A Cidade dos Sonhos: Prólogo - Afterwar

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Re: A Cidade dos Sonhos: Prólogo - Afterwar

Mensagem por Outis em Qui Out 20, 2016 10:03 am

† Rezek †

A Adivinhação revelou muitos segredos para o especialista em maços de cigarro barato. Rezek sabe da existência dos dois caminhos, mesmo sabendo dos riscos, escolheu o mais infame porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição. E certamente se existe um lugar em que possui segredos em abundancia, é em meio a perdição. E o Feiticeiro já é um veterano nesse mundo.

Rezek observa o Ritual tentando reconhecer os símbolos e tem uma vaga lembrança sobre um poderoso ritual que permitia ser teletransportado misticamente para um amigo de confiança. Ele não lembra exatamente o processo ou os ingredientes, mas certamente já lhe falaram sobre esse conveniente Ritual. Se a Regente tivesse chego no quarto, talvez ainda estivesse viva e Rezek estaria bem longe de todo o luxo que o lugar possui.


Rezek aperta o botão power do laptop e parece que está tudo funcionando. Logo o sistema aparece na tela e em seguida é requisitado uma senha para prosseguir. E agora? Provavelmente apenas mais um pequeno obstáculo para o artista.

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Re: A Cidade dos Sonhos: Prólogo - Afterwar

Mensagem por HaSSaM em Sex Out 21, 2016 4:55 am

Jack olhava todo o local, avaliava um a um, procurando quem poderia ser útil em suas jogadas, quem ali poderia lhe proporcionar algum tipo de vantagem. Poucos ali podia se dar ao luxo de confiar, ou melhor, poucos ali poderiam ser tomados como aliados, e no momento, Jack tinha muito pouco a oferecer. O império de areia finalmente foi derrubado. E pelo que parecia, levaria tempo até se erguer novamente. "Talvez eu devesse começar a bolar outros planos, talvez..."

- Você disse avião?- Jack volta sua atenção ao rapaz, perdendo sua linha de raciocínio.

"Um avião significa um investimento muito grande, membros poderosos, não apenas um cerco qualquer" Jack pensa no assunto. Avaliando o nível de investimento do sabá, uma retomada a essa altura era impensável, não sem aliados e estrutura e o príncipe não encontraria isso em New Haven. O que essa cidade poderia proporcionar ao príncipe além de uma segurança temporária?   "Talvez ele seja apenas um inútil com medo" Pensa Jack com desprezo. "Ou talvez algo obscuro tenha acontecido naquela cidade..." Algumas teorias de conspiração passam por sua mente, mas as informações eram muito superficiais para ele imaginar algo de concreto, muito escassas para se forma uma linha de raciocínio, mas a suspeita não seria descartada por mais pequena e tola que ela fosse. 

Até ali o jovem toreador lhe fora útil. Des do inicio Jack nunca esperou muito dele e mesmo que ele soubesse mais coisas, não as compartilharia assim tão facilmente com o nosferatu, e Jack não estava afim de investir numa amizade com ele supondo que saberia algo a mais, as porcentagens de ser uma total perda de tempo era muito grande, e preferia ir em Nova Iorque perguntar ao próprio Arcebispo o que estava havendo do que perder mais tempo com ele. Por hora, ele havia cumprido seu papel. Jack Sorri ao ver Straus, finalmente havia encontrado alguém que iria lhe clarear as ideias. Com as jogadas certas e Jack teria todas suas respostas respondidas. "Quem é o outro?" Se pergunta Jack não reconhecendo-o, mas pelo porte parecia ser alguém interessante.  O imortal se surpreende que Straus tenha voltado apenas para cumprimenta-lo. Seu sumiço causou tanta curiosidade assim? Pelo menos isso poupou o trabalho de correr atrás dele. 

- Seria um prazer acompanha-lo. - Diz Jack seguindo ele. - Quem era seu amigo? - Pergunta Jack casualmente - Bem... Meu desaparecimento repentino se deve por situações adversas na qual eu poderia lhe explicar em um lugar mais adequado. - Jack o acompanha ao lado de fora e então pergunta - Você esta a par de Nova Iorque? - Um sorriso se esboçava em seu rosto. Ali estava a pergunta que determinaria a estimativa que Jack teria por ele. 

De todas as pessoas ali, talvez Straus fosse a mais indicada a lhe contar sobre tudo o que houve em Nova Iorque e o que estava acontecendo lá nesse exato momento. Talvez fosse perda de tempo insistir nessa historia de retomada, mas precisava de todas as informações para poder avaliar as opções que restavam. A noite finalmente tomava um outro rumo. E o destino estava entrelaçada nas respostas que receberia naquele momento.
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Re: A Cidade dos Sonhos: Prólogo - Afterwar

Mensagem por R.Gato em Seg Out 24, 2016 12:44 am

Prince observava calado as duas conversarem, ele tentava buscar entender a relação das duas que parecia ser bem mais tranquila e fraternal que imaginava antes de chegar ao apartamento. De certa forma isso o fazia lembrar-se de seus antigos mentores, Strauss e Lin. A sensação de vazio que a perda de Lin o causou volta a tona e agora o ladrão estava escondido por uma fina e frágil "camada de Prince".

Ele sentia falta da sensação de ter um grupo com quem contar, um professor a ensina-lo e conforta-lo mas agora já era tarde, entre os amaldiçoados ele era o mais maldito, casca sem alma, Crow reforça mentalmente a importância de ficar sozinho e não se enforcar com novos laços de relacionamento.

Era perceptível a mudança repentina do vampiro, ele tornava-se mais fechado e sua natureza demoníaca fluía pelo seu olhar vazio e frio que representava seu verdadeiro eu...um recipiente vazio. Caminhando até a janela mais próxima ele fica de costas para as duas observando a vista.

Quando indagado pela anfitriã ele se vira e evitando manter contato visual responde abertamente, sem nenhum temor ou preocupação, quase como se não tivesse instinto de preservação, algo muito raro entre a comunidade cainita que é sempre cheia de manobras sociais e mentiras.

_Por mim que as duas seitas se explodam, bando de hipócritas que se importam apenas com seus próprios umbigos, no final estão todos sozinhos, assim como eu. Meus mentores já não me orientam e meu único objetivo é ver os grandes tubarões se matando enquanto eu presencio confortavelmente do meu lugar especial no inferno.  

Ao final do breve discurso Prince olha diretamente nos olhos de Shock revelando o olhar de uma criatura completamente sem esperança e desumano, muito diferente do galante e simpático convidado que havia entrados a poucos minutos.

_ Mais alguma pergunta?
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Re: A Cidade dos Sonhos: Prólogo - Afterwar

Mensagem por Outis em Ter Out 25, 2016 11:13 am

† Jorge Altobello †

O poder e o nome do Bispo certamente estão consolidados no Sabá. Não há dúvidas sobre a capacidade e o merecimento da posição de Jorge. Mas ele sabe que com o passar dos anos, manter a posição será outra grande batalha. Ter a presença de um Cardeal em seus domínios, certamente chamará a atenção e, caso consigam concluir algum objetivo, Jorge certamente colherá alguns frutos que ajudarão e muito no caminho.

Dentre todos os súbditos e aliados que a posição de Bispo lhe rendeu, Víbora certamente é uma das mais interessantes. Sua beleza exótica é apenas um dos muitos pontos que chamam a atenção de Jorge. Seu conhecimento da magia do sangue é no mínimo uma ferramenta excepcional nas mãos de um estrategista como Altobello.

Chegando na sala de reuniões, Jorge nota um cheiro que nunca havia sentido antes, seus sentidos aguçados são ativados automaticamente, fazendo com que o Bispo percebesse que na verdade o cheiro era uma mistura de muitos outros cheiros, alguns conhecidos e outros não. O mais interessante, é que pareciam ter uma liga perfeita ao se misturarem na combustão, formando de fato uma nova fragrância. Ao abrir a porta da sala, Jorge vê Vibora deitada em cima da mesa fumando uma espécie de charuto bem artesanal. Após a saudação do Bispo, ela calmamente se levanta e desce da mesa, puxa uma cadeira e então da continuidade.

— Boa noite, Bispo Altobello. Desculpe pela cena, acabei me perdendo nos pensamentos. - Ela diz em tom seco, como se estivesse com a cabeça em outro lugar. — Os negócios vão bem, não é como se alguém fosse louco o suficiente para contestar nossa autoridade. - Ela diz com firmeza. — Um necromante, huh? Posso afirmar que contra esse tipo de problema, a única solução é atacar com a mesma arma, ou ao menos com a mesma munição. Proteger-se contra espíritos solitários é de certa forma muito fácil, até mesmo os humanos conseguem, mas quando estes estão ligados a um mestre a história é outra. Sinto lhe dizer que só há dois meios eficazes de lidar contra esses espíritos, a própria Necromancia, que é o meio mais eficaz e abrangente para nós vampiros se tratando de Espíritos, ou uma linha da magia do sangue chamada Manipulação Espiritual, que embora não seja tão ampla, proporciona algumas opções interessantes. - Ela faz uma pequena pausa. — Na verdade, o meio mais eficaz seria destruir esse tal Necromante.

Após o último pedido do Bispo, Víbora parece um pouco surpresa com a futura visita.

— Será uma honra, Sua Excelência, não o decepcionarei! - Após o término da conversa, Víbora fica com uma expressão séria com um leve toque de medo. — Senhor, se não houver mais nada que precise me comunicar, se importaria se eu compartilhasse um problema pessoal?

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Re: A Cidade dos Sonhos: Prólogo - Afterwar

Mensagem por Outis em Qui Nov 10, 2016 8:08 am

† Jack Hunter †

O lugar estava recheado de membros, mas Jack sabe que poucos são podem ser confiáveis, mas o que um Nosferatu de mãos vazias tem a oferecer em troca de tal confiança? Pois é... Assim como a Torre de Marfim, Jack Hunter tem que começar do zero novamente.

— Isso mesmo, um avião. Se me da licença, tenho assuntos mais importantes a tratar. Boa sorte.

Como o Sabá após tantos anos tentando, finalmente conseguiu tomar a Big Apple? As possibilidades são muitas e inundam os pensamentos de Jack, que navega em águas desconhecidas. Precisava de mais informações, e o acaso parece dar a Jack uma oportunidade de saber exatamente que porra está acontecendo. Se tem alguém capaz de dar a Jack as respostas que precisa, esse alguém é Straus.

— Vamos, estou atrasado. - Ele diz com um bizarro sorriso no rosto deformado. — Não se preocupe com ele. Vamos até o carro, lá poderemos conversar, porém, temo que terá cerca de 10 minutos para me contar o que houve e me convencer a te levar para onde estou indo. Preciso ter certeza de que está do nosso lado.

O tom da conversa muda e Straus não diz mais nada até chegarem no carro. Ao chegar, Jack nota que o desconhecido está no piloto. Assim que Straus e Jack entram na parte de trás do carro, o desconhecido utiliza a Ofuscação para mudar sua aparência. Assim que o carro começa a se movimentar, Straus continua.

— A par de Nova Iorque? Por onde você andou, cara? Vamos lá, conte-me.

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Re: A Cidade dos Sonhos: Prólogo - Afterwar

Mensagem por Outis em Qui Nov 10, 2016 8:50 am

† Prince †

Prince estranha o laço de afeto que Shock e Clárice parecem possuir. De certa forma, o faz lembrar dos poucos momentos em que teve algo perto desse sentimento. Por mais estranho que possa ser, os poucos momentos em que se sentiu amado foram após seu abraço. Por duas vezes pensou fazer parte de um grupo, uma família, e foi desviado delas pelos acasos do destino.

Se no mundo humano já é quase impossível viver sozinho, no Mundo das Trevas as coisas são ainda mais difíceis. Porém, as opções que foram apresentadas a Prince em nada lhe agradam. Os dois lados parecem mais um bando de torcedores fanáticos que se matam por motivos fúteis. Ao ser indagado por Shock, não resiste em botar tudo pra fora, toda sua revolta com as seitas e com sua solidão. Ainda assim, Crow sabe que é só a ponta do iceberg, sua cadeira no inferno já está reservada após uma vida de delitos e uma não-vida contaminada por demônios.

— O que diabos fizeram com você? Nunca vi um olhar tão sem vida em minha vida. - Shock parece impressionada com a frieza do olhar de Crow. — De qualquer maneira, compartilho algumas visões com você, Prince. Embora miserável, a vida era bem mais simples antes de nos tornamos o que somos, não é mesmo? - O jeito com que ela fala, chama a atenção de Crow, como se talvez ela tivesse passado por situações semelhantes. Será mesmo que existe alguém tão maldito quanto Crow? — De qualquer forma, temos trabalho a fazer, precisamos encontrar aquele merdinha. Você está disposto a nos ajudar a encontrar esse infeliz? Em troca te ajudo a conseguir as informações que deseja, que tal?

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Re: A Cidade dos Sonhos: Prólogo - Afterwar

Mensagem por Detective Comics em Qui Nov 10, 2016 7:02 pm

A Regente levou anos aprendendo como se proteger presa a própria fortaleza, não serviu de nada ou então já não tinha mais amigos. Um ritual que depende da boa vontade de outro, para manter o mesmo circulo intacto afim de garantir seu traslado ao outro lado, não deve ser levado em conta. Ainda que chegasse aqui, quem confirmaria que o "amigo verdadeiro" nao tivesse 'sem querer' apagado um dos símbolos do círculo em seu quarto afim de não ter problemas por ela? Pobre vadia, eu teria feito o mesmo.

Aperto botão, a luz ilumina a minha cara e penso: quantas chances ao erro tenho? símbolos são interpretações e posso interpretar códigos tão diferentes que bloequeará essa droga de computador...

Na filosofia dos magus enveredei com aqueles que consideram que a magia deva ser discreta, como um detalhe e em momentos que não ajam outra saída. Hoje em dia imagino se toda a droga de vida destinada a um clan possessivo não valha momentos de jogo sujo, fraude técnica e trambique: Uso Lingua Elemental e pergunto: Quais as primeiras teclas costumam digitar logo após liga-lo?
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Re: A Cidade dos Sonhos: Prólogo - Afterwar

Mensagem por Bispo Altobello em Qui Nov 10, 2016 11:05 pm

Ao abrir a porta da sala de reuniões, uma miríade de odores faz com que o olfato aguçado de Jorge dispare. Em uma ação reflexo, o Lasombra tosse e coça o nariz. Se necessário, joga uma desculpa esfarrapada do tipo "Não é nada, apenas me engasguei com essa Vitae açucarada dessas meninas do clube.". Entorpeceu novamente seus sentidos rapidamente, no entanto, aquele cheiro de plantas exóticas queimadas até que caía bem no ambiente. Talvez, se ainda fosse vivo e capaz de experimentar alguma forma de romance, se permitiria entregar aos encantos da Víbora. Não era o caso.

O diagnóstico da Serpente era o mesmo que o de Irina. Combater fogo com fogo. - Bom, creio que não conheça nenhum especialista nessa Manipulação Espiritual, certo? - Altobello sabe que não. Esse conhecimento muito provavelmente faz parte daquele conjunto de segredos trancado a sete chaves pelos Feiticeiros em suas capelas, mas ele pergunta mesmo assim por desencargo de consciência. - Destruir um Necromante pode se tornar uma tarefa complicada quando ele comandar seus escravos intangíveis a nos atacar. - Responde seco. - E quanto a feitiçaria comum? Espiritismo, religiões afro e etc? Alguma dessas coisas pode ajudar?

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Re: A Cidade dos Sonhos: Prólogo - Afterwar

Mensagem por R.Gato em Seg Nov 14, 2016 10:55 am

Diante da proposta de Shock, vendo que havia perdido o controle, Crow se cobre rapidamente mais uma vez com os mantos de Prince e sorri com simpatia mas exalando um mau quase palpável (marca do amaldiçoado) - Se posso causar a destruição das seitas dessa cidade pode contar comigo - estende a mão como firmasse um pacto.

A mente de Crow estava tornando-se perturbada e com o passar de cada noite era possível perceber por que as criaturas da noite se denominavam amaldiçoados. ROSA, Crow, Prince, todos esses agentes lutavam pelo domínio daquele corpo vazio.
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Re: A Cidade dos Sonhos: Prólogo - Afterwar

Mensagem por HaSSaM em Seg Nov 14, 2016 1:43 pm

Straus parecia bem entusiasmado com a esperança de que lhe contasse tudo. Jack imaginou como aqueles gosmentos ficaram se roendo na época de seu sumiço a procura de qualquer migalha de informação que pudesse desvendar o que levou Jack Hunter a abandonar seus negócios e desaparecer por 2 anos sem deixar vestígios. Mas para o desagrado de todos, não seria uma historia muito interessante, e Jack não estava afim de decepciona-los. Uma boa mentira é sempre uma verdade escrupulosa. “Eu não preciso mentir, só tenho que fazer a verdade ficar mais interessante” Pensa Jack entrando no carro.

O estranho logo toma seu lugar em frente do volante. Apenas mais um capacho de seu mestre. Ninguém de interessante no final das contas. (Off: Que aparência ele tomou?).

- O que quer dizer com “O nosso lado? – Pergunta Jack casualmente

Devido as circunstancias Jack não levou para o lado pessoal a desconfiança, ele mesmo não teria agido diferente, mas o mais importante era saber qual “lado” ele estava se referindo. Afinal Jack não estava a par das políticas recentes e se envolver em qualquer coisa no escuro seria inapropriado. E minutos atrás foi o próprio membro que o convidou a segui-lo.

- Eu deixei Nova Iorque a dois anos atrás. Estive aqui des de então. – Jack se acomoda melhor no carro. Preferiria ter sido levado a algum lugar descente para que pudesse conversar e beber algo. Mas o membro ali queria sugar tudo que pudesse antes de dar a Jack alguma vantagem real. – Logo que cheguei meus negócios prosperara, mas algo aconteceu... – Jack olha para baixo parecendo um pouco mais assustado. – Eu estava nos esgotos, vi um de nossos irmãos correndo, o eu nunca o tinha visto antes, mas pela sua aparência sabia que era um dos nossos. Ele estava aterrorizado, gritava e gemia em agonia, algo queimava sua face desconfigurando-a ainda mais. Foi quando dois invasores apareceram, portavam armas pesadas, e começaram a caçar o infeliz. – Jack pausou a narrativa olhando para os olhos de seu ouvinte. – Eu não sei quem eram, não sei o que pretendia, mas eu sabia que não podia deixar assim. Foi quando eu entrei em cena. Subjuguei ambos naquela lama suja. Eles estavam a ponto de me contar tudo que eu queria quando fui pego distraído pelo homem que tentei ajudar. Ele possuía um estranho Brilho em seu peito, em formato de uma mão pálida, foi a ultima coisa pela qual me lembro.  – Jack faz um sinal negativo com a cabeça na tolice de ter se envolvido numa briga que não era sua. Jack mentiu descaradamente, talvez o próprio Straus poderia lhe ajudar a desvendar o que viu no subsolo aquele simbolo estranho – E então... – Jack Sorri – Eu acordei a algumas horas atrás em um cubículo no meio dos esgotos. Não sem quem me ajudou e porque me pouparam. Essa é a incrível historia pela qual vc aguardou tanto tempo. 

Jack aguarda o membro a sua frente absorver tudo que lhe fora dito. Ficava observando sua reação. Talvez pudesse contar com ele, talvez não. Os proximos minutos decidiriam isso.
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Re: A Cidade dos Sonhos: Prólogo - Afterwar

Mensagem por Outis em Ter Nov 22, 2016 7:43 pm

† Rezek †

O detetive zomba da ingenuidade da Regente. Se ela realmente tinha alguém de confiança para utilizar esse ritual, de nada adiantou, visto que suas cinzas foram encontradas na sala do apartamento, segundo as informações que recebeu. Um pouco mais seguro é o notebook que ousa desafiar o mago com uma senha. Obviamente, é apenas mais um pequeno obstáculo na busca de Rezek.

Rezek rolou 8 dados de 10 lados com dificuldade 5 para Línguas de Madeira que resultou 5, 8, 7, 1, 8, 6, 10, 7 - Total: 6 Sucessos

— M - O - T - H - E - R - ENTER

De alguma maneira Rezek consegue entender a mensagem com a resposta que desejava. Assim que terminou de digitar a suposta senha, a tela do computador desbloqueou, revelando a área de trabalho. Infelizmente, o feiticeiro não possui muito conhecimento se tratando de computadores, o que impede que uma busca mais a fundo seja feita por ele, mas nada o impede de vasculhar o que não está oculto.

Rezek rolou 4 dados de 10 lados com dificuldade 6 para vasculhar computador que resultou 6, 1, 6, 5 - Total: 1 Sucesso

Rezek encontra alguns programas instalados no computador, um deles aparenta ser financeiro, enquanto outro parece ser algum programa de segurança. O histórico da internet está limpo e com exceção dos programas e alguns arquivos, o computador parece não ter nada mais.

Rezek rolou 5 dados de 10 lados com dificuldade 8 para perceber webcam que resultou 1, 8, 9, 2, 3 - Total: 1 Sucesso

Rezek não entende muito de computadores, mas enquanto utilizava o notebook, percebeu que a lente da webcam frontal "piscou". Seria isso algo comum ou alguém está brincando de Big Brother com o Tremere?

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Re: A Cidade dos Sonhos: Prólogo - Afterwar

Mensagem por Outis em Ter Nov 22, 2016 7:47 pm

† Jorge Altobello †

Os odores certamente chamam a atenção do Lasombra, que por poucos instantes se entrega aos pensamentos. Mesmo tendo se tornado uma criatura fria e imortal, em raras ocasiões a quase inexistente fagulha do que um dia fora um humano ganha um pouco de calor, imaginando como seria se entregar para Víbora. Obviamente a fagulha é rapidamente extinguida pelo domínio da besta.

— Meu criador podia controlar os espíritos com maestria. Mesmo com as ferramentas limitadas da linha, nenhum espírito era capaz de subjugar sua vontade. Infelizmente esses assuntos nunca me atraíram tanto, então escolhi aprender outros caminhos primeiro. Como sabe, ele foi removido da existência, e todo seu conhecimento com ele.

Víbora não parece sentir muita falta do antigo mentor e criador, embora sempre fale dele com extremo respeito.

— Certamente ajudariam, caso o senhor fosse humano. Pelo pouco que sei, a feitiçaria comum só funciona com os vivos. Imagina o caos que seria se todos tivessem acesso ao Voodoo e afins? Não posso nem imaginar... Mas não vejo motivos para se preocupar tanto, senhor. Irina certamente pode te auxiliar nesse assunto, apesar que conhecendo o senhor, sei que gosta de fazer tudo com as próprias mãos, nesse caso, só lhe resta encontrar um mestre para lhe ensinar a Taumaturgia ou a Necromância. - Ela faz uma pequena pausa. — Agora entendo o motivo da preocupação.

----------------- Trecho ignorado do último post What a Face ------------------------

Após o término da conversa, Víbora, que até então parecia calma e descontraída com as perguntas do Bispo, fica com uma expressão séria e com um leve toque de medo.

— Senhor, se não houver mais nada que precise me comunicar, se importaria se eu compartilhasse um problema pessoal?

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Re: A Cidade dos Sonhos: Prólogo - Afterwar

Mensagem por Outis em Ter Nov 22, 2016 7:49 pm

† Prince †

Franklin jamais imaginaria que num futuro não tão distante disputaria o controle de si mesmo com mais dois alter egos. De repente Wood Crow já não era mais tão importante assim. Sua vida, assim como a de Franklin, não foi lá grande coisa. Manipulado por mentores fajutos, o até então único tripulante dos pensamentos de Franklin, desenvolveu mais uma personalidade, Prince. E este já fora contaminado com o mal.

O mal que emana de Prince é perceptível. A seriedade e o ódio com que diz as palavras impressiona Shock e espante Clárice, que ainda é de certa forma inocente.

— Então você encontrou a pessoa certa. - Um sorriso malicioso é notável em Shock. — Também estou cansada de ser manipulada por ambos os lados. Ainda tenho muitas perguntas, Prince, preciso saber o que fizeram com você para chegar nesse ponto, mas por hora vamos ao que interessa. - Ela diz em tom sério. — Vocês não tem nenhuma pista sobre onde o merdinha está entocado? Como você descobriu sobre ele, Prince? Talvez isso nos ajude a encontrá-lo.

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Re: A Cidade dos Sonhos: Prólogo - Afterwar

Mensagem por Outis em Ter Nov 22, 2016 7:55 pm

† Jack Hunter †


Straus não consegue conter a risada. Até mesmo o motorista, que havia assumido a aparência de um chofer na casa dos 30 anos, expressou uma leve gargalhada. Se a aparência que ele apresentava no Elísio é a sua real aparência, nem mesmo no mais profundo de sua imaginação Jack consegue imaginar aquela criatura sorrindo. Por sorte, ele estava ofuscado.

— Nos perdoe Jack, mas você tem que concordar conosco que é uma história muito engraçada. Você é um azarado do caralho, não é mesmo? Talvez o Da Silva encontre algo para você fazer. - Ele finalmente para de rir. — Muitas coisas aconteceram Jack, mas dois anos não são suficientes para transformar os lados. Ainda lutamos pela Torre de Marfim, vocês apenas foram chutados de casa. Embora este tenha sido um trabalho difícil. - Ele solta um leve pigarro. — Você viu quantos membros haviam no Elísio, certo? Ainda assim apenas você está indo conosco para a reunião. Sua morte temporária foi boa, não teve como ser corrompido. Nenhum daqueles membros são confiáveis, talvez alguns sejam, mas não temos tempo a perder testando um a um. - Ele finaliza. — Na verdade não estamos indo para uma reunião, e sim um conselho de guerra da Camarilla. A elite da Camarilla local e alguns membros enviados pelo círculo interno estarão lá, caso ache que é muito para você, ainda há tempo de desistir.

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Re: A Cidade dos Sonhos: Prólogo - Afterwar

Mensagem por R.Gato em Qua Nov 23, 2016 10:36 am

Recompondo-se por completo, Prince volta a ser o playboy galanteador de antes e com um sorriso no rosto explica a situação a sua possível aliada - Fiquei sabendo desse cara através de um Nosferatu chamado Strauss, eles querem retomar o poder da Camarilla na cidade e acreditam que esse hacker seja de grande valor já que possui muitas informações e nenhum dos incompetentes de lá conseguiu rastrea-lo até hoje. Devo admitir que também estou tendo dificuldades em encontra-lo e a unica pista que eu tinha era um amontoado de caixas de pizza em uma parede falsa no antigo apartamento dele.

Olha para Clárice ates de continuar a história - a partir daí que conheci essa doçura - fala de uma maneira sínica e suave ao mesmo tempo, algo que lembra a implicância de irmãos - fui a pizzaria para tentar rastrear o novo paradeiro do viciado em pizzas, Clárice matou uns caras e tirou a informação do computador...sobre mim, o que seria importante saber? -força o sotaque inglês ao máximo - Err, fui um famoso ladrão em Manchester e chamei atenção da pessoa errada, acho que isso basta - cruza os braços como se não fosse falar mais nada e espera Shock falar o que sabe.

(off: gostaria de rolar um teste de memória, não sei se estou deixando passar alguma coisa sobre a investigação rs)
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Re: A Cidade dos Sonhos: Prólogo - Afterwar

Mensagem por Bispo Altobello em Qua Nov 30, 2016 10:07 pm

- Entendo. - Altobello dá o assunto como encerrado. Pelo visto, Víbora não poderia ajudá-lo com o assunto mais do que já o ajudou. - Pensarei em uma forma de neutralizar a ameaça mais tarde. - Quando questionado pela Serpente sobre um problema pessoal, o Lasombra torce o nariz. Apenas mentalmente, é claro. Se é que isso é possível. Mas não deixa transparecer. Na superfície, o vampiro continua sereno e com a expressão imutável. - Pode falar. - A verdade é que o Guardião estava curioso pra saber se o pleito da vampira era merecedor de sua atenção e se não o fosse, isso iria pender negativamente o conceito que tinha acerca de Víbora.

Urgh! Odeio esses posts de um parágrafo, mas é o que temos pra hoje. 

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