Dave Blank - Tremere - Camarilla

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Dave Blank - Tremere - Camarilla

Mensagem por Songette em Qua Fev 16, 2011 4:29 pm

Nome: Dave
Personagem: David Emmanuel Blank, “Dave” Blank
Clã: Tremere
Natureza: Solitário
Comportamento: Juiz
Geração: 9ª
Refugio: Capela
Conceito: Feiticeiro Vingativo


Experiência: 2 pontos


ATRIBUTOS (7 - 5 - 3)

Físicos (3)
- Força: 2
- Destreza: 2
- Vigor: 2

Sociais (5)
- Carisma: 2
- Manipulação: 3
- Aparência: 3

Mentais (7)
- Percepção: 3
- Inteligência: 4 (Rituais)
- Raciocínio: 3


HABILIDADES (13 - 9 - 5)

Talentos (13)
- Prontidão: 3
- Esportes:
- Briga:
- Esquiva: 1
- Empatia: 2
- Expressão:
- Intimidação: 2
- Liderança: 3
- Manha:
- Lábia: 2

Perícias (5)
- Empatia c/ Animais:
- Ofícios: 1
- Condução:
- Etiqueta: 1
- Armas de Fogo:
- Armas Brancas: 3
- Performance:
- Segurança:
- Furtividade:
- Sobrevivência:

Conhecimentos (9)
- Acadêmicos: 2
- Computador:
- Finanças: 1
- Investigação:
- Direito:
- Lingüística: 3 ( Idioma Natural: Inglês // Adicionais: Latim, Árabe, Italiano, Russo)
- Medicina:
- Ocultismo: 3
- Política:
- Ciências:


VANTAGENS

Antecedentes (5)
- Geração: 4
- Recursos: 4 (3pb)
- Status: 2 (2pb)



DISCIPLINAS(3)
- Taumaturgia:
Movimento da Mente: 4 (7 pb) [Linha Primária]
Linha da Conjuração: 2 (11 Xp)
- Auspícios:
- Dominação:



Virtudes (7)
- Consciência: 2

- Autocontrole: 3

- Coragem: 5


HUMANIDADE: 5

FORÇA DE VONTADE: 9 (4 pb)


QUALIDADES
Mentor Espiritual (3 pontos)
Médium (2 pontos)
Racionalmente Frio (1 ponto)



DEFEITOS
Macula do Apodrecimento (-1 ponto)
Compulsão [Fumar] (-1 ponto)
Pesadelos (-1 ponto)
Anacronismo (-2 pontos)
Vingança (-3 pontos)



Rituais Conhecidos:
-Nível 1
Amarrando a língua acusadora
Proteção contra a destruição da Madeira
Ritual de Apresentação
Defesa do Refugio Sagrado


OBS
Itens carregados:
Uma espada de Prata
Reagentes para Rituais
1x Bolsa de Couro (pequena o suficiente p/ prender no cinto) com 2 bolinhas de Ferro (1,5kg cada uma), 2 de madeira (500g cada uma) e uma de chumbo (4kg)
1x Carteira de Cigarros com Isqueiro
1x Carro


Prelúdio

Deixe-me contar minha história minha cara. Não se espante com o que lhe direi, mas tudo começa em Agosto de 1868 - Pausa para o ouvinte assimilar a idéia - minha aparência não é tão ruim para quem tem mais de 2 séculos de vida não? Como dizia antes, Nasci em Londres, no quarto de minha mãe, obviamente eu não me lembro disso, mas foi o que me foi passado. As coisas naquela época eram difíceis, no mesmo ano em que nasci uma crise atingiu a cidade que estava entre aos ratos e a fome. Minha infância praticamente toda foi de reclusão, nunca me envolvi diretamente com outras crianças, somente alguns filhos de nossos empregados.... Mil perdões, estou pulando algumas partes importantes se quer entender como eu vim parar aqui no Novo Mundo. Durante a infância eu descobri, da pior maneira possível, que eu não era uma criança normal, algumas vezes via pessoas passando pelos corredores de minha cara, pessoas que aparentemente estavam mortas, mas o conseguia reconhecer por quadros como meus Avós, e alguns dos empregados fiéis que tivemos. De inicio pensei que eram assombrações, ou coisa de minha cabeça infantil, mas depois eu percebi que eles conseguiam se comunicar comigo também, então comecei a entender que era um tipo de don, muito raro entre os mortais. Outro fato importante a se mencionar é que minha família era proprietária de grande parte das indústrias maquinarias da velha capital, alem da maior exportadora de Ferro de toda a Inglaterra, era uma época em que as máquinas a vapores estavam começando seu avanço, hoje a Época é mais conhecida com Revolução Industrial.... Como eu dizia antes, minha infância foi de um garotinho triste e abandonado, poucos amigos e poucas brincadeiras. Como era uma tradição na família, fui obrigado a praticar esgrima a partir dos meus 8 anos de idade. Avancemos um pouco a história para não ficarmos aqui a noite inteira ouvindo um velho falando sobre sua vida. Universidade – Mais uma pausa, agora mais longa como se estivesse tentando voltar no tempo – Essa foi uma parte adorável de minha vida. Não era muito bons nos estudos, mas sabia como aproveitar as festas que alguns colegas davam. Haviam festas quase todos os dias, quase todas as noites, sempre com muita diversão, garotas e bebidas.

E foi justamente em uma dessas festas que eu conheci a mulher mais bela com quem tive contato antes de conhecer o mundo como o vejo hoje. Não me julgue mal querida, tu és bela como não consigo imaginar alguém que me chame a atenção, mas “Ela” é especial, ela era minha Senhora.

O ano se me lembro bem, era 1888, em uma festa da turma de Direito, uma das maiores festas de Londres, conheci Victoria, uma bela e sedutora mulher. Ela me enfeitiçava com seus cabelos longos e dourados como um raio de sol, seus olhos verdes como um gramado na primavera, e uma voz que me soava como um anjo cantando em meus ouvidos. Hoje eu entendo que tudo que ela fez foi ser ela mesmo, uma predadora natural, destinada a herdar o mundo. Durante a festa nós conversamos, nos conhecemos melhor, e saímos de lá acompanhados um pelo outro. Quando estávamos chegando a uma de minhas propriedades, ela me beijou, um beijo doce e encantador, mas eu sentia que algo estava diferente. Assim que nossos lábios se separaram eu perdi a consciência. Quando recobrei a consciência estava em um lugar frio, não podia sentir minhas mãos nem pés, mas sentia que eles estavam amarrados com uma corda bem forte. Ouvia alguns murmúrios, julgo que deviam ser 7 ou 8 vozes bem baixas. Imaginei se eu não seria mais uma vitima de um famoso “Serial-Killer”. Foi quando entre toda aquela escuridão eu pude ouvir a doce voz de Victoria, começando uma cena que vós também conheces muito bem...

-Muito Bem Dave, agora eu quero que você repita tudo depois de mim. Saiba que qualquer gracinha que fizeres será punido com violência. – A voz doce e delicada de Victoria se tornavam áspera e rigorosa, era praticamente outra pessoa julgando pela voz. –

-Repita Dave!! “Eu, David Emmanuel Blank juro....
Eu sentia que alguém pegava meus cabelos e sacudiam minha cabeça de um lado para outro, ficava imaginando onde eu estava, o que estava acontecendo. Tentava reunir minhas forças e abrir os olhos, mas não conseguia, tudo que eu enxergava era o escuro, o que revelava que eu estava vendado. Não conseguia mais resistir, então eu obedeci...

-Eu, David Emmanuel Blank, juro...

-Muito Bem Dave, continuemos.... “Juro minha eterna lealdade à Casa Tremere e ao Clã Tremere e a todos os seus associados.”

Eu repeti, sem imaginar o que estava acontecendo, quando terminei as palavras senti que algo era colocado perto de minha boca. Sentia um cheiro doce, deixando todos os meus instintos alertas, sentia sede, muita sede. Senti uma espécie de cálice tocando meus lábios e um liquido grosso e viscoso em minha boca, Assustado eu tentei cuspir, mas uma outra mão segurou minha boca, selando meus lábios, me obrigando a engolir aquilo.

-“Engula!”. Era a Voz de Victoria de novo.

Engoli um pouco daquele liquido, mas uma parte eu vomitei, estava difícil, meu corpo fraco rejeitava até a engolir mais daquele liquido. O gosto você me pergunta, era doce, o efeito parecia de uma boa garrafa de Rum no inverno frio, me fez estremecer contra minha vontade. Victoria continuou depois disso...

- Agora repita comigo: Eu não privarei nem tentarei privar nenhum associado da Casa e do Clã Tremere de seu poder mágico. Não tentarei matar nenhum associado, exceto em autodefesa, ou quando um magus tiver sido proscrito por um tribunal reconhecido.

Eu lutava contra meu corpo cansado, tentava imaginar onde eu estava, o que estava acontecendo. Murmurei cada palavra que Victoria dizia e a cada frase mais daquele liquido era colocado em minha boca, estava começando a odiar aquele gosto, mas a sensação de provar era indescritível. A venda foi retirada de meus olhos e então eu pude ver o que era aquele liquido, nossa preciosa vitae.

A cada parte do Juramente mais e mais sangue era colocado em minha boca, cada vez eu sentia o cansaço desaparecendo, já podia sentir minhas mãos e pés tocando um chão de pedra fria, mas ainda não conseguia enxergar ninguém alem de Victoria.

-Agora a ultima parte Dave: Eu faço esse juramente no décimo quinto dia de Abril de 1802. Que a desgraça caia sobre aquele que me tentar a quebrar esse juramento, e que a desgraça caia sobre mim se eu sucumbir à tentação.

Aliviado eu repeti as frases. Depois disso Victoria me desamarrou e me ajudou a ficar de pé e me conduziu até uma cadeira. Deixei-me cair sobre a cadeira, mas estava contente pela perspectiva de minha nova Vida, com minha voz cansada e baixa fiz minha única pergunta a minha Senhora.

-É tudo? Sou mesmo um vampiro agora?

-Sim, agora você é um morto-vivo – Victoria de respondeu com a mesma voz doce e angelical de antes – Você é um aprendiz da nobre Casa Tremere, aprendiz também de sua mestra. Você é um dos escolhidos. Seu destino é descobrir o verdadeiro significado de poder, e explorar os mistérios do espaço e tempo que poucos imaginam existir. Você é agora um dos grandes imortais, um entre aqueles destinados a herdar a Terra.

Depois desse dia eu comecei a morar com minha Senhora, passava noites e mais noites com ela em nossa Capela Tremere de Londres. Lhe contei meu segredo, que podia ver espíritos, e então começamos a estudar sobre a Taumaturgia que mais podia se encaixar em mim.

Poucos meses se passaram até que uma noite aconteceu uma desgraça, mas que acabou sendo muito útil para meu futuro. Um de meus primos, Nathan, o mais insuportável e fofoqueiro da família, acabou descobrindo sobre minha natureza, por um erro infantil de minha parte. Levei uma bela presa, atraente para minha casa e me saboreei de seu sangue lá mesmo, esquecendo da inveja de meu primo que acabou me flagrando. De imediato eu não me preocupei muito minha querida, sim eu confiava em todos de minha família ... É como aquele provérbio “Sangue de meu Sangue”, mas então eu percebi que alguns parentes mais distantes estavam começando a se distanciar de mim. Foi então que comecei a me preocupar e procurei por Victoria. Nós passamos algumas noites estudando as leis que nos Regem e alguns livros sobre a Magia do Sangue, até que ela descobriu um ritual que colocaria todos de minha família em segredo absoluto, tudo que foi preciso foram algumas horas e um punhado de sangue, e como Victoria não tinha idéia de quantos membros de minha família já sabiam do segredo, ela decidiu usar o meu próprio sangue o que acabaria fazendo efeito em todos de minha família ... Foi difícil, Victoria teve de usar quase todo meu sangue, mas desse modo eu consegui que todos de minha família fossem fiéis a mim.

Por mais de 10 anos eu fiquei morei como um simples Aprendiz Tremere na capela, por 10 anos só me cumpria tarefas básicas e que me eram designadas por Victoria, até que ela me deu uma missão muito importante. Uma missão que realmente me faria ser mais que um simples Aprendiz. Nossa nova missão era ir até o Novo Mundo, rumores chegavam até Londres que alguns membros do Sabá estariam em disputa com a nossa Seita pela disputa das cidades, e Victoria e eu fomos destacados para ajudar a estabelecer a Camarilla no local, junto de alguns outros membros, eu como um ótimo disfarce e uma oportunidade melhor ainda fui com a intenção de abrir uma pequena “filial” de minha empresa na América, assim teria os mesmos recursos para financiar minha parte na missão.

Fizemos um pequeno, mas poderoso grupo, 2 Tremeres, 3 Ventrues, Brujahs, Gangreis.. todos os clãs se agruparam. Depois de muitos dias de viagem nós finalmente chegamos até a América, e as coisas estavam muito piores que tínhamos ouvido. Mortais eram mortos no meio das ruas, nenhum preocupação com a Mascara, o Sabá dominava praticamente todo o território, e nós o combatemos de igual a igual. Nós o combatemos por mais de 2 anos, e nossa vitória foi alcançada. A Camarilla montou sua sede, na principal capital da América, Nova York. Foi uma época de “Paz” entra os dois lados, mas claro, sempre com intrigas e ameaças vindos de todos os lados, E assim permaneceu por mais de 60 anos ... Até que uma tragédia se abateu sobre mim e Victoria. Nós dois fomos atacados pelo resto d membro do Sabá que restaram na cidade, combatemos eles e derrotamos alguns, mas o pior entre eles, um Tzimisce, derrotou Victoria – Pausa novamente, uma gota de sangue escorre de um dos olhos de Dave – E eu por pouco consegui escapar. Se Ela já não o tivesse derrotado o Demônio eu não estaria aqui hoje lhe contando essa historia minha querida. Tudo que eu consegui fazer foi deixa-lo incapacitado de me perseguir, e então eu escapei. Fui até o encontro dos Ventrues que já mantinha uma pequena amizade, e lhes precavi sobre o tal Tzimisce, depois disso eu decidi que meu tempo nessa vida deveria se acabar.

Me dirigi até um mausoléu de cemitério e ordenei que meus lacaios me trancassem lá dentro. E por lá eu fiquei, por mais de 1 século, em meu torpor. Você me pergunta com que tipo de sonhos eu tive? A mesma cena por mais de 100 Anos, Victoria morrendo bem a minha frente, seus ossos virando pó e eu impossibilitado de fazer algo. Assim que sai de meu pequeno mausoléu eu notei que alguma coisa havia mudado, algumas flores nas lápides para os mortos começavam a murchar a medida que eu me aproximava delas, algumas até chegaram a morrer quando eu as toquei. Talvez isso seja uma conseqüência de ter passado tanto tempo em torpor, nem eu mesmo sei o motivo, e nem se algum dia eu possa corrigir essa sina.

Agora, chegamos a um tempo não muito distante da época em que nos encontramos aquele dia na Capela. Depois de 100 Anos em torpor eu despertei, nem eu mesmo sei o motivo exato se é isso que esta se perguntando agora, mas eu sabia dentro de mim que muito tempo havia passado, e que a Capela precisava de mim novamente. Depois de 100 anos preso dentro de um mausoléu eu fui até a Capela, depois de me alimentar claro ... Foi lá que tive a maior o maior de meus espantos. Enquanto esperava por uma chance de me dirigir a Regência da Capela meus dons de Médium entraram em ação ... ao menos é o que eu julgo ... Podia sentir a presença de Victoria naquela pequena sala, mesmo sabendo que ela estava morta, e isso entristecia meu coração, Sentia um vento gelado e estranho em minha nuca, com certeza era Victoria, sentia em cada fibra de meu corpo que ela estava ali, só depois eu tive certeza, sua voz doce e gentil tocava meus ouvidos..

-Porque demorou tanto para acordar Dave? Esperei você por todo esse tempo, atravessei o Véu para te ajudar, ser a sua mentora mais uma vez, lhe ajudar em sua busca por poder, e pelo que posso ver em seu coração, em sua Vingança.

Na mesma hora eu não sabia se devia ficar feliz por ver Victoria de novo, ou se me preocupava com o espírito dela estar preso naquele mundo decadente e cheio de tristeza.

Consegui falar com a Regente da capela, no mesmo instante ela me aceitou, relatei meus fatos com provas, e ela reconheceu meus feitos, aparentemente o Regente eleito na época deixou registros sobre minha passagem e tudo que aconteceu. Somente algum tempo depois eu comecei me adaptar a este mundo moderno, mas uma coisa eu não consigo me adaptar, esses malditos computadores e toda essa tecnologia ... Tudo devia ser simples como era antes.
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