Sangue Ruim - Os Bastardos das Trevas

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Re: Sangue Ruim - Os Bastardos das Trevas

Mensagem por Katrine [apple.] em Qui Maio 19, 2016 11:05 am

Hotel barato, comida barata, pessoas baratas. Quem liga quando se pode ter sossego?  Para Katrine, porém, o silêncio era até que perturbador. Ela ligava a TV na esperança de dispersar seus pensamentos que esvoaçavam na sua cabeça na velocidade de um show pirotécnico.

Acostumada a estar sempre enfiada em encrenca, estar ali era bem tedioso, mas as palavras de Jonas antes de ir embora ainda permaneciam fortes, como se estivessem escritas pelas paredes em todo o lugar onde passava: “Você tem que aquietar, baby. Tem que encontrar seu dharma o quanto antes... A eternidade não dura tanto tempo assim para o nosso clã...”

“Que porra de propósito sádico pode se esperar de um maldito chupador de sangue?” – Ela pensava, enfezada. Os caminhos que escolhera trilhar não eram simples de entender, sequer de aplicar na prática e sozinha era ainda mais difícil.

Como fumaça seus pensamentos esvanecem quando seu telefone toca. Ela atende de imediato, um tanto que ansiosa, quando percebe que era um número desconhecido (poderia ser Jonas).

- Olá, Katrine! Olhe pela sua janela. – Ela olha e dá um sorriso de canto de boca, já sabia muito bem o que aquilo significava. -- São agentes do FBI e descobriram que você foi a responsável pelo roubo do quadro de Monalisa na exposição cultural de New York.

“Tsc, como se eu tivesse um gosto péssimo assim...”

-- Ah,meu bem... Aquela expressão cativante, não pude resistir, ela não é uma graça?

-- Já pensou em entrar para o mercado de relíquias? Você tem talento... Mas primeiro, quero ver como se livra dos agentes.

Katrine olha rapidamente ao redor e vê um quadro velho, que não deve ter custado menos que $10 e o transforma numa bela e dramática Monalisa *.

Ela pega suas coisas e enquanto sai do quarto, Katrine vira uma ilusão ambulante de uma velha enrugada, com olhos enevoados, cabelos ralos e esticados presos num coque, óculos de armação grossa, corpo encurvado sobre um andador de ferro, vestida de roupas velhas e coloridas, andando penosa e vagarosamente na direção do elevador **.

[Presumo que no momento em que os agentes entrarem no quarto verão o quadro da monalisa e demorarão lá dentro mais do que o tempo suficiente para apenas revistar]

E, então, assim que estiver sozinha volta a ser Katrine e procura rapidamente uma saída pelos fundos ou um lugar que pudesse ficar até que os agentes fossem embora.

* Ignis Fatuus + Permanência
** Ignis Fatuus + aparição (pode ser que você entenda melhor o Fata Morgana, mas ao meu sentir a aparição da velhinha apelaria apenas para o visual)
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Re: Sangue Ruim - Os Bastardos das Trevas

Mensagem por Rian em Qui Maio 19, 2016 11:19 pm

Marko Cerveni Obertus, PS: 10/11; Força de Vontade: 7/7 Vitalidade: ok


Anônimo e ocultado pela multidão pensava em como as coisas tinham se desenrolado naquela cidade. Uma vontade de fazer as coisas lhe inundava o coração e bairros pobres voltavam a ser seu norte. Enquanto caminhava pelo centro, repleto de grandes lojas comerciais, painéis de leds fazendo propaganda de produtos e encantando os olhos de consumidores descontrolados, você procura um prédio com baixa segurança ou escada de incêndio. Entretanto, tudo que via eram apenas grandes edifícios comerciais com fachadas imponentes em vidros escuros, granito e mármore, além da segurança sempre constante. Não parecia haver nenhum prédio nas condições em que procurava, pelo menos não ali, naquelas proximidades.

Encontrar um beco não foi difícil. Apesar daquelas grandes avenidas de asfalto e calçadas, havia becos, certamente onde ficavam as caçambas de lixo e entulho que seriam recolhidas. Ninguém o seguia e as roupas não tinham manchas de sangue. Provavelmente, os ferimentos que provocara em O’Neil pai foram apenas internos.

Você volta para a rua se misturando à multidão, agora sem a necessidade do poder da ocultação. Caminhava em sentido oeste, rumo à estação zoológico, afinal, foi do lado leste da cidade de onde tinha vindo e as coisas por lá certamente não estavam nada favoráveis. Mulheres sozinhas e falando ao celular aparecia uma atrás da outra. A noite tinha acabado de cair e as ruas ainda estavam muito movimentadas. Após andar um quarteirão, você encontra duas mulheres sozinhas e distraídas falando ao celular. Uma vindo ao seu encontro e outra indo no mesmo sentido seu.

Ao observar, você repara que a mulher que está caminhando no mesmo sentido seu, está de costa pra você com a bolsa facilmente exposta enquanto fala ao celular. Ela parecia estar falando com uma amiga sobre um problema de trabalho. Após olhar em volta, não percebe nenhuma viatura, nenhum policial e ninguém prestava atenção em nada. Parecia uma grande selva urbana em que era cada um por si e Deus por todos.
Testes:

Marko rolou 5 dados de 10 lados com dificuldade 8 para encontrar prédio que resultou 2, 1, 10, 3, 6 - Total: 0 Sucessos

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Re: Sangue Ruim - Os Bastardos das Trevas

Mensagem por Baruch King, O Anjo Caído em Sex Maio 20, 2016 1:47 pm


Baruch corria contra o tempo e conseguia impedir a destruição precipitada do último infernalista. Anne, a princípio não pareceu simpática àquela atitude, no entanto ou ouvir as palavras do Lassombra ela sorria e parecia ficar curiosa ao que ele iria fazer. Tanto é que se retirava de cena, encostando em uma parede com os braços cruzados como se fosse apenas uma plateia que aguardava para assistir à cena  que o Anjo Caído iria promover. O carniçal, que já sabia como agir estava devidamente posicionado.

-- Sua falta de fé em mim é perturbadora, Anjo... - Baruch dizia, para sua mentora, com uma certa dose de humor em sua voz.

O vampiro estava sério, parecia assustado. Baruch podia jurar que logo ele diria tudo que sabe. O adorador do demônio olha em volta observando todo aquele bando e inesperadamente entra numa gargalhada frenética, idiota e sinistra.

Parecia até que ele queria parar de rir, mas não conseguia... ou simplesmente estava dando um claro sinal de que achava aquilo tudo uma grande piada e que nem a morte do seu corpo o assustava.


A expressão no rosto de Baruch mudava. O Infernalista havia feito a última coisa que deveria fazer, se quisesse ser poupado, não da morte, é claro, mas de algo pior que ela...

-- Vou entender isso como um não... - Baruch dizia, adotando um tom de contentamento em sua voz. Ele, então, olhava para sua mentora. Instantes após olhar para ela, fechava os olhos e inspirava profundamente. Voltando seu olhar para o Infernalista, ele expirava todo o ar que havia inspirado e, então, abria os olhos -- Eu não disse o que aconteceria caso não me ajudasse...

Todos os vampiros naquela sala podiam notar as sombras ao redor de Baruch e do Infernalista se movendo. Elas realizavam movimentos aleatórios, remexendo-se, indo e vindo em torno dos dois vampiros. Duas porções de sombra projetavam-se, mexendo-se e remexendo-se até formarem tentáculos, que imobilizavam o Infernalista, prendendo-o pelos braços. Dando voltas ao redor de seus pulsos, subindo pelos braços, enrolando-se neles e nos ombros. Não havia como ele fugir da imobilização, uma vez que pelo menos 1,5m dos 2m de comprimento de cada tentáculos estava sendo usado para imobiliza-lo daquela forma.

Por fim, a terceira e última porção de sombra era projetada. Remexendo-se no solo, entre o Guardião e o Infernalista. Retorcendo-se enquanto tomava forma. Esta última porção era retorcida. Baruch projetava este último tentáculo em direção ao Infernalista, fazendo com que ele perfurasse o abdome do vampiro, penetrando em seu corpo através da região entre a costela e o umbigo.  


-- A Noite é selvagem e a Magia Negra tem seu preço. Lembre-se disso, você vai conhecer o Diabo duas vezes...



[color=#000000]RESULTADO DA ROLAGEM DE TENEBROSIDADE 3[/color]:



INFORMAÇÕES TÉCNICAS:
- O Tentaculo que está perfurando o infernalista tem o formato semelhante ao de uma vela de natal (foto no final do post), obviamente, ao contrário da vela, a extremidade do tentáculo que está perfurando o infernalista é pontuda, adote esta extremidade como sendo semelhante a ponta de um lápis bem apontado.
- O Diametro desse tentáculo é de 5 centímetros.
- Os dois tentáculos estão imobilizando o vampiro pra que, quando o terceiro aplicar pressão no corpo dele, ele não consiga fugir dessa pressão.

BASE DA FORMA DO TENTÁCULO:

Anne fazia um sinal para o carniçal não se distrair e corria até Baruch. Ao confirmar, ela ria de si mesmo. As vezes um truque simples engana até as mentes mais experientes.
- Hahahaha.. Parabéns, Baruch! Estás a me surpreender nesta noite! Anne olhava para Baruch, como se estivesse a testá-lo ou curiosa para ver como ele agiria sendo um inquisidor. Esperava para ver o que ele faria com o último infernalista.


-- Ainda me testando, Angel of My Nightmare? - Baruch perguntava imprimindo, intencionalmente, um tom de tristeza em sua voz. -- Isso magoa-me profundamente, sabia? O que faremos com isso, vamos até lá?



Última edição por AlexanderA.S.F em Sab Maio 21, 2016 1:40 am, editado 3 vez(es)

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Nós queremos ver você se curvar à escuridão. Você quer nos seguir através da noite? Você nunca morrerá como uma criança da noite
Encare sua morte com orgulho, Ele irá vê-lo sorrir.  Com seus olhos brilhantes como estrelas, ele matará a todos, sem remorso. Fome pela escuridão golpeando seu coração, enegrecido desde o início, seu mal arrasta-se em sua mente. Provocando arrepios na espinha, Ele é a Noite! Alegrai-vos na carnificina, sabem que a merecem.





Spoiler:

"Penso, Logo Existo"
- Sussurros, pois ninguém deve nos ouvir.
-- Por que não falamos de igual para igual?
--- Gritos, pois devo ser ouvido.
*Atos, pois não devo confiar apenas nas palavras.*
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Re: Sangue Ruim - Os Bastardos das Trevas

Mensagem por Rian em Sex Maio 20, 2016 3:11 pm

Uryuda Chiovenda; PS: 14/15; Força de Vontade: 8/8 ;Vitalidade: ok



O cansaço físico, mesmo que suportado forçosamente, não prejudica o corpo, enquanto o conhecimento imposto à força não pode permanecer na alma por muito tempo. (Platão)




Bruce não recusava o convite do senhor Uryuda. Na verdade ele aceitava de bom grado a ideia, parecia querer provar algo, provar a si mesmo. Talvez ele se sentia jovem novamente e desejava fazer o que boa parte dos jovens fazem.

Desta vez não havia motorista. O velho Bruce fazia questão de dirigir para o senhor Chiovenda. Por vezes ou outra, uma arrancada mais forte no farol que mudava do vermelho para o verde, quase competindo com o carro ao lado, traduzia a mudança de corpo e de espírito a qual o poder do sangue submetera o fiel empregado.

De uma famosa boate em New York, Bruce e o vampiro saíam com duas mulheres. Aquele teatro que o Tremere encenava, da necessidade e do prazer de estar com uma mulher, às vezes o remetia às lembranças de quando ainda era mortal. Imagens e momentos que passou com Mary, inevitavelmente vinham como lembranças. Poderia ser Mary ali, no lugar daquela mulher... Assim, embriagados por aquela “vibe” de uma vida bohemia, logo mais uma noite se ia...

Dominação:
Uryuda rolou 6 dados de 10 lados com dificuldade 6 para dominação 3 que resultou 7, 1, 8, 5, 7, 1 - Total: 1 Sucessos

Na noite seguinte, após o pôr do sol, o Senhor Uryuda acordava com Bruce fazendo os últimos ajustes e os preparativos para a viagem. As últimas instruções eram repassadas. Bruce estava com um sorriso grande no rosto. Talvez o sangue devolvera à Bruce a capacidade natural de manter uma vida sexual mais ativa e Chiovenda sabia o quanto isso influenciava o comportamento de um homem.

Ao ver o seu mestre, Bruce corre até ele e comenta, como se estivesse compartilhando um segredo, que jamais imaginava que o Senhor Chiovenda fosse uma espécie de milagreiro. Ao mesmo tempo avisava que o vôo partiria à meia noite e que faltavam 04 horas.

OFF: Adorei a música! Acho que a escutei umas cinco vezes seguidas.

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Re: Sangue Ruim - Os Bastardos das Trevas

Mensagem por Rian em Sex Maio 20, 2016 9:04 pm

Katrine; PS: 09/12; Força de Vontade: 4/6 ;Vitalidade: ok


A Ravnos decidia entrar no jogo. Após o encerramento da ligação rapidamente ela recolhia seus pertences e preparava para sair, não sem antes deixar uma grata “surpresa” para o FBI. Um quadro barato de um pescador na parede do motel virava uma autêntica Monalisa. Pouco depois, do lado de fora e no corredor do imóvel era uma idosa que caminhava. Facilmente era ignorada pelos agentes. Não havia elevador, mas a “idosa” descia por uma segunda escada que voltava para o saguão no térreo. Infelizmente havia apenas uma entrada e uma saída naquele estabelecimento.

À frente do motel, próximo à fachada, ficava a recepção e um estacionamento. Ali havia uma caminhoneta SUV na cor preta com os faróis em LED que piscavam, provavelmente o veículo dos agentes do FBI, além de uma viatura de patrulha comum da polícia estadual. Havia dois patrulheiros. Um falava no rádio da viatura enquanto o outro conversava com a recepcionista do motel barato.

Esperta, Katrine mantinha sua ilusão e deixava o estabelecimento cada vez mais longe. Não demorou até que seu celular tocou novamente. Ao atender, era a mesma voz.
- Explêndido! Sua reputação a precede, Katrine! A voz no telefone parecia sincera quanto à admiração. Talvez ele estivesse observando Katrine de algum ponto distante, alto ou eletronicamente.
- Acredito que faremos uma bela parceria e ficaremos milionários juntos. Hahahaha... Consegue ver o sedã vermelho estacionado?

carro:

- Ele está destrancado e a chave está no contato. Tudo que você precisa saber está lá dentro. Se quiser aceitar o trabalho, saberás o que fazer. Se não quiser, basta deixar o carro onde está. Mas se recusar, saiba que estará perdendo muito dinheiro... O homem encerrava a chamada.

Katrine entra no sedã vermelho. A chave realmente estava no contato e sobre o banco do passageiro havia um envelope. Ao abrir o envelope Katrine depara com uma passagem aérea em seu nome para um vôo que sairia em 1 hora para a cidade de Glover City, capital do Estado do Colorado.

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Re: Sangue Ruim - Os Bastardos das Trevas

Mensagem por Lord_Suiciniv em Sex Maio 20, 2016 10:07 pm

Ao chegar no posto de gasolina, posiciono a minha moto em uma das bombas e a deixo lá abastecendo, em seguida vou até o resto do grupo de viajantes com as mãos no bolso e com uma cara de quem chupou limão e não gostou - Pessoal, preciso tirar a água da mangueira, volto já. - Apontava com o polegar em direção da loja de conveniência e em seguida dava as costas para o trio. Obviamente não estava com vontade de ir ao banheiro, na verdade não sentia isso já fazia 11 dias.

Caminhava em direção da loja de conveniência, olhava um pouco as prateleiras, até ver as revistas para maiores e folheio algumas delas, não encontrando nada de interessante em seu conteúdo eu simplesmente vou em busca de outra coisa, acabo pegando uma revista em quadrinhos do Batman e parto em direção do caixa, jogando a revista de qualquer jeito em cima do balcão - Boa noite, poderia me emprestar a chave do banheiro por favor? - Tirava do bolso alguns trocados para pagar a revista e em seguida partia em direção do banheiro.

Uma vez lá dentro, abro a pia para fazer barulho e fico me olhando naquele espelho velho e encardido, por algum tempo, absorto em meus pensamentos, me concentrando no barulho da água caindo. Até que de uma hora para a outra, dou um soco no espalho, o fazendo quebrar no ato, e então eu falo baixinho. - Merda, merda, merda, merda.... - Verificava a condição do meu punho, para averiguar que não havia me machucado, devido a minha nova condição sobrenatural. " Como é que eu vou trazer os meus amigos de volta porra? "

Eu então respiro fundo, mesmo sem precisar e fecho a torneira da pia e dou descarga no vaso, e saio do banheiro, indo em direção dos meus amigos enquanto carrego a sacola contendo a revistinha do Batman - Ei pessoal, o que eu perdi? - Perguntava alegremente enquanto acenava quando já estava próximo o suficiente do grupo.
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Re: Sangue Ruim - Os Bastardos das Trevas

Mensagem por Winterfell em Sab Maio 21, 2016 12:41 am

Olho, olho e olho de novo. Mas n tinha um prediozinho mais caído. Cacete, onde vivem os pobres dessa cidade? Obviamente não era por aqui, A julgar pela opulência e quantidade de andares ainda deve demorar bastante pra chegar em áreas mas receptivas. Abro minha carteira, conferindo os trocados. (Tenho algum dinheiro? Se tenho, quanto tenho)? Ir andando vai me tomar muito tempo. Um taxi devia sair caro demais, mas um ônibus ou metro talvez ... Guardo a carteira novamente no bolso e meio irritado, antes de voltar a me cobrir com o capuz. Que mendigaria do caralho. Descolar alguma grana viria a calhar, na verdade cairia muito bem agora. Volto a andar, dessa vez mais interessado em observar as pessoas, que a maldita arquitetura.

Suspiro, só que não sai ar algum (afinal eu não respiro). Pare de se deixar irritar por tão pouco. Volto a pensar. Emoções nublam as percepções, viciam as ações e mediocretizam o entendimento. Nada útil vem de uma mente desequilibrada e esse tipo de comportamento afetado não condiz comigo. Vou me centrando. Creio ter me deixado afetar pelo que houve. Eu detesto perder e mesmo que aquilo não tivesse sido bem uma "derrota", o saldo final também não tinha sido "positivo". Continuo andando, usando a multidão como camuflagem, mais também abaixo o capuz e passo a olhar mais sutilmente para os lados. Afinal não queria dar tanta bandeira andando com um comportamento suspeito. Tento mais e mais me misturar a multidão, fazer parte dela. Ao menos não tomei "banho de sangue" e minhas roupas estavam limpas o suficiente. Enfim sendo objetivo inicialmente preciso de dinheiro, transporte e de um lugar pra ficar. Continuo andando e observando as pessoas. Conseguindo o primeiro, dinheiro conseguir os outros dois fica bem mais simples.

Seguro minha mochila, (e consequentemente meu jarro de terra) com mais firmeza. Também tenho que assegurar meu solo, continuar andando com toda essa terra pode dar muito errado. Pra começar se a Bastarda me achasse sem a terra, podia ate tentar desconversar. Dizer que cheguei agora na cidade, dizer que fui abraçado e abandonado, bancar o trouxa, sei lá. Tenho alguma experiência pratica nos dois lados em uma tortura. Creio que consiga resistir o suficiente, pra soltar o que quero que ele ache que tirou de mim. Afinal o que eles podiam fazer, que Ivan já não tivesse feito pior? Conheço minhas próprias capacidades. Não sou convencido apenas realista, é obvio que não os subestimo, sei que poderiam usar outros poderes do sangue durante a tortura ... e isso dificultaria bastante o meu lado, mas o que da pra deduzir é que sem a terra ate teria como trabalhar em algo e escapar depois. Já com a terra, estaria de cara atestando ser um Tzimisce e mesmo que viesse a conseguir fugir, sabe-se lá como (sendo realista as chances não são animadoras ...) muito provavelmente não conseguiria sair de lá com a terra e sei o quão pouco duraria assim. Essa cidade já é problemática o suficiente comigo inteiro sem o devido amparo do solo em meu descanso diurno ... enfraquecido não tenho como durar. Perder este jarro esta fora de questão. Preciso assegurar que continue em minha posse. e manter algo tão vital em uma mochila rasgada ferre meu bom senso ... mas um problema de cada vez.

Enfim, dinheiro primeiro. Continuo andando e observando a minha volta, vários alvos potenciais passavam pra lá e pra cá. Com celeridade mas sem precipitação. tinha acabado de ter problemas com os canas e não queria ter de lidar com esses pentelhos de novo. É só fazer direito, alem disso uma bolsa roubada dificilmente vai me conseguir outra perseguição com helicópteros. Imaginando os piores cenários, podia acabar perseguido por algum bom samaritano de plantão e um logo virar dois ... três ... vai ver até se forma um mutirão de linchamento. Não, esses barris estão preocupados demais com suas próprias vidas pra ficar se expondo por uma desconhecida que perdeu a bolsa. Quando agir, se agir com precisão e velocidade devo ter êxito sem contratempos. não tinha mistério, era catar e vazar. Avisto mais duas mulheres, uma vindo e a outra indo. Bom. Diminuo o passo e vou caminhando no mesmo sentido que ela, ate ficar bem posicionado as costas da mulher. Preveja. Olho o caminho a frente, vendo quais rotas poderia tomar para despistar ela ou qualquer possível perseguidor. Por ali deve dar. Dou uma ultima conferida, vendo se não tem nenhum policial por perto mesmo, seguro mais firmemente minha mochila para não perde-la no meio da "ação" e então espero o melhor momento me preparando para agir. (Quando a oportunidade surgir): Agora! Agarro a bolsa e saio correndo, pelo caminho que determinei momento atrás, ao olhar a frente. Tentaria então primeiro colocar a maior distancia possível entre mim e qualquer perseguidor, depois quanto sair do alcance visual dos perseguidores vou novamente para um beco onde me ligo com as sombras (Ofuscação 2) Observando agora com alguma calma, o que a mulher tinha na bolsa. (Se tiver corrido tudo bem o que consegui pegar)?
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Re: Sangue Ruim - Os Bastardos das Trevas

Mensagem por Katrine [apple.] em Sab Maio 21, 2016 10:16 am

Quando o telefone toca novamente Katrine logo percebe que o seu interlocutor era também espectador. O fato de ter alguém a observando era extremamente irritante.
Imediatamente ela vasculha ao redor* buscando alguém falando ao telefone, enquanto atende:

- Explêndido! Sua reputação a precede, Katrine! - Acredito que faremos uma bela parceria e ficaremos milionários juntos. Hahahaha... Consegue ver o sedã vermelho estacionado?

Katrine o interrompe com uma risada sarcástica:

-- Hahahahaha, então é assim que você compra suas putas? O que um carro bonito significa pra mim? – a voz de Katrine era mansa, quase cantava ao falar, com seu sotaque latino adquirido em seu tempo no México -- Está vendo aquele fusca velho? A hora que eu quiser posso fazê-lo parecer uma Ferrari. Milionários? Já ouvi promessas a minha vida inteira e não vou fazer seu trabalho sujo enquanto você se masturba falando ao telefone comigo...

A essa altura ela já estava longe do hotel e procurava por uma loja ou um posto de gasolina com conveniência próximo, já em sua forma normal.

-- Não importa o que tem naquele carro, eu não vou fazer seu joguinho. Se me quer e sou assim tão interessante pra você venha até mim. Quem sabe... se eu gostar de você podemos fazer muito mais do que dinheiro. Você sabe quem eu sou e onde estou... Não deve ser difícil pra você.

E desliga o telefone. Ela estava gostando daquilo, mas nunca se permitiria estar por baixo numa situação. Afinal, aquele filho da puta tinha colocado o FBI atrás dela por um crime que não cometeu. No momento em que resolveu sair de lá não havia aceitado entrar no jogo, mas sim evitar maiores problemas para si.

O que você vai fazer agora? O quanto você sabe sobre mim, meu bem?

Ela queria ligar para um de seus contatos e tentar rastrear a ligação, mas não sabia o quanto estava sendo observada e fazer uma ligação agora poderia dar mais informações do que queria para o seu mais novo amigo.

*Auspícios 1
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Re: Sangue Ruim - Os Bastardos das Trevas

Mensagem por Rian em Sab Maio 21, 2016 2:35 pm

OFF: Queridas e queridos, farei uma prova dia 29 de maio (domingo que vem). Não estranhem se por ventura eu só postar depois dessa data.

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Re: Sangue Ruim - Os Bastardos das Trevas

Mensagem por Rian em Dom Maio 22, 2016 12:32 pm

Baruch King, O anjo caído; PS: 14/15; Força de Vontade: 7/7; Vitalidade: ok


As palavras de Baruch para com sua senhora a deixava ainda mais curiosa, isso era nítido em seu olhar. Todos ali agora ficavam curiosos para saber o que o Anjo Caído faria, todos mesmo, inclusive o pobre infernalista acompanhava, agora atento e em silêncio, com uma expressão mista de curiosidade e receio o que o Lassombra preparava para ele.

Baruch ficava sério e, ao olhar para sua mentora, ela assentia com a cabeça dando um sinal verde para que o Anjo Caído continuasse. O Lassombra concentra sua mente e em poucos segundos o lugar se tornava sombrio e tenebroso. As sombras começavam a se mover dentro daquele ambiente. Com medo, Félix recuava dando três passos para trás. De fato, aquilo era assustador para o mortal, não importa quantas vezes ele presenciasse a disciplina exclusiva dos Lassombras. Por fim, tentáculos sombrios surgiam e imobilizavam o infernalista que mostrava as suas presas e rosnava, assustado. Ele sabia que aquilo não seria coisa boa. Baruch fazia surgir um terceiro tentátculo, que remexia através do chão se movendo em direção à vítima tomando um formato de uma ponta. O vampiro parecia já sofrer a dor antes mesmo de ser perfurado, grunhindo como um rato.

- Aaaaaaaaaaaaaaaaaaarrhhh! O grito ecoava dentro daquele prédio abandonado e ninguém viria para socorrer aquele ser das trevas. O sangue escorria e uma pequena poça vermelha começava a se formar no chão, abaixo daquele infernalista. Os gritos da vítima começavam até a incomodar os presentes e uma lágrima de sangue escorria no olho direito. Ele logo responderia qualquer pergunta que Baruch fizesse.

Entretanto, por um instante a vítima parava de gritar. Parecia ter reunido sua força de vontade para ignorar a dor por um pequeno instante e, neste pequeno instante, ira e loucura estavam claramente estampadas em sua face. Ele encara Baruch, franzindo o cenho como se estivesse lendo a mente do Anjo Caído. Um arrepio tomava conta do corpo do Lassombra, sentia a temperatura, o cheiro e as vozes do ambiente distante, era como se ele não estivesse mais naquele lugar e mergulhasse no infinito do espaço profundo. Por um pequeno instante Baruch se sentia sozinho e não era mais o infernalista que estava ali sendo perfurado pelo tentáculo, mas sim, o garoto, aquele garoto que olhou dentro da alma do Lassombra no dia do assalto ao banco. Aqueles mesmos olhos arregalados olhavam fitavam Baruch. O rosto do infernalista, parecia ter se tornado os olhos do garoto...

Demência 2:
Vampiro rolou 5 dados de 10 lados com dificuldade 5 para assombrar a alma que resultou 10, 5, 8, 6, 2 - Total: 4 Sucessos
Vampiro rolou 1 dados de 10 lados com dificuldade 5 para re-rolar que resultou 8 - Total: 1 Sucessos
Total: 5 sucessos
- 2 dados (vitalidade: Espancado)

OFF: Você está momentaneamente afetado pela disciplina Demência 2 - Assombrar a Alma. Interprete isso. 5 sucessos = 3 meses.

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Re: Sangue Ruim - Os Bastardos das Trevas

Mensagem por Rian em Dom Maio 22, 2016 2:45 pm

Lincoln; PS: 11/12; Força de Vontade: 8/8 ;Vitalidade: ok



Lincoln deixa sua moto abastecendo enquanto inventava uma desculpa esfarrapada para entrar na loja de conveniências sozinho. Antes de passar pela porta, ele olhava para trás e via Arroto e Fusível conversando com Klaus. Os três riam. Pareciam felizes, todos sorriam. A impressão que o Brujah tinha é que aquele círculo já estava completo e eles não precisavam mais de Lincoln. Não... Lincoln não passava agora de apenas um estorvo. Talvez tudo fosse melhor sem ele. Quem sabe os três já não estavam planejando largá-lo ali? Não ficaria surpreso, se ao voltar da loja, não visse mais nenhum deles e constatasse ter sido deixado para trás...

Dentro da loja, o neófito vai até uma seção de revistas e folheia algumas delas. A loja era grande para uma loja de conveniência. Era quase um mini supermercado e tinha várias prateleiras. Era possível encontrar de quase tudo ali. Enquanto olhava as revistas, que estavam em um canto da parede, o vampiro percebe que há algum outro cliente nas prateleiras atrás dele. Não vendo nenhuma revista interessante, acaba levando uma do Batman. No balcão pagava o valor da revista e pedia a chave do banheiro, que ficava à direita do cainita, em um pequeno corredor que esticava pro fundo da loja.

Entretanto, o recepcionista, um rapaz jovem, branco e gordinho, recebia o dinheiro com as mãos um pouco trêmulas enquanto dizia gaguejando:
- N-não s-senhor! O banheiro estáaa... está interditado! O senhor tem deve procurar outro.
Ele está nitidamente nervoso e, aparentemente, deseja que você saia logo do estabelecimento.

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Re: Sangue Ruim - Os Bastardos das Trevas

Mensagem por Ury Wayne em Dom Maio 22, 2016 3:01 pm

Ressacado, o gosto férrico do tinto da noite passada é apenas uma reminiscência, a higienização sempre apaga um pouco do sabor do alimento, tal qual ocorre depois da ceia, dualidade constante até mesmo numa existência morta, todavia, a nódoa decantada sobre Bruce ainda era pungente. Evidentemente! Doutra forma não poderia ser, posto ser o sangue que esse bebera superior ao que bebi.

A memória de um convite faz minha mente revolver-se em incertezas, Glover City, um chamado, e um alerta. A solicitude me é virtuosa, contudo, valoro mais ainda minha própria incolumidade, de nada me vangloriaria um tributo póstumo. Sento-me à cama, e vêm a mim o alegre e sorridente carniçal com suas ingênuas confissões.

- Ah meu amigo, isso é ainda o começo, existem coisas mais que seus olhos não podiam ver. Deixe-os de prontidão.

- Estamos prontos?


Deixar a cama é difícil, há noites em quê a angustia de suas lembranças o impede, dias ensolarados junto à sua mãe, passeios no parque com Mary, findos por um pôr-de-sol eterno. Como gostaria de despir-me do monstro que sou e voltar apenas a sorrir. Esses dias têm se tornado mais comuns desde que o clã, não mais se mostrara um acolhedor propósito existencial.

Agora entendo em plenitude as angustias relatadas por Ronald, um sistema intrincado de intrigas e voracidade, nisso, em nada nos distinguimos dos mortais. É irônico como a vida só é sagrada em relação aos nossos semelhantes, por mais que alguns de nós defendamos a importância humana, eles ainda sim são tratados, um pouco mais ou não, como gado, alguns de corte outros leiteiros. Como eu desejaria que as coisas fossem apenas mais sumárias, alguns de fato não merecem viver.

O palor de minha pele é apenas um dos indícios, talvez o mais evidente, mas certamente o menos hediondo. Concentre-se em meus olhos, permita-se conhecer o monstro que em mim habita, ou seria o contrário? Por que minha alma dobra-se em si mesma taciturna? Um embuste aparentemente efetivo espraia-se em meus pensamentos, a besta, torva e estratégica, não me permite olvidar, sou um maldito, o que faz de Deus um tirano e do Diabo um amigo!

Não permita, caro leitor, que seu espírito se abata por mim, apesar de trágico, meu estado existencial não é de minha exclusiva responsabilidade, sou apenas o que sou; truísmo? Apenas se ignorar o silogismo daí decorrente, há, em verdade, tanta graciosidade na luz como nas trevas, uma dualidade que tudo permeia.

"Sou filho de um Deus menor, entre o Céu e o Inferno".

Pela circular janela do avião, através do vidro, é possível ver a insignificância do mundo. A inclinação da aeronave me permite deduzir que estamos chegando ao destino. Não gosto de voar, meus pais assim se foram. Coloco a mão sobre a mala, como quem apenas quer se certificar do que lhe é sabido. Tudo que eu preciso está ali. Alguns milhares de dólares, meu espelho mágico, e algumas vestes. Gostaria de carregar um pouco de felicidade também, mas essa ainda continua intangível, assim sendo, apenas recolho-me a conferir as horas.

"Pela treva do espírito lancei-me,
Das esperanças suicidei-me rindo...
Sufoquei-as sem dó...

A cinza da ilusão que ali murmura:
Morre! - tudo morreu!
Cinzas, cinzas...
Meu Deus! só tu podias..."
- Álvares de Azevedo, Lágrimas de Sangue.

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"Preparem seus prelúdios, porque suas planilhas já nos pertencem".
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Re: Sangue Ruim - Os Bastardos das Trevas

Mensagem por Baruch King, O Anjo Caído em Dom Maio 22, 2016 11:21 pm

- Aaaaaaaaaaaaaaaaaaarrhhh! O grito ecoava dentro daquele prédio abandonado e ninguém viria para socorrer aquele ser das trevas. O sangue escorria e uma pequena poça vermelha começava a se formar no chão, abaixo daquele infernalista. Os gritos da vítima começavam até a incomodar os presentes e uma lágrima de sangue escorria no olho direito. Ele logo responderia qualquer pergunta que Baruch fizesse.

   Baruch sentia-se cada vez mais forte com aquilo. Cada milímetro de sombra invadindo o corpo do infernalista era animador, talvez até mesmo prazeroso. Ele tinha a situação em suas mãos, e o Infernalista logo tornaria-se cinzas, assim que o Inquisidor tivesse terminado com ele.

-- A Magia Negra tem seu preço, Você verá o Diabo duas vezes...
[OFF: Essa frase faz mais sentido (pelo menos na minha cabeça) em Inglês... O que eu quis dizer foi "Black Magic has its price, you'll meet the Devil twice..."

   
Entretanto, por um instante a vítima parava de gritar. Parecia ter reunido sua força de vontade para ignorar a dor por um pequeno instante e, neste pequeno instante, ira e loucura estavam claramente estampadas em sua face. Ele encara Baruch, franzindo o cenho como se estivesse lendo a mente do Anjo Caído.

   Mas foi aí que algo saiu do controle do Guardião, e a situação mudara. Baruch sentia que havia algo errado. O Infernalista havia entrado em sua mente por um descuido infantil do Guardião, ele havia de reparar aquele erro.

"Você errou, verme. E eu o punirei por isso!"

Era como se Baruch falasse diretamente com o Infernalista, embora ele soubesse que o vampiro não poderia ouvi-lo, ele não lia os pensamentos do Lasombra, de fato, ele estava tentando manipular suas memórias, e Baruch sentia isso.

O Inquisidor concentrava-se, apoiando seu foco na imagem do Infernalista sendo empalado pelo Braço do Abismo e forçava-o para fora de suas lembranças, eliminando no processo toda e qualquer influência dele em sua mente, apagando também qualquer rastro que ele pudesse ter deixado. Ele estava no pior lugar para atacar o Guardião: Seu próprio domínio, seu próprio Abismo. Baruch venceria, de qualquer forma.  

[OFF: Estou pedindo um teste de Força de Vontade para resistir ao uso da Demência 2, peço que considere o número de dados extras que a qualidade Vontade de Ferro me dá. Caso você não permita que eu faça o teste, ou por algum motivo eu venha a falhar [PS. São 10 dados rolados de FDV, caso vc considere os dados extras da Vontade de Ferro. Very Happy ] deixo abaixo minha interpretação do resto da cena, já com os efeitos da Demencia]

(Omnos, do Gaulês, Medo. Achei bem apropriado pra cena Razz )

 Baruch havia voltado no tempo. Suas roupas, sua espada, suas facas, seu Bando, o Infernalista, tudo havia sumido. No lugar, um case de violão, com uma Thompson em seu interior, um sobretudo social, calças de alfaiataria, camisa social, gravata, sapatos e um chapéu panamá. Ele fumava um charuto. Aos seus pés, um garoto, não devia ter mais de 15 anos, muito provavelmente não chegava a isso, engraxando seus sapatos e, ao seu lado, um antigo companheiro, seu nome era Johnny ''two bags'', pelo menos Baruch achava que era.  Baruch dava algum dinheiro ao garoto e, então, tudo começava rápido demais. Um, dois, três guardas rendidos... Baruch atirava para o alto...

... Foi então que tudo mudou. Um militar, do exército, era jovem. Talvez tão jovem quanto Baruch, quando ele se formou em direito em Oxford, talvez mais jovem que ele quando o Lasombra, ainda humano, tornou-se advogado da máfia, de uma das famílias da Cosa Nostra, talvez, quem saberia dizer? Ele estava armado.

-- Solta... - Baruch lembrava-se de ter dito, ele não queria que aquilo acontecesse, tanto quanto o jovem não queria. -- Larga isso...

Mas não, ele atirou. Não existe vitória sem que alguém perca, e desta vez fora ele, tão jovem... Quando terminou, ele tinha mais de 10 furos no peito, sem chances de sobreviver... E então, eles correram. Já haviam pego o dinheiro, todo aquele dinheiro, o assalto havia dado resultados. Mas foi na saída do banco que a coisa ficou estranha... Aquele garoto, Baruch tinha conversado com ele por alguns minutos, o brilho no olhar de quando ele ganhou alguns dólares extras, além do pagamento por ter engraxado o sapato do Lasombra, tornou-se medo, ou algo ainda mais perturbador...


OFF: Pra descrever melhor a maior parte dessa cena, assista o clipe de Machine Gun Blues do Social Distortion. É exatamente aquela cena do assalto que inicia o clipe

Agora, voltando ao presente, aquele olhar voltava com Baruch. Não era mais o Infernalista que gritava de dor na frente do Guardião e do bando de sua mentora. Não era mais seu alvo, sua vítima que urrava de dor e pânico. Era aquele maldito garoto. Todos esses anos e Baruch ainda não esquecera isso. O Guardião, o Anjo Caído, um dos últimos seguidores da Trilha que, junto com o Cardeal Monçada, caiu no desuso, sentia remorso por causa do olhar de uma criança inútil? Sim... Mas não por muito tempo.

Baruch sabia que aquele não era o garoto, mas mesmo que fosse, quem se importaria? Aquele que estava a sua frente era seu alvo, sua vítima, um seguidor da Trilha das Revelações Malignas, alguém que devia ser morto, extinto, ele era um degenerado, alguém que merecia a morte-final. E era isso que o Guardião levaria até ele. A dor, o sofrimento, A Morte.

Baruch segurava ainda mais forte sua espada, forçando ainda mais a empunhadura. Enquanto o tentáculo em forma de broca penetrava, ainda mais, o corpo de seu alvo. Àquela altura, ele deduzira que ainda faltava muito para que o tentáculo atravessasse o corpo, ainda devia estar passando pelas costelas, ou antes disso. Não importava mais, ele agiria agora. Forçando ainda mais para que o tentáculo entrasse no corpo do Infernalista, Baruch, que havia afastado-se alguns passos, cerca de 5 ou 6, do vampiro, aproximava-se rapidamente, com sua espada em punho. Cada fibra muscular dos braços do Guardião tornando-se ainda mais fortes. (Gasto 3 pontos de sangue pra aumentar Força)

--- Saia da minha cabeça!

Baruch, então, já estando à distância exata do Infernalista/Garoto, executava um único movimento. Uma espécie de leque de metal podia ser vista, dada a velocidade e ao tipo do golpe. O Sangue, que deixava toda a lâmina vermelha, fazia com que aquela cena tornasse-se, de maneira doentia, ainda mais bela, dando cor ao leque mortal de puro aço europeu. A Lamina tinha um único alvo, e Baruch sabia exatamente onde ele estava: A Cabeça do Infernalista, realizando um corte único, transversal, com a Lâmina entrando em sua cabeça pela têmpora direita e saindo pelo maxilar, do lado esquerdo do corpo.


[OFF: Caso eu tenha tido sucesso no teste de Força de Vontade pra resistir à Demencia, eis minha ação]

-- Você cometeu um erro. - Baruch dizia, enquanto andava, lentamente, até as costas do Infernalista. No interior do corpo do vampiro, o tentáculo mudava de forma, criando ramificações que faziam o mesmo que o tentáculo principal: Penetravam nas estruturas internas do Infernalista - E agora, vai pagar por isso...

Dito isso, Baruch pegava a pequena garrafa de fluido de isqueiro que mantinha num dos bolsos inferiores de seu sobretudo, para abastecer seu isqueiro quando necessário. Ele jogava um pouco do fluido nas costas do Infernalista, fazendo um desenho: A Espada de Caim, o símbolo que identifica um Inquisidor. E tirava dos lábios o cigarro que fumava. Acesso, ele jogava nas costas do Infernalista, fazendo com que o fluido que se agarrou em sua roupa, inflamasse. Baruch não ficaria olhando diretamente para o Infernalista, ele se aproximaria de sua Mentora e, à distância, tomaria conta de suas reações. Antes de se afastar, no entanto, ele reforçava ainda mais a imobilização, fazendo com que os tentáculos que prendiam o vampiro, empurrassem-o, com ainda mais força, contra o tentáculo que perfurava seu corpo.

[OFF: O Desenho pega todo a extensão das costas dele, indo da base do pescoço até a base das costas]

_________________
Nós queremos ver você se curvar à escuridão. Você quer nos seguir através da noite? Você nunca morrerá como uma criança da noite
Encare sua morte com orgulho, Ele irá vê-lo sorrir.  Com seus olhos brilhantes como estrelas, ele matará a todos, sem remorso. Fome pela escuridão golpeando seu coração, enegrecido desde o início, seu mal arrasta-se em sua mente. Provocando arrepios na espinha, Ele é a Noite! Alegrai-vos na carnificina, sabem que a merecem.





Spoiler:

"Penso, Logo Existo"
- Sussurros, pois ninguém deve nos ouvir.
-- Por que não falamos de igual para igual?
--- Gritos, pois devo ser ouvido.
*Atos, pois não devo confiar apenas nas palavras.*
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Re: Sangue Ruim - Os Bastardos das Trevas

Mensagem por Rian em Seg Maio 23, 2016 9:05 pm

Marko Cerveni Obertus, PS: 10/11; Força de Vontade: 7/7 Vitalidade: ok


Marko caminha pelo grande calçadão do centro da cidade atento às armadilhas que a bastarda poderia espalhar por ali, bem como prestava atenção em prováveis vítimas (barris). Enquanto seus pensamentos voavam o seu braço segurava, ainda mais firme, o saco que continha a terra romena. Ele decide então conferir quanto ainda tinha na carteira. Não era nada animador. O Vampiro tinha 30 dólares para se virar em uma cidade totalmente selvagem, no sentido capitalista da coisa, e nada solidária. O individualismo era estampado no rosto dos cidadão que caminhavam pelo centro feitos zumbis explorados por aqueles que detinham os meios de produção.

Uma grana a mais no bolso viria bem a calhar e, pensando nisso, o vampiro decide seguir uma mulher, que distraída falando ao celular, caminhava com sua bolsa pendurada no ombro. A vítima nem fazia ideia de que estava sendo seguida. Esperto, o Tzmisce conseguia encontrar uma brecha. Do outro lado da rua havia um beco. Tudo que ele precisava fazer era correr de volta para o beco que estivera minutos atrás. Um aglomerado de pessoas que se formavam na faixa de pedestre do primeiro cruzamento atrás dele e da mulher garantiria que o vampiro desaparecesse das vistas da mulher, caso ela não fosse uma esportista nata ou ficasse assustada o suficiente para não tentar perseguí-lo.

Não havia ninguém observando. O momento era agora! Marko avança sobre a mulher e consegue arrancar a bolsa. O neófito repara que alguns humanos próximos perceberam a ação criminosa, no entanto, ninguém arriscava bancar o herói. Naquela fria noite Marko tem a sensação de que naquela cidade o egoísmo e o individualismo pairava sobre as pessoas. Talvez, uma alma humana caridosa fosse uma joia rara naquela cidade. O vampiro ficava ainda mais aliviado quando olha para trás e constata que a mulher estava parada, estática, sem sair do lugar. Contudo, não era apenas isso. Ela parecia estar chocada, seus olhos brilhavam não de felicidade, mas pela quantidade de lágrimas que começavam a minar e escorrer por sua face. Apesar de tudo não parecia ser uma expressão de tristeza ou ódio. Era algo que, talvez Marko não compreendesse.

Já no beco, ofuscado atrás de uma caçamba de lixo, o cainita abre a bolsa. Ali dentro ele encontra diversos objetos pessoais, como batom, um pequeno espelho, maquilagens e uma pequena carteira dentro da bolsa. Ah sim! Uma carteira! O dinheiro provavelmente estaria ali. Ao abrir a carteira, além de cartões profissionais e alguns cartões bancários, havia 40 dólares. Após tirar o dinheiro e guardá-lo consigo, assim que olhava os últimos “esconderijos” da carteira, o vampiro encontra algo no mínimo curioso. Havia uma foto de um rapaz, que aparentemente era guardada com bastante esmero. Se fosse vivo, o coração de Marko iria disparar, pois o rapaz da foto era espantosamente parecido com ele. Talvez, isso explicasse a reação da mulher... No verso da pequena foto 5x7, uma frase escrita à caneta: “Para sempre ao seu lado”.

Testes:

Marko rolou 5 dados de 10 lados com dificuldade 6 para rota de fuga que resultou 7, 5, 10, 7, 7 - Total: 4 Sucessos
Marko rolou 1 dados de 10 lados com dificuldade 6 para re-rolar que resultou 2 - Total: 0 Sucessos. Total: 4 Sucessos.

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Re: Sangue Ruim - Os Bastardos das Trevas

Mensagem por Rian em Ter Maio 24, 2016 11:58 am

Katrine; PS: 09/12; Força de Vontade: 5*/6 ;Vitalidade: ok


A Ravnos não gostava da ideia de ser observada. De fato, aquilo era um incômodo e ela pensava em como tirar a onça da toca. Enquanto caminhava, observava tudo ao seu redor. Havia algumas poucas pessoas naquela rua, um ou outro carro passava pela via. Era uma região um tanto deserta, em termos urbanos, havia muitos outros hotéis baratos e nenhum estabelecimento comercial movimentado, como um pub ou um supermercado. Logo os ruídos se tornavam mais altos ao ponto de se tornarem irritantes, sua visão agora era capaz de alcançar o que se passava dentro de um carro a algumas centenas de metros, contudo nem assim a brasileira não conseguia ver ninguém que pudesse ser o seu interlocutor, o que a deixava ainda mais nervosa. O rato sabia se esconder!

Katrine escreveu:- Hahahahaha, então é assim que você compra suas putas? O que um carro bonito significa pra mim?  Está vendo aquele fusca velho? A hora que eu quiser posso fazê-lo parecer uma Ferrari. Milionários? Já ouvi promessas a minha vida inteira e não vou fazer seu trabalho sujo enquanto você se masturba falando ao telefone comigo...
O carro é apenas uma cortesia da casa, senhorita Katrine. Por favor não me entenda mal...

No entanto, a vampira desligava o telefone e procurava uma loja de conveniência. Não foi difícil. Logo a frente havia um posto bem movimentado com uma grande loja de conveniências ao lado. Ela entra na loja, o lugar estava relativamente movimentado. Havia umas oito pessoas ali dentro, o atendente estava no balcão próximo à porta. Dois casais com filhos em duas mesas diferentes, três jovens e dois homens mais velhos, provavelmente caminhoneiros ou motoqueiros. A ladra escolhe uma mesa bem ao fundo, próxima ao banheiro onde pudesse ter uma ampla visão do lugar, inclusive de quem chegava ou saía. Passava-se 10minutos. O telefone não tocara  mais e ninguém aparecia. Dez minutos para ela que esperava, pareciam dez horas. Cada novo cliente que entrava faria o coração da Ravnos acelerar, se ela ainda fosse “viva”.

Estava quase levantando e indo embora, quando os dois homens de terno, do FBI entram. Todos os clientes olham para a porta desconfiados. Talvez não fosse comum homens de terno naquele ambiente. Eles caminham lentamente em direção à Ravnos. Ela havia sido descoberta!
Entretanto havia mais alguém. Eles paravam a uma distância de 3metros e um homem de aparência de uns 50 anos ou mais saía de trás deles. Ele fazia uma reverência como que pedindo para se sentar na mesa de Katrine. O homem se sentava lentamente e com cuidado, como se fizesse um ritual para tal. Fitava Katrine, sério. Um sorriso singelo surgia no canto da boca.


- Huhuhuhu... Katrine! Katrine! Estou encantado! John não me disse que você era tão bonita... Ele apanhava a mão direita de Kat deixando-a bem próxima de seus lábios e encenava um beijo, não chegando a tocá-la, certamente um costume  comum para os homens da idade dele. A Ravnos sente que a temperatura do corpo do homem é baixa. Ele poderia ser um vampiro ou sofrer de pressão baixa. – ...bonita e inteligente! Soube virar o jogo do gato e rato ao seu favor. Entrar no carro e seguir minhas instruções como uma cordeirinho era a opção errada. Eu quero alguém que tenha um cérebro! E acredito que estou diante desse alguém!A propósito, meu nome é Fegurson! Percebendo que a vampira encarava os dois homens ele explicava:

- Ah sim, eles são Donald e Albert, trabalham para mim. Você não está sendo procurada pelo FBI. Só queria ver como você faria. E a patrulha na porta do motel, bem... era uma visita de rotina da polícia local. Eles não a estão procurando, hahahaha... Seu sorriso logo era contido e agora sua expressão ficava séria.
- Sei que deve estar se fazendo mil perguntas e com razão. Vou explicar o motivo disso tudo: Eu estou procurando alguém com as suas habilidades para recuperar uma coisa...
O homem colocava um envelope sob a mesa. Ao abri-lo Katrine vê a foto de uma menina.



*+1Força de Vontade - natureza

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Re: Sangue Ruim - Os Bastardos das Trevas

Mensagem por Lord_Suiciniv em Ter Maio 24, 2016 12:16 pm

A principio não dou muita bola para o outro cliente da loja, mas é só na hora de pagar a revistinha e perceber o nervosismo do caixa que começo a desconfiar que havia algo errado ali e começava a pensar rápido na situação que acabara de me meter.

" Muito bem, eu provavelmente entrei no meio de um assalto, eu só vi uma cara, mas a julgar pelo tamanho da loja de conveniência, isso seria um trabalho para duas pessoas, é seguro acreditar estariam armados, assim como é seguro acreditar que o local tem câmeras de segurança, normalmente os postos colocam elas só para mostrar, e dificilmente funciona, mas estamos em uma parada famosa, de modo que é provável que as daqui funcionem sim, mas ainda assim não é interessante tentar a sorte..." - Nesse momento eu sutilmente procuro com meus olhos qualquer indicio de câmeras e se possível, se elas funcionam, tudo isso sem demonstrar que estou desconfiado. - Porra cara, o restaurante ta fechado, não tem outro banheiro aqui por perto... - Suspiro, resignado e deixo os ombros caírem, derrotado, para dar a entender que não iria causar problemas. - Que seja, vou fazer num muro qualquer mesmo... - Me virava de costas para o balcão, aproveitando para ampliar minha procura pelas câmeras e também pelo meliante que eu havia notado, se possível também procurava seu parceiro, e então partia a passos calmos para fora do estabelecimento.

" Por um lado, eu poderia descontar minha raiva nesses assaltantes, isso seria bastante divertido e Klaus já me informou que agora sou quase invulnerável, então levar um tiro não seria problema, por outro lado novamente, tem a questão das câmeras e ser pego por elas não seria legal, seria imprudente, alem do que interceder em um assalto poderia complicar a viagem e chamar uma atenção desnecessária... O ideal seria aproveitar a oportunidade de ir embora, essa briga não é minha, não vou ganhar nada com ela. - Decidido, mantenho meu ritmo e saio com minha sacola da loja de conveniência.

Caminho até onde está o meu grupo, ainda no mesmo ritmo, como se nada tivesse acontecido, pois é possível que que ainda esteja sendo observado, ao me aproximar deles, aceno alegremente e falo um tom mais alto, para que o assaltante consiga escutar, e não pareça suspeito - Hey pessoal, o que eu perdi? - E quando abaixo meu braço, posiciono minha mão na frente do meu bolso, de modo que visto de dentro da loja, eu estaria apenas a colocando no bolso ou repousando ela normalmente, e faço um código com os dedos, que para os meus amigos significaria "assalto em andamento", para qualquer desavisado eu estaria apenas estralando os dedos ou algo parecido.
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Re: Sangue Ruim - Os Bastardos das Trevas

Mensagem por Rian em Qua Maio 25, 2016 2:42 pm

Uryuda Chiovenda; PS: 14/15; Força de Vontade: 8/8 ;Vitalidade: ok




Uryuda agora cortava os céus rumo ao Oeste Americano. O destino era uma cidade desconhecida, um lugar onde ele nunca antes tinha pisado. Sentia um pesar, pois não podia permitir que sua qualidade solícita colocasse em cheque sua não-vida. Bruce estava mais perto ainda de adentrar de vez à verdadeira noite. Uma vez lá, seria difícil não ver por trás do véu que escondia a verdadeira face de uma cidade habitada pelos demônios das trevas.

Foram 3 horas de viagem. Eram 4 horas da manhã quando Uryuda e Bruce faziam o checkout e recolhiam suas bagagens.  Estavam agora no saguão do aeroporto e caminhavam em direção à saída do aeroporto. Como não informaram quando chegariam, a Camarilla local não enviara nenhum Membro para acompanhar o cainita, pelo menos não ostensivamente. Impossível seria definir naquele momento os métodos de vigilância e controle da seita local.

Do lado externo do prédio, o movimento de carros era intenso, provavelmente devido ao vôo que chegara. Parentes e amigos aguardavam seus entes queridos que chegavam. Em momentos como aquele era inevitável que o senhor Uryuda relembrasse que seus entes queridos mortais poderiam estar ali esperando por ele. Contudo era um pensamento que logo se dissipava tão rápido quanto havia se formado. E, justamente para pessoas como ele, havia uma infinidade de táxis estacionados esperando os solitários passageiros. Após uma breve conversa com um taxista, Uryuda descobria que o dia naquela cidade começava às 06horas da manhã.

Prestativo, o taxista, em trajes simples e que aparentava mais de 50 anos, indagava:
- Para onde os senhores desejam ir?

Nisso, um aglomerado de pessoas ali perto chamavam a atenção do vampiro. De longe, o Tremere percebia que o alvoroço se devia a uma criança que estava sentada no chão, chorando e soluçando.


Última edição por Rian em Qua Maio 25, 2016 6:11 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Sangue Ruim - Os Bastardos das Trevas

Mensagem por Rian em Qua Maio 25, 2016 5:34 pm

Baruch King, O anjo caído; PS: 14/15; Força de Vontade: 7/7; Vitalidade: ok



Um grito na escuridão...  A intenção do Malkaviano para o ancila agora era clara. Era algo que soava como: “...posso até morrer, mas não sem antes tentar levar comigo ou foder a não-vida de alguém”.

Após infligir a disciplina Demência no Anjo Caído, aquele neófito voltava à realidade nua e crua. Não conseguia segurar mais a dor e voltava ao seu martírio, um caminho espinhoso que ele percorreria até sua morte final, embora talvez não tão ardente quanto o que, seja lá o que for, o esperasse após o seu fim no mundo material.

A disciplina da loucura faz com que Baruch revive o seu passado, quando fizera o assalto ao banco. As imagens eram nítidas. O som, o cheiro... era quase como se ele estivesse lá. Era tudo muito real. A disciplina dos loucos se encarregava de procurar os medos mais escondidos na mente do alvo.
Entretanto, a vontade de mandar aquele miserável para o inferno era muito forte e isso trazia o Anjo Caído de volta à realidade. Sem cerimônia, o Lassombra despeja fluido de isqueiro nas costas do demônio, desenhando a espada de Cain, o símbolo que representava sua luta. O inquisidor assumia o controle da situação e, com classe, incendiava o corpo daquele vampiro que já estava bastante machucado.



- AAAaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahh....
Os gritos se intensificavam e alcançavam o ápice até que ele se calava, desmanchando em brasas e cinzas.


No fim, tudo o que restava era um pequeno amontoado de roupas e o par de calçados que continuavam queimando no chão. Félix saía do recinto, ele ainda precisava respirar e a fumaça emitida pela queima do vestuário era incômoda. A pequena chama no iluminava o ambiente dando uma coloração avermelhada aos rostos ali presentes. Baruch ganhava um ar de um imponente diante da chama, como se tivesse o ar de um rei que, na idade média, vencia uma guerra e pilhava os corpos.  Os reflexos da luz emitida pelo fogo no rosto de Anne, por sua vez, a deixava bela e sedutora, com uma impressão romântica de uma mulher que espera seu amado à luz de velas. Ela sorria, como se estivesse satisfeita com o desfecho. Era como se ela soubesse, desde o início, que de nada adiantaria o Anjo Caído tentar arrancar informações daquele demônio dos infernos. Talvez, ela já tivesse feito outras vezes, o mesmo que Baruch tentara momentos antes...

OFF: Sucesso automático em superar momentaneamente a alma assombrada e incinerar o infernalista pela interpretação.

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Re: Sangue Ruim - Os Bastardos das Trevas

Mensagem por Winterfell em Qui Maio 26, 2016 2:25 am

30 dólares ... puta miséria, vou ter que afanar algum barril. isso se quisesse arranjar "o mínimo", um ponto de partida. Continuo olhando as pessoas até escolher. Essa aqui. Ela andava no mesmo sentido que eu, alem disso era mulher e ainda estava toda distraída falando ao celular. Vou me colocando por trás dela, me posicionando aos poucos, aparentemente despretensiosamente. Parece um alvo bem fácil. Olho um pouco mais a frente, calculando minha rota de fuga depois da ação e me preparo pra começar Agora! Agarro a bolsa e disparo, me enfiando naquele "mar de gente" e ganhando distancia, alguns outros barris até tinham percebido meu ato, mas não interferiram Ótimo. Adoro quando cada um cuida do seu, assim no fim das contas fica bem mais simples tirar o meu próprio do deles.

Enquanto me distancio olho para trás, a mulher tava lá parada sem reação, Esses barris... esse costume mortal de achar que "essas coisas não vão acontecer comigo" deixava tudo bem mais simples. Os barris que pensam dessa forma limitada normalmente não tomam as precauções que deveriam e quando são surpreendidos por algo, na maioria das vezes ficam surpresos demais pra reagir em tempo. Presas fáceis antes, durante e depois. O cordeiro dócil. Como aquela idiota estática bem ali atrás. Queria mais trouxas assim. É bom quando os barris sabem o seu lugar, no fim das contas quanto mais otarios melhor continuo a me distanciar.

A mulher ia ficando pra trás, na verdade nem reagia e nossa distancia ia aumentando Aquele beco que usei antes vai me servir de novo agora. Olho uma ultima vez para trás, checando se "o quadro geral" continua o mesmo e ela ainda esta lá parada, "o banho frio" de realidade atuando. Fica mais esperta na próxima, ou melhor, não aprende e continua fazendo a mesma coisa, vai que a gente se esbarra de novo e você volta a me servir. Hum... ela chorava bastante, uma cena meio exagerada ate. Vai ver essa bolsa esta recheada. espero que sim, talvez tivesse um gordo monte de verdinhas aqui dentro. Dia de pagamento talvez? Com alguma sorte, estaria com o salário da mulher. Deixo de fita-la, me concentrando na multidão e terminando de me evadir, depois contorno indo para o beco. Pronto. Encostado em uma parede no fundo do beco, atrás de uma caçamba de lixo e sobre a proteção do véu de sombras (Ofuscação 2) começo a checar meus ganhos. Vamos ver quanto tem aqui ... até porque acho que consegui uma boa grana. Abro a carteira dela: 40 dólares? Só pode ser brincadeira. Aquele chororo todo por 40 dólares? Ela estava quase tão quebrada quanto eu, puta que pariu. A vai pra casa do cacete. Isso tava estranho, irritante, frustrante e estranho. Devo estar deixado passar algo... Começo a vasculhar tanto a carteira quanto a bolsa com mais atenção. Tá bom que não sou um profundo entendedor dos barris, pra inicio de conversa nem cheguei a ser um deles*,  mas isso não quer dizer também que eu seja algum tipo de idiota, já lidei o suficiente com a comida pra começar a pegar algumas manhas. Afinal quando estava no Bando era minha função lidar com esses putos. Algo aqui deve justificar aquela reação dela ou ela é muito pobre, espero que não seja a segunda ...

* (Nasci carniçal em uma Família Revenante).

Vou mexendo, Batom...espelho e remexendo maquilagem bolsa de mulher sempre tem esses trambolhos mexo mais A carteira com os 40 paus e cartões profissionais e bancários. Viro a bolsa do avesso Aqui! e ao fazer isso percebo um pequeno bolso. Vamos ver se tem algo de val... Olho para a foto. Uma foto minha... não, claro que não, fui um servo revenante e como tal já fui tela tantas vezes e desde tão novo que nem lembro de minha aparência original. Deixe-me ver... Quando comecei a usar esta mascara? quando passei a servir Miesha, ainda estava com alguns apêndices externos e enxertos de carne e ossos, (Obra de Ivan) Alem de ser obra de outro Demônio o que desagradava minha Mentora isso me deixava muito inumano, consequentemente dificultava a tarefa de lidar com o gado e cuidar do Bando no período diurno. O que era justamente meu dever antes da metamorfose (se bem que depois de transformado continuei com os piores trabalhos) Enfim, uso esta face a um bom tempo. É propositalmente um rosto bem comum e simples pra facilitar que eu me misture ... Tento forçar a memória... agora quando Miesha o moldou ela se baseou em alguém? Tentava lembrar, puxar a tona alguma memória dessa época. (Lembro de Algo? Por acaso o meu antigo bando tinha capturado algum barril com essas feições ou Miesha simplesmente me moldou assim ao acaso)? De qualquer forma ela achar que sou eu, pode me ser util. A foto era guardada com zelo e as palavras mesmo implicavam um envolvimento romântico, emoções fortes assim deviam ser usadas em meu beneficio (Unificador). Pode ser este o encontro que previ noite passada? Pensei que me encontraria com algum Cainita, mas a minha predição podia dizer respeito a essa mulher... Esse é o problema com as predições. Nunca são claras ou exatas como deveriam. Se fosse vivo suspiraria agora. Tá ... supondo que seja ela mesmo, o que ainda tenho de confirmar como isso vai me beneficiar? Não sou um Toreador tentando me iludir entre as pernas de alguém. Meus desejos são objetivos muito mais complexos. Que tipo de ferramenta você pode me ser? Dou uma olhada no cartão profissional dela, visando descobrir assim seu nome e profissão. Quem é você afinal? (Que nome e profissão consta no cartão profissional? No cartão também esta visível algum telefone ou endereço)? É melhor voltar lá, Guardo os 40 dólares na minha carteira (Totalizando 70 Dólares) volto a colocar aquelas tralhas femininas dentro da bolsa e por fim guardo a bolsa dentro da minha mochila, que continuo a transportar com zelo embaixo do braço, ciente do rasgo ao fundo. Como pouco tempo se passou é muito provável que ela continue lá como uma paspalha chorando. Saio de novo do beco, mas desta vês me mantenho sob o uso de meus dons (Ofuscação 2) enquanto volto a me aproximar. O problema é que ela conhece minha face e isso pode enfraquecer minha ocultação. Ate a anular se ela observar o local em que estarei tentando me encontrar. Portanto chego sutilmente, tentando me posicionar onde estariam as costas dela e observar de uma distancia mais segura, me mantendo fora de seu campo visual. (Minha intenção é segui-la sem ser notado, quero saber o que ela fará a seguir, se ela for falar algo com alguém usarei auspícios me focando em escutar a conversa).
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Re: Sangue Ruim - Os Bastardos das Trevas

Mensagem por Rian em Qui Maio 26, 2016 2:01 pm

Lincoln; PS: 11/12; Força de Vontade: 8/8 ;Vitalidade: ok


O neófito logo percebe que algo estava errado e acreditava haver um assalto em andamento naquela loja. Ao procurar por câmeras ele consegue ver apenas uma, acima da porta que pegava os clientes que saíam, como o caixa. Contudo, impossível seria afirmar se ela funcionava ou não.

- Porra cara, o restaurante ta fechado, não tem outro banheiro aqui por perto...

O caixa continuava olhando para o vampiro, em silêncio, com cara de paspalho. Era como se estivesse conversando com uma porta.
Após virar as costas para o caixa, Lincoln constata que de fato havia apenas a câmera na entrada/saída e que o outro sujeito estava escondido atrás de uma prateleira no final da loja. Ele estava bem escondido, exceto pela bota, uma maldita bota de couro preta com listras vermelhas e um detalhe cromado na ponta. Entretanto, não conseguia encontrar o seu parceiro.

O Brujah decide que aquilo não era problema seu e segue seu rumo saindo da loja. Ao se aproximar do grupo, percebe que a moto já estava abastecida e a bomba de combustível tinha desligado automaticamente.
- Hey pessoal, o que eu perdi?
- Só o Arroto dando um arroto de 4 segundos. Tem noção do tamanho, disso?! Dizia Fusível.
Ao perceberem o sinal de Lincoln, Klaus comentava:
- Se te deixaram sair, não devemos perder essa oportunidade. Se voltarmos para a loja seremos recebidos a tiros. O melhor que podemos fazer é sumir daqui.

Fusível e Arroto concordavam rapidamente com Klaus e os três montavam suas motos, dando a partida. Sem opção, Lincoln faz o mesmo e logo os alcança. Pouco tempo depois Lincoln percebe que uma viatura da polícia passava de encontro com eles na rodovia, indo em direção à parada em que eles estavam. Uma placa indicava que eles estavam deixando a Pensilvânia e entravam agora em Ohio. As horas avançavam enquanto o grupo acelerava na rodovia.
Logo as luzes de uma pequena cidade surgiam no horizonte. Era a cidade de Elyria. Klaus informava que era melhor eles procurarem um hotel barato e passar o dia ali. Arroto e Fusível concordam e Lincoln nota que eles não indagaram porque deveriam passar o dia na cidade. Aceitaram a ideia com muita naturalidade. Então Arroto comentava, gritando para que Lincoln pudesse ouvir:

- É verdade, afinal não queremos que nosso amigo Lincoln fique chamuscado! O próprio Arroto gargalhava da piada e Fusível o acompanhava.
Havia um motel barato perto da rodovia. As motos ficam estacionadas e Klaus se dirige à recepção para fazer o pedido. Arroto e Fusível acendiam um cigarro cada um e conversavam ali com um pé apoiado na parede enquanto olhavam para o céu e Fusível comentava...

- Lá se foi a primeira noite de nossa viagem. Acho que mais duas noites e chegamos em Glover. O que você acha, Lincoln?

Klaus estava a uma distância considerável e não prestava atenção no trio.

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Re: Sangue Ruim - Os Bastardos das Trevas

Mensagem por Lord_Suiciniv em Qui Maio 26, 2016 6:05 pm

Eu já não planejava realmente me meter nos problemas da lojinha, de modo que não me incomodo de ter que ir embora agora do posto, portanto eu retiro a mangueira de gasolina da minha moto e a guardo no devido lugar. Nesse meio tempo o trio já havia ido embora.

O que havia me irritado na verdade era que Klaus reconheceu prontamente o código secreto da nossa gangue, e até onde eu sabia ele não havia se juntando, não era para ele conhecer, muito menos ficar agindo assim como líder por direito. Meus amigos agiam como se tivessem perto da porra do papa, isso me entristecia ao mesmo que me deixava com mais raiva de Klaus, não sei quanto tempo conseguirei me segurar, e essa foi só a primeira noite juntos...

Já na estrada, ao ver a viatura correndo em direção ao posto de gasolina que eu acabara de sair, fico aliviado por ter decidido ir embora dali, em vez de fazer uma chacina com o assaltante, mesmo que ele estivesse sozinho, era provável que eu não fosse capaz de sair dali rápido o suficiente antes da policia chegar, e o fato dela já estar chegando só confirma minha teoria de que a loja tinha uma especie de alarme silencioso, e se o alarme funcionava, era muito provável que a câmera também funcionasse, ficar teria sido uma péssima escolha.

Arroto escreveu:- É verdade, afinal não queremos que nosso amigo Lincoln fique chamuscado!

" Ha! Filho da puta, será que eles sabem? Não é possível que Klaus tenha contado a eles..." - Após ouvir a piada do companheiro, forço um riso sem jeito, como quem ri apenas por educação de uma piada sem graça.

Uma vez já do lado de fora do hotel, também acendo um cigarro e começo a fumar com eles, caralho como essas coisas me acalmam, que beleza...

Fusivel escreveu:- Lá se foi a primeira noite de nossa viagem. Acho que mais duas noites e chegamos em Glover. O que você acha, Lincoln?

- Sei lá cara, tanto faz, acho que sim. - soltava para o ceu uma nuvem de fumaça e voltava a falar - Mas vem cá, Arroto, que história é essa de ficar chamuscado? Sou Negro, não preciso de protetor solar, você por outro lado, branquelão com pele de bebe, sempre que fica debaixo do sol por alguns minutos fica todo vemelho. - Falava em tom de piada também, mas na verdade estava mais interessado em averiguar o que eles sabiam, até onde Klaus havia aliciado eles.
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Re: Sangue Ruim - Os Bastardos das Trevas

Mensagem por Ury Wayne em Sex Maio 27, 2016 12:44 am

Uma taça feita de um crânio humano - Lord Byron.


Não recues! De mim não foi-se o espírito...
Em mim verás - pobre caveira fria -
Único crânio que, ao invés dos vivos,
Só derrama alegria.

(...)

Bebe, enquanto inda é tempo! Uma outra raça,
Quando tu e os teus fordes nos fossos,
Pode do abraço te livrar da terra,
E ébria folgando profanar teus ossos.

E por que não? Se no correr da vida
Tanto mal, tanta dor ai repousa?
É bom fugindo à podridão do lado
Servir na morte enfim pra alguma coisa!...


Pelo avançar da hora não faz sentido algum tentar comunicar-se na atual noite. Ao que parece Bruce estava esgotado, certamente pela falta de costume à vida noturna, estava amuado. O servo que que não gostava dos meus hábitos reclusos, calados e noturnos, deu-me curso à alcunha, que afinal era de notória subsunção, senhor coruja. Nem por isso me zanguei. Pelo contrário, certa vez confessei a brincadeira para Alexy, e esse sorriu.

A verdade é que a companhia de Bruce seria deveras útil. Algumas horas de descanso para esse e logo estaria renovado para velar pelo meu próprio sono diurno. Ainda me visto em trajes de fidalgo milagreiro perante Bruce, quem sabe, na próxima noite um pouco mais de minha natureza eu lhe revelasse.

Aceno para o táxi, e um aglomerado de pessoas parecem se formar em torno de algo. Não dou importância para isso. Entretanto, vida diferente não quer dizer vida pior; é outra coisa. Se fosse outrora, um certo senhor Chiovenda, não o corujeiro, quiçá fosse assistir o episódico, todavia, não era mais o homem que lhe fizera a sua mãe. Aquela vida antiga aparece-me despida de muita ingenuidade que lhe achei; e, de memória, conservo alguma recordação doce e feiticeira. Em verdade, para os que ainda me são contemporâneos daquela outra vida, com exceção de Bruce, pouco apareço e menos falo. Distrações raras. O mais do tempo é gasto em estudos, o clã e a minha própria sede; como bem e não durmo mal.

- Por gentileza, meu destino é o seguinte endereço. Informo ao taxista o hotel reservado por Bruce.

Quanta presteza há naquele serviçal, uma eficácia matemática. Sinto uma satisfação crescente pela decisão tomada.

Spoiler:
Ao chegar no quarto do hotel procurarei um local sem acesso da luz do dia, caso não exista, garantirei que o quarto fique totalmente coberto da luz do dia, usando diversos cobertores nas janelas.

Em seguida, usarei dominação nível 2 em Bruce, e lhe ordenarei que de modo algum eu seja incomodado durante o dia, e que ele cuide para que ninguém entre em meu quarto durante todo o dia.

De todo modo, coloco ainda o aviso de não perturbe na porta do quarto.

Mary:

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Re: Sangue Ruim - Os Bastardos das Trevas

Mensagem por Rian em Sex Maio 27, 2016 9:43 am

Marko Cerveni Obertus, PS: 10/11; Força de Vontade: 7/7 Vitalidade: ok


Marko não se lembra de nenhum barril que seu antigo bando havia capturado que tivesse aquelas feições. A única pessoa que teria essa resposta seria Miesha, contudo ela não podia responder mais a esse questionamento. Os cartões profissionais, nenhum era da mulher. Um era do banco, outro de um médico, de um consultório odontológico, provavelmente serviços que ela utilizava ou talvez nem utilizava mas estavam ali guardados.
Após guardar as tralhas e o dinheiro, e a bolsa, o vampiro volta para observar a mulher, escondido pelas sombras. Contudo, ela já não estava mais lá.

Rolagens:
Marko rolou 5 dados de 10 lados com dificuldade 6 para percepção que resultou 9, 4, 4, 8, 10 - Total: 3 Sucessos
Marko rolou 1 dados de 10 lados com dificuldade 6 para re-rolar que resultou 4 - Total: 0 Sucessos

Por um instante o vampiro acredita que tinha perdido a mulher e achá-la novamente seria como encontrar uma agulha num palheiro. Por sorte, estava atento e após olhar em volta, rapidamente percebe ela entrando em um ônibus que estava parado em um ponto próximo dali. Sem pensar duas vezes, o vampiro corre até o veículo e consegue entrar antes que a porta se fechasse. A mulher senta em um banco e seu olhar vaga perdido durante todo o trajeto que dura 20minutos. O ônibus saía do centro da cidade, passava pela rodoviária e finalmente Marko percebe que realmente havia alguns hotéis baratos naquela região, conforme a ruivinha da loja de conveniência do posto de gasolina havia falado. A paisagem urbana aos poucos muda para construções simples e então a mulher descia.

Estavam na zona norte da cidade, ainda não era a periferia, contudo também não era um bairro nobre. Havia vários pequenos prédios residenciais de 4 e 5 andares, provavelmente apartamentos baratos e velhos. Ela seguia para um daqueles e subia as escadas, pois não havia elevador. O vampiro continuava a seguindo de perto, ofuscado. No terceiro andar ela se dirigia ao apartamento 302. Estava destrancando a porta enquanto o demônio se espreitava pelo corredor quando a vizinha do 301 com seu filho de 4 anos saía e cumprimentava a mulher:
- Mary! Dizia a vizinha.
- Desculpe, conversamos outra hora. Dizia a mulher com uma voz ainda um pouco melancólica.
Enquanto isso o filho da vizinha não tirava o olho do vampiro e por vê-lo bisbilhotando perto da escada, começava a rir, achando que Marko estava fazendo alguma graça para a criança.





Lincoln; PS: 11/12; Força de Vontade: 8/8 ;Vitalidade: ok




Lincoln suspeitava cada vez mais que Klaus estivesse corrompido mais e mais a alma de seus amigos. Mais do que amigos, Arroto e Fusível eram a família daquele neófito. Era a âncora sentimental na qual ele agora depositava sua âncora para não perder o caminho da humanidade que a Besta Sedenta queria devorar. Um dia, por mais poderoso que seja o vampiro, ele acaba sendo abraçado por uma morte-final nada prazerosa ou possuído definitivamente pelo verdadeiro demônio.
A oportunidade de conversar com Arroto e Fusível surgia no estacionamento do Motel. Os três fumavam juntos, mas havia uma barreira de gelo que para Lincoln não permitia que as coisas fossem mais como antes. E agora ele pretendia descobrir de vez o que estava acontecendo e o quanto os seus irmãos sabiam.

- Mas vem cá, Arroto, que história é essa de ficar chamuscado? Sou Negro, não preciso de protetor solar, você por outro lado, branquelão com pele de bebe, sempre que fica debaixo do sol por alguns minutos fica todo vemelho.

Arroto e Fusível trocavam olhares entre si. Nesse instante o Brujah percebia que realmente alguma coisa eles sabiam e ainda não haviam contado. Uma expressão triste surgia no rosto dos dois amigos. Fusível começava a balbuciar algumas palavras, mas então Arroto acenava com a mão, pedindo que Fusível deixasse que ele falasse.
- Mano... a gente sabe que você morreu. Ele nem tinha fumado todo o cigarro, mesmo assim o joga no chão e nem se dá ao trabalho de pisar em cima. O cigarro continuava lá queimando sozinho, enquanto Arroto colocava as mãos no bolso, respirava fundo e continuava:
- Klaus nos contou tudo. Ele disse que agora você não é mais você mas ainda é você... Ele se bagunçava com as palavras, aquilo era típico dele quando ficava sem saber como dizer algo. - É muito louco esse mundo... a gente sempre achou que vampiros fossem apenas lenda... E agora cara! Você, nosso melhor amigo se tornou um maldito chupador de sangue, hahahaha... O mortal fazia uma piada e ria sem graça no final.
- Klaus nos contou que vocês morrem para sempre com a luz do sol e ele nos pediu pra cuidar de vocês durante o dia. E na moral cara, seria da hora se a gente também virasse vampiro! Hahaha Complementava Fusível, que parecia estar empolgado com a ideia.

Finalmente Lincoln tinha a resposta. Os dois provavelmente sabiam até mais do que o próprio Lincoln.





Uryuda Chiovenda; PS: 13/15; Força de Vontade: 8/8 ;Vitalidade: ok




O comportamento e as necessidades humanas já não pertenciam mais ao vampiro. O tempo e as experiências da verdadeira noite o haviam transformado noutra pessoa. A solidariedade e a compaixão não passavam mais de sentimentos triviais, que não faziam a menor importância para o vampiro, afinal, com o tempo as criaturas das trevas aprendem que as coisas se quebram e pessoas morrem. Comparado a isso, o que seria uma criança que aparentemente se perdera de sua mãe?!

Dentro do táxi, Bruce, demonstrando cansaço e sono explicava ao senhor Uryuda que havia reservado um dos melhores hotéis da cidade. O taxista, comentava que em 20 ou 30min estariam lá. Eles deixam o aeroporto passando por uma avenida de via dupla com diversas fachadas empresariais até que chegam a uma segunda avenida, ainda mais larga. No centro dessa avenida transitava um VLT, uma parafernália dos tempos modernos construído pelos mortais. Uma espécie de trem que podia transitar entre os carros, dentro da cidade. Não demorava até que o Tremere e Bruce contemplavam o centro da cidade. Havia arranhas céus modernos e largas avenidas para todos os lados.
- Por sorte já é alta madrugada e não temos trânsito. Explicava o taxista.

Finalmente chegavam ao destino. Bruce, fazia o pagamento e se dirigia á recepção. Ainda na calçada um funcionário do hotel já corria para carregar as malas dos hóspedes. Após checar os documentos pessoais, uma das recepcionistas liberava o acesso ao quarto, entregando um cartão magnético que substituía as chaves. Aquilo era um tanto diferente para o vampiro.



O quarto ficava no quinto andar. Um funcionário carregava as malas em um carrinho de mão, subindo dentro do elevador juntamente com os dois clientes. Dentro do hotel, o cainita encontrava a placa de "não perturbe". Prontamente, Bruce a colocava do lado de fora da porta, que era trancada pelo cartão magnético. O vampiro ficava surpreso ao constatar que as janelas eram equipadas com cortinas que vedavam completamente as janelas. Cobertores não seriam necessários. Então o fiel funcionário explicava que havia pedido um quarto que permitisse o sono diurno, pois conhecendo os hábitos do mestre, sabia que aquilo o agradaria.

(...)

Na noite seguinte, assim que acorda, Uryuda aos poucos recobra seus sentidos. Pensava no que fazer naquela noite e, não vendo Bruce aposta que este estaria no banheiro. Entretanto, após uma rápida checagem nota que estava sozinho no quarto.

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Re: Sangue Ruim - Os Bastardos das Trevas

Mensagem por Lord_Suiciniv em Sex Maio 27, 2016 1:54 pm

" Puta que pariu isso não pode estar acontecendo, não pode, não pode, não pode, não pode... Não era para eles se envolverem nessa merda desse mundo. "

Ao finalmente ouvir da boca de arroto que eles sabiam sobre minha nova condição, fico sem reação, deixo o cigarro cair no chão, pois minha boca involuntariamente caiu um pouco, minha expressão é de um paspalho que acaba de descobrir que tem feito papel de idiota a noite toda. - Não acredito que vocês sabiam o tempo todo e não me disseram... - Tentava colocar soar irritado, mas não conseguia, por um lado me sentia aliviado por não ter que carregar mais essa mentira, por outro estava triste ao ver o quão fundo eles estavam envolvidos na merda, e aparentemente eles queriam se envolver mais ainda.

Eu então respiro fundo e deixo meus ombros caírem, para só então me dar conta que havia derrubado meu cigarro e pisar nele, para que apague seu fogo. - De fato tem seu lado maneiro em ser...isso, mas o preço que tem que se pagar, não vale a pena. A fome, é implacável, para dizer o minimo. a raiva que vai se espalhando, as vezes parece que vai dominar a pessoa, tenho medo de fazer algo estupido nesses momentos. Sem falar no monstro que agora habita dentro de mim... Talvez sempre tenha habitado... - Minha expressão agora era de uma tristeza profunda, dolorosa. - Eu não desejo isso para nenhum de vocês meus amigos, minha família, então por favor, não desejem essa maldição para si mesmos.

Ficava em silencio por algum tempo, tentando controlar os sentimentos confusos dentro de mim, para em seguida concluir com uma ultima pergunta. - É por isso que vocês dois estão chupando as bolas do Klaus a noite inteira? para quem sabe em sua benevolência ele decida transformar vocês também? - Não escondia sua reprovação da atitude dos amigos, em minhas palavras, havia decidido ser sincero com eles, pois talvez eles não tivessem perdido completamente suas vontades próprias, queria me agarrar a essa esperança.
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Re: Sangue Ruim - Os Bastardos das Trevas

Mensagem por Rian em Sab Maio 28, 2016 12:16 pm



Lincoln; PS: 11/12; Força de Vontade: 8/8 ;Vitalidade: ok




Lincoln expressava irritação ao saber que seus amigos tinham conhecimento do que realmente estava acontecendo.
- Não acredito que vocês sabiam o tempo todo e não me disseram...
- Pow cara, foi mal... Achamos que você sabia que a gente sabia...Dizia Fusível meio confuso. Arroto também ficava acuado mediante a irritação do parceiro.

Os amigos do vampiro escutavam atentamente cada palavra que Lincoln dizia. Para o desespero do neófito, os seus amigos humanos pareciam muito interessados em fazer parte do mundo das trevas. Ao expor o dilema da fome, Arroto e Fusível abraçavam Lincoln e Arroto dizia:
- Mano estamos do seu lado. Você não precisa lutar contra isso sozinho. Sempre fomos parceiros e não vamos te abandonar.
Fusível completava com uma afirmação pela qual o vampiro jamais esperava:
- É isso aí mano. Estamos nessa contigo. Nossa amizade não nasceu no boteco da esquina. Se a fome abater sobre você, pode se alimentar de mim! Dizia Fusível batendo o punho no peito. Arroto o acompanhava no mesmo gesto: - E de mim também.
- Um por todos e todos por um! Diziam os dois ao mesmo tempo cruzando os punhos na frente de Lincoln, esperando que ele fizesse o mesmo.

Depois daquele momento fraterno, o Brujah ficava em silêncio com seus pensamentos e então dava um choque em seus parceiros:
- É por isso que vocês dois estão chupando as bolas do Klaus a noite inteira? para quem sabe em sua benevolência ele decida transformar vocês também?

Arroto e Fusível abaixavam as suas cabeças, sem graça.
- Eu não sei te explicar o que está acontecendo com a gente... É algo estranho, sabe...
Fusível dava uma cotovelada em Arroto, Klaus se aproximava.
- E aí meninas, vamos ficar todos no mesmo quarto, para economizar dinheiro! É o quarto 23.

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