Crônica: Águas Profundas - Narrativa Solo para o Player: Rian

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Crônica: Águas Profundas - Narrativa Solo para o Player: Rian

Mensagem por Winterfell em Sab Dez 24, 2016 2:36 pm

Crônica: Águas Profundas Player: 01 - Rian / Welistaner



Cidade: Saint Barthelemy Interligação: Cidade em que Rian e Claire foram adotados, também onde esta localizado seu dojo familiar.  

Historia Cainita: A crônica vai se iniciar em Janeiro de 2017, na cidade fictícia de Saint Barthelemy, que juntamente com Lawrence, forma a sede do Condado de Essex no estado americano de Massachusetts. A cidade foi fundada há 373 anos atrás, mas só passou a ser oficialmente da Camarilla há 250 anos, quando Augustus Bartholomew, um Ventrue Inglês residente na localidade desde a fundação da vila (que inclusive por sua influencia denominou-se "Saint Barthelemy") decidiu assumir o principado e fazer da localidade um reduto da Seita. O Ventrue Gerard Montgomery e o Nosferatu Abraham Montmorency assumem a primigênie como representantes de seus clãs e são também as figuras mais significativas, até a chegada da Toreador Henrietta Devereux. 10 (dez) anos após sua chegada, Henrietta se fixar como Senescal e consorte do Príncipe. O clã Toreador ganha mais espaço na corte e a também Toreador Samantha Marjorie torna-se primigênie. O Tremere Horatio Followes, da inicio as tratativas para a construção de uma Capela em Saint Barthelemy. Seu pedido é negado por Augustus. Stephanie Desdemona ocupa a primigênie Malkaviana. O Rebanho é duramente afetado por um surto epidêmico, alguns cainitas também são contaminados. Entre os contaminados esta Theodore Ambrose, cria de Henrietta Devereux. O Toreador agoniza por meses até por fim, tirar a própria vida. Henrietta Devereux entra em depressão e cai em torpor. Vários cainitas deixam o domínio temendo a contaminação. As fatalidades continuam aumentando no rebanho e também entre os cainitas. O Tremere Horatio Followes é contactado pelo Príncipe e identifica o agente viral responsável pelas fatalidades (Ébola). O Tremere guia os pesquisadores mortais e ajuda a conter o avanço da doença. Por seu auxilio, Horatio Followes passa a integrar a primigênie e recebe permissão para a construção da Capela Tremere. A cidade volta a crescer e o Brujah Clint Eastwood e suas crias Hector e Henry Marmaduke se fixação na cidade. Entretanto ainda se aproveitando desta fragilidade temporária, o Sába ataca Saint Barthelemy. Clint Eastwood e Scott Rivers (Brujah), Giles Montgomery (Ventrue), Nathan Lawrence (Malkaviano) e Fergus (Nosferatu) são baixas no confronto. Mas por fim, o Saba é expulso com sucesso e vários Membros são honrados por suas respectivas participações no combate. Hector e Henry Marmaduke são reconhecidos como anciões e vários outros cainitas também são reconhecidos como Ancillas ou ainda recebem outras permissões e honrarias. Após o recuo do Sabá, uma cova coletiva com alguns recem abraçados é encontrada. Estas crias são capturadas e então julgadas. Rowena Baxter uma recem abraçada Ventrue é condenada ao sol. Gerard Montgomery recebe o direito de criar progênie e abraça Tristram Montgomery. Lyon Lovell intervem por Sarah Wyndham e se torna tutor da Toreador. Henry Marmaduke intervem para que Matthew Swann (Brujah) e Charles Godwin (Gangrel) sejam poupados. Os irmãos Marmaduke também recebem direito a progênie. Erasmus Vernon intervém pelo novo Nosferatu Edmund Valmere, passando a tutorar o mesmo. Abraham Montmorency recebe salve contudo para eliminar cainitas que invadam os esgotos, alem de direito a progênie. Stephanie Desdemona e Horatio Followes também recebem direito a progênie. Stephanie Desdemona intervem por Ágatha Caversham fazendo com que a Malkaviana seja poupada. Horatio Followes abraça seu antigo carniçal Elliott Gilliat e toma Francesca Ellwood (Lasombra) como cobaia de experimentos. Um ano depois, Hector Marmaduke abraça Thomas Goddard e alguns meses mais tarde Henry Marmaduke abraça Joanne Radcliffe.

15 (quinze) anos apos esses acontecimentos, Rian é abraçado e apresentado ao Príncipe Augustus. Mas logo se ausenta da corte local, no intuito de cumprir sua vingança. Stephanie Desdemona abraça Charlotte de Lisle. O tempo vai passando enquanto o Gangrel transita por outras cortes como Las Vegas e Edimburgo. Ainda que mantendo "um olho" nas noticias locais de Saint Barthelemy (bairrismo), encontrar os assassinos de sua família tinha se torna uma espécie de obcessão (vingança).    
   
(OFF: Você estará em qualquer lugar que queira do mundo, a exceção de Saint Barthelemy. Quando ver esta reportagem).

Reportagem local, (seção de fofocas): "O Dojo Kimura, administrado pela campeã regional Claire Kimura. Estará encerando suas atividades a partir do mês que vem. Segundo a própria Campeã, a partir de fevereiro Claire dara mais enfoque a sua vida particular e essa escolha esta diretamente relacionada ao seu casamento com Benjamin Travers, marcado para o inicio do mês que vêm. O noivo inclusive já confirmou que vai recepcionar o sobrenome da esposa e que eles tem planos para reabrir o dojo depois da lua de mel. Mas não estipularam nenhuma data para essa reinauguração. Meus votos de boa sorte aos pombinhos, embora alguns boatos atentem para outras causas. Ca entre nos meus leitores assíduos. Claire Kimura parece ter perdido 13 alunos nos últimos dois meses e alguns rumores quanto a sua instabilidade e indisposição física e emocional circulam a "boca pequena". A felicidade com o casório "encaducou" a mulher? Ou na verdade ela esta grávida e sofrendo com os "humores" do Benjamin Junior? Fica a duvida meus caros leitores, até nosso próximo encontro".        

Saint Barthelemy

População Mortal: 3.697.845 habitantes
População Cainita: 29

Clã Ventrue
- Príncipe: Augustus Bartholomew - ♂ - Ancião - Ventrue - Domínio: Portos marítimos e fluviais.
- Primigênie Ventrue: Gerard Montgomery - ♂ - Ancião - Ventrue - Domínio: Empresa Montgomery.
- Progênie do Príncipe: Anthony Bradford - ♂ - Ancilla, Xerife - Ventrue - Domínio: Empresa Bradford.
- Progênie do Príncipe: Charlotte Delamere de Blois - ♀ - Ancilla, Zelador de Elísio - Ventrue
- Progênie da Primigênie: Geoffrey Montgomery - ♂ - Ancilla, Secretário - Ventrue
- Progênie da Primigênie: Giles Montgomery - ♂ - Neófito - Ventrue
- Progênie da Primigênie: Tristram Montgomery - ♂ - Neófito - Ventrue
- Cria do Sabá: Rowena Baxter - ♀ - Neófito - Ventrue

Clã Toreador
- Senescal: Henrietta Devereux - ♀ - Anciã - Toreador - Atualmente em Torpor.
- Primigênie Toreador: Samantha Marjorie - ♀ - Anciã - Toreador
- Progênie da Senescal: Mary Marshall - ♀ - Ancilla, Hárpia Oficial - Toreador
- Progênie da Senescal: Theodore Ambrose - ♂ - Neófito - Toreador
- Progênie da Primigênie: Eleanor Loveless - ♀ - Ancilla, Algoz - Toreador
- Lyon Lovell - ♂ - Ancilla, Secretário, Hárpia Informal - Toreador
- Cria do Sabá / Tutor Lyon Lovell: Sarah Wyndham - ♀ - Neófito - Toreador  

