Lobo, O Maioral - Brujah - Camarilla

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Lobo, O Maioral - Brujah - Camarilla

Mensagem por Undead Freak em Qua Ago 13, 2014 1:37 am

Nome: Painkillão
Personagem: Lobo, o Maioral
Clã: Brujah
Natureza: sobrevivente
Comportamento: Bon Vivant
Geração:8
Refúgio: compartimento escondido debaixo do cafofo do Maioral
Conceito: Vagabundo boêmio do caráleo
Saldo de XP: 0/0


2. Atributos

Físicos (6)
- Força: 3
- Destreza: 3
- Vigor: 3

Sociais (4)
- Carisma: 5 (engraçado, Fala Mansa)
- Manipulação:1+1 (4xp)
- Aparência: 1+2 (12xp)

Mentais (9)
- Percepção: 5 (atento, experiente)
- Inteligência: 3
- Raciocínio: 4 (Emboscadas)


3. Habilidades 16

Talentos
- Prontidão:1(3xp)
- Esportes:1+1(2xp)
- Briga:4 (submissão)
- Esquiva:3
- Empatia:3
- Expressão:
- Intimidação:3
- Liderança: 1+2(6xp)
- Manha:1+2(6xp)
- Lábia: 2 (5xp)

Perícias 11
- Empatia c/ Animais:
- Ofícios:
- Condução:1
- Etiqueta:
- Armas de Fogo:4 (escopeta)
- Armas Brancas:3
- Performance:1
- Segurança:1
- Furtividade:1
- Sobrevivência:

Conhecimentos 7
- Acadêmicos:
- Computador:1
- Finanças:1
- Investigação:1
- Direito:1
- Linguística:1 (Inglês, Espanhol)
- Medicina:1
- Ocultismo:1
- Política:
- Ciências:


4. Vantagens

Antecedentes 8
Geração 5
Recursos 3
Aliados 1 (1pb)(bandidagem do tráfico das quebradas do lado norte da cidade)
Influência 1 (1pb) (Submundo do tráfico)

Disciplinas 6
Potência  1+3(30xp)
Presença  1+2(15xp)
Rapidez  4




Virtudes 7
- Consciência: 1+1(2xp)
- Autocontrole:4
- Coragem: 5


5. Virtudes

Humanidade: 4

Força de Vontade: 7(2pb)


Qualidades e Defeitos
Vontade de Ferro (3pb)
Código de Honra (2pb)
Madrugador (1pb)
Resistência a Magia (2pb)
Frieza lógica (1pb)
Tolerância à dor (2pb)
Memória eidética (2pb)
Amigo do Xerife (2pb)
Reputação (1pb)
Veterano (1pb)
Aura Enganosa (1pb)

Exclusão de presas (-1pb)(Crianças, não sei bem o que é, mas o Lobo não costuma se alimentar de crianças, seja pelas memórias do orfanato, seja por achar a vitae muito rala ou doce demais, ele evita.)
Repulsa ao Alho (-1pb)
Tique nervoso (-1pb) (Fumar, fumar pra caralho, cigarro, charuto, o que tiver mais perto, Lobo não sente o efeito da nicotina, mas os anos fumando, ele não esqueceu nem perdeu o costume)
Desgraça para o sangue (-3pb)
Alvo de Recrutamento (-1pb)


Observações
-Inventário: Gancho enorme (+1 dado de dano) que se assemelha mais a uma pequena foice, com uma corrente no final que fica amarrada em meu antebraço direito.
Roupa de couro reforçada (+1 dado de absorção)
Documentos falsos, porte de arma falsos.
Moto 400 CC
Uma espingarda guardada embaixo do banco da moto.
6 charutos/Cigarros
500 dólares no bolso

6.Prelúdio

Ao nascer matei minha mãe, sim ela morreu no parto, assim o meu pai me falou na pequena carpintaria que ele tinha na velha Londres, pouco antes de morrer de tuberculose, então não tenho muitas lembranças dessa época, talvez a última lembrança que tenho do meu pai seja essa e a de quando eu peguei ele fodendo a irmã de minha mãe, estava dormindo, ouvi uns gemidos abafados e sabe como é né? Fui ver.

Passei uns míseros três anos vadiando pelas ruas, mendigando, lavando louças em restaurantes, roubando para viver, não era algo que me orgulhasse, mas era algo que precisava, até uma das vadias mães de misericórdia me achou, eram uma cambada de freiras que diziam fazer caridade com as crianças.

Na verdade eram só umas vadias que precisavam de mão de obra barata, não nos alimentavam e só queriam nos escravizar como malditos putos para uma pequena manufatura que eles tinham no subsolo do convento, maldita seja, revolução Industrial, malditas vadias.

Havia uma curiosidade sobre aquele maldito tear, haviam determinados momentos em que ele parava num intervalo rápido, na troca de supervisão que era percebida apenas quando o rangido da porta pesada da madre superiora abria, sempre fui um puto atento, quando se vive nas ruas, sem pai, nem mãe, ou mesmo família, temos que pensar rápido e perceber tudo rapidamente, mas nesse intervalo em que estávamos sem supervisão eu descobri que podia esgueirar-me por entre os teares e ir até a despensa, para me livrar das ralas refeições, sempre me esgueirei até ser pego um dia em que devorava um bolo desatento, madita falta de atenção, jamais voltarei a fazer isso

Amarraram-me pelos tornozelos e me bateram com chicote até o braço cansar, o sangue caia das minhas costas enquanto sorria, quanto mais me batiam, mais lembrava que ia foder gostoso aquelas vagabundas àquela noite, ia ser engraçado, sempre fui um dos mais espertos dali, então convenci um colega meu que conseguia dar um fim aquela fábrica, mas ele teria que me desamarrar.

Logo o Lobo estava solto e livre, fiz tudo que tinha vontade antes, assaltei a dispensa, comi tudo que as vagabundas guardavam e não deixavam a gente nem chegar perto, nossa comida parecia mais comida de cachorro, puta que o pariu, aquilo era que era alimento de verdade, malditas sejam toda a raça de freiras putas desse planeta.

Segui meu caminho, caminhei até o quarto da freira mais gostosinha que tinha munido de um facão enorme, ali acordei ela com uma faca em sua garganta, a amarrei e a estuprei por várias horas, aquilo sim que era uma boceta. Para um mortal não tem nada melhor que foder com força a boceta de uma vadia e como aquela era apertada, não era virgem, mas tava com uns 10 anos que não via rola, no fim tive que terminar com a faca na garganta dela.

Depois foi só jogar uma vela no tecido, trancar as portas do lado de fora e pular uma janela, estávamos livres eu e meu amigo que me salvou, o problema é que ele quis grudar em mim, como se eu tivesse alguma responsabilidade sobre ele, tive que chutar seu traseiro até ele entender que eu não era pai dele porra nenhuma e que se virasse porque eu já não tinha comida nem pra mim.

Então comecei a assaltar em Londres, mesmo sendo esperto e observador como sempre fui  aos poucos o bagulho tava ficando feio pra caramba pra mim, então entrei como clandestino no próximo barco pra os EUA, a essa altura já tinha 22 anos e tinha que arrumar algo com o que sobreviver, a minha estada enquanto clandestino serviria para isso, a viagem fora tranquila, foda era sair do bote salva-vidas para vomitar.

Uma vez em Nova Iorque, sim, era a cidade do momento, empregos e o caralho a quatro, arrumei um emprego de bosta como sendo guarda municipal de  uma área não muito boa da cidade, logo ganhei moral, quebrando chefes de gangue, esbagaçando pernas e aleijando, eu sempre fui bom nisso, fragelar, matar, sequelar.

Com o tempo o dinheiro já não dava nem para pagar as vadias e eu já tinha inimigos suficientes para encher um dos salões do inferno, bons tempos aqueles em que um homem podia sair por aí com um revólver na mão, matando seus rivais sem se preocupar com câmeras e essa frescurada toda.

Então entrei para o mundo do crime organizado, comecei matando, intimidando, colocando em prática minhas habilidades inatas, mas um caralhudo que nem eu merecia mais, bem mais do que estar servindo de capanga para um zé ruela qualquer líder de uma gangue de um beco, o que aconteceu em seguida foi cruel.

Roubei a lealdade de seus homens, então em meio a uma reunião, entrei munido de uma boa faca, com um sorriso no rosto aquele ia ia tomar conta da gangue finalmente, aquele zé ruela ia perder o posto de manda-chuva, enfim, no meio da reunião, saltei sobre a mesa, enfie-lhe a faca na cabeça dele, depois a decepei e pendurei num mastro em uma praça pública, com a palavra Lobo, minha alcunha muito bem escrita na testa dele com um estilete.

O maioral chefe de gangue dos infernos, agora ia ter grana, putas e drogas, o que mais poderia querer da minha vida? Nada, eu era o pica-grossa de uma parte da cidade e por mim tava de boas, pelo menos estaria até as eleições do ano seguinte.

Estava assistindo um dos comícios empanturrando-me de cerveja, quando fui dar um mijão num beco, nunca andei com capangas, isso sempre foi coisa de viadão, andar junto de um monte de machos, até parece que um pirocudo que nem eu precisaria de proteção, puta erro.

Lembro de terminar a mijada, ainda estava balançando a rola, quando uma gostosa entrou no beco, aí eu pensei “é agora Lobão, mais uma xotinha pra coleção” já tava preparando uma cantada, quando a vagabunda saltou uns 10 metros e caiu em cima de mim, já me mordendo.

“Que merda é essa?” eu pensei na hora, ela tava tomando meu sangue, mas era gostoso pra caralho, era tão bom que eu tava de pau duro, porra eu tava morrendo de pau duro, acho que foi a última coisa que pensei quando apaguei geral, lembro de estar na escuridão quando um líquido viscoso desceu goela abaixo.

Encheu-me de vida, de fúria e de fome, a fome era gigantesca, ainda no beco haviam duas pessoas presas acorrentadas jogadas no canto da parede, sem pestanejar quebrei o pescoço e um com uma mão, tamanha a minha força e desespero, instintivamente cravava meus dentes no pescoço do cara, enquanto o outro gritava de pavor, logo quebrava seus dentes e arrancava sua mandíbula, então os gritos que antes me incomodavam agora eram sufocados pelo sangue.

O abraço expandiu de forma exponencial meus sentidos, não sei se foi algo sobrenatural, ou algo que estava latente em mim, o fato é que agora eu tinha sentidos além do alcance, além disso meus pensamentos, não sei se um efeito colateral da disciplina rapidez, ficaram bem mais rápido, o mundo ao meu redor ficara um pouco mais lento

Logo a vagabunda apareceu, eu olhava para ela e antes que ela falasse algo gritava alto “Que porra você fez comigo sua vadiazinha chupadora de sangue dos infernos?”, ganhei uma surra e as respostas que queria, logo ela me levou para seu refúgio e passou uma semana inteira me ensinando as coisas, pelo menos até descobrir que eu não era quem ela pensava.

Não sei a história ao certo, mas ao que parece a vadia depois de uma semana me treinando que eu não era quem ela pensava, ou quem ela esperava que eu fosse, descobri que eu era incrivelmente parecido com um puto, ela me deu um pé na bunda e como forma de agradecimento eu matei o cara, quem aquela vadia pensa que é? Trocar o Maioral, o maior pirocão do mundo por um zé ruela qualquer.

A frustração dela se materializou cruelmente em cima de mim, fui castigado, empalado e entregue a uns tremeres viados que estavam sob sua supervisão para me torturar e me zoar por alguns dias, os filhos de uma vadia fizeram uma caralhada de rituais em mim, me usaram como um maldito rato de laboratório, os resultados foram os mais mazelados possíveis.

A princípio o laço de sangue que eu nutria pela minha senhora foi destruído, algo sem cabimento, ela estava na sala, me olhando enquanto os malditos me destruíam, eu a amava, matei o cara por ciúmes, mas naquele instante o amor morreu, tudo que eu senti por ela foi raiva e desprezo desde então.

Satisfeita então, ela mandou que me soltassem numa rua qualquer, estava por minha conta desde então e que todos que a conhecessem virassem suas costas para mim, assim sendo, uma parte consideravelmente grande da seita virou as costas a mim, outra parte passou a me ignorar e a outra que tentou se aproximar apenas buscava me usar de joguete em seus planos, mas que merda, onde eu havia me metido? Pensei nisso alguns meses, foi complicado, sem ninguém para me iniciar, talvez pela raiva dominei primeiro a arte da porrada.

Certa vez durante um ataque me sobressaí, bati, esmaguei, triturei com tanta vontade os putos, que o Xerife me observando, achou que eu era uma força a mais, uma mais valia para seus planos de frag e defesa, porém eu sou um puto ignorante, como mostras de sua boa vontade, ele me instruiu nos usos de presença, já que eu desconhecia seu uso, puta merda, a vadia me soltou realmente despreparado.

Logo, seguindo os conselhos dele, me infiltrei entre criminosos e ao ajudá-los em algumas ações, inclusive a pegar outros líderes de gangue e outros donos de boca de fumo, consolidei aqueles putos no lado norte da cidade, em troca queria armas quando pedisse, de início ele (Alfonso Roberto), fora relutante, mas depois percebera que eu o ajudei bastante, principalmente depois que eu arranquei a cabeça de um de seus capangas torcendo e girando, esses caras nunca respeitam ninguém, é incrível isso.

Bom, como eu ia dizendo, ajudei os bandidos, mas eu seria um anjo se não pegasse minha parte nos lucros né? Porém a grana que achei com os traficantes foi menor ou estava mais bem escondida do que eu presumi que havia lá, torrei quase tudo em uma moto, nas roupas e nas câmeras que uso pra monitorar meu refúgio, durmo em um pequeno porão que havia debaixo do cafofo que comprei.

É uma casa velha pra caralho, mas em bom estado, não é limpa, é suja pra caralho, fede a mofo que só a porra, a água e a luz nunca são usadas, é lá que eu vivo, é lá que eu me escondo, as portas e as paredes e as janelas funcionam ainda, então é útil, vez ou outra um espírito aparece ou um vagabundo, oferecendo algum trabalho, ás vezes eu faço, às vezes não, depende do dinheiro que eu tenho e da minha boa vontade, ultimamente tenho sido mais solicitado apesar da vadia que me abraçou seguir forçando todo mundo a me tratar como lixo.

Acho que com o serviço e com os frags meu nome cresceu na seita, mesmo os babacas que ficam lambendo os ovos da minha mentora, hoje, quando ela não está olhando, pulam o muro e vem chorar para o Lobão resolver seus problemas, é muito engraçado isso, a maioria das vezes aceito o pagamento em vitae ou em lacaios que não duram muito, não sei o motivo qual é.

O problema é que os putos do Sabá acabaram sabendo quem sou eu, eles não sabem onde moro, mas acham que eu combino perfeitamente com os objetivos da seita e que precisam de um cara com o cacete do tamanho do meu para poder chutar o traseiro da Camarilla, parece que a ideia não é de todo má, mas tudo tem seu preço, não quero sujar o bom nome do Maioral, por algo que não valha realmente a pena.

Dissecando a mente de um brutus:

Lobo é um cara pisado, mazelado, sequelado e segregado socialmente desde que nascera, tudo que conhecera nesse mundo foi desprezo, mesmo de seus párias, o levando a cometer atrocidades escrotas e bizarras para provar ao mundo que ele é capaz de dobrá-lo, dono de um bom intelecto e de grande velocidade de pensamento, ele inconscientemente busca sobrevivência noite após noite, ao mesmo tempo em que busca devolver ao mundo tudo que recebeu dele, claro que isso em meio a um turbilhão de destruição. Onde o mesmo já percebeu a Besta rugindo em sua alma diversas vezes, lutando contra o próprio para tentar tomar conta dele próprio.

Lobo em sua mente deturpada ainda desenvolveu sua própria ética, se é que existe alguma entre os amaldiçoados, talvez seja isso que o prenda a uma réstia de humanidade que sobra dentro de seu espírito, enquanto a besta clama ávida pelo controle de sua mente nas noites atuais, Lobo sabe que suas ações sangrentas podem levá-lo a perder o controle do seu corpo.

A trilha do Maioral:

-- Nunca matar quem não mereça morrer e sempre que possível protegê-los; (Veja bem, praticamente qualquer um merece morrer, menos criaturas verdadeiramente puras, crianças, alguns animais, mesmo tendo tacado fogo em um convento cheio de menores Lobo, talvez pelos ecos dos gritos e pelos pesares que carrega não tornará a fazê-lo, o sempre que possível é possível mesmo, o lobo não exitaria em matar alguém que está molestando algum inocente ou só de sacanagem torturá-lo um pouco)

- Cumprir seus acordos - O lobo raramente vai desonrar um trato, só há uma coisa menos sagrada que o sangue de inocentes para o Maioral e é justamente acordos, Lobo vai honrar um acordo enquanto este estiver sendo honrado por ambas as partes e não houver má fé;

Sobre o ponto em aliados: Meu aliado hoje é Alfonso Roberto, alguém que poderia ter algum futuro como um membro, é um cara barra pesada, ele me respeita, me presta eventuais favores, normalmente o pago ou o recompenso quando presta seus serviços a mim, como identidades falsas, armamentos, munições, tudo isso em nome da Máscara, sou respeitado pelos mortais na área em que ele convive pela amizade que nutrimos, principalmente quando eu o ajudei para que aquela área fosse definitivamente dele.


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