeço, Explorações de um Novo Mundo

Mensagem por R.Gato em Dom Jan 15, 2017 9:01 pm

Big Boss
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O lugar estava encharcado de sangue e com tentáculos que lembravam os de lulas saindo pelas sombras, vários córpos sem cabeça...nada que fugisse do normal para os piratas mas aquela neve preocupava o capitão. Com as devidas recomendações ambos avançaram.

Os dois batedores já haviam feito seu trabalho chamando a atenção da segurança e partiram para ajudar a tripulação. Os alarmes da parte leste continuavam a tocar atraindo uma enorme quantidade de carros de policia e até o exercito, mas por sorte BigB e Blurry já estavam próximos do rio a oeste da região.

Ambos avançavam com facilidade pelas ruas quase vazias que poucas vezes passavam um ou dois guardas que eram rapidamente massacrados. Essa facilidade fez com que eles adiantassem até o palácio, conforme avançavam era perceptível que a cidade ficava mais tradicional com a presença de patrimônios super antigos. Apos subirem um pequeno monte foi possível ver o palácio, era absurdamente enorme e cercado de templos, até mesmo o Fatricida teria dificuldades em destruir aqueles muros de rocha maciça. O jeito seria entrar a pé pela porta da frente...um péssimo sinal já que os portões do palácio estavam com um pequeno exercito da guarda pessoal do sultão. Tarefa extremamente árdua para apenas dois cainitas.


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Re: Crônica Livre - O Recomeço, Explorações de um Novo Mundo

Mensagem por R.Gato em Seg Jan 16, 2017 5:54 pm

Obàh Nyumma
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&

Giuseppe
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O enorme homem entra no prédio comercial, seus passos determinados mostravam alguém confiante, com seu terno marcado pela chuva e documentos em mãos ele acreditava ter descoberto o traidor que colocou em perigo grande parte dos detentores de capital da costa leste americana. Com uma batida firme na porta que ecoa pela sala, todos que la estavam olham para a entrada, ao adentrar o convidado percebe a expressão no rosto da ilustre "plateia" com todos os membros importantes da Camarilla. Todos estavam mais pálidos que o normal e ao fitar um pequeno palco que ficava ao final da sala de reuniões percebe o motivo para isso.

Sentado em uma poltrona estava o primogênito Malkavian Lancellot, empalado e muito ferido, ao seu redor se formava uma poça de sangue. O príncipe Arthas que até então não era encarado pelos membros como alguém muito firme, agora se mostrava uma figura medonha e extremamente intimidadora. Segurando com força os longos cabelos de Lancellot quase escalpelando a figura com a mais pura força bruta, Arthas interrompe o discurso e com uma mudança drástica de expressão pede educadamente que William Blackwood se sente ao lado de um dos convidados, Giuseppe e aponta: _ Olá meu estimado, já me perguntava onde estava, sente-se ao lado de Giuseppe, temos muito o que conversar hoje.

Retomando de onde estava, o príncipe ajeita os cabelos e se recompõe sentando no braço da poltrona onde Lancellot estava empalado: _Bom, como eu estava falando, essa pobre criatura tentou nos trair e conforme meus homens e eu conseguimos extrair dessa mente perturbada, explicarei de maneira mais simplificada para poupá-los de toda loucura que veio junto da extração.

_Muito engenhoso, ele suspeitava da existência de uma carga extremamente valiosa entre o habitual do carregamento do navio e o afundou com o uso de explosivos remotos em uma região onde não temos influencia, com isso, iria se dispor para ir buscar os documentos de forma altruísta e roubaria a carga e nenhum de nós suspeitaria...hahaha, patético.

_Gostaria de poupa-los dessa situação deselegante mas não temos muito tempo então vou direto ao ponto. Quero formar um grupo com alguns indicados por vocês já que teoricamente estamos presos aqui pelos nossos cargos. Esse grupo ficaria responsável em recuperar o documento e estender os domínios da Camarilla à Oceania, algo parecido ao que ocorreu aqui nas Américas a alguns seculos atras. Claro que os indicados podem recusar a proposta mas os meus dois homens de confiança são Giuseppe e William...Em duas horas nos reuniremos aqui novamente para formar o grupo de expedição que terá no máximo seis membros, não podemos chamar atenção com toda essa movimentação. Dispensados...

