Crônica Livre - O Recomeço, Explorações de um Novo Mundo

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Crônica Livre - O Recomeço, Explorações de um Novo Mundo

Mensagem por R.Gato em Seg Dez 26, 2016 10:40 pm

O Recomeço, Explorações de um Novo Mundo



O jovem continente já não é tão jovem e sua podridão se mostra cada vez mais presente, a America já não é um lugar de descobertas mas sim um palco da disputa do poder. Em busca de mais domínios a serem explorados, pouco a pouco os olhares vão se voltando para a Austrália. Talvez seja um resquício do instinto humano de explorar, ganância ou um mero joguete de vampiros centenários entediados mas sem duvidas é perceptível que alguns dos holofotes estão se voltando para para o continente esquecido e só os mais corajosos e aventureiros se dispõe a subir nesse novo palco.




Vagas: Alt, Android,Gam, Roi e (ainda resta uma vaga)
Ficha: ancilla + 50exp
Pré-requisitos: mentor 2 ou reputação e ninguém pode previamente morar na Oceania


Última edição por R.Gato em Seg Dez 26, 2016 11:52 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Crônica Livre - O Recomeço, Explorações de um Novo Mundo

Mensagem por Outis em Seg Dez 26, 2016 11:32 pm

Quero vaga!

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Re: Crônica Livre - O Recomeço, Explorações de um Novo Mundo

Mensagem por R.Gato em Qua Dez 28, 2016 1:25 am

Com as vagas encerradas, os participantes da crônica serão: Alt, Android, Gam, Roi e Undead King.
Me mandem as fichas assim que possível.
Ficha: ancilla + 50exp
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Re: Crônica Livre - O Recomeço, Explorações de um Novo Mundo

Mensagem por R.Gato em Qua Jan 04, 2017 12:32 pm

Amon Eret
P.T.S.: 15/15
Vitalidade: OK
F.V.: 8/8

Los Angeles já não era a galinha dos ovos de ouro de Amon, seus domínios estavam cada vez menores conforme a Camarilla se instalava na Costa Oeste. Seus lucros estavam cada vez mais baixos e o príncipe Bernardo Vanini parecia ter um empenho especial em destruir o Setita.

Não era dificil imaginar que o ancião que controlava a Camarilla era inúmeras vezes mais poderoso que a jovem serpente, que por sua vez em um ato estratégico partiu para Austrália atrás de rumores de uma fonte de poder ilimitada que ainda estava perdida naquele continente tão novo.

Arkmenhah foi quem havia dito sobre tal poder e essa seria a hora de sua cria se tornar independente e espalhar os tentáculos da corrupção no novo continente que até então não chamava muita atenção. Os domínios de seu mentor o seguravam no palco principal, o velho setita não poderia largar tudo para ir em busca de boatos, isso seria uma tarefa perfeita para Amon Eret, que parte de avião para Austrália com uma única pista retirada de um papiro antigo que o jovem carregava. As instruções eram claras, abra o pergaminho quando em contato com o solo da região.

A ansiedade tomava conta de Amon, nas caixas de som do avião particular do Setita o piloto anunciava : _Coloque os cintos Sr.Eret, em breve iremos pousar.

As rodas do trem de pouso tocando na pista assobiavam, aquele seria o inicio de uma nova jornada e junto de Amon estavam dois carniçais de seu mentor, Madai e Getsemaní.

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Re: Crônica Livre - O Recomeço, Explorações de um Novo Mundo

Mensagem por R.Gato em Qua Jan 04, 2017 1:09 pm

Big Boss
P.T.S.: 15/15
Vitalidade: OK
F.V.: 8/8


As águas estavam calmas, o balanço da sanguinária Fatricida parecia o ninar de uma mãe zelosa e a muito tempo o Lassombra não dormia tão bem, ultimamente os mares estavam revoltos, inúmeras tempestades castigavam a embarcação com uma frequência nunca antes vista e esse descanso veio a calhar. Agachado em cocoras, com os cotovelos apoiados no joelhos, Pomba chama o capitão do navio que parecia estar em um sono pesado: _Hey, BigB, estamos a 4 milhas da costa de Yogyakarta e prontos para ancorar, os homens estão famintos, acho que exageramos dessa vez, um saque seria arriscado, acho que muitos morreriam. Miriam e Pérola estão cuidando para que possamos ancorar pacificamente e em segurança mas a escolha final é sua...o que vai ser?  

A voz anasalada de Pomba entra nos miolos de BigB que desperta no meio da explicação, o dono dos corvos nunca foi muito compreensivo com o sono alheio, suas noites de sono se resumiam a uma hora no máximo...

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Re: Crônica Livre - O Recomeço, Explorações de um Novo Mundo

Mensagem por R.Gato em Qua Jan 04, 2017 2:05 pm

Shingeru Miyamoto
P.T.S.: 14/14
Vitalidade: OK
F.V.: 8/8


Já faziam alguns anos que a capela havia sido instaurada em Tóquio, a Camarilla não era o gigante que costuma ser no ocidente mas ainda sim impunha respeito. Toda ação devia ser feita com extrema cautela e planejamento perfeito, os poucos anos que Shingeru Miyamoto havia passado lá o tornaram ainda mais afiado.

Em um de seus afazeres como Algoz, o Tremere havia se encarregado de exterminar um pequeno grupo de Necromantes que além de serem suspeitos de estarem trabalhando com os Cataianos haviam despertado uma enorme ira nos Giovanni. Sempre em busca de conhecimento, Shingeru se mostrava muito interessado no que esse pequeno grupo havia roupado dos Giovanni e partiu prontamente ao refugio deles após a descoberta da localização. O refugio havia sido incinerado pelo grupo de batedores não deixando muito para trás. O grupo de aprendizes era inexperiente e tentando mostrar serviço acabou destruindo qualquer evidencia ou pista com o excesso de força.

Chegando ao local o incêndio já estava controlado, era uma enorme mansão tradicional e apenas o jardim de inverno do pátio interno e as grandes colunas de madeira que sustentavam a estrutura se mantinham de pé, ainda era possível ver fuligem incandescente flutuando pelo local quando o policia desce do carro que o trazia. O local estava com pucos bombeiros restantes e os aprendizes que também eram policiais.

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Re: Crônica Livre - O Recomeço, Explorações de um Novo Mundo

Mensagem por Arcebispo Altobello em Qua Jan 04, 2017 4:44 pm


A não-vida de Algoz não é fácil, Shingeru. Veja só você, investigando um grupo de praticantes de Necromancia que irritou os Giovanni locais. Desde quando você virou peão dos Necromantes, hein? Ah, tudo bem, tudo bem, tem o lance dos Kuei-jin e como você os odeia, não é mesmo? Mas não fique assim, se anime! Você ainda pode acabar encontrando algum segredo legal dentro dessa mansão... se é que esses aprendizes não destruíram tudo, né?

A face inexpressiva do investigador refletia na janela do carro preto que se aproximava do local do crime. Shingeru estaciona o mais próximo que pode e desce do carro. Ele encara as ruínas da mansão com uma feição cansada. Ele sabe que por conta do erro dos aprendizes, o trabalho ficaria muito mais complicado do que poderia ser. Na verdade, ele ainda precisaria encobrir a grande quebra à Máscara que aqueles neófitos acabaram de infringir. Ele caminha até o chefe dos bombeiros, um rosto já familiar. Ele o puxa até um lugar mais reservado, onde poderia conversar mais a vontade. - O que diabos aconteceu aqui? - Pergunta, mesmo já sabendo a resposta. É preciso se certificar não apenas de que ele não sabe, mas de que esteja completamente enganado.

Chefe dos Bombeiros escreveu:Com o devido cumprimento, o chefe dos bombeiros a situação: _Foi um chamado repentino, quando chegamos os três policiais que reportaram o incêndio já estavam aqui sem poder fazer nada. Acredito que o clima seco ajudou a espalhar as chamas. Ninguém foi encontrado, uma tragédia, não?!

- Poderia ser um curto ou algum vazamento de gás. - O Feiticeiro sugere, tentando levar o homem ao engano. 

Chefe dos Bombeiros escreveu:Coçando a cabeça o chefe dos bombeiros responde:_Deve ser algo assim, ou algum raio. Essas casas antigas com muito papel e madeira são uma fogueira em potencial. Uma pena perdermos um patrimônio tão antigo nessa tragédia, mas fico feliz de não ter encontrado nenhum corpo lá dentro.

- A casa provavelmente estava vazia. - O homem não desconfiava do que acontecera e criava hipóteses sem o menor desejo de aprofundar uma investigação, isso era satisfatório para Miyamoto. - Muito obrigado, eu assumo daqui. - E se despede com sutil aceno de cabeça. Se dirige até os três policiais. - Belíssimo trabalho vocês fizeram aqui. - A carga sarcastica era óbvia. - Espero que tenham descorberto algo para compensar essa falha miserável.

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Re: Crônica Livre - O Recomeço, Explorações de um Novo Mundo

Mensagem por R.Gato em Qua Jan 04, 2017 6:23 pm

Shingeru Miyamoto
P.T.S.: 14/14
Vitalidade: OK
F.V.: 8/8


O arrependimento era claro na feição dos 3 aprendizes. Assim que Shingeru os aborta, todos os três se curvam imediatamente pedindo desculpas e em coro se desculpam:_Nos desculpe senhor Miyamoto!

Observando melhor a área, o policial faz uma leitura mais apurada da área. Era um quarteirão inteiro de uma região residencial, os vizinhos não tinham uma visão direta da mansão devido as arvores que tampavam a visão. Quem estava de fora dos muros só podia ver uma fumaça fina subindo e se dissipando na escuridão do céu.

Miyamoto escreveu:_Espero que tenham descoberto algo para compensar essa falha miserável.

Um dos homens toma iniciativa e começa a falar:_Me desculpe senhor, eram um grupo de sete e achamos melhor emboscá-los para não corrermos algum risco. Ao incinera-los notamos algo estranhamente familiar, pareciam vampiros e não Kuei-Jin como haviam suspeitado, mas temo que essa seja a única informação que pudemos extrair até então, as chamas estavam muito altas e só agora conseguiremos chegar mais perto.

Teste Raciocínio+Investigação:
8,4,7,2,6,7,1,1

Mais uma olhada rápida  para os escombros e Miyamoto pode notar que uma enorme cerejeira cuja a copa estendia-se por todo o jardim interno estava intacta, sem nenhum sinal de queimadura pelas chamas.

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Re: Crônica Livre - O Recomeço, Explorações de um Novo Mundo

Mensagem por Gam em Qua Jan 04, 2017 9:35 pm

É a primeira vez em muito tempo que Boss não acorda sendo arremessado contra a parede enquanto a Fatricida luta contra as ondas. Saudades. Viver no mar, lidando com as tecnologias contemporâneas enquanto saqueia navios militares três vezes maiores e mais preparados que sua velha barca, esconder-se da luz do Sol enquanto sua vida depende de um bando de humanos que não lhes devem muito mais do que uma vida de riscos e crimes hediondos. Obviamente existe um dedo sagrado lhe permitindo existir até agora. Do neto de Deus, pra ser bem específico.

