O Pesadelo de Maryland - Cap. 1

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Re: O Pesadelo de Maryland - Cap. 1

Mensagem por Rian em Qui Jan 26, 2017 3:08 pm

Lisandra “Liz” Eckhart, PS: 12/13, FV: 6/6, Vit.: Ok

Após ouvir a explicação de Liz, o príncipe dizia que eles estavam dispensados. Ele então acompanhava os três até a porta e agradecia à Hárpia pela ajuda na tradução. A porta era aberta e os três, Liz, Jean e a hárpia estavam de volta ao grande salão, lotado de pessoas. Naturalmente toda a atenção voltava-se para a setita e a Jean, que tinham acabado de sair do salão do príncipe, onde soube-se que algo de incomum ocorria ali. Contudo, antes de fechar a porta o príncipe dirigia a palavra à Liz mais uma vez:
- Só mais uma coisa... Algo interrompia sua fala. Ele colocava sua mão na garganta e começava a soluçar. O nojento nosferatu parecia que estava passando mal ou que ia sofrer um ataque cardíaco. - Cof... Cof...
Spoiler:
Príncipe rolou 8 dados de 10 lados com dificuldade 8 para vigor + esportes que resultou 2, 10, 5, 2, 10, 8, 1, 10 - Total: 3 Sucessos
Liz rolou 3 dados de 10 lados com dificuldade 6 para esquiva que resultou 5, 5, 9 - Total: 1 Sucessos

De repente algo parecia subir do estômago para a boca do nosferatu. Dava pra ver um "bolo" passando pelo pescoço do monstro e depois enchendo sua boca completamente. Ele segurava por um instante, mas não podia conter por muito tempo. Liz percebia que se continuasse ali ela seria banhada por aquele "vômito". Contudo, não parecia ser um vômito qualquer. Era uma grande quantidade vômito projetada propositalmente contra ela. A setita ainda jogava o corpo para o lado numa tentativa de esquiva, mas era em vão. O fétido bolo alimentar lhe acertava em cheio borrando seu cabelo, seu rosto, sua boca, seu pescoço, seu decote e sua roupa. Liz estava completamente banhada com um vômito levemente morno, fedido, grudento, azedo e asqueroso.
O príncipe então fechava a porta deixando Liz completamente à mercê do público que estava naquele salão. Ela não tinha opção, teria que atravessar o ambiente toda suja com aquela coisa asquerosa em seu corpo. Jean pegava um lenço, colocava no próprio nariz e saía de perto fingindo que nem conhecia Liz. Todos olhavam para a vampira estupefados. Alguns estavam sem graça, pareciam sentir pena da setita, talvez até queriam ajudá-la, mas não arriscariam se expor, pois eles eram a minoria. A grande maioria soltava um sorrisinho debochado e comentavam com os outros lado, alguns inclusive apontando o dedo, mostrando a direção para alguém que tinha perdido a "festa".

Contudo, entre todos sempre tem que ter um idiota que acha graça de tudo. E era  o que acontecia com um sujeitinho que estava em um círculo com outros homens de terno. Ele usava uma roupa social, sem paletó, estava com uma taça vermelha na mão, era bem magro, estatura baixa e feio. Usava um penteado careta. O sujeito apontava o dedo para Liz e soltava uma enorme gargalhada que era escutada por todos. Ele não conseguia se conter e ria bastante. Nisso, várias pessoas também começavam a rir. Talvez o que faltava era só alguém para começar. Em poucos instantes todos estavam rindo de Liz, ela era a piada do momento agora. Mulheres em seus vestidos longos, vermelhos e provocantes olhavam-na com desdém, como se estivessem por cima da setita e pronunciavam palavras caluniosas nos ouvidos dos homens ao seus lados. O pior de tudo é que havia ali muitos vampiros do Clã Toreador, exibindo suas joias de esmeralda e diamante, combinando suas roupas de grife com suas belezas superficiais e extravagantes que contrastavam ainda mais com a imagem "suja" de Lisandra.
Havia também uma pequena orquestra de música, composta por saxfonistas, violinistas e vocalistas que paravam de cantar e tocar. A música do baile havia parado, os garços paravam de servir e todas as centenas de olhares naquele salão estavam direcionados para a seguidora de set. Até Jean Marie, que estava com Liz mais cedo usava o lenço que ele tirava para disfarçar o sorriso em sua boca enquanto distanciava-se cada vez mais deixando Lis sozinha e isolada no meio do alvo dos deboches.

Spoiler:
Lisandra rolou 3 dados de 10 lados com dificuldade 8 para Autocontrole que resultou 2, 5, 4 - Total: 0 Sucessos
Uma raiva incomum a setita começava a sentir. Essa raiva vinha lá de dentro de seu ser, era algo forte, que ela poucas vezes em sua não-vida tinha sentido. Ela se esforçava para se manter no controle, mas a provocação do magrelo era forte demais para o coração de Lisandra e ela não tinha mais forças para controlar o ódio e a paixão avassaladora que queriam explodir para fora de seu corpo. Na verdade, era a Besta que estava tomando o controle de seu corpo. e não era mais Liz quem estava ali...


Última edição por Rian em Qui Jan 26, 2017 4:30 pm, editado 3 vez(es)

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Re: O Pesadelo de Maryland - Cap. 1

Mensagem por Rian em Qui Jan 26, 2017 4:09 pm

Helena; PS 10/13; FV: 4/7; Vit: Ok (Força+1/ Destreza +2)


Helena ainda lutava. Não permitiria que aqueles policiais lhe colocassem as mãos. O policial com quem ela media forças quase se soltava, mas o legado do clã nosferatu garantia que ele continuasse preso em seu braço. Enquanto isto, com a mão direita ela apontava a arma para o policial do lado de dentro e antes que ele pudesse disparar, Helena o derrubava com um tiro na cabeça que ecoava dentro do compartimento de carga deixando todos ali dentro um pouco zonzo e surdos. Mais uma vez a vampira se sentia na guerra e lembrava dos seus horrores. Em um movimento rápido ela apontava e disparava a arma contra o policial que estava do lado de fora, empregando um desejo incomum de acertá-lo. Dois tiros. Helena e o policial disparavam simultaneamente. Helena sentia o projétil atingindo-lhe a cabeça. O policial era bom de mira. No entanto, ela não sofria nenhum ferimento com aquele disparo, graças à sua condição vampírica. Se fosse a tenente Helena do Exército dos EUA, certamente estaria morta agora. O policial, por outro lado, não teve a mesma sorte. Ele também era atingido na cabeça e caía aparentemente morto.

A nosferatu havia derrubado os três policiais. Faltava apenas aquele que estava em seus braços. Do lado de fora, pessoas ainda gritavam e corriam assustadas com os policiais sendo mortos. E agora?

Spoiler:
Teste resistido de força no mata-leão:
Helena rolou 3 dados de 10 lados com dificuldade 6 para força que resultou 2, 3, 3 - Total: 0 Sucessos + 1 potência
Policial rolou 2 dados de 10 lados com dificuldade 6 para força que resultou 10, 2 - Total: 1 Sucessos
Helena = maior parada de dados
Tiro no policial do lado de dentro:
Helena rolou 8 dados de 10 lados com dificuldade 7 para tiro 1 que resultou 8, 10, 10, 8, 7, 5, 4, 2 - Total: 5 Sucessos
Helena rolou 2 dados de 10 lados com dificuldade 7 para re-rolar que resultou 5, 2 - Total: 0 Sucessos
Helena rolou 9 dados de 10 lados com dificuldade 6 para dano que resultou 1, 1, 7, 6, 7, 5, 1, 8, 6 - Total: 2 Sucessos
Tiro no policial do lado de fora:
Helena rolou 7 dados de 10 lados com dificuldade 7 para tiro 2 que resultou 3, 1, 7, 8, 10, 9, 10 - Total: 4 Sucessos +1FV
Helena rolou 2 dados de 10 lados com dificuldade 7 para re-rolar que resultou 10, 5 - Total: 1 Sucessos
Helena rolou 1 dados de 10 lados com dificuldade 7 para re-rolar que resultou 2 - Total: 0 Sucessos
Helena rolou 10 dados de 10 lados com dificuldade 6 para dano que resultou 4, 5, 8, 3, 9, 10, 3, 9, 6, 7 - Total: 6 Sucessos
Policial rolou 6 dados de 10 lados com dificuldade 7 para tiro que resultou 4, 4, 10, 5, 5, 10 - Total: 2 Sucessos
Policial rolou 6 dados de 10 lados com dificuldade 6 para dano que resultou 1, 4, 1, 7, 4, 6 - Total: 0 Sucessos

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Re: O Pesadelo de Maryland - Cap. 1

Mensagem por Askalians em Sab Jan 28, 2017 11:19 pm

 Lisandra Eckhart

off: Vou gastar quantos FV forem necessários para não entrar em frenesí e sair desse estado da besta insana ok!?

on:
Aquilo era uma situação bem inusitada e irritante por sí só. Fugia do seu controle e do que era normal no seu dia a dia. Não podia negar que sua besta havia sido bastante provocada e inicialmente queria arrancar a cabeça de cada um dos toreadores snobs e metidos que estavam naquele lugar, só porque aquele príncipe nojento havia vomitado em cima dela.

Todos estavam rindo e Jean se afastou com nojo. Aquilo foi o cúmulo do cúmulo e quando estava prestes a pular em alguém e cometer o pior dos erros com o fator agravante de estar em um local desconhecido podendo causar um incidente internacional, uma voz em sua mente pedia calma, paciência e controle.

Consegue então se manter mais firme em suas pernas, sua respiração começa a querer voltar ao normal, como se estivesse conseguindo afastar a besta de sí, mas ainda irritadiça não iria perder a chance de dar uma patada no Jean e em francês, olha para ele e diz:

- Se não precisa mais dos meus serviços, vou incluir uma tacha extra da passagem de volta para Nova York e também o valor das minhas roupas na sua ordem de pagamento.

E simplesmente virou o rosto e saiu andando. Pretendia deixar Jean bem preocupado com o valor financeiro extra que iria ter que pagar devido ao que aconteceu.

Agora o grande problema era que teria que se esforçar muito para cruzar aquele salão na direção do banheiro, que pela sua sorte, deveria estar do lado oposto onde estava, onde poderia se limpar e dar um jeito nas roupas. Ainda bem que nessas horas uma bolsa de mulher tem instrumentos e coisas para fazer grandes milagres.
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Re: O Pesadelo de Maryland - Cap. 1

Mensagem por @nDRoid[94] em Seg Jan 30, 2017 3:58 pm


Dois disparos. Duas mortes. Esse era o novo saldo da ex-tenente. Pelo visto, estou melhorando a minha mira mais vez; preciso de mais missões que me façam treiná-la… A Nosferatu vê os policiais caídos ao chão, sentindo-se mais uma vez vitoriosa. As lembranças da guerra, que ensurdecem seus ouvidos graças aos disparos efetuados em espaço tão pequeno, marejam seus olhos de uma cor rubro-aguada, mas que não a fazem parar por nada. Sentindo-se revigorada, apesar do cansaço feito pela atividade matinal, ela finca suas presas monstruosas, moldura para sua bocarra tremenda, no tórax do policial que imobiliza. Ele estava preso num mata-leão, aquela região era a mais facilmente explorável pelas suas presas. O Beijo provavelmente torna o mortal mais acomodado na imobilização, como uma presa. Sentia-se uma viúva-negra, se alimentando de uma pequena mosca. Ela vai recompondo suas reservas de sangue, enquanto gasta um pouco mais de sangue pra melhorar suas habilidades físicas¹. Precisaria de agilidade para correr dali. Ela sugaria metade do vitae do policial, o que o deixaria já a beira da morte. Ela lambe os ferimentos, rasgando suas roupas para ter certeza que não deixaria nenhum buraco de suas presas à mostra. Ter uma boca grande às vezes tinha suas desvantagens. Ela larga o corpo no chão e dispara dois tiros na cabeça do policial. O sangue esparramado justificaria a falta de sangue no corpo. O próximo passo é recolocar suas vestes, retirando-as do corpo ainda pendurado. Ela ia se cobrindo, revelando o corpo pendurado do homem, que não poderia vizualizar o rosto da Nosferatu. Ele olha pra ele, deslizando seu dedo indicador, enluvado, sobre o tórax, descendo até o ventre e tocando delicadamente suas genitálias. Ela ri. Obviamente, o homem não estaria excitado - se estivesse acordado - tampouco ficaria se visse seu rosto e seu corpo.

