CONTOS DE TERROR

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

CONTOS DE TERROR

Mensagem por Dylan Dog em Qua Maio 21, 2014 6:01 pm

Pois é pessoal. Não sei se tem muita gente aqui no fórum que, assim como eu, gosta de ler contos de te terror. Eu particularmente gosto pra poder tirar algumas ideias para as crônicas.
O intuito deste tópico e criar discussões sobre os contos e compartilhar os mesmo com o pessoal do fórum.
Solicito que por favor não saiam xingando só por não gostar de uma estória e quem postar alguma estória não esqueça de no final do texto colocar a fonte.

A maioria dos textos que trarei são do blog MEDO B, então não estranhem se já tiverem lido.
avatar
Dylan Dog

Data de inscrição : 08/05/2010
Idade : 24
Localização : São Paulo

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: CONTOS DE TERROR

Mensagem por Dylan Dog em Qua Maio 21, 2014 6:03 pm

DUAS LEBRES

Você gosta de jogos? O que acha de jogar com almas de outro plano? Existe uma lenda que se espalhou pelo interior europeu e acabou cruzando oceanos... Será verdade? Julgue por si mesmo.

Há muito tempo, num país do interior europeu, havia duas meninas. Irmãs gêmeas, nascidas em noite nublada e escura. Pelo fato de serem idênticas, seus pais as vestiam com roupas também de modelos idênticos, mas de cores diferentes: uma delas usava combinações em tons de rosa e vermelho, enquanto a outra tinha roupas em tons de preto e cinza, tendo uma única cor adicional em comum: branco. Escolheram essas cores pelo estereótipo de "gêmea má e gêmea boa", apesar de nenhuma delas apresentar mal comportamento até seus doze anos de idade. Mesmo nessa idade, continuaram idênticas, sempre juntas, e isso, no caso delas, significava beleza em dobro. Seus cabelos, presos em dois rabos de cavalo, formavam um grande cacho ruivo-avermelhado de cada lado de suas cabeças. Seus olhos castanhos brilhavam tão profundamente que se assemelhavam a portais para seus pensamentos mais ocultos. Seus rostos pálidos se encontravam sempre serenos devido ao comportamento impecável de ambas em todas as situações, exceto em uma. Quando brincavam de seu jogo favorito, as duas se inquietavam, e um grande sorriso de felicidade se estampava em seus rostos. Elas eram invencíveis no pega-pega. Corriam velozes como lebres, e adoravam se gabar disso cantando enquanto corriam de mãos dadas:

"Duas meninas correndo, duas, e nenhuma você alcança!"




Essa provocação era o grito de guerra das duas e, de fato, ninguém alcançava mesmo. Seus colegas enraiveciam e sempre paravam de brincar quando elas entravam no jogo. Até que um dia alguns amigos que não aguentavam mais perder as desafiaram para uma corrida que, segundo eles, seria decisiva para o posto de mais rápidas da escola, e seria realizada após as aulas, num terreno abandonado. Entretanto, foi ordenado de seus pais que as pequenas voltassem direto para casa, como de costume. A gêmea trajada em rosa disse que não poderiam comparecer, mas o orgulho da gêmea em preto a fez aceitar a proposta e começar uma discussão entre as irmãs. Depois de argumentarem uma com a outra, aos gritos a gêmea em preto decidiu que iria sozinha, e a gêmea em rosa se calou, simplesmente dando as costas e andando em direção à sua casa. A gêmea em preto sorriu triunfante. Ela tinha doze anos, o que poderia acontecer de tão ruim? Então, ao chegar no terreno abandonado, ela não encontrou uma pista de corrida, como esperava, mas muita raiva nos olhos de seus colegas. As horas seguintes foram tristes e dolorosas para a pequena. Se ela não escolhesse justo aquele dia para sua primeira teimosia, talvez ela não passasse a saber o quão cruéis podem ser alguns rituais. A cada volta que os ponteiros do relógio completavam, a pequena em rosa ficava mais preocupada, e tinha mais dúvidas. "Ding-dong", fez a campainha às dez da noite, no mesmo dia. Ao abrir a porta, a mãe das pequenas gritou e abraçou em lágrimas sua filha coberta de sangue. O pai e a pequena em rosa olhavam sem reação, reparando rapidamente em diversos aspectos novos na pequena em preto. Seus cabelos, antes num forte vermelho, agora se destacavam em um branco puro. Seus olhos castanhos e brilhantes, agora num claro verde, quase completamente opacos. E, apesar do sangue que a cobria por inteiro, não havia rasgos em suas roupas, muito menos cortes em sua pele. Todos entraram no carro a caminho do hospital. Nenhum dos médicos tinha uma explicação lógica para o que houve com a menina. Não havia alteração alguma de melanina que explicasse a mudança de cores, ou costura médica que cicatrizasse completamente em poucas horas o lugar de onde saíra tal hemorragia. A saúde da menina estava perfeita, e por isso apenas a limparam e mandaram para casa, onde seus pais a interrogaram sobre o que houve, e a menina disse não se lembrar de nada, além de passar a tarde correndo com os amigos. Meses se passaram, e a menina já não conversava tanto com a irmã. Continuavam sempre juntas, mas também sempre em silêncio. No aniversário de treze anos das duas, foi decidido que fariam uma festa à fantasia, orgulhosa do maior atributo de suas filhas, a velocidade, a mãe das pequenas costurou fantasias de lebre para as duas: para a primeira pequena, um vestido rosa de cumprimento nos joelhos, com uma blusa branca de mangas curtas por baixo dele, meia-calça de lã, também branca, orelhas de coelho rosa, presas aos elásticos dos dois rabos de cavalo, sapatos de boneca vermelhos e um grande laço na parte de trás da cintura, igualmente vermelhos. E, claro, para a segunda pequena, um modelo idêntico, porém tendo as cores rosa trocada por preto, e vermelho trocada por cinza. As duas ficaram lindas nos vestidos, e a festa estava bem cheia. De repente, um homem alto, de máscara e vestido com uma capa preta, se aproximou parabenizando-as. Após o agradecimento da pequena em rosa e o silêncio da pequena em preto, ele disse que ouviu falar da grande velocidade das duas, e as convidou para uma rodada de pega-pega, valendo um prêmio especial. Logo a pequena em rosa aceitou, e eles foram para a parte externa da chácara onde acontecia a festa, que se misturava a um bosque escuro e assustador. O homem disse que daria a elas um minuto de vantagem e, sem outra saída, deram as mãos e dispararam para dentro do bosque. Naquela noite, o sorriso enorme no rosto da pequena em rosa não aparecia no rosto da pequena em preto. Enquanto ela ria e se divertia, a falta de reação da pequena em preto a incomodava. Ela não resistiu e gritou : "Duas meninas correndo, duas, e nenhuma você alcança!"
“...”
Não houve uma segunda voz a acompanhando. Ela gritou de novo, e sua parceira continuou em silêncio. Irritada, ela largou a mão da irmã e bradou um grito de guerra diferente:
"Duas meninas correndo, duas, mas essa você não pega!"
Ao gritar a última palavra, o céu começou a trovejar e, assustada, ela resolveu retornar. Voltando à chácara, não havia mais homem trajado de negro, nem pequena em preto. A madrugada veio e, enquanto seus pais ligavam em todas as delegacias desesperadamente, a pequena em rosa, deitada em sua cama, em meio à escuridão do seu quarto, no segundo andar da casa, preocupava-se com o desaparecimento de sua irmã.
"Ela estará em casa quando eu acordar?" - pensou ela, poucos segundos antes de adormecer.
Três horas da manhã em ponto, e a menina é acordada pelo barulho da janela se abrindo. No escuro, viu uma silhueta semelhante à dela, próxima às cortinas. Ela começou a suar frio, e seus olhos se arregalaram. Não podia ser... Não havia nem sacada na janela, como ela poderia ter entrado por ali?! O coração da pequena em rosa acelerava mais e mais, o ar começou a faltar em seus pulmões, e a carícia que agora recebia do vulto começou a ficar agressiva, enquanto seus membros eram arrancados brutalmente de seu tronco e engolidos pelas sombras. A última cena que ela avistou antes de se entregar à dor, à agonia e à morte, foi sua amada irmã, sorridente, deitada ao seu lado e dizendo calmamente:
"Uma menina correndo, uma. E eu finalmente peguei"...

É dito que, se dois coelhos de pelúcia, sendo um negro e um rosa, forem colocados debaixo da cama de quem quer jogar, e esse jogador, sozinho em casa, às três horas da manhã, sussurrar em frente à janela "Um jogador a mais, um, e tentem me pegar!", uma brincadeira perigosa pode começar. Dito também que, se até as seis ninguém for pego, o jogador terá sido provido de uma diversão incomparável.




Fonte: MEDO B
avatar
Dylan Dog

Data de inscrição : 08/05/2010
Idade : 24
Localização : São Paulo

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: CONTOS DE TERROR

Mensagem por painkiller em Qua Maio 21, 2014 9:43 pm

Porra véi, que conto gay
avatar
painkiller

Data de inscrição : 23/03/2010
Idade : 29

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: CONTOS DE TERROR

Mensagem por Dylan Dog em Qui Maio 22, 2014 9:33 am

Vou trazer algumas Creepypastas e joguinhos sombrios bizarros...
avatar
Dylan Dog

Data de inscrição : 08/05/2010
Idade : 24
Localização : São Paulo

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: CONTOS DE TERROR

Mensagem por Dylan Dog em Qui Maio 22, 2014 9:40 am

SIMETRIA

Eu adoro a simetria. Eu não sei exatamente porque, mas é assim desde que eu era criança.
A maioria das crianças se esquecem dessas coisas com o tempo mas, eu não! Eu sabia que tudo tinha seu lugar e no meu quarto, tudo estava exatamente onde deveria estar. Meus pais não tem "aquilo" . Meus avós também não tinham "aquilo" e na verdade, nem uma única pessoa em minha família teve "aquilo." Quando digo"aquilo" é porque eu realmente acredito que se trata de uma coisa dentro de mim. É como se fosse um passageiro clandestino que não deveria estar lá , mas que ainda sim, vive dentro de mim. Talvez seja uma necessidade ou quem sabe um desejo? Um desejo de ser alguém perfeito!


Estou em uma situação onde não posso viver minha vida normalmente. Não consigo um bom emprego e as mulheres se afastam rapidamente de mim, é que elas não podem lidar com "aquilo." Honestamente, eu não me importo quando elas me abandonam...
Mulheres são complicadas, sempre tornam as coisas mais difíceis. Alguns exemplos? Elas rolam para o meu lado da cama ao invés de dormir em seu próprio lado, elas deixam os pratos em um único lado da pia. Eu realmente não suporto esse tipo de coisa, elas deixam a casa toda desorganizada e eu espero até que elas saiam para arrumar tudo, para colocar cada coisinha em seu devido lugar aliás, digo que na verdade, é um verdadeiro alívio quando elas saem.
Essa coisa que sinto não é algo constante porém eventualmente, "aquilo" volta e sempre encontra algo que precisa ser colocado em seu devido lugar. Você pode estar se perguntando o porque de eu procurar por relacionamentos mesmo sabendo que não consigo suportá-los...
Bem, é que para mim, é extremamente difícil dormir e ao mesmo tempo ter que me manter no centro exato da cama sem poder me mover.

Tirando esse probleminha com os relacionamentos, toda minha vida era quase que organizada. Digo "quase" porque ainda havia uma pequena questão a ser resolvida.
Tenho o que é chamado de " Heterochromia Iridium " ou seja, duas íris de cores diferentes. Meu olho direito é verde e o esquerdo é um tipo de azul daqueles bem pálido. Meu pai e minha mãe tem olhos azuis, meus irmãos e primos também. Meu olho verde não deveria ser dessa cor, isso foge do padrão e torna tudo muito desequilibrado.

Toda vez que eu olho para mim mesmo no espelho, ele olha de volta para mim. Tudo está em seu devido lugar, exceto meu pequeno erro verde. No começo não doeu, foi até fácil introduzir a colher em meu olho. Na verdade eu não senti dor nem quando ele ficou pendurado em meu rosto após ter saltando para fora de minha órbita. Não sei se isso aconteceu porque eu estava em "estado de choque" ou se foi por causa "daquilo"...
Cortei o nervo óptico e pude sentir os fluidos quentes que escorriam por toda minha face. Ter minha visão cortada pela metade foi uma sensação estranha, quase que inexplicável. Bem, o que sobrou do nervo que estava pendurado coloquei de volta no buraco vazio. Fiz um curativo no ferimento, lavei a colher e fui dormir.

Eu acordei feliz! Foi a melhor noite de sono em anos. O problema finalmente foi resolvido.
Me levantei da cama cambaleando e até e tropecei quando cheguei no banheiro, meu corpo doía e minha cabeça estava em chamas. Eu abri a porta e a luz que vinha da janela do banheiro era ofuscante. Lentamente, removi a bandagem que estava encharcada de sangue e quando olhei para o espelho, meu estômago revirou.

Só então eu percebi a grande merda que eu havia feito... Havia um buraco no lado esquerdo do meu rosto, mas do outro lado não. Mais uma vez, as coisas estavam desbalanceadas.
Foi muito mais difícil cavar o segundo olho, minhas mãos tremiam, por diversas vezes eu errei o jeito em introduzir a colher, acabei ferindo minha pupila por diversas vezes.
Uma vez que removi o olho ele saltou, assim como o anterior; Peguei a tesoura para terminar o serviço só que suas lâminas estavam cheias de restos de sangue da noite anterior, estava tudo ressecado e isso não permitia com que seu corte fosse tão bom quanto antes.

Sabe quando você tenta cortar várias folhas de papel juntas e todas de uma única vez? A tesoura sempre fica presa... Foi o que aconteceu com meu olho. O nervo óptico ficou preso entre as duas lâminas. Naquela hora, enquanto tentava desesperadamente um jeito de romper o nervo, eu escorreguei no sangue e fui parar no chão.

Enquanto caia acabei soltando a tesoura, na verdade ela escapou de minhas mãos, o peso dela pendurada em meu olho foi algo insuportável.

Eu não sei se suportaria tempo suficiente para ir até a cozinha e procurar por uma faca, então eu puxei...
Puxei tudo para fora de minha cabeça. Foi possível sentir a carne se descolando de meu crânio, senti algo rasgar, jorravam fluídos por toda parte. Eu sabia que estava chorando, mas não havia como saber se eram lágrimas de sangue ou de fluido ocular.

Quando ouvi o som da carne ensangüentada batendo no chão, eu soube que estava feito!
Tive a certeza de que "aquilo" foi feito. Agora poderei viver minha vida sem ter que ver pessoas horríveis , desarrumadas e assimétricas. O alívio tomou conta de mim e eu sei que será duradouro. Eu nunca havia me sentido assim antes, nunca tive tanta euforia como a que senti daquela vez em que eu estava naquele banheiro, frio, úmido e pegajoso, foi a primeira vez em anos, que pude sorrir verdadeiramente.



Fonte: MEDO B
avatar
Dylan Dog

Data de inscrição : 08/05/2010
Idade : 24
Localização : São Paulo

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: CONTOS DE TERROR

Mensagem por Dylan Dog em Qui Maio 22, 2014 9:45 am

O JOGO DO DIABO




Este é um conjunto de instruções pra você conversar com o Diabo.
Qualquer um com maturidade ou inteligência suficiente sabe que é uma proposição imbecil para se fazer e que terá resultados completamente desagradáveis. Honestamente, seria mais inteligente publicar o seu número de cartão de credito no Facebook ou tentar seguir uma carreira de domador de crocodilo.
Mesmo assim isso não vai impedi-lo né? Histórias como essa tem o objetivo de entreter, não de educa-lo, certo? Você só irar acreditar se estiver interessado em obter algo do Diabo. Tecnicamente, se você fizer tudo certo, há uma boa chance de você sair impune desse jogo.
Isso me leva a um ponto de esclarecimento que eu devo fazer. Este não é um manual para fazer qualquer tipo de barganha Faustina, sabe, aquele negócio de vender a alma. Se você fizer essa proposta durante a conversa, ele irá recusar. Sua alma não tem nada de especial, se você quer vender sua alma em troca de algo significa que você não é capaz de conseguir as coisas sozinhos, porque ele iria querer uma alma fracassada? Eu não vou soletrar o quão perigoso isso é, mas se você estiver disposto a assumir as consequências, você pode tentar. Mas certamente isso só irá impedir de vocês poderem conversarem.
Isto levanta uma questão importante de porquê exatamente você gostaria de falar com o Diabo? (Alguns de vocês queiram apenas realmente ter uma conversa com entidade ocultas extremamente perigosas, mas para o bem da raça humana, espero que a maioria de vocês não sejam tão estupido.) Mas a resposta é curta: Ele sabe das coisas. Coisas que alguns de vocês podem ter um profundo interesse em descobrir. Quero dizer, ele não é onisciente ou coisa do tipo, resumindo: Ele não é Deus. Mas ele definitivamente tem uma vantagem sobrenatural sobre o conhecimento que qualquer ser humano poderia obter. Por exemplo, ele provavelmente não seria capaz de saber quando acontecerá a próxima guerra Mundial, por que nenhum ser humano sabe. Mas ele poderia dizer quais serão os próximos números sorteados na loteria da Mega-Sena, ou dizer uma condição não diagnosticada que aflige algum ente querido.
Claro que ele não vai sair por ai dando os números vencedores da loteria pra quem pede. E não vai confiar a qualquer um uma informação de grande poder, lembre-se que ele é o pai das mentiras. No entanto se você estiver realmente determinado a encontrar algo e você já esgotou todas as outras opções, há uma maneira de tentar obter informações precisas desse cara. Você vê, com tantos vilões mais urbano na cultura popular, o Diabo tem uma propensão para jogos de azar. É claro que a razão pela qual ele gosta tanto deles é que quase sempre ele vence. A menos que aconteça como um violinista chamado Johnny ou um político inglês representado por Daniel Webster. Mas se você está determinado o suficiente para querer enfrentar os riscos e as infinitas probabilidades, há um certo jogo que vocês dois poderiam jogar para tentar ganhar a informação que você precisa.




Eu vou explicar tudo que sei para você. Vamos começar com uma descrição do processo de convocação, em seguida, explicar as regras do jogo, algumas dicas de como jogar, e finalmente, é claro, a ladainha inevitável de merda arcano que pode dar errado.
Para contatar o seu parceiro de conversa, você vai precisar ir a uma igreja à meia noite. Não importa o tipo de igreja (grande ou pequena, velha ou nova, liberal ou conservadora), desde que tenha certeza que esteja vazia. A última coisa que queremos é algum pregador assistindo você conversando com o Diabo. Esse processo pode ser feito na verdade em qualquer lugar, mas depois explicarei o porquê fazer na igreja é a melhor opção. Isso também pode ser feito em qualquer dia, mas funcionará melhor em dia de lua nova ou em lua cheia, ou sexta-feira 13, ou Dia das Bruxas... a data não é tão importante, desde que você não seja estupido de tentar fazer em uma data santa como o Natal por exemplo.

Diferente da data, a hora é importante. Você não tem que começar ou terminar o seu ritual, exatamente a meia-noite, mas como uma regra geral é bom começar a preparar tudo uns dez ou quinze minutos depois, se você for fazer em alguma casa de Deus, lembre-se de certificar-se que não há ninguém no local e por via das dúvidas tranque todos os acessos, queremos o local VAZIO, entendeu?
Naturalmente existem alguns itens que você irá precisar levar e certas coisas que você não poderá trazer. Para esta ritual você precisará de:
• Uma lata cheia de sal - você não vai precisar usar tudo isso, mas é sempre melhor ter mais do que precisa, do que ter menos.
• Sete velas, vermelhas ou brancas de preferência.
• Algo para acender as velas. Sério, você ficaria surpreso como tantas vezes as pessoas esquecem disso, em nenhum ritual oculto as velas se acendem sozinhas.
• Um comprimento de corda vermelha, cordas, fios, ou segmento.
• Um espelho grande. Tipo desses de portas de guarda-roupas. Nas igrejas normalmente algum espelho no altar, mas por via das dúvidas, leve o seu próprio.

Se achar necessário, você pode trazer ferramentas para garantir sua entrada na igreja, como alicate, martelo, chave de fenda, mas quando já conseguir entrar, deixe do lado de fora da igreja.

Você não terá permissão para trazer quaisquer dispositivos eletrônicos ou de cronometragem. Isto inclui celulares, smartphones, tablets, mp3 players, PDAs, calculadoras, relógios de pulso, relógios de bolso, temporizadores de cozinha, relógios de areia, etc, etc, etc (Sério, não ouse). Se você for uma daquelas pessoas que tem algum dispositivo em seu cérebro, no coração ou algum dispositivo de audição, não se preocupe, você pode trazer essas coisas com você para a igreja. Se você trouxe uma lanterna (útil para encontrar o caminho de volta sem atrair atenção indesejada), deixe do lado de fora também.

Além disso, não traga qualquer tipo de parafernália religiosa para protegê-lo. Se você estiver usando qualquer tipo de símbolos sagrado, o Diabo vai simplesmente se recusam a aparecer.
Não se preocupe, você não está totalmente desprotegido. Lembra que eu falei que a igreja é a melhor opção? Pois bem, ela é a única coisa que poderá te proteger.
Se você quiser correr o risco de ser deixado desamparado à mercê do Diabo, a fim de testar essa teoria, sinta-se livre para experimentar! No entanto, para qualquer pessoa, sem um desejo de uma morte psicótica, eu recomendo seguir o ritual da seguinte forma:
Uma vez que você tem certeza que você tem todos os itens com você, faça o seu caminho para a igreja e encontre um lugar para configurar. Isso pode ser feito em qualquer lugar do santuário, como na cozinha, almoxarifado até mesmo no banheiro, contanto que tenha uma quantidade suficiente de espaço aberto e certos de não incomodado. Configure primeiramente o espelho, este é o lugar onde o diabo vai aparecer quando você chamá-lo.
Primeiro, coloque o espelho de pé dentro de um círculo interrupto de sal. Se o espelho estiver fixo em uma parede ou porta, faça um semicírculo em torno dele, em vez, certificando-se que o sal toca a parede em ambas as extremidades. Em seguida, enrole a corda vermelha ao redor do espelho várias vezes. A cor vermelha é um símbolo de proteção no folclore de muitas culturas e religiões. É também por isso que velas vermelhas são uma boa ideia.
Falando das velas, configure-as do lado de fora do círculo (ou semicírculo) de sal, espaçadas em intervalos relativamente iguais. Você não precisará usar uma fita métrica e tornar o espaço perfeito, mas pelo menos tente fazer que foi feito com alguém com idade o suficiente. Acenda as velas em sentido horário, tomando cuidado para não fazer alguma abertura com o sal, se você quebrar o círculo, você vai ter que começar tudo de novo. Depois de todas as velas acesas e queimando fortemente, as alas de proteção estão completas. Agora você está pronto para avançar para a convocação real.
Primeiramente você deve chamar a atenção do Diabo e demonstrar a sua determinação através de algum tipo de sacrilégio no espaço sagrado. Colocar um crucifixo ou cruz de cabeça para baixo é bastante convencional, mas não é a única opção. Por exemplo, eu seu de um garoto que apenas rabiscou uma detestável pintura de Jesus pendurado em uma sala da igreja dominical.
Depois que fazer essa ofensa, feche as portas e desligue todas as luzes, para que o espaço seja apenas iluminado pelas velas. Olhe no espelho profundamente dentro dele, concentrando-se no resultado desejado, falar com o Diabo. Não precisa fazer encantamentos ou recitas versos no Latim, Basta olhar para o espelho e desejar profundamente que o Diabo apareça. Depois de alguns momentos disso, quando se sentir pronto, feche os olhos e conte até dez. 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10. Em seguida abra os olhos.

Se tudo tiver ocorrido corretamente, você não estará mais vendo seu próprio reflexo. Você estará olhando para o Diabo... ou pelo menos, olhando para a forma que ele decidiu aparecer pra você.
Certamente ele não é vermelho, com cifres ou pernas de boné, não, ele usará sua imagem.
A única coisa realmente assustadora, serão seus olhos, não importe o quanto ele tente, ele não consegue esconder o ardente brilho sinistro profundo dentro de si, a diversão maléfica e a fome, como os olhos de uma aranha contemplando uma mosca lutando em sua teia. São olhos cheio de confiança e sem piedade. Não olhe pra ele muito profundamente, ou você vai começar a sentir-se impotente e paralisado de medo então irá perder sua esperança e a vontade de viver.
Provavelmente você estará ali, parado e olhando pra ele em choque por alguns momentos (desejando que o ritual tenha falhado), então ele vai iniciar a conversa, perguntando o que você deseja com ele. Se você tiver juízo suficiente para encadear uma frase coerente, você deve responder algo como: “Eu gostaria de desafiá-lo em um jogo de perguntas e respostas.”
Mesmo que as palavras não saírem exatamente desse jeito, ele saberá o que quer dizer, e vai aceitar seu pedido com um sorriso largo, como um predador confiante que tem sua presa. Ele joga este jogo há muito tempo, você sabe, ele é bom nisso. A maioria dos seres humanos por outro lado, são muito ruins para ele. Isso lhe dará a chance de no mínimo ele mexer com sua mente e no máximo ele vai...
bem, vamos deixar isso para o final, quando eu explicar a “ladainha de merda que pode dar errado”. Você vai ter que jogar com inteligência para evitar justificar suas expectativas.
As regras gerais do jogo são muito simples, apenas com algumas ressalvas que podem tornar as coisas complicadas. Ele vai começar fazendo-lhe uma pergunta. Pode ser qualquer coisa a partir de um pedaço de trívia obscura de um enigma a uma questão que qualquer criança do primário saberia responder. Não se preocupe, você não vai cair nas profundezas do inferno se responder algo errado, na verdade ele ao menos vai dizer se você respondeu certo ou não.
Depois que você responder a pergunta dele, você pode fazer uma pergunta em troca. É aqui que as consequências de sua resposta anterior tem efeito. Se você respondeu corretamente a ultima pergunta, ele vai responder sua pergunta da forma mais honesta e precisa da forma que fique muito claro. No entanto, se você respondeu de forma incorreta, ele esta livre para mentir pra você da forma que lhe for conveniente. Se você perguntou algo que é melhor você não saber, talvez ele diga a verdade para brincar com sua mente. O mais provável é que ele vai te alimentar de mentiras prejudiciais. De qualquer maneira, depois que ele responder, ele fará outra pergunta e o processo irá se repetir outra e outra vez até que você decida terminar.
Agora você deve estar pensando que é bastante fácil obter as informações que você precisa... tudo o que você tem que fazer é esperar uma pergunta que você possa responder corretamente, em seguida aproveitar a oportunidade para lhe perguntar o que você realmente quer saber, ignorando tudo que ele já disse.
Bem, não é tão simples. O diabo nunca lhe fará uma pergunta fácil, que você possa estar completamente certo da resposta.
Ele pode lhe fazer uma pergunta que você tem um conhecimento vago, que você acha que talvez saiba a resposta, mas não seja tão confiante... vai força-lo a adivinhar a resposta e ficar obcecado sobre a próxima pergunta que você vai fazer, sem saber se pode ou não confiar na resposta que ele der. Talvez você pense que o que ele disse foi uma mentira, então você será eternamente consumido pela duvida, talvez ele não consiga convencer totalmente você mesmo que ele esteja errado, ou talvez, você vai ter que fazer uma escolha enorme com base nas informações que ele te deu e ser eternamente atormentado pelo medo e indecisão que você percebe em seu destino.
(Você nunca vai se lembrar das perguntas exatas que o Diabo te fez, porque depois você poderia ir pra casa se certificar-se se respondeu certo ou errado e saber onde ele mentiu)
Ou talvez, em vez de testar seu conhecimento, ele vai lhe pedir algo pessoal, algo que você mente pra si mesmo. Ele te conhece mais do que você mesmo. Você vai responder para ele pensando estar dizendo a verdade (“ Não, eu não eu não magoaria minha irmã" ... "Sim, eu devolveria a carteira para o dono!"), Como eu disse, ele te conhece melhor que você mesmo. Ele saberá melhor do que você que você está mentindo e ele vai mentir para você em troca. E você vai acreditar nele. Você vai acreditar nele até que você não seja mais capaz de enganar a si mesmo, e aí, já pode ser tarde demais...”)
Ou talvez... talvez ele não vai lhe dar a chance de obter um resposta precisa. Talvez ele faça uma série de perguntas impossíveis, tornando ainda mais frutado e desanimado sabendo que nunca será capaz de forçá-lo a dizer a verdade. Perguntas como:
"Qual era a altura exata do Monte Evereste em centímetros no ano 1666?"
Ou “Qual a velocidade máxima que uma andorinha albina já chegou?”

Há um par de maneiras de estratégias particular para desviar dessas perguntas, no entanto, as regras e linhas de ação que tornam o jogo mais interessante. Embora com toda a honestidade, ele provavelmente quer para você tente uma dessas opções de qualquer maneira.
A primeira opção é para você fazer um enigma em vez de uma pergunta. Se você de alguma forma consegue desafia-lo e ele responde o enigma errado ou desiste, ele vai ser obrigado a dar-lhe uma resposta verdadeira para a sua próxima pergunta. Se ele responder o enigma corretamente, mais uma vez não se preocupe, ele não vai te atacar ou arrastá-lo para o inferno. O que vai acontecer é que ele vai ter um "passe", o que lhe permite pular uma resposta que ele seria obrigado a responder com sinceridade.
Honestamente, se ele recebe um passe, assim como você, pode simplesmente desistir e sair do jogo logo ali. É quase impossível determinar quando ele esta dizendo a verdade, mesmo sob as melhores condições. Não há nenhuma maneira. Esqueça.

A segunda opção é você realizar um “desafio” que ele propor. Se você aceitar ele se compromete a responder sua próxima pergunta com sinceridade. Se você não aceitar, ele terá direito a outro “passe”.
Agora, ante de surtar e rejeitar o desafio dele, saiba que ele não vai lhe pedir algo excessivamente ruim, como explodir duas torres gêmeas, realizar um massacre em uma sala de cinema ou incendiar uma boate. Como regra geral ninguém esta disposto a tirar a vida de outra pessoa para conseguir uma resposta. No entanto seu desafio não será fácil, será algo como enfrentar seu maior medo, cortar um relacionamento com alguém que você ame, se humilhar em publico... enfim, todas essas coisas e muito mais que você não seria capaz de imaginar, tudo isso faz parte da tabela.
Se você estiver disposto a ir tão longe para se colocar a disposição... então você terá sua resposta. No entanto, se ele consegue chegar a uma coisa que você sabe que não irá fazer... bem, em seguida, mais uma vez você esta livre para sair do jogo.
Uma ultima coisa, você não pode aceitar o desafio e depois desistir dele. Se você aceitar o desafio e depois não fazê-lo, bem, vamos apenas dizer que haverá consequências. Apenas mantenha sua promessa, não importa o que seja. Confie em mim, é melhor assim.
Finalmente, quando você obter a informação que precisa ou desistido, você pode terminar o ritual, simplesmente agradecendo ao Diabo por aceitar seu pedido, curvando-se educadamente e dar-lhe adeus.
A superfície do espelho irá tremer por um momento, e então, você estará olhando para seu reflexo novamente. Somente quando você estiver certeza que esta olhado seus próprios olhos no espelho que você se afasta, acenda as luzes e pode desfazer a bagunça.
Agora, isto é importante, mesmo que você não tenha obtido a informação desejada, você deve terminar a conversa antes de decorridos 66 minutos. Bem, eu suponho que tecnicamente, você tenha 66 minutos e 6 segundos (clichê, não é?), mas se você estiver levando a sério, você não terá levado qualquer relógio ou outro dispositivo de cronometragem, você provavelmente está ferrado de qualquer maneira. Acho que não preciso enfatizar o quanto o tempo é importante, e que você não deve ultrapassar. Eu vou dizer a razão disso no final, MAS ESPERE, não avance até lá... eu ainda tenho algumas dicas importantes sobre como jogar:
1. Tenha muito cuidado com o tipo de informação pessoal que você possa dizer a ele. Tente não falar de si mesmo, especialmente de suas emoções e problemas. Esse cara sabe a psicologia humana na palma da mão e ele usaria isso para entrar em sua mente. É como falar com o Hannibal Lecter. Se ele te perguntar algo pessoal, não hesite em mentir, tenha calma que haverá outras perguntas.

2. Faça o jogo correr rapidamente, ele pode te distrair dizendo sobre a humanidade e coisas que surpreende ele, você pensará que ele quer dizer algo importante, mas ele só quer fazer o tempo correr, não alongue suas repostas, nem tente explicar o motivo de sua respostas. Isso não é apenas desperdício de tempo valioso, mas também uma excelente oportunidade de mexer com sua mente.
3. Se você optar por propor um enigma, use um que você mesmo criou. Tenha certeza que seu enigma jamais foi escrito em qualquer lugar, desde páginas de “Hobbit” até páginas de seu próprio caderno.
Dito isso, ele deve ser um enigma legítimo, com uma resposta lógica de algum ângulo. Você não pode simplesmente perguntar algo como “O que é um pontinho azul e vermelho no mato?”
Depois dizer por alguma razão inexplicável “Uma smurfete menstruada.”. Também não se pode lhe fazer uma pergunta como “O que eu tenho em meus bolsos” (Ele provavelmente sabe de qualquer maneira). Não existem regras rígidas e rápidas para determinar se o enigma faz sentido ou não. Mas você é um ser humano razoável, por favor, pelo amor de porcaria, use o bom sendo.
4. Se você optar por fazer o desafio, há uma pequena chance do Diabo lhe pedir algo aparentemente fácil, como entregar uma carta ou rabiscar um número de telefone em alguma porta de banheiro publico. Se ele te pedir algo assim, não aceite. Com certeza ele esta promovendo algum plano sinistro, um responsável em arruinar muitas vidas e prejudicar muita gente. Talvez você seja o tipo de pessoa que não se importa em rabiscar um número de telefone de algum desconhecido... mas pelo menos, esteja ciente do que esta fazendo.
5. Por ultimo, mas não menos importante, esteja muito consciente do tempo. Pode ser útil fazer uma pratica de antemão para ter em mente quanto tempo é uma hora sem usar o relógio. O Diabo provavelmente vai adiar e tentar discutir coisas fora do seu interesse, e quando estiver próximo do prazo de 66 minutos, ele vai começar a tentar te distrair e mantê-lo entretido até que seja tarde demais. Ele vai te segurar, alimentando de falsas esperanças, te fazendo acreditar que vai lhe dizer algo importante, mantê-lo pensando: “Só mais alguns minutos... Eu estou quase lá!”. Não caia nessa. Não ultrapasse o limite do tempo. Não importa o que ele diga.

Agora, você deve estar pensando que este jogo não é tão perigoso.... Ameaças de danos psicológicos raramente parecem carregar o mesmo peso que as ameaças de danos físicos, mesmo que os custos são muitas vezes tão grande. Odeio ser estraga prazer, mas o jogo esta longe de ser seguro. Há infinitas maneiras de te ferir fisicamente manipulando sua mente. E é com as consequências que eu vou concluir.
Em primeiro lugar, enquanto estiver falando com o Diabo, não deixe de olhar para o espelho. Ele sem duvida tentará vários truques que te fariam fugir para longe... Você vai ouvir barulhos atrás de você, sentir alguém te observando além dele, sentir alguém respirando em sua nuca, ver fantasmas sombrios se contorcendo nas profundezas do espelho. Um silêncio profundo sendo interrompido por um SMACK alto atrás de sua cabeça, dando o pior susto que você já teve. O Diabo pode até desviar o olhar para atrás de você como se tivesse algo tão ruim que o rosto dele te converse com um terror em seu rosto. Tudo que você irá querer saber é o que ele esta olhando, e você vai olhar para longe e perder a vista dele completamente, mesmo por um segundo. Quando você voltar a olhar ao espelho, e ver que ele saiu de lá.
Bem, ele não foi embora. Ele estará fora do espelho. Na sala. Em sua verdadeira forma.

Com você.
Seu corpo será encontrado pela policia na manhã seguinte, com uma pele branca, olhos de medo escorrendo liquido negro de suas orbitas. A mesma coisa acontece se você quebrar qualquer proteção que você estabeleceu antes de começar o ritual, romper o círculo de sal, descontrair a corda vermelha ou derrubar uma das velas.... qualquer uma dessas coisas irá liberta-lo do espelho, e então, você será visto como algum viciado criativo que tentou brincar com coisas malignas... ninguém sentirá sua falta.
Outra coisa que pode acontecer em qualquer ponto do jogo (provavelmente depois de uma longa série de perguntas impossíveis), onde o Diabo lhe fará uma pergunta aparentemente simples: “Qual seu nome completo?”. Você ira pensar: “uau, finalmente uma pergunta que eu posso responder certo, agora terei a resposta que preciso.” Não diga seu nome a ele. Os nomes tem mais valor do que imagina, Embora o Diabo é claro já sabe seu nome completo, é como convidar um vampiro a entrar em sua casa. Seu nome é sinônimo profundamente próprio, dando seu nome, é como estiver entregando sua alma para ele.
Se você for tolo o suficiente em cometer esse erro, todas as proteções terão sido em vão, ele vai aproveitar sua oferta involuntária com alegria maliciosa e roubará sua alma, arrastando de volta com ele para o inferno.
Pelo menos assim a policia vai encontrar um corpo inidentificável.


Por último, mas não menos importante, há a questão de o que acontece se você ultrapassar o limite de tempo. Este é sem dúvida a pior coisa que você pode fazer. Você não vai pensar assim no começo ... o diabo vai lhe dar nenhuma indicação de que você tem, de facto, excedeu o limite de tempo e você vai concluir o ritual como se nada tivesse dado errado. Talvez, como imagem do diabo em treme espelho e dá forma, você vai ver, um flash sorriso triunfante particularmente desagradável em seu rosto, mas isso vai ser facilmente descartado como sua imaginação. Você vai apagar as luzes novamente, reunir seus pertences e ir para sair da sala. Mas, quando você abrir a porta, você vai ver ... nada.
Isso mesmo, nada. Apenas um vazio branco liso se estendendo infinitamente em todas as direções. Somente a sala que foi refletida no espelho vai existir.
Aliás, se você voltar para encarar o espelho novamente, você pode pegar um ultimo vislumbre de seu próprio reflexo.
Como você já deve ter descoberto, você mesmo já não estão na igreja. Sua alma agora está preso no espelho, e o diabo tomou a liberdade de possuir seu corpo, agora que você não está mais usando.

Pode gritar, bater no vidro, mas você nunca vai sair por sua própria conta e nenhum exorcista pode ajudá-lo. Mas não se preocupe, não é como estar no inferno não é? Pelo menos não necessariamente...
Agora você é apenas uma entidade de propriedades puramente mentais, e como tal, as barreiras do que é real e o que é imaginário foram completamente dissolvido. Esse espaço vazio e branco pode ser preenchido com sua raiva, sua tristeza, sue medo de ficar preso, essas emoções começam a se aglutinar, dando forma por sua mente. Se você não for imaginativo, as criaturas não serão terríveis, você não será capaz de infligir muito horror e dor. Com o tempo, você poderá a ser capaz de ensinar a si mesmo a livrar-se deles.
No entanto, se seu espírito já é assombrado por monstros... sua mente criativa será distorcida, bem não há como dizer os horrores que estão a caminho, com fome de seu medo e sofrimento. Eles se recusarão a ser banido do seu mundo, e você só conseguirá gritar enquanto esta preso em um loop infinito de dor e medo.

Inútil será dizer que, se você é um consumidor regular de sites como este, você provavelmente está muito bem fodido.
Há apenas uma maneira de encontrar a libertação do espelho e ao mundo que você criou nele. Eles dizem que se você chamar o Diabo mais uma vez e pedir-lhe para livrá-lo do espelho, ele estará disposto a levá-lo para fora.

Por um pequeno preço, é claro.
Quem sabe, talvez, se sua imaginação é poderosa o suficiente para criar um inferno pessoal que deixa você implorando para a coisa real, esses talentos podem ser bem aproveitados. Há mais de sete bilhões de pessoas no mundo, além de tudo, até mesmo o próprio Diabo não pode ser capaz de mexer com todas as suas mentes ao mesmo tempo.
Alguém talentoso ajuda é sempre bem vindo.

Claro, a consequência de estar preso dentro do espelho é que o diabo pode fazer o que quiser com seu corpo sempre que ele quiser. Mas quando ele não estiver usando, seu corpo é dado como morto, então ele precisa que alguém assuma o controle dele quando não estiver usando.
Começando a entender porque eu acho que essa é a pior consequência?
Claro que ele não vai tocar um dedo em nenhum ente querido, em vez disso ele faz algo mais sutil...
Como deixar um pacote misterioso na parte perigosa da cidade
Ou sussurrar sete palavras no ouvido de uma jovem ruiva distraída esperando o trem das dez da noite.

Ou talvez ele vai aproveitar a influencia que a pessoa tem para deixar mais pessoas interessada nesse jogo de azar. Talvez ele precise atrair para sua rede novos otários que gostam de “desafios” Talvez ele mesmo escreva um tutorial rápido, na linguagem moderna, em vez de alguns, texto demonológico obsoleto inescrutável... poste na internet e vê quantas pessoas ficaram interessadas.

Haha, talvez eu realmente não deveria ter ido lá. Mas se você chegou até aqui, sem avançar nenhuma parte, você não vai tentar jogar este jogo, não é, caro leitor? Tenho certeza de que há uma abundância de intrépidos aventureiros entre vós com questões candentes que você gostaria de obter as respostas. E é claro que você é inteligente. Você sabe que das armadilhas, você sabe as convenções, você vive e respira este tipo de coisa, não é verdade? Não há nenhuma maneira de você perder este jogo certo? Você não é algum Dick ou Jane da rua, além de tudo, você estaria trazendo um novo nível a competição. Você iria...

Oh, desculpe, só um segundo, eu acho que ouvi alguém chamar por mim...

- O quê? Você tem uma imaginação muito aguçada. Sim terminei de escrever agora quer ler?

- Perfeito.



Fonte: MEDO B
avatar
Dylan Dog

Data de inscrição : 08/05/2010
Idade : 24
Localização : São Paulo

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: CONTOS DE TERROR

Mensagem por Gam em Sab Maio 24, 2014 2:40 am

A primeira história... Terrível. Tipo, ruim mesmo. Pra assustar crianças XD

A segunda só é nojenta. É um terror mais "Jogos Mortais", né

A terceira realmente é uma inspiração irada pra VtM, AHUDHASUDH. Bem fraquinha pra assustar alguém, mas ótima pra jogar no WoD.

_________________
... só pode ser os nóia!
avatar
Gam

Data de inscrição : 08/03/2010
Idade : 25
Localização : Rio de Janeiro

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: CONTOS DE TERROR

Mensagem por Dylan Dog em Sab Maio 24, 2014 9:49 am

O importante é inspirar a galera. Aguçar a imaginação. Eu sou fraco pra terror e consigo ler essas estórias, então o foco delas é mais pra "achar legal" do que assustar mesmo. Vou postar mais estórias que eu achar boas, pois lá tem muita coisa tosca, tipo, tosca mesmo! uHAUhUAuhUA

XD
avatar
Dylan Dog

Data de inscrição : 08/05/2010
Idade : 24
Localização : São Paulo

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: CONTOS DE TERROR

Mensagem por Arcebispo Altobello em Sab Maio 24, 2014 1:01 pm

Pra que esse tópico? Tem histórias mais assustadoras que as que colocam na área de fichas? É uma pior que a outra. xD Eu já tive vários pesadelos que com elas. xD

_________________
"Subirei aos céus, erguerei meu trono acima das estrelas de Deus
E lá, mais alto que as nuvens, serei como o Altíssimo." 
avatar
Arcebispo Altobello
Administrador
Administrador

Data de inscrição : 08/03/2010
Idade : 23
Localização : Brasília - DF

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: CONTOS DE TERROR

Mensagem por JosephineRaven em Sab Maio 24, 2014 1:39 pm

eu sei que você já teve pesadelos com a Cheerleader de High-school Anti-tribu, Rói!
avatar
JosephineRaven

Data de inscrição : 30/10/2013
Idade : 27
Localização : Rio de Janeiro

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: CONTOS DE TERROR

Mensagem por Beaumont em Sab Maio 24, 2014 1:52 pm

Edward e a Bella já tiveram a ficha reprovada pelo Rói xD

_________________
/  
Agradecimento a todos os players que gostam da minha narrativa  cheers clown cheers
Melhor Cronica Oficial  = 2008/2009/2010  - A Mascara de Vênus - Herança do Mal
Prêmio Narrador-Grão-Mestre = Por tempo de Narrativa Storyteller
Prêmio Pilar de Vegas = Por Coordenação da Cidade. 
Narrando no fórum desde 2005
avatar
Beaumont
Administrador
Administrador

Data de inscrição : 06/03/2010
Idade : 29
Localização : Aracaju/SE

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: CONTOS DE TERROR

Mensagem por Dylan Dog em Sab Maio 24, 2014 7:08 pm

Sério isso Beau? kkkkkk
avatar
Dylan Dog

Data de inscrição : 08/05/2010
Idade : 24
Localização : São Paulo

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: CONTOS DE TERROR

Mensagem por Dylan Dog em Sab Maio 24, 2014 7:32 pm

O PORÃO




Eu não costumo fazer isso, mas eu achei que eu provavelmente deveria, apenas no caso de pedirem mais alguma evidência ou algo assim. Meu nome é Graham Luciani. Eu tenho 28 anos, vivendo sozinho em minha casa de infância.

Eu a herdei há vários anos após tanto a minha mãe quanto meu pai falecerem. Separadamente, é claro. Minha mãe morreu primeiro, e um par de anos mais tarde, o meu pai morreu e deixou o lugar para mim. Às vezes pode ser muito difícil viver lá. Eu sou o mais novo de oito filhos, então você pode imaginar o quão grande a casa teria que ser para acomodar tantas pessoas.

A solidão é, às vezes, enlouquecedora, e não ajuda o fato de que o meu trabalho consiste em me sentar sozinho em uma sala inserindo números em um computador. Nenhuma interação humana também. Quando eu herdei a casa, não estava particularmente em condições habitáveis. Eu não sei como meus pais tinham conseguido. Janelas foram tapadas, o jardim estava abandonado, e o interior da casa era só poeira e sujeira de negligência.




Após cerca de uma semana mais ou menos, eu consegui fazer o lugar parecer bastante decente, mas depois de um tempo, o enorme tamanho da casa apenas provou ser demais para eu lidar e cuidar. Eu decidi que em vez de vendê-la e me mudar, eu deveria converter a casa em duas casas geminadas menores e alugar uma delas. Eu não teria que limpar tanto, e eu seria capaz de coletar dinheiro do aluguel de quem se mudasse. Assim as renovações se pagariam em pouco tempo. Parecia ideal.

Na cidade onde eu moro, antes de fazer grandes modificações no seu lote de qualquer maneira (assentar uma piscina, demolição, ampliação de edifícios, etc), você tem que primeiro visitar a Câmara Municipal, discutir os seus planos, e pedir permissão. Na maioria das vezes é muito direto e simples. Aparentemente, entretanto não foi o meu caso. Eu visitei a Câmara Municipal depois de fazer uma consulta com um Sr. Alan Carter, que era o atual Supervisor de Lotes e Desenvolvimento na época. Sentei-me em seu escritório, e depois de discutir minha idéia para transformar a minha casa em duas casas geminadas, ele usou o seu interfone para pedir que alguém recolhesse as plantas da minha casa da sala de registros para que eu pudesse explicar com clareza exatamente sobre o que eu estava falando, e o que eu pretendia fazer. Depois de alguns minutos de conversa menor, uma moça bastante atraente entrou na sala carregando um pedaço de papel A3 enrolado. Ela entregou-o ao Sr. Carter, e depois de me sorrir, ela saiu e não voltou.

Tudo estava indo bem, até que o Sr. Carter mostrou-me as plantas. Eu nem sequer a vi no início, mas depois de algum tempo, percebi que parecia haver uma porta que levava a uma pequena sala com um conjunto de escadas no que era na época, minha cozinha. Eu apontei para Carter, e ele me deu um olhar estranho. "Sr. Luciani, isso parece ser uma escada de porão." Fiquei surpreso. Eu tinha vivido nesta casa há quase 20 anos ao todo (nasci, saí de casa e voltei de novo) e eu nunca soube nenhuma vez sobre qualquer porão. Perguntei a Alan Carter se eu poderia levar os projetos comigo para casa para investigar a recém-descoberta área, mas ele se recusou, dizendo que ele não podia me deixar sair do edifício com o original. Ele no entanto me deu uma cópia.

Quando voltei para casa naquela noite, fiz uma xícara de café, peguei uma lanterna e dei uma olhada ao redor da minha cozinha em torno da área onde a suposta porta estava. Mamãe e papai tinham colocado o papel de parede da cozinha há muitos anos, e uma vez que ainda estava em tão boas condições, eu não tinha retirado durante a minha primeira sessão de decoração.

Era uma coisa feia, amarelo com padrão floral, e agora que eu estava perto, correndo os dedos ao longo dele para encontrar algum sinal de recuo, eu meio que desejei que eu o tivesse rasgado antes. Depois de algum tempo vasculhando ao redor do papel de parede, eu realmente encontrei uma pequena área que parecia irregular. Agora relativamente animado para descobrir o que estava nessa nova sala, peguei uma faca de cozinha do escorredor de pia, e cortei fora a área de papel de parede.

Depois de um tempo rasgando e cortando, eu finalmente arranquei a maior parte dele, revelando uma porta. Eu rasguei o resto. A porta parecia ser feita de uma madeira relativamente resistente, e não tinha maçaneta. Em vez disso, tinha uma depressão que me permitiu abrir a porta com um movimento deslizante, semelhante à forma como uma porta automática se abre em supermercados. A porta se abriu em um frio vazio. A julgar pela posição da porta, o cômodo estava sob o primeiro conjunto de escadas. Eu usei a lanterna para olhar ao redor. Não havia realmente nada de interessante sobre este lugar.

Ou, pelo menos, não havia nada para indicar qualquer razão por que ele havia sido selado. Havia um cheiro estranho de sujeira e terra, e foi nesse momento que eu percebi, os meus pais devem ter sabido sobre este lugar, pois foram eles que decoraram a casa antes de eu nascer. Com a lanterna em uma das mãos, e a faca de cozinha na outra, eu entrei no cômodo. Com certeza, lá estava o conjunto de escadas. Ela levava para o que parecia ser um profundo, interminável abismo negro.

Eu me perguntei se eu deveria me virar e ir embora, mas a idéia de ter esta área estranha e misteriosa aberta para mim , enquanto eu estaria dormindo no andar de cima era meio assustadora , e eu só queria dar uma olhada antes de eu fazer qualquer outra coisa. Desci as escadas.

Meus passos eram incrivelmente altos contra as escadas de madeira, e conforme eu ia mais e mais fundo para o abismo, o ar tornou-se frio de gelar os ossos, e o cheiro de terra tornou-se mais forte. Eventualmente, cheguei ao fundo, e descobri que eu estava agora de pé não em madeira ou carpete, ou o que você esperaria em um porão, mas lama. A luz da lanterna revelou que eu estava agora em um corredor maciçamente longo. Cautelosamente, eu comecei a andar por ele.

Eventualmente, me deparei com uma sala à minha esquerda, que era separada do corredor por uma fina, decadente cortina. Entrei, e fiquei horrorizado com o que vi. Dentro da sala, eu encontrei o que pareciam ser cadáveres humanos em decomposição. Cada um deles estava completamente dilacerado, e deixado em uma pilha irregular. Havia um cheiro de terra relativamente suave até agora, mas quando entrei na sala, o cheiro fétido de carne tinha me atingido. Eu imediatamente me senti enjoado, e tive que sair da sala por um minuto para recobrar os meus sentidos. Entrei em pânico.

Eu estava prestes a voltar para cima para chamar a polícia, quando a curiosidade levou a melhor sobre mim. Dei um passo de volta para o quarto, e dei uma olhada melhor ao redor com a lanterna, enquanto usava a camisa para cobrir o nariz do fedor. Dentro da sala havia muitos itens estranhos que eu não esperava ver, dadas as circunstâncias. Havia um pequeno rádio quebrado em uma prateleira, vários pequenos ursos de pelúcia espalhados pelo chão, e um cavalo de balanço, que tinha sido completamente destruído.

Inquietantemente, também vi uma cama de solteiro. Teria algum tipo de assassino doente vivido debaixo de mim esse tempo todo? Avistei um pequeno livro desgastado que estava aberto na prateleira ao lado do rádio, agarrei-o e saí de lá. A polícia poderia verificar onde mais o corredor levava. Eu queria dar o fora de lá antes que o que quer que tenha pegado aquelas pessoas voltasse.

Assim que passei através da porta de correr, eu joguei o livro que eu encontrei sobre o balcão da cozinha e fechei a porta. Eu estava absolutamente aterrorizado que o que tinha matado todas aquelas pessoas de alguma forma voltasse e visse que eu tinha estado lá e viesse para cima de mim. No entanto não havia nenhuma maneira de eu bloquear a porta, e por isso decidi pegar o meu celular, chamar a polícia e sentar-me em frente à porta com a faca de cozinha.

A polícia me disse que eles chegariam tão logo um oficial estivesse livre. Sentei-me na mesa da cozinha opostamente à porta recém-descoberta, e apertei o meu punho sobre a faca. Eventualmente, depois de alguns minutos, eu percebi o quão sujas minhas mãos e roupas estavam de ir lá para baixo, e me levantei para apenas lavar rapidamente minhas mãos sob a torneira. No entanto, avistei o livro que eu tinha trazido para cima. Eu peguei e dei uma olhada mais de perto. Ele era feito de couro desgastado, e parecia bem utilizado. Ele também era incrivelmente grosso. Eu o abri, e imediatamente fiquei confuso.

Havia estranhas fotos infantis desenhadas de uma criatura estranha olhando e rabiscando que eu não entendia. Parecia ser um diário, porque havia datas em cada página, e ele parecia ser um diário especificamente de 1978. Durante todo o diário, as imagens desta estranha criatura, juntamente com dois outros rabiscos que pareciam vagamente humanos era um tema recorrente, e, ocasionalmente, eu vi a palavra "dUG" rabiscada nas páginas. Eu estava no meio de tentar decifrar uma dessas páginas, quando houve uma batida severa na minha porta da frente. Levantei-me, ainda segurando a faca de cozinha e atendi. Era a polícia finalmente.

Eles vasculharam a casa, e me levaram para a delegacia. Uma das minhas preocupações era de que eles pensariam que eu tinha cometido algum tipo de série de assassinatos doentios, mas a polícia estava realmente muito de mente aberta, e uma vez que eu mostrei a eles o diário, me pediram para mantê-lo para investigação. É claro que eu deixei.

Fui enviado para uma casa transitória policial até que a minha casa tivesse sido investigada, e quando me chamaram para a delegacia cerca de três dias depois, eles tinham alguma notícia para mim. Um policial um tanto rechonchudo, mas ainda assim austero (Oficial... Beeves?... Reeves? Eu acho?) Me informou que o corredor debaixo da minha casa levava a um pequeno galpão de eletricidade um tanto longe da minha casa, que havia sido arrombado – por dentro, há alguns anos atrás, e não tinha sido reparado.

Ele me disse que alguém realmente estava vivendo naquele porão em minha casa, e depois de fazer algumas análises de DNA dos cabelos que encontraram sobre a cama no cômodo, eles descobriram que ele possuía similaridade com o meu. Eles também descobriram que quem quer que estivesse vivendo debaixo de mim todo esse tempo tinha parcialmente devorado os corpos no cômodo.

Ele também me disse que tinha verificado os registros médicos anteriores meus, de meus irmãos e de meus pais, e tinha descoberto que minha mãe tinha, de fato, dado à luz nove filhos, o mais velho deles nascido em 1972, e que tinha sido diagnosticado com uma doença desconhecida que causava várias mutações horríveis.

Fui presenteado com uma certidão de nascimento da criança mencionada, e quando eu vi o nome dele, de repente eu percebi, e meus joelhos ficaram fracos.

Nascido 29 de maio de 1972 – DOUGLAS LUCIANI.

Eu sou o mais novo de nove filhos.





Fonte: MEDO B

avatar
Dylan Dog

Data de inscrição : 08/05/2010
Idade : 24
Localização : São Paulo

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: CONTOS DE TERROR

Mensagem por Dylan Dog em Sab Maio 24, 2014 7:45 pm

O Relógio





Se quiser perder todo o rastro da realidade e destruir sua sanidade por completo, simplesmente deve escutar o relógio.
Contudo, permita-me dizer, isto não será fácil. Não é algo com o que você deva brincar. É somente uma forma simples de perder cada rastro de sua mente, lá dentro dos confins... Do seu lugar. Para conseguir, tem que seguir algumas regras...

A primeira deve ser, você estar em um quarto sem janela nenhuma. Pode ser um quarto qualquer, só não deve ter janelas.

A segunda é que, pode começar a qualquer hora do dia, inclusive se decidir começar à noite. Este processo durará 24 horas para ser completo.

Terceira, cancele qualquer compromisso que tenha no dia e desligue o telefone. Você não pode ter nenhuma distração.

Quatro, esteja seguro que seja um dia tranquilo, sem ventos ou trovões.

Por último, para terminar isso, deve colocar no quarto escolhido, um relógio. Esse relógio deve ter um distinto “tic-tac” em cada segundo que vá passando e, como única iluminação do lugar, uma vela.
Uma vez que tenha tudo o que é requisitado, quero que faça uma pergunta a si mesmo , e responda com toda a sinceridade: “Quero realmente fazer isso?” Se a resposta for afirmativa, então espero que Deus, Lucifer o qualquer que seja sua crença, tenham piedade de sua alma, porque eu, só estou aqui para lhe preparar.

Muito bem, agora vamos às informações e esclarecimentos. Em meados dos anos 1800, membros radicais das fés cristãs, muçulmanas e islâmicas, usaram isso como uma forma de “conectar-se” com o Deus de cada cultura. Entretanto, isso foi algo desconhecido, devido à sua natureza extrema e por ser um método tão incomum para se conectar ao sobrenatural.

Durante este processo, aquelas pessoas faziam uma oração constante, mas paravam devido aos eventos que se passariam depois. O relógio representava a vida na terra, quão curta pode ser, e a vela representa Deus como a entidade guia que o ser humano pode ter ao longo da vida. Infelizmente, é muito comum que as pessoas que se aventuram neste processo acabem perdendo a sanidade e, ao longo do dia, devido a isso, chegam a perder a vida.

As primeiras 3 horas são as mais leves, principalmente porque nada chega a acontecer realmente. Utilizem este período para se preparar psicologicamente. Essas serão as únicas horas em que podem escolher entre continuar ou abandonar o processo.

Na quarta hora, não poderão escapar sob possibilidade nenhuma. A porta se trancará por si mesma e não há forma de movê-la.

5ª hora: Começará a suar abundantemente e a sentir ansiedade. Poderá ver vultos atrás de você, mas em todas as ocasiões, apenas o nada te acompanhará.

6ª hora: Escutará ruídos. Não serão ruídos da casa ou do lado de fora, mas bastidas e ruídos secos, em intervalos de dez minutos, sendo um mais forte que o anterior.

7ª hora: Desmaiará. Sonhará. Mas, acredite em mim, esta será a única hora agradável durante o processo, já que reviverá os melhores momentos de sua vida. Cada vitória, lembrança boa e cada grande amigo que você teve, aparecerá para você. Este será o melhor sonho que terá em vida, e, se tiver sorte, talvez poderá ver algumas coisas que acontecerão no futuro.

8ª hora: Você acordará no início desta hora. Ao fazê-lo, terá uma sensação de comodidade enorme, talvez similar aos efeitos de fumar maconha. Para alguns, isso também pode ser considerada outra hora agradável do processo, mas, a partir da hora seguinte, se desencadeará o sofrimento.

9ª hora: Para que entenda da maneira mais fácil, nesse momento é como se você trocasse de uma droga para outra. A calma será substituída por uma carga de adrenalina e energia, similar aos efeitos de qualquer droga estimulante (por exemplo, cocaína). Advertência: antes de tudo, você deve manter o controle. É imprescindível que seu controle seja mantido nesse estado, pois não há forma de saber nem dizer o que você fará.

10ª: Com sorte, apenas terá feridas mínimas no corpo, da hora anterior. Agora começará a voltar à normalidade e as emoções se fusionarão. Nesta hora, começará a escutar gritos que parecem vir do outro lado da porta. Tais gritos variam, sendo tanto de uma menininha, como de um homem adulto, entre outros. Eles ocorrem a cada 6 minutos desta hora, que parece uma eternidade.

11ª: Adeus luz de vela. A vela se apagará. Estará na escuridão durante o resto do processo. Geralmente é nesta hora que você pensa que tomou uma decisão terrível.

12ª: Curiosamente, a vela se acenderá sozinha. Não se preocupe, esta será outra hora de silêncio. Aproveite para se preparar psicologicamente para o que virá.

13ª: É provável que o ocorrido na hora 7 volte a acontecer, mas ao contrário. Não espere momentos agradáveis. Neste sonho, reviverá cada momento doloroso, sofrimento e coisas ruins. Inclusive, poderá ver o sofrimento futuro, e, com segurança afirmo, que será o pior sonho que você teve e terá em toda sua vida.

14ª: Acordará para outra hora de silêncio, que só será rompido pelo soluço de seu choro pelo que viu no sonho. Não importa o quão forte você crê que seja, terá a alma cortada em pedações pelo sonho.

15ª hora: Esta parte poderá lhe matar. Aqui, começará a falar com alguém, que apesar de ser invisível, estará ali com você, lhe fazendo companhia. Não tem nome, mas é um tipo de guardião, a quem você poderá chamar de “Protetor”, “Guardião” ou a forma que quiser. Falando assim pode parecer uma coisa boa, porém a primeira coisa que este ser lhe dirá será “Pergunte-me qualquer coisa e te responderei.” Você pode perguntar qualquer coisa de sua vida. O ser lhe responderá com detalhes extremamente precisos, e lhe dará as razões de todos os seus questionamentos, sem se importar que isso implique tragédia, dano, morte (sua ou de outras pessoas), erro ou o que seja. Ao final, se despedirá e irá embora. Aqui você poderá saber, por exemplo, que foi o motivo da morte de uma pessoa que ama. Que destruiu a vida de alguém que talvez você nem conheça. Toda a ideia que você tinha de si mesmo, será derrubada.

16ª hora: Conversará com seus pais, mas eles não estarão presentes fisicamente. Agora é o seu turno de responder perguntas. Lhe perguntarão coisas que fez durante a vida e, se não responder alguma de suas perguntas, será pressionado com dor, até que não aguente mais e responda. No final, se despedirão e irão embora. Por mais difícil que seja, precisa se concentrar e não acreditar que uma hora inteira de tortura física e psicológica estão sendo infligidas por seus pais. É tudo parte do processo.

17ª hora: Falará com o homem mais importante de sua vida. Pode ser seu melhor amigo, seu pai, o leiteiro, enfim. Lhe perguntará como e por que se conheceram, e como se deu o vínculo de vocês. Tenha em conta que ele não buscará uma conversação agradável. Se você esquecer de um detalhe, uma mínima vírgula de toda sua relação com esta pessoa, será pressionado novamente por meio de dor, até ir embora. A partir daqui a tortura física fica mais intensa e você pode até sentir o desmembramento de si mesmo. Você sentirá toda a dor de um membro sendo cortado, arrancado ou golpeado. Verá seu sangue. Quanto mais desesperado, mais dor lhe é infligida. Precisa ser muito forte para continuar respondendo as perguntas, ou viverá 60 minutos de uma intensa e insana tortura.

18ª hora: O mesmo que a anterior, mas com a mulher mais importante de sua vida.

19ª hora: Falará com uma pessoa inesperada: você mesmo. Mas no futuro. Acredite, embora você já tenha sentido dor o suficiente, está será a pior conversa que jamais haverá tido. Te dirá coisas que quer e que não quer escutar sobre ti mesmo, e perguntará coisas que não poderá responder. Logo começará a entrar em colapso com você mesmo, gritando com fúria e, provavelmente, o auto-conhecimento seja o único que lhe salve neste momento. Você nunca sabe o que acabará por se tornar no futuro. E se o seu sonho brilhante de se formar e comprar um apartamento, seja interrompido por algum acidente? Cadeira de Rodas? Drogas? Coma? Presídio? Sim, você saberá de tudo. E, provavelmente, não gostará disso.

20ª hora: Após os dolorosos eventos das últimas horas, você começará a se mutilar. Alguns, devo advertir, cometem suicídio neste momento. Não é algo proposital, mas durante 60 minutos você não conseguirá parar de se machucar. Fogo, lâminas, alicates, lixas... Tudo o que você pode imaginar, surgirá na sua frente. É como se você estivesse preso dentro de seu corpo, mas outra pessoa esteja controlando. Você sente a dor, o desespero e tenta lutar. Mas nada adianta.

21ª hora: Se sobreviveu à hora anterior, a música lhe espera. Sim, leu bem, a música. Será música orquestral, algo similar a um coro que canta Cânticos Gregorianos, similar à música de igreja, porém muito mais bonito. No final desta hora, não me pergunte como nem por que, suas feridas saram.

22ª hora: A música acabará. Outra hora de silêncio. Nesta ocasião, você terá tempo para pensar. A luz da vela mudará constantemente a todas as cores do espectro visual.

23ª hora: Você cantará algo similar ao coro anterior, mas não entenderá o que canta. Sua voz será o único que escutará.

Enfim, a 24ª hora. A mais interessante. Uns dizem conversar com Deus, outros com o Demônio, não se sabe o que acontecerá com você. Seu corpo será pressionado ao chão por uma força desconhecida e alguém (ou algo) lhe fará perguntas de dez em dez minutos.

“Você é feliz?” ou “Você gostaria de mudar?” são exemplos de perguntas. Deve responder de forma rápida e concisa. O interrogante soará como um homem, mas sua voz é de um animal. Aterradora, mas de alguma forma agradável. Logo que a hora termina, poderá se colocar em pé e a porta se destrancará. Se tiver sorte, sairá vivo. Se tiver muita sorte, sairá são.

Agora, é você que decide o que fazer com essa informação. Se quiser fazer isso, não será impedido, mas fica um conselho e advertência: há coisas muito além dos terrenos da compreensão humana e, muitas vezes, não há forma de explicar o sobrenatural. Mas, seja o que for, você jamais será o mesmo. É como se prender em uma câmara para sofrer todo tipo de tortura física e psicológica. Você decide.

Se quiser perder todo e qualquer rastro de realidade e destruir sua sanidade mental, apenas escute o relógio.


Tic-tac...




FONTE: MEDO B
avatar
Dylan Dog

Data de inscrição : 08/05/2010
Idade : 24
Localização : São Paulo

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: CONTOS DE TERROR

Mensagem por Dylan Dog em Sab Maio 24, 2014 7:52 pm

CASA SEM FIM







Deixe-me começar dizendo que Peter Terry era viciado em heroína. Nós éramos amigos na faculdade e continuamos sendo após eu ter me formado. Note que eu disse "eu". Ele largou depois de 2 anos mal feitos. Depois que eu me mudei do dormitório para um pequeno apartamento, não via Peter com muita frequência. Nós costumávamos conversar online as vezes (AIM era o rei na época pré-facebook). Houve um tempo que ele não ficou online por cinco semanas seguidas. Eu não estava preocupado. Ele era um notável viciado em cocaína e drogas em geral, então eu assumi que ele apenas parou de se importar. Mas então, uma noite, eu o vi entrando. Antes que eu pudesse começar uma conversa, ele me mandou uma mensagem.

"David, cara, nós precisamos conversar."

Foi quando ele me disse sobre a Casa sem Fim. Ela tinha esse nome pois ninguém nunca alcançou a saída final. As regras eram bem simples e clichês: chegue na saída final e você ganha 500 dólares, nove cômodos no total. A casa estava localizada fora da cidade, aproximadamente 7km da minha casa. Aparentemente ele tentou e falhou. Ele era viciado em heroína e sabe lá em mais o que, então eu imaginei que as drogas tinham feito ele se cagar todo por causa de um fantasma de papel ou algo assim. Ele me disse que seria demais pra qualquer um. Que não era normal. Eu não acreditei nele. Por que eu deveria? Eu disse a ele que iria checar isso na outra noite, e não importava o quanto ele tentasse me fazer não ir, 500 dólares soava bom demais pra ser verdade, eu precisava tentar. Fui na noite seguinte. Isso foi o que aconteceu.


Quando eu cheguei, imediatamente notei algo estranho sobre a casa. Você já viu ou leu algo que não deveria te assustar, mas por alguma razão te gelava a espinha? Eu andei através da construção e o o sentimento de mal estar apenas aumentou quando eu abri a porta da frente.

Meu coração desacelerou e soltei um suspiro aliviado assim que entrei. O cômodo parecia como uma entrada de um hotel normal decorada para o Halloween. Um sinal foi colocado no lugar onde deveria ter um funcionário. Se lia "Quarto 1 por aqui. Mais oito a seguir. Alcance o final e você vence!" Eu ri e fui para a primeira porta.

A primeira área era quase cômica. A decoração lembrava o corredor de Halloween de um K-Mart, cheia de fantasmas de lençol e zumbis robóticos que soltavam um grunhido estático quando você passava. No outro lado tinha uma saída, a única porta além da qual eu entrei. Passei através das falsas teias de aranha e fui para o segundo quarto.

Fui recebido por uma névoa assim que abri a porta do segundo quarto. O quarto definitivamente apostou alto nos termos de tecnologia. Não havia apenas uma máquina de fumaça, mas morcegos pendurados pelo teto e girando em círculos. Assustador. Eles pareciam ter em algum lugar da sala, uma trilha sonora em loop de Halloween que qualquer um encontra em uma loja de R$1,99. Eu não vi um rádio, mas imaginei que eles tenham usado um sistema de PA. Eu pisei em cima de alguns ratos de brinquedo com rodinhas e andei com o peito inchado para a próxima área. Eu alcancei a maçaneta e meu coração parou. Eu não queria abrir essa porta. O sentimento de medo bateu tão forte que eu mal conseguia pensar. A lógica voltou depois de alguns momentos aterrorizantes, e eu abri a porta e entrei no próximo cômodo.

No quarto 3 foi quando as coisas começaram a mudar.

A primeira vista, parecia como um quarto normal. Havia uma cadeira no meio do quarto com piso de madeira. Uma lâmpada no canto fazia o péssimo trabalho de iluminar a área, e lançava algumas sombras sobre o chão e as paredes. Esse era o problema. Sombras. Plural. Com a exceção da cadeira, havia outras. Eu mal tinha entrado e já estava apavorado. Foi naquele momento que eu soube que algo não estava certo. Eu nem sequer pensava quando automaticamente tentei abrir a porta de qual eu vim. Estava trancada pelo outro lado.

Isso me deixou atormentado. Alguém estava trancando as portas conforme eu progredia? Não havia como. Eu teria ouvido. Seria uma trava mecânica que fechava automaticamente? Talvez. Mas eu estava muito assustado pra pensar. Eu me voltei para o quarto e as sombras tinham sumido. A sombra da cadeira permaneceu, mas as outras se foram. Comecei a andar lentamente. Eu costumava alucinar quando era criança, então eu conclui que as sombras eram um produto da minha imaginação. Comecei a me sentir melhor assim que fui para o meio da sala. Olhei para baixo enquanto andava, e foi aí que eu vi. A minha sombra não estava lá. Eu não tive tempo para gritar. Corri o mais rápido que pude para a outra porta e me atirei sem pensar no próximo quarto.

O quarto cômodo foi possivelmente o mais perturbador. Assim que eu fechei a porta, toda a luz pareceu ser sugada para fora e colocada no quarto anterior. Eu fiquei ali, rodeado pela escuridão, e não conseguia me mexer. Não tenho medo do escuro, e nunca tive, mas eu estava absolutamente aterrorizado. Toda a minha visão tinha me deixado. Eu ergui minha mão na frente do meu rosto e se eu não soubesse que tinha feito isso, nunca seria capaz de contar. Não conseguia ouvir nada. Estava um silêncio mortal. Quando você está em uma sala à prova de som, ainda é capaz de se ouvir respirar. Você consegue ouvir a si mesmo estar vivo. Eu não podia. Comecei a tropeçar depois de alguns momentos, a única coisa que eu podia sentir era meu coração batendo rapidamente. Não havia nenhuma porta à vista. Eu não tinha nem sequer certeza se havia uma porta mesmo. O silêncio foi quebrado por um zumbido baixo.

Senti algo atrás de mim. Vire-me bruscamente mas mal conseguia ver meu nariz. Mas eu sabia que era lá. Independentemente do quão escuro estava, eu sabia que tinha algo lá. O zumbido ficou mais alto, mais perto. Parecia me cercar, mas eu sabia que o que quer que estivesse causando o barulho, estava na minha frente, se aproximando. Dei um passo para trás, eu nunca tinha sentido esse tipo de medo. Eu realmente não consigo descrever o verdadeiro medo. Não estava nem com medo de morrer, mas sim do modo que isso ia acontecer. Tinha medo do que a coisa reservara para mim. Então as luzes piscaram por menos de um segundo e eu vi. Nada. Eu não vi nada e eu sei que eu não vi nada lá. O quarto estava novamente mergulhado na escuridão, e o zumbido era agora um guincho selvagem. Eu gritei em protesto, não conseguiria ouvir o barulho por mais um maldito minuto. Eu corri para trás, longe do barulho, e comecei a procurar pela maçaneta. Me virei e cai dentro do quarto 5.

Antes que eu descreva o quarto 5, você deve entender algo. Eu não sou um viciado. Nunca tive história de abuso de drogas ou qualquer tipo de psicoses além das alucinações na minha infância que eu já mencionei, e elas eram apenas quando eu estava realmente cansado ou tinha acabado de acordar. Eu entrei na Casa sem Fim limpo.

Depois de cair do quarto anterior, minha visão do quinto quarto foi de costas, olhando pro teto. O que eu vi não me assustou, apenas me surpreendeu. Árvores tinha crescido no quarto e se erguiam acima da minha cabeça. O teto desse quarto era mais alto que os outros, o que me fez pensar que eu estava no centro da casa. Me levantei do chão, me limpei e olhei ao redor. Era definitivamente o maior quarto de todos. Eu sequer conseguia ver a porta de onde eu estava, os vários arbustos e árvores devem ter bloqueado a minha linha de visão da saída. Nesse momento eu notei que os quartos estavam ficando mais assustadores, mas esse era um paraíso em comparação ao último. Também assumi que o que estava no quarto quatro ficou lá. Eu estava incrivelmente errado.


Conforme eu andava, comecei a ouvir o que se poderia ouvir em uma floresta, o barulho dos insetos se movendo e dos pássaros voando pareciam ser as minhas únicas companhias nesse quarto. Isso foi o que mais me incomodou. Eu podia ouvir os insetos e os outros animais, mas não conseguia vê-los. Comecei a me perguntar quão grande essa casa era. De fora, quando eu caminhei até ela, parecia como uma casa normal. Era definitivamente na maior parte da casa, já que tinha quase uma floresta inteira. A abóbada cobria minha visão do teto, mas eu assumi que ele ainda estava lá, por mais alto que fosse. Eu também não via nenhuma parede. A única maneira que eu sabia que ainda estava dentro da casa era por causa do chão compatível com o dos outros quartos, pisos escuros de madeira. Continuei andando na esperança que a próxima árvore que eu passasse revelaria a porta. Depois de alguns momento de caminhada, senti um mosquito no meu braço. O espantei e continuei. Um segundo depois, senti cerca de dez mais deles em diferentes lugares da minha pele. Senti eles rastejarem para cima e para baixo nos meus braços e pernas, e algum deles foram para o meu rosto. Eu me agitava freneticamente para espantá-los mas eles continuavam rastejando. Eu olhei para baixo e soltei um grito abafado, mais um ganido, para ser honesto. Eu não vi um único inseto. Nenhum inseto estava em mim, mas eu conseguia senti-los. Eu ouvia eles voando pelo meu rosto e picando a minha pele, mas não conseguia ver um único inseto. Me joguei no chão e comecei a rolar descontroladamente. Eu estava desesperado. Eu odiava insetos, especialmente os que eu não conseguia ver ou tocar. Mas eles conseguiam me tocar, e estavam por toda parte.

Eu comecei a rastejar. Não tinha ideia para onde estava indo, a entrada não estava a vista, e eu ainda não tinha visto a saída. Então eu apenas rastejei, minha pele se contorcendo com a presença desses insetos fantasmas. Depois do que pareceu horas, eu achei a porta. Agarrei a árvore mais próxima e me apoiei nela, eu dava tapas nos meus braços e pernas, sem sucesso. Tentei correr mas não conseguia, meu corpo estava exausto de rastejar e lidar com o que quer que estivesse no meu corpo. Eu dei alguns passos vacilantes até a porta, me segurando em cada árvore para me apoiar. Estava a poucos passos da porta quando eu ouvi. O zumbido baixo de antes. Estava vindo do próximo quarto, e era mais profundo. Eu podia quase senti-lo dentro do meu corpo, como quando você está do lado de um amplificador em um show. O sensação dos insetos em mim diminuiu quando o zumbido ficou mais alto. Assim que eu coloquei a mão na maçaneta, os insetos se foram completamente, mas eu não conseguia girar a maçaneta. Eu sabia que se eu soltasse, os insetos voltariam, e eu não voltaria para o cômodo quatro. Eu apenas fiquei ali, minha cabeça pressionada contra a porta marcada 6, minha mão trêmula segurando a maçaneta. O zumbido era tão alto que eu não conseguia nem me ouvir fingir pensar. Eu não podia fazer nada além de prosseguir. O quarto 6 era o próximo, e ele era o inferno.

Fechei a porta atrás de mim, meus olhos fechados e meus ouvidos zunindo. O zumbido me rodeava. Assim que a porta fechou, o zumbido se foi. Abri meus olhos e a porta que eu fechei sumira. Era apenas uma parede agora. Olhei em volta em choque. O quarto era idêntico ao terceiro, a mesma cadeira e lâmpada, mas com a quantidade de sombras corretas dessa vez. A única real diferença é que a porta de saída, e a que eu vim, tinham sumido. Como eu disse antes, eu não tinha problemas anteriores nos termos de instabilidade mental, mas no momento eu sentia como se estivesse louco. Eu não gritei. Não fiz um som. No começo eu arranhei suavemente. A parede era resistente, mas eu sabia que a porta estava lá, em algum lugar. Eu apenas sabia que estava. Arranhei onde a maçaneta estava. Arranhei a parede freneticamente com ambas as mãos, minhas unhas começaram a ser lixadas pela parede. Cai silenciosamente de joelho, o único som no quarto era o incessante arranhar contra a parede. Eu sabia que estava lá. A porta estava lá, eu sabia que estava apenas lá, sabia que se eu pudesse passar pela parede-

"Você está bem?"

Pulei do chão e me virei rapidamente. Me encostei contra a parede atrás de mim e vi o que falou comigo, e até hoje eu me arrependo de ter me virado.

A garotinha usava um vestido branco que descia até seus tornozelos. Ela tinha longos cabelos loiros que desciam até o meio das suas costas, pele branca e olhos azuis. Ela era a coisa mais assustadora que eu já tinha visto, e eu sei que nada na vida será tão angustiante como o que eu vi nela. Enquanto eu a olhava, eu via a jovem menina, mas também via algo mais. Onde ela estava eu vi o que parecia com um corpo de um homem maior do que o normal e coberto de pelos. Ele estava nu da cabeça ao dedão do pé, mas sua cabeça não era humana, e seus pés eram cascos. Não era o diabo, mas naquele momento poderia muito bem ter sido. Sua cabeça era a cabeça de um carneiro e o focinho de um lobo. Era horrível, e era como a menininha a minha frente. Eles tinham a mesma forma. Eu não consigo realmente descrever, mas eu via os dois ao mesmo tempo. Eles compartilhavam o mesmo lugar do quarto, mas era como olhar para duas dimensões separadas. Quando eu olhava a menina, eu via a coisa, e quando eu olhava a coisa, eu via a menina. Eu não conseguia falar. Eu mal conseguia ver. Minha mente estava se revoltando contra o que eu tentava processar. Eu já tive medo antes na minha vida, e eu nunca tinha estado mais assutado do que quando fiquei preso no quarto 4, mas isso foi antes do sexto. Eu apenas fiquei ali, olhando para o que quer que fosse que falou comigo. Não havia saída. Eu estava preso lá com aquilo. E então ela falou de novo.

"David, você deveria ter ouvido"

Quando aquilo falou, eu ouvi palavras da menina, mas a outra coisa falou atrás da minha mente numa voz que eu não tentarei descrever. Não havia nenhum outro som. A voz apenas continuava repetindo a frase de novo e de novo na minha mente, e eu concordei. Eu não sabia o que fazer. Estava ficando louco e ainda assim eu não conseguia tirar os olhos do que estava na minha frente. Cai no chão. Pensei que tinha desmaiado, mas o quarto não deixaria isso acontecer. Eu apenas queria que isso terminasse. Eu estava de lado, meus olhos bem apertos e a coisa olhando pra mim. No chão na minha frente estava correndo um dos ratos de brinquedo do segundo quarto. A casa estava brincando comigo. Mas por alguma razão, ver esse rato fez a minha mente voltar de onde quer que ela estivesse, e olhar ao redor do quarto. Eu sairia de lá. Estava determinado a sair daquela casa e nunca mais pensar sobre ela novamente. Eu sabia que esse quarto era o inferno e não estava pronto para ficar lá. No começo apenas meus olhos se moviam. Eu procurava nas paredes por qualquer tipo de abertura. O quarto não era muito grande, então não demorou muito para que eu checasse tudo. O demônio continuava zombando de mim, a voz cada vez mais alta como a coisa parada lá. Coloquei minha mão no chão e fiquei de quatro, e voltei a explorar a parede atrás de mim. Então eu vi algo que eu não podia acreditar. A coisa estava agora diretamente nas minhas costas, sussurrando como eu não deveria ter vindo. Eu senti sua respiração na minha nuca, mas me recusei a me virar. Um grande retângulo foi riscado na madeira, com um pequeno entalhe no meio dele. E bem em frente aos meus olhos eu vi um 7 que eu tinha inconscientemente feito na parede. Eu sabia o que era. Quarto 7 estava bem onde o quarto 5 estava a momentos atrás.

Eu não sabia como eu tinha feito aquilo, talvez tenha sido apenas o meu estado no momento, mas eu tinha criado a porta. Eu sabia que tinha. Na minha loucura eu tinha riscado na parede o que eu mais precisava, uma saída para o próximo quarto. O quarto 7 estava perto. Eu sabia que o demônio estava bem atrás de mim, mas por alguma razão, ele não conseguia me tocar. Fechei meus olhos e coloquei ambas as mãos no grande 7 na minha frente. E empurrei. Empurrei o mais forte que pude. O demônio agora gritava nos meus ouvidos. Ele e dizia que eu nunca iria embora. Me dizia que esse era o fim, mas que eu não iria morrer, eu iria ficar lá no quarto 6 com ele. Eu não iria. Empurrei e gritei com todo o meu fôlego. Eu sabia que alguma hora eu iria atravessar a parede. Cerrei meus olhos e gritei, e então o demônio se foi. Eu fui deixado no silêncio. Me virei lentamente e fui saudado com o quarto estando como estava quando eu entrei, apenas uma cadeira e uma lâmpada. Eu não podia acreditar nisso, mas não tive tempo de me habituar. Me virei para o 7 e pulei levemente para trás. O que eu vi foi uma porta. Não a que eu tinha riscado lá, mas uma porta normal com um grande 7 nela. Todo o meu corpo tremia. Me levou um tempo para girar a maçaneta. Eu apenas fiquei lá, parado por um tempo, encarando a porta. Eu não podia ficar no quarto 6, não podia. Mas se isso foi apenas o quarto 6, não conseguia imaginar o que me aguardava no 7. Devo ter ficado lá por uma hora, apenas olhando para o 7. Finalmente, respirei fundo e girei a maçaneta, abrindo a porta para o quarto 7.

Cambaleei através da porta mentalmente exausto e fisicamente fraco. A porta atrás de mim se fechou, e eu me toquei de onde estava. Eu estava fora. Não fora como no quarto 5, eu estava realmente lá fora. Meus olhos ardiam. Eu queria chorar. Cai de joelhos e tentei, mas não consegui. Eu estava finalmente fora daquele inferno. Nem sequer me importava com o prêmio que foi prometido. Me virei e vi que porta que eu tinha acabado de atravessar era a entrada. Andei até o meu carro e dirigi para casa, pensando em o quão bom seria tomar um banho.

Assim que cheguei em casa, me senti desconfortável. A alegria de deixar a Casa Sem Fim tinha sumido, e um temor crescia lentamente em meu estômago. Parei de pensar nisso e fiz meu caminho para a porta da frente. Entrei e imediatamente subi para o meu quarto. Eu entrei lá e na minha cama estava meu gato Baskerville. Ele foi a primeira coisa viva que eu vi aquela noite, e fui fazer carinho nele. Ele sibilou e bateu na minha mão. Recuei em choque, ele nunca tinha agido assim. Eu pensei "tanto faz, ele é um gato velho". Fui para o banho e me aprontei para o que eu esperava ser uma noite de insônia.

Depois do meu banho, fui cozinhar algo. Desci as escadas e me virei para a sala de estar, e vi o que ficaria para sempre gravado em minha mente. Meus pais estavam deitados no chão, nus e cobertos de sangue. Foram mutilado ao ponto de estarem quase identificáveis. Seus membros foram removidos e colocados do lado dos seus corpos, e suas cabeças em seus peitos, olhando para mim. A pior parte eram suas expressões. Eles sorriam, como se estivessem felizes em me ver. Vomitei e comecei a chorar lá mesmo. Eu não sabia o que tinha acontecido, eles nem sequer moravam comigo. Eu estava confuso. E então eu vi. Uma porta que nunca esteve lá antes. Uma porta com um grande 8 riscado com sangue nela.

Eu continuava na casa. Estava na minha sala de estar, mas ainda assim, no quarto 7. O rosto dos meus pais sorriram mais assim que eu percebi isso. Eles não eram meus pais, não podiam ser. Mas pareciam exatamente como eles. A porta marcada com um 8 estava do outro lado, depois dos corpos mutilados na minha frente. Eu sabia que tinha que continuar, mas naquele momento eu desisti. Os rostos sorridentes acabaram comigo, me seguravam lá onde eu estava. Vomitei novamente e quase entrei em colapso. E então, o zumbido voltou. Estava mais alto do que nunca, enchia a casa e tremia as paredes. O zumbido me obrigou a andar. Comecei a andar lentamente, indo em direção a porta e aos corpos. Eu mal conseguia ficar em pé, ainda mais andar, e quanto mais perto eu ia dos meus pais, mais perto do suicídio eu estava. As paredes agora tremiam tanto que parecia que desmoronariam, mas ainda assim os rostos sorriam para mim. Cada vez que eu me movia, os olhos me seguiam. Agora eu estava entre os dois corpos, a alguns metros da porta. As mãos desmembradas rastejaram em minha direção, o tempo todo os rostos continuavam a me olhar fixamente. Um novo terror tomou conta de mim e eu andei mais rápido. Eu não queria ouvir eles falarem. Não queria que as vozes fossem iguais a dos meus pais. Eles começaram a abrir suas bocas, e agora as mãos estavam a centímetros dos meus pés. Em um movimento desesperado, corri até a porta, a abri, e bati com ela atrás de mim. Quarto 8.

Eu estava farto. Depois do que acabara de acontecer, eu sabia que não tinha mais nada que essa porra de casa pudesse ter que eu não pudesse sobreviver. Não havia nada além do fogo do inferno que eu não estava preparado. Infelizmente eu subestimei as capacidades da Casa Sem Fim. Infelizmente, as coisas ficaram mais perturbadoras, mais terríveis e mais indescritíveis no quarto 8.

Eu continuo tendo dificuldade me acreditar no que eu vi na sala 8. De novo, o quarto era uma cópia do quarto 6 e 4, mas sentado na cadeira normalmente vazia, estava um homem. Depois de alguns segundos de descrença, minha mente finalmente aceitou o fato de que o homem sentado lá era eu. Não alguém que parecia comigo, ele era David Williams. Me aproximei. Eu tinha que dar uma olhada melhor, mesmo tendo certeza disso. Ele olhou para mim e notei lágrimas em seus olhos.

"Por favor.... por favor, não faça isso. Por favor, não me machuque."

"O que?" Eu disse. "Quem é você? Eu não vou te machucar."

"Sim, você vai" Ele soluçava agora. "Você vai me machucar e eu não quero que você faça isso." Ele colocou suas pernas para cima na cadeira e começou a se balançar para frente e para trás. Foi realmente bem patético de olhar, principalmente por ele ser eu, idêntico em todos os sentidos.

"Escute, quem é você?" Eu estava agora apenas a alguns metros do meu doppelganger. Foi a mais estranha experiência que eu tive, estar lá falando comigo mesmo. Eu não estava assustado, mas ficaria logo. "Por que você-?"

"Você vai me machucar, você vai me machucar, se você quer sair você vai me machucar"

"Por que você está falando isso? Apenas se acalme, certo? Vamos tentar entender isso e-" E então eu vi. O David sentado lá estava usando as mesmas roupas que eu, exceto por uma pequena mancha vermelha bordada em sua camisa com um número 9"

"Você vai me machucar, você vai me machucar, não, por favor, você vai me machucar..."

Meus olhos não deixaram o pequeno número no seu peito. Eu sabia exatamente o que era. As primeiras portas foram simples, mas depois elas ficaram mais ambíguas. 7 foi arranhada na parede pelas minhas próprias mãos. 8 foi marcada com o sangue dos meus pais. Mas 9 - esse número era uma pessoa, uma pessoa viva. E o pior, era uma pessoa que parecia exatamente comigo.

"David?" Eu tive que perguntar.

"Sim... você vai me machucar, você vai me machucar..." Ele continuo a soluçar e a se balançar. Ele respondeu ao David. Ele era eu, até a voz. Mas aquele 9. Eu andei por alguns minutos enquanto ele chorava em sua cadeira. O quarto não tinha nenhuma porta, e assim como o 6, a porta da qual eu vim tinha sumido. Por alguma razão, eu sabia que arranhar não me levaria a nenhum lugar dessa vez. Estudei as paredes e o chão em volta da cadeira, abaixando a minha cabeça e vendo se tinha algo embaixo dela. Infelizmente, tinha. Embaixo da cadeira tinha uma faca. Junto com ela tinha uma nota onde se lia: Para David - Da Gerência.

A sensação em meu estômago quando eu li a nota foi algo sinistro. Eu queria vomitar, e a última coisa que eu queria fazer era remover a faca debaixo da cadeira. O outro David continuava a soluçar incontrolavelmente. Minha mente girava em volta de questões sem respostas. Quem colocou isso aqui e como sabiam meu nome? Sem mencionar o fato de que eu estava ajoelhado no chão frio e também estava sentado naquela cadeira, soluçando e pedindo para não ser machucado por mim mesmo. Isso tudo era muito para processar. A casa e a gerência estavam brincando comigo esse tempo todo. Meus pensamentos, por alguma razão, foram para Peter, e se ele chegou tão longe ou não. E se ele chegou, se ele conheceu um Peter Terry soluçando nesta cadeira, se balançando para frente e para trás. Eu expulsei esses pensamentos da minha cabeça, eles não importavam. Eu peguei a faca debaixo da cadeira e imediatamente o outro David se calou.

"David," ele disse na minha voz, "o que você pensa que vai fazer?"

Me levantei do chão e apertei a faca na minha mão.

"Eu vou sair daqui."

David continuava sentado na cadeira, mas estava bem calmo agora. Ele olhou pra mim com um sorriso fraco. Eu não sabia se ele iria rir ou me estrangular. Lentamente ele se levantou da cadeira e ficou de frente para mim. Era estranho. Sua altura e até a maneira que ele estava eram iguais a mim. Eu senti o cabo de borracha da faca na minha mão e apertei ela mais forte. Eu não sabia o que planejava fazer com isso, mas sentia que eu ia precisar dela.

"Agora" sua voz era um pouco mais profunda que a minha. "Eu vou te machucar. Eu vou te machucar e eu vou te manter aqui" Eu não respondi. Eu apenas o ataquei e o segurei no chão. Eu tinha montado nele e olhei para baixo, faca apontada e preparada. Ele olhou para mim apavorado. Era como se eu estivesse olhando para um espelho. E então, o zumbido retornou, baixo e distante, mas ainda assim eu o sentia no meu corpo. David olhou mim e eu olhei para mim mesmo. O zumbido foi ficando mais alto, e eu senti algo dentro de mim se romper. Com apenas um movimento, eu enfiei a faca na marca em seu peito e rasguei. A escuridão inundou o quarto, e eu estava caindo.

A escuridão em volta de mim era diferente de tudo que eu já tinha experimentado até aquele ponto. O Quarto 3 era escuro, mas não chegou nem perto dessa que tinha me engolido completamente. Depois de um tempo, eu não tinha nem mais certeza se continuava caindo. Me sentia leve, coberto pela escuridão. E então, uma tristeza profunda veio até mim. Me senti perdido, deprimido, suicida. A visão dos meus pais entrou na minha mente. Eu sabia que não era real, mas eu tinha visto aquilo, e a mente tem dificuldades em diferenciar o que é real e o que não é. A tristeza só aumentava. Eu estava no quarto 9 pelo que parecia dias. O quarto final. E era exatamente o que isso era, o fim. A Casa Sem Fim tinha um final, e eu tinha alcançado isso. Naquele momento, eu desisti. Eu sabia que eu estaria naquele estado pra sempre, acompanhado por nada além da escuridão. Nem o zumbido estava lá para me manter são. Eu tinha perdido todos os sentidos. Não conseguia sentir eu mesmo. Não conseguia ouvir nada, a visão era inútil aqui, e eu procurei por algum gosto na minha boca e não achei nada. Me senti desencarnado e completamente perdido. Eu sabia onde eu estava. Isso era o inferno. O Quarto 9 era o inferno. E então aconteceu. Uma luz. Uma dessas luzes estereotipadas no fim do túnel. Então eu senti o chão vir até mim, eu estava em pé. Depois de um momento ou dois para reunir meus pensamentos e sentidos, eu andei lentamente em direção a essa luz.

Assim que eu me aproximei da luz, ela tomou forma. Era uma luz saindo da fenda de uma porta, dessa vez sem nenhuma marca. Eu lentamente andei através da porta e me encontrei de volta onde eu comecei, no lobby da Casa Sem Fim. Estava exatamente como eu deixei. Continuava vazia, continuava decorada com enfeites infantis de Halloween. Depois de tudo o que aconteceu aquela noite, eu continuava desconfiado de onde eu estava. Depois de alguns momentos de normalidade, eu olhei em volta tentando achar qualquer coisa diferente. Na mesa estava um envelope branco com o meu nome escrito nele. Muito curioso, mas ainda assim cauteloso, juntei coragem para abrir o envelope. Dentro estava uma carta escrita à mão.

David Williams,

Parabéns! Você chegou ao final da Casa Sem Fim! Por favor, aceite esse prêmio como um símbolo da sua grande conquista.

Da sua eterna,
Gerência

Junto com a carta, tinham cinco notas de 100 dólares.

Eu não conseguia parar de rir. Eu ri pelo que pareceram horas. Eu ri enquanto andava até o carro e ri enquanto dirigia pra casa. Eu ri enquanto estacionava o carro na minha garagem, ri enquanto abria a porta da frente da minha casa e ri quando vi um pequeno 10 gravado na madeira.



FONTE: MEDO B
avatar
Dylan Dog

Data de inscrição : 08/05/2010
Idade : 24
Localização : São Paulo

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: CONTOS DE TERROR

Mensagem por Gam em Sab Maio 24, 2014 10:39 pm

Li a do porão e fiquei tipo "...e?"

_________________
... só pode ser os nóia!
avatar
Gam

Data de inscrição : 08/03/2010
Idade : 25
Localização : Rio de Janeiro

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: CONTOS DE TERROR

Mensagem por Dylan Dog em Dom Maio 25, 2014 11:30 am

A lenda sobre lobisomens é que o mais novo de 8 é o lobisomem. Quer dizer que o irmão trancado era um... ao menos acho que é isso. As outras são melhores. CASA SEM FIM e O RELÓGIO.
avatar
Dylan Dog

Data de inscrição : 08/05/2010
Idade : 24
Localização : São Paulo

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: CONTOS DE TERROR

Mensagem por Dylan Dog em Dom Jul 20, 2014 12:37 pm

Depois de cavocar muito na internet achei uma Creepypasta beeeeem legal.


A ORIGEM DE JACK RISONHO








Era véspera do natal nervoso de 1800, em Londres na Inglaterra e em uma pequena casa na periferia da cidade vivia uma menino solitário de 7 anos de  idade chamado Isaac. Isaac era uma criança triste sem nenhum amigo para brincar. Enquanto as outras crianças iam passar o tempo com suas famílias aguardando ansiosamente para abrir os presentes que foram colocados em baixo de uma árvore de natal bem enfeitada, o pequeno Isaac passou a santa noite sozinho em seu quarto no sótão empoeirado e frio. Os pais de Isaac eram muito pobres, sua mãe ficava em casa cuidado dele e seu pai trabalhava no porto de Londres durante o dia e a noite para sustentar sua família, apesar disso, grande parte de seu salário ele gastava com bebida no final de seu turno. Muitas vezes ele chegava em sua casa bêbado depois de ter sido expulso de algum bar de Londres e gritava com sua amada esposa, a mãe de Isaac



Ocasionalmente ele agia com violência espancando ela forçando ela a ter relações sexuais com ele bêbado. Em uma dessas noites em partículas, Isaac permaneceu em silêncio, tremendo debaixo de seus lençóis sujos até que os gritos e estrondo diminuíssem. Uma vez o pobre garoto adormeceu e sonho quão legal seria ter um amigo com quem brincar, então ele pudesse rir e ser feliz como as outras crianças de Londres. Felizmente para o pequeno Isaac nesta véspera de natal sua solidão chamou a atenção de um anjo da guarda, que então preparou um presente muito especial para o menino triste de Londres.

À medida que o sol se levantou naquela manhã de Natal, Isaac abriu os olhos para encontrar uma pequena caixa de madeira estranha sob sua cama. Com os olhos arregalados de espanto, ele olhou para a caixinha colorida  se perguntando quem havia lhe dado. Obviamente ele não estava acostumado a receber presente, especialmente brinquedos. Os poucos que ele tinha havia sido encontrado na rua. Isaac foi até o pé de sua cama na frente da caixinha misteriosa e apanhou com as duas mãos. A caixa era belamente pintada em estilos coloridos com desenho de um palhaço feliz em cada lado. Havia uma etiqueta na caixa que simplesmente dizia “Para Isaac”

No topo da caixinha havia uma frase escrita.

Isaac forçou os olhos para ler as palavras

- Ca-Ca-i-xa do  Ja-ck – Ri-Ri-so-nho - ele fez uma pausa - caixa do Jack Risonho? –

Sua mente girou com a curiosidade ele agarrou a manivela da caixa. Isaac girou a manivela e a canção Pop Goes The Weasel começou a suar conforme ele girava a manivela. Quando a música chegou ao seu clímax, Isaac cantou junto com o verso final

-Pop goes the weasel - Mas nada aconteceu. Isaac deixou escapar um suspiro.
- esta quebrado... eu sabia - Ele colocou a caixa de volta para baixo na borda da cama e arrastou através de sua pequena sala empoeirada de sua cômoda, onde ele tirou seu pijama e colocou sua roupa esfarrapada habitual.


De repente, Isaac escutou um barulho alto vindo da cama atrás dele. Ele virou-se para testemunhar a caixa de madeira sacudindo violentamente. Então, sem aviso, a parte superior da caixa se abriu e um desfile de fumaça colorida e confete surgiu. Isaac esfregou os olhos em descrença de que ele estava vendo. Como a fumaça se dissipou lá estava um homem alto e magro multi colorido palhaço, com o cabelo vermelho brilhante, seu nariz em formato de cone era listrado tinha as 7 cores do arco-iris e os ombros de penas que se sentou em cima de sua roupa de palhaço maltrapilho e colorido.


O palhaço multi colorido abriu os braços e animadamente anunciou:

- Venham, venham todos! Seja grande ou pequeno! Para ver o melhor PALHAÇO DE TODOS OS TEMPOS ! Aqui, o único, JACK RISONHO"


Os olhos de Isaac se iluminou:
- Q- Quem é você? - Questionou Isaac.


O colorido carnie desceu da cama e com um sorriso feliz disse:

- Estou feliz que você tenha perguntado! Eu sou Jack Risonho, o seu novo amigo para a todo o sempre! Eu sou mágico, eu nunca me canso de brincar, eu sou um gênio no acordeão, e posso imitar quem eu quiser ... Em outras palavras, o que você gosta, eu gosto! - Isaac olhou para o misterioso homem palhaço

-amigos? Eu agora tenho um amigo? - ele gaguejou.


Jack olhou para o menino, enquanto levantava uma sobrancelha.

- amigos? Nós somos melhores amigos! Eu fui criado para ser seu amigo, muito mais do que imaginário.

Queixo de Isaac caiu

-Você sabe o meu nome?

Jack soltou uma risada de lunático.

-É claro que eu sei o seu nome. Eu sei tudo sobre você! Então, agora que as apresentações foram feitas... Como gostaria de jogar uma partida de pique esconde?

Isaac sorriu de orelha a orelha
- SERIO? Podemos brincar juntos? Eu adoraria! Eu... Oh... - Ele fez uma pausa - Eu não posso... Eu tenho que ir lá embaixo estudar com minha mãe e fazer algumas tarefas - seu sorriso desapareceu em uma decepção de olhar.

Jack colocou a mão no ombro de Isaac e com um sorriso disse:
- Está tudo bem! Eu estarei esperando aqui por você quando você voltar. - O sorriso de Isaac voltou quando ele olhou para seu novo amigo. Só então ele ouviu a voz estridente de sua mãe chamá-lo de lá de baixo.

- Bem, eu tenho que ir! Mais tarde eu venho para brincarmos, ok Jack? - Ele disse enquanto se dirigia para a porta.

Jack sorriu – Claro que sim Isaac!

Isaac olhou para Jack, que lhe deu uma piscadela e disse:

- Você deveria sorrir mais vezes. Combina com você."

Isaac sorriu feliz quando ele se virou e saiu pela porta.

Todo o dia Isaac contava à mãe sobre o homem palhaço colorido incrível que saiu de uma caixa mágica que apareceu no pé de sua cama. Sua mãe no entanto, não acredita em uma palavra dele. Finalmente ele convenceu sua mãe a segui-lo até seu quarto para que ela pudesse ver Jack rindo por si mesma. Subiram as escadas e Isaac abriu a porta de seu quarto.

- Veja mãe? Ele está ali-... - Isaac fez uma pausa enquanto olhava o quarto que não continha nenhum homem vestido de palhaço dançando, nem caixa de madeira misteriosa. A mãe de Isaac não estava se divertindo. Ela deu a Isaac um olhar tão ameaçador que fez seus joelhos tremerem e seu estômago doer.

- M, mas mãe… ele estava...

A mãe de Isaac deu-lhe um fortíssimo tapa na cara.Seus olhos  começaram a lacrimejar, e seu lábio começou a tremer como se pudesse sentir que estava prestes a sangrar.

- Você é uma criança estupida e insolente! Como se atreve a mentir para mim sobre tal idiotice infantil! Quem gostaria de ser amigo de um verme inútil como você? Você vai ficar em seu quarto pelo resto da noite e não vai comer nada até lá ...

- Agora, o que você tem a dizer?

Isaac engoliu o nó na garganta, para poder murmurar uma resposta

-D-desculpa mãe.

Sua mãe olhou para ele por um momento antes de sair da sala com um tom desgosto.

Isaac ajoelhou na sua cama, enterrando seu rosto no seu travesseiro. Rios de lágrimas corriam pelo seu rosto quando ele começou a chorar.

-O que há de errado? - Uma voz disse. Isaac olhou para a borda da cama onde Jack Risonho estava agora, sorrindo sentado ao lado dele.
- on-onde você estava?" Isaac murmurou. Jack passou a mão pelo cabelo de Isaac para confortá-lo quando ele suavemente respondeu:
- Eu estava me escondendo ... Eu não posso deixar que seus pais me vejam ... Caso contrário, eles não vão deixar-nos brincar mais. - Isaac enxugou as lágrimas de seus olhos. - Olha criança. Me desculpe, eu tive que me esconder, mas eu só fiz isso por você! Porque hoje à noite podemos brincar e ter toneladas de diversão! - Jack disse sorrindo.

Isaac olhou para seu amigo vibrante e silenciosamente acenou com a cabeça e um pequeno sorriso começou a se formar nos cantos de sua boca. Naquela noite Jack e Isaac brincaram muito. Com um aceno de sua mão Jack fez os poucos soldados de ferro de Isaque ganharem vida e marchar ao redor da sala. Isaac foi surpreendido enquanto observava seus brinquedos mover ao redor da sala por conta própria. Então Jack Risonho e Isaac contaram um ao outro histórias de fantasmas assustadoras. Isaac perguntou a Jack se ele era um fantasma, mas Jack explicou que ele estava mais para uma entidade cósmica da sorte. No final da noite, Jack enfiou a mão no bolso e tirou uma variedade de deliciosos doces. Isaac estava em êxtase quando ele colocou a primeira bala colorida em sua boca, como se fosse a primeira vez que tivesse provado algum doce. Isaac se divertiu muito e riu tanto naquela noite que as pessoas pareciam estar finalmente olhando para o pequeno Isaac... Pelo menos até que um incidente que ocorreu 3 meses depois ...

Era um dia ensolarado e agradável em Londres, que era uma raridade. Assim, com a ajuda de um certo amigo não tão imaginário, Isaac foi capaz de terminar suas tarefas mais cedo e foi autorizado a sair e brincar um pouco. As coisas começaram bem simples, a dupla foi para trás da casa brincando de piratas, quando Isaac viu um gato do vizinho escondido em seu jardim.

- Hey! Temos um inimigo espião a bordo! - Isaac gritou, cativado pela fantasia e imaginação.

- Yo ho! receba-o capitão Isaac " exclamou o companheiro de Jack em seu melhor sotaque pirata saudável. Jack Risonho estendeu seu braço por todo o jardim e arrebatou o felino desavisado, que começou a lutar com bastante vigor.

- Não deixe ele fugir JACKE ou eu vou fazer você andar na prancha!" Isaac contrariou.

Jack apertou o gato e seus braços cresceram e estenderam-se como anaconda envolvendo-os ao redor do felino astuto, se esforçava para salvar sua vida. Os braços de Jack não paravam de apertar o animal pressionando o ar para fora de seus pulmões. Os olhos do gato começaram a ser empurrados para fora das órbitas. Alto! Jack rapidamente lançou a criatura de sua mão sem vida e sua carcaça peluda sem vida caiu no chão. Houve um silêncio enquanto os dois observaram o cadáver agora torcido e mutilado do gato. O silêncio foi finalmente quebrado por um riso barulhento ... vindo de Isaac ...

- Ahahahaha Uau! Eu acho que os gatos realmente não tem sete vidas! AHAHAHA! - Isaac exclamou com os olhos quase com lágrimas de tanto rir.

Jack risonho começou a rir também.

- He he ehe. Pois é... Mas não tem problema sua mãe encontrar um gato morto em seu jardim?

A risada de Isaac rapidamente foi diminuindo.
- Oh.. Você tem razão! Hum... eu vou só... jogá-lo de volta para o quintal do vizinho.

Isaac entrou em pânico quando ele pegou uma pá perto e pegou o cadáver do gato quebrado e arremessou sobre o muro para o quintal do vizinho.
Ele rapidamente voltou para dentro e foi para seu quarto.

Cerca de uma hora e meia depois os dois começaram a ouvir sua mãe gritando furiosa.
Enquanto Jack permaneceu no quarto, Isaac desceu as escadas para enfrentar as consequências. Jack podia ouvir gritos e choro vindo lá de baixo, mas não conseguia entender o que estava sendo dito. Cerca de 30 minutos depois Isaac subiu as escadas de volta para o quarto chorando muito.

- Bem - Perguntou Jack, nervoso. Isaac apenas estrelou no chão enquanto ele falava: - Eu ... Tentei dizer a ela que foi você quem machucou o gato... Ela não acreditou em mim... Disse que não era real...
Jack franziu a testa sabendo que isso era tudo culpa dele.

Isaac usado a manga da blusa para enxugar suas lágrimas disse:
- Eu estou sendo enviado para um colégio interno... Eu estou partindo esta noite... e você não pode vir comigo...

Jack risonho ficou surpreso:
- O que? Eu-Eu não posso ir? Para onde irei?
Isaac não disse nada, mas apontou para a bela caixa colorida de onde seu amigo tinha surgido.

- Voltar pra la? Mas eu não vou ser capaz de voltar até que... - Jack fez uma pausa . Isaac olhou para cima quando seu único amigo, com lágrimas escorrendo pelo seu rosto.
- Jack... Eu prometo que vou voltar para você o mais rápido possível! - Jack olhou para a caixa e depois para Isaac.
- E eu estarei bem aqui esperando por você pequeno - Jack sorriu com uma única lágrima escorrendo pelo seu rosto. Ele andou até a caixa e com uma nuvem de fumaça foi sugado de volta, incapaz de ser livre até que mais uma vez alguém abrisse.


Isaac naquela noite foi mandado para um colégio interno. Pela primeira vez Jack Risonho sentiu-se sozinho. Mesmo quando preso em sua caixa ele era capaz de ver as coisas acontecendo ao seu redor, de modo que cada dia ele esperou que o amigo voltasse e cada dia o quarto ficava mais velho e empoeirado. Jack Risonho era para ser o melhor amigo de Isaac durante toda sua vida e agora ele o esperava dia após dia, mês após mês, para se reunir com seu amigo especial. Os pais de Isaac ainda morava na casa, mas nunca veio para o quarto no andar de cima. A única vez que eles fizeram a sua presença conhecida foi quando Jack ouvia eles brigando. Ainda assim a vida de Jack se tornou uma solidão, solidão e decepções. Com o passar dos anos, as cores vibrantes e brilhantes de Jack começou a desvanecer-se em um borrão monocromático de breu vazio e o vazio totalmente branca. Preso sozinho... eterno e sem esperança.

13 anos se passaram até que o pai de Isaac naquela noite chegou em casa bêbado e começou uma discussão com sua esposa como de costume. As coisas partiram para a violência física mais uma vez, no entanto, desta vez, ela não voltou para cima. O pai de Isaac tinha batido tão forte em sua esposa que ela sangrou tanto até morrer e foi condenado à forca na forca no dia seguinte. Com seus pais mortos, isso significava que com vinte 20 anos de idade, Isaac herdou a velha casa empoeirada, ele voltou a essa casa, Jack risonho ficou surpreso quando ouviu passos de seu velho amigo subindo as escadas para o sótão quarto pela primeira vez em 13 anos, no entanto, não foi o reencontro de Jack esperava.

Isaac parecia... diferente. Não só era mais velho, mas ele também parecia possuir esse olhar triste estranha em seu rosto. Não era mais o jovem esperançoso e curioso que Jack conheceu a anos atrás. Jack aguardou Isaac para liberta-lo da prisão, ele havia esperado durante tantos anos, mas ainda caixa de Jack permaneceu la, intocado e despercebido em uma prateleira no canto da sala com todas as outras indesejadas bugigangas empoeiradas. Isaac tinha esquecido completamente o seu velho amigo. Surpreendentemente isso fez Jack Risonho sentir... nada. Ele estava vazio de esperança, isso deixou p palhaço monocromático cheio de tristeza e auto-piedade. Jack permaneceu em seu caixa, incolor e sem emoção.

No dia seguinte, Isaac saiu para trabalhar, ele fazia reparos de móveis para o bom povo de Londres. Jack esperou em seu cativeiro. Horas depois, um Isaac bêbado voltou para casa e cambaleou até as escadas para o seu quarto, mas desta vez ele tinha uma amiga com ele. Era uma amiga que Isaac tinha pego no bar mais cedo naquela noite. Ela era bonita, com longos cabelos loiros, olhos de safira azul e um sorriso que poderia fazer corações derreter. Jack Risonho foi traído para hóspede de Isaque:
- Quem é esta? Uma nova amiga? Por que Isaac precisa de novos amigos? Eu pensei que eu era o único amigo de Isaac.

Jack pensou consigo mesmo de dentro de seu confinamento infernal. Isaac e sua amiga sentou-se na cama e conversaram sobre a vida em Londres. Isaac fez uma piada sobre o tempo e os dois riram.

Jack Risonho assobiou com inveja sobre a nova amiga de Isaac. Isaac e a menina olharam profundamente nos olhos um do outro como eles se inclinaram para um beijo, lábios se tocaram com um turbilhão de línguas apaixonados um pelo outro. Jack ficou perplexo com essa demonstração de afeto estranho, pois nunca tinha visto alguém beijando antes. À medida que o beijo se tornou mais intenso Isaac passou a mão longa na coxa lisa da menina e seu vestido, no entanto o seu convidado apenas roçou a mão. Isaac era persistente, porém e mais uma vez passou a mão ao longo de sua coxa lisa e levanta sua saia, desta vez colocando a mão em cima de suas roupas de baixo de seda. A mulher teve grande descontentamento com os avanços sexuais de Isaac e empurrou Isaac fora antes de entregar um tapa forte no rosto. Os olhos de Isaac escuros, ele olhou para a mulher, a sua paixão, uma vez bêbado se transformou em raiva movidos a álcool. O coração da mulher acelerou quando ela viu o rosto de Isaac ferver de raiva.

- PUTA ESTÚPIDA! - Isaac gritou quando ele quebrou o punho no rosto da menina.
Os olhos de  Jack Risonho se arregalaram quando ele testemunhou as longas faixas de um liquido vermelho escorrer do nariz da garota.

-Que brincadeira é essa?

Pensou ele, os olhos de uma virgem para tais visões violentas. Isaac agarrou firmemente o pulso da moça com uma mão enquanto ele rasgou sua calcinha com a outra.

A menina apavorada tentou revidar, mas Isaac foi dominando ela. Ele aproximadamente acariciou seus seios antes selvagemente agarrando o cabelo dela e forçando sua língua na garganta da jovem em soluços, que respondeu com uma mordida para baixo tão duro quanto podia na língua de Isaac. Jack observava com os olhos arregalados e curiosos com o o seu velho amigo e sua nova companheira.
Ele apertou sua boca enquanto ela cheia de sangue vermelho quente. A menina assustada caiu da cama e caiu no chão como ela correu para a saída. Isaac rapidamente saltou para a frente e foi capaz de recuperar o brinquedo em fuga até o final de seu vestido.

Chegando de volta, ele exercia uma liderança castiçal fora da mesa de cabeceira ao lado dele, e com toda a sua força bateu na parte de trás da cabeça da jovem , que se abriu como uma melancia madura. Sangue grosso espalhado em toda a sala com o corpo da menina convulsionou no chão por alguns segundos antes de ficar completamente imóvel. O sangue estava por toda parte, algumas gotas até respingaram na caixa de Jack, que estava curtindo muito espetáculo Rindo. Pela primeira vez em 13 longos anos um sorriso começou a rastejar através do rosto de Jack Risonho, e, de uma risada súbita escapou de seus lábios frios, depois outra, e outra, até que Jack estava cacarejando e uivando com risos de dentro de sua caixa selada.

- Que brincadeira maravilhosamente fascinante! " Jack pensou enquanto observava Golden Blonde vermelho fluxo de cabelo da menina imóvel com sangue.

À medida que a adrenalina começou a diminuir Isaac percebeu que tinha de se desfazer do corpo. Pegou corpo sem vida da menina e pulou em cima da cama, ele então saiu do quarto fechando a porta atrás dele e trancando-os antes de sair de casa. Voltou só um dia depois e entrou na sala salga, com ele uma lata de lixo de metal e sua bolsa de ferramentas de estofos de trabalho. Em seguida, ele limpou tudo de cima da mesa de madeira na parede oposta à porta, e depois arrastou a cama com cadáver ensanguentado no meio da sala. Isto não só deu espaço para Isaac trabalhar, mas também deu a Jack Risonh um lugar na primeira fila para todo o espetáculo. Jack olhava com um grande sorriso perante a Isaac e seu novo “jogo” com o cadaver da mulher. Ele começou seu trabalho.

Primeiro, ele despejou o conteúdo de sua bolsa grande de ferramentas de preto para a mesa de trabalho atrás de si. Uma variedade de facas, martelos, alicates e outras ferramentas já estavam previsto antes dele. Sua primeira escolha foi faca curvada, que ele usou para a pele cuidadosamente do corpo. Essa pele foi então colocada em prateleiras para ser esticado e transformadas em couro. Uma vez que foi posto em prática, Isaac em seguida, usou um serrote para serrar os braços, pernas e cabeça.

Depois de encher a lata de lixo com água sanitária e outros produtos químicos, ele afundou os membros até que a carne foi retirada dos ossos. Isaac pescou os ossos do cadáver e colocou-os sobre a mesa de trabalho, em seguida, na calada da noite, ele trouxe a lata de lixo do lado de fora e jogou os restos podres para os esgotos de Londres para ser varrido para o porto.

Durante os próximos 3 dias Jack Risonho assistiu com espanto com o Isaac inspirado em seu trabalho da anatomia humana. O fêmur foi feito para as pernas traseiras da cadeira, enquanto a tíbia com os pés ainda ligado, claro, foi feita para as pernas da cadeira da frente. Uma armação de madeira foi utilizado para a base de apoio e da cadeira , no entanto, o rebordo do suporte foi trabalhada usando a coluna vertebral . Os ossos do braço foram usados ​​como os braços da cadeira, e foram presos no local por algumas costelas .

A carne agora couro foi costurada sobre o assento e respaldo da cadeira, e o cabelo louro dourado foi trançado em um forro para a base. No topo desta poltrona do inferno estava o crânio que pertencia à menina que tinha o cabelo loiro dourado, os olhos de safira, e o sorriso que poderia derreter corações. Isaac estava bastante satisfeito com o seu trabalho, e Jack Risonho também ficou impressionado com profunda criatividade de seu velho companheiro. Depois daquela noite, Isaac nunca tocou mais uma gota de álcool novamente, pois ele agora possuía uma sede muito mais macabra.

Nas semanas seguintes, Isaac fez várias melhorias para sua pequena oficina de horrores. Ele tirou o colchão da cama e colocar uma linha de pranchas de madeira de espessura em seu lugar e então ele prendeu um braço e perna restritas para o fundo e os lados. Isto significa que ele seria capaz de entreter seus convidados para um período mais longo sem eles tentassem fugir. Isaac precisaca apenas uma última coisa antes de planejar um outro partido grotesco. Ele trabalhou por uma semana direto.

Depois que uma camada de tinta branca foi aplicada, a criação de Isaac estava completa. Era uma máscara semelhante a de madeira algo que se vestir em um baile de máscaras veneziano. Tinha uma testa franzida e um nariz longo dos Trolls e lhe permitiria golpear o medo nos corações de seus queridos convidados. Com seu novo rosto completo eo quarto transformado em um ninho assassinato sangrento, era finalmente hora de Isaac trazer um novo “companheiro” .

Essa noite seguinte Jack Risonho observou o mascarado Isaac Grossman, carregando consigo um grande saco de estopa com seu mais novo convidado se contorcendo dentro. Ele jogou a bolsa para fora em seu leito de tortura e dentro tinha menino amarrado, amordaçado e com muito medo, provavelmente apenas 5 ou 6 anos de idade. Isaac rapidamente desfez ligações do menino e segurou-o para baixo como conteve as mãos e os pés para o estrado de aço. Lágrimas escorriam sem parar para baixo do impotente rostinho do menino quando Isaac estabeleceu suas ferramentas na bancada. Isaac voltou empunhando um par de alicates enferrujados e sem perder tempo ele deslizou a mandíbula inferior do alicate sob unha do menino em seu dedo indicador direito e segurou com força. Os olhos da criança estremeceu quando ele começou a murmurar através de sua mordaça, implorando Isaac deixá-lo ir. Isaac sorriu quando ele se inclinou lentamente o alicate para trás, dolorosamente arrancando a primeira unha.

O menino gritou através da mordaça como ele se contorcia em agonia nas tábuas de madeira, o dedo começou a jorrar de sangue. Isaac então mudou-se para o dedo médio do rapaz, segurando firmemente a unha com o alicate enferrujados. Mais uma vez, ele empurrou o alicate de volta , mas desta vez o prego só arrancou no meio do caminho . O menino gritou de dor enquanto seus dedos se contraíram e tiro com sangue. Fixação da unha metade erguida fora , Isaac deu outro puxão . A unha arrancou, mas não sem tomar uma boa dose de tecido da pele com ele. Mesmo Isaac foi um pouco rejeitado por esta visão dolorosa, ao contrário da espionagem de Jack Risonho que estava cacarejando de alegria com a ação perturbadora, enquanto observava de dentro de sua velha caixa empoeirada.

Isaac voltou para a bancada e trocou os alicates para um grande martelo de ferro. Ele, então, fez o seu caminho até o pé da cama de tortura, onde com uma mão ele segurava para baixo a perna esquerda do garoto. Ele levantou o martelo acima da cabeça como o menino chorou e implorou por misericórdia através de sua mordaça suja, então, com toda a sua força Isaac bateu o martelo sobre a rótula nua do rapaz, quebrando o osso em cascalho com um estalo alto! A criança convulsionado de dor com gritos estridentes abafando através da mordaça pano amarrado com força em seu rosto.

Como a criança lutou com dor intensa, Isaac colocou o martelo sobre a cama de madeira e voltou mais uma vez para a bancada onde ele próprio equipado com uma faca longa afiada. Sem demora, ele começou a entalhar as palavras - verme inútil - no peito palpitante da criança. Quando ele terminou o menino estava quase inconsciente. Isaac ajoelhou-se e sussurrou no ouvido do menino.
- Isto é o que acontece com as crianças podres que fazem caras desagradáveis ​​para as pessoas...

Os olhos do menino se encheram de lágrimas uma última vez como Isaac começou a esculpir a pele do rosto do menino, mas para surpresa de Isaac, o menino ainda se agarrava à vida. A criança mutilada apenas olhou para Isaac com seus grandes olhos redondos que encheu o coração negro de Isaac de raiva e ódio.

- Seu rosto agora, ESTA MAIS FEIO DO QUE NUNCA - Isaac gritou quando ele pegou o martelo do pé da cama e começou a bater o crânio do pobre garoto.

Ele esmagou mais e mais, até que ela não passava de uma sangrenta massa de carne, servindo com sangue vermelho espesso e escorrendo para fora pedaços de massa encefálica. Do outro lado da sala Jack Risonho alegremente observou o grand finale, que tinha vivido até suas expectativas bastante maravilhosas.

A Próxima convidada de Isaac era uma velha cega a quem ele convidou para um chá. Levou quase 5 minutos para perceber a cadeira em que estava sentada foi trabalhada com restos humanos, e mais 6 minutos para encontrar as escadas, apenas para derrubar o baixo-los batendo e gritando como um louco. Isaac decidiu acabar com a piada cruel lá com um simples furador de gelo através de sua cavidade ocular .

Depois disso, ele trouxe mais uma menina a quem ele alimentou forçando a comer vidro quebrado antes de usar seu estômago como um saco de pancadas. À medida que as semanas se passaram mais e mais almas infelizes encontraram seu fim no sótão de Isaac Grossman e como a personalidade louca de Grossman tornou-se mais escura e sádico, Jack Risonho continuou apodrecendo dentro da caixa empoeirada... até que em uma noite fria de desembro de Dezembro.


Os pregos enferrujados que estavam segurando a prateleira de bugigangas esquecidas finalmente quebrou e todas as coisas cairam no chão. Isaac ouviu o barulho alto do andar de baixo e decidiu subir até o sótão para investigar. Ele atravessou o piso de madeira manchado de sangue do sótão. Isaac deixou de lado algumas das bugigangas que quebrou no acidente, quando ele finalmente se deparou com a Caixa de jack Risonho de sua infância. Isaac mal reconheceu a caixa esfarrapada velha quanto ele o pegou e soprou um pouco da poeira. Em seguida, por qualquer motivo nostálgico ele decidiu agarrar a caixa enferrujada e começou a girar a manivela.

A horrível música Pop Goes The Weasel começou a suar da caixa velha, Isaac cantou junto o verso final "Pop goes the weasel... " a parte de cima da caixa se abriu, mas nada conteceu, estava vazio. Isaac esperava mais que isso, então jogou a caixa junto com as outras coisas quebradas. Após arrumar a prateleira ele se preparava para colocar algumas coisas que ainda estavm em boas condições de volta ao local. Então ele ouviu uma voz rouca e horrivel chamar por seu nome atrás dele.
- Issaaaaaaaaaaaaaaaaac.
Um choque frio percorreu a espinha de Isaac e os cabelos na parte de trás do seu pescoço ficou em linha reta até que ele virou-se lentamente... Todo o caminho através da sala pela lata de lixo estava no pesadelo de Jack Risonho. Ele estava completamente monocromático, com o cabelo preto mutilado pendia em mechas torcidas, dentes irregulares afiados decorou seu sorriso torcido e seus braços pendiam como uma boneca de pano com seus longos dedos grotescamente quase raspando o chão.

Então, com um arrepiante voz rouca palhaço diabólico falou:
- Como é bom finalmente estar livre! Sentiu minha falta Isaac?
Isaac estava paralisado de medo.
M- mas eu pensei que você não fosse real... IMAGINÁRIO.  - Isaac gaguejou. Jack respondeu com uma longa gargalhada horrível.

- HAHAHAHA! Oh, eu sou bastante real garoto... Na verdade, eu estive esperando tanto tempo por este dia para, finalmente, sair... Para poder brincar com o meu melhor amigo para a vida... Por.... Muito... Tempo!
Antes de Isaac pudesse responder, os longos braços de Jack se estendiam através do quarto envolvendo em torno das pernas de Isaac.

O palhaço começou a puxá-lo para mais perto, arrastando-o para sua própria cama de tortura com as unhas de Isaque raspado ao longo do chão. Ignorando as restrições, Jack rapidamente pegou quatro de três polegadas pregos de ferro longo da bancada e pressionou-os em linha reta através das mãos e pés de Isaque, pregando-o na cama de madeira tortura. Isaac rosnou de dor quando ele gritou para seu captor
– AAAH ! SEU PALAHAÇO FILHA DA PUTA!

Jack  Risonho apenas riu enquanto forçava e segurava a cabeça de Isaac no lugar dizendo:
-Se você não pode dizer algo agradável, então não diga nada!
Jack chegou aos seus longos dedos tortos na boca de Isaac, segurando firmemente a sua língua e esticando para fora na medida em que poderia. O palhaço então chegou de volta e pegou uma faca afiada longa da mesa e lentamente começou a cortar através da carne de língua de Isaac. Uma vez arremessou fora, a boca de Isaac começou a transbordar de sangue. Jack respondeu empurrando um pequeno tubo de metal cilíndrico através da garganta de Isaac para atuar como um orifício de alívio temporário. Neste ponto Isaac já estava com muita dor , e tinha os olhos cerrados fechados para evitar ver os horrores repugnantes que estavam sendo realizados em seu corpo.

- Vamos lá, não é divertido se você não prestar atenção ! – Jack Risonho disse brincando, mas Isaac manteve os olhos bem fechados. Jack suspirou.
- Como quiser.
Jack em seguida forçou ele a manter seus olhos abertos. Ele pegou alguns anzoís que estavam no frasco na prateleira e lentamente Jack empurrou a ponta do gancho através da pálpebra superior em linha reta através da parte inferior da sobrancelha e para fora do topo, prendendo  permanentemente aberto. Então ele tirou um segundo gancho empurrando-o através da pálpebra inferior e prendendo- a no rosto. Jack repetiu o processo com o outro olho e em pouco tempo uma série de ganchos de metal pontiagudos feitos certeza Isaac não perder nenhuma ação. Jack Risonho então pegou a mesma faca que tinha usado para arremessar fora a língua de Isaac e começou a se concentrar na remoção dos lábios de Isaac. Jack cortou cuidadosamente duas longas tiras de carne fora da boca superior e inferior de Isaac, fazendo com que seus dentes e gengivas fossem completamente expostos.

-Hmm ... parece que alguém não usou o fio dental regularmente...
Jack Risonho riu baixinho quando ele chegou de volta e pegou o martelo. Isaac tentou murmurar algo implorando por misericórdia, no entanto, apenas gemidos gorgolejou escapou de sua garganta. Jack levantou o martelo no ar e com um sorriso torcido, ele bateu com ele, dando um estalo como o martelo de ferro quebrou os dentes de Isaac como argila frágil. Jack deixou cair o martelo e começou a uivar de tanto rir quando ele rasgou a camisa aberta de Isaac. Tomando a faca mais afiada, Jack fez um corte reto para baixo no peito de Isaac todo o caminho para baixo após o estômago. Isaac gemeu de dor pungente afiada como o monstro monocromático vermifugados seus dedos miseráveis ​​debaixo da pele no peito de Isaac, descascando de volta como ele estava prestes a pré-forma sua autópsia ao vivo horrível.

Primeiro Jack começou a retirar os intestinos de Isaac, do mesmo modo um mágico iria puxar uma série de panos coloridos do bolso. Então, depois cortando fora um pequeno comprimento de intestino, Jack pressionou uma extremidade contra seus lábios negros frios e começou a soprar ar para dentro do órgão. Uma vez inflada, torceu  em forma de um poodle e com uma risada alto, exclamou:
-Eu posso fazer as girafas também! - Isaac ainda permaneciam com dor e choque, como a criatura palhaço colocou suavemente o animal do balão macabro ao lado da cabeça de Isaac.

Para o seu próximo truque Jack Risonho arrancou seus rins. Segurando na mão, Jack voltou para o seu amigo em cativeiro e deu de ombros dizendo que...
- os rins não são realmente minha especialidade... - Jogando o órgão de lado Jack Risonho percebeu que Isaac estava começando a derivar para a morte.

- Já esta se sentindo-se cansado? Por que estamos quase no grand finale!
Jack Risonho exclamou quando ele chegou em sua manga e tirou uma agulha longa de adrenalina.
- Isso deve animar você em cima!
Jack gritou quando ele bateu a agulha na retina de Isaac e injetou o líquido em sua cavidade ocular direita. Jack mexeu e virou a agulha ainda mais em globo ocular de seu velho companheiro, Isaac cambaleou de volta à vida com a sensação de uma agulha fina raspar a parte de trás de sua cavidade ocular. Com uma risada sinistra Jack arrancou a agulha, puxando o olho para fora com ele. O olho direito de Isaac agora pendurado fora de seu soquete do pedúnculo ocular, uma vez que driblou para o lado de seu rosto.

Jack sorriu.
-Bem, agora que eu tenho toda a sua atenção...
O palhaço insidioso em seguida, tomou o seu longo dedo indicador torto e feito um buraco no estômago de Isaac. Jack abaixou a cabeça para baixo em direção a cavidade torácica aberta e estendeu a boca aberta. Em poucos segundos uma torrente de baratas imundas começou a rastejar para fora da garganta do palhaço, derramando peito aberto de Isaac. Cada barata vil rastreados e empurrou o seu caminho para a pequena abertura no estômago de Isaac, enchendo ele de insetos repugnantes. Como seu estômago ficou inchado com insetos, as baratas começaram a apressar-se a garganta, apertando o seu caminho para fora da boca e cavidade nasal.

Isaac estava a centímetros da morte quando seu captor se ajoelhou ao lado dele e falou em seu ouvido:
- Tem sido uma magia de explosão, mas parece que o nosso tempo juntos esta acabando. Não há necessidade de lágrimas, porque eu pretendo espalhar minha amizade para todas as crianças solitárias do mundo!
E com o que disse, Jack Risonho enfiou a mão no peito de Isaac e arrancou o coração ainda batendo.

Como sua vida sangrou nessa cama de madeira fria, a vida de Isaac passou diante de seus olhos. Ele viu sua mãe, seu pai, o colégio interno, suas vítimas, e o último pensamento que vibrou em sua mente, era de um Natal muito especial, onde ele acordou para encontrar em sua cama uma caixinha que lhe deu seu primeiro amigo...

Há rumores de que, quando a polícia finalmente encontrou larva podre de Isaac Grossman infestada cadáver semanas mais tarde na véspera de Natal, que apesar de seu rosto havia sido surrado e rasgado em pedaços... Ele quase parecia... feliz.


Spoiler:








FONTE: http://sigmapasta.blogspot.com.br/
avatar
Dylan Dog

Data de inscrição : 08/05/2010
Idade : 24
Localização : São Paulo

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: CONTOS DE TERROR

Mensagem por Arcebispo Altobello em Dom Jul 20, 2014 5:32 pm

A lenda de lobisomem que eu conhecia era que o sétimo filho do sétimo filho seria um.

_________________
"Subirei aos céus, erguerei meu trono acima das estrelas de Deus
E lá, mais alto que as nuvens, serei como o Altíssimo." 
avatar
Arcebispo Altobello
Administrador
Administrador

Data de inscrição : 08/03/2010
Idade : 23
Localização : Brasília - DF

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: CONTOS DE TERROR

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum