Tédio.

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Tédio.

Mensagem por @nonimous em Sex Nov 09, 2012 10:32 pm

Eu realmente não sei qual o sentido de tudo isso, saio do trabalho me arrastado, entro no meu carro, ando pela Via Expressa da cidade em alta velocidade, não ultrapasso os limites, não quero me explicar para minha linda mulher mais uma multa, nem ser inferiorizado pelo meu chefe como um péssimo condutor.
Observo as luzes, o neon, tudo é tão vivido, tão elegante, sombrio, a cidade se mostra para mim, como uma puta de pernas abertas, pronta e receber me membro protegido por um preservativo. Ela me chama, eu resisto, na casa dos trinta sou um garanhão, mas um garanhão castrado, minha mulher vive na minha cola, o medo dos outros verem, do padre, do meu vizinho sem graça o Phill, tudo me amedronta, me põe na linha. Me limita, aprisiona meus demônios, sinto me como um pobre coitado, fadado ao tédio e a fazer sexo com a mesma mulher para sempre, cuidar dos filhos, envelhecer e morrer,tendo apenas uma vida sem graça.
Chego em casa, um belo imóvel no Sunset Boulevard, em um bairro elegante, tradicional, católico, branco, tudo me enoja, os aniversários infantis no final de semana, o penteado da vizinha, o jeito esnobe dessa classe média estúpida, deixo o carro na garagem entro, a tv da sala está ligada.
Subo, beijo minhas filhas, minha esposa dorme na sala de TV assistindo a um programa sobre comportamento feminino, beijo lentamente sua face.

Tomo banho, janto comida requentada no microondas, assisto TV, cochilo como um Zumbi, ando pela madrugada com insônia, olho um relógio em formato de gato, 03:45 AM.

São Seis horas da Manhã de Sabádo, tomo banho, engulo as pressas o café, vou até a garagem, a rua está movimentada, vizinhos fazendo cooper, outros apenas jogam conversa fora, é um belo dia, entro no carro vou trabalhar, as meninas estão dormindo, eu estou cansado um trapo.
A rotina está me matando aos poucos, olho no porto luvas, minha Glock .22 está lá, caso algum engraçadinho tente me roubar, as vezes penso que seria melhor atirar contra minha cabeça, acabar com tudo isso, esse pesadelo, essa morte em vida, mas resisto, penso nas minhas filhas, na minha esposa nos braços de outro, sou realmente egoísta. Chego no trabalho, um grande empresa de investimentos, sou um analista junior, tenho contas no mundo inteiro, clientes podres de rico, que tentam viver o sonho americano.

São 07:00 PM, o sol já se pôs, todo mundo já foi embora, estou como sempre me senti:
Só.

A solidão tem sido uma companheira nesses dias, atravesso a via expressa, em alta velocidade, mas sem ultrapassar o limite de 110Km, não quero ser multado, desvio o caminho vou até uma área boêmia, olho as pessoas, os risos, sua face expondo uma mentira sincera, olho as garotas em trajes mínimos, couro, bebida, viatura de polícia. A noite me chama, sua pele doce, desejos proibidos, luto toda noite contra esses desejos, viver é uma droga, sou tão miserável, fico lisonjeado, algumas garotas me olham, isso mexe com meu ego, saio do carro, vou até um bar, frio na barriga, mãos transpirando como um adolescente na porta de um bordel de 5ª categoria, fco ali parado, pensando em entrar.

Volto para casa, o medo me domina, não posso, não devo.

Deixo o carro na garagem, entro beijo minhas filhas, minha esposa cochilando na sala de TV assistindo algo sobre comportamento feminino.

São 04:00 da manhã uma leve chuva de verão é vista pela janela, bebo um copo de Scoth 12 anos, misturado com água de coco, isso aguça meus sentidos, meus olhos coberto por óculos de grau, vigiam na tela do computador as contas da minha cartela de clientes, em outra aba o Facebook aberto, olho minha conta no Ashley e Madson, visualizo algumas fotos pornográficas, uma dor de cabeça me atormenta. Um vazio interno, algo espreita minha alma, penso na arma, lembro me de sonhos de minha própria morte, esse sonho recorrente, minha esposa dorme, minhas filhas também.


Domingo de manha vou até o escritório, respondo algums Email, Jennie a secretária executiva está por lá, ela usa um jeans apertado, blusa branca, mostrando a barriga, bem mais despojado que os Tailers habituais, tive a impressão de ter visto sua calcinha, para mim era branca de renda, a cumprimento, nos falamos por um tempo, uma conversa fria, penso o tempo todo nela nua, nós dois nos beijando, tenho uma ereção, no despedimos com um abraço, seu corpo é quente, macio.

Vou para minha casa, passo no Wall Mart, compro carnes, ração para o gato e para o cachorro, fraldas, um DVD para minha esposa, uma garrafa de Wysky barato, caminho até o estacionamento, solitário, piso molhado, ainda pensando na atendente, seus olhos claros, penso nela só de calcinha, a senhora Jones passa por mim, a cumprimento, pergunto se deseja ajuda para guardar suas compras, ela diz que não, pergunta sobre minha família, eu respondo que está tudo bem, mesmo não estando, meu casamento está por um fio, a hipoteca da casa foi para o inferno tempos atras, não tenho dinheiro para financiar faculdade da minha filha mais velha.
O domingo se arrasta comigo no sofá, brigo com minha esposa algumas vezes, aparo a grama, levo minhas filhas no parque antes do anoitecer, volto para casa, durmo cedo, acordo de madrugada, a insônia se torna minha companheira na solidão.

Segunda Feira acordo as 05:45, tomo banho, levo minhas filhas na escola, minha esposa ainda dorme, minha sala está organizada e limpa, a coca cola e pizza que comi na mesa desapareceram, vejo a Jennie, com seu tailler preto, óculos, passa por mim sorri, talvez esteja me dando mole, nunca vou saber.
A noite cai, trabalho até mais tarde, minha esposa liga, digo que estou no trabalho ela não acredita, eu não ligo, talvez sim. Vou embora antes das 09:00PM, vou pela expressa, ando pela cidade, contrato uma prostituta, marco um lugar, não vou, tenho medo.
Penso em desaparecer, ir embora de tudo, da rotina, da minha família, de tudo. Mas não tenho coragem, perdi a muito tempo forças para lutar, para reagir, existo em um estado suspenso de morte. Meu telefone toca, ouço a voz doce da Jennie, ela me convida para alguma coisa que não presto atenção, digo que vou, mas não consigo, chego em casa.

Na Terça Feira, acordo ás 06:45, vou trabalhar, no caminho deixo minhas filhas no colégio, a mais nova Penny tem dois anos, minha esposa vai até o clube de leitura, usa o carro do seu pai. O dia se estica, chove boa parte da tarde, almoço com a Jenny, falamos sobre a vida, filosofia, cristianismo, política, ela me olha, eu também olho para ela, sentimos algo um pelo outro, não sei o que é, mas o cara de baixo sabe, ele fica ereto o tempo todo. A noite cai, saímos juntos, bebo algo, contrariando meu bom senso, ando a mais de 180KM na via expressa, penso em morte, esqueço, as mãos quentes da Jennie estão no meu rosto, vamos para um motel, acordo nu, em uma banheira com gelo, meu telefone toca, chego na minha casa, está isolada por fita zebrada da polícia, meu carro foi levado, vou de táxi, ligo para o escritório, é Quinta Feira, não conhecem nenhuma Jenny, acho que eu a amo, mais tarde, um policial me procura diz que minha esposa e filha estão desaparecidas, estou só, sinto um alívio interno, me sinto mal, por isso, sou um cretino egoísta, talvez seja o choque, me levam para um hospital, fico por lá na sala de choque, pessoas que sofreram traumas psicológicos, ainda penso na Jenny, a polícia me procura de novo, dessa vez com um par de algema, leem meus direitos, sou levado até uma delegacia local, o Tenente me chama de idiota, me pergunta cadê o dinheiro, eu apenas sorrio, o advogado chega, durmo naquela cela, por várias noites, eles me perguntam da minha esposa, acham que eu a matei, falo sobre a Jenny, ninguém acredita em mim, o juíz me dá 4 a 10 anos de prisão para cumprir na Folsom, no caminho, penso na Jenny, na minha vida, em mim, na minha esposa, na minha rotina, sinto saudades, mas é tarde demais.
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Re: Tédio.

Mensagem por @nonimous em Sab Nov 10, 2012 3:45 pm

O levantar da Noite.

Saio pela porta da frente do presídio, fiquei trancafiado por malditos 4 anos e meio, saio na condicional, o agente da condicional o Senhor Nrmam, Pete, eu me acostumei a chamar ele assim.
Está me esperando no carro, entro o cumprimento, ele me olha para pôr o sinto, saímos vou para um Motel na Rodovia Leste do Estado, fico por lá tenho um pouco de grana, minha conta ficou congelada por anos, tirei no caixa eletrônico do presídio.

Me sento naquela cama com lençóis brancos e limpos, observo o ventilador, penso em todo o sofrimento, a perda de minha mulher e filhas, meu emprego, minha liberdade, as surras constantes nos primeiros dias de Prisão.
Quase choro, mas me levanto, chega de auto piedade, vou até a recepção peço um computador e um carro, eles me falam onde conseguir, alugo um ponho na conta, parto para o primeiro Wall mart, compro um belo NoteBoook com meu velho e bom, Dinersclub International, não foi bloqueado, porque abri minha conta no Brasil, paraíso fiscal para nós que estamos querendo esconder algo.
Abro a tela fluorescente do Notebook, entro com minha senha, e lá está meu primeiro milhão de dólar, a muito tempo vinha desviando pequenas quantias das contas que gerenciava, nada muito chamativo, vinte mangos aqui, trinta centavos ali, ninguém dava falta, ninguém que tenha dezenas de milhões liga para isso, meus clientes não ligavam.
Quando auditorado falava ser taxas internacionais, eles engoliram, e assim juntei meu primeiro milhão escondi de todo mundo, pensava em usar essa grana mais tarde, sairia da América, mas as coisas ficaram estranhas, algum engraçadinho tirou minha família, minha vida, minha liberdade, ele esperava que eu enfiasse uma bala na cabeça, mas adivinhe filho da puta, cá estou eu, e em breve vou lhe encontrar, e acertaremos as contas.

Passo mais de um mês naquele motel, leio o jornal todos os dias, meu agente de condicional me visita toda Quarta, conversamos pergunto da minha esposa a polícia não tem notícias, esqueceram o caso, eu me revolto. Mas não demostro, digo está conformado, procurando emprego, me oferecem de porteiro em um grande hotel, eu aceito, e assim se passam 9 meses.

10 meses se passaram, trabalho como porteiro do Gram Hitz Plaza, conhece muita gente, meu milhão já virou quase dois, investi no lugares certos, já cumpri minha pena total, estou livre, compro uma arma, um Taurus .040, rápida, mortal e linda.
Vou atrás da minha família, a casa foi vendida pelos pais dela, eu não tenho família, sou órfão, cresci em uma casa de menores infratores. Procuro o policial responsável pelo caso do desaparecimento de minha família, ele está internado, ficou louco.
Visito ele, se lembra de mim, eu pergunto ele diz que sim, me conta com alguma resistência o que houve, minha esposa era uma advogada, se aposentou para cuidar das crianças mas estava envolvida com um tipo e culto de bruxaria, ele me fala coisas sem nexo, vampiros, bruxos, clãs, vou embora, ele ficou mesmo louco.

Pesquiso o clube do livro, não existe, ela mentiu para mim, sempre mentiu para mim. Vadia.
descubro que ela frequentava um culto secreto, o prédio onde se reuniam fechou, foram para para Pensilvania, viajo para lá, peço demissão, meu chefe quase implora digo que estou doente, e parto para lá na manhã seguinte com um milhão e meio.

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Re: Tédio.

Mensagem por Ignus em Sab Nov 10, 2012 4:06 pm

Muito bom.

Haverá continuação?
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Re: Tédio.

Mensagem por @nonimous em Sab Nov 10, 2012 4:32 pm

Sim...rsrsrsrs
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Re: Tédio.

Mensagem por HaSSaM em Sab Nov 10, 2012 8:01 pm

Vai tomar no cu... Ficou Foda!!!

O inicio pelo menos.
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Re: Tédio.

Mensagem por @nonimous em Sab Nov 10, 2012 8:34 pm

A ideia do conto é ser uma narrativa de anseios masculinos. Mas tem de ter elementos fantasiosos do mundo das Trevas
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Re: Tédio.

Mensagem por @nonimous em Dom Nov 11, 2012 4:19 pm

Cheguei na cidade faz algumas dias, me hospedo no hiltom, não sou de gastar dinheiro fácil, mas a essa altura um pouco de conforto não faz mal. Aluguei um mercedes sedam
rápido resistente, e chama pouca atenção.
Pesquisei algumas pistas, algumas foram esfriando até desaparecer, mas uma em especial me chamou atenção, um clube noturno chamado SilkMasquerade, já ouvido falar nessa palavra antes, Masquerade, não sei o que é mas é algo importante para esse culto, importante para minha amada e falecida esposa.
Apesar de tudo eu a amava, seu jeito doce, sua inteligência, na verdade quase tudo que compramos tinha o dedo dela, sempre fui um sonhador, ela ´´pé no chão´´ se formou em Direito em Princetom, abandonou o trabalho para cuidar de nós, eu e as crianças.
Vou até esse clube, banco o ricaço, e eu sou de fato um ricaço, a entrada é 45 dólares, compro um terno moderno, me misturo, ano por lá, tem muitas figuras, gente rica, e uns esquisitões, alguns estão tão altos que não piscam, são pálidos.
Vasculho o lugar, bebo um drinke, desço para o subterrâneo, é meio esquisito me dá calafrios, espero que os esqueletos nas paredes não sejam reais e esse não seja um maldito culto voodoo.
Uma cena me chama a atenção em uma sala pequena e oval, pouco mobiliada, dois homens transam com várias mulheres, contei seis, a cena me enoja, elas estão sujas de sangue e em transe, que malditas aberrações são essas coisas, quem são eles um espécie de culto macabro canibal? Fico ali observando por um bom tempo, vou embora desapercebido, subo para o estacionamento, já se passaram 3 horas dese minha entrada.
Vou até o estacionamento, pego o carro vou embora, mas a imagem daquelas mulheres sujas de sangue me enoja, me assusta, tenho pesadelos.
Ligo no hospício, o policial Andrew Garthmam, o louco que cuidou do caso do desaparecimento de minha família recebeu ´´ alta´´ eu nem sabia que loucura tinha cura, deixo um telefone, por motivo de sigilo só podem dar o contato do paciente a parentes, eu não consegui mentir.

Sabádo, visito o SilkMasquerade, Domingo está mais vazio, o lugar é sempre cheio de figurões, vi artistas de Hollywood, políticos, e pelos carros são podres de rico, mas o publico é diversificado, vi Skinheads, Punks, homens com ternos caros, motoqueiros, e outros estilos que não ouso descobrir o que é. Segunda está fechado, reabrem na Quinta, nenhum funcionário fala comigo, todos eles tem uma característica em comum, estão sempre com sono. O clube só abre após o anoitecer, não sei o que é Masquerade, Quinta relaxo um pouco, assisto um filme a tarde, lá conheci Sandy, conversamos um pouco ela me deu seu telefone.
Sexta de manhã acordo com um telefonema do policial Andrew, pode me chamar de Andy, eu falo sobre o Silkasquerade, ele me assusta, me diz para me afastar da cidade, ir embora quando ainda dá tempo, ele foi compulsoriamente aposentado, me explica que essa expressão Masquerade, é um código interno para sigilo, segredo, quem o revelar será morto, o cara ainda é maluco, finjo interesse e desligo o telefone.
Sabádo volto para o SilkM., como é carinhosamente chamado por alguns, consegui falar com alguns frequentadores, eles são evasivos, dispersos. Alguns estranhamente conversam comigo, para na noite anterior não se lembrar de mim.

Segunda Feira, acordo cedo, ando um pouco voau até a academia, tenho feito isso para esquecer o passado, as vezes choro, fico deprimido, encho a cara, realmente não sei qual o sentido para tudo isso, ainda não trouxe minha grana para América, mas já ganhei um pouco, mais, Sandy anda sumida, faz duas semanas que não falo com ela, vou até sua casa, entro pelos fundos, está tudo revirado, ela não está, não chamo a polícia, o que vejo é o suficiente, tenho um pulseira do SIlkM. Porque maldição as pessoas mentem para mim.
Barulho de chaves, ela entra, Sandy é looira magra, charmosas está com um cara, um dos frequentadores excêntricos que vi outra noite, eles sombrem para o quarto, não é preciso ser muito experto para perceber, subo, sempre fui um pouco Voyer, mas o que vejo me deixa doente, o esquisitão sugando sangue como um bebê, do punho dela, e ambos gemendo como se tivessem trepando, fico puto, entro perdi a cabeça, tomo coragem, mas segundos depois me arrependo.
Grito ela, xingo de vadia, ela apenas chora, o esquisitão vai na minha direção, eu fico parado, medo, raiva e fico parado, ele me golpeia, caio, como uma boneca.
Minha fúria vai ao extremo, mas continuo racional, saco a Taurus, miro para ele, ele sorri, e avança eu atiro, ele continua, atro de novo, ele continuo, descarrego o pende e o maldito cai, eu corro, olho para trás apenas para ver Sandy gritando meu nome e sua face suja de sangue sendo apertada contra a janela de vidro, sua face, é o horror encarnado, a dor o desespero, o pranto.

Eu sou a culpa, a dor, o suicídio.
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Re: Tédio.

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