Ela deixa o homem lá, pegando todas as suas coisas, inclusive sua pistola que havia sido repousada no chão. Levaria consigo a arma dos policiais, colocando-as nos bolsos de seus trapos. Utilizaria-as para disparar mais uma vez na cabeça dos policiais. Um certificado que não seriam testemunhas adequadas para o que ocorreu ali. Assim, ele vai até a cabine do caminhão frigorífico e solta os seus filhotes - Vamos embora, pimpolhos! A mamãe está bem, não se preocupem; tive apenas alguns probleminhas… Precisei detetizar a casa. - os animais sobem sobre as vestes dela, a Nosferatu assim se põe a correr, se desvencilhando de qualquer câmera ou mortal que encontrasse por ali. Iria para o meio do mato, provavelmente deveria ser abundante próximo a entrada da cidade. Seguiria o seu caminho, tentando despistar qualquer um que a seguisse ou que tentasse seguir seus rastros. No mato, ela vai jogando as armas em direções opostas, a fim de não triangularem sua localização. Assim, ela finalmente seguiria para seu objetivo.

¹Pelas minhas contas, ela vai sugar cinco pontos de pds e precisa de três. Sobram dois, que ela gasta para aumentar mais uma vez Destreza e Força.
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Re: O Pesadelo de Maryland - Cap. 1

Mensagem por Rian em Ter Jan 31, 2017 2:24 pm

Leon S. Summers; FV: 5/6; Vit: Ok

O instinto de um investigador ardia como uma chama viva no interior de Leon. Ele suspeitava que algo em Maryland não estava certo e logo descobriria os horrores que o escuro da noite insistia em esconder de seus olhos.
Concentrado e distante em seus pensamentos ele voltava à realidade com uma manobra brusca e perigosa realizada pela investigadora Alysha. Entretanto, um pedestre no caminho colocava a diligência em risco. Alysha ficava pasma e reconhecia, embora tarde demais, que estava em uma velocidade não recomendável para quem dirigia dentro da cidade, talvez motivada pela vontade de chegar logo ao local do crime. Por sorte, Leon tinha uma boa habilidade manual e conseguia controlar o carro mesmo estando no banco do passageiro.
- Ai meu Deus!! Gritava a agente num ato de desespero.
Spoiler:
Leon rolou 5 dados de 10 lados com dificuldade 9 para manobrar que resultou 3, 5, 10, 6, 3 - Total: 1 Sucessos
+1 FV = 2 sucessos
- PORRA ! Alysha você não é uma assassina ! Preste atenção no que está fazendo. Por acaso você quer o seu nome estampando a coluna da cidade como transgressora e assassina ?? Me lembre de voltar diringo o carro na volta.
- Claro que não, senhor!
Aos poucos ela diminuía a velocidade do carro enquanto Leon lhe dava uma boa bronca por sua atitude imprudente.
- Agora se acalme e mantenha sua cabeça no lugar, preciso de você 100% A gravidade é grande e temos um corpo pendurado por ganchos. pode ser obra do culto, ou louco varrido psicopata ou quem sabe alguma coisa pior. Mantenha seu foco na pista.
Spoiler:
Alysha rolou 3 dados de 10 lados com dificuldade 6 para autocontrole que resultou 9, 8, 9 - Total: 3 Sucessos
- Eu errei, tudo bem... vou com mais cuidado a partir de agora.
Apesar do susto, Alysha se recompunha rapidamente, não ficava tremendo no volante como alguns motoristas fariam, reduzia a velocidade para o aceitável dentro da via e recuperava a calma.

Finalmente, após alguns minutos Alysha e Leon chegavam ao local. Eles estavam já na saída da cidade. Era possível ver as luzes da cidade ao longe às suas costas enquanto o posto de combustível estava um pouco a frente. O posto ficava próximo ao trevo que dava acesso à cidade. Era uma conhecida parada com restaurante, hotel e lojas de conveniência que vendiam de tudo para os viajantes. Havia vários carros de outras cidades estacionados ali, bem como “trailers” e caminhões. Assim que desciam do veículo os dois policiais viam uma pequena multidão de curiosos próxima a uma carreta frigorífico, onde certamente estaria o corpo do homem. Várias pessoas estavam com celulares filmando e conversando entre si. Rostos assustados, mãos que tapavam as bocas e pais que retiravam as crianças do local. Pessoas desesperadas que corriam para um lado e para o outro, talvez tentando socorrer alguém. Também havia algumas mulheres e adolescentes sentadas no chão, em frente à loja de conveniência que choravam soluçando, aparentemente estavam passando mal, ou algo do tipo. Leon sentia que algo de muito ruim havia acontecido ali. Ele logo procurava as suas duas equipes que estavam no local, sendo que uma delas era a equipe do próprio O’Neil.

Assim que passava pelo círculo de curiosos Leon entendia finalmente o porquê das pessoas estarem se comportando daquela maneira. As duas viaturas estavam paradas atrás da carreta frigorífico, onde fica a porta do compartimento de carga. O’Neil e Josh, que eram da mesma equipe, estavam caídos no chão, bem próximos da entrada do baú, com ferimentos de tiro na cabeça. Havia muito sangue e os dois provavelmente estavam mortos. A porta baú-refrigerado estava aberta, e arrombada. O pé de cabra usado por O’Neil ainda estava ali, no chão. Mesmo sem entrar no baú, Leon podia ver que o caminhão transportava várias peças de carne, penduradas por gancho, que logo iriam perder pelo fato do compartimento estar aberto. Contudo, outra surpresa desagradável. A segunda dupla, que ele não podia reconhecer dali, estava também caída no assoalho, dentro do baú, com tiros na cabeça. Dali, embora as bandas de carne atrapalhassem um pouco, ele podia ver uma terceira pessoa, que estava amarrada e pendurada em um dos ganchos de carne. Provavelmente seria o motorista do caminhão.

Ainda um pequeno odor de pólvora vindo de dentro do compartimento, o que significava que aquilo tinha acontecido a muito pouco tempo. Talvez, se Aysha tivesse mantido a alta velocidade, teriam chegado a tempo...

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Re: O Pesadelo de Maryland - Cap. 1

Mensagem por Rian em Ter Jan 31, 2017 2:43 pm

Nicole Montäk; PdS: 13/14; FV: 05/05; Vit.: Ok
Helena; PS 13/13; FV: 4/7; Vit: Ok (Força+2/ Destreza +3)
Humanidade: 5 (-2) = 3



A nosferatu repudiava a violência e a morte de um tira só lhe traria mais problemas do que ela já tinha. Contudo, o destino insistia em lhe contrariar e o outro policial que estava do lado de fora daquele caminhão também era atingido e ela conseguia ver isto antes de tomar a decisão de se afastar. Agora não era um, mas sim dois tiras abatidos. Aquilo com certeza chamaria muita atenção das autoridades locais.

Mais que depressa, ela se afastava e retirava seu notebook da mochila. A hacker tinha pensado em uma brilhante ideia. Por que não hacker a rede wifi local e sobrecarregar todo o sistema? Assim que seu notebook estava ligado era exatamente o que ela fazia. Não foi difícil acessar a rede. Ela fazia isto como se fosse algo cotidiano, até porque uma rede doméstica como aquela não dispunha de firewalls e sistemas de proteção avançados.

Spoiler:
Nick rolou 8 dados de 10 lados com dificuldade 4 para hackear rede que resultou 1, 7, 10, 6, 3, 8, 4, 1 - Total: 3 Sucessos
Nick rolou 9 dados de 10 lados com dificuldade 4 para sobrecarregar sistema que resultou 8, 8, 7, 6, 1, 4, 4, 4, 3 - Total: 6 Sucessos

Uma vez dentro do sistema, mais fácil ainda foi infectar a rede. Rapidamente o computador fazia upload dos trojans que sobrecarregariam o sistema local. Após atingir 100% do upload ela guardava seu notebook de volta na mochila e mais uma vez se aproximava da fresta para observar se algo aconteceria. O tiroteio continuava, agora dentro do compartimento do outro caminhão. Com os novos tiros as pessoas corriam assustadas, abrindo uma brecha para que Nick saísse de onde ela estava, caso desejasse. Enquanto ainda observava, a vampira teve uma grande surpresa. Alguém saída de dentro do compartimento do outro caminhão e era outra vampira, que pela aparência horrenda, Nick não tinha dúvidas. Ela também era uma Nosferatu e provavelmente era quem estava matando os policiais. Aquela nosferatu corria até a cabine do caminhão, abria a porta e três ratinhos, provavelmente lacaios dela, pulavam para dentro de suas roupas.

Eis então que as luzes de todos os estabelecimentos da parada piscavam e o local ficava sem energia por alguns segundos. Nick sabia o que isto significava. Era seu vírus agindo. Provavelmente o sistema de vigilância e câmeras, se tivesse algum no local, tinha caído. Era o momento perfeito para fugir. Com as luzes a apagadas e o sistema desligado ninguém a veria sair. Coincidentemente, ela favorecia também a fugada da outra nosferatu, que sorria ao ver as luzes se apagando e caminhava rapidamente e furtivamente em direção ao matagal que havia do outro lado da rodovia...

--

A ex tenente parecia ter conseguido sair daquela enrascada. Três policiais estavam mortos. Agora o monstro mordia a pele do último deles arrancando-lhe o sangue, a essência da vida, com uma velocidade frenética que somente um nosferatu poderia conferir. A vampira satisfazia o desejo de sua besta, alimentando-a com sangue e com morte. Após se banquetear com o último agente da lei ela o matava. Não fora difícil, o pobre coitado tinha se entregado ao prazer do beijo e provavelmente nem vira o que lhe matara. Em seguida o monstro certificava-se que todos eles morreriam dando-lhe um novo tiro em cada um.
Por fim, em sua despedida daquele lugar, ela deliciava-se com o corpo moribundo do caminhoneiro que “lhe dera” abrigo para passar o dia. Aparentemente ele também estava morto, pois seu corpo não regia, estava totalmente inerte. Provavelmente os trapos não fora capaz de proteger o corpo humano do frio congelante daquele frigorífico ambulante. Não poderia tardar e então tratou de logo resgatar seus companheiros que estavam na cabine do caminhão.
Do lado de fora, Helena percebia que havia uma pequena multidão de curiosos que estava estupefada e horrorizada com aquela cena. Algumas pessoas choravam, outras passavam mal, enquanto outras apenas filmavam e tiravam fotos de seus celulares. Mas a maioria estava escondida dentro das lojas e atrás de outros veículos com medo dos tiros. As luzes de todo o complexo da parada piscavam. Parecia haver uma falha na energia e logo tudo apagava e demorava um pouco para voltar. Rapidamente Helena corria e resgatava seus pequenos amigos roedores. A Nosferatu não entendia o que estava acontecendo com a energia naquele lugar, parecia filme de terror, onde as luzes piscam e apagam. Contudo ela parecia indiferente a tudo, parecia não se importar com as mortes e com o cenário de horror que se formava naquele posto, afinal, Helena estava agora a um passo mais próximo de sua besta e aceitava o fato de que não era só normal matar pessoas, mas ainda como algumas delas realmente mereciam morrer...

Spoiler:
Helena rolou 6 dados de 10 lados com dificuldade 6 para percepção+prontidão que resultou 10, 5, 8, 10, 7, 10 - Total: 5 Sucessos
Nick rolou 6 dados de 10 lados com dificuldade 6 para destreza+furtividade que resultou 7, 6, 6, 6, 4, 5 - Total: 4 Sucessos
Helena rolou 2 dados de 10 lados com dificuldade 10 para consciência que resultou 7, 7 - Total: 0 Sucessos

Contudo, sua percepção logo lhe dava uma possível resposta. Havia uma segunda pessoa que a observava e estava dentro do baú de um caminhão de mudanças. Ao observar melhor, Helena percebia que também era outra Nosferatu... Seria ela a responsável pela queda da energia no local ou apenas coincidência?


OFF: Aumentei a dificuldade do teste de consciência de Helena, pois ela matou 4 pessoas diretamente e 1 indiretamente. Por conta disso também considerei a perca de 2 pontos de humanidade e não apenas 1.

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Re: O Pesadelo de Maryland - Cap. 1

Mensagem por @nDRoid[94] em Ter Jan 31, 2017 5:03 pm


Sentia-se diferente, isso podia ter certeza. A Besta havia se deliciado naquela matança; ela também. No fim, ambas não eram muito diferentes. Helena se entregava ao seu eu interior, aquele que lhe havia dado a vida depois do último suspiro. O sangue vertia quente dentro de sua garganta congelante, dando a leve impressão de vida por mais uma vez. Aquela sensação era incrível. Ela geme, aproveitando aquele momento. Agora estava feito. Não sentia remorso naquilo tudo, estava satisfeita com o seu trabalho. Os vermes foram mortos pela sua curiosidade, nada poderia ela fazer. Restava apenas fugir para sua missão. Ela sai do baú e, naquele exato momento, as luzes falham demoradamente, dando-lhe tempo para a ação. Ela liberta seus ratos e começa a se retirar dali. Até que algo lhe chama atenção. Ou melhor, alguém. Uma Nosferatu, para ser mais exato. O cenário de caos pouco lhe importava, principalmente depois de perceber que havia tido alguma ajuda no quesito furtividade. De corpo coberto, graças a seus trapos, Helena faz um sinal com a mão, indicando a irmã de clã para segui-la. Esperava que a mesma fizesse isso, afinal logo mais policiais chegariam e ela não poderia acabar com mais deles. Helena, por sua vez, não olha para trás e continua sua caminhada para dentro do matagal. Ela ainda jogaria as armas dos policiais em direções alternadas, tentando se distanciar para um ponto mais alto, onde poderia ver se a Nosferatu se aproximava como ela havia sugerido.
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Re: O Pesadelo de Maryland - Cap. 1

Mensagem por Marii-Tsuki em Qui Fev 02, 2017 12:58 am

Agora finalmente teria a chance de sair dali sem ser percebida. Nikky sorri e se pergunta porque não pensara naquilo antes. Então nota uma figura saindo do compartimento de carga do caminhão frigorífico. Outra Nosferatu. Ela é quem deveria ter sido a causa de toda a confusão com a polícia. Aquilo é inesperado.

Surpresa, Nikky observa que a companheira de clã também reparara nela e a chama com a mão. Ela hesita por um momento. Não conhecia aquela vampira, mas a julgar pelos corpos que ela deixara, parecia ser perigosa e violenta. Não uma boa companhia para Nikky. Porém, tinha de aproveitar aquela oportunidade para ir embora e ter companhia poderia se tornar uma vantagem.

Nikky se decide e rapidamente abre a porta do caminhão e salta para fora. Depois, percorre o caminho até a outra Nosferatu abaixada e tentando passar despercebida.
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Re: O Pesadelo de Maryland - Cap. 1

Mensagem por @nDRoid[94] em Qua Fev 08, 2017 5:34 pm



A aparente companheira de clã se aproxima, como um rato atrás de queijo. Ótimo. Ao menos era um Membro, aparentemente da Torre também. A Rato de Esgoto ia se aproximando da Assassina, que agora segurava sua própria arma.Assim que a mesma estava a uma distância segura, dentro do matagal, Helena faz uma sinal para que ela parasse. - Como te chamam, irmã de clã? - ela pergunta e, logo que obtivesse uma resposta, ele continuaria a conversa: - Pois eles me chamam de Helena… acredito que também faças partes da Torre de Marfim, afinal você não tem cara de ser um daqueles parvos do Sabá. A não ser que andes sozinha. Qual seria a opção? -  Mais uma vez ela continua, sem esperar resposta. A cainita parecia ser muito “verde” para se aproximar tão desarmada assim. Deveria ser um cria recém apresentada da ninhada. - Pelo que vejo você também foi desovada aqui, afinal toda a ninhada de Maryland desapareceu. Também veio procurar pistas? -  Enquanto falava, Helena ia cercando a Criança como um predador. Estava interrogando-a notoriamente, como fazia em seus tempos mortais. Esperava respostas e as queria rapidamente.
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Re: O Pesadelo de Maryland - Cap. 1

Mensagem por Beaumont em Qui Fev 09, 2017 8:59 am

No instante em que Leon chegou nas adjacências do posto sua face mudou de tom. Uma expressão negra de desaprovação firmou em seus olhos como a manta escura da noite. O humor do policial inveterado tinha o costume de ficar assim quando as coisas começavam a fugir o controle.



"Toda essa gente será um grande problema, teremos vídeos no Youtube, pessoas querendo uma resposta da policia, vou precisar juntar todos os esforços para a solução desse caso de imediato, os Federais precisam chegar o quanto antes."

A dupla saía do carro e Leon estava esperando pelo pior quando viu todo aquele alvoroço, mas nada em sua carreira o preparou para o que ele presenciaria a seguir. Ele era um policial e um Delegado recém reformado da Academia, pode ter agido nas ruas mas nunca havia visto tantas "mortes" em uma única noite. E o pior encontrar O'neil caído foi um choque para os pensamentos do policial. Uma lembrança de Leon permutava a sua mente, quem diria que O'Neil estaria na manhã anterior reclamando de sua vida pessoal de forma casual e agora estava esparramado feito a beira da morte na noite seguinte... Leon não pensou suas vezes, sacou a arma e deu a ordem a Alysha, aferiu os sinais vitais de o"neil de maneira rude enquanto olhou rapidamente para o outro policial.



-- Alysha !!! Uma Ambulancia rapido !!!! CHAME uma AmbulânciaAAA !!! Ligue para mais 2 viaturas virem aqui depressa !! Cancelem os outros casos por agora !! Quero TODO mundo no caso "Caminhoneiro Mac" agora !!!

A ordem era dada de maneira rapida e gritante para que Alysha entendesse a urgência. Leon não era um expert em primeiros socorros , evitou mover os corpos do lugar com medo de prejudicar algo mas estava severamente abalado com os ataques aos seus amigos.

Com as mãos empossadas de sangue ele sacou o celular do bolso sem se importar em sujar a face ou o celular. Ligou para área de pericias da Maryland Police Departament e exigiu que um grupo de peritos avaliasse os ferimentos dos policiais abatidos, fonte das balas, direção disparada e qualquer vestígio de DNA encontrado no local fosse diretamente enviado para ele e Alysha.

tentando se acalmar Leon observava o local para tentar entender o que poderia ter acontecido, ele se aproximava dos populares iniciando a sua investigação e criando uma cena ilusória em sua mente do possível acontecimento. Ele pedia para ver as gravações dos celulares de maneira educada para tentar ver o que poderia extrair em seu raciocínio lógico de como aconteceu a cena do crime e quem poderia ter feito aquilo. (Teste de Raciocinio + Investigação se possivel com 1FDV para sucesso automatico visando se concentrar tentando criar uma silumação do que poderia ter acontecido com base nas gravações e na posição dos feridos)

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Re: O Pesadelo de Maryland - Cap. 1

Mensagem por Marii-Tsuki em Dom Fev 12, 2017 3:10 pm

- Eu sou Nikky.

Ela para perto da companheira de clã e se apresenta. Depois observa enquanto Helena a rodeia e faz perguntas. Não gosta da atitude dela, mas algo em seu interrogatório lhe chama a atenção.

- Sou da Torre, sim. Mas vim à cidade por causa de assuntos pessoais. Não sabia que a ninhada tinha desaparecido. Quando aconteceu?


Não podia fazer muito tempo. Nikky falara com um dos Nosferatu de Maryland fazia poucos dias e combinara de encontra-lo na cidade. É estranho que tenha sumido em tão pouco tempo, mas, se ele realmente desapareceu, aquilo poderia se tornar um problema. Ela veio de longe apenas para encontrá-lo.

Nikky espera pela resposta de Helena. Depois olha em volta para se localizar.

- Vamos falar em outro lugar. Aqui ainda não é muito seguro.

Por causa dos corpos que Helena deixara para trás, aquele posto e todos os arredores logo se tornariam uma grande confusão. Nikky quer estar bem longe quando isso acontecesse.
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Re: O Pesadelo de Maryland - Cap. 1

Mensagem por @nDRoid[94] em Dom Fev 12, 2017 6:21 pm




As Nosferatu conversavam de maneira fraterna. A Rato de Esgoto não baixava a guarda apesar disso. A então nomeada Nikky, como a ex-tenente suspeitou, também tinha recém chegado na cidade. Ela sugere um local mais escondido para as duas conversarem, ao passo que Helena faz um sinal para ser seguida, adentrando mais ainda no mato, se afastando do local do incidente: - Acho melhor permanecermos na superfície, pelo menos até termos pistas sobre o que ocorreu com a ninhada… bem, eu descobri o sumiço a duas noites; Calebros e meu Sire me enviaram aqui em uma missão de reconhecimento. Acredito que o que sumiu com nossos irmãos com certeza conhece os esgotos de Maryland melhor do que eles, então vamos evitá-lo por enquanto. - Helena falava isso enquanto andava, olhando várias vezes para a irmã, que a seguia de perto. - Eu faço parte da Ninhada de New York, somos numerosos lá. Calebros sustenta a cidade. De onde você vem, Nikky? - A conversa seguia, enquanto Helena as guiava. Procurava levá-las para o mais próximo possível do centro da cidade, sem precisar revelar a localização das mesmas.
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Re: O Pesadelo de Maryland - Cap. 1

Mensagem por Marii-Tsuki em Sab Fev 18, 2017 12:41 am

Nikky segue a outra pelo mato. Tudo o que Helena dizia bate com o que sabe. Apesar de não ser uma boa notícia, pelo menos é algo a favor de Helena. Talvez ela não fosse tão ruim como Nikky pensara de primeira.

- Eu sou dos arredores de Los Angeles. Vim para a cidade para encontrar com um Nosferatu daqui. Se toda a ninhada sumiu, é um problema para mim. Vim de longe para encontrar com ele.- Nikky dá uma pequena pausa antes de continuar.- Posso te ajudar a descobrir porque sumiram e talvez o paradeiro deles. O que acha?

As duas possuem objetivos parecidos, logo parece lógico para Nikky que colaborassem uma com a outra. Mesmo que ela normalmente preferisse trabalhar sozinha, o mais importante para ela agora é resolver aquele assunto da forma mais rápida e eficiente.
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Re: O Pesadelo de Maryland - Cap. 1

Mensagem por Rian em Sab Fev 18, 2017 10:16 am

Lisandra “Liz” Eckhart, PS: 12/13, FV: 5/6, Vit.: Ok

Liz retirava forças de onde não tinha para se manter no controle. A Besta queria sair da jaula e vingar-se daqueles que dela caçoavam. A fera estaria no seu devido lugar, por enquanto. Antes de sair, Liz dava seu recado para Jean:
Liz escreveu:- Se não precisa mais dos meus serviços, vou incluir uma tacha extra da passagem de volta para Nova York e também o valor das minhas roupas na sua ordem de pagamento.

Enquanto saía em direção ao banheiro ela ainda ouvia a harpia falando em francês enquanto ria: - Onde você arrumou essa louca? – Em Nova Iorque. Mas agora estou sem intérprete, não sei inglês. – Não se preocupe, estou falando com você, não estou?

As risadinhas continuavam enquanto Liz atravessava o salão. Pelo menos alguém havia pedido e a banda voltava a tocar. O violinista era o primeiro a começar uma melodia lenta que talvez podia até ser alegre, mas provavelmente para a Setita soaria melancólico. Embora muitos ainda riam dela, alguns, talvez os mais finos e educados, já tinham voltado sua atenção para o baile e para a música novamente.

Enquanto entrava no banheiro, duas mulheres bonitas saíam. Elas se exprimiam no canto da parede para não encostar na vampira e faziam cara de nojo ao ver aquela sujeira. Somente com um espelho à sua frente é que a seguidora de Set tinha noção de sua real situação. Seu corpo e sua roupa estavam todos sujos. Ela conseguiria limpar o corpo, mas a roupa teria que ser realmente trocada. Além disso, aquilo fedia pra caramba. E vozes de mulheres eram ouvidas se aproximando. O banheiro estaria bem movimentado.