Big Boss abre os olhos. Ele se senta na cama, quase batendo a têmpora contra o bico de couro de Pomba. Ele nunca soube porque diabos ela usa aquele troço. Tanto faz, também. Seus pensamentos ainda estão procurando significado. Ele pega seus óculos escuros. Ele nunca precisou deles, não é como se seus olhos brilhassem com uma cor estranha ou algo assim. Só são incrivelmente estilosos. Lentamente, enquanto Pomba fala, ele coloca as botas. Meio perdido, tentando lembrar-se quem é ou o que está acontecendo, ele pesca uma palavra ou outra no ar.


- Sim... - Ele balbucia. - Sim, tem razão. Faz tempo que não saqueamos nada. Está na hora de correr alguns riscos.

Em um só ímpeto, Big Boss finalmente se levanta. Ele pega uma jaqueta e caminha para fora da cabine enquanto distribui ordens. Sua passagem precede movimento da tripulação. Todos sabem que está chegando a hora de ação. Eles conhecem aquele passo, eles entendem esse tom de voz. É pra isso que todos estão aqui. É o cheiro de morte que os mantém vivos.

- Pomba, faça um reconhecimento de toda a área da costa. Quando estivermos chegando, eu quero saber quantos humanos estão vigiando e onde está cada um. E quero que Miriam nos mantenha invisíveis aos radares. - A essa hora ele já está subindo as escadas, saindo a céu aberto. - Miriam! Deixe Desu sabendo se precisar abater algum controlador no porto. Blurry, você vem comigo. Me arranjem uns trinta quilos de C4, pra já! E mantenham essa porra seca, pelo amor de Deus.

Ele caminha até a proa e começa a desafivelar os cintos. Blurry, a ninja mais barulhenta do Índico, já deve estar ao seu lado a essa hora.

- Nós vamos nadando na frente. Eu vou levar os explosivos pra você, mas quando chegarmos eu quero que exploda aquele edifício - Ele aponta algum prédio que lhe pareça importante a duzentos metros de onde vão emergir. Ele sabe que Blurry consegue correr lá e voltar em menos de 5 segundos. - Nós vamos derrubar os humanos relevantes enquanto eles tentam entender o que está acontecendo. - E então olha para trás, gritando de novo. - Desu! Fique de olho para limpar a nossa merda. Derrube qualquer um que nós esquecermos de derrubar.

- Quando o navio chegar, eu quero todo mundo calado. Vamos conhecer a área antes de quebrar tudo, talvez isso seja um território Sabá. - Sim, eu sei o que você está pensando. Não, ele não se importa. - Miriam e Pérola já cuidaram da burocracia, eles acham que nós não vamos causar problemas.

- Aliás, onde está a Pérola? Pérola, minha flor! - Ele espera que ela se aproxime, ao ponto que já está só com uma sunguinha e uma espada nas costas. Aquela porcaria de pistola velha não funciona quando molha, uma pena. - O que você tem pra mim a respeito de Yogyakarta?

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Re: Crônica Livre - O Recomeço, Explorações de um Novo Mundo

Mensagem por R.Gato em Qua Jan 04, 2017 10:01 pm

Obàh Nyumma
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Era uma noite chuvosa de verão, os ventos passavam de 50km/h, por todo o globo noticias de tempestades enormes e outras reviravoltas climáticas se espalhavam. Para Obàh isso pouco importava , deveria ser alguma coisa relacionada com o efeito estufa, tudo isso estava muito longe de incomoda-lo até alguns minutos atrás receber por telefonema a fatídica noticia. Um cargueiro enorme afundou na costa leste da Austrália levando com ele toda a "mercadoria". O prejuízo era enorme mas poderia ser muito maior, as buscas pelos contêineres iriam começar em dois dias e algo precisava ser feito imediatamente.Ao final da ligação um reunião com o príncipe da cidade é marcada para daqui uma hora.

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Re: Crônica Livre - O Recomeço, Explorações de um Novo Mundo

Mensagem por R.Gato em Qua Jan 04, 2017 11:09 pm

Big Boss
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BigB sai de seu quarto e ao colocar os pés no convés da de cara com um céu surpreendentemente limpo...bons preságios? Pomba vinha logo atrás mexendo a cabeça estranhamente, ela havia entrado no corpo de uma das pombas a alguns dias afetando-a de alguma maneira. Pelo jeito de andar do capitão a tripulação já sabia o que estava por vir, não seria dessa vez que eles manteriam o disfarce de navio cargueiro...aliás isso nunca aconteceu e não seria porque meia duzia de homens barbudos estavam famintos e morrendo de sede que aquilo viraria um piquenique, pobres assassinos saqueadores ingênuos.

Big Boss escreveu:_Pomba, faça um reconhecimento de toda a área da costa. Quando estivermos chegando, eu quero saber quantos humanos estão vigiando e onde está cada um. E quero que Miriam nos mantenha invisíveis aos radares.

Girando a cabeça como uma ave ela ruma em direção a gaiola de pombas e arranha seu braço direito até sair sangue, era um pouco perturbador mas os bichinhos trabalhavam muito melhor assim. Em uma revoada o bando de pássaros se espalha com velocidade.

Enquanto isso, os principais membros da tripulação aparecem no convés com exceção de Pérola que já estava lá a algum tempo dando palavras de incentivo aos mortais da embarcação: _Escutem aqui seus cães imundos, levantem essas bundas magras e preparem-se para matar, se querem moleza é melhor vocês, vocês...a, foda-se, vocês não terão moleza! Hoje nós ...

A voz forte de Pérola pode ser escutada ao fundo e Big Boss da as ordens para seus companheiros. Desu como sempre, irritantemente centrada e monocilíndrica confirma com "OK", Blurry parecia empolgada, balançava a cabeça como estivesse escutando uma musica

Big Boss escreveu:- Quando o navio chegar, eu quero todo mundo calado. Vamos conhecer a área antes de quebrar tudo, talvez isso seja um território Sabá. - Sim, eu sei o que você está pensando. Não, ele não se importa. - Miriam e Pérola já cuidaram da burocracia, eles acham que nós não vamos causar problemas.