A "plateia" se retira em choque com a quebra da imagem que tinham de Arthas como um homem de pulso frouxo, em meio aos cochichos os príncipe chama seus dois convidados especiais para uma sala que ficava nos fundos.



Após a chocante reunião Arthas se reúne com seus dois homens e os indaga sobre a indicação: _ E então, alguma duvida? Aceitam minha indicação? Acredito que seja uma boa oportunidade para ambos e sei que são ótimos representantes da Camarilla.
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Re: Crônica Livre - O Recomeço, Explorações de um Novo Mundo

Mensagem por Bispo Altobello em Seg Jan 16, 2017 10:10 pm

O Feiticeiro não pode deixar de reparar no belo corpo nu de Cho-hee e o desejar. O sangue vermelho contrastando com a bele rubra apenas ressaltava a beleza da moça. Se não fosse o seu coração a mostra e o interior de seu tórax ressequido como uma casca de árvore... mas Shingeru sabe - ou pelo menos tem esperanças de - que aquilo seria passageiro. - Como conseguiu essa ferida? - Pergunta, imaginando que seja por meio de alguma forma necromântica.

Analisando a cena, Miyamoto consegue matar a charada. Não, não era uma prisão e sim um cofre. A criatura, sim, era a guardiã do pergaminho, isso permaneceu dentro da sua teoria. Mas agora percebia... aquele pergaminho dourado definitivamente tinha alguma ligação com a garota. Quando se aproximava, seu coração se iluminava no mesmo tom de dourado do pergaminho. - Talvez aquele artefato seja a chave que nos tirará daqui. - Aponta para o pergaminho em posse do enorme cadáver. - Acha que consegue alcançá-lo. Eu lhe darei cobertura.

Se estivesse com muita sorte, o guardião permaneceria dormente enquanto Cho-hee pegava o item mágico. Talvez aquela luz em seu peito significasse que ela estaria autorizada a pegá-lo. Mas o Tremere estaria preparado caso o gigante acordasse.¹ Não tinha certeza se isso o afetaria, mas se estivesse certo, seria a forma mais eficiente de se lidar com a criatura.²

___
¹ = Monitorava o gigante com Auspícios Nv. 2 ativado. Assim que despertasse, leria sua aura para ter certeza de que se trata de um espírito hostil.
² = Confirmando a suspeita, imediatamente usará Linha da Corrupção Nv. 1, fazendo-o fazer exatamente o oposto do que inicialmente faria.

_________________
"Subirei aos céus, erguerei meu trono acima das estrelas de Deus
E lá, mais alto que as nuvens, serei como o Altíssimo." 
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Re: Crônica Livre - O Recomeço, Explorações de um Novo Mundo

Mensagem por Outis em Ter Jan 17, 2017 9:59 am

Após os devidos preparativos, a reunião finalmente tem início, e logo de cara os membros ali presentes são recebidos com um show e tanto do Príncipe Arthas. “Esse infeliz realmente pensou que podia passar por cima de nós? Pobre coitado...” – Giuseppe não se espanta com a cena, já viu coisas MUITO piores no caminho que percorreu para chegar aonde chegou. Para ele é apenas mais um dia no escritório. “Pergunto-me o que de tão importante deveria estar escondido nesse carregamento? Por mais idiota que esse primogênito seja, creio que ele não arriscaria tudo por nada... Os boatos devem ser verdadeiros!”

Giuseppe permanece estático enquanto observa o ambiente*. Sua única expressão durante a reunião foi um leve sorriso ao perceber o choque dos demais com toda a situação. “Estúpidos. Nunca duvide da atrocidade de um Príncipe. Eles sempre têm muito a perder.” – Ao termino da reunião, Giuseppe segue juntamente do brutamontes para a sala nos fundos.