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Re: O Pesadelo de Maryland - Cap. 1

Mensagem por @nDRoid[94] em Dom Fev 19, 2017 2:04 pm




A ajuda seria bem vinda, obviamente. Apesar de preferir o trabalho individual, afinal ela conhecia sua própria capacidade e duvidava com todas as cartas a dos outros, a Nosferatu reconhecia que aquele serviço não seria solucionado por apenas uma Neófita. Sem falar que o cenário lhe parecia muito com o que já tinha ouvido falar sobre as ações do Nicktuku. Ela era meio cética; deixava as crenças para os ensandecidos Sabás, mas era idiotice não acreditar no que os relatos mostravam. Ceticismo no mundo em que viviam era uma sentença de morte. Precaução nunca seria demais. Assim, a cainita confirma com a cabeça, aceitando a ajuda de sua companheira de clã, já seguindo o caminho pelo mato. Poderiam adentrar os esgotos mais próximo da cidade, arriscar. O primeiro passo era mapear as primeiras suspeitas reais: o clã Toreador. Eles iriam dar uma festa para o Conclave. Mas porque sumir com os Ratos? Saberiam eles algo que não podia ser revelado em um evento tão grande como aquele? Em meio ao matagal, Helena vasculhava em sua mente se havia alguém a quem procurar ali. Talvez algum contato de seu Sire. Ou elas simplesmente iriam para o Elísio, afinal precisavam efetuar a Tradição do Domínio e se apresentar ao Príncipe. Aquilo alertaria os olhos dos culpados, provavelmente, mas lhes daria um leque de opções para começar as investigações.
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Re: O Pesadelo de Maryland - Cap. 1

Mensagem por Rian em Seg Fev 20, 2017 12:37 pm

Leon S. Summers; FV: 4/6; Vit: Ok

O cheiro do sangue fazia a boca de Leon sentir o gosto de ferro na boca. A maioria das pessoas ali estavam assustadas, apavoradas e esperavam em Leon a resposta a altura para um atentado daquele nível, não importando se ele era um policial experiente ou se tinha acabado de sair da academia. Sem dúvidas aquela cena marcaria a sua vida para sempre.

Alysha, também um pouco atordoada com a cena demorava um pouco para entender a ordem de Leon, mas logo ela reagia, correndo até a viatura e acionando as demais equipes pelo rádio:
- Atenção todas as viaturas! Atenção todas as viaturas! Deslocarem imediatamente para a parada da entrada da cidade de Maryland! Código vermelho! Repito! Código vermelho!
Em seguida, embora Leon talvez estivesse ocupado para ver, ela ligava para o serviço de emergência e pedia ambulâncias.
Em seguida o delegado acionava os peritos de Maryland enquanto tentava entender o que havia acontecido ali.
Spoiler:
Leon rolou 5 dados de 10 lados com dificuldade 6 para investigação que resultou 7, 4, 8, 5, 1 - Total: 1 Sucessos
+ 1 FV = 2 Sucessos
O Delegado buscava nas testemunhas a melhor fonte para entender o que havia acontecido. Não foi difícil encontrar pessoas que haviam filmado a situação. A maioria das pessoas estavam aglomeradas em volta da cena do crime. Entre todos, um sujeito estilo cowboy, de aproximadamente 30 anos dizia que, apesar dos tiroteio, teve coragem de filmar boa parte da ação. Ele pegava o celular e abria o vídeo para Leon assistir.

A filmagem tinha sido feita a uma distância de 30m e pegava O’Neil com nitidez, que estava do lado de fora do caminhão baú com mais três policiais, incluindo o seu parceiro. Leon via o momento em que O’Neil ainda estava com o celular no ouvido, certamente falando com o próprio delegado minutos atrás. Ele apontava o dedo para dentro do caminhão e a primeira equipe de dois policiais entravam enquanto O’Neil guardava o telefone e dava a cobertura juntamente com o policial, cada um de um lado do contêiner do caminhão. Quase 1minuto depois O’Neil começava a gritar e dar ordens com alguém que estava dentro do compartimento de cargas do caminhão. Ele parecia tenso. O primeiro tiro que cortava a fala do patrulheiro. A câmera do celular desviava o foco, certamente o cowboy corria dos disparos. Ouvia-se mais dois tiros e quando o foco da câmera voltava O’Neil já estava caído. Pelo vídeo ouvia-se gritos das pessoas que corriam desesperadas e o parceiro de O’Neil que gritava desesperado para dentro do compartimento de carga. O parceiro de O’Neil atirava e instantaneamente também levava um tiro e caía. Alguns segundos depois aparentemente nada acontecia, mas do lado de dentro do baú do caminhão mais tiros. Provavelmente o suspeito matara a equipe do lado de fora primeiro e depois a do lado de dentro.

Em seguida, ainda na filmagem, as luzes de todo o complexo da parada apagavam. Mais quatro tiros eram disparados com um certo intervalo entre um e outro. Provavelmente o atirador tratou de dar o tiro fatal em cada um dos policiais. O lugar parecia ficar sem energia, que voltava depois de 1minuto. Com a escuridão a câmera do celular não capturava mais imagens e, com isso, não filmava quem saía de dentro da carga.

Verificando o interior do compartimento de carga do caminhão, Leon observa que um dos policiais estava na metade da distância do comprimento do baú enquanto o outro estava um pouco mais a frente, próximo do fundo. O delegado repara que todos os policiais estavam desarmados. Quem fizera aquilo levara a arma deles. Ao entrar no compartimento de carga, Leon percebe que havia muitas capsulas em volta do corpo de Handson, o policial que estava mais ao fundo. As capsulas eram do mesmo calibre das armas usadas pela polícia de Maryland. Muito provavelmente, o suspeito se escondera atrás das peças de carne e conseguira dominar e tomar a arma de Handson, usando a arma do próprio Handson para matar os outros. Isso significava que os exames de balísticas não levariam ao verdadeiro autor...

A concentração do delegado era interrompida pela presença de alguém que também entrava no compartimento.
- Leon?!
O tom de voz de Alysha soava fraterno melancólico.

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Re: O Pesadelo de Maryland - Cap. 1

Mensagem por Askalians em Qua Mar 01, 2017 12:47 am

 Lisandra Eckhart

Olhando todo aquele estrago que havia sido feito no espelho do banheiro daquele salão, tratou de dar um jeito no cabelo e pelo menos limpar parte daquela meleca. Vendo que não havia muito jeito de suas roupas ficarem apresentáveis, ainda mais por causa do cheiro daquilo, o ideal seria voltar ao quarto onde esteve anteriormente e pegar outra muda de roupa em sua mala para então voltar a festa. A noite ainda tinha tinha acabado e não acabaria tão cedo assim para aquela vampira.

"Já passei por coisas piores... essa é só mais uma coisa desagradável que vai entrar no meu repertório..."

