Sangue Ruim - Vampiros Caçados

Página 11 de 11 Anterior  1, 2, 3 ... 9, 10, 11

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Re: Sangue Ruim - Vampiros Caçados

Mensagem por Rian em Sex Dez 16, 2016 10:33 am

Lincoln; PS: 04/12; Força de Vontade: 7/8 ;Vitalidade: ok
Marko Cerveni Obertus, PS: 05/12; Força de Vontade: 5/7 Vitalidade: ok


A conversa continuava enquanto o ônibus percorria sua linha e fazia algumas paradas. Novos passageiros entravam e outros desciam.
- Você colocou o papel pessoalmente?
- Sim, como disse, sou um cumpridor de ordens.
- Este inquisidor Lasombra esta vivo? - este ancião ... Crê que algum deles, seja este inquisidor ou mesmo o ancião usado no ritual tenha condições de nos auxiliar? - O que pode dizer destes quatro vampiros? Conhece seus poderes e aptidões? E qual o nível de armamento deles? Rifles, escopetas?
John assentia positivamente. – Sim, o inquisidor Lassombra está vivo e se conseguirmos remover a estaca do peito dele, teremos mais chances de vencer do que sucumbir. Quanto ao ancião que está sendo usado no ritual eu não tenho certeza, mas é um ancião. Anciões são poderosos e cheios de artemanhas. Eu acho que se quebrarmos o ritual, podemos trazê-lo de volta. Quanto ao bando, o líder imediato é Salazar, um serpente da Luz. Ele tem duas crias, uma mulher...
John abaixava a cabeça, um pouco triste, e complementava: - E eu. Somos descendentes de uma linhagem especial que tem como poderes Ofuscação, Potência e Presença. E tem também um arqueiro, eu nunca soube muito sobre ele... Mas os maiores problemas são o Ductus Salazar e o vampiro que está conduzindo o ritual, Lord Dark. É assim que o conheço. Somente Salazar tem permissão para falar com ele. Mas eu tenho certeza que o Inquisidor consegue lidar com Salazar. Sobrariam o arqueiro e maldita Lúcia para nós três. Lord Dark está ocupado com o ritual, não creio que ele iria interromper por nada... Ele parava por um instante, depois continuava.
- Não tenho nem ideia do quem seja Lord Dark. Mas se conseguirmos resgatar o ancião, seja lá quem for o Lord Dark, um ancião ainda é um ancião... Dizia ele deixando a entender que não importasse quem fosse o tal Lord Dark, com certeza ele teria um sério problema se o ancião fosse desperto do ritual. Ou ao menos era o que ele acreditava. - Quanto às armas, ficam com os carniçais, mas eles estão dormindo para fazer a vigília durante o dia. Pistolas, revólveres e alguma escopeta. Não mais que isso...
- Você fala como quem tem um plano. O que já tem em mente?
Um sorriso discreto surgia no rosto de John. Marko sabia que a mera possibilidade de ver aquele bando infernalista destruído alimentava a esperança e deixava John empolgado.
- Bom... Salazar me mandou levar um humano para ser sacrificado. Ele olha para Lincoln. – Poderíamos cobrir o nosso amigo aqui com um manto e ele seria a vítima. Quanto a você Marko, poderia entrar oculto pelas sombras e retirar a estaca do inquisidor. Contudo, antes disso eu estarei próximo de Salazar o suficiente para agarrá-lo. Tentarei segurá-lo até que vocês destruam a mulher e o arqueiro.
- Eu ser uma criança da noite, ou um maldito ancião não muda o fato de que a sua história está mal contada John. Você quer a nossa ajuda, mas não consegue contar uma história coerente. Assim fica dificil camarada.
John abaixava a cabeça e voltava com um semblante triste para Lincoln. – Lamento se não acredita em mim, Lionel. Quando era humano, você acreditava em vampiros? Acho que não... E o fato de você não acreditar, te deixava imune contra eles? O fato de você não acreditar em vampiros seria capaz de evitar que um deles te matassem durante uma alimentação descuidada? O mesmo ocorre em relação a essa coisa... pense nisso, pense nisso Lionel...

Precisamos de armas, não podemos simplesmente aparecer lá de mãos vazias, se eles pegaram essas criaturas todas, não devem ser faceis de derrubar.
John entendia a necessidade e a posição de Lincoln. – Ótimo, se vocês tem armas de fogo e acham que elas lhe darão vantagens... tudo bem. Mas ele não concordava em algum ponto. – No entanto, não temos muito tempo. Precisamos ir, e precisamos ir agora. Além do mais... Ele dava um sorriso e balançava a cabeça negativamente enquanto desfazia o sorriso, ficando sério, e dizia como se revelasse um segredo para Lincoln. – Não sei há quanto tempo você foi transformado, caro Lionel, mas saiba que já vi vampiros ignorarem balas como se fossem meras picadas de mosquito. Prefiro confiar em meus dentes... Ele sorria.

---x---

Eu balanço a cabeça positivamente. - Me agrada sim, acho que é um bom nome. - Ele não parece estar muito a favor do nome, já está sugerindo que eu mude em outro momento, mas foda-se.

Lincoln percebia que Marko estava diferente. Sim, ele havia mudado desde o momento em que tinha bebido todo o sangue daquele Algoz, na noite anterior. Por Cain! Lincoln ficava espantado ao associar essa lembrança com a atitude de seu novo amigo vampiro... Era como se Lincoln estivesse vendo o sorriso arrogante de Donnald na face de Marko. Talvez, aquele negócio que Marko fizera com o vampiro de continuar sugando ele mesmo com o corpo seco, tivesse feito com que Marko adquirisse alguns traços de personalidade daquele maldito algoz...

_________________
                                                                
avatar
Rian

Data de inscrição : 30/09/2014
Idade : 33
Localização : Goiânia

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Sangue Ruim - Vampiros Caçados

Mensagem por Rian em Sex Dez 16, 2016 6:05 pm

Uryuda Chiovenda; PS: 13/15; Força de Vontade: 8/8 ;Vitalidade: ok




O feiticeiro aproveitava a temporária retirada da príncipe e mergulhava em um mundo sensorial paralelo em busca de informações que poderiam estar gravadas no inconsciente ou no plano metafísico da sala de Kate. Por um instante ele sente o seu corpo formigar, os passos e a voz da príncipe soavam lentos, distantes e disformes. 
Uryuda rolou 4 dados de 10 lados com dificuldade 8 para percepção + empatia que resultou 7, 7, 7, 1 - Total: -1 Sucessos
O ambiente ganhava uma cor de um azul etéreo monocromático. Ele ouvia vozes, risadas, tramas, choro distante de uma criança, gritos, música mas não conseguia retirar nada de útil ou construtivo para uma análise mais detalhada. Pior do que isto. Aquele mergulho ao sobrenatural havia exigido muito de sua capacidade e quando ele voltava a si estava com uma terrível dor de cabeça causada pelo esforço feito. Certamente, ele não conseguiria repetir o mesmo processo naquela noite.

