A Cidade dos Sonhos: Prólogo - Afterwar

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A Cidade dos Sonhos: Prólogo - Afterwar

Mensagem por Outis em Sex Ago 26, 2016 12:50 am

† New York †


Restaram poucas ilusões no Mundo das Trevas. Séculos de ganância e trapaça (tanto por parte dos humanos quanto dos Membros) corroeram a inocência da humanidade. O cinismo e a desesperança estão por toda parte, desde cartazes nas paredes da cidade até filmes e teatros. Ninguém se atreve a acreditar nas coisas, pois virtudes como a compaixão e a caridade não são nada mais do que convites à zombaria. Uma alma gentil e um coração amoroso são tão raros quanto diamantes, e tão preciosos também.

A vida é barata e pessoas sem esperança recorrem à violência por simples frustração, medo, ódio e ganância. O crime está sempre presente e muitas famílias e vizinhanças adotam uma atitude de "somos nós ou eles" contra o resto do mundo. O mundo perdeu seus heróis. Eles foram pegos em escândalos sexuais, aceitando subornos, ou talvez caíram vitimas da endêmica violência urbana. Não existem lideranças fortes, nenhuma fé em políticos ou crenças em um amanhã melhor. As pessoas sabem das coisas...

A humanidade está apodrecendo de dentro para fora, continuando um declínio triste e lento, simbolizado pelas fachadas desbotadas de grandes igrejas góticas e prédios de escritórios de granito. Em meio a torres sem alma, de aço e vidro, encontra-se uma catedral com vitrais ricos da cor e da beleza de um tempo já esquecido. Tais lugares servem como lembranças assombradas do que já foi, ou pode vir a ser.

Desesperança e resignação os rodeiam; violência e morte são comuns. O que é mais uma morte, mais uma mentira ? Quanta diferença pode fazer, uma pessoa, mesmo um vampiro? Virtudes como coragem e compaixão são difíceis de se encontrar e ainda mais difíceis de se manter.

. . .


O sol está se pondo. O lugar? Cabe a você descobrir. Mas você sabe como é, para bom entendedor, meia palavra basta. Ligando todas vielas da favela, um campo de terra pode ser encontrado. Ao centro, duas crianças dão início ao que será uma disputa colossal.

- Dois ou dez, né?
- Claro, pô. Parece até que nunca jogou, porra.
- Vai se fuder! Par ou ímpar?
- Par!
- Ímpar!

O embate mal tem início e um dos remelentos logo marca um gol. O time que está atrás do placar é reunido pelo suposto capitão do time, que olha no olho de cada companheiro do seu time. Em seguida, o capitão arrisca poucas palavras, ele fala baixo e firme, seu olhar é o mesmo de um gladiador prestes a entrar na arena. Suas palavras parecem ter efeito, eles empatam.

A bola é colocada ao centro e os olhares dos capitães se cruzam, é praticamente possível ver e sentir a aura dos dois, como dois rivais dos filmes que passam na TV. Os demais jogadores renovam os olhares, como se tivessem completamente focados. Esse pequeno instante dura alguns segundos, até que finalmente a bola rola novamente.

Dez minutos, vinte minutos, trinta minutos... Quase uma hora se passa e eles ainda estão jogando. Algo aconteceu. Nenhum time consegue ganhar. Já tentaram pênaltis, jogar mais alguns minutos, nada consegue dar um desfecho na partida.


. . .


O Sol se põe. No centro do campo, a sombra da bola começa a se mexer. Como? Cabe a você descobrir. Mas você sabe como é, para bom entendedor, meia palavra basta. A sombra toma forma e se estica, abrindo uma fenda. Dela, dois seres trajados totalmente de preto saem.

- É por isso que eu vim até aqui. Você consegue sentir?
- Sim, definitivamente existe algo grande aqui.
- Vamos, minhas crianças.

Uma redoma de sombra cobre o local por poucos segundos, e então ela some completamente com todos que estavam dentro. Deixando apenas o campo, novamente vazio...

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Re: A Cidade dos Sonhos: Prólogo - Afterwar

Mensagem por Outis em Ter Ago 30, 2016 2:52 pm

† Jack Hunter †


O ar imundo dos esgotos parece balançar, como se estivesse sendo afetado por alguma energia invisível. Uma aura pútrida, maligna e horrenda está ali. Algo que certamente não foi criado pela natureza, algo antigo, algo que está despertando após um longo período de oblivion. Uma pequena quantidade de sangue foi suficiente para reanimar o que a tempos estava perdido sabe-se lá aonde...

Jack Hunter, o Nosferatu mais fodido da história. Ainda assim, mais uma vez, ele retorna ao Mundo das Trevas. O Destino joga tudo o que tem ao seu dispor para acabar com a existência miserável do Nosferatu, ou quem sabe, fazer ele mesmo desistir dela. Mas apesar de tudo, ele ainda está aqui. Com as energias renovadas, o rato levanta do torpor em que entrou. Ele não se lembra de muito. Tentou ajudar um amigo e, obviamente, se fudeu. Pensou que tivesse sido o fim, mas no meio da terra podre que é regada pelos esgotos, uma espécie de pântano urbano, ele aos poucos retoma a consciência.

Se não fosse um Nosferatu, talvez se assustasse com o ambiente imundo em que estava. Mas a verdade é que Hunter estava no seu habitat natural. A pouca vitae que foi despejada na sua boca parece começar a percorrer cada parte do corpo morto do vampiro. "Não é o suficiente." - Ele pensa. A besta pensa. E logo a fome amplia seus sentidos que já são aguçados. A poucos metros, encostado em uma das paredes, ele avista um humano aparentemente desmaiado. "Ora, que conveniente..." - Sem hesitar, ele suga até a última gota. Jack sabe como as coisas funcionam, aquele corpo não estava ali por acaso, então que se foda.

Quanto tempo passou? Ainda está em New Haven? Quem diabos o "salvou"? A que custo? As típicas perguntas que vem a mente após um despertar como esse consomem o cainita, que se vê rodeando o pequeno lugar enquanto pensa por longos minutos. O bom filho a casa torna. Esse era o desejo de Jack Hunter ao despertar, no pouco tempo que ficou em New Haven quase encontrou a morte final, talvez seja melhor voltar para New York. Quem sabe exista algo além, mas Hunter quer deixar sua marca nesse mundo maldito. Não está pronto para dar o próximo passo. Talvez seja hora de descobrir as coisas do modo tradicional ao invés de ficar se perguntando coisas que não terá a resposta imediatamente.

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Re: A Cidade dos Sonhos: Prólogo - Afterwar

Mensagem por Outis em Ter Ago 30, 2016 2:52 pm

† Jorge Altobello †


Jorge Altobello. Sua história mortal, por si só, pode tornar uma conversa interessante, mas foi quando transformou sua fama de fracassado, ao ponto de se tornar o único Bispo de New York, é que as coisas realmente ficaram interessantes. Com certeza muitos duvidaram das capacidades do Lasombra, chegando a declarar que ele não duraria sequer um ano no cargo. Dois anos se passaram, e é certo que, agora, poucos ousam contestar a soberania de Altobello.

Após a partida de Mama Too Too, as coisas não ficaram mais calmas, mas ao menos ficaram mais normais. A única notícia que se tinha sobre magos é de Darius que, juntamente de alguns soldados da Mão Negra, estavam quase terminando o extermínio dos espectadores que viraram Magos Despertos. O que mais preocupa a mente do Bispo, é a Jyhad. O próprio clima da cidade transmite para os mais perceptivos que algo grande está por vir. É como se desse para ouvir a respiração ofegante da cidade, que transpirava medo.

Os relatórios de Zóio foram apenas a cereja do bolo em meio a tanta desgraça, afinal, o Bispo sabe que não podem se tratar do que realmente está acontecendo. Talvez leve tempo para conseguirem alguma informação útil, as coisas não estão mais fáceis como antes, a Bastarda desceu do salto, e agora, mais do que nunca, luta de igual para igual com a Espada. Estava pronto para ler a carta que recebera ao final da noite anterior. Se não estivesse tão tarde, certamente a teria lido naquele exato momento do dia anterior. Mais uma vez, era interrompido por forças maiores, havia esquecido que teria que receber dois refugiados que haviam chego também no final da noite anterior. As responsabilidades de um Bispo são muitas, e, as vezes, isso tem tanto peso nos afazeres de Altobello, que ele se questiona o que poderia fazer para ter mais tempo para poder seguir seus objetivos pessoais.

A breve conversa com a Precursora do Ódio chamada Irina, já colocou a mente do Lasombra para funcionar. Ele tem planos para alguém como ela, mas sabe que isso levará tempo, então espera resolver rapidamente o assunto com o outro refugiado, para que possa ter o restante da noite livre. Assim que Irina se senta, o Guardião manda que o próximo visitante adentre o escritório.

Spoiler:

— Boa noite, Sua Excelência. Boa noite, senhorita. Me chamo Donovan, não quero tomar seu tempo, então se me permitir, contarei rapidamente o porque de minha vinda até a sua Diocese. - Assim que o Bispo dá permissão, ele prossegue. — A mando de meu senhor, eu fazia parte de um bando que, apesar de bem peculiar, cumpria bem o seu papel: incitar o caos em determinada cidade, balançando as estruturas da Camarilla, aproveitando da situação para coletar informações sobre a cidade e seus membros. Pois bem. - Ele fazia uma pequena pausa, seguida de um pigarro. — Nós estávamos voltando de Boston, quando a líder do bando, uma Pander chamada Shock, nos fez parar em Newport, alegando que tínhamos recebido uma pequena missão nessa cidade. Bom, de alguma maneira as coisas escalaram muito rapidamente, e com muita perseverança consegui sair da situação com vida. Eu não sei o paradeiro dela, os outros três irmãos do bando com toda certeza foram mortos. Obviamente, a medida mais cabível a se tomar, seria contactar meu Senhor, porém não consigo de maneira alguma. - Ele ajeita o cachecol. — Estranhamente, ele me instruiu que se por acaso isso acontecesse um dia, deveria vir até o senhor, explicar o ocorrido, e após isso, caso tenha sua aprovação, permanecer na cidade, ajudando da maneira que o senhor achar melhor. Cá estou.

Altobello sabe que com certeza existe muito mais por trás da história, mas tudo que o suposto irmão de clã disse, aparenta ser verdade. Donovan tem a fala tranquila, ao ponto de quase não demonstrar emoção. Irina apenas observa, intrigada com a história do, aparentemente, jovem Guardião.

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Re: A Cidade dos Sonhos: Prólogo - Afterwar

Mensagem por Outis em Ter Ago 30, 2016 2:53 pm

† Prince †


Wood Crow, ou melhor... Prince, o Nosferatu mais belo de toda a história, apesar de não possuir mais laços com seu Straus, segue a missão que lhe foi incumbida, localizar o tal Paranoia Agent. Juntamente de sua nova aliada(?) Clarice, uma cainita que aparentemente estava grávida na hora do abraço, eles rodam as ruas de New York em busca de alguma pista. Uma semana se passou desde que começaram a jornada em busca do hacker sabichão e, até o momento, tudo que conseguiram foi um nome, Flávia Gonzales.

— A gente precisa de um expert no assunto, já parou para pensar em quantas Flávias Gonzales devem existir no mundo? Além do mais, esse maldito parece ser muito bom em cobrir seus rastros. - Ela pensa um pouco enquanto coça a barriga. — Não queria pedir ajuda dela, mas parece que estamos sem muitas escolhas. - Ela faz uma pequena pausa. — Você parece ser bom em furtar coisas, se iremos pedir ajuda para a essa pessoa, preciso que roube algo para mim, ou melhor, para ela. Será nosso pagamento pelos serviços dela. Vamos, irei te mostrar!

A dupla nada comum segue no carro rumo a Manhattan, a parte mais comercial da cidade. Após alguns minutos, Clarice, que não havia dado sequer um pio durando o trajeto, encosta o carro. Do outro lado da rua, é possível ver algumas lojas de alto padrão, mas a que mais chama a atenção é uma loja de perucas.

— Não tenho tempo para explicar, mas uma das perucas dessa loja possui um valor elevado para ela. Não foi nada fácil descobrir um local onde pudéssemos encontrar esse item, então peço que não estrague essa chance.

Ela entrega uma foto da peruca para Crow.

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Re: A Cidade dos Sonhos: Prólogo - Afterwar

Mensagem por Outis em Ter Ago 30, 2016 2:53 pm

† Rezek †


De alguma maneira o Tremere entrou no radar da Wyrm. Talvez ele tenha ido no lugar errado na hora errada, ou talvez ele não tivesse escolha perante esse assunto. O fato é que, após se meter no meio de tanta corrupção, foi corrompido. Mas isso não o impede de prosseguir com suas metas no Mundo das Trevas, afinal, uma força tão poderosa e antiga como a Wyrm, pode trabalhar de diversas maneiras...

Com a inesperada morte do refém Brujah que havia capturado, o Feiticeiro perdeu uma preciosa chance de conseguir alguma vantagem sobre Vitel. Ainda assim, parece que Lucinde continua movendo seus pauzinhos para acabar de vez com o Matusalém. Em colaboração com o Justicar Tremere Ian Carfax, Rezek tem uma nova missão. Visitar o refúgio da antiga Regente Aisling Sturbridge, em New York.

Logo New York... quem diria que, após tantas encruzilhadas, seria aqui que o detetive mais vulgar de todos os tempos iria chegar. O ambiente não é nada receptivo visto que a cidade é controlada pelo Sabá, então o detetive precisa estar mais alerta do que nunca. Já fazem dois anos que a Regente foi morta durante a tomada da cidade, mas pelo visto poucas pessoas sabiam a localização do seu refúgio. Carfax fez questão de preservar o local para uma futura investigação. Os Justicares de alguma maneira descobriram que em determinado momento, Vitel entrou em contato com a Regente para negociar alguma espécie de acordo.

Foi entregue a Rezek a chave do local, além dos funcionários terem sido avisados que o Detetive iria utilizar o mesmo durante um tempo indeterminado. Simples assim o Tremere ganha um refúgio temporário que não combina nem um pouco com seu estilo de vida. Ele acaba de chegar no endereço e se espanta com o requinte do local. Um dos poucos, se não o único, prédios com a cor preta que viu na vida. Os detalhes em dourado apenas completam com maestria o acabamento de luxo do local.