Por mais que aquilo tudo fosse bem incômodo e revoltante, saiu do banheiro e partiu para a suíte onde estava hospedada naquela espécie de Elísio. Cruzou aquele corredor com aquelas plantas incomuns e então entrou na porta da suíte. Assim que lá chegou, tratou de jogar a roupa fedida no lixo do banheiro. Tomou um banho rapidamente e lavou o cabelo para tirar o fedor e tratou de se arrumar de novo, só que rapidamente dessa vez e rumou de volta a festa, com um novo visual que iria deixar todos dessa vez de queixo caído e engolir a vergonha de antes.

"Quero ver quem vai rir de mim agora... a mais exuberante da festa.. sempre... linda.. sem ser vulgar... kkkk"


Seus cabelos molhados acabaram ficando meio soltos, apesar de levemente penteados para trás com uma fivela prateada prendendo apenas uma mecha em um dos lados e o belo vestido azul faria todo o resto para impressionar a chegada dela no salão. Sua maquiagem era impactante, na cor preta e lábios bem vermelhos, como gostava de usar. Estava para nascer uma pessoa que não ficasse bem impressionada agora com o look e o perfume delicioso que a vampira estava agora, como se nada de antes tivesse acontecido e nem deixado ela abalada.
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Re: O Pesadelo de Maryland - Cap. 1

Mensagem por Rian em Sex Mar 03, 2017 10:03 pm

Lisandra “Liz” Eckhart, PS: 12/13, FV: 5/6, Vit.: Ok


Desta vez sim, Lizandra tivera uma ideia que realmente resolveria o problema de vez. Teve que cruzar o salão novamente, e outras risadinhas ou piadinhas foram inevitáveis, embora agora ela já estava emocionalmente preparada para lidar com isso. Foi direto para o quarto e pediu a um dos servos mortais daquele Elísio que lhe providenciasse um local para tomar um banho.

Alfred, um homem sério com uma aparência de seus 50 anos de idade, embora sua idade real pudesse se aproximar de um século, conduziu gentilmente a setita até um dos banheiro privativo com ducha. Finalmente, a água lavou seu corpo e levou embora para o ralo os restos orgânicos nojentos daquele nosferatu e, juntamente com os restos, as más lembranças. Uma nova mulher saía do lavatório.

De volta ao seu quarto, Liz escolhia um novo vestido. Não se daria por vencida. Um perfume, alguns retoques e ela estava nova em folha, melhor do que antes, inclusive. Assim que chega de volta ao salão, já atraiu muitos olhares. A maioria dos rostos estavam surpresos pelo fato de a vampira ter voltado e dado a volta por cima. De longe Jean Marie e a Hárpia viam Liz e ficavam bastante surpresos com sua nova apresentação. Ainda havia um ou outro que comentava algo rindo, mas a maioria estava bastante surpreso e olhavam a vampira de forma diferente. Entre eles, havia uma mulher muito linda, loira, olhos azuis como o céu, que usava uma máscara e um batom vermelho. Ela estava à direita de Lizandra e segurava uma taça com um líquido vermelho na mão direita. Ao ver Liz, ela mordia o lábio inferior como se a desejasse e desaparecia na multidão.

Enquanto Liz se integrava à festa, ela reparava que a mulher hora ou outra ressurgia, sempre olhando para a setita de uma forma bem peculiar e com um interesse muito maior que as demais pessoas presentes.


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Re: O Pesadelo de Maryland - Cap. 1

Mensagem por Askalians em Sex Mar 10, 2017 9:32 am

 Lisandra Eckhart

Triunfante cruzava o salão com aqueles novos trajes que vestia e ficava radiante com os olhares que arrancava de todos.

"Isso... acharam que eu não voltaria é!? kkkk"

No começo não percebeu a mulher que a olhava, mas depois não teve como não perceber aquela mulher que aparecia e sumia hora ou outra. Como gostava do jeito que a mulher lhe olhava, resolveu dar um pouco de corda e provocar ainda mais.

"Vamos descobrir o que ela quer..."

Pegou no bar uma taça com o líquido vermelho dos cainitas e resolveu ficar por alí, já que seu cliente parecia não ter mais nenhum interesse em seus serviços, iria agora pelo menos aproveitar a festa.
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Re: O Pesadelo de Maryland - Cap. 1

Mensagem por Rian em Sex Mar 17, 2017 8:20 pm

Lisandra “Liz” Eckhart, PS: 12/13, FV: 5/6, Vit.: Ok

Um bom tempo se passou desde que Liz ali estava no bar. Cerca de 30minutos. Jà estava até esquecendo da mulher loira, quando, distraída, ela sente um suave toque de dedos em suas costas, expostas pelo vestido. Ao virar-se, Liz percebia que era a mulher loira que a estava observando.
- Oi!
Ela encostava o corpo no balcão, permanecendo de pé. Seu olhar desviava-se de Liz e percorria o lugar à sua volta até que seus olhos repousavam no olhar da setita novamente.
- A bebida parece saborosa...

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Re: O Pesadelo de Maryland - Cap. 1

Mensagem por Askalians em Qui Mar 23, 2017 12:16 am

 Lisandra Eckhart

Ficou distraída no bar por cerca de 30 minutos, quando então alguém lhe tocou as costas e quando se virou, era aquela mulher que havia reparado antes.

- Olá...

Repara que a mulher parecia envergonhada e sem jeito para conversar com ela, mas havia feito um comentário, que não perderia a chance de ser fofa e cortes.

- Está bastante sim... Experimente...

E ofereceu a própria taça para a mulher e completou ainda:

- Se gostar eu lhe pago uma, assim bebemos juntas...

Já fazia algum tempo que não se envolvia com mulheres, mas já que seu cliente parecia estar bem ocupado e não querer mais os seus serviços, pelo menos não teria vindo à uma festa como aquelas a toa, sem aproveitar uma bela companhia agradável...

"Por que será que ela está de máscara?"
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Re: O Pesadelo de Maryland - Cap. 1

Mensagem por Katrine [apple.] em Qua Mar 29, 2017 12:10 pm

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Re: O Pesadelo de Maryland - Cap. 1

Mensagem por Rian em Qua Mar 29, 2017 12:18 pm

Uma jogatina Livre sem compromisso. Fique a vontade.

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