Sangue Ruim - Vampiros Caçados

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Re: Sangue Ruim - Vampiros Caçados

Mensagem por Rian em Sex Nov 11, 2016 10:09 am

Henry Crow; PS: 14/15; Força de Vontade: 09/10; Vitalidade: ok


Henry sabiamente colocava as palavras certas em sua boca como também sabia a hora certa de parar. Ao despedir, o arconte apenas acenava positivamente com a cabeça, no entanto seu rosto demonstrava que havia ali uma certa satisfação com a conversa ou talvez com o próprio Henry Crow.  Assim que pousava sua mão sobre a maçaneta da porta, o vampiro fazia um último diálogo com o advogado:

- Crow... Ele coçava a sobrancelha direita antes de fitar o ancila e soltar: - Você está livre para agir e tomar todas as medidas necessárias para solucionar o problema e se encontrar resistência por parte de alguém, lembre-o que você está atuando em meu nome e não no nome de... Kate. Talvez ele pretendia imputar um adjetivo diminutivo à pessoa da príncipe, mas por certo se conteve para transparecer o menos imparcial possível. – Desde que as Tradições sejam respeitadas, faça o que achar que deve ser feito.

Aquilo sem sombra de dúvidas era um recado claro para que Henry não precisasse mais se reportar ao principado, pelo menos enquanto o Arconte estivesse na cidade. Por fim ele dispensava o vampiro, e o ancila saía do recinto, fazendo uma breve reflexão da conversa. Ao olhar no relógio o mesmo marcava 22:00. Henry procurava pelo senescal, contudo ele não estava em lugar algum. Ele escutava um barulho de alguém subindo a velha escadaria de madeira. Por um instante achou que fosse William e se apressou para olhar. Contudo, ele não conseguira ver quem seria, pois assim que chegou à base da escadaria, a pessoa tinha terminado de subir e se encontrava no corredor do piso superior...

O ventrue enviava então um sms ao seu par, no entanto ela não era respondida de imediato. Talvez o seria mais tarde. Ele então caminha para fora do estabelecimento. Ao sair ele observa a rua, ainda havia pedestres caminhando, algum movimento de veículos. O vampiro desce a escadaria principal do Teatro Glover e assim que coloca seus pés na calçada percebe um sedã de luxo preto que dá um sinal com os faróis e para na frente do vampiro. Os vidros eram tão escuros que Crow era capaz de ver sua própria imagem refletida nas janelas. O vidro da porta de trás do passageiro abre completamente. Sentado no banco de trás está apenas um homem de aparentemente 50 anos de idade, usando um terno caro, já que como advogado, Henry sabia que aquele conjunto não custaria menos de 10mil dólares.



A porta do passageiro da frente era aberta e de lá saia um outro homem, cerca de 30 anos de idade.  Ele abria a porta de trás do veículo, virava-se de frente para o advogado e dizia:

- Sr. Crow?! O senhor Hendric deseja lhe dar boas vindas à cidade e gostaria de ter o prazer de lhe apresentar a cidade.

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Re: Sangue Ruim - Vampiros Caçados

Mensagem por Lord_Suiciniv em Dom Nov 13, 2016 12:15 am

O mundo se tornava cada vez mais sombrio. Ou talvez ele continuasse o mesmo, e era eu quem estava mudando. Provavelmente a segunda opção... Eu corria em minha moto para fora do bairro, quando percebo a presença de uma viatura de policia, aparentemente os malditos haviam me encontrado de novo. Porém eles me encontrarem e eles me pegarem são coisas completamente diferentes.

Eu apenas precisava conseguir uma nova placa para minha moto, certamente aqueles malditos iriam anotar a placa para tentar rastrear depois. Eu ia correndo enquanto prestava atenção em oportunidades para me livrar dos filhos da puta e finalmente ela surgia a minha frente, um beco onde eu conseguiria entrar e eles não.

Eu dava um cavalo de pau para dentro do beco e seguia meu caminho finalmente despistando os malditos policias.

--

Acordava como em um susto, como um mortal que estivesse se afogando e conseguisse subir a superficie e tomar uma grande quandade de folego. Ultimamente eu estava acordando daquela forma, eu havia chegado em casa noite passada no ultimo segundo, tanto que eu não fui capaz nem de dar dois passos para dentro da casa, havia caido no sono ali mesmo na porta da frente. Por sorte eu estava vivo mais uma noite, significava que as autoridades mortais não tinham me descoberto ainda.

Eu verificava o celular e tomava um susto, 22h de acordo com os ensinamentos de Klaus isso significava que eu estava me torando um mostro. O pensamento me rendia uma gargalhada um pouco desesperada, e pensar que a 15 dias atrás eu pensava que jamais seria capaz de matar alguém, e agora vejam o grande Lincoln Duarte, com 7 mortes nas costas em menos de 3 dias, eu já poderia ser considerado um Serial Killer.

Eu ia até o banheiro da casa para tomar uma nova ducha, minhas roupas ainda estavam podres, aquela noite eu precisava arrumar roupas novas e limpas, assim como roubar uma nova placa de alguém. Espero que não seja uma noite agitada também. Se bem que, ultimamente isso é pedir demais.
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Re: Sangue Ruim - Vampiros Caçados

Mensagem por Ury Wayne em Seg Nov 14, 2016 1:03 am

Danza Macabra:

“Creiam-me, o menos mau é recordar; ninguém se fie da felicidade presente; há nela uma gota da baba de Caim. Corrido o tempo e cessado o espasmo, então sim, então talvez se pode gozar deveras. porque entre uma e outra dessas duas ilusões, melhor é a que se gosta sem doer.”  
          Machado de Assis.


Confesso-me culpado. Quem sabe se houvesse externado toda a essência de minha natureza, a quintessência d'alma, tais equívocos fossem menos frequentes ou até mesmo extintos, e que fique claro, desde logo, que não recorro a tais reflexões na intenção de simular um moralismo etéreo, há em mim resquícios de uma consciência moral.

Não te afliges caso o contexto de minhas palavras não lhe seja evidente, ele logo se aclara.

É bem verdade que o repentino convite, e a consequente viagem põe-me novamente em situação desconfortável, tal qual o montanhista quando encara primeiramente seu ímpeto. Não é prima facie estar em uma cidade desconhecida, com poucas informações, em estado de crises; mas nem por isso o desafio se apequena, pelo contrário, as vivências de outrora só me convencem e relembram das vicissitudes.

Uma corrente de caos, assim tem sido; sói acontecer quando as intempéries são ofuscadas para que interesses dissimulados sobressaltem-se ao fim de tudo. Washington ainda é indelével em minha memória, por isso, dessa vez, serei de todo mais atento, sem que com isso diminua o esmero em minha jornada.

Eis então o contexto, sentado aqui num claustro, preso por grilhões imaginários de um conflito alheio, posto que meu corpo repousa sobre esse afável sofá, mas minh'alma divaga em especulações sobre o real estado de coisas dessa cidade, somadas à figura pouco ortodoxa de Marcel, tudo isso me causa digressões obnubiladas.

Quiçá tenha sido essa vaguidão de pensamentos que não me permitiu externar minha verdadeira essência, como iniciei dizendo.

E foi assim, que aquela criança chegou até mim, ainda sorrindo, quando de certo, se bem soubesse, se aterrorizaria. Já confessei, a culpa é minha!

- Olá! Como você se chama?

- Isso depende, minha pequena!

- Por que estais aqui?


A perspectiva de descrédito para com a criança não era injustificada, longe disso, a indagação era deveras oportuna, afinal, o que uma criança faria ali, ostentando seu oblíquo sorriso?

De súbito, recordo-me de Antoine de Saint-Exupéry, para quem:
Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos. Pobre homem, nem todos os olhos são cegos à essência, não os meus.



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"Preparem seus prelúdios, porque suas planilhas já nos pertencem".
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Re: Sangue Ruim - Vampiros Caçados

Mensagem por Rian em Seg Nov 14, 2016 10:34 am

Marko Cerveni Obertus, PS: 08/11; Força de Vontade: 6/7 Vitalidade: ok


Se tinha uma coisa que Marko não estava gostando nada daquilo era a ideia de ter que conseguir um novo refúgio. Isso já estava lhe torrando o saco. Agora precisava encontrar a putinha da Mary. O cainita andava pela igreja e nada. Depois esperava as pessoas que saíam do confessionário. Nada também. Já irritado, ele finalmente encontrava algo no mínimo curioso. Uma amiga de Mary, a tal freira Katarina Johnson.

O cainita não pretendia expor sua aparência para a religiosa então, antes de abordá-la, o Revenante encontrava um lugar escuro e alterava sua aparência. Ele sentia que só tinha conseguido simular uma nova aparência porque havia se empenhado muito naquilo, no entanto o resultado ainda estava longe de ser algo descente. Era um policial, decadente, mas ainda assim um policial.

Marko então se aproxima da mulher. Ela terminava sua prece, abria os olhos e percebia o policial se aproximando. Fazia uma um “quê” de quem não esperava um policial entrando ali na congregação. Talvez fosse algo incomum.
- Você é Katarina Johson?
Ela titubeava por um instante e então respondia afirmativamente. – Sim...
O policial mostrava o distintivo e dizia que queria fazer algumas perguntas à freira. Ela se mostrava surpresa, olhava para os lados e dizia: - Ok, tudo bem... Não sei no que posso ajudar, mas sim! Eu contribuirei com a polícia!
No entanto com a última pergunta do policial a mulher se mostrava mais resistente:
- A algum lugar mais privado onde possamos conversar?
- Como o senhor pode ver, policial, não há quase ninguém aqui dentro da igreja, não vejo porquê precisamos de um local mais privado. Posso saber do que se trata?
De fato havia poucas pessoas dentro da igreja e as poucas que ali estavam, alguns eram os poucos fiéis que estavam concentrados em suas preces, o padre que estava dentro de um confessionário, o zelador que varria o piso imerso em seu próprio mundo e uma irmã que organizava o altar. A freira agora parecia esperar uma resposta do policial.