— Minha única dúvida é quando partimos, senhor. – Giuseppe faz uma pequena pausa aguardando a resposta de Arthas. — O tempo é nosso inimigo, o local é nosso inimigo, e sabe-se lá o que mais encontraremos naquelas terras desconhecidas. A única certeza é que daremos o máximo para recuperar a carga perdida e controlar os danos que podem ocorrer até que cheguemos ao local. Certo? – Ele diz encarando William com um olhar completamente focado. Giuseppe não está para brincadeiras e está pronto para mostrar a Arthas do que ele é feito.

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Só pode ser os nóia!
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Re: Crônica Livre - O Recomeço, Explorações de um Novo Mundo

Mensagem por @nDRoid[94] em Ter Jan 17, 2017 3:20 pm



William adentra a sala. Desde de antes de entrar ele já havia percebido que não seria uma reunião solitária. Os murmúrios podiam ser escutados quando muito próximo da porta. O Ventrue vislumbra a situação do cenário que encontra na sala, já entendendo muito bem o que havia ocorrido. Lancellot havia sido burro - ou diriamos insano? - o suficiente para fazer suas brincadeiras de maneira podre. A Corte inteira já sabia que ele era o culpado! Blackwood sente-se um pouco desapontado por não ser o porta-voz principal da notícia, seguindo para seu lugar ao lado de um rosto que ainda não lhe era conhecido. Ele ouve as últimas revelações da reunião. Ele e o sujeito ao seu lado iriam para a Oceania. “Ótimo! Deixar meus negócios era tudo o que eu queria num momento crítico como esse!”. Evidentemente, negar um pedido desse ao próprio Arthas era ceifar todo o Status que ele havia construído com o passar dos anos. Seu Sire havia montado um mercado e ele o havia melhorado. Na sala reservada, após a reunião, o Príncipe esperava uma resposta dos dois cainitas a sua frente. Giuseppe olha o Ventrue, esperando uma resposta do mesmo.

- A carga será recuperada, senhor, sem sombras de dúvidas! - O Ancillae se apoiava em sua bengala, olhando hora para Giuseppe, hora para Arthas - Mas falemos então dos outros nomes. Quero voltar para a casa o mais rápido possível e partir. Já enviei algumas instruções ao meu carniçal.

Entre a reunião maior e aquela mais particular, o africano havia escrito uma rápida mensagem para Frèderic, onde ele exigia que ele arrumasse uma mala simples e resolvesse coisas para a construção de um ponto de apoio na Austrália, próximo do local onde havia ocorrido o acidente. Provavelmente, Blackwood precisaria de um refúgio para si e para parte do seu Rebanho que lhe acompanharia.

- Precisamos de um grupo misto, caro Príncipe; creio que devas estar pensando nisso. Um grupo que abarque todos os Atributos e que seja minimamente experiente em áreas desconhecidas. Eu poderia lhe sugerir…

O africano já era um antigo Membro da Corte, estando ali desde o início do século XX. Conhecia seus Membros e com certeza poderia dar nomes que fizessem bem a expedição, como também que atendessem a suas próprias prioridades.¹

¹ Quais os nomes que William poderia sugerir a Arthas?

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Re: Crônica Livre - O Recomeço, Explorações de um Novo Mundo

Mensagem por Undead King em Qua Jan 18, 2017 10:46 am

Eu esperava que uma mensagem iria ser escrita em pó naquele pergaminho, mas ele ae tornar etéreo e brilhar algumas coisas foi totalmente inesperado.. Não é uma coisa que a gente vê todo dia! Algumas coisas estavam escritas, mas eu não entedia aquele tipo de escrita.. era melhor eu registar aquilo para poder estudar melhor depois. Tirava o meu celular do bolso esquerdo que ficava na parte de dentro do meu termo e tirava 3 fotos do pergaminho.
Madaí escreveu: Espere, isso é aramaico!
Aramaíco?! Então esse pergaminho deve realmente ser antigo! Diga-me Madaí, o que está escrito? - Eu nuncá tinha sequer estudado Aramaíco, mas eu tinha conhecimento suficiente para saber que era uma língua falada pelos judeus e outros povos das redondezas desde antes de Cristo. A parte minha que ainda duvidava da veracidade desse negócio começava a ceder.
Madaí escreveu: Guiados pela dor, aqueles que dominam os pilares da Terra se tornaram seus senhores, com o pilar de Anemoi, quem possui esse pergaminho dominara o poder dos ventos e das tempestades.. Mas... não tem nenhuma pista de onde esses tais pilares estão...guiados pela dor? E agora senhor Amon, o que faremos?
Eu olhava em volta procurando qualquer sinal de vida. Eu não podia deixar que ninguém visse esse negócio, o que eu menos precisava era um humano gritando por aí dizendo que 3 pessoas estavam fazendo feitiçaria na pista de pouso. Garantindo a integridade da minha pessoa, evitando que isso acontecesse, eu prestava mais atenção no que Madaí dizia.

Na minha mente, a palavra "dor" de alguma forma se associava com "sangue ". Guiados pelo sangue? Talvez esses caras que foram guiados pelo sangue fossem vampiros. Mas o resto da sentença não fazia muito sentido para mim.. "Aqueles que dominam os pilares da Terra se tornaram seus senhores"..  Então se tornaram os senhores da Terra por dominarem os pilares dela. Isso fazia algum sentido, mas o que seriam esses tal pilares? - É... maldito pergaminho e suas meias-palavras.. Eu me preocuparia em saber o que são esses tais pilares, Madaí. Pelo menos aí eu saberia pelo quê procurar. Mas eu tenho uma idéia. Como se diz "Guie-me" em Aramaíco? - Depois da resposta da carniçal, eu tentava por em prática minha ideia. Mordia a ponta do meu dedo, fazia um círculo de sangue em volta do pergaminho, e então pingava uma gota onde ele estava é pronunciava em Aramaíco  (-1Pds) - Guie-me -
Se esse era o pergaminho das tempestades e dos ventos, deveriam haver outros com outros poderes. Não era um poder infinito, mas parecia ser um poder muito bom pelo visto. E esse nome..  Anemoi..  tentava me lembrar de alguma coisa relacionada a esse nome, talvez me desse uma pista.

(OBS: Quero fazer um teste de ocultismo para descobrir alguma coisa relacionada ao nome Anemoi) 
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Re: Crônica Livre - O Recomeço, Explorações de um Novo Mundo

Mensagem por R.Gato em Qua Jan 18, 2017 12:41 pm

Shingeru Miyamoto
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Cho-Hee passava uma das mãos delicadamente nas bordas da ferida enquanto seu salvador perguntava sobre ela, sua feição demonstrava que estava tão confusa quanto ele. A jovem ficava desconfortável com o pedido do oficial mas o modo confiante com que Shingeru a pedia e a gratidão por te-la salvo faziam com que seu pedido: _Estou com medo, por favor não tire os olhos de mim, sei que posso ser a única saída daqui mas essa coisa me da calafrios. Isso tudo é muito estranho...e nossas vozes ecoando ahh, não aguento mais.

Caminhando lentamente em posição defensiva ela se aproximava do enorme cadáver, sua habilidade era notável, numa sala onde qualquer barulho era evidenciado um silencio absurdo tomava o local. Já a meio metro do pergaminho a oriental estende seu braço vagarosamente e como em um bote de uma cobra se prepara para pegar o pergaminho rapidamente. A tensão era quase palpável, o investigador franzia as sobrancelhas fitando a ação de Cho-Hee e em um fração de mile segundos a jovem tem seu coração arrancado pela enorme criatura que com o coração, agora dourado, em mãos se levantava.

A oriental ainda "viva" se virava para Shingeru e com um olhar perturbador desaba ao chão, aos poucos seu corpo se decompunha mas mantendo o olhar. A criatura ignorando a jovem se agacha em direção ao policial e estende o braço com o pergaminho e lentamente abre os dedos. Com uma voz masculina e feminina comunica: _O selo se abre e o último pilar se torna evidente, as rédeas do fogo se rompem e um novo domador se apresenta.
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Re: Crônica Livre - O Recomeço, Explorações de um Novo Mundo

Mensagem por R.Gato em Qua Jan 18, 2017 1:22 pm

Obàh Nyumma
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Giuseppe
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Arthas se mostrava satisfeito com a aceitação de seus indicados e começa um explicação mais detalhada: _Acredito que a viagem não seria um problema para nenhum de vocês. Giuseppe não tem nenhuma obrigação que o prenda à America e William pode administrar  seus negócios à distancia com facilidade, acredito que seja até mais seguro. Essa possibilidade de locomoção é um dos quesitos que levei em consideração para escolher vocês dois. Ambos já provaram seu valor e não estão enraizados como os anciões que estão aqui no continente além disso não chamariam tanta atenção durante essa movimentação.

Elegantemente o príncipe se levanta e vai até a janela, a tempestade estava muito forte e com seu olhar perdido nas gotas de chuva e raios continua suas explicações interrompendo a fala de William: _Acredito que já perceberam que serão nossos batedores e base da Camarilla na Oceania. Cada um de vocês tem talentos únicos que formarão um time completo, agradeço as indicões Blackwood mas os únicos membros enviados até lá serão escolhidos a dedo. Caso queira levar carniçais isso se aplica as ferramentas necessárias para a "expedição" e isso fica aberto à vontade de vocês.

_Como estava dizendo um grupo de seis membros será formado sendo três combatentes que ainda serão indicados, um aristocrata para domínio econômicos e políticos que será você Sr. Blackwood; um responsável pela inteligencia e segurança que é o presado Giuseppe e um especialista em relíquias e feitiçaria que também será indicado. Se vocês tem alguma duvida, acredito que é a última oportunidade de sana-las.


OFF: O próximo post terá um avanço temporal de um dia, peço que a resposta de vocês contenham também os preparativos necessários que queiram tomar para a expedição e que sejam possíveis de ser feitos em um dia, claro. Boa viagem =)


Última edição por R.Gato em Qua Jan 18, 2017 7:14 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Crônica Livre - O Recomeço, Explorações de um Novo Mundo

Mensagem por @nDRoid[94] em Qua Jan 18, 2017 4:05 pm


Arthas passava as últimas coordenadas. O Ventrue era a cabeça diplomática do grupo. Tsc, tsc! William sabia que seu potencial com as mãos poderia ser tão bom quanto o de qualquer um dos outros três que fosse escalado para isso. Ele tinha mais de dois metros de altura! E um olho caolho! Era evidente que aquele homem sabia lutar quando precisava. Obviamente, deixaria a linha frente se esbaldar em sangue primeiro. Mas aquilo eram casualidades, o Ventrue precisava agir de outras maneiras. A começar pela organização de seus negócio enquanto estivesse fora. Arthas enchia a boca para dizer que era fácil manter os negócios afastado, mas o negro apostava todos os seus dentes que aquele patife tinha um milhão de mãos para fazer as coisas por ele. Não! Aquele não era o modus operandi de William. Ele gostava de sentir o cheiro do dinheiro entrando e saindo. Gostava de verificar suas mercadorias, acompanhar o transporte minuciosamente. Ele era um Ventrue, mas nunca seria um almofadinha, como muitos estereótipos sobre o clã ditavam. Ele gostava de agir! “Você sabe disse, Arthas; já me conhece a muito tempo para entender que não sou de ficar atrás da escrivaninha.”.

E quando o Príncipe faz a última pergunta da reunião, Blackwood se dedica a apenas mais uma questão.

- Então, Vossa Excelência, confio plenamente nas suas escolhas. Vejo que tudo já foi pensado, perdoe-me! Existe algum informante ou coisa parecida por lá? Alguém que conheça o local ou coisa parecida?

Depois de seu resposta, o Ventrue sentiria-se satisfeito, esperando apenas que Arthas desse a reunião por encerrada. Assim, ele seguiria mais uma vez para a ala externa do Elísio. Despediria-se do Principe e de seu futuro companheiro de campanha. Sabia pouco sobre ele. Não tinha muito o que tecer. Aprenderia mais no passar das noites. Ao menos esperava isso. “Espero Arthas não me enviar à bordo um novo traidor… Eu esfolaria-o bem melhor do que ele fez com Lancellot. Seria divertido, mas me faria perder tempo demasiado…”. A paranoia começava a tomar conta da mente de William, que retorna para o seu casarão, afastado de Nova Orleans, pronto para iniciar a continuação de seus preparativos. A primeira pessoa que ele encontra ao abrir as porta do casarão era Frèddo. Ele retira os papéis de dentro de seu terno e os entrega amassados para o carniçal.

- Agradeço o esforço, camarada, mas o diabo do Arthas parece menos idiota do que todos nós pensamos… Ou Lancellot foi apenas burro demais para tomar a situação sob controle.  Acredito que a segunda opção é mais acertada. - ele se senta um pouco no sofá de sua sala, tomando para si um drink com whisky e vodka feito por suas próprias mãos pesadas. Ele beberica um pouco do conteúdo do copo - Agora vamos para o que interessa, meu amigo. Diga-me que já começou com os preparativos… o que temos?

Frèddo começa a falar, passando as primeiras informações para seu suserano. Ele havia conseguido as informações sobre alguns apartamentos, ao passo que o Ventrue lhe sugere procurar alguns de seus próprios clientes pessoais. Talvez algum deles tivesse um apartamento amplo o suficiente para fornecer por um temporada em troca dos serviços já prestados. Obviamente, o carniçal era orientado a informar o mínimo que precisava. Ninguém precisaria ter conhecimento de quem iria habitar o apartamento naquele tempo. O próximo passo era o mais simples e Frèddo havia sido eficiente em selecionar parte do Rebanho de Blackwood para acompanhá-los.

- Por favor, Frèddo, me envie duas de minhas queridinhas amanhã ao anoitecer… preciso estar pleno para o que passaremos lá fora. - ele completa, já continuando a organização da viagem. O próximo passo era decidir como iriam para lá. Obviamente, o Ventrue faria uso de seu próprio aeromotor particular, com capacidade para algumas pessoas. Seu carniçal lhe acompanharia, obviamente por um tempo de adaptação. Frèddo lhe garante que o aeromotor estaria na pista assim que eles necessitarem partir. Com isso, o Ventrue partiu para o ponto mais importante. Ele convocou uma reunião. Não uma reunião qualquer, mas um encontro com todos os cabeças de seus negócios. Era um chamado do chefe e nenhum deles se recusou a aparecer. William se desfez da bebida que havia acabado de tomar - afinal, seu estômago estava falido e não a consumiria, o fazia apenas por hábito - e se arrumou para ir até um dos apartamentos que ele possuía no centro. Era uma cobertura num prédio médio do centro da cidade. Quando chegou lá, alguns de seus homens já estavam sentados ao redor da mesa de póquer.

-  Eu não acredito que os filhos da puta começaram uma partida sem mim! - foi com essa frase que ele cumprimentou sua quadrilha. Ele deu uma gargalhada, sentando-se na cadeira da ponta, já pegando suas cartas. Uma mão boa, diga-se de passagem. A medida que iam jogando, mais e mais homens iam chegando e, quando todos estavam ali, Blackwood começou a passar as informações. Entre Full houses, Quadras e Royal Straight Flushs, o negro ia passando as informações necessárias para deixarem seus negócios agindo sem sua presença. Pedia cautela e atenção de seus homens em meio às gargalhadas e denúncias de roubo em meio ao jogo. Apesar do clima amistoso, todos sabiam que o assunto era sério, afinal o manda-chuva ia se ausentar e eles precisavam manter a casa em ordem. A reunião acabou perto das quatro da manhã, com a grande maioria dos homens embebedados e com os bolsos mais leves. Não é preciso dizer que o chefe levou a melhor em quase todas, certo? O Sangue Azul saiu acompanhado de seu carniçal, seguindo até o refúgio real, o casarão afastado da cidade. Lá, Blackwood passou as últimas coordenadas antes de dormir os sonos dos justos. Quando acordou no outro dia, o cainita precisou enfrentar sua sina diária.