Clã Brujah
- Primigênie Brujah: Clint Eastwood - ♂ - Ancião - Brujah - Sire de Hector e Henry Marmaduke.
- Primigênie Brujah: Hector Marmaduke - ♂ - Ancião sem Idade - Brujah
- Henry Marmaduke - ♂ - Ancião sem Idade, Secretário - Brujah
- Progênie do Primigênie: Thomas Goddard - ♂ - Neófito - Brujah
- Progênie do Secretario da Primigênie: Joanne Radcliffe - ♀ - Neófito - Brujah
- Scott Rivers - ♂ - Neófito - Brujah
- Cria do Sabá: Matthew Swann - ♂ - Neófito - Brujah

Clã Nosferatu
- Primigênie Nosferatu: Abraham Montmorency "Greenwood" - ♂ - Ancião - Nosferatu
- Erasmus Vernon "O Verme" - ♂ - Ancilla, Secretário - Nosferatu
- Progênie do Primigênie: Fergus - ♂ - Neófito - Nosferatu
- Progênie do Primigênie: Barnabas - ? - Neófito - Nosferatu
- Cria do Sabá / Tutor Erasmus Venon: Edmund Valmere - ♂ - Neófito - Nosferatu

Clã Malkaviano
- Primigênie Malkaviano: Stephanie Desdemona - ♀ - Ancião - Malkaviano
- Progênie da Primigênie: Nathan Lawrence - ♂ - Neófito - Malkaviano
- Progênie da Primigênie: Charlotte de Lisle - ♀ - Neófito - Malkaviano
- Cria do Sabá: Ágatha Caversham - ♀ - Neófito - Malkaviano

Clã Tremere
- Primigênie e Regente da Capela Tremere: Horatio Followes - ♂ - Ancião - Tremere  
- Miranda Chamberlain - ♀ - Ancilla, Secretária - Tremere
- Progênie da Primigênie: Elliott Gilliat - ♂ - Neófito - Tremere

Outros Clãs
- Cria do Sabá: Charles Godwin - ♂ - Neófito - Gangrel
- Cria do Sabá: Francesca Ellwood - ♀ - Neófito - Lasombra AT - Cobaia Tremere
avatar
Winterfell

Data de inscrição : 20/07/2013

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crônica: Águas Profundas - Narrativa Solo para o Player: Rian

Mensagem por Rian em Seg Dez 26, 2016 11:55 am

A noite começava em Edimburgo. Minha primeira ação era pedir um dos servos da Camarilla local que acessasse para mim o noticiário de minha cidade. Desde que saí de Saint Barthelemy  eu não consegui deixar de pensar em minha irmã e na vida que eu deixei para trás... Contudo, Roden, o Xerife de Edimburgo me disse que a mulher que assassinou minha família pode estar relacionada com o ataque à capital da Escócia e, por isso, a Camarilla local me escolheu para esta misstão... É por isso que sempre que posso eu procuro ler e saber o que está acontecendo em minha cidade. 

Entretanto, diferente das outras vezes, nesta noite eu não encontrava apenas notícias da política e economia de Saint Barthelemy. Eu encontrava algo diretamente relacionado com minha irmã e, por seguinte, comigo.
"- Claira, você vai se casar? Bom, isso por si só, não é uma notícia ruim. Seria bom mesmo que minha irmã conseguisse levar uma vida normal. Ela é tudo o que tenho, é a única família que me restou... É claro que, preciso conversar com esse tal Benjamim, embora à primeira vista ele parece gostar dela, afinal também irá assinar Kimura..." 
Continuo lendo o noticiário até que algo me fazia acreditar que as coisas no dojo tinham piorado bastante desde a minha partida. "- 13 alunos? Isto não está certo... Será mesmo que Claire está grávida?"


Era desconcertante.  Um sobrinho, um herdeiro a esta altura, era algo que me deixava perplexo. Eu não sabia se isto era bom, eu me sentia confuso. Minha irmã estava tentando levar a vida para frente e provavelmente estava precisando de mim neste momento, enquanto eu continuava obcecado com nossa vingança. Cerrava meu punho, me colocava de  pé e caminhava até uma daquelas grandes janelas que tinham no castelo de Hotgan, o príncipe de Edimburgo que desaparecera e desde então o Xerife assumira a cidade provisoriamente.
"- Preciso voltar para casa..." Era a conclusão que eu tinha enquanto contemplava a paisagem de um país estrangeiro, um lugar estranho ao qual eu estava acostumado. Com a decisão tomada, eu procuro Roden, o Xerife, e o informo que preciso retornar com urgência para os EUA. Já estava há um bom tempo na Escócia e já tinha lhes prestado meus serviços da melhor forma que podia, tanto que fui visto com novos olhares pela Camarilla local (Status 1). Não ficariam ressentidos de minha partida, não... de forma nenhuma.

Vou até o salão principal do castelo, onde normalmente Roden toma conta de seus afazeres. Ele é um sujeito alto, com um semblante rústico e cabelos longos e grisalhos. Embora ele nunca tenha dito isto, meu palpite é que ele também seja um membro do Clã Gangrel.
- Roden... Preciso voltar para casa. É um assunto particular, mas eu não seria útil na cruzada contra o Sabá aqui em Edimburgo, se minha cabeça se volta novamente para Saint Barthelemy contra a minha vontade. Talvez, se não for pedir muito, ficaria muito agradecido em voltar neste exato instante, no mesmo avião particular que me trouxera para a Europa juntamente com Marcílius e os outros... Havia uma boa possibilidade de que Roden aceitasse meu pedido. (qualidade amigo do xerife). No entanto, ainda assim uma segunda possibilidade, menos onerosa, estaria à disposição, eu apenas precisava ir embora.
- Mas é claro que... Também posso me virar por conta própria. Só preciso de um ticket em um navio com um quarto privativo e sem janelas que vá direto para NY.
 Uma passagem de navio, certamente seria algo quase irrelevante para os cofres de Hotgan.

_________________
                                                                
avatar
Rian

Data de inscrição : 30/09/2014
Idade : 33
Localização : Goiânia

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crônica: Águas Profundas - Narrativa Solo para o Player: Rian

Mensagem por Winterfell em Qua Jan 04, 2017 12:30 am

Catedral Saint Giles, Edimburgo, Escócia, Reino Unido.
Horário 21:00
 

Local:

Rian despertara relativamente tarde. Uma inconveniência constante em suas ultimas noites. (Por do sol as 19h + Humanidade 05) De qualquer forma o Gangrel não mudara tanto que esquecera sua irmã. Na verdade ... sua preocupação com Claire, bem podia ser a coisa mais "genuína" no Cainita. Imediatamente após seu despertar, pede à serva que aguardava externamente próxima a porta do quarto.  

Serva:

Os jornais e qualquer outras formas de mídia, de Saint Barthelemy. - Imediatamente Senhor. Ela se curva servilmente evitando contato visual com o Cainita. - Já foi providenciado, peso-lhe apenas mais dois minutos e será devidamente depositado sobre sua escrivaninha. Ela tinha uma postura dura e rígida, mas absolutamente submissa e servil. Era uma das Carniçais a serviço do antigo Príncipe, que como os outros, agora servia ao Xerife.

- Vossa Senhoria deseja desta serva mais alguma coisa? Ela certamente vinha esperando do outro lado da porta desde o anoitecer. A mulher sempre esperava plantada como uma arvore por pelo menos duas horas antes que o Cainita despertasse. A mulher vinha fazendo isto toda santa noite desde que Rian começou a se hospedar no Castelo de Hotgan. Posteriormente quando lhe foi cedido refugio em Saint Giles. A serva veio junto. Designada a atender as necessidades do Gangrel. (Ela ouve seu novo pedido e/ou na ausência dele, sai). Provavelmente para lhe trazer os exemplares.        

Sua acomodação na catedral era relativamente pequena. Não que tivessem lhe designado um quarto ruim, na verdade os quartos tinham sido construídos originalmente para acomodar membros do clero e "manter a fé" na época era diretamente associada a abdicar de "alguns confortos". De qualquer forma seu quarto "unitário" tinha uma cama de solteiro, um armário de duas portas e uma escrivaninha em alguma madeira de lei. Com uma cara de "velho e histórico" tão descarada que as vezes era até desconfortável. Rian podia ver algum historiador desmaiando ao ver qualquer arranhão que ele sem querer fizesse naquela tralha toda... ou mesmo tendo chiliques só por ele se referir aos moveis daquele quarto como "tralha".

De qualquer forma só a cama já podia valer um pequeno jatinho. Certamente muito mais do que o Karateca um dia teve nas mãos e a cama nem era tão confortável assim.  

Exatos dois minutos depois, a serva retorna. Depositando os exemplares sobre a escrivaninha. - Vossa Senhoria deseja o desjejum? Pergunta à serva. Caso o Gangrel desejasse uma taça de vitae ou mesmo uma fonte de quem se alimentar, a mulher providenciaria.

A velha volta a sua postura de arvore, estacionada ao lado da porta, mas dessa vez pelo lado de dentro. Atenta e predisposta a qualquer ordem do Cainita.

- Claira, você vai se casar? Bom, isso por si só, não é uma notícia ruim. Seria bom mesmo que minha irmã conseguisse levar uma vida normal. Ela é tudo o que tenho, é a única família que me restou... É claro que, preciso conversar com esse tal Benjamim, embora à primeira vista ele parece gostar dela, afinal também irá assinar Kimura..." Ao ouvir Rian falar sozinho, a mulher ainda se mantém como antes. Imóvel e silenciosa como se não houvesse ouvido as divagações de Gangrel. A velha não parecia uma "serva sem mente", mas ainda assim não se arriscaria a dar uma opinião não solicitada. "- 13 alunos? Isto não está certo... Será mesmo que Claire está grávida?"

Um casamento, um cunhado, um sobrinho. Aparentemente sua irmã continuara a viver. Com ou sem a presença dele. Agora o que essa perda de alunos significava?

Rian caminha até a pequena janela em vitral em seu quarto. Nos contornos a imagem da Virgem Maria acalentando o Menino Jesus. Mas forçando a visão um pouco alem do desenho, era possível ver algumas estrelas em partes especificas do céu. Entretanto a noite parece um pouco nublada.

Vitral:

Saindo da Catedral o Gangrel passa pelo local de adoração dos fieis, a parte da estrutura que também era aberta a turistas e ao publico no geral.

Visão Interna Altar:

Visão Interna:
 

---xXx---

Castelo de Hotgan, Edimburgo, Escócia, Reino Unido.
Horário 21:47
 

Sozinho com Roden, em uma sala de reuniões. "- Preciso voltar para casa..." Roden se mostra um tanto contrariado. - O que quer que seja, não pode ser resolvido daqui? Ele falava de forma seria, ainda que um tanto informalmente. - Veja bem Rian, depois de tudo que houve. Pensei que você se juntaria a "nos". Você bem sabe pelo que já passamos e que estamos em um momento importante. Sair agora fará com que boa parte do que fez seja esquecido. Você estará dispensando os lucros do seu próprio trabalho. Ele fala como quem aconselha um amigo. - Não é por ser um "Forasteiro" se referindo ao termo usado para os Gangreis, e também por Rian se um estrangeiro. - Que você não pode criar raízes aqui. Sinceramente, pensei que você pretendia ficar. - Roden... Preciso voltar para casa. É um assunto particular, mas eu não seria útil na cruzada contra o Sabá aqui em Edimburgo, se minha cabeça se voltar novamente para Saint Barthelemy contra a minha vontade. Talvez, se não for pedir muito, ficaria muito agradecido em voltar neste exato instante, no mesmo avião particular que me trouxera para a Europa juntamente com Marcílius e os outros...- Mas é claro que... Também posso me virar por conta própria. Só preciso de um ticket em um navio com um quarto privativo e sem janelas que vá direto para NY. -Você não quer pensa melhor nisso? Ele parece fazer uma ultima tentativa, não iria se impor ao Gangrel, mas visivelmente discordava da alegação de inutilidade que Que o outro via pregando. Rian seria muito util em um embate contra o Sabá.
avatar
Winterfell

Data de inscrição : 20/07/2013

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crônica: Águas Profundas - Narrativa Solo para o Player: Rian

Mensagem por Rian em Seg Jan 09, 2017 1:49 pm

A serva era um luxo que eu nunca jamais tinha esperado receber. Como o garoto pobre que eu fui e o clã rústico que me abraçou, uma pessoa para me servir parecia até algo estranho, senão, constrangedor. Seu modo de evitar até olhar para mim me fazia pensar um pouco sobre a arrogância de alguns vampiros que se diziam a elite social da Seita, como os Ventrue e Toreador. Naturalmente eu já não nutria muita simpatia por este tipo de gente que se acha superior aos demais, apenas os tolerava. A verdade é que no final das contas somos todos monstros (bestas). A diferença é que eles tentam rejeitar a fera que mora dentro de suas entranhas enquanto nós (Gangrel) aceitamos.

- Vossa Senhoria deseja desta serva mais alguma coisa?

- Não, obrigado!
Logo ela voltava com os jornais e me fazia outra pergunta...

- Vossa Senhoria deseja o desjejum? 
“- Sempre tão disposta a ajudar e servir...” Era o que eu pensava. Por outro lado eu não podia deixar de comentar a estranheza da palavra “desjejum.” Na verdade eu sabia do que se tratava, apenas não estava acostumado com o termo e nem com sangue servido assim, “de bandeja”. Nós do clã Gangrel adoramos uma boa caçada e esse modo de vida dos sangue-azuis, muito me estranhava.
- Desjejum? Hahahaha! Desculpe... eu ainda estou tentando me habituar com toda essa... Eu olhava para os lados, para a cama, o todo e, por último, para a serva, enquanto levantava ambas as mãos e dava de ombros: - Mordomia!
Contudo, o fato é que sangue é sangue e eu simplesmente não podia recusar, não importando a fonte ou de que forma fosse adquirido. Rejeitar o sangue era rejeitar à nossa necessidade básica.
- Vou aceitar sim, da forma que lhe for menos trabalhosa.
--
Finalmente com Roden a conversa era diferente. Ele estava determinado a me segurar na Europa.

- O que quer que seja, não pode ser resolvido daqui?

- Infelizmente não Roden...

- Veja bem Rian, depois de tudo que houve. Pensei que você se juntaria a "nos". Você bem sabe pelo que já passamos e que estamos em um momento importante. Sair agora fará com que boa parte do que fez seja esquecido. Você estará dispensando os lucros do seu próprio trabalho. Ele fala como quem aconselha um amigo. - Não é por ser um "Forasteiro" se referindo ao termo usado para os Gangreis, e também por Rian se um estrangeiro. - Que você não pode criar raízes aqui. Sinceramente, pensei que você pretendia ficar.
- Sim, claro... De fato eu pretendia ficar um bom tempo aqui. Mas nem sempre as coisas acontecem como queremos, e você sabe disso, Roden! Você é um vampiro mais velho e já deve ter passado por situações semelhantes. Quanto à recompensa, já sou mais do que grato pela simples emoção do que eu vivi aqui, além disso, bem sabe essas... Eu girava o corpo em 360º abrindo os braços olhando para aquele ambiente requintado. – essas “recompensas” não tem o mesmo valor para mim que teria para um Ventrue ou um Toreador.