Marko rolou 5 dados de 10 lados com dificuldade 7 para ofuscação 3 que resultou 8, 3, 1, 1, 6 - Total: -1 Sucessos
1 FV = 1 Sucesso

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Re: Sangue Ruim - Vampiros Caçados

Mensagem por Rian em Seg Nov 14, 2016 2:27 pm

Baruch King, O anjo caído; PS: 07/15; Força de Vontade: 5/7; Vitalidade: Escoriado (Agravado) Incapacitado (Letal)



O Lassombra ainda continuava lutando e resistindo bravamente no cemitério. Em sua mente ela escustava a voz de sua mentora. Seria ela falando mesmo com ele ou meros devaneios de sua mente fanática e obcecada por Anne? De qualquer forma a realidade é que o Lassombara estava sozinho naquele cemitério, rodeado por inimigos. Não poderia se dar ao luxo de esperar que alguém fizesse algo por ele. Ele sim, precisava fazer algo por si mesmo e por sua mentora que muito provavelmente estava nas mãos dos inimigos.

O Lassombra sugava o sangue daquela vampira maldita, infernalista amaldiçoada. O sangue descia-lhe pela garganta como mel e o inquisidor talvez não conseguisse conter o ímpeto de sugar até a alma daquela pobre vampira. Ao mesmo tempo, Baruch apostava alto e usava todo o sangue que conseguira sugar naquele instante para curar suas feridas enquanto simultaneamente sugava a mulher. Aquilo poderia lhe custar caro, caso o cainita não conseguisse se concentrar o suficiente para efetuar as duas ações. Entretanto, talvez o seu ímpeto de vencer aquela batalha fizesse com que o vampiro conseguisse se curar e sugar a infernalista com eficácia. O inquisidor distribuía o sangue sugado para as suas feridas. O ferimento provocado pelo rato se fechava e nem sangue escorria mais daquele ponto sinistro de carne e sombras.

O rato, por outro lado se lançava sobre o inquisidor enquanto grunhia anunciando o ataque que veria. Baruch percebe que poderia haver uma relação entre ele a mulher, pois o maldito magrelo se arriscara muito por ela. Contudo, aquele nosferatu aprenderia uma lição que certamente só lhe serviria para ser usada no inferno. Enquanto o infernalista saltava sobre o Anjo Caído, o golpe silencioso do machado era mais rápido. O machado entrava pela nuca do vampiro atravessando todo o pescoço até sair do outro lado. A larga lâmina separava facilmente corpo e cabeça. Gotículas de sangue esborrifavam no rosto do inquisidor. A cabeça do cainita caía sobre seus pés e o corpo despencava no chão como um saco de batatas. Rapidamente o tempo cobrava o seu preço sobre o corpo daquele ser que secava, mumificava e tornava ao pó. Era como se dezenas de anos se passassem em um único piscar de olhos.

A mulher, por outro lado estava entregue ao poder do beijo. Ela não poderia mais resistir. A vitória do Lassombra era certa, exceto por um detalhe que o ancila esquecera de considerar. Talvez o líder tivesse resolvido voltar para a batalha ao ver que a mulher e o nosferatu estavam demorando para morrer. Talvez ele vira uma chance ali. Ofuscado, ele tinha conseguido se aproximar o suficiente de Baruch para dar-lhe o golpe. O movimento do ataque quebrara a ofuscação. O inquisidor ainda tentava esquivar do ataque, contudo o peso da mulher lhe atrasara o suficiente para que a estaca entrasse em seu peito. A madeira pontiaguda penetrava o corpo do vampiro até atingir o coração. Baruch não sentia mais o seu corpo, que pendia para um lado e caía. A metamorfose sombria era desfeita automaticamente e o corpo do vampiro voltava ao normal. Ao cair o rosto de Baruch ficava alinhado com o rosto de Joan. Ela ainda estava ali, pertinho do inquisidor, ela assistira a toda a batalha, sem poder fazer nada. Baruch e Joan se fitavam enquanto aguardavam qual seria os seus destinos.

Ruídos estranhos continuavam vindo do lugar. O líder parecia estar destruíndo um a um dos tentáculos. Depois Baruch e Joan escutavam a voz grave do Líder que falava com a mulher. Ele parecia a estar ajudando, embora na posição que Baruch estava não podia ver o que acontecia. Em seguida o líder e a mulher pareciam ajudar o arqueiro. Ele ainda estava vivo. Os três infernalistas conversavam em espanhol e Baruch não tinha a mínima ideia do que eles falavam entre si. Contudo, a expressão no rosto de Joan já dizia tudo. Joan era uma Gangrel Latina, ela falava espanhol. Lágrimas de sangue começavam a escorrer pelo rosto da templária. Ela que quase nunca dizia algo finalmente traduzia para Baruch uma parte do que era conversado:



Baruch sabia o que aquilo significava... Talvez Joan chorava não por medo da morte, mas sim por  morrer sem poder lutar. Joan era uma vampira quieta, mas sempre atenta. Cuidava da segurança do bando com esmero e disciplina. Ela se sentia viva durante uma luta, parecia apreciar um combate mortal e mesmo nos momentos em que saía machucada, sempre demonstrava um sorriso tímido ao final da batalha. Ela com certeza era o tipo de vampiro que morreria feliz, se morresse lutando. Mas morrer daquele jeito... sem poder reagir, com certeza seria a pior dor que alguém como ela poderia sentir, maior até que a dor física que a levaria ao seu fim...

Os três infernalistas voltavam para onde estavam Baruch e Joan. A infernalista, que estava reestabelecida, se colocava por cima do corpo de Joan, que continuava fitando Baruch. A infernalista olhava Joan como um troféu. Havia um sorriso sádico em sua face. Seus caninos cresciam enquanto ela abria a boca e rosnava como o verdadeiro monstro que era. Baruch podia ver o momento exato em que as presas da infernalista perfuravam o pescoço da Templária e ali afundavam. A mulher se remexia à medida em que sugava o sangue de Joan. Aos poucos Joan ficava fraca e  mais pálida. Não havia mais sangue para escorrer no lugar de suas lágrimas e seus olhos perdiam a luz. Algo bizarro começava a acontecer ali. Joan não tinha mais sangue, contudo ela continuava sendo sugada, Baruch quase podia ver algo imaterial de cor azul etéreo saindo do corpo da templária e sendo consumido pelas entranhas da infernalista. Por fim, a mulher caía rolando para o lado após fazer um tremendo esforço. O corpo de Joan se decumpunha em uma massa de cinzas gosmenta e aos poucos desaparecia por completo em vapor e pó. Um último grito da templária parecia ser escutado do além...

. . .

Rolagens:
1 - Iniciativa:
Baruch rolou 1 dados de 10 lados com dificuldade 1 para inciativa que resultou 6 - Total: 1 Sucessos
Rato rolou 1 dados de 10 lados com dificuldade 1 para iniciativa que resultou 6 - Total: 1 Sucessos
Mulher rolou 1 dados de 10 lados com dificuldade 1 para iniciativa que resultou 3 - Total: 1 Sucessos
Lider rolou 1 dados de 10 lados com dificuldade 1 para iniciativa que resultou 2 - Total: 1 Sucessos
Baruch: 12/ Rato: 12/ Mulher: 8/ Lider: 8

2 - Ações
Baruch rolou 4 dados de 10 lados com dificuldade 8 para vigor + sobrevivencia que resultou 10, 8, 3, 10 - Total: 3 Sucessos
Rato rolou 5 dados de 10 lados com dificuldade 8 para vigor + sobrevivencia que resultou 9, 1, 4, 1, 8 - Total: 0 Sucessos
Mulher rolou 3 dados de 10 lados com dificuldade 8 para autocontrole que resultou 1, 4, 9 - Total: 0 Sucessos

3 - Atacando o Rato
Baruch rolou 8 dados de 10 lados com dificuldade 7 para golpe com machado que resultou 3, 9, 9, 3, 1, 3, 5, 7 - Total: 2 Sucessos
Machado rolou 5 dados de 10 lados com dificuldade 6 para dano que resultou 6, 8, 7, 9, 10 - Total: 5 Sucessos
Alguém rolou 1 dados de 10 lados com dificuldade 6 para vigor que resultou 5 - Total: 0 Sucessos (modificador -2 em absorção de danos por conta da metamorfose sombria)
Rato – 5 vitalidade (Status anterior: Ferido gravemente. - 5vit:
espancado<aleijado<incapacitado<torpor<morte final)

4 - Líder ataca
Lider rolou 9 dados de 10 lados com dificuldade 9 para estacar que resultou 6, 5, 2, 10, 9, 7, 4, 1, 10 - Total: 2 Sucessos
Baruch rolou 4 dados de 10 lados com dificuldade 6 para esquiva que resultou 4, 1, 6, 4 - Total: 0 Sucessos
Lider rolou 4 dados de 10 lados com dificuldade 6 para dano que resultou 7, 5, 8, 7 - Total: 3 Sucessos + 3 potência = 6 dano
Baruch rolou 4 dados de 10 lados com dificuldade 6 para vigor+fortitude que resultou 6, 6, 4, 4 - Total: 2 Sucessos
Total: 4 Sucessos:
Resultado: Incapacitado + empalado

Resumo da vitalidade de Baruch:
Post anterior: Aleijado + 3pds para cura: Ferido/ Ferido -4 = Incapacitado.


OFF: Para que o post não fique demasiadamente grande, irei dividí-lo em duas partes. Esta é a primeira.

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Re: Sangue Ruim - Vampiros Caçados

Mensagem por Rian em Seg Nov 14, 2016 9:57 pm

Franchesca Sardou; PS: 09/13; FV: 7/7; Vitalidade: -
Sentidos Aguçados; Destreza: 5



O policial entregava um pedaço de papel como número de seu telefone anotado para Franchesca. Mal sabia ele que estava, num ato simbólico, entregando sua alma para a perdição. Jessy via a cena, apesar de ser um idiota ele entendia o que estava se passando ali. Sua cara emburrada dizia isso. A cainita recolhia suas coisas e era hora de buscar outro refúgio, aquele já não servia mais.

Os policiais escoltavam a vampira e Jessy para fora do hotel. Ao passarem pela recepção, a albigiense sentia um odor forte de matéria orgânica e tecidos queimados, além do inconfundível cheiro do sangue, claro. A visão era sinistra, pelo menos para Jessy. A mulher morrera em pé, com a cabeça quase decepada do corpo que estava escorado no balcão. Uma faixa amarela e preta circundava o local do crime de fora a fora, deixando apenas um pequeno corredor entre a faixa e o canto da parede da recepção para que eles passassem. Mesmo de longe, a vampira podia ver a marca inconfundível de uma mordida vampírica. Uma não... várias. O pescoço da humana estava dilacerado. Certamente a criança da noite comera parte da carne em busca do sangue. Sem dúvidas aquilo tinha sido um vampiro... não! Mais do que isso. Um vampiro em frenesi! Havia cinzas espalhadas pelo cômodo, sinais de queimado no teto e no piso. Franchesca tinha a leve impressão de que o vampiro tinha morrido ali mesmo. Caso contrário, aquelas cinzas não fariam sentido.

Nesse momento, Franchesca era conduzida para fora do estabelecimento e ela se deparava com a imprensa toda em peso esperando por uma entrevista da perita, que estava do lado de dentro da área do crime, ainda próximo ao corpo, recolhendo materiais para dentro de um frasco de vidro. Assim que saíssem, inevitavelmente os repórteres veriam a vampira, Jessy e os policiais. Além dos repórteres e cinegrafistas, funcionários dos jornais e TVs, também havia uma boa quantidade de curiosos que esticavam seus pescoços para tentar entender o que se passava ali dentro. O policial “porco”, ao ver que a vampira hesitava ao sair, dizia:
- Vamos! Não temos a noite toda!

A barulheira do tumulto começava a incomodar os ouvidos aguçados da vampira...

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Re: Sangue Ruim - Vampiros Caçados

Mensagem por Rian em Seg Nov 14, 2016 10:06 pm

Lincoln; PS: 06/12; Força de Vontade: 7/8 ;Vitalidade: ok

Lincoln agora era um vampiro assustado. Acordava afobado como se estivesse afogando, como se o monstro que vivesse dentro dele o estivesse devorando. De fato, não deixava de ser uma verdade. Pouco a pouco os seus sentidos voltam a normal. Logo ele sente novamente o cheiro fedido de sua roupa podre e suja, que cheirava a urina e merda humana. Ele já fora melhor que aquilo... Caminhava em passos trôpegos até o banheiro. A água fria não o incomodava e ele se lavava. Roupas novas viriam a calhar naquele momento. Era desconcertante sair de um banho e ter que usar a mesma roupa fedida de antes. Embora vampiros não precisassem de um banho, pelo menos em situações normais, aquelas roupas estavam deixando merda acumular em suas axilas, virilhas e nádegas e isso era desconcertante... pregava e fedia.

O Brujah tinha um plano. Conseguir roupas e uma placa nova para a moto que estava do lado de dentro da casa. Ele nem se lembrava de como tinha colocado aquela moto para dentro no dia anterior. Mas o fato é que ela estava ali. E agora?

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Re: Sangue Ruim - Vampiros Caçados

Mensagem por Black Thief em Ter Nov 15, 2016 8:29 pm

Franchesca fingiu não ter reparado na cara emburrada de Jessy, afinal o que aquele idiota iria falar no final das contas? Não tinha problema, ele ainda assim estava fazendo o seu papel e na melhor das hipóteses, a apelação emocional de "eu sou sua namorada, você devia confiar em mim" sempre era uma opção que só resultaria em aceitar ou terminar, o que Jessy não faria, pois ele era um idiota que nunca conseguiria nada melhor na vida e ainda por cima estava em processo de laço.

A vampira então passava junto com o bezerro e não saberia dizer se a cena era forte demais para Jessy ou se era forte demais para qualquer humano. Para Franchesca era uma simples bagunça, como se alguém tivesse brigado e derrubado o prato de comida e feito a maior algazarra, mas era claro pelas evidências que um vampiro em frenesi atacou e morreu durante o ataque, mas a questão é que talvez ele teria acordado no meio da noite feito uma caça e saído durante o dia, talvez ela não fosse a única vampira hospedada naquele hotel... Realmente agora aquele lugar era inabitável para Franchesca, tinha chamado a atenção da Máscara e onde tinha a Máscara para ser limpada tinha os Porcos da Jyhad, agora tinha de ir... Poderia até ela mesma procurar investigar aquele caso, pra ter certeza do que houve, mas não tinha tempo pra isso, tinha que resolver seus próprios assuntos.

A vampira então sacava que lá fora, o barulho da imprensa estava à tona.

"Maldição..."

Flashes, fotos eram um problema para Franchesca, sua imagem não poderia ser rodada pela internet, ou se ferraria grandiosamente com todos os cainitas sabendo que Franchesca Sardou, a odiada Rainha do Rock tinha virado uma vampira. Imediatamente a vampira pôs sua garrafa batizada dentro da bolsa, puxou seu capuz antes de sair nos flashes e puxou seus cabelos para cobrir seu rosto, foi aí que o porco a apressou para saírem, Era fácil dizer que não queria seu rosto na imprensa, uma questão de privacidade bem compreensível, não apenas isso mas afagou seu rosto em Jessy, como uma namorada assustada com tudo o que estava acontecendo, e assim ele guiaria ela até seu carro, mas claro... Com tanta merda gritante ocorrendo, Franchesca sentia-se irritada, seus sentidos aguçados altos, ela assim voltava seus sentidos ao normal pois naquele ambiente não ia conseguir distinguir nada com nada, mesmo quando chegassem no carro não deixaria que ninguem se aproximasse querendo falar com ela ou gravar seu rosto.
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Re: Sangue Ruim - Vampiros Caçados

Mensagem por Lord_Suiciniv em Ter Nov 15, 2016 9:05 pm

Após tormar meu banho, embora ele não fosse um banho super util, pois eu tinha que vestir aquelas malditas roupas novamente, eu praguejava para mim mesmo a respeito delas, jurando que assim que conseguisse roupas novas iria jogar aquelas merdas no lixo ou quem sabe até mesmo tocar fogo nelas.

Eu então retornava até a sala de estar do refugio e sacava o meu celular, e acessava a rede mundial de computadores, a fim de pesquisar as noticias de glover, com foco na minha pessoa, nos avanços da policia e nos crimes da cidade, mesmo que não tenham sido cometidos por mim. Eu precisava saber tudo que estava acontecendo. Eu ficava fazendo isso até mais ou menos 01 hora da manhã.

Quando o relogio do celular marcasse o horario desejado, eu pegava o mapa da cidade e buscaria um outro bairro residencial, que ficasse fora do raio de 5km do meu refugio. Encontrado o bairro desejado, eu pegava minha moto e partia para lá.

Rodava pelas ruas do bairro, observando as casas, prestando atenção se havia alguém que estivesse secando suas roupas ao ar livre, com sorte seria naquela noite que eu arrumaria roupas novas.
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Re: Sangue Ruim - Vampiros Caçados

Mensagem por Ignus em Ter Nov 15, 2016 11:58 pm

- Crow... Ele coçava a sobrancelha direita antes de fitar o ancila e soltar: - Você está livre para agir e tomar todas as medidas necessárias para solucionar o problema e se encontrar resistência por parte de alguém, lembre-o que você está atuando em meu nome e não no nome de... Kate. Talvez ele pretendia imputar um adjetivo diminutivo à pessoa da príncipe, mas por certo se conteve para transparecer o menos imparcial possível. – Desde que as Tradições sejam respeitadas, faça o que achar que deve ser feito.

Aquilo sem sombra de dúvidas era um recado claro para que Henry não precisasse mais se reportar ao principado, pelo menos enquanto o Arconte estivesse na cidade.


"Carta branca dada diretamente pelo Arconte? E com autorização para invocar o nome dele se a necessidade se apresentar? Essa conversa acabou bem melhor do que eu poderia esperar."

***


O ventrue enviava então um sms ao seu par, no entanto ela não era respondida de imediato. Talvez o seria mais tarde. Ele então caminha para fora do estabelecimento. Ao sair ele observa a rua, ainda havia pedestres caminhando, algum movimento de veículos. O vampiro desce a escadaria principal do Teatro Glover e assim que coloca seus pés na calçada percebe um sedã de luxo preto que dá um sinal com os faróis e para na frente do vampiro.


A primeira reação de Henry ao ver que um carro lhe dava sinal de luz era correr rapidamente os olhos pela rua, procurando verificar se havia mais carros convergindo para sua direção (especializações em emboscadas). Muitos poderiam considerar esse ato quase reflexo como paranoia, mas Crow certamente não sobrevivera a dois ataques do Sabá sendo relapso com sua própria segurança. Ao deixar de perceber outra aproximação Henry se permite reparar melhor nos detalhes do carro que chamara sua atenção.


Os vidros eram tão escuros que Crow era capaz de ver sua própria imagem refletida nas janelas. O vidro da porta de trás do passageiro abre completamente. Sentado no banco de trás está apenas um homem de aparentemente 50 anos de idade, usando um terno caro, já que como advogado, Henry sabia que aquele conjunto não custaria menos de 10mil dólares.