- Aliás, onde está a Pérola? Pérola, minha flor! - Ele espera que ela se aproxime, ao ponto que já está só com uma sunguinha e uma espada nas costas. Aquela porcaria de pistola velha não funciona quando molha, uma pena. - O que você tem pra mim a respeito de Yogyakarta?

Pérola desce da área do leme pelas escadas esbanjando um largo sorriso, ela adorava começar a noite com um espetáculo desses. Alegremente ela fala sobre Yogyakarta: _Olá BigB, parece que dormiu bem han?! Bom vamos  à hora da história. Yogyakarta é uma cidade da ilha de Java, que faz parte da Indonésia, nós iremos invadir a província sul que também tem o nome de Yogyakarta. Escolhemos esse lugar porque ainda vive em regime de  sultanato pré-colonial - da um suspiro - E DEUS ESSES FILHOS DA PUTA TEM MUITAS RIQUEZAS. Infelizmente para nosso querido monarca de nome  Hamengkubuwono X, seu palácio é bem próximo ao rio Kali Prongo que nossa querida Fatricida é perfeitamente capaz de subir. Daí em diante você já sabe o que fazer... ah nossa querida Miriam conseguiu foder com os rádios de longo alcance deles e aqui não tem internet, logo...teremos bastante tempo para carregar o navio e ainda pegar comida e água para esses bons homens que nos auxiliam a foder com a vida das pessoa. Mais alguma duvida?

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Re: Crônica Livre - O Recomeço, Explorações de um Novo Mundo

Mensagem por Gam em Qua Jan 04, 2017 11:55 pm

E essa é a mulher que cuida dos nossos detalhes aristocráticos. É incrível como ela consegue mudar o tom da água pro vinho.

- Uma deusa na minha vida, Pérola. - Ele elogia. - Ok, mudança de planos! Estamos subindo o rio Kali Prongo! - E então ele dá uma ordem aos piratas humanos. - O navio vai subir a dez nós! Saltem em terra e saqueiem as casas. Peguem água, carne e seja lá que merda vocês comem e transformam em sangue pra mim. Peguem dinheiro, peguem algum cu pra comer. Que se foda, só estejam de volta no navio antes de chegarmos no castelo. Essa banheira não vai parar por nenhum de vocês, entenderam?

- Blurry vai explodir aquele troço do outro lado da costa, isso vai chamar atenção pra longe da gente. Eu e ela estaremos cuidando da retaguarda enquanto o navio sobe o rio. Eu quero homens nos canhões! Eu quero a Desu com olho aberto pra atirar no que raios a força policial daqui tenha pra tentar nos parar. Miriam, Pomba, apenas continuem o que vocês estavam fazendo.

Ele alonga os braços, amarra o saco impermeável de C4 no corpo e pula na água. Essa definitivamente é uma noite deliciosa pra saquear um castelo.

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Re: Crônica Livre - O Recomeço, Explorações de um Novo Mundo

Mensagem por @nDRoid[94] em Qua Jan 04, 2017 11:57 pm


William Blackwood estava sentado em sua mesa de escritório, uma janela imensa ornava a paisagem de Nova Orleans iluminada pelas luzes da cidade. O casarão do Ventrue ficava em uma região afastada, ainda que não ficasse numa zona rural. Ele tinha tomado extremo cuidado ao escolher seu refúgio principal, tomando cuidado para não se aproximar das zonas sagradas dos Garous, tampouco de alguma área requisitada pelos Magos. Sabia pouquíssimo sobre essas criaturas, mas confrontá-las durante suas primeiras noites já havia lhe sido problemático demais. Preferia deixá-las afastadas de suas propriedades, dos seus negócios e de seu pescoço.

Casarão Blackwood:

O refúgio principal de Blackwood ficava em uma área elevada, uma antiga propriedade dos grandes latifundiários dos plantations de Nova Orleans. O cainita comprou a propriedade diretamente de um desses produtores, durante a crise que afetou a cidade durante a invasão americana. Invasão que havia retirado todo o ar française da cidade. O Ventrue lembrava de toda a pompa de sua época de neófito. Tudo havia ficado para trás em nome de um progresso, soletrado em inglês, vindo pelos invasores. Esses lamentos já eram inválidos e o Ancillae tinha coisas mais importantes para pensar.

Ele havia acabado de receber uma notícia que lhe seria um calo no sapato. William observava a chuva cai sobre a grande janela, seguindo até poucos centímetros de distância da mesma, segurando sua bengala, ornada em temas africanos. Ele havia ligado para Fréderic, o esperava. O ressoar de batidas na porta anunciou a chegada de seu mais fiel lacaio.

Entre, Fréddo, entre logo... Temos muito o que falar. Muito mesmo. - o Carniçal sentava em uma das cadeiras diante da mesa do Ventrue, que ainda olhava para a janela e as revoadas Você já sabe o que ocorreu, penso. Inclusive, o seu informante me foi muito valioso, dê-lhe os mais devidos agradecimentos. Temos tempo, apesar de pouco, para planejar uma forma de resolver isso.

Fréderic hesitou em suas palavras, sendo impedido de falar pela continuação do Ventrue:

Porra, Fréddo! Eu não acredito que uma merda dessa aconteceu! - o Ancillae ri, batendo a bengala três vezes no assoalhoMas vamos lá! Temos trabalho a fazer... eu preciso de um relatório me mostrando com exatidão onde o cargueiro naufr... Na verdade, fodam-se os relatórios! Me diga logo isso: eu preciso saber se essa merda de barco afundou já em terreno australiano ou se foram em terras de marinha. Se o acontecido estiver fora da jurisdição do governo australiano, talvez possamos mexer os pauzinhos junto a Polícia Federal. Talvez. Creio que os nossos informantes talvez não tenham tanto poder assim. Se tiverem, melhor ainda. Mesmo assim, eu gostaria de saber qual a possibilidade de apagar qualquer tipo de relação de nossas empresas com os contêineres que estavam nesse cargueiro. Quando eles abrirem aquela merda, vai dar um problema do caralho. Quero isso afastado da gente! Tá me entendendo?!

