Sangue Ruim - Os Bastardos das Trevas

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Re: Sangue Ruim - Os Bastardos das Trevas

Mensagem por Winterfell em Qua Jun 08, 2016 5:37 am

Ela andava nervosa, fazendo um irritante ir e vir. Mas ao poucos foi se acalmando... Acho que se controlando é um termo melhor. Ela não estava calma, longe disso, vai entender o que uma mulher pensa em momentos assim, enfim creio que sua fome, que a anciã por respostas seja a "voz predominante" em qualquer que seja o dilema interior, em que ela se submerge. Continuo sentado, observando-a e mantendo meu semblante carregado, como se pesado pela importância e gravidade do que viria a dizer agora. Tá, tinha funcionado ate certo ponto, mas o que vou dizer a essa mulher? Demonstro estar reunindo "coragem" para falar. Mas na verdade ainda estou tentando pensar em uma historia convincente. Ela ao menos se mostra disposta a ouvir. O que é bom sinal. Ela deve ansiar tanto pelo retorno do irmão. Que quer ser convencida. Os barris no geral precisam de um "desfecho" por assim dizer. Quando perdem um familiar os que ficaram fazem os ritos funerários, alguns sofrem mais e outros menos com a perda, mas no geral depois de um tempo todos seguem em frente. Com desaparecidos é mais complicado, os que ficam pra trás não tem esse "desfecho" e sem um "fim", sem esse "ponto final" a esperança de um reencontro perdura e vai aos poucos virando veneno para aqueles que ficaram.

Esta Barril a Mary White parecia já estar mais que "embriagada com o veneno". Desesperada para que eu fosse de fato, seu irmão, ter um desfecho ainda mais raro do que o da maioria. Ter um desfecho com um final feliz. Por dentro estou sorrindo, mas por fora continuo a manter minha atuação, como quem toma um ultimo fôlego antes de "mergulhar" e começar a falar. Os barris e suas ilusões patéticas. Enfim, era algo do que podia me aproveitar. Se ela queria um irmão, daria o irmão a ela. Essa historia de irmão com amnésia é bem fraca, e mais batida que filme ruim, mas posso torna-la mais crível. por incrível que pareça, os barris tendem a acreditar que a verdade esta nos extremos. Normalmente aquilo que é lógico é mais fácil de aceitar, mais se algo não é lógico, basta ir ao outro extremo e deixar isso tão improvável que: "Ninguém diria uma coisa dessas se não fosse verdade". Já tinha uma ideia do que dizer. Acho que também posso usar esses surtos de raiva pra dar alguma "veracidade" e "contexto" a historia. Enfim tava na hora de começar a falar...

Ela se escora na parede de frente para mim com os braços cruzados, um desafio claro que parece dizer "convença-me". Até estou gostando desse jogo, enganar o gado sempre é divertido mas espero que me seja uma serva util. Pra compensar todo esse trabalho. Afinal mesmo sendo agradável "brincar com a comida", não sou adepto a distrações e futilidades. Não faço nada, sem esperar um retorno ... e espero mesmo que ela valha o investimento. - Muito bem, estou ouvindo! Pode começar.

Balanço a cabeça afirmativamente, demonstrando em meu semblante já ter tomado a "coragem" necessária para dizer o que "precisa ser dito". Vamos lá. Olho nos olhos dela. No personagem... - Pode ser difícil pra você, Olho para ela, pedindo com os olhos. - Sei que não vai ser fácil digerir isso, nem acreditar. Mas me escute ate o fim. Ok? Dou um tempinho, pra ela absorver e levar em consideração o meu "pedido". Antes de voltar a falar, com toda seriedade. - A lembrança mais antiga que tenho foi de um sequestro ... um sequestro coletivo na verdade. Falo com tristeza. - Não sei onde estava antes, nem como ou por que eles me pegaram. Olho para ela, sorrindo tristemente. - Acho que estava no lugar errado, na hora errada. Já me perguntei muitas vezes por que isso me aconteceu....eu ... eu era alguém de fé? Olho para ela em duvida, então inspiro para em seguida suspirar abaixando os olhos e levando uma das mãos a cabeça. - Não importa, eu ... eu não acredito mais em Deus ... de qualquer forma. Volto a olhar para ela. - Acordei sangrando e meio espancado em um lugar ... costumo rever isso em meus pesadelos. Pareço irritado comigo mesmo, como se eu não quisesse lembrar, mas ao mesmo tempo quisesse. - As paredes eram sujas e de concreto mas o chão era fofo, de terra, o lugar era espaçoso ... talvez uns vinte por quarenta metros ou coisa assim, tinha três lâmpadas dispostas em lugares diferentes, elas meio iluminavam meio não iluminavam, tinha que forçar a vista pra conseguir enxergar a porta do outro lado do cômodo, mas acho que isso era mais porque minha cabeça latejava, eu estava meio zonzo. Levo a mão direita a coxa direita, apertando minha perna, como que em um movimento involuntário. - tinha outras pessoas lá, varias vozes, uma mistura de choros e gritos que fazia a minha cabeça rodar ainda mais e nossa Contraio os músculos do rosto, como se lembrasse do odor repugnante. - o cheiro daquele lugar era horrível. continuo a narrativa, - Eu tentei ficar em pé, consegui na quarta vez me escorando na parede perto de mim. Olho pra minha perna direita, que eu vinha apertando com a mão "involuntariamente" e falo fazendo uma expressão de dor. - Eu conseguia ver o meu osso saindo. Pensei que nunca fosse andar normalmente de novo, isso se conseguisse sair daquele lugar. sombriamente digo. - Algumas das pessoas que estavam lá, estavam em melhor situação que eu mas ... outros nem tanto, alguns ... alguns já estavam mortos. Olho tristemente para ela, aproveitando para analisar suas reações a minha historia. (Se um teste for necessário pode considerar que o estou pedindo, a medida que vou "contando a historia", gostaria de ir lendo suas reações). - Quando vi um desses corpos eu cai e vomitei, tanto pelo nojo quanto pela dor, não consegui voltar a ficar em pé. Abaixo a cabeça. - Haviam homens e mulheres, velhos e ate alguns adolescentes e uma criança. Paro propositalmente para deixar ela digerir o que disse ate agora.

- Quando reuni forças suficientes pra voltar a me mover, comecei a me arrastar ate a porta. Deixo meus olhos vagar, como se estivesse revendo o lugar em minha cabeça, antes de voltar a olhar pra ela e falar: - Tinha sangue, dejetos e outras nojeiras por grande parte do chão. Alem disso, a porta estava muito longe e a minha perna queimava insanamente. Falo com vergonha, como se repudiasse minha própria fraqueza. - Eu não conseguia me arrastar mais que alguns metros antes de ter de parar e descansar. Depois de algum tempo um homem ficou com pena e veio me ajudar ele disse que se chamava Marcos, ele chamou outro rapaz que também veio me acudir e com cada um me escorando de um lado, consegui voltar a ficar em pé. Meu olhar fica mais pesado, sofrido. - O lugar era tão brutal ... balanço a cabeça negativamente. - não vou descrever mais aquilo pra você ... Volto a olhar pra ela com um olhar fragilizado. - O que vi naquele lugar me fez entender que aquilo não era um "sequestro", que eles não queriam dinheiro, resgate, ou qualquer coisa assim. Volto a abaixar a cabeça, falando ainda de cabeça baixa. - Eu queria ter esperanças, eu não queria desistir e lutaria ate o fim. Mas todos sabiam que estávamos ali pra morrer. Volto a olhar para ela. (Ainda atento a suas reações a minha historia). - Estávamos tentando pensar em algo, bolar algum tipo de plano quando a porta se abriu e eles vieram, mostro-me muito triste, a medida que vou relatando. - Com o susto de velos vindo, o Guilherme, o outro rapaz que estava me escorando, me soltou e começou a correr. Marcos ate tentou me segurar mas não aquentou meu peso sozinho e eu cai no chão. Volto a apertar sutilmente a perna direita. - Nunca senti um impacto tão doloroso, quase perdi a consciência enquanto me contorcia e gritava. Sorrio tristemente, como se entendesse as atitudes que "Marcos" tinha tomado. -Eu era praticamente um caso perdido, nem tinha condições de lutar, então Marcos também me deixou e correu. Volto a olhar pra ela ainda com um "que de compreensão" para por esse homem. - Não posso culpa-lo. Todos estávamos morrendo de medo. Então meus olhos ficam mais sérios. - Mas por menor que fossem minhas chances, eu ainda não estava morto e não pretendia facilitar ... eu tinha voltado a me arrastar. Marcos, Guilherme e os outros, acabaram se aglomerando no canto mais distante da porta. Nossos captores estavam indo em direção a eles então o mais silenciosamente que pude, fui tentando me afastar desse aglomerado.

Continuo olhando para ela enquanto digo: - Nossos captores eram seis e não estavam armados. Mas mesmo assim, ninguém conseguiu fugir ou feri-los. Por mais que esperneassem, se debatessem, socassem. Eles era inumanos, monstros é a melhor definição. Paro um pouco para ela digerir a historia ate aqui. (E para observar mais atentamente suas reações). - Eles foram nos dominando ... eu ... pensei que eles ate poderiam se esquecer de mim, Sorrio tristemente, um sorriso sem qualquer humor, cheio de pesar. - Mas um deles veio até mim também ... ele me ergueu como se eu fosse um boneco ... e .... e se ... alimentou de mim, como os amigos dele faziam com os outros. Olho para ela como quem "sabe o quão irreal" isso parece. - Eu também não acreditaria se não tivesse acontecido comigo, mas me deixa terminar ok? Peso com os olhos mais uma vez.

Se ela permitir, continuo. - Eu não pensei que fosse acordar de novo. Mas eu acordei. Estou vivo, mais não sou mais como era antes. Não sei bem o que fizeram comigo mas eles fizeram algo ... eu ... acho que eles me transformaram em algo como eles mesmos. Mas no fundo ainda sou eu, então não sou monstruoso como eles. Acordei jogado na beira da autoestrada na saída da cidade, não sei o que aconteceu com os outros que eles tinham capturado, não sei o que aconteceu com eles também.... Venho vagando pela cidade desde então, transformado e sem memórias cometendo pequenos furtos e outros crimes menores pra sobreviver. Observo-a atentamente. - Você já ouviu falar desses surtos de raiva? Isso não é raiva coisa nenhuma, as pessoas não bebem sangue em um "surto de raiva". Eles... eles bebem sangue. São vampiros. Olho serio pra ela. - Eu sei que é inacreditável, mas é a verdade. Eu ... eu posso provar se for preciso, se ... se você quiser, continuo falando enquanto olho pra ela. - Posso fazer algumas coisas que uma pessoa normal não pode fazer. Posso te mostrar se você precisar de provas. Espero alguma reação dela, se ela parecer com medo de mim direi: - Eu também sou um vampiro agora, mas prometo que não vou te machucar. Eu nunca faria isso, eles são monstros, eu ... eu continuo sendo eu. Passei por muita coisa, muita coisa mesmo. Mas ainda sou eu. Mereço um Oscar ou coisa assim... deve ser assim mesmo que um Toreador, conta que é morto-vivo. Pra quem quer que esteja na vez comendo o seu cú. Será que a putinha engole? (Como ela esta reagindo)?

(Ação condicional): Se ela tentar fugir ou pedir ajuda de qualquer forma: Vou agarra-la e imobiliza-la, tapando sua boca e impedindo-a de gritar.

(Ação condicional): Se ela pedir a "prova" que mencionei direi: - Eu posso me curar sobrenaturalmente. Lhe mostro minha mão direita. - Lembra de como a minha perna estava ferida? Então essa foi a primeira coisa que tive de curar. Com a minha mão esquerda quebro/desloco alguns dedos da minha mão direita e depois torno a abaixar a mão esquerda deixando apenas a mão direita com seus dedos quebrados/deslocados amostra. - Agora sempre que me machuco é ... Começo a conduzir o sangue para a mão, restaurando-a. (Gasto o sangue necessário para restaurar a mão). - relativamente fácil "voltar ao normal" por assim dizer. Depois de ter restaurado a mão direita completamente, fecho e abro um pouco os dedos para que ela veja que a mão esta bem.

(Vou esperar para ver como essa cena se desenrola antes de declarar mais ações).
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Re: Sangue Ruim - Os Bastardos das Trevas

Mensagem por Lord_Suiciniv em Qui Jun 09, 2016 1:08 pm

Ficava intrigado com a facilidade com que Klaus havia conseguido as chaves do carro do casal, aquilo não pareceu nem um pouco natural, embora eu não soubesse dizer o que havia acontecido ali. Talvez fosse um daqueles poderes que ele havia comentado uma vez, la no porão, mas eu não tinha como saber exatamente se era isso ou não.

Klaus parecia se importar mais com a sua bagagem da moto do que com meus amigos, e isso sinceramente deixava mais puto ainda com ele, mas por hora, não importava suas motivações, o importante era que iriamos atras daqueles meliantes de merda! Pretendo descontar toda minha raiva naqueles malditos.

Vou seguindo o grupo até o lado de fora, absorto em meus pensamentos, até que sou puxado deles, quando meu sire, me passa as chaves daquela lata velha antiga, e faz a pergunta dele, eu fico surpreso, pois não esperava que ele fosse me perguntar isso, algo em meu sub consciente contava com o fato de que Klaus saberia como encontrar os malditos...

- Er... você poderia "pedir" os videos de segurança na recepção, e ver a direção que os malditos foram, se tiver audio, com sorte ouvimos até para onde foram... - Sugeria em um tom de pergunta, como quem não tem muita certeza do que estava dizendo.

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Re: Sangue Ruim - Os Bastardos das Trevas

Mensagem por Rian em Qui Jun 09, 2016 3:26 pm

Uryuda Chiovenda; PS: 13/15; Força de Vontade: 8/8 ;Vitalidade: ok


- Boa noite, senhor! Posso conferir o convite, por favor?
O segurança respondia ao cumprimento cordialmente. Não demonstrava nenhuma surpresa ao ver o convite, talvez o senhor Uryuda não fosse o primeiro convidado naquela fria noite de outono.
- Ah sim, queira me acompanhar por gentileza! Dizia ele ainda sem devolver o cartão.
O segurança abria uma passagem preferencial para o feiticeiro e juntos, eles adentravam ao grande salão do teatro, ornamentado com jarros com flores, um grande tapete vermelho, fotos de atores, atrizes e peças teatrais nas paredes e bandeiras penduradas naquele teto a vários metros de distância do chão retratando a peça a ser exibida naquela noite.
Enquanto isso o segurança dava a informação pelo rádio:
- Aqui é da entrada, preciso de apoio com um convidado vip.
- Por ali, senhor! Dizia ele apontando para uma discreta porta na lateral do Hall principal do teatro, que desviava do trajeto para o ambiente de apresentação. Estavam quase chegando à porta, quando um homem de terno surge de um canto pouco iluminado por onde eles estavam passando.

homem:

Uryuda teve a sensação de que ele estava ali o tempo todo, mas não sabia porque não o tinha notado antes. Ele esboçava um maneirismo estranho, quase imprevisível. Ele tomava o convite das mãos do segurança e enquanto lia analisava o Tremere de cima em baixo, descaradamente. Fez isso ao menos três vezes antes de entregar o convite de volta ao vampiro. O segurança, ficava sem saber se permanecia ali ou se saía, mas parecia não querer interromper o homem.
- O que ainda faz aqui? Eu assumo daqui, isso não é assunto seu. Dizia o homem com um semblante sombrio.
- Ah, desculpe, senhor! O segurança se retirava rapidamente.
- Muito prazer, meu nome é Marcel! Ele estendia a mão para Uryuda e, agora, sua expressão era totalmente amigável. – Queira me acompanhar?! Finalizava ele abrindo a porta.

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Re: Sangue Ruim - Os Bastardos das Trevas

Mensagem por Rian em Ter Jun 14, 2016 11:45 am

Marko Cerveni Obertus, PS: 09/11; Força de Vontade: 7/7 Vitalidade: ok
Força: +1



Mary estava de braços cruzados e encostada na parede esperando uma boa justificativa para o sumiço do seu irmão. Você então decide apostar alto, afinal não era só uma história que estava em jogo. Era o seu refúgio o prêmio inicial daquela batalha oral. E portanto decidia apelar para o absurdo! Contar uma história totalmente absurda mas embasada no que você era... um vampiro!

Enquanto contava os detalhes, os momentos ruins, notava que ela colocava a mão esquerda na boca  como que tentando conter o pasmo. Você sente que ela era quase capaz de sentir a dor relatada naquela história. Cada descrição do terror que o irmão de Mary tinha passado fazia com que ela se sentisse mal, era como se ela desejasse voltar no tempo e ajudar seu ente querido.

Ao final, você sente que ela acreditou na história contada, como também que seu irmão agora é um vampiro. A mulher estava muito atenta e, de fato, foi muita sorte conseguir convencê-la com aquela história. A atuação do vampiro realmente fora digna de um oscar. Contudo, agora a mulher chorava em lágrimas ali mesmo, em pé próximo à parede. Ela assentia com a cabeça e enquanto enxugava os olhos com a blusa dizia:
- Eu acredito em você, John! Eu acredito em você... Ela desatava a chorar novamente olhando para a foto da família perto da TV. Caminhava normalmente até o quadro e o toma com a mão direita enquanto a mão esquerda segurava seu queixo.
- Dois dias depois que você sumiu eu o papai também fomos atacados por um grupo de vampiros... Voltávamos para casa à noite, depois de irmos ao necrotério ver se... se seu corpo estava lá... Mary olhava tristemente para você. - Era tarde e não tinha ninguém na rua. Quando entramos no carro uma mão arrebentou o vidro da janela e o puxou lá de dentro como se ele não pesasse 1grama. Outro veio do meu lado e fez o mesmo. Senti uma mão gelada apertando minha garganta... Mary larga a foto de volta no lugar e chorando continua. – Eu achei que ia morrer. Fiquei sem ar... mas então comecei a clamar a Deus por ajuda... Eu não sei o que aconteceu, mas quando encostei minha mão naquela mão gélida, aquela pessoa gritou como se tivesse sentindo muita dor e a pele dele... Agora Mary lhe olha nos olhos como sem entender o que tinha acontecido. – A marca da minha mão estava no braço dele, era como se a pele dele tivesse queimado.

Ela abaixa a cabeça e finaliza enquanto limpava mais uma lágrima com as costas da mão: - Eles fugiram, mas papai já estava morto. Depois disso a polícia me chamou de louca, disse que isso era impossível e que se eu continuasse insistindo nessa história eu seria internada num hospital psiquiátrico. No final das contas, a polícia não investigou e eu fiquei sem você e sem papai... Agora você volta... Ela arregalava os olhos e corre até você, se agachando à sua frente, bem próxima, segura suas duas mãos e diz com um olhar firme nos olhos:
- Agora com você podemos provar que o que eu disse é verdade e fazer justiça! Dizia com uma grande empolgação na voz.
Ela desvia os olhos por um instante e comenta, agora com uma voz mais contida, quase que se estivesse falando sozinha:
- Suas mãos são tão frias quanto a dele... - Por que fizeram isso com você, irmão? Você ainda é meu irmão? Você sente uma lágrima dela pingando nas costas da sua mão direita.

Testes:
Mary rolou 5 dados de 10 lados com dificuldade 6 para empatia que resultou 8, 8, 2, 5, 8 - Total: 3 Sucessos
Marko rolou 5 dados de 10 lados com dificuldade 4 para lábia que resultou 9, 8, 8, 10, 6 - Total: 5 Sucessos
Marko rolou 5 dados de 10 lados com dificuldade 6 para empatia que resultou 10, 3, 9, 9, 1 - Total: 2 Sucessos


Última edição por Rian em Ter Jun 14, 2016 11:07 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Sangue Ruim - Os Bastardos das Trevas

Mensagem por Rian em Ter Jun 14, 2016 12:21 pm

Lincoln; PS: 10/12; Força de Vontade: 8/8 ;Vitalidade: ok



- É possível... Pena que não estou vendo nenhuma câmera. Dizia Klaus girando em 360º e fazendo um gesto mostrando as palmas das mãos. – Como você já estava acordado e falou com tanta certeza que iria massacrá-los eu achei que sabia onde eles estavam. Ele saía em direção a recepção.

Arroto dizia, com um pouco de medo para Lincoln.
- Eu acho que eles foram por ali... Ele apontava na direção em que eles seguiriam caso continuassem a viagem. Sua voz estava trêmula e carregada de incerteza. – Eu vi eles indo embora nessa direção...
- Eu não vi nada... apaguei por alguns instantes. Dizia Fusível, com pesar por não poder ajudar.
Após alguns minutos Klaus voltava balançando a cabeça e chutando um pequeno pedregulho que voava para a rodovia.
- Não tem câmeras! Em lugar nenhum dessa espelunca! Se quiser encontrá-los, terás que seguir sua intuição. E aí, o que seu coração lhe diz, criança?

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Re: Sangue Ruim - Os Bastardos das Trevas

Mensagem por Baruch King, O Anjo Caído em Ter Jun 14, 2016 10:34 pm

- Pra falar a verdade, não foi nenhuma surpresa. Baruch, não encare isso como um erro mas sim como um aprendizado. Um dia você será um inquisidor reconhecido e talvez eu não estarei mais contigo. Você terá que tomar decisões e a “vida” de seus companheiros dependerão de suas decisões.


-- Eu não me referia a isso, Anjo... - Baruch dizia, olhando para Anne como se estivesse procurando as palavras certas para dizer. -- Eu preciso que você apague um erro que cometi quando ainda era mortal. Não posso fazer isso sozinho e você é a única pessoa em quem confio para manipular minha mente.

Baruch precisava achar uma forma de se livrar daquilo. Aquele maldito engraxate já causara problemas demais ao Lasombra, e o Guardião não poderia se dar ao luxo de ter um ponto-fraco tão enraizado em sua mente.

-- Quando o Malkaviano entrou na minha cabeça, ele usou um erro que cometi quando ainda era um simples mortal, e agora, estou te pedindo para apagá-lo.


- O que pretende fazer com isso? Indagava agora, ficando de frente ao Lassombra e fazendo um sinal com a cabeça em relação ao pedaço de papel que o Anjo Caído encontrara.

-- Vamos para lá, imagino... - Baruch já ouvira falar naquela cidade, mas não havia se interessado por ela, assim como boa parte do sabá nunca tinha se interessado. -- Parece que a caça continua... - Dizia o Lasombra, embainhando novamente sua espada após limpar a lâmina.






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Nós queremos ver você se curvar à escuridão. Você quer nos seguir através da noite? Você nunca morrerá como uma criança da noite
Encare sua morte com orgulho, Ele irá vê-lo sorrir.  Com seus olhos brilhantes como estrelas, ele matará a todos, sem remorso. Fome pela escuridão golpeando seu coração, enegrecido desde o início, seu mal arrasta-se em sua mente. Provocando arrepios na espinha, Ele é a Noite! Alegrai-vos na carnificina, sabem que a merecem.





Spoiler:

"Penso, Logo Existo"
- Sussurros, pois ninguém deve nos ouvir.
-- Por que não falamos de igual para igual?
--- Gritos, pois devo ser ouvido.
*Atos, pois não devo confiar apenas nas palavras.*
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Re: Sangue Ruim - Os Bastardos das Trevas

Mensagem por Lord_Suiciniv em Qui Jun 16, 2016 8:12 am

- E eu vou massacra-los Klaus, não tenha a menor duvida disso, apenas não sei para onde eles foram, eu estava dormindo assim como você. - Falava com um tom de irritação na voz, queria destruir aqueles malditos, mas a verdade é que não sabia nem como faria para encontra-los, e aquilo me deixava louco.

- Eita, muito arroto, você é foda cara - Abria um sorriso de orelha a orelha e dava um abraço no companheiro, me esquecendo por um minuto dos machucados dele, para solta-lo logo após um possível gemido por parte dele. - Desculpe por isso. - Exibia em minha voz um tom de arrependimento, realmente não queria ter causado mais dor para ele.

Observava Klaus voltar sem sucessos para junto do grupo, pouco tempo depois e ouvia-o questionar sobre meus instintos. - Não sou um cachorro, Klaus, não sei farejar, mas o grande Arroto aqui, disse que os viu seguindo naquela direção, creio que seja uma pista tão boa quanto qualquer outra que poderiamos conseguir nesse lugar. - Eu comentava, enquanto apontava para a direção em que arroto tinha falo pouco tempo antes. - Vamos pega-los agora?
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Re: Sangue Ruim - Os Bastardos das Trevas

Mensagem por Rian em Sex Jun 17, 2016 1:23 pm

Lincoln; PS: 10/12; Força de Vontade: 8/8 ;Vitalidade: ok



Arroto dava um gemido ao ser abraçado por Lincoln, no entanto logo o vampiro já se lembrava que seu companheiro estava machucado e pedia desculpas. O neófito não sabia como encontrar os malditos que fizeram aquilo aos seus amigos, mas tinha uma direção, para onde deveriam seguir. Klaus concordava dizendo:
- Ótimo pelo menos foram na direção que nós deveríamos estar prosseguindo agora. Assim não iremos regredir.

Fusível abria a porta do carro e já entrava gritando:
- Ei mocinhas! O que estão esperando! Entrem logo nessa banheira que a noite está só começando. Eu quero socar a cara daqueles malditos hoje ainda!
- É isso aí, parceiro! Apoiava Arroto, também entrando no veículo, seguido por Klaus que sentava no banco do carona na frente.
- E aí? Vamos ou não vamos pegar esses malditos? Dizia o vampiro para Lincoln.


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Re: Sangue Ruim - Os Bastardos das Trevas

Mensagem por Lord_Suiciniv em Sex Jun 17, 2016 10:21 pm

Ao ver todo mundo entrando no carro, sem que antes eu tivesse destravado ele, fico decepcionado com a confiança que aquele casal tinha em deixar seu carro aberto daquele jeito, qualquer maldito poderia entrar e fazer uma ligação direta e levar essa lata velha... Embora que o estacionamento dessa espelunca teria opções melhores de roubo de veiculo, mas nunca é bom se confiar.

Eu dava a volta no carro e entrava pela porta do motorista, colocava a chave na ignição e a girava, para dar vida ao motor, ouvia o barulho do moto por um tempo e dava um leve suspiro, aquele carro não iria correr como aquela moto corria, seria um atraso.

Sem perder mais tempo eu, coloco o carro em movimento e o coloco na estrada, para seguir a direção indicada por arroto.

- Espero que eles parem em algum lugar, nesse carro não seremos capazes de alcançar as motos. - Parecia um misto de aborrecido com aquela carroça e vontade de querer bater naqueles caras.
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Re: Sangue Ruim - Os Bastardos das Trevas

Mensagem por Rian em Sab Jun 18, 2016 5:37 pm

Lincoln; PS: 10/12; Força de Vontade: 8/8 ;Vitalidade: ok



O vampiro ficava decepcionado com o fato da lata velha estar destrancada. Lincoln estava habituado ao estilo de vida em Nova Yorque, era jovem, pertencera a uma tribo de motoqueiros, além de ter convivido com os piores tipos de humanos, aqueles que estavam na prisão. Desconfiança e cuidado era um modo de vida para ele que, não conseguia aceitar ou compreender o motivo que levava um casal de idade mais adiantada do interior de Ohio deixar o carro destrancado. Ainda, assim ele entra no carro e gira a chave. O motor de arranque girava algumas vezes até que o motor funcionasse. Um tufo de fumaça saía pelo escapamento mas logo o funcionamento do carro se estabilizava e até a fumaça dissipava. Estava decepcionado pelo fato de que era muito melhor dirigir sua moto do que aquela “banheira” enorme e pesada. Finalmente o grupo desaparecia na estrada pela direção indicada por Arroto, deixando a pequena cidade de Elyria para trás.

Três horas já haviam se passado. A noite avançava e começava a ficar tarde e nenhum sinal das motos. Arroto e Fusível já tinham perdido a empolgação e, pelo retrovisor interno, Lincoln percebia que eles já começavam a dormir no banco do passageiro. Klaus estava quieto, calado e concentrado desde quando saíram do motel. Faltava pouco para meia noite, a rodovia deserta cortava uma paisagem gelada tipicamente rural. Após vários kilômetros sem nenhum sinal de cidade eles veem luzes à frente, próximo à estrada. Ao aproximar o Brujah pode perceber que tratava-se de um clube noturno, isolado no meio da estrada, tipicamente voltado para viajantes solitários e motoqueiros. Havia alguns carros antigos e potentes parados bem como alguns trailers, mas nada que se comparasse ao número de motos estacionadas. Parecia um ponto de encontro de motoqueiros selvagens.

Repentinamente Klaus quase pulava no banco e apontava o dedo mostrando para Lincoln onde havia algumas motos estacionadas próximo a um Ford Mustang vermelho, dos anos 70.
- Nossas três motos! Está vendo?!
Fusível e Arroto acordavam, meio afoitos e meio embriagados de sono, mas já querendo descer do carro.
Havia algumas pessoas no estacionamento e na entrada, todos homens, mas ninguém que parecesse estar de olho nas motos ou na posse delas.
Ao contemplar melhor o bar, Lincoln tem certeza que é o único estabelecimento que havia ali por perto.


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Re: Sangue Ruim - Os Bastardos das Trevas

Mensagem por Lord_Suiciniv em Sab Jun 18, 2016 6:20 pm

Era obvio que a moral do grupo havia sido abalada pela demora para achar os malditos, o fato é que a minha própria também não estava nas melhores, tendo que dirigir aquela merda que os idosos chamavam de veiculo, mas era o que tinha para hoje.

As primeiras palavras de Klaus em bastante tempo trouxeram a luz de volta a nossas vidas, ele havia visto nossas motos, isso era perfeito, parecia que estavam em um bar de motoqueiros, o que significava que provavelmente iriamos ter que enfrentar não só os dois malditos que vieram até a espelunca, mas também todo o bar, mas isso não deveria ser problema para mim e para Klaus, seria para Arroto e para Fusivel que estavam feridos ainda, seria imprescindível que eles ficassem longe disso.

- Excelente gente, parece que vamos tomar Um Drink no Inferno hoje! - Guiava aquela merda de carro até próximo do estabelecimento, mas não tão próximo assim, e estacionava a lata velha fora da estrada, pretendia cobrir o resto do caminho andando.

- Seguinte pessoal, é hora do acerto de contas, mas vocês estão muito feridos para brigar por hora, eu não quero que vocês entrem com agente naquele bar, a coisa vai ficar feia la dentro, eu e o Klaus podemos nos virar, mas vocês não, por favor fiquem no carro, klaus e eu voltaremos com nossas motos daqui a pouco. - Estava bastante preocupado com a saúde de meus amigos, conhecia os malditos bem o suficiente para saber que eles nunca iriam aceitar o que eu estava pedindo, mas hoje eu torcia para que aceitassem, eles estavam muito machucados e era provável que iriamos brigar com o bar inteiro, não dava para garantir a segurança deles, demonstrava em meus olhos o quão preocupado eu estava com a saúde deles.

--

Após resolvido a questão, seguiria com klaus ou com o grupo inteiro a pé até o bar, e a principio iria procurar por alguém que estivesse no estacionamento descalço, pois imaginava que sem uma das botas, o maldito teria jogado o outro pé fora, com sorte ele polparia nossa trabalho de procura-lo e viria até nós, meu sangue fervia em antecipação do que aconteceria naquele bar, estava louco para devolver aquele filho da puta o dobro da dor que ele causou em arroto e em fusível. Nem que para isso eu tenha que colocar aquele bar no chão.
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Re: Sangue Ruim - Os Bastardos das Trevas

Mensagem por Rian em Dom Jun 19, 2016 3:04 pm

Lincoln; PS: 10/12; Força de Vontade: 8/8 ;Vitalidade: ok



Precavido, o vampiro estacionava o carro antes de chegar ao local e pretendia fazer uma aproximação à pé.

- Excelente gente, parece que vamos tomar Um Drink no Inferno hoje!
Arroto e Fusível gritavam empolgados, e assoviavam em apoio às palavras de Lincoln. Somente Klaus permanecia frio, sem demonstrar nenhuma empolgação e pensativo.
- Seguinte pessoal, é hora do acerto de contas, mas vocês estão muito feridos para brigar por hora, eu não quero que vocês entrem com agente naquele bar, a coisa vai ficar feia la dentro, eu e o Klaus podemos nos virar, mas vocês não, por favor fiquem no carro, klaus e eu voltaremos com nossas motos daqui a pouco.
Mais uma vez Arroto e Fusível se entusiasmavam, mas desta vez em protesto contra as palavras do neófito.
- Tá me chamando de bebezinho, é parceiro?! Sai fora! Eu vou entrar lá naquela espelunca e chutar o traseiro daqueles malditos! Bradava Fusível.
- É isso aí, Fusível! Olha aqui Lincoln, nós não somos crianças e sabemos nos virar muito bem, tá ligado?! Nem a pau que vamos ficar aqui esperando! Protestava Arroto.
Os dois já desciam do carro pela porta de trás e se preparavam para dirigir ao bar. Klaus também descia logo em seguida e encarava o clube noturno com ambas as mãos apoiadas na cintura, provavelmente observando o ambiente.
Não conseguindo convencer os amigos, Lincoln segue para o clube. Então Klaus dá uma ideia:
- Podem ir vocês três juntos. Eu vou tentar ver se encontro alguma coisa antes de entrar lá dentro. Encontro vocês lá dentro. Ele se separava do grupo e caminhava pela estrada à procura de alguma pista que só ele poderia dizer do que se tratava.

Assim que chegam mais perto, Lincoln, Arroto e Fusível podem ver que o clube noturno é bastante movimentado. Havia muitas motos estacionadas e frequentadores de todos os estilos possíveis, mas a maior parte eram motoqueiros ao estilo punk. Um homem gritava na entrada e anunciava um show especial para aquela noite.
- Senhoras e senhores! Aproximem-se! Não percam a oportunidade de assistir ao streapshow da modelo mais linda de Ohio! A Dama do Asfalto! Vamos! Entrem! Entrem seus putos safados!
Arroto e Fusível varriam o local com seus olhares e, desanimado, Arroto dizia:
- Não estou vendo eles, Lincoln!
- Nem eu, parceiro!
Completava Fusível. - O que vamos fazer, Lincoln? Os humanos esperavam que o vampiro soubesse o que fazer e esperavam uma resposta ou um plano.


Última edição por Rian em Dom Jun 19, 2016 6:10 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Sangue Ruim - Os Bastardos das Trevas

Mensagem por Lord_Suiciniv em Dom Jun 19, 2016 5:11 pm

- Se eles não estão aqui fora, devem estar la dentro, vamos entrar e estejam preparados, é provável que eles nos vejam primeiro e ou tentem fugir, ou tentem atacar... - Respiro fundo, com um pensamento na cabeça e desejo em meu amago que eu tivesse mais força para destruir aqueles filhos da puta que fizeram mal a meus amigos, estava fervendo de raiva e a sensação de que eu estou perto deles me deixa com os punhos coçando. - Como eles conseguiram espancar vocês de dia, é provável que se sintam confiantes e venham para cima de nós, quando isso acontecer, acabamos com eles e recuperamos nossos pertences e dignidade. - Sorria para os amigos e continuava seguindo para dentro do bar, antes de entrar, sussurro para meus amigos, apenas para eles escutarem. - O cara da bota, quando o virem, me avisem, eu quero esse pra mim. - Meu tom, demonstrava que eu não faria coisas boas com ele.

Entro no bar ao melhor estilo faroeste, empurrando a porta com pouca delicadeza, e ficando parado na frente da entrada, olhando para as pessoas de dentro do bar, esperando que o maldito se revelasse, também recorria aos poderes do sangue que Klaus havia me ensinado a poucas noites atrás para ficar mais veloz


Off: Ali, eu, como jogador, tentei bombar a força em 1 ponto, se você achar possível, seria uma ação mais inconsciente do que consciente, visto que o personagem ainda não foi ensinado a fazer isso. E também estou considerando que todo esse momento do bar, é a mesma cena, se você considerar diferente, eu gostaria então de tentar bombar, quando você considerar o começo da cena do possível combate.
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Re: Sangue Ruim - Os Bastardos das Trevas

Mensagem por Ury Wayne em Seg Jun 20, 2016 12:30 am

Eu não sou homem que recuse elogios. Amo-os; eles fazem bem à alma e até ao corpo. As melhores digestões da minha vida são as dos jantares em que sou brindado.
Machado de Assis


Os transeuntes mortais não percebiam a sutileza daquela requintada crueldade, era a maior das sonsices de todas, uma metafórica sátira da própria verdade. O tratamento privilegiado me é afeito como o ar o é aos pulmões, logo, visto-me de toda a pomposidade circunstancial e sigo o segurança.

Antes de imergir na suntuosidade do prédio, permito-me ainda fitar os olhares dos excitados e invejosos mortais que se digladiavam na entrada, cada um buscando uma posição melhor na fila.

Alguém oriundo do burgo está a frente, sua postura revela mais do que devia, um sujeito trajado em veste aristocraticamente brancas, ostenta o ar de quem se leva a sério em demasia. Sua voz ratificava o que meus olhos viam.


O que ainda faz aqui? Eu assumo daqui, isso não é assunto seu.

- Muito prazer, meu nome é Marcel! Ele estendia a mão para Uryuda e, agora, sua expressão era totalmente amigável. – Queira me acompanhar?! Finalizava ele abrindo a porta.

Acolho a mão do jovial anfitrião, afinal, aquilo me punha em vantagem, ainda que de maneira desconhecida. Aproveito ainda a oportunidade para examina-lo melhor.

Auspícios 2:
Usarei a disciplina em Marcel

- Boa noite! Me chamo Chiovenda!

Acompanho Marcel, ainda analisando a luz de sua aura.

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"Preparem seus prelúdios, porque suas planilhas já nos pertencem".
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Re: Sangue Ruim - Os Bastardos das Trevas

Mensagem por Rian em Seg Jun 20, 2016 8:33 pm

Baruch King, O anjo caído; PS: 14/15; Força de Vontade: 7/7; Vitalidade: ok





A brecha encontrada pelo Malkaviano ferira o orgulho de Baruch, como também o alertara para a fraqueza que ele carregava. Essa fraqueza poderia vir a se tornar um problema repetitivo. Só tinha um jeito de eliminá-la, um método sobrenatural e perigoso: Abrir a mente para que outro vampiro entrasse. Mas ao fazer isso o Anjo Caído corria o risco iminente de acabar adquirindo uma fraqueza ainda maior, caso um oportunista assim desejasse. Havia somente uma pessoa em quem ele confiava. E ela estava bem ali na sua frente: Anne!

- Eu preciso que você apague um erro que cometi quando ainda era mortal. Não posso fazer isso sozinho e você é a única pessoa em quem confio para manipular minha mente. Quando o Malkaviano entrou na minha cabeça, ele usou um erro que cometi quando ainda era um simples mortal, e agora, estou te pedindo para apagá-lo.

Anne se mostrava surpresa. Uma expressão de surpresa surgia em seu rosto.
- Você tem certeza disso, meu querido?
Ela caminhava em volta de Baruch como se fosse uma leoa faminta que cercava uma corça. Após obter a confirmação do Lassombra, ela ordenava:
- Todos para fora! Ninguém ousava desobedecer a inquisidora e em instantes apenas senhora e discípulo estavam naquela sala escura daquele prédio abandonado. Uma pequena chama no chão queimava os últimos pedaços dos pertences do Malkaviano que assombrara o Anjo Caído. Ela segurava o rosto de Baruch com ambas as mãos e o fitava. Suas mãos eram frias e suaves seu olhar era misterioso e parecia desejar a alma do vampiro, ela parecia poder enxergar dentro do âmago do demônio. O Lassombra, já não conseguia mais desviar os olhos e nem se esconder de sua mentora. Repentinamente o Vampiro se sente imobilizado e tragado para dentro dos olhos de sua mentora, sendo engolido pela pupila da inquisidora. Baruch caía em um abismo negro e apagava...

Anne tem o rosto de Baruch em suas mãos. Ao perceber que o processo tinha se encerrado, a vampira continua segurando o rosto do pupilo e diz:
- Você me pediu para alterar a sua memória, mas sinto que não consegui chegar onde precisava. Sua mente é forte anjo, tive dificuldade. O efeito durará apenas por esta noite, a menos que tentamos uma segunda vez...

Dominação 3:
Anne rolou 8 dados de 10 lados com dificuldade 7 para ordenar esquecimentos que resultou 7, 5, 1, 7, 2, 2, 2, 4 - Total: 1 Sucessos

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Re: Sangue Ruim - Os Bastardos das Trevas

Mensagem por Baruch King, O Anjo Caído em Seg Jun 20, 2016 9:17 pm


Anne se mostrava surpresa. Uma expressão de surpresa surgia em seu rosto.
- Você tem certeza disso, meu querido?


-- Tenho. - O Tom de voz do Inquisidor era quase de alguém que havia sido derrotado. Aquilo começava a se tornar um peso em suas costas, e ele estava decidido a acabar com aquele problema. -- Vá em frente.

Baruch sentia-se sob o efeito de algum encanto. Os olhos de sua mentora o atraíam de uma forma que ele nunca - pelo menos não que o Inquisidor pudesse se lembrar - haviam atraído-o. Havia magia em seus olhos, e eles o puxavam para o Abismo.

A escuridão, imaterial e, ao mesmo tempo, tão material. Era o que formava a alma do Inquisidor, a mesma matéria que compunha a alma de sua mentora e de todos os seus irmãos de sangue. Aquilo que, para os Guardiões, era tão familiar, ou talvez até mais, quanto seu próprio ser. Mas desta vez era diferente. Por várias vezes, Baruch já estivera na escuridão: Na noite em que fora abraçado, nas noites em que Anne o treinou, nas noites em que sua mentora o ensinou a dominar as sombras, nas centenas de vezes em que se viu preso no interior de uma mortalha da noite, e nas centenas de vezes em que ele prendera alguém em sua própria mortalha. Baruch estava tão familiarizado com a Escuridão quanto aqueles que ele jurava combater estão - ou pelo menos deveriam estar - com o Inferno, para o qual o Inquisidor os mandará. Esta vez, no entanto, era completamente diferente.

Aquela escuridão não era "física", não era proveniente de sua sombra interior, não era proveniente do Abismo no qual seu criador, o antidiluviano, se transformou quando fora traído por suas próprias criações. Aquela escuridão era a mente de sua Mentora. Aquele abismo era o reino de Anne, e lá ela tinha o controle sobre quem nele estivesse. Pois bem, não era isso que Baruch queria, afinal?

Quando acordou, a primeira imagem que o Guardião via era o rosto de sua mentora. Ela tinha sua cria em seus braços. Baruch não lembrava-se do erro que pedira para Anne apagar, havia dado certo, então?

- Você me pediu para alterar a sua memória, mas sinto que não consegui chegar onde precisava. Sua mente é forte anjo, tive dificuldade. O efeito durará apenas por esta noite, a menos que tentamos uma segunda vez...

De certo modo, sim. Mas não permanentemente. Baruch logo voltaria a lembrar-se daquilo e, com isso, o último ato do Infernalista voltaria para atormentá-lo.

-- Deixemos isto para outra noite, Ann. - Baruch dizia, com uma voz suave. -- Temos algo importante a fazer... Iremos a Glover City, certo?


Última edição por AlexanderA.S.F em Ter Jun 21, 2016 10:14 pm, editado 1 vez(es)

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Nós queremos ver você se curvar à escuridão. Você quer nos seguir através da noite? Você nunca morrerá como uma criança da noite
Encare sua morte com orgulho, Ele irá vê-lo sorrir.  Com seus olhos brilhantes como estrelas, ele matará a todos, sem remorso. Fome pela escuridão golpeando seu coração, enegrecido desde o início, seu mal arrasta-se em sua mente. Provocando arrepios na espinha, Ele é a Noite! Alegrai-vos na carnificina, sabem que a merecem.





Spoiler:

"Penso, Logo Existo"
- Sussurros, pois ninguém deve nos ouvir.
-- Por que não falamos de igual para igual?
--- Gritos, pois devo ser ouvido.
*Atos, pois não devo confiar apenas nas palavras.*
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Re: Sangue Ruim - Os Bastardos das Trevas

Mensagem por Rian em Seg Jun 20, 2016 11:02 pm

Lincoln; PS: 09/12; Força de Vontade: 8/8 ;Vitalidade: ok
Força +1






Os amigos de Lincoln concordavam com as palavras do vampiro, assentindo com a cabeça e logo o seguiam para dentro daquele clube noturno. O Brujah entrava no clube sem nenhuma delicadeza com a porta, que chamava a atenção de alguns que estavam próximo dali, mas estes logo voltavam ao que estavam fazendo antes. O clube estava lotado e o som era alto. Havia um palco à frente onde uma banda cover tocava e mesas em volta por todos os lados, com um balcão de frente para o palco, do lado direito da porta. Garçonetes seminuas passavam de um lado para o outro levando os pedidos dos clientes e um desses clientes colocava uma gorjeta no decote de um delas justo no momento em que o vampiro entrava. Havia um cheiro de cigarro impregnado no ar, muitos dos clientes fumavam seus cigarros ou charutos e, viciado, aquilo animava Lincoln. Só pelo fato de saber que os putos poderiam estar ali naquele lugar, isso já era suficiente para deixar o Brujah com a adrenalina em alta que, sem perceber, estimulava os músculos mortos inconscientemente.

- O clube tá muito cheio! Acho que teremos que dar umas voltas aí dentro para ver se os encontramos. Dizia Arroto, decepcionado. Talvez ele esperasse que as coisas fossem um pouco mais fáceis.

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Re: Sangue Ruim - Os Bastardos das Trevas

Mensagem por Winterfell em Ter Jun 21, 2016 2:37 pm

Cuidado com as emoções transmitidas no rosto. Aquele capricho especial nos olhos, sobrancelhas, testa e boca, principais focos de expressão da face, alem de ondular as cordas vocais em momentos importantes da narrativa, fazendo a voz ficar quebrada como se afetada por relembrar esse evento traumático. Tato com a linguagem corporal como um todo, dês dos movimentos dos braços aos pés e claro; deixando também as costas um pouco mais arqueadas, pra que o semblante fosse curvado e derrotista o suficiente, sem exageros escandalosos e evidentes mas suficientes para darem mais força e veracidade ao "pesar" da coisa toda. Agora a perna. Também vinha simulando um ferimento inventado, as vezes levando a mão por sobre a perna ferida na época, como se em um "reflexo fantasma", um resquício de remexer essas lembranças dolorosas.

Cuidar de todos esses detalhes enquanto narrava "a historinha" pra barril, tava dando um trabalho filho da puta, mas ao menos a trouxa tá acreditando. e o importante era isso. Funcionar. Alem disso, detalhes não são um problema pra mim. Sempre fui e sou, metódico por natureza. Então poder exercitar esse "meu lado" perfeccionista, de uma forma tão inusitada e diferente "atuando pra pata" era ate meio divertido. (Comportamento Perfeccionista) Ou Melhor: gratificante ao ego. Quem não aprecia um trabalho bem executado.

Ela continua escutando, parecia querer se por no meu lugar então eu ajudo e continuo a narrativa. Ela realmente quer ser convencida. Como já suspeitava, ela queria acreditar, queria o irmão de volta e isso tornava tudo mais fácil pra mim. O embuste foi mais efetivo do que pensei. A única verdade nessa historia toda é que sou Cainita, pensei em usar isso como garantia, a prova no final pra faze-la acreditar nessa mentirada toda, mas nem foi preciso. Ela esta "se doendo" em cada detalhe mais pesado. Bom muito bom. Sorrio internamente mas continuo a interpretar sem mostrar esse contentamento. Quando termino a narrativa, uma coisa fica certa pra mim ela "compro com força" e eu adoro isso, ate riria se isso não fosse estragar o meu embuste. Continuo com o semblante baixo, serio. Me mantendo no "personagem" que tentava vender e que a trouxa tinha comprado. Morada e serva numa tacada só. essa noite tinha começado ruim, mas finalmente as coisas estavam se acertando pra mim.    

Ela volta a chorar e lá vai, assente com a cabeça, limpa as narinas na blusa, chora mais, olha pra foto da família e chora mais de novo. Que o Mais Velho me de saco. Dentro do personagem: - Mary ... Faço menção de levantar e ir ampara-la mais uma vez, quando ela logo limpa a cara e começa a falar, então paro como se não soubesse bem o que fazer, tudo teatro... - Eu acredito em você, John! Eu acredito em você... Eu sei. Sorrio por dentro, um sorriso que não chega a minha face. Então seu irmão se chamava John.

Me mostro feliz, aliviado como se o aceite dela tirasse um peso imenso das minhas costas. - Muito obrigado Mary, você não sabe o quanto isso significa pra mim. Eu...eu nunca pensei que alguém acreditaria em mim. Pense em Miesha agora. Trago minha Progenitora a mente, o individuo que cheguei mais próximo de amar por assim dizer e usando essa imagem como uma "muleta" tento exprimir amor nos olhos, observando Mary com afeto em seguida. - Eu nunca pensei que reencontraria você... falo muito emocionado.

- Dois dias depois que você sumiu eu o papai também fomos atacados por um grupo de vampiros... Isso ta ficando interessante. Escuto atentamente, sem deixar minha "mascara" vacilar, mostrando preocupação com o que ela me relata. - Voltávamos para casa à noite, depois de irmos ao necrotério ver se... se seu corpo estava lá... Quando ela me olha, retribuo com um misto de empatia e preocupação. - Era tarde e não tinha ninguém na rua. Quando entramos no carro uma mão arrebentou o vidro da janela e o puxou lá de dentro como se ele não pesasse 1grama. Outro veio do meu lado e fez o mesmo. Senti uma mão gelada apertando minha garganta... Mostro muitas emoções na face, preocupação com ela e esse cara ai o pai do irmão dela, contudo essas emoções estavam só na face mesmo. Ok, já da pra sacar que o pai foi pro saco. Até ai nada de mais, barris existem pra serem bebidos mesmo. Normal o pai dela ter rodado, o que queria saber mesmo era como ela não tinha ido junto. - Eu achei que ia morrer. Fiquei sem ar... mas então comecei a clamar a Deus por ajuda... Eu não sei o que aconteceu, mas quando encostei minha mão naquela mão gélida, aquela pessoa gritou como se tivesse sentindo muita dor e a pele dele... Mantenho a "mascara" de irmão aflito e preocupado, agora eu que queria estar no lugar dela e poupa-la dessa dor. Ai meu caralho, logo vi que tava tudo fácil de mais. Tinha de ter um "problema", sempre tem um problema. (Off: O que meu personagem pode saber sobre a Fé Verdadeira? Sabás lidam bastante com caçadores e vez ou outra um costuma ter esse "incremento". Posso saber alguma coisa sobre? E quanto a Ordem de Leopoldo? Vou externar pensamentos e/ou ações com relação a isso assim que souber melhor o quanto sei sobre estes temas).

- A marca da minha mão estava no braço dele, era como se a pele dele tivesse queimado. Eles fugiram, mas papai já estava morto. Depois disso a polícia me chamou de louca, disse que isso era impossível e que se eu continuasse insistindo nessa história eu seria internada num hospital psiquiátrico. No final das contas, a polícia não investigou e eu fiquei sem você e sem papai... Agora você volta...

Ela arregalava os olhos e corre até você, se agachando à sua frente, bem próxima, segura suas duas mãos e diz com um olhar firme nos olhos: -  Agora com você podemos provar que o que eu disse é verdade e fazer justiça! Dizia com uma grande empolgação na voz.

Justiça o caralho. esse conceito iludido, esses humanos e sua limitada visão, como se toda historia tivesse de chegar a um final feliz. cresça, a "justiça" na verdade é a vontade do vencedor. Pois quem vence define os termos, quem vence escreve a historia sob sua versão dos fatos, quem vence é Júri, Juiz e Executor ou o que mais quer que queira ser. Quem vence esta certo e o resto não importa. Pois o forte vence e o fraco morre, e para ser forte é preciso poder. (Seguidor da Trilha do Poder e da Voz Interior). A justiça é um conto de fadas, aperto firmemente as mãos dela, em um gesto confortante e retributivo, como um irmão preocupado mas acolhedor. - Eu estou com você. A abraço mais uma vez, aproveitando para cortar o contato visual e poder dar uma relaxada no rosto depois de tanto fingimento. - Eu ... eu queria poder lembrar mais de nosso pai ... eu queria estar lá por vocês. A abraço com mais força. - Eu queria que vocês não tivessem passado por isso. Refaço a "cara de irmão" e me afasto um pouco do abraço, pra poder olha-la nos olhos, ajeitando umas mechas do cabelo dela atrás da orelha em um gesto de carinho enquanto falo amargurado. - Eu queria ter sido mais capaz, talvez se eu tivesse a sua força, isso não teria acontecido comigo. - Suas mãos são tão frias quanto a dele... Por que fizeram isso com você, irmão? Porque eu pedi, trabalhei muito duro e por muito tempo pra merecer essa metamorfose. - Você ainda é meu irmão? Ainda na "mascara", sorrio tristemente para ela, um sorriso sutil sem chegar a mostrar os dentes. - Mary. Levo a mão molhada pelas lagrimas dela ate o rosto da mulher, limpando o percurso das lagrimas com delicadeza e carinho antes de tornar a segurar as mãos dela a olhando nos olhos. - Eu não sei porque me fizeram isso, mas uma coisa eu te prometo. Nunca, nunca mesmo vou te machucar. Eles podem ter feito isso com meu corpo, levado grande parte das minhas lembranças...me jogado fora como lixo... falo sofregamente - Podem ter tomado nosso pai ... eu posso não ter praticamente mais nada. Agora falo mais decidido. - Mas ainda continuo sendo eu. Nunca serei o mostro que eles são. Me recuso a decair dessa forma. Volto a sorrir sutilmente, como se ela me fosse um motivo de alegria. - Usarei esse corpo que eu desprezo almejei - Pra algo que valha a pena, vou proteger você de agora em diante. O sorriso sutil desaparece, quando digo muito serio. - E descobrir quem fez isso com o papai. Você pode descrever esses vampiros que te atacaram?

xXx

Em outro ponto da conversa: (Se der pra adiantar esse dialogo). - Esses "ataques de raiva" Mary, são todos ataques de vampiros. Eu quero chegar ao fundo disso e fazer com que parem, acho que se relacionam de alguma maneira com o que nos aconteceu. Olho para ela meio incerto. - Eu vou investigar isso e tentar fazer algum bem, mas ... olha eu ... eu prefiro que você não se exponha demais, não quero te colocar em perigo nem te arrastar pra isso também. A duvida é clara em minha face. - O que você quer fazer? Aguardo como que espera uma resposta.
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Re: Sangue Ruim - Os Bastardos das Trevas

Mensagem por Lord_Suiciniv em Ter Jun 21, 2016 5:16 pm

- Sim, parece que vamos ter que procura-los nós mesmos. - Assim como arroto, fico decepcionado com isso, mas também não iria desistir agora que estava tão perto de encontrar os bastardos. - O que voces acham melhor, nos separarmos para cobrir mais espaço, ou procurarmos juntos, de modo que seremos vistos mais facilmente pelo maldito? - Ao meu ver ambas as opções tem vantagens e desvantagens, uma era tão boa quanto a outra, por isso deixava a cargo dos meus amigos decidirem.

Uma vez que ficasse decidido como fariamos, eu começo a andar pelo bar de olhos atentos para o qualquer sinal que me lembrasse do maldito do sapato, mas mantendo a esperança de que ele me visse primeiro e se aproximasse, pois isso iria facilitar e muito as coisas.
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Re: Sangue Ruim - Os Bastardos das Trevas

Mensagem por Rian em Qua Jun 22, 2016 10:00 am

Lincoln; PS: 09/12; Força de Vontade: 8/8 ;Vitalidade: "/" Ferido - 1 dado
Força +1




A decepção ao ver o lugar lotado tomava conta da mente do Brujah, que estava ansioso em colocar as mãos nos bastardos. Lincoln elabora um plano para encontrar os malditos e deixava que seus amigos decidissem por ele.

- O que voces acham melhor, nos separarmos para cobrir mais espaço, ou procurarmos juntos, de modo que seremos vistos mais facilmente pelo maldito?

- Talvez fosse melhor olharmos juntos, já que você não viu o rosto deles e o sujeito da bota pode estar usando outro sapato.

Os três vasculhavam o ambiente com Arroto à frente, seguido por Fusível e Lincoln no final da fila. Humanos eufóricos com as streepers jogavam cerveja para o alto. O som alto e a pouca luz transformava o local numa perfeita bagunça, um ambiente favorável para uma boa briga. Arroto, que estava á frente aponta o dedo para uma direção e dizia algo que Lincoln não consegue escutar. Ele sai em disparada e uma muvuca acaba separando-o do restante do grupo. Neste exato momento, talvez enquanto Lincoln procurava por seu amigo, ele sente algo sólido, frio, pontiagudo e cortante entrando em suas costas na altura da cintura. Alguém tinha esfaqueado Lincoln. Ao virar-se o Brujah percebia que era um sujeito jovem que se confundia com qualquer um dentro daquele clube, aparentemente um membro de uma gangue de motoqueiro. O rapaz demonstra uma expressão de desespero ao ver que o grandalhão continuava de pé após a facada.

Dados:
Arroto rolou 3 dados de 10 lados com dificuldade 6 para percepção que resultou 1, 5, 5 - Total: -1 Sucessos
Fusível rolou 3 dados de 10 lados com dificuldade 6 para percepção que resultou 1, 10, 10 - Total: 1 Sucessos
Alguém rolou 5 dados de 10 lados com dificuldade 6 para furtividade que resultou 6, 8, 6, 5, 10 - Total: 4 Sucessos
Lincoln rolou 5 dados de 10 lados com dificuldade 6 para percepção que resultou 5, 10, 9, 5, 7 - Total: 3 Sucessos
Alguém rolou 7 dados de 10 lados com dificuldade 7 para ataque que resultou 10, 7, 8, 3, 5, 9, 7 - Total: 5 Sucessos
Alguém rolou 8 dados de 10 lados com dificuldade 6 para dano que resultou 5, 6, 10, 6, 4, 8, 6, 3 - Total: 5 Sucessos
Lincoln rolou 4 dados de 10 lados com dificuldade 6 para vigor que resultou 9, 8, 5, 2 - Total: 2 Sucessos
5-2 = 3
-3 vitalidade.

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Re: Sangue Ruim - Os Bastardos das Trevas

Mensagem por Lord_Suiciniv em Qua Jun 22, 2016 1:19 pm

Estranho quando meu amigo começa a correr para longe, mas quando eu vou me preparar para ir atrás dele, crendo que ele encontrou nosso alvo, sou esvaqueado nas costas, e como reação arqueio ela, e solto o grunhido de dor, não alto, mais pelo susto que pela dor mesmo, pois aquilo não mais representava um problema para mim, embora ele pudesse ser fatal a alguns dias atras. Apenas serviu para me deixar mais irritado.

Eu me viro para ver quem foi o pobre infeliz que me esfaqueou e encontro um cara normal, assustado, ao perceber que não causou grandes danos. Nisso, eu abro um sorriso sádico e finjo uma voz demoníacamente sadica, eu não tinha prazer em distribuir dor de fato, queria apenas assusta-lo um pouco, alem do mais, ele poderia ser aquele que eu procurava, neste caso, eu iria sim me divertir muito com ele. - Essa doeu companheiro... Sua mãe não ensinou boas maneiras? Não é assim que se recepciona os recém chegados. - Enquanto falava, seguro o braço do homem que acabava de me esfaquear, com força, e o forçava para uma posição que normalmente o braço não dobraria, queria criar uma fratura exposta, naquele homem, faze-lo gritar e se possível tira-lo de combate com isso.

Utilizando a velocidade sobrenatural que eu havia invocado ao entrar no bar, eu procuro dar um soco no rosto esmagador no rosto de um possível segundo atacante, visto que em um bar como aquele, era muito improvável que ele estivesse sozinho, no entanto, caso o segundo atacante fosse mais rápido que eu nesse quesito, eu iria me esquivar do ataque dele.

Também pulsava meu sangue para que a velocidade sobrenatural se mantivesse, meu sangue fervia, finalmente chegou a hora da brincadeira.
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Re: Sangue Ruim - Os Bastardos das Trevas

Mensagem por Rian em Qua Jun 22, 2016 2:18 pm

Lincoln; PS: 07/12; Força de Vontade: 8/8 ;Vitalidade: "/" Ferido - 1 dado. Alterações: Força +1/ Rapidez 1



A dor da faca em seu corpo fazia com que o vampiro soltava um grunhido com as costas arqueadas. No entanto, no meio daquela bagunça ele parecia apenas mais um curtindo a música. Fusível olhava para Lincoln com uma expressão confusa, ele ainda não tinha entendido o que estava acontecendo ali. O Brujah então adota uma postura sádica e irônica.

Lincoln escreveu: - Essa doeu companheiro... Sua mãe não ensinou boas maneiras? Não é assim que se recepciona os recém chegados.

O jovem garoto se borrava de medo e escondia sua cabeça entre os braços, enquanto deixava a faca cair no chão. Ele ficara com tanto medo que perdera toda sua capacidade de reação e aos poucos ia se agachando no chão...
- Não! Por favor! Não me machuque! Eu não queria fazer isso!! ...só não deitou no chão porque o vampiro o segurara pelo braço e, após encaixá-lo numa chave, quebra o osso que desponta para fora da pele numa fratura exposta (sucesso automático) deixando o rapaz totalmente fora de combate. Um grito abafado pela música alta ecoava dentro do ambiente.
- Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaar....gh!

Aproveitando a brecha, que Lincoln estava ocupado, um homem surgia por entre a multidão com um soco inglês para atacar o Brujah. O homem só não imaginava que Lincoln fosse rápido o suficiente para soltar o braço do garoto e golpeá-lo com um preciso soco no rosto que atinge em cheio a bochecha do homem. O soco de Lincoln fora tão poderoso que fizera o corpo do homem voar e cair em cima de outras pessoas que não tinham nada a ver com a briga. O rosto do homem já estava todo vermelho, coberto de sangue. Lincoln o deixara inconsciente com um único golpe.
Nisso, Fusível arregala os olhos:
- É ele! É ele, Lincoln! Não é o cara da bota vermelha, mas estava com ele! Esse viado me deu um soco na cara lá no hotel!
Ao lado do corpo do homem havia uma chave. Era a chave da moto de Arroto e Fusível. Este pegava a chave furtivamente enquanto os curiosos começavam a juntar em volta do homem. Fusível mostra a chave ao vampiro com um sorriso satisfeito no rosto.

No meio da bagunça, Lincoln percebe que dois homens saíam rapidamente pela para fora do clube. Havia uma expressão de preocupação em seus rostos e eles tentavam sair discretamente...

Dados:
Lincoln rolou 8 dados de 10 lados com dificuldade 6 para intimidação que resultou 3, 10, 9, 7, 1, 3, 10, 5 - Total: 3 Sucessos
Alguém rolou 4 dados de 10 lados com dificuldade 6 para não ser intimidado que resultou 9, 3, 1, 5 - Total: 0 Sucessos
Lincoln rolou 6 dados de 10 lados com dificuldade 6 para torção que resultou 2, 6, 7, 4, 8, 1 - Total: 2 Sucessos
Lincoln rolou 5 dados de 10 lados com dificuldade 6 para dano que resultou 9, 9, 5, 5, 5 - Total: 2 Sucessos + 2 Potência = 4
Alguém rolou 2 dados de 10 lados com dificuldade 6 para vigor que resultou 6, 1 - Total: 0 Sucessos
Alguém: Ferido Gravemente (Fratura exposta no braço)

Ação de Rapidez
Lincoln rolou 5 dados de 10 lados com dificuldade 6 para percepção que resultou 1, 8, 10, 6, 2 - Total: 2 Sucessos
Lincoln rolou 5 dados de 10 lados com dificuldade 6 para soco que resultou 8, 3, 5, 4, 10 - Total: 2 Sucessos
Lincoln rolou 5 dados de 10 lados com dificuldade 6 para dano que resultou 4, 10, 7, 8, 7 - Total: 4 Sucessos
+2 Potência = 6 Sucessos
Alguém 2 rolou 3 dados de 10 lados com dificuldade 6 para vigor que resultou 10, 3, 6 - Total: 2 Sucessos
6-2 = 4 danos de vitalidade - Ferido Gravemente (Humano: Fora de combate)

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Re: Sangue Ruim - Os Bastardos das Trevas

Mensagem por Lord_Suiciniv em Qua Jun 22, 2016 2:42 pm

- Excelente, então um dos malditos já foi, falta mais um... - La no fundo me divertia bastante com o que acabava de fazer, um dos putos havia voado longe com apenas um soco bem dado, acabei levando uma facada, mas isso era o de menos.

- Porra cara, estão fugindo. - Apontava para os dois que tentava sair pela porta da frente. - Vamos, pode ser o cara da bota, ele deve estar com a chave da outra moto... Pensando bem, procure por Arroto, estou com um mal pressentimento... Voltarei pro encontro de vocês em 5 minutos... - E então corria em direção dos dois que estavam fugindo, o que não deveria ser dificil, depois do que acabara de fazer, provavelmente os outros frequentadores do bar, tentariam abrir passagem pra mim, caso não o fizessem, correria até eles o melhor que eu podesse.

Caso eu os alcance ainda dentro do bar, daria um soco na espinha de um deles, o homem que eu achasse que era o da bota, caso eu os alcançasse apenas fora do bar, iria chegar neles com uma voadora nas costas também, mas não os deixaria fugir.

Feito isso, continuava a bombardear meu sangue pelo meu corpo para que a velocidade sobrenatural não me abandonasse... Imaginava que poderia repor o estoque com um desses malditos, mais tarde.
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Re: Sangue Ruim - Os Bastardos das Trevas

Mensagem por Rian em Qua Jun 22, 2016 3:04 pm

Lincoln; PS: 07/12; Força de Vontade: 8/8 ;Vitalidade: "/" Ferido - 1 dado. Alterações: Força +1/ Rapidez 1



Lincoln apontava para os sujeitos que estavam saindo pela porta do clube. Não fosse o ambiente lotado, o vampiro poderia sair dali rapidamente, mas a grande quantidade de pessoas e agora curiosos que se aproximavam por terem percebido a briga, dificultava a movimentação. Fusível, por sua vez, confirmava boquiaberto:
- Lincoln!! É ele!! O sujeito da bota! Ele vai fugir!! Gritava desesperado o amigo do vampiro, que concordava em ficar para procurar Arroto.

Assim que sai do clube, o Brujah se depara com os dois homens ao lado de uma mulher com calça e jaqueta de couro. Ela era branca como a neve, cabelos negros e muito bonita. Tinha um olhar sedutor e misterioso. Os dois homens estavam com uma pistola na mão, cada um deles. O homem apontado pelo arroto como sendo o sujeito da bota era um homem moreno, usava cavanhaque e chapéu, estilo vaqueiro. Ele era alto, forte e tinha um olhar arrogante. Lambia os lábios enquanto a mulher falava, como se estivesse provocando o Brujah.

- Quem você acha que é para arrumar confusão dentro do meu clube? Indagava ela com um olhar inquisitivo.

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Re: Sangue Ruim - Os Bastardos das Trevas

Mensagem por Lord_Suiciniv em Qua Jun 22, 2016 3:21 pm

Ao sair do bar, percebo que eles estavam acompanhados agora por uma moça palida, fico mais cauteloso, pode ser que a moça fosse uma vampira também e eu não tinha experiencia com esse tipo de gente, decido apenas por ficar alerta, os outros dois eram mortais e as armas deles não me assustavam tanto quanto assustariam antes.

- Desculpa moça, por arrumar confusão no seu bar, não foi a minha intenção. - Na verdade era exatamente isso que eu tinha vindo fazer ali... - Acontece que eu vim aqui procurar o pessoal que roubou a minha moto e a de meus companheiros, alem de terem dado uma surra neles enquanto eu tava longe. - Eu apontava para o cara da bota que que fusível tinha reconhecido, e tentava manter a voz mais calma possivel, analisando dos pés a cabeça a moça, para ter certeza se ela era vampira mesmo ou não. - Ai enquanto eu tava procurando os caras, um doido me esfaqueou sem vez de que, tive que revidar, você entende como é. Não tenho nada contra você, ou o seu bar, de verdade, apenas contra esses cara, meu amigo lá, reconheceu um dos caras, o que eu dei um soco e acabou indo pra cima da multidão, e agora ele reconheceu esse rapaz ai. - Novamente aponto pro cara da bota. - Só quero os nossos pertences de volta, e se não for pedir muito, também quero descontar o que ele fez com meu amigo. Nada pessoal contra você. - Eu sorriu amigavelmente, como se tivesse negociando com a mulher. - Me deixe resolver meus negocios, e vou embora, sem causar problemas pra você... Podemos até aproveitar que estamos fora do bar e resolver tudo aqui mesmo. - Dou uma piscadela enquanto falava.

Estava pronto para atacar se fosse necessário, qualquer sinal de que a negociação tinha ido mal, eu avançaria e cobraria o que era meu por direito, aquele maldito vaqueiro com cara de metido a besta só por que estava armado.
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Re: Sangue Ruim - Os Bastardos das Trevas

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