-Você não quer pensa melhor nisso?

- Já pensei sobre isso. Eu gostei daqui... pode ser que eu volte. Eu caminhava três passos para um lado enquanto encarava a decoração do lugar. Meu pensamento parecia distante. Na verdade agora que meus pensamentos tinham se voltado para minha irmã, dificilmente eu conseguiria ficar naquele lugar. – Mas não sei te dizer quando! E obrigado pela serva! É um luxo que eu nunca tive e realmente fico agradecido por sua hospitalidade.

Estendo a mão para Roden, num sinal de gratidão e, após o aperto de mão, eu deixaria o Velho Mundo para trás. Meu coração morto parecia bater novamente. Aqueles fatos não saíam da minha cabeça. Eu queria atravessar o oceano correndo sob meus próprios pés...

_________________
                                                                
avatar
Rian

Data de inscrição : 30/09/2014
Idade : 33
Localização : Goiânia

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crônica: Águas Profundas - Narrativa Solo para o Player: Rian

Mensagem por Winterfell em Sab Jan 14, 2017 4:56 am

Catedral Saint Giles, Edimburgo, Escócia, Reino Unido.
Horário 21:00


O carateca se sentia até desconfortável com o tratamento dos servos e todo aquele ambiente “pomposo”. Provavelmente se ele a mandasse lamber o chão, a velha o faria. Indiferente a toda indignidade e humilhação do gesto. O quanto tinha sobrado na mulher, do que ela um dia tinha sido? No geral isso “diz” ou melhor dizendo “mostra” como os Membros enxergam os mortais. Comida com a qual se divertir e brincar, o “rebanho” como usualmente gostam de dizer. Seus bichos para procriação e sustento.

Pior .... supostamente a Camarilla abrigava os “mocinhos” e por mais romântica que seja essa visão simplista de certo e errado ou bem e mal. O Sabá conseguia ser mesmo pior... portanto aparentemente o dilema de um cainita na Camarilla não era mais ser “humano”, mas sim ser um “monstro melhor” ou mesmo “mais evoluído” que os Monstros do Sabá. Como se alguém com lama até a cintura, pudesse se vangloriar de quem esta com lama até o pescoço.

Avesso a essa monstruosidade enrustida de “bons costumes” e etiqueta. O Forasteiro ainda se mantinha o mais humano possível. Consciente que tinha sua “própria bagagem”, não sendo é claro nenhum Santo. Mas sim “honesto” quanto a suas necessidades e diferente dos Ventrue e Toreador, que escondiam suas intenções por debaixo de uma fachada de altruísmo e nobreza.

- Vossa Senhoria deseja o desjejum?

- Desjejum? Hahahaha! Desculpe... eu ainda estou tentando me habituar com toda essa... Eu olhava para os lados, para a cama, o todo e, por último, para a serva, enquanto levantava ambas as mãos e dava de ombros: - Mordomia!

A velha inicialmente se mostra preocupada, como quem aparentemente fez algo errado e espera alguma forma de reprimenda. Contudo ao perceber do que de fato se tratava, ela vai ficando envergonhada enquanto sua face vai ganhando um pouco mais de cor. Ela ainda tenta disfarçar sua vergonha falando com o mesmo tom polido. - Claro Senhor. Mas a face toda vermelha da mulher contradiz suas palavras, deixando a cena um tanto quanto cômica e constrangedora. - Tentarei me ater a termos que ... Dizia a mulher toda rígida e envergonhada, tentando não mostrar o quão envergonhada e pouco a vontade estava, mas falhando miseravelmente. o agradem mais.

- Vou aceitar sim, da forma que lhe for menos trabalhosa.

Ela faz que sim com a cabeça. Saindo rapidamente do quarto como quem agradece a oportunidade de se recompor. Atendendo alguma ordem qualquer, onde possa mostrar eficiência e com isso “esconder” os momentos anteriores.

Ela volta pouco tempo depois com uma bandeja com duas taças em vitae. Uma em cristal vermelho com o típico sangue engarrafado. Não tão bom quanto o “diretamente colhido” de uma fonte, mas ainda assim sangue humano com um “bom gosto” pra sangue engarrafado. A taça roxa também parecia conter sangue humano, contudo um sangue muito mais saboroso e encorpado. Tinha um gosto que preenchia toda a boca e permanecia no paladar ainda um bom tempo depois de engolido. Era quase como estar bebendo diretamente de alguém, um “pequeno beijo” por assim dizer.

Alem disso beber um sangue “regular” e logo em seguida um “tão melhor”, deixaria a diferença das “safras” clara mesmo para o cainita mais rude.

Taças:


---xXx---

Castelo de Hotgan, Edimburgo, Escócia, Reino Unido.
Horário 21:47


- Sim, claro... De fato eu pretendia ficar um bom tempo aqui. Mas nem sempre as coisas acontecem como queremos, e você sabe disso, Roden! Você é um vampiro mais velho e já deve ter passado por situações semelhantes. Quanto à recompensa, já sou mais do que grato pela simples emoção do que eu vivi aqui, além disso, bem sabe essas... Eu girava o corpo em 360º abrindo os braços olhando para aquele ambiente requintado. – essas “recompensas” não tem o mesmo valor para mim que teria para um Ventrue ou um Toreador.

Por um lado: Você não parecia ter ofendido o Xerife. Ele podia ser “Príncipe Interino” mas continuava sendo o mesmo Roden. O que por consequência, tornava esse dialogo bem mais “simples”. Sem todos aqueles “não me toques” e formalidades, “armadilhas complexas” disfarçadas como “bons modos”. Por outro lado: Também esta bem claro que ele não aprova a sua escolha e é o tipo que “diz isso na lata”.

- Já pensei sobre isso. Eu gostei daqui... pode ser que eu volte. Eu caminhava três passos para um lado enquanto encarava a decoração do lugar. Meu pensamento parecia distante. Na verdade agora que meus pensamentos tinham se voltado para minha irmã, dificilmente eu conseguiria ficar naquele lugar. – Mas não sei te dizer quando! E obrigado pela serva! É um luxo que eu nunca tive e realmente fico agradecido por sua hospitalidade.


O semblante dele fica mais contrariado. - Você não esta “sabendo” me dizer muita coisa. Diz como quem claramente sabe que você esta ocultando coisas dele. - Mas cada um com suas escolhas. Ele meio que “deixa pra lá” afinal ser insistente não parece que trará melhores resultados e ele não pretendia “obriga-lo” a ficar. - Vou providenciar o seu voo então. Mas já que você gostou da Margareth (ele claramente se referia a serva) - Pode ficar com ela. Roden sorri pra você enquanto vai se aproximando e lhe estende a mão. - Considere-a um empréstimo e me devolva quando voltar a Edimburgo. Ele espera o comprimento um tanto “informal” de despedida. Que selaria o fim das tratativas e consequentemente a partida do Gangrel para os Estados Unidos. - Você vai fazer falta rapaz. Ele continua a falar informalmente e com um “que” de camaradagem para com Rian. Entretanto talvez Roden não fosse “tão ruim” assim na posição de Príncipe. Ele tinha conduzido a conversa de forma a tornar uma recusa complicada.

Rian se sentia meio “obrigado” a aceitar a proposta de levar à serva. O que o obrigaria a de fato voltar em algum momento a Edimburgo, nem que fosse só pra despachar a mulher... - Lucio! Assim que chamado o servo desponta a porta. - Avise a Margareth que seu mestre esta deixando este principado e que ela ira acompanha-lo. Instrua-a devidamente nos preparativos para o transporte aéreo. O servo faz uma leve e polida inclinação em seu tronco. Como resposta positiva ao Príncipe e se retira do aposento. Provavelmente indo providenciar o que lhe fora ordenado.