A porta do passageiro da frente era aberta e de lá saia um outro homem, cerca de 30 anos de idade.  Ele abria a porta de trás do veículo, virava-se de frente para o advogado e dizia:

- Sr. Crow?! O senhor Hendric deseja lhe dar boas vindas à cidade e gostaria de ter o prazer de lhe apresentar a cidade.



No momento a escolha que se punha diante de Henry era entrar no carro ou não. Por um lado, entrar no veículo significaria estar sujeito a qualquer cilada que aquilo pudesse representar. Por outro, caso não se tratasse de uma armadilha ele corria o risco de causar uma péssima primeira impressão, se revelando descortês e covarde para seu correligionário de clã.

{Solicito um teste para ver se percebo algo suspeito no convite. Favor não esquecer as duas especializações relacionadas a emboscadas. Para adiantar vou colocar as ações abaixo, que serão tomadas caso nada desperte um sinal de alarme interno}

"Hendric... O nome confere com o do dossiê que listava o senescal e um outro cainita como os Ventrue mais proeminentes daqui. A vestimenta dele é digna de um Ventrue que preze por sua dignitas. Claro que a aparência pode ser copiada por terceiros com os dons do sangue, mas esse toque de classe relacionado à indumentária é algo que poderia passar batido mesmo por um manipulador hábil da Ofuscação. Se eu ao menos pudesse ter alguma garantia de que ele é quem diz ser...  Bem, quando ele começar a falar eu saberei se estou falando com um Ventrue de verdade. Uma fraude provavelmente cometeria algum deslize."

-Sim, sou Henry Crow. Obrigado - Henry agradece o homem enquanto entra no veículo. Assim que se senta ele fita seu anfitrião nos olhos e começa a declarar sua linhagem - Sou Henry Crow, cria de Dryan Smith, cria de Edward Sean, cria de Balthazar, cria de Veddartha, cria de Ventrue e venho de NY. É um prazer conhecê-lo.

Crow então escuta atentamente o suposto Hendric com o intuito de ver se ele se apresenta corretamente e, em menor extensão, para saber qual sua geração.
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Re: Sangue Ruim - Vampiros Caçados

Mensagem por Rian em Qua Nov 16, 2016 5:00 pm

Uryuda Chiovenda; PS: 13/15; Força de Vontade: 8/8 ;Vitalidade: ok


Uryuda refletia sobre sua posição naquela cidade, naquele sofá ou naquele tabuleiro de xadrez. Seja como for, Washington o moldara em um Uryuda mais precavido. Naquele contexto, ele sabia que havia interesses em jogo, que alguém sairia perdendo e alguém sairia ganhando. Isto era fácil perceber. No entanto, um pequeno detalhe era observado, algo que não era para estar ali e muito menos se encaixava no tabuleiro. Aquela criança. Uma guria levada e mal criada que conseguira sair das dependências comum do teatro e passar pela segurança? Plausível...

A garota dava uma suspirada, como quem se decepcionasse com alguma ou alguém. Guardava cuidadosamente e em silêncio o espelho em sua bolsa, fechando-a com um zíper. Suas mãos eram delicadas, a unha cuidadosamente pintada com esmalte vermelho vivo, algo um tanto incomum para uma menina daquela idade.
- Isso depende, minha pequena!
- Por que estais aqui?
Finalmente o feiticeiro ganhava a atenção da garota. Ela o fitava por um instante, talvez analisava cada detalhe do rosto do vampiro.
- Até que você é bonito! Só não me chame de “minha pequena”. Isso vai quebrar completamente o clima de nossa conversa. Uma careta naquele rosto pequeno surgia acompanhada de uma piscadela com o olho direito.
- Mas, respondendo à sua pergunta, garotão, todos nós estamos aqui apenas e somente porque a Lei do Acaso nos trouxe até aqui. Se alguém tivesse me chamado antes que eu subisse às escadas, eu não estaria aqui. Isso é a Lei do Acaso. Agora você, eu até arrisco dizer o que veio fazer aqui... Aposto que veio ver a minha mãe! Um sorriso malicioso surgia em seu rosto e ela descia do sofá. Antes de se retirar a garota se jogava nos braços de Uryuda o abraçando. Ela dava um rápido e inocente beijo no rosto do Tremere enquanto dizia cochichando: - Cuidado com Marcel, ele o jogará em maus lençóis...

Após dizer isso ela se dirigia até a porta. Assim que levava a mão na maçaneta, a mesma era aberta do outro lado. A mesma figura que conduzira Uryuda surgia: Marcel. Com desdém ele olhava para a pequena, que passava por uma estreita brecha entre seu corpo e a porta. Diferente do rosto de menina inocente que o feiticeiro vira antes, a criança encarava Marcel com um olhar frio. Ela agora parecia uma adulta em um corpo de menina.
Marcel a acompanhava por algum instante, e então fechava a porta atrás de si. Sua atenção voltava para Uryuda. Por um instante ele parecia uma pessoa normal, sem nenhuma perturbação. Estava sério e sereno. Três passos do anfitrião os deixavam mais próximos.
- Crianças mimadas... adoram inventar histórias distorcendo fatos e pessoas. Parecia haver rancor em suas palavras. – A príncipe o receberá em breve. Apenas tome cuidado... O homem tinha agora um semblante de preocupação. Ele olhava para um lado e para o outro como se tivesse medo de estar sendo observado. Sua paranóia parecia ter dominado sua razão novamente. Em cochichos ele dizia: - Por Cain! Não confie no Senescal! O último que tentei avisar morreu! As pessoas desaparecem nesse lugar! Elas vem e nunca mais voltam...
Ele mal terminava de falar quando a porta se abria novamente. Agora um homem em um terno caro aparecia.



Rapidamente sua atenção era dirigida para Marcel. A expressão em seu rosto se tornava severa:
- Marcel! É impressão minha ou você estava perturbando o nosso convidado com suas loucuras? Um Zelador não devia ficar se ocupando de fofocas, há o muito o que ser feito nesta noite.
- Mas eu estou fazendo o meu trabalho, Senescal. É dever do zelador alertar sobre os cuidados a serem tomados no Elísio... Marcel saía do local e caminhava em direção às escadas dando gargalhadas.
O Senescal o olhava friamente por alguns segundos mas logo se recompunha. Ele dirigia-se para o feiticeiro dizendo.
- Meu nome é William, o Senescal. Venha comigo! A príncipe Kate irá recebê-lo!
Ele abria a porta para que Uryuda entrasse.

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Re: Sangue Ruim - Vampiros Caçados

Mensagem por Rian em Qui Nov 17, 2016 11:17 am

Franchesca Sardou; PS: 09/13; FV: 7/7; Vitalidade: ok/ Destreza: 5


Franchesca conseguia uma desculpa fácil para não permitir que seu rosto saísse nos jornais. Ela se afagava em Jessy e quem olhasse via nada mais do que um casal de namorados, um homem que protegia sua amanda e uma garota assustada. Jessy se sentia bem com aquele gesto de Franchesca e a protegia ainda mais com suas mãos. Agora ele bancava o macho alfa, o homem protetor e falava em tom imperativo com os curiosos e os repórteres que por ventura ficavam no caminho ou tentavam alguma foto.
- Saiam da frente! E você aí! Não tem o direito de publicar nossas fotos! Se essa foto sair no jornal vai ter que vender o olho da cara para pagar a nossa indenização, tá me escutando?!
Mais alguns passos e eles chegavam ao táxi. A esta altura já não mais estavam acompanhados pelos policiais. Franchesca não via, mas os dois policiais já estavam desempenhando outras tarefas na cena do crime. A vampira continuava com a cabeça abaixada, entre os braços, dentro do carro até que Jessy dava a partida e eles saíam de lá.
Após tomarem uma distância segura, Jessy abraçava a vampira com a mão direita enquanto a esquerda continuava no volante:
- Tá tudo bem, docinho! Não precisa ficar assustada! Para onde vamos agora? Quer ir para minha casa?
Aquela proposta tinha uma um condão óbvio: - Jessy queria se assegurar de ter sua namorada por perto e longe daquele policial intrometido.

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Re: Sangue Ruim - Vampiros Caçados

Mensagem por Rian em Qui Nov 17, 2016 11:50 am

Lincoln; PS: 06/12; Força de Vontade: 7/8 ;Vitalidade: ok

Após tomar um banho e vestir as mesmas roupas nojentas o vampiro decidia que já tinha ficado tempo demais com aqueles trapos. Iria dar um jeito naquilo nesta noite ainda. Mas antes disso, ele sentava no sofá da sala e conferia pelo celular as notícias da cidade. Por sorte, os jornais digitais da cidade noticiavam tanto quanto as TVs, talvez até melhor. A primeira notícia ele já encontrava:

Porteiro de prédio assassinado em Glover Norte.

Segundo informações da polícia, o homem foi assassinado por meios cruéis. Ele não tinha passagem pela polícia e segundo moradores do condomínio, ele não tinha inimigos. A polícia não divulgou maiores informações sobre o crime para não atrapalhar as investigações. Contudo, nenhuma arma ou suspeito ainda foram encontrados e a polícia descarta suspeita de roubo, pois nada fora levado.


Logo vinha a segunda notícia:

Dona de hotel foi a última vítima do surto de raiva
Uma mulher foi assassinada no início da noite de hoje. Ela era a proprietária do Sweet Dreams Hotel. Segundo informações, ela foi atacada na recepção por alguém que, contaminado pela raiva, a atacou. De acordo com a perita Lucy Banderas, a morte foi causada por mordidas no pescoço que rompeu uma artérea. A polícia isolou a área, colheu depoimento de testemunhas, mas não encontrou o raivoso. No entanto, a polícia garantiu que a população não precisa temer, pois os policiais estão efetuando buscas para encontrar o suspeito, inclusive com apoio aéreo.


Por fim, uma notícia que deixava Lincoln de orelha em pé:

Homicídio no Bairro San Francisco:
Um homem foi encontrado morto no início da manhã de hoje. A polícia fazia uma varredura no bairro em busca do criminoso Lincoln Duarte Nóbrega, após denúncia anônima de que ele estaria em um bar da região, quando o corpo foi encontrado pela unidade aérea da polícia. “-Estávamos sobrevoando o local, quando o canhão de luz passou sobre alguém que estava caído e imóvel, achamos aquilo estranho e pedimos uma unidade terrestre para checar.” Conta o co-piloto inspetor de polícia Brandon. A perícia informou que o homem foi ferido com diversas facadas e perdeu bastante sangue. O motivo do crime seria roubo, pois a carteira da vítima foi levada pelo suposto autor. “- Esse é o tipo de crime que a sociedade abomina. Matar alguém para roubar é um delito de alta reprovabilidade da sociedade e faremos o possível para encontrar o culpado.” Afirma, Lucy Banderas, responsável pelo caso. Ainda segundo ela, a polícia já tem evidências de um possível suspeito, mas não irá divulgar as informações, por enquanto, para não atrapalhar as investigações.


Após ler as notícias, o Brujah pega o mapa e traça um raio fora de 5km usando a escala que tinha no canto do papel. Ele encontra o bairro perfeito: Glover Norte. Área residencial e longe de onde ele estava. Assim o vampiro parte para a sua empreitada. Assim que sai da residência ele nota o mesmo maldito gato do outro lado da rua, que dessa vez, ao ver Lincoln saindo, nem espera levar aquela fintada de novo. O gato já corre assustado ao ver o vampiro. A rua estava deserta, não havia ninguém. O Brujah acelera e após alguns minutos chegava ao bairro pretendido. Ele começa a observar as casas em busca de alguma que tivesse as roupas secando do lado de fora.
Spoiler:
Lincoln rolou 5 dados de 10 lados com dificuldade 7 para encontrar roupas que resultou 4, 5, 3, 2, 10 - Total: 1 Sucessos
O vampiro já gastara um bocado de gasolina da moto, tinha passado por várias ruas e não encontrava nenhuma que estivesse com roupas secando naquele horário. Talvez as pessoas naquela cidade fossem um pouco precavidas com a criminalidade. Contudo, por sorte ele encontra algumas roupas. Entretanto, elas estavam na varanda de um apartamento do segundo andar. Não seria fácil, mas o vampiro poderia conseguir chegar até lá. Bastava pular o muro, passar pelo apartamento do 1º andar e já estaria na varada do 2º andar.

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Re: Sangue Ruim - Vampiros Caçados

Mensagem por Rian em Sex Nov 18, 2016 7:02 am

Henry Crow; PS: 14/15; Força de Vontade: 09/10; Vitalidade: ok



Para sua decepção, ou não, o Ventrue não percebia nenhuma movimentação suspeita na rua. Ao que parecia, aquele carro era o único que pretendia abordá-lo. Ele agora estava em um impasse. Se entrasse no carro estaria vulnerável e, se não entrasse, poderia colocar o seu plano, bem como o que já tinha conquistado por água abaixo. Crow hesita por um instante, enquanto tenta notar o mais rápido que podia algo que pudesse mostrar que aquilo era uma cilada. No entanto, mais uma vez ele não conseguia ver nada “anormal”, além da própria situação em si.

Assim que entra no carro, o segurança fecha a porta e senta no banco da frente ao lado do motorista. Enquanto isso, o homem que poderia ser Hendric estende a mão para cumprimentar o Ancilla. Em seu dedo médio havia um grande anel com uma pedra vermelha que lembrava um Rubi.
- Sou Henry Crow, cria de Dryan Smith, cria de...
O homem interrompia Henry fazendo um sinal com a mão de que não precisava daquilo e dizendo:
- Sim, sim! Cria de Edward Sean, Balthazar, Veddartha e Vetrue. Estamos numa conversa entre dois “amigos”, não precisamos dessa formalidade toda, Sr. Crow! Nossa ancestralidade é comum a partir de Balthazar.
Hendric tirava um lenço de dentro de um dos bolsos do terno e polia a pedra vermelha de seu anel. Talvez fosse um tique-nervoso ou uma mania, um ato compulsivo de zelo que ele pudesse ter com alguns objetos.
- Estive me perguntando... que bons tempos o trazem de NY para o Colorado? Eu também estava em NY até há pouco tempo. Mas a pedido de Kate eu vim para Glover para lhe ajudara por um fim nessa bagunça que esta cidade se encontra. Contudo, com a chegada do Arconte, creio que mesmo que a casa seja colocada em ordem, os tempos de nossa amiga estão contados. Nesse caso é importante que nosso clã esteja à frente para assumir Glover, não podemos permitir que os malditos feiticeiros se intrometam ou que os Brujah reassumam seu posto nesta cidade. Creio que você compartilha deste ideal...
Hendric olhava Crow de cima em baixo por um curto instante.
- Gostaria de saber o que pensas sobre tudo isso...

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Re: Sangue Ruim - Vampiros Caçados

Mensagem por Black Thief em Sex Nov 18, 2016 8:35 am

Ah o orgulho de macho... Era talvez uma parte do gatilho que fazia aquele bezerro ter algum cunho... Talvez. Felizmente, ninguém via falar com eles, ou se vinha o bezerro tinha espantado, um bezerro com dentes, já estava na hora de mostrar que tinha algum, mas morder também era importante e isso provavelmente ele não faria, mas transformaria esse bezerro num jaguar.

Eles finalmente chegavam no carro, Franchesca manteve-se ainda "coberta" por todo o momento, assim que davam a partida, Jessy já novamente fazia-se de protetor, o que Franchesca não condenava, isso mostrava alguma postura, mas queria não só postura, queria ação, mas a postura já era alguma coisa. Ela então juntava seu ombro no dele e dizia:

- Vamos sim amor... eu ainda não conheci lá, já está na hora, e nós começamos a namorar o que? um dia?

E deu uma risada sacana com a piada, logo perguntando.

- Bebê... você viu as noticias de hoje durante o dia? Eu estava tão injuriada que nem cacei nada pra ver... Pode me atualizar?

Enquanto Jessy contava à ela das noticias que ocorreram durante o dia, a vampira já pegava em sua bolsa aquela garrafa com "suco", logo logo... A segunda parte da "Operação Engole Meu Sangue Seu Filho da Puta" estaria completa.

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Re: Sangue Ruim - Vampiros Caçados

Mensagem por Rian em Sex Nov 18, 2016 10:43 am

Franchesca Sardou; PS: 09/13; FV: 7/7; Vitalidade: ok/ Destreza: 5

Um sorriso malandro surgia no rosto de Jessy quando ele escutava de Franchesca que iria finalmente para sua casa. O bezerro estava talvez comemorando um avanço em seu novo ‘relacionamento’.
Ao ser indagado se ele tinha visto as notícias Jessy acenava, com desdém, para um jornal que estava no banco traseiro do carro. – Ah docinho, todo taxista tem que ter um jornal para os clientes lerem. Eu particularmente não gosto de ler, tenho preguiça disso. Leio uma linha e já sinto sono... Ele bocejava. – Só de pensar já me deu sono.
Franchesca pegava o jornal e o devorava como se fosse uma comida. Notícias de todos os tipos, cultura, economia, política e finalmente a página que mais lhe interessava: A coluna policial. Logo ela encontrava dois tópicos importantes:

Porteiro de prédio assassinado em Glover Norte.
Segundo informações da polícia, o homem foi assassinado por meios cruéis. Ele não tinha passagem pela polícia e segundo moradores do condomínio, ele não tinha inimigos. A polícia não divulgou maiores informações sobre o crime para não atrapalhar as investigações. Contudo, nenhuma arma ou suspeito ainda foram encontrados e a polícia descarta suspeita de roubo, pois nada fora levado.

Homicídio no Bairro San Francisco:
Um homem foi encontrado morto no início da manhã de hoje. A polícia fazia uma varredura no bairro em busca do criminoso Lincoln Duarte Nóbrega, após denúncia anônima de que ele estaria em um bar da região, quando o corpo foi encontrado pela unidade aérea da polícia. “-Estávamos sobrevoando o local, quando o canhão de luz passou sobre alguém que estava caído e imóvel, achamos aquilo estranho e pedimos uma unidade terrestre para checar.” Conta o co-piloto inspetor de polícia Brandon. A perícia informou que o homem foi ferido com diversas facadas e perdeu bastante sangue. O motivo do crime seria roubo, pois a carteira da vítima foi levada pelo suposto autor. “- Esse é o tipo de crime que a sociedade abomina. Matar alguém para roubar é um delito de alta reprovabilidade da sociedade e faremos o possível para encontrar o culpado.” Afirma, Lucy Banderas, responsável pelo caso. Ainda segundo ela, a polícia já tem evidências de um possível suspeito, mas não irá divulgar as informações, por enquanto, para não atrapalhar as investigações.

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Re: Sangue Ruim - Vampiros Caçados

Mensagem por Ignus em Sex Nov 18, 2016 12:08 pm

O homem interrompia Henry fazendo um sinal com a mão de que não precisava daquilo e dizendo:
- Sim, sim! Cria de Edward Sean, Balthazar, Veddartha e Vetrue. Estamos numa conversa entre dois “amigos”, não precisamos dessa formalidade toda, Sr. Crow! Nossa ancestralidade é comum a partir de Balthazar.

Embora Henry pessoalmente considerasse boa parte das formalidades Ventrue enfadonha ele ainda assim a reputava uma construção social útil. Ela permitia que a comunicação entre os Ventrue se desse de maneira relativamente previsível e respeitosa, o que facilitava a coesão do clã. O fato de Hendric não se curvar a essa imposição social, portanto, depunha contra ele na visão de Crow. Ademais, o fato dele não seguir as tradições privou Crow de sabe rqual era a geração exata de seu interlocutor.

- Estive me perguntando... que bons tempos o trazem de NY para o Colorado? Eu também estava em NY até há pouco tempo. Mas a pedido de Kate eu vim para Glover para lhe ajudara por um fim nessa bagunça que esta cidade se encontra. Contudo, com a chegada do Arconte, creio que mesmo que a casa seja colocada em ordem, os tempos de nossa amiga estão contados. Nesse caso é importante que nosso clã esteja à frente para assumir Glover, não podemos permitir que os malditos feiticeiros se intrometam ou que os Brujah reassumam seu posto nesta cidade. Creio que você compartilha deste ideal...

"Suponho que minha vinda repentina para cá nesse momento por si só seja um bom indício de minhas intenções aqui, então não é de surpreender que ele tenha imaginado que minha presença tem o propósito de assegurar que quando o cetro cair ele passará a mãos Ventrue. Não obstante, não posso deixar de lhe dar o crédito tanto por ter sido rapidamente informado sobre minha visita ao Elísio como por ter feito a leitura correta dos fatos e reagido adequadamente. Hendric demonstrou ser bem informado e sagaz com isso. Essas são características essenciais a qualquer Príncipe em potencial..."

Hendric olhava Crow de cima em baixo por um curto instante.
- Gostaria de saber o que pensas sobre tudo isso...

"Quase posso sentir sua ambição pulsando por sob suas palavras. Minha opinião evidentemente não é importante, mas sim o que eu posso proporcionar para que ele ganhe poder. Isso é bom. Deve ser fácil conduzir essa ambição na direção correta para atender a meus interesses, que nesse caso coincidem com os interesses do clã."

Por mais que Crow estivesse feliz com o curso que a conversa tomava ele não podia deixar de se preocupar com uma clara ameaça à confidencialidade do que fosse ser discutido ali. Havia dois pares de ouvidos a mais naquele carro que não precisavam saber de nada e que poderiam vir a se tornar fonte de um vazamento de informações.


-Lamento por não ter tido a oportunidade de encontrá-lo e de colocar minha hospitalidade à disposição quando esteve em NY, Sr. Hendric. Fico honrado por ouvir de sua percepção sobre o momento político da Torre de Marfim local, mas antes de falar com o Sr. da minha leitura dos fatos, gostaria de compartilhar de uma preocupação relacionada confidencialidade. Seus dois servos que se encontram no banco da frente estão próximos demais e isso me parece um risco à confidencialidade de nossa conversa. Por mais leais que eles lhe sejam, sempre será possível extrair informação de um carniçal mediante a técnica correta de interrogatório. Prefiro estar em privacidade absoluta com o Sr. para tratar de assuntos delicados. Podemos encostar para que eles possam dar um passeio do lado de fora ou adotar alguma outra medida qualquer que nos permita ficar a sós?
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Re: Sangue Ruim - Vampiros Caçados

Mensagem por Black Thief em Sex Nov 18, 2016 12:09 pm

A cainita quase revirou os olhos... Além de ser um frango ainda era burro... Teria muito trabalho para transformar o bezerro e sinceramente esperava que valesse a pena.

Ela então leu as notícias, a mais chamativa delas era a de Lincoln.

"Então você esteve em San Franciscoo heim?"

Era uma droga que tinha tão pouco tempo para pegar a Aerofire, ela era sua prioridade, e sempre seria. Estava com eles próximos demais para arriscar perdê-los agora e achar Lincoln para recrutá-lo seria demorado demais... Pois se fosse fácil a policia já teria achado, além disso não tinha garantia alguma de que ele se juntaria à ela quando o encontrasse... Lincoln que se dane então... Talvez fosse precisar de ajuda, mas de nada ia adiantar sua ajuda se não tivesse mais uma banda pra pegar.

Já tendo lido a noticia a vampira punha o jornal de volta e com a garrafa do suco, ela dizia com sua encantadora voz em tom aveludado.

- Amoooooorr... Lembra do suquinho de ontem...?

Então ela lambe os beiços como se estivesse doida para provar algo.

- Você precisa se hidratar... Porque hoje de madrugada nós vamos soar muito... Beba tudo...

E entregava a garrafa ao futuro lacaio bezerro...

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Re: Sangue Ruim - Vampiros Caçados

Mensagem por Rian em Sex Nov 18, 2016 4:14 pm

Henry Crow; PS: 14/15; Força de Vontade: 09/10; Vitalidade: ok



O fato de Hendric se esquivar da formalidade do clã dizia a Crow muito sobre que tipo de homem ele era. No mais, despistava o ancila quanto à sua geração. Em pouco tempo de conversa, o advogado já podia prever a ambição do homem e, talvez, até o motivo daquela conversa. Tudo indicava que Hendric queria estar um passo à frente de todos no caminho do poder e ele de fato trabalhava para que isso acontecesse. O que, por sorte, coincidia com os interesses de Henry e os interesses do clã.
Logo o ancilla externava sua preocupação. A conversa convergia para um ponto de interesses de ambos os vampiros, mas Henry precisava se precaver quanto ao sigilo.
- Quem sabe numa próxima vez nossos destinos se cruzem em NY. Entendo sua preocupação quanto a confidência... e sou obrigado a concordar! Dizia o anfitrião fitando os dois homens no banco da frente enquanto guardava novamente o lenço, devidamente dobrado, no bolso interno do paletó. – Estacionem ali! Ordenava Hendric apontando para a entrada de uma lanchonete, com estacionamento próprio. O Ventrue ordenava que os carniçais aproveitassem para comer alguma coisa e deixassem os vampiros à sós.
De longe era possível ver, através da janela de vidro da lanchonete, os dois carniçais de costas para os vampiros fazendo seus pedidos.
- Muito bem senhor Crow, creio que agora podemos tratar do assunto sem preocupações... Era a deixa que Hendric dava para mergulhar direto ao ponto.

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Re: Sangue Ruim - Vampiros Caçados

Mensagem por Rian em Sex Nov 18, 2016 4:58 pm

Franchesca Sardou; PS: 09/13; FV: 7/7; Vitalidade: ok


A sereia jogava seu charme para cima do pobre pervertido mortal. Ele não conseguia se conter e soltava um riso de alegria no momento em que Franchesca o seduzia e fazia uma promessa enquanto oferecia o suco. Ele tinha gostado daquele suco, já havia provado uma vez do vício fatal. Seu desejo, somado à voz sedutora da vampira e os sentimentos humanos do pobre Jessy em querer agradar a vampira formavam uma combinação irrecusável.
Ele pegava a garrafa de suco com a mão direita, enquanto a esquerda guiava o volante, e virava todo o líquido rapidamente como se estivesse com a garganta seca de sede. Na verdade ele nem percebia o que bebia. Era nítido que seu pensamento estava distante...

Alguns minutos depois eles chegavam ao destino. Jessy morava em um condomínio de prédios de classe média-baixa. Não havia ninguém na portaria. Jessy e Franchesca passavam em direção às escadas e subiam ao terceiro andar. O mortal destrancava a porta e abria passagem para a vampira. Era um apartamento simples, pequeno mas certamente serviria muito bem aos desígnios da cainita. Assim que entra, Jessy liga a TV, esparramando-se no sofá.
- Fique a vontade, meu bem! A casa é sua!
Enquanto Franchesca se ajustava no apartamento, ela podia escutar, mesmo em outro ambiente, o que era falado no jornal que estava sendo transmitido naquele exato instante:

TV: ...Estamos aqui ao vivo, onde uma mulher foi assassinada no início da noite de hoje. Ela era a proprietária do Sweet Dreams Hotel. Segundo informações, ela foi atacada na recepção por alguém que estava contaminado pela raiva. De acordo com a perita Lucy Banderas, a morte foi causada por mordidas no pescoço que rompeu uma artérea. A polícia isolou a área, colheu depoimento de testemunhas, mas não encontrou o raivoso. No entanto, a polícia garantiu que a população não precisa temer, pois os policiais estão efetuando buscas para encontrar o suspeito, inclusive com apoio aéreo.
Lucy Banderas: O CDC já está no caso. É questão de tempo para que nós possamos descobrir como a raiva é transmitida e como ela poderá ser prevenida. Infelizmente ainda não encontramos o hospedeiro, mas a polícia está trabalhando para isso.
John William ao vivo direto para o estúdio. É com você Anna Born!

Anna Born: Obrigada, John! Agora vamos falar de entretenimento. Quem é que nunca ouviu falar da banda Aerofire?! Pois é, o ritmo que conquistou milhões de fãs no mundo todo vai fazer um show amanhã! E hoje, os artistas estão distribuindo autógrafos para os fãs, no Glover Park International Hotel. E para falar desse assunto nós estamos com a Jennifer Seccada ao vivo no local. – Barulho de fãs fazendo algazarra para a câmera –
- Jennifer, conta pra nós como está o clima na porta do hotel!

Jennifer Secada: Anna, olha só a festa que os fãs estão fazendo aqui! Tá todo mundo super empolgado com a expectativa de ver os ídolos de perto e o melhor, ainda poder ganhar um autógra... – fãs “invadem” o microfone e fazem declarações de amor à banda - ... como estava dizendo, a expectativa é que em no máximo 1hora a banda já esteja aqui atendendo aos fãs. Jennifer Secada para Anna Born.

- Que bando de adolescentes idiotas!
Jessy desliga a TV e procura Franchesca tentando beijá-la.

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Re: Sangue Ruim - Vampiros Caçados

Mensagem por Black Thief em Sex Nov 18, 2016 8:32 pm

O maldito bebia o sangue, ele tomava a golada generosa, o sorriso perverso de Franchesca não conseguia descer por vontade da vampira, estava contente que ia ter o seu primeiro lacaio, por mais que fosse um idiota, mas seria seu, uma vida inteirinha para fazer de sua, destruir, construir, moldar como uma argila pecaminosa, uma mente sã para destruir, um servo apaixonado para lhe servir e idolatrar, se humilhar, matar e pecar, tudo por ela... Franchesca poderia gozar de tesão só com a ideia passando-lhe a cabeça se não fosse a sua única luxúria o gosto do Sangue quente e vivo direto da veia de um ser vivo.

Logo eles chegavam, a vampira tinha guardado novamente aquela garrafa, ia precisar dela novamente para amanhã a noite... Ou talvez não... Talvez já pudesse até revelar sua verdadeira natureza ao bezerro, já achava que a essa altura do campeonato ele estava totalmente devoto, não só ao laço de sangue mas à bela figura feminina que era areia demais para seu pequeno carrinho de mão, mas ainda assim deixaria para revelar sua verdadeira natureza na próxima noite, queria garantir que nada saísse errado. Felizmente o apartamento era bom, discreto, ia servir muito bem, tirando a questão dos vizinhos... Eles podem ser um problema, mas o bom é que agora tinha um refúgio seu em Glover, e o melhor... Nem precisou gastar dinheiro com aquela pousada fajuta... Poupou dinheiro com tudo isso.

Assim que chegaram, a vampira pos suas coisas em cima do sofá e respondeu à Jessy:

- É claro que é minha...

Um sorriso perverso se fez no rosto da vampira e logo ela se pôs a sentar ao lado do bezerro encostando-se nele, olhou então para o relógio e quase se assustou com o horário, mas logo a noticia de hoje passou pela audição vindo de outro apartamento, um vizinho talvez, o assassinato de hoje e depois... A vampira quase exibiu suas presas e seus olhos vermelhos demoníacos de raiva, conteve-se por conta do bezerro, mas a vontade era de gritar espalhando ódio através de suas poderosas pregas vocais, mas ela precisava se conter... Precisava mesmo. Como aqueles malditos haviam a esquecido tão rápido? Como toda aquela espécie nojenta e miserável tinham a odiado em tão pouco tempo com uma mentira, uma matéria que nunca foi comprovada por perícia nenhuma??? Como a tinham substituído como se fosse uma simples ferramenta usada que não prestava mais pra nada quando ela quem fazia brilhar tudo o que eles consideravam belo???? COMO??? A vampira olhava o vazio, uma expressão triste, lágrimas de sangue quase caíndo de seu rosto, talvez a única parte humana que tinha lhe sobrado e não conseguia deixar ir, a maior paixão que tivera e que lhe fora arrancada por pessoas que confiava e amava. Fora traída de uma forma tão vil...Tão baixa e suja... E essa tristeza se converteu em um ódio profundo e um desejo poderoso de vingança... Talvez Franchesca fosse mais uma vítima daquele mundo do que de fato um monstro, mas a verdade ainda era uma só... Ela se vingaria, não importava se tivesse que seguir eles até outra cidade, mas se vingaria.

Assim que sua expressão vazia e quase chorosa foi afastada pela voz do bezerro, a vampira se recompôs, beijou o bezerro mordiscando seus lábios, mas logo depois interrompeu e disse:

- São um bando de idiotas e cretinos, e é por isso que vou aprontar com eles hoje, e você vai me ajudar amor!

Assim, a vampira quase que salta para longe de Jessy e diz com sua mala indo para o banheiro.

- Eu vou arrumar um disfarce, vou aprontar com aquele bando de moleques babões, assim que eu terminar você vai me levar até lá, então já se apronte!

E antes que Jessy pudesse contrariá-la ou algo do tipo, o que duvidava que ele fosse fazer na verdade, ela perguntaria onde era o banheiro, se já não tivesse bem visível, entraria e se arrumaria com o disfarce que já tinha planejado noite passada.

OFF::
Se um teste for necessário, considerar o gasto de 1 ponto de FDV pra fazer um disfarce.

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Re: Sangue Ruim - Vampiros Caçados

Mensagem por Rian em Dom Nov 20, 2016 11:07 am

Franchesca Sardou; PS: 09/13; FV: 7/7; Vitalidade: ok


Aquilo já era demais para Franchesca! Ver as fotos dos membros da Aerofire em cartazes dos fãs, vídeos de outros shows que passavam juntamente com a reportagem e os comentários da jornalista não fizeram com que a Toreador quase exibisse suas presas... O ódio mortal subia-lhe à cabeça, seus olhos ficavam vermelhos e suas presas eram agora evidentes. Ela pronunciava palavras em tom gutural. Jessy, ao ver aquilo, se borrava de medo. Ele era um medroso. Ele fazia um sinal da cruz no peito e na boca enquanto rezava. Talvez ele fosse um prostituto, que curtisse o pecado, mas naquele momento de pavor, recorria à religiosidade para “se salvar”. A vampira não conseguia mais se controlar e avançava sobre a TV arremessando-a na parede do outro lado do apartamento, enquanto amaldiçoava aqueles que a mataram por dinheiro. Jessy se escondia embaixo de uma mesa, a vampira o procurava para lhe dilacerar. Contudo, não o encontrando de imediato, ela rasgava as almofadas do sofá como se fosse o rosto de Jessy. Em seguida ela arremessava também o menor, entre os dois sofás, na mesma direção da TV. Logo ela se recompunha. O pior já havia passado. Agora uma expressão vazia e chorosa tomava conta de Franchesca, que caía sentada no piso do canto da sala enquanto uma pequena quantidade de lágrimas de sangue lhe escorriam pelo rosto. Jessy saía debaixo da mesa. Olhava a bagunça que estava sua casa. Cacos de vidros da TV e plumas de almofada por todo o cômodo enquanto sua amada aparentemente chorava em um canto. Ele estava confuso. Tinha medo. Não sabia se sua namorada era mesmo humana ou se era um monstro. Contudo, ele sentia algo por ela que não podia simplesmente ignorar. E mesmo que fosse um monstro, ele sentia compaixão...

(...)

Algum tempo depois, a cainita já tinha se reestabelecido. Era hora de se preparar para o Show. Ela leva sua mala para o banheiro e apronta um disfarce. Do outro lado da porta Jessy recolhia os cacos de vidros no chão e os jogava no lixo, reorganizando o apartamento novamente.
Spoiler:
Franchesca rolou 3 dados de 10 lados com dificuldade 6 para destreza+disfarce que resultou 2, 7, 10 - Total: 2 Sucessos +1 FV = 3 sucessos
Já estava na hora. Franchesca tinha trabalhado com destreza em uma nova aparência. Apesar de não ter perícia em montar um disfarce, ela era habilidosa e conseguia construir uma aparência que enganaria até o pobre Jessy, que ao vê-la saindo do banheiro, dizia espantado:
- Uau! Quem é você?
Spoiler:
Franchesca tinha conseguido um óculos com uma lente “sem grau”, acertou em cheio na quantidade de pó para mudar a cor de sua pele e tinha conseguido ajustar uma peruca colorida que se encaixava perfeitamente nela. Para qualquer um que olhasse, ela era apenas uma adolescente qualquer, fã da Aerofire.

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Re: Sangue Ruim - Vampiros Caçados

Mensagem por Ignus em Dom Nov 20, 2016 3:42 pm

- Quem sabe numa próxima vez nossos destinos se cruzem em NY. Entendo sua preocupação quanto a confidência... e sou obrigado a concordar! Dizia o anfitrião fitando os dois homens no banco da frente enquanto guardava novamente o lenço, devidamente dobrado, no bolso interno do paletó. – Estacionem ali! Ordenava Hendric apontando para a entrada de uma lanchonete, com estacionamento próprio. O Ventrue ordenava que os carniçais aproveitassem para comer alguma coisa e deixassem os vampiros à sós.


"Muito me surpreende que ele tenha sequer cogitado ter uma discussão sobre esse assunto em frente a seus servos. Será que ele não sabe nada sobre compartimentalização de informação? É no melhor dos casos inútil e no pior um erro fatal permitir que quem não precisa tomar conhecimento de uma informação vital entre em contato com ela. Bem, ao menos ele teve a decência de acatar minha sugestão quando o bom senso dela lhe foi esfregado no nariz."


De longe era possível ver, através da janela de vidro da lanchonete, os dois carniçais de costas para os vampiros fazendo seus pedidos.
- Muito bem senhor Crow, creio que agora podemos tratar do assunto sem preocupações... Era a deixa que Hendric dava para mergulhar direto ao ponto.


Crow se permite um sorriso genuíno. Tanto por sua profissão como por sua natureza vampírica ele estava acostumado a se servir, no melhor dos casos, de uma teia de meias-verdades para alcançar suas pretensões. Dessa vez, para variar, lhe parecia que a verdade pura não apenas seria suficiente, mas também a mais eficiente forma de lidar com a situação.

-Sim. Tratemos sem rodeios de negócios então. Os dias de Kate no Trono estão contados. Sua incapacidade em preservar a Máscara atraiu a presença do Arconte para cá e a falta de uma solução rápida do problema depois de sua chegada sepultou a derrocada iminente dela. Nesse contexto nosso clã tem diante de si a possibilidade de colocar Glover de volta nos trilhos ao ocupar seu legítimo lugar no trono. E foi por isso que eu vim. E se minha análise for correta é por isso que o Sr. me convidou para conversar.

Pausa

-Eu não perdi tempo desde minha chegada. Em um primeiro momento eu já realizei tratativas com o Arconte. Ele não está feliz em ficar aqui e pretende ir embora assim que estabilizarmos as coisas. Para o Arconte é irrelevante quem será a pessoa que se tornará Príncipe. Desde que quem assumir possa administrar o lugar direito ele não dá a mínima para se teremos um Lunático, um Feiticeiro ou qualquer outro no comando. Para ser bem sincero com o Sr., eu não não me importo com a pessoa (ênfase na palavra) que irá assumir. Eu estou apenas preocupado que seja um Ventrue (Ênfase na palavra) e que ele dispense aos nossos pares locais honras e domínios que Kate indevidamente vem nos negligenciando. Em face disso eu estabeleci um entendimento com o Arconte. Se nosso clã for capaz de neutralizar a ameaça à Máscara podemos contar com seu apoio em nosso pleito pelo Trono.

Henry tenta ler a reação de seu interlocutor. Ele ainda tinha mais a falar para ele. Ainda havia a questão do trabalho em conjunto do clã, mas primeiro ele analisar o que Hendrik estava pensando até aquele ponto.
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Re: Sangue Ruim - Vampiros Caçados

Mensagem por Baruch King, O Anjo Caído em Dom Nov 20, 2016 7:34 pm


Por alguns minutos, Baruch conseguia ouvir os batimentos de seu coração morto. Toda aquela cena passava diante de seus olhos em câmera lenta, enquanto sua consciência ia, aos poucos, separando-se de seu corpo, fazendo com que o Inquisidor caísse no esquecimento da escuridão.

As últimas lembranças do Inquisidor eram se Joan. A Templária que estivera ao seu lado desde seu abraço, a Templária que ensinou o Inquisidor a lutar, a Templária que arriscaria a existência para salvar seu companheiro. Baruch nunca fora tão próximo à Joan, sua devoção havia sido depositada em Anne, e agora - para salvá-la - ele arriscara a não-vida de sua companheira de luta. Quando Joan aceitou entrar para a Inquisição, ela sabia o que poderia acontecer - e nunca importou-se com isso - mas isso não era o suficiente para tirar a visão dos olhos de Baruch. O Guardião via o olhar de Joan, o medo nos olhos felinos da mulher, o sentimento que ela nunca, em mais de 80 anos, havia demonstrado. As lágrimas de sangue de Joan eram o que, na visão do Inquisidor, maculavam o Lasombra com uma marca dolorosa: Falhar com sua missão e com um companheiro.

Quando a mulher cravara seus dentes no pescoço de Joan, os olhos de Baruch enegreciam por completo, e apenas uma coisa passava pela mente do Inquisidor: Vingança. Custe o que custar, Baruch vingaria sua templária, e levaria algo pior que a morte para estes Inquisidores. E mesmo sem poder falar, ele transmitia uma 'mensagem' à Joan. Um pedido de desculpas, à sua maneira, e em seu olhar a sede de vingança estava estampada.

E foi então que, finalmente, Baruch perdia-se na escuridão, no momento em que sua consciência deixava completamente seu corpo. Com o som dos Inquisidores lutando contra os últimos braços do abismo de Baruch, o Guardião caía em sono profundo, tendo apenas uma certeza cravada em sua mente: Ele destruiria qualquer indício da existência destes profanadores.


_________________
Nós queremos ver você se curvar à escuridão. Você quer nos seguir através da noite? Você nunca morrerá como uma criança da noite
Encare sua morte com orgulho, Ele irá vê-lo sorrir.  Com seus olhos brilhantes como estrelas, ele matará a todos, sem remorso. Fome pela escuridão golpeando seu coração, enegrecido desde o início, seu mal arrasta-se em sua mente. Provocando arrepios na espinha, Ele é a Noite! Alegrai-vos na carnificina, sabem que a merecem.





Spoiler:

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Re: Sangue Ruim - Vampiros Caçados

Mensagem por Winterfell em Dom Nov 20, 2016 10:20 pm

Bom ... é um policial. Ao menos isso. Se bem que puta que pariu. Feio pra caralho. Penso enquanto me observo, "analisando o resultado" e no fundo, meio decepcionado. Inacreditável que tanto esforço tenha resultado nisso. Isso estava anos luz distante de atingir "meus padrões". (Perfeccionista). Estou insatisfeito.

Obviamente terei de "aperfeiçoar" muito minha técnica. Antes que ela se torne um recurso confiável. De qualquer forma, sendo realista é ate esperado ter alguma dificuldade inicial. Afinal essa é uma aptidão relativamente recente. Embora o Bicho (Nosferatu AT) no meu antigo bando, fizesse parecer bem mais simples. Melhor me voltar logo a questão. Ainda recostado a parede escura, volto a observar a freira Johnson.

Ao menos tenho o "distintivo", ou seja o "indispensável" para o plano funcionar mas essa aparência decadente certamente vai deixa-la menos disposta e receptiva. As pessoas são superficiais e a "aparência" importa muito nessas horas. É o caso de abortar? Considero a possibilidade. Não. Mas então desconsidero. O "indispensável" esta aqui e tendo o distintivo posso sustentar minha pretensão no dialogo. Claro que essa aparência não colabora e vai criar uma impressão inicial negativa, mas não creio que seja difícil conduzir a conversa em meu beneficio. Não deve ser tão difícil enganar a mulher. Não seria a primeira vez que engano alguém, nem a ultima.

Marko então se aproxima da mulher. Ela terminava sua prece, abria os olhos e percebia o policial se aproximando. Fazia um “quê” de quem não esperava um policial entrando ali na congregação. Talvez fosse algo incomum. - Você é Katarina Johson? Ela titubeava por um instante e então respondia afirmativamente. – Sim... O policial mostrava o distintivo e dizia que queria fazer algumas perguntas à freira. Ela se mostrava surpresa, olhava para os lados e dizia: - Ok, tudo bem... Não sei no que posso ajudar, mas sim! Eu contribuirei com a polícia! No entanto com a última pergunta do policial a mulher se mostrava mais resistente: - A algum lugar mais privado onde possamos conversar? - Como o senhor pode ver, policial, não há quase ninguém aqui dentro da igreja, não vejo porquê precisamos de um local mais privado. Posso saber do que se trata? De fato havia poucas pessoas dentro da igreja e as poucas que ali estavam, alguns eram os poucos fiéis que estavam concentrados em suas preces, o padre que estava dentro de um confessionário, o zelador que varria o piso imerso em seu próprio mundo e uma irmã que organizava o altar. A freira agora parecia esperar uma resposta do policial.

Como previsto. Suspiro, como quem já esta "acostumado" a esse tipo de reação. E sorrio sutilmente, um sorriso "já conformado" de quem sabe que isso também deve voltar a ocorrer outras vezes. Meu intuito, é começar a criar algum remorso na mulher, por estar me julgando de forma preconceituosa por minha aparência, meio que transformar a "falha" em meu disfarce em um "recurso" a meu favor. Deixo transparecer ter percebido a desconfiança dela, mas continuo sendo gentil. - A senhorita não precisa se sentir pressionada. Digo como que para tranquiliza-la, e no fundo também aumentar um pouco a sementinha do remorso. - Se preferir que continuemos aqui não tem problema. Digo para afastar o medo e precaução da mulher, uma vez que não insisto na necessidade de um local privado. - E essa também é uma conversa informal, olho brevemente para o elogio e então volto a olhar para ela. (Que horas são no jogo)? meu turno começa as 6 da manha, então teoricamente sequer estou de serviço agora. Continuo o discurso para baixar as defesas dela. - Sou só um dos muitos dos meus colegas, fazendo um extra por conta própria e tentando ajudar a cidade a voltar a ser o que era. Digo para salientar o "livro bom, com capa ruim". Deixando transparecer um pouco de amor a profissão e também a cidade. - Eu vou ser bem sincero com você, tenho pesquisado muito esses surtos recentes na cidade e tenho uma "teoria" pro que pode estar acontecendo em Glover. Digo dando uma justificativa mais "nobre" pra minha aparência esgotada e cansada. Isso poderia aguçar a curiosidade dela também, de qualquer forma o importante era manter a mulher interessada e de guarda baixa. - Pra confirmar essa teoria queria uma opinião "religiosa" sobre a questão. Aponto com a cabeça para o confessionário. - Mas um dos fieis que abordei na entrada, avisou que o padre ainda deve demorar e indicou que me dirigisse a você. Digo deixando claro como cheguei a ela e sabia seu nome. Consequentemente diminuindo ainda mais qualquer suspeita que a mulher tenha de mim. - Pensei que você poderia me ajudar, por isto abordei a senhorita. Mas como já mencionei, essa é uma conversa informal e não posso, nem quero te deixar desconfortável. Digo deixando perceptível para ela, que legalmente não posso "obriga-la" a me responder ou falar comigo. - Podemos conversar aqui mesmo se você preferir, ou caso esteja "ocupada" Digo esse "ocupada" como quem sutilmente deixa uma "saída educada" para a mulher, assim se ela não quisesse falar comigo, eu mesmo estava lhe mostrando uma forma de se evadir. Isso devia ser a prova final do meu "bom caráter" por assim dizer. - Posso aguarda o padre terminar. Faço uma pausa maior, pra que ela pense nas coisas que disse e então completo: - Apenas sugeri um lugar mais privado porque esses "surtos" por si. Como direi; são um "tema" que chama a atenção. Digo como quem tem experiência nesse tipo de coisa. Deixando o disfarce de policial ainda mais crível. - Não duvido nada que ao começar a conversar a esse respeito, esse lugar quase vazio vá ficando um pouco "mais cheio". Alem disso, não quero que alguém que escutou uma parte solta ou outra da nossa conversa, saia por ai especulando. Esses "Surtos" já vêm gerando muito pânico e como policial eu tento ser parte da solução do problema, não aumenta-lo. Isso deve convencer a putinha a falar comigo em um lugar mais privado. Ou ao menos era isso que esperava da mulher. (Como ela vem reagindo ao que lhe disse? Se um teste for necessário para ter algumas impressões mais detalhadas da mulher, considere que o estou pedindo).
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Re: Sangue Ruim - Vampiros Caçados

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