Reich – Capítulo 01: A Decisão de Hindenburg (1933)

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Re: Reich – Capítulo 01: A Decisão de Hindenburg (1933)

Mensagem por Undead Freak em Qui Jul 21, 2016 5:35 pm

Heinz Schultz Forchhammerz (Undead King)

Status:
Força de Vontade: 05/05
Vitalidade: Completa.

- Bom dia. Sou Heinz Schultz, membro da grandiosa SS. Irei fazer uma revista na sua casa, procurando qualquer "irregularidade" visada pelo nosso Fürher. Não se sinta incomodado, será rápido.

Esse era o diálogo repetido para cada porta que se abria naquela rua. Heinz não não havia encontrado nada irregular nas três primeiras casas. Os moradores eram alemães legítimos como ele, que não viam problema em auxiliar um soldado da SS a fazer o seu dever. Na quarta casa, uma jovem moça atendeu Heinz após ele repetir o seu diálogo de inspeção.

-- Bom dia, oficial. Entre, por favor.

A moça era atraente e simpática. Sua beleza chamava muito a atenção.


O soldado fez uma inspeção padrão, checando cada canto. Quando estava prestes a sair, a moça sussurrou em seu ouvido.

-- Ninho judeu, sétima casa à esquerda. Judeus armados, cuidado.

Teste:
Heinz, Percepção+Empatia(D2/Dif.6): 8,7 - 2 Sucessos.

A garota parecia dizer a verdade e parecia realmente disposta a ajudar o soldado da SS.

Quando Heinz chegou na porta indicada pela garota, ele bateu três vezes na porta. Passaram-se quinze segundos, e não houve resposta. Isso é evidência o bastante para que algo esteja acontecendo.

(Off): Você pode simplesmente meter o pé na porta ou armar uma estratégia mais elaborada. Pense bem.

Paul Këhl (@nDRoid94)

Status:
Força de Vontade: 07/07
Vitalidade: Completa.

Paul caminhava virando para a livraria mais próxima, com as palavras escritas pelo amigo ainda penetradas na mente. Na privacidade daquele santuário de conhecimento, Paul pôde relaxar um pouco, esquecendo brevemente a visão chocante da casa destruída e se concentrar no paradeiro do amigo. Ele sabia que tinha que decifrar o que amigo quis dizer com aquela frase.

Teste:
Inteligência+Códigos(D4/Dif.7): 8,7,10,9 - 4 Sucessos.

Naquele lugar, naquele silêncio, era muito mais fácil de pensar, de raciocinar. Ele começou a procurar em livros e mais livros, principalmente livros que falavam sobre

Da vinci, mas não encontrou nada. Se sentiu frustrado e entediado, mas assim que olhou par um quadro na livraria tudo fez sentido. O quadro mostrava a Universidade de Heidelber. Agora as coisas faziam mais sentido.

Todo o nosso conhecimento se inicia com sentimentos.

A universidade foi onde ele aprendeu tudo o que sabia, mas qual o sentimento? O sentimento, segundo a frase, vem antes do conhecimento... Foi no início dos seus estudos que ocorreu o odioso... putsch!

Era isso. O seu amigo, se ainda não havia sido pego, estava naquela cervejaria. De alguma forma era lá que ele poderia ser encontrado.

Paul caminhava em direção a cervejaria. Levou alguns minutos para chegar lá. Quando faltava apenas dois quarteirões para chegar até a entrada, ele pôde ver de longe o pior. Ninguém mais ninguém menos do que Goebbels havia entrado com alguns homens na cervejaria. Isso o fez lembrar do serviço que ele teria que fazer para ele em breve. Paul não pode investigar a cervejaria em busca do amigo, pois Goebbels o verá e o arrastará mais cedo para o serviço. No entanto, se o seu amigo estiver lá dentro agora, ele certamente estará em um grande perigo. Paul está agora com um grande problema em mãos.

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Re: Reich – Capítulo 01: A Decisão de Hindenburg (1933)

Mensagem por Ignus em Seg Jul 25, 2016 5:12 pm

-- Agir discretamente é o mais sensato. Ouvi dizer que Himmler está construindo uma espécie de rede de espiões para auxiliar a SS, então não podemos nos expor de forma alguma, ou morreremos antes que possamos fazer qualquer coisa. Essas pessoas não possuem escrúpulos em matar, Klaus. Não se esqueça de que estamos lidando com monstros, não com políticos convencionais.


De certa forma aquele aviso - que por si só era pouco mais do que uma obviedade - acertou Klaus como um tapa na cara.

Em tempos normais um deputado poderia fazer oposição ao chanceler abertamente sem temer por sua integridade física. Mas aqueles não eram tempo normais. Diversos outros parlamentares haviam sido vítima de represálias de natureza física. Klaus não poderia partir do equivocado pressuposto de que podia continuar a fazer política de maneira destemida sem encontrar um fim prematuro.

Isso dificultava as coisas.

Em condições normais o caminho para se buscar a revogação de uma lei era buscar uma maioria parlamentar e aprovar outra lei com esse propósito. Nos tempos sombrios atuais se movimentar para alcançar uma maioria parlamentar não era apenas uma missão árdua do ponto de vista prático, mas também potencialmente suicida. No sentido literal.

Como ele poderia fazer algo contra a ascensão daquele regime dessa forma?


Foi Albert dessa vez que pegou um copo de água e o tomou sem intervalo, como se estivesse a dias em um deserto morrendo por desidratação.

-- Eu creio que possamos contar com Von Papen. Ele está agindo por debaixo dos panos contra Hitler. Com relação aos votos, creio que em torno de vinte em um período de vinte e quatro horas, mas eu estou chutando alto...


-Vinte não passa nem perto do que precisamos. Se o quadro é esse não vale a pena o risco dessa exposição. Nos revelarmos sem conseguirmos aprovar a medida não nos traria bem algum.


