Mahadev Amal (Um best seller que foi vetado)

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Mahadev Amal (Um best seller que foi vetado)

Mensagem por MEZENGA em Qui Abr 28, 2011 3:19 pm

Eu gostei tanto do meu prelúdio e ficha, que vou deixar para a posteridade aqui... Espero que apreciem a história e que me digam, se fosse na crônica de vocês, esse personagem seria vetado? hehehe

PRELÚDIO

Capítulo 1- O Filho de brâmane

Mahadev Amal é um jovem promissor que vive num rico
povoado brâmane. Talentoso, esbelto, ávido pelo saber, era
adorado por todos. Estava avançado nos ensinamentos
brâmanes e todos viam nele um futuro brilhante. Aprendeu
com os melhores mestres, idiomas, ocultismo, como encontrar
as maiores
informações e assim... Pressentia-se nele um sábio, um
sacerdote, um príncipe entre os brâmanes. E quem mais o
adorava era um grande ancião dos brâmanes, diziam que era
um grande sábio e que já havia vivido mais do que todos em
seu povoado, seu amigo Baxt. Porém, para si mesmo, Mahadev
não tinha alegria. Para si mesmo não era fonte de prazer.
Abrigava em suas entranhas o descontentamento. Sentia que o
amor que recebia de todos nem sempre teria força para
alegrá-lo. Também sentia que já tinha absorvido os
principais ensinamentos brâmanes, mas não eram
suficientes. Questionava a validade dos rituais, por
proveitosos que fossem, eram apenas água; não o davam o
real conhecimento, o real poder; não curavam a sede do
espírito; não aliviavam a angústia do coração.
Excelentes eram os sacrifícios e as invocações dos deuses
- mas que lhe adiantava tudo isso? Propiciavam os
sacrifícios a felicidade. E onde se podia encontrar a
verdade
a não ser no próprio eu, naquele âmago indestrutível
que cada um trazia em si?” Insatisfeito com isso, resolveu
unir-se a um grupo de samanas (sábios mendigos nômades)
que passavam pela cidade, para encontrar sua felicidade e o
seu caminho.
Baxt neste momento
faleceu e no momento de sua morte prometeu acompanhar e
proteger Mahadev até o fim dos tempos, dizia que via um
futuro brilhante e que na verdade aprendia com Mahadev mais
do que ensinava e seu aprendizado continuaria mesmo após
sua morte. Neste momento Mahadev, reconheceu a voz e a
presença de seu mestre, amigo e companheiro, que em forma
espiritual o acompanhou em sua jornada.

Capítulo 2- Com os samanas

Com os samanas, Mahadev aprendeu a jejuar. “A carne
sumia-lhe das pernas e da face”. Passando pelas cidades,
olhava a vida nela com desprezo. “... nada disso era digno
de ser olhado. Tudo era mentira, tudo fedor; tudo
recendia a falsidade, tudo criava a ilusão de
significado, felicidade, beleza e, todavia, não passava de
putrefação oculta. Amargo era o sabor do mundo. A vida era
um tormento”. O objetivo de Mahadev era tornar-se vazio,
vazio de sede, vazio de desejos, vazio de alegria e de
pesar. “Exterminar-se, distanciando-se de si mesmo; cessar
de ser um eu”.
Esse era o objetivo e a filosofia de vida dos samanas.
Assim, meditavam, jejuavam, transferiam sua alma para
garças e viviam a vida das garças, transferiam sua alma
para chacais mortos e vivenciavam a auto-decomposição.
Encarnavam pedras, troncos, folhas e árvores.
“Os dois” passam três anos na companhia dos
Samanas. Mahadev notou que o modo de vida samana é uma
forma de fugir da vida e do eu, e resolve parar de
segui-los, fator catalizado pela descoberda de um sábio
conhecido como Hector, ele não tinha nem um nome Indiano e
mesmo assim era cheio de conhecimento, surgia
apenas no anoitecer e estava arrebanhando vários
discípulos que diziam que ele havia alcançado a
Iluminação. Mahadev também nota que nenhuma doutrina é
capaz de fazer a pessoa atingir a iluminação, apenas a
vivência tem essa capacidade. E os dois vão ao encontro de
Hector.

Capítulo 3- Hector o Ancião Ravnos

Nesse momento os Mahadev encontra Hector e houve sua
doutrina, o que faz ele confirmar sua teoria de que nenhuma
doutrina, somente a vivência, pode levar e iluminação.
Ouvindo Hector, Mahadev não manifestou muito
interesse em sua doutrina, mas observou atentamente sua
silhueta, seus gestos, sua voz, os ombros, os pés.
“Parecia-lhe que as falanges de cada dedo eram doutrina,
falavam, respiravam, exalavam aroma, derramavam o brilho da
verdade”.
Certa vez Mahadev manifestou seu apreço pela
doutrina, e disse que não seria seu discípulo, pois a
iluminação não pode ser ensinada por
doutrinas, só por vivência, e que Hector não contara
como foi sua experiência na hora da iluminação, porque
isso era impossível de ser descrito. Portanto, seguiria o
seu próprio caminho sem nenhuma doutrina e nenhum mestre,
até alcançar seu destino ou morrer. Hector disse que o
desígnio de sua doutrina é a redenção do sofrimento,
nada mais e que me daria liberdade para viver, mas que um
dia nos encontrariamos novamente e neste dia, Mahadev seria
iluminado e receberia sua iluminação.

Capítulo 4- Despertar

Partindo da Índia Mahadev reavalia toda
sua vida passada e a abandona, sentindo-se incomparavelmente
só, pede o silêncio de seu amigo, mestre e companheiro
Baxt, pois não pertenceria a mais nenhum grupo, seria
apenas Mahadev. Antes fora râname, samana... agora, apenas
ele mesmo ... lhe parecia que o verdadeiro pensar consistia
no reconhecimento das causas e que, desse modo, o sentir se
convertia em
saber, o qual, em vez de dissipar-se, criaria forma
concreta e irradiaria seu teor. Depois de tantos mestres, de
tantos conhecimentos, descobriu que a coisa que sabia menos
era sobre o ele mesmo, Mahadev.
Então, olhou para o mundo a seu redor,
como se o enxergasse pela primeira vez. Belo era o mundo!
Era variado, era surpreendente e enigmático! Lá, o azul;
acolá, o amarelo! O céu a flutuar e o rio a correr, o mato
a eriçar-se e a serra também! Tudo lindo, tudo misterioso
e mágico! E no centro disso tudo se achava Mahadev, a
caminho de si próprio... Não havia mais aquela
multiplicidade absurda, casual, do mundo dos fenômenos,
desprezada pelos profundos pensadores brâmanes, que
rejeitam a multiplicidade e esforçam-se por achar a
unidade... O sentido e a essência das coisas não se
achavam em algum lugar atrás das coisas, senão no seu
"interior”.
Então mahadev pensou “andei deveras surdo e
insensível”... Eu,
porém, que almejava ler o livro do mundo e o livro da
minha própria existência, desprezei os sinais e as letras,
em prol de um significado que lhes atribuía de antemão.
Ora, isso passou. Despertei. Despertei de fato. Nasci
somente hoje.” ”

Capítulo 5- Entre os homens tolos

Neste momento, Mahadev observa mais
atentamente o mundo ao seu redor. Observava-o ingenuamente,
sem procurar nele o essencial. Refletia enquanto isso,
pensando que não era importante somente pensar... e sim
também sentir. Pensou que, doravante, que obedeceria
unicamente sua voz íntima. Atraído pela beleza das
cortesãs, entra numa cidade e aprende a arte dos prazeres.
Como era preciso ter riquezas para poder usufruir de muitos
dos prazeres oferecidos pelas grandes cidades, Mahadev, que
era um grande conhecedor de todas as áreas e já conhecedor
do mundo, volta a falar com Baxt e tenta arranjar um emprego
com o comerciante mais rico de uma
cidade.
Emprega-se com o comerciante, consegue
dinheiro e tem aulas de informática e outras coisas
modernas. Come somente o necessário, não toma vinho. Vê a
vida dos “homens tolos” como engraçada, zomba da vida
deles. Acha engraçado quando o comerciante fica irritado
quando perde dinheiro. Fazia amizades e viajava. Torna-se
sócio do comerciante. Contudo, às vezes sente que tudo que
fazia não passava de uma brincadeira, que a verdadeira vida
estava longe disso. Vivia em um mundo de ilusão.
Lentamente, e começa a adquirir asco e rancor
pela vida. Vê os conceitos da humanidade como paradigmas a
serem quebrados, o mundo era grande demais para uma só vida
e isso o entristesse, pensa na morte, começa a beber e não
se importa mais com nada. Neste momento Hector aparece...

Capítulo Final - A vida Imortal – Trilha do Paradoxo

A tão esperada iluminação, o momento
de seu
renascimento, de seu despertar para o infinito, o momento
em que descobriu que tudo que vivera foi realmente uma
ilusão. Agora tinha verdaderos dons imortais, seus sentidos
eram melhores, sua magia era verdadeira e o espaço não era
mais um limite para seu corpo e até mesmo sua vontade se
materializava em sua frente.
Mahadev em sua pós-vida descobriu que
neste momento ele poderia alcançar todo o poder,
conhecimento e excelência em suas ações, a paz restava em
ser o melhor, em ser perfeito. E neste momento o mundo, o
sopro da vida, tudo estava contra a sua
ascenssão. Assim, a maneira mais rápida para se
conseguir a ascenssão é tirando a vantagem dos outros, é
batendo de volta, chegar primeiro no conhecimento, a
humanidade era desnecessára... Mahadev degenerou
rápidamente, era determinado em suas atitudes, nada dobrava
sua vontade nem mesmo o sangue de Hector podia fazer com que
Mahadev se curvasse. E
quando praticamente degenerado e totalmente perdido. Foi
atacado e quase destruido, não lembra bem por quem, mas por
ter sido abraçado com uma constituição frágil não seria
difícil abatê-lo. Hector o salvou e neste momento Mahadev
e com a ajuda de Baxt, lembrou-se de sua vida e meditou.
Meditando resolveu aceitar os ensinamentos de Hector
aprendendo sobre o Maya, com esperança de compreendêla e
finalmente penetrar nas grandes ilusões que esconde a
Verdade Definitiva de seus olhos.
Por fim, abandona Hector e parte em sua
busca infindável. Agora mais uma vez seria apenas ele, o
Ravnos, Mahadev e seu mentor espiritual, Baxt...
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