Assim que voltava, Kate estava lhe oferecendo alimento. No entanto, o feiticeiro recusava. Provavelmente não seria um teste, mas apenas uma cortesia da Toreador, uma vez que ela nem alterara sua expressão por conta disso, ao passo que já passava a falar da sua pequena criança.
- Muitos que vivem merecem a morte. E alguns que morrem merecem viver. A verdadeira coragem e sabedoria não está em saber quando tirar uma vida, mas, sim, em quando poupar uma.

- Vejo que andou lendo o Senhor dos Anéis, sr. Chiovenda. Sabe, nós do clã Toreador apreciamos as produções literárias e artísticas dos humanos. E de fato, eu concordo com Gandalf e, consequentemente, com sua posição. No entanto ela não é uma garantia de que todas as vidas merecem ser poupadas, caso contrário, não haveria ali o advérbio “quando”. Creio que Ronald concordaria comigo em relação ao seu perpetrador.

- Mileide Emeri, ocorre-me uma ideia, acredito que possa lhe ajudar a descobrir quem abraçou a "pequena". Desde que me autorize a levá-la até a Capela e que eu possa, diante de meus companheiros, falar em nome de sua alteza.

Kate bebia um pouco do sangue que estava em sua taça. Enquanto fitava Uryuda com sua cintura recostada em sua mesa. Ao afastar a taça do rosto, seus lábios em cor vermelho sangue davam a ela uma aparência mais humana do que a aquela que já possuía. Kate, nem de perto parecia uma vampira. Ela não tinha a palidez característica dos Membros.
- Perdoe-me pela minha colocação, acho que deixei minha fala obscura. A pequena é minha cria. Ela olhava para os sapatos do Tremere e em seguida voltava a fita-lo enquanto voltava a taça à sua boca, cobrindo com ela metade de seu rosto, deixando apenas dos olhos para cima visível aos olhos de Chiovenda, o que dava-lhe um ar sedutor. Se Uryuda fosse um mortal e ainda manifestasse os desejos da libido humana, a esta altura certamente ele estaria se arrastando aos pés da mulher sem que ela precisasse apelar a qualquer capricho para que isto acontecesse. Apenas seria natural.

- O que eu quis dizer é que não sei se foi uma boa ideia abraça-la. Crianças desejam ser adultos um dia e no caso dela, o abraço lhe ceifou para todo o sempre esta possibilidade. Imagine os problemas que isto causou a nós duas...

Ela sorria e então deixava de parecer distante e voltava ao presente. Deixava sua taça na mesa e caminhava decididamente até Uryuda, ficando há poucos centímetros de distância do vampiro. A mão dela pousava sob a face do feiticeiro, deslizando até sua boca, onde ela sutilmente tocava os lábios de Chiovenda com seu dedo indicador. A última vez que alguém tinha lhe tocado daquela forma, tinha sido Mary Madson.
- Vou lhe ajudar a encontrar Ronald. Em troca peço apenas que me ajude a encontrar o responsável por esses abraços, mesmo após a minha queda. E quando encontrá-los...
Ela caminhava de volta à sua escrivaninha, tomava o último gole de sangue na taça sem tirar os olhos de Uryuda e após voltar a taça à mesa completava:

- Quero vê-los queimar com as suas chamas! 

_________________
                                                                
avatar
Rian

Data de inscrição : 30/09/2014
Idade : 33
Localização : Goiânia

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Sangue Ruim - Vampiros Caçados

Mensagem por Ignus em Sab Dez 17, 2016 10:29 pm

Ao ter o seu tefone solicitado, a agente rapidamente retirava um de uma dezena de cartões que estava no bolso externo de seu blazer e o entregava ao vampiro.
- Pode ligar caso queira compartilhar algo ou precise de algum suporte forense. Como bem sabe, é do interesse tanto da polícia quanto do CDC solucionar esse caso o quanto antes. Me ligue amanhã. Provavelmente já teremos um resultado da perícia sobre esses vestígios que encontramos aqui.


-Perfeito. Pode aguardar por meu contato.


- Ah sim! Me desculpe, acabei esquecendo de comentar sobre isso. Ela virava-se em direção à rua e à porta de saída do hotel: - a polícia terminou o perímetro pouco antes de os senhores chegarem.
Ela encara Crow e continua: - Não foi encontrado nenhuma câmera nesta rua. Quanto ao hotel o senhor já deve ter notado que também não há câmeras... Ela ficava pensativa por algum instante, como se só agora tivesse parado para pensar sobre aquilo.


"Excelente. Pelo menos não vou ter de me preocupar com dar sumiço em câmeras de segurança para preservar a Máscara."


-Mas que falta de sorte. Nosso trabalho investigativo poderia ser tão mais simples se houvesse...

***


Enquanto isto Henry procurava por qualquer indício útil na cena do crime. Contudo, por mais que ele se esforçasse, não havia nada ali que pudesse lhe fornecer alguma pista. A agente Banderas já havia recolhido o único vestígio, que era alguns estilhaços de algum material plástico ou de metal encontrado na cena do crime, o que talvez não ajudaria muito. Crow olhava para a multidão de curiosos do lado de fora, onde descansava seu semblante de decepção. Contudo, entre aquele tanto de gente, ele conseguia perceber algo curioso. Havia marcas recentes de pneus no asfalto.


"O único ponto digno de nota são essas marcas no asfalto. Mas ainda que elas possam ter sido deixadas por alguém envolvido no ocorrido, não há nenhuma forma de a partir delas chegar ao seu causador. Permanecer aqui é apenas uma perda de tempo."

Henry volta-se para Hendric, seu 'parceiro da CDC" e indaga:

-De minha parte já vi o que precisava. Você (afinal seria estranho chamar seu parceiro de senhor) quer ver algo mais?

***Caso não haja mais nada que prenda os dois na cena do crime e Hendric e Crow voltem para o carro do primeiro***

Apesar de o simples fato de indicar o próximo Príncipe fosse valioso, indicar um que efetivamente desempenhasse um bom trabalho seria ainda mais valioso, tanto pela reputação que poderia ser obtida como por haver uma chance maior de ele permanecer no cargo, por conta disso ele quer analisar as reações de Hendric.

-Quais suas impressões?

Pausa

"Essa é a hora de aplicar um teste prático para esse pretendente ao Trono."

-A proteção da Máscara é sempre imperiosa. Eu estaria correto em supor que o Sr. dispõe de meios para que os legistas que irão fazer os relatórios deixem de mencionar o fato de o corpo ter sido drenado de sangue?

Crow estava ansioso para saber até onde já ia a influência de Hendric. Além disso ele queria saber se o cainita era do tipo que chamaria a responsabilidade pela preservação da Máscara para si ou se confiaria na estrutura de Kate para tanto.

