Diário de bordo

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Diário de bordo

Mensagem por Dylan Dog em Dom Set 28, 2014 5:49 pm





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Diário de bordo - janeiro de 1720

Fazem 15 anos desde que fui abraçado. Meu mentor me ensinou muito sobre essa nova vida, mas o que eu queria realmente era minha velha vida. Eu era um corsário, mas como todos os outros tive minha licença caçada e fui obrigado a seguir na ilegalidade como um pirata.
Duas semanas atrás eu estava em Lisboa e encontrei com um negreiro chamado Laureano Torres. O desgraçado me pagou bem para levar um carregamento ao Rio de Janeiro. Não gosto de levar carga humana, acho incomodo, mas pagam bem, então como negar? São sacrifícios feitos para se obter algum ouro.



Diário de bordo - Agosto de 1720


As coisas correram bem, a viagem não teve nenhum problema, nem tempestade, nem luta.
Meus homens estão se divertindo em um bordel. Eu, já alimentado, resolvi ficar pela embarcação. Estou perdendo o gosto pela minha antiga vida aos poucos, não sei se esse "presente das trevas" como disse meu mentor, vale esse preço. Acho que nem todo o ouro do mundo vale.



Zarpamos três semanas depois. A baia de Guanabara é formidável, não muito longe realizamos saques em carregamentos de açúcar recém saídos do porto brasileiro. É divertido ver a cara de espanto dos marujos ao presenciar meus poderes! O capitão inimigo parecia uma mocinha se debulhando em suplicas. Lhe fiz um favor tirando-lhe a vida. Os subordinados dele não durariam nem dez dias nas águas traiçoeiras dos mares europeus e do caribe, sob o comando de um imbecil como ele.



Faz dias que não escrevo. É triste poder aproveitar a diversão só a noite. Todos os tripulantes do Trindade são meus carniçais. Com os laços completos não tenho mais com o que me preocupar e contar minha natureza, na verdade, talvez eu abrace um deles, um dia.



Diário de bordo - Março de 1721


Estou a meses saqueando carregamentos de açúcar da colônia portuguesa, revendo em entrepostos comerciais no caribe. Tenho a impressão de em uma das noites haver avistado um Fluyt no norte dos mares brasileiros. Sei que certa época houve uma colônia holandesa, salvo engano, no nordeste da colônia portuguesa, mas não me pareceu uma embarcação militar ou comercial. Estou com uma mal pressentimento.


Dez dias depois do primeiro avistamento eu encontrei novamente o Fluyt. Desta vez em alto mar entre Brasil e as colônias africanas. Foi uma visão aterradora. O monstro afundou um galeão espanhol sem grandes complicações. Não sei que demônio é o capitão daquele navio, mas realmente é assustador vê-lo em ação.


Deus do céu. É o famoso Holandês Voador!!! Acho que está nos seguindo. Não sei se esse diário continuará por muito tempo.
Estão gritando no convés, o Holandês está se aproximando. Se alguém encontrar este diário, entregue a Shay Cormac no norte da America." />
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Dylan Dog

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