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Re: A Cidade dos Sonhos: Prólogo - Afterwar

Mensagem por Outis em Ter Ago 30, 2016 2:53 pm

† Tristan Thorn †


As últimas semanas não foram fáceis para o necromante, que foi enviado de um lugar para o outro como um neófito sem rumo. Mas Thorn é ardiloso, bem conectado e, acima de tudo, um jogador exímio da Jyhad. Straus, que aparentemente era o único cainita de New Haven que parecia se importar com a retomada de New York, foi quem orquestrou todos esses joguinhos, com o intuito de comprovar que as intenções do Giovanni eram boas. Thorn de fato recebeu informações confirmando a chegada do Nosferatu em Las Vegas e, pouco tempo depois, informações que sugeriam que ele havia deixado a cidade.

Talvez não seja a melhor tática do mundo, afinal, muito tempo foi perdido nesse processo, mas a Camarilla parece não estar de brincadeira. Um Conselho de Guerra, já havia sido convocado, e isso é tudo que foi dito para Thorn. Ele não sabe quem estará presente além do próprio Straus e o vampiro responsável pelo Conselho, o qual ele também não possui informações até o momento. É óbvio que Thorn não ficou apenas perambulando pela cidade de New Haven em busca de respostas para o desinteresse da Camarilla da cidade, paralelamente, continuou a desenvolver seus próprios planos.

O Ceifador desperta do sono maldito dos imortais. O despertar nunca é algo prazeroso para o Giovanni, não após hospedar os vormes torturadores dentro do seu próprio corpo imortal. Aos poucos o corpo vai ganhando vida, os sentidos vão entrando em sincronia e Thorn já pode sentir a presença dos três. Lizzie continua meio off, como se estivesse perdida em seus pensamentos mais profundos. O RADAR 6 continua a fluir com informações quase que em tempo real dos principais acontecimentos da cidade, com exceção das três aparições que desapareceram recentemente, todas parecem funcionar de acordo. As única informações que chamam um pouco da atenção do Ceifador, é o desaparecimento de duas pessoas próximas a entradas de esgoto, e o relato de uma das aparições.

— Eu estava fazendo o trajeto que sempre faço, por sorte, cheguei no local do desaparecimento poucos minutos após o ocorrido. Ouvi alguns humanos lamentando o sumiço repentino de um amigo. Dei uma vasculhada no local e logo senti uma energia muito incomum, como se algo estivesse acordando, fazendo a atmosfera trepidar sutilmente. Tentei me aproximar, mas alguma barreira me impediu, um clarão me cegou e quando consegui enxergar novamente, eu estava a quilômetros do lugar, quase na divisa com New York. Rapidamente voltei ao local, mas não encontrei absolutamente nada.

Será que os ratos estão se descuidando? Esse relato, juntamente com os desaparecimentos, nublam o pensamento do Giovanni logo no começo do dia. Por sorte, ou não, seu celular apita avisando que uma mensagem chegou. O timing chega a ser assustador.

Sr. Thorn, como vai? Estou enviando essa mensagem para lhe avisar que o Conselho de Guerra terá início em uma hora. Sei que é um tanto quanto inconveniente, eu mesmo tive a mesma reação, o que já confirma que não sou eu quem estou dando as cartas. Até logo. Straus.

Será que finalmente a Camarilla vai tomar alguma ação?

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Re: A Cidade dos Sonhos: Prólogo - Afterwar

Mensagem por Arcebispo Altobello em Ter Ago 30, 2016 11:11 pm



Altobello não se recorda da última vez que teve sossego. Dentre os troféus que levantou e todas as cabeças que pisou para poder conquistá-los, pode-se catalogar, todo tipo de vampiros e outras criaturas das mais variadas. A Camarilla, os Tremere, um círculo específico de Tremeres Infernalistas, parte do próprio Sabá, uma vila inteira de caçadores de vampiros, Lobisomens, Aparições, Magos, a Tecnocracia, Júpiter - o Demônio líder do círculo específico de Tremeres Infernalistas -, Mama Too Too, e ao que parece, os Giovanni. Provavelmente estou esquecendo de alguém, são tantos inimigos. Dentre já abatidos, a serem abatidos e ainda ocultos, o Bispo coleciona uma extensa lista de inimizades. E ainda argumentam que a não-vida tende a se tornar tediosa com o tempo. Levianos.

A verdade é que todos esses inimigos, bem como todo o renome que conquistara e a responsabilidade que chamara para si o fez com apenas um objetivo. Seu plano-mestre. Aprender a tão sonhada Taumaturgia, como os grandes mestres do ocultismo abissal. Estava cada vez mais próximo desse objetivo e a carta que recebera poderia ser um importante passo em sua busca pelo poder em sua forma mais pura. Entretanto, suas responsabilidades para com sua Diocese não permitiram que confirmasse suas expectativas. 

Apesar das boas notícias que recebera, Altobello sentia que as marés da má-sorte estavam para virar sua imponente embarcação como se lixo fosse. Por isso resolveram tomar o dobro de cautela até que essa sensação de vulnerabilidade se dissipasse. Os magos que despertavam aos montes dentro de seu território se tornou uma ameaça contida pela Mão-Negra e a presença não grata da Camarilla nos arredores de Nova Iorque parecia cada vez mais fria. Mesmo assim, o sentimento era o de que alguma coisa muito errada não estava certa.

Dois cainitas se apresentavam ao Bispo essa noite. Irina, Precursora do Ódio, seu poder sobrenatural deveria se comparar ao do próprio Lasombra, mas sua influência no mundo mortal havia sido totalmente dissipada por um caçador experiente e nutrido de muitos recursos, provavelmente com ligação à Igreja. Já o outro vampiro, Donovan, assim como Altobello, se tratava de um Guardião. Seu Bando foi assassinado, sua Ductus desaparecida, provavelmente capturada pela Bastarda e, nesse momento, usada como fonte de extração de informações, e agora estava perdido, procurando seu Senhor. Entretanto, Jorge sabia que o vampiro, apesar de não ter mentido, omitia detalhes importantes. 

Na cabeceira da longa mesa da sala de reuniões, o Bispo encara Donovan tentando decifrar quais são os pontos cruciais da história. Talvez se tivesse pego em uma noite melhor, Altobello teria simplesmente feito perguntas e guardado suas desconfianças para si mesmo, mas levando em consideração a atmosfera pesada de que algo está prestes a dar errado, o Ancião prefere não correr riscos. Tamborilando os dedos sobre a mesa, o vampiro questiona ao mais jovem. - O que está escondendo de mim? - Sem cerimônia, Domina o neófito. A sua posição lhe garante certos privilégios, ainda mais se tratando de um forasteiro. - Como raios a situação "escalou rápido demais"? Devo me preocupar com o silêncio de Shock? E quem diabos é o seu Senhor?

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Re: A Cidade dos Sonhos: Prólogo - Afterwar

Mensagem por R.Gato em Ter Ago 30, 2016 11:58 pm

A cada dia que passava Prince se sentia mais à vontade. Sua aparência já não estranhava e essa rápida adaptação claramente desencadeia mudanças também na personalidade do Nosferatu, tais mudanças mais profundas também ocorrem devido a perda de sua alma em troca do pacto demoníaco.

Prince espreguiçava no banco do carro, está cada vez mais dificil acordar cedo já que diariamente ele se distancia de sua humanidade e com um sorriso de um típico vigarista ele responde sua parceira:

_Já desisti de entender esse mundo, se seu contato quer uma peruca eu a pego, desde que ele nos ajude, não ligo pras esquisitices que ele gosta - ria de modo tênue entre gozação e simpatia - Claramente você não tem muito jeito com roubos né Clarice? Vamos para uns 2 quarteirões daqui, lojas tem sistemas de câmeras, para roubar um estabelecimento assim preciso estudar o local, como já estamos de saco cheio de esperar eu vou só comprar a peruca mesmo - sorria de modo despretensioso.

Descendo do carro a alguns quarteirões de distância, Crow faz um sinal de positivo enquanto olha a foto novamente - Já volto com a peruca - manda um beijo para sua parceira, sua simpatia era estranhamente genuína. Durante o caminho para loja, Prince usa de sua astúcia e dedos leves para bater o máximo de careteiras possíveis fingindo esbarrar nas pessoas enquanto passa pela multidão. Em uma área de vendas, a maioria das pessoas deveria estar carregando uma boa quantia em dinheiro, não tornando muito dificil arrecadar uma boa quantidade de fundos até chegar à loja.

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Re: A Cidade dos Sonhos: Prólogo - Afterwar

Mensagem por Outis em Qua Ago 31, 2016 11:24 am

† Jorge Altobello †

— Sinto lhe dizer, mas nada escondo, senhor.

Donovan expressa um olhar intrigado, que rapidamente volta para o semblante normal. Respeitosamente puxa uma cadeira, e após poucos segundos encarando Altobello, ele prossegue.

— Já que Sua Excelência possui o tempo, vamos aos detalhes. Vou começar com a resposta mais simples. Meu senhor se chama Zoroastro. Um nome um tanto quanto peculiar, tenho certeza que o senhor se lembrará, caso o tenha conhecido. - Ele faz uma pequena pausa. — Shock desapareceu desde a noite em que chegamos em Newport. Como de costume, nós nos separamos quando chegamos na cidade, assim cada um pode agir na sua área de especialidade para conseguir as informações iniciais. Normalmente só nos reunimos no dia seguinte ou no final da noite caso alguém descubra algo muito urgente. Ricky, o Nosferatu Sacerdote do bando, tinha um alto domínio do Animalismo e sempre utilizou os pombos ao seu favor. Aqueles malditos pombos! - Por um breve instante, o olhar do Guardião transborda raiva de um jeito que poucas vezes Altobello presenciou, que, novamente, volta ao normal rapidamente. — Por ser o Sacerdote, tinha mais contato com a Shock, logo notou a ausência dela e enviou os malditos para nos avisarem. Aparentemente, alguém da cidade era melhor ainda do que Ricky, fazendo um dos malditos pombos virar de lado e revelar a posição dele, do Malkavian conhecido por Coveiro e do outro Pander do bando chamado Frank, que por algum motivo estavam todos juntos próximo a algum tipo de acidente. Em seu último ato, Ricky conseguiu enviar um último pombo até mim, relatando o acontecido. Obviamente, acabei com a vida do animal assim que ele terminou o relato. Para mim, o mais é estranho é o fato desse cainita ter assassinado os três a sangue frio, sem nem ao menos perguntar quem eram, o que queriam, ou coisas do tipo. Shock com certeza está envolvida nisso, Sua Excelência sabe mais do que ninguém que nesse mundo não existem coincidências. - Ele finaliza.

— Vejo que a Jyhad continua firme e forte. - Irina comenta, numa mistura de surpresa e decepção.

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Re: A Cidade dos Sonhos: Prólogo - Afterwar

Mensagem por Outis em Qua Ago 31, 2016 2:48 pm

† Prince †

A naturalidade com a qual Prince começava a reagir as situações era assustadora. Não precisando mais se preocupar com a maldição que seu sangue vampírico carrega, Prince demonstrava leveza e tranquilidade, com um leve toque demoníaco que, provavelmente, tem a ver com o fato de ter vendido sua alma para um demônio, e que na verdade é o complemento perfeito para todo o conjunto. Que tipo de criatura ele havia se tornado?

— Você não entende nada mesmo, né? Se fosse simples assim eu mesmo compraria, imbecil. - A cara de decepção de Clarice é assustadora. — Essa maldita peruca, foi feita com os cabelos da Marilyn Monroe, você tem ideia do quanto isso vale? Bom, vamos lá, vou deixar você se virar, afinal, você é o especialista. - Ela para o carro dois quarteirões para frente e destrava o carro para que o bonitão pudesse sair.

Antigamente os batedores de carteira certamente conseguiam levar uma vida confortável com poucos dias de trabalho, ao menos aqueles que nunca eram pegos. Hoje em dia, o ato mal paga o sustendo do dia-a-dia. As pessoas não andam mais com dinheiro na carteira. Com a facilidade e segurança proporcionada pelos cartões, juntamente com o alto índice de roubos e furtos, realmente não tem o porque. Paralelamente, os humanos também estão mais espertos, desconfiados e precavidos. Carteiras não ficam mais dando sopa nos bolsos, e quando estão, são paranoicamente vigiados. É claro que nem todos se adaptaram a realidade, e alguns desatentos ainda existem. Estranhamente, Prince consegue uma quantia considerável de dinheiro se levarmos todo esse aspecto em conta. Cerca de quatrocentos dólares. Seria isso suficiente para adquirir a peruca? Pelo tom de Clarice, certamente não.

Apesar da fachada simples, a loja é um tanto quanto refinada por dentro. É possível notar os mais diversos formatos e cores de perucas possíveis. Porém, após uma breve olhada pelo local, Prince nota que a peruca que deve roubar, aparentemente, não está ali. Duas mulheres comuns perambulam o local observando as perucas. Uma funcionária presta assistência para as duas. Um homem de idade muito bem vestido fica no balcão, até mesmo a mais desatenta das pessoas conseguiriam notar que ele é quem manda por ali.

Spoiler:

— Posso ajudá-lo em alguma coisa, rapaz?

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Re: A Cidade dos Sonhos: Prólogo - Afterwar

Mensagem por R.Gato em Qua Ago 31, 2016 4:05 pm

Alt escreveu: "— Você não entende nada mesmo, né? Se fosse simples assim eu mesmo compraria, imbecil. - A cara de decepção de Clarice é assustadora. — Essa maldita peruca, foi feita com os cabelos da Marilyn Monroe, você tem ideia do quanto isso vale? Bom, vamos lá, vou deixar você se virar, afinal, você é o especialista"


_Humm, não faço a menor ideia de quem seja essa Marilyn hahaha, não se tem muito tempo de observar o mundo quando se é uma aberração - subitamente ele se cala ao lembrar que Clarice não sabe de seu passado e que atualmente ele é Prince, um belo membro de um clã qualquer - Imaginei que você não a compraria porque é mais dura que eu - ri debochando de maneira quase infantil e fecha a porta do carro.


...


Crow, ou melhor, Prince, entra na loja e como de costume sua beleza incomparável chama atenção, com muita educação, extremamente diferente de sua habitual postura de malandro, ele cumprimenta o senhor que demonstrava uma certa liderança e usa seu mais novo dom de Caim (presença 1) focando o atendente - Olá meu caro ... - esperava ele se apresentar - me chamo Prince e creio que o senhor possa me trazer uma imensa alegria - entregava a foto da peruca.

Enquanto o homem olhava a foto, o Nosferatu tentava fazer uma rápida varredura em busca de câmeras em pontos estratégicos da loja, fingindo estar admirando as perucas ali expostas.  

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Re: A Cidade dos Sonhos: Prólogo - Afterwar

Mensagem por HaSSaM em Qua Ago 31, 2016 4:53 pm


Bumbum... Bumbum... Bumbum

O sabor, o liquido rubro escorrega por sua garganta. VIDA. SANGUE! Estava totalmente morto, mas mesmo assim seus olhos se abrem para mais uma noite. Um rugido emana de sua garganta involuntariamente, a fera queria mais e Jack nada podia fazer. Quando seus olhos repousaram no humano jogava no chão para ser abatido, não havia outra coisa a se fazer, negar os poucos prazeres da besta naquele momento seria quase impossível, ele podia ao menos tentar, mas no final das contas valia a pena? Com a velocidade patrocinada pelo demônio interior Jack agarrava o saco de carne e com grandes mordidas arrancava nacos de carne e sugava-lhe o sangue como um selvagem. As vezes se banhar em morte e sangue é o que torna a eternidade menos enfadonha, mais tolerável. Seu elixir da imortalidade descia por sua garganta, a morte de outro significa a ele mais um dia. E esse ciclo nunca alterava.

Aos poucos sua consciência voltava ao normal. Ele fica ali sentado na poça de sangue e pedaços de carne tentando entender o que estava acontecendo. Ele se lembrava da noite anterior, se lembrava do algoz de seu irmão de clã. Um humano caçando um nosferato em seu próprio habitat, ele nunca falaria isso em voz alta. No final algo saiu do controle, e lá estava ele jogado a própria sorte nos esgoto. Ele olhava pros lados procurava uma porta ou algo que pudesse identificar onde estava. Provavelmente estava devendo um favor a alguém, aquilo era ultrajante, entrou naquela empreitada querendo conseguir um favor e saiu devendo. Era humilhante pensar nisso. Jack se levanta do chão.

- E então... A quem devo agradecer? - Pergunta ele para a própria solidão.

Jack espera resposta. Tão poucos dias ali e já estava novamente na sarjeta. Talvez devesse voltar para sua cidade, seus negócios. Talvez não fosse a hora de dar passos mais longos que sua perna podiam alcançar. Seus caninos se amostram em um sorriso cínico. Esta na hora de voltas aos velhos bares, precisava mesmo era beber um trago e pensa em seus próximos passos. Não adiantava ficar divagando sem as informações que precisava para calcular tudo que havia acontecido. Tudo que estava de errado. Precisava mesmo era segurar as pontas por mais dois dias, talvez pudesse fortalecer seus negócios em Nova Iorque com os ganhos naquela cidade, assim não teria sido uma grande perda de tempo tudo o que fez naquela cidade. Caso ninguém respondesse Jack se ofuscaria nas sombras e iria embora dai direto para o apartamento em que alugou na cidade. #ofuscação 2
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Re: A Cidade dos Sonhos: Prólogo - Afterwar

Mensagem por Outis em Qua Ago 31, 2016 7:16 pm

† Prince †

O olhar de Clarice pela primeira demonstra surpresa. Desde o momento em que a conheceu, ela tem demonstrado um ar de superioridade, como se soubesse tudo que o Nosferatu estava pensando, reagindo com deboche das ações de Prince, como se fossem previsíveis. No entanto, ela parece surpresa com a afirmação.

— Aberração? Um engomadinho como você deve ter tido a vida muito fácil. - Ela ri. — Depois quero entender essa história direito.

Se não tivesse tentando esconder sua verdadeira natureza, talvez Prince esboçasse um sorriso ao ouvir as palavras de Clarice. É incrível como a beleza tem tanto impacto no pensamento das pessoas. Por um breve momento, Prince tem lembranças marcantes do tempo em que atendia pelo nome de Wood Crow, um passado não tão distante em que ainda era tratado com uma verdadeira aberração da natureza. Esses pensamentos só intensificam ainda mais o desgosto de Prince com relação ao gado. A cada dia que passa, a não-vida vai congelando mais e mais o coração do imortal.

Tais pensamentos e atitudes, logam ficam para trás quando Prince entra na loja. A beleza e a postura certamente contam na hora de "manusear" o gado, mas é através do dom da Presença que as coisas ficam realmente fáceis. O senhor, que até então não parecia ser muito receptivo, da sua total atenção para Prince.

— Olá senhor, seja bem-vindo a minha loja. Ficarei feliz em ajudá-lo. Me surpreende o senhor saber da existência desse item. Por acaso é um fã de Marilyn? Eu a consegui a pouco tempo, estou planejando um evento para a apresentação. Por enquanto ela está guardada lá dentro.

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Re: A Cidade dos Sonhos: Prólogo - Afterwar

Mensagem por Outis em Qui Set 01, 2016 1:39 am

† Jack Hunter †

Aos poucos, Hunter vai retomando a consciência e os sentidos. Algo o incomoda, normalmente ele acorda mais alerta, é como se estivesse despertando de um longo sono e seu corpo estivesse enferrujado. Memórias ainda dos tempos de mortal passam pela sua mente, além de fragmentos do que parecia ser um mundo semelhante ao mundo em que vive, mas, de alguma forma, morto. Algo com o qual Jack Hunter jamais teve contato, mas que certamente já ouviu uma história ou outra.

O local em que estava era completamente escuro, pouquíssima luz entrava pelo único caminho possível. O Nosferatu, em vão, chama pelo salvador. A única coisa que pode ouvir é o eco de sua voz percorrendo o enorme corredor que dava continuidade ao cômodo em que estava. O estranho é que o lugar parecia abandonado, como se ninguém houvesse entrado ali por muito tempo. Estava numa espécie de fim da linha dos esgotos, uma rua sem saída, bem diferente do lugar onde foi encurralado pelo humano nada comum.

Era hora de partir. Sem respostas e com uma caralhada de perguntas, o maldito percorre os diversos corredores e bifurcações do esgoto, até que finalmente chega ao ar livre. Após sua visão se adaptar, reconhece de longe o porto de New Haven. Ao menos ainda estava na mesma cidade de quando apagou. Algo ainda não está encaixando na mente de Jack. Vampiros são criaturas sensitivas. Estando tão ligados com a magia do mundo, com o passar do tempo começam a captar melhor as energias do ambiente.

Sem muita escolha, ele segue com o plano de voltar até seu apartamento. Enquanto se esgueira pelas ruas de New Haven, Hunter não nota muita diferença no ambiente, exceto pelo fato de não ver tanta baderna como é de costume a noite. Será que os jovens finalmente criaram juízo? Independente de qual seja o motivo, nada disso importa para Jack que rapidamente chega até seu apartamento. Rick, o porteiro de sempre, não está por lá. No lugar dele, um homem que aparenta ter seus 50 e poucos anos. Talvez após se livrar do sangue que cobre seu corpo, ele descubra o que houve com o velho Rick.

O fato de ainda possuir a chave do apartamento é impressionante, mas nada adianta quando a mesma sequer entra na fechadura. Estranho. Instintivamente, o vampiro tenta abrir a porta, na esperança da mesma estar destrancada. Por azar, ela estava. Mas isso não é o pior, de dentro do apartamento, uma voz masculina grita:

— Quem está aí? Porque está tentando entrar na minha casa?

Jack tem certeza de duas coisas: Está no lugar certo e a porta era verde.

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Re: A Cidade dos Sonhos: Prólogo - Afterwar

Mensagem por Arcebispo Altobello em Qui Set 01, 2016 12:32 pm

Os olhos de Altobello revelam sua sede por respostas. Assim que vê o semblante confuso e intrigado no rosto do neófito, percebe que talvez pudesse estar exagerando em sua paranoia. O ímpeto que o comandava aos poucos se esvai, e o Lasombra, mais tranquilo, se acomoda na poltrona recompondo sua postura elegante.

Donovan revela ser cria de Zoroastro, um ocultista do Abismo que há alguns meses atrás o procurou clamando por refúgio em sua Diocese. Com a experiência que tem, o Bispo tem convicção de que aquele vampiro se tratava de um ancião milenar. Jorge se pergunta o que um cainita daquele calibre viu em um garoto como esse para o escolher como seu aprendiz. Donovan parece ser do tipo disciplinado, que vai até o fim para cumprir a missão que lhe foi dada, entretanto, essas não são qualidades suficientes para atrair a curiosidade de um Matusalém. Após ouvir as respostas do homem, Altobello fala. - Pois bem... Zoroastro esteve aqui há aproximadamente seis meses atrás. Como é de praxe, ele deixou um endereço onde poderia ser encontrado e um telefone para contato. Não sei se isso vai ter alguma valia em sua busca, mas seria um ponto de partida. - O Lasombra pega caneta papel e anota um número de celular. - Você pode checar os dados com a Víbora antes de sair. - Estende o papel na direção do neófito. - E tentar rastrear o celular de Zoroastro com esse rapaz. Ele se chama Faker. Diga que eu o enviei. - O Bispo aperta a mão de Donovan, se despedindo. - Mantenha-me informado. - E dispensa o jovem Guardião.

- Você não tem ideia. - Responde à mulher. - E eu preciso dos seus serviços para essa Jyhad. - Fala, enquanto fecha a porta da sala e caminha de volta à sua cadeira. - Recentemente, entrei em contato com um vampiro, até então desconhecido, capaz de resistir à minha Dominação com facilidade. Um feito digno de nota. Apesar de ter tentado me enganar com um nome falso, uma aparição acabou revelando seu verdadeiro nome. Tristan Thorn. - Altobello encara Irina, esperando alguma reação. Sua máscara, no entanto, dificulta sua tarefa. Então prossegue. - A inteligência do Sabá me informou se tratar de um Giovanni com bastante influência e participação na Bastarda. - Jorge dá de ombros. - Eu poderia ter acabado com ele naquele momento, mas estava em um terreno sob influência de uma tal Mama Too Too. Eu não sei ao certo que tipo de criatura ela é, chutaria uma maga, mas como eu disse, não passa de um chute. Não seria inteligente iniciar um combate aberto ali.

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Re: A Cidade dos Sonhos: Prólogo - Afterwar

Mensagem por R.Gato em Qui Set 01, 2016 2:08 pm

Com suas novas armas, novas táticas se tornam possíveis e Crow estava usando-as ao máximo, testando todo seu potencial, assim como os adolescentes fazem. Traçando um caminho totalmente diferente do habitual ele tenta vencer a dificuldade através da lábia e manipulação. Talvez, assim como os adolescentes, ele subestime de mais seus opositores mas o poder de um belo sorriso era fascinante de mais para ser deixado de lado por pura comodidade.

Abrindo um largo sorriso com uma enorme carga de malícia, Prince tenta demonstrar um enorme interesse pela ilustre desconhecida dona dos fios de cabelo - Ó sim, Marilyn era uma pessoa fantástica! Será que o senhor poderia me levar até lá para vê-la? Seria uma alegria sem tamanho ver uma peça original, em minha busca me deparei apenas com falsificações até o momento. - Crow preparava terreno para um possível golpe e continuava a varredura por câmeras e entradas alternativas, como uma entrada dos fundos. O vigarista já traçava dois ou três planos para adquirir a peruca caso ele não a consiga agora.

Caso o senhor o convide para os fundos, o Nosferato aceita prontamente e analisa a possibilidade de arriscar o uso de seu dom de Caim mais forte, o Desaparecimento do Olho da Mente, que se usado com maestria faria com que o atendente esquecesse até mesmo que Prince esteve lá.

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Re: A Cidade dos Sonhos: Prólogo - Afterwar

Mensagem por HaSSaM em Qui Set 01, 2016 4:46 pm

Algo estava diferente. Jack não conseguia identificar o que era, mas algo havia mudado. Ele levanta as mãos próximo ao rosto, as mãos enrugadas e cheia de pus o fazem se lembrar de outra época, de uma outra vida. "Não!" Jack balança a cabeça fechando os olhos. Não podia ficar pensando no passado. "Sim, o sonho". Jack olha fixamente para a parede cinza a sua frente se lembrando do sonho que havia tido, de tempos quando era um mortal, mas ali parecia tudo tão decrepito, sujo... Morto. Como se um brisa de ar frio passasse, ele estremesse por causa dos próprios pensamentos. "Quanto tempo será que fiquei aqui jogado a própria sorte?". Não havia qualquer resposta. E como teria? Ele ainda estava ali naquele sarcófago a sabe-se lá quantos metros de baixo da terra. Estava na hora de procurar respostas, desvendar o que havia acontecido. Afinal, o que era um nosferato sem informações?

Jack largava o corpo em seus pés, e se colocava de pé. Os únicos sons são de pequenos roedores e de sua própria voz. "Estranho". Pensa ele aguardando uma resposta. Ele não conseguia entender porque alguém o ajudaria e se manteria oculto. Se não iria se revelar, então porque se deu ao trabalho de ajudá-lo? Jack deixa que um sorriso cínico aflorasse em seus lábios. "Sim, provavelmente estão com medo da minha recepção não ser  das mais calorosas". Jack solta uma pequena gargalhada antes de se retirar do local.Ele analisava o fato de não haver nenhum sinal de presença ali dentro, quem quer que lhe ajudou provavelmente não deixou nenhuma pista, mas infelizmente sempre existia um fio solto. Jack encosta na parede para sentir suas vibrações, resíduos do passado. auspícios-3

Jack Respirava o ar noturno. Finalmente estava fora dos esgotos. Uma de suas respostas estava ali, ainda se encontrava na cidade, o que era bom por um lado. Afinal aquelas alturas poderia estar em qualquer lugar, até mesmo torrando no sol do telhado de algum depravado. Jack começa a caminhar pelas ruas da antiga cidade. Se sentia mais otimista naquele momento, seguia pelas sombras ofuscado para ninguém perceber sua presença. Estava com roupas rasgadas, sujas e com a aparência um tanto quanto desconfortável, para não dizer, asquerosa. a cidade estava mais calmo do que os últimos dias em que estava na cidade, algo estava acontecendo, talvez isso influenciasse na quantidade de drogas que seriam jogadas nas ruas aquele més. Bem... Ele não queria pensar naquele no momento. Tinha um grande trabalho pela frente.

Jack conseguia passar por seu porteiro tranquilamente. chegava finalmente me sua porta e então não conseguia abri-la. Olhava fixamente para a fechadura tentando buscar uma explicação plausível para aquele fato. Olhava ao redor. "Sim, é aqui mesmo". Pensa meio atordoado. Estava no lugar certo. Ele empurrava a porta. Uma voz lá dentro o deixa irritado, alguém estava em seu domínio. E o pior de tudo é que ele se intitulava dono do lugar. "Maldito". Um sentimento mesquinho e vulgar toma conta dele. Ele só precisava de algumas horas para refletir sobre tudo, mas tempo era uma coisa que ele não tinha no momento.

Jack fazia usa de seus dons da noite, fazia com que sua aparência se tornasse bem vinda como a que tantos mortais tinha conhecimento. A aparência que ele se apresentava como Jack Hunter. Ele empurrava a porta completamente, não havia o porque ser sutil naquele momento, estava na hora de saber de algumas coisa, e a primeira delas era o porque dele estar em seu domínio.

- Olá senhor. - Diz Jack olhando confiante para o homem - Perdoa a intromissão. Me chamo Jack, o dono do lugar. - As ultima palavras dele ele quase que sussurro com um sorriso cínico no rosto.
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Re: A Cidade dos Sonhos: Prólogo - Afterwar

Mensagem por Detective Comics em Qui Set 01, 2016 9:37 pm

O bom filho a casa torna. Na mesma parábola, sou aquele que gastou o crédito que possuía e agora precisa pedir mais pra não ser morto por traficantes. Bom, cada um imagina a parábola com a liberdade poética que lhe apetece. Estou fodido e preciso mostrar serviço por mais um tempo até criar álibi e estragar algum outro plano de anciões ociosos e desmedidamente poderosos. Tomo um taxi até meu novo refúgio, um emprego novo para o que deveria ser somente a cena do crime, na janela posso sentir o cheiro fétido das ruas, significando que o Sabá não afugentou os Ratos... Possuem um Domínio tão fodido que ninguém o reivindica ao calcular o despendio de recursos pra tomá-lo.

Observo a agitação do Rebanho, as ruas cheias de sirenes, neons e putas. Nada mudou. Continua a mesma porcaria, e por um momento me pego pensando em todos que conheci e devem estar mortos. Um sentimento animador, já que não podem voltar e exigir que lhes pague favores prometidos. Salto do taxi, munido de cigarros e nostalgia. A Regente costumava fazer joguetes de sedução comigo, meu pau atrofiado impedia cair feito um pato, mas me divertia fingindo estar aberto para as investidas. Era uma vadia interessante.

Entro, perguntando o que aconteceu com a discrição Tremere pra tanta pompa, talvez aisling quisesse provar algo pros Ventrue. Identifico como agente do FBI, pergunto como chego ao local determinado e acabo com possíveis dúvidas dos funcionários balançando a chave entre os dedos. Sem perder tempo, tiro os maços de cigarro e leio meu azar.

https://palavrasaospixels.files.wordpress.com/2010/10/cigarro.jpg

Deixo os maços em cima da mesa, e inicio os trabalhos. Era irônico empenhar pra trazer justiça ao Clan que me escravizou, se no final descobrir o assassino, talvez aparte a mão dele.


ps.: após seu proximo post interajo com a cena
ps 2.: não tava bebado suficiente.
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Re: A Cidade dos Sonhos: Prólogo - Afterwar

Mensagem por Outis em Ter Set 06, 2016 12:24 pm

† Jorge Altobello †

O Mundo das Trevas é um lugar estranho. Jorge descobriu isso a muito tempo, mas ainda assim se surpreende com novas situações todos os dias. Quais seriam as intenções de Zoroastro - que provavelmente é um ancião - com Donovan, que aparente ser um mero neófito disciplinado? Talvez se o neófito conseguir de fato encontrar Zoroastro, ele possa tirar essa dúvida da mente de Altobello.

— Interessante, os últimos rastros que encontrei dele são de mais de seis meses! - Donovan afirma com um leve olhar de empolgação. — Voltarei aqui assim que descobrir alguma coisa. Até logo Sua Excelência.

Sem delongas, o jovem Lasombra vai embora, deixando o Bispo e a Precursora a sós. Altobello pode finalmente dar início a conversa com Irina, que apenas escuta o que o Bispo tem a dizer. Assim que diz o nome Tristan Thorn, a energia do ambiente muda, como se o véu que separa o mundo real do mundo dos mortos estivesse se distorcendo levemente. — Prossiga. - É a única palavra que Irina diz até que Altobello termina o conto.

— Tristan Thorn é o Giovanni que vem colocando caçadores no meu rastro. Em pensar que ele daria mais trabalho para mim do que o seu próprio criador... chega a ser engraçado, de tão trágico que é. - Ela faz uma pequena pausa. — Não conheço essa Mama Too Too, mas se ele não iniciou o combate, e nem Sua Excelência, acredito que ela deve ser realmente poderosa. De qualquer forma são ótimas notícias, sabemos que o maldito está na região.

Jorge esperava uma reação furiosa de Irina após sentir a energia mudando, mas ela fala com leveza e tranquilidade, o que apesar de ser bom, também é assustador.

— Ele tem história com a Camarilla de New York, talvez esteja ajudando os sobreviventes ou planejando algum ataque a sua cidade. São muitas ligações para ser uma mera coincidência, precisamos tomar cuidado Sua Excelência. Por hora, creio que o maior obstáculo é o caçador, se ele já tiver chego na cidade, teremos problemas num futuro próximo.

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Re: A Cidade dos Sonhos: Prólogo - Afterwar

Mensagem por Outis em Ter Set 06, 2016 1:47 pm

† Prince †

Prince se deleita com seu mais novo dom de Caim. É incrível como um nível tão básico de uma habilidade vampírica pode alterar tão facilmente o andamento de uma situação. Prince continua a conversa com o provável dono do estabelecimento, enquanto sutilmente tenta notar a presença de câmeras e rotas de fuga alternativas.

— Normalmente eu não faria isso, mas o senhor parece ser realmente um fã de Marylin. Vamos, me acompanhe para a parte de dentro da loja. Joana, cuide do caixa por favor. - Ele exclama para uma das funcionárias, enquanto indica o caminho para o cainita.

Na parte principal da loja, Prince só conseguia visualizar a entrada principal, e uma porta que dava acesso a parte de dentro da loja - possível local onde a peruca se encontra - mas nenhuma câmera até então. Ao passar pela porta, chega em um cômodo não muito grande, mas que segue o padrão fino de dentro da loja. Ao centro, Prince finalmente consegue ver a peruca, que está em cima de um pedestal, protegida por uma caixa de vidro, da mesma maneira que obras caras ficam guardadas nos museus.

Spoiler:

Do lado direito, Prince visualiza uma escada, e ao fundo do cômodo, outra porta.

— Aqui está senhor, não é fascinante?

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Re: A Cidade dos Sonhos: Prólogo - Afterwar

Mensagem por Outis em Ter Set 06, 2016 2:26 pm

† Jack Hunter †

Em meio a tantas perguntas e nenhuma resposta, Jack resolve mudar o jogo. Se ele, um Nosferatu, não tinha sequer respostas para explicar sua própria existência, era melhor ficar ali mesmo e dar fim a sua vida miserável. Mas esse não é o caso de Jack, não hoje. Utilizando-se do dom de Auspícios, embora não seja um especialista na disciplina, Jack consegue captar um pequeno vislumbre ao tocar a parede do recinto.

Nele, Hunter consegue visualizar uma figura masculina movendo-se nas sombras do corredor. Não conseguiu visualizar seu rosto, mas pode visualizar parte de sua roupa, que aparentava ser totalmente branca. Dentro do homem, uma espécie de luz emanava, formando um símbolo de energia que pulsava na região do coração.

Spoiler:


. . .


Já no apartamento, Jack reage e, embora sendo o "dono" do lugar, mantém a máscara ao utilizar-se do dom da Ofuscação, transformando-se no Jack Hunter de sempre.


— Dono do lugar? Acho que o senhor está enganado, ou bêbado. - O homem diz com a arma apontada para Jack. — Eu moro nesse chiqueiro a quase dois anos. Dê o fora daqui antes que eu chame a polícia ou exploda suas pernas com essa belezinha aqui.

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Re: A Cidade dos Sonhos: Prólogo - Afterwar

Mensagem por Outis em Ter Set 06, 2016 4:55 pm

† Rezek †

O feiticeiro percorre as ruas da cidade analisando cada detalhe, mesmo sabendo que nada mudou. O gado ainda perde tempo com coisas fúteis, enquanto a Jyhad come solta nos bastidores. A única diferença, é que agora é o Sabá que dá as cartas em New York. Com exceção dos ratos que dificilmente seriam expulsos dos seus domínios subterrâneos.

Não demora muito até que o táxi o desova em frente ao lugar. A pompa espanta Rezek, que assim como muitos do seu clã, preza pela discrição. Talvez seja por isso que a Regente encontrou seu fim nas mãos de sabe-se lá quem.

Utilizando-se das credenciais do FBI, juntamente com as chaves do local, não fica difícil para o detetive finalmente chegar de fato no refúgio. O prédio, que antigamente era um hotel de luxo, havia se tornado um prédio residencial com dois enormes apartamentos por andar. Rezek chega no décimo terceiro andar, que belo número, e ao sair do elevador, pode sentir uma energia estranha, as luzes do corredor falham rapidamente por duas ou três vezes e então voltam ao normal. Seja lá o que for, não está mais lá. Apesar de médium, Rezek se espanta, afinal, jamais tinha sentido tal energia.

Inabalável, o Arconte segue até o apartamento. Assim que encosta na maçaneta, Rezek sente um leve formigamento no dedo, experiente, sabe que sua vitae foi sugada por algum tipo de ritual ou mecanismo, quem sabe até mesmo a combinação dos dois. Provavelmente algum dispositivo de segurança da própria Regente, ele espera. Ao entrar fica espantado com o tamanho do lugar. Enquanto coloca suas coisas em cima da mesa, da uma rápida olhada no local. A princípio, não encontrou nada de diferente, como se apenas uma mera humana morasse no local, e não uma Regente.

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Re: A Cidade dos Sonhos: Prólogo - Afterwar

Mensagem por HaSSaM em Qua Set 07, 2016 10:50 am

Jack passa a mão na parede áspera, as imagens surgem em sua mente como uma cortina de fumaça, as vibrações do local ficam mais claras, ele conseguia enxergar o passado. Não estava mais sozinho no local, nas sombras houve um homem caminhando, o imortal não consegue decifrar seu rosto, ou mesmo sua aparência, mas sabia que era um homem. Fica intrigado em ver sua roupa branca, o que era estranho dado ao local que estava, Jack tenta fica mais atento quando uma luz chama sua atenção, uma energia emanando de dentro dele. Como se fosse a palma de uma mão. "Interessante" pensa Jack quando as vibrações cessam. "Já tenho meu ponto de partida" Reflete saindo do lugar ainda meio perdido em seus pensamentos, na verdade quando tentou buscar resposta daquela forma não contava em criar mais perguntas. Mas ele tinha que se recompor primeiro, depois era só uma questão de tempo até descobrir tudo, talvez seus irmãos tivessem todas as respostas. 

Jack empurra a porta, o homem não parecia ser uma ameaça, beirava na casa dos 60, Jack não ficaria surpreso se ele caísse no chão após apertar aquele gatilho. Jack da mais um passo a frente, olha ao redor procurando indícios de que era ali mesmo sua antiga residencia e de que não estava enganado. 

- Bebado? Não seria má deia... Isso ai não esta pesada demais pra alguém da sua idade? - Jack Zomba do homem, não estava afim de deixar ninguém mais confortável, não era justo, afinal de contas ele não estava - A policia seria a melhor opção - Diz Jack num tom de ameaça e um sorriso sacana - 2 anos é muito tempo né, eu morava aqui. - Ele fala passando a mão na porta - De quem comprou o lugar? 

"Então se passaram 2 anos" Pensa Jack "Merda! 2 malditos anos por causa de um estupido no esgoto!" Jack tenta manter a calma. Pensava em todo seu império, em todos os abutres que teria que destruir para retomar o que era seu, pensava nas noites sangrentas, no sangue derramado nas intrigas e jogos políticos que teria que armar para chegar no final de tudo isso onde já estava a dois anos atrás! "MERDA! MERDA!MERDA!" Ele sabia, noite caóticas estavam por vir.
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Re: A Cidade dos Sonhos: Prólogo - Afterwar

Mensagem por R.Gato em Qua Set 07, 2016 7:12 pm

Assim que a porta dos fundos é aberta, Prince pensa em suas possibilidades. Nos poucos segundos que levam até ambos passarem para o próximo cômodo, sua mente criminosa funciona a todo vapor – eu poderia esperar a loja fechar e entrar pelos fundos, não tem como ser rápido tirando esse vidro, que merda. Se eu tentar sumir por completo agora corro o risco de não conseguir com tanta maestria  e o velho enlouquecer e chamar muita atenção com a gritaria; sem dúvida, essa merda vale mais que 400 dólares, esse domo de vidro deve valer isso caso tenha sistema de alarme...posso tentar enganá-lo com relação a veracidade dessa merda e – Nesse momento o vendedor interrompe seus pensamentos — Aqui está senhor, não é fascinante?
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Sempre sorrindo, o simpático convidado fecha lentamente a porta assim que passa por ela e demonstra uma grande alegria – más é impressionante!!! - de repente sua expressão muda, cerra os olhos como se estivesse investigando algo – meu senhor, temo que caiu na mesma armadilha que eu. Poderia me mostrar a peça em suas mãos para que o reflexo do vidro não interfira? - seu tom de voz muda para algo entre melancólico e sério e suas mão vão às têmporas, massageando-as.

Prince precisava saber se a cúpula de vidro possuía sistema de alarme e conforme a ação do vendedor isso já seria revelado, todas as fichas estavam sendo apostadas no fascínio que a Presença causava, e como uma boa “criança”, Crow estava testando os limites de seus dons.

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Re: A Cidade dos Sonhos: Prólogo - Afterwar

Mensagem por Arcebispo Altobello em Qui Set 08, 2016 6:33 pm

- E o que houve com o criador dele? - Questiona, se referindo ao Giovanni, aproveitando a pausa que a Precursora fez. - Too Too é sim, bastante poderosa, apesar de nunca ter visto ela demonstrar seus poderes de qualquer forma. As únicas pistas que tive do poder dela foi a sua aura. Um poderoso fogaréu de dourado vivo e um aviso direto do Arcebispo para não incomodá-la. De qualquer forma, a velhinha não parece ser hostil à nós. - Dando de ombros, Altobello esconde o sonho que teve em que todos os seus súditos se ajoelhavam a ela.

- Poderemos lidar com esse caçador, não se preocupe. Nomearei um bando para auxiliá-la com esse incômodo. Mas antes quero saber mais sobre esse Tristan Thorn. Não economize nos detalhes. Acredito que nossa aliança pode vir a ser bastante duradoura. - Com as informações sobre o Giovanni, iria um pouco mais além. - À propósito, sabendo que estamos lidando com um vampiro que tem vasto controle sobre espíritos, você seria capaz de criar algum tipo de barreira espiritual? Ou algum tipo de repelente pessoal?

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