Clausura da Imortalidade - Tomo 2 (Crônica Oficial)

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Clausura da Imortalidade - Tomo 2 (Crônica Oficial)

Mensagem por Tristan Thorn em Qua Abr 06, 2011 9:31 am

Clausura da Imortalidade - Tomo 2



Nota: Quem diria que o narrador maldito narraria a parte dois? Enfim, fiquei satisfeito com a primeira crônica e desejo que essa seja muito melhor que a anterior. Desejo boas-vindas para todos. Sem mais frescuras, né? Vamos ao que interessa.

Dias de Postagem: Terça e Sexta

Eu irei avaliar a experiência de vocês, seguindo este critério:



Spoiler:

Critérios de Avaliação: Experiência

Critério 1: Interpretação [Peso Triplicado]


Aqui temos a picanha, né? Critério mais importante. Como premiar isso? Primeiramente, temos que analisar o básico. O personagem seguiu o Comportamento? Interpretou de acordo com a Natureza? Temos que ser rígido neste ponto.

O jogador pensou como jogador? O jogador pensou como personagem? Tomou o rumo que o personagem tomaria? Interpretou bem, listando emoções do personagem, pensamentos dos personagens, diálogos bem articulados e afins?

Esse é o critério mais difícil. Eu defino a Interpretação em cinco níveis:

Nível 1 ~ Ruim: Não tem jeito. Mesmo gostando da pessoa, não tem como. É a típica interpretação ruim, seguida por posts porcos. Onde a pessoa não declara o que o personagem sente, pensa e etc. Não interpreta de acordo com Natureza/Comportamento, é o típico Jogador-OFF, age mais como jogador e esquece de pensar em como o próprio personagem pensaria.

Nível 2 ~ Média: Essa é a típica interpretação que, quando lemos, pensamos: “ É, até que vai...”. Não é aquela coisa, mas também não é ruim. O jogador peca em muitos pontos, má escrita, alterna entre interpretação condizente da Natureza/Comportamento e a omissão delas, ignorando maneirismos do personagem em alguns pontos.

Nível 3 ~ Boa: O jogador faz o papel correto. Interpreta de acordo com a Natureza/Comportamento. Usa os próprios defeitos, faz uma boa escrita, declara os sentimentos e pensamentos do personagem. É uma interpretação condizente e segura, o jogador/personagem interpreta de acordo – certinho e tudo mais.

Nível 4 ~ Ótima: O jogador faz tudo nos conformes, como descrito no “Nível 3 ~ Boa”. A diferença vem nos detalhes. É algo mais requintado, mais lapidado e melhor desenvolvido. Dá pra notar nitidamente as diferenças entre o Nível 3 e o Nível 4, ao menos na minha visão. E como se não faltasse nada no post, somado com uma bela lapidação interpretativa.

Nível 5 ~ Perfeita: No livro básico diz que, quando a atuação do personagem for de gala, brilhante e etc, é válido premiar com dois pontos em interpretação. Na minha visão, o Nível 5 é o que condiz ser: Perfeito. Tem todos os requisitos do Nível 4, mas com um refino imensamente superior. É aquela interpretação de cair o queixo, que emociona qualquer um que leia, digna de um Oscar. Será que exagerei? Vejo assim.



Critério 2: Iniciativa


Nível 1 ~ Ruim: Jogador passivo. Daqueles que não pensam em nada, apenas reagem ao enredo que o Narrador joga no colo deles.

Nível 2 ~ Médio: Diferença mínima com o Nível 1. Continua passivo, mas já esboça algumas nuances de ímpeto. Mesmo assim, é bem travado, como se tivesse medo de agir por conta. Oscila entre o passivo e o mais ou menos ativo.

Nível 3 ~ Bom: Jogador que faz o que se espera. Sabe reagir ao enredo do Narrador, mas consegue se virar agindo por conta própria, sem dificuldades.

Nível 4 ~ Ótimo: Sabe aquele jogador que não precisa de nada? Simplesmente deita e rola, faz o que quer, nutre grandes objetivos e não precisa do Narrador para agir. Age por conta própria, e muito bem. A diferença entre o Nível 3 é justamente o padrão dessas ações, enquanto o anterior trata-se de algo mais “básico-seguro”, este Nível 4 retrata um padrão mais requintado de ações.

Nível 5 ~ Perfeito: Mas nada como casar as coisas, correto? Se o jogador nutre todo o padrão Nível 4 acima e, ao mesmo tempo, ainda consegue seguir o enredo proposto pelo Narrador, mesclando Iniciativa com o Enredo, creio que chegaria muito próximo do patamar máximo. Pelo menos na minha visão.


Critério 3: Pontualidade

Nível Único: Jogador foi pontual? Postou nos dias certos, nunca atrasando a postagem? Se sim, merece receber o ponto de Pontualidade.

Nota: Atrasos justificados é uma coisa. Atrasar sempre dando desculpas, é outra coisa.


Critério 4: Fidelidade

Nível Único [Peso Dobrado]: Jogador ficou com o Narrador até o fim, não indo na ondinha alheia e não mudando de Crônica na reta final? Se sim, esse jogador merece o ponto de Fidelidade.

Nota: Claro, caso o Narrador sumir, ou algo parecido, nada contra o jogador procurar outro jogo.


Critério 5: Participação

Nível Único: Tipo o ponto “automático” que fala no livro básico. Pela pessoa participar do jogo.


Critério 6: Regras

Nível Único: O Jogador respeitou todas as regras definidas pelo Narrador logo no início da Crônica? Não criou caso, nem tentou desmerecer o trabalho do Narrador? Se sim, merece o ponto.


Resumo dos acontecimentos (todos estão cientes):

O clima em Nova York fechou de vez. Com o desaparecimento do Senescal, fontes seguras o apontam como um provável traidor. Blair, por sua vez, tem certeza que o desgraçado já está no colo da Espada de Caim. Para piorar, o temor de um Cerco sob a Big Apple é evidente. Contudo, tal informação é sigilosa. Para não causar alardes, Blair filtra e retém qualquer tipo de rumor, mas até quando a Dama Gélida conseguirá?

Brumas sorrateiras já sondam Nova York. A Sociedade de São Leopoldo instala-se na cidade, com ajuda do Arcano. Com Caçadores desembarcando no principado, a Camarilla não perde por esperar. A tática do Sabá deu certo, quebrou a máscara incessantemente, a tal ponto que atraiu a Nova Inquisição.

Em contrapartida, fragmentos de um passado distante se unem. Cainitas relativamente jovens começam a enxergar pedaços desconexos da verdade. O que seria este ideal? Regado por uma essência distinta, provas e mais provas chicoteiam os prováveis aspirantes. Enquanto se doutrinam, esquecendo tudo que foram um dia... E, quanto mais luz entra nas retinas astrais, mais conseguem ver ao meio deste emaranhado de ilusões.




Nota: O início de vocês será no próximo post, aguardem.




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Re: Clausura da Imortalidade - Tomo 2 (Crônica Oficial)

Mensagem por Tristan Thorn em Sab Abr 09, 2011 12:08 pm

Clausura da Imortalidade - Tomo 2



Desejo fazer algumas colocações antes de iniciarmos. Primeiro; dias de postagens: já viram que coloquei Terça e Sexta. Quem jogou comigo, sabe muito bem que os dias são balelas, eu posto, geralmente, mais que isso e de maneira assíncrona – ou seja, se você postou algo na quarta-feira, eu posso muito bem responder minutos depois. E assim vai.

Todos já viram o critério de avaliação de experiência, caso tiverem alguma crítica sobre, por favor, informem-me.

Outra coisa, eu não tenho dó. Adoro todos vocês, mas em off. Aqui na crônica, felizmente, não irei salvá-los, nem dar segunda chance. Eu não tenho pena de matar, mas também não faço nada propositalmente. Se você morrer, a culpa é extremamente tua. Caso consigam algo legal, a culpa é extremamente tua. Não ajudo. Não atrapalho. Fico neutro. Tentando ser o mais imparcial possível. Qualquer dúvida é só chamar no msn ou por mp.

No post anterior eu coloquei brevemente a situação de Nova York. E sim, todos vocês já sabem. Tal fato já impera na Big Apple há meses. Ou seja, ninguém vai caminhar pelas ruas nova-iorquinas tranquilamente, ainda mais sabendo sobre a Sociedade de São Leopoldo.

No mais, esclareço que não faço jogo-missão, baseado num acontecimento ímpar e linear. Eu não quero prendê-los no enredo, não mesmo. Primeiro, eu selecionei vocês, lembra? E recebi algumas críticas por isso, por não permitir vagas aleatórias, mas não ligo. É o meu estilo e, como eu narro aqui por prazer, sem obrigação alguma, não podem tirar minhas escolhas. Enfim, e como eu escolhi vocês [tá parecendo Pokémon], irei instigá-los e exigir triplamente mais. Por fim, o jogo é totalmente não-linear. Sim, eu irei oferecer oportunidades, mas vocês podem simplesmente negá-las, como a Nina fez no ciclo passado, seguindo o próprio caminho que trilhou. Chega de frescura, vamos ao jogo:


---------------


Cena: Iverly, Katrine e Gam
Horário: 21h35


Nota: Conteúdo enviado por mensagem pessoal para Nina e Kat.

Mais uma noite, desta vez, Gam tinha Feio para auxiliá-lo, a nova dupla iniciava alguns planos, primeiro, destroçar uma facção rival, herança de Feio, por assim dizer, depois, só Gam saberia... Os negócios estavam calmos, quarta-feira não era um dia tão cheio. Contudo, o contraste foi evidente, uma mulher perfeita acabara de entrar [Aparência 4], tão linda, que o Ravnos nem notou que ela estava acompanhada por outra dama.

O movimento do bar é médio, algumas mesas ocupadas, outras vazias, com um clima morno ali dentro. Katrine e Iverly reconhecem, aquele no balcão é Gam e, para a surpresa de Alexa, Feio está lá. As peças do quebra-cabeça começam a fazer sentido.

- Opa, conheço aquela baranga ali... – cochicha Feio, bem próximo do Mentor. - Forneço mercadoria pra ela – completa.

Nota: Gam, tu tem imagens do Bar?




Cena: Kyle, Réquiem e Dr. Roiran
Horário: 21h35



Os rumores ecoavam como rastilho de pólvora, Réquiem e Alexis Louvain, juntas, como amantes? Será? Não, não seria possível. A Primógena do Clã Malkavian, Heike Arisen, preocupada com os rumores, tratou de abafá-los, criando um cordão de isolamento invisível entre as duas. Apesar de nada comentar, ela teme que Louvain possa colocá-la em xeque.

Réquiem e Kyle estavam na Freedom, em mais uma apresentação, enquanto isso, na platéia, acompanhado por uma mulher – provavelmente o lanche da madrugada, Dr. Roiran sabia muito bem quem era a “dama que ostenta o rubro”. Guiado por Hall, acabou aqui, nesta noite de marasmo... Com o fim da apresentação, o Gangrel e a Lunática preparavam para curtir a noite.

- Sua deixa... – afirma Dr. Hall, falando na mente de McDrake.




Cena: Revy
Horário: 21h35



Após envolver o moço do serviço de quarto, Revy dava mais um passo para a realização do plano. Ele estava constrangido, corado, excitado e desnorteado, seria o mesmo se a Megan Fox atacasse um gordinho nerd calvo. Alimentou-se dele. Por fim, aproveitando a folga, saiu, buscando a periferia nova-iorquina, fazendo mais uma festinha e ficando farta. No dia seguinte, Andrew estava lá, com todos os equipamentos requeridos pela Mentora. E agora?

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Re: Clausura da Imortalidade - Tomo 2 (Crônica Oficial)

Mensagem por Songette em Sab Abr 09, 2011 1:41 pm

Requiem faz uma reverência à platéia, em agradecimento. Tinha sido uma boa apresentação. Ela desceu o palco ao lado de Kyle, e sentou-se com ele no bar.

- Meus parabéns, a nova canção que compôs é deslumbrante. Seu talento é admirável, e fico...feliz - essa última palavra sai baixinha - Em subir os palcos em sua companhia.

Ela pede duas bebidas "especiais". O barman já os conhecia, e sabia exatamente o quão especiais aquelas bebidas tinham de ser. A malkaviana se aproxima um pouco mais de Kyle, falando num tom um pouco mais baixo.

- Eu comecei a escrever uma melodia hoje, quando acordei. Tive mais um....pesadelo, e acho que isso de alguma forma me inspirou. Não está completa...Mas se gostaria que olhasse depois, se não for um incômodo.
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Re: Clausura da Imortalidade - Tomo 2 (Crônica Oficial)

Mensagem por Gam em Sab Abr 09, 2011 3:13 pm

[OFF]
O Fox Whistle segue um estilo country. Quase tudo é de madeira, uns buraco de bala em alguns pontos da parede, prateleiras de bebida atrás do barman, um palco redondo não muito grande nem muito alto, um andar só para os clientes. O acesso ao segundo andar fica nos fundos, entre o balcão e o palco, e lá ficam os quartos.
Não achei nada com um palco do jeito que eu imaginei, mas com essa imagem dá pra ter uma noção do conceito do bar:
Spoiler:

[ON]
Gam está lavando pratos na pia atrás do balcão quando Feio se aproxima com uma bandeja vazia.
Conversando apenas com ele, o Raposão responde:
- Baranga? Tá maluco, ela é gostosa pra cacete, mano. - Aí ele percebe a outra. - Ah, você tá falando da esquisitinha atrás. Tá vendo? Isso aí é a verdadeira Ofuscação. É só andar com alguém várias vezes mais quente que você que ninguém te percebe. - Ele zoa da menina.

- Isso pode vir a ser útil. - E agora falando sério. - Que tipo de coisa você fornece pra ela?

Eles não as estão encarando enquanto fofocam sobre elas. Discretamente, Gam presta atenção para ver onde as garotas irão se acomodar.

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Re: Clausura da Imortalidade - Tomo 2 (Crônica Oficial)

Mensagem por No One em Dom Abr 10, 2011 3:11 am

A noite havia começado perfeitamente bem. Não queria estar em outro lugar, se não ao lado de minha doce amiga. A performance tinha sido ótima. A canção que acabavamos de cantar é uma composição minha, que fala sobre força de vontade e chama-se "Desistir não é uma opção". Sim, é uma composição muito baseada na minha própria personalidade, onde eu reforço a idéia de que não devemos abaixar a cabeça diante de nenhum obstáculo. Tive muito trabalho e levei várias noites para terminá-la, visto que não sou tão bom na arte de expressão. Mas por mais que seja difícil para mim compôr, não pretendo parar e essa é apenas a primeira de muitas composições que virão. Por fim, Requiem fez uma reverência à platéia e assim também fiz, agradecendo ao público. Descemos juntos e sentamos no bar.

- Meus parabéns, a nova canção que compôs é deslumbrante. Seu talento é admirável, e fico...feliz - Disse Requiem. Essa última palavra saiu baixinha. - Em subir os palcos em sua companhia. - Concluiu ela.

-Obrigado. Também fico muito feliz por me apresentar ao lado de alguém tão especial. - Respondi sorrindo gentilmente para ela.

Era impressionante como alguém tão linda e talentosa como ela, pudesse ter uma estima tão baixa. O defeito de seu clã a atormentava profundamente, e apesar de minha humanidade ter diminuído em grande parte após o abraço, eu sentia grande vontade de confortá-la desse mal. Com ela, eu podia sentir intensamente o que restava do meu lado humano. E isso era bom, muito bom. Requiem pede duas bebidas "apropriadas" a nossa espécie ao já conhecido barman. E depois ela aproxima-se um pouco mais de mim, queria falar alguma coisa.

- Eu comecei a escrever uma melodia hoje, quando acordei. Tive mais um....pesadelo, e acho que isso de alguma forma me inspirou. Não está completa...Mas se gostaria que olhasse depois, se não for um incômodo. - Disse ela.

-Claro. Será um grande prazer. Pode me mostrar agora? - Respondi então.

Antes que ela mostrasse a composição, eu lembrei novamente de um rumor que frequentemente vinha a minha mente. Achava que era uma boa hora para tirar a dúvida.

-Ah... Requiem... antes que você me mostre, tem algo que eu gostaria de perguntar. Sei que não é da minha conta, e vou entender caso você não deseje responder. É que eu ouvi um boato sobre você e a Alexis. Diz ele que vocês estão juntas, como... amantes. Isso é verdade? - Disse pausadamente.

Apesar de não querer transparecer isso em minha face, o boato me deixava com um pouco de ciúmes. Eu sei que não tenho motivos para isso, já que Requiem é apenas minha amiga. Mas não consigo evitar. E se for verdade? Nada poderei fazer. Ou... poderia lutar por Requiem, mesmo a Primigênie sendo absurdamente linda, esse obstáculo não me amedronta. Mas o fato é que ainda não defini meus sentimentos por ela, e está muito cedo para isso. Caso perceba que estou realmente apaixonado por ela, ai sim irei lutar com todas as minhas forças. Até lá, continuarei agindo como apenas seu amigo. E de fato, é o que eu sou no momento.
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Re: Clausura da Imortalidade - Tomo 2 (Crônica Oficial)

Mensagem por Katrine [apple.] em Dom Abr 10, 2011 11:14 am

Anos haviam se passado desde a última vez que Katrine teve notícias de Jonas. Com o passar do tempo, sentimentos como a saudade, tornaram-se tão comuns, que a cainita não os notava mais. A rotina e a repetição das coisas começaram a deixá-la um tanto entediada, mas agora estava aprendendo uma coisa nova, algo para fazê-la encarar tudo de forma mais sistemática: seu svadharma.

O que ele é de verdade, ainda era uma dúvida para a ela, mas alcançá-lo se tornara seu objetivo maior. Apesar de ainda estar no escuro, um feixe de luz quase imperceptível a guiava para este destino tão complicado de se chegar, mostrando a ela coisas que poderiam atrapalhá-la ou tornar seu caminho mais tortuoso. Não exitaria jamais em eliminar qualquer obstáculo na sua jornada.

Ela então se lembra de uma parte do livro que havia lido tantas e tantas vezes, o livro velho pesado que o senhor de Jonas havia lhe dado. O monstro, como ela chamava carinhosamente, fora escrito à mão por um Ravnos que buscava alcançar a Golconda através do retorno ao maya e encontrando seu svadharma. Das inúmeras vezes que leu cada página, pouca coisa teria sido realmente compreendida. Ainda era cedo, ela sabia, mas a cada dia que passava, de acordo com suas experiências vividas, poderia se sentir como o autor do referido livro, que era quase um diário.

"Nós fomos retirados samsara e só há uma forma de retornar a ele: transcendendo maya"

E o que era maya? Como penetrá-la? Seria mesmo possível retornar ao samsara? A Ravnos tentava, incansavelmente responder a estas perguntas tão complexas. Mas ao menos não estava completamente cega e lutaria para abrir seus olhos.

Entretanto, aquele shilmulo à sua frente precisava de sua ajuda. Como estava olhando para ele no momento em que chegou, era impossível não ver que ele já havia notado as duas. A aparência de Katrine fazia com que ela chamasse a atenção onde quer que fosse e muitas vezes isso era um problema, ela poderia ser facilmente reconhecida. Ela então vira para Iverly, quando aparentemente ele para de olhar e diz:

-- Bom, acho que o nosso bonequinho já nos notou. Ele me parece ser um completo idiota. O que você acha? -- Ela diz isso enquanto a chama para se aproximar do bar. Ela senta ao balcão, bem próximo de Gam, mas longe estrategicamente suficiente. Ela espera alguém vir atendê-la, enquanto conversa com Iverly normalmente, como se estivesse falando de outra pessoa.
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Re: Clausura da Imortalidade - Tomo 2 (Crônica Oficial)

Mensagem por Arcebispo Altobello em Dom Abr 10, 2011 10:19 pm

Quase um mês se passou desde que eu acordei eufórico daquele pesadelo estranho. Eu tenho certeza, não era apenas um sonho, ia além. Contei tudo para meu senhor, Dr. Hall, e ele concordou. Nos dias em que eu não estava no hospital, e nem no meu novo "hobbie", eu e Hall trabalhamos juntos para entender aquele sonho macabro. Falando em hobbie, passei a praticar arco e flecha. É uma maneira bem prática de paralisar vampiros à distância e nunca se sabe o que está por vir.

Guiado por Hall, me encontrei em um lugar à muito tempo esquecido por mim. Uma casa noturna. Estava vestido à caráter. Em um ambiente tão hostil, é necessário uma camuflagem. Camiseta, calça jeans, tênis, e uma jaqueta preta. Passaria completamente despercebido se não fosse a bengala. Era preciso então aumentar ainda mais o disfarce, uma companheira seria perfeito. Olhei ao redor, e baseado no comportamento, apontei qual seria a garota mais suscetível ao meu "charme".


- Este lugar está vago? - Apontei à cadeira ao lado da moça, e quando me sentei, mexi a perna aleijada, simulando um alongamento. Aquilo com certeza iria deixá-la inclinada à cuidar de mim. Faz parte da natureza humana feminina. - Meu nome é Roiran, e o seu? - Elogiar é sempre o caminho mais fácil, quando se trata de uma mulher, e seu sangue era o objetivo. Um objetivo secundário claro, mas enquanto esperava o show acabar, era necessário se juntar à multidão.

Ganhando a confiança da mulher aos poucos, roubei um beijo, mordendo seus lábios e roubando uma parcela de seu vitae. O show chegava ao seu final, e comecei à me desfazer da garota. Aquele velho ritual, pegar o telefone, pois no próximo dia teria que acordar cedo. Me despedi da moça, e fui em direção à outra mesa, onde um casal estavam. Antes de me apresentar, tentei pegar parte da conversa, e achar o melhor momento para me apresentar.


- Com licença, estou atrapalhando algo? - Eu entenderia se aquele rapaz tomasse certa uma antipatia por mim, pois eu parecia realmente estar atrapalhando algo. - Você deve ser a Réquiem... - Disse me dirigindo à mulher. - Eu sou o Doutor Roiran McDrake. Se importa se eu tomar sua namorada por alguns instantes? - Disse para o homem.

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Re: Clausura da Imortalidade - Tomo 2 (Crônica Oficial)

Mensagem por Songette em Dom Abr 10, 2011 10:42 pm

Requiem coraria com a pergunta de Kyle, se ainda fosse viva. Sua face branca se torna apenas um pouco mais parecida com a tonalidade da pele humana, mas é quase imperceptível. Esse boato estava se alastrando, e detestava isso. Ainda mais quando lutava para esquecer o que havia ocorrido.

- A verdade é que...

Ela é interrompida por um homem elegante que dirige-se a eles. Apesar de querer esclarecer com Kyle de que o que acontecera no teatro fora um erro, sentiu-se aliviada em ter aquilo interrompido. Tinha medo do que ele podia pensar dela. Não queria que ele pensasse que ela era a cadelinha da primógena.

- Você deve ser a Réquiem... - Disse me dirigindo à mulher. - Eu sou o Doutor Roiran McDrake. Se importa se eu tomar sua namorada por alguns instantes? - Disse para o homem.

Requiem confirma com a cabeça. E uma palavra fica presa em sua cabeça. "Namorada?", pensou. Não era a namorada de Kyle, mas aquilo a faria enrubescer-se se ainda fosse viva. Mais uma vez, seu rosto assumiu um aspecto levemente mortal.
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Re: Clausura da Imortalidade - Tomo 2 (Crônica Oficial)

Mensagem por Tristan Thorn em Seg Abr 11, 2011 10:36 am

Cena: Iverly, Katrine e Gam
Horário: 21h38



Feio simulava deixar as coisas no balcão, ainda com a bandeja em mãos, quando era indagado pelo Mentor, sobre que tipo de mercadorias fornecia para a tal “baranga”. A criança da noite colocou quatro tulipas de chopp na bandeja e, quando foi dar de ombros para Gam, aproveitou a deixa.

- Jóias e armas, por exemplo, até pequenos favores, como um carregador universal para celular – cochichou, saindo dali e indo para o núcleo do recinto.

Gam estava normal, uma conhecida de Feio ali, talvez viesse atrás de mais mercadoria, sem alardes, poderia lucrar com isto. Permaneceu normal, no balcão. Enquanto isso, as duas finalmente entravam no Bar, começando a andar pelo local.

Katrine começa a caminhar, chamando atenção de todo o estabelecimento, olhares, assovios, cantadas e etc. Iverly, enquanto isso, focada em Gam, aponta uma mesa, um pouco distante do balcão. As duas sentam. Definitivamente, para Alexa, encontrar Feio como “garçom” foi muito estranho.

- Ele não conseguiu conter as emoções, fomos percebidas, principalmente pelo garçom daqui, que é um contrabandista, mas não sabem sobre nós, apesar de conhecer-me. Ele avisou sobre a nossa presença, o que gerou certa curiosidade no alvo, no mais, prosseguirei de acordo com tuas orientações – explica Ivy, falando baixo e demonstrando respeito pela superiora Shilmulo.

Apesar do comentário de Alexa, Katrine não tinha a mesma percepção daquilo tudo, fato que a deixava impressionada – principalmente por notar o poder de observação da companheira. Gam, por sua vez, tentava disfarçar, mas era perfurado por Iverly. Feio se aproximou, entregando o cardápio e dando uma piscadela para Alexa, no mais sentido sinal de “contenha-se”.




Cena: Kyle, Réquiem e Dr. Roiran
Horário: 21h37



Réquiem notava algo adicional vindo de Kyle, por mais que o Gangrel tentasse disfarçar, era péssimo neste quesito, além de não expressar-se bem, também não conseguia camuflar os próprios sentimentos – acabou presa fácil para a analítica Malkaviana. É evidente que ele sente algo, se é profundo, verdadeiro ou intenso, só o tempo dirá.

Em contrapartida, Raymond não conseguia extrair nada da Lunática, como se ela fosse um bloco de gelo, deixando transparecer apenas o óbvio – a tristeza e o efeito depressivo da própria personalidade. Mas, não seria uma máscara de pura defesa? Ou não? Kyle sequer tinha noção.

Roiran, ao se aproximar e observar, tentando aparecer no tempo correto, também percebeu parcialmente as intenções do rapaz. É notório uma certa inclinação mais íntima por parte dele, apesar de uma fina barreira gélida imposta por Réquiem. Tudo isto é interessante. O médico, logo após ser assolado por intensos pesadelos, depois de quase um mês, ainda lembrava muito bem daquelas cenas... Finalmente se aproximava, interrompendo o assunto do “casal”. Apesar de cortar o assunto, o Doutor passava uma fisionomia familiar, inofensiva, o que não gerou desconforto nos dois.


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Re: Clausura da Imortalidade - Tomo 2 (Crônica Oficial)

Mensagem por Gam em Seg Abr 11, 2011 11:22 am

Jóias, armas e carregadores de celular...
Essa menina se mete com coisas grandes. Não é qualquer maconheira.

Gam prepara uma cesta de pães fatiados e a coloca numa bandeja junto com algum molho. Enquanto encaminha Feio para outra mesa, ele pessoalmente vai servir as mulheres:

- A entrada para essas belíssimas damas é por conta da casa. - Ele bajula de leve, colocando os pães na mesa delas. - Vão querer alguma coisa pra beber?

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Re: Clausura da Imortalidade - Tomo 2 (Crônica Oficial)

Mensagem por Katrine [apple.] em Seg Abr 11, 2011 11:56 am

"Um garçom contrabandista? Que droga ela anda fumando? Se for mesmo verdade podemos até sair lucrando daqui, quem sabe."

Katrine deixava transparecer sua completa descrença. Trabalhava há muitos anos no ramo e já soube de contrabandista fazendo fachada em vários tipos de empregos, mas como garçom era realmente estranho. Entretanto, pensando por outro lado, o garçom vai até as mesas e está mais próximo das pessoas. Um bar como aqueles deveria lotar nos finais de semana, poderia realmente ser um ótimo ponto. Mas ele não faria aquilo sem o conhecimento do dono do estabelecimento. Mas Katrine ainda não tinha a informação de quem era o verdadeiro dono. Haviam passado pouquíssimas informações a respeito do alvo, mas ele agia como se simplesmente trabalhasse no local.

-- Talvez haja algum tipo de sociedade?

Pelo que Iverly disse, Katrine supôs que houvesse alguma rede de informação entre os dois do balcão. A menina era esperta e Katrine sabia que entenderia o que estava dizendo. Conhecia Iverly tempo o suficiente para saber que a aparência da garota deixava a duvidar sobre sua verdadeira capacidade, mas subestimá-la era um erro. Com um simples olhar pelo local ela já tinha feito um 'download' completo de como haviam sido recepcionadas. E a prova disso vinha logo depois. Primeiro Feio, depois Gam. A piscadela de Feio passara-se imperceptível a ela.

Gam escreveu:- A entrada para essas belíssimas damas é por conta da casa. Vão querer alguma coisa pra beber?

-- É muita gentileza da sua parte, señorito. Se soubesse antes que o dono desse lugar era tão simpático teria vindo aqui antes. Uma boa dose wisky para mim, porfavor. Do melhor que você tiver aqui. -- O sotaque latino era facilmente perceptível.

Ela não falaria mais nada por enquanto. Deixaria o interesse dele aproximá-lo ou não. Katrine tinha em seu bolso U$ 400,00.



Última edição por Katrine em Ter Abr 12, 2011 6:28 am, editado 1 vez(es)
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Re: Clausura da Imortalidade - Tomo 2 (Crônica Oficial)

Mensagem por Gam em Seg Abr 11, 2011 12:13 pm

Ela não só aceitou o pão como pediu um whiskey. Muito provavelmente é só uma humana extremamente gostosa, mas não dá pra ter certeza ainda. Gam ainda não conheceu muitos cainitas com a mesma capacidade que ele, mas nunca se sabe.
Na dúvida, ele vai prestar atenção na outra. Verificar se ela tocará no pão.

- Ora, mas que sotaque encantador. Perdão pela curiosidade, mas de onde veio? E a moça, vai pedir alguma coisa? - Ele pergunta para a outra. Independente de sua resposta, ele irá buscar os pedidos.

- Brother. - Gam fala discretamente com Feio quando passa por ele. - Tô curioso com essas duas. Eu cuido daquela mesa por enquanto, já é?

Ele vai até a prateleira atrás do balcão e serve uma dose do melhor whiskey que tiver disponível, conforme pedido. Também serve o pedido da outra, seja lá qual for.

- Aqui está. Vão querer mais alguma coisa?

Mas esse "señorito" é pra deixar louco...

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Re: Clausura da Imortalidade - Tomo 2 (Crônica Oficial)

Mensagem por No One em Seg Abr 11, 2011 7:02 pm

Quando Requiem começou a responder minha pergunta, foi interrompida por um homem trajando roupa casual. Não parecia ser diferente dos outros rapazes ali presentes.

- Com licença, estou atrapalhando algo? - Disse ele. E de fato, estava atrapalhando. Mas como havia sido educado, não tomei nenhuma antipatia por sua pessoa. - Você deve ser a Réquiem... - Continuou ele, agora falando diretamente com Requiem. Não me admirava que ele já a conhecesse, afinal, ela já se apresentava com suas performances a um certo tempo e era normal que fosse conhecida. - Eu sou o Doutor Roiran McDrake. Se importa se eu tomar sua namorada por alguns instantes? - Falou de novo, dessa vez voltando-se para mim.

Namorada? Essa palavra fez com que um turbilhão de sensações inexplicáveis fluissem pelo meu corpo morto. Eu não sabia exatamente o que estava sentindo, mas sabia que eram sentimentos bons, pois me sentia bem. Percebi que havia gostado do comentário feito pelo homem. Sabia que não era verdade, mas gostaria que fosse. Eu realmente estava me envolvendo sentimentalmente com Requiem, não podia negar isso. Porém era tudo tão recente, e eu não queria ser precipitado. E sabia que o melhor seria agir com cautela, pois Requiem é muito sensível. Logo me toquei que eu estava demorando demais para responder ao homem, e isso era estranho da minha parte.

-Claro que não. Fique a vontade. - Respondi, saindo do meu transe.

Preciso de alguma coisa para me distrair enquanto eles conversam. Tomara que o barman não demore muito com nossas bebidas. Enquanto isso, vou mandar uma mensagem para Raquel. Estou curioso para saber se eles tem alguma notícia de Philip.

"Olá Raquel, aqui é Kyle. Estou na boate com a Requiem. Vocês tem alguma notícia de Philip?" - Digitei a mensagem e em seguida cliquei em enviar.
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Re: Clausura da Imortalidade - Tomo 2 (Crônica Oficial)

Mensagem por Songette em Seg Abr 11, 2011 10:22 pm

Requiem levanta-se, fazendo um sinal para Kyle como se dissesse "Volto Logo", e segue o homem. Ele não parece ser alguém perigoso, mas não baixaria a guarda mesmo assim. Ele não parecia ser um fã ou agente, então quais suas reais intenções? Ela logo descobriria.

(Auspícios 2 - Percepção da Aura)
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Re: Clausura da Imortalidade - Tomo 2 (Crônica Oficial)

Mensagem por Arcebispo Altobello em Seg Abr 11, 2011 10:52 pm

Notei ter cometido uma gafe, porque apesar do homem parecer estar "apaixonado" ou algo próximo à isso, Réquiem não se portava como tal. Até aí não haveria nada de anormal, se não fosse a reação de ambos à minha pergunta. O constrangimento de ambos ficou evidente para mim, mas preferi não tentar consertar. O rapaz, cortês, deu espaço para que eu pudesse conversar a sós com Réquiem, e eu apreciei isso. - Obrigado. - Falei com um sorriso, enquanto guiava Réquiem para fora do bar, até um lugar menos movimentado.

Eu odiaria ter que envolver mais gente nisso, quanto menos pessoas soubessem disso, melhor. Mas agora era necessário. Ela faz parte de tudo isso, e esperei que ela engulisse a história, afinal, ela era uma irmã de clã.
- Bom, me desculpe pelo constrangimento. - Disse sério. - O que eu tenho para falar é bem sério. - Me aproximei mais, e abaixei a voz, garantindo que ninguém além de noz ouvisse isso. - À algumas semanas atrás, eu tive um sonho. Mas não foi apenas um sonho...

Pausei por um momento procurando uma maneira para falar aquilo sem parecer loucura, mas julguei ser impossível. - Tenho certeza de que aquilo foi uma premonição. Já aconteceu comigo antes... E nesse sonho, dentre outras coisas, eu ouvia uma voz que citava "A Fêmea que ostenta o rubro". Eu e meu mentor, passamos quase um mês tentando desvendar este sonho, até que chegamos à você. Meu senhor acha que você é a Fêmea. - Eu constantemente olhava para os lados e para trás, e sempre que alguém chegava mais perto eu pausava, e esperava ela estar à uma distância confortável.

- Eu ainda não sei direito como você vai poder me ajudar, mas sei que algo muito ruim está para acontecer, e eu não posso ficar parado. Acho que podemos descobrir o que está por vir juntos, e talvez até evitar. - Disse ainda mais paranóico, se inclinando em direção à Réquiem.

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Re: Clausura da Imortalidade - Tomo 2 (Crônica Oficial)

Mensagem por Nina em Seg Abr 11, 2011 10:58 pm

Ivy ficou totalmente encucada vendo feio servindo mesas. Piada.. só podia ser. Ou... Não, era uma piada mesmo.

- Não, obrigada.. não quero nada por enquanto. - esperou até que o cara fosse pegar o pedido de Kat e logo comentou com ela. - Escuta, eu vou deixar você por alguns instantes. Ele com certeza não te deixará sozinha colocando em conta o fato de ele estar babando pelo canto da boca só em te olhar, o que já te coloca em uma ótima posição.. Vou bater um lero com o outro ali. Tentar entender o que ele tá fazendo nesse lugar.. Ok? -
Se Kat não se opor assim que Gam retornar ela se levantará - Licença.. Eu já volto.

Se dirigirá até o balcão, esperando até que feio passe por perto.. - Ow.. Seja um bom menino e serve algo pra mim.. Prepare alguma coisa que demore e bem de vagar. Sabe, seu chefe pode achar ruim você ficar de papeação sem trabalhar, então é melhor estar fazendo algo enquanto a gente conversa.
- Me diz.. Que porra é essa Feio? Não vem me dizer que resolveu mudar de vida e arrumar um trabalho honesto que isso não cola.




Última edição por Nina em Seg Abr 11, 2011 11:12 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Clausura da Imortalidade - Tomo 2 (Crônica Oficial)

Mensagem por Tristan Thorn em Seg Abr 11, 2011 11:06 pm

Nota: Resultado de Auspícios 2 - Leitura de Aura, enviada por mensagem pessoal. Prossiga.

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Re: Clausura da Imortalidade - Tomo 2 (Crônica Oficial)

Mensagem por Songette em Seg Abr 11, 2011 11:22 pm

O homem era um membro, como ela. E a amargura rodeava sua alma assim como na alma de Requiem. Ondas psicóticas. Não podia ser, era coincidência demais. Será que ele era...?

Bom, me desculpe pelo constrangimento. - Disse sério. - O que eu tenho para falar é bem sério. - Me aproximei mais, e abaixei a voz, garantindo que ninguém além de noz ouvisse isso. - À algumas semanas atrás, eu tive um sonho. Mas não foi apenas um sonho...

Sim, ele era tão perturbado quanto ela. Provavelmente um irmão de clã. Suas auras eram parecidas, com veios de receio. As palavras do homem captavam cada vez mais sua atenção. Apenas uma mente insana para compreender outra.

Tenho certeza de que aquilo foi uma premonição. Já aconteceu comigo antes... E nesse sonho, dentre outras coisas, eu ouvia uma voz que citava "A Fêmea que ostenta o rubro". Eu e meu mentor, passamos quase um mês tentando desvendar este sonho, até que chegamos à você. Meu senhor acha que você é a Fêmea.

"Fêmea que ostenta o rubro?", ela pensava. Mas o que era aquilo? Ela era parte de uma premonição agora? Não bastava ter um senhor diabólico e infernalista. Mas a história a deixou intrigada. A aura de Roiran enchia-se de estrias de paixão conforme ele falava. Se fosse mesmo essa "Fêmea", queria saber o porquê, e o que estava destinada a fazer.

- Eu ainda não sei direito como você vai poder me ajudar, mas sei que algo muito ruim está para acontecer, e eu não posso ficar parado. Acho que podemos descobrir o que está por vir juntos, e talvez até evitar.

Requiem concordou com a cabeça. Iria ajudá-lo. A empatia com a mente insana de Roiran era enorme. E sabia que qualquer que fosse o caminho que trilhasse, Hansi estaria envolvido. Sempre fora assim. Então era uma maneira de chegar a ele também.

- Eu irei ajudá-lo. Me diga o que posso fazer, Doutor McDrake - ela falava baixo, pois via que ele desejava discrição.
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Re: Clausura da Imortalidade - Tomo 2 (Crônica Oficial)

Mensagem por Tristan Thorn em Ter Abr 12, 2011 9:40 am

Cena: Iverly, Katrine e Gam
Horário: 21h42



Enquanto Gam servia as mesas, deixando a isca, também anotava os pedidos, uma pediu um legítimo 12 anos, contudo, a outra dama parecia não desejar nada, por enquanto. O Ravnos voltava ao balcão, avisando Feio, que respondia ao Mentor:

- Fechou, eles são suas – responde ele, continuando o trabalho.

Ele servia a dose e, ao mesmo tempo, via a outra dama se levantar. A acompanhou com os olhos, notando o inevitável, ela foi falar com Feio. Nisso, abalado, sexualmente falando, Gam voltava a olhar Katrine, pensando em como seria o sabor dela. Tudo ao seu tempo. E agora? Não poderia simplesmente pará-la, assim, impedindo que chegue até a Cria, não poderia dar tanta bandeira assim... Eis a questão.

Na medida em que aproximava-se do Contato, Alexa notava uma certa excitação desconexa vindo dele, o que seria? Feio deu de ombros, continuando a servir algumas mesas – que eram poucas, por sinal. Quando ele voltava até o balcão, foi interceptado.

- O que tem de mal nisto? Apenas desejei um trabalho honesto, quase fui preso, nem sabe o que eu passei, mataram minha família... – franziu o cenho, olhando pro lado. - Chega um momento, tira... Que um homem deve reconhecer que acabou, queimei tudo que tinha pra queimar, não quero morrer, porra – explica ele, tristonho.

Spoiler:
Feio testando Manipulação + Lábia (Dif 6): 5+3+9+5+6+10 (4) – 3 sucessos

Iverly testando Percepção + Empatia (Dif 6): 7+10+8+5+9 – 4 sucessos

Uau! Iverly sabia que Feio precisava ser mentiroso, principalmente para sobreviver no ramo de atuação, mas jamais imaginaria tamanho desempenho artístico. Ele é bom, foi uma mentira quase perfeita, quase. A Ravnos conseguia perfurá-lo.

Agora Katrine tinha Gam só pra ela. Iverly estava com Feio, o contrabandista-garçom, e agora? Deixaria a presa escapar? Qual tática a bela Ravnos usaria?




Cena: Kyle, Réquiem e Dr. Roiran
Horário: 21h39



Kyle se isolava, mostrando-se compreensivo. Mas até quando? Por mais que se esforçasse, não era tão bonzinho. Esfregou as mãos, nervoso e, para não ficar à toa, enviou uma sms para Raquel. Observou o sujeito sair com Réquiem, que cena desagradável. Apesar de ter achado o senhor digno e amigável, o problema em si, definitivamente, não era com o homem. O problema era consigo mesmo.

Spoiler:
Kyle testando Autocontrole (Dif 7): 6+1+4 – Falha


Ciúme. Amargo, ácido e irracional. Decidiu não olhar mais para eles. Relaxou, olhando as pessoas dançarem.

Réquiem observou as limitações físicas de Roiran, ele mancava e usava uma bengala para locomover-se. Quando ficaram mais próximos, ele revela sobre o sonho-premonição... Se fosse alguém normal, um mortal, por exemplo, Annelise nem ligaria, contudo, tinha certeza que Dr. McDrake é um irmão de Clã. Analisou as expressões e fala, definitivamente, segundo as próprias avaliações, Réquiem julgou que ele dizia a verdade.


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Re: Clausura da Imortalidade - Tomo 2 (Crônica Oficial)

Mensagem por Katrine [apple.] em Ter Abr 12, 2011 10:06 am

- Ora, mas que sotaque encantador. Perdão pela curiosidade, mas de onde veio?

-- Morei muitos anos no México, querido. Uma cidade maravilhosa, deveria conhecê-la, se ainda não conhece. -- Ela sorria, mas dizia com um olhar distante, invocando um ar de mistério. As lembranças invadem sua mente, mas trata logo em cortá-las.

Havia sido mais fácil do que ela esperava. Mas tinha algo muito estranho naquilo tudo. Ele tinha a pele corada, parecia muito com um humano. Realmente era melhor não subestimar aquele cara. Literalmente, ele era um lobo em pele de cordeiro. Quando ele sai, Iverly age rápido:

- Escuta, eu vou deixar você por alguns instantes. Ele com certeza não te deixará sozinha colocando em conta o fato de ele estar babando pelo canto da boca só em te olhar, o que já te coloca em uma ótima posição.. Vou bater um lero com o outro ali. Tentar entender o que ele tá fazendo nesse lugar.. Ok?

-- Você é esperta, garota. Tentar entender qual a ligação desses dois e, principalmente, se ele é mesmo o dono daqui.

Ela sai e o outro volta com o meu wisky, gentil e prestativo como sempre:

Aqui está. Vão querer mais alguma coisa?

-- Não, gracias. -- Ela encosta o copo na boca sem, entretanto, tomar um gole. Não ainda. Coloca o copo em cima da mesa e lambe lentamente seus lábios fartos e molhados com a bebida -- Realmente uma delícia, apesar de eu apreciar mais outros tipos de bebida. -- Ela joga a isca, era uma pergunta maliciosa. Agora eram só ele e ela. Após uma pausa breve ela continua --É um belo lugar, trabalha aqui há muitos anos, Sr... ? Ah, perdón ainda não me disse seu nome, señor.

Sim, ela jogou duas informações opostas: Ele é o dono, ele trabalha lá. Vamos ver se ele se envolveria com a conversa. Ele estava em pé e assim o deixaria, a não ser se o próprio se convidasse para sentar à mesa. Assim ela saberia o verdadeiro grau de interesse do cara, que ela já imaginava qual seria.

[off: Para ele pensar que ela realmente está tomando o wisky, gastará 1 pds para corar levemente o rosto, para que pareça efeito da bebida.]

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Re: Clausura da Imortalidade - Tomo 2 (Crônica Oficial)

Mensagem por Samuel em Ter Abr 12, 2011 10:54 am

Revy estava dentro do carro dirigindo, novamente o possante de Andrew. Sentado ao lado dela estava Tristh. Seu querido, passageiro Andrew. De baixo do banco Revy tinha colocado a mochila que recebera da mão negra dentro, estava junto com os equipamentos dados a ela por Andrew.

Tinha os olhos semi-cerrados. Passava a mão nos cabelos e jogava para trás. Parava em um sinal e abria o vidro. Tocava o punhal preso a perna que tinha pegue recentemente. A cabeça de Revy fervia um pouco. Não era o desejo de sangue e sim de algo. Por algum motivo queria, queria enlouquecer de novo. Sua cabeça estava confusa. Nada parecia ser tão igual ou fazer tanto sentido. Olhava ao redor com os olhos vazios e tristes. Trincava os dentes tomada por uma sensação rápida de raiva e repulsa. Apertava o botão novamente fazendo o vidro subir... As coisas não eram tão simples ou tão fáceis quanto se quer.

Porque? Porque era tão mais simples matar alguém do que se relacionar com alguém? Droga! Era tão simples!

A mão de Revy se contraia apertando com força e puxando a marcha bruscamente enquanto acelerava o carro quando o sinal abria. Seu pulso estava tremendo um pouco enquanto dirigia. Era confuso. Ninguém podia entender?! Quem pode! Nem um humano podre pode entender a diferença, o poder, a loucura instalada em seu peito, o desejo abissal de matar, de consumar a carne com sangue, do sofrimento, era doentio, era uma sensação de loucura, instavel, cruel, sentir o prazer na morte e na dor, no caos e na destruição, na morte e na decadencia! Não é facil explicar com palavras o fazio que se sente, o fazio que Revy sentia dentro dela. Era como se tivesse um buraco no peito, uma ferida imensa que não lhe permitia sentimentos e apenas sentia dor, era como uma ferida exposta que lhe causava tamanho desespero e insanidade, se perder no próprio desespero e medo. Era uma sensação tão boa, tão insana, tão inexplicável que seu sangue parecia pulsar de prazer.

Pegava um cigarro e colocava nos lábios. Comprimento levemente o cartucho pensativa. Parava mais uma vez no momento em que alcançava o próximo sinal. Olhava para Andrew calado no retrovisor. Possuía os olhos desfocados e frios, parecia estar fora do próprio corpo. Tinha mais três dias para agir. Esse era seu segundo dia... Estava preparada, porém incomodada.

Revy: - Se importa de eu fumar? - Falava já ascendendo o cigarro. Olhava para ele com o canto do olho, ainda mantendo-se atenta a pista. Revy dirigia para o refugio de Andrew e onde estavam os homens dele. Tinha os olhos fixos que nem mesmo piscava.

Hoje ia se encontrar com os homens de Andrew. Ser apresentada formalmente a eles. Ver seus rostos e preparar planos. Preparar um rebanho... Iria precisar, tanto para se alimentar quanto para manter suas crianças fortes.

Revy: - Se eu dissesse, - falava com o cigarro entre os lábios, pensativa, analisando suas palavras - se eu dissesse que quero conhecer os outros chefes por aqui? Os outros que comandão o crime na cidade, quanto tempo você conseguiria para mim? Diga a eles que tem urgência, que é o negocio de suas vidas, que tem uma proposta que nem um poderá acreditar ou recusar. Quantas horas você acha que levaria? Um lugar onde eles não se acanhem a mostrar o rosto. Talvez um restourante fechado para nós. - Revy mordia o lábio inferior e tragava fortemente o cigarro - diga a eles que você tem consigo a representante de uma organização internacional que esta aqui hoje, irá propor um negocio somente esta noite. É tudo ou nada. Os que quiserem poder e gloria terão poucas horas para chegar até nos, haverá outro dia, não haverá outra data. Não haverá outro oportunidade! - Enfatiza ela. - Consiga que venham Andrew, por mim - falava fitando ele nos olhos fixamente pelo espelho. - Farei deles seus servos. Ninguém que toque meu sangue tem coragem de ir contra mim. Você será meu representante, se quiserem vir a mim terão que vir a você.

Acelerava novamente o carro. Mordia o lábio enquanto pensava. Precisava de um rebanho. Precisava de sangue para alimentar suas crianças e deixa-las fortes. Precisava de sangue para se fortalecer. Não era idiota. Não iria atacar somente um lugar protegido pela Camarilla e mais nada. Sem segundos planos, sem reforços. Sem aliados. Piscava finalmente. Soltava a fumaça do cigarro e observava a névoa passar, enquanto ainda o guiava. Tinha a cabeça atenta. Era fato, sabia dos riscos e das conseqüências.

"Por um lado, estamos elimando um traidor, a Camarilla o protege, sim, parte do acordo. Parte do trato. Ele deu as informações, ela deu proteção. Porém, ele não é mais util para ela, ou seja, ele ser eliminado seria bom para eles. Sem custos, sem benefícios." Revy revirava os olhos, não conseguia entender a idéia de traição. Por que, alguém seria inútil o suficiente para trair sua seita? "Tolo, depois que consumado o acordo e passado as informações ele não seria mais útil para ninguém, não poderia ser um informante, pois o Saba já sabe de suas ações, teria trocado informações por alguns benefícios e proteção, porém depois de passar essas informações ele seria dispensável. Logo, o idiota estava na mesma situação de vender a alma ao diabo. Não seria mais útil para a Camarilla, logo seria dispensável e assim poderia ser morto por eles, nem um príncipe toleraria um acordo com um desses a não ser para manter as aparências."

Isso levava a Revy a outra questão. O quão o principe se importava com aparências. Iria ignorar a morte do bastardo? Afinal já não era mais útil, dispensável. Ou o verme ainda teria alguma utilidade? Mordia o lábio. Pensava. Sempre. Sentia o sangue ferver novamente. Não importava quem era, não importava o porque, era um traidor. Malditos sejam todos os bastardos que seguem essa trilha, amaldiçoados sejam todos esses lixos e escoriam que rastejam nessas teias de poder. Traição, a traição fora o que fizeram, malditas vezes em que trairão o Clã Assamita, malditos desgarrados que viraram suas costas em tornos de suas próprias teias da Jyhad, enganando, mentindo, traindo, repercutindo em suas traições e tramas para incitar novamente essa guerra.

Sentia seu pulso ferver novamente, lembrando das traições que o seu clã vinha sofrendo por conta dos outros cainitas. Era uma raça que não tinha salvação... Fechava os olhos tentando apagar esses pensamentos levemente da cabeça. Não era hora para pensar o quão desprezava esses vermes, era hora de ser fria, de calcular. Chegava ao refugio de Andrew.

Descia do carro...

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Re: Clausura da Imortalidade - Tomo 2 (Crônica Oficial)

Mensagem por Nina em Ter Abr 12, 2011 11:53 am

Mas quem diria, ele tinha mesmo algo que queria esconder.. Interessante. Tentar intimidar ele com ameaças seria um método radical que Ivy faria assim que ouvisse tais mentiras, bem.. A ivy de alguns anos, não ESSA ivy. Em meio a revelação falsa ela desvia o olhar - Nossa, sinto muito por sua perda... Eu não.. Eu não fazia ideia..
- Mas fico feliz por ter se 'consertado'.. Eu, por outro lado, to na mesma 'area'. Em patamares que você nem imagina o nível. - Estimular o interesse do falsetinha era o que mais facilitaria as coisas. Uma vez que isso já o fizera sair da puta que pariu só pra entregar um mísero carregador que ela poderia comprar numa lojinha de esquina.
- Enfim, melhor deixar você trabalhar.. Vou pegar um ar, esse lugar tem uma cara estranha. - ela se levanta de vagar e deixa duas notas de $100 na mesa. - Ah, Feio.. Parabéns. - na mesma hora se vira e se encaminha até a saída..

~ Infernos, $200.. isso vai doer no meu bolso. Mas pelo menos aquele infeliz vai acreditar que eu to com dinheiro.

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Re: Clausura da Imortalidade - Tomo 2 (Crônica Oficial)

Mensagem por Arcebispo Altobello em Ter Abr 12, 2011 3:48 pm

O primeiro passo estava dado. Consegui trazer Réquiem para o meu lado, e como dizia a profecia, esperei que tudo ficasse mais próximo de se esclarecer. O próximo passo? Era preciso pensar mais sobre isso, mas talvez Hall tivesse uma resposta. Poderia começar contando à ela o presságio na íntegra, mas aqui? Já havia arriscado demais expondo os fatos básicos em um lugar sem segurança como esse. Para prosseguir, era necessário um ambiente mais privado.

- Eu não sei por onde começar, porém, sei que deveria procurar por você. Talvez fosse um bom começo se eu lhe contasse sobre o sonho na íntegra... - Fiz uma pausa, pensando à respeito do que havia dito. - Não... Tenho certeza que será um bom começo. - Isso pareceu um convite barato para sexo, mas não era. Permaneci sério. - Mas claro, não aqui. Posso esperar você se despedir do seu... Amigo. Ou podemos marcar para quando você estiver disponível.

Nada mais natural que ela prefira continuar com seu companheiro do que comigo, eu entenderia perfeitamente. De qualquer maneira, ela me daria um tempo. Iria ter que falar com aquele rapaz de qualquer maneira, e isso me daria tempo de perguntar à Hall como proceder.
- "Dr. Hall, está aí? Já temos a Fêmea, como procederemos agora?" - Pensei, esperando uma resposta de meu Senhor.

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Re: Clausura da Imortalidade - Tomo 2 (Crônica Oficial)

Mensagem por Songette em Ter Abr 12, 2011 6:57 pm

Requiem concordou com a cabeça, e voltou a sentar-se ao lado de Kyle.

- Desculpe por ter demorado. Parece que...ele tem informações que podem me levar ao alvo de minha vingança - não era a história completa, mas resumia bem o seu propósito naquela empreitada. Ela pegou o copo que estava sobre a mesa, de cor avermelhada - Precisarei acompanhá-lo.

Ela olhava para baixo. Não queria ir embora sem Kyle. Gostava muito de sua presença, mas temia que ele pudesse comprometer o propósito do Doutor. "Além disso...", ela pensava, "...eu já o envolvi demais nisso. Se eu realmente me encontrar com Hansi, Kyle pode acabar ferido, ou até pior. Não quero mais ninguém morrendo por minha culpa". Embora fosse a coisa certa a se fazer, deixá-lo fora disso para a segurança do Gangrel, ela queria que ele estivesse ao seu lado.

- Só um momento - ela disse, e depois entornou o copo. Havia menos álcool lá do que desejava, mas pelo menos saciava a sede de sangue. Ela levantou-se, indo falar com o Doutor.

- Doutor...Eu sei que nossa conversa terá de ser particular, e respeito sua necessidade por discrição. Mas...após isso, quando partirmos para a empreitada real...Eu poderia levar meu amigo junto? - era um erro fazer isso, ela sabia. Claro que iria consultar Kyle antes, para que ele soubesse do perigo iminente. Mas primeiro precisava saber se poderia de fato oferecer o convite ao Gangrel.
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Re: Clausura da Imortalidade - Tomo 2 (Crônica Oficial)

Mensagem por Gam em Ter Abr 12, 2011 7:06 pm

Não há porque impedir que a garota fale com Feio. Só resta a Gam confiar nele.

-- Não, gracias. -- Ela encosta o copo na boca sem, entretanto, tomar um gole. Não ainda. Coloca o copo em cima da mesa e lambe lentamente seus lábios fartos e molhados com a bebida -- Realmente uma delícia, apesar de eu apreciar mais outros tipos de bebida. -- Ela joga a isca, era uma pergunta maliciosa. Agora eram só ele e ela. Após uma pausa breve ela continua --É um belo lugar, trabalha aqui há muitos anos, Sr... ? Ah, perdón ainda não me disse seu nome, señor.

- Raposão. - Ele diz, soando espontâneo. - Aliás, perdão. Me apresentando pelo apelido, que babaquice a minha. O meu nome é Gam. Mas sinta-se a vontade pra me chamar de Raposão depois que estivermos mais íntimos. - Ele fala como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.

Ele faz menção de sentar, mas então nota que os dois funcionários do bar estão de papo. Alguém tem que trabalhar nessa espelunca.

- Sim, sim. Tô trabalhando aqui há um bom tempo já. Não é grande coisa, mas dá pra se sentir em casa. - Ele diz, lembrando ironicamente dos buracos de bala nas paredes. - Olha, eu tenho que continuar servindo. Mas não some daqui, eu volto pra conversar com você.

Gam vai até Feio primeiro. Caso ele veja as notas que foram colocadas pra ele sobre a bancada, diz:
- Não esquece. Pega a isca, mas não cai na onda do pescador. - Praticamente um estilo de vida.

De qualquer forma, ele não vai se meter em seus assuntos. Vai dar espaço para que seu novo colega prove sua confiança.
Gam continua trabalhando e, na primeira brecha, volta para xavecar aquela deliciosa possível humana.

- E o seu nome, moça, qual é?

Pensando bem, a outra não comeu nada. Caramba, será possível que a esquisitinha é vampira e a super gostosona, humana? Uma carniçal, talvez? Ou uma vampira muito mais apelona?
Pensando bem, elas podem ser enviadas da Blair. Camarilla maldita, se metendo nos seus assuntos... É melhor Gam manter um pé atrás com essa gente, até descobrir qualé a delas. E ele tem que lembrar de proteger a identidade de Gigina a todo custo, senão terá sido tudo em vão.

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Re: Clausura da Imortalidade - Tomo 2 (Crônica Oficial)

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