Estendo a mão para Roden, num sinal de gratidão e, após o aperto de mão, eu deixaria o Velho Mundo para trás. Meu coração morto parecia bater novamente. Aqueles fatos não saíam da minha cabeça. Eu queria atravessar o oceano correndo sob meus próprios pés...

---xXx---

Jato Particular no Aeroporto Local, Edimburgo, Escócia, Reino Unido.
Horário 22:30


Jato:

(Margareth) - O Principado de seu destino já foi contatado e todo resto foi providenciado para seu conforto durante a viagem senhor. A mulher parecia um pouco fora do seu “eixo normal” como se esta viagem a tivesse pego de surpresa e mesmo não fosse muito “querida”. - Contudo o pouso em Saint Barthelemy, Massachusetts esta previsto para as 6:30 p.m portanto ainda haverá algum sol. Indiferente ao que quer que passe pela cabeça da idosa. Ela continua sendo eficiente como de costume. - Por esse motivo vossa senhoria talvez prefira viajar mais protegido na bagagem. Se este for o caso já pesquisei alguns hotéis que podem atender as suas expectativas de privacidade. Relata a mulher, enquanto folhei algumas folhas, aparentemente checando alguma papelada. - Vossa Senhoria gostaria de mais alguma providencia para o desembarque? Ou mesmo têm algo a acrescentar? Ela então pergunta. Submissa e solicita.
avatar
Winterfell

Data de inscrição : 20/07/2013

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crônica: Águas Profundas - Narrativa Solo para o Player: Rian

Mensagem por Rian em Ter Jan 24, 2017 11:33 pm

O presente de Roden acabava me vinculando ao lugar. Um dia eu teria que voltar. Não achava isso desagradável, muito pelo contrário. Sentia-me bem por isso, seria bom ter um segundo lar, talvez um dia eu precisasse, afinal... minha irmã não duraria para sempre, ah menos que... “- Ah droga, isso não seria certo, Rian!” Ela ainda tinha uma vida pela frente, era algo que eu poderia resolver simplesmente afastando esse tipo de pensamento de minha cabeça... de que um dia eu teria que decidir-me sobre deixá-la partir ou amaldiçoá-la.
- Obrigado Roden! Cumprimentava-o firmemente como ele esperava.
Saía do Castelo agradecido, Roden era um grande homem que inspirava admiração, respeito, confiança e força. Dava uma última olhada para trás como se pudesse vê-lo em uma daquelas janelas, mas eu não via nada além de janelas vazias...
(...)- Vossa Senhoria gostaria de mais alguma providencia para o desembarque? Ou mesmo têm algo a acrescentar?
- Sim, inicialmente ficaremos em um hotel, por favor providencie isto. Antes que ela confirmasse eu levantava o dedo indicador como se tivesse esquecido de algo importante. – E não precisa ser nada caro. Na verdade, acomodações simples, como o “Half Night”. Eu conhecia a cidade, sabia de alguns lugares e tinha acabado de me lembrar que Margareth talvez estivesse acostumada aos costumes extravagantes de alguns vampiros providos de dinheiro infinito, o que não era meu caso. De qualquer forma, ela saberia atender a minha necessidade. “- Ainda haverá um pouco de sol... recluso em meu próprio mundo nunca tinha imaginado o quão útil pode ser uma serva... interessante.”

_________________
                                                                
avatar
Rian

Data de inscrição : 30/09/2014
Idade : 33
Localização : Goiânia

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crônica: Águas Profundas - Narrativa Solo para o Player: Rian

Mensagem por Winterfell em Qua Mar 01, 2017 1:12 pm

Jato Particular no Aeroporto Local, Edimburgo, Escócia, Reino Unido.
Horário 22:39


Um novo lar ... ponderar um futuro naquela terra distante, mas agora já familiar fazia o Forasteiro lembrar de sua origem, A Família Kimura em Saint Barthelemy e principalmente sua irmã.Seu mais forte vínculo, a “personificação” de seu lado humano e consciência ... Aquela incerteza que tão prontamente tentava ignorar também voltava ao pensar na irmã. Seria ele ocarrasco de seu próprio sangue? Ele a condenaria a “não-vida” ou conseguiria mesmo deixa-la ir e perecer com a idade como acontece com os mortais?

Talvez não fosse apenas vingança motivando as ações do Forasteiro, no fundo ... bem podia estar tentando deixar Claire para trás. Ou ao menos evitar o dilema moral, que se importar tanto com uma mortal causava.

De qualquer forma devidamente selado em seu caixote, por algum tempo sentiu sua caixa ser movida e movida de novo e de novo até estacionar em algo que também começava a se mover, inconfundivelmente um transporte aéreo pela decolagem incomoda. Ser uma “bagagem consciente” é uma forma bem diferente de viajar, mas ao menos estavam respeitando os lados certos e não o colocaram deitado ou pior, de cabeça pra baixo. Ainda assim seria uma longa viagem, com muito tempo para pensar antes que o dia lhe trouxe-se por fim o sono.    

Hotel Half Night, Saint Barthelemy, Massachusetts, EUA.
Horário: 20:03


Você desperta ainda naquele mesmo caixote. Ao sair de seu interior percebera estar em um quarto relativamente bem simples, e profundamente contratante com o que vinha ocupando antes.

Quarto:

Com sua “serva empestada” o aguardando serenamente. (Margareth) - Boa Noite Senhor. Ela faz uma reverencia, e então torna a se erguer. Falando servil. - Sinto pela deselegância de seu despertar, contudo não achei adequado retirar o Senhor das acomodações de viagem sem seu prévio consentimento. Ela justificava não ter retirado Riam do caixote, afinal ele podia não querer que seu corpo fosse tocado. - Como pedido pelo Senhor, estamos em um quarto do Half Night ela apontava para uma mesinha - e estes são os exemplares de notícias locais, caso o Senhor queira continuar com a rotina a que estava habituado. A três jornais dispostos sobre a mesinha. - As provisões das quais disponho, nos permitiram permanecer um mês com alguma folga nesta acomodação. Ela parecia ter também algum dinheiro e não ter tocado os fundos do carateca, se bem que pelo dito essas reservas não durariam tanto. -O Senhor deseja se apresentar no Elísio local? O Príncipe desta localidade já foi avisado de sua estadia aqui, mas as formalidades em respeito às tradições ainda são devidas.  

Seção de Fofocas:“... E voltando a nossa estrela do esporte que já despencou do céu, minhas fontes atestam que Claire Kimura deu entrada inconsciente esta manhã no hospital geral de Saint Barthelemy, vamos esperar que ela não tenha despencado da cama também. Mas esta repórter que vôs fala não faria a maldade de manter vocês no suspense, não vocês meus amores! Pois sim, fui até lá cobrir a matéria pessoalmente! E segundo esse enfermeiro gostoso ... quer dizer segundo essa fonte secretíssima, a paciente Claire Kimura fez uma bateria de exames cerebrais com o psiquiatra plantonista o Senhor Elliott Gilliat, que não quis comentar o caso.Fica a dúvida meus caros leitores, e o pré-natal? Por que caduca já confirmamos que a pobre noiva está. Até nosso próximo encontro nessa mesma página, em um dia diferente.”
avatar
Winterfell

Data de inscrição : 20/07/2013

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crônica: Águas Profundas - Narrativa Solo para o Player: Rian

Mensagem por Rian em Sab Mar 04, 2017 10:48 am

- Boa Noite Senhor.  - Sinto pela deselegância de seu despertar, contudo não achei adequado retirar o Senhor das acomodações de viagem sem seu prévio consentimento.
- Olá Margareth! Obrigado por me trazer até aqui em segurança!- Quando é que você vai parar com esse seu jeito servil ao extremo de ser? Isso me chega a me incomodar...”
- e estes são os exemplares de notícias locais, caso o Senhor queira continuar com a rotina a que estava habituado.
- Obrigado! Rapidamente eu me sentava à escrivaninha e começava a ler os jornais. Estava ansioso para encontrar mais daquela jornalista fofoqueira. Ela certamente devia falar alguma coisa sobre Claira.
- As provisões das quais disponho, nos permitiram permanecer um mês com alguma folga nesta acomodação.
- Não se preocupe, ficaremos no máximo uns dois ou três dias aqui. Eu tenho uma residência na cidade. Só não mencionei antes porque não queria chamar atenção com a minha chegada.
Eu respondia sem tirar os olhos dos jornais.
-O Senhor deseja se apresentar no Elísio local? O Príncipe desta localidade já foi avisado de sua estadia aqui, mas as formalidades em respeito às tradições ainda são devidas.  
- Você sempre tão eficiente! Eu desviava minha atenção dos jornais para olhá-la. “- Caramba... essa mulher parece um cão adestrado. Chego a ficar assustado com tamanha eficiência em servir.”
Mas logo eu encontrava a coluna da dita cuja. E como um garoto que devorava um chocolate eu me desligava do mundo a minha volta para ler a coluna da jornalista fofoqueira. Assim que começava a ler, uma má notícia eu recebia. Se ainda fosse um mortal, provavelmente precisaria de um calmante e meu corpo reagiria de acordo. Mas ainda assim, sendo um vampiro, emocionalmente sofria uma queda.
- Dane-se o príncipe! Ele fica para mais tarde! Tenho outras coisas mais urgentes a tratar. Minha irmã está internada, Margareth. Vou para o hospital agora.
“- E essa repórter logo vai aprender uma boa lição de boas maneiras!”
Saia do hotel e rumava para o hospital o mais rápido que meu corpo permitisse. Para evitar inconveniências, assim que eu saía pela porta do quarto do hotel desaparecia nas sombras como alguém que nunca estivera naquela cidade. (Ofuscação 2) Afinal, o que menos precisava agora era me apresentar para um príncipe idiota e suas futilidades camarílicas ou algum de seus espiões fofoqueiros a sondar forasteiros na cidade. Em verdade, a apresentação viria após a passagem pelo hospital.

_________________
                                                                
avatar
Rian

Data de inscrição : 30/09/2014
Idade : 33
Localização : Goiânia

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crônica: Águas Profundas - Narrativa Solo para o Player: Rian

Mensagem por Winterfell em Qui Mar 16, 2017 1:28 pm

O carateca destinava sua atenção a leitura, enquanto a carniçal destinava sua atenção ao Gangrel. - Dane-se o príncipe! Ele fica para mais tarde! Tenho outras coisas mais urgentes a tratar. Minha irmã está internada, Margareth. Vou para o hospital agora. Ela se curvava servil, muito seriamente e então voltava a erguer o tronco. - Como queira, Senhor. Como a dar peso e importância a informação, pela sua postura rígida de resposta. - Devo chamar um taxi ou o senhor prefere um veículo alugado? Ela pergunta, fazendo uma pequena pausa e tornando a perguntar. - O Senhor requer minha presença? Perguntava a mulher, incerta se deveria acompanha-lo ou se de fato, o Forasteiro queria alguma privacidade. (Caso a resposta seja positiva ela o acompanhara, caso seja negativa segue o dialogo a seguir). Por fim ela lhe estende um pequeno pedaço de papel, com uma grafia de destaque, redonda e bonita, como muitas vezes se espera da grafia feminina. - Este é o meu numero senhor. Esclarece a mulher. - Caso possa lhe ser útil no que quer que seja, estarei sempre acessível. Dizia se despedindo.        
 
Ao deixar o quarto, ainda no corredor do hotel. O Gangrel se afina as sombras, utilizando-se desse dom inerente a sua filiação ao primeiro homicida (Caim). Passando completamente incógnito e despercebido pela recepção, um fantasma na cidade onde antes viveu. Uma cidade que diferente do Cainita, não tinha parado no tempo.

A cidade estava diferente. As ruas ainda mantinham sua posição, mas rua após rua, Riam vislumbrava coisas novas. Um estabelecimento comercial aqui e ali, casas diferentes, um prédio novo, droga aquilo é um shopping? (Sim). Mas nessa parte da cidade? (Sim). Em sua época como mortal, essa região da cidade era bem pobre. Não parece mais ser a mesma coisa. No geral o bairro demonstrava um poderio econômico muito superior ao da época do carateca e a disparidade entre sua memoria e a realidade a sua volta, faziam o cainita se conscientizar de algo que como cainita ele vinha ignorando completamente. O tempo passou....  

Hospital Geral, Saint Barthelemy, Massachusetts, EUA.
Horário: 21:07


Depois de caminhar por quase uma hora, o Gangrel finalmente chega a seu destino, e como tanto antes de chegar ali, a fachada do lugar estava diferente. Mais moderna, melhor.

Hospital Geral de Saint Barthelemy:

Adentrando o hospital pela recepção central, está o que parece um saguão de pré-triagem. Onde três recepcionistas atendem com obvia celeridade os pacientes que ao chegar se dirigem a seus guichês.

Saguão de Triagem:

Ignorando essa primeira área de triagem e se valendo da ocultação sobrenatural para não ser abordado. O carateca pode seguir adiante, indo parar em uma segunda sala de espera.

Nesse saguão de espera secundário, os pacientes parecem aguardar consulta com os plantonistas (casos não emergenciais). O lugar talvez desse também acesso aos leitos dos internados, onde supostamente Claire deveria estar (Segundo a reportagem). Ou isso seria na pré-triagem? Este é o maior hospital de Saint Barthelemy e o único a tratar algumas modalidades mais especificas, mesmo sendo referência estatal em algumas coisas... (Riam só não lembra quais). Haviam muitas pessoas sentadas, aguardando comodamente diante a um banner eletrônico que ia chamando por senha. Quando a senha da vez era chamada o paciente apresentava a senha a uma atendente exclusiva a essa função de gerencia da fila, que dava acesso a área dos consultórios e também instruía quanto ao procedimento a seguir (Os pacientes recebem um cartão eletrônico que abe a porta para os consultórios e depois na saída devolvem o cartão a atendente). Nesta recepção só a duas recepcionistas, uma delas obviamente cuida do andamento da fila, enquanto a outra inicialmente não parecia atender o publico. Observando as recepcionistas por mais algum tempo, é possível perceber que essa segunda recepcionista cuida da parte de exames e remarcação de consultas. Já que alguns pacientes se dirigem a ela ao retornam da área de atendimento medico.

Além dessa segunda recepção a três portas. Uma porta dupla (maior), que parece dar vasão a alguma área de enfermaria ou emergência. A porta que da acesso aos consultórios e uma terceira que parece conduzir a área de exames. Todas as três portas tem leitores de cartão magnético, indicando um acesso mais restrito a partir desse ponto.

O hospital como um todo mostra rígido controle quanto a entrada de pessoal. Tanto que as únicas portas que não requeriam esses cartões magnéticos são as portas dos banheiros. (A toalete masculino e feminino tanto neste segundo saguão, quanto no primeiro). Também a câmeras enfocando todas as portas, assim como outras monitorando o ambiente de forma mais genérica.  