Albert fez então uma pausa, olhando sério para o copo novamente vazio mais uma vez, e então revelou algo mais.

-- Há outra coisa que eu não contei também... Goebbels me ligou ontem à noite. Se pretende fingir que está fazendo o jogo deles, posso usar isso ao nosso favor.


-Goebbels? Isso foi inesperado. E potencialmente providencial. O que ele lhe disse no telefonema?

Klaus colhe atentamente as informações. Provavelmente Goebbels decidira cooptar mais alguns parlamentares. Se esse fosse o caso, talvez tivesse acabado de surgir uma oportunidade de ingressar no regime para atacá-lo por dentro. E, adicionalmente, talvez uma forma de livrar seu filho do cárcere.
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Re: Reich – Capítulo 01: A Decisão de Hindenburg (1933)

Mensagem por Undead Freak em Qui Jul 28, 2016 6:42 pm

Morrice Chermont Lafaiette (Waynerwever)

Status:
Força de Vontade: 07/07
Vitalidade: Completa.

-A seus postos, esperem que se aproximem um pouco mais...

Morrice e seus homens se encontravam em uma posição estratégica, camuflados. Uma sucessão de sons de rifles sendo engatilhados pôde ser ouvido brevemente. A menos de dez metros três caminhões paravam. De trás deles brotavam alguns homens, mulheres e crianças com suas bagagens. Era um total de quinze pessoas. Nenhum deles pareciam espiões ou militares, e sim famílias comuns, perseguidas pelos nazis na Alemanha.

-- Crianças? -- sussurra um dos soldados próximos a Morrice, como se já demonstrasse certo vacilo em apertar o gatilho.

A decisão de Morrice, no entanto era firme e clara desde o início. Sem hesitar, o líder mandou que fogo fosse aberto. Estouros e gritos quebraram o silêncio por alguns segundos. Os motoristas dos caminhões saíram de joelhos com as mãos para o alto, falando algo em alemão em um tom lamurioso (não precisava saber alemão para saber que estavam implorando pela vida). Um menino de nove anos, que foi abraçado pelo pai e pela mãe ao mesmo tempo sobreviveu, e se encontrava chorando em posição fetal no chão, ao mesmo tempo que parecia em choque (não falava nada). Apenas duas pessoas (uma criança e uma jovem mulher) conseguiram correr para o meio do nada enquanto os outros morriam no tiroteio.

Status:
Morrice, Consciência(D3/Dif.8 ): 5,2,2 - Falha.
Perda de Humanidade (-1).

-- Quais as ordens, senhor?

Havia algo na voz do soldado que deixava claro que ele tinha odiado fazer aquilo. Ele não tinha vacilado no gatilho, mas se sentia mal por ter matado crianças. De repente, como se tivesse sido contaminado pela energia negativa do clima que se estabilizou ali, Morrice começou a se sentir muito mal; péssimo, na verdade. Até mesmo para um comandante a culpa pode ser devastadora.

Asami Kuramada (Rian)

Status:
Força de Vontade: 07/07
Vitalidade: Completa.

Testes:
Assami, Destreza+Esportes (D7/Dif.8 ): 7,8,8,2,4,3,1 - 1 Sucesso.
Atirador: Destreza+Armas de Fogo (D6/Dif.10):10,3,4,5,3,6 - 1 Sucesso.
Motorista inimigo: Raciocínio+Condução (D5/Dif.9): 9,8,1,9,1 - Falha.
Samuel Raciocínio+Condução (D6/Dif.9):1,7,8,6,8,1 - Falha Crítica.

A ninja se encontrava em um completo caos de uma hora para outra. Pensando rápido, fez uso de uma de suas ferramentas. O motorista que perseguia ela e seu cliente não esperava que algo fosse ser arremessado na estrada, não conseguindo desviar a tempo. O pneu estourou e o carro rodopiou algumas vezes antes de conseguir parar sem capotar. No entanto, nesse tempo, o atirador não parou de disparar. Apesar do desespero e da forma frenética como atirava, um dos tiros, por incrível que pareça acertou o pneu do carro onde Asami estava, dando a ela o troco pelo seu truque.

Samuel girou o volante tentando parar próximo a uma curva. O carro perdeu o controle e capotou, deslizando de lado até parar, se chocando levemente com uma árvore próxima a estrada. Apesar de tudo, não foi um acidente violento. Nenhum dos dois se machucou, mas os perseguidores já haviam saltado do carro que Asami parara e corria em direção a eles. A ninja podia ouvir os gritos dos perseguidores ficando cada vez mais altos.

(Off): O carro está capotado de lado. O seu teto está esmagado contra uma árvore, ou seja, a janela da frente está amassada e comprimida o suficiente para dificultar a saída. A única saída rápida do carro é a porta de Asami. Samuel está tirando o cinto, mas está tão apavorado e frenético que está se enroscando todo. Asami, diferente de Samuel, ainda pode sair a tempo antes do atirador chegar mais perto e começar a disparar novamente. Samuel está ferrado, portanto pense bem como vai sair dessa.

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Re: Reich – Capítulo 01: A Decisão de Hindenburg (1933)

Mensagem por Rian em Dom Jul 31, 2016 9:20 am

Conseguia acertar o pneu do carro e, mais ainda, ficava alegremente surpresa ao ver que meu equipamento rústico funcionava contra essas máquinas modernas, chamadas de carros. Por outro lado, o veículo em que eu estava também acidentava. Me segurava para não gritar e não ficar apavorada, no entanto, não era tão fácil assim. Após alguns segundos e minha cabeça zonza, tento me recompor e lembrar-me do que tinha acontecido. Ouço as vozes dos perseguidores se aproximando e vejo Samuel preso em seu banco. Não havia tempo para ajudá-lo. Ele era como um cervo que se enroscava na lama enquanto os crocodilos se aproximavam. Não havia nada que eu pudesse fazer por ele. Ficar ali para ajudá-lo seria comprometer a missão. Rapidamente retiro o máximo de minhas coisas que posso levar antes que eles cheguem e procuro um lugar para me esconder, saindo do carro sem nada dizer a Samuel. Assim que estiver escondida, verifico o que eu consegui levar comigo de equipamentos e, então, a partir daí penso no que poderei fazer.



OFF: Hahaha, é estranho jogar com humano.... uma arma de fogo não pode ser ignorada como fazemos com os vampiros. Sad

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Re: Reich – Capítulo 01: A Decisão de Hindenburg (1933)

Mensagem por Undead King em Dom Jul 31, 2016 10:32 am

Heinz seguia de casa em casa, fazendo o procedimento padrão até chegar na casa de uma moça. Prestes a sair ela lhe fala uma informação. O soldado olha um pouco desconfiado para ela, analisando, tentando achar algum sinal de que ela mentia. No fim se convencia de que ela não mentiu. - Obrigado, senhorita. Bom dia. - Acenava com a cabeça e seguia para casa indicada.
Mesmo batendo várias vezes na porta, ela não foi aberta. Heinz sentia que isso era de certa forma, uma confirmação de que a moça falou a verdade. Seu primeiro impulso seria o de arrombar a porta com um chute, mas o soldado da SS teve o pressentimento de que era isso que os judeus queriam que ele fizesse. Uma possivel armadilha, hum... Após alguns segundos, o alemão achou que seria melhor chamar algum tipo de reforço, entrar naquela residência sozinho seria suicídio. Mantendo a pose militar, sacou a pistola e deu 1 tiro no meio da porta. Se tivesse alguém preparado para um arrombamento atrás da porta, esse alguém estaria morto, e consequentemente Heinz chamaria a atenção dos outros soldados com o barulho do tiro. Ele saía da frente da porta, afinal, se tivesse algum maldito ali dentro, poderia retaliar. E então ele esperaria por alguns minutos os soldados da SS aparecerem, e então diria para seus parceiros em um tom baixo - A moça daquela casa disse que aqui existem alguns judeus armados escondidos. Achei melhor chamar a atenção de vocês ao invés de invadir sozinho. Não que aqueles inferiores sejam um problema para nós, mas acredito que eles devem estar em uma quantidade considerável.
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Re: Reich – Capítulo 01: A Decisão de Hindenburg (1933)

Mensagem por @nDRoid[94] em Dom Jul 31, 2016 4:43 pm

Na livraria a mente de Paul conseguiu trabalhar melhor. Apesar de não encontrar nada nos livros, foi naquele sacro-santo lugar que ele pode finalmente descobrir o que Henrik queria dizer com aquelas palavras, tão antigas quanto as paredes daquele lugar. A frase, no fim, era clara como a água límpida de um rio. O amigo revolucionário estava na cervejaria do pustch e ele tinha que seguir para lá o mais rápido possível.

Largando os livros nas prateleiras, ele recolheu seus próprios pertences e se retirou dali. A passos um pouco apressados ele se aproximou do local do golpe fracassado, o primeiro, quando ele hesita a duas quadras de distância. Goebells estava lá! Estaria ele atrás de seu colega? Teria ele descoberto o código, descoberto a relação que ambos tinham?

Këhl dá um passo a frente, tomando a decisão. Entrar ali poderia ser o seu fim, ou poderia ser a salvação de Henrik. Paul entra na cervejaria a passos largos, correndo em direção ao seu mentor...

-Herr Goebells, Herr Goebells...

Enquanto se aproximava do homem franzino, aparentemente inofensivo, ele imaginava o que lhe diria. Tinha um plano em mente. Enquanto adentrava o lugar, analisava o espaço, procurando por qualquer outro rosto conhecido.
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Re: Reich – Capítulo 01: A Decisão de Hindenburg (1933)

Mensagem por waynerwever em Seg Ago 01, 2016 12:24 pm

Morrice Chermont Lafaiette

Status:
Perda de Humanidade (-1).  Sad  

-A seus postos, esperem que se aproximem um pouco mais...

Morrice e seus homens se encontravam em uma posição estratégica, camuflados. Uma sucessão de sons de rifles sendo engatilhados pôde ser ouvido brevemente, isso era sempre um marco antes de uma sequência de disparos. A menos de dez metros três caminhões paravam e então uma surpresa, de trás deles brotavam alguns homens, mulheres e crianças com suas bagagens e Nenhum deles pareciam espiões ou militares, e sim famílias comuns, mas era tarde de mais, Lafaiete não se atentou em comandar o cessar fogo...

-- Crianças? -- sussurra um dos soldados próximos a Morrice, como se já demonstrasse certo vacilo em apertar o gatilho.

Estouros e gritos quebraram o silêncio por alguns segundos. Os motoristas dos caminhões saíram de joelhos com as mãos para o alto, falando algo em alemão em um tom lamurioso (deixando o comandante sem reação, pois ele entendia perfeitamente aquelas palavras). Apenas duas pessoas conseguiram correr para o meio do nada enquanto os outros morriam no tiroteio.


-- Quais as ordens, senhor?

Havia algo na voz do soldado que deixava claro que ele tinha odiado fazer aquilo. Ele não tinha vacilado no gatilho, mas se sentia mal por ter matado crianças. De repente, como se tivesse sido contaminado pela energia negativa do clima que se estabilizou ali, Morrice começou a se sentir muito mal; péssimo, na verdade. Principalmente para o comandante a culpa é devastadora.

- Tragão-me aqueles dois, VIVOS! (ordenava a três soldados, para dar proteção ao que restou daqueles refugiados e evitar que o inimigo descobrisse sua localização.) - Contem quantos e tragam os sobreviventes para dentro do meu gabinete!
Agora ordenava ao resto do grupo e se retirou para dentro de sua barraca para dar um imenso trago num wiskey para tentar engolir também aquele episódio enquanto esperava que trouxessem os feridos.

Off: Dei um tiro no saco quando vi o absurdo que me acontceu, por isso a demora... Brincadeirinha, estava acampando esses dias e "dando um imenso trago num wiskey para tentar engolir também".
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Re: Reich – Capítulo 01: A Decisão de Hindenburg (1933)

Mensagem por Beaumont em Ter Ago 02, 2016 9:57 pm

OFF: Opa foi mal pela demora ! O fim do mês foi conturbado. Mas a cronica tá Showww !!

Era assim que seria o resto da vida de Wilhelm Walküre ? Será que o legado genético de sua família seria um fardo deixado pelo seu pai mesmo depois de tão distantes ? O carinho que Walkure possuía por Evelyn era como um raio de luz em meio a escuridão. Um pequeno e simbólico ato de conforto em meio ao caos que se passava pela mente agora confusa do jovem rapaz. Ele podia agir utilizando um instinto de auto preservação. Sua mente raciocinava a mil por hora pensando em como se manter vivo, como se livrar do fardo de sua estirpe. 

"Não podemos ficar parado, esse lugar é chamativo demais quem sabe um boutique, quem sabe o anfiteatro...Quem sabe...Mas que droga. O que eu vou fazer, não posso mostrar fraqueza isso pode desesperar Evelyn. Preciso ser forte."

- Venha, não podemos mais andar como estamos. 

Ele conduzia sua bela companhia pelas ruas de Munique, o frio auxiliava a mante-los encolhidos e manter uma certa discrição. Walkure procurava por uma loja comercial de roupas e acessórios. Qualquer uma, juntava os marcos que tinha, todos eles que estavam com Evelyn também para ter uma somatória do total de dinheiro que poderia usar. Ao entrar na boutique o jovem recolhe cachecóis, perucas e roupas que cobrissem o máximo possível o corpo, se o clima estivesse muito frio seria melhor ainda. Óculos escuros não era muio a moda de Munique mas gorros eram mais bonitos do que as boinas, levaria um para Evelyn que fosse discreto. Caso conseguisse o suficiente para poderem se mesclar o próximo destino seria. 

- Vamos para o Cinema Evelyn !

A sétima arte não era o mais adorado por Walkure mas a febre de filmes como Chaplin e os comercializado Walt Disney ainda tinha seu valor, provavelmente não duraria muito tempo a menos que Hittler fosse um fã das bellas artes...O objetivo era se manter discreto dentro do cinema para que pudessem conversar e se refugiar assistindo um filme até o anoitecer.

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Re: Reich – Capítulo 01: A Decisão de Hindenburg (1933)

Mensagem por Undead Freak em Qui Ago 04, 2016 1:58 pm

Heinz Schultz Forchhammerz (Undead King)

Status:
Força de Vontade: 05/05
Vitalidade: Completa.

Testes:
Soldado, Percepção+Prontidão(D6/Dif.8 ):10,9,1,1,6,5 - Falha.
Soldado, Desteza+Armas de Fogo(D7/Dif. 7):7,6,6,7,2,7,6 - 3 Sucessos.

Heinz pensava como um verdadeiro soldado. Não era à toa que estava na SS. Ele raciocinou como seria estupidez entrar na casa sozinho, e como provavelmente arrombar a porta com um chute era algo que os judeus ali dentro quisessem que ele fizesse. Ele atirou uma vez contra a porta. Não pareceu acertar ninguém, mas a tática havia funcionado. Dois dos outros soldados da SS que estavam mais próximos vieram correndo em direção a ele.

-- Heinz! O que aconteceu?!

-- A moça daquela casa disse que aqui existem alguns judeus armados escondidos. Achei melhor chamar a atenção de vocês ao invés de invadir sozinho. Não que aqueles inferiores sejam um problema para nós, mas acredito que eles devem estar em uma quantidade considerável.

Os soldados concordaram com Heinz com um aceno de cabeça. Um deles se aproximou e verificou a porta. Estava aberta, mas não a empurrou. O outro verificou a janela, espiando primeiro para ver se alguém estava no quarto. A janela estava aberta. Quando ele entrou no quarto pulando a janela, o carpete embaixo da janela revelou esconder um buraco com estacas pontudas de madeira. Era uma armadilha. Assim que que o soldado tentou tirar o pé, as estacas entraram na sua canela, panturrilha e tornozelo. Ele gritou e, logo depois, tiros foram

Heinz e o outro soldado correram e subiram a janela, que não era alta. Eles encontraram a perna esquerda do soldado afundada em um buraco no chão, seu rifle k98 fumegava e no chão, perto de um armário com a porta escancarada, jazia um corpo de um velho sujo, barbudo e vestindo roupas gastas, segurando uma pistola Mauser C96 na mão. O soldado com a perna presa dizia entre gemidos

-- Ah... estão escondidos pela casa, e esse lugar está cheio de armadilhas...Arrggh! Me ajudem, merda!

----------------------

Paul Këhl (@nDRoid94)

Status:
Força de Vontade: 07/07
Vitalidade: Completa.

Testes:
Raciocínio+Representação(D5/Dif.7): 9,9,5,10,3 - 3 Sucessos.

-Herr Goebells, Herr Goebells...

-- Ah, rapaz! Que bom que está aqui. Eu iria chamá-lo em breve, mas pelo jeito não foi necessário. Servido?

Goebbels estava aparentemente de bom humor e ofereceu uma cerveja para Paul. Aparentemente não havia nenhuma pessoa ali fora do círculo nazi que Paul conhecia, o que indicava que o seu amigo (talvez) não tivesse sido capturado. Manter a aparência e não contrariar o seu mentor era a coisa mais importante no momento, então Paul sentou-se a mesa com Herr Goebbels e bebeu com ele.

-- Bem, está preparado para o serviço especial de hoje? Além das fotos e anotações, eu gostaria que fizesse algo mais... Sabe, creio que você deveria se divertir mais, não concorda?

Goebbels tira uma pistola Luger P08 e coloca sobre a mesa, entregando-a para o seu pupilo.

Arma:

Nome
Luger P08

Calibre
9mm Parabellum

Dano
4

CdT
2

Pente
8

Ocultabilidade
J

Alcance
20

Paul teve de ter muito sangue frio para não engasgar e cuspir a cerveja na cara de Goebbels, já que ele tomava um longo gole quando viu a arma ser colocada na sua frente. Além disso, teve de ter ainda mais sangue frio para demonstrar um falso prazer em ver a pistola que lhe era entregada.

-- Nós vamos para Dachau, hoje. Vamos ajudar com a "limpeza" de lá, se é que me entende. Alguns prisioneiros foram recém-capturados e estamos ficando sem espaço por lá... Me avise quando estiver pronto para partir.

Não havia como saber se Goebbels estava fazendo isso como um teste de lealdade ou não. E também não havia como saber se o seu amigo estava entre os recém-capturados. Ele logo imaginava o pior associando Goebbels, seu amigo capturado e aquela pistola...

----------------------

Wilhelm Walküre (Beaumont)

Status:
Força de Vontade: 07/07
Vitalidade: Escoriado.

Testes:
Guarda, Percepção+Prontidão(D5/Dif.9): 10,6,10,10,6 - 3 Sucessos.
Wilhelm, Coragem(D3/Dif.9): 7,10,7 - 1 Sucesso
Wilhelm, Raciocínio+Esquiva(D5/Dif.9): 1,7,2,2,2 - Falha Crítica.
Evelyn, Destreza+Briga:(D3/Dif.7): 10,6,8 - 2 Sucessos.

Foi uma jogada esperta. Wilhelm juntou seu dinheiro com o dinheiro que Evelyn carregava. Conseguiram uma quantidade considerável de Marcos, que usaram para comprar
gorros, cachecóis e perucas em uma loja de roupas qualquer da cidade -- na verdade Evelyn comprou, afinal ela chama muito menos a atenção do que ele. Com o restante do dinheiro decidiram assistir um filme até o anoitecer, quando poderiam contatar Von Papen e decidir o que fazer.

Eles não estavam interessados em um filme específico. Na verdade estavam apenas interessados no ambiente do cinema que serviria de esconderijo. No entanto, ironicamente, a sessão que entraram estava passando Nosferatu, de 1922, considerado um clássico do expressionismo alemão. Até mesmo em um suposto momento de lazer o horror seguia a vida do casal.

A sessão passava dos trinta minutos quando Walküre viu uma dupla de homens vestindo uniformes da SA passando com uma lanterna. Cada um deles passou averiguando uma metade de assentos. Quando o soldado passou por Wilhelm, ele começou a ficar inquieto, embora não tivesse surtado. A mera presença de nazistas perto dele começava a perturbar sua sanidade imediatamente. O guarda estranhou a inquietação dele, e apesar de ter levado um tempo para reconhecê-lo, assim que o fez não tardou a gritar e sacar a arma.

-- Achtung! Juden!

A luger p08 parecia sair do coldre em câmera lenta. Wilhelm estava paralisado e viu a vida passar diante dos seus olhos. Ele pensou "É agora... esse é meu fim", no entanto Evelyn, em um ato heróico e inesperado, se atirou para cima do guarda, derrubando-o com o peso do próprio corpo. A luger disparou, acertando o teto, e o inferno começou.

-- Corra, Wilhelm!

O grito de Evelyn fez o ator recobrar os sentidos. Ela havia sido agarrada pelo guarda e imobilizada com um braço, e mesmo no chão ele se preparava para mirar e atirar em Wilhelm, no entanto o disparo causou o pânico. Todas as pessoas se levantaram e correram ao mesmo tempo, meio que empurrando o ator para fora, quase sendo pisoteado
pela multidão. Wilhelm corria no meio de homens e mulheres que estavam agora fora do cinema.

(Off): Cuidado. Você escapou, mas Evelyn foi pega por um dos soldados e o outro certamente vai sair a qualquer momento para te procurar; sem falar que,obviamente, toda essa gritaria e estardalhaço vai chamar a atenção de mais guardas.

----------------------

Maverick Viper (Aluncard)

Status:
Força de Vontade: 05/05
Vitalidade: Completa.

Não havia como negar que a notícia de Bryam havia deixado Maverick ao menos intrigado. Pensando na nova arma e se ela de fato poderia substituir o bom e velho Springfield, Viper decide ir até o refeitório fazer o seu dejejum e, de quebra, tentar obter mais alguma informação a respeito do novo m1 garand.

Havia ali sanduíches, sopas de frango, purê e bife. A comida ali estava mais generosa do que de costume, talvez um reflexo da visita de John Garand ao quartel.

Maverick serviu-se e foi buscar acento. Quando percebeu que dois soldados ao fundo matracavam mais do que o necessário, tratou logo de conseguir um lugar próximo a eles.

-- Então é verdade que ele não será um fuzil de ação por culatra?

-- Não, ouvi dizer que é semi-automático. Funciona a gás, com ferrolho rotativo. Me disseram que o alcance será de até 600 metros e que o municiador poderá comportar .30-06 springfield ou 7,62x51mm NATO. Clipe de oito cartuchos.

-- Caralho! Mal posso esperar para atirar com ele!

Maverick fazia cada anotação mentalmente. De fato aquilo parecia ser muito interessante. Seu pensamento foi quebrado quando sentiu uma mão no seu ombro. Era o Major Steven. Ele dispensou a continência de Maverick e disse a ele em um tom de voz mais discreto.

-- Quando terminar de comer, me encontre do lado de fora. Te mostrarei essa arma antes da apresentação oficial.

Obviamente Maverick comeu mais rápido do que estava acostumado. Havia mesmo certa vantagem em ter a simpatia do major. Quando terminou, encontrou o major fumando calmamente um charuto.

-- Venha comigo, soldado Viper.

O major conduziu Viper ao alojamento mais distante do quartel. Haviam dois guardas na porta. Eles fizeram continência ao major e abriram a porta para ele e Viper.

Dentro haviam três pastas enormes de aço.

-- Pegue uma dessas e venha comigo.

A pasta era bem pesada. Maverick acompanhou o major com ela até um jipe, onde o próprio major assumiu a direção.

-- Não podemos atirar com o M1 Garand aqui. Vamos a uma sessão de tira ao alvo mais particular.

Maverick estava muito entusiasmado, e portanto foi sem discutir. O major o levava até uma velha cabana de sua família, onde ele montara um local de treino apropriado nos fundos. Enquanto o carro ia até o seu destino, o major assumiu um tom sério e começou a falar.

-- Não vou mentir para você, Maverick. Não foi fácil conseguir permissão para te dar esse acesso vip ao Garand. Tudo isso será parte de um treinamento exclusivo para você, pois você foi selecionado para uma missão muito especial de espionagem. Nós precisamos que você se infiltre na Alemanha. Você e mais três soldados... Nosso alto comando está preocupado com a ascensão de Hitler e quer saber exatamente o que está acontecendo lá. Você não poderá ser pego, afinal não estamos em guerra com a Alemanha. Se for pego, estará sozinho, entende? Não poderemos te ajudar em nada.

As palavras do major eram sérias, e Maverick refletia sobre elas.

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-- Goebbels? Isso foi inesperado. E potencialmente providencial. O que ele lhe disse no telefonema?

Albert olhou fixamente para Klaus, como se estivesse achando estranho a sua pergunta.

-- Goebbels me disse o mais previsível dos acordos: ele não quer acabar com você, Klaus. Ele preza pelo seu sangue alemão e pela sua habilidade na política Ele quer que você pare de incomodar os nazistas. Na verdade, ele quer mais do que isso: ele quer você do lado de Hitler, e quer que você deixe isso claro de forma pública, de uma maneira ou de outra. Ele me disse que se fizer isso, você e seu filho serão perdoados e terão vida boa; contanto que o seu filho abandone as atividades que ele se engajou, é claro...

Albert fez uma pausa, como se refletisse profundamente. Ele ainda mantinha o semblante preocupado.

-- É engraçado, não? Parece tudo bom demais para ser verdade... Nada garante que tudo isso não seja uma emboscada para matar a todos nós, no entanto temos poucas alternativas; na verdade quase nenhuma... O que pretende fazer? Lembre-se que os nossos passos, daqui em diante, precisam ser muito bem pensados e cuidadosos.

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Re: Reich – Capítulo 01: A Decisão de Hindenburg (1933)

Mensagem por Aluncard em Qui Ago 04, 2016 11:01 pm

Ao chegar no refeitório Maverick logo percebeu que o clima estava diferente, mesmo assim procurou agir como de conforme. Ao se aproximar da mesa viu que ali havia vários tipos de alimentos como sanduíches, sopas de frango, purê e bife, o que era muito mais do que o habitual, talvez um reflexo da visita de John Garand ao quartel. Visto isso, serviu-se da melhor forma e procurou um acento.

Ainda examinando o refeitório percebeu dois soldados conversando entusiasmados e logo pensou em se aproximar para saber sobre o que estavam conversando.

-- Então é verdade que ele não será um fuzil de ação por culatra?

-- Não, ouvi dizer que é semi-automático. Funciona a gás, com ferrolho rotativo. Me disseram que o alcance será de até 600 metros e que o municiador poderá comportar .30-06 springfield ou 7,62x51mm NATO. Clipe de oito cartuchos.

-- Caralho! Mal posso esperar para atirar com ele!

Maverick ouvia tudo minuciosamente, não era um perito em armas, mais também não era necessário ser para perceber que esse novo armamento era totalmente diferente ao que os soldados tinham costume de usarem. Permaneceu envolto aos seus pensamentos quando foi surpreendido com o peso de uma mão ao seu ombro.

-- Quando terminar de comer, me encontre do lado de fora. Te mostrarei essa arma antes da apresentação oficial – Disse o Major Steven em um tom discreto.

Não demorou para que Maverick terminasse de comer e seguisse a procura do Major que se encontrava fumando um charuto do lado de fora do refeitório. O Major era um homem serio mais que sempre procurou ajudar Viper de alguma forma.

-- Venha comigo, soldado Viper.

O major conduziu Viper ao alojamento mais distante do quartel. Haviam dois guardas na porta. Eles fizeram continência ao major e abriram a porta para ele e Viper.

O alojamento não era muito diferente dos outros, apenas se diferenciando pelo tamanho que possibilitava um maior conforte.

-- Pegue uma dessas e venha comigo – Disse o Major apontando para três pastas enormes de aço que se encontrava no canto por trás de uma mesa. A pasta era pesada, mais Viper não demonstrou desconforto e seguiu o Major Steven ate um jipe onde o próprio Major assumiu a direção.

Nesse momento Viper pensou em perguntar para onde iria, mais decidiu permanecer em silêncio, não queria passar desconfiança logo para o Major em que tanto se espelhava. O Major, por sua vez, era um velho lobo e sabia quando algo incomodava alguém e logo tratou de saciar a curiosidade de Maverick mesmo sem o mesmo ter perguntado nada.

-- Não podemos atirar com o M1 Garand aqui. Vamos a uma sessão de tira ao alvo mais particular.

Maverick estava muito entusiasmado, já imaginava o que seria na pasta e o Major havia acabado de confirma. Seguiram em silêncio por um bom tempo ate chegar a uma velha cabana da família do Major onde havia um local de treino nos fundos.

-- Não vou mentir para você, Maverick. Não foi fácil conseguir permissão para te dar esse acesso vip ao Garand. Tudo isso será parte de um treinamento exclusivo para você, pois você foi selecionado para uma missão muito especial de espionagem. Nós precisamos que você se infiltre na Alemanha. Você e mais três soldados... Nosso alto comando está preocupado com a ascensão de Hitler e quer saber exatamente o que está acontecendo lá. Você não poderá ser pego, afinal não estamos em guerra com a Alemanha. Se for pego, estará sozinho, entende? Não poderemos te ajudar em nada.

Maverick permaneceu em silêncio por alguns segundos imaginando os pôs e os contra daquilo tudo que estava acontecendo. Sabia que seria uma missão de risco se infiltrar dessa maneira, em compensação seria sua oportunidade de sair do alojamento e realmente fazer algo para sua pátria.

-- O senhor poderia passar mais informações sobre essa missão senhor? Perguntou Maverick sem dar nenhuma resposta para o Major apesar de já ter decidido de fato.
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Re: Reich – Capítulo 01: A Decisão de Hindenburg (1933)

Mensagem por @nDRoid[94] em Qui Ago 04, 2016 11:06 pm

O grão-mentor se vira para seu pupilo. Paul lhe sorri forçadamente e o braço-direito de Hitler lhe retribui, convidando-o a juntar-se com ele. Aparentemente, seu amigo não estava ali, o que poderia ser muito bom, ou muito ruim. Ele se junta a Goebells e aceita a cerveja, a fim de não irritar as cordialidades do homem. Ele gostaria de falar sobre o que fariam, pelo visto.

Këhl beberica a cerveja quando o ministro saca a arma e a coloca sobre a mesa, empurrando-a para próximo do jovem. Paul fica estático, quase engasgando com o líquido gelado e refrescante, mas consegue se conter. Ele fala em diversão e o garoto logo pensa nas coisas mais macabras que faziam aquele homem gozar de alguma felicidade. Imaginar isso com a possibilidade de seu amigo ter sido capturado entre aqueles que lhe eram falado deixava-lhe estarrecido.

Ele pega a arma nas mãos. Apesar de ter um pai militar, a perícia armamentista não havia sido algo que apeteceu o universitário. Preferia exercitar sua mente do que sua mira. Ele encara a arma, analisando-a, enquanto ouvia Goebells. Iriam para Dachau. "Scheisse! Eu deveria ter falado com Arnaud antes de me colocar no encalço do filhote de monstro. Ele poderia me informar alguns nomes e procedências dos últimas capturados das batidas. Scheisse!". Os pensamentos dele se martirizavam, tentando pensar rápido. Tinha uma ideia.

- Vim correndo para cá depois de receber uma ligação, Herr. Logo depois da primeira, que me indicou nosso encontro tardio. Me informaram que estarias aqui, mas não reconheci quem era. Temi pelo pior, apesar de não colocar muita fé no recado. Graças aos céus, vim aqui mesmo assim... Acho melhor nos retirarmos daqui o mais rápido possível. Talvez os vermelhos estejam nos espreitando, precisamos tomar cuidado.

Ele recolhe a arma, se assim fosse-lhe permitido. Terminaria a cerveja num gole. O álcool lhe ajudaria no que poderia acontecer. Se sentia em rubor. As palavras ditas tinham sido proferidas com uma tentativa de passar a maior veracidade possível. [1 ponto de FdV para a encenação que criava] Seguiria com o ministro para fora dali.

- Por acaso veio aqui atrás de algo especifico, Herr Goebells? Toda essa situação me deixou bastante preocupado...
__

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Re: Reich – Capítulo 01: A Decisão de Hindenburg (1933)

Mensagem por Undead King em Sex Ago 05, 2016 2:45 pm

Heinz e o outro soldado se dirigiam para a janela rapidamente depois do barulho dos tiros. Os malditos eram espertos, pareciam ter pensado em todas as entradas e saídas... A porta também deveria ter uma possível armadilha. O soldado ficou preocupado com o seu companheiro, entrava o mais rápido que podia sem cair naquelas estacas, antes observava o lugar com mais clareza para evitar o mesmo destino de seu colega. Qualquer tapete poderia ser uma armadilha. Entrava e falava para o seu parceiro, olhando rapidamente para o corpo do velho - Calma, isso vai doer. - Retornava o olhar para o soldado, tentando transparecer confiança. Heinz sabia que a situação de seu colega não era nada boa, aqueles perfuramentos poderiam acabar com a carreira dele. Com o máximo de cuidado, ele tentava retirar a perna em meio aos gritos do homem. Ele não poderia ficar mais ali, estava muito machucado, então o soldado da SS entregava o amigo para o outro soldado do lado de fora - Leve ele para algum médico e chame reforços, eu vou tentar impedir uma possível fuga deles! - Dizia convicto. Se virava para o cenário e sacava seu rifle. Sua mão coçava, e a tensão começava a pairar sobre si.
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Re: Reich – Capítulo 01: A Decisão de Hindenburg (1933)

Mensagem por Undead Freak em Qui Ago 11, 2016 3:02 pm

(Off): Pessoal, vamos fazer uma pequena pausa aqui. No início do novo ciclo as postagens voltam.

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Re: Reich – Capítulo 01: A Decisão de Hindenburg (1933)

Mensagem por Undead Freak em Sex Set 02, 2016 10:58 am

Heinz Schultz Forchhammerz (Undead King)

Status:
Força de Vontade: 05/05
Vitalidade: Completa.

Testes:
Raciocínio+Furtividade(D4/Dif.7): 4,9,3,5 - 1 Sucesso.
Percepção+Prontidão(D3/Dif.6): 10,6,7 - 3 sucessos.

O colega era arrastado pelo outro soldado para fora. Em meios a gritos e gemidos que ficavam para trás, Heinz empunhava a mauser k98, avançando com cuidado. Estava tenso e sozinho em uma casa projetada para tudo acabar em merda, e embora fosse um soldado da SS, ele não poderia vacilar.

Os sons do colega ferido ficavam cada vez mais distantes e fracos, até que silenciaram por completo. Não havia como prever quanto tempo os reforços levariam para chegar, então Heinz avançou sozinho. Ao sair do quarto, olhou cauteloso para ambos os lados. Do lado direito estava a porta principal, e preso a ela havia uma granada na parede conectada a um arame preso a maçaneta. O soldado fez bem em não abri-la bruscamente com um chute. Ele olhou para as janelas e notou que todas tinham tapetes próximos. Poderia haver ali um buraco ou mesmo uma mina em cada tapete, então ele decidiu se manter longe.

Um ruído leve aos fundos pôde ser notado por ele. Havia alguém na parte de baixo com ele, assim como ele poderia haver alguém escondido nos quartos de cima. A casa era grande para um único soldado revistá-la por completo, então ele decidiu seguir o ruído. Tentando se manter o mais quieto possível, ele caminhou na ponta dos pés até um quarto ao fundo. A porta estava entreaberta, o que era estranho... Pelo pequeno vão, Heinz podia ver um velho com uma boina e longa barba branca colocar um garoto dentro de um guarda-roupas caído no chão.

(OFF): Por ser bem sucedido no teste de percepção+prontidão, você notou que a situação estava óbvia demais. Muito provavelmente alguém está tentando te pegar de surpresa no quarto, atrás da porta.

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Re: Reich – Capítulo 01: A Decisão de Hindenburg (1933)

Mensagem por Beaumont em Sex Set 02, 2016 6:53 pm

"O filme ajudou um pouco a distrair a mente, a inflar nossos corações e aproveitar cada momento como se fosse o ultimo. Evelyn ainda era linda, mesmo estando com uma preocupação estampada na face. Não saberei mais dizer quais são meus planos. Carreira para fora de Munique só se for escondido no vagão de algum trem, fama...Como uma presa sendo caçada. Talvez meu objetivo seja apenas um. Fugir e começar uma nova vida..."

Neues Leben

Estava escrito na bolsa que Evelyn segurava, Wilhelm se perdia por um segundo olhando a frase que significava Vida Nova. Justamente o que ele estava pensando no momento, Evelyn percebia o olhar obtuso do garoto e suspeitava que ele estava a olhar o seu quadril, um rosto enrubescido e um sorriso sem jeito dava ao ator a entender o que ela havia pensado. Ele a beijava rapidamente para quebrar o gelo, um pequeno estalo entre duas bocas. Quem sabe o ultimo momento dele e dela juntos. 

Os tiranos da SA eram com tigres atrás de uma presa. Armados e com treinamento militar seriam hábeis na capturada do ator. Wilhelm era empurrado como se o destino conspirasse para que ele escapasse. Ele ainda segurava a arma que estava consigo mas o que ele faria ? Disparar uma arma ali dentro causaria mais alarde. Ele não seria capaz de enfrentar um horda de policiais com uma pistola, certamente morreriam ele e Evelyn. Respirou fundo enquanto saía pelos corredores do cinema jurando que voltaria para encontra-la. 

Seguindo pelos corredores intermináveis, usou a multidão para achar a saída pro iminente sem chamar a atenção. Em sua mente martelava os próximos objetivos a seguir. 

"Em primeiro lugar preciso achar um lugar seguro..."

Ele analisava o melhor local para poder observar para onde levariam Evelyn, quem sabe um prédio ao longe, em uma esquina onde pudesse ver, seus olhos tentavam enxergar a viatura. 

(Gasto 1 FDV no teste de furtividade para tocaia)

"Provavelmente levarão ela sob custódia...Só existe uma pessoa que poderá ajudar !"

Precisava encontrar o politico logo. Não poderia deixar o país e ver que Evelyn estava e perigo, não sabia o que poderiam fazer com ela.

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Agradecimento a todos os players que gostam da minha narrativa  cheers clown cheers
Melhor Cronica Oficial  = 2008/2009/2010  - A Mascara de Vênus - Herança do Mal
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Re: Reich – Capítulo 01: A Decisão de Hindenburg (1933)

Mensagem por Undead Freak em Qua Set 14, 2016 6:03 pm

Paul Këhl (@nDRoid94)

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(Off):O que você sabre sobre dachau é que se trata de uma antiga fábrica de pólvora que foi adaptada depois para ser um campo de concentração. Foi o primeiro deles construído.

- Por acaso veio aqui atrás de algo especifico, Herr Goebells? Toda essa situação me deixou bastante preocupado...

-- Ah não, meu rapaz. Rotina diária. No entanto, creio que vai gostar disso.

Goebbels abriu a porta para o seu pupilo. Até ai nada de estranho, afinal ele sempre fora um homem cordial, apesar de tudo. Dois oficiais iam atrás, enquanto o próprio Goebbels dirigia. Além do carro dele, um outro acompanhava por questão de escolta.

Levou um tempo para chegar ao local, já que Dachau ficava a cinco quilômetros ao norte de Munique. Quando o carro parou, Paul começou a tremer. Embora ninguém tenha percebido, a situação era aterrorizante. Goebbels fez uma saudação rápida Theodor Eicke, chefe do campo, e então os carros entraram e pararam de novo. Desta vez, todos começaram a sair. Paul aguardou junto aos outros enquanto um grupo de soldados do campo entravam por uma porta de aço. Um ou dois minutos depois, eles voltavam com um grupo de cerca de quinze pessoas, sendo estes judeus, comunistas e homossexuais.

-- Como você foi informado, estamos ficando sem espaço. Ajude-nos a limpar o local, sim?

Como era de se esperar, Paul reconheceu o seu amigo no grupo. Ele sabia o que tinha que fazer. Aparentemente ele não tinha escolha.

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Re: Reich – Capítulo 01: A Decisão de Hindenburg (1933)

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