Curtis D. Marshall - Carniçal - Independente

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Curtis D. Marshall - Carniçal - Independente

Mensagem por No One em Ter Jun 21, 2011 12:04 am

Nome: Anna
Personagem: Curtis David Marshall (aka. Karel B. Ziegler)
Criatura: Carniçal (Independente)

Natureza: Visionário
Comportamento: Excêntrico
Conceito: Necropsista

ATRIBUTOS (3 - 4 - 6)

Físicos
- Força: 1 + 1 = 2
- Destreza: 1 + 1 = 2
- Vigor: 1 + 1 = 2

Sociais
- Carisma: 1 + 2 = 3
- Manipulação: 1 + 2 = 3
- Aparência: 1

Mentais
- Percepção: 1 + 1 = 2
- Inteligência: 1 + 3 = 4
- Raciocínio: 1 + 2 = 3

Especialização Inteligência: Analítico

HABILIDADES (4 - 7 - 11)

Talentos
-Prontidão: 1
-Intimidação: 2
-Manha: 1
-Lábia: 0 + 2 (Bônus)

Perícias
-Condução: 2
-Armas de Fogo: 2
-Armas Brancas: 2
-Segurança: 1

Conhecimentos
-Acadêmicos: 1
-Finanças: 1
-Investigação: 1
-Direito: 1
-Lingüística: 2
-Medicina: 3 + 1 (Bônus)
-Ocultismo: 0 + 3 (Bônus)
-Ciências: 2

Especialzação Medicina: Legista

ANTECEDENTES (5)
Recursos 3
Influência (polícia) 2

DISCIPLINAS (P1 + 1)
Potência 1
Auspícios 1

VIRTUDES (7)
- Consciência: 2
- Autocontrole: 4
- Coragem: 4

HUMANIDADE: 6

FORÇA DE VONTADE: 4 + 4 (Bônus) = 8

QUALIDADES E DEFEITOS

Memória Eidética (Qualidade – 2p)
Vontade de Ferro (Qualidade – 4p)
Imunidade a Laço de Sangue (Qualidade – 6p)*
Compulsão (escrever) (Defeito – 1p)
Spoiler:
-Curtis sempre foi propício a devaneios ou se perder no meio de várias linhas de raciocínio, por isso criou o hábito de fazer anotações sobre seus pensamentos. Embora isso de fato ajude a se organizar, o hábito tornou-se tão freqüente que Curtis não consegue mais raciocinar ou relaxar direito se não estiver escrevendo. Ele carrega um caderno onde quer que vá e costuma registrar todo tipo de coisa que lhe vem à mente, até mesmo as idéias menos importantes.
Segredo Sombrio (Defeito – 1p)
Spoiler:
-A Segunda Grande Guerra já passou mas, esmo depois de tantos anos, ainda existe muita gente que se lembra dos horrores do regime nazista e deseja justiça (ou vingança). A identidade original de Curtis é caçada por crimes contra a humanidade e ele pode responder por morte caso seja descoberto pela sociedade mortal.
Vítima da Máscara (Defeito – 2p)
Spoiler:
-Não é que Curtis não entenda sobre a sociedade vampirica, ele simplesmente não reconhece vampiros como outra espécie de criatura. Curtis não acredita no sobrenatural; o “fantástico” e inexplicado pela ciência apenas não foram estudados o bastante. Ele considera que os vampiros são seres humanos vitimas de alguma enfermidade ou mutação, as crenças dos membros causadas por perturbações mentais, por isso as partes mais complexas da sociedade vampirica (fortemente enraizadas em mitos e lendas) se perdem para ele.
Objetivo Condutor (descobrir a cura para o vampirismo) (Defeito – 3p)
Spoiler:
-Curtis acredita que o vampirismo é na verdade uma condição patológica e, como tal, deve ser estudada apropriadamente. Ele se esforça para obter todo o tipo de informações sobre vampiros, seu funcionamento físico e mental para armazená-las e analisá-las, no esforço de encontrar uma cura ou modos de controle para os indivíduos com essa condição. Curtis considera esse o seu grande objetivo de vida, sua contribuição para a humanidade, e se recusa a descansar sem te-lo completado (mesmo que isso signifique viver do sangue desses “infectados”).


PRELÚDIO


Nascido Karel Bedricht Ziegler em 1920, na cidade de Munique, Alemanha. Karel (ou Curtis, como viria a ser conhecido no futuro) teve sua vida e personalidade definida por ter uma capacidade intelectual acima no normal e uma saúde frágil. Filho único em uma família de classe média-alta, Karel cresceu isolado do restante da sociedade devido à superproteção de seus pais, condições que contribuíram para o desenvolvimento de sua personalidade enquanto alguém independente, egocêntrico e bastante anti-social.

Sua infância e adolescência passaram marcadas por relações sociais complicadas, porém com feitos acadêmicos notáveis. Ao término de seus estudos básicos, Karel decidiu seguir no caminho da medicina, onde se dedicou à área de pesquisa e se mostrava um profissional extremamente promissor. Tinha preferência especialmente pela área de anatomia e logo se acostumou mais a lidar com seus “pacientes” mortos do que com os vivos.

E então a Alemanha entrou em guerra e esse se tornou o centro da atenção de todo o mundo pelos anos que se seguiriam. Com os olhos do governo voltados para os esforços de guerra e o grande incentivo às pesquisas médicas, Karel juntou-se ás tropas nazistas atuando em bases de pesquisa e experimentação humana. Karel nunca possuiu muito interesse político mas o auxilio ao Reich lhe garantiria prestígio e ótimas oportunidades de trabalho; na época lhe pareceu uma boa idéia, mesmo que os experimentos por vezes conseguissem lhe embrulhar o estômago.

Karel teve seu primeiro contato com aquilo que se tornaria o centro de seus estudos na Rússia, quando um prisioneiro de guerra foi levado, a muito custo, para sua sede de pesquisa. Ele demonstrava força e resiliência sobre-humana, deformidades físicas e um temperamento descontrolado, talvez induzido por alguma espécie de droga. As tentativas de experimentação com esse prisioneiro foram complicadas e ele teve que ser executado, já que sua instabilidade mental se provou um risco grande demais, resultando na morte de alguns colegas de Karel, por pouco a dele próprio. No entanto, Karel ficou fascinado com o que descobriu depois de alguns testes com tecido vivo e após a autópsia. A substância responsável pela alteração física e mental do paciente estava contida na corrente sanguínea e possuía grandes propriedades regenerativas, que se manifestavam nos pacientes que recebiam transfusão por um pequeno período de tempo.

Apesar do contato breve com o prisioneiro, os relatórios de Karel a respeito desse caso em particular chamou atenção, especialmente de um indivíduo de nome Enrico Rosicceli, um aliado estrangeiro de grande dinheiro e influência dentro do governo alemão (embora o que exatamente ele fazia tenha sempre ficado incerto para Karel; era o tipo de assunto mantido privado em tempos de guerra). Rosicceli se dizia um médico também e queria tornar-se um associado. O jovem alemão disse a Rosicceli que acreditava ter descoberto alguma coisa grande, uma descoberta equivalente à penicilina em termos medicinais. Rosicceli respondeu que ele mesmo tinha feito algumas pesquisas similares e desenvolvido uma droga eficaz que poderia ajudar Karel, caso ele ajudasse Rosicceli em retorno e estivesse disposto a se submeter a medicamentos ainda experimentais. Os argumentos utilizados na época foram bem arquitetados para não levantar suspeitas, nem mesmo ao próprio Karel, sobre a verdadeira natureza de Rosicceli e de sua proposta. A curiosidade do alemão foi maior do que sua auto-preservação e ele aceitou.

Pelo ano que se seguiu, Karel injetou-se com a droga que Rosicceli lhe entregava pelo menos uma vez por mês, com resultados notáveis. A medicação o deixava muito mais desperto, mas disposto e praticamente neutralizava seus problemas de saúde. Apesar do aumento de intolerância e ansiedade como efeito colateral, Karel ficou maravilhado com os resultados. Sua amizade com Rosicceli cresceu; por algum motivo, Karel se sentia extremamente atraído pela personalidade de Rosicceli, esperando ansiosamente por cada breve encontro mensal, executando com disposição cada “favor” que seu sócio lhe pedia. Esses eram constituídos de estudos de outros “pacientes” fornecidos (alguns em estados realmente estranhos, como deformidades horrendas ou condições absurdas de morte), além de servir como informante da situação alemã. A guerra era um problema, mas por algum motivo a influência de Rosicceli conseguia passar por cima de qualquer contratempo. Seus serviços eventualmente se tornaram quase exclusivos para Rosicceli, causando o afastamento de Karel dos núcleos mais prestigiados do Reich.

A guerra continuava, no entanto, e a situação para o Eixo se tornava cada vez mais complexa. Karel foi forçado a voltar para a Alemanha depois que regiões conquistadas começavam a ser invadidas pelas forças Aliadas e nem mesmo seu lar era mais seguro, agora vítima de bombardeios. Em sua ultima visita, Rosicceli informou que estava deixando a Europa graças a alguma coisa relacionada com os problemas que a guerra causou para sua família na Itália e queria que Karel lhe acompanhasse. Karel não hesitou muito para concordar, sua consideração por Rosicceli era grande demais para permitir que seu amigo passasse por tamanha provação sozinho. A situação se desmoronava na Alemanha, sua derrota na guerra agora parecia mais do que provável. Então, em Maio de 1944, ambos partiram rumo a America.

Graças as suas conexões, Rosicceli conseguiu que chegassem até a America sem delongas demais, onde Karel mudou sua identidade para Curtis David Marshall. Foi nesse período que Rosicceli decidiu revelar a origem da “medicação” que ele entregara a seu associado durante o ultimo ano – o sangue de suas próprias veias. De certa forma não foi tão surpreendente para Curtis, que tinha examinado aquele estranho prisioneiro no campo de concentração russo, mas ele não conseguia deixar de sentir certa aversão e desapontamento com seu antigo amigo. A sensação aumentou depois que Rosicceli contou a Curtis sobre vampiros e afirmou ser um deles – ladainhas delirantes, certamente. A mente de seu amigo deveria ter sido mais afetada pela guerra do que aparentava.

Ao invés de afastá-lo, a revelação fez com que Curtis ficasse mais próximo de Rosicceli, passando junto dele os anos que se seguiram, desejando tanto apaziguar seu amigo dos delírios que lhe acometiam, quanto continuar seus estudos sobre aquele fenômeno estranho. Rosicceli se divertia com a negação de Curtis, a quem ele começou a chamar de “carniçal”, e tratava-o relativamente bem, considerando as circunstancias.

Curtis logo viu o quão terríveis e perigosos esses infectados conseguiam ser; ele teve um longo tempo para isso. Depois da chegada de ambos na America, passaram anos mudando de cidade e estado com freqüência, o estilo de vida de Rosicceli impossibilitando qualquer chance que Curtis poderia ter de voltar a viver uma existência normal. Curtis viu e sofreu com diversos tipos de horrores ao longo de aproximadamente 60 anos (coisas que até mesmo testavam sua percepção racional) enquanto esteve com Rosicceli, direcionado por seu amigo a fazer serviços diversos, esses muitas vezes ilegais e/ou relacionados a outros “vampiros”. Ele tornara-se o elo entre Rosicceli e a sociedade “mortal”, tendo que aprender forçadamente como lidar apropriadamente com outras pessoas e se esforçava para aderir uma vida cotidiana comum, mesmo quando isso era apenas fachada. Nos tempos mais recentes e tranquilos(ano de 2004), Curtis conseguiu um trabalho como medico legista, posição que Rosicceli achou bem conveniente.

Sua vida mudou drasticamente em 2007 quando, durante um choque com outros membros da sociedade vampirica, Rosicceli, o único e mais antigo amigo de Curtis, acabou morto. Foi surpreendente o fato que Curtis não sentiu tanto a falta de seu amigo. Na verdade, foi após o fim de Rosicceli que Curtis percebeu o quanto ele tinha sacrificado por um homem que lhe infectou com a doença vampirica (ainda que um estado mais brando; Curtis não apresentava severa heliofobia ou impulsos predatórios), o trouxe para a clandestinidade e tratou-lhe como um servente durante tantos anos.

Tentou durante algum tempo se afastar dos assuntos relacionados aos vampiros, temendo que os assassinos de Rosicceli lhe procurassem, e se focou em seu trabalho como legista. Pela primeira vez em muito tempo, Curtis conseguia interagir normalmente com outras pessoas e criar alguns laços de amizade verídicos. Esse breve período de felicidade não durou muito. Logo Curtis percebeu os problemas de não ter mais o sangue de Rosicceli para se alimentar - o sangue vampirico, apesar de todos os benefícios, era como uma droga a qual ele se tornara dependente. Curtis se viu obrigado a buscar por outros vampiros para saciar seu vício e sustentar seu corpo ainda jovem. O contato com os infectados também era crucial para a continuação de seus estudos, esse sendo a principal motivação para Curtis continuar sua existência, apesar da sociedade de indivíduos perigosos com a qual estava se envolvendo.

Nesse tempo que esteve livre, Curtis aprendeu como sobreviver sozinho, dependendo de força bruta quando necessário. Ele se associou momentaneamente com outros membros pelos últimos anos, realizando serviços em troca de sangue. O sangue de nenhum outro dos infectados lhe afetou do mesmo modo que Rosicceli e Curtis aproveitava do fato para manipular alguns dos membros jovens, quando necessário. Vez ou outra, nos momentos de maior desespero, Curtis fora obrigado até mesmo a caçar por seu sustento, sempre planejando com antecedência e agindo durante o dia. Os periodos de abstinência fizeram seu corpo se deteriorar parcialmente, fazendo Curtis parecer mais velho do que era quando encontrou Curtis pela primeira vez, embora sua aparência nem de longe reflita fielmente sua idade real.

O tempo moldou a personalidade de Curtis como alguém frio e distante, porém com um objetivo surpreendentemente filantrópico. Ele sinceramente deseja desenvolver uma forma de trazer os vampiros de volta à normalidade, ou pelo menos eliminar os efeitos ruins de sua condição, e não só em benefício de si mesmo. Ele age com poucos escrúpulos em nome de seu grande dever, no entanto, e por vezes ultrapassa o limite daquilo que é aceitável em busca de um bem maior. Seus relacionamentos com as outras pessoas é perturbado pelo estado de irritabilidade e ansiedade provocado pelo sangue que ingere, e também por sua constante desumanização, embora Curtis raramente tenha consciência disso. Apesar de tudo, ele ainda pensa em si mesmo como alguém brilhante, destinado a grandes feitos.

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