Primeira Recepção:
- Porta - (Com restrição)
- Porta - (Com restrição)
- Porta - (Com restrição)
- Porta - (Com restrição)
- Porta Dupla - (Com restrição)
- Elevadores - (Com restrição)
- Banheiro Masculino - (Sem restrição)
- Banheiro Feminino - (Sem restrição)

Segunda Recepção:
- Entrada de Exames - (Com restrição)
- Entrada de Consultas - (Com restrição)
- Porta Dupla - (Com restrição)
- Banheiro Masculino - (Sem restrição)
- Banheiro Feminino - (Sem restrição)
avatar
Winterfell

Data de inscrição : 20/07/2013

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crônica: Águas Profundas - Narrativa Solo para o Player: Rian

Mensagem por Rian em Sab Mar 25, 2017 9:54 am

- Devo chamar um taxi ou o senhor prefere um veículo alugado? - O Senhor requer minha presença?
- Não, pode ficar aqui e pode deixar que eu me viro. Prefiro correr um pouco... Dizia enquanto pegava o número de Margareth, já saindo pela porta, às pressas.
Enquanto corria um pouco pela rua, relembrando o meu treinamento e as vezes em que o mestre me colocara para correr naquelas mesmas ruas, via como tudo agora estava diferente. “- Droga! Como o tempo passou! Não acredito, até parece outro lugar... Será que... os cainitas daqui também são outros agora?”
Eu sabia que a resposta para esta pergunta seria parcialmente um sim. Com certeza encontraria novos membros que me tratariam como um novato, embora eu estaria apenas retornando à minha terra.
Assim que chegava ao hospital eu tinha uma péssima surpresa. O lugar estava mais moderno, mais... seguro? “- Mas que droga! Eu vim correndo para cá porque acreditei que o lugar era como antigamente, que eu poderia passar desapercebido até as enfermarias!”
Desapontado e com receio das mudanças eu caminho até a primeira recepção.
“- O jeito é seguir as regras mesmo... Se não puder visitá-la agora eu volto depois.”
- Oi, boa noite! Dizia a uma das atendentes. A este ponto eu sabia que naturalmente o poder das sombras se quebraria, mas já havia desistindo de entrar clandestinamente no lugar.
- Meu nome é Rian Kimura e minha irmã está internada aqui. Vim de muito longe para visitá-la, e preciso muito vê-la agora. Dizia enquanto tirava minha identidade da carteira e a entregava à recepcionista.

_________________
                                                                
avatar
Rian

Data de inscrição : 30/09/2014
Idade : 33
Localização : Goiânia

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crônica: Águas Profundas - Narrativa Solo para o Player: Rian

Mensagem por Winterfell em Seg Mar 27, 2017 2:08 pm

Quarto 307, Ala Psiquiátrica do Hospital Geral, Saint Barthelemy, Massachusetts, EUA.
Horário: 21:18


Já no hospital e vendo que mais uma vez os tempos eram outros. O Carateca opta por uma abordagem mais natural, já que se infiltrar não parecia nada simples como ele supunha que deveria ser (ou ao menos teria sido). O progresso é mesmo uma coisa boa afinal? De qualquer forma, como irmão da paciente ele não precisava de fato invadir o lugar para vela.

Na pré-triagem: Assim que a moça a frente finaliza seus questionamentos a atendente, recebendo como os outros também um cartão. Ela segue até um elevador não tão distante e Riam ocupa seu lugar a frente de uma atendente sorridente, bonita, branca, jovem, magra e loira. Possivelmente um recurso de Market, mesmo alguém que foi contratada justamente por seu padrão estético.  

Recepcionista:


Ela sorria como se convém a uma atendente. Um sorriso que contudo não chega até os olhos. - Boa noite Senhor. Bem vindo ao Hospital Geral de Saint Barthelemy. Em que posso ajuda-lo?

- Oi, boa noite! Meu nome é Rian Kimura e minha irmã está internada aqui. Vim de muito longe para visitá-la, e preciso muito vê-la agora. Dizia enquanto tirava minha identidade da carteira e a entregava à recepcionista.

- Um momento, por favor. Ela capta a sua identidade momentaneamente, a digitalizando em um pequeno scanner próximo, possivelmente próprio para esse tipo de função. Enquanto simultaneamente digita e checa alguma coisa no computador. Por fim, no que levou apenas uns 2 minutos. Ela torna a lhe sorrir. Aquele mesmo sorriso falso de serventuária, enquanto lhe devolve o documento. - A sua irmã tem algumas restrições a visitação, tanto pela natureza de seu quadro, quanto pela atenção que vem recebendo da mídia local. Provavelmente culpa daquela coluna de fofocas. - O que me leva a pedir que o Senhor não fotografe nem filme no interior desse hospital, muito menos no quarto da paciente. Ficando também ciente que o não cumprimento dessa norma acarretara na apreensão dos dispositivos de mídia utilizados e também na responsabilização legal cabível. Ela lhe entrega um crachá branco onde está escrito: “Ala Psiquiátrica – Visitante”, além de uns códigos numéricos dispostos aqui e ali. - O Senhor deve se dirigir aos elevadores. A paciente se encontra no quarto 307 do terceiro andar.

Ao se aproximar dos elevadores você percebe que aquela mulher, a que estava tratando antes de você com a atendente, também aguarda - Boa noite. ela o cumprimenta, o típico pela educação e vocês juntamente com mais algumas pessoas que também aguardavam acabam entrando no elevador. No elevador não a botões, mais sim um leitor eletrônico. Um por um dos presentes, vão passando seus crachás sobre o leitor. O que ascende um sinal luminoso indicando um número de andar. Provavelmente o andar onde a pessoa descerra. Quando você passa o seu cartão sobre o leitor, o número 3 se ascende. Além do número três o número 2, 5, 7 e 8 também tinham se ascendido.  

Leitor Magnético:

Enquanto o elevador se movimenta, talvez movida por aquela sensação inconveniente de estar com desconhecidos em um lugar apertado, ela pergunta: - É sua primeira vez aqui? Seu andar logo chegaria, mais havia tempo suficiente para uma conversa trivial como essa de elevador se assim você quisesse.

Do elevador você sai no terceiro andar.


Terceiro Andar: http://www.pompeia.org.br/media/adminfiles/corredor_pompeia_finalizado.jpg

(Essa plaquinha onde está escrito “direção clínica e técnica” na verdade é uma espécie de letreiro em led, onde constam os números dos quartos).

Ao se aproximar da porta do quarto 307 o forasteiro percebe o mesmo leitor do elevador.

Leitor Magnético:

Na verdade cada porta em todo o andar contava com um leitor desses. (Se você passar o seu cartão em outra porta qualquer que não seja a 307, percebera que ela não abre e uma luz vermelha, diferente da azul que acendeu no elevador se mostrara. Passando o cartão no leitor da porta 307, uma luz azul volta a acender e a trava da porta se abre. Do outro lado da porta, não é necessário passar o cartão para sair do quarto. Podendo se recorrer simplesmente a maçaneta).

Ao adentrar o quarto o carateca percebe que o cheiro de hospital continuava presente, mas dessa vez muito suprimido por aquele ”que de girassol”, o perfume favorito de sua irmã desde sempre e também já seu ”cheiro característico”. Algo enfim era o mesmo nessa cidade mutante. Riam finalmente reconhecia seu lar, ainda que em ”uma pessoa” e não em “um lugar” como seria de se esperar.

A sensação de familiaridade inicial foi ótima, até o choque chegar também. Destruindo aquela ilusão de felicidade.
             

Embora aquele cheiro de girassol realmente fosse preponderante, ao fundo, não tão bem disfarçado assim ... estava aquele odor de doença.