O carniçal confirma com a cabeça rapidamente, ainda não tendo tempo de responder. O seu suserano continua a falar. Agora, ele servia um drink de conhaque e o arrastava na mesa, oferecendo ao companheiro.

- Quero todos os documentos reunidos e apagados de qualquer banco de dados! Não posso deixar que uma merda de barco desses estrague todo o meu esquema. Na verdade, essa porcaria já estragou tudo; provavelmente vamos ter que parar de enviar mercadoria para aquela área. Temos também que entrar em contato com os clientes. Eles provavelmente devem estar querendo saber onde raios estão os produtos que eles pediram.

Ele, finalmente, se cala, esperando uma resposta do lacaio. William olha rapidamente para seu relógio, procurando saber as horas. Havia recebido uma mensagem. Ele tinha uma reunião com o Príncipe da cidade.

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Re: Crônica Livre - O Recomeço, Explorações de um Novo Mundo

Mensagem por Arcebispo Altobello em Qui Jan 05, 2017 3:27 am

O medo no semblante dos três homens era evidente. Uma palavra de Miyamoto e suas reputações na Capela estariam destroçadas. Não que eles tivessem alguma, afinal eram meros aprendizes, mas adquirir uma má reputação é um medo real para qualquer Feiticeiro. Apesar do tempo no Japão, ainda não havia se acostumado completamente com o jeitão duro e formal dos japoneses. Normalmente acha graça, mas nesse caso específico experimentou o que os jovens mortais chamariam de vergonha alheia. O desconforto era perceptível, mas os neófitos provavelmente não notariam. 

- Quantos deles foram eliminados? - Sete contra três era uma clara desvantagem, mas o rígido Miyamoto esperava que ao menos metade desse grupo tivesse perecido para amortizar a bagunça. 

Observando a área, percebia que o jardim era bastante arborizado e extenso, podendo abrigar fugitivos com facilidade. A copa das árvores e o alto muro, ao menos impediram que expectadores presenciassem a grande quebra da Máscara. Menos mal. Uma árvore em especial, lhe chama atenção. Uma imensa cerejeira que não havia sido afetada pelas chamas. Estranho. Com muito cuidado onde pisa, Shingeru passa pelos escombros, aproximando-se da árvore, ele a analisa, tentando conceber se algum tipo de magia habita na árvore.¹ Caso reste dúvidas, ele poderia simplesmente perguntar para algum objeto próximo à arvore.²
___
¹ - Teste de Inteligência + Ocultismo para angariar informações sobre a natureza mística, se houver, da árvore
² - Permanecendo obscuro para o Feiticeiro, ele irá usar Controle Elemental Nv. 2 para perguntar ao espírito de algum objeto próximo sobre a natureza mística da árvore

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Re: Crônica Livre - O Recomeço, Explorações de um Novo Mundo

Mensagem por R.Gato em Qui Jan 05, 2017 9:11 am

Big Boss
P.T.S.: 15/15
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Após escutar os conselhos de Pérola BigB muda de estratégia e se prepara para chamar o máximo de atenção, com um rápido discurso ele informa seus homens : "_O navio vai subir a dez nós! Saltem em terra e saqueiem as casas. Peguem água, carne e seja lá que merda vocês comem e transformam em sangue pra mim. Peguem dinheiro, peguem algum cu pra comer. Que se foda, só estejam de volta no navio antes de chegarmos no castelo. Essa banheira não vai parar por nenhum de vocês, entenderam?"

Com punhos erguidos os marujos comemoram com gritos, até mesmo Desu parece empolgada e assobia uma de suas canções japonesas com alegria. O embate estava prestes a começar, a embarcação já estava a quase uma milha da foz do rio Kali Prongo até que a própria Desu avista um pequeno barco vindo em direção da  Fatricida: _Boss - aponta com a cabeça para mostrar o barco vindo - quer que eu comece agora ou esperamos vocês dois chegarem em terra? Já era possível ver o sangue correndo pelas veias da oriental, provavelmente ela estava ativando o dom da velocidade pela maneira que seus músculos repuxavam.


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Re: Crônica Livre - O Recomeço, Explorações de um Novo Mundo

Mensagem por R.Gato em Qui Jan 05, 2017 9:45 am

Obàh Nyumma
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Fréderic apertava os braços da cadeira, ele temia que seu senhor não entendesse o problema por completo: _Senhor, temo que o problema não seja tão fácil de resolver, o cargueiro afundou no território australiano e os únicos membros que tem lá são desgarrados independentes, é uma terra de ninguém, tudo que eu pude fazer para atrasar as buscas eu fiz. Com a ajuda dos afiliados do Príncipe Arthas obtivemos esse hiato antes das buscas, inventamos alguma baboseira sobre risco biológico e aqueles filhos da puta já começaram a procurar submarinos para as buscas. Os verdadeiros problemas são o seguinte - da um longo suspiro - o navio que afundou era do próprio Arthas, assim como os contêineres em que nossas mercadorias estavam, e como sabemos essa identidade de Arthas não tem nenhum envolvimento com ações ilegais e isso seria um problema imenso de apagar da ficha de alguém. Ele facilitava muito nosso trasporte já que era dono da trasportadora. Para piorar, quem fez o levantamento da carga não foi nenhum dos nossos homens, então os documentos estão todos corretos e dentro do navio com o seu nome, o de Arthas e boa parte de quem se envolveu nisso.