O cheiro de sangue era forte sobre os lençóis de seda que recobriam sua cama. Ele passa a mão sobre cabeça, sentindo o latejar de seu cenho direito. Sentia seu crânio fundo na parte mais alta de sua cabeça e um leve estalar por detrás dos olhos. Ele tosse secamente, espelindo sangue. Estava fudido. O Ventrue se senta, apoiando os pés no chão. Seu mundo girava, ele quase não reconhecia seu próprio quarto, que estava escuro pelas proteções colocadas nas janelas para impedir a entrada de luz solar. Ele tosse mais uma vez, concentrando o seu vitae para a região da cabeça. Ele demora alguns segundos, imaginando o sangue verter-se no sentido contrário do movimento mais fácil, que seria descer. Instantaneamente, ele sente a região “inflar” como um balão, os ossos se recomporem e as dores desaparecerem. Em poucos instantes a única lembrança do ferimento era o olho inutilizado. Ele se ergue e vai até o espelho, olhando o seu rosto. Não era bonito, mesmo sem o ferimento. Isso ele sabia. Pouco se importava; negócios eram negócios. Ele se levanta, toma um banho e se arruma, afinal as suas meninas estariam esperando. Ele desce as escadas de seu casarão e logo as encontra, um pouco risonhas, no salão principal. Frèddo estava com elas, provavelmente as enbebedando. O cainita olha para o carniçal de uma maneira que  o mesmo entende que eles conversariam no final do serviço que ele faria ali. Depois da comunicação, o Ventrue leva as duas meninas para um quarto reservado no subsolo da casa. Era um quarto totalmente escuro, com luzes vermelhas e com alguns “brinquedinhos”. A perversão era algo que o Ventrue apreciava e elas, de certa forma, facilitavam muito a alimentação.

As duas moças eram alvas, de tamanhos variados, mas com os mesmo cabelos dourados que teciam por detrás de suas costas. As duas começaram a se divertir entre si, enquanto o cainita sentava-se em sua poltrona pessoal, apenas como um voyeur. Nuas, as duas exploravam os seus próprios corpos atrás de prazer. Mal sabiam que o prazer-maior estaria ali em instantes. Na verdade, elas bem sabiam e por isso sempre voltavam quando William precisava. Gostavam “daquilo” que ele sabia fazer. O cainita já sedento para se alimentar, retira suas próprias roupas, mostrando o físico de um homem com mais de dois metros e de musculatura avantajada. Seu corpo tinha cicatrizes, o que tornavam as coisas mais excitantes para as garotas. As duas ainda se beijavam enquanto o Ancillae explorava por entre as pernas de uma dela. Todo um teatro para chegar naquilo que ele realmente queria. Protegido pela escuridão do quarto, ele penetra suas presas na virilha da mulher. Ele pode sentir o prazer que ele sente pela mudança da entonação de seus gemidos. Aquilo lhe era música, já estava acostumado. Quando suga o suficiente que precisava, ele parte para a outra moça. Quando termina, as duas estavam completamente exaustas e ele estava completamente saciado. Ele utiliza o próprio banheiro do subsolo para banhar-se e vestir novas roupas. As duas garotas dormiam feito anjos quando ele retornou para a superfície de seu refúgio.No salão principal, Frèddo lhe esperava.

- Como estão nossos preparativos, camarada? - perguntou.
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