(Gostaria de no próximo post responder a resposta dele sobre essa pergunta)

-Eu já usei os dons do sangue para persuadir a agente Banderas a não fazer menção ao sobrenatural em seu relatório, então não teremos que nos preocupar com isso - Pausa curta -Falando nela, o Sr. tem razão sobre sua capacidade dedutiva. Ela por acaso seria sua carniçal?

Pausa. Caso ele responda negativamente.

Henry tinha uma situação em que a etiqueta talvez fosse um pouco difícil de contornar. Parecia a ele que o cortês seria permitir a Hendric que adotasse a agente que ele encontrara como sua carniçal, caso ele assim o desejasse. Todavia, Crow estava ali para agir como o gerente daquela operação em prol do clã. Os interesses do clã estavam sempre acima dos interesses pessoais de um Ventrue isolado, então Hendric decerto não poderia legitimamente se opor a ele tomar aquela mortal para si como carniçal.

"Acredito que Hendric não irá objetar que eu tome a agente Banderas como carniçal. Claro que se ele o fizer eu acredito ter autoridade para me sobrepor a isso, mas ele sabe que eu irei escolher o próximo Príncipe e se tiver um mínimo de cérebro não fará nada que nem de longe possa me ofender."

-Estou de acordo com a opinião de que para aumentar sua utilidade ela precisa saber mais sobre nós. Mas para manter a Máscara e não quebrar a  primeira tradição isso apenas pode ocorrer quando sua lealdade estiver devidamente submetida a um laço de sangue. O Sr. se incomodaria se eu tomar a liberdade de torná-la minha carniçal?

Pausa

(Caso ele não se oponha)

-Pois bem, Começarei ainda hoje o laço. Mudando um pouco de assunto -Henry checa seu celular para ver se o Senescal lhe respondeu sobre a reunião do dia seguinte-, posso contar com sua colaboração para reunir o Clube dos Pares amanhã? Por sinal, quantos são os Ventrue do clube aqui na cidade?

******************
Após ser deixado de volta nas proximidades do Elísio (supondo que essa possibilidade exista) Henry irá pegar o carro que alugara procurar por alguma cafeteria aberta (algo como uma Starbucks) e telefonar para a agente Banderas.

"Creio que deve haver uma boa chance de ela ainda estar propensa a fazer o que eu pedir por conta dos dons do sangue. Suponho que ela atenderia a um convite para falar comigo agora mesmo. Bem, vamos tentar."


Crow telefona para a agente Banderas:

-Boa noite, é Bowman aqui. Eu tenho uma informação de natureza confidencial que preciso lhe transmitir para ajudar nas investigações . Como havia muitos ouvidos na cena do crime achei melhor não compartilhar com você na hora. Será que você poderia me encontrar na cafeteria XXX agora mesmo?

Caso ela tope Henry irá comprar dois copos grandes de café em copo plástico e irá ao banheiro da cafeteria. Quando estiver sozinho ele irá despejar todo o conteúdo de um dos copos na privada e esvaziará parcialmente (volume para 1pds) o outro. Ele então irá morder seu próprio pulso para abrir um pequeno corte e colocará um pouco de sua vitae (1pds) no café quente e então fechará a ferida.

Quando Banderas chegasse ele fingiria dar um último gole em seu café antes de jogar o copo fora e diria:

-Bem na hora. Meu café tinha acabado de acabar. Comprei uma bebida para você também. {Dominação 2}Beba tudo {Dominação 2} e não precisa agradecer. -Henry olha ao redor - Será que podemos dar uma volta?

(Caso tudo dê certo, ela beba o líquido e ele saim para caminhar, assim que eles estiverem fora do alcance auditivo de terceiros)

"Primeiro passo do laco dado, agora é hora de dar a ela algo em que pensar."

-Antes que eu fale mais, preciso lhe fazer um alerta. Os malditos burocratas da NSA decidiram que o assunto envolve segurança nacional, então o simples fato de eu lhe contar isso já constituiu uma ofensa criminal. A Sra. contar para terceiros seria o suficiente para que ambos fossemos condenados a uma penitenciária federal por violação de sigilo funcional. Assim sendo, perdoe-me por ser tão cauteloso, mas posso confiar que a Sra. não irá falar a respeito disso com terceiros ou fazer menção a isso em nenhum de seus relatórios?


Pausa

-Tenho sua palavra?

Pausa

-Pois bem. Sua conclusão sobre o corpo do ofensor desaparecendo encontra respaldo em evidência colhidas pelo CDC em outros casos. Temos registro em câmera de apenas um caso. Gravação legítina, nada de montagem., Além disso, temos vários testemunhos de membros da polícia local que estavam presentes. Em resumo, em uma batida policial um sujeito parte para cima dos policiais, rasga o pescoço de um deles e começa a beber o sangue. O resto da equipe inteira atira nele que então se transforma em um punhado de cinzas depois de ser alvejado várias vezes.


Pausa

-Sei que isso soa como loucura, mas meu ponto é: sua conclusão do desaparecimento do corpo na cena do crime tem uma boa probabilidade de estar correta. Por favor me mantenha informado de suas conclusões, por mais malucas que elas possam parecer.
avatar
Ignus

Data de inscrição : 12/03/2011
Localização : São Paulo

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Sangue Ruim - Vampiros Caçados

Mensagem por Winterfell em Seg Dez 19, 2016 5:06 pm

- Sim, o inquisidor Lasombra está vivo e se conseguirmos remover a estaca do peito dele, teremos mais chances de vencer do que sucumbir. Quanto ao ancião que está sendo usado no ritual eu não tenho certeza, mas é um ancião. Anciões são poderosos e cheios de artemanhas. Eu acho que se quebrarmos o ritual, podemos trazê-lo de volta. Quanto ao bando, o líder imediato é Salazar, um serpente da Luz. Ele tem duas crias, uma mulher...e eu. Somos descendentes de uma linhagem especial que tem como poderes Ofuscação, Potência e Presença. E tem também um arqueiro, eu nunca soube muito sobre ele... Mas os maiores problemas são o Ductus Salazar e o vampiro que está conduzindo o ritual, Lord Dark. É assim que o conheço. Somente Salazar tem permissão para falar com ele. Mas eu tenho certeza que o Inquisidor consegue lidar com Salazar. Sobrariam o arqueiro e maldita Lúcia para nós três. Lord Dark está ocupado com o ritual, não creio que ele iria interromper por nada... Não tenho nem ideia do quem seja Lord Dark. Mas se conseguirmos resgatar o ancião, seja lá quem for o Lord Dark, um ancião ainda é um ancião... Dizia ele deixando a entender que não importasse quem fosse o tal Lord Dark, com certeza ele teria um sério problema se o ancião fosse desperto do ritual. Ou ao menos era o que ele acreditava. - Quanto às armas, ficam com os carniçais, mas eles estão dormindo para fazer a vigília durante o dia. Pistolas, revólveres e alguma escopeta. Não mais que isso... - Bom... Salazar me mandou levar um humano para ser sacrificado. Poderíamos cobrir o nosso amigo aqui com um manto e ele seria a vítima. Quanto a você Marko, poderia entrar oculto pelas sombras e retirar a estaca do inquisidor. Contudo, antes disso eu estarei próximo de Salazar o suficiente para agarrá-lo. Tentarei segurá-lo até que vocês destruam a mulher e o arqueiro.

- Eu ser uma criança da noite, ou um maldito ancião não muda o fato de que a sua história está mal contada John. Você quer a nossa ajuda, mas não consegue contar uma história coerente. Assim fica dificil camarada. John abaixava a cabeça e voltava com um semblante triste para Lincoln. – Lamento se não acredita em mim, Lionel. Quando era humano, você acreditava em vampiros? Acho que não... E o fato de você não acreditar, te deixava imune contra eles? O fato de você não acreditar em vampiros seria capaz de evitar que um deles te matassem durante uma alimentação descuidada? O mesmo ocorre em relação a essa coisa... pense nisso, pense nisso Lionel...

Já respondi a isso Lincoln. Não vou ficar me repetindo. ele tinha de confiar mais no meu julgamento, de qualquer forma aprenderia com o tempo que não erro. (Megalomaníaco).

Sei que a vingança pode estar deixando John um tanto quanto "otimista". Uma consequência um tanto comum do entusiasmo, que felizmente não compartilho. Então esse inquisidor e o Ancião podem ser de alguma valia. Isso é promissor, se bem que é melhor não ir contando com isso. As coisas também podiam não se desenrolar ao nosso favor. Entrar nessa contando com um auxilio incerto pode nos levar a morte. Até porque, não sei de fato se esses Cainitas estarão em condições de nos ajudar, ou mesmo se terão essa intenção. É preciso analisar todas as possibilidades. (Perfeccionista). O inquisidor é um fanático com pouco amor pelos seus companheiros. Como lembro bem do que vi no cemitério. Depois de solto, o puto pode muito bem simplesmente sair atacando todo mundo, sem diferenciar seus "aliados ocasionais" (nos) dos "infernalistas". Claro que o lógico seria ele nos ajudar, mas em que medida um fanático se pende a lógica? Esse ancião mesmo pode acabar entrando em frenesi. Não sei ao certo como é esse ritual, mas sendo um rito infernalista, indolor essa porra não é. Então esse possível reforço bem pode se voltar contra nos. Teria de bolar um plano que não dependesse do auxilio desses dois e nos colocasse em uma situação de vantagem. Isso vai ser difícil...

Um ductus, Serpente da Luz, dois neófitos também serpentes, a incógnita de um arqueiro competente e esse Dark conduzindo o ritual. continuo somando... Os carniçais não serão um problema inicialmente, mas depois que começarmos o combate o barulho provavelmente os fará acordar e vir como um reforço aos infernalistas. Ou seja, teríamos de lidar com os cainitas o mais rápido possível ou - Você disse que os carniçais dormem. É um cômodo que possamos trancar por fora, deixando-os presos lá e incapazes de atuar como um reforço ou ainda, ao menos atrasando-os um pouco? exponho o que penso - Me preocupo que uma vez iniciado o combate, eles sejam acordados pelo barulho e surjam as nossas costas. Assim alem de ter de lidar com os Cainitas vamos acabar também sendo alvejados pelos caniçais, com inimigos à frente e atrás.[/i]

[b]- Quanto à infiltração de Lionel. Este Salazar confia em você tanto assim? Meu companheiro aqui,
digo me referindo ao Lincoln. - Não têm bem cara de "vitima" e sua condição como um de nos é um tanto obvia para quem o observe com atenção. Acha que consegue posiciona-lo como se propôs a fazer, sem ser percebido? Olho para John seriamente. - A surpresa é uma das poucas vantagens que teremos, não podemos ser descobertos antes da hora.

(Dependendo de suas respostas a essa pergunta minha estratégia pode mudar um pouco.)

- Creio que uma vez lá, precisarei de alguns segundos ou no maximo uns minutos para analisar melhor a situação e ver se esse inquisidor ira ou não se portar como um aliado. Digo ainda serio. - Se ele for nos ajudar de fato, então o soltarei e esse será o sinal pra você Digo olhando pro John, - Deixar a falação de lado e atacar Salazar. Se você conseguir aproveitar a surpresa dele ao ver o Inquisidor se soltando para um ataque covarde não deixe essa oportunidade passar. O ideal seria você aproveitar esse momento pra tentar empala-lo. Se o empalamento não for bem sucedido, vou contar com você para segurar seu progenitor por alguns minutos, nos consiga quanto tempo puder. Que terminando nossas partes nos juntamos a você pra ajudar com o Salazar.

- Já que a potencia do sangue esta na linhagem da mulher, ela deve ter algum desenvolvimento nesse dom. Olho para o Lincoln. - O que torna você, o mais capacitado para lidar com ela. Acha que consegue cuidar da vadia? Pergunto aguardando a resposta dele.

- Eu vou lidar com o arqueiro. Sei que ele é competente com aquele arco e a possibilidade de sermos empalados por uma flecha tem de sair da equação o quanto antes. olho para John. - Você não poderá usar uma proteção dessas, pra não correr o risco de chamar atenção, mas como depois no pior dos casos estará em combate corporal com Salazar ele não deve arriscar atirar em você. Olho para Lincoln. - Eu e meu companheiro vamos improvisar alguma cobertura em cima dos nossos peitos e atar lá com fita adesiva. Assim se eu demorar mais do que deveria para lidar com o arqueiro, as flechas dele ainda assim não serão tão problemáticas.

- Se o Inquisidor não tiver interrompido o ritual por si mesmo, quem terminar com o seu alvo primeiro vai atrapalhar o ritual. Olho pra eles. - Sugestões?

Olho para o John. - Você esta de carro? Se tivéssemos mais algum tempo devíamos passar em uma loja de armas como Lionel sugeriu. Acredite ou não "o pouco' pode fazer "muita diferença", uns coletes a prova de balas já ajudariam bastante também, principalmente com esse arqueiro. Mais importante ainda, devíamos ao menos avisar nossos aliados. Digo sabendo que Lionel saberia que me refiro ao Bando de "Karla". - Eles seriam um reforço muito bem vindo, mas sequer sabendo quanto tempo temos, não podemos mais perder tempo aqui. Vamos descer de uma vez e ajeitamos os por menos de como agiremos no caminho pra esse ninho. Aperto o botão de parada do ônibus. - Ou podemos pegar um taxi, de qualquer forma vamos precisa "beber" algo no caminho. Seja o taxista ou quem quer que for. Precisaremos chegar lá prontos pra "ação" por assim dizer.