A tempestade só aumentava e muitas trovoadas eram escutadas, o chicotear das folhas dos salgueiros pareciam estalos de pólvora, o carniçal engolia seco e seu olhar era desesperador: _Senhor, a exposição desse escândalo levaria metade da Camarilla da costa Leste para o buraco.


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Re: Crônica Livre - O Recomeço, Explorações de um Novo Mundo

Mensagem por R.Gato em Qui Jan 05, 2017 10:07 am

Shingeru Miyamoto
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Aquele comportamento era muito contrastante com a "malandragem" ocidental mas em alguma coisa aquilo servia, os jovens neófitos estavam muito empenhados em compensar o erro: _Senhor, todos foram eliminados.O que podemos fazer para reparar nosso vergonhoso fracasso?

O policial anda em direção a enorme cerejeira acompanhado pelos aprendizes, era uma arvore milenar. Seu tronco era retorcido e escuro, parecia em movimento, sua copa se estendia por todo o pátio interno que havia ali, suas flores cobriam o chão formando um tapete homogêneo. O caminho em que eles tomaram pelas cinzas deveria ser um pequeno acervo de livros; entre as cinzas era possível ver livros queimados e alguns ainda em brasas.


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Re: Crônica Livre - O Recomeço, Explorações de um Novo Mundo

Mensagem por Undead King em Qui Jan 05, 2017 12:14 pm

A luz de dentro da cabine dos passageiros estava baixa, baixa o suficiente para deixar o ambiente um tanto melancólico para mim. Em pensar que eu era o maior cafetão daquela cidade, todo mundo me devia respeito, todo mundo lambia meu saco, por que até minhas bolas eram sagradas.. Maldito Bernado, aquela bicha mal comida...
Um suspiro saía da minha boca, enquanto eu olhava pela janela do avião. Era um gosto bem amargo, o da derrota, mas não tinha nada a mais para eu fazer se não recuar.. pelo menos a minha busca era de algo bem interessante...poder ilimitado é bem interessante. Dá para fazer um monte de coisas com poder ilimitado, como por exemplo acabar com o Bernado... Hahaha, vai ser divertida essa busca!

Em meio a vários outros tipos de bagagem, duas maletas eram mais importantes. A primeira era uma maleta que continha 100 mil dólares, que para outras pessoas poderia apenas significar grana pra caralho, mas para mim, era uma semente, uma semente que eu plantaria na terra virgem da Austrália, e cresceria dela a árvore da corrupção. Em outras palavras aquilo era o início do meu novo império do crime. E também tinha a outra maleta, aquela era bem mais importante. Não que um novo império fosse algo pequeno, mas naquela maleta estava o verdaderio motivo de eu estar ali. O poder ilimitado que talvez existisse naquela terra estava de alguma forma ligado ao pergaminho que ali estava. Estaria mentindo se eu dissesse que eu não queria abrir aquilo logo, mas o Mestre tinha sido extremamente claro: Só abra quando entrar em contato com o solo..
- Madai, me traga aquelas duas maletas ali, por favor. - O Mestre tinha abrido mão de dois carniçais para que eles me ajudassem. Não conhecia muito bem nenhum dos dois, mas eu estava em um patamar maior que eles. Essas duas cobrinhas me deviam lealdade, então eu não precisaria me preocupar com traição ou coisa do tipo.
Me espreguiçava, e então me levantava daquele acento mais mole do que qualquer coisa que eu já sentei na vida. Com as duas maletas nas mãos eu descia do avião seguido dos dois carniçais - Então meus companheiros, não sei se o Mestre informou a vocês motivo de estarmos aqui. - Parava, largava a maleta do dinheiro no chão e então abria a que continha o pergaminho. Mostrava para os dois o que continha na maleta - Nosso objetivo aqui é espalhar os tentáculos da corrupção de Set por essa terra, mas isso todo mundo faz não é? Estamos na verdade numa missão especial, em que buscaremos um artefato - Eu tinha a pretensão de abrir aquele pergaminho em um lugar mais calmo, mas a curiosidade era muito maior. Retirei com cuidado o pergaminho e então joguei a maleta para Getsemaní. Abri devagar para evitar qualquer dano ao objeto, e então li, ali no meio da pista de pouso.
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Re: Crônica Livre - O Recomeço, Explorações de um Novo Mundo

Mensagem por @nDRoid[94] em Qui Jan 05, 2017 4:12 pm


As palavras de Fréderic pesavam sob os ouvidos do Ventrue. Seu único olho são se movimentava da mesa para o carniçal, do carniçal para a janela, da janela para mesa... Parecia um verdadeiro filme de terror. Ele não acreditava que haviam permitido que isso acontecesse! Era um erro para principiantes; ele não era um principiante. O que diabos Arthas estava pensando em permitir que todo o procedimento fosse facilmente ligado a eles? Ele comandava a Corte de Nova Orleans daquela maneira porca mesmo? Desse jeito William acabaria por ver um terceiro Príncipe sentar no trono. Obviamente não se ele. Já tinha seus negócios para cuidar e Status nunca foi uma preocupação sua; não por enquanto ao menos.

No fim, ele gargalha do último período citado pelo seu Carniçal. A Costa Leste inteira?

- Sabes que eu lhe estimo bastante, não é, Fréddo? Pode dizer na minha cara: Como eu fui idiota o suficiente para me envolver com idiotas feito estes? Me diga, me diga... Estamos nesse negócio à 100 anos, porra! Uma coisa dessas não pode deixar brechas para nos encontrar. -  Ele bate na mesa com uma das mãos, fazendo o chão tremer junto com as trovoadas externas que faziam as árvores chicotearem sobre a janela. - Precisamos agir, e agir o mais rápido possível. Arthas quer ter comigo algumas palavras, logicamente para explanar alguma ideia de conter as informações. Merda! Precisamos de um plano, algo realmente bom. Você tem alguma ideia Frèddo? Onde podemos começar a agir... Por favor, me dê alguma luz, pois no momento a minha raiva pede para explodir a Austrália inteira.

As palavras do Ventrue não transpareciam o seu estado de espírito. Ele falava com calma, apesar de mostrar ira em suas palavras.

- Vamos pensar, meu amigo. A vida desses sanguessugas cretinos está em nossas mãos, creio. Não é possível que precisemos nos deslocar até aquela terra de ninguém para comprar algumas bocas. Se os documentos estão dentro do navio, então precisaremos fazer com que eles sumam no meio das investigações. Precisaremos atacar de dentro para fora, acredito. Creio que talvez esse seja um começo...

William senta-se em su apoltrona encarando o carniçal com seu olho esquerdo. Permanecia silencioso esperando uma resposta de Frèddo.
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Re: Crônica Livre - O Recomeço, Explorações de um Novo Mundo

Mensagem por Arcebispo Altobello em Sex Jan 06, 2017 1:11 am

Uma árvore em especial, lhe chama atenção. Uma imensa cerejeira que não havia sido afetada pelas chamas. Estranho. Com muito cuidado onde pisa, Shingeru sobe pelos escombros, aproximando-se da árvore, quando percebe que o cômodo que costumava ficar ali abrigava um acervo de livros - ocultistas? -, alguns completamente queimados e outros apenas chamuscados, parcialmente inteligíveis. - Recolham esses livros, no estado mais conservado possível como evidência, e levem até a Capela. - Ordena o Algoz aos aprendizes. - Mas antes de irem, quero que vasculhem os destroços em busca de alguma passagem para o subterrâneo ou algum artefato mágico.

Dando a volta para não danificar ainda mais qualquer daqueles livros, Shingeru chega até o jardim de inverno e se aproxima da árvore. Ele a analisa, tentando conceber se algum tipo de magia habita na árvore.¹ Caso reste dúvidas, ele poderia simplesmente perguntar para algum objeto próximo à arvore.²

___
¹ - Teste de Inteligência + Ocultismo para angariar informações sobre a natureza mística, se houver, da árvore
² - Permanecendo obscuro para o Feiticeiro, ele irá usar Controle Elemental Nv. 2 para perguntar ao espírito de algum objeto próximo sobre a natureza mística da árvore

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Re: Crônica Livre - O Recomeço, Explorações de um Novo Mundo

Mensagem por R.Gato em Qua Jan 11, 2017 1:39 pm

Amon Eret
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O Setita contemplava a noite de lua cheia enquanto pensava na decadência de seu império, a ansiedade para abrir o pergaminho era intensa e assim que o avião pousa ele vai rapidamente para a pista de pouso acompanhado dos Carniçais de seu mentor, Madai e Getsemaní, tornando possível ver a aparência de ambos com clareza, sem a proteção da penumbra.

Getsemaní:

Madai:

O avião havia parado em uma área mais deserta do aeroporto, era quase como um convite para abrir o pergaminho ali mesmo. Com o pergaminho em mãos Amon joga a maleta vazia para Getsemaní e abre o frágil tecido que para a surpresa do grupo estava em branco.

_Em branco?! - indagava Getsemaní com sua voz extremamente grossa – Não é possível, as instruções eram claras…

Nesse momento uma brisa começa a se intensificar no local e cria um pequeno redemoinho de poeira ao lado do grupo; conforme os grãos de poeira vão batendo no pergaminho algumas letras estranhas vão aparecendo no tecido e sumindo conforme a sujeira sai do pergaminho.

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Re: Crônica Livre - O Recomeço, Explorações de um Novo Mundo

Mensagem por R.Gato em Qua Jan 11, 2017 1:58 pm

Obàh Nyumma
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O Carniçal se mostrava tenso, estalava o pescoço para tentar aliviar tal tensão, era possível ver gotas de suor em sua testa e depois de mais um longo suspiro ele fala como se estivesse desabafando: _Senhor, sei que não sou nada para a Camarilla e que sou tão descartável quanto um maço de cigarros, eu não tenho a menor intenção de iniciar intrigas mas acredito que alguém nos traiu. Seria impossível alguém fora do nosso meio ter ficado com uma tarefa tão importante quanto documentação de carga. Isso me cheira a armadilha – da um sorriso nervoso e coça a cabeça como se arrependesse – mas claro, isso é só uma suposição minha, pode ser apensas obra de minha paranoia, em momento algum eu quero incitar conflitos, me desculpe eu sei que esse não é o meu papel.

De cabeça baixa Frederic torce para não ser punido por acusar algum membro de traição mas ele não podia carregar aquela falha como sendo dele. Nesse momento o relógio toca acusando 19:30, a reunião aconteceria em breve.

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Re: Crônica Livre - O Recomeço, Explorações de um Novo Mundo

Mensagem por R.Gato em Qua Jan 11, 2017 2:31 pm

Shingeru Miyamoto
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Os três policias prontamente atendem as ordens de seu superior e se dividem em um grupo de dois procurando passagens secretas e um recolhendo os livros ainda em bom estado. Eles faziam suas tarefas com ímpeto enquanto olhavam para seu superior aproximando-se da árvore.



Aproximando-se da cerejeira uma sensação diferente tomava conta do corpo de Shingeru, ele parecia entrar em um ambiente isolado assim que é coberto pela copa da imensa da árvore. O cheiro de cinzas já não era perceptível, uma leve brisa refrescava o ambiente e até parecia ter uma iluminação diferente, um pouco opaca, como em um sonho. Seria um ótimo ambiente para rituais já que não tinha distrações. Ao se aproximar do tronco ele pode perceber uma marca em formato de mão com uma substância viscosa.

Teste:
Raciocinio+Ocultismo rolou 7 dados de 10 lados com dificuldade 6 para entender o ambiente que resultou 8, 3, 10, 8, 2, 2, 1 - Total: 2 Sucessos

Teste:
Percepção+Investigação rolou 8 dados de 10 lados com dificuldade 7 para remontar passos do passado que resultou 6, 7, 6, 5, 4, 9, 3, 8 - Total: 3 Sucessos


Ao olhar aquela marca Shingeru tem um estalo, aquilo poderia ser parte de um ritual. Pensando nisso ele analisa com mais cuidado os arredores e percebe que algumas flores estão amassadas determinando um padrão. Haviam sete pessoas no local, seis ajoelhadas e uma deitada, talvez aquilo  tenha sido um sacrifício que pelo visto deu errado… próximo a marca do corpo que estava deitado é possível ver marcas de algo que parecia ter se arrastado de encontro a marca de mão no tronco da árvore.

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Re: Crônica Livre - O Recomeço, Explorações de um Novo Mundo

Mensagem por Arcebispo Altobello em Qui Jan 12, 2017 7:41 pm

Miyamoto parte para o que de fato era importante, deixando o trabalho duro para os aprendizes. É assim que o mundo funciona. Ele próprio já havia sido um iniciante, ávido por uma chance de mostrar serviço, de provar seu valor. Acontece que depois de uma falha miserável como aquela, é preciso ser duro e rígido com os aprendizes e o Feiticeiro não tem a menor intenção de ser o chefe legal tão cedo. Esse trabalho pesado levaria um bom tempo, disso ele tem certeza, e se bem executado, seria levado em consideração para zerar a dívida de confiança.

Ao pisar na grama verde, intocada pelo fogo e coberta de pequenas pétalas rosas, Shingeru sente o ar subitamente mudar. Era como se a árvore propiciasse uma bolha de ar fresco, completamente alheia ao fedor de queimado que tomava conta do exterior. Intrigado, o Tremere se aproxima do tronco da cerejeira para uma análise mais criteriosa e, agora, mais de perto, é mais que evidente uma marca de mão feita com um líquido viscoso e consistente - sangue?. O Feiticeiro retira um par de luvas cirúrgicas que sempre carrega consigo para caso haja necessidade de colher evidências e as veste. Com cuidado, na borda da marca, ele passa o dedo na substância, colhendo o suficiente para poder identificá-la. Miyamoto leva o dedo próximo às narinas, para ter certeza de que se trata de sangue e se sua suspeita for confirmada, levará o dedo até a língua, provando da vitae¹. Isso poderia lhe dar pistas sobre o dono daquele sangue e como investigador, sabe que cada detalhe pode ser vital quando se trata de uma investigação.

Não se satisfaz com tão pouco. Ele estuda o ambiente e percebe ser um cenário de um ritual. Sua memória é única, se por um acaso conhecesse um rito com essa descrição, se lembraria imediatamente, o que não é o caso. "Um ritual necromântico?", considera o detetive. Conseguia identificar rastros de sete pessoas, sendo uma deitada, arrastando-se até a árvore e cravando sua mão ensanguentada no tronco da cerejeira, enquanto as outras seis permaneciam ajoelhadas. "Isso não faz sentido.", pensa o Feiticeiro. Sete rastros, sete vampiros abatidos pelos aprendizes, mas um deveria já estar morto quando eles chegaram. Seria possível que de alguma forma esse vampiro levantou revitalizado por causa da árvore? "Um usuário da Linha da Natureza seria útil aqui." - Ei, - chama a atenção dos jovens Feiticeiros e faz um sinal para se aproximarem. - algum de vocês conhece a Linha da Natureza? - Shingeru sabe que poderia estar esperando demais dos aprendizes, mas não custava nada perguntar.

___
¹ = Ele irá usar Linha do Sangue Nv. 1 para angariar informações sobre o dono do sangue na árvore.

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Re: Crônica Livre - O Recomeço, Explorações de um Novo Mundo

Mensagem por R.Gato em Qui Jan 12, 2017 8:28 pm

Shingeru Miyamoto
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Aquele cenário era deveras peculiar e a curiosidade do Tremere borbulhava apesar de não demonstrar. Conforme ele se aproximava do tronco a atmosfera ficava levemente menos densa, seus instintos de detetive o chamaram para a marca na casca negra da árvore, a essa distancia dava para ver que era uma mão feminina. Rapidamente o policial coloca suas luvas e leva um dedo até a mancha de sangue, o tempo passava devagar, era como aquela sensação de que uma queda rápida dura minutos. No momento em que o investigador toca a arvore a realidade começa a distorcer rapidamente, o tronco já torto agora fazia um espiral e como um turbilhão marítimo puxa Shingeru Miyamoto para uma outra dimensão.

 
Teste:
Raciocino + Ocultismo rolou 7 dados de 10 lados com dificuldade 6 para entender o novo ambiente que resultou 3, 4, 3, 4, 7, 5, 6 - Total: 2 Sucessos

Sua visão ainda se acostumava com toda aquela distorção de alguns segundos atrás mas aquela sensação, sem duvida...ele havia entrado na mortalha em carne e osso. O ar era frio e a atmosfera densa, parecia andar em plasma. Como os Giovanni se sentiam confortáveis em um lugar desses?! Assim que sua mente consegue voltar ao normal o Tremere percebe que está em uma sala e a alguns metros a sua frente um corpo imóvel em putrefação estava sentado em um trono e com um pergaminho dourado em sua mão.


Uma voz feminina era audível, praguejando, soluçando e vomitando...o som ecoava pela sala : _Filhos da puta me enganaram - blaaarrr - eu to muito fodida, eu to muito fodida, não quero morrer...

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