Vallek Morton - Malkavian AT - Sabá

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Vallek Morton - Malkavian AT - Sabá

Mensagem por Zachary em Dom Maio 12, 2013 8:30 pm

DADOS

Nome: Vallek Morton
Natureza: Sociopata
Comportamento: Solitário
Clã: Malkaviano Antitribu
Geração: 11°
Refúgio: Nenhum
Conceito: Carniceiro do Bando

ATRIBUTOS

- Físicos (7)

Força: 1+2
Destreza: 1+3 [Reflexos Felinos]
Vigor: 1+2

- Sociais (3)

Carisma: 1
Manipulação: 1+1
Aparência: 1+2

- Mentais (5)

Percepção: 1+2
Inteligência: 1+1
Raciocínio: 1+2

HABILIDADES

- Talentos (9)

Prontidão: 1 +1 (2 PB)
Esportes: 1 + 2 (4 PB)
Briga: 2
Esquiva: 2
Empatia: 0
Intimidação: 1+1 (2PB)
Liderança: 0
Manha: 2
Lábia: 0
Tempo Malkaviano 0 +1 (2 PB)

Perícias (13)

Empatia com Animais: 0
Ofícios: 0
Condução:1
Etiqueta:0
Armas de Fogo: 3
Armas Brancas: 3 + 1 (2 PB) [Facas]
Performance: 0
Segurança: 2
Furtividade: 2
Sobrevivência: 2

- Conhecimentos (5)

Acadêmicos: 1
Computador: 1
Finanças: 0
Investigação: 1+1 (2 PB)
Direito: 0
Linguística: 0
Medicina: 0
Ocultismo: 1
Ciências: 0
Política: 1

VANTAGENS

- Antecedentes (0)

Mentor: 3 (2 PB)
Geração: 3 (3 PB)

- Disciplinas (4)

Auspícios: 3
Ofuscação: 1

- Virtudes (5)

Consciência: 1
Auto-Controle: 1+1
Coragem: 1+4

Humanidade: 3
Força de Vontade: 5 + 1 (1 PB)

QUALIDADES & DEFEITOS:

Infeccioso (-3 PB)
Pesadelos (-1 PB)
Sede de Inocência (-2 PB)

PRELÚDIO:

Capítulo 01: Degeneração da Infância.

Eu nasci com o nome de Vallek Morton, no extremo norte da Inglaterra em New Castle, em 1973. New Castle é uma cidade de vida noturna bem agitada,com grande atividade marítima de excursões e iates caros - faz sentido, afinal a cidade é muito próxima do mar do norte. Mas nãose engane, não estouescrevendo essas palavras como treinamento de dissertação para um convidativo guia turístico. Essa é a primeiravez que me sento em uma mesa pararelembrar os passos das duas vidas que tive até agora, uma humana e a outra não, com a intenção de entender o que houve em um período específico daminha existência como morto-vivo, e assim compreender também como ela começou de forma tão "incomum" - péssimo eufemismo, eu admito - e terminou da forma que terminou.

Não há muito o que falar sobre os primeiros oito anos da minha vida. Eu era uma criança comum nascida em uma família inglesa de classe média. Meupais às vezes discutiam com ânimos exaltados por causa de dinheiro, mas nada excedia isso. Nunca houve nenhuma agressão física ou moral entre eles, emeus pais eram bem atenciosos comigo. Eu era - como sou até hoje - um sujeito tímido, solitário e falava apenas quando era necessário. Não tinha amigosa não ser aqueles que eu criava na minha cabeça, pois era tão ríspido e sem graça que ninguém gostava de ficar perto de mim por muito tempo. Porém eu não me importava com isso. Eu e Mantus - meu amigo imaginário - nos divertíamos muito mais sozinhos. As crianças pareciam chatas e sem graça, com assuntos e brincadeiras estúpidas como apertar o botão da campainha de alguém e correr logo em seguida. Juro que nunca vi graça nisso. Nessa época as crianças já manifestavam um sentimento desprezível que mais tarde eu identifiquei como hipocrisia. Sempre detestei isso e isso sempre me fez ser sincero, por mais que a verdade machucasse, então sempre fui o sujeito de "jogar na cara" a verdade, o que me fazia ainda mais antipático. Senso de pureza talvez? Pode ser, mas isso só mostra como o mundo é impuro, já que a hipocrisia era a ferramenta de convivência da sociedade contemporânea. Mas isso não era nada comparado ao que aconteceu em Abril de 1981, quando o verdadeiro problema começou.

Em uma noite, meu pai e eu estávamos voltando do mercado de carro. Se bem me lembro já passava das nove da noite e papai como estava embriagado seperdeu, entrando em uma rua diferente que não conhecíamos. Quando ele foi até o semáforo para fazer o retorno um sujeito grande e fedido apontou uma arma para a cabeça dele. Aparentava ser uma .45 ou calibre similar, mas eu tinha oito anos e não me lembro exatamente. O sujeito anunciou o assalto,mas papai sempre fora metido a "machão", a não querer levar desaforo, e reagiu tentando desarmar o sujeito, que sem pensar duas vezes atirou acertandoa cabeça do meu pai. Após o barulho do tiro o homem fugiu, largando meu pai ensanguentado e com a cabeça desfigurada caída sobre o volante. Claro, elejá estava morto. Eu fiquei ali parado, olhando o seu cadáver. Eu não chorei ou esbocei nenhuma reação externa, mas por dentro levei um choque, fiqueisendo "eletrocutado" por vários minutos e percebi a verdade. Se o meu pai, um adulto forte que era a minha inspiração e visão de proteção e força, haviacaído com tanta facilidade nos braços da morte, então o que me ocorreria, sendo eu uma criança? Eu percebi a verdade. Percebi como a vida era frágil e como a morte era inevitável. Então foi nessa hora que parei de temer a morte; me tornei "anestesiado" em relação ao fim de tudo e a encarei com total indiferença quando ela finalmente veio a mim. Mas não vou me adiantar.

O tiro atraiu a polícia e, logo após isso, ocorreu toda aquela situação clichê em casos similares. A polícia recolheu o corpo do meu pai, me levou para casa,informou a minha mãe o que havia acontecido - que começou a chorar desesperadamente - e então dias depois eu fui em meu primeiro velório. Observeitodo o processo de perto, e depois eu o vi ser enterrado. O assassino havia sido encontrado pela polícia e morto em uma troca de tiros, mas nem esse fatoaliviou a dor da minha mãe que passou as próximas semanas em uma decadente tristeza, chorando o tempo todo. Minha mãe parecia não se importar com a minha "inércia" em relação a morte do meu pai. Ela julgou que eu simplesmente era muito novo para entender o que havia acontecido; mas ela se enganou. Eu entendia aquilo melhor do que ninguém naquela hora. E aproveitei essa falta de atenção da minha mãe comigo para me "aprofundar" em minha nova obsessão. Sem ela saber eu revivia o acontecido dentro da minha mente, vendo a cabeça do meu pai explodir com o tiro diversas vezes em um "looping" mental, e sempre que podia pesquisava mais sobre a morte. Estava obcecado pela morte. Logo não demorou muito para duas questõesatormentarem minha mente:

1-) É possível evitar a morte?;
2-) Qual é a sensação de matar alguém?;

Minha vida nunca mais fora a mesma depois disso...

Capítulo 02: Anabelle

O ano agora era 1990. Eu tinha dezessete anos, um estudante noturno. Minha mãe depois de um tempo recuperou parte da persona que ela era antes da tragédia, mas nunca foi tão feliz como era quando meu pai estava vivo. Eu por outro lado só havia "decaído" - na visão da minha mãe. Meus cabelos tinham crescido, e me habituei a usar roupas pretas. Algumas das minhas camisetas tinham anúncios de funerárias locais. "Oh, que original..." alguns vão pensar, mas o que eu posso fazer? É assim que eu gosto de me vestir, e sempre preferi agradar a mim do que agradar as outras pessoas. Minha mãe não gostava, era óbvio, mas não dizia nada. Felizmente temos pessoas mais compreensivas e civilizadas na Inglaterra, então ninguém se revoltava e tentava me agredir por causa do que eu decidia fazer da minha vida - diferente daqueles países de merda de terceiro mundo onde alguém pode ser ridicularizado eaté agredido por causa dos seus hábitos, roupas e crenças.O que mais poderia dizer da minha adolescência mortal? Ah sim! Escola! Eu nunca fui muito fã da escola, então minhas notas eram horríveis e isso sempre gerou brigas com a minha mãe. Mas havia algo que eu gostava de estudar, e era óbvio que setratava da morte. Eu cheguei a ler sobre vampiros, necromancia e outros assuntos similares, na esperança de que houvesse um meio genuíno de contornara morte do corpo físico.Ironicamente os vampiros eram o meu assunto favorito, ganhei grande simpatia por Bram Stoker e Dracula foi o único livro que eu tive saco para ler inteiro. Claro que o cinema foi o próximo passo, mas isso não importa; O que importava era Anabelle. Ela era o motivo para que eu continuasse indo para a maldita escola. Anabelle era uma garota muito pálida, melancólica e calada. Eu a conheci no mesmo ano. Ela era como eu; foi isso que me atraiu nela, e aparentemente ela gostou de mim também. Era engraçado porque todas as vezes que saíamos ela olhava para os cantos assustada e desconfiava, sempre tendo a plena certeza de que alguém estava nos seguindo. Mas isso não me incomodou e continuei gostando dela. Começamos a sair e nos encontrávamos a noite, normalmente nos cemitérios onde havia paz e podíamos conversar de forma livre sobre qualquer coisa. Ela me disse que sua mãe, que chamavam de Madame Anette, fazia uma bebida muito boa, e depois de alguns encontros ela me deu um pouco dessa bebida em um recipiente. Tinha um gosto estranho, mas certamenteera muito forte. No fim da noite nos despedimos e eu, como sempre, a acompanhava até sua casa, que não era muito longe do cemitério de onde costumávamos ficar. Quando fui para casa naquela noite algo aconteceu. Meus sentimentos por Anabelle aumentaram muito. Eu não sabia o que era, mas mal consegui dormir pensando nela. Pensar nela me deixava feliz; me fazia sentir muito bem. Fiquei desesperado para vê-la na noite seguinte. Eu não havia percebido se esses sentimentos começaram enquanto eu estava com ela ou depois que nos despedimos, mas quando cheguei em casa, já estava "tomado" por eles.

Eu cheguei na escola tremendo. Estava excitado, cheio de luxúria. Eu queria ver Anabelle o quanto antes, e quando ela veio mecumprimentar eu a agarrei com ferocidade, a enchi de beijos e me comportei de uma forma idiota, de um jeito que eu normalmente não me comportava. Fiquei com medo achando que isso poderia desagradá-la, mas felizmente ela pareceu gostar. Disse que queria muito me encontrar com ela novamente no cemitério, e fugimos da aula, como de costume. Conversamos, bebemos a bebida da mãe dela, nos beijamos e tudo parecia perfeito; na verdade perfeito demais, já que ela me deixava em um transe romântico inexplicável que só aumentou depois da segunda noite. Eu estava frenético. Minha mãe notou meu comportamentoestranho, notou que eu não dormia bem ou me alimentava corretamente, e discuti com ela quando ela ficou me interrogando sobre o que estavaacontecendo. Mas eu não me importava. Só me importava com Anabelle. Só me importava em vê-la, e tocá-la.

Era a terceira vez que estava lá com ela depois da manifestação desse meu comportamento. Era a terceira vez que bebiamos juntos depois que ela começoua fazer parte da minha mente vinte e quatro horas por dia. Eu dizia desesperadamente como eu a amava, como eu a queria. Era verdade que depois que vi meu pai morrer, a morte me causava fascínio ao invés de medo, mas admito que naquela hora eu temia e muito perder Anabelle. Ela me disse que teriauma surpresa e tanto para mim na noite seguinte, e isso foi o suficiente para me fazer "explodir" em orgasmos o resto da madrugada. De fato foi umasurpresa e tanto. Eu jamais imaginaria aquilo. Anabelle exibia suas presas. "Se lembra que você me disse que gostaria de evitar a morte? Se lembra detudo o que você me contou sobre sua infância e a morte do seu pai? Posso fazer sua vontade se realizar. Você deseja isso?"; Essas palavras ecoaram naminha mente por alguns minutos, e eu olhava Anabelle tão maravilhado que demorei a dizer sim. Depois disso ela disse para abandonar tudo e ir com ela.Foi o que eu fiz, e nós desaparecemos. Desaparecemos por cinco longos anos.

Capítulo 03: Mantus revive.

Durante cinco anos Anabelle esteve comigo. Ela me ensinou muito sobre armas, sobre lâminas; Ela me ensinou a matar, e a gostar disso. Ela satisfez minhas dúvidas de infância. Mas não foi só isso. Muitas coisas aconteceram nesses cinco anos - muitas coisas consideradas grotescas... Ela me levou até Liverpool. Lá conheci Madame Anette, e mais três pessoas. Nathaniel, William e Allen. Todos eles eram um tanto excêntricos. Todos eram como Anabelle. Todos eram vampiros. Meu abraço não veio rápido após a minha fuga. Na verdade eles não me disseram absolutamente nada. Sim, eu era um carniçal de Anabelle, a "bebida" de Madame Anette na verdade era vitae de Anabelle, e Anabelle fazia parte de um bando do Sabá, um bando chamado
"Arautos do Grande Pai" e Madame Anette era a Sacerdote do bando. Mas não me disseram nada disso na época.

Anabelle me ensinou a matar, como eu já havia explicado. Me tornou um homem que gostava do seu trabalho. Estava me lapidando para ser o novo membro do bando, e a ser mais um cachorro louco que sabia latir a palavra "Sabá!". Ela me ensinou algumas coisas sobre fechadura e ligação direta, evivíamos de assaltos. Estávamos mais para uma gangue do que para um bando de criaturas amaldiçoadas da escuridão. E foi assim nos dois primeirosanos do meu "sumiço". Nesses dois anos eu fui responsável por grandes mortes, mortes grotescas e presenciei coisas estranhas entre os meus novos"amigos". Allen dormia com um revólver .44 e uma vez - não sei como - o revólver disparou e arrebentou a cabeça dele. Allen começou a rir, emboraestivesse estirado no chão por causa do disparo. Eu tive que várias vezes correr atrás de Anabelle, pois ela surtava e corria de nós, gritando "Eles estão meperseguindo! Faça-os ir embora!". Eu entrava em pânico, chegava a chorar. Detestava ver Anabelle com problemas, mas depois Anette me explicou que issoera normal, que eu não precisava me preocupar tanto. Era fácil falar. Eu amo Anabelle. Eu sempre era o último a dormir. Gostava de me ajoelhar aondeela estava dormindo, e a acariciava e beijava sua testa por horas e... -

Onde eu estava? Ah sim, me perdoe. Parece que divaguei demais. Enfim, foi somente depois de dois anos, em 1992, quando provei ser "forte e digno" obastante para receber o abraço, que Anabelle veio e me disse que Anette e os demais tinham concordado que eu deveria fazer parte deles como um imortal.Podem imaginar como eu fiquei ao ouvir isso? Ficar com Anabelle para sempre... Era um sonho sendo realizado. Ela me abraçou suavemente e aproximousua boca lentamente de mim. Eu a beijei e disse "Eu te amo". Ela disse que também me amava, e que ficaríamos juntos para sempre. Ela cravou as presasem meu pescoço. Aos poucos minha força ia se esvanecendo, meu pescoço formigava cada vez mais e a visão foi ficando cada vez mais distante, até que seapagou de vez. Bem, não exatamente, pois depois que desmaiei, logo estava sonhando.

Eu ouvia um constante barulho de vento, ininterrupto. Parecia flutuar em um lugar semelhante a uma caverna. Suas paredes eram rochosas, pareciam ter veias pulsando nelas, era um lugar muito frio, e sua coloração se resumia em tons de roxo. O frio aumentava cada vez mais e eu senti um gosto familiar na boca; Era o sangue de Anabelle. O sangue delicioso de Anabelle - agora mais do que nunca. Eu apreciava cada segundo enquanto sentia o vitae escorrendo pela garganta, mas logo em seguida um outro gosto veio a minha boca, e esse já não era bom. Era gosto de terra molhada. Nesse exato instante uma voz que eu nunca ouvira antes ecoou de dentro da minha cabeça dizendo para mim "Abra seus olhos Vallek"; e foi o que eu fiz. Terra penetrava dentro dos meus olhos, bocas e nariz. Não havia luz, apenas escuridão. Eu me movia desesperadamente, sentindo meu estômago queimar com uma fome nunca sentida antes; fome de sangue humano. A terra sedia a cada movimento convulsivo que eu fazia com os meus braços, e quando finalmente eu sai o golpe veio... Ainda não sei como o meu crânio não explodiu por causa daquela pá. Eu tinha 19 anos quando minha vida como humano foi tirada de mim, para sersubstituída por uma existência bestial.

Os anos passavam rápido, e eu e meus camaradas ficávamos mais agressivos do que nunca. Acabei por desenvolver um prazer especial em pessoas "ingênuas", por assim dizer. Eu disse camaradas? Perdão, o termo "primos" seria mais adequado. Eu era parte da família malkaviana. Anabelle me ensinou bastante sobre nós, principalmente sobre a teia. Eu fiquei muito hábil com essa "conexão de primos" em pouco tempo, e desenvolvi bem meus sentidos, acabando por me tornar útil no bando.Entendi o que era a Camarilla, o que era o Sabá, de que lado estava e o que precisava fazer. Felizmente me identifiquei muito mais com o meu lado quando Anabelle me esclareceu as coisas, e fico feliz por não ter sido "pego" antes por algum almofadinha da Camarilla. Éramos um bando de malkavianos, e muitas coisas aconteciam conosco, especialmente comigo. Uma noite Nathaniel veio falar comigo, mas ele disse que não era Nathaniel, e sim Mantus! Falava comigo, e era a mesma voz que eu ouvi na minha cabeça durante meu abraço.Quanto tempo eu não falava com ele? Muitos anos.
Mas mantus não era real, não podia ser, mas ele dizia que era Mantus, e me repreendeu por ignorá-lo por tanto tempo. Eu não sei até hoje se isso é verdade ou Nathaniel está apenas tentando pregar uma peça em mim, mas ele sempre dizia coisas úteis, coisas que me livravam de problemas desnecessários, então deixei como estava e comecei a dar ouvidos a ele. Uma vez eu perdi a cabeça, fiquei fora de controle. Quando me recuperei Nathaniel/Mantus em tom zombeteiro disse que eu deveria entender que dentro de mim havia uma besta que precisava ser estimulada, e não exorcizada ou contida de alguma forma. E então ele me instruiu a procurar uma "forma alternativa de ver as coisas", deixar completamente os resquícios humanos que ainda lutavam dentro de mim por espaço. Ele me disse "Os lasombra sabem como fazer". Certo, agora tenho que procurar alguém que não é da família para me ajudar... Isso nãome inspira confiança, mas como Mantus (Nathaniel?) nunca me desapontou antes é isso que farei assim que tiver a oportunidade.

As coisas não pararam por ai. De alguma forma ou de outra, percebi que isso que alguns de nós chamam de "infecção" é mais forte em mim do que nos outros. Os mortais me fizeram perceber isso. Anabelle também me fez brincar com os nossos rituais, principalmente aqueles que envolviam fogo. No final das contas foi bom porque deixei de ser menos bunda-mole. Enfim eu havia voltado para New Castle com Anabelle e o resto do bando depois de cinco anos de sumiço. O motivo? Matar a minha mãe. A prova final para eles. Isso aconteceu em 1995, exatamente cinco anos após o meu sumisso, como eu havia dito antes. Eles queriam ter plena certeza de que eu não era um bebezinho com presas, mas um autêntico "soldado" da seita. Isso não foi problema - apesar de eu começar a ver coisas estranhas do passado quando voltei para a cidade, como um flashback. O problema foi o que aconteceu depois da morte da minha mãe...

Capítulo 04: Lacuna.

Cheguei finalmente na maldita parte. Esse capítulo é o motivo de eu ter escrito essa epístola idiota. Depois da "prova final" onde drenei minha mãe até a última gota, saímos novamente de New Castle, dessa vez indo para Londres. Londres é uma cidade estranha. Lá o tempo parece passar mais rápido que o normal. Capitei muitas coisas estranhas na teia durante os treze anos que fiquei por lá. A cidade parece realmente ter consciência própria, como muitos de nós costuma dizer de certas partes do mundo. No ano de 2008, na última noite que fiquei em Londres, aconteceu algo grande. Madame Anette veio até nós com mais uma nova "empreitada". O bando iria se separar, cada um indo para uma parte do mundo; cada um caçando um alvo em particular. Tínhamos que destruir uma irmandade mágica que estava espalhada pelo globo, e nos reencontraríamos em Londres depois de sete ou oito meses. Aquele que chegasse primeiro deveria executar o chamado depois desse período. Madame Anette foi para a Suécia, minha amada Anabelle foi para a Alemanha, Allen ficou com o Canadá, Nathaniel/Mantus o México, William na Colômbia e eu por fim fui para os Estados Unidos, em Detroit. Foi doloroso me despedir de Anabelle, mas ela me reconfortou dizendo que logo estaríamos de volta, e que uma viagem faria bem para o nosso aprendizado. Me deram um par de boas facas de caça, uma pistola .50 e munição, e cada um de nós seguiu o nosso destino, de acordo com as informações que Madame Anette passou para nós. Eu deveria encontrar um sujeito chamado Adonis, que frequentava alguns locais "badalados" de Detroit. Esse Adonis seria um poderoso mago. Não me disseram o motivo de Adonis precisar morrer, mas isso era comum. Não fazíamos muitas perguntas; apenas fazíamos o que precisava ser feito. Eu consegui chegar sem problemas em Detroit, e lembro que levei apenas três noites para encontrar meu alvo. Mas e depois? Esse é o problema. Não me lembro. Tive pesadelos com uma criatura humanóide rastejante, com uma boca enorme, cheia de presas. Acordei nesse quarto que agora estou, tendo visões desse ser em todos os lugares, tanto acordado quanto dormindo. Minha boca está suja de sangue seco e eu não tenho mais minhas armas; não sei o que houve com elas. Só tenho minhas roupas e um estranho símbolo nas mãos. Uma espécie de amuleto. Nathaniel/Mantus falou comigo. Ele disse que se manifestaria através da teia caso houvesse necessidade. Ele me disse que eu não poderia evitar essa "abominação" por muito mais, já que ela está me perseguindo. Ele disse que não sabe o que é essa coisa - embora eu duvide um pouco disso - mas ele também disse que é melhor que eu mantenha esse amuleto comigo, já que ele de alguma forma é útil contra esse ser que me persegue. Eu não sei quanto tempo passou desde que eu me encontrei com Adonis, mas assim que acordei comecei a ver essa criatura e Nathaniel/Mantus me disse essas coisas, e agora estou aqui escrevendo essa maldita carta, tentando alinhar os meus últimos passos na esperança de recobrar as minhas memórias. Não sei que casa é essa, não sei que cidade estou ou que lugar do mundo me encontro. Eu nem mesmo sei o que fazer agora... Deduzo que ainda seja o ano de 2008, que ainda tenha se passado apenas dezesseis anos após o meu abraço. Mantus não me diz nada - talvez ele não saiba mesmo ou esteja fazendo suspense. Só vou descobrir o que houve quando cruzar aquela porta e sair dessa casa.

PERTURBAÇÕES

- Fixação em Objeto de Poder (Amuleto)

PERTENCES

Amuleto.



BANCO DE DADOS:

Saldo de XP: 0/0
Ganho de XP: 0

APARÊNCIA:



(Vallek & Anabelle)

RESUMO DE GASTO DE PB:

15 + 6 (Por Defeitos) = 21
Talentos: 10
Perícias: 2
Conhecimentos 2
Antecedentes: 6
FDV: 1

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