Reich – Capítulo 01: A Decisão de Hindenburg (1933)

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Reich – Capítulo 01: A Decisão de Hindenburg (1933)

Mensagem por Undead Freak em Dom Jun 26, 2016 1:50 am

Advertência Inevitável.

Alguns de vocês podem achar que isso é blá blá blá desnecessário, e saibam que eu concordo com vocês; mas antes que algum(a) moralista chato(a) venha me encher dizendo algo, eu já deixo evidente aqui o que todos vocês já sabem.

Esse jogo irá retratar a época mais sombria da humanidade: A Segunda Guerra Mundial. Nele, será abordado temas como nazismo, genocídio, preconceitos de diversos tipos, incitação ao ódio, agressão política, etc.

Eu, obviamente, não apoio nenhum dos temas abordados aqui. O jogo NÃO tem a intenção de promover o racismo, o radicalismo político, o genocídio e nem nada semelhante. No entanto, pretendo sim reproduzir fielmente a realidade daquela época. Afinal, foi assim que aconteceu e pronto. Essa frescurada de proibir símbolos e “amaciar” as coisas não dá em nada. Não é mascarando o passado que vamos evitar que ele se repita, e sim expondo-o de forma nua e crua.

Modelo de Ficha.

Lembrem-se constantemente de uma coisa: vocês estarão jogando nas primeiras décadas do século passado. Vocês não terão acesso a computadores, internet, câmeras digitais e armamento ultra moderno – que é o que justamente faz essa época ser interessante. Portanto, os jogadores terão que usar a seguinte adaptação da ficha de mortal abaixo:

DADOS

Nome:
Jogador:
Crônica:

Natureza:
Comportamento:
Residência:

Idade:
Sexo:
Conceito:

ATRIBUTOS (6/4/3)


Físicos

Força:
Destreza:
Vigor:

Sociais


Carisma:
Manipulação:
Aparência:

Mentais

Percepção:
Inteligência:
Raciocínio:

HABILIDADES (11/7/4)

Talentos

Representação:
Prontidão:
Esportes:
Briga:
Esquiva:
Empatia:
Intimidação:
Liderança:
Crime:
Lábia:

Periciais

Empatia c/ Animais:
Condução:
Etiqueta:
Armas de Fogo:
Armas Brancas:
Música:
Ofícios:
Segurança:
Furtividade:
Sobrevivência:

Conhecimentos

Acadêmicos:
Finanças:
Investigação:
Direito:
Linguística:
Medicina:
Política:
Ciências:
Burocracia:
Códigos:

ANTECEDENTES (5)

VIRTUDES (7)

Consciência:
Auto-Controle:
Coragem:

Humanidade:
Força de Vontade:

QUALIDADES E DEFEITOS


COMBATE E EQUIPAMENTOS


PB: 21.

Algumas observações quanto a ficha:

O uso de Fé está vetado, já que o foco do jogo não tem nada de sobrenatural, portanto seria inútil. O mesmo vale para o conhecimento ocultismo, que foi substituído por Códigos. Em tempos de guerra e perseguição, as pessoas desenvolveram por necessidade formas de transmitir mensagens de forma escondida. Criptografia, esteganografia e código morse são exemplos de uso do conhecimento Código.

Obviamente todas as qualidades e defeitos, assim como todos os antecedentes que possuem algo de sobrenatural não podem ser usados por mortais.
As habilidades secundárias que são coerentes com o contexto e a cronologia do jogo podem ser usadas normalmente, no entanto seguindo a mesma regra do fórum: só podem iniciar com um ponto e serem compradas com PB.

Novamente eu peço bom senso para não sacrificar o clima do jogo. Se vocês querem ser um tenente cruel da SS, ou seja, um alemão, não me invente de colocar nomes como Joriscreudo ou alguma coisa assim.

Mecânica de Jogo

Vamos relembrar aqui o que eu disse no tópico off desse jogo: A intenção é recriar a Segunda Guerra, começando alguns anos antes da Guerra (criação e ascensão do nazismo). Serão usados os fatos de cada ano, no entanto, nada impede os jogadores de mudar esses fatos. Todos os eventos, batalhas importantes e personagens importantes dessa época (sejam como npcs ou pdjs mesmo) estarão presentes. No entanto, vocês terão a possibilidade de mudar tudo, que é o que é mais divertido. Por exemplo: os nazistas podem massacrar os russos em Stalingrado e ganhar a guerra, A França pode resistir a invasão, Hitler pode ser morto antes mesmo de se tornar o Führer, e por ai vai. Cada capítulo terá um foco e eu darei exemplos de conceitos que se encaixam melhor com cada um deles. No entanto, são apenas dicas. Vocês NÃO devem ficar presos a eles.

Cada vez que um capítulo terminar, vocês receberão experiência (de 0 a 25, analisando os fatores usuais como presença, interpretação, etc.). Vocês poderão usar essa experiência no mesmo personagem ou em um novo, sem nenhum corte ou penalidade. A razão disso é, além da liberdade e diversão de interpretar vários personagens diferentes, é que nem sempre um personagem será útil e apropriada para todas as situações (ou seja, para todos os capítulos).
Por exemplo: se você jogou os capítulos 1 e 2 com o mesmo personagem e receberam 25 de xp nos dois, vocês vão poder pegar essa recompensa (ou seja, 50 XP) e transferir para outro personagem diferente, caso queiram jogar com um personagem novo no capítulo 3.

A ficha deve ser mandada para mim inbox. Eu analisarei e, quando aprovar, vocês já poderão jogar.

A Regra do Codex.


Como eu disse, vocês não serão obrigados a ser experts em História para jogar. Sempre que quiserem mais informações sobre algo (contanto que seja algo que eu possa dizer sem comprometer a trama), basta digitarem em off a palavra Codex seguida de algo em particular que queiram saber mais, e na próxima atualização eu mandarei em “Spoiler”.

Exemplo: Codex Gestapo.

Observações adicionais.

Vocês certamente vão perceber que um jogo desse porte vai ser um tanto trabalhoso. São dez vagas e vai exigir um bocado de leitura, releitura e pesquisa em diversas fontes diferentes. Eu pretendo postar e atualizar toda semana, isso ainda sem negligenciar a oficial e a minha outra livre. No entanto, eu terei que ter um tempo para pesquisar e fazer tudo direitinho, portanto peço compreensão.

Além disso, sei que todos vocês são ocupados e precisam fazer outras coisas além de jogar RPG. Alguns postarão mais rápido que os outros, então adotarei um ritmo constante. Creio que assim será melhor. Ou seja, se um jogador posta duas vezes por semana e o outro apenas uma, eu atualizarei para ambos, mas irei atualizar mais para quem joga primeiro, obviamente. No entanto vocês não precisam se preocupar ou desanimar. Não é porque o fulano posta mais que o beltrano que o beltrano precisa desistir só porque a jogada dele está “bem lá atrás”. Bem, acho que vocês entenderam...

Vagas Ocupadas (07/10)

Lord_S
Beau
Ignus
@ndroid
Aluncard
Waynerwever
Rian

Sinopse do Capítulo 01, A Decisão de Hindenburg.

A Alemanha caminhava agora para o seu décimo quarto ano de caos econômico desde que perdera a Primeira Guerra. As humilhantes imposições do Tratado de Versalhes arruinaram a Alemanha em termos bélicos, geográficos e, principalmente, econômicos. O Marco Alemão não valia absolutamente nada. Era mais vantajoso usar o dinheiro para acender os fornos do que usá-lo para comprar lenha. O caos econômico inevitavelmente envolveu a política. A República de Weimar pouco podia fazer para controlar a situação. Entre as diversas teorias que o povo debatia, uma das que mais ganharam força foi a teoria de que a Alemanha perdeu a Primeira Guerra graças aos inimigos e traidores internos, isto é, os comunistas, socialistas e, principalmente, os judeus, que monopolizavam o comércio. O Judenhass, isto é, o antissemitismo, se propagava novamente entre o povo, principalmente apoiado por obras de escritores alemães, russos e poloneses do Século XIX. Entre os entusiastas dessas teorias havia um jovem nascido na Áustria. Seu nome era Adolf Hitler.

Início

Hitler nasceu na cidade de Braunau am Inn, Áustria, em 20 de abril de 1889. Filho de Alois e Klara Hitler, o jovem Hitler teve uma infância difícil sofrendo com os ataques de ânimo de um pai autoritário, que desejava que o filho seguisse seus passos. Hitler queria ser artista, e foi apenas após a morte de seus pais que o jovem Adolf tentou seguir a carreira de seus sonhos. Em 1907, tendo sacado todo o dinheiro da sua herança, ele parte para Viena, para ingressar na famosa Academia de Belas Artes. No entanto, ele é reprovado nos exames. Apesar de falhar em passar nos testes, Hitler decide continuar residindo em Viena, para futuras tentativas.

Em 1910 ele deixa de receber a pensão que tinha direito como órfão. Ele então é reduzido a um estado quase que de mendicância, dormindo em abrigos públicos e quartos baratos. O único dinheiro que conseguia era de suas pinturas, que ele vendia como cartões postais. Ele passava muito tempo perambulando pela cidade e seu comportamento se tornava mais recluso e excêntrico. Seus únicos passatempos são a política, a ópera e os jornais – principalmente aqueles de conteúdo antissemita. Embora jamais fosse visto bebendo, fumando ou na companhia de meretrizes, Hitler adquiria fama de mal humorado e histérico entre os pedintes, sendo famoso pelos seus discursos antissemitas alterados. Quando a Guerra teve início, Hitler não se alistou no exército Austríaco. De Viena ele foi para Munique, na Alemanha.

Em 1914 ele tentou se alistar, mas foi considerado inapto para o serviço. No entanto, quando a guerra estourou, os exames médicos eram quase nulos, e Hitler foi aceito no 16º Regimento de Infantaria na Baviera.

Embora posteriormente os adversários políticos de Hitler tivessem acusado ele de uma conduta covarde durante a Guerra, a verdade foi reconhecida: ele tinha sido um soldado exemplar, salvando a si mesmo e aos seus colegas de infantaria mais de uma vez. Ele era mensageiro na frente de batalha (um dos cargos mais perigosos), e estava constantemente exposto. Ele lutou com fervor pela sua causa e seu povo, e foi condecorado com a cruz de ferro mais de uma vez. No entanto, graças ao elitismo do exército germânico, Hitler foi promovido apenas a cabo, o que posteriormente lhe rendeu o apelido de Cabo Boêmio. Em 1918, Hitler ficou temporariamente cego após sofrer um ataque de gás. Ele foi enviado de volta para ser internado, recuperando a visão em 9 de Novembro, dois dias antes do término da Guerra.

Pós-Guerra


Hitler estava convencido de que a derrota fora provocada pelos inimigos internos. Após a guerra, diversas facções e partidos políticos surgiram, e o Cabo Boêmio foi indicado como espião pelos seus superiores, graças ao seu ódio pelo Socialistas. Era um costume comum, naquela época, contratar espiões para espionar partidos rivais e anotar qualquer coisa que fosse ameaçadora. Em 12 de Setembro de 1912, Hitler é designado para atuar como espião de um partido denominado Partido dos Trabalhadores Alemães.

Apesar do nome sugestivo, Hitler descobrira que não se tratava de um partido comunista, muito pelo contrário. Era um partido que visava o bem do povo germânico, cuja intenção era libertar os trabalhadores da influência comunista e judia, vista como os verdadeiros vilões do povo. Era um partido pequeno, sem visibilidade e de base antissemita. Eles afirmavam que alguém deveria fazer alguma coisa para libertar o povo, mas não sabiam quem ou o que, portanto não eram levado a sério.

Hitler sentiu algo diferente ali, talvez algo confortante e familiar para ele. Ele acompanhou a primeira reunião como ouvinte, mas quando um dos presentes defendeu a independência da Baviera, Hitler se levantou e fez um discurso emocionado sobre a unidade do povo ariano. Ele, pela primeira vez, havia demonstrado suas habilidades hipnóticas como orador, sendo aplaudido por todos. Dexler, membro do comitê do partido, ficou impressionado com o carisma de Hitler, cumprimentando-o e convidando-o a participar de outras reuniões. Ele havia percebido que um homem com tamanha capacidade de influência seria vital para o futuro do partido. Dexler estava certo. Hitler se tornara o orador do partido dos trabalhadores alemães.

Hitler foi imediatamente aprovado pelo comitê. Sua primeira ação como orador foi apostar tudo o que o partido tinha (sete marcos) em um anúncio. A manobra deu certo e na próxima reunião apareceram setenta pessoas, o que era, de fato, um recorde para um partido pequeno. Hitler fez então o que fazia de melhor. Quebrando a tradicional forma dos oradores (grave e retórica), ele era capaz de provocar um torpor quase sobrenatural sobre os seus ouvintes. Ele provocava uma tempestade de risos com suas zombarias contra o inimigo, e em seguida criava uma atmosfera pesada. Ele era capaz de criar alegria, esperança, orgulho, piedade, raiva, terror e indignação com as palavras certas. O resultado foi uma doação de 300 marcos para o partido.  Com o tempo, sua expressão foi se tornando mais sofisticada, agora podendo até mesmo vender seus discursos através de ingressos das reuniões do partido. Hitler falava com a propriedade de um povo derrotado, pois era essa a sensação que ele conhecia. O partido crescia e se tornava cada vez mais visível.

Em 1920 Hitler foi se tornando cada vez mais influente e participativo no partido, tendo abandonado o exército para se dedicar exclusivamente a sua vida política. Nessa época o partido adotou a suástica como símbolo, criou sua saudação nazista baseada na antiga saudação dos romanos e acrescentou a sigla “Nacional Socialista” ao nome. O partido passou a ser conhecido como Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, ou simplesmente partido Nazi. Hitler também começou a promover marchas públicas, que aumentavam ainda mais a visualização do partido e a admiração por ele. Era uma década caótica e a Alemanha começava a ver nos nazis uma esperança.

O partido cresceu muito em 1923. Fritz Von Thysen, poderoso empresário alemão e os fazendeiros locais começaram a doar generosas somas de dinheiro ao partido. Somente Fritz doou 25 mil dólares (quantia exorbitante naquela época, ainda mais levando em consideração a desvalorização do Marco). No dia 11 de Novembro do mesmo ano, Hitler tentou tomar o poder em um episódio chamado de Putsch da Cervejaria. O Putsch, isto é, o golpe, foi uma tentativa dos nazistas de tomarem o poder quando os três principais nomes do governo da Baviera estariam em uma cervejaria de Munique para uma manifestação patriótica. Apesar dos riscos, todos achavam que seriam a oportunidade perfeita. Hitler custou muito para tomar a decisão, chegando até mesmo a beber alguns goles de cerveja – coisa que raramente fazia.

O golpe foi de mal a pior, sendo ao mesmo tempo cômico e trágico. Tudo aconteceu no mais completo caos. Ninguém sabia o que estava acontecendo, ou quem estava de que lado. Ordens eram dadas e revogadas quase que instantaneamente, mensagens não chegavam ao seu destino, etc.
Os membros da SA (a milícia política de Hitler, também chamados de Camisas-Marrons), tomaram todos os prédios públicos, com exceção do centro de comunicações. Hitler invadiu a cervejaria e, com um tiro para o alto, anunciou o golpe, afirmando que os nazis haviam derrubado o governo de Berlim. Hitler ameaçou a fuzilar os três governantes caso não concordassem com os seus termos. Eles concordaram, obviamente.

Graças ao erro da SA de não tomar o prédio de comunicações, a oposição chamou reforços. Enquanto Hitler marchava em direção aos escritórios governamentais, achando que seria aclamado, ele foi recebido a tiros. Ele e o general Ludendorff foram presos, Göering foi atingido por uma bala, conseguindo escapar e dezesseis nazistas foram mortos.

Mein Kampf

Hitler foi julgado em 1924. Embora o réu fosse contra, ele ainda tinha a simpatia do público e do tribunal. Hitler sabia transformar um fracasso em uma tragédia, e fez novamente uso dos seus discursos. Disse que agira por amor à pátria e que sua missão era levar a Alemanha a uma era de grandeza. Ele acusou o governo democrata de Weimar de ter apunhalado e oprimido o povo alemão.  Durante o julgamento as manifestações nazistas sobre o ministério público se tornaram grandes. Os nazis já tinham um poder político grande demais para ser ignorado. No dia  1 de abril de 1924, Hitler foi sentenciado a cinco anos de prisão, com recomendação a uma próxima liberdade condicional. Ele virou um herói nacional, passando a receber flores e presentes na fortaleza de Landsberg em um confortável quarto, duas vezes maior que o apartamento que ele ocupava em Munique. Ele recebia alimentação decente, podia ler e escrever. Os comentaristas da época diziam que sua cela vivia cheia de doces e presentes de seus admiradores. Hitler saiu da prisão no mesmo ano, passando apenas nove meses em cárcere. Durante esse tempo, escreveu o seu livro Mein Kampf, isto é, Minha Luta. Sua obra literária viria a se tornar a maior arma de propaganda do partido nazista.

A República de Weimar

Quando Hitler saiu da prisão, o partido nazista havia sofrido mudanças radicais, devido a ausência de sua liderança. Ele estava fragmentado em várias facções rivais. O Marco havia se estabilizado devido a uma redução dos termos de vitória por parte da França. A Alemanha florescia agora com uma economia estável em um governo democrático, a República de Weimar. Nessa época, a arte, em especial o expressionismo alemão, teve um grande salto em termos de desenvolvimento. Bertold Brecht, um dramaturgo importante da época, estava em seu auge. Hitler percebeu que não seria sensato, tampouco lógico tentar chegar ao poder através de um golpe. Por mais admiradores que o partido tivesse, os alemães não iriam tolerar o uso da violência, ainda mais em uma época em que não havia necessidade disso. Hitler então focou-se em tentar chegar ao poder por meios legais, trabalhando para novamente unificar e fortalecer o partido, aguardando a oportunidade certa.

A Crise de 1929


A crise da bolsa de valores norte americana afetou não só os Estados Unidos, como o mundo todo. Novamente o marco alemão tinha um valor patético e as pessoas se encontravam em um estado de total calamidade, dando ouvidos a qualquer um que pudesse apresentar uma solução cabível aos problemas econômicos do país.  Hitler aproveitou essa situação para atrair cada vez mais ouvintes e eleitores com seus discursos inflamados e emocionais. Nessa situação, o partido nazista começou a crescer e adquirir um poder que nunca tinha alcançado antes.

Em 1932 a grande depressão alcançou um estado alarmante. Haviam seis milhões de desempregados e a violência nas ruas se tornou algo comum. O General Paul Von Hindenburg foi convencido por amigos a se candidatar para resolver as coisas e, apesar do partido nazista ter se tornado dominante em toda a Alemanha, Hindenburg ainda conseguiu vencer Hitler, ainda que por uma estreita margem de votos.

O general disse claramente que não queria “transformar esse cabo austríaco em chanceler”, preferindo alguém mais civilizado. Hindenburg nomeou um rico e elegante aristocrata chamado Franz Von Papen para o cargo. No entanto, a força política do partido nazi não poderia ser recusada. Hindenburg ofereceu o cargo de vice-chanceler a Hitler. Ele, no entanto, recusou.

Hitler usou a imprensa nazista para atacar brutalmente Von Papen, que foi obrigado a renunciar. Ele não aceitou seu sucessor, Kurt Von Schleicher. O governo praticamente foi obrigado a se submeter a vontade de Hitler, e quando perguntaram a ele o que ele queria, ele foi bastante claro: a chancelaria. O governo concordou, contanto que Von Papen continuasse como vice-chanceler. No dia 30 de Janeiro de 1933, o General Hindenburg nomeou Hitler como chanceler. Ele agora tinha o título mais importante da Alemanha, fazendo o nazismo chegar oficialmente ao poder.

Dias Atuais - 25 de Março de 1933


Dois dias atrás o chanceler Adolf Hitler, líder do partido nacional socialista dos trabalhadores alemães, levou para aprovação no congresso o chamado Ato de Autorização, que dava ao novo chanceler poder para decretar leis sem consultar o congresso. O pretexto para esse Ato foi o recente incêndio ao Parlamento Alemão. Hitler afirma que esse incêndio era parte de um golpe de estado provocado por comunistas, no entanto alguns desconfiam que os próprios nazistas atearam fogo ao Parlamento para ter um pretexto. Independente de ser verdade ou não, o Ato fora aprovado. As SA foram incorporadas a polícia e Hitler estabeleceu uma nova relação amistosa com as forças armadas do país, garantindo a eles que faria de tudo para rearmar a Alemanha.
As SA agora gozam de imunidade diplomática. A milícia nazista espanca e prende judeus, deputados comunistas e qualquer um que represente ameaça à ascensão do partido. O nazismo cresce cada vez mais em todos os aspectos. A Alemanha já deixou de ser segura para muitas pessoas, e muitos desconfiam que isso é apenas o começo de uma longa e tenebrosa época.

Dicas de Conceitos de Personagens Para Esse Capítulo:
Políticos, espiões de partidos, membros de milícias, ex-militares, jornalistas e simpatizantes nazistas.

Bem, é isso. Eu procurei fazer a sinopse da forma mais resumida possível. Quem precisar saber mais, basta usar a regra do codex já mencionada. O jogo está liberado para começar.

Observação: A título de curiosidade, a minha ideia para esse jogo veio enquanto eu jogava Red Orchestra 2 no PC, estimulado pelo saudosismo do bom e velho BF 1942. Particularmente, considero RO2 o melhor fps de Segunda Guerra já feito. Ninguém o supera em termos de realismo.


Última edição por Undead Freak em Ter Jul 05, 2016 12:17 pm, editado 2 vez(es)
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Re: Reich – Capítulo 01: A Decisão de Hindenburg (1933)

Mensagem por Beaumont em Dom Jun 26, 2016 6:05 pm

Depois de falar desse jogo vou querer jogar !! Ótima introdução que apesar de grande tornou a leitura super cativante e interessante. 

Meu personagem já está no forno ! Smile

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Re: Reich – Capítulo 01: A Decisão de Hindenburg (1933)

Mensagem por Ignus em Seg Jun 27, 2016 12:19 am

MP pra vc
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Re: Reich – Capítulo 01: A Decisão de Hindenburg (1933)

Mensagem por Undead Freak em Seg Jun 27, 2016 6:47 pm



A Alemanha havia se tornado o lugar mais perigoso do mundo para todos aqueles que não faziam parte do Regime Nazista. Mein Kampf, a obra literária e doutrinadora de Hitler havia feito bem o seu trabalho.  O povo alemão estava convencido de que todos os problemas da pátria estavam ligados aos judeus e aos comunistas. As tropas da SA, lideradas por Röhm contava com ao menos um milhão de membros. A milícia política do partido tirava as pessoas de suas casas, as espancava e confiscava seus bens e os alemães, com raras exceções, aplaudiam. Eles sentiam agora que a Alemanha era um país para alemães, e toda atrocidade contra os inimigos do povo era bem-vinda ou ao menos ignorada.

A propaganda, arma tão valorizada por Hitler, agora não iria se limitar a seus discursos e sua obra escrita. Joseph Goebbels, chefe da propaganda do partido, agora tinha o controle do Ministério da Propaganda Alemã, fazendo uso dele para a produção de longas metragens de filmes do partido.

O inferno está apenas no seu início...

Wilhelm Walküre (Beaumont)

Status:
Força de Vontade: 07/07
Vitalidade: Completa.

As ruas de Munique não tinham o mesmo brilho de antes. A arquitetura continuava a mesma, a paisagem a mesma, os carros os mesmos e até a comida continuava boa, mas as pessoas tinham mudado. Elas tinham em si um olhar psicótico e frio, mascarado por um senso de superioridade, honra, libertação e evolução. Uma constante atmosfera hostil pairava no ar. Era quase possível cheirar a hostilidade de forma literal. Pessoas como Wilhelm Walküre corriam perigo constante, e haviam poucas pessoas em que se podia confiar. Ele estava em um mar de inimigos agora.

Naquela manhã, Wilhelm decidiu não ir à grande lanchonete próxima do parque, como era de costume. Ele foi a uma lanchonete menor, mais discreta, próxima a esquina de sua residência. Ele também não vestia sua habitual jaqueta, e sim um grande casaco de colarinho alto e um chapéu, que diminuía a visibilidade do seu rosto. Enquanto tomava uma xícara de café e comia um pão de milho com manteiga e queijo, lia preocupado o conteúdo de um jornal. Desde que Hitler havia se tornado chanceler, a imprensa havia se tornado quase que totalmente dedicada a propagar unicamente conteúdo antissemita e anticomunista/marxista. Um trecho especificava o seguinte:

Na madrugada de hoje, 25 de março, um destacamento da SA prendeu Hans Friedrich Müller, 23 anos, líder de uma resistência comunista estudantil. Müller foi preso junto com outros dezesseis jovens do seu grupo, sendo oito desses judeus, o que comprovava a suspeita de que Müller estava envolvido com a raça judia...

Wilhelm sabia que não teria muito tempo. Ele tinha chamado a atenção demais em Munique com as suas apresentações no teatro, e era só questão de tempo até ser ele o próximo alvo das SA, afinal Hitler considerava toda a arte moderna decadente, típica de judeus e comunistas.

O ator judeu pagou o seu café da manhã quando terminou e saiu de forma discreta. Levou consigo o jornal; não porque ainda continuava lendo, mas porque fingir que estava lendo ajudava ainda mais a ocultar o seu rosto. Achou melhor não passar no teatro essa tarde. Pensava no que fazer... talvez Von Papen pudesse arrumar documentos falsos para ele e facilitar a sua viagem para outra cidade ou mesmo para fora da Alemanha.

Wilhelm andava com a cabeça nas nuvens, mal prestando atenção no caminho. Ele agora sempre ia e voltava para o beco da sua rua, que ficava no quarteirão seguinte, sendo possível ver a sua casa pelo beco, a uma distância razoável, o que seria conveniente se alguém estivesse batendo na porta procurando por ele, já que ele poderia ver quem era sem se expor e...

Teste:
Raciocínio+Furtividade (D5/Dif.7): 7,8,6,9,7  - 4 Sucessos.

Wilhelm escuta um grito alto e distante, de uma voz masculina, grossa e que falava de forma firme e autoritária. Instintivamente ele abaixa e “gruda” na parede do beco, deixando apenas parte do seu rosto se expor por um segundo. Era o que ele temia... Havia um grupo de cinco “camisas-pardas”parados na sua porta. Um deles batia forte e insistentemente, gritando o seu nome e dando ordens para que ele saísse. Como Wilhelm não estava em casa, muito provavelmente os membros da SA irão derrubar a porta e invadir sua residência logo em seguida.

(Off): Beau, é jogada inicial, então não vou colocar muita coisa logo de cara porque sempre gosto de dar uma liberdade a mais na primeira jogada. Sinta-se a vontade para explorar a melhor saída para a situação, assim como recursos, cenário, etc.
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Re: Reich – Capítulo 01: A Decisão de Hindenburg (1933)

Mensagem por Beaumont em Ter Jun 28, 2016 7:19 pm

Já fazia algumas noites que o sono de Walkure não era o mesmo, os olhos pensos e a face sem maquiagem do jovem ator sequer o faziam lembrar do magistral rosto bonito que ele possuía em suas atuações. O Corcel que havia feito no ano anterior, ele ainda podia ver o cartaz velho preso na cafeteria na qual ele comia um pedaço de pão com um café já morno devido a sua falta de concentração com a comida, ele só conseguia pensar em quando ele teria um outro papel. Ele não poderia aparecer em público assim, logo associariam seu nome Walkure assim como as entrevistas que antigamente eram dadas com orgulho sobre sua infância. Walkure fechava fortemente os olhos com pesar imaginando nunca ter querido dizer ao mundo suas origens. Não por não valorizar o seu legado genético, Wilhelm adorava sua mãe e podia ver seus olhos e seu nariz perfeitamente simétrico espelhado na foto, ele havia herdado toda sua beleza e carisma dela, nada de bom havia vindo do seu pai...

Walkure se levantava deixando gentilmente um amontoado de moedas a mesa, não queria chamar a atenção e mantinha seu corpo encolhido naquela manhã fria e sem vida. Seu caminho de volta se resumia em tentar imaginar o que faria desde então, talvez o fato dele ser um pouco mais ricos e famoso pudesse deixa-lo a margem do que acontecia, se ele explicasse que seu envolvimento com os judeus foi quase nulo quem sabe pudesse permanecer em Munique, mas, as coisas nem sempre seguiam como ele imaginava...

A imagem do grupo dos Camisas Marrons na porta de sua casa foi como um golpe de espada em seu coração. 

"Eu não posso acreditar" - Pensava Walkure com o rosto pálido como se tivesse visto um fantasma. Havia um misto de depressão e desespero que misturava o interior de Wilhelm como um todo, suas pernas tremiam só de imaginar a força intrépida com a qual usariam contra ele. Vagarosamente o ator sibilava voltando pelo mesmo caminho que havia feito, agradecendo a sí mesmo por ter acordado mais cedo naquela manhã, ter sentido fome por que passou a noite inteira acordado pensando no que seria de sua vida. O destino de Walkure havia mudado só a pouco tempo e a história dele estava só começando...

Walkure andava em passos rápidos assim que tivesse uma certa distancia, levantava o capuz e colocava as mãos no bolso a fingir frio naquela manhã. Seguia direto para o banco nacional de Munique. Iria retirar todo o dinheiro que podia, quem sabe assim teria alguma chance de viajar para algum lugar melhor. Enquanto seguia para o banco sua mente se perdia apenas uma pessoa. Evelyn. Jurou a sí mesmo que depois que fosse no banco ligaria para Evelyn para ouvir sua voz, nem que fosse por uma última vez...  

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Re: Reich – Capítulo 01: A Decisão de Hindenburg (1933)

Mensagem por Undead Freak em Qua Jun 29, 2016 7:36 pm

Klaus Kelsen(Ignus)

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"Entre nós, aos erros por omissão, junta-se ainda a destruição do pouco que o indivíduo tem a felicidade de aprender na escola. O envenenamento político do nosso povo elimina ainda esse pouco do coração e da memória das vastas massas, quando a necessidade e os sofrimentos já não o tinham feito.

Pense-se no seguinte:

Em um alojamento subterrâneo, composto de dois quartos abafados, mora uma família proletária de sete pessoas. Entre os cinco filhos, suponhamos um de três anos. É esta a idade em que a consciência da criança recebe as primeiras impressões. Entre os mais dotados encontra-se, mesmo na idade madura, vestígio da lembrança desse tempo. O espaço demasiado estreito para tanta gente não oferece condições vantajosas para a convivência. Brigas e disputas, só por esse motivo, surgirão freqüentemente. As pessoas não vivem umas com as outras, mas se comprimem umas contra as outras.

Todas as divergências, sobretudo as menores, que, nas habitações espaçosas, podem ser sanadas por um ligeiro isolamento, conduzem aqui a repugnantes e intermináveis disputas. Para as crianças isso é ainda suportável. Em tais situações, elas brigam sempre e esquecem tudo depressa e completamente.

Se, porém, essa luta se passa entre os pais, quase todos os dias, e de maneira a nada deixar a desejar em matéria de grosseria, o resultado de uma tal lição de coisas faz-se sentir entre as crianças. Quem tais meios desconhece dificilmente pode fazer uma idéia do resultado dessa lição objetiva, quando essa discórdia recíproca toma a forma de grosseiros desregramentos do pai para com a mãe e até de maus tratos nos momentos de embriaguez. Aos seis anos, já o jovem conhece coisas deploráveis, diante das quais até um adulto só horror pode sentir. Envenenado moralmente, mal alimentado, com a pobre cabecinha cheia de piolhos, o jovem "cidadão" entra para a escola.

A custo ele chega a ler e escrever. Isso é quase tudo. Quanto a aprender em casa, nem se fale nisso.

Até na presença dos filhos, mãe e pai falam da escola de tal maneira que não se pode repetir e estão sempre mais prontos a dizer grosserias do que pôr os filhos nos joelhos e dar-lhes conselhos. O que a criança ouve em casa não é de molde a fortalecer o respeito às pessoas com que vai conviver. Ali nada de bom parece existir na humanidade; todas as instituições são combatidas, desde o professor até às posições mais elevadas do Estado. Trata-se de religião ou da moral em si, do Estado ou da sociedade, tudo é igualmente ultrajado da maneira mais torpe e arrastado na lama dos mais baixos sentimentos. Quando o rapazinho, apenas com quatorze anos, sai da escola, é difícil saber o que é maior nele: a incrível estupidez no que diz respeito a conhecimentos reais ou a cáustica imprudência de suas atitudes, aliada a uma amoralidade que, naquela idade, faz arrepiar os cabelos.

Esse homem, para quem já quase nada é digno de respeito, que nada de grande aprendeu a conhecer, que, ao contrário, conhece todas as vilezas humanas, tal criatura, repetimos, que posição poderá ocupar na vida, na qual ele está à margem?

De menino de treze anos ele passou, aos quinze, a um desrespeitador de toda autoridade. Sujidade e mais sujidade, eis tudo o que ele aprendeu. E isso não é de molde a estimulá-lo a mais elevadas aspirações.Agora entra ele, pela primeira vez, na grande escola da vida.

Então começa a mesma existência que nos anos da - meninice ele aprendeu de seus pais. Anda para cima e para baixo, entra em casa Deus sabe quando, para variar bate ele mesmo na alquebrada criatura que foi outrora sua mãe, blasfema contra Deus e o mundo e, enfim, por qualquer motivo especial, é condenado e arrastado a uma prisão de menores.Lá recebe ele os últimos polimentos.

O mundo burguês admira-se, no entanto, da falta de "entusiasmo nacional" deste jovem "cidadão". A burguesia vê, como no teatro e no cinema, no lixo da literatura e na torpeza da imprensa, dia a dia, o veneno se derramar sobre o povo, em grandes quantidades, e admira-se ainda do precário "valor moral", da "indiferença nacional" da massa desse povo, como se a sujeira da imprensa e do cinema e coisas semelhantes pudessem fornecer base para o conhecimento das grandezas da Pátria, abstraindo-se mesmo a educação individual anterior. Pude então bem compreender a seguinte verdade, em que jamais havia pensado:

O problema da "nacionalização" de um povo deve começar pela criação de condições sociais sadias como fundamento de uma possibilidade de educação do indivíduo. Somente quem, pela educação e pela escola, aprende a conhecer as grandes alturas, econômicas e, sobretudo, políticas da própria Pátria, pode adquirir e adquirirá, certamente, aquele orgulho íntimo de pertencer a um tal povo. Só se pode lutar pelo que se ama, só se pode amar o que se respeita e respeitar o que pelo menos se conhece."


Ao fechar o livro, Klaus pode ler facilmente na capa laranja o seguinte título: Mein Kampf.

O político estava em seu escritório, no andar de cima da mansão. Ele soltava a fumaça do seu cachimbo com um ar pensativo e preocupado. Em suas mãos a obra Minha Luta, de Hitler. Sobre a mesa de mogno polido, a foto do chanceler da Alemanha. Ele não entendia como Hindenburg foi nomear um homem como esse para a chancelaria, mas sabia que esse tinha sido um erro fatal.

Klaus deixou o livro de lado por um momento enquanto jogava algumas colherinhas de açúcar no café e misturava. A xícara ainda fumegava com o liquido preto e feito de forma bem forte, como ele gostava. Minutos depois, alguém batia na porta de forma delicada. Era Rudolf, seu mordomo.

-- Com licença, mein herr. Uma carta para o senhor.

O mordomo sai assim que entrega a carta. A letra e o sinete era de Albert, o chefe do gabinete.

Problemas graves aconteceram. Me encontre hoje na parte da tarde. Não posso falar sobre isso na carta, precisa ser em particular. Cuidado! Chegou ao meu conhecimento que um espião anda rondando a sua casa. Não sei quem é, portanto esteja atento ao sair. Não se deixe seguir.

A assinatura horrorosa e de difícil reprodução de Albert mostrava que não se tratava de uma carta forjada, portanto não era uma armadilha.

(Off): Mesma coisa do Beau. Como é a primeira jogada, vou aos poucos para ir te dando mais liberdade de explorar tudo o que for possível.
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Re: Reich – Capítulo 01: A Decisão de Hindenburg (1933)

Mensagem por Undead Freak em Qui Jun 30, 2016 8:50 pm

Wilhelm Walküre (Beaumont)

Status:
Força de Vontade: 07/07
Vitalidade: Completa.


(Off): Membros da SA em um desfile público em Munique.

Wilhelm escondia o rosto, colocava as mãos nos bolsos. Era uma manhã fria, então não havia nada de suspeito em seu comportamento. Ele apertava o passo em direção ao banco, pensando em Evelyn. Talvez devesse ligar antes para ela, ou quem sabe depois? Dúvidas e mais dúvidas surgiam em sua mente envenenada pelo perigo e pelo medo.

Teste:
Wilhelm, Percepção+Prontidão (D4/Dif8 -1 devido ao estado de alerta):4,6,7,8 - 2 Sucessos.

Wilhelm percebe que alguém o segue. Ele não se atreve a olhar para trás, apenas percebe, por um breve momento pelo canto do olho, que não se trata de um camisa-marrrom. O ator judeu finalmente chegou ao banco, após apertar ainda mais o passo, com o coração saltando pela boca devido a adrenalina.

Teste:
Wilhelm, Coragem (D3/Dif9): 10,7,10 - 2 Sucessos.

Apesar da situação agoniante, o ator consegue se manter firme e não entrar em pânico, evitando assim chamar a atenção. Agora ele se encontrava dentro do banco, sentado em uma velha cadeira acolchoada diante de uma mesa polida e bem organizada.

-- Pois não, senhor? Em que posso ajudá-lo?

Uma moça loira se senta e atende Wilhelm.


A mulher usava um pequeno broche com uma suástica no casaco.

Wilhelm informa a ela que gostaria de sacar o valor máximo permitido em sua conta. Ela informa que ele pode sacar até dois mil marcos por dia. Quando ela pergunta o nome dele e ele o diz, ela se levanta e diz:

-- Só um momento, por favor. Vou trazer os papéis.

O ator então aguarda alguns minutos, onde nesse tempo uma moça elegante passa por ele. Ela está usando um casaco preto e passa por ele sem se virar, o que impossibilita Wilhelm de ver o seu rosto.

Enquanto ela passa, um pequeno objeto quadrado dentro de uma proteção de couro que abre em dois, como um livro, cai no chão; a mulher dá a impressão de deixar cair propositalmente perto do ator, e logo sai do banco.
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Re: Reich – Capítulo 01: A Decisão de Hindenburg (1933)

Mensagem por Beaumont em Sex Jul 01, 2016 7:59 am

Walkure estava paranoico, cansado por noites mal dormidas e a adrenalina acima da média. Um simples e coincidente caminhar próximo a ele já era motivo para que seu coração alarmasse, ele nunca imaginou que a natureza de seu pai viesse lhe causar tanto terror mais uma vez. O fantasma voltava para assombra-lo, ele podia ter conseguido fugir de se pai mas o sangue judeu e cego por dinheiro dele percorria em suas veias. 

Sem opções Walkure vai para o banco, se  senta com um pouco de hesitação e uma voz de timbre frágil, pedindo seu dinheiro. Ao olhar o broche que a mulher carrega um frio lhe corta a espinha, sua voz travava e era preciso engolir a seco para poder terminar a frase. 



Moça escreveu:-- Só um momento, por favor. Vou trazer os papéis.


Walkure já estava exasperado, em sua mente mil coisas brotavam criando uma imaginação fértil demais para que ele pudesse ficar calmo ali esperando por aqueles dois mil marcos. 

"Aquela mulher...Acho que ela me conhece...Todos me conhecem nessa cidade. Ela foi avisar as tropas, não posso ficar mais aqui" 

Ele não esperaria mais, sem chamar muita atenção ele se erguia quando uma mulher passa ao seu lado e algo cai. Ainda sem entender Wilhelm recolhe o objeto dando uma rápida passada de vista. Sua principal preocupação era com a mulher e o destino que ela reservava para ele. Sem delongas ele parte para fora do banco as pressas. Não ficaria ali, havia a decepção em seu olhar mas não podia arriscar pegar aquele dinheiro. Estava sem dinheiro para fugir, ele saía do banco e olhava para fora tentando ver se conseguia ver a misteriosa mulher de casaco negro. Segue por uma ruela discreta para poder observar melhor a natureza do objeto que caiu, havia ficado intrigado em saber quem era aquela mulher. 

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Re: Reich – Capítulo 01: A Decisão de Hindenburg (1933)

Mensagem por Ignus em Sab Jul 02, 2016 6:47 pm

O político estava em seu escritório, no andar de cima da mansão. Ele soltava a fumaça do seu cachimbo com um ar pensativo e preocupado. Em suas mãos a obra Minha Luta, de Hitler. Sobre a mesa de mogno polido, a foto do chanceler da Alemanha. Ele não entendia como Hindenburg foi nomear um homem como esse para a chancelaria, mas sabia que esse tinha sido um erro fatal.


"Hindenburg agiu muito mal. Havia muitos outros nomes no partido nazista que seriam menos perigosos na chancelaria. Sem dúvida Hitler é o maior expoente deles, mas justamente por isso ele não deveria ter se tornado o chanceler. A nomeação de outro nazista provavelmente geraria alguma cisão entre eles. Gregor Strasser, por exemplo seria uma escolha bem menos traumática. Mas não, em vez de se escolher um chanceler menos propenso a concentração absoluta dos poderes em suas próprias mãos ele escolheu Hitler, que não demorou a, na prática, dissolver o Parlamento."

Enquanto fuma seu cachimbo Klaus procura organizar seus pensamentos.

"O problema de verdade é que Hitler é o chanceler e o Ato de Autorização na prática tolhe o Parlamento de meios para controlá-lo. Isso não pode ser admitido. Nem mesmo quando tinhamos uma monarquia havia tamanha concentração de poder nas mãos do Executivo. Nem o Kaiser governava sem o Parlamento."

Klaus se levanta de sua cadeira caminha mancando até a janela, ainda segurando o livro, onde olha para o nada enquanto reflete.

"Mas não importa agora lamentar pelo que já está feito. O que interessa é o que será feito a seguir. Vejo três frentes para lidar com o problema. A primeira é seria obter maioria na Parlamento para revogarmos o ato. A medida é difícil de ser alcançada. A aprovação do ato contou com muitos apoiadores. Não obstante, a recente escalada repressiva do regime talvez tenha persuadido alguns parlamentares a mudar de ideia. Talvez eu consiga apoio suficiente. Todos os partidos que não o nazista precisariam apoiar e talvez fosse possível até conseguir alguns dissidentes no Partido Nazista. Para obter esses dissidentes o caminho mais viável provavelmente será procurar Strasser.

A segunda seria buscar o Poder Judiciário. Poderíamos tentar a anulação do Ato de Autorização por ela ferir a separação de Poderes consagrada na Constituição de Weimar. O caminho é possível, mas não posso ter certeza de que o Tribunal acolheria a tese. Preciso falar com meu assessor jurídico sobre o tema, mas a princípio acho que se minha primeira frente não funcionar essa parece ser a tentativa mais lógica para se adotar a seguir.

Por fim, e que Deu s me perdoe por considerar essa hipótese, existe a possibilidade de uma ruptura não democrática. A adoção de um golpe de Estado. Para tanto eu precisaria de apoio das Forças Armadas, um segmento sobre o qual minha influência hoje é pequena. Quem poderia servir como ponte para os militares se chegarmos a tanto?"



Klaus deixou o livro de lado por um momento enquanto jogava algumas colherinhas de açúcar no café e misturava. A xícara ainda fumegava com o liquido preto e feito de forma bem forte, como ele gostava. Minutos depois, alguém batia na porta de forma delicada. Era Rudolf, seu mordomo.

-- Com licença, mein herr. Uma carta para o senhor.

O mordomo sai assim que entrega a carta. A letra e o sinete era de Albert, o chefe do gabinete.

Problemas graves aconteceram. Me encontre hoje na parte da tarde. Não posso falar sobre isso na carta, precisa ser em particular. Cuidado! Chegou ao meu conhecimento que um espião anda rondando a sua casa. Não sei quem é, portanto esteja atento ao sair. Não se deixe seguir.

A assinatura horrorosa e de difícil reprodução de Albert mostrava que não se tratava de uma carta forjada, portanto não era uma armadilha.


"Isso é estranho. Porque Albert me enviaria uma carta dessas? Ele vir pessoalmente a minha casa não causaria alvoroço, mesmo que a visita fosse descoberta pelo espião, afinal ele trabalha para mim e meu gabinete no edifício do Reichstag não está disponível para reuniões por conta do incêndio. Bem, não importa. Posso perguntar isso ao encontrá-lo."

Movido pela cautela que a carta sugeria Kelsen queima a carta, olhando para o papel em chamar em cima de um pequeno prato. Depois de o papel virar cinzas ele toca a sineta que estava em sua mesa para chamar seu mordomo.

-Por favor providencie para que meu carro esteja à disposição em alguns minutos. Irei precisar dele para sair em breve.


OFF:
1 - Devo considerar que haja um local de encontro em circunstâncias como essa previamente combinado entre Klaus e Albert?

Codex

2 - Telefones residenciais já são comuns na época?

3 - Existe um serviço de táxis ou algo semelhante que seja fácil de utilizar?
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Re: Reich – Capítulo 01: A Decisão de Hindenburg (1933)

Mensagem por Undead Freak em Ter Jul 05, 2016 12:16 pm

Paul Këhl (@nDRoid94)

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Como era de costume, o relógio suíço de corda fez um barulho estridente, tirando Paul dos seus mais belos e surreais sonhos. Mal humorado por voltar a realidade, Paul abandona sua cama quente a contragosto, se levantando e, como era de costume, abrindo a janela e olhando para o movimento a rua. Estava frio, o céu estava encoberto e Berlim começava mais uma manhã em seu ritmo silencioso.

A rotina era a mesma antes de chegar ao trabalho. Um banho quente, mais demorado do que deveria, dentes escovados, cabelo penteado e um terno cinza, gravata preta e uma camisa branca de bom tecido.

Estava impecável e respeitável, como sempre. Penteava cuidadosamente os cabelos para trás, fazendo bom uso do espelhinho pregado na parede, próximo a cama. Quando largou o pente em cima do criado mudo, o telefone tocou, emitindo sua campainha gritante três vezes antes de ser atentido por Paul.

--Guten tag, Herr Këhl. Aqui quem fala é o comandante Schmitz.

Paul se lembra de Schmitz. O sujeito era o típico homem de Hitler. Ao mesmo tempo que era
inteligente, educado e refinado, era também um sádico e um fanático da propaganda antissemita.

-- Herr Goebbels me pediu para informar que hoje o senhor vai entrar mais tarde no serviço. Ele tem um serviço especial para você. Um carro irá esperar o senhor na entrada de seu apartamento daqui a três, ja?

Paul sabia que não poderia esperar nada de bom desse "serviço especial". Ao menos ele tinha três horas de folga.

(Off): Jogada inicial. Você tem três horas para explorar, pensar nas suas ações e se preparar.

Asami Kuramada (Rian)

Status:
Força de Vontade: 07/07
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O navio havia partido do Japão a um bom tempo. Quando ele alcançou finalmente o solo alemão, Asami estava aliviada. A melhor coisa era ter ancorado em Hamburgo, mas obviamente uma embarcação ilegal chamaria a atenção demais naquele porto. Asami estava em Husum, uma pequena cidade próxima, onde não chamaria a atenção de ninguém.

Como instruída, ela usou parte do dinheiro que recebera para se estabelecer em uma pousada temporariamente -- a mais reclusa possível. Ela havia recebido uma carta de seus empregadores na manhã de hoje. A carta dizia:

Depois do almoço, no começo da tarde, iremos buscá-la. Você irá se passar por uma mulher de negócios e viajará conosco. Será uma longa viagem até Berlim, com algumas paradas. Esteja pronta.

Ela era uma estrangeira ali, e a situação política atual fazia a Alemanha ser um terreno hostil para qualquer estrangeiro. Ela deveria prosseguir com cuidado. Seus empregadores judeus poderiam ser mortos durante o plano, e se eles fossem pegos, ela também seria. Ela teria que chegar até Berlim para executar o serviço, e muita coisa pode acontecer no caminho.

(Off): Jogada inicial. Você tem algumas horas para explorar e planejar antes de eles virem te buscar.
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Re: Reich – Capítulo 01: A Decisão de Hindenburg (1933)

Mensagem por Rian em Qua Jul 06, 2016 11:19 am







"- É sempre um descanso para o corpo e para a alma desembarcar em terra firme. Eu particularmente não me sinto bem em um barco. A vastidão do oceano... é como se ela me subjugasse e eu não gosto de estar em desvantagem, nas mãos do destino. Mas agora que estou aqui eu não sei o que é pior, esse país, essas pessoas... me olham como se eu fosse uma ameaça. Hã! Na verdade de certa forma estão certos..."

Vestida como uma japonesa comum saio da pensão e caminho pelas ruas de Husum o mais discretamente possível. Os russos não podem saber que eu estou bem debaixo de seus narizes. No Japão eu estava sob a proteção dos ninjas do clã e os russos não poderiam simplesmente invadir o lugar. Agora aqui, meu cuidado deve ser redobrado, pois estou sozinha e por conta própria. Ademais, preciso averiguar as patrulhas desta cidade, se o perímetro é seguro, se estão fazendo algum tipo de "blitz", antes que meus empregadores cheguem para me buscar. Devemos ir até Berlim o mais sorrateira e rapidamente possível.

Como uma boa espiã, observo as entradas e as saídas da cidade e possíveis rotas de fuga caso algo dê errado. A missão deverá ser cumprida, mesmo que custe a minha vida. Não posso desonrar o nome da minha família nem manchar a reputação do meu clã.

Por fim volto para a pensão e preparo meu material, conferindo se está tudo em ordem. "- Antes de sair preciso embeber dois palitos de cabelo com veneno, aqueles que usarei durante a viagem."

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Re: Reich – Capítulo 01: A Decisão de Hindenburg (1933)

Mensagem por Undead Freak em Qua Jul 06, 2016 2:20 pm

Wilhelm Walküre (Beaumont)

Status:
Força de Vontade: 07/07
Vitalidade: Completa.

Saia daí agora!

Essa mensagem estava em um pequeno pedaço de papel colado em um espelhinho, que se revelava assim que Wilhelm abria a carteira de couro que apanhava do chão. Sem perda de tempo ele sai do banco, tentando parecer discreto, ao mesmo tempo que aperta o passo.

Do lado de fora ele não via a mulher, cujo objeto que caiu pertencia, então resolve adentrar alguma viela para ser perdido de vista por qualquer espião em potencial.

Assim que entra a viela, um par de mãos usando luvas de veludo preto tapam sua boca ao mesmo tempo que puxam ele para o fundo do beco. Ele tenta gritar e se soltar, mas logo se acalma quando percebe que se trata da mulher de negro, e que a mulher de negro na verdade é Evelyn Bentz.

-- Shiiii! Fique atrás de mim!

Pelo canto da parede, onde ambos estavam encostados, era possível ver dois soldados da SA saindo bruscamente com a atendente. Eles param na porta do banco, olhando para os lados. Cada soldado vai para um lado de forma apressada, enquanto a atendente volta para dentro do banco.

-- Você não pode fazer isso, Wilhelm. Precisa ficar longe do público o máximo possível. Sua única chance é ver Von Papen. Só com a ajuda dele você pode sair da Alemanha. Venha, vamos para casa. Lá pensaremos melhor no que fazer.

Evelyn se escorou em Wilhelm, para dar a impressão de que eram um casal normal caminhando na rua, chamando menos a atenção dessa forma.

Teste:
Wilhelm,Coragem(D3/Dif.9): 2,7,10 - 1 Sucesso.

Aparentemente isso funcionou, já que mesmo cruzando com um dos soldados da SA que voltava correndo ofegante, ele não se preocupou em reparar melhor em Wilhelm, mesmo ele passando exatamente do seu lado. Wilhelm sentiu o coração espancar-lhe o peito de forma súbita e as pernas amolecerem quando o soldado passou ao seu lado, mas foi amparado por Evelyn e conseguiu recompor-se a tempo de não chamar a atenção.

Na casa de Evelyn, Wilhelm pôde finalmente sentar-se um pouco e tomar uma xícara de chá para se acalmar um pouco. Ela então senta-se do lado dele, com um olhar analítico e preocupado.

-- Eu já telefonei para Von Papen e expliquei para ele a situação. Ele virá tarde da noite, onde terá mais privacidade. Enquanto isso, acho melhor você comer algo e dormir um pouco no quarto de hóspedes. Você está com um aspecto preocupante, Wilhelm.

Ela se levanta e vai até uma gaveta próxima do sofá. Ela destranca a gaveta com uma pequena chavinha que tira do seu bolso e tira de lá uma arma.

-- Eu sinceramente não sei se devo te dar isso. Por um lado pode ser bom ter uma proteção, mas se você for pego com isso...Eu não sei, o que acha?

Arma:

Nome
Mauser C96

Calibre
7.63X25mm Mauser

Dano
5

CdT
4

Pente
10

Ocultabilidade
J

Alcance
20

-- Eu estou pensando em ir com você. Eu... Bem, eu fiz uma coisa que...

Evelyn é interrompida com uma batida na porta que se repete em três golpes.

-- Frau Evelyn, abra a porta, por favor! Precisamos falar com você!

Evelyn fica pálida, como se o seu coração tivesse parado subitamente.

-- Esconda-se!-- diz ela, rapidamente em sussurro para Wilhelm.

Klaus Kelsen(Ignus)

Status:
Força de Vontade: 10/10
Vitalidade: Completa.

(Off): Sim. O ponto é a casa dele.

Codex:
1- Sim, embora mais rudimentares. Você, por ser rico, não precisa se preocupar com a falta de um.

2 - Sim, o serviço de táxi é bem antigo. Inclusive, se você gosta de jogos eletrônicos, te recomendo o primeiro jogo da série Máfia. Apesar de não se passar na Alemanha, se passa na década de 30 e você joga justamente com um taxista antes de se tornar membro de uma família mafiosa.

A viagem de carro ocorreu sem mais problemas, no entanto uma coisa chamou a atenção de Klaus, para dizer o mínimo: Algo atrasou o trânsito devido a curiosidade dos motoristas. Em uma casa com a porta escancarada havia um grupo de seis membros da SA. Quatro pessoas estavam sentadas no chão, algemadas. Seus rostos estavam sangrando e com marca de hematomas. Entre eles, havia um menino com uma boina na cabeça. Ele parecia não ter mais que nove anos, e chorava com vários machucados no rosto.

Conforme o carro de Klaus passava, ele podia ver um velho sendo algemado e arrastado para fora da casa, recebendo vários golpes de cassetete nas costas, no estômago e no rosto. O seu motorista não disse nada, mas estava visivelmente perturbado com o que acabara de ver.

Assim que chegou, Albert estava na porta aguardando de forma ansiosa. Seu semblante estava sério e meio soturno. Ele mesmo ajudou Klaus a sair do carro, escorando-o.

-- Boa noite, Herr Kelsen. Aceita um café? Talvez gostaria de comer algo? -- Embora fosse gentil, seu semblante ainda não deixava a preocupação evidente.

Klaus caminhou mancando, levando um tempo para adentrar a residência. Quando entrou, eles conversaram frivolidades um pouco na sala de estar elegante, aquecendo-se no fogo da lareira. Depois, ele foi levado ao escritório de Albert, onde teriam privacidade para conversar sobre a verdadeira razão de ter sido convocado lá.

Albert andou de um lado para o outro, inquieto. Olhava para a janela, para as paredes. Após fazer um certo suspense, ele suspirou fundo e finalmente soltou a bomba.

-- Os nazis prenderam o seu filho. Ele foi detido por fazer propaganda nazista com alguns companheiros dele. Eu temo que agora usem o seu filho para chantagear você...

Albert então calou-se, olhando fixamente nos olhos de Klaus, aguardando para ver o que ele diria.

Teste:
Klaus, Inteligência(D2/Dif.6): 10,10 - 2 Sucessos.

Nessa hora a mente de Klaus ligou os fatos. Ele se lembrou claramente da notícia do rádio, que dizia:

Na madrugada de hoje, 25 de março, um destacamento da SA prendeu Hans Friedrich Müller, 23 anos, líder de uma resistência comunista estudantil. Müller foi preso junto com outros dezesseis jovens do seu grupo, sendo oito desses judeus, o que comprovava a suspeita de que Müller estava envolvido com a raça judia...

Obviamente seu filho estava entre os detidos, e seu nome não foi citado na rádio propositalmente.
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Re: Reich – Capítulo 01: A Decisão de Hindenburg (1933)

Mensagem por @nDRoid[94] em Sex Jul 08, 2016 9:51 am

As manhãs em Berlim eram sempre monótonas. Paul acordava de sua cama ao som do estridente relógio suíço que possuía posicionado próximo a sua cabeceira. Ele se ergue e segue a rotina diária de banho e higienização. Pronto para mais um dia de trabalho, ele já mentalizava todo o caminho que faria até a sede do Ministério da Propaganda, quando seu telefone toca. Era Schimtz. Um verdadeiro miserável, mas um homem muito perigoso. Deveria tomar cuidado, sabia disso. Poderia ser um mau presságio escutar aquele voz naquela hora da manhã e com aquela notícia.

Ao menos teria mais três dentro de casa, não que aquilo fosse animador ao saber que Goebëlls reservava um trabalho especial para si. Algo não cheirava bem e isso estava deixando Paul inquieto. Precisava avisar Henrik dos próximos passos, mas temia que aquilo fosse um sinal de que já estava sendo vigiado. Era muito provável. As pessoas eram retiradas de casa e espancadas... crianças, velhos... Ninguém estava livre da tirania do Fuhrer. Nem mesmo Paul e sua ascendência ariana. Se você descoberto como traidor político teria o mesmo fim que qualquer judeu de baixa estirpe. Mas o mesmo não queria desistir facilmente.

Ele senta na pequena mesa de sua sala e começa a pensar em como poderia avisar o seu grande amigo do destino que lhe reservava dali a 3 horas. Ele escreve um pequeno bilhete, informando rapidamente o que lhe aconteceria, mas de maneira subjetiva, que ele soubesse que seu colega entenderia. Ele decide sair de casa, coloca seu sobretudo e parte. Ele faz uma pausa para um rápido café de dez minutos na Alexanderplatz, mas logo volta ao seu caminho. Se destino era ao antigo endereço de Henrik. Não sabia se o mesmo ainda estaria ali, mas queria apenas dar uma olhada na área. Usava um chapéu para encobrir-se melhor e estava atento a possíveis espiões. Teriam sido descobertos? Paul gostaria muito de saber.
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Re: Reich – Capítulo 01: A Decisão de Hindenburg (1933)

Mensagem por Beaumont em Dom Jul 10, 2016 7:07 pm

Evelyn trazia o conforto interno que Walkure  precisava naquele momento, mesmo que por um único segundo. Não havia um lugar seguro pelo o qual ele pudesse ir ou um ombro que pudesse depositar a sua cabeça se não fosse Evelyn. A xicara de chá havia tido um efeito incrível no corpo de Walkure, mas aquilo ainda não era o suficiente. Ele estava abalado, via seu reflexo no fundo da xicara e se perguntava "O que eu posso fazer" Mais como uma suplica do que uma indagação por sí. Ele até tinha pensado em Albert. O diretor do Teatro que havia dado a ele a oportunidade da grande estreia do mês passado, mas ninguem poderia ser mais confiável do que Evelyn Bentz


Já fazia pelo menos 1 mês que ele não havia voltado para a casa de Evelyn, olhar para a mobília o lembrava da noite de fevereiro daquele ano depois de uma estreia avassaladora em seu novo papel ele bebeu vinho loucamente com Evelyn e terminou sua noite ali naquela cama de lençóis brancos abraçado com ela sentindo aquele corpo caloroso, nu e aquecedor para o clima frio de Munique.  Ele descia a cabeça voltando a realidade que estava bem longe dos seus tempos de outrora. Seus olhos fitavam Evellyn que agora estava bem a sua frente. Ela mascarava sua segurança por trás daquele olhar sério, Walkure segurava sua mão apertando o suficiente para ele ter certeza de que aquilo não era um sonho. 


-- Eu já telefonei para Von Papen e expliquei para ele a situação. Ele virá tarde da noite, onde terá mais privacidade. Enquanto isso, acho melhor você comer algo e dormir um pouco no quarto de hóspedes. Você está com um aspecto preocupante, Wilhelm.

- Dormir é uma coisa que eu já não consigo mais fazer, pensei em viajar para Aachen com fronteira com a Bélgica, mas tenho quase certeza que eu não posso pegar meu dinheiro no banco nacional de Munique. Robert também deve estar com medo de todo esse rebuliço e talvez não seja inteligente da minha parte pedir dinheiro para ele. Quanto você tem ? 


Wilhelm vasculhava a carteira para ver quanto tinha, o máximo possível já seria alguma coisa. 


-- Eu sinceramente não sei se devo te dar isso. Por um lado pode ser bom ter uma proteção, mas se você for pego com isso...Eu não sei, o que acha?
-- Eu estou pensando em ir com você. Eu... Bem, eu fiz uma coisa que...

Não havia palavras que pudessem descrever a face assustada de Wilhelm, ela tinha uma arma. 



"Talvez ela já estivesse sabendo de algo...Pior será que ela está envolvida com partidos opositores, nunca fui muito esperto nesse aspecto mas sei que eles não tratam bem os inimigos da nação..." 


Em um gesto quase rude Wilhelm segura cm força o braço de Evelyn, ele sempre foi uma pessoa entusiasta e motivadora mas quando precisava ser vigoroso e sério também podia. Não havia um único pingo de hesitação e ele com o pulso firme dizia. 


- Evelyn não abra esta porta. (Labia) Seja o que for que você tem feito, venha comigo. Vamos juntos embora deste pesadelo. Quanto você tem ?? 


Wilhelm não era um atirador, as poucas vezes que usou uma arma foi no campo quando seu pai o obrigava a atirar em latas ou em pássaros em sua infância, ele nunca pode ir contra as vontades de seu pai, mas admite que isso ajudou o suficiente para saber como segurar aquela pistola. Ele era rápido, as batidas impetuosas na porta lembravam quando ele estava tentando esquecer o passado de sofrimento que seu pai ganancioso por dinheiro trouxe a tona. Wilhelm usava qualquer móvel na casa que pudesse para criar uma barreira entre a porta forçando a maçaneta para não ser aberta. Um armário ou uma cadeira pesada poderia ajudar. 


- Precisamos sair daqui rápido. Temos uma janela ou uma porta dos fundos ? Vamos até o seu carro, temos de achar Von Papen, sem dinheiro não há como sair de Munique. Eu não vejo outra saída (Sussurrando)


Empunhando a arma ele seguiria na frente protegendo o corpo de Evelyn tentando sair pela porta dos fundos ou pela janela. Não era sua intenção usar a arma naquele momento mas para preservar a sua vida e a de Evelyn ele usaria sem hesitar... 

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Re: Reich – Capítulo 01: A Decisão de Hindenburg (1933)

Mensagem por Undead Freak em Ter Jul 12, 2016 7:05 pm

Paul Këhl (@nDRoid94)

Status:
Força de Vontade: 07/07
Vitalidade: Completa.

Paul seguia para o endereço antigo do amigo agora que estava de barriga cheia. Haviam muitos destacamentos da SA caminhando pelas ruas, fazendo a rotina diária de inspeção. Alguns daqueles soldados o cumprimentavam, já que estes sabiam que ele era o pupilo de Goebbels. Aquilo, de certa forma, era bom. No entanto, quando chegou ao antigo endereço do amigo, levou um choque. A porta estava arrombada e todos os vidros estavam quebrados. Houve uma batida ali, e Paul teve de se conter e muito para não deixar as emoções óbvias e levantar suspeita.

Testes:
Percepção+Prontidão(D3/Dif.9): 10,2,9 - 2 Sucessos.
Inteligência+Códigos(D4/Dif.9): 1,10,7,4 - 0 Sucessos.

Ao rondar a casa, Paul nota que há um pequeno texto escrito na parede. Poderia ter sido apenas uma demonstração de depredação de patrimônio e vandalismo, se não tivesse notado que a letra era do seu amigo. A frase era a seguinte:

Todo o nosso conhecimento se inicia com sentimentos.

Era uma frase de Leonardo da Vinci. Havia ali um código, e que tinha sido deixado para ele. No entanto, no momento, talvez pela adrenalina de estar ali em um local suspeito, não conseguiu deduzir o que aquilo significava. Uma coisa é certa: ele não deixaria uma mensagem de forma leviana.

Paul decidiu deixar o local, conforme mais soldados se aproximavam dali. Ele não sabia o que tinha acontecido com o amigo, tampouco o que era aquela mensagem. Ambas as coisas o deixavam aflito.

(Off): Você ainda tem tempo até o serviço. Você pode tentar decifrar o enigma, tentar descobrir o paradeiro do seu amigo ou, se quiser tentar uma loucura, entrar na casa sem ser visto e procurar por pistas.

Asami Kuramada (Rian)

Status:
Força de Vontade: 07/07
Vitalidade: Completa.

Asami teve uma viagem tranquila pela cidade. Não encontrou guardas ou tropas de choque de militantes políticos. Ela viu típicos alemães fazendo os seus serviços. Em uma praça, haviam grupos de jovens, crianças e velhos debatendo em grupo um único assunto: Mein Kampf. O livro estava nas mãos de um senhor de cinquenta e poucos anos, que narrava fervorosamente aos demais, que olhavam-no com olhar penetrante e em silêncio. Haviam casas de madeiras bonitas, coloridas e bem construídas, muitas dessas ao redor de fazendas com uma boa quantidade de gado e plantação.

Retornando a pensão, Asami passa pela entrada onde a dona lhe dá, pela segunda vez, um bom dia cauteloso e um aceno de cabeça. A dona está em uma poltrona lendo um jornal, e quando a água da chaleira na cozinha ao fundo começa a ferver, ela deixa o jornal sobre a poltrona e vai verificar a chaleira.

Teste:
Percepção+Linguística(D5/Dif.6): 6,9,8,7,7 - 5 Sucessos.

Apesar de sua falta de costume em exercitar o recém-aprendido idioma alemão, Asami consegue ler sem dificuldade, mesmo com o caráter mais informal da notícia, que o nome Samuel Bertold Schmil está sendo procurado em Berlim por conspiração. Ela percebe imediatamente que esse é o nome de um dos seus empregadores. A menos que haja outro judeu com o mesmo nome, ele agora corre perigo.

Em seu quarto, a assassina se prepara para sua missão, mergulhando seus palidos de cabelo em veneno, enquanto mentaliza e recapitula como deve agir, tentando prever cada possível imprevisto. Uma buzina então toca três vezes, em sons curtos e típicos. Ela vê, pela janela do quarto, o seguinte veículo parado do lado de fora:


O motorista não ousa sair do carro, mas obviamente é o seu transporte. Ela pega suas coisas, paga a mulher e sai.

-- Temo que alguém nos seguiu, portanto não posso sair. O porta malas está aberto para você colocar suas coisas.

O motorista era o próprio Samuel. Ele aparentemente não sabe ainda que está com a cabeça a prêmio, por assim dizer.

Asami coloca suas coisas e entra no carro (Off): Informe se vai atrás ou na frente.

A viagem segue bem durante as primeiras horas. O carro já passava da metade da rota para Hamburgo quando um carro também preto aparece em meio a estrada, dá início a perseguição e homem do lado do motorista começa a disparar.


-- Maldição! Eu sabia!

Samuel manobra bem o carro e escapa dos primeiros tiros, mas o veículo se aproxima mais...
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Re: Reich – Capítulo 01: A Decisão de Hindenburg (1933)

Mensagem por Undead Freak em Qua Jul 13, 2016 3:30 pm

Heinz Schultz Forchhammerz (Undead King)

Status:
Força de Vontade: 05/05
Vitalidade: Completa.

Armamento da SS:
1 - Mauser Karabiner 98k



Calibre
8 mm Mauser (7.92 x 57mm)

Dano
8

CdT
1

Pente
5

Ocultabilidade
N

Alcance
900 m

Obs: pode ser acoplada uma mira telescópica.

2 - Luger P08



Calibre
9×19mm Parabellum

Dano
8

CdT
2

Pente
8

Ocultabilidade
J

Alcance
50 m



Meine Ehre heißt Treue!

Essas palavras estavam cravadas na alma de Heinz. Ele marchava ali, juntos com os outros "camisas-pretas". Estava imponente, orgulhoso. Seu uniforme preto impunha respeito até mesmo nos membros da SA. Himmler certamente estava fazendo um ótimo trabalho como Reichsführer-SS. O destacamento de elite tinha crescido muito sob o comando dele. Heinz tinha sido considerado racialmente e fisicamente apto a servir a guarda pretoriana de Hitler.

Heinz sabia que a SS era uma necessidade inquestionável. Preocupado com a rebeldia das SA que, em muitos momentos, pareciam mais leais a seu comandante Ernest Röhm do que ao próprio Führer, ele sabia que era apenas uma questão de tempo até as SS substituírem por completo as unidades SA.

Ele não estava marchando ali com outros seis integrantes a toa. A missão deles era patrulhar uma área específica de Munique, procurando por um perigoso judeu que liderava um grupo de resistência de cinco pessoas. As SA estavam sobrecarregadas com os serviços de reconhecimento e varredura do outro lado da cidade, então Himmler ativou um pequeno destacamento das SS em seu auxílio. O objetivo era prender os judeus e levá-los para a prisão improvisada (na verdade o esboço de um campo de concentração) de Dachau, inaugurada recentemente por Himmler. Caso os judeus resistissem, eles teriam permissão para matar.

-- Bem, cavalheiros -- começou o líder do destacamento -- cada um de nós pegará uma rua. Fiquem atentos, principalmente a retaguarda, pois estes judeus são traiçoeiros.

A rua que Heinz pegou era uma rua estreita, com sobrados altos de ambos os lados, que bloqueavam o Sol parcialmente. Em um daqueles sobrados ele poderia encontrar um ou mais judeus armados, talvez até mesmo uma família traidora abrigando um deles. Ele deveria prosseguir com cuidado.

Wilhelm Walküre (Beaumont)

Status:
Força de Vontade: 07/07
Vitalidade: Completa.

Testes:
Manipulação+Lábia(D6/Dif.7): 3,9,6,4,7,7 - 3 Sucessos.
Força(D2/Dif.8 ): 9,9 - 2 Sucessos.

- Evelyn não abra esta porta. Seja o que for que você tem feito, venha comigo. Vamos juntos embora deste pesadelo. Quanto você tem ??

-- Eu... eu tenho cinco mil marcos, estão em um cofre secreto no meu quarto.-- ela agora estava perturbada visivelmente.

Sem perda de tempo, Wilhelm pega a arma e empurra uma pesada estante de mogno com portas de vidro pela porta. Ao ouvir o barulho do móvel sendo arrastado, os oficiais começam a investir contra a porta e a gritar. Logo eles derrubarão a porta e o escândalo atrairá ainda mais homens para o apartamento de Evelyn.

- Precisamos sair daqui rápido. Temos uma janela ou uma porta dos fundos ? Vamos até o seu carro, temos de achar Von Papen, sem dinheiro não há como sair de Munique. Eu não vejo outra saída!

-- Bem... podemos escalar a janela da varanda aos fundos. É perigoso, mas podemos tentar. Mas e o meu dinheiro?! Não podemos deixar cinco mil marcos aqui! Eles podem achar o cofre e tomar o dinheiro!

(Off): Você pode tentar convenvê-la a fugir de imediato ou ir até o quarto com ela pegar o dinheiro. No entanto, nada garante que os soldados não vão conseguir derrubar a porta a tempo de pegar vocês encurralados enquanto ela abre o cofre.
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Re: Reich – Capítulo 01: A Decisão de Hindenburg (1933)

Mensagem por Undead King em Qua Jul 13, 2016 8:02 pm

" Minha honra é a lealdade "
Sim, esta frase estava cravada tão funda na mente de Heinz... Sua honra era a lealdade ao seu país, e a quem o ajudava a retornar a sua antiga glória, o Fürher! Nada poderia pará-lo nessa mudança no país, ou quem sabe, até no mundo. Fora um bom tempo de treino até essa grandioso momento, em que ajudaria seu país a exterminar as pragas que assolavam e destruiam o mundo. Eram muitos que iriam morrer é claro, mas era para um bem maior, maior de forma que esses vermes jamaís poderão compreender!
Mesmo preocupado, Heinz não ligava tanto para a lealdade exarcebada da SA ao comandante Ernest. Ele sabia que o Fürher faria algo sobre isso. Além disso, o grande comandante da SS, Himmler, estava transformando a SS numa força na qual a SA jamais se transformaria. E com orgulho, o alemão faria sua parte nesse grande todo!
A missão era simples: enquanto a SA cuidava de um lado da cidade, a SS era enviada em pequenos grupos que não chamassem tanta atenção, assim podendo pegar alguns desses malditos judeus de surpresa. Pelo menos era assim que Heinz via a missão. Separando-se do seu grupo, ele chegava na rua designada. Não tinha medo do que poderia lhe acontecer, na verdade, apenas sentia um enorme orgulho em contribuir com esse controle de pragas. Em passos leves porém firmes, que apenas ecoavam para quem estava perto dele, Heinz chegava a primeira porta. Batia com firmeza, prestando atenção na movimentação da rua. Só sua face, séria, poderia amedrontar o morador da casa. - Bom dia. Sou Heinz Schultz, membro da grandiosa SS. Irei fazer uma revista na sua casa, procurando qualquer "irregularidade" visada pelo nosso Fürher. Não se sinta incomodado, será rápido. - Ele logo tentava reparavar se em algum momento, o morador ficasse com sua face um pouco temerosa. Isso poderia ser um indício de que ele abrigava os malditos judeus. Ele entrava mesmo não tendo o consentimento do morador, mesmo que, se necessário, tivesse que o empurrar. Heinz não achava isso uma atitude boa, mas se por acaso algum morador abrigasse judeus, o mesmo se igualaria a eles.
Heinz repetia o processo em cada casa, sempre prestando atenção em todos os detalhes possíveis e mantendo a cautela.
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Re: Reich – Capítulo 01: A Decisão de Hindenburg (1933)

Mensagem por Ignus em Sab Jul 16, 2016 6:04 pm

A viagem de carro ocorreu sem mais problemas, no entanto uma coisa chamou a atenção de Klaus, para dizer o mínimo: Algo atrasou o trânsito devido a curiosidade dos motoristas. Em uma casa com a porta escancarada havia um grupo de seis membros da SA. Quatro pessoas estavam sentadas no chão, algemadas. Seus rostos estavam sangrando e com marca de hematomas. Entre eles, havia um menino com uma boina na cabeça. Ele parecia não ter mais que nove anos, e chorava com vários machucados no rosto.

Conforme o carro de Klaus passava, ele podia ver um velho sendo algemado e arrastado para fora da casa, recebendo vários golpes de cassetete nas costas, no estômago e no rosto. O seu motorista não disse nada, mas estava visivelmente perturbado com o que acabara de ver.


"O braço armado do Estado cada dia mais se dedica a agredir nossos próprios cidadãos. O Chanceler nem mesmo tenta ocultar a opressão que impõe a nosso povo. Como é possível que isso não faça com que os nazistas percam toda sua popularidade? Compreendo que a propaganda seja um apanágio para a alma, mas como as pessoas podem se deixar persuadir por ela quando seus olhos revelam a truculência e opressão em plena rua?"



Albert andou de um lado para o outro, inquieto. Olhava para a janela, para as paredes. Após fazer um certo suspense, ele suspirou fundo e finalmente soltou a bomba.

-- Os nazis prenderam o seu filho. Ele foi detido por fazer propaganda nazista com alguns companheiros dele. Eu temo que agora usem o seu filho para chantagear você...

Albert então calou-se, olhando fixamente nos olhos de Klaus, aguardando para ver o que ele diria.


Por um momento é como se o tempo tivesse parado. E escolhido para fazer essa pausa justamente quando o ar tinha fugido dos pulmões de Kelsen.  Era verdade que ele não era exatamente um pai ostensivamente afetuoso, mas isso não significava que ele não tinha qualquer consideração pelo filho.

Após alguns momentos em silêncio contemplativo Klaus pede a Albert um copo d´água. Ele o faz por dois motivos. O primeiro e mais obvio era para poder beber água como intuito de se recompor. O segundo era poder organziar os pensamentos por algum tempo antes de se dirigir a seu subordinado.


Na madrugada de hoje, 25 de março, um destacamento da SA prendeu Hans Friedrich Müller, 23 anos, líder de uma resistência comunista estudantil. Müller foi preso junto com outros dezesseis jovens do seu grupo, sendo oito desses judeus, o que comprovava a suspeita de que Müller estava envolvido com a raça judia...

Obviamente seu filho estava entre os detidos, e seu nome não foi citado na rádio propositalmente.


"Eles poderiam ter citado o nome de meu filho na notícia. Isso decerto abalaria minha reputação e prestígio político. Se não o fizeram a sugestão de Albert no sentido de que pretendem me chantagear faz muito sentido. A verdadeira pergunta então a ser feita é: o que eles irão exigir de mim? Apoio formal à propostas nazistas no Parlamento? Ou algo menos obvio que ainda não consigo enxergar?"

Depois de beber o copo d´água que lhe era trazido Klaus agradece e se dirige a Albert:

-Você sabe onde meu filho está sendo mantido?

Pausa

-Por mais que meu ímpeto seja o de ir atrás dele imediatamente suponho que isso não seja o mais racional a fazer. Deixe que os nazistas tomem a iniciativa e me procurem. Lidarei com suas exigências então.

Pausa

-No meio tempo, receio que não posso deixar que questões pessoais entrem no caminho das questões de Estado. A pátria está sangrando e temos um déspota sem qualquer controle do Parlamento na Chancelaria. Albert, gostaria de sua ajuda para elaborar uma previsão de quantos votos favoráveis à revogação do Ato de Autorização conseguiríamos hoje e de quais parlamentares seria possível obter apoio. Preciso saber se é viável convocar uma deliberação legislativa para isso em caráter de urgência.
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Re: Reich – Capítulo 01: A Decisão de Hindenburg (1933)

Mensagem por Beaumont em Seg Jul 18, 2016 1:31 pm

Walkure segurava Evelyn nos ombros e fitava seus olhos com convicção. A moça não parecia ter entendido que sua vida e de Wilhelm estavam por um fio.

- Evelyn, preste atenção. Isso é um cofre, eles não poderao abrir com facilidade, daremos um tempo e iremos pedir a ajuda a Von Papen, mas não podemos mais ficar aqui, nós estamos em perigo!

Wilhelm segurava os braços de Evelyn de forma firme. Ele estava mais preocupado com a vida de ambos. Não podia arriscar ficar mais tempo ali.Apesar do dinheiro ser tentador. Ele zelava mais pela segurança. Puxando a moça para perto da janela, ele olhava para fora para ver como estava a situação. Quem sabe se agisse rapido ainda pudesse fugir. Caso não visse nenhum casaca marrom, Walkure desceria por primeiro para poder ver se era possivel a escalada e então chamaria Evelyn para descer também.

- Venha Evelyn, vamos embora desse lugar! - Estendia as mãos Walkure para ajudar a jovem a descer.

Depois que descesse ajudaria Evelyn na aterrissagem para que ela caísse em seus braços. O casal ainda teria uma longa jornada pela frente, Wilhelm se mantinha em prontidão, sempre na frente a procura do carrode Evelyn para que pudessemse dirigir até a residência de Von Papen. Wilhelm estava ficando sem alternativas.... Caso estivessem em segurança Wilhelm conversava com Evelyn para saber o que ela tinha de informação e o que ela tinha feito.

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Re: Reich – Capítulo 01: A Decisão de Hindenburg (1933)

Mensagem por @nDRoid[94] em Ter Jul 19, 2016 9:49 am

Paul caminhava ainda imaginando as ardilosidades que Goebells lhe reservavam. O que seu "mentor" estaria querendo que ele fizesse agora. Uma coisa Këhl tinha quase certeza: aquilo era com certeza um teste! Claro! O ministro queria mesurar a lealdade de seu pupilo; talvez até tivesse escutado sobre as amizades e os trajetos que o jovem tinha feito no passado e que parcialmente conservava ainda no momento presente. Seria paranóia demais pensar assim?

As respostas do questionamento podiam ter sido respondidas no instante que Paul vislumbra a primeira fachada do refúgio de seu amigo. Ele tinha acabado de cumprimentar um dos recrutas da SS quando a visão da casa visivelmente invadida lhe invade a paisagem. "O que diabos aconteceu aqui?", pensou o jovem, em retórica. Era claro que o apartamento tinha sido alvo de uma batida. Ele dá uma volta pelo quarteirão, cumprimentando mais alguns recrutas. Ele vislumbra a mensagem deixada nas paredes de tijolos vermelhos. "Todo o nosso conhecimento se inicia com sentimentos. Sei quem disse essas palavras, e sei que Henrik foi o escritor, mas o que isso quer dizer?!".

Virando na esquina, ele deixa a área e decide seguir para a primeira livraria que se lembrasse da região. Ainda tinha tempo. No caminho ele vai pensando mais uma vez nas palavras, tentando decifrá-las. Seria uma dica sobre a localização de Henrik?
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Re: Reich – Capítulo 01: A Decisão de Hindenburg (1933)

Mensagem por Undead Freak em Ter Jul 19, 2016 6:03 pm

Maverick Viper (Aluncard)

Status:
Força de Vontade: 05/05
Vitalidade: Completa.

Era uma manhã fria no alojamento do quartel. Maverick tinha acordado cedo, como de costume. Tinha feito o treinamento físico, como de costume e na parte da tarde, pretendia treinar tiro ao alvo, como de costume. Maverick estava entediado, por algum motivo que nem ele mesmo sabia. No entanto, aquela manhã que tinha tudo para ser mais uma manhã enfadonha dentro do alojamento, no entanto uma novidade inesperada chegou aos ouvidos do soldado.

-- Maverick! Maverick! -- gritava Bryan ao entrar no alojamento aos trambolhões. Depois de parar o soldado no caminho e tomar um pouco de fogo, ele falava eufórico para o colega.

-- O sargento me disse que hoje a tarde um certo John Garand irá nos fazer uma visita. Esse John Garand criou um novo fuzil, e ele irá trazer os únicos três fuzis que ele fez até agora, que ele chama de M1 garand, para um teste. O general MacArthur endossou a arma e ela em breve será produzida em massa, se tornando a arma padrão do nosso exército! Não é legal? Vou fazer de tudo para ter uma chance de dar ao menos um tiro com essa arma.

(Off): Jogada inicial. Você tem algum tempo até a tarde e o teste com o m1 garand. Pode usar esse tempo para explorar e fazer o que achar melhor.

Klaus Kelsen(Ignus)

Status:
Força de Vontade: 10/10
Vitalidade: Completa.

-- Você sabe onde meu filho está sendo mantido?

-- Sim, ele está em Dachau com os judeus. No entanto, não pense em fazer nenhuma loucura. Invadir aquele lugar seria suicídio. Metade da SS guarda aqueles portões.

-- Por mais que meu ímpeto seja o de ir atrás dele imediatamente suponho que isso não seja o mais racional a fazer. Deixe que os nazistas tomem a iniciativa e me procurem. Lidarei com suas exigências então.

-- Eu creio que não temos outra altertiva. De todas elas, essa é a menos arriscada, embora a mais humilhante...

-- No meio tempo, receio que não posso deixar que questões pessoais entrem no caminho das questões de Estado. A pátria está sangrando e temos um déspota sem qualquer controle do Parlamento na Chancelaria. Albert, gostaria de sua ajuda para elaborar uma previsão de quantos votos favoráveis à revogação do Ato de Autorização conseguiríamos hoje e de quais parlamentares seria possível obter apoio. Preciso saber se é viável convocar uma deliberação legislativa para isso em caráter de urgência.

Albert pegou o copo vazio, olhou para o fundo dele, como se de lá alguma espécie de solução mágica fosse surgir. Ele então coçou o queixo e a cabeça, como se fosse uma espécie de cacoete. Estava visivelmente inquieto. Por fim, arriscou.

-- Agir discretamente é o mais sensato. Ouvi dizer que Himmler está construindo uma espécie de rede de espiões para auxiliar a SS, então não podemos nos expor de forma alguma, ou morreremos antes que possamos fazer qualquer coisa. Essas pessoas não possuem escrúpulos em matar, Klaus. Não se esqueça de que estamos lidando com monstros, não com políticos convencionais.

Foi Albert dessa vez que pegou um copo de água e o tomou sem intervalo, como se estivesse a dias em um deserto morrendo por desidratação.

-- Eu creio que possamos contar com Von Papen. Ele está agindo por debaixo dos panos contra Hitler. Com relação aos votos, creio que em torno de vinte em um período de vinte e quatro horas, mas eu estou chutando alto...

Albert fez então uma pausa, olhando sério para o copo novamente vazio mais uma vez, e então revelou algo mais.

-- Há outra coisa que eu não contei também... Goebbels me ligou ontem à noite. Se pretende fingir que está fazendo o jogo deles, posso usar isso ao nosso favor.
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Re: Reich – Capítulo 01: A Decisão de Hindenburg (1933)

Mensagem por Undead Freak em Qua Jul 20, 2016 4:52 pm

Morrice Chermont Lafaiette (Waynerwever)

Status:
Força de Vontade: 07/07
Vitalidade: Completa.

Havia uma nevasca forte no topo de Mont Blanc. O vento assoviava furioso e, apesar do equipamento e da boa estrutura do acampamento, o pelotão estaria morto de hipotermia se não fosse por suas roupas apropriadas. Morrice tinha sido enviado para o Mont Blanc deter o avanço dos comunistas refugiados que vinham do Sul da Alemanha. Da região de Mont Blanc esses imigrantes ilegais iriam para Paris. Morrice tinha oito homens a sua disposição para evitar isso.

Morrice estava em uma barraca preparando um bom café quente enquanto o sub-comandante lia um livro alemão. Não era um livro qualquer. O livro era "Mein Kampf", da autoria do chanceler alemão Adolf Hitler. Os homens faziam a varredura para encontrar o ponto de rendezvous dos comunistas. Morrice enchia uma xícara grande de café preto fumegante quando o sub-comandante lhe pergunta.

-- Então, o que acha desse tal Hitler? Ele odeia comunistas tanto quanto você, comandante. Talvez pudessemos prender esses malditos e devolvê-los a Alemanha nas mãos dos nazis, só por diversão

(Off): Pausa para resposta ou silêncio.

Mourice então agarrou o seu binóculo assim que terminou o café, e se preparava para sair quando um dos homens entrou na barraca eufórico, cheio de neve na roupa.

-- Comandante! Encontramos ele! Ainda não fomos descobertos, então temos o efeito surpresa.

Wilhelm Walküre (Beaumont)

Status:
Força de Vontade: 07/07
Vitalidade: Escoriado.

Testes:
Wilhelm, Destreza+Esportes(D3, Dif.8 ): 1,5,8 - Falha.
Dano de Altura (4). Wilhelm, Vigor+Prontidão(D4/Dif.6): 7,10,8,4 - 3 Sucessos. Dano total: 1.
Evelyn, Destreza+Esportes(D3, Dif.7): 8,10,4 (-1 na dificuldade por estar sendo auxiliada)

- Evelyn, preste atenção. Isso é um cofre, eles não poderao abrir com facilidade, daremos um tempo e iremos pedir a ajuda a Von Papen, mas não podemos mais ficar aqui, nós estamos em perigo!

Wilhelm agarrava a moça que não demonstrava relutância, embora estivesse visivelmente abalada por deixar o dinheiro para trás. Foi uma decisão sensata. Os homens entrariam a tempo de encurralar ambos no quarto. Evelyn não conseguiria abrir o cofre a tempo. Nenhuma soma de dinheiro é mais importante que a segurança.

(Off): Judeu poser! xD

Wilhelm foi até as janelas dos fundos. Não havia nenhum soldado no beco de trás, no entanto a descida não seria fácil. Portanto, para assegurar que a moça não se ferisse na descida, ele iria primeiro. Wilhelm, por não ter muita prática em escalar muros quase que totalmente lisos, acaba escorregando e desce raspando o corpo na estrutura antes de atingir o chão. Ele se rala e se arranha um pouco, no entanto a queda não é o suficiente para lhe provocar um machucado sério.

- Venha Evelyn, vamos embora desse lugar! - Estendia as mãos Walkure para ajudar a jovem a descer.

Evelyn, sendo auxiliada por Wilhelm, consegue descer de uma forma menos agressiva, sem se arranhar. Eles então correm para o próximo quarteirão, antes mesmo que os soldados percebessem que eles fugiram pelos fundos.

-- Conseguimos, mas quanto mais tempo permanecemos nas ruas, pior. Não podemos aparecer no gabinete de Von Papen por razões óbvias. Lá ele estará sendo vigiado constantemente. Além disso, não há garantias de onde ele pode estar agora. O que vamos fazer?
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Re: Reich – Capítulo 01: A Decisão de Hindenburg (1933)

Mensagem por waynerwever em Qua Jul 20, 2016 5:41 pm

Morrice estava mais uma vez empenhado na captura dos comunistas que avançavam em direção a Paris. Eles e seus homens já eram experientes e conheciam a maioria de suas rotas. No meio daquela nevasca Morrice preparava um bom café preto para se aquecer enquanto esperava o momento de agir, entre o primeiro e o segundo gole de sua xícara, o sub-comandante da operação, que estava ao lado lendo o livro Mein Kampf, da autoria do chanceler alemão Adolf Hitler, o interpelou:

"-- Então, o que acha desse tal Hitler? Ele odeia comunistas tanto quanto você, comandante. Talvez pudessemos prender esses malditos e devolvê-los a Alemanha nas mãos dos nazis, só por diversão"

-Não seja ingênuo meu caro, este homem vem tomando muitos territórios, embora entregar-lhe os comunistas possa distraí-lo e nos faria poupar recursos...

Morrice apenas mostrava não confiar em Hitler haja visto ter tido muitas informações, durante suas infiltrações, de atrocidades e de como aquele homem conseguia dobrar qualquer um a seu favor apenas com palavras.
Voltando ao seu café, Laffaiette foi novamente interrompido, dessa vez era um de seus homens alertando sobre a posição dos comunistas que avançavam em direção ao acampamento.

"-- Comandante! Encontramos ele! Ainda não fomos descobertos, então temos o efeito surpresa."

-Aha, Mais cedo do que eu esperava!

Morrice que já estava pronto para esse momento, se põe de pronto e dirige-se para fora da barraca dando ordem aos homens e observando a distancia que se encontrava o inimigo.

-A seus postos, esperem que se aproximem um pouco mais...

Lafaiette esperaria apenas o suficiente antes de não ser notado por seu inimigo e então ordenaria que abrissem fogo.
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Re: Reich – Capítulo 01: A Decisão de Hindenburg (1933)

Mensagem por Aluncard em Qua Jul 20, 2016 5:59 pm

Como de costume Maverick havia levantado cedo para fazer seu treinamento físico diário, sempre foi sozinho e sempre achou mais relaxante fazer um treinamento individual antes do treinamento coletivo com os outros soldados do quartel. Já sabia o que iria fazer ao longo de todo o dia, e como de costume no período da tarde iria se dedicar ao treinamento de tiro. Entrou para o serviço militar afim de proteger de alguma forma a sua nação mais ate o momento sua vida tinha se tornado uma grande rotina que o entediava dia após dia.

Ao retorna para seu alojamento e ao se preparar para o desjejum seus pensamentos foi interrompido pelos gritos de seu colega de alojamento Bryam.

--Maverick! Maverick! – Após retomar o folego Bryam eufórico falou -- O sargento me disse que hoje a tarde um certo John Garand irá nos fazer uma visita. Esse John Garand criou um novo fuzil, e ele irá trazer os únicos três fuzis que ele fez até agora, que ele chama de M1 garand, para um teste. O general MacArthur endossou a arma e ela em breve será produzida em massa, se tornando a arma padrão do nosso exército! Não é legal? Vou fazer de tudo para ter uma chance de dar ao menos um tiro com essa arma.

Maverick Viper sempre foi desconfiado com novas mudanças e não seria agora que iria pensar diferente, assim o mesmo alegou – Será que esse novo fuzil vai superar o clássico Springfield M1903?

Viper percebeu que Bryam não ouviu sua pergunta, estava muito eufórico e não sabia se iria tomar o café da manha ou se iria treinar para se preparar para a tarde, mais também não o culpava, já havia passado um bom tempo com Bryam e sabia que o que importava para ele era sentir a sensação de uma nova arma nas mãos. --Sera que esse treinamento será uma especie de recrutamento para alguma missão? Por que o proprio Jonh Garand estava vindo para cá? E por que se arriscar trazendo os três prototicos criados como Bryam disse?

Mergulhado em seus pensamentos Maverick decidiu sair do alojamento e ir para o refeitório fazer seu desjejum como de costume, iria aproveitar esse momento para ver se conseguia escutar e assim descobrir mais alguma coisa sobre o que Bryam havia falado e por que o suposto John Garand iria visitar logo o alojamento deles com os únicos três fuzis criados.
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Re: Reich – Capítulo 01: A Decisão de Hindenburg (1933)

Mensagem por Rian em Qui Jul 21, 2016 3:58 pm

Não era fácil estar em terras estrangeiras recebendo aqueles olhares desconfiados dos nativos. Eu tinha muitas das qualidades para receber o desprezo, o desrespeito e o preconceito daquelas pessoas. Era uma estrangeira, mas não uma estrangeira européia ou dos Estados Unidos, uma asiática. Segundo, era mulher, uma mulher que viajava sem um marido, o que certamente perturbava a mente de muitos ali.¹
De volta à pensão a velha me cumprimenta desconfiada. Espero que seja apenas o olhar preconceituoso dessa gente, detestaria descobrir que a velha dona da pensão descobrira sobre minha identidade, embora eu acredito que essas pessoas deste país nem saibam o que é um ninja. A chaleira apitava e aquilo me dava um sentimento de nostalgia. De qualquer forma, me dera a oportunidade de ver o jornal...
"- Samuel Bertold Schmil? Conheço esse nome... Sim! É o nome da pessoa que me... contratou!"
Agora sabia que meu empregador era procurado por conspiração e por isso eu precisava ser ainda mais cautelosa, pois não iriam me poupar caso descobrissem nossa relação ou se fôssemos pegos juntos.

Algum tempo depois Samuel chegava. Eu colocava minhas coisas no porta malas e me ajeitava no banco de trás. Nós ninjas, em momentos como estes usamos roupas comuns. Portanto, quem nos visse provavelmente acharia que eu era apenas uma turista estrangeira sendo transportada pelo motorista.

A viagem ia bem até que de repente levo um susto com projéteis atingindo o meu carro.
"- Mas que droga! Detesto estas armas modernas!"
- Samuel,. eu vi no jornal que você está sendo procurado por conspiração! Avisava o homem em meio àquela bagunça, embora não adiantasse muita coisa ele saber daquilo agora.
Por sorte ele manobrara bem, mas o carro se aproximava novamente... Precisava fazer alguma coisa. Mas essas armas modernas para mim eram um problema.

Meu primeiro pensamento foi procurar os tetsubishi (tetraedros que sempre caem com uma ponta para cima). Jogaria um deles no rumo do pneu dianteiro do carro que se aproximava. Eu não sabia se funcionaria contra pneus (afinal carros também são modernidades para nós ninjas). Mas precisava tentar alguma coisa.


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¹As mulheres alemãs não se beneficiaram do nazismo enquanto mulheres. Eram vistas como seres inferiores e como meras incubadoras de bebês pela ideologia nazista. Mas os soldados aliados acharam que o nazismo justificava o estupro. O estupro foi usado como arma de guerra e como forma de humilhar os homens. Nem nisso as mulheres têm dignidade. O estupro de guerra é usado para humilhar outros homens, já que mulheres são vistas sempre como propriedade dos homens. (Fonte: https://pt-br.facebook.com/naoensineasermachista/posts/403083626483093:0)

Obs.: No Japão não era muito diferente, por isso acredito que a personagem seja capaz de pensar desta maneira.

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Re: Reich – Capítulo 01: A Decisão de Hindenburg (1933)

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