Mesmo que a cidade estivesse de “ponta a cabeça”, rever sua irmã em sua “atual realidade” continuaria a ser uma surpresa maior do que quer que o destino ainda esperasse lhe revelar. Aquela era mesmo a Claire? Contrariando as memorias do carateca, sua irmã já tinha a muito deixado seu “auge”. Fisicamente bem mais velha que o próprio Riam. Quer seja, pela idade ou ainda pela enfermidade... talvez mesmo pelo acumulo de ambas as coisas. Sua irmã parecia completamente diferente e ainda assim a mesma. Tão frágil hoje, quanto foi em sua infância ... naquela noite quando acordou Riam na barraca ... ainda na caravana quando toda sua família vivia...

(Descrimine para mim se entrara Ofuscado ou não no quarto). Sua irmã, uma mulher já bem envelhecida para os seus .... são apenas 5 anos de diferença entre vocês dois? Ou melhor ... seriam se você ainda fosse humano... Ela já têm 49 anos... enquanto você mesmo estagnou nos seus 32.... Os papeis se alteraram sobrenaturalmente ... ela não pode sequer ser tida como sua irmãzinha mais, não fisicamente ao menos. O tempo dela passou...Na verdade continuar a usar seus próprios documentos podia vir a causar problemas. Riam certamente não parecia estar na casa dos cinquenta...

Mas droga ela deveria parecer assim mesmo? Mesmo para uma pessoa doente devia ser tão ruim assim? Tão pálida, magra ... ela esta tão frágil que um simples abraço parece suficiente pra feri-la. Você vê pelas unhas que a extremidade da maior parte dos dedos esta meio azulada, como se ela estivesse tendo problemas de circulação ou sei lá. O que diabos houve com a sua irmã? (Ela está entubada, além de também estar ligada a um soro duplo e a um aparelho de monitoramento bem complexo que faz uns bips constantes além de ficar mostrando uns números e rabiscos que pela sua noção de primeiros socorros e dedução do contexto deve ter uma função de monitoramento cerebral). Sua certeza é que Claire fede a morte... como um mendigo com tuberculose. Ela está inconsciente. Isso é bom ou Ruim? (A um acompanhante masculino, acordado olhando para ela sentado bem perto da cama). Ele (Provavelmente o Benjamin) segura a mão dela, mão que você talvez estivesse segurando se ele não estivesse aqui. Mas o que aconteceria se você tivesse de fato estado aqui para ela?        

Motivado pelo descontrole emocional que essa visão deve despertar: Teste de Frenesi (Autocontrole) 4 dados de 10 lados. Dif.7 (ameaça a ente querido). Rolagem ?, ?, ?, ? (Secreta) = Resultado: Se controlando por pouco.

Com a Besta tão próxima, seus instintos e sentidos voltam a ser mais primais e você consegue sentir um pequeno, sutil e fraco batimento cardíaco no quarto... um segundo batimento que também vinha da sua irmã.
avatar
Winterfell

Data de inscrição : 20/07/2013

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crônica: Águas Profundas - Narrativa Solo para o Player: Rian

Mensagem por Rian em Ter Mar 28, 2017 10:22 am

- A sua irmã tem algumas restrições a visitação, tanto pela natureza de seu quadro, quanto pela atenção que vem recebendo da mídia local.
"- Ah sim, claro.... não posso me esquecer de fazer uma visita para a repórter fofoqueira..."
- O Senhor deve se dirigir aos elevadores. A paciente se encontra no quarto 307 do terceiro andar.
- Obrigado!
- Boa noite.
- Boa noite.
- É sua primeira vez aqui?
- É sim!
Eu não estava afim de conversar com ninguém. A cada instante que o reencontro com minha irmã se aproximava eu ficava mais tenso e ansioso, só pensava nisso agora, embora eu tinha apreendido desde muito cedo a controlar muito bem esse tipo de emoção através da meditação oriental. Mal sabia eu que logo não desejaria ter tanta pressa assim em reencontrar a pessoa que eu mais amava... No entanto, uma conversa cordial pode abrir portas inesperadas e eu poderia precisar daquela mulher futuramente ali no hospital, afinal eu não sabia o que estava prestes a encarar ali dentro.
- É sua primeira vez também? Não está com medo? Deixava um sorriso maroto no rosto enquanto a olhava de "rabo de olho" fazendo uma careta irônica fazendo uma pequena piadinha sem graça apenas para deixar a mulher com uma boa primeira impressão sobre minha pessoa.
No terceiro andar saía do elevador e me despedia da funcionária lhe desejando uma boa noite de trabalho. Eu era um sujeito que conseguia ser brincalhão e tirar uma boa primeira impressão com as pessoas (carisma 3). Mas agora meu olhar voltava a ficar sério e eu me voltava para meus demônios pessoais. Caminho até o 307 enquanto encaro o leitor magnético com antipatia. "- As coisas mudaram muito... não sei porque não usam as boas e velhas maçanetas..."
A verdade é que, embora eu não percebia, eu estava ficando velho e o mundo à minha volta começava a mudar.
Não entraria no quarto ofuscado. Entraria o mais próximo que eu conseguia ser de o irmão mais velho de Claire. Encostava a porta devagar, enquanto sorria por dentro e um sentimento bom tomava conta da minha mente. O cheiro do perfume de Claira trazia consigo uma avalanche de pensamentos... No entanto, a realidade não era como a expectativa...

Assim que contemplo a situação deplorável de minha irmã recebo um choque terrível. "- Quando li nos jornais, não imaginava que fosse.... tão grave assim!" O sorriso interno se desfazia, e sem que eu percebesse cerrava meu punho com uma força insana. Ficava parado, estático, no quarto, olhando para aquele corpo frágil e moribundo. Aquela visão me dilacerava por dentro. Será que eu havia ficado tanto tempo fora assim? Não havia percebido como o tempo havia passado à minha volta. "- Claire, o que aconteceu com você?!" Me perguntava levantando a mão em direção a ela, no entanto ainda parado ali perto da porta, em seguida meu braço caía, meus olhos se fechavam e a vontade de chorar vinha muito forte e, com ela, a Fera primal de minha existência. Por muito pouco eu conseguia me conter e não piorava as coisas.*

Ainda tentando me controlar, a visão de Benjamim me trazia uma culpa.... Ele estava fazendo um papel que inicialmente era meu. Eu é quem devia estar ali ao lado dela, segurando sua mão. Pior do que isso... Arregalava meus olhos enquanto levava um susto com meus próprios pensamentos: "- Será que.... se eu não tivesse deixado minha irmã... se eu tivesse ficado com ela.... será que isto teria acontecido?!"

Eu saía do quarto rapidamente, fechando a porta atrás de mim enquanto desmoronava no chão, ficando agachado com a cabeça entre os meus joelhos e entre os meus braços. Não sabia se iria conseguir não chorar ali, mas precisava segurar.... isso não podia acontecer, não ali... mas era um sentimento muito forte. Uma culpa destruidora. Eu chegava a uma conclusão: "- Após perder a minha família, a nossa família, jurei uma vingança e essa minha obsessão acabou destruindo a coisa mais valiosa que eu tinha: Claire, minha irmã, minha única familiar viva... Só agora eu vejo o quanto fui um idiota!! Você é um idiota, Rian! O que passou, eles se foram... porque você não cuidou de quem ainda estava viva: a Claire!"

Eu então levantava a minha cabeça. Era como se subitamente lembrasse eu me tocasse de algo: "- Se Claire morrer, eu jamais irei me perdoar por isso! Preciso lhe dar uma segunda chance! Preciso que ela me perdoe!"

Me colocava de pé e entrava pela porta do quarto. Havia pensado muito à frente agora. Uma decisão já estava tomada, talvez não pela razão, mas sim pela emoção. - Benjamim... lamento conhecê-lo numa situação dessa. O que ela, tem? Você sabe?

_________________
                                                                
avatar
Rian

Data de inscrição : 30/09/2014
Idade : 33
Localização : Goiânia

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Crônica: Águas Profundas - Narrativa Solo para o Player: Rian

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum