Neoa Sartori - Lasombra - Sabá

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Neoa Sartori - Lasombra - Sabá

Mensagem por Undead Freak em Qua Ago 13, 2014 1:40 am

1. Dados

Nome: Aeon Sylver
Personagem: Neoa Sartori
Clã: Lasombra
Natureza:  Sádico
Comportamento: Diretor
Geração: 13º
Refúgio: Cobertura em Newark
Conceito: Promotora de Justiça
Saldo de XP: 0/0

________________________________________

2. Atributos

Físicos (3)
- Força: 1 + 1
- Destreza: 1 + 1
- Vigor: 1 + 2 [+5PB]

Sociais (7)
- Carisma: 1 + 2
- Manipulação: 1 + 3 [Bom Argumentador]
- Aparência:  1+  2

Mentais (5)
- Percepção: 1 + 1
- Inteligência: 1 + 2
- Raciocínio: 1 +  2

3. Habilidades

Talentos (13)
- Prontidão: 3
- Esportes:
- Briga:
- Esquiva:  
- Empatia:  1
- Expressão: 3
- Intimidação: 2
- Liderança:
- Manha: 1
- Lábia: 3

Perícias (9)
- Empatia c/ Animais:
- Ofícios:  
- Condução: 1
- Etiqueta:  2
- Armas de Fogo: 2
- Armas Brancas:
- Performance: 2
- Segurança:
- Furtividade: 2
- Sobrevivência:

Conhecimentos  (5)
- Acadêmicos:  2
- Computador: 1 [+2PB]
- Finanças:  
- Investigação:
- Direito: 4 [+2PB] [Processos]
- Linguística:  
- Medicina:  
- Ocultismo:
- Política:  1 [+2PB]
- Ciências:  


4. Vantagens

Antecedentes
Influência: 3 [+3PB]
Recursos: 4 [+4PB]

Disciplinas (4)
Tenebrosidade: 2
Dominação: 1
Potência: 1



Virtudes
- Instinto: 2
- Convicção: 1
- Coragem: 3

5. Virtudes

Trilha da Noite : 2

Força de Vontade: 5 [+2PB]
________________________________________

Qualidades e Defeitos
Fisionomia Amigável [1PB]

Fobia [Claustrofobia] (+2 pontos de bônus)
Vingança [Vingança do Sire] (+2 pontos de bônus)
Insônia (+2 pontos de bônus)

Observações:
Informações do personagem
- Idade antes do abraço: 27
- Idade total: 55
- Data de nascimento: 22/11/1959
- Aparência: Estatura média (1,68m)
Cabelos Prateados e longos, caucasiana, olhos turquesa e três sinais de nascença embaixo do olho esquerdo. Usa um terno feminino preto com gravata roxo escuro e salto, em lugar de uma roupa social com saia, os cabelos geralmente são presos em um coque quando está trabalhando, mas geralmente os usa soltos. Tem o costume de usar óculos quando está na corte, para passar uma maior credibilidade.
- Frase favorita: “Toda máscara tem um buraco, e é por ele que a verdade escapa...”


- Inventário:
01 Smartphone
01 Pager
01 Pasta que usa para guardar os casos em que trabalha
01 revolver ASG Dan Wesson [Escondida dentro da maleta]

________________________________________

6. Prelúdio:

Quem foi?
Neoa veio de uma família com uma situação financeira estável de Nova York, sua família era de descendência Italiana, mas moravam na América desde muito antes do seu nascimento. Seu pai, Giorno Sartori, era o maior promotor que já se teve notícia, nunca havia perdido um caso em 25 anos de carreira, era um homem temido, mas ainda sim respeitável, inspirava jovens mentes, era um exemplo a ser seguido em sua profissão. Sua mãe, Bruna Sartori, faleceu quando tinha apenas 12 anos de idade, era uma mulher alegre e ativa, era o “porto seguro” da família, não havia nada de errado que ela não encontrasse uma solução, ela possuía um corpo frágil, e um gênio indomável, que a levou à própria morte quando tentara reagir a um assalto, nunca descobriram a identidade do assaltante que fugiu após matá-la e que ao que parecia, não levara nada, tudo o que sabiam era que se tratava de um homem cujo olho direito era de um castanho tão claro que se confundia com dourado e o esquerdo um profundo verde escuro.

A perda devastou a família Sartori, o pai, começou a se afundar cada vez mais em trabalho, já não parava mais em casa, não queria ver a filha que lembrava tanto sua queria esposa. Esquecida em meio aos cômodos e mobília da casa, Neoa culpou a tudo e a todos, culpou sua mãe por ser fraca, seu pai por ser um tolo e não saber controlar o gênio da esposa, o assaltante que tirou a vida de sua mãe, os políticos, que nada faziam para erradicar a violência em que a cidade havia sido envolvida, culpou as pessoas, insensíveis, estúpidas e covardes. Começou as odiar, mesmo tendo consciência de que também era uma delas, e que estava sujeita a possuir as mesmas características que tanto detestava. Passava os dias em seu quarto, descontava sua raiva e desagrado em torturas que criava em sua mente, as vítimas? Pessoas sem rosto, pessoas conhecidas, não importava, tudo o que importava era satisfazer seu desejo de causar dor e sofrimento, na esperança de que o sangue daquelas pessoas pudesse fazer tudo voltar ao que era antes. Não adiantou. Imaginar já não era o suficiente para aplacar seu desejo pelo sofrimento alheio, precisava agir, precisava fazer alguma coisa.

Passava as noites vagando pela cidade, torcia para esbarrar em alguém, arrumar confusão, qualquer coisa que a possibilitasse descarregar sua raiva do mundo e das pessoas. Às vezes ela conseguia, às vezes não. Nas vezes em que conseguia, não conseguia se controlar, avançava com todas as forças que tinha em seu corpo, sem se importar com nada nem ninguém, se estava em desvantagem ou não, se estava ferida ou não, tudo que importava eram os gritos e grunhidos que conseguia arrancar de suas vítimas. Uma noite, depois de mais um de seus “passeios”, Neoa acabou sendo presa, sua noite na prisão não fora como o esperado, as barras de ferro lhe davam a sensação de impotência, de fragilidade, submissão, detestava aquele sentimento, queria sair daquele lugar o quanto antes, mas as grades pareciam se fechar ao seu redor mais e mais, chegando ao ponto de a única maneira de conseguir algum alívio era fechar-se ou redor de si mesma, abraçada aos joelhos e cabeça baixada, aquele fora seu primeiro ataque de claustrofobia.

Na manhã seguinte, seu pai fora buscá-la. Estava pálido e de aparência acabada, decepção e culpa estavam estampadas em seu rosto, pensou em deixá-la lá, apodrecer naquele lugar, nunca mais teria que ver seu rosto, nunca mais veria o rosto que era tão semelhante ao da sua amada Bruna, não, ele não podia fazer isso, não era capaz, não podia fazer isso com ela. A reação de Neoa ao vê-lo também o ajudou a mudar a decisão de deixá-la presa. Ao vê-lo, Neoa o encarou por alguns momentos, em seguida sorriu, um sorriso que a fazia ainda mais parecida com sua amada esposa, sua filha, a única coisa que sua esposa havia lhe deixado, não podia deixá-la ali, simplesmente não podia, e com isso usando sua influência de promotor, apagou os registros daquele incidente e voltou com sua filha para casa. Quando voltou à sua casa, Neoa sentiu-se mais aliviada, não sentia mais aquela impotência e fragilidade de antes, porém, seu desejo de infringir dor e sofrimento ao resto das pessoas aumentara, não gostou de se sentir presa, de ter seu destino nas mãos de ninguém. Seus passeios noturnos continuaram, contudo, precisou aprender a hora e lugar certos, para que não acabasse presa novamente.

O tempo passou, e Neoa seguiu o exemplo de seu pai e tornou-se Promotora de justiça, um ato que cometeu para agradar seu pai já em seu leito de morte, o excesso de trabalho e a tristeza pela perda da esposa, mesmo depois de tantos anos, fragilizara sua saúde de tal forma, que só foi capaz de ver sua filha se formar na faculdade. Neoa não se importou quando seu pai faleceu, nada mais a importava a não ser ela mesma e seu desejo de causar dor, mas, aprendera que podia causar dor e sofrimento sem ter que rolar em um chão sujo no meio da noite. Privar o homem de sua liberdade e sonhos de justiça lhe causava uma sensação melhor do que quando empurrava a cabeça de alguém contra o concreto, pois a dor e sofrimento infringidos ao corpo eventualmente passavam, as infringidas no ego ou na alma podiam ser eternas. Após essa descoberta, seus passeios noturnos diminuíram consideravelmente, apesar de praticá-los uma vez ou outra, quando não conseguia condenar alguém (Algo que raramente acontecia, pois chegava a formular e falsificar provas para que o veredito estivesse de seu agrado). Conquistou sucesso rapidamente em sua carreira, devido a fama que seu pai tivera antes dela e devido ao grande número de condenações que conseguira, mesmo tendo pouca idade. Foi aos 27 anos de idade que Neoa mudou-se de Nova York para Newark, a maior cidade de New Jersey, onde continuou a atuar como promotora, firmando sua presença e influencia naquela cidade que seria palco do evento que finalmente lhe trouxe a liberdade que tanto queria.

Quem é?
Foi um dia como outro qualquer. Voltava do escritório com uma pasta incrivelmente abarrotada de documentos para o caso em que estava trabalhando: Assalto seguido de morte, as lembranças inundavam seus pensamentos todas as vezes que via algo parecido, e a satisfação que ela sentia ao conseguir condenar o réu à cadeira elétrica ou qualquer outro sofrimento era o que lhe fazia se sentir realizada ao final do dia. Seres desprezíveis, as pessoas, nada mais do que um amontoado de carne que apodrecia conforme os anos passavam, ela mesma iria apodrecer, definhar e virar pó, e isso a irritava profundamente, novamente, era invadida pelo sentimento de impotência e fragilidade, sentia que sua liberdade não lhe pertencia, mas sim a outrem. Tinha que se conformar, não podia driblar o tempo e a morte, ou será que podia?

Finalmente percebeu uma presença a lhe seguir, já havia escurecido, era tarde da noite, havia se certificado de ser a ultima pessoa a sair do escritório em que trabalhava, não havia mais nenhum carro no estacionamento. Quem poderia ser afinal? Alguém procurando seus serviços? Muito improvável, já passara da meia-noite e o escritório só funcionava até as nove. Sua mente então chegou a uma conclusão óbvia, alguém a estaria seguindo para matá-la, a vida de um promotor não é nada fácil, inimigos mortais são feitos no caminho, as famílias dos condenados buscam vingança contra os responsáveis pela condenação, não seria a primeira vez que isso lhe acontecia, provavelmente não seria a última também. Sacou o revolver que carregava dentro da maleta para casos extremos que encontrava em seu caminho, como esse por exemplo. A adrenalina preencheu seu interior, viu a oportunidade perfeita para mais um de seus “passeios noturnos”, bem, ela não estava realmente passeando, mas quem se importa? Tudo que lhe interessava era causar o máximo de dor possível em quem estivesse lá para atacá-la. Virou-se para encarar quem estava lhe seguindo, não viu nada, estava demasiado escuro para enxergar além de três metros de distância, como “mágica” uma escuridão maciça derrubou a arma de sua mão e a envolveu em trevas sem fim. A escuridão se tornou ainda pior, se possível, porém, a presença voltara a aparecer, surpreendeu-se ao dar de cara com um homem alto, coberto por um terno e sobretudo preto, que usava óculos escuros, mesmo naquela hora do dia. Seu nome? Nero Cavalone, jamais esqueceria aquele que a abraçou. Um famoso empresário de Newark, grande parte das empresas da cidade pertenciam a ele.

Ele lhe abriu as portas para a não-vida, o ritual para seu “novo nascimento” fora ao mesmo tempo chocante e satisfatório, sentia que não estava presa, sentiu seus medos desaparecerem, finalmente deixara aquela natureza imunda que tanto odiava, agora era mais, era superior a todos aqueles vermes que rastejam pela cidade. Demorou para acostumar-se com a ideia que jamais veria seu reflexo novamente, um preço relativamente baixo pelo que a imortalidade lhe oferecia. O que mais havia lhe fascinado em sua não-vida havia sido o ato de se alimentar, além do fato de poder manipular a escuridão, algo que achou extremamente apropriado para seu novo estilo de vida, apesar do fato de se alimentar dos seres que mais odiava no mundo, humanos, toda a vontade e necessidade de causar dor e sofrimento parecia fazer sentido quando se alimentava, sentia-se realizada, algo que facilmente poderia viciá-la caso não tomasse as devidas precauções. Estava no comando, podia controlar a vida daqueles seres que lhe eram tão deploráveis se desejasse, ninguém lhe diria o contrário, ninguém teria coragem o suficiente para lhe dizer não e isso era o que fazia tudo valer a pena.

Mas, apesar de toda sua suposta “liberdade” algo ainda a incomodava, não era exatamente um incomodo, estava mais para curiosidade. Seu mentor, Nero Cavalone, apesar de ter se revelado um vampiro Lasombra, não se permitia ser visto sem seus óculos. Por um instante, Neoa pensou que seria alguma mania estranha de seu mentor, outras vezes pensou que ele poderia esconder alguma deformidade nos olhos, seria ele cego? A resposta de suas perguntas chegou mais cedo do que ela esperava. Certo dia, enquanto tentava se alimentar, sua vitima, em um esforço inútil de resistir derrubou os óculos escuros que protegiam os olhos de seu mentor das vistas de todos. Pela primeira vez em sua não-vida fitava olhos desiguais, o olho direito de um castanho tão claro que se confundia com dourado e o esquerdo um profundo verde escuro. Tais olhos desiguais a fitaram de volta por um instante, um riso cínico estampava seu rosto, estava ciente do significado aquele olhar, aquele era o olhar de alguém que fora apanhado no ato, mas que não se importava muito com isso.

“Você!”

Exclamou Neoa quando finalmente percebeu o que estava a sua frente. O assassino de sua mãe, o homem que mergulhara sua vida nem um poço de sofrimento e dor que não podia ser aliviado ao menos que ela causasse o mesmo em outros, o homem que havia destruído sua família. Seu primeiro impulso foi avançar contra seu mentor, mas notou que seus olhos fizeram contato mais uma vez, tarde demais, aquele fora seu erro, ele obviamente possuía uma Dominação maior que a dela, a ordem fora clara de direta:

“Não se mova.”

O olhar que dera a seu mentor era como se exigisse uma resposta sobre tudo aquilo. No entanto, tudo o que recebera foi um jogo, algo que provavelmente divertia seu mentor imensamente.

“Vamos jogar um jogo, farei uma aposta com você, sei que tem muitas perguntas a me fazer, mas não estou interessado em respondê-las agora. A aposta funciona da seguinte maneira: Agora que você foi introduzida a não-vida, eu deixarei você por sua própria conta, desaparecerei sem deixar traços, um dia nos encontraremos novamente e nesse dia, se você conseguir sobreviver até lá é claro, responderei as suas perguntas caso você se prove interessante o suficiente para que lhe deixe continuar existindo...”

Ele se levantou, começou a desaparecer na escuridão, sua voz ficava cada vez mais distante, tudo o que Neoa conseguira entender foi:

“Por hoje, deixarei você partir...”

Enquanto seu mentor desaparecia totalmente, deixando-a paralisada. Momentos passaram e ela recobrou os movimentos, estava sozinha novamente, mas agora, tinha um objetivo com o qual preencher seu tempo, sobreviver até o dia em que reencontraria seu mentor, e o mataria, não se importaria com suas respostas, acabaria com sua vida assim que tivesse chance. Com isso, continuou na cidade de Newark, de onde não planejava sair até que sua vingança fosse realizada.

Após o desaparecimento de seu mentor pouca coisa havia mudado em sua vida, apesar de que agora, passara a encontrar mais cainitas em seu caminho, alguns deles eram seus clientes que queriam ajuda para burlar a lei, desaparecer com provas que pudessem prejudicar o status que cultivam na sociedade, culpar o vizinho por uma morte “inexplicada” dentro dos terrenos da empresa, etc. Com o tempo, seus casos ficaram divididos em duas categorias: Casos em prol do clã e casos em prol da sua diversão pessoal.

Não conseguia dormir, após vários anos dando “passeios noturnos” sua mente se recusava a descansar tão facilmente. Virava de um lado para o outro, às vezes revia sua vida, sua não-vida e sua memórias. Por várias vezes chegou a pensar desistir da aposta que fez com seu mentor.

“Porque tenho que continuar com o jogo? Nada importa de qualquer maneira. Porque me vingar?” - Sua mente acusou em uma noite.

“E porque não?” – Respondeu prontamente à sua mente. Um sorriso maldoso ganhava forma em seu rosto.

“É um ótimo meio de passar o tempo....” – Sua mente finalmente concordou com ela.

Por mais que lhe a solidão lhe fosse a melhor companhia, Neoa aprendeu a conviver com seus iguais de uma forma “pacífica”, afinal, nunca se sabe quando ia precisar de alguma informação importante, em algum momento, tudo aquilo lhe seria útil.  
Ela mantém seu estilo de vida “normal”, vez ou outra encontrando outro cainita que procurava seus serviços na corte. Porém, a presença de seus iguais não lhe move, não lhe afeta, mas nunca afrontou ou rejeitou nenhum daqueles que buscaram sua companhia, não os odeia ou admira, somente não se importa.
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