Wood Crow - Nosferatu - Camarilla

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Wood Crow - Nosferatu - Camarilla

Mensagem por Bispo Altobello em Sex Jul 17, 2015 10:56 pm

1. Dados

Nome: B.B.Wolf
Personagem: Wood Crow
Clã: Nosferatu
Natureza: Celebrante
Comportamento: Solitário
Geração: 11ª
Refúgio: Galpão abandonado
Conceito: Criminoso
Saldo de XP: 0/0


2. Atributos

Físicos (primário)
- Força: 2
- Destreza: 5 [Furtar (mão leve)/Escalar]
- Vigor: 3

Sociais (terciário)
- Carisma: 2
- Manipulação: 3
- Aparência: 0

Mentais (secundário)
- Percepção: 3
- Inteligência: 2
- Raciocínio: 3


3. Habilidades

Talentos (secundário)
- Prontidão: 2
- Esportes: 2
- Briga: 0
- Esquiva: 0
- Empatia: 0
- Expressão: 0
- Intimidação: 2
- Liderança: 1
- Manha: 1+4 ptb = 3
- Lábia: 1+4 ptb = 3

Perícias (primário)
- Empatia c/ Animais: 3
- Ofícios: 1
- Condução: 0
- Etiqueta: 0
- Armas de Fogo: 1
- Armas Brancas: 1
- Performance: 1
- Segurança: 1+4 ptb = 3
- Furtividade: 3
- Sobrevivência: 2+2 ptb = 3

Conhecimentos (terciário)
- Acadêmicos: 2
- Computador: 0
- Finanças: 0
- Investigação: 2
- Direito: 0
- Linguística: 0
- Medicina: 0
- Ocultismo: 1
- Política: 0
- Ciências: 0


4. Vantagens

Antecedentes
Mentor = 2
Geração = 2
Fama = 1


Disciplinas
- Animalismo:1
- Ofuscação: 2
- Potência: 0


Virtudes
- Consciência: 2
- Autocontrole: 3
- Coragem: 5


5. Demais Informações

Humanidade: 5

Força de Vontade: 5

Qualidades e Defeitos
Qualidade (1 pts)
-Inofensivo aos animais 1 ptb


Defeito (0 pts)


Informações do personagem
- Idade antes do abraço: 20
- Idade total: 20
- Data de nascimento: 19xx
- Aparência: 1,58m ,olhos  desalinhados, grandes e saltados, vértebras proeminentes, não tem cartilagens no nariz e orelhas, dentes grandes e tortos, muito magro, enorme cicatriz no meio do rosto. Costuma andar com grossa camada de trapos cobrindo todo o corpo e uma mascara de madeira em formato de corvo
- Personalidade: Tende a ficar mais isolado de grandes grupos com exceção de Nosferatus ao qual fica mais a vontade porem ainda timido. Tem muita felicidade em conversar com animais e tende a preferir esse tipo de comunicação.
- Inventário: Celular, Petiscos para animais, Vestimenta larga (trapos), Binóculo roubado, Sacolas, Mascara, Quit chave-mestra (chave micha), alicate, chave de fenda, "toca ninja".  



6. Prelúdio

Wood Crow, como é conhecido, teve uma vida extremamente penosa e antes mesmo de nascer passou por sua primeira provação. Sua mãe era uma moradora de rua, viciada em drogas pesadas, o simples fato de não ter passado por um aborto foi quase um milagre.
 
Em uma noite do ano de 19xx, auxiliada por uma outra moradora de rua, a mãe de Wood Crow deu a luz a um menino, a criança tinha deformações medonhas em sua face e corpo, suas vértebras era salientes , dedos compridos, em sua boca havia uma enorme fenda que se estendia até o nariz e seus olhos eram desalinhados e saltados. A parteira levou um choque ao olhar a criança e com a tristeza estampada no rosto, olhou para a amiga que quase sem vida fechava os olhos pela ultima vez.Com uma criança deformada nos braços e sem a menor condição de cuidar de tal a aspirante a parteira o abandonou na porta de um orfanato da cidade, onde ficou até certa idade.  
 
Nomeado de Franklin, a criança cresceu sendo excluída pelas outras pois causava medo e desconforto, até mesmo as cuidadoras sentiam um pouco de incómodo ao ter que lidar com o menino. Aos 6 anos o orfanato conseguiu uma ajuda do governo para cirurgia de lábio leporino. Sua aparência melhorou um pouco mas ainda era possível ver uma enorme cicatriz em seu rosto. Com o tempo, a exclusão tornou-se agressão e Franklin era espancado quase diariamente e suas professoras insistiam que ele devia evitar o contato com as demais crianças, gerando assim uma grande solidão e sentimento de culpa. Com o tempo, Franklin percebeu que os animais não o julgavam e passou a ficar cada vez mais exilado, dando comida a pássaros, brincando com cães de rua e até abrigava escondido em seu quarto alguns animais. Anos depois, o menino já se sentia mais confortável na companhia de animais à de humanos, evitando a todo custo o contato desnecessário com seja la quem for. Seu principal e muitas vezes único contado diário com alguém era durante as aulas. Sua condição antissocial foi agravando com os anos e as constantes agressões à Franklin fizeram com que fugisse do orfanato e tomasse a vida das ruas como sua.

Na adolescência o menino, vivia de furtos e sua perícia começou a chamar atenção da comunidade criminosa da cidade, assim como da policia. Franklin que sempre usava roupas largas que cobriam boa parte do corpo para evitar o olhar cruel das pessoas para suas deformações, passou a usar uma mascara de madeira em formato de corvo quando iria cometer os delitos para evitar a identificação de sua face tão distinta. Eufemismos a parte, o garoto seria facilmente reconhecido pois sua face era completamente desforme com ossos proeminentes e uma cicatriz gigantesca. A partir de então, ele assumiu o nome de Wood Crow devido a mascara que usava e também começou a trabalhar para quem o pagasse devidamente.



O garoto havia se transformado em um marginal e essa vida o agradava, havia uma falsa sensação de acolhimento que mesmo sabendo ser falsa, o atraiu cada vez mais para o submundo do crime.
Ainda evitando contato muito constante e próximo, agora com 17 anos,  Wood Crow já não atendia pelo seu antigo nome e grande parte de sua vida social (com exceção do "trabalho") se dava pelo convívio que tinha com os animais de rua que ele trazia para seu galpão abandonado. Cuidar desses animais era sua principal motivação pois o jovem os enxergava como semelhantes, excluídos e mal tratados.
Aos 20 anos, Crow já era conhecido por seus inúmeros roubos e já criavam lendas, dizendo que ele era um espirito que sumia quando quisesse, a policia nunca se quer chegou perto de captura-lo.
Seus refúgios temporários eram cheios de animais de rua que ele alimentava e a qualquer sinal de invasão eles faziam muito barulho, que acabava ajudando o ladrão a escapar antes mesmo de algum perseguidor (policial ou concorrente) tentar captura-lo.  

O Abraço

Numa noite fria, Wood dormia embolado junto aos cães, gatos, ratos e qualquer outra cosia que encontrasse comida por ali até ser acordado pelo movimento dos animais. Nenhum barulho foi feito, logo, não deveria ser um invasor, e isso fez com que o ladrão demorasse para acordar...abrindo os olhos de vagar e esfregando-os, Crow percebe uma silhueta humana a alguns metros de onde ele dormia, a figura está contrária a iluminação e coberta por uma capúss e capa de tecido pesado e fazendo carinho em um dos cães mais ferozes que la estavam.
Wood Crow, sentiu um grande frio percorrendo sua vertebras saltadas e logo percebeu que aquilo não se tratava de uma pessoa comum. Todos os animais estavam em postura submissa e Crow entendeu que ali estava um grande predador. Seu cérebro deu uma tranco e começou a procurar alguma maneira de sair de la mas antes que qualquer solução fosse encontrada, em um piscar de olhos, a criatura estava a sua frente com a mão estendida. Seu rosto estava coberto pela sombra do longo capús e a única ação possível foi retribuir a mão.
Levantado como se não tivesse peso, Crow percebeu que estava sem mascara e começou a apalpar a roupa procurando o adorno e subitamente foi interrompido por uma voz bem grave e estranha:

_Não se preocupe criança. Sua aparência pouco importa para mim e acredito que não seja algo com qual você se apegue. (tira o capús)            

Um rosto horrendo se apresenta à luz fraca do local mas já suficiente para chocar o ladrão. Apesar do choque inicial, uma sensação de alivio acaba surgindo. O jovem sabia que algo aconteceria e que nada era possível fazer para evitar isso.

_Acredite, eu sei por tudo que você passou. Dês da infância tenho te observado, meus animais são uma extensão de mim. Venho te oferecer uma nova vida onde iguais a você podem ser mais do que um mero sobrevivente.

Crow abaixa a cabeça, como um sinal de aceitação e logo depois sente uma pressão em seu pescoço e apaga. Logo depois, dores excruciantes de sua carne sendo moldada o acordam, espasmos inimagináveis que pareciam golpes de faca, seus ossos pareciam torcer. Uma cede incontrolável o domina e parece que sua alma sai de seu corpo, ele não sabia onde estava, o que estava fazendo, para onde iria. Só queria sangue. Desejo saciado em um mendigo que dormia em um beco escuro. O remorso não o atingiu, o ser humano não era algo próximo a ele, os animais o cativavam mais.
Atrás dele se encontrava a figura de antes, com algo que parecia uma sorriso dava as boas vindas.
Durante alguns meses, Crow foi ensinado sobre o novo mundo ao qual se juntara, sobre como se alimentar, como comunicar com os animais, esconder-se nas sombras, criar servos e o poder e importância do sangue.  
Agora que foi "alfabetizado" seu mentor achou adequado apresenta-lo ao príncipe, sua nova cria que a tanto tempo tinha ganho a permissão de abraçar.

Dialogo entre Mentor e Neofito

Durante o caminho até o Elisium pelas galerias desativadas da cidade, o jovem Nosferatu já se sentia mais a vontade para fazer perguntas pessoais ao seu mentor que apesar de rígido  demonstrara ser gentil. Até então nem mesmo seu nome havia sido descoberto pelo neófito. Ao ser indagado, o ancião se assustou, foram tantos anos observando o jovem que já se considerava apresentado. Ele era conhecido como Ivan Straus, abraçado em 1878. Atuava como um interceptador e contrainformante da Camarilla e obteve prestigio ao, segundo ele, salvar a pele de uma cidade inteira quando interceptou planos de uma invasão importante do Sabá.Revelou também, que assim como sua cria, em sua vida humana era deformado, porém, devido a lepra.

Em meio as apresentações, o jovem neófito, em um tom pessimista, indagou o porque de ter sido escolhido. A expressão do ancião se torna mais séria e olhando no fundo dos olhos de sua nova cria ele diz suas ultimas palavras antes de voltarem a caminhar.

_Criança, eu lhe escolhi pois, assim como eu, você era um renegado por conta de suas deformidades e mesmo com ternura em seu coração a raça humana lhe excluiu, feriu, humilhou. Eu lhe escolhi para que possa tornar-se o predador desses que lhe mau trataram. Eu lhe escolhi para que todo essa dor que você sentiu até hoje seja retribuída em dobro. Nunca deixe com que lhe maltratem, humano, vampiro, fada, ou seja la o que for. Nossa família é a detentora de informações que nem mesmo mestres de espionagem sabem e no final das contas nós é que damos as cartas para que os jogadores usem. Não se diminua e nunca mais olhe para alguém com esse olhar de inferioridade.

Aquela conversa mais lhe pareceu um abraço, mesmo que em forma de lição, mas foram essas palavras que finalmente tiraram toda a fraqueza humana que existia no jovem e o transformaram em um NOSFERATU.  

Obs¹.: Alguns dos animais que Wood C. conviveu eram carniçais recém criados e ainda não possuíam aspectos diferentes e o espionavam dês de a infância.   
Obs².: Ao ver o rosto de seu mentor e subitamente se acalmar, a disciplina  Animalismo-Acalmar a Besta (nível 3 ou 4 se não me engano) foi usada  
Obs³.:A partir daqui pretendo interpretar...como um "recém criado"...(achei o defeito em si mais um estigma social do que uma condição momentânea então não o coloquei )



7. Banco de Dados

Saldo de XP: 0/0

Ganho de XP

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"Subirei aos céus, erguerei meu trono acima das estrelas de Deus
E lá, mais alto que as nuvens, serei como o Altíssimo." 
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