Kamuriel Sephim - Ravnos Anarquista

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Kamuriel Sephim - Ravnos Anarquista

Mensagem por Architect em Qui Maio 08, 2014 12:55 pm

Nome: Felipe Soares
Personagem: Kamuriel
Clã: Ravnos
Natureza: Sobrevivente
Comportamento: Solitário
Geração: 10ª
Refúgio: N/A
Conceito: Ladrão
Saldo de XP: 0/0


2. Atributos - Secundário - 5

Físicos
- Força: 1 +2
- Destreza: 1 + 2
- Vigor: 1 + 1

Sociais - Terciário - 3
- Carisma: 1 + 1
- Manipulação: 1 + 1
- Aparência: 1 +1

Mentais - Primário - 7
- Percepção: 1 + 2
- Inteligência: 1 + 2
- Raciocínio: 1 + 3 - Ganhar a dianteira


3. Habilidades

Talentos: Secundário - 9
- Prontidão: 2
- Esportes: 1
- Briga:
- Esquiva:
- Empatia:
- Expressão:
- Intimidação: 2
- Liderança:
- Manha: 2 + 2 - 4pb (Bater Carteira)
- Lábia: 2

Perícias: Primário - 13
- Empatia c/ Animais: 3
- Ofícios:
- Condução: 2
- Etiqueta:
- Armas de Fogo:
- Armas Brancas: 2
- Performance:
- Segurança: 2
- Furtividade: 2
- Sobrevivência: 2

Conhecimentos - Terciário - 5
- Acadêmicos: 2
- Computador:
- Finanças: 1
- Investigação:
- Direito:
- Linguística: 2 (Materna Alemão -Inglês e Italiano)
- Medicina:
- Ocultismo: 2 - 4Pb
- Política: 1 - 2 Pb
- Ciências:


4. Vantagens

Antecedentes

Geração: 3
Recursos: 2
Lacaios: 2 - Pb
Contatos: 1 - Pb

Disciplinas

Quimerismo: 1
Animalismo: 1
Fortitude: 1


Virtudes
- Consciência: 1 + 1
- Autocontrole: 1 + 3
- Coragem: 1 + 3


5. Virtudes

Humanidade: 6

Força de Vontade: 4 + 2 Pb

Defeitos:
Exclusão de Presas - 1 (Ciganos) - Em honra ao pai e ao senhor Bartolomeu
Fetiche ao se Alimentar - 1 (Pescoço)
Repulsa a Alho - 1

Qualidades:
Visão aguçada - 1
Audição aguçada - 1
Ambidestro - 1

Carregando:
-2 Facas
- Armadura nível 1 (Sobretudo de Couro - Roupa Reforçada)
- Baralho de cartas

6. Prelúdio

Quem sou eu? Eu não sou ninguém, sempre fui um ninguém e quero continuar sendo um ninguém. É mais seguro assim sabe? Mas como o átomo que deu origem ao universo, até um nada precisa de alguma coisa para existir.

Minha história começa em 1932 durante a segunda guerra mundial, ao que sei nasci na Romênia mas fui criado como Alemão, o porque? Vocês verão... Minha infância se passou cheia de medo com todas aquelas bombas caindo e caindo cada vez mais fazendo a Dona Morte manifestar-se e trabalhar mais que Deus naqueles tempos. Se diziam que Deus nos amava tanto, porque ele tirava férias deixando seus filhos à própria sorte? Muitos debatem que isso não era culpa de Deus, era só o livre arbítrio dos homens, e que ele tinha um plano para nós. Eu era muito novo para me preocupar com esse tipo de questão, principalmente porque uma doença residia em mim desde que nasci.

Os médicos não sabiam o que era, mas era fato que eu não conseguia me mover tão rapidamente quanto os outros, e chegaria uma hora na minha fase adulta que meus movimentos cessariam completamente e eu ficaria em estado vegetativo. Não deixei isso me abalar, eu não podia permitir viver minha vida já marcada tão cedo no livro da Morte em depressão.

Aos meus 5 anos recebemos uma visita inesperada, uma familia adentrou nossa casa, eu estava no quarto quando aconteceu, papai e mamãe permitiram e me disseram que eu não deveria nunca dizer isto a ninguém. Eu nunca traíria meus pais, eu era muito jovem mas já sabia o que aquilo significava... A familia era um casal e mais uma menina. Chamavam-se Abel, Ester e a menina Hanna. Uma familia de Judeus.

Nós escondiamos essas pessoas eu não me importava de ajudá-los mas tinha medo. Nós tinhamos um porão antibombas que o próprio papai construiu, não precisava de muito, apenas que ele tivesse uma altura boa e fosse bem reforçado. Várias vezes íamos para o abrigo que a vila tinha, mas usavamos o nosso quando o ataque não podia ser antecipado. Abel, Ester e Hannah tinham de ficar em casa no nosso abrigo, por sorte ele era muito bom.

Nunca tive muitos amigos, principalmente depois da minha doença, eu não podia correr tão bem o que deixava os garotos da minha idade menos a vontade, então minha única companhia era Hannah. Nos davamos bem, Hannah e eu, mas ela não podia sair e não podiamos brincar em casa porque uma criança a mais seria vista, então eu levava livros da biblioteca e líamos juntos.

Uma familia a mais também queria dizer bocas a mais para alimentar, o papai não estava dando conta e eu não podia trabalhar para ajudá-lo, então minha unica opção foi roubar. Eu não podia correr, então eu precisava ser muito discreto... Meus pais jamais poderia saber que eu roubava e ninguém mais, eu precisava fazer de uma forma que ninguém percebesse pra eu não precisar sair correndo, sendo assim Hannah me ajudou a treinar o batimento de carteira. Ela fingia-se de transeunte pelo porão, eu me aproximava e tentava pegar qualquer coisa do bolso dela. No começo ela me pegou várias vezes, depois ela me pegava só depois que eu pegava o objeto mas com o passar do tempo ela passou a não notar quando eu pegava, depois treinei com ela em movimento e para teste final ela me pediu pra trazer uma coisa do bolso dos meus pais e dos dela. Havia conseguido. Agora eu ia para as ruas, tinha preferência pela noite embora houvessem poucas pessoas mas a possibilidade de ser pego era bem menor. Passei muito tempo batendo carteiras e outros objetos do bolso das pessoas, fingia esbarrar ajudava bastante, entre outras coisas. Cometi outros roubos e furtos para conseguir dinheiro e estava conseguindo, escondia sempre dinheiro nas coisas do papai, ele com certeza sabia o que eu fazia mas nós precisavamos daquilo por isso nunca me perguntava nada, mas eu não sei se ele tinha medo de que algo acontecesse comigo caso fosse pego. Nunca descobri essa resposta.

Anos se passaram, meus movimentos ficavam aos poucos mais lentos, ficando mais dificil cometer os roubos, mas ainda conseguia, era realmente bom, mas nunca podia ultrapassar meus limites. Nesse tempo Hannah e eu viramos como irmãos, fazíamos tudo ao nosso alcanse um pelo outro, inclusive se envolver com forças que estava além da compreenssão. Hannah estava doente, não havia nada pudessemos fazer, ela era uma refugiada, não podiamos chamar um médico, eu não sabia o que fazer, foi quando ele chegou.

Um homem de pele morena e cabelos negros assim como seus olhos me pegou tentando roubá-lo, mas ao contrário do comum ele não iria me entregar na verdade ele dizia saber sobre mim e me procurava, dizia que eu tinha o sangue de uma descendencia muito importante que não podia ser desperdiçada mas eu ainda não tinha idade, não... Quis que eu o acompanhasse. Eu neguei, tinha minha vida e expliquei que em tempo estaria morto por uma doença, ele dizia não ser problema que ele era médico e me curaria. Fiquei afoito com a noticia mas não podia contar a ele de Hannah, então propus um trato a ele, que ele curasse uma pessoa importante pra mim e eu iria com ele. Ele estranhamente cuspiu na mão, eu achei nojento mas só depois saberia a importância daquilo. À noite abri a porta para ele e sorretariamente ele entrou, levei-o até Hannah, ele a examinou e pediu para que lhe desse privacidade para começar o tratamento, tive de confiar nele e deixei-o. O homem de pele morena logo voltou dizendo que Hannah estaria curada, fui checar e realmente a febre dele tinha acabado, a temperatura havia voltado como se nunca tivesse se elevado, mas estranhamente vi um filete de sangue saindo de seus lábios, hoje sei que ele havia deixado aquele filete de propósito, para me preparar para o que estava por vir.

Abandonei tudo o que conhecia e amava como parte do acordo de seguir com ele. O nome do homem era Bartolomeu Lee, ele era um cigano, me explicou o porque me queria com ele, era um trato que ele deveria honrar. Uma vez conheceu um homem chamado Serafim. Serafim era um cigano também, um homem inteligente e honrado. Bartolomeu o fez carniçal e os dois se tornaram grandes amigos, Serafim entendia bem os preceitos da trilha do Paradoxo e ajudava constantemente a Bartolomeu. Serafim acabou por apaixonar-se por uma alemã chamada Lisbeth e estava a esperar um filho. Bartolomeu como todos os outros cainitas tinha inimigos, foi emboscado pelo Sabá, e na armadilha Serafim e Lisbeth foram pegos juntos. Bartolomeu conseguia salvar-se, mas não a todos, de modo que Serafim pediu que salvasse apenas seu filho que estava no ventre da mulher, e que quando chegasse a hora o abraçasse para viver. No ultimo minuto Serafim contou de uma maldição que açoitava sua familia que no vigéssimo sexto aniversário era destinado que os filhos homens sempre morressem, aquela noite Serafim completaria seu vigesimo sexto aniversário. Era uma maldição posta por uma antiga bruxa das épocas negras em um ancestral seu. Bartolomeu não queria mas aceitou o ultimo pedido do amigo, mas para garantir Serafim cuspiu em sua própria mão e estendeu a Bartolomeu que fez o mesmo e salvou Lisbeth e a criança no ventre. As verdadeiras ultimas palavras de Serafim foram o nome de seu filho: Kamuriel Sephim

Na noite seguinte, fora do alcance do Sabá, Bartomoleu que tinha um grande conhecimento de medicina examinou Lisbeth que estava fraca. A alemã teve o filho pouco tempo depois mas foi Bartolomeu que viu que a criança já nascera adoecida, foi nesse instante, Bartolomeu contou do acordo que havia feito com Serafim nos ultimos minutos de vida mas Lisbeth não concordou e assim Bartomolomeu sequestrou a criança procurando uma boa familia na alemanha, a familia de Lisbeth e doou a criança para esses parentes distantes. Bartolomeu voltou para cuidar de Lisbeth em honra de seu amigo, mas ela havia desaparecido.

Essa era história que Bartolomeu, meu senhor havia me contado, meu antigo nome não é mais de minha lembrança, era como se nunca tivesse existido... Talvez ele tenha apagado de minha memória, mas eu já sabia qual seria a data da minha morte, seria no meu vigésimo sexto aniversário. Bartolomeu me contou da existência de Vampiros, uma história de terror que todos sempre pensavam não passar disso. Desacreditei até Bartolomeu ter que mostrar, como todos os outros... Acompanhei ele por anos, aprendendo sobre o mundo, as coisas sobrenaturais e a trilha do paradoxo, como as coisas funcionavam, ele gostava da ideia de eu saber pegar as coisas do bolso dos outros, as vezes ele me dava de seu sangue para que eu ficasse mais rápido e conseguisse pegar o que precisavamos. Viramos bons amigos, Bartolomeu e eu, nunca me esqueci de Hannah, também nunca mais a vi desde aquelas noites, nem meus velhos pais... Minha mãe biológica estava desaparecida, talvez morta... Mas eu não me sentia mal, me sentia bem com essa nova vida, mas cada vez mais eu ficava lento e nem o sangue de Bartolomeu estava ajudando. Durante as viagens passamos por lugares, pela inglaterra e pela itália onde aprendi a falar estes dois idiomas, lia muitos livros sobre variados assuntos durante as viagens, gostava muito de literatura, li os livros de Cervantes, Dostoievsk, Sheakespere, entre outros... Gostava de literatura clássica e ler livros. Bartolomeu me ensinou a interagir melhor com os animais e a ensinar a fazer uns truques, eu precisaria saber me interagir com eles para quando eu completasse meu vigésimo sexto aniversário, eu estava aliviado porque iria escapar da morte certa, mas ficava preocupado por já entender como funcionava o ciclo cármico. Bartolomeu assumiu que estava quebrando esta trilha, mas um acordo honroso com um amigo verdadeiro tinha de ser feito, e por isso ele não se sentia um degenerado ou hipócrita.

Bartomolomeu me ensinou muitas coisas, mas no vigésimo quarto eu já não conseguia mais roubar nada, no meu vigesimo quinto eu já não conseguia mais andar, e na noite do meu vigesimo sexto eu estava sentindo a morte me levar, foi quando chegou a hora, Bartolomeu me abraçou e eu renasci como um Ravnos.

Eu via a noite de outra forma, e depois do meu abraço me senti mais vivo do que nunca. Bartolomeu e eu continuamos peregrinando, eu acabei não conseguindo me conter em pegar as coisas do bolso dos outros, Bartolomeu achava graça sempre que eu mesmo acabava pegando algo do bolso dele, mas eu sempre devolvia, aquilo era um mal hábito que era muito util quando eu precisava, fora de hora só me causava problemas, por isso aprendi a me controlar para não fazer nada inusitado e me meter em problemas. Eu levava muito a sério a questão de honra, se eu roubava algo sem intenção acabava por devolver o objeto à pessoa se eu tivesse oportunidade, dizia que havia caído do bolso ou algo assim, Bartolomeu achava nobre mas desnecessário.

Uma noite fomos emboscado pelo Sabá, houve uma batalha, ele ainda não teve chance de me ensinar a lutar o que resultou em me tornar um impecilho para ele, acabei escapando mas Bartolomeu...

Bartolomeu foi o mais próximo que tive de um pai, não desmerecendo os que me criaram como humano, mas ele conheceu meus verdadeiros pais, fez um acordo de cuspe com eles... Eu fiquei raivoso mas precisava de ajuda para me vingar daquele bando específico do Sabá e assim procurei outros do meu clã. para a Ásia, onde sabia que havia maior concentração de meu clã e eles acabaram me encontrando, um grupo de Ravnos que me adotou como irmão deles e assim contei de Bartolomeu, eles concordaram em vingar o irmão de sangue e conseguimos, mas com o passar do tempo eles começaram se degenerar reivindicando dominio, consequentemente eu também, estavamos fora da trilha do paradoxo, começavamos a não mais nos importar e a ceder a besta cada vez mais sabendo que nós eramos os unicos Vampiros da região e temidos por membros da Camarilla e Sabá, mas eu estava desgostoso... Não era para aquilo que havia sido abraçado...

Uma noite fugi deles, para nunca mais voltar... Combinamos de nos encontrar em um local depois de separados, eu simplesmente não fui e fugi apagando meus rastros para que não me achassem.

Peregrinei pelo mundo para reinvidicar quem eu era e achar meu próprio caminho. Para conseguir dinheiro usei um corvo ao qual me afeiçoei, tornei-o carniçal e ensinei ele a roubar coisas pequenas e brilhantes assim dentro de casas com janelas abertas e qualquer outra coisa que pudesse servir para roubo fácil. Ele sempre deixava as coisas em um ninnho para quando eu acordasse me trouxesse tudo, conseguia carteiras, dinheiro, jóias e cartões. Vendia tudo menos os cartões que não tinham utilidade, até certo momento.

Um trombadinha tentou me roubar, mas eu consegui pegá-lo, ele era jovem e implorou para que eu não o entregasse, eu questionei o que ele teria a me oferecer, ele me ofereceu um esquema de dinheiro fácil, me apresentou a Billy Card, um super hacker que conseguia extrair todas as informações das contas e manuseá-las para uma conta fantasma para quem trouxesse cartões de banco para ele, o que ele pedia apenas era metade dos lucros. Poucos sabiam dele afinal ele era uma mina de ouro, era esperto e cheio de sistemas de segurança, tornei-o carniçal para me ajudar com o que precisasse nessa parte.

Billy também me passou um contato importante, seu nome era Google Maps, ele tinha esse apelido porque conseguia o endereço de qualquer lugar que trabalhavam com esse tipo de coisa, compravam coisas roubadas, conseguiam identificar um valor de determinado objeto e etc, e se interessasse eles compravam de você. Toda cidade tinha um cara desses e ele sabia como encontrá-los, de modo que muitos bandidos se reuniam nesses lugares para formar quadrilhas, era como uma Guilda de Ladrões, e eu comecei a fazer parte dela.

Minha sorte estava boa mas uma hora tinha de acabar... Um algoz da Camarilla havia me encontrado, se não fosse os Anarquistas terem chegado também eu certamente teria encontrado a morte final. Os Anarquistas me ajudaram, talvez por contradizerem a Camarilla por natureza. Eles não entraram em combate, o mais influente do grupo usou de sua presença para persuadir o Algoz, eu me toquei porque o argumento que ele havia dado era vago demais. Assim conheci os Anarquistas que não tinham um preconceito com o meu clã, me adotaram também como irmão deles, e eu concordava que a Camarilla era desnecessária, apenas a Máscara deveria ser mantida, o restante das tradições eram todas desculpas para Anciões pudessem manter um controle. Um Vampiro não precisava de nada que não o seu bom senso. Me juntei a eles e a sua causa... Agora continuo a procurar meu caminho, mantenho sempre a mente aberta, procurando sempre conhecimento para achar um sentido na minha não-vida.

Não sou ninguém importante, só para quem eu era... Estão todos mortos.
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