----------------xXx----------------

Ao ouvir o que ele daria para ler esse livro eu perco qualquer vontade de ler o material. - Não acho que seja um bom negocio passar a eternidade aleijado por causa de um livro qualquer... Achei que você fosse o esperto do bando Marko... - Em seguida dava uma risada descontraída com a minha própria brincadeira. - Mas se esse é o preço para se poder ler o livro, prefiro ficar sem ler mesmo, até tava interessado, mas nem vale a pena. Eu gosto do meu corpo completo sabe. - Dava outra risada descontraída.

Digo em tom ameno, como quem fala uma verdade tão simples e inevitável quanto as mares. - E eu sou. Me referindo a ser "o esperto". - Você pode não perceber porque te falta muita informação. Mas esse seu comentário de agora na verdade comprova isso. Digo não como quem o esta chamando de burro e sim como quem expõe que ele ainda precisa de "mais peças" pra poder chegar a conclusão correta. - Olha perder um braço ou uma perna, não te tonariam um "aleijado pela eternidade". Não é tão simples quanto curar uma bala ou corte, mas com esforço, tempo e uma farta quantidade de sangue você pode fazer o membro perdido crescer de volta. Digo observando as reações dele a esse novo "dado". - Basicamente enquanto não tiver atingido a morte-final. Você sempre pode voltar a ter a aparência que tinha quando foi abraçado. Continuo complementando. - Isso quer dizer que você pode tanto regenerar membros perdidos, quanto deixar de ser "o Nathaniel" e voltar a ser "o Lincoln" se é que me entende. Digo me referindo à aparência original dele. - Claro que esse tipo de regeneração não é nada simples, mas é perfeitamente possível. Dou um tempo para ele digerir.

- Portanto embora a minha intenção quando mencionei meus braços e pernas fosse mais uma "figura de linguagem", mesmo se fosse um comentário "literal" isso não me tornaria um aleijando. Ao menos não permanentemente, e esse livro não tem nada de qualquer, Nathaniel. Volto a sorrir aquele meu sorriso frio desprovido de humor. - Não sou muito bom com "piadas" como você pode perceber. Dou de ombros. -Mas eu ate tentei. Digo mais serio, mas ainda em um ambiente amistoso e informal com meu companheiro. [b]- Você sabe de nossa fraqueza ao fogo, a luz solar, decapitação, estacas, presas de outros cainitas e coisas do genero? É importante que você esteja "ligado" nessas paradas.
avatar
Winterfell

Data de inscrição : 20/07/2013

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Sangue Ruim - Vampiros Caçados

Mensagem por Rian em Seg Dez 19, 2016 9:20 pm

OFF: Pessoal, só avisando que vou dar prosseguimento na narrativa no entreciclo:
1 - Somente para quem tiver disponibilidade;
2 - Vou aumentar meu ritmo de estudo nessas férias, então a frequência dos dos posts irá diminuir, inclusive na primeira metade do próximo ciclo;
3 - No entreciclo não vai ser computado frequência de posts e tal...(principalmente porque final de ano é uma época que estamos com as atenções voltadas para a vida particular). Será apenas uma oportunidade para quem quiser adiantar um pouco a sua história.

_________________
                                                                
avatar
Rian

Data de inscrição : 30/09/2014
Idade : 33
Localização : Goiânia

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Sangue Ruim - Vampiros Caçados

Mensagem por Rian em Qui Dez 22, 2016 1:55 pm

Henry Crow; PS: 14/15; Força de Vontade: 09/10; Vitalidade: ok

Ao ser indagado por Crow, Hendric respondia sem preocupar-se em fazer uma boa atuação teatral: - Não... Já terminei também.
Crow e Hendric voltavam para o carro. Agora já havia menos curiosos no local e boa parte da imprensa havia se retirado. A perita Banderas também tinha saído para dar alguma satisfação à imprensa e ouvia-se comentários sobre a distribuição de autógrafos da banda Aerofire, mundialmente famoso, que estava na cidade. Isto havia diminuído a quantidade de repórteres, pois parte deles tinham saído para cobrir a banda.
Era hora de Crow medir as impressões de Hendric:
-Quais suas impressões?
Hendric inicialmente não dava muita atenção à pergunta do ancilla, ele parecia mais preocupado em retirar um par de luvas de borracha das mãos e coloca-las no porta lixo do carro enquanto mandava o motorista dirigir de volta para o Teatro Glover. Só então ele iniciava o diálogo com o ancilla.
- Um excelente trabalho... Souberam escolher o lugar, sem câmeras de segurança na rua, no estabelecimento... Seja lá quem for, está sendo cuidadoso o suficiente para não deixar pistas. Não concorda, Sr. Crow?
-A proteção da Máscara é sempre imperiosa. Eu estaria correto em supor que o Sr. dispõe de meios para que os legistas que irão fazer os relatórios deixem de mencionar o fato de o corpo ter sido drenado de sangue?
Hendric dava um sorriso curto. – Sr Crow, não se preocupe. A máscara será mantida.
Hendric não era claro em suas palavras. Ele podia tanto estar dizendo que era trabalho de Kate como que ele não tinha influências para tal, ou que não se importasse com isso.
-Eu já usei os dons do sangue para persuadir a agente Banderas a não fazer menção ao sobrenatural em seu relatório, então não teremos que nos preocupar com isso - Pausa curta -Falando nela, o Sr. tem razão sobre sua capacidade dedutiva. Ela por acaso seria sua carniçal?
Hendric completava com um sorriso discreto que surgia entre os dedos que estavam à frente de sua boca enquanto ele pensava em algo: - Ainda não sr. Henry, ainda não...
-Estou de acordo com a opinião de que para aumentar sua utilidade ela precisa saber mais sobre nós. Mas para manter a Máscara e não quebrar a  primeira tradição isso apenas pode ocorrer quando sua lealdade estiver devidamente submetida a um laço de sangue. O Sr. se incomodaria se eu tomar a liberdade de torná-la minha carniçal?
Hendric permanecia em silêncio e sério. Ele comentava olhando para Henry:
- Vejo que se interessaste pela agente Banderas. De fato, ela é uma mortal excepcional, um desses casos de 1 em 100 ou de 1 em 1000... Ele continuava olhando através da janela do carro:
- Ela já provou do meu vitae por duas noites e assim que lhe deixarmos no teatro, provará do último e fatal gole. As palavras de Hendric soavam frias e vazias de sentimentos. Era como se aquilo já fosse um caso encerrado.
Sua face voltava-se para o Ancilla. – Mas é claro que... se ela for importante para seus projetos, eu interrompo o processo. Desde que... o sr. Crow lembre-se de dar os créditos a este velho decrépito vampiro ao fazer sua escolha junto ao arconte.
Por Cain! De longe essa tinha sido a maior e mais clara manifestação de Hendric que ele realmente desejava o trono para si. Ele praticamente pedia alguns pontinhos de vantagem sobre seus adversários em troca da agente Banderas.

(...)

-Pois bem, Começarei ainda hoje o laço. Mudando um pouco de assunto -Henry checa seu celular para ver se o Senescal lhe respondeu sobre a reunião do dia seguinte-, posso contar com sua colaboração para reunir o Clube dos Pares amanhã? Por sinal, quantos são os Ventrue do clube aqui na cidade?

Ao checar o celular, Henry via que a reunião estava marcada para a meia noite.
Após ser deixado nas proximidades do Elísio, Crow pega seu carro e dirige até uma lanchonete 24horas. Ele preparava a arapuca para a agente Banderas e depois ligava para a mulher que confirmava que iria ao encontro do vampiro.
-Bem na hora. Meu café tinha acabado de acabar. Comprei uma bebida para você também. {Dominação 2}Beba tudo
Henry rolou 8 dados de 10 lados com dificuldade 6 para manipulação+liderança que resultou 8, 5, 8, 8, 1, 8, 4, 5 - Total: 3 Sucessos
A agente sentava-se juntamente com o vampiro e agradecia pela bebida:
- Ah obrigado pela gentileza, tive um dia cheio e o meu plantão hoje está agitado. Um café é a pedida certa. Ela tomava uma boa quantidade e então comentava... – Humm... Esse café é realmente muito bom, tem um gosto peculiar... Dizia ela olhando o rótulo da bebida com um semblante curioso. Após esvaziar o seu recipiente, ela aceitava dar uma volta com o vampiro que iniciava seu novo plano. Eles passavam por vários carros estacionados e chegavam a uma praça aberta que estava bem vazia, visto que as horas começavam a avançar noite adentro.
-Antes que eu fale mais, preciso lhe fazer um alerta. Os malditos burocratas da NSA decidiram que o assunto envolve segurança nacional, então o simples fato de eu lhe contar isso já constituiu uma ofensa criminal. A Sra. contar para terceiros seria o suficiente para que ambos fossemos condenados a uma penitenciária federal por violação de sigilo funcional. Assim sendo, perdoe-me por ser tão cauteloso, mas posso confiar que a Sra. não irá falar a respeito disso com terceiros ou fazer menção a isso em nenhum de seus relatórios?
- Não pretendo afundar minha carreira, Sr. Bowman. Ela respondia friamente.
-Tenho sua palavra?
- Mas é claro que sim. Ela confirmava.
-Pois bem. Sua conclusão sobre o corpo do ofensor desaparecendo encontra respaldo em evidência colhidas pelo CDC em outros casos. Temos registro em câmera de apenas um caso. Gravação legítina, nada de montagem., Além disso, temos vários testemunhos de membros da polícia local que estavam presentes. Em resumo, em uma batida policial um sujeito parte para cima dos policiais, rasga o pescoço de um deles e começa a beber o sangue. O resto da equipe inteira atira nele que então se transforma em um punhado de cinzas depois de ser alvejado várias vezes.
Ela confirmava que estava acompanhando. Não demonstrava surpresa, apenas uma leve inquietação.
-Sei que isso soa como loucura, mas meu ponto é: sua conclusão do desaparecimento do corpo na cena do crime tem uma boa probabilidade de estar correta. Por favor me mantenha informado de suas conclusões, por mais malucas que elas possam parecer
-Farei um diagnóstico paralelo ao oficial. Anotações particulares. Isto que está me dizendo realmente faz sentido. Com esta nova óptica acho que teremos resultados melhores. Obrigada... ela fazia uma pausa. – Por confiar em mim, sr. Bowman.
Ela virava as costas, dava dois passos e parava. Então virava-se novamente para Henry e indagava curiosa:
- Ah propósito sr. Bowman. O sr. sabe do que se trata? Aliens? Alguma tecnologia secreta em fase de teste?

_________________
                                                                
avatar
Rian

Data de inscrição : 30/09/2014
Idade : 33
Localização : Goiânia

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Sangue Ruim - Vampiros Caçados

Mensagem por Ignus em Sab Dez 24, 2016 2:51 am

Hendric inicialmente não dava muita atenção à pergunta do ancilla, ele parecia mais preocupado em retirar um par de luvas de borracha das mãos e coloca-las no porta lixo do carro enquanto mandava o motorista dirigir de volta para o Teatro Glover. Só então ele iniciava o diálogo com o ancilla.


Henry não estava feliz com os modos de seu interlocutor. Crow era aquele que recebera carta branca do Arconte. Isso o colocava em uma posição em que lhe seria esperada uma deferência maior..


- Um excelente trabalho... Souberam escolher o lugar, sem câmeras de segurança na rua, no estabelecimento... Seja lá quem for, está sendo cuidadoso o suficiente para não deixar pistas. Não concorda, Sr. Crow?


-Sim, com toda razão. O que torna improvável que o causador seja um caitiff que não sabe bem o que faz. Temos algum Membro ao menos minimamente experiente e engenhoso causando os incidentes.

***


Hendric dava um sorriso curto. – Sr Crow, não se preocupe. A máscara será mantida.
Hendric não era claro em suas palavras. Ele podia tanto estar dizendo que era trabalho de Kate como que ele não tinha influências para tal, ou que não se importasse com isso.


"Hendric parece não ter se dado completamente de sua posição. Eu estou coordenando os esforços do clã aqui, não ele. Esse é um trabalho que exige ter uma visão do panorama completo. Cabe a mim saber o que está acontecendo com precisão e a ele compartilhar dessa informação."

Crow sorri para seu interlocutor, esforçando-se para seguir a cortesia tanto estimada em seu clã enquanto deixa claro que não é admissível sonegar-lhe informações com palavras dúbias. Para otimizar sua coordenação do plano geral era necessário que ele fosse o cérebro, com conhecimento abrangente, e que os demais trabalhassem como seus braços. Se o clã não agisse como um só, como ocorreu quando coordenamos a retomada de NY, não poderia alcançar grandes feitos.

-Peço perdão por me ver impelido a forçá-lo para longe de seu charmoso estilo lacônico de se expressar, mas receio que eu precise de informações mais precisas sobre como a operacionalização da preservação da Máscara irá ocorrer. A uma porque saber quais áreas de influência o Sr. já domina é um elemento essencial para saber se minha escolha para indicação do próximo Príncipe recairá em seus ombros. A duas porque Kate já se revelou incapaz de fazer com que não saíssem nos jornais publicações que devem ter atraído metade dos caçadores de bruxas do país para cá, então se nosso clã não tem controle das áreas essenciais à preservação da Máscara nos necrotérios agora é o momento de adquirir influência lá, amparado inclusive na carta branca que eu recebi pessoalmente do Arconte...

-Henry sorri de maneira complacente. Se Hendric fosse minimamente ambicioso ser lembrado disso mostraria para ele como era possível aumentar sua influência por meio da autoridade que Crow recebera

-... e que podem ser usadas em áreas que eu reputar estratégicas pelos Ventrue que aceitarem trabalhar de acordo com meus termos. E meus termos envolvem eu saber como as coisas serão feitas com precisão. Acrescento, é claro, que tudo aquilo que eu tomar conhecimento permanecerá em estrita confidencialidade, por minha dignitas. Isso posto, ouso insistir. O Sr. dispõe de contatos nos necrotérios para fazer com que a notícia sobre o cadáver não ter sangue seja reprimida ou está contanto com a estrutura de Kate?

(CASO ele diga que é por influência própria)

-Ótimo, fico muito feliz em saber que o Sr. já domina esse essencial setor da cidade.

(CASO ele diga que não será por influência própria)

-Nesse caso, ouso fazer uma sugestão primeira de aumento da domínio Ventrue. Uma que preferencialmente deveria ser começada imediatamente. Acredito que o Sr. irá gostar de minha sugestão, e confio que compreenderá como isso pode ser considerado benéfico ao clã.

"E portanto de minha escolha ao Principado, Hendric."

-Necrotérios são uma fonte fantástica de favores para com outros cainitas. Qualquer cainita que gere uma cria periga ver ela entrando em frenesi e causando estrago. Além disso é muito conveniente acompanhar o que entra para prevenir qualquer violação aberta da Máscara. Por sinal, isso dá tamanha estabilidade do Trono que se Kate tivesse controle suficiente sobre a área a mídia não teria ficado sabendo das características dos ataques direito e não teria dado tanta atenção aos ataques. Nesse cenário o Arconte sequer estaria aqui, pois a cidade teria conseguido dar conta de si mesma. Nesse contexto, creio que o Senhor compreende como a simples possibilidade de ter influência ali é importante. Peço ao Senhor que tome um Carniçal de lá. O mais graduado que não for ainda carniçal de outro vampiro. Caso outro Membro se oponha, diga que age sob pedido expresso meu, e que eu detenho autoridade para isso dada pelo Arconte em pessoa.

"E tomara que isso aconteça. já faria com que comece a se espalhar a autoridade que eu recebi. O conhecimento desse fato irá facilitar as coisas quando eu tiver de tratar com os outros clãs mais tarde."

Crow observa enquanto Henric recebe uma tarefa dele. Uma tarefa que traria grandes benefícios ao Ventrue, claro, mas que também indiretamente selaria que ele era quem estava dando as cartas ali.


***


Hendric completava com um sorriso discreto que surgia entre os dedos que estavam à frente de sua boca enquanto ele pensava em algo: - Ainda não sr. Henry, ainda não...
Hendric permanecia em silêncio e sério. Ele comentava olhando para Henry:
- Vejo que se interessaste pela agente Banderas. De fato, ela é uma mortal excepcional, um desses casos de 1 em 100 ou de 1 em 1000... Ele continuava olhando através da janela do carro:
- Ela já provou do meu vitae por duas noites e assim que lhe deixarmos no teatro, provará do último e fatal gole. As palavras de Hendric soavam frias e vazias de sentimentos. Era como se aquilo já fosse um caso encerrado.
Sua face voltava-se para o Ancilla. – Mas é claro que... se ela for importante para seus projetos, eu interrompo o processo. Desde que... o sr. Crow lembre-se de dar os créditos a este velho decrépito vampiro ao fazer sua escolha junto ao arconte.
Por Cain! De longe essa tinha sido a maior e mais clara manifestação de Hendric que ele realmente desejava o trono para si. Ele praticamente pedia alguns pontinhos de vantagem sobre seus adversários em troca da agente Banderas.


"Essa ato merece uma consideração positiva."

-Eu louvo sua gentileza. O ato de cortesia atende à generosidade que deve existir entre ventrues e isso sem dúvida lhe rende grandes méritos em minha estima. Será engraçado no final se esse for o fiel da balança da escolha para a nomeação. Uma carniçal render um Trono seria a melhor barganha do século - Crow se permite uma risada leve -Por sinal, se posso tomar a liberdade de dizer que há uma coisa que gosto em vc, Sr. Hendric é que o Sr. é claro quanto ao que quer. Eu também acredito que essa é a melhor maneira de lidar com outros Ventrue, que compreendem o que é dignitas. Acredito que nos daremos muito bem em razão dessa franqueza mútua que podemos ter.

***


A agente sentava-se juntamente com o vampiro e agradecia pela bebida:
- Ah obrigado pela gentileza, tive um dia cheio e o meu plantão hoje está agitado. Um café é a pedida certa. Ela tomava uma boa quantidade e então comentava... – Humm... Esse café é realmente muito bom, tem um gosto peculiar... Dizia ela olhando o rótulo da bebida com um semblante curioso. Após esvaziar o seu recipiente, ela aceitava dar uma volta com o vampiro que iniciava seu novo plano. Eles passavam por vários carros estacionados e chegavam a uma praça aberta que estava bem vazia, visto que as horas começavam a avançar noite adentro.


-Encorpado, não? Eu também achei o café daqui fantástico.

"Primeiro passo do laço completado. Ainda menos forte que o de Hendric, mas a caminho do controle total daqui a duas noites."

***


-Farei um diagnóstico paralelo ao oficial. Anotações particulares. Isto que está me dizendo realmente faz sentido. Com esta nova óptica acho que teremos resultados melhores. Obrigada... ela fazia uma pausa. – Por confiar em mim, sr. Bowman.
Ela virava as costas, dava dois passos e parava. Então virava-se novamente para Henry e indagava curiosa:
- Ah propósito sr. Bowman. O sr. sabe do que se trata? Aliens? Alguma tecnologia secreta em fase de teste?


Crow não podia deixar de se divertir em ver até onde a capacidade dedutiva da agente poderia ir.

-Tenho minhas teorias. Sabemos que suas duas características conhecidas são se alimentar de sangue e virar cinzas ao morrerem. Pense nisso e amanhã podemos discutimos se chegamos às mesmas suspeitas ou não. - diz Crow enquanto também se afasta.

***

Naquele momento Crow se permite pensar um pouco mais na estratégia a médio prazo. Claro, a preocupação mais imediata era persuadir o maior número de Ventrues possível a serem os braços na máquina que ele montaria. O Senescal em particular seria uma aquisição suculenta. Mas ainda havia a questão de pensar no além disso. Claro que o Arconte poderia forçar a nomeação que ele sugerisse, mas seria muito mais conveniente ter uma Primigênie simpática ao sucessor.

Crow pensava em dois outros clãs como melhores escolhas para serem cortejados. Ele sabia que a mídia havia noticiado os ataques, então podia supor que esse era um setor não controlado adequadamete, que poderia ser ofertado aos Tremere. Era uma grande concessão, mas ter os Feiticeiros apoiando a pretensão não seria algo sem peso. Ademais, talvez a feitiçaria deles possa ser usada para localizar a fonte do problema.

Para além deles, havia os Nosferatu. Os Ratos eram sempre muito bem informados e, em regra, negligenciados pelos Toreador. Mas, para além do erro que era subestimá-los Henry não podia deixar de se impressionar com como o clã poderia ser razoável quando tratado com respeito.

Falando em tratar os Ratos com respeito Crow decide tomar uma atitude que tanto lhe renderia pontos com seu mentor como poderia ajudá-lo.

Henry se dirige até algum telefone público e telefona para o número com que entrava em contato com seu mentor. Caso consiga falar com ele se seguirá o seguinte:

-Boa noite, meu caro - Henry evitava dizer nomes propositalmente confiando que sua voz seria reconhecida -Tomei conhecimento de algo que possa lhe ser útil. Henry Crow recebeu carta branca do Arconte para botar ordem na casa em Glover. Dizem que se ele for bem-sucedido o Arconte deve aceitar uma indicação dele para quem será o próximo Príncipe.

"Ele vai entender que a informação é para ele capitalizar vendendo-a para o clã dele. É engraçado como quando se alcança um lugar de destaque como o dele tanta gente tenha legítimo interesse em beneficiá-lo para beneficiar a si mesmo. De toda forma, com a rede de informações dos Ratos eu apostaria que amanha o clã local saberá desse fato. Vai ser um teste interessante para saber quão bem informados eles são. Se forem bons eu não me surpreenderia se eles próprios tomassem a iniciativa de me procurar. De toda forma, ainda que isso não aconteça eles já terem ouvido boatos sobre minha autoridade pode ser útil quando for tratar com eles para que colaborem na localização da fonte das ameaças."

-Por acaso o Sr. poderia me fornecer os telefones do Regente Tremere daqui e do Nosferatu de maior prestígio local em seu clã?

"Meu mentor apenas me fará uma gentileza muito menos valiosa do que a informação que recebeu. Mas esse não é algo que considerarei um favor, pois ambos ganhamos capital político com essa troca de informação."

Depois de desligar ele continua refletindo sobre como as demais peças do tabuleiro provavelmente se comportarão.

"Se eu obtiver uma Pax com Tremere e Nosferatu acredito que poderemos fazer uma transição suave e segura.Os Toreadores não vão gostar, mas como seu expoente é a Príncipe enfraquecida eles ficam em posição desconfortável. Os Brujah não simpatizam com Kate, então não devem precisar de ainda mais motivação para aceitar sua substituição, então podem ser deixados para mais tarde. Os Malkavianos são imprevisíveis demais para receberem tratativas em um primeiro momento. Os Gangrel, bem, qualquer gangrel local provavelmente não dá a mínima para política."

Crow então irá para o hotel onde se hospedará e tomará as cautelas mencionadas em post anterior


ele irá seguir para o hotel que procurou mais cedo online para deixar suas malas. Ele deixará claro para o atendente que não quer ser perturbado durante o dia, entregando-lhe 100 dólares e usando Presença 3 ao fazer esse pedido para ter certeza de que será atendido. Crow também pedirá um exemplar de todos os jornais locais que estejam disponíveis.

Ao entrar no quarto ele o inspecionará e decidirá se é seguro dormir na cama mesmo ou se, embora mais desconfortável, seria melhor dormir em outro lugar (dentro de uma banheira coberto, embaixo da cama bloqueando com edredons o espaço ou algo que o valha) e deixará o ambiente preparado para a eventualidade de ele voltar pouco antes do nascer do Sol.


******

Caso nada de extraordinário aconteça Henry irá encerrar a noite. No dia seguinte irá perguntar na recepção se eles conhecem um bom serviço de acompanhantes que possam ir até lá. Em caso afirmativo ele irá pedir por 1 delas e proceder da mesma forma que fez para se alimentar em NY (-sugaria (2pds) simulando sexo oral, fecharia a ferida e apagaria a memória da garota (Presença 3)-)

Dando certo ou errado depois irá telefonar para a agente Banderas e pedir para ela encontrá-lo, repetindo o método usado no dia anterior para que ela ingerisse mais 1 pds dele junto ao café e indagando se ela descobriu algo útil de novo.

***

Caso nada de interessante aconteça ele irá então se dirigir para a reunião do Clube dos Pares, chegando ao menos 15 minutos antes da hora marcada.
avatar
Ignus

Data de inscrição : 12/03/2011
Localização : São Paulo

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Sangue Ruim - Vampiros Caçados

Mensagem por Lord_Suiciniv em Dom Jan 01, 2017 9:55 pm

Eu ouvia calado a conversa entre Marko e John, na verdade não havia muita coisa que eu pudesse opinar ali. Marko era mais esperto do que eu, e eu confio nele para não nos levar a uma roubada. Bom, pelo menos uma não muito grande. Afinal eu ainda não comprei essa história da carochinha do Infernalista. Queira quer não, John ainda é um Infernalista.

- Uma duvida pessoal, eu vou entrar lá como vitima, mas depois que entrarmos no covil, o que costuma acontecer com as vitimas? Eu sinceramente não vou ficar fingindo ser indefeso quando os outros infernalistas vierem fazer seja lá o que eles fazem. Então é bom que vocês ajam rapido, se não o plano já era. Só avisando. - Eu cruzava os braços e encarava os dois seriamente, para demonstrar a minha posição.

---

Minha expressão ficava confusa, minha testa enrugava a medida que eu tentava compreender o que Marko dizia. O que ele estava dizendo era biologicamente impossivel, eu lembro de ter visto um documentario na prisão a respeito disso, o ser humano perdia a capacidade de regeneração quando ainda é muito novo, ainda na barriga da mãe. Isso acontecia, os cientistas acreditam, para evitar a proliferação de cancer, pois se as nossas celulas ainda tivessem essa capacidade, a chance de desenvolver um cancer seria muito maior.

Mas ainda assim, eu não era mais um humano, as leis da biologia pareciam não fazer mais sentido, algo parecido com magia se tornava mais presente na existencia dos vampiros, então por que regeneração celular também? Marko parecia falar com bastante certeza, então talvez fosse possivel mesmo, só não quero colocar a prova essa nova informação.

Minha expressão começava a suavisar, a medida que eu começava a aceitar a nova informação como verdade, embora eu realmente não seja capaz de entender como isso funcionava.

- Entendi... E quanto tempo levariamos pra recuperar um membro perdido? Meses? Anos? - Estava curioso agora, se não me engano os lagartos conseguem regenerar um membro perdido em alguns meses, como somos criaturas maiores, isso deve levar mais tempo, anos com certeza.

- Oh sim, Klaus me explicou muito bem o quanto nós somos criaturas frageis... Menos frageis que os humanos, mas definitivamente frageis. - Sorria animado, por aparentemente já saber algo que Marko quisesse me ensinar.
avatar
Lord_Suiciniv

Data de inscrição : 17/10/2011
Idade : 21
Localização : Minha casa...

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Sangue Ruim - Vampiros Caçados

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Página 11 de 11 Anterior  1, 2, 3 ... 9